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Eliomar Coelho: Remoções no Rio foram marcadas pela truculência
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Eliomar Coelho: Remoções no Rio foram marcadas pela truculência


11/08/2011 - 22h38

Por Manuela Azenha, no Rio de Janeiro

O engenheiro Eliomar Coelho é vereador pelo PSOL no Rio de Janeiro.

Ele tentou abrir uma CPI para investigar as remoções que precedem as obras da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016.

Fracassou, quando vereadores voltaram atrás e retiraram assinaturas.

Eliomar diz que os moradores não são necessariamente contra os megaeventos, apenas querem ser tratados com respeito e receber o que lhes é devido.

Porém, o orçamento das obras é gordo para os empreiteiros e magro para os removidos.

O vereador denuncia que o Executivo municipal — do prefeito Eduardo Paes, do PMDB –, a mídia e o Judiciário estão atropelando ou se omitindo diante do atropelamento dos direitos dos pobres.

Eliomar Coelho deu a entrevista que segue à repórter Manuela Azenha:

Manuela – Vocês tentaram instalar a CPI das Remoções mas não conseguiram. O que houve?

Eliomar Coelho – Para a instalação de fato ocorrer teria que ser deferido um requerimento feito à mesa diretora solicitando a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito.

Para nós fazermos essa solicitação, teríamos que colher a assinatura de 17 vereadores, que é o mínimo exigido. Não conseguimos as assinaturas.

Foi um trabalho muito árduo. Inclusive, teve um dia em que a representação dessas comunidades que já passaram ou estão previstas para passar pelo problema da remoção estiveram aqui na Câmara e conversaram com os vereadores.

Nós conseguimos 15 assinaturas, faltavam quatro. Conseguimos três, ficou faltando mais uma. Estávamos no caminho de conseguir, aí um dos que tinham assinado retirou a assinatura.

Isso aconteceu no Congresso Nacional, em relação à CPI que estavam querendo fazer dos Transportes.

Parece que virou moda retirar assinaturas e é claro que isso significa uma pressão muito forte por parte do Executivo. Essa é a verdade.

Manuela– Quem retirou as assinaturas?

Eliomar Coelho – Inicialmente, dois vereadores, que nós conseguimos repor.

Mas aí o vereador retirou mais uma vez e praticamente inviabilizou porque você não consegue assinatura de ninguém para que seja aprovada a CPI.

Manuela– Por que é praticamente impossível conseguir as assinaturas? O problemas das remoções não é um fato?

Eliomar Coelho – É um fato, mas não um consenso (risos). Se você ouve a representação das comunidades removidas ou previstas para serem removidas, eles entendem que se a implementação de um determinado empreendimento é para o desenvolvimento da cidade e a comunidade está sendo um obstáculo para isso, não são contra o empreendimento.

O que eles desejam é ser tratados como deveriam ser. Se você mora num determinado local, que é tranquilo, embora simples, onde você tem a sua vivência há muito tempo, e hoje tem o valor de 50 ou 60 mil reais, você pensa o seguinte: para sair de onde estou vivendo bem, teria que me ser oferecido algo nas mesmas ou melhores condições.

Manuela– Isso é o que a lei diz, né?

Eliomar Coelho – E é o que os moradores querem. O que está acontecendo é uma ação que eu costumo qualificar como perversa, devido à truculência como ela é desenvolvida.

Quem tem comandado este infeliz espetáculo é o Executivo municipal, que teria como obrigação exatamente agir em defesa dessas pessoas. Essa é a realidade.

O pessoal do Executivo, os empreendedores imobiliários e as empreiteiras são os atores envolvidos diretamente nessa questão. Nós entendemos completamente diferente.

É uma via expressa que se pretende se construir, uma trans desta qualquer, então a primeira coisa que se deve definir é um projeto — qual será exatamente o traçado dessa via. Se você tem o traçado, automaticamente, vamos identificar obstáculos.

Identificados os obstáculos, vamos tratar de removê-los mas se contém pessoas, seres humanos, vamos tratá-los de forma adequada. É isso que a gente deseja e é o que não está acontecendo.

