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OEA condena Brasil por crimes no Araguaia na ditadura militar


15/12/2010 - 10h12

do Opera Mundi

A Corte Interamericana de Direitos Humanos, integrante da OEA (Organização dos Estados Americanos), condenou a repressão e os crimes cometidos pelo regime militar brasileiro durante a guerrilha do Araguaia. De acordo com sentença divulgada nesta terça-feira (14/12), o Estado brasileiro é responsável pelo desaparecimento forçado de 62 pessoas, entre os anos de 1972 e 1974. Esta é a primeira condenação internacional do Brasil em um caso envolvendo a ditadura militar (1964-1985).

No entanto, a aceitação da sentença pelo Brasil não é automática, pois depende de decisão do STF (Supremo Tribunal Federal). No julgamento que confirmou a Lei de Anistia, este ano, os ministros do STF chegaram a discutir a submissão do Brasil à jurisdição da OEA, mas não chegaram a uma conclusão sobre esse ponto.

De acordo com sentença divulgada hoje, o juiz Roberto de Figueiredo Caldas, responsável pelo caso, a Lei da Anistia brasileira, de 1979, serviu como empecilho para a investigação e os julgamento dos crimes, como espécie de álibi, já que a Constituição do país não deixa brechas para a condenação penal de agentes da repressão. Para a Corte Interamericana de Direitos Humanos, o Brasil, como signatário do Pacto de San José da Costa Rica (tratado que instituiu a CIDH), deveria respeitar as normas da CIDH, que preveem a garantia dos direitos humanos, e adaptar a Constituição nacional para respeitar os textos aceitos internacionalmente.

“Os dispositivos da Lei de Anistia são incompatíveis com a Convenção Americana, carecem de efeitos jurídicos e não podem continuar representando um obstáculo para a investigação dos fatos”, determinou a sentença

Além disso, a CIDH entendeu que o Brasil é responsável pela violação do direito à integridade pessoal de determinados familiares das vítimas, entre outras razões, em razão do sofrimento ocasionado pela falta de investigações efetivas para o esclarecimento dos fatos.

Arquivos

A violação do direito de acesso à informação, estabelecido no artigo 13 da Convenção Americana, também foi apontada na sentença, já que o governo brasileiro se negou a divulgar e liberar o acesso aos arquivos em poder do Estado com informação sobre os crimes cometidos no período.

Com a condenação, o Brasil fica obrigado reconhecer o crime de desaparecimento forçado de pessoas seguindo as convenções interamericanas. Além disso, os acusados considerados culpados deverão ser punidos de acordo com os dispositivos já existentes na Constituição brasileira, até que se crie uma lei específica ou que o país reveja a decisão do STF sobre a Lei de Anistia.

O governo federal, porém, argumenta que “está sendo construída no país uma solução compatível com suas peculiaridades para a consolidação definitiva da reconciliação nacional”. Entretanto, mesmo assim a Corte determinou que o Estado terá que retomar a busca dos corpos desaparecidos, que devem ser restituídos aos parentes, e indenizar as famílias das vítimas financeiramente e com atendimento psicológico adequado.

A partir de agora, todos os integrantes das forças armadas terão de passar por um curso permanente sobre direitos humanos.

Cartaz: CDM/Fundação Maurício Grabois





50 comentários

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Anistia que cobre torturadores condenada pelo Tribunal Tiradentes - Viomundo - O que você não vê na mídia

19 de março de 2014 às 18h07

[…] 4 anos, a corte internacional responsabilizou o Estado pelo desaparecimento forçado de 62 pessoas, entre os anos de 1972 e 1974, na repressão a Guerrilha do Araguaia. Com isso, a OEA determinou: […]

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Eunice

20 de dezembro de 2010 às 00h07

Essa condenação ainda não leva em conta os desaparecidos ou que tiveram problemas sérios de saúde física e mental como foi o caso de inúmeros camponeses que habitavam e habitam a região e índios que sofreram pressão e torturas…

