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Venício Lima: Sob o ensurdecedor silêncio da grande mídia brasileira
Falatório Política

Venício Lima: Sob o ensurdecedor silêncio da grande mídia brasileira


29/01/2013 - 16h56

Leveson deu a saída, no Reino Unido…

REGULAÇÃO EM DEBATE

Depois de Leveson, a União Europeia

Por Venício A. de Lima em 29/01/2013 na edição 731 do Observatório da Imprensa

Sob o ensurdecedor silêncio da grande mídia brasileira, foi divulgado em Bruxelas, na terça-feira (22/1), o relatório “Uma mídia livre e pluralista para sustentar a democracia europeia”, comissionado pela vice-presidente da União Europeia, Neelie Kroes, encarregada da Agenda Digital [ver aqui a íntegra do relatório, acesso em 23/1/2013].

Preparado por um grupo de alto nível (HLG) presidido pela ex-presidente da Letônia, Vaira Vike-Freiberga, e do qual faziam parte Herta Däubler-Gmelin, ex-ministra da Justiça alemã; Luís Miguel Poiares Pessoa Maduro, ex-advogado geral na Corte de Justiça Europeia; e Ben Hammersley, jornalista especializado em tecnologia, o relatório faz trinta recomendações sobre a regulamentação da mídia como resultado de um trabalho de 16 meses que começou em outubro de 2011. As recomendações serão agora debatidas no âmbito da Comissão Europeia.

O relatório

O relatório, por óbvio, deve ser lido na íntegra. Ele começa com um sumário das principais conclusões e recomendações e, na parte substantiva, está dividido em cinco capítulos que apresentam e discutem as bases conceituais e jurídicas que justificam as diferentes recomendações: (1) por que a liberdade da mídia e o pluralismo importam; (2) o papel da União Europeia; (3) o mutante ambiente da mídia; (4) a proteção da liberdade do jornalista; e, (5) o pluralismo na mídia.

Há ainda um anexo de 12 páginas que lista as autoridades ouvidas, as contribuições escritas recebidas e os documentos consultados. A boa notícia é que quase todo esse material está disponível online.

Para aqueles a favor da regulamentação democrática da mídia – da mesma forma que já havia acontecido com o relatório Leveson – é alentador verificar como antigas propostas sistematicamente taxadas pela grande mídia e seus aliados da direita conservadora de autoritárias, promotoras da censura e inimigas da liberdade de expressão, são apresentadas e defendidas por experts internacionais, comissionados pela União Europeia.

Fundamento de todo o relatório são os conceitos de liberdade de mídia e pluralismo. Está lá:

“O conceito de liberdade de mídia está intimamente relacionado à noção de liberdade de expressão, mas não é idêntico a ela [grifo meu]. A última está entronizada nos valores e direitos fundamentais da Europa: ‘Todos têm o direito à liberdade de expressão. Este direito inclui a liberdade de ter opiniões, de transmitir (impart) e receber informações e ideias sem interferência da autoridade pública e independente de fronteiras’ (…).

“Pluralismo na mídia é um conceito que vai muito além da propriedade. Ele inclui muitos aspectos, desde, por exemplo, regras relativas a controle de conteúdo no licenciamento de sistemas de radiodifusão, o estabelecimento de liberdade editorial, a independência e o status de serviço público de radiodifusores, a situação profissional de jornalistas, a relação entre a mídia e os atores políticos etc. Pluralismo inclui todas as medidas que garantam o acesso dos cidadãos a uma variedade de fontes e vozes de informação, permitindo a eles que formem opiniões sem a influência indevida de um poder [formador de opiniões] dominante.”

Encontram-se no relatório propostas como: (1) a introdução da educação para a leitura crítica da mídia nas escolas secundárias; (2) o monitoramento permanente do conteúdo da mídia por parte de organismo oficial ou, alternativamente, por um centro independente ligado à academia, e a publicação regular de relatórios que seriam encaminhados ao Parlamento para eventuais medidas que assegurem a liberdade e o pluralismo; (3) a total neutralidade de rede na internet; (4) a provisão de fundos estatais para o financiamento da mídia alternativa que seja inviável comercialmente, mas essencial ao pluralismo; (5) a existência de mecanismos que garantam a identificação dos responsáveis por calúnias e a garantia da resposta e da retratação de acusações indevidas.