Há um desrespeito muito grande à cidadania, por serem pessoas de poder aquisitivo baixo. Não é negócio de ouvir falar, porque eu mesmo fui nos lugares. Fomos no Recreio II, onde tinha um casal de idosos que morava há quarenta e tantos anos no local.

Quer dizer, tinham uma casa boa. Já tem lá a via, um trabalho de terraplanagem em execução, então a empresa se julga no direito de colocar uma estaca, digamos, numa distância de 3 metros da residência desse casal. Depois pega esse marco e joga mais próximo.

Quando fomos lá, estava encostado na casa e inclusive tinha escrito “+1” em tinta vermelha. A leitura que a gente fez daquilo é que o próximo marco vai para dentro da casa.

Perguntamos se alguém havia os procurado para explicar a situação e responderem que não. Essa situação é altamente constrangedora, desrespeitosa e desumana. Um negócio muito cruel.

Provavelmente em algum momento vai chegar um preposto do Executivo municipal, da Secretaria Municipal de Habitação, que vai dizer para esse cidadão que a prefeitura pretende fazer aquela obra e a casa dele tem que deixar de existir para dar passagem à construção da via, então terá que indenizá-lo.

O valor da casa é de 60 mil e ele oferece 15 mil reais. Nós encontramos uma senhora que estava morando na rua. Deram-lhe 8 mil reais. O que ela vai fazer com 8 mil reais? Quer dizer, ainda tem isto.

Não se consegue saber com clareza quais os critérios adotados para definições dos valores. Tem gente que recebeu 60 mil, 90 mil. Se você não concorda com a proposta oferecida, há uma certa ameaça.

É melhor receber, porque senão corre o risco de ficar sem nada. Isso acontece demais, não é um caso aqui e outro lá. Muitas famílias estão passando por esse sofrimento, que chega às raias do desespero.

De repente você vê chegar um caminhão na porta de sua casa, entrar guardas municipais, você é parado pela PM, que retira seus móveis, coloca nesse caminhão e muitas vezes você não sabe nem para onde.

Manuela– Já aconteceu desse obstáculo a alguma obra não ser uma comunidade pobre?

Eliomar Coelho – Foi anunciado em uma matéria que um condomínio de Jacarepaguá, de classe média alta, cada casa valia em torno de 650 mil reais, teria que ser removido. Veja como são as coisas.

A matéria tinha uma fala do Eduardo Paes e ele dizia: “Desse caso aí eu vou tratar pessoalmente”.

Manuela – O senhor disse que é impossível ter critérios precisos para avaliar a casa. Mas o que a lei diz? Como deve ser tratado o morador?

Eliomar Coelho – Nos obstáculos identificados, que são áreas onde existe uma comunidade, há que identificar os moradores [a serem] deslocados e tratar de oferecer como contrapartida à saída dele do local, onde ele vive há muito tempo, outra moradia em condições iguais ou melhores.

Manuela – O morador teria direito a recusar?

Eliomar Coelho – Sim, mas aí teria que indenizá-lo de acordo com o preço de mercado do imóvel. No Brasil vivemos uma situação em que parece que tudo está sobrevalorizado quando se trata de obra pública.

Talvez esteja aí a matriz da corrupção que grassa no nosso país. Por que, quando é uma população de baixa renda, você subvaloriza? Por que esse disparate? Onde está essa justificativa?

Manuela– O que essas pessoas podem fazer para resistir a isso?

Eliomar Coelho – Elas tem se organizado em grupos para constituir uma resistência e buscar a garantia de seus direitos como cidadãos. Saem procurando a defensoria pública, o Ministério Publico.

Infelizmente, nada disso tem adiantado porque no fundo, a primeira coisa que se procura é ter um contato com o Executivo municipal, já que ele é que está à frente desse tipo de ação.

Quando você tenta fazer isso, não é recebido por nenhum órgão. Não é recebido pelo secretario de habitação ou pelo prefeito.

Então você vai para a defensoria. A defensoria era formada por um grupo de jovens que realmente comprou essa briga e, por conta de pressões, provavelmente, de repente mudaram as coisas.

