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Fascistas que o discurso de direita disfarçado despejou nas ruas


19/06/2013 - 11h07

Foto: Marcello Camargo/ABr

É Hora de Defender o MPL

por Lincoln Secco e Antonio David, especial para o Viomundo
 
Em célebre imagem do Manifesto Comunista Karl Marx mostra um feiticeiro que perdeu o controle dos poderes subterrâneos que ele mesmo despertou. As manifestações de segunda-feira foram o ponto de virada do Movimento Passe Livre.

Quando o movimento se massificou, isto não aconteceu sob a bandeira do MPL, mas depois de uma convocação de parte da grande imprensa. Sendo assim, as justas demandas iniciais se juntaram a manifestações de direita. O que explica a metamorfose?

Em primeiro lugar, lembremos que este movimento atual é seguramente importante e de massas, mas muito menor do que outros passados. Basta pensar nas Diretas Já que colocavam milhões nas ruas numa era sem redes sociais. Mais fraco e sem uma direção tradicional, ele tem que aprender no calor da luta a recuar para avançar depois.

O segundo aspecto do momento atual reside no fato de que antes as pessoas comuns iam às ruas depois de ouvirem o chamado que passava pela palavra impressa e esta dependia de organizações previamente estabelecidas que podiam arcar com  custos de edição de revistas, jornais etc. As redes sociais permitem que indivíduos falem diretamente entre si sem a mediação de organizações, salvo o mercado virtual.

Pessoas assim podem partir para a ação e expor ingenuamente os seus preconceitos e sua “coragem” (sic) escondida no anonimato da rede.

O terceiro aspecto que merece consideração é que a grande imprensa televisionada continua muito importante e, ao mesmo tempo, totalmente fora de controle democrático. Na Venezuela, Chavez enfrentou manifestações e tentativas de golpe reduzindo o papel da televisão.

Organizações na forma de “rede” existem desde que Marx criou seu círculo de correspondência londrina ou antes. Decerto os meios atuais potencializam infinitamente uma teia assim. O que o MPL pode aprender com seu magnífico movimento inicial é que organizações horizontais não deixam de ter pessoas provisoriamente na  liderança. Mas os líderes devem obedecer às bases e podem ser trocados. E as bases não são as pessoas nas ruas simplesmente, mas aquelas que comprovam real participação nas tarefas decididas. O MPL tem sim o direito de vetar atos que os seus membros orgânicos não decidiram previamente.

Para os partidos está dado o recado: está havendo um ensaio de algo diferente que poderá suscitar organizações de tipo novo à direita e à esquerda, assim como existem partidos verticais de direita e de esquerda. A juventude deve invocar o tumulto. É seu direito. É seu dever. Depois, estudar, estudar e estudar. Só assim se aprende. Primeiro nas ruas, depois se reorganizando. Não tenham medo. Continuem na luta. Mas saibam mudar a tática e desarmar o adversário. Ele tem nome: os fascistas que o discurso de direita disfarçado de combate à corrupção despejou nas ruas.

É possível que passeatas atrás de carros de som e líderes rotativos do próprio MPL no comando sejam a solução imediata que sindicatos mais à esquerda podem emprestar ao movimento, pois as atuais manifestações carecem deste elemento básico: o direcionamento conferido por quem fala mais alto.

Mas a saída estratégica passa por São Paulo e pela prefeitura. O MPL não quer e nem poderia influenciar o quadro eleitoral que ainda está distante. Mas precisa de uma saída digna para eliminar a gordura indesejada do movimento. A saída é o prefeito quem deve oferecer: baixar a tarifa e abrir um diálogo permanente sobre mudanças estruturais nos transportes.

Lincoln Secco é Professor de História Contemporânea na USP; Antonio David é Pós Graduando em Filosofia na USP
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110 comentários

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David e Secco: Saberá o PT identificar e aproveitar a janela histórica? - Viomundo - O que você não vê na mídia

26 de junho de 2013 às 20h54

[…] Fascistas que o discurso de direita disfarçado despejou nas ruas […]

Responder

Rômulo Gondim – O MPL e os próximos passos

20 de junho de 2013 às 18h35

[…] Secco e David: Os fascistas que o discurso de direita disfarçado despejou nas ruas […]

Responder

Mafalda

20 de junho de 2013 às 16h36

Parece que em algumas pessoas da esquerda existe assim uma ponta de ciuminho em ver o que esse meninos do passe livre fizeram “e eu tanto tempo na esquerda não consegui fazer”.

PS: uns de tão jovens ainda tem cara de criança (entretanto muita personalidade política),talvez isso incomode tanto.

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É Hora de Defender o MPL

20 de junho de 2013 às 11h01

[…] de História Contemporânea na USP; Antonio David é Pós Graduando em Filosofia na USP Fonte: Viomundo Tags: Direita, esquerda, Movimento de massa, […]

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Ted Tarantula

20 de junho de 2013 às 08h04

Os Vândalos eram uma tribo germânica oriental, que penetrou no Império Romano durante o século V e criou um estado no norte da África, centralizado na cidade de Cartago. Os vândalos saquearam Roma no ano de 455. Quer dizer que os vândalos são os antigos alemães e escandinavos, a parte do mundo que hoje alcançou o melhor IDH e patamar civilizatório em toda a terra. Então talvez tudo deva começar mesmo com um bom vandalismo.

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Osame Kinouchi

20 de junho de 2013 às 05h18

Prezados, considerem a possibilidade de que boa parte da juventude que está nas manifestacoes seja de libertarianos (libertarians = anarquistas de direita nos EUA).
Uma evidencia a favor disso é a quantidade enorme de “curtidas” quando se divulgam ideias de Ayn Rand no FACEBOOK. Também estamos observando aqui no Brasil uma difusao das ideias de Rand (a Vingança de Atlas é o livro com mais dowloads no KINDLE Brasil).
E o filme vai chegar logo.
Se pensarmos bem, a revista VEJA tem divulgado ideias ultraliberais que são, na verdade, libertarianas = darwinismo social.
Isso explica a antipatia dos manifestantes pelos partidos de esquerda que querem levar bandeiras para a rua, bem como a antipatia frente ao governo, qualquer governo, de qualquer partido. Ou seja, Anarquismo de Direita = anti-Governo, anti-Estado, anti-politicas sociais, anti-partidos e representacao politica, anti-verticalidade etc. Será que o Libertarianismo e as ideias de Ayn Rand realmente contaminaram a classe media brasileira?

Responder

    D

    20 de junho de 2013 às 14h45

    Sem duvida, vale muito a pena alertar pro risco que se corre ao deixar as ideias de Ayn Rand tomarem conta dos protestos. Mas e’ importante esclarecer que nao sao tao dominantes assim como o texto de Osame aponta: “A revolta de Atlas” esta’ na mera posicao 62 entre os 100 mais vendidos na Kindle Brasil. So’ fui atras desse dado porque fiquei apavorado com a ideia da obra estar de fato em primeiro lugar.
    Ainda assim, nao se deve subestimar a influencia – basta ler os 15 reviews, todos 5 estrelas, que afirmam coisas do tipo “romance que parece uma profecia”… Bueno, sigamos atentos, e ativos!

Durante entrevista a blogueiros, integrantes do MPL celebram a vitória, falam em infiltrados e expõem próximos passos - Viomundo - O que você não vê na mídia

20 de junho de 2013 às 01h14

[…] Secco e David: Os fascistas que o discurso de direita disfarçado despejou nas ruas […]

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Messias Franca de Macedo

19 de junho de 2013 às 22h58

“O PIBinho do PIG fez um gol!” ENTENDA

Uma das poucas críticas embasadas da oposição é a de que, no Brasil, em relação ao PIB são pífios os investimentos públicos, mormente nas áreas de infraestrutura. Tudo bem: correta a argumentação!… No entanto, o prefeito Fernando Haddad e o governador Geraldo Alckmin informaram que “a redução das tarifas dos transportes coletivos implicará sacrifícios às administrações municipal e estadual”, ressaltando que a medida será viabilizada em função de cortes nos investimentos das máquinas públicas!

… Ou seja, “gol para o PIBinho do PIG! Gol da [eterna, nefasta e famigerada] OPOSIÇÃO AO BRASIL!”… O Merval, o Sardenberg et caterva devem estar felicíssimos que nem o tal (IN)feliciano por outras trevas (sic)…

República de ‘Nois’ Bananas
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

alexandre de melo

19 de junho de 2013 às 22h52

professor secco ,seu texto é apenas de um intectual desesperado que não entendeu um movimento que não tem nem origem nem comando. o medo das esquerdas que este movimento esteja controlado pela direita é apenas um mea culpa pela incapacidade de fazer qualquer coisa que não seja demagogia, que a esquerda se especializou, são contumazes fazedores de nada, incpazes de contruir nada alem de inflar o estado com tantos camaradas.
mas não sangre em vida pois este movimento não é capitaneado pela direita pois esta
tem apenas os morimbundos meios de comunicação tradicional para suas defesa e este movimento veio da internet que é um territorio sem fronteiras, apesar do pai do mensalão o edurado azeredo querer controlar.
este movimento é apenas copia de movimentos de outros paises em que jovens que passam o dia inteiro na frente de computador resoulveu sentir a adrenalina real, só um jogo real.

Responder

Eduardo

19 de junho de 2013 às 22h46

Um movimento que é contra tudo, é contra nada.
Que tal essas lutas:
1)Dinheiro do pré-sal exclusivamente para a educação.
2)Democratização dos meios de comunicação, que se concentram nas mãos de algumas famílias (Marinho, Frias, Civita, Mesquita) e políticos (ACM, Sarney, Tasso Jereré etc).
3)Reforma política debatida com a sociedade.
Tenho certeza absoluta que valem muito mais que ser contra tudo para, por fim, ser um movimento pautado pela mídia da direita.

Responder

Paulo

19 de junho de 2013 às 22h17

Nossa, como o poder instituído está com medo do povo! Os discursos aqui mostram isso com clareza. Direitona? Fascismo? Viva o POVO na rua. Isso é constestação! É a verdadeira democracia aliada à cidadania!