Pelo histórico de feroz resistência que encontra entre nós, vale o registro uma proposta específica. Após considerações sobre o reiterado fracasso de agências autorreguladoras, o relatório propõe:

“Todos os países da União Europeia deveriam ter conselhos de mídia independentes, cujos membros tenham origem política e cultural equilibrada, assim como sejam socialmente diversificados. Esses organismos teriam competência para investigar reclamações (…), mas também certificariam de que as organizações de mídia publicaram seus códigos de conduta e revelaram detalhes sobre propriedade, declarações de conflito de interesse etc. Os conselhos de mídia devem ter poderes legais, tais como a imposição de multas, determinar a publicação de justificativas [apologies] em veículos impressos ou eletrônicos, e cassação do status jornalístico.”

E no Brasil?

A publicação de mais um estudo oficial sobre regulamentação da mídia, desta vez pela União Europeia, menos de dois meses depois do relatório Leveson na Inglaterra, revela que o tema é pauta obrigatória nas sociedades democráticas e não apenas em vizinhos latino-americanos como a Argentina, o Uruguai e o Equador, mas, sobretudo, na Europa.

No Brasil, como se sabe, “faz-se de conta” que não é bem assim e o tema permanece “esquecido” pelo governo, além de demonizado publicamente pela grande mídia como ameaça à liberdade de expressão.

Quem se beneficia com essa situação? Até quando seguiremos na contramão da história?

***

[Venício A. de Lima é jornalista e sociólogo, pesquisador visitante no Departamento de Ciência Política da UFMG (2012-2013), professor de Ciência Política e Comunicação da UnB (aposentado) e autor de Política de Comunicações: um Balanço dos Governos Lula (2003-2010), Editora Publisher Brasil, 2012, entre outros livros]

Leia também:

Gilberto Maringoni e Verena Glass: A regulação da mídia na América Latina

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40 comentários

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Luis Menegew

08 de fevereiro de 2013 às 19h01

Vamos falar sério. J.D. e sua galera compraram sim aqueles venais vagabundos que andavam doidos atrás de dólar para votar no que mandasse o seu comprador. A diferença é que quando foi feito o que foi feito havia uma intenção clara de ajudar o povo brasileiro, sofrido.
Foi assim, claro e, en passant, a gente mostrava àqueles representantes da burguesia mais podre o quanto eles não valem nem um tostão furado. E não valem mesmo.

Responder

italo

07 de fevereiro de 2013 às 15h49

No Brasil, basta não concordar ou não apoiar a opinião de uma rede de tv que controla tudo, até as verbas Federais para comunicação, para se tornar uma ameaça à liberdade de Imprensa. O monopólio é consolidado e amparado por uma maioria embasada nas informações da mesma rede de tv. Controle remoto aqui é piada.

Responder

J Souza

07 de fevereiro de 2013 às 15h02

Não é só a mídia que se “vende”…

http://fernandorodrigues.blogosfera.uol.com.br/2013/02/07/juizes-querem-manter-bocas-livres-pagas-pela-iniciativa-privada/

E nem só os juízes…

Mas até os jornalistas, ao contrário do que diz a nota dos juízes.

E os médicos…

E por ai vai!

Responder

Joana Salém Vasconcelos: E, afinal, pouco mudou « Viomundo – O que você não vê na mídia

07 de fevereiro de 2013 às 12h28

[…]  Venício Lima: Sob um silêncio ensurdecedor […]

Responder

FrancoAtirador

06 de fevereiro de 2013 às 23h17

.
.
Decreto 52.795/1963

REGULAMENTO DOS SERVIÇOS DE RADIODIFUSÃO

TÍTULO IV
DA COMPETÊNCIA

CAPÍTULO I
PARA A OUTORGA

Art 6º À União compete, privativamente, autorizar, em todo território nacional, inclusive águas territoriais e espaço aéreo, a execução de serviços de radiodifusão.

§ 1º Compete ao Presidente da República outorgar, por meio de concessão, a exploração dos serviços de radiodifusão de sons e imagens.

§ 2º Compete ao Ministro de Estado das Comunicações outorgar, por meio de concessão, permissão ou autorização, a exploração dos serviços de radiodifusão sonora.

CAPÍTULO II

PARA A EXECUÇÃO

Art 7º São competentes para a execução de serviços de radiodifusão

a) a União;
b) os Estados e Territórios;
c) os Municípios;
d) as Universidades;
e) sociedades anônimas ou de responsabilidade limitada, observado o disposto no § 1º do art. 222* da Constituição; e
f) as Fundações.

Parágrafo único. Terão preferência para a execução de serviços de radiodifusão as pessoas jurídicas de direito público interno, inclusive universidades.

