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Diário da Resistência


Valmir Assunção: Adoção de cotas não provocou apocalipse
Política

Valmir Assunção: Adoção de cotas não provocou apocalipse


11/04/2013 - 16h04

da assessoria do deputado Valmir Assunção (PT-BA)

Para os que desmerecem a importante política afirmativa de cotas nas universidades, a revista Isto é Independente desta semana vem coma reportagem que é um verdadeiro tapa no preconceito. A matéria Por que as cotas raciais deram certo no Brasil traz o sucesso da política em vários casos concretos de estudantes negros que adentraram à universidade e hoje estão no mercado de trabalho, exercendo profissões e cargos antes restritos a uma elite branca.

A mesma revista, em 2008, publicou uma entrevista da procuradora e ex-assessora do ministro Marco Aurélio Mello, Roberta Fragoso Kaufmann, em que defendia o abandono do sistema de cotas no Brasil, por que, segundo ela, o governo queria desunir o que está unido e importar um problema que não é nosso, que é o problema da segregação racial.

Cinco anos depois, a revista mostra o contraditório.

Para os apocalípticos, o sistema de cotas culminaria numa decrepitude completa: o ódio racial seria instalado nas salas de aula universitárias, enquanto negros e brancos construiriam muros imaginários entre si. A segregação venceria e a mediocridade dos cotistas acabaria de vez com o mundo acadêmico brasileiro, diz a revista. Nada disso aconteceu, como bem disse a reportagem. E os críticos e defensores do fim da política de cotas estavam errados.

Os resultados de todas essas políticas também podem ser constatados na pesquisa recente feita pela Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, que com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar do IBGE, constatou que dos 36 milhões de brasileiros que ingressaram na classe média durante os últimos dez anos, 75% eram negros.

Com isso, a participação dos negros na classe média subiu de 38% em 2002 para 51% em 2012.

A revista traz uma importante afirmativa: As cotas raciais deram certo porque seus beneficiados são, sim, competentes. Merecem, sim, frequentar uma universidade pública e de qualidade. Os dados de corte no vestibular dos cotistas são equiparados aos níveis normais, o desempenho dentro da universidade é satisfatório, quando não se saem melhor que os não beneficiários.

A Isto é Independente traz a pesquisa da Uerj, pioneira na adoção do sistema de cotas. A Universidade carioca analisou as notas de seus alunos durante 5 anos. Os negros tiraram, em média, 6,41. Já os não cotistas marcaram 6,37 pontos. Caso isolado? De jeito nenhum.

Na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que também é referência no País, uma pesquisa demonstrou que, em 33 dos 64 cursos analisados, os alunos que ingressaram na universidade por meio de um sistema parecido com as cotas tiveram performance melhor do que os não beneficiados. E ninguém está falando aqui de disciplinas sem prestígio.

Em engenharia de computação, uma das novas fronteiras do mercado de trabalho, os estudantes negros, pobres e que frequentaram escolas públicas tiraram, no terceiro semestre, média de 6,8, contra 6,1 dos demais. Em física, um bicho de sete cabeças para a maioria das pessoas, o primeiro grupo cravou 5,4 pontos, mais dos que os 4,1 dos outros (o que dá uma diferença espantosa de 32%..

Senhoras e senhores, o que faltava era oportunidade e isso a política de cotas garante. São estudantes que estão nas universidades que buscam a educação superior para melhorar a qualidade de vida de toda a família. Muitos deles são – ou serão – os primeiros na família a ter ensino universitário completo.

Deixo a matéria anexada e parabenizo a reportagem. As transformações são profundas e visíveis. Há 15 anos, segundo a revista, apenas 2% deles tinham ensino superior concluído. Hoje, o índice triplicou para 6%. Notem que a evolução ainda é irrisória, o que nos faz concluir que a política afirmativa precisa ser intensificada.

Sim, senhoras e senhores, o racismo no Brasil ainda é um problema sério. Basta olhar ao nosso redor: apesar de sermos maioria na população brasileira, são poucos os políticos negros nesta Casa e no Senado Federal. Na TV, a população negra, na grande maioria das vezes, não é representada. Os números mostram que a juventude negra está sendo exterminada: a cada três assassinatos, dois são de pessoas negras, o que mostra que a nossa segurança pública ainda é voltada para a proteção de uma elite branca; na Paraíba são mortos 1.083% mais negros do que brancos. Na Bahia, meu estado, os assassinatos de negros superam em 439,8% os de brancos.