Responder

    Niterói RJ

    20 de junho de 2013 às 12h02

    Povo??? Já deu uma olhada em quem participa das manifestações??? O poder instituído tem medo do golpe…
    No mais, é só clichê. Já pensou em quem vai pagar pela redução das tarifas? Ou você acha que os donos das empresas vão ficar com esta conta?

ricardo

19 de junho de 2013 às 21h44

Secou mesmo a capacidade analítica do Lincoln. Sinto muito, mas o MPL não protagoniza mais nada. Está a reboque. O sonho do articulista de o PT papar essa enquadrando os revolucionários dos 20 centavos já era.

Responder

claudia

19 de junho de 2013 às 21h41

A direita está se apropriando do espaço aberto por este movimento e está saindo às ruas para protestar, com bandeiras como “vamos acabar com a corrupção e a impunidade”. Conheço pessoas sem nenhuma identificação com as causas sociais e os problemas que atingem a população pobre, que estão nas ruas com este jargão de “abaixo a corrupção”. Estão se juntando não porque tenham algum gosto por ações coletivas, mas para esbravejar seu desprezo pelo governo federal e por tudo que representa um governo trabalhista. Estão pegando carona. As madames que se cuidem, o salto pode quebrar no caminho.

Responder

Malvina Cruela

19 de junho de 2013 às 21h36

impressionante como a esquerda não passa sem uma cartilha, sem um cabresto, sem um capo, um grande timoneiro um guia genial dos povos…não tem a menor condição de pensar com autonomia e liberdade. Não é a toa que Stalin foi quem matou mais comunistas no mundo.
Abortou revoluções libertarias na Espanha, no Brasil e onde mais foi possível. Não aprendem nada e não esquecem nada.

Responder

Fabio Passos

19 de junho de 2013 às 21h31

A esquerda tem o dever de lutar pela emancipacao do ser humano e por uma sociedade sem classes.

Dever
Responsabilidade

Abdicar de sua tarefa historica significa deixar a populacao a deriva… despolitizada.
Populacao despolitizada e sem representacao e caminho livre para o fascismo.

O PT virou as costas para a militancia de esquerda… e senta no colo de seus financiadores de campanha.

Responder

Marcos Rocha

19 de junho de 2013 às 21h06

Homem Legenda: o movimento não é do PT; então é fascista.

Responder

Adriana Machado

19 de junho de 2013 às 21h03

Já fugi da polícia, já pulei muro de colégio pra participar de passeata, já fui de grêmio, Centro Acadêmico, DCE, movimento secundarista e movimento universitário e já fui a mais de uma centena de passeatas na vida, mas nunca vi tamanha falta de organização em um movimento. O problema de ter um movimento acéfalo é esse, lideranças fracas que não conseguem conter o vandalismo. Quantas vezes em passeatas eu já vi grupos quererem começar a jogar pedras ou quebrar coisas sendo contidos e controlados pelas lideranças do movimento. Falta carro de som, falta megafone, falta uma pessoa falando que pudesse ser ouvida pelos exaltados. Sem nada disso, um pequeno grupo suja o movimento e ninguém é capaz de conter.
Foi um absurdo terem colocado fogo na ALERJ e sujado o Paço Imperial como fizeram, sem falar na covardia contra os policiais. Covardia é covardia, seja ela contra o forte ou contra o fraco.
Entendo a revolta e o repúdio pelas liderancas atuais e respeito, mas, tentando entender o que nos trouxe até aqui, penso q é o resultado de uma geração que cresceu ouvindo que político não presta e que política é uma coisa suja, como se fosse tudo uma coisa só. O voto foi conquistado a duras penas, assim como o direito de se manifestar e precisamos aprender a separar o joio do trigo, mas para isso tem que estudar história e entender quem é quem na política e votar com consciência. O voto nulo não serve ao povo. Mostra a insatisfação, mas não tem resultado prático. Tem gente na rua reclamando, mas votou no Tiririca, no Maluf, vai entender… Concordo que o que vem acontecendo na política do país é pra revoltar qualquer um (Marco Feliciano me dá engulhos) mas a saída não é desacreditar nas instituições, não votar e ficar reclamando. A saída é votar certo.

Responder

Horridus Bendegó

19 de junho de 2013 às 20h08

Os Protestos e a Ignóbil Juventude

Eles não querem Partidos Políticos e nem Bandeiras!

Dizem que os Protestos são do Povo Brasileiro!

Esperam mudar a realidade social e política do Brasil com os protestos como por milagre!

Eles acham que vão escorraçar os políticos e o espaço político vai ser o nada!

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Após tudo isso, escorraçados, executados, guilhotinados os políticos e as doutrinas políticas, além dos Partidos Políticos, nada mais existirá, e o Brasil será o Reino da Licitude, como a Virgem Maria.

O que querem?

Uma Ditadura Militar no vácuo político?

Aí eu vou vomitar!

Se não der um tiro no ouvido!

Responder

Vincent

19 de junho de 2013 às 19h32

“Sendo assim, as justas demandas iniciais se juntaram a manifestações de direita.”

Não concordo… A que demandas vc se refere? 1. Indignação com a corrupção e sua impunidade 2. Indignação com os gastos excessivos com os estádios superfaturados ao invés de investir em saúde e educação pública.

Não vejo que sejam “demandas de direita”

Responder

    fernanda

    19 de junho de 2013 às 22h37

    Ah ah ah… lutar contra a copa é uma justa demanda… que meigo…
    Engraçado né, no país do futebol, no país da seleção campeã e agora todo mundo acha que a Copa é a coisa mais errada deste país
    Só por um simples motivo. Não dar os louros à Dilma.
    Na ditadura, usaram a copa e o Pra frente Brasil foi uma beleza, mas aí ninguém piava senão era o que se sabe, não era bala de borracha nem gás de pimenta nos olhinho não…. era bala pra matar e teve gente que implorou pra morrer por causa das torturas.
    Se estão podendo sair às ruas, votar , isso vocês devem a pesssoas como Dilma Russeff e outros que já se foram. Deviam é estudar hisória, ler muito sobre o passado, e respeitar a nossa presidente.
    POr que não reclamam do menslão tucano, do FHC pra variar que quase vendeu o país.. Se informem , dá trabalho ler, é cansativo, mas vão pesquisar os dados sobre os gastos com os estádios e o que entra de dinheiro com a Copa. Ta tudo na internet.

    Vicent

    21 de junho de 2013 às 15h27

    Cara Fernanda.
    Pelo jeito acho que você é quem precisa de umas aulinhas… de economia. Ou vc acha que a recente escalada da inflação e os resultados péssimos do PIB também são culpa do FHC e não de quem governou o país nos últimos 10 anos. O papo de “herança maldita” não cola mais!
    A copa até poderia dar algum retorno pro Brasil, se os investimentos fossem para obras de mobilidade urbana, aeroportos, segurança, etc. Isso sim poderia trazer mais turista. Vc acha que turista vai visitar o Brasil só pra ver os estádios de bilhões? Um país sem estrutura nenhuma pra garantir segurança, lazer e mobilidade pro turista, mas com estádios de 1º mundo!! Ohhh!

Márcio Martins

19 de junho de 2013 às 19h00

Para mim com estas manifestações que descambaram para a vilolência, o Brasil não tem nenhuma chance de melhorar, correndo o sério risco é de piorar. Movimento apolítico, sei. Entrega pro império de uma vez…é isto que o Tio Sam quer, pessoas que não se importam com a Democracia; com o sagrado direito da soberania popular. O que esta turma quer é ANULAR o voto do povo; e se dizem “o” povo.

Responder

Alckmin e Haddad anunciam: Tarifa de ônibus, metrô e trem volta para R$ 3 - Viomundo - O que você não vê na mídia

19 de junho de 2013 às 18h58

[…] Secco e David: Os fascistas que o discurso de direita disfarçado despejou nas ruas […]

Responder

Globo enfia a corrupção no Castelão. Não a da FIFA - Viomundo - O que você não vê na mídia

19 de junho de 2013 às 18h53

[…] Secco e David: O adversário são os fascistas que o discurso de direita disfarçado despejou nas ru… […]

Responder

elizabeth pretel

19 de junho de 2013 às 17h25

A partir do momento que ninguém assume a “liderança desse movimento”, para mim não tem nenhum valor. Essas depredações que ocorrem é culpa de quem??? De pessoas que se infiltram no movimento e que ninguém sabe quem é???????????? É culpa de quem então??. Nossa, que teremos que pagar pelos prejuízo que “essas manifestações” estão causando ou de quem “marca pelo “faicibuqui” essas “reindificações”? Acho que manifestações são legítimas, a Espanha, Portugal, Grécia, etc., etc, que o digam, mas essas que ocorrem no país não dá para entender, é uma miscelânia. Ninguém sabe bem o que quer. (Tarifas, copa, pec-37, corrupção,etc.,etc,). No final o que alguns querem é desestabilizar NOSSO PAÍS.

Responder

Messias Franca de Macedo

19 de junho de 2013 às 17h09

“NUMDISSE?!” As mãos [sórdidas e] “invisíveis” da DIREITONA [eterna] OPOSIÇÃO AO BRASIL desesperadas pelo desfecho do MENTIRÃO, acenam para o golpe, tentando – covarde e irresponsavelmente – macular a imagem do país no exterior, apostando no fracasso da Copa do Mundo, imaginando que o PIBinho tem que ser forjado “a qualquer custo”!… Patifes e capadócios golpistas/terroristas de meia tigela!…

AVISO AOS GOLPISTAS: a Síria não é aqui! Nem tampouco o Egito! Nem o Iraque!…Aqui ainda é a República de ‘Nois’ Bananas!…

UMA IMAGEM:
PARA OS DE BOA-FÉ E QUE, AINDA, ENXERGAM ALGUM TRAÇO DE ESPONTANEIDADE E CIVISMO nesses *”manifestamentes protestantementes protestos(!)”, lembrando o saudoso Odorico Paraguaçu – bom político – e militante (sic) – aquele!…

A IMAGEM FASCISTA: Torcedores desesperados com confusão são ajudados por policiais em Fortaleza
http://copadomundo.uol.com.br/album/2013/06/19/protestos-em-fortaleza-antes-de-brasil-x-mexico.htm?abrefoto=60

República de ‘Nois’ Bananas
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

Avenger

19 de junho de 2013 às 17h01

Tiago Ciro Tadeu Faria …este é o personal terrorist tucano que provocou o quebra-quebra na prefeitura de SP.