Art 8º As empresas que executam serviços de radiodifusão terão, obrigatoriamente, diretores e gerentes brasileiros natos.

CAPÍTULO III
PARA A FISCALIZAÇÃO

Art 9º Compete privativamente à União, através do CONTEL, a fiscalização dos serviços de radiodifusão em tudo o que disser respeito à observância das leis, regulamentos e atos internacionais em vigor no País, as normas baixadas pela CONTEL, e às obrigações contraídas pelas concessionárias e
permissionárias, decorrentes do ato de outorga.

(http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/Antigos/D52795.htm)
.
.
*(http://www.dji.com.br/constituicao_federal/cf220a224.htm)

Responder

    FrancoAtirador

    06 de fevereiro de 2013 às 23h47

    .
    .
    Leia também:

    (http://www.dji.com.br/leis_ordinarias/1962-004117-cbt/014_a_029.htm)

    (http://www.dji.com.br/leis_ordinarias/1997-009472/186_a_216.htm)

    (http://www.conjur.com.br/2009-mai-02/fimdegrupo-consolidacao-retoma-trabalhos-revogar-1760-leis-2010)

    (http://www.arosadosreis.eng.br/legislacao.html)
    .
    .
    Nota

    Sobre o CONTEL

    Em todos os artigos onde se lê:

    “Conselho Nacional de Telecomunicações (CONTEL)”,

    leia-se: “Ministério das Comunicações”.
    .
    .

    FrancoAtirador

    07 de fevereiro de 2013 às 00h15

    .
    .
    DESTAQUE:

    Decreto 52.795/1963

    REGULAMENTO DOS SERVIÇOS DE RADIODIFUSÃO

    TÍTULO IX

    DAS RÊDES DE RADIODIFUSÃO

    Art 87 – Na preservação da ordem pública e da segurança nacional ou no interesse da Administração, as emissoras de radiodifusão poderão ser convocadas para, gratuitamente, formarem ou integrarem redes, visando à divulgação de assuntos de relevante importância.
    (Redação dada pelo Decreto nº 84181, de 12.11.1979)

    § 1º – A convocação prevista neste artigo somente se efetivará para transferir pronunciamentos do Presidente da República e dos Presidentes da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do Supremo Tribunal Federal.
    (Redação dada pelo Decreto nº 84181, de 12.11.1979)

    § 2º – Poderão, igualmente, ser convocadas as emissoras para a transmissão de pronunciamentos de Ministro de Estado autorizados pelo Presidente da República.
    (Redação dada pelo Decreto nº 84181, de 12.11.1979)

    § 3º – A convocação das emissoras de radiodifusão é da competência do Ministro de Estado Chefe do Gabinete Civil da Presidência da República e se efetivará por intermédio da Secretaria de Imprensa e Divulgação.
    (Redação dada pelo Decreto nº 86.680, de 2.12.1979)

    Art 88 – As rêdes de radiodifusão poderão ser:
    nacional, regionais ou locais.

    § 1º – RÊDE NACIONAL é o conjunto de tôdas as estações radiodifusoras instaladas no território nacional, e SERÁ FORMADA PARA DIVULGAÇÃO DE ASSUNTO CUJO CONHECIMENTO SEJA DO INTERÊSSE DE TODO PAÍS.

    § 2º – RÊDE REGIONAL é o conjunto de estações radiodifusoras instaladas em uma determinada região, E SERÁ ORGANIZADA PARA DIVULGAÇÃO DE ASSUNTO CUJO CONHECIMENTO SEJA DE INTERÊSSE DAQUELA REGIÃO.

    § 3º – RÊDE LOCAL é o conjunto de estações radiodifusoras instaladas em uma determinada localidade, e SERÁ FORMADA PARA DIVULGAÇÃO DE ASSUNTO CUJO CONHECIMENTO SEJA DO INTERÊSSE DAQUELA LOCALIDADE.

    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto/Antigos/D84181.htm

H. Back™

02 de fevereiro de 2013 às 19h55

Se uma lei, ou uma regulamentação nos meios de comunicação, não for aprovada logo, isso tudo poderá descambar para um recrudescimento da animosidade dos grupos conservadores. E aí podemos dizer adeus à nossa incipiente democracia.

