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Raquel Rolnik: Removidos pelos megaeventos são os últimos a saber
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Raquel Rolnik: Removidos pelos megaeventos são os últimos a saber


28/07/2011 - 20h44

por Manuela Azenha

A urbanista e professora Raquel Rolnik diz que os moradores são os últimos a saber, depois que o poder público decide que precisam ser removidos para dar lugar às obras relativas à Copa do Mundo ou, no caso do Rio de Janeiro, às Olimpíadas.

Ela faz a denúncia na condição de relatora especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Moradia Adequada.

Raquel diz que os megaeventos com certeza produzem lucros, mas “não necessariamente para a população como um todo”.

Revela que comitês populares estão sendo formados em várias cidades brasileiras para lidar com os despejos.

E afirma que há o risco de se criar algo parecido com um “estado de exceção”, a partir de protocolos assinados pela FIFA com autoridades locais, incorporando exigências que vão muito além dos estádios: “Exigindo, por exemplo, exclusividade da venda de uma certa marca de bebida numa área de quilômetros em torno desse estádio”.

Raquel começa explicando sua função na ONU:

“Eu sou relatora especial para o direito à moradia adequada junto ao Conselho de Direitos Humanos da ONU. Eu faço parte do que eles chamam de procedimentos especiais. São experts independentes  nomeados pelo Conselho. Funcionam como uma espécie de ombudsmen do conselho para monitorar a implementação dos direitos tais como eles estão estabelecidos nos pactos internacionais e tratados que os governos votam e depois ratificam. Um desses direitos é à moradia adequada. A minha missão é examinar se o direito está sendo implementado tal como definido no campo dos direitos humanos”.

Manuela– Como funcionam as missões, qual é o papel do relator e o que você observou no Brasil?

Raquel Rolnik – Tem três instrumentos que o relator usa para fazer esse monitoramento. É um trabalho voluntário, não pago e que não faz parte da estrutura funcional da ONU. O relator é uma pessoa com um assistente disponibilizado pelo alto comissariado da ONU para Direitos Humanos. Essa é a estrutura que a relatoria tem.

O primeiro instrumento é um relatório temático por ano para apresentar na reunião do Conselho de Direitos Humanos em Genebra e um relatório temático na Assembléia Geral da ONU.  O relator escolhe um tema e pesquisa como está a situação no mundo. Eu apresentei um relatório temático sobre megaeventos  e o direito à moradia em 2009 no Conselho.

Fora isso, o relator faz relatórios de missões. A gente pode fazer duas missões por ano, são dois países. Essas missões são organizadas em comum acordo com o governo do país, a gente precisa ser convidado para ir. Quando vamos, nos reunimos com o governo e com a sociedade civil e fazemos visitas de campo. Eu trabalhei o tema de megaeventos no meu relatório temático e fiz missões em sete países, mas não no Brasil, porque meu predecessor já havia feito.

O terceiro instrumento, que é o arroz com feijão da relatoria, são as denúncias de violações de direito à moradia que recebemos cotidianamente de ONGs, defensores de direitos humanos, cidadãos. Quando recebemos a denúncia, mandamos para o país uma carta de alegação, onde comunicamos a denúncia, averiguamos se o país tomou alguma providência, vemos se a denúncia era verdadeira ou não. Dependendo da resposta do governo, isso pode se transformar num comunicado de imprensa internacional, revelando o que está acontecendo.

Eu decidi pegar o tema dos megaeventos e direito à moradia como objeto temático, porque eu recebi um monte de denúncias sobre violação de direito à moradia em cidades e países que sediavam eventos esportivos.

Começou com Beijing, por conta das Olimpíadas; recebi de Vancouver, nas Olimpíadas de inverno, recebi denúncias de Durban [África do Sul] em função dos Commonwealth Games [Jogos da Comunidade Britânica] e na África do Sul por conta da Copa do Mundo. Isso, ainda em 2009. Depois que eu apresentei o relatório, em 2010, comecei a receber denúncias do Brasil.

Então, no final de 2010, eu mandei uma carta de alegação para o governo brasileiro. Mandei em dezembro e até hoje não tive resposta. Normalmente a gente dá um mês para o país responder, antes de vir a público. Eu esperei 4 meses, o Brasil não respondeu nada e então, eu tornei pública essa questão e a carta. Evidentemente que, quando a gente começa a receber denúncias, na medida do possível a gente tenta apurar se elas têm alguma consistência. No meu caso, foi muito explícito. Eu fui procurada por defensorias públicas, ou seja, por uma estrutura do Estado. Vários Ministérios Públicos também me procuraram.

Quando apresentamos o relatório ao Conselho, pode-se decidir votar uma resolução. Quando eu apresentei o relatório, em março de 2010, foi votado que todos os países deveriam respeitar o direito à moradia quando se preparam para a Copa e Olimpíadas.

Manuela– Foi a primeira vez que um governo não respondeu à carta de alegação?

Raquel Rolnik – Não, para falar a verdade, é raríssimo um governo responder. Tem alguns governos que respondem sempre — como os da Inglaterra, Guatemala e Chile —  e tem outros que não respondem.

Manuela– Existe alguma consequência? Não seria obrigação do governo responder?

Raquel Rolnik – É obrigação, sim. A consequência é tornar [o relatório] público sem que o país tenha tido a chance de se defender antes. Se o país responde, às vezes faz mudar um pouco o relatório, porque me dá informações que eu não tinha antes. O comunicado de imprensa expõe publicamente e internacionalmente o país.

Manuela – Por que eles não respondem?