Responder

Dair Honia

19 de junho de 2013 às 16h56

Secco recorre as imagens de Marx quando deveria se reportar à história do Brasil. Murilo de Carvalho fala das diversas manifestações populares tanto no campo como nas cidades no Brasil antes de 1930. A esses manifestantes chama de cidadãos em negativo, isto é, que só reagiam violentamente quando o Estado interferiam em suas vidas como foi o caso da revolta do quebra-quilo, de Canudos reagindo aos impostos da república e assim por diante. Mas eram movimentos reativos e não propositivos. Este é o caso do MPL. Apesar ou por causa das redes sociais, são movimentos reativos, sem propostas, sem organização. Esses jovens são individualistas, não se organizam nem na sala de aula, perdidos em seus celulares, o que dirá para transformar a sociedade.

Responder

    Leo V

    19 de junho de 2013 às 18h01

    Dair Honia, com que conhecimento você afirma isso.

    O MPL propõe tarifa zero. É propositivo, tem sua pauta.

    Dizer que não se organizam mostra simplesmente que você está longe de qualquer organização, isso sim, pois se estivesse saberia que o MPL existe há quase 10 anos, e nos primeiros anos realizou 3 encontros nacionais.

    Enfim, nem sei porque estou respondendo um absurdo desses.

    Niterói RJ

    19 de junho de 2013 às 22h05

    O fato dele existir há dez anos não significa que seja organizado. O fato do MPL realizar encontros nacionais não significa que ele seja organizado. Neste caso, vale mais a declaração dos pseudo-líderes do movimento que disseram justamente que o MPL se caracterizava pela “horizontalidade”, ou seja, pela ausência de liderançae instituídas e por ser apolítico. Que diabos de organização é essa? Como um movimento dito organizado se deixa levar nessa onda de protestos difusa e claramente incitada pela mídia. Porque não vem a público, organizadamente, se colocar e dizer “nós estamos lutando por isto…”. Amigo…lutar por tarifa zero é o mesmo que lutar por nada!!! Ela simplesmente não existe. Alguém vai ter que pagar pelo serviço. Mesmo a “redução” (ou não-aumento) das tarifas vai ser paga por alguém. Quem é que vai pagar a conta? Esta é a pergunta que eles também não querem responder. A discussão é muito mais ampla e acho que eles abriram uma frente importante de debate. Só que no ambiente atual, não há clima para qualquer discussão produtiva. Se fossem “organizados” estariam preparados para este momento, o que não parece ser o caso.

    Maria Izabel L Silva

    19 de junho de 2013 às 18h45

    Fia. Canudos tinha liderança e organização. Tanto é que resistiram por varios anos.E não tinha nada a ver com impostos. Antonio Conselheiro era visto como um profeta. Tem figura mais poderosa do que um profeta? Tinha sua propria lei e tinha ordem. Eles viviam num “arraiá” trabalhavam e produziam seu sustento…

    Rafael

    19 de junho de 2013 às 19h30

    A opinião de Dair Honia é baseada em falsa informação. O MPL existe desde os tempos que o Serra/Kassab, a partir de janeiro 2005 até dezembro de 2012 começaram a destruir a reforma que a Marta realizou entre 2001/2004, enfrentando inclusive com colete à prova de balas a máfia instalada nos transportes públicos de São Paulo no período Maluf/Pitta (1993/2000), renovando toda a frota de ônibus, construindo vários corredores (inclusive o da Consolação/Rebouças) e instituindo o Bilhete Único que democratizou para a população da periferia o direito de vir ao centro da cidade e retornar ao seu bairro com apenas uma passagem. O Bilhete Único barateou, por exemplo, em até 70% o preço da passagem para quem usava 3 conduções em seu percurso e passou a pagar apenas 1 passagem. Pois fique sabendo, Dair Honia, que o MPL existe há 10 anos e se organizou nacionalmente no Fórum Social de 2005 em Porto Alegre (RS) e em São Paulo eles levaram muita porrada, todo ano, da polícia assassina tucanalha do Serra e Kassab. Fontes: http://pt.wikipedia.org/wiki/Movimento_Passe_Livre – – – – http://www.ebc.com.br/cidadania/2013/06/conheca-as-origens-do-movimento-passe-livre

Felipe Vargas Zillig

19 de junho de 2013 às 16h52

Anarquismo anti sala do facismo ou do movimento hippie , prezado e sumido Tupi.
Com sua erudição habitual , desta vez , pela primeira acho , discordo do seu racicinio , ao meu entender as ideologias anarquistas e as liberais são antiteses , a exclusão social causada e entendida como natural no liberalismo é severamente criticada no anarquismo , então impossivel esta associação , no meu ponto de vista .
Quanto ao aspecto economico , desconsidero a opinião dos autores neo liberais por acha-las sem nexo simplesmente querendo travestir uma teoria facista de ares modernosos com a falsa e incorreta associação com o anarquismo.
Na minha opinião a palavra certa para o sistema financeiro neoliberal não envolve anarquismo e sim o caos.
Quanto ao formato e informações do texto o mesmo padrão de sempre do Alto Xingu , saudações brasileiras

Responder

LEILA

19 de junho de 2013 às 16h01

acho que o MPL e os movimentos que possuem a pauta do TARIFA ZERO deveriam dar um godô nestes manifestantes da direita e na mídia…dizer que vão sair tal dia e realmente sair em outro…porque tá começando a ficar uma merda esta tentativa de confundir a população brasileira com falsas pautas de reivindicações. Eu não irei marchar ao lado de skinheds, muito menos de nacionalistas de ultra direita…eu tenho bandeira de luta por um país democrático e laico! se a direita não tem competência para articular os seus e as suas, não vai ser com a minha bandeira que vão crescer….

Responder

Urubulino Coimbra

19 de junho de 2013 às 15h54

Esses inocentes úteis enchem a boca pra falar de revolução. Ora, o golpe de Estado de 1964 também foi chamado de “revolução”. Fala sério… O grande problema é que em breve essa meninada volta para o danoninho e a papinha de maçã da vovó, as globetes voltam para seus afazeres de globetes (alienação em massa) e nas ruas ficarão os profissionais da ultraesquerda ressentida e os marqueteiros da oposição golpista.

Responder

Marcela

19 de junho de 2013 às 15h44

A imprensa de direita pode jogar fascistas nas ruas? Talvez. Mas como o próprio texto indica, as redes sociais permitem que as pessoas falem diretamente entre si, sem a intermediação de organizações. A direita sempre existiu e existe em toda parte do mundo e agora está sim nas ruas, como a esquerda e como os que não se posicionam politicamente de nenhum dos lados, ao menos em tese e ainda como aqueles que se sentem excluídos de qualquer discurso. É assim em um regime democrático (embora não tenhamos uma democracia de fato) e a convivência com a diferença é o que ele tem de melhor e de mais difícil equação. É claro que o discurso hegemônico é de direita e que ela detém o enorme poder midiático, mas talvez a esquerda, ou a parte dela que privilegia em seu discurso o medo da direita, deva parar um pouco de chorar e partir decidida na prática pelos seus ideais, na luta inevitável com os que são contrários a eles.

Responder

Antônio

19 de junho de 2013 às 15h42

Vlad, o que o Heitor quer saber é o que vamos colocar no lugar. E exatamente esta falta de resposta para esta pergunta que não permite com que eu me decida a favor ou contra o movimento. Me explique uma coisa: vocês querem fechar o Congresso, destituir a Dilma e colocar o Serra no lugar, é isto? Se não for, quem vocês pretendem colocar no lugar da Dilma?

Vlad, você tem coragem de ler textos muito longos, mas extremamente elucidativos? Pois leia o texto do Indio Tupi e conclua que você é um anarquista inconsciente e sem causa. Um anarquista destituído do conhecimento do que é ser um anarquista. Um anarquista bobão.

Responder

    Vlad

    19 de junho de 2013 às 18h20

    O nome, ou os nomes, vão aparecer, não tenha dúvida. E seja lá quem for, deve agir como empregado do povo e não chefe de quadrilha ou mediador de negociatas. Preferencialmente alguém sem os vícios e cacoetes dessa nojeira que assistimos há décadas.
    Não precisamos mais de líder absoluto fantasiado com faixa colorida no peito e sim que o sistema funcione, as instituições funcionem.
    Que acabe o coronelismo e os privilégios e , FINALMENTE, alguém dê prioridade à educação básica, cujo único que vi fazer alguma coisa de verdade foi o Brizola.
    E não adianta querer enganar que a população não é mais ingênua como era, e falar uma coisa e fazer outra.
    Vide o caso do queridinho Hollande que está com 71% de reprovação popular. Está no bico do corvo. Basta uma fagulha.

Malvina Cruela

19 de junho de 2013 às 15h25

Haddad, alkcmim, Maluf, afif…é uma conspiração de turcos??