Responder

Do impacto didático das bolinhas de papel « Viomundo – O que você não vê na mídia

01 de fevereiro de 2013 às 19h39

[…] do escândalo envolvendo Rupert Murdoch e o relatório Leveson (íntegra aqui) e na Uniao Europeia (veja aqui), no Brasil ele continuará interditado no […]

Responder

Nilza

01 de fevereiro de 2013 às 15h16

Esse imprensalão é surdo, cego e mudo por conveniência. Cabe a cada um de nós divulgar e alertar aqueles que nos são próximos. Muitos já estão vacinados contra esse monopólio da (des)informação, que está nas mãos dos grandes capitalistas desse país. Quanto mais gente for vacinada, mais rápido teremos um Brasil potência.

Responder

Sindicato do Creme

01 de fevereiro de 2013 às 07h24

Desde os tempos da ditadura, as redações dos grandes jornais brasileiros estão dominadas pelo partidão, que é decide quem decide o que vai ser notícia ou não e quem pode trabalhar ali ou não. Veja a revolução cubana e os seus 100 mil mortos; as suas prisões terríveis e a miséria completa de seu povo.
A imprensa brasileira (chamada de nazista, golpista, reacionária, de direita, etc., de que mais?) não publica nada, e até defende: a culpa é do zimperialista! O Foro de São Paulo, que deu vida a figuras do nível de Evo Morales e Hugo Chaves e sustentação à organização narco-marxista FARC, foi por 16 anos ignorado por essa mesma imprensa PIG. Como é que pode?

Responder

Fabio Passos

31 de janeiro de 2013 às 00h10

Lá no PHA:

“Dilma recebeu Franklin
Os filhos do Roberto Marinho – eles não têm nome próprio – têm o que temer”
http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2013/01/30/dilma-recebeu-franklin/

Se os partidos de esquerda, movimentos sociais e mídia alternativa pressionarem e o governo finalmente enfrentar o PiG… a militância ateia fogo na Casa Grande!

Já passou da hora.
O Brasil não merece meia dúzia de oligarcas decrépitos sabotando nossa democracia.

Responder

sandro

30 de janeiro de 2013 às 19h52

Tenho dó dos sem “pig” , já estão mal no geral, mais essa ainda…
Bolsa prá eles então “zoin virado Leme, Willian “baba-ovo..há esse
já recebe.

Responder

Fabio Passos

30 de janeiro de 2013 às 18h24

O problema para o PiG é que cada vez mais brasileiros se informam pela rede e tem acesso a este tipo de informação.

Apenas um residual de canalhas racistas permanece defendendo o monopólio da informação mantido pelas oligarquias decrépitas do PiG.

Responder

Carlos Augusto Pereira

30 de janeiro de 2013 às 14h59

Pela regulação da mídia, no Brasil.

Responder

    assalariado.

    30 de janeiro de 2013 às 18h05

    Carlos Augusto, como por isso em pratica? Como se daria essa queda de braços, entre o esgoto midiatico a serviço do capital, e os que defendem, de fato e de direito, a liberdade de informação? Neste exato momento, este querer regular as mídias, só rola nos blogs “sujos”. Pra voce ter uma ideia, no meu trabalho tem um colega que é assinante de um jornal do PIG. Por esses dias questionou dizendo que é a favor da liberdade de imprensa. Respondi, sou a favor da liberdade de informação, ou voce acha que não é manipulado por esse jornal que voce “se informa”, todos os dias? Ficou me olhando, sem dar a resposta.

    Teremos, os ditos progressistas, nos organizar, convidar o povo para essa missão politica, coisa que requer um trabalho de base. Cade os partidos de esquerda e seus assessores, para essa batalha?

    Abraços Fraternos.

FJP

30 de janeiro de 2013 às 11h07

Caros,
Alguém, de sã consciência, acha que o PIG e seus filhotes vai aceitar, sem uma gritaria imensa, a aplicação das propostas 2, 3, 4 e 5 em terras tupiniquins?
E para responder as perguntas finais do Venício Lima: os de sempre e só até a última geração dos herdeiros.

Responder

    Fabio Passos

    30 de janeiro de 2013 às 18h25

    O PiG e sua militância vão tentar impedir.
    Mas o Brasil derrota o PiG se tentar de verdade.

zé eduardo

30 de janeiro de 2013 às 11h01

Concordo com o Nassif: mesmo tendo nasecedouro em uma decisão coletiva, a iniciativa de transformar essa ‘decisão coletiva’ em instrumento legal é do Parlamento. A recomendação coletiva já está explícita no Relatório da Conferência. Mas a divulgação destas idéias, daqui e de fora, cabe a todos nós, inclusive aos parlamentares, que muitas vezes têm mais condições de chegar a espaços de visibilidade.