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SILOÉ

17 de dezembro de 2010 às 02h37

Salvador, Renato Souza,
Essa idéia do comunismo foi implantada pelo EUA através da mídia, para justificar o golpe militar em quase todos os países da América Latina, com exceção de Cuba. Vocês não acharam estranho todos querendo ser comunistas praticamente ao mesmo tempo? Naquela época como agora eram poucos os simpatizantes, mas o medo dos americanos de qualquer aproximação com a União Soviética era tanto! Que deu no que deu. Quero ver quem vai punir os EUA por isso? A OEA tinha que fazer o" mea-culpa" e indenizar todos os países que regrediram intelectual e financeiramente com a ditadura militar e midiática. Se pesquisar, só os militares na época, os aliados e a mídia até hoje, não têm do que se queixar.

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SILOÉ

17 de dezembro de 2010 às 00h56

Em memória dos que morreram em combate, o mínimo que se poderia fazer, seria constar nos livros estudantis, toda a verdade daquele período negro e vergonhoso da nossa história. Abafado e deturpado até hoje por grupos que ainda sonham com a volta ao poder. Dar destaque de heróis a todos que lutaram pela democracia que vivemos hoje,e instituir um dia em homenagem à eles Pois combater naquela época, sem recursos, só com a cara e a coragem, contra as forças armadas, a mídia e vários políticos corruptos. Só sendo muito idealista e ou muito louco.

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Pedro

16 de dezembro de 2010 às 16h29

Parece que, pela primeira vez, um comentário meu foi censurado aqui neste blog. Uma pena. Vocês estavam indo muito bem na tentativa de promover um debate democrático. Espero que, no futuro, meus argumentos não sejam combatidos com censura, mas com ideias.

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ana

16 de dezembro de 2010 às 09h28

Para aqueles que continuam a tentar esconder a Hsitória do Brasil, esta decisão foi um duro golpe.

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Bernardeth Arcanjo

16 de dezembro de 2010 às 08h43

Seria muito bom se estes fatos nunca mais se repetissem. Mas como isto será possível se não houver punição para aqueles que apoiados por grupos e outros paise como o EUA nunca mais dêem apoio para este tipo de quebra de Democracia? Como será possível se não houver punição? Deixar cair noesquecimento, deixar os culpados morrerem primeiro e depois tentar condená-los depois de mortos? Isto de nada irá adiantar!

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Jairo_Beraldo

16 de dezembro de 2010 às 06h47

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Cezar Peluso, negou a possibilidade de rever a decisão do Supremo e afirmou que o que pode ocorrer é o país ficar sujeito a sanções previstas na convenção ratificada pelo Brasil para integrar a Organização dos Estados Americanos (OEA). Peluso ainda afirmou que caso alguém entre com um processo contra eventuais responsáveis, a pessoa que se sentir prejudicada “vai entrar com habeas corpus e o Supremo vai conceder na hora”.(Rede Brasil Atual)

Confirmado – O STF É SIM UMA FÁBRICA DE HÁBEAS CORPUS.

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Bonifa

16 de dezembro de 2010 às 06h37

O que precisamos mesmo é de uma reconciliação nacional, como sugere a nota do Governo Federal. O Brasil que tanto tem avançado em desenvolvimento, precisa de uma nova mentalidade de defesa, uma mentalidade moderna, competente, nacionalista, independente e compatível com seu crescente protagonismo planetário. É terrível pensar que as forças armadas do país continuam fechadas em uma espécie de esquizofrenia, homenageando como heróis seus antigos líderes do regime militar, sempre intra-muros, enquanto cá fora muitos os consideram criminosos de guerra. É preciso acabar com isso, é preciso que as crianças brasileiras voltem a vibrar com os desfiles das forças armadas nacionais e tenham delas orgulho e aspirem a delas participarem. São muitas e árduas as tarefas de defesa que se impõem ao Brasil e não serão desenvolvidas a contento neste clima horroroso. Ninguém mais do que nós conhecemos desespero e angústia de familiares por desaparecidos políticos. Familiares deverão ser compensados com a busca possível e impossível pelos corpos dos seus entes queridos e pela falta que sofreram. Mas todos precisam entender que há muita gente interessada em transformar esta busca em vingança primitiva e outros tantos estão interessados em exacerbar pontos de tensão institucionais com os militares, para tentar jogá-los outra vez nos braços de estrangeiros que foram, em última análise, os responsáveis pelo engajamento dos militares brasileiros naquelas empreitadas funestas de cunho internacional. Acabemos com tudo isso. Os generais, os almirantes e brigadeiros fazem muita falta nos programas da mídia, no contato diário com a população, para explicarem às claras a seriedade de suas tarefas e seus pontos de vistas sobre os novos horizontes que se abrem para o Brasil. É criminoso quem deseja que eles fiquem enclavados nos quartéis, sujeitos a ratazanas parasitárias de uma sub-imprensa que pretende ser seus únicos porta-vozes, sem sorrir para o resto do país. É criminoso quem deseja jogar os militares contra os civis. É criminoso quem, para satisfazer orgulho intelectual mesquinho, afasta qualquer possibilidade de reconciliação nacional.