Raquel Rolnik – Acho que é bagunça interna, vai um envelope de sala em sala e acaba se perdendo. Tem país notório violador de direitos humanos que sempre responde e país que não viola mas que também não responde. A partir do momento em que eu vim a público, teve muita repercussão, inclusive na imprensa estrangeira. Aí eu recebi um telefonema do Itamaraty, uma carta da ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, dizendo que estavam constituindo um grupo de trabalho no âmbito do governo federal para tratar desse assunto. Depois disso nunca mais ouvi falar nada e nada da tal carta oficial, até hoje.

Manuela– Quais são os tipos de denúncia que você recebe em relação ao direito à moradia no Brasil?

Raquel Rolnik – Recebo não só do Rio de Janeiro, que irá sediar a Copa do Mundo e as Olimpíadas, mas de outras cidades brasileiras: Fortaleza, São Paulo, Porto Alegre, Recife, entre várias. Se eu for resumir basicamente no que consistem essas violações, eu poderia agrupá-las em dois grandes grupos.  O primeiro tem a ver com transparência, direito à informação e à participação.

A maior parte das comunidades não é informada dos projetos antes de serem removidas, não têm chance de debater e apresentar alternativas. Não há nenhum lugar onde você possa ver exatamente quem vai ser removido, quanto será pago, quais seriam as alternativas a essa remoção.

Ou seja, o direito à informação, à transparência  e à participação das comunidades afetadas, que são direitos básicos que compõem o direito à moradia, estão sendo sistematicamente desrespeitados. A ponto da prefeitura entrar na comunidade, pintar as casas com X e as pessoas não saberem o motivo.

O segundo grupo de violações tem a ver com as alternativas às remoções. De acordo com o que diz o direito à moradia, você tem duas opções: esgotar todas as possibilidades para evitar a remoção ou então minimizar, ao invés de remover 700 famílias, remove 300 e já muda muito. Feito isso, chegou no limite e tem que remover mesmo, aí tem duas alternativas e a pessoa removida escolhe a que preferir.

A pessoa tem uma compensação financeira em dinheiro por aquilo, como funciona na desapropriação, ou ela recebe uma nova casa, o que chamamos de reassentamento. Nos dois casos, os moradores estão vivendo violações gravíssimas.

Primeiro, porque as opções praticamente não existem, são decisões unilaterais da parte de quem está removendo, na maior parte dos casos.

Segundo, que as compensações financeiras sendo oferecidas são ridículas, tem de 5 mil reais, 3.800 reais, 10 mil reais.

Ora, um principio básico do direito à moradia é que uma remoção nunca pode deixar uma pessoa sem teto. Se você tira uma pessoa de sua casa e dá 5 mil reais para ela, está deixando ela sem teto, porque não tem nenhum lugar que dá para comprar com 5 mil reais. O reassentamento que normalmente é oferecido é a quarenta, cinquenta quilômetros daquele lugar e não tem as vantagens locacionais da antiga casa.

É importante repetir que o direito à moradia não é a uma casa, quatro paredes e um teto, mas uma moradia com acesso à escola, posto de saúde, fontes de renda, emprego. A localização é um elemento absolutamente essencial.

Manuela–Quem são as principais vítimas dessas remoções?

Raquel Rolnik – Os moradores de assentamentos informais. Claro, para onde que estão sendo projetadas as obras de infraestrutura? Para cima dos assentamentos informais. Por que? Porque sai mais barato. Por que? Porque está violando todos os direitos. Porque, na maior parte das remoções que são feitas, simplesmente não se paga aquilo que vale a moradia, alegando: “Bom, ela nao era proprietária do terreno”. Mas ela morava há 50 anos ali  e o direito à moradia, como direito humano, não tem nada que ver com a condição de posse – é um direito humano.

Manuela – O governo não pode alegar que esses assentamentos irregulares estão em área de risco ou qualquer outra irregularidade?

Raquel Rolnik – Se o assentamento está numa área de risco, existe uma responsabilidade do próprio Estado em relação a essa situação. Se a pessoa mora numa área de risco, é porque ela não tem outro lugar para morar, o que é absolutamente verdadeiro no caso do Brasil. Ninguém vai morar em área de risco porque quer. Sujeitam-se a condições, muitas vezes, bastante precárias porque não têm alternativa de uma moradia formal, regular e localizada na cidade. A compensação ou o reassentamento sempre fazem parte da definição de moradia adequada. O reassentamento pode estar de acordo com o direito à moradia, é uma opção, mas qual reassentamento? Onde? E a população tem que participar dessa decisão. A Cidade de Deus, que ficou famosa nos filmes, é um reassentamento! Que tal?

Manuela – Existe um discurso de que sediar um megaevento esportivo gera desenvolvimento. Você concorda? É vantajoso?

Raquel Rolnik – Com a experiência que temos com os megaeventos no mundo, fazemos um balanço global. No caso de Atenas, por exemplo, a cidade ficou completamente endividada, fazer os jogos não foi benéfico do ponto de vista do desenvolvimento – veja o que está acontecendo na Grécia nesse momento. A África do Sul teve um volume de gastos fenomenal, também. Então, é muito discutível o que aquele gasto gerou. Às vezes, gera imensos lucros para algumas corporações e empresas, mas não necessariamente para a população como um todo. Essa é a questão. Tem situações em que pensar um megaevento fez parte de uma estratégia de planejamento de longo prazo. Nao é o caso do Brasil. Depois que ganhou é que foi ver o que e como vai fazer para sediar o evento. E tem coisa que não está nem definida, como é o caso de São Paulo. É o contrário de pensar numa estratégia de longo prazo, de desenvolvimento urbano, na qual você usa um megaevento para poder implementá-la.

Manuela – Existem movimentos de resistência a sediar esses eventos?