Temos ainda muito que realizar. Mas no sentido da educação, da oportunidade, da reparação, estamos no caminho certo.

PS do Viomundo: Consultem o Rodrigo Vianna, do Escrevinhador, sobre importante jornalista brasileiro que previa guerra civil como resultado da adoção das cotas…

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39 comentários

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Clara Lanna

15 de abril de 2013 às 21h33

O sistema de cotas vem sendo um assunto de constante polêmica.No meu parecer ,são uma vasão a ser esclarecida. O governo de maneira razoável tentou conter toda história acontecida no passado, restringindo as cotas como forma de apaziguar tudo que ja passou . Entretanto , não creio que seja a maneira correta de resolver assuntos pendentes como a desigualdade social ,sendo as cotas uma afirmação do preconceito para com a capacidade dos que não se encaixam nos padrões impostos pela sociedade.

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Marcelo Augusto

15 de abril de 2013 às 21h24

As cotas tem sido uma grande polêmica debatido no dia a dia da maioria dos estudantes, com a aprovação do governo para a liberação de uma maior porcentagem de cotas nas universidades esse assunto se torna mais complexo a cada instante. A intenção do governo muitas vezes ao realizar o procedimento de cotas raciais é tentar amenizar um fato que ocorreu no passado, não tenho nada contra as cotas, muito pelo contrario, mas o exagero como o governo tem aplicado isso torna as cotas prejudiciais aos demais estudantes, a cota auxilia muitas vezes alunos com muito pouca base a ingressar nas universidades e exclui os participantes do sistema universal que podem possuir uma maior base, a consequência do ingresso desses alunos com pouca base às universidades é uma maior ampliação no número de reprovações e desistências. Medidas de um melhor exame de seleção para cotistas ou uma diminuição no número de cotas poderia selecionar mais criteriosamente os candidatos. Em nenhum momento questiono a capacidade dos cotitas em ingressar em uma universidades, mas sim questiono o número das cotas que estão sendo proporcionadas já que acaba se tornando desigual a competição entre um cotista e um usuário do sistema universal de vagas.

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emanuelly machado

15 de abril de 2013 às 21h24

As cotas é um assunto que sempre irá gerar conflitos, pois todos nós temos opiniões diferentes sobre isso. Antes as cotas eram criticadas por muitas pessoas e como justificativa essas usavam do argumento de que os negros não tinham capacidade e estrutura para se adaptar a um faculdade federal , esta que por sua vez é vista por nós como um lugar onde se encontra os melhores e mais competentes estudantes, então dessa forma para muitos cidadãos, os negros não se adaptariam a esse e meio, sendo assim as cotas mais uma tentativa ofuscada de diminuir a a discriminação. No entanto percebemos que essa iniciativa é algo que foi válido e está apresentando uma boa remuneração. Vemos também que os negros precisavam apenas de um incentivo e confiança em sua capacidade, pois força de vontade e desejo de crescer eles estão demonstrando ter de sobra. Ao olharmos para as pesquisas feitas atualmente comprovamos de fato isso , o número de negros que estão fazendo parte classe média está aumentando gradativamente, dessa forma eles estão apenas mostrando para todo mundo que são capazes e acima de tudo mostrando que dando motivação e estruturas eles conseguem ir além, melhorando e conquistando cada vez mais seu espaço na sociedade . Ainda temos muito o que mudar no Brasil para acabar com a discriminação, mas continuando com esse incentivo estaremos percorrendo o caminho certo para isso, basta apoiar !