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Raimundo

16 de dezembro de 2010 às 00h43

Antes tarde do que nunca. Apesar de ter se passado 30 anos.

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Alice

15 de dezembro de 2010 às 23h59

Dilma dará ministério a Jobim, ele cuidará disso.

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    Jairo_Beraldo

    16 de dezembro de 2010 às 05h17

    Cuidará que Johnbin mande às favas a condenação da OEA. Assim como fazia o outrora advogado geral Gilmar Mendes, aquele que chamou Lula às falas, e colocou Johnbin na Defesa! E que ela manteve lá! Viva o Brasil!

Aline C Pavia

15 de dezembro de 2010 às 23h49

Não botar um torturador, assassino e genocida na cadeia só porque hoje ele é um velhinho gagá cheio de netos, pra mim, não é justifica plausível para nada.

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Benjamin Malucelli

15 de dezembro de 2010 às 23h08

Finalmente o respeito por aqueles que lutaram e morreram pela democracia!

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Henrique

15 de dezembro de 2010 às 22h38

A História nunca perdoará um país “fora-da-lei”.
A História nunca vai aceitar que um homem, um partido político, a igreja,… não acompanhem a evolução do país e do mundo com a conivência das barbáries da ‘ditabranda’, ou melhor dizendo “ditadura”.
A ditadura brasileira está entre os regimes ditatoriais mais sangrentos.
O Supremo e Cia tornaram-se, com isto, verdadeiros ‘dogmas’.
A decadência, falta de cultura, falta de civilização e de humanidade são gritantes e/ou abusivas.

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Salvador

15 de dezembro de 2010 às 21h43

Militantes do PCdoB morreram defendendo liberdade e democracia? Não morreram defendendo o projeto de ditadura comunista? Falou bem o colega acima, quero ver a OEA condenar os EUA por diversos atos de barbarie cometidos dentro e fora de seu país, como as intromissões ianques nos assuntos internos de diversas nações – isso para não tratar de Iraque, Afeganistão, etc.

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Renato Souza

15 de dezembro de 2010 às 21h05

Adorei o cartaz… "Lutando por Liberdade e Democracia", certo…vamos tornar nula a lei da Anistia…. mas para TODOS os agentes do período, públicos ou militantes, que tal? Puniremos os torturadores…mas também os sequestradores, assaltantes de banco…. terroristas… assim fica mais interessante. Passamos o período INTEIRO a limpo.

E de quebra poderemos também abrir os arquivos..expor por quais idéias e ideais ambos os lados lutavam. Vamos ver se nos docs e manuais da patota do Araguaia e demais aparecia essa palavra 'democracia' – vamos ver o que na verdade defendiam…será que alguém topa assim?

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    Sergio F. Castro

    16 de dezembro de 2010 às 10h42

    Certo e correto, mas agora uma pergunta: Os Terroristas, Assaltantantes e sequestradores não foram punidos? Que eu saiba sim, passaram periodos na prisão, foram torturados e alguns assassinados, que eu saiba nenhum militar torturador foi torturado ou preso, o oficial que dirigia o puma no riocentro(sob qualquer tipo de classificação um autentico terrorista) aposentou-se tranquilamente. Vamos então punir a todos, principalmente os impunes.