Raquel Rolnik – Existem em todas as cidades que sediaram esses tipos de eventos. Na África do Sul, para você ter uma ideia, houve 32 greves de trabalhadores, mais de 20 manifestações que envolveram trabalhadores da construção civil, moradores de rua, vendedores ambulantes, moradores de assentamentos informais despejados. Isso está sendo articulado também no Brasil: Comitês Populares da Copa. Já existem comitês estruturados em Fortaleza, Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba está organizando o seu agora. Já está começando um trabalho de resistência.

Manuela –Além da violação do direito à moradia, quais outros problemas sediar um megaevento traz?

Raquel Rolnik – Do ponto de vista da relatoria, além da questão dos despejos, nessas operações são violados muitas vezes os direitos dos moradores de rua, que muitas vezes são despejados num caminhão para fora da cidade. Não lembro a cidade em que presenciei essa situação. Vendedores ambulantes também podem ser vítimas. Há uma coisa muita grave, que é a FIFA crescentemente se apoderando de todo o processo de produção do evento e assinando protocolos paralelos, além do protocolo que já assinou com o país e com as cidades para fazer a Copa do Mundo. Fazendo exigências não só para as áreas do estádios, mas para as áreas do entorno.

Exigindo, por exemplo, exclusividade da venda de uma certa marca de bebida numa área de quilômetros em torno desse estádio. Tem muitas violações que acabam constituindo um verdadeiro estado de exceção. Ou seja, fazer uma Copa do Mundo, um megaevento, justifica você não ter que aplicar os direitos, a legislação ambiental, social, dos direitos humanos? É como se ela pudesse ser suspensa. Como num estado de emergência em função de uma guerra ou catástrofe. Cada vez mais, os megaeventos tem se parecido com isso.

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80 comentários

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Mauro A. Silva

31 de julho de 2011 às 19h39

Digite o texto aqui![youtube opAmbmklPVk http://www.youtube.com/watch?v=opAmbmklPVk youtube]

Responder

Sebastião Medeiros

30 de julho de 2011 às 20h37

É urgente o estabelecimento da REFORMA URBANA no BRASIL,só assim podemos enfrentar as grandes empresas imobiliárias em que muitos casos dominam o espaço urbano das cidades Brasileiras e os especuladores de terrenos urbanos(principais causadores dos incêndios nas favelas na cidade de São Paulo) evitando assim as submoradias e as tragédias,como as ocorridas nas cidades serranas do Estado do Rio de Janeiro e os alagões na cidade de São Paulo cujo caso emblemáticos foi o alagamento no Jardim Romano no extremo leste da periferia paulista.Além da melhoria das moradias da população mais carente a reforma urbama possibilitará um planejamento das cidades criando espaços de lazer(parques,jardins,campos esportivos e teatros)para a população dos subúrbios Brasileiros.

Responder

Pabl0

30 de julho de 2011 às 19h04

Sabe aquela história de que para um corromper alguém deve se deixar ser corrompido?A FIFA-assim como a política brasileira-tem muito disso.Ricardo Teixeira é um exemplo disso…

Responder

Daniel Mota da Silva

30 de julho de 2011 às 13h58

No Brasil tudo estar certo até o próprio não ser atingido por uma desgraça, neste pais muitos acha que o os juízes os governos a policia agem sem parcialidade, até um dia ser vitimas de uma injustiça. Não reclamo de A nem B mais tenho uma grande tristeza e pensar por esta classe pobre que sempre é julgada culpada e penalizada sem qualquer defesa. o bom seria que todos tivesse consciência politica e podere escolher onde deveria viver com dignidade. E quer não venha para estes estados racista que e a região sudeste. Olha para os sofridos nada esta bom neste pais de ladrão e aproveitadores e puxa-saco. Raquel Rolnik continua com seu trabalho sei e você sabe que não vai agradar a laia e seus filhos.

Responder

Bernardino

30 de julho de 2011 às 13h35

Excelente artigo,essa Arquiteta dejfende seus pontos de vista sem pedir licença e ja foi do PT hein?Acintece que nossa classe politica sempre foi canalha desde os de direita ate os esquerdistas,daí o ditado no BRASIL a esquerda rouba com a mao esquerda , a direita com a direita e o centrao com as duas.È o llegado da velha e corrupta cultura Portuguesa!!O PAIS tem outras prioridades na fila ,porem os pliticos jogam pra platéia visando lucro financeiro e eleitoral.O SR LULA foi um bom Presidente,porem esta longe de ser um ESTADISTA como querem os ilusionistas e puxa sacos de plantao.Até aqui GETULIO permanece o unico no RANKING!!!

Responder

    Cronopio

    30 de julho de 2011 às 16h57

    Getúlio? Achei que ele tinha sido um ditador. Vou jogar fora meus livros de história.

Marcelo de Matos

30 de julho de 2011 às 12h17

(parte 2) E nem só os pobres são prejudicados. Tenho um amigo que mora ao lado do estádio do Morumbi e está mobilizando os vizinhos em protesto contra um monotrilho que será construído no local. No caso de represas, se você comunica os moradores da área que vai desapropriá-la, a Associação dos Atingidos por Represas coloca milhares de pessoas para morar lá e receber a indenização. Ou, será que estou inventando?