O grupo foi desmobilizado e desviado destas áreas onde eles atuavam, no sentido de desconstruir um elemento importante de apoio aos movimentos de resistência.

Tem se buscado contato com órgãos internacionais, tipo Anistia Internacional, que esteve no Rio de Janeiro. Fizeram uma reunião com as comunidades.

De um lado você tem os poderosos grupos econômicos numa aliança com a mídia, os governantes e a maior parte do poder judiciário, de maneira que fica o David e o Golias nesse embate.

Manuela– A Raquel Rolnik veio aqui, escreveu a carta de alegação [ao governo brasileiro] e até hoje não teve resposta. O senhor tentou abrir a CPI e não conseguiu. É tarde demais para reverter essa situação?

Eliomar Coelho – A gente não consegue, as coisas são muito bem costuradas aqui na casa. É uma reprodução daquilo que a gente infelizmente assiste na política que se faz nesse país.

Teve alegação de uma vereadora, Tânia Bastos, dizendo que ela assinou porque não sabia o que estava assinando.

Normalmente, quando vamos coletar as assinaturas, explicamos qual é o objeto daquilo ali. Mas neste caso eu fui além.

Fiz um pronunciamento na tribuna, explicando porque que eu estava querendo instalar a CPI. Eu elenquei todas as razões.

Quando eu mostrava o requerimento para pedir assinatura, tinha duas ou três páginas de motivos que fundamentavam o pedido da CPI.

Manuela – Ela assinar algo sem saber já seria um absurdo, de qualquer maneira.

Eliomar Coelho – Ah, mas isso é comum, devido à pobreza da qual essa casa está sendo vítima.

Muitas pessoas despreparadas, que não sabem qual é a função de um vereador, que não tem nenhum compromisso com a cidade e nem com os moradores. Não é à toa que existe essa atitude generalizada de desesperança.

Manuela– As remoções já aconteceram outras vezes no Rio de Janeiro, para os Jogos Panamericanos, por exemplo…

Eliomar Coelho – Isso acontece por causa de um modelo de administração adotado no Rio de Janeiro que segue fielmente o receituário neoliberal, onde a cidade deve ser o espaço de convivência dos ricos, poderosos e das elites.

Quem não for isso, não tem direito de morar na cidade. Tem um modelo e a expressão maior dele é Barcelona, considerado um modelo de sucesso.

Os responsáveis pelo projeto de Barcelona “a posteriori” se tornaram consultores e saíram vendendo esse modelo. O Rio de Janeiro adotou isso por conta de concepção de cidade que tem na cabeça do atual prefeito.

Quando contam a história de Barcelona, não contam desde o início. Desde o início, o projeto era voltado para fazer intervenções urbanas na cidade de Barcelona que melhorassem a qualidade de vida da população de Barcelona, principalmente das populações pobres.

A primeira intervenção que aconteceu em Barcelona teve esses pressupostos e foram colocados em prática.

Em 1975 morre o Franco, em 1979 tem as primeiras eleições e quem passa a administrar Barcelona são lideranças progressistas, que vinham de movimentos de luta pela democratização da Espanha.

Primeiro, houve esse movimento de valorização do patrimônio artístico e cultural da cidade, onde você procura construir moradias para eliminação do déficit habitacional, moradias de amparo social.

Mas, logo em seguida, começa a prevalência dos empreendedores, dos promotores imobiliários.

Aquilo que eram casas de população de baixa renda, começou a deixar de ter essa destinação, passaram para outro estrato social, para classe média, classe média alta.

Começou a ter outro rumo, prevalecia o turismo, fazer resorts, shopping centers, que vem com esse processo de globalização, onde o capital comanda o espetáculo.

Manuela – Existe um discurso de que sediar esses megaeventos traz desenvolvimento. O senhor concorda com isso?

Eliomar Coelho – Não, isso não corresponde à verdade. Ou então podemos dizer, desenvolvimento para quem, cara pálida?

O próprio relatório feito pela Raquel Rolnik, sob encomenda da ONU, diz que até agora as cidades que acolheram megaeventos não tiveram ganhos sociais.