Alessandro

15 de dezembro de 2010 às 20h55

Precisamos unir todas as Universidades do país, principalmente as que lecionam o Curso de Direito para discutir a possibilidade de Impeachment de alguns dos membros do STF. O argumento da conexão dos crimes cometidos pelos agentes estatais com os crimes políticos praticados pelos defensores da democracia é no mínimo risível.
Para piorar, hoje os Senadores deram uma auto aumento vergonhoso, um reajuste de mais de 61 por cento, um insulto ao cidadão pagador de impostos. Já tínhamos o Congresso mais caro do mundo, imaginem agora…

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bentoxvi-o santo

15 de dezembro de 2010 às 20h21

AZENHA.

Lula…oito anos…uma visão paulista na administração do Brasil…
Dilma…mineira e gaucha…ministros indicados: Palloci…Cardoso…Mantega…entre outros…a visão não muda…

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    Jairo_Beraldo

    16 de dezembro de 2010 às 05h19

    Mantega, tudo bem, cuidou bem da economia…agora o resto? Junto a Johnbin? Poderia dar ao Pade Padim Cerra o ministerio da saúde…ficaria tudo em casa…

    augustinho

    16 de dezembro de 2010 às 08h59

    isto.
    "Fome nao faz revoluçao," nem mesmo faz açao politica que conteste o sistema.
    Contestaçao tem que vir de operarios bem pagos, c/organizaçao,de onde saem lideres, no caso pernambucanos,
    mas de extraçao politica paulista. (ABC). E foi dai que ocorreu. Lei da evoluçao da historia, fazer o que?
    Visão paulista que deu ao nordeste e ao norte um crescimento tres vezes maior que o do sudeste.
    Transposiçao, ferrovias, portos, siderurgica, refinarias fora do sul, aumento continuo do salario minimo exatamente onde ele era mais usual (NE,NO).
    Entao faça pressão, organize-se , para diluir ja o fator democrafico do voto.
    Sarney e Collor, remember, se dobravam a SP ao final. Lula, paulista, resistiu e mudou.

El Cid

15 de dezembro de 2010 às 19h31

E AGORA, BRASIL?