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Marianna Marques

15 de abril de 2013 às 21h19

Nunca fui a favor das cotas,acho que o governo teve a intenção de tapar um buraco feito no passado, entretanto , as cotas para escolas públicas ainda são consideráveis ,ao ver que a educação pública anda negligente no Brasil. Houve sim uma melhoria e estamos caminhando para uma melhor educação , mas ainda não chegamos lá , e ainda existem muitas e muitas pendências do governo para com as redes educacionais de alguns municípios.
A priori,foi de boa intenção a criação das cotas , mas como todo projeto, há controvérsias … Entender que os alunos de escolas publicas precisam de uma chance maior , não por falta de capacidade ,mas talvez por falta de base,e de oportunidades que o governo tirou dos mesmo com essa educação medíocre fornecida em pleno século XXI é possível . Mas como explicar que as cotas se tratam de uma maneira de apaziguar a desigualdade social e o preconceito,sendo que as mesmas pregam que negros,pardos,índios precisam de uma porcentagem a mais para se infiltrarem em uma faculdade federal? Por que por qual motivos os mesmos teriam que ser beneficiados pelas injustiças sofridas por sua etnia em outros tempos? Não seria isso ,uma maneira , discreta de duvidar da capacitação dos mesmos ? por que se foi dito e comprovado que “As cotas raciais deram certo porque seus beneficiados são, sim, competentes. Merecem, sim, frequentar uma universidade pública e de qualidade. Os dados de corte no vestibular dos cotistas são equiparados aos níveis normais, o desempenho dentro da universidade é satisfatório, quando não se saem melhor que os não beneficiários.” por que motivo eles ainda precisam de um incentivo para ingressar na faculdade ? Entrar em uma unidade pública de ensino superior se equivale ao seu próprio estudo e esforço !Negros ,índios , pardos , brancos , altos , baixos … Devem ingressar por ESFORÇO , precisamos de profissionais de qualidade. E creio eu que não são as cotas que irão acabar com a Desigualdade , ou preconceito , ou racismos , ou qualquer outra coisa. Isso se trata de caráter,de uma reeducação nos brasileiros, por que mais do que cotas , precisamos de RESPEITO , e dar 25% ,15 %,50% por cento a mais , não se trata de respeito , se trata de esconder , esconder um passado obscuro no brasil , onde viviamos meio a escravidão , injustiças , puro preconceito. As cotas não vão apagar o que passou , não vão mudar a atitude hipócrita da burguesia . Acredito MUITO , que todos nós somos iguais , e defendo hipótese , de que não é necessário se redimir com os jovens de hoje visando as gerações passadas . Necessário mesmo é trabalhar uma forma de abolição do preconceito perante a sociedade , e caso , isso não seja trabalhado , as coisas nunca vão mudar.

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Adelina Machado- ENSA

15 de abril de 2013 às 20h31

O sistema de cotas é certamente um assunto polêmico quando se trata de ingresso ao ensino superior no Brasil. Ao meu ver, a polêmica é causada a partir do momento em que se deve enquadrar um candidato como negro ou moreno, índio ou apenas descendente distante de índio… Quais são os critérios usados para definir isso ? E outra, negros que estudaram a “vida toda” em escolas particulares, tem direito a cotas ?!( Esse particularmente, é o meu caso). Diante dessas dúvidas que tenho, vejo que essa política deu totalmente certo no país e mesmo com todo o fervor causado no início desse sistema, a inclusão através de cotas dos negros nas universidades melhorou a qualidade de ensino e ajudou a transformar a vida de milhares de brasileiros. Não se trata de dar privilégios a um grupo por considerá-lo melhor ou então menos capaz, mas sim de uma reparação histórica e social com todos os afrodescendentes. Aos que disseram que esse modelo rebaixaria o nível do ensino e degradaria as universidades, está aí a prova de que isso não aconteceu, pois se as cotas raciais deram certo é porque seus beneficiados foram sim, competentes e esses, merecem sim, frequentar uma universidade pública e de qualidade.

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Bercovici e Fontoura: AGU e o desmonte das universidades públicas - Viomundo - O que você não vê na mídia

15 de abril de 2013 às 14h20

[…] Valmir Assunção: Adoção de cotas não provocou apocalipse […]

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Caracol

13 de abril de 2013 às 09h23

Pois é… Se no tempo da escravidão tivesse havido cota pra branco ser escravo, não ia precisar ter cota pra negro hoje.
Mas não teve, né?…
(Vai ver que ser escravo era ruim pacas.)