E, por incrível que pareça, na mesma época economistas fizeram um trabalho semelhante, que inclusive foi divulgado pelo FMI [Fundo Monetário Internacional], mostrando que também não tem ganhos econômicos.

Dizem que nessas cidades sede as construções e vias que ficam dos megaeventos seriam feitas com um custo bem menor, se fossem feitas sem a justificativa dos megaeventos.

Se você pegar esse trio, de empreiteiras, especuladores imobiliários e incorporadores imobiliários, esses aí saem ganhando. Mas a cidade não ganha nada, a população não ganha nada.

Para os jogos Panamericanos e Parapanamericanos, nós fizemos durante cinco anos o acompanhamento dos recursos apostos nas rubricas destinadas para a organização e realização desses jogos .

Vimos que várias despesas nas áreas de educação e saúde foram reduzidas, ao mesmo tempo em que a verba para o Pan 2007 aumentava.

Não era uma transferência direta, mas detectamos essa “coincidência” na execução orçamentária.

PS do Viomundo: Um adendo esclarecedor, da assessoria do vereador Eliomar Coelho

Depois de uma pressão popular, no dia 28 de junho, a CPI das Remoções conseguiu 19 assinaturas…ou seja, duas a mais do que o necessário. No entanto, cinco vereadores retiraram as firmas. Eles se basearam num precedente regimental (46 de 26 de maio de 2008), que diz que: se todas as folhas não forem rubricadas, o parlamentar tem o direito de retirar  a assinatura, mesmo depois de o documento protocolado. Apesar  da manobra, o regimento interno da Casa é claro ao afirmar que o vereador não pode retirar a firma depois de o requerimento  ter sido entregue à Mesa Diretora.

No entanto, os vereadores Tânia Bastos (PRB), Carlinhos Mecânico (PPS), Elton Babú (PT), Eduardo Moura (PSC) e Rubens Andrade (PSB) não se intimidaram em retirar as assinaturas da CPI das Remoções. Eduardo Moura e Tânia Bastos disseram inclusive que não leram o requerimento e que só souberam que haviam assinado depois dos agradecimentos do vereador Eliomar Coelho. Diante de tais fatos , Eliomar Coelho (PSOL) entrou com um recurso junto a Mesa Diretora. Hoje, o requerimento está com 15 assinaturas, pois o vereador Argemiro Pimentel (PMDB) assinou.

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38 comentários

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N. Rodrigues

16 de agosto de 2011 às 13h18

Aqui na Colonia Juliano Moreira, também é assim, não sei o que está acontecendo com quem perde as casas, porém eles estão fazendo de tudo pra transformar a Colonia praticamente num CONDOMÍNIO. É isso mesmo, eles querem usar dos holofotes no Rio em 2016 pra trazer mais imobiliárias. Inclusive começaram a construção de uma vila de idosos – para mostrar nas próximas eleições -, "melhoraram" o esgoto, mas o ESGOTO que NÃO É TRATADO, é jogado nos RIOS, que eram limpos, agora transbordam com água suja.

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Pina

16 de agosto de 2011 às 08h23

Pelo menos essa não é a realidade das favelas Babilônia e Chapéu Mangueira, no Leme, que está recebendo um investimento de 45 milhóes em obras de saneamento, remoção de áreas de risco para construçao de três edifícios de apto, com o apoio da maioria de sua população. É só ir lá pra conferir. Conversar com os líderes das comunidades e com as pessoas que lá vivem.

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Perversidade, Rio style | Viomundo - O que você não vê na mídia

16 de agosto de 2011 às 01h10

[…] Para ler a entrevista completa, clique aqui. […]

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Boa surpresa no #foraricardoteixeira paulista | Viomundo - O que você não vê na mídia

13 de agosto de 2011 às 23h38

[…] Eliomar Coelho: Remoções da Copa são feitas com truculência   […]

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Regina Braga

13 de agosto de 2011 às 10h58

Na falta de políticas públicas,as cidades simplesmente separam o gado.È triste e vergonhoso constatar que direita e esquerda no país atuam da mesma forma,quando resolvem varrer do mapa a presença dos indesejáveis.A inclusão social,poderia ocorrer agora, o momento é mais que oportuno.Se temos visibilidade os pobres tbém poderiam ter,se faremos reformas prá Copa,vamos fazer tbém a nível social.Mas o que fazer ,com um Ministério de Direito Humanos,que não vê,não ouve e não fala, sobre o chamado da população que deveria atender? Vamos criar campos e despeja-los por lá.È uma pena,acreditar que poderíamos fazer diferente?Mas não perco a esperança!!!