Responder

Maria Izabel L Silva

19 de junho de 2013 às 15h20

Caiu a ficha bobinho? Entenderam que precisam de lideranças reais, de direção, de um carro de som, ou de um manifesto bem redigido e distribuído com a população e um mínimo de organização?… É o velho modelo que qualquer militante com 2 neurônios na cabeça conhece. A juventude é arrogante, e acha que esta inventando a roda. Não esta. Vão fazer um estagio com o MST que eles ensinam a vocês como organizar um movimento. Antes de vocês nascerem, o MST já estava nas ruas. Movimento “horizontal”, convocado pelo facebook é a receita para o desastre. No século XIX Karl Marx já desconfiava dos anarquistas “apoliticos” e “apartidarios”, gente sem rumo … Todas as lições foram desaprendidas e enterradas em nome do “novo”, por que a juventude é semi analfabeta e desconhece a historia. MPL foi assaltado pela matilha de cães raivosos. As portas do inferno foram abertas, por vocês. E quem tem que descascar o abacaxi somos nós. Desde o inicio eu sempre perguntei aqui: por que o uso das mascara e do capuz ou pano amarrado cobrindo o rosto, como se fossem assaltantes de bancos? Isso sempre me pareceu muito suspeito. Mas os demagogos de plantão aqui do blog deliravam com o renascimento das ruas … huuuuuuuuummmmm!

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    José X.

    19 de junho de 2013 às 20h56

    Faço minhas as suas palavras.

Eduardo Vieira Miranda

19 de junho de 2013 às 15h12

Na década de 1920, milhares de pessoas foram as ruas da Itália e da Alemanha reclamar da situação que viviam, mas sem um foco nas manifestações.
Eles mudaram seus países e o mundo, contribuindo com a história com personagens do quilate de Adolf Hitler e Benito Mussolini.

Aos que estão indo às ruas protestar, não transforme sua liberdade e sua opinião em um cheque em branco. Não se sabe quem poderá preenchê-lo.

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lulipe

19 de junho de 2013 às 15h10

“Quando a gente é de oposição, pode fazer bravata porque não vai ter de executar nada mesmo. Agora, quando você é governo, tem de fazer, e aí não cabe a bravata.”

(Lula)

O Haddad está aprendendo direitinho!!!

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Almerindo

19 de junho de 2013 às 14h52

Se isso for verdade…:

“Como as empresas de ônibus maquiam custos”:

http://outraspalavras.net/outrasmidias/?p=12643

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Antônio

19 de junho de 2013 às 14h47

OS ENTRE ASPAS

O Band News anda falando em manifestações que estariam ocorrendo na periferia da cidade de São Paulo envolvendo gente do movimento dos ” Sem Teto” e do movimento “Periferia Ativa”. Mas por enquanto seriam apenas 400 pessoas.

As aspas antes do nome dos movimentos são do Grupo Bandeirante de Comunicação. Será que os entre aspas vão poder também se manifestar sem apanhar da polícia?

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Patrick Mariano: É hora da esquerda mobilizar forças, antes que seja tarde - Viomundo - O que você não vê na mídia

19 de junho de 2013 às 14h35

[…] Secco e David: O adversário são os fascistas que o discurso de direita disfarçado despejou nas ru… […]

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João Vargas

19 de junho de 2013 às 14h22

O prefeito Haddad foi patético ao sugerir um novo imposto pago pelos proprietários de veículos para financiar o transporte público. Despreparo total nesta hora de crise.

Responder

    Edfg.

    19 de junho de 2013 às 14h32

    Até porque já existe o IPVA, e 50 % de sua receita vai para…. os municípios. Patético esse Haddad.

    Horridus Bendegó

    19 de junho de 2013 às 14h44

    Concordo!

    Lula já provou que política se faz com inteligência e não com diplomas!

    Paulo

    19 de junho de 2013 às 20h14

    Quando Lula escolheu Haddad ele estava fazendo o quê?

    NPR

    Wolf

    19 de junho de 2013 às 14h45

    Pessoalmente, não acho nada patético, acho ótimo. Acredito que São Paulo tem que fazer igula Londres, acabar com o rodízio de automóveis e instituir o pedágio eletrônico. Quem transitar com o carro pelo centro da cidade e vias de maior tráfego será fotografado por milhares de câmeras e deverá recolher um pedágio mensal de R$ 250,00 ou diário de R$ 20,00 no saite da prefeitura, sob pena de multa. Com o dinheiro, a prefeitura forneceria transporte gratuito nas principais vias e subsidiado em menores trajetos. Deveria também criar bicicletários nos ônibus e trêns para associar o transporte público com o ciclismo.

    Edfg.

    19 de junho de 2013 às 18h39

    Uma coisa é uma coisa. Outra coisa é outra coisa. O imposto já existe, e atinge todos, entrando ou não na área.

    Maria Izabel L Silva

    19 de junho de 2013 às 18h50

    Faça isso e a classe media de São Paulo põe a cidade abaixo … mas eles adoram visitar Londres e fazer protestos em Nova York

    Paulo

    19 de junho de 2013 às 20h24

    Uma proposta que vários deram nas redes sociais.
    Outra, seria o táxi coletivo de bairros, como no Chile.

    Mas Haddad e o PT ainda conseguem ouvir do alto do olimpo?

    Só sabem ouvir o João Santana. A política como marketing, esse é o fim do PT!

emanoel

19 de junho de 2013 às 14h15

Azenha, o que este movimento quer é justamente o que PT lutou todo a sua vida, por favor chegou a hora, sejam inteligentes, o governo tem que usar essas reivindicações a favor do povo como por exemplo? Lei dos Médios, Reforma Tributaria, Diminuição de impostos para o pobres e aumento para os mais ricos, Abrir a caixa preta do Judiciário, 100% do petróleo para a educação, Solicitar do STF o julgamento de todos os processo de improbidade administrativa e corrupção, prestar contas de todas as suas obras ( obrigando a Mídia a divulgar em tempo real a sua prestação de contas ) tem que ser feito imediatamente. POR FAVOR, com todo respeito, petistas deixem de serem burros e covardes o país estar clamando por sua bandeira.

Responder

    Wu Ming

    19 de junho de 2013 às 14h37

    E essas medidas seriam aprovadas como?!?

    O congresso, composto pelas figuras que conhecemos, aos quais o PT se aliou para poder governar, irão, só por que os jovens estão nas ruas, aprovar todas as medidas de esquerda que até hoje não foram aprovadas?

    Pelo amor…

    Os manifestantes são, supostamente, contra tudo. Muito bem, tb sou. E?

    Vamos tirar os esquerdistas do PT que não se mostraram à altura de um verdadeiro projeto de esquerda. E vamos colocar o que no lugar?

    Na última segunda-feira, o PT envelheceu 10 anos, ficou pra trás, mas o MPL tb envelheceu, menos do que 10 anos, mas também ficou pra trás.

    Agora é tarde, o movimento não vai deixar de ser a geleia geral em que se transformou. No que vai dar, depende do que o MPL fará com as recomendações do bom artigo acima…

Horridus Bendegó

19 de junho de 2013 às 14h08

Estão chovendo mantras contra o Governo Dilma no Facebook!

Ou nós da “Esquina Da Sensibilidade Social da Vida” nos articulamos num Movimento de Resistência, ou os Perversos (num sentido freudiano) Sociais dominarão o Brasil!

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Ted Tarantula

19 de junho de 2013 às 13h54

ao colega que perguntou o que eu vi quando usei a historia dos cegos apalpando o elefante: eu vi o óbvio que é a ilusão geral de que ainda existe uma instância propriamente politica que ainda pode fazer alguma diferença; a politica acabou quando ruiu o muro; então esqueçam essas bobagens antigas de partidos, esquerda, direita, eleições, democracia, congresso..não existe politica, somente economia. Qualquer decisão minimamente relevante para a sociedade é tomada levando em conta somente vetores econômicos e não políticos.

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Lilica

19 de junho de 2013 às 13h29

O discurso de ódio já vem fazendo as mentes faz um tempão gente. Tudo de ruim canalizando para o PT como um mantra. Isso não começou agora, começou com a campanha sórdida de 2010. Sem contar os erros incríveis por parte do governo na área da comunicação. Preferiu se encolher a enfrentar a mídia, nem o horário nobre da tv não usou quando deveria!
Um fascismo odiento permeia as redes sociais envenenando as pessoas contra o bolsa família, o PT. Corrupção só existe no Partido dos Trabalhadores. Quem está convocando greve geral para 1º de julho nas redes sociais? Ningúem sabe!
Cadê a inteligência do governo?
Legal que o MPL que é de esquerda mesmo, esteja pressionando um governo petista que se acomodou com o sistema. Mas agora a direita como bactérias mortais, achou seu caldo de cultura.
Pô! Já passou da hora da presidenta ir no horário de tv e falar ao povo. Caracas, a gente defendo um governo que gosta de apanhar pÔ! Essa conversa mole de ” se seu filho ficar doente,leve no estádio” acabaria em dois tempos se viesse em cadeia nacional e mostrasse que no orçamento da União está lá: 73 bilhões para a saúde em 2013, 38 bilhões para e Educação em 2013 e 28 bllhões para a Copa DESDE QUE O BRASIL FOI ESCOLHIDO para sediar! Por que não explicam isso para a população? Dá vontade de desistir e torcer mesmo que o Brasil volte para as mãos da direita e que ela aplique aqui as mesmas políticas que desgraçaram a Grécia. Eu por mim, me embrenho aqui no mato e não saio mais. Vou viver do que eu plantar, e do parco salário que o governo de SP me paga.

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    Gislene

    19 de junho de 2013 às 14h24

    Nossa Lilica, tenho exatamente essa compreensão… Esse ódio exclusivo ao PT vem sendo destilado há tempos… Foi bom ler seu desabafo. Ando com o coração apertado…

    Alemao

    19 de junho de 2013 às 15h26

    Esse ódio tipo assim, igual ao que vcs destilam contra o PSDB?

    babi

    19 de junho de 2013 às 16h01

    Lilica e Gislene, também sinto o ódio sendo destilado contra o PT e digo mais, vocês não imaginam como as redes sociais estão despejando tudo isso na cabeça dos jovens. Eu que tenho contato direto com os jovens fico sabendo de cada barbaridade. E o que é pior eles acreditam em tudo que saem nas redes, além de que praticamente todos estão culpando a Dilma pela situação, ou seja, o Brasil era um paraíso e foi PT que inventou a corrupção, os impostos, a violêcia, tudo. Tento ponderar, explicar, mas está muito complicado. É uma loucura. Também estou com coração apertado.