Responder

Marcelo de Matos

30 de julho de 2011 às 12h17

(parte 1) “E afirma que há o risco de se criar algo parecido com um “estado de exceção”, a partir de protocolos assinados pela FIFA com autoridades locais, incorporando exigências que vão muito além dos estádios: “Exigindo, por exemplo, exclusividade da venda de uma certa marca de bebida numa área de quilômetros em torno desse estádio”. Essas práticas não são novidade. Há muito tempo frequento eventos como “Festa das Nações”, entre outros. Os organizadores “fecham” com determinada marca de cerveja. Só acho ruim quando peço a primeira. Bebedor de cerveja é sem vergonha: prefiro a Brahma, mas, se não tiver, tomo até Belco ou Cristal. Esse negócio de avisar antes os moradores (“os últimos a saber”) é utopia. Toda grande obra pública, seja represa ou aeroporto, implica em remoção de moradores. Não é exclusividade da Copa e das Olimpíadas. Se você avisa que vai fazer a obra há grande especulação imobiliária, que acaba inviabilizando o projeto.

Responder

Ana Cruzzeli

30 de julho de 2011 às 11h44

Das coisas que me incomodam são reações tardias…
Onde estavam os defensores das moradias dos invasores que não pediram na justiça anos atrás o uso-capeão urbano. Afinal em 5 anos o assentado tem direito a esse titulo, contudo pode ser feito acordo na justiça para deslocamento para região mais adequada.

Devemos cobrar sempre, devemos nos manifestar sempre, mas não de maneira tardia. Um povo que quer ser maduro de cidadania deve entender isso. Devemos nos antecipar aos eventos…
Essas pessoas estavam há 50 anos em situação irregular onde estavam as autoridades que não viram isso, onde estavam os defensores que não viram isso.

Logo que Lula entrou na presidencia instituiu o ministério das cidades. Pouca gente deu importancia a algo feito por ele. Lula enviou seu ministro para distribuir titulos de terra nas favelas pelo país, logicamente fazendo acordos com governadores e prefeitos, afinal as terras eram estaduais ou municipais e não federais, logo acordo era necessário.

Por que Lula fez isso?

– Primeiro porque aquelas pessoas tinham direito ao titulo da terra pela lei de uso-capeão urbano.
-Segundo que haviam projetos de direita para desapropriar aquelas pessoas de seus lares, no Rio de Janeiro por exemplo vários projetos do PSDB de limpar os morros eram cantados em prosa e verso, afinal para quem não sabe o morro é o ponto mais caro do Rio de Janeiro. Lula foi previdente, Lula foi amoroso àquele povo, deu primeiro os titulos e depois veio com os investimentos.

Por que pouquissimas pessoas prestam atenção nas coisas mais importantes que Lula fez? Por quê ? Por que? e Por quê?

Outra coisa que Lula fez, gritou e pouca gente ouviu ou enxergou… Quando do projeto Luz para todos, a luz era secundária, foi um conforto extraordinário, mas há algo mais importante nesse projeto que me comove até hoje. Levou direito ao uso-capeão rural, pouca gente sabe, maior parte das pequenas propriedades de terras no Brasil são de titulo de uso-capeão ( 10 anos de uso da terra). Esse projeto deu luz a esse problema gravissimo. Muitos dos pequenos produtores rurais são ameaçados pelos grandes para passarem seus titulos.

Temos que nos juntar aos Sem-terra não cobrando do executivo o que ele já vem fazendo, mas vigiando os criminosos das terras brasileiras que expulsão o homem do campo por muitas vezes até a bala. O Pará que o diga. Devemos nos unir contra aqueles que são contra a justiça.

Responder

    Igor

    30 de julho de 2011 às 13h30

    Até onde eu sei, usucapio só em terras PARTICULARES. Não se aplica à terras públicas, caro eleitor do Apedeuta.

    De nada!

Fabio_Passos

30 de julho de 2011 às 11h26

A verdade é que o Estado, a serviço da nossa "elite" branquela e rica, passa por cima das populações segregadas sem respeitar os mais elementares direitos humanos.

Não porque despreza direitos civilizatórios, mas porque não considera as populações pobres como… humanos.

A regra nas cidades é enviar os pobres para longe, onde não há infra-estrutura, enquanto as populações ricas e as corporações se aproveitam da infra-estrutura bancada pelo Estado nas regiões nobres.

Responder

    Igor

    30 de julho de 2011 às 13h39

    Fabio, apesar de não me considerar branco, o Sr. está sendo um racista e racistas são uns babacas, não é verdade? Que história é essa de "branquela", enloqueceu?

    E se trocássemos por "da nossa "ralé" nega e pobre, passa por cima…" viu? Eu iria parecer o que você já me parece ser.

    Pense nisto, não transborde a sua frustração devido a Humanidade ter condenado seu mundo socialista a inexistência.

    Cronopio

    30 de julho de 2011 às 17h03

    Acho que "branquela" foi exagero, mas é fato que nossa elite é branca. A segregação racial não se dá somente de modo explícito, mas está profundamente arraigada em miríades de práticas sociais. Negá-la, como o faz grande parte da mídia brasileira, é o nosso grande problema. Os movimentos afirmativos são o resultado de uma tentativa (passível de contestação, sem dúvida) de enfrentar parte desse problema. O que me incomoda é o movimento contrário, que diz ser equivalente vestir uma camiseta com os dizeres "100% negro" e "100%" branco. Essa afirmação ignora as condições reais e se apega a um modelo idealista de sociedade, em que todas as opiniões são equivalentes, e não percebe que as enunciações carregam consigo seu contexto de produção. Ou, o que é pior, percebem isso, mas agem de modo cínico.

    Fabio_Passos

    30 de julho de 2011 às 18h02

    Sustento que nossa "elite" branquicela não presta.
    branquela, rica… e podre.
    Há 500 anos de evidências históricas que sustentam minha afirmação.
    É um conceito muito bem fundamentado.