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JOSE DANTAS

13 de agosto de 2011 às 07h41

Na verdade o erro está em trazer a copa e a olimpíada para o Brasil.__Eventos dessa dimensão exigem empreendimentos que são completamente incompatíveis com um País que sonha com a satisfação total, que é pura utopia. Não há como mexer tanto em uma área urbana com todos batendo palmas. Essa questão de indenização é complicada a começar pelos valores que se escrituram os imóveis, geralmente muito abaixo do preço para se pagar menos impostos e até justificar dinheiro sem origem.__Aí vem a questão da demagogia sempre presente onde estão em jogo dividendos políticos e midiáticos. Um morador de rua que recebe 8.000,00 para simplesmente mudar de local e continuar na rua na verdade está fazendo um bom negócio.__Eu acho que deveria se fazer um plebiscito para saber se o povo quer a copa ou não. Antes porém, precisaria haver uma divulgação esclarecendo que, provavelmente, nem todos seriam poupados dos transtornos advindos dessa realização. Nessa consulta se gastaria mais ou menos o valor do estádio do Corinthians e mesmo que viesse a Copa, após esse estardalhaço, as ações na justiça para emperrarem as obras simplesmente triplicariam.

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Marcio H Silva

13 de agosto de 2011 às 02h08

O condominio classe media existe. É perto de onde moro. Os caras querem fazer uma nova via ( acho que AZUL ) ligando a Barra com a Vila Militar, para os jogos olimpicos. Este condominio está na rota, final da estrada do catonho vire a direita a mais ou menos 1km ( googlemap ) onde será construida a via pertinho de um morro onde será escavado um tunel que sairá no bairro da sulacap, passando pela academia da PM e atrás chegando na vila militar. Só que lá os caras sabem se defender, tem politicos, policiais, militares, advogados e engenheiros como moradores. Ou pagam o valor devido ou entram na justiça emperrando a obra.

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Bruno Fernandes: Os professores em greve e a Copa de 2014 | Viomundo - O que você não vê na mídia

13 de agosto de 2011 às 02h00

[…] Eliomar Coelho: Remoções no Rio são marcadas pela truculência   […]

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pperez

12 de agosto de 2011 às 22h51

Se No começo das obras destes megaeventos esportivos a população já é alvo praticamente indefeso das arbitrariedades do executivo municipal do Rio de Janeiro, fico me perguntando o que virá logo em seguida nas esferas estadual e federal, com as demais mega-obras da copa do mundo.
Acho que vamos ter que andar de máscaras e luvas,considerando a podridão que já está no ar e, a que vem por aí!

Responder

Julio Silveira

12 de agosto de 2011 às 21h51

O Eduardo Paz pode não ser mais tucano de fato, mas é tucano na alma.
Oportunista quando mudou de partido, mas permanece com requintes de totalitarismo e pouco respeito aos direitos dos cidadãos mais frágeis. Deve ser adepto da invasão da Bolívia.

Responder

Rui

12 de agosto de 2011 às 17h32

Não só no Rio. Vejam em Fortaleza! A sutileza espalhafatosa do governador Cid Gomes.
Partes 1 e 2 http://www.youtube.com/watch?v=XxM1chrfmno&fehttp://www.youtube.com/watch?feature=player_embed

Responder

j.felix

12 de agosto de 2011 às 17h31

durante a copa espero estar de ferias em uma ilha,a mais remota possivel sem nehuma noticia dessa chatice arrrrrghhhh

Responder

Remoções no Rio são marcadas pela truculência | OCOMPRIMIDO.COM

12 de agosto de 2011 às 15h45

[…] Eliomar Coelho deu a entrevista que segue à repórter Manuela Azenha, do VioMundo. […]