    Cibele

    19 de junho de 2013 às 21h58

    Babi, e toda a esquerda tecendo loas às redes sociais. Elas servem para sugar o melhor dos jovens, depois se aproveitar deles, covardemente. Quem criou e para quê? Era isso que deveria ser questionado, mas não.

trombeta

19 de junho de 2013 às 13h09

Qualquer pessoa que já viveu muito sabia que isso não iria acabar bem, o entusiasmo de analistas de esquerda parecia não querer enxergar uma obviedade: protesto despolitizado termina na mão da direita.

Menos ruim que os alvos são variados embora a mídia golpista maneje sua artilharia para o governo federal mas o dos tucanos também está na reta.

Alguém pode estufar o peito e chamar uma geração que odeia a política, que é fruto da catequese midiática que demoniza a política, de revolucionária.

Alguém sério de esquerda pode apoiar algo que o Luciano Huck, a Gisele Bundchen e o jogador Hulck da seleção brasileira apoiam?

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Julio César

19 de junho de 2013 às 13h05

É um erro afirmar que: “quando o movimento se massificou, isto não aconteceu sob a bandeira do MPL, mas depois de uma convocação de parte da grande imprensa.”

É conservador sim, mas a não funciona de cima pra baixo. O movimento chamou as pessoas

http://foradefocoblog.wordpress.com/2013/06/19/64-ou-68/

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Jbmartins

19 de junho de 2013 às 12h56

O BRASIL PRECISA DE MUDANÇA, MAIS SO HOJE E O PASSADO.
Façam um levantamento, Proerd….
Privatização…………….
Compra para Reeleição de FHC……..
PGR, o Engavetador………………
Devalorização do Real……..
Quebra do Brasi…………….
Inflação……………….
Desemprego…………..
Divida Externa…………….
FMI………………..
Orçamento acima de 60% PIB

JOVENS VOCES SERÃO O BRASIL AMANHA.
Pergunta quem ai consegue reunir milhares em diversas cidades, so a PF sabera responder, aquela administrata pelo Zé.
tivemos varios golpes:
o Golpe Cansei
o Golpe dos Aloprados
o Golpe da Bolinha de papel
o Golpe da pedra preciosa o Tomate
o Golpe da Inflação na Mesa
agora o Golpe do viten, o objetivo disto tudo é minar o Governo Federal, acabar com a copa, com isto a Direita Reacionaria volta ao poder, eles não esperavam ficar 12 anos sem cadeira cativa, voces verão a popularidade de Dilma depois disto tudo que esta acontecendo no Brasil, e se continuar assim o Imperio invadirar para impor a ordem e a liberdade, e ficara com o pre-sal, veremos.

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assalariado.

19 de junho de 2013 às 12h50

Veja bem, pensar horizontal neste momento não basta. Temos que fazer mais do que isso (RACIOCINAR), também horizontal. Senão corre o risco de morrer como aquele movimento pequeno burguês e ‘apartidário’ (outro mundo é possível). Deu no que deu.

Minha filha já comentou isso comigo e disse o mesmo que os autores do post. Pai, temos falhas de comunicação com as massas que estão nas ruas. E quem esta com as massas nas mãos é a imprensa burguesa e seu alto falante PIG, a imprensa golpista. Então se o capital tem o seu braço lavador de cérebros da multidões midiático nada melhor do que construirmos o nosso, que seria e deveria ser as maquinas das centrais sindicais, dos partidos das esquerdas, entidades estudantis junto com seus assessores e suas estruturas gráficas e econômicas. Se é que estas maquinas estão mesmo a serviço dos assalariados dos explorados e na intenção e na construção de um país nação socialista.

Oras bolas, como sabemos esses ‘lutadores’ de gabinetes, em sua maioria, estão com o rabo preso aos governos ditos ‘populares’ que no entanto, não o são tanto assim. A história da luta de classes neste exato momento é quem registra isto, basta ter olhos para ver.

Não vejo solução imediata senão usar carro de som para se comunicar com as massas no corpo a corpo, usando de forma massiva as panfletagens. Mais do que isto, desmascarar o porque o PIG nos manipula tanto e criminaliza os movimentos sociais. Que medo é este do PIG, para com os movimentos sociais, quando usa meia dúzia de manifestantes no meio de 100.000 mil, para gritar “FORA PARTIDOS!” Sim, desde que este seja um partido de esquerda. Se faz, e é, estratégico neste momento, decidir se tudo isto é um processo para se chegar a tarifa zero ou é apenas um evento de ‘pureza ideológica’, muito bem manipulada pela imprensa do capital. Caso contrário isso tudo morrerá como qualquer outro evento festivo infantilizado de um 1º de Maio qualquer das ‘grandes’ centrais sindicais pelegas.

Me lembro até de um momento em minha vida de lutas sociais (em 1983), de que numa caminhada que fizemos pelo aumento de salários. No final da passeata o caminhão de som tinha evaporado e os ‘lideres’ do sindicato também. No meu intimo isso foi um verdadeiro golpe desanimador, fiquei perdido, como um cachorro que caiu do caminhão de mudanças que se viu sozinho na caminhada e ficou sem saber voltar para a casa velha e muito menos sabia aonde era a casa nova.

Saudações Revolucionárias.

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    assalariado.

    19 de junho de 2013 às 13h15

    Ah, sim, esqueci de uma coisa. No feicibuqui correu tudo quanto é tipo de ‘informações’ sobre as passeatas. E, em bom numero, noticias para amedrontar as massas de que havia muitos feridos aqui, acolá, coisas e tals. Sim, d`agora em diante que seja usado o feicibuqui, tudo bem! Mas que a palavra final de encaminhamento da luta, seja sempre nas assembleias do movimento MPL.

    Abraços Fraternos.

    Maria Izabel L Silva

    19 de junho de 2013 às 18h57

    Assembleia do MPL? Mô fio essa coisa tem assembleia? A assembleia deles não é o facebook e o tweeter? Eles são anarquistas apartidarios e apoliticos. Anarquista não faz assembleia …

Carlos N Mendes

19 de junho de 2013 às 12h42

Minha cabeça tem rodado como um pião nos últimos dias. Vou dizer o que está nela nesse momento:
Teve um grupo, pequeno mas muito unido e com grande apelo junto à antiga oligarquia, que levou um duro golpe recentemente. A Comissão da Verdade, em Brasília, chegou a conclusão que crimes de tortura não prescrevem e devem ser submetidos à Corte; a mesmo comissão deixou claro que não existe autoanistia, e que há grande chance da lei de 1977 ser revogada. Pois bem, algumas centenas de militares e ex-militares, além de civis envolvidos diretamente na repressão dos anos 60 e 70 (inclusive empresários da imprensa paulista) correm sério risco de irem a julgamento no próximo par de anos.
O que imagino é que esse ambiente de revolta, que vinha sendo cultivado há pelo menos 10 anos, estava alimentando a indignação difusa de nossa classe média para uma explosão que deveria ser detonada no primeiro semestre de 2014 (notem a quantidade de manifestantes que de repente se dizem ‘contra a Copa’). Porém, com a insegurança que as decisões da Comissão da Verdade causaram em parte dos conspiradores, ela foi antecipada. O problema é como justificar uma revolta num país que nunca teve desemprego tão baixo, salários tão altos e o governante mais bem avaliado de todos os tempos. A coisa toda não dá liga; mas no final temo muito que, com a ajuda das vivandeiras, esses ‘revoltados contra tudo’ consigam tomar o poder do governo petista e, como não tem força para mantê-lo, abram caminho para os golpistas. Rezemos.

Responder

Vlad

19 de junho de 2013 às 12h39

“Quando o movimento se massificou, isto não aconteceu sob a bandeira do MPL, mas depois de uma convocação de parte da grande imprensa.”

Não foi “grande imprensa” nenhuma.
Mentira. Sofisma barato de chapa-branca aturdido.
Continuam não entendendo nada e tentando justificar sua ignonímia.

Tentem se olhar no espelho. Lá encontrarão a resposta.

Responder

Mário SF Alves

19 de junho de 2013 às 12h37

Taí uma situação a pensar. Todos nós estamos preocupados com um golpe da direita. Todos nós estamos preocupados com o risco de grave desgaste eleitoral do Governo Dilma. Mas… convenhamos, golpe por golpe, o golpe já não ocorreu? Ou a farsa do Mensalão não foi um golpe institucional? Ou isso aí – “Ela vai ceder seus privilégios assim, de mão beijada, alguns dos quais promovidos e defendidos com unhas e dentes pela coalizão cada vez mais conservadora liderada pelo PT?” dito pelo Azenha não tem relação com a tal referida farsa do mensalão? Verdadeira camisa-de-força que o Governo aceitou, ou não?

_________________________________________
O golpe já foi dado. E a pá de cal foi um ministro do STF dizer publicamente e ventilado aos quatro cantos do Brasil que a verdade nada mais do que uma quimera. Lembram? Queriam escárnio maior?

Responder

Indio Tupi

19 de junho de 2013 às 12h34

Aqui do Alto Xingu, os indios lembram Santayana, para quem “Os que não se lembram do passado estão condenados a revivê-lo”, e aproveitam a oportunidade para submeterem o texto abaixo:

“Anarquismo: Ante-sala do fascismo

O esquema liberal-conservador de interpretação da sociedade é tripolar e tem por conta a “realidade precária” de um sistema institucional constantemente ameaçado. A realidade material do homem – seu trabalho para satisfazer suas necessidades – não aparece no conceito conservador da realidade.

O sistema institucional – que inclui o sistema de propriedade – é considerado como o árbitro inapelável de organização desse mundo material; este não pode ser enfrentado na vigência do sistema institucional. Para o pensamento conservador, o mundo material não é inexistente, mas secundário e irrelevante.

Vinculada à precariedade da ordem aparece, em termos de uma empiria idealizada, o caos; e vinculada à realidade institucional, que se opõe à precariedade, aparece o sistema institucional em sua perfeição. No caso do pensamento neoliberal, essa perfeição é o modelo do equilíbrio e da competição perfeitos.