Fábio Konder Comparato

A Corte Interamericana de Direitos Humanos acaba de decidir que o Brasil descumpriu duas vezes a Convenção Americana de Direitos Humanos. Em primeiro lugar, por não haver processado e julgado os autores dos crimes de homicídio e ocultação de cadáver de mais 60 pessoas, na chamada Guerrilha do Araguaia. Em segundo lugar, pelo fato de o nosso Supremo Tribunal Federal haver interpretado a lei de anistia de 1979 como tendo apagado os crimes de homicídio, tortura e estupro de oponentes políticos, a maior parte deles quando já presos pelas autoridades policiais e militares.
O Estado brasileiro foi, em conseqüência, condenado a indenizar os familiares dos mortos e desaparecidos.
Além dessa condenação jurídica explícita, porém, o acórdão da Corte Interamericana de Direitos Humanos contém uma condenação moral implícita.
Com efeito, responsáveis morais por essa condenação judicial, ignominiosa para o país, foram os grupos oligárquicos que dominam a vida nacional, notadamente os empresários que apoiaram o golpe de Estado de 1964 e financiaram a articulação do sistema repressivo durante duas décadas. Foram também eles que, controlando os grandes veículos de imprensa, rádio e televisão do país, manifestaram-se a favor da anistia aos assassinos, torturadores e estupradores do regime militar. O próprio autor destas linhas, quando ousou criticar um editorial da Folha de S.Paulo, por haver afirmado que a nossa ditadura fora uma “ditabranda”, foi impunemente qualificado de “cínico e mentiroso” pelo diretor de redação do jornal.
Mas a condenação moral do veredicto pronunciado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos atingiu também, e lamentavelmente, o atual governo federal, a começar pelo seu chefe, o presidente da República.
Explico-me. A Lei Complementar nº 73, de 1993, que regulamenta a Advocacia-Geral da União, determina, em seu art. 3º, § 1º, que o Advogado-Geral da União é “submetido à direta, pessoal e imediata supervisão” do presidente da República. Pois bem, o presidente Lula deu instruções diretas, pessoais e imediatas ao então Advogado-Geral da União, hoje Ministro do Supremo Tribunal Federal, para se pronunciar contra a demanda ajuizada pela OAB junto ao Supremo Tribunal Federal (argüição de descumprimento de preceito fundamental nº 153), no sentido de interpretar a lei de anistia de 1979, como não abrangente dos crimes comuns cometidos pelos agentes públicos, policiais e militares, contra os oponentes políticos ao regime militar.
Mas a condenação moral vai ainda mais além. Ela atinge, em cheio, o Supremo Tribunal Federal e a Procuradoria-Geral da República, que se pronunciaram claramente contra o sistema internacional de direitos humanos, ao qual o Brasil deve submeter-se.
E agora, Brasil?
Bem, antes de mais nada, é preciso dizer que se o nosso país não acatar a decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos, ele ficará como um Estado fora-da-lei no plano internacional.
E como acatar essa decisão condenatória?
Não basta pagar as indenizações determinadas pelo acórdão. É indispensável dar cumprimento ao art. 37, § 6º da Constituição Federal, que obriga o Estado, quando condenado a indenizar alguém por culpa de agente público, a promover de imediato uma ação regressiva contra o causador do dano. E isto, pela boa e simples razão de que toda indenização paga pelo Estado provém de recursos públicos, vale dizer, é feita com dinheiro do povo.
É preciso, também, tal como fizeram todos os países do Cone Sul da América Latina, resolver o problema da anistia mal concedida. Nesse particular, o futuro governo federal poderia utilizar-se do projeto de lei apresentado pela Deputada Luciana Genro à Câmara dos Deputados, dando à Lei nº 6.683 a interpretação que o Supremo Tribunal Federal recusou-se a dar: ou seja, excluindo da anistia os assassinos e torturadores de presos políticos. Tradicionalmente, a interpretação autêntica de uma lei é dada pelo próprio Poder Legislativo.
Mas, sobretudo, o que falta e sempre faltou neste país, é abrir de par em par, às novas gerações, as portas do nosso porão histórico, onde escondemos todos os horrores cometidos impunemente pelas nossas classes dirigentes; a começar pela escravidão, durante mais de três séculos, de milhões de africanos e afrodescendentes.
Viva o Povo Brasileiro!

Responder

El Cid

15 de dezembro de 2010 às 19h30

Essa nódoa vai nos envergonhar ainda por muito tempo. Torço para a nossa Presidenta tenha força política para escancarar esse porão fétido da ditadura…

Responder

    Jairo_Beraldo

    16 de dezembro de 2010 às 05h21

    Por muito tempo? Pelo resto da vida. Daqui a 100 anos, lerão nos livros de historia, que a guerrilheira também fechou os olhos a esta condenação.

BTib

15 de dezembro de 2010 às 19h28

Um país que não sabe o seu passado, não vai saber o seu futuro. Um povo sem memória é um povo sem presente. Esta é uma luta pela nossa memória coletiva, para que o passado não queira voltar, com outra cara,outro disfarce. Como vimos nessa campanha eleitoral,o passado parece que quis voltar,com um discurso retrógrado e obscurantista, e conseguiu enganar 44 milhões de eleitores-vítima,que não sabem o que aconteceu,porque pura e simplesmente não possuem memória. Depois deste avanço econômico, é hora das propostas progressistas,que ficaram na gaveta do governo lula,tomarem o seu lugar,e a Comissão Nacional da Verdade é uma delas. A reforma agrária é outra.
Firmeza e coragem a todos

Responder

Leonardo

15 de dezembro de 2010 às 19h20

Quem é essa OEA para se achar no direito de interferir em assuntos internos do Brasil?

Responder

    Jairo_Beraldo

    16 de dezembro de 2010 às 05h22

    Leonardo, por que não te calas?