    Pouco me importa o excesso de bílis de um classe média, leitor de revista veja e telespectador do JN, chateadinho porque bem qualifiquei seus amos.

    Marcel

    31 de julho de 2011 às 14h24

    Aposto que é mais branco que um véu de noiva, é da classe média e nunca passou nem perto de chão de fábrica. Camponês, então, nem pensar. Isso é filho de papai posando de revolucionário atrás do teclado. Patético.

    Fabio_Passos

    31 de julho de 2011 às 19h10

    Aposto que você lê revista veja… e acredita
    Lixo branco de baixo QI.

Marcelo Ramos

30 de julho de 2011 às 10h53

Também tem que tomar cuidado com certas denúncias. No exemplo dado no texto, a Raquel cita uma moradora que mora "há cinquenta anos" em um assentamento informal. Ora, será que existem muito "assentamentos informais" de 50 anos? Se o governo permite um assentamento irregular, muitos reclamam… nesse caso, tem que ver o que é regular e o que não é.

Responder

    Cronopio

    30 de julho de 2011 às 17h04

    Sim, poderíamos começar com uma reforma agrária, não acha? Como a que fizeram os países "desenvolvidos", sabe?

fkerouac

29 de julho de 2011 às 23h31

Eu penso em uma coisa, talvez querendo ser otimista e tal.
Por pior que seja, esses megaeventos estão forçando a discussão para uma questão além do próprio evento. Organizando os moradores, chamando o noticiário, exigindo o cumprimento de leis.
E para esse pessoal criticando com xingamentos a opinião da Raquel.. Se vcs não sabem debater, voltem para os comentários da Folha, Estadào, Veja e os outros lixos da grande mídia, lá o xingando e a ignorância reinam.

Responder

Renato Lira

29 de julho de 2011 às 23h27

ALGUÉM ESTÁ CONSEGUINDO ACESSAR O PROFESSOR HARIOVALDO?

Responder

    João PR

    30 de julho de 2011 às 22h52

    O site do Prof. Hariovaldo voltou ao ar.
    Ontem ficou fora o dia todo.

mac

29 de julho de 2011 às 23h11

Semáforo (também conhecido popularmente como sinal, sinaleira e farol ou sinal luminoso ) é o absurdo da engenharia : parando o trânsito , o pedestre , desorganizando o ir e vir . Melhor seriam os viadutos e passarelas , com calçadas -não esse entulho de lixo e cocô que chamam de calçada- ciclovias e uma velocidade mais controlada pros carros . Por que insistem em fazer o pedestre atravessar a rua , se pode ter uma passarela no mesmo lugar do semáforo ? Claro que muitos pedestres são atropelados na calçada , mas ou o motorista tá bêbado ou cometeu uma infração . Ou pelo menos no horário de maior congestionamento deveria funcionar assim ! E olha que eu não tenho carro nem dirijo !!

Responder

spin

29 de julho de 2011 às 22h20

A elite usa helicóptero para levar o cãozinho ao pet shop
http://www.advivo.com.br/blog/iv-avatar-do-rio-me

Responder

    Gustavo Pamplona

    30 de julho de 2011 às 00h08

    Eu li a notícia lá do link…. mas eu te digo que se você tivesse dinheiro você faria o mesmo também…

    Cronopio

    30 de julho de 2011 às 17h05

    O Pamplona quer seu helicóptero, gente, vamos fazer uma vaquinha!

    João PR

    30 de julho de 2011 às 22h54

    Pamplona, não julgue os outros a partir de si mesmo!!!

    Não é porque você faria, que outros também fariam.

    Sua lógica de pensamento revela que,se pudesse, também faria o mesmo que o juiz Lalau ou outros tantos que existem por aí.

    Renato Lira

    31 de julho de 2011 às 13h01

    Pamplona adora fazer essas polêmicas baratas.

    Não sei que é a frustração dele, talvez seja essa mesmo, ter um helicóptero, ser um burguesinho fútil (quanto à futilidade, o objetivo foi conquistada, dadas as citadas "polêmicas" do moço).

    Como não consegue ser um burguesinho, Pamplona posa de um suposto esquerdista radical e rancoroso, destilando azedume (ele gosta dessa), apontando o dedo pros outros e medindo todo mundo por sua régua.

Pitagoras

29 de julho de 2011 às 17h10

Megaeventos: mega-corrupção e mega-negação de direitos huanos. A residência é o refúgio sagrado de todo ser vivo. Qual a diferença entre os israelenses derrubarem as casas dos palestinos e estes mega-empresários que lucram com o dinheiro público e o fanatismo de muitos retirando famílias de suas moradias? É o panis et circensis com contornos mais que perversos.

Responder

    Marcos Frota

    29 de julho de 2011 às 17h47

    Já pensou se tivesse sido o Fernando Henrique a arrumar essa bomba de olímpada pra gente pagar???

    Uma tranqueira velha que ninguém quer… sobrou procês progreceiros mesmo… e o povaréu que paga a conta…. sem problema… nada tema.. com smith não há problema…

Luci

29 de julho de 2011 às 17h10

A maioria dos jogadores de futebol, são de origem pobre, alguns tem parentes/amigos nestas comunidades removidas e/ou conhecem a realidade dos moradores que estão sendo expu/sos removidos.
É tempo de algum (ns) jogador manifestar-se sobre este equivocado e cruel projeto; mega evento de remoção de moradores com suas famílias que viola direitos humanos e expõe a perversidade do regime capitalista que não respeita a dignidade humana.

Responder

Almerindo

29 de julho de 2011 às 17h02

Azenha, fora do assunto, mas uma ótima matéria que joga por terra os argumentos do AI-5 digital do Azeredo:
http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=6

Responder

Fernando

29 de julho de 2011 às 14h32

Eu gosto do Lula e tal, mas a Copa e a Olimpíada são a herança maldita deixada pelo presidente.