Já o pensamento anarquista é bipolar, no qual o centro da realidade empírica é a realidade material de trabalho para a satisfação das necessidades, subjugadas pelo sistema institucional, em particular o sistema de propriedade e o Estado. Assim, a realidade do pensamento anarquista é uma realidade subjugada; o sistema institucional somente serve para explorar o trabalhador e condená-lo à miséria.

No que no pensamento conservador é o “nomos” que se legitima e sacraliza, no pensamento anarquista é o meio de subjugação da vida real e material. Dado que a vida material não é livre, não há nenhuma liberdade; a realidade subjugada do pensamento anarquista é uma realidade de miséria e sem liberdade.

O problema já não é o do caos que ameace a realidade a partir de fora, como crê o conservador, mas da realidade mesma, que é catastrófica, miserável e escravizante. Para o anarquista, o mal não é uma ameaça que se apresente contra a precariedade da ordem legítima, senão que está na raiz dessa ordem e, portanto, ela é ilegítima.

Por isso o enfoque anarquista é bipolar: a realidade presente é a de uma ordem de escravidão, enquanto que a ordem da liberdade é algo por se fazer. Realidade atual depravada e realidade futura libertada são os dois pólos. A realidade presente é catastrófica e depravada porque não há trabalho permanente, os salários são baixos, a jornada de trabalho é esgotante, o desprezo dos capitalistas pelos trabalhadores é irritante, e chocante o luxo, a abundância e o desperdício de que desfrutam, sem agregarem nada de socialmente útil, a não ser às custas dos trabalhadores.

Toda a realidade está dominada por esse novo senhor, o capital, que está por trás de todos os fenômenos da exploração. Trata-se de uma personagem anônima que corresponde ao que a teoria neoclássica chama “o mercado”, e que agora é vista como senhor opressor. O que oprime é uma estrutura social denominada capitalismo que forma os homens, divide-os em dominadores e dominados e os leva à confrontação.

O senhorio do capital nasce do direito da propriedade privada, onde se encontra a origem do conflito de todos contra todos e que permite aos proprietários concentrarem os frutos da força de trabalho explorada. Por trás do capital está, portanto, a origem do problema: a propriedade privada. Enquanto instituição, ela permite a subjugação do homem e sua escravidão assalariada.

A origem da propriedade privada remonta à pilhagem das terras comunitárias, seja como resultado de conflitos tribais, da acumulação de riquezas pelo capital mercantil que despojou de suas terras camponeses e senhores feudais, e das riquezas pilhadas pelas conquistas coloniais da Ásia, da África e da América Latina, com o que os conquistadores legitimaram sua propriedade e impulsionaram o capitalismo nascente, sob o amparo da força, motivo pelo qual essa instituição não tem legitimidade.

Para o anarquismo, a propriedade privada está na origem do Estado, pois o direito de propriedade cria também a necessidade do Estado pelo fato de que dá origem às desigualdades sociais, terreno fértil para todos os tipos de crimes. Os governantes são necessários unicamente sob um sistema de desigualdade econômica. Da desigualdade social derivam a autoridade e o Estado.

Entregue toda a sociedade ao capital e à sua acumulação, aparecem a lei e a moral burguesa para defender o proprietário do que ele considera crime, e que não é mais do que o resultado da desigualdade social criada pela propriedade privada. O Estado se faz, então, necessário para defender essas leis e moral burguesas. O homem é integralmente um escravo: escravo do capital e do Estado.

A alternativa anarquista é pela liberdade absoluta, negando toda autoridade e a condição de ser escravo de alguém. É uma alternativa tão polarizada e tão maniqueísta como no caso da teoria conservadora ou neoliberal, mas adquire uma forma inversa.

Para a teoria conservadora ou neoliberal, a liberdade é a afirmação da autoridade; para o anarquista, a autoridade é o conjunto da propriedade privada e do Estado, motivo pelo qual considera a liberdade liberal a escravidão. Daí porque, a liberdade é a superação de toda autoridade e da propriedade privada, o que, visto da teoria conservadora-neoliberal é precisamente a escravidão, o caos e a ameaça: o socialismo.

O aspecto central do projeto anarquista é o comunitarismo das terras e de todos os instrumentos de trabalho e, por paradoxal que seja, “a liberdade econômica” — mantra também, em outro sentido, da crença conservadora-neoliberal –, da qual derivaria a felicidade e a liberdade. A liberdade econômica não é senão deixar de ser escravos dos ricos e, por conseguinte, da autoridade. Assim, a liberdade do anarquista é, em última instância, a liberdade de cada um.

Temos assim a análise bipolar anarquista em termos de uma realidade subjugada presente e uma realidade liberada no futuro. É uma relação bipolar entre a realidade miserável de hoje e aqui, e uma realidade de vida plena no futuro, perfeitamente empírica. A partir da revolução, esta nova sociedade, esta vida plena, esta liberdade e felicidade se realizarão na terra. É uma bipolaridade entre morte e vida, morte presente e vida futura.

O anarquismo também tem sua bipolaridade de virtudes e vícios que se expressa em termos de orgulho e humildade. Os ricos não tem humildade. Quanto ao orgulho, a aceitação da igualdade de todos transforma a humanidade no orgulho e glória da terra. O orgulho dos de cima – que recusam a humilhação da igualdade – desonra a terra da mesma maneira que a humildade dos de baixo em relação ao orgulho dos ricos.

Nos conceitos éticos chaves de humildade e orgulho podemos ver a inversão que o pensamento conservador realiza com o pensamento anarquista. O que o anarquista considera como humildade virtuosa, o conservador vê como orgulho: a igualdade entre os homens. O que o conservador chama como humildade, para o anarquista é orgulho dos de cima em cumplicidade com a falsa humildade dos de baixo que se inclinam frente a esse orgulho. Para o anarquista, o orgulho e a glória da terra é a aceitação da igualdade e a construção da fraternidade, enquanto que para o conservador é exatamente o inverso: a aceitação da desigualdade.

A problemática do pensamento anarquista se torna patente quando se analisa a conceituação do trânsito desde a sociedade subjugada do presente ao futuro da liberdade. Como esse futuro é um futuro de relações sociais sem nenhuma institucionalização e sem autoridade, o anarquista não pode pensar o trânsito ao futuro em termos mediatizados; entre o presente e o futuro há um abismo sem nenhuma ponte institucional, sejam partidos políticos, organização ou o Estado.

A polarização absoluta entre dominadores e dominados se reproduz nessa polarização absoluta entre presente e futuro. Disso resulta que não há nenhum conceito de construção do futuro. O pensamento anarquista não tem nenhum conceito de práxis. Supõe que há uma força espontânea facilmente mobilizável nas pessoas, forças que estão trancafiadas pelas instituições da propriedade e do Estado, do capital e da autoridade.

O ato de destruição dessas cadeias do capital e do Estado liberará essa espontaneidade e fará florescer a nova sociedade de liberdade. Liberadas as pessoas, elas se levantarão e desenvolverão a espontaneidade que as fará encontrar, pelas relações diretas entre elas, uma ordem para sua espontaneidade. Desta colocação se segue que não haverá que se fazer concessões na luta revolucionária, eis que as cadeias têm que ser rompidas. Surge então o lema anarquista da ação direta que destrói para que o novo possa nascer.

Disso resulta a idéia de que não deve subsistir nenhuma ponte institucional para que se destruam realmente as cadeias e se possa despertar a espontaneidade livre dentro da nova ordem, ordem que não se institucionaliza senão que nasce com essa liberdade espontaneamente. “Já que forçosamente correrá sangue, que as conquistas que se obtenham beneficiem a todos e não a determinada casta social.”, dizia Flores Magón, célebre anarquista mexicano. Ou, no dizer de Bakunin: “A paixão da destruição é uma paixão criadora”.

No entanto, a esperança do nascimento de uma nova ordem não se realiza jamais. Há revoluções anarquistas – como a espanhola e a mexicana — mas não há sociedades anarquistas. Uma revolução anarquista pode vencer como ato vitorioso, mas não pode construir uma sociedade precisamente porque sua crença na espontaneidade a impede de entrar em um processo de construção da sociedade. Se bem toda criação traz consigo alguma destruição, nem por isso o inverso é verdadeiro, ou seja, uma destruição não acarreta, por si mesma, uma criação. E, quanto mais se destrói, mais difícil é a construção.

Por conseguinte, o anarquismo desenvolve uma grandiosa imagem da liberdade, mas não tem um modo eficaz de responder ao movimento conservador que o enfrenta. Frente ao movimento popular de clamor por justiça, o movimento conservador afirma as estruturas centrais da sociedade, o que Berger chama de “nomos” e Hayek “as regras gerais de conduta”. Isso porque o capitalismo não tem e em nem busca a capacidade de assumir tais anseios, daí que o conservador, em seu enfrentamento com os movimentos populares, convoca a ação repressora contra eles.

Se o enfrentamento se agudiza, tal ação conservadora não tem outra perspectiva senão que a aplicação da força, desembocando, ao final, no terror. O conservador realmente muda a sociedade em tais processos de enfrentamento, mas a transforma derivando sempre uma repressão maior. Sua perspectiva de aceleração é então a perspectiva fascista ou o Estado policial em qualquer de suas formas. Quanto mais fixamente interpreta o princípio central de sua sociedade, mas maniqueísta é sua posição e mais forte essa lógica, até a aplicação de medidas violentas e de força.

A seqüência anti-utópica sob a qual o conservador interpreta os movimentos populares de protesto social não é mais que uma criação fantasmagórica – uma projeção – à sombra da qual prepara sua própria aceleração de sua luta de classes desde cima e os passos seguintes ao terror conservador e à transformação de sua sociedade, cada vez mais estreitamente interpretada como uma fortaleza.