Cícero

15 de dezembro de 2010 às 19h16

Antes tarde do que nunca!

Responder

Gerson Carneiro

15 de dezembro de 2010 às 18h56

Na América do Sul o Brasil é o único que não investigou, responsabilizou, e puniu os culpados.

Quero ver o PIG, especialmente o jornal Folha de São Paulo (ficha falsa da Dilma) e a revista Época ("O passado de Dilma"), mostrar interesse no assunto. Agora é a hora de apontar os "terroristas e assassinos".

Responder

Luci

15 de dezembro de 2010 às 18h18

Preocupante se o STF não aplica a justiça!
Quer dizer que o STF não cumpre normas de Direito Internacional, para que a justiça seja feita no país. Homens juristas que passam horas decidindo em desacordo com uma nova ordem mundial.
Esamos atrasdos em termos de justiça, perde o STF, perde a justiça, perde o país e perde a democracia.

Responder

Elton AD

15 de dezembro de 2010 às 16h45

Azenha a OEA condenou o passado do Brasil, agora ira condenar o presente dos EUA, sobre os massacres e torturas no Iraque, Afeganistão e Guantanamo?
Tribunalzinho meia boca esse!

Responder

    Fabio_Passos

    15 de dezembro de 2010 às 20h16

    hã… excelente pergunta.
    Uma sentença condenando os genocidas e criminosos de guerra ianques seria saudada por toda a humanidade.

    waldez

    15 de dezembro de 2010 às 22h40

    aaaaaaaaavá. que besteira tu falou agora. a não culpabilização dos eua não tira em nada os méritos dessa decisão. quer ser partidário? tudo bem, mas olha o nível…

    mariazinha

    16 de dezembro de 2010 às 14h31

    Temo que esse tribunal não tenha legitimidade para condenar o BRASIL . Será que terão topete para condenarem eua/israel por praticarem todo tipo de atrocidades e ilícitos?
    Estou achando muito engraçado, pois o tal Comparato quer que o LULA, nosso mais competente PRESIDENTE, responda por isto. Parece até uma piada. Será que esse tal daria conta de trabalhar, pelo menos um terço, do que LULA já trabalhou pelo BRASIL? Mas é cada uma!

Polengo

15 de dezembro de 2010 às 16h29

STF?

Ai, ai, ai…

Responder

    Jairo_Beraldo

    16 de dezembro de 2010 às 05h22

    Gilmar, Marco Aurelio e Johnbin? Ui, ui, ui…

Fabio_Passos

15 de dezembro de 2010 às 16h15

Merecida a condenação do Brasil.

Até quando vamos ficar escondendo a nossa história debaixo do tapete?

Até quando pulhas como jair bolsoraro, família marinho, frias, mesquita e civita vão impedir que o Brasil civilizadamente investigue e puna os crimes contra a humanidade praticados por assassinos e torturadores covardes?

As forças armadas devem ser as maiores interessadas em esclarecer quem foram os facínoras que sujaram a instituição durante a ditadura.

Responder

Leider_Lincoln

15 de dezembro de 2010 às 16h01

Assinei! Valeu pela dica, cidadão…

Responder

Dinha

15 de dezembro de 2010 às 15h51

Até que enfim uma corte coerente. Dorme com essa Lula paz e amor.

Responder

    Cunha

    15 de dezembro de 2010 às 18h01

    Eu não culpo Lula,mas,podemos indicar para responder sobre o assunto os nobres juristas e Jobim que decidiram trancar esse demônio num arquivo,pois ainda estão vivendo o Brasil daquela época e temem mentes que ainda perambulam sob as sombras daquelas instituições.

    waldez

    15 de dezembro de 2010 às 22h42

    eu culpo o Lula, independente dos mérito que ele possa ter tido em outras áreas, nesse quesito ele tirou o corpo fora de boa.

    Jairo_Beraldo

    16 de dezembro de 2010 às 05h23

    Como na Operação Satiagraha!