Responder

Luca K

12 de abril de 2013 às 12h47

#COTAS_NÃO! KKKKK

Sejamos francos, o artigo acima é obviamente tendencioso. E raso. Vejam por ex: “Nacional por Amostragem Domiciliar do IBGE, constatou que dos 36 milhões de brasileiros que ingressaram na classe média durante os últimos dez anos, 75% eram negros.” Hmmmm, 75% de negros ou esse cara tá somando a minoria negra com a massa parda? Vejo neste espaço, repetidamente, a MENTIRA de q os negros são maioria no Brasil. NÃO SÃO. O golpe é pegar os pardos, q somam + de 40% da populaçao e contá-los como ‘negros’.
Os estudos mais aprofundados sobre o assunto cotas, mostram q NÃO deram certo em lugar algum do mundo. Inclusive nos EUA, país com maior investimento e mais tempo de experiencia com cotas. Um fracasso por lá q é vendido pelos defensores de cotas por aqui, por ignorancia ou má-fé, como grande exemplo a ser copiado. Aqui o livro do economista negro americano Thomas Sowell, sobre o fracasso das cotas em diversos países, inclusive na África e nos EUA. http://www.amazon.com/Affirmative-Action-Around-World-Empirical/dp/0300107757/ref=sr_1_30?s=books&ie=UTF8&qid=1365781025&sr=1-30&keywords=thomas+sowell+books
Aliás, sr.Azenha, apesar de não acreditar ser o caso do Brasil, se o sr. lesse o livro perceberia de onde veio a idéia de guerra civil. O livro mostra como as cotas contribuíram para guerras civis no Sri Lanka e Nigéria.

Responder

Romanelli

12 de abril de 2013 às 10h05

Vou tentar novamente, e desculpe pela duplicidade, se houver.

Não, sei. Penso que a “solução” só nos tornou um país RACISTA. Um país aonde INOCENTES VIVOS pagam por pecados e faltas de culpados mortos, Um aonde pobres de dvs etnias sustentam muitas vezes, e hipocritamente, gente da elite negra.

Coisa horrível, de nazista mesmo, o tal reparo pela aparência e descendência, a escolha de culpados hereditários e/ou de vítimas a resgatar.

Alás, daqui, alguém sabe de algum caso, UNZINHO que seja, de um negro, que por ser negro foi proibido de estudar em escola pública, em ter acesso a saúde gratuita e/ou a prestar concurso público antes das cotas existir ?

Hipocrisia, demagogia, mimetismo barato de fórmula alienígena que JAMAIS deveria ser aplicada á nossa realidade.

e pensar que teve apoio de socialista ??!!

ps – e nem tenham duvidas, se DESACOMPANHADO de apoio material, como bolsa de ensino e ajuda de custo, os resultados das COTAS EUGENISTAS seria ridículo no tempo.

em tempo, 15% dos nosso JUÍZES já eram, antes das cotas, formado por negros, só pra constar, tá ?

Responder

    pedro calixto

    12 de abril de 2013 às 11h58

    Tenho 53 anos idade, func publico federal e negro. meu pai era classe media e pude estudar. nunca trabalhei para me sustentar. com isso somente estudei e passei em 2 concursos públicos federais, hoje recebo 7.mil por mês mas negócios externos ainda me auferem 2. mil líquidos. Eu não preciso de cotas para ensino, pois eu PAGO A DINHEIRO para meus filhos estudarem e fazerem pre vestibulares. Estuda 1 na Europa idiomas e MEDICINA.
    Para necessitados, as cotas são necessárias.
    Para gente igual a você e eu, realmente não são necessárias.

    Romanelli

    12 de abril de 2013 às 12h35

    PARABÉNS, pra necessitados, vc disse tudo ..e a fome e miséria quando existem devem respeitar a dignidade humana, NÃO, nunca, JAMAIS a eugenia e/ou a cor

    abrá

    o que não permito a mim e aos meus, tb não admito ao outro, daí eu não ser racista e condenar as cotas eugenistas ..se pra um, pra toso em igaul situação, ou para NINGUÉM !!!!

Mardones

12 de abril de 2013 às 09h56

Eu lembro de uma antropóloga de uma universidade carioca que estava quase enfartando quando o debate sobre as cotas veio à tona. E de uma senhora Hipólito também, mas esta anda meio sumida do PIG.

Pela manutenção das cotas para negros, pardos, indígenas e estudantes oriundos de escola pública nas escolas federais e universidades públicas!

Responder

    pedro calixto

    12 de abril de 2013 às 12h01

    Isto mesmo.
    Sou negro, mas não preciso delas, e sou a favor, tanto pra meus filhos mesmo, mas rejeito SO PORQUE NAO PRECISO… e pronto !
    Para pobres, o governo esta agindo corretamente e até daria doações direcionadas para ajudar se fosse pedido ou criado uma ong direcionada.

Rodrigo Mendonça Lima

12 de abril de 2013 às 09h24

Todo mundo, depois que entra, entra igual na Universidade!