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Robert

12 de agosto de 2011 às 15h18

as ultimas da cidade olimpica e do estado do RJ http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/958569-jui

brincadeira o governo do rj parece ter descoberto a soluçao para a educação publica nacional http://odia.terra.com.br/portal/educacao/html/201

O perigo é virar moda e exportar esse modelo para o resto do brasil
sou carioca do lgo do machado mas nao sou otario
cabral e sua gang afundam o RJ
Rio rumo ao fundo do poço 2011

Imagino os terroristas internacionais felizes em saber que o RJ sediará megaeventos como copa e olipiadas

devem pensar: la naquela terra de marlboro a gente vai aterrorizar legal
sequestro de onibus de delegações nas avenidas do RJ ja pensaram?

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Remoções no Rio são marcadas pela truculência | Eliomar Coelho - PSOL - O vereador do Rio

12 de agosto de 2011 às 14h17

[…] pela truculência Publicado em 12 de agosto de 2011 por Eliomar Coelho Em Entrevista ao blog  Viomundo, o vereador Eliomar Coelho expõe as dificuldades para emplacar a CPI da Remoções e a dura […]

Responder

P A U L O P.

12 de agosto de 2011 às 12h16

Poderia ser uma reação. Ou não….
———————————–
Dilma considera pedidos da Fifa absurdos e queda de braço continua

Insatisfeita com os vários pedidos feitos pela Fifa para a Copa do Mundo-2014, a presidente Dilma Roussef está disposta a não atender as exigências. O último pedido da entidade que irritou a presidente é para o governo ser o responsável por qualquer dano sofrido pela federação, seus dirigentes, convidados e instalações durante o evento.

Responder

P A U L O P.

12 de agosto de 2011 às 11h49

Quando anunciaram que a copa e as olimpíadas seriam aqui no Rio.

'TREMI NAS BASES'

Já sabia a mer… que iria dar.

Essa seria a verdadeira 'Herança Maldita' do Lula.

Responder

Pedro Luiz Paredes

12 de agosto de 2011 às 10h44

Ta na hora do governo começar a temer o povo, pois se continuar do jeito que esta a submissão será cada vez maior.
O favorecimento do governo à iniciativa privada, seja ela representada por sindicato ou bancos, depende de demanda. É o princípio da inércia judiciária roubado pelo executivo e legislativo.
O sistema político obriga os representantes desses dois poderes a acumularem força com apoios que vem obrigatoriamente da iniciativa privada. Dentre esses os que tem mais valor agregado se é que me entendem.
Então, ganharão sempre mais espaço em desfavor dos que perdem pois não tem poder político agregado.
Por isso que a moral é tão enfatizada na civilização moderna, posto que causa desunião das massas, o que por sua vez, beneficia os interesses dos que não precisam de união para terem valor político agregado.
Se todos se colocarem como trabalhadores, a secularidade da religião, raça, cor, cargo, entre outras, vai desaparecer e isso vai gerar o caos para quem ganha com isso, pois começaremos a lutar juntos por um objetivo só.
Alguns políticos ou muitos, por algum momento tem ou tiveram boas intenções. Acontece que diante do exposto, posta a inercia dos atos jurídicos já acostumada a ceder aos poderes políticos de maior valor agregado, o poder público só tomará providências o dia em que for reivindicado.
Se eu não fui claro leiam a "Teoria da Democracia Participativa"; verão que os poderes políticos são heterogêneos e não homogêneos como parece para muitos, na utopia de evolução civilizatória.
Se não quiserem, continuemos colocando a classe média contra a classe pobre, e a classe pobre contra resto.
Continuemos bêbados assistindo jogo do Brasil, como hipócritas criticando quem usa outras drogas e fingindo que essas são as culpadas de tudo enquanto privatizam a segurança de delegacias de polícia.
Continuemos falando de cotas raciais já que pra todo mundo não tem mesmo.
Continuemos moralizando humoristas da emissora concorrente admitindo que o público não tem condições de por si só escolher o que querem ver.
Continuemos com essa papo de direita e esquerda; crente e católico, homem e mulher.
Continuemos….