Ana lu

15 de dezembro de 2010 às 12h59

O debate que temos que estabelecer é o que é justiça no Brasil, como se aplicam as leis? Sobre o tema há excelente artigo de Fábio Konder Comparato: "O Poder Judiciário No Regime Democrático" http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-4014200

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Cabeção

15 de dezembro de 2010 às 11h54

Quem sabe com essa pressão internacional acontece alguma mobilização no sentido de estimular o debate sobre a punição dos militares envolvidos nos crimes realizados no período da ditadura.
A OAB continua empenhada nessa direção, mas os supremos ministros do STF decidiram recentemente que não.
No episódio de aprovação do Plano Nacional de Direitos humanos já sentia-se a força do conservadorismo evidenciada na atitude do ministro Nelson Jobim e dos chefes das forças armadas; Lula teve que ceder.
E agora o governo federal vem dizer que está procurando solucionar a questão considerando nossas peculiaridades?
No tal jeitinho brasileiro não é mesmo? Presente nos fatos históricos marcantes como na independência, proclamação da república e recentemente na transição lenta e gradual promovida pelos militares que acabou com as chances de eleições diretas em 1985 quando acabou a ditadura. Acabou mas o poder exercido pelos militares nas decisões políticas são enormes ainda.

Responder

Morvan

15 de dezembro de 2010 às 11h30

Bom dia a todos.
Assisto, com alegria e apreensão, ao condenamento do meu país pelo Tribunal da OEA. Alegria, sim, pois a condenação em si nos parece mostrar que nada está perdido, que ainda há entidades no mundo que respeitam a pessoa humana, em todas as suas dimensões. Apreensão e tristeza; tristeza por ter um Governo como o de Lula, que, malgrado todos os avanços deste, no campo social, não conseguiu sobrepujar a nossa covardia genital de não mexer com a nossa síndrome de caserna! Sabe-se que o caminho é espinhoso. Mas se sabe também que terá que ser trilhado, um dia… apreensão, pois os próximos movimentos neste tabuleiro serão decisivos.
Companheira Presidente Dilma. É chegada a hora. Vamos resolver de uma vez por todas esta questão!
Não sejamos mais tutelados pelos Jobins da vida. Vamos dar um salto neste assunto genital, ontológico, fundamental; vamos à luta, de novo. Em nome do amável e belo povo brasileiro, companheira de luta.

Saudações AltiPIG,
Morvan, Usuário Linux #433640.

Responder

    Yacov

    15 de dezembro de 2010 às 16h31

    Esta honra, de punir os milicos covardes que mataram , assassinaram estupraram e multiaram, caberá à nossa grande presidenta, também ela vítima desta canalha que ainda viceja emmuitos órgãos públicos com a certeza da impunidade. O LULA fez o que pôde. Vamos parar de tripudiar, sim!?!?!? Se a sociedade teleguiada pelos PIGs tridores já fez uma escândalo por conta do PNDH, imagina se oi LULA resolve peitar o stablishment e punir os milicos por conta própria, justo ele, um operário?!?!? A batata dos covardes está assando. E está quase no ponto.

    "O BRASIL PARA TODOS não passa na gLOBo – O que passa na glOBo é um braZil para TOLOS"

Julio Silveira

15 de dezembro de 2010 às 10h54

Finalmente uma corte independente.

Responder

    Jairo_Beraldo

    16 de dezembro de 2010 às 05h24

    Que não se fará ouvir!

Rafael Patto

15 de dezembro de 2010 às 10h39

Isso pode ser o começo de um ajuste de contas com a História. Aproveito a ocasião para convidar a todos os frequentadores desse blog que ainda não o fizeram a acessar http://www.oab-rj.org.br/forms/abaixoassinado.jsp e incluir seu nome no abaixo-assinado promovido pelo conselho da OAB/RJ. Tenho mil e uma ressalvas com relação a OAB, a considero uma das entidades mais conservadoras do Brasil. Mas nesse episódio, ela se coloca ao lado do povo brasileiro e da verdade da nossa história. Acho que é uma iniciativa que merece apoio. Temos que lutar para impedir que nossa memória seja roída pelas traças.

Responder

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