Responder

Alemao

12 de abril de 2013 às 09h11

“36 milhões de brasileiros que ingressaram na classe média durante os últimos dez anos, 75% eram negros”

Isso se deveu pelas cotas? 27 milhões de formandos em apenas 5 anos???

Responder

n.lima

12 de abril de 2013 às 08h24

sou contra, so merito.

Responder

José Eduardo

12 de abril de 2013 às 02h38

O velho e ensandecido “medo branco” do andar de cima em relação à “onda negra” dos de baixo não se concretizou.
Por ora!!!

Responder

Marcelo

11 de abril de 2013 às 23h20

Se os cotistas tiveram desempenho melhor que os não cotistas pq precisaram das cotas ?
Ensino medio e fundamental publicos ruins ?
Se o ensino basico e medio publico de baixa qualidade são as causas de necessitarmos de cotas e o mesmo continua uma merda o que mudou ?
Acho que devemos ter mais cuidado com as digressões .

Ps. reconheço a divida historica que temos com os brasileiros de ascendencia africana , mas acredito que preconceito se combate com igualdade e educação . Não existe paleativo para o preconceito , só solução .

Responder

    Julio Silveira

    12 de abril de 2013 às 09h31

    Marcelo, neste país onde colocando-se um balança de meritos, mais se tira do que se dá, esperar qualidade desde a tenra idade para nivelar algo que vem em desnivel desde sempre, e uma das maiores utopias dos que podem pagar. Agora, pergunte para a vitima disso tudo o que acha? pergunte para os afrodescendentes, mas que não tiveram em sua historia algum ancestral apadrinhado por algum sinhozinho, e que não foram doutrinados, o que acham?

Nope

11 de abril de 2013 às 22h23

Sei que vão me chamar de racista mas eu tenho uma pergunta. Se os cotistas tiram notas maiores na faculdade, porque eles entram com notas mais baixas?

Se eles conseguem notas maiores, deveriam conseguir notas maiores no vestibular também.

“Em engenharia de computação, uma das novas fronteiras do mercado de trabalho, os estudantes negros, pobres e que frequentaram escolas públicas tiraram, no terceiro semestre, média de 6,8, contra 6,1 dos demais.”

Primeiro. Quanta escolas públicas de “Elite” Não existe no Rio de Janeiro? Não posso falar pelos outros estados mas aqui existem várias escolas públicas. CAP-UERJ, CAP-UFRJ, Colégio Militar, Pedro segundo. Todos o aluno pode entrar por prova na quinta série ou sorteio. Todas são frequentadas por pessoas em sua maioria de classe média e uma parcela pobre e alta. Será que todos esses cotistas de públicas são o pessoal do estadual, pobre, morador de favela? acho que muito são de classe média que aproveitam a cota.

Segundo. Negros e pobres tirarem notas alta não me surpreendem, pois a raça e classe social não afeta a inteligência de ninguém.

Responder

Fabio Passos

11 de abril de 2013 às 22h10

A casa-grande e seus vassalos nao acertam uma.
Chupa, PiG!

Responder

Francisco

11 de abril de 2013 às 19h11

Os politicos e partidos que fizeram restrições às cotas deveriam ter seus nomes reiterados todas as eleições futuras. O eleitor merece saber e ser lembrado.

O PT fará isso?

O PT esta assinando homenagem à ROTA, que dirá essa “bobagem” de Lei Aurea…

Responder

    Fabio Passos

    11 de abril de 2013 às 22h14

    O principal partido anti-cotas e muito conhecido: PiG

    O PiG e o partido da casa-grande.
    veja e globo sao descaradamente racistas.

Rodrigo Silva

11 de abril de 2013 às 19h03

Há cotas para militares.

Responder

    Marcio H Silva

    11 de abril de 2013 às 23h45

    ????????????????????

Urbano

11 de abril de 2013 às 18h40

Os afros descendentes bancaram e bancam há séculos as cotas dos brancos ou tidos como tais. E tudo isso quase sem haver grande gritaria, principalmente indecente como a destes.

Responder

Gerson Carneiro

11 de abril de 2013 às 18h18

PS do Gerson Carneiro: Dica sobre o PS do Viomundo => https://www.viomundo.com.br/opiniao-do-blog/stf-derrota-a-tese-da-guerra-civil.html

:)

Responder

renan

11 de abril de 2013 às 17h48

É obvio que o preconceito racial existe no Brasil , mas politicas afirmativas nao irao resolver o panorama de forma eficaz , até porque o preconceito racial nao é o unico dos preconceitos na sociedade que leva subgrupos a linha da pobreza , a nao adquirir emprego.Pela lógica , deveremos também ter cotas por orientaçao sexual , por grau de deficiencia física ,entre milhares de outros, que pelo preconceito dos demais nao conseguem , em milhares de casos, adquirir seus objetivos.