Responder

Paulo Ribeiro

30 de janeiro de 2013 às 10h34

PELA CRIAÇÃO DO CONSELHO FEDERAL DE JORNALISMO!
PELA CRIAÇÃO DE COMITÊS POPULARES FISCALIZADORES DA MÍDIA!
POR PENAS MAIS SEVERAS EM CRIMES DE IMPRENSA!

Responder

Dennys Oliveira

29 de janeiro de 2013 às 22h04

O mais triste é ouvir daqueles que se acham bem informados (leitores de Folha e Veja e telespectadores do JN) que a Lei de Mídias é censura e que isso é coisa de países atrasados da América Latina… É de doer a barriga de angústia ver o engano em que se encontra o povo brasileiro…

Responder

    Fabio Passos

    30 de janeiro de 2013 às 00h10

    Povo brasileiro coisa nenhuma.
    Uma minoria de classe media mal formada, reacionaria e racista ate a medula.

    Sao uns 6%

    Willian

    30 de janeiro de 2013 às 09h10

    Uai, por que os 94% não fazem nada? Às ruas!

    Rodrigo Leme

    30 de janeiro de 2013 às 11h02

    Em suma, “quem não concorda conosco” recebe até a distinção de imputação de crime de racismo. Que boneco, hein?

    Aliás, falsa acusação de crime é crime tbm, coisa que muita gente esquece.

Regina Braga

29 de janeiro de 2013 às 21h37

Nem é preciso pensar…O velho mundo faz,nós fazemos.Com a tradição toda do Europeu,sua cultura,sua postura,classe,etc…Nós só vamos seguir o exemplo.Monsieur Sorbonne vai apoiar o movimento!

Responder

Abelardo

29 de janeiro de 2013 às 20h00

Enquanto membros de governos que tenham poder de influência continuar se corrompendo, participando ou dando cobertura ou sendo conivente (por omissão ou por decisão) com quadrilhas e/ou máfias de todos os gêneros, eles estarão prisioneiros e indefesos nas mãos da mídia despudorada e chantagista. Esta, por sua vez, preferirá, muito mais, como costuma fazer, fazer uma troca para contar com o seu apoio nos assuntos de seus interesses (tipo Ley de Medios) em vez de denunciá-lo e acabar com a sua reputação. Depois, em um belo dia, quando ela não mais precisar de seus serviços ou ele não apitar mais nada, o lançará ao fogo dos infernos. Então, nessa época, será mais por questão de audiência e lucro financeiro, que propriamente por dever de ofício. Contudo, aos olhos de quem não enxerga, ela fará parecer que seu dever foi muito bem cumprido.

Responder

anac

29 de janeiro de 2013 às 19h58

Se não sai no JN não existe.
Os 30 berluscones no Brasil não vai deixar sair nunca. A globo quer manter seu globovino no curral sob custodia.
A Constituição de 1988 já determinava a criação da lei dos médios e proibe oligopolios. Dilma tmb descumpre a Constituição quando defende o CONTROLE remoto do PIG.

Responder

Marco

29 de janeiro de 2013 às 19h32

POR UMA LEI DE COMUNICAÇÃO SIMILAR A DA EUROPA!!!

Responder

Roni

29 de janeiro de 2013 às 19h20

Infelizmente tudo isso é fruto de um comportamento covarde, leniente e serviçal do povo brasileiro. Se há algo que não está correto, funcionando etc., que nos organizemos e vamos às ruas protestar, cobrar e exigir prazos para que as mudanças sejam feitas. E não ficar aqui reclamando, chorando e esperando que os donos do Brasil sinta pena ou seja lá o que for, e resolvam mudar. Que se aproveite a audiência dos blogs para disseminar encontros e protestos e depois chamar a imprensa para cobrir e depois divulgar tudo nas redes sociais. ACORDA P…!!!! Nossos vizinhos argentinos vão às ruas quase todos os dias para protestar. Lá, se o trem ou metrô atrasa 10min., todo mundo bate palmas como forma de protesto e rapidinho dão um jeito para resolver o problema. Quando juízes absolveram criminosos que haviam abusado de uma menina e a mantido em cárcere privado, o povo foi para frente do tribunal e arrebentou tudo e exigiu a condenação dos mesmos. Resultado: o julgamento foi anulado e os réus voltarão a ser julgados. Na Ley de Medios, as Mães da Praça de Maio tomaram as escadarias do Palácio da Justiça e exigiram que o STF de lá honrasse as pelotas e cancelasse a cautelar que protege o grupo Clarín. E avisou: “Na próxima a gente invade”.