Responder

    Marcos Frota

    29 de julho de 2011 às 17h44

    Eu amo o Lula…

    flipeicl

    30 de julho de 2011 às 03h48

    Votei, voto e votarei no Lula caso precise novamente, mas você está certo, só mancada esses dois eventos no Brasil.

beattrice

29 de julho de 2011 às 14h14

Excelente texto, os monitoramentos internacionais qualificados devem ser ouvidos e respeitados, ninguém quer que a dita civilização retorne à idade das cavernas. supõe-se.

Responder

Costa

29 de julho de 2011 às 13h38

Aqui em Fortaleza, depois de anunciada a duplicação da via Expressa que acompanha a linha férrea, surgiram favelas instantâneas, na expectativa de receber indenização. Assim é o nosso povo. Assentamento informal é a favela tucanada. Eventuais alterações nesses projetos para proteger esses assentamentos serão pagas com o nosso bolso. Então posso me assentar na sua casa e não poderei ser removido, dona Raquel?

Responder

ANNA

29 de julho de 2011 às 12h38

Pois é.. esse "menino maluquinho" chamado Paes, tem mania de "dona Armênia" . coloca tudo "na chon"! rs
O que se tem de notícia de casas que esse louco mandou derrubar deixando as pessoas ao relento e deixando os entulhos no mesmo lugar…
E o abuso maior: dizendo que a retirada dos entulhos é de responsabilidade dos próprios moradores que foram despejados.
Não suporto essa dupla Cabral-Paes!
Gente, por que o Lula aceita ser bucha desses dois que o usam para aparecer e tentarem limpar a barra perante a população?
Olha aí: o Lula junto com os dois inaugurando clínica.
http://www.rio.rj.gov.br/web/guest/exibeconteudo?…

Não aguento isso! adoro o Lula, mas me dói ve-lo em tão más companhias.
SE LIVRA DESTES DOIS ENCOSTOS LULA! POR FAVOR.

Responder

    JMZem

    29 de julho de 2011 às 19h38

    Será que ELE não está lucrando com isso tambem? ELE está por trás do Itaquerão. ELE quer ter seu camarote plus nesse estádio. Quer dizer pra todos que teve influência na construção do estádio do "CORINTIA" PAGO o dinheiro do povo. Esse tb é o LULA (ELE). E o governo federal (Dilma e cia) sabem de tudo e não fazem nada. Porque o Ministro do Esporte é o mesmo do governo LULA? Ele é tão capacitado assim????? Ora, ora, ora…

Gustavo Pamplona

29 de julho de 2011 às 12h13

"Porque, na maior parte das remoções que são feitas, simplesmente não se paga aquilo que vale a moradia, alegando: “Bom, ela nao era proprietária do terreno”. Mas ela morava há 50 anos ali e o direito à moradia, como direito humano, não tem nada que ver com a condição de posse – é um direito humano."

Sim… é um direito humano… mas a posse do terreno por "usucapião" em certas áreas (muitas vezes invadidas) implica algumas coisas como:

– Falta de saneamento básico como serviços de água e esgoto.
– Falta de estrutura viária adequada como ruas asfaltadas ou mesmo a inexistência delas
– E em alguns casos até mesmo falta de iluminação pública e também eletricidade.

Depois querem reclamar na prefeitura exigindo direitos, invadem o terreno, não pagam impostos e quando vão ser removidos ainda querem ser ressarcidos por isto

Pessoal, me desculpem aí, mas a minha "realitite" (*) atacou novamente.

(*) Surto psicótico que faz eu apenas contar a verdade e mostrar a realidade.

—-
Gustavo Eduardo Paim Pamplona – Belo Horizonte – MG
Desde Jun/2007 surtando de realitite no "Vi o Mundo"! ;-)

Responder

    Renato Lira

    29 de julho de 2011 às 23h34

    Não é realtite.

    É azedume.

    Adoras colocar exceções como exemplo para generalizar e acusar, fazer polêmicas vazias.

    Este tipo de manipulação é típico da direita, mas alguns ditos "esquerdistas" também fazem, quando lhes convém.

    Não é surto psicótico, é oportunismo.

joão33

29 de julho de 2011 às 10h48

vamos analizar os resultados de um mega evento em especial as olimpiadas da china. com certeza lá não ocorreram distorções . serve como exemplo para nós dominados pelo tal povo sem nome o do mercado , que ainda fica discutindo direita e esquerda esquecendo que são faces de uma mesma moeda. o poder emana do povo e em nome dele deve ser exercido ,quando ocorre como agora no nosso país com um governo realmente tentando governar para o povo temos uma elite corrupta (judiciário ,legislativo comprado e chantageado)e sua mídia que impedem deste poder ser realmente exercido em nome do povo. agora o que dói mesmo é ver comentaristas como alguns que fazem o jogo destes que nos dominam ,esquecendo que terão filhos e netos e que o destino deles estará traçado pelos dominadores.

Responder

Neila Batista

29 de julho de 2011 às 09h56

Vamos por partes:

1) O futebol é um bem cultural e imaterial do povo, que foi apropriado pelo "capitalismo de eventos". Aí tem de tudo (sempre teve), especulação, fome de lucro, corrupção, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro etc. Ninguém me convence que transações milionárias de jogadores, via paraísos fiscais, é coisa honesta.