Responder

José Ruiz

12 de agosto de 2011 às 10h33

Isso é assim desde a época do Império, não foi inventado recentemente… eu costumo comparar o Rio com Salvador, são histórias muito semelhantes, apesar do Rio ser muito mais badalado: corre muito dinheiro, mas está concentrado nas mãos de poucos. É um apartheid. Brasileiro tem mania de fugir de algumas questões, tipo "no Brasil não existe racismo" e coisa e tal.. mas nós temos um regime de apartheid… é só olhar para as favelas no Rio ou São Paulo… (em Salvador é chamado de "comunidade")… o cidadão não tem uma educação decente, não tem endereço (prá mandar uma carta para alguém que mora na favela é uma dificuldade danada…), não tem água, esgoto, rede elétrica é gambiarra, quando não é o traficante é a PM que invade a casa e distribui porrada prá família toda, e ainda tem que assistir na grobo que o Rio é a Cidade Maravilha… o poder público distribui recursos para os ricos e porrada para os pobres… mudou alguma coisinha com Lula/Dilma, mas as bases do apartheid continuam firmes… tudo ao arrepio da lei… cadê o Estatuto da Cidade? É lei e não está sendo cumprido.. obrigação dos vereadores..

Responder

Jairo_Beraldo

12 de agosto de 2011 às 10h26

Faltou culhão ao nobre vereador para dar nome aos que retiraram as suas assinaturas.

Responder

P A U L O P.

12 de agosto de 2011 às 10h17

ENQUANTO ISTO…..
——————————-
Juíza "linha dura" é executada no Rio de Janeiro
Lamentável, gravíssimo, desolador: como uma servidora exemplar do Judiciário e do País, magistrada corajosa e íntegra, uma raridade, com várias ameaças de morte, andava sem seguranças, à mercê da bandidagem?

O ABC! quer saber.

Com a palavra, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.

http://abraabocacidadao.blogspot.com/

Responder

Marcio

12 de agosto de 2011 às 09h03

A ESPN fez um ótimo documentário sobre o assunto. Fica claro o desrespeito com milhares de cidadãos. Seus mais elemetares direitos estão sendo jogados no lixo. E quem ousa defendê-los, como uma defensora pública do RJ, é afastado das funções. A justiça a serviço das grandes empreiteiras. É uma vergonha.

Responder

Luana

12 de agosto de 2011 às 08h55

Nunca fui favorável a realização da Copa de 2014 no Brasil. Sempre que digo isso, alguém justifica dizendo que os jogos gerarão empregos. Quais empregos? Empregos para quem? De fato, meus alunos do ensino médio estão trabalhando nas obras da Copa aqui em Belo Horizonte – como serventes de pedreiro.

Estive em Brasília na semana passada. Fiquei hospedada no Hotel Nacional – o hotel oficial da Copa. Estranhei um hotel daquele porte receber pagamentos somente em dinheiro. Tudo bem que as operadoras cobram taxas exorbitantes, mas não justifica a recusa em aceitar carão de crédito.

Um brasiliense, aluno da UnB, me contou que o Hotel enfrenta grave crise financeira e está sem "crédito na praça". Só não fechou as portas por ser o mais tradicional de Brasília (diga-se por intervenção do Governo, foi o que ele me disse). Alguém me explica como os organizadores do evento fecham parceria com uma empresa nessa situação?

E agora essa matéria sobre a remoção dos moradores do Rio. É isso que aconteçará nas demais capitais. Uma funcionária da Pastoral dos moradores de rua de BH me disse que haverá uma verdadeira faxina por aqui!

Milton Nascimento, o carioca mais mineiro do Brasil, resumiu em alguns versos o peso de sermos o páis do futebol:

"No fundo desse país
ao longo das avenidas
nos campos de terra e grama
Brasil só é futebol
nesses noventa minutos
de emoção e alegria
esqueço a casa e o trabalho
a vida fica lá fora
dinheiro fica lá fora
a cama fica lá fora
família fica lá fora
a vida fica lá fora
e tudo fica lá fora"

Eita, Brasil!