Disse Popper, o papa do liberalismo: “As instituições são como fortalezas. Têm que estar bem construídas e, ademais, propriamente guarnecidas de pessoas.” Hayek, o bispo neoliberal, acrescentou: “Quanto um governo está quebrado e não há regras conhecidas, é necessário criá-las para dizer o que se pode fazer e o que não se pode. E, nessas circunstâncias, é praticamente inevitável que alguém tenha poderes absolutos.”

A seqüência conservadora inversamente correspondente à seqüência anti-utópica que Hayek projeta nos movimentos populares, é, agora, sua própria polarização do poder. Tem três etapas: um sistema social fixo, invariável no tempo (o “nomos” de Berger, as “regras gerais de conduta” de Hayek, por exemplo), o questionamento popular do sistema capitalista, e a aceleração da agressividade antipopular até a reivindicação do poder absoluto.

O fato de o liberal reclamar esse poder absoluto como forma de que nunca mais haja poder absoluto é apenas um modo de legitimar esse poder em termos os mais estritos. Com efeito, para que nunca mais haja poder absoluto leva precisamente a este poder absoluto, que é um meio para tal fim, esta legitimidade irrestrita. O poder conservador se sacraliza – ainda que em termos secularizados – absolutamente. É valor absoluto, agora, porque a sociedade que ele defende é um absoluto histórico. Em termos desta dialética maldita, evita-se o poder absoluto legitimando-o hoje em nome de sua eliminação e desaparecimento futuros.
Podemos complementar a seqüência liberal-conservadora incluindo nela, agora, a própria seqüência anti-utópica:
a) a fixação do capitalismo liberal, invariável no tempo e concentrado nas regras de conduta do mercado, como as formula Hayek. O caminho da perfeição é elaborado em termos funcionais pelo modelo do equilíbrio e competição perfeitos;
b) o questionamento do protesto popular contra o sistema capitalista, por considerar utópico o questionamento do mercado, o que, em seu entender, resultaria impossível; seria o caminho para o caos e a servidão. À competição perfeita se contrapõe o caos; e
c) Há uma valorização absoluta do sistema determinado por regras de conduta do mercado como aproximação ao equilíbrio e competição perfeitos. Vida e morte se enfrentam: as regras gerais são a vida e o protesto social é a morte. E, para defender-se da morte tudo é lícito, não havendo limitações para tal ação. Reivindica-se o poder absoluto legítimo, sob a condição de que seja o poder que afirme para sempre as regras gerais de conduta. Enquanto as afirma, é o poder absoluto quem assegura que, no futuro, não haja mais poder absoluto.

Deste modo, o modelo do equilíbrio e da competição perfeitos se transforma em valor absoluto de toda a vida social. Aparece, assim, o totalitarismo do “mercado total”, com a perspectiva de sua “guerra total” enquanto guerra antisubversiva, seja nacional ou em nível mundial. É a ante-sala ao fascismo de hoje, ou melhor, a forma democrático-liberal que o fascismo assume.

Sem embargo, com sua recusa de uma mediação institucional do trânsito até uma sociedade libertada e com a insistência na ação direta, o anarquismo só consegue inverter a polarização e o maniqueísmo da sociedade burguesa contra a qual se insurge. Deste modo, aparece a violência anarquista contraposta à violência do sistema capitalista existente contra o qual o anarquista se rebela.

Não obstante, as duas posições são insustentáveis. À medida que o sistema capitalista se fecha e se transforma em uma fortaleza que substitui sua incapacidade de atender às necessidades básicas da população pela repressão policial, perde sua legitimidade ainda que tenha força militar e policial. Por outro lado, à medida que se espera da ação direta o trânsito a uma nova liberdade, se reforça a reação policial e repressiva do sistema.

Sem dúvida, qualquer rebelião anarquista – ainda que vença – já tem, em si, os germens da derrota, mas o mesmo vale para o sistema capitalista transformado em fortaleza. Este carrega em si o germe de uma profunda violência sempre exposta, finalmente, à tentação de uma violência fascista do “Viva a morte!”. É a ação direta das classes dominantes para recuperar das cinzas a sociedade passada.

A contraproposta do anarquismo, em última instância, não é somente contrária à propriedade privada: é igualmente contrária à propriedade socialista. Realmente, ela não nega apenas o Estado burguês, mas também o Estado socialista. Quando fala de propriedade comum, não fala de propriedade socialista, mas propriedade de todos, de acesso de todos.

O que o anarquista nega na propriedade privada não é apenas seu caráter privado, mas, em geral, seu caráter privativo. E, embora a propriedade socialista não seja privada, segue sendo propriedade privatista, cujo acesso e desfrute é regulado por regras de formas mercantil. O anarquista se rebela contra essa repressão à espontaneidade ao acesso aos bens.

A liberdade anarquista é uma imaginação, mas nem por isso é arbitrária. É uma imaginação de perfeição, não a partir de alguma institucionalização, mas a partir da vida concreta do homem que, através de seu trabalho, satisfaz suas necessidades. O modo de efetuar esse trabalho, de sentir as necessidades e de chegar a satisfazê-las é refletido pelo anarquista em termos de um progresso infinito.

Pensa o processo de intercambio com a natureza com cada vez menos dificuldades até chegar, pelo progresso infinito da abstração, à espontaneidade perfeita. Que tudo seja liberdade e que as necessidades mesmas sejam atendidas em forma de livre espontaneidade: isso é sua imaginação definitiva da liberdade.

Desde logo, frente a um processo infinito desse tipo, toda institucionalidade – sejam partidos políticos, relações mercantis, leis, Estado, planificação ou propriedade privativa de qualquer tipo – aparece como limitação e repressão da livre espontaneidade. A liberdade plena, para o anarquista, é criar uma ordem que não necessita de nenhuma institucionalidade: a ordem espontânea do pensamento anarquista.

A realidade é imaginada de uma forma que cada um, seguindo sua livre espontaneidade, realiza espontaneamente uma ordem complementar com as ações dos outros. Seria a realização do que Kant chamava de “a bela harmonia”, com o que o anarquismo se aproxima do idealismo alemão do séc. XVIII.

A liberdade anarquista é a liberdade de cada um escolher o caminho que quiser. Fazendo isso espontaneamente, e não guiado por leis do mercado nem leis ou planos do Estado, todos poderão fazer espontaneamente e em comum. Come-se do que se gosta, faz-se o trabalho que se quer e trabalha-se o tempo que a cada um bem aprouver. Dorme-se quando se está cansado e diz-se o que quiser nos jornais, livremente. Ninguém proíbe nada e tampouco nada falta a ninguém. Vive-se onde se gostar e engaja-se no trabalho que se quiser e as necessidades podem ser satisfeitas de acordo com os desejos de cada um.

É a sociedade do viver contra a sociedade do ter, na qual as coisas não estão à disposição de cada um, eis que são propriedade de alguém ou reguladas pelo Estado. Mas, como os homens têm necessidade, forçosamente têm que ter acesso aos bens; sem embargo, os que os têm podem condicionar esse acesso. Agora, não é o gosto o que leva a ganhar a vida, mas a necessidade., e ela impõe violar constantemente aquela espontaneidade original. Por cima da espontaneidade violada aparecem as preferências do consumidor. Assim, a “sociedade do ter” impede a livre espontaneidade da imaginada “sociedade do viver” anarquista.

Teoricamente, o pensamento anarquista nunca aparece em termos muito elaborados. É um pensamento rudimentar, de muito fácil acesso popular, que se propaga mais por palavras-de-ordem originais, discursos breves e mobilizações entusiastas do que por elaboração de grandes teorias. O tom é sempre o de elevar a efeverscência, de contagiar, de entusiasmar, lembrando, até, invocações bíblicas, que tratam de arrastar a humanidade inteira até o paraíso imediato.

Um modelo teórico de anarquia não existe, e provavelmente nunca existirá. Tais modelos se elaboram para a adoção de posturas frente à condução da economia e, no caso da planificação, para elaborar técnicas de planificação. Um pensamento antiinstitucional, como o anarquista, não pode ter tais técnicas e, portanto, não pode elaborar conceitos correspondentes.

Mas, se se pergunta pelas premissas de realização da anarquia, a resposta consistiria precisamente na referência aos supostos básicos de qualquer modelo de institucionalidade perfeita: conhecimento perfeito e velocidade infinita de reação aos fatores, os quais, quiçá, não seriam suficientes.

No entanto, há uma diferença de fundo. Os conceitos limites da institucionalidade perfeita levam sempre à contradição segundo a qual, ao se pensar a institucionalidade em sua perfeição, pensa-se em termos de ausência. Uma competição perfeita é a ausência da função real da competição; uma legitimidade perfeita é a ausência da função social da legitimidade; o acatamento perfeito das leis implica a ausência do sistema legal real.

No caso da anarquia não ocorre nada parecido. Pensar o intercâmbio do homem com a natureza, em termos de perfeição e liberdade total, não se abstrai, nem se explicita nem implicitamente, de sua realidade. Uma realidade imperfeita é, agora, perfeita, mas não aparece aquela contradição implícita que encontramos em todos os casos de uma conceitualização da institucionalidade em termos perfeitos.

Em todo o caso, a imaginação anarquista influenciou o desenvolvimento posterior do pensamento social. Mas, por sua vez, foi acerbamente criticada pela falta das mediatizações institucionais imprescindíveis em qualquer concepção revolucionária do trânsito da realidade subjugada presente rumo à liberdade no futuro.

Foi Marx quem pela primeira vez, e de forma aparentemente insuperável, efetuou essa crítica, iniciando, assim, a possibilidade de se construir uma sociedade futura que os anarquistas esperavam como resultado da livre espontaneidade surgida da destruição da sociedade anterior.

No pensamento neoliberal, o pensamento anarquista influi no grau em que este, durante os anos 1970, formula um “capitalismo radical” em termos de um capitalismo sem Estado, ao qual os autores correspondentes – em especial David Friedman e Robert Nozick – dão o nome de “anarquia”, daí o anarco-capitalismo de hoje. Trata-se de uma corrente à parte da corrente neoliberal, melhor dito, sua radicalização.