2) É preciso, portanto, disputar essa condição de "bem cultural e imaterial e imaterial do povo". Assim como um bando de gente está preocupada com o conforto dos aeroportos e hoteis de luxo, o que a Raquel está pondo em debate é óbvio: se o futebol e a olimpíada se apóiam no argumento do "povo", esses eventos não podem servir só ao "capitalismo de megaeventos". Tem de considerar os possíveis "excluídos". As populações residentes. Principalmente aquelas com potencial de vítimas, as mais vulneráveis.

3) É preciso evitar a dicotomia: Eventos X Não eventos. Mas, eventos sim, com heranças positivas para as populações residentes e não apenas para os turistas ou para os herdeiros de Ricardo Teixeira!

Responder

Tomudjin

29 de julho de 2011 às 09h14

Infelizmente, para muita gente, ainda é mais fácil desistir da Copa, do que punir os corruptos que se deleitam dela.
Enquanto este dia não chega, teremos duas opções: ou se elimina o problema, ou continuaremos virando latas.
É possível até nos valermos de uma outra opção sugerida pelo Ministro do STF, Joaquim Barbosa, ao então Presidente do mesmo: saiamos às ruas, pois.

Responder

operantelivre

29 de julho de 2011 às 09h10

O desrespeito ao não ouvir as partes interessadas direta ou indiretamente, através de seus legítimos representantes, é uma prática endêmica ( ou epidêmica?) em algumas capitanias e/ou em áreas específicas. Isto atinge pessoas mais fragilizadas pela pobreza e também pessoas que não tem tempo (porque trabalham) para correr atrás de seus direitos – que quando existem – se escondem atrás de redações legais cifradas e pouco (quando o são) divulgadas.

É algo parecido com assinatura de contrato de abertura de conta ou adesão a um plano de telefonia. Te dizem o que deves fazer e depois você reclama se tiver tempo e saúde. Se não gostar te perguntam por que não leu antes de assinar aquelas 20 páginas em espaço um e com muitos termos incompreensíveis.

É a copa para poucos assim como o acesso esclarecido em outras situações também o é para poucos.
Uns são desalojados de suas moradias (físicas, morais, dignas de humanos) e outros são destituídos de outros aspectos de suas moradias (ethos) que não se limitam aos aspectos físicos.

O que há em comum? A lei de Gerson, a falta de transparência, a má-fé e, muitas vezes com amparo legal duvidoso, mas com certeza custoso.

Cidadania e direitos humanos em amplo sentido não se legitima com a disponibilidade de leis e/ou canais legais e sim com a efetiva acessibilidade que nem sempre são redigidas com um "consentimento livre e esclarecido".

Responder

mundim

29 de julho de 2011 às 08h47

Ai esta a resposta do porque estas copas estao sendo sediadas fora da Europa e paises democraticamente avancadoss. Os paises europeus, Australia ou Estados Unidos jamais baixariam as calcas do jeito que a Africa do Sul fez e o Brasil esta fazendo. Russia e Qatar ainda sao verdadeiras ditaduras, levemente disfarcadas de democracia e o Putin e os She

Porque acham que nao deram a copa para a Inglaterra, porque la, mesmo com o Murdoch, ainda existe uma imprensa de verdade e os representantes parlamentares e dos governos locais, mesmo com o Murdoch, ainda representam um pouco do interesse fo pais e do povo, enquanto que no Brasil os politicos so estao interessados, com poucas excessoes, em encher os seus propios bolsos e defender os amigos poderosos. Povo so e lembrado nos dias anteriores das eleicoes e na hora do voto para depois cairem no esquecimento da elite politica brasileira.

Uma vergonha internacional, e o governo do PT o que esta fazendo que aceita toda esta nojeira imposta po estes gangsters que tomaram de assalto a FIFA, os membros do pMDB nao precisamos falar todos sabem o que eles gostam. Mas e este ministro dos esportes, sera que ele depois de ser presidente da UNE e membro de um partido que se chama Comunista do Brasil nao tem vergonha de ficar babando o ovo do Ricardo Teixeira, ser parte desta bandidagem?

Nao sou contra ter a copa do mundo no Brasil, o povao amante do futebol merece. Sou apenas contra e o modo de como estamos tendo esta copa.

Responder

    Pardalzinho

    29 de julho de 2011 às 12h21

    Só precisa tomar cuidado, Mundim, para não entrarmos no "jogo político" que está sendo montado pela oposição. Não podemos nos esquecer que esta Copa será realizada em julho de 2.014, alguns meses antes da eleição presidencial. Fazer de tudo para que a Copa seja vista como um fracasso esportivo, organizacional e principalmente moral e ético é o objetivo maior do PSDB e seus satélites; pela forma como o PIG entrou nessa questão, me parece que apostam tudo nesta empreitada.

    Desta forma, o "protesto" precisa ser claramente definido e jamais confundido com adesão inocente às pretensões tucanas. Quando vejo Juca Kfouri, um eterno aliado dos tucanos paulistas (foi ele que detonou as pretensões de Aécio nas últimas eleições com nota política dentro de uma coluna esportiva) comandando twittaços, fico com os dois pés atrás.

