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Beatriz Cerqueira: Passamos os últimos quatro anos nas ruas e delas não sairemos
Fotos: Studium Eficaz e Taís Ferreira/CUT Minas
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Beatriz Cerqueira: Passamos os últimos quatro anos nas ruas e delas não sairemos


02/12/2019 - 13h33

por Beatriz Cerqueira*

Depois de dois mandatos na Presidência da CUT/Minas, passei nesse final de semana o bastão para o companheiro eletricitário Jairo Nogueira Filho.

Foi durante o 13º Congresso Estadual da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (13º CECUT-MG), realizado em Ouro Preto.

Secretário-geral nas duas últimas gestões, Jairo encabeçou chapa única para o mandato 2018-2022 e que incluiu todos os setores da base CUTista. Afinal, o momento de união.

Nesses anos todos participamos de muitas atividades  e a mesa da solenidade espelha isso.

Tiago Alves da Silva, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).

Regina Costa, presidenta da CUT Paraná.

Isabel Gonçalves, da Marcha Mundial de Mulheres.

Paula Silva, da União Nacional dos Estudantes (UNE).

José Celestino Lourenço, o Tino, secretário de Cultura da CUT.

José Carlos de Oliveira, do Movimento Negro Unificado.

Deputado estadual Roberto Cupolillo, o Betão (PT), professor de geografia que fez parte da diretoria do Sinpro-JF,

José Antônio de Lacerda, o Jota, da CTB.

Adilson Pereira dos Santos, da Escola Sindical 7 de Outubro.

E a presença desses companheiros e companheiras de batalhas tem enorme significado político na construção da representatividade da CUT Minas.

É o reconhecimento e a prova de que juntos, somos fortes.

Mostra que não estamos sozinhos. neste momento, que é o pior desde a democratização do país.

Vivemos o pior momento desde a redemocratização do Brasil.

As pessoas estão desempregadas, passando fome, perdendo a perspectiva de futuro, e cresce o número de suicídios.

Durante esse período, construímos frentes.

Daqui saíram sempre muitas lutas. Em defesa da democracia, em defesa da Petrobras, contra o golpe.

Nós não saímos das ruas.

Em 2013, estivemos nas ruas e sofremos ataques. Fizemos ações, mobilizações e manifestações contra dois crimes ambientais, da Samarco e da Vale, em Mariana e Brumadinho, um deles com 19 mortos e o outro com quase 300.

Fomos convocados o tempo todo. Ficamos os últimos quatro anos nas ruas.

Lula esteve conosco no Congresso de 2015.

Quando ele foi preso, em abril de 2018, nós trancamos as ruas.

Assumimos o compromisso, em abril de 2018, para estarmos na vigília. E estávamos lá quando ele saiu da prisão política.

Quem faz a política em uma vigília sabe o que isso significa.

E estamos aqui para construir estratégias e táticas contra o fascismo que tomou conta deste país.

Para lutar contra o não-estado que existe hoje em Minas Gerais. Zema não fará isso. Se deixarmos não sobrará nada no Estado daqui há quatro anos.

Estamos aqui, aprendemos e aperfeiçoamos nossa capacidade de lutar.

Foi uma grande honra ter sido a primeira mulher a presidir a Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais.

E, na Assembleia Legislativa, eu sinto o quanto é difícil para esta sociedade machista e patriarcal conviver com uma mulher bem-sucedida.

Eu andei sozinha, com companheiras e companheiros. E derrotamos o neoliberalismo em Minas Gerais.

Depois disso, as ruas continuaram chamando a gente.

Agora, depois de uma eleição fraudada, feita no whatsapp, enfrentamos um presidente ilegítimo.

Todos nós que estamos aqui representamos sindicatos com uma história.

E que podem ser destruídos por este governo fascista.

Que a gente volte para as bases e saibamos contar o que construímos aqui para parar esta destruição.

Uma coisa é certa: não sairemos das ruas

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