Responder

GilTeixeira

12 de agosto de 2011 às 07h51

E eu que fiquei feliz quando anunciaram as Olimpíadas e a Copa!

Responder

Roberto Ribeiro

12 de agosto de 2011 às 05h20

Aqui no Brasil os poderes políticos, econômicos, financeiros e midiáticos passam em cima dos direitos da pessoa humana sem dó nem piedade.
Quando se tratam de interesses das elites os pobres são deportados em sua própria terra, descartados, jogados fora porque, aqui no Brasil a dignidade humana vale muitíssimo menos que um punhado de dinheiro por menor que seja.
Diante do poder do capital, o ser humano é peça totalmente descartável.
Que vergonha!

Responder

João PR

12 de agosto de 2011 às 02h05

Um sentimento de indignação e tristeza me veio à mente quando lia a matéria.

Indignação pela forma como os políticos (executivo e parte do legislativo) da cidade do Rio de Janeiro estão tratando a questão. Como disse o Vereador: que indenizem as pessoas pelo valor da casa, ou então (sugestão minha) que a Prefeitura construa casas do mesmo padrão. Afinal, dinheiro para tanto há. O que falta é vontade para com os menos favorecidos.

Tristeza por imaginar o que estas pessoas (que estão sendo "removidas") devem estar passando. Imagine, de um dia para outro você ficar sem sua casa? A casa que você, muitas vezes, demorou uma vida para conseguir!! E ainda, depois de "enxotado" de sua casa, não ter para onde ir??

Pelo visto o "espírito do Carlos Lacerda" ainda assombra a Prefeitura do Rio de Janeiro.

Responder

ANNA

12 de agosto de 2011 às 00h45

Pois é.. até os comentários neste assunto são "diminutos", ou seja, a maioria querem que " pobre se ferre", até que estes desmandos cheguem a sua porta ou a de seus familiares.
Esse Eduardo Paes e sérgio cabral são dois fascistas que poucam se importam com a população.
(Vide os casos recentes das enchentes e dos bombeiros. )

e os 30 milhões foram pra que heim??e fica tudo na mesma!

em uma cidade com um terrível déficit habitacional, este prefeito se tranforma em " dona Armênia" e coloca tudo " na chão"!
e mais pessoas ao relento, jogadas como trapos, tendo desrrespeitados todos os seus direitos de cidadania.

ATÉ QUANDO???

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    Luiz Carlos Azenha

    12 de agosto de 2011 às 01h48

    Anna, existe uma conivência generalizada com a "faxina" da Copa. Os brasileiros precisam dar satisfação aos britânicos, aos franceses e aos espanhois, ainda que à custa de outros brasileiros. Síndrome de viralatas total!

    j.felix

    12 de agosto de 2011 às 17h28

    obrigado por nao censurar meu comentario

    Jairo_Beraldo

    12 de agosto de 2011 às 10h25

    E curiosamente, Anna, Dilma sempre está no RJ elogiando a dupla que voce chamou de facistas!

    j.felix

    12 de agosto de 2011 às 11h37

    Concordo cara Ana se a assunto fosse uma partida de futebol ate faltaria espaço para postar um comentario,inclusive o meu foi censurado pois chamei de alienados os que dao importancia a essas inutilidades

Marcio H Silva

12 de agosto de 2011 às 00h00

Como eu gosto de ver matérias denunciando os desmandos no RJ. A dupla SC e EP são um cancer no RJ, blindado pela Rede Globo. E parte da população e alguns leitores deste blog não veem nada de irregular neste governo do RJ. Muitos pensam que só o PSDB de SP e MG são corruptos e realizam má gestão. Mas uma entrevista desta mostra com vão as coisas em outros estados. O RJ se tornou uma máfia, cujos sócios são as empreiteiras, o governo do RJ ( Cabral, irmão de Cabral, Pezão, Sergio Cortez, Paulo Maria Mole pres. da Alerj, deputados do PMDB, deputados do PT, Deputados do PDT ), Prefeitura do RJ, MPE, TJ-RJ, Rede Globo, Ricardo Teixeira, FIFA e COI. O povo? ah que se dane, isto é detalhe.

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