    A questão é simples, temos que diferenciar o que é uma estratégia tucana junto aos seus aliados midiáticos de sempre (e que sempre repercutirão as noticias de forma a ligar tudo de rum que acontece à Lula, Dilma e ao PT) e o que é uma legítima indignação contra a tirania de um gangster (na verdade, ele apenas deu sequencia à tirania de Havelange…) que dirige a CBF anteriormente até aos tempos de FHC presidente e que, parece, só agora a mídia descobriu que trata-se de um facínora.

j.felix

29 de julho de 2011 às 07h28

Sou Lula e sempre votei nele,exceto na ultima eleiçao por motivos obvios,mas votei na Dilma,mas achei uma grande bola fora do seu governo trazer a copa e as olimpiadas para o Brasil,nao era o momento certo

Responder

EUNAOSABIA

29 de julho de 2011 às 07h27

Agradeçam ao Padim… não foi ele que arrumou essa bomba pro país???…. o responsável por tudo isso tem nome e sobre nome…. Padim Lula… o grande e mega líder intergalático, o mais popular do sistema solar…

Valeu Lula…

Responder

    Luis

    29 de julho de 2011 às 09h38

    "Prezado" Eunaosabia: a crítica que a Raquel faz é de esquerda. Ou seja, atinge – no plano ideológico – tanto a moderação do PT, quando o direitismo tucano. Os Megaeventos, em si, são inflados pelas Globos da vida, pelas Vejas et caterva. Ou seja, pelos aliados dos tucanos, que são os mesmos que tentam "presidir" a presidenta Dilma. São os mesmos que o Lula não deixou que lhe cabrestassem. E olhe que eu não sou lulista. E nem petista moderado e acomodado.
    Os Megaeventos estão aí. Estão na lógica da FIFA, da CBF, das megaempreiteiras que se dão bem em qualquer governo (FHC, Lula, Dilma etc). O que se discute nos "movimentos dos atingidos pelos megaeventos" nada tem a ver com sua choradeira serrista e tucana. O que seu líder Aécio faz em BH, com as obras do Mineirão e do Independência, já tomou bomba em relatórios do TCE: superfaturamento, dispensa ilegal de licitação e pagamento "esquisito" a um escritório de arquitetura, de 30 milhões de reais.
    Portanto, faça sua crítica, é legítimo, ao lado de sua turma: Alvaro Dias, Artur Virgílio, Caiado, Humberto Fortes, Demóstenes e outros. Do lado de cá, não!

    Jairo_Beraldo

    29 de julho de 2011 às 11h22

    Luis, o desespero desta casta DEMo/tucana, é não poder colocar a mão na grana…estão pouco se lixando se trará ou não benefícios ao país…só pensam em si e nas contas em paraísos fiscais.

    ZePovinho

    29 de julho de 2011 às 11h17

    Digite o texto aqui![youtube uucWJaFPK9M http://www.youtube.com/watch?v=uucWJaFPK9M youtube]

    Renato Lira

    31 de julho de 2011 às 13h15

    TUNÃOSABIAS, mas vou te contar:

    Posso até não ser a favor da Copa no Brasil, mas ela vai acontecer, assim como as Olimpíadas, vai dar tudo certo, não vai acontecer nada do que certos "profetas" estão pregando por aí, e vai ser mais um ponto pro Brasil.

    Aliás, sempre que um "profeta especialista" do esgoto piguiano anuncia o apocalipse, acontece justamente o contrário. Vide as "análises proféticas de sardenbergs, leitãos e outros "especialistas" em urubologia econômicas em momentos variados dos governos Lula e Dilma. Em sua sanha na torcida pra tudo dar errado, jogavam toda lucidez (se é que a têm) pro alto e partiam pra apelção, com contorcionismos matemáticos e discursos patéticos, sem qualquer relação com a nova realidade, exigindo ações que sempre deram errado, mas que eram prática de seus queridinhos.

    Esquenta não Leporino Smith. A única bomba que quebraria este país seria o Serra ter sido eleito, mas como nos livramos desta bomba, tá tudo certo.

    Renato Lira

    31 de julho de 2011 às 13h17

    Falando em bomba, SABES se a bomba de papel ainda causa danos ao crânio do Serra?

waldez

28 de julho de 2011 às 23h39

Estou escrevendo isso em todos os locas possíveis: essa Copa é uma péssima idéia. péssima.

Responder

    Jairo_Beraldo

    29 de julho de 2011 às 11h17

    Waldez, talvez voce seja um xenófobo. Mesmo na Africa do Sul, que tanto falaram que ia fazer mal ao país, deixou dividendos sem precedentes. O maior deles, foi a exposição do país ao mundo, que era conhecido pelo apartheid, e agora pelas suas belezas, que impulsionou a indústria do turismo. E para nós aqui, com certeza teremos ganhos internos, como melhores aeroportos, melhoria na segurança pública, transportes públicos mais qualificados, melhoria nas estradas, na saúde. Nada mal, como voce quer fazer colocar.

    Zerg

    29 de julho de 2011 às 15h44

    Jairo_Beraldo

    30 de julho de 2011 às 14h38

    Mas aqui, somos adeptos do futebol!!! Lá são do rugbi, que é "menos violento"!

Tetê

28 de julho de 2011 às 22h55

Raquel Rolniké espetacular. Defende o povo sempre, sempre, sempre…

Responder

Marcio H Silva

28 de julho de 2011 às 22h18

Excelente matéria, vem corroborar matéria de semanas atrás, onde uma cidadã denuncia a prefeitura do RJ neste Blog. Utilizando a desculpa do megaevento os Governos estaduais e municipais estão cometendo arbitrariedades contra a população menos favorecida. Quero ver eles fazerem isto em área nobre.

Responder

Ronaldo Luiz

28 de julho de 2011 às 22h06

A febre continua. É a febre que deu em todos organismos para virem ao Brasil para dizer que aqui está tudo errado. No Brasil, existe constituição e leis. existe um judiciário que não assinou nenhum protocolo com a FIFA ou com o COB. Ela que vá pentear macaco, e aproveitando dar um retoque no seu próprio penteado.

Responder

    Jairo_Beraldo

    29 de julho de 2011 às 11h19

    Ronaldo, muito pertinente sua colocação. Acho também que deveria ela ir catar coquinho.


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