Responder

    Ana Giulia Zortea

    11 de abril de 2013 às 23h52

    Renam, mas as cotas não é pelo preconceito que existe contra os negros, as cotas é uma forma de reparar uma injustiça cometida a anos atras, que ao darem a tão falada “liberdade” aos negros, jogaram estes na rua sem casa sem comida sem trabalho, não deixando a estes outro caminho se não a miséria extrema e consequentemente a marginalidade a falta de cultura, a falta de estudo, enfim a falta de tudo. O homossexual nunca foi impedido de estudar e também não está ligada a pobreza, e sim a forma de visão distorcida dos homofóbicos que não conseguem aceitar o diferente, e quanto a cotas a deficiente isto já existe no serviço publico e nunca foi motivo para dizer que pelas cotas os portadores de alguma deficiência seriam menos capazes intelectualmente como falam dos negros.

Willian

11 de abril de 2013 às 16h11

Por que no ITA e no IME não há cotas?

Responder

    francisco niterói

    11 de abril de 2013 às 16h43

    por “coincidencia”, por tratar de lugares onde se formam uma parte ” da elite” que, a julgar pelo passado, devemos abrir bem os olhos pois esta mesma “elite” adora rasgar Constituicao e torturar, como 64 esta ai para demonstrar. E segregar tb.

    Porem como 64 esta distante e queremos aprofundar o poder civil, so nos resta democratizar estes espacos tb. E QUEM MANDA AGORA É O POVO ATRAVES DOS SEUS REPRESENTANTES ELEITOS.

    Sendo assim, boa pergunta a sua e comecarei a cobrar do meu representante que mude a situacao. E que todos os internautas façam o mesmo e assim em breve mudaremos isso.

    Afinal de contas, eles hoje so mandam se derem golpe. Toc toc toc. E como a maioria hoje aprova cotas, nao podemos ter mais ilhas isoladas.

    Com eleicoes, o povo manda.

    Reginaldo - São Paulo

    11 de abril de 2013 às 17h23

    Quanta besteira somos obrigados a ver na Internet? O que vcs entendem sobre a Revolução Militar de 64? Quase nada! Temos bons exemplos na história brasileira, na cultura, nas artes, em nossas bibliotecas. Peço aos desatentos que procurem aprender sobre a vida e a obra de Machado de Assis, do Aleijadinho, do Rui Barbosa, do Rei Pelé, do ex ministro Gilberto Gil e de muitos outros negros que temos como exemplo, elite de 64? Menino vá estudar mais!!

    francisco niterói

    11 de abril de 2013 às 19h25

    ao reginaldo
    Se eu fosse afeito a carteirada virtual, apresentaria a vc dados que demonstraria “A PARVOICE” de quem acredita que, mandando outro “estudar mais” , poderia encerrar o contraditorio.

    Porem, quem encerra o presente contraditorio sou eu ao nao prolongar, com nojo, debate com ALGUEM QUE CHAMA DE REVOLUCAO UM REGIME QUE INCLUSIVE TORTUROU BEBE.

    Fernando Garcia

    12 de abril de 2013 às 09h34

    Embora ainda de maneira incipiente há um certo grau de autonomia em todas as instituições de ensino superior. O atual nível de autonomia garante, por exemplo, que as diversas instituições escolham caminho próprio para políticas de ações afirmativas e/ou cotas.

    Recentemente, o ITA passa por uma grande reformulação curricular que visa modernizar a grade de seus cursos de engenharia que estão defasados. Ao final, o número de vagas no ITA irá mais que dobrar nos próximos anos (veja aqui: http://agencia.fapesp.br/17044).

    Isto custa dinheiro (serão investidos cerca de 300 milhões de reais) e não me surpreenderia que no acordo político que possibilitou esta expansão, tenham estado na mesa negociações sobre ações afirmativas/cotas. Mas isto é especulativo. Ao final, estas medidas só serão implementadas se houver acordo entre o colegiado interno da instituição. Nada sei sobre o IME.


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