Responder

Roberto Locatelli

29 de janeiro de 2013 às 19h07

Caramba, o bloqueio do PIG foi eficiente! Só agora essa informação FUNDAMENTAL está chegando até nós, a partir do VioMundo. Antes tarde do que nunca…

Que tal lançarmos uma campanha: por uma lei das comunicações similiar à da União Europeia? O que os demotucanos colonizados iriam dizer?

Responder

    Luiz Moreira

    29 de janeiro de 2013 às 20h00

    Concordo plenamente. Rebenta com os argumentos de CHAVISMO, ANTIDEMOCRATA, etc

    Mário SF Alves

    30 de janeiro de 2013 às 17h00

    Onde eu assino?
    _____________________________
    Quando aos tucanos, falidos politicamente, eu não saberia dizer. No entanto, dá pra imaginar claramente a reação das mídias corporativas – quaisquer uma delas – dessas que diuturnamente infectam os ares daqui. Ah! E não tenhamos dúvida, vai haver muito espeneio e aquele show à parte de caras e bocas (e gestual) de sempre. Após isso, uma vez caídas na real, iriam manipular deus e mundo para fazer-nos crer que isso é coisa para país desenvolvido, e que aqui, o que temos é o que podemos ter e basta.

MP de Sergipe denuncia jornalista por texto ficcional « Viomundo – O que você não vê na mídia

29 de janeiro de 2013 às 18h42

[…] Venício Lima: Sob o silêncio da mídia brasileira […]

Responder

J Tavannes

29 de janeiro de 2013 às 18h36

É preciso que todos se manifestem. O silêncio ensurdecedor do imprensalão e da justiça, para os desmandos e falcatruas do PSDB é revoltante. O Sr. Gurgel já está propagandeando que vai encaminhar as denúncias feitas pelo pilantra Marcos Valério, contra Lula. Agora,para os documentos que comprovam a privataria tucana,por exemplo, o silêncio não é só ensurdecedor, é uma afronta a nossa inteligência.

Responder

    Mário SF Alves

    30 de janeiro de 2013 às 17h12

    Falou e disse, companheiro. E é exatamente essa desfaçatez o que mais nos enoja. Trata-se de um clubinho onde todos se acham blindados. É a mídia funileira… e fofoqueira, especializada em crítica não circunstanciada e em comparações impertinentes ou esdrúxulas; e que fique claro: desde que tudo seja no estrito interesse dela.

jaime

29 de janeiro de 2013 às 17h46

Venício Lima e outros, no Observatório da Imprensa, vêm martelando sobre isso há décadas. Do PSDB nada se esperaria mesmo, mas o PT agora descobriu que o que temos é uma “liberdade de imprensa” imexível. Deus nos livre da experiência argentina! E da européia, e da de qualquer lugar… E a Europa não pode sequer ser imaginada como um lugar progressista!
Para termos pelo menos estradas, aeroportos, transporte público minimamente decente e umas outras poucas melhorias foi preciso agendar eventos como a Copa e Olimpíadas para que sob a pressão externa alguma coisa fosse feita. Tal como a abolição da escravidão. O povo brasileiro nunca foi levado em conta nesse fazendão, já a casa grande sempre esteve com tudo.

Responder

João Vargas

29 de janeiro de 2013 às 17h26

E por aqui o governo continua sustentando a grande mídia com fartos contratos publicitários e em troca recebe pauladas todo o dia. Só tem uma palavra que explica esta relação: Sadomasoquismo.

Responder

    Gersier

    29 de janeiro de 2013 às 17h37

    Ou pura COVARDIA.

    Ronaldo Silva

    29 de janeiro de 2013 às 18h02

    ..ou um acordo secreto onde a globo entra com a p…e o governo com a b….

    anac

    29 de janeiro de 2013 às 20h07

    A historia mostra que não é tão facil assim. Que o diga Getulio Vargas levado ao suicidio pelo PiG. Jango golpeado em 1964.
    Dilma que resistiu calada a mais barbara tortura não deve ter em seu vocabulário a palavra covardia. Acredito que perto do fim de seu segundo mandato se tudo correr bem a lei das comunicações sai. Hoje ela tem outras prioridades como a acabar com a miseria e peitar as multinacionais que atravancam o desenvovimento do Brasil. É a minha esperança.


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