Assim, o neoliberal radical Hayek escreve a apresentação das publicações mais importantes de Nozick. Se bem que, no caso do pensamento neoliberal, os conceitos do pensamento anarquista são radicalmente mudados, os autores neoliberais sustentam uma continuidade de seus pensamentos com o pensamento anarquista clássico do séc. XIX.

Influências igualmente importantes tiveram os movimentos estudantis em maio de 1968, em Paris. Uma linha mais importante, na qual o movimento anarquista teve certa influência – principalmente por parte de certas reflexões e ações de Proudhon e Luis Blanqui –, foi o marxismo. Quando Marx se refere ao comunismo ou à “associação de produtores (trabalhadores) livres”, faz bem próximo da referência anarquista à liberdade, afirmada por Lenin em seu clássico “O Estado e a Revolução”, não terminado.

Mas, apesar dessa proximidade, há uma diferença profunda e notável, que parte do fato de que o pensamento anarquista não percebe nenhuma necessidade de uma mediatização institucional entre a ação revolucionária presente e a liberdade de uma nova sociedade a construir no futuro.

A análise marxista, em troca, centra-se nessa problemática da mediatização. Por conseguinte, este é um pensamento teórico mais aprofundado, diferentemente do pensamento anarquista, mais intuitivo em relação ao efeito imediato da mobilização popular para alcançar a revolução.

O pensamento marxista elabora as categorias teóricas de um pensamento de revolução social e penetra, especialmente, na mediatização institucional entre a ação revolucionária e a construção de uma sociedade futura. Marx pensa essa mediatização a partir do poder político, isto é, do Estado.

Segundo ele, não é a espontaneidade direta dos trabalhadores, camponeses, segmentos da classe média e outras frações sociais que leva à ordem espontânea da liberdade, senão que faz falta uma ação consciente e dirigida para a construção da nova sociedade que só o poder político pode conseguir. Com isso, muda a teoria da revolução e o trânsito em direção a uma nova sociedade.

Na visão marxista, a revolução já não é simplesmente a destruição do Estado como tal, mas a conquista do poder político por todas essas camadas em aliança, sob a liderança dos trabalhadores rurais e urbanos, para a manutenção do poder estatal-institucional. Entre a sociedade capitalista e a sociedade socialista se mantem uma ponte institucional que é precisamente o Estado, passando este durante a revolução da burguesia ao proletariado urbano e rural trabalhador. Segundo Marx, da revolução surge um novo Estado, e a revolução não é a destruição do Estado, tal como defende o pensamento anarquista.

Só o Estado, dessa forma controlado por uma grande aliança social liderada pelos trabalhadores urbanos e rurais, pode efetuar a mudança do sistema econômico que o anarquismo esperava da espontaneidade. Essa mudança se refere tanto ao sistema de propriedade como de toda a organização do trabalho, em que todos o efetuem em comum, baseado no valor de uso, e distribuam os frutos desse trabalho segundo suas necessidades.

Isso implica para Marx a abolição da propriedade privada e de todo o sistema mercantil de intercâmbio de produtos baseado no valor de troca. Somente assim a ação política baseada no Estado proletário poderá realizar a liberdade econômica e o livre desenvolvimento de todas as possibilidades de cada um. Essa libertação econômica possibilitará a posterior abolição do Estado, eis que , com a realização da divisão social do trabalho no sentido dessa libertação, se tornará supérfluo.

Assim, o pensamento marxista conquistou a hegemonia junto aos movimentos socialistas revolucionários, pois tem sido realmente o único capaz de orientar revoluções exitosas. Renunciar, na linha anarquista, à conquista do poder político, é renunciar à vitória da revolução. E a espontaneidade anarquista, embora bela, não passa de um mito. Pode balançar a sociedade capitalista, mas não pode superá-la.

As revoluções socialistas que fracassaram adotaram um sistema de planificação bem distinto do que Marx havia imaginado. Mas o havia pensado em termos de uma “organização dos produtores livres”, que se coordenariam através da planificação e que, em decorrência dela, poderiam renunciar ao uso de relações mercantis, compartilhando em comum tanto o trabalho quanto o consumo. Mas, os passos iniciais foram dados e cumpre, agora, aprender com os erros do passado e vitar as aventuras equívocas e, por último, mas não menos importante, as provocações.

Responder

    Mário SF Alves

    19 de junho de 2013 às 13h50

    Prezado Indio Tupi,

    Sua colaboração é imprescindível. E o texto já está na lista de favoritos. Obrigado.

    Biru-biru

    19 de junho de 2013 às 14h25

    Foi o Lula que escreveu, com certeza! Parabéns, presidente.

Elvys

19 de junho de 2013 às 12h33

“É possível que passeatas atrás de carros de som e líderes rotativos do próprio MPL no comando sejam a solução imediata que sindicatos mais à esquerda podem emprestar ao movimento, pois as atuais manifestações carecem deste elemento básico: o direcionamento conferido por quem fala mais alto” Boa, essa é minha preocupação e de muitos, a apropriação e desvio do discurso do MPL. Quem se habilita?

Responder

Jose Mario HRP

19 de junho de 2013 às 12h29

Não é o Pescocinho, nem o Bosta e Silva, muito menos o Agarrastazu Medici, e longe de ser o Biogeisel ficaria muito mal no cavalo como o Figayredo!
É o coronel Geraaaaaaldo!

Responder

Apoiar o MPL e rechaçar os fascistas | Marcos Aurélio

19 de junho de 2013 às 12h18

[…] É hora de defender o MPL por Lincoln Secco e Antonio David (Reproduzido do blog Viomundo, aqui) Em célebre imagem do Manifesto Comunista Karl Marx mostra um feiticeiro que perdeu o […]

Responder

Hector

19 de junho de 2013 às 12h01

Quem vai lhes dar o que pedem?
Por acaso a mídia vai dar transporte de qualidade, educação, saúde, moradia?
Será o neoliberalismo que vai dar ônibus de graça? Escola pública?
Serão os empresários? O industriais? Os ruralistas?
Vamos derrubar o Congresso, e quem vem no lugar? Um Presidente com super poderes? O Aécio? O Campos? A Marina?
Ou vão chamar os militares? As fardas vão acabar com a repressão da PM? Vão acabar com a corrupção? Com a criminalidade? Vão cumprir as decisões do STF?
Você que tá ai reclamando contra tudo, cantando bordões sem saber o significado. Você que não sabe o que quer, mas quer agora. Você que é contra violência da PM nas manifestações, mas acha que direitos humanos só protegem vagabundos. Você que quer escola e saúde de qualidade, mas não quer pagar imposto. Você que chama o governo e os políticos de corruptos, mas não cobra um empresário por corromper. Você que quer que o MP investigue, mas não quer que investigue o Cachoeira e o Demostenes. Enfim, VOCÊ, que quer democracia destruindo as instituições democráticas.
Acha mesmo que está mudando o Brasil?
Você é mesmo um grande avanço no retrocesso!
http://botecopolitik.blogspot.com.br/

Responder

    Vlad

    19 de junho de 2013 às 12h57

    COMO ASSIM “DAR”??
    Os impostos que pagamos já “dão” para tudo isso e muito mais.
    Basta pararem de roubar e agraciar as empreiteiras, o Eike e demais apaniguados que sobra dinheiro para isso e muito mais.
    Fora a incompetência, que nem precisamos incluir na conversa.
    O grande barato do PT é ameaçar com a volta dos tucanos.
    Ninguém quer os tucanos e nem vocês mais, pois que são esterco da mesma pocilga.
    FORA !!!

    Wolf

    19 de junho de 2013 às 15h02

    Os impostos são canalizados para pagamento de juros aos rentistas.

Alemao

19 de junho de 2013 às 12h01

Entendi, os fascistas são aqueles no meio dos manifestantes que acusam a corrupção (tendo como alvo o PT), e aqueles que partem para a violência e depredação. As invasões da reitoria na USP, acompanhadas de depredação, tb estavam sob o comando dos fascistas de direita?

É muito fácil fazer revolução assim. A parte negativa sempre pode ser jogada nas costas do sistema, das zelite, das condiçṍes de temperatura e pressão, e a parte positiva fica tudo pros cupinchas.

Responder

    Edfg.

    19 de junho de 2013 às 14h38

    Prezado, quando o muro caiu imediatamente os comunas passaram a dizer que aquilo que todos eles chamaram de comunismo durante mais de 70 anos (sem qualquer contestação, diga-se) era “capitalismo de estado”. Como se engana esse pessoal, não? É a mesma coisa agora.

    rodrigo

    20 de junho de 2013 às 00h23

    Não, tinha gente falando disso pelo menos desde a década de 60. Ou você acha que o partidão rachou porque? Geração espontânea?

    Edfg.

    20 de junho de 2013 às 08h11

    Errado de novo. O Partidão rachou porque aqueles que fundariam o futuro PC do B não aceitou as críticas de Krushov a Stalin, esse grande humanista. Mas taí, me aponte um único autor que tenha dito isso NA DÉCADA DE 60 e eu reconhecerei meu erro.

Odonir

19 de junho de 2013 às 11h52

Concordo com tudo que está aqui explicitado.

Parabéns pela clareza.

Responder

    Ted Tarantula

    19 de junho de 2013 às 13h36

    parece que vc é modelo de leitor que os blogs procuram: o que concorda com tudo..

    Rosemary LULA

    19 de junho de 2013 às 14h04

    A única unanimidade que esiste é o eterno presidente Lula. Lula, volta! O povo te adora.

Evandro

19 de junho de 2013 às 11h51

Quem avisava que isso iria acontecer, era chamado de “governista cego”…

Parabéns aos sabichões da esquerda… colocaram a direita na rua…

Responder

    Leo V

    19 de junho de 2013 às 12h00

    Quem colocou a direita na rua foi a grande mídia, a mídia burguesa, que o governo do PT não teve coragem de enfrentar com uma Lei dos Meios.

    Agora os anticapitalistas não podem ser organizar em movimentos sociais porque o PT é menos pior mesmo não fazendo quase nada?

    Fora isso, o PT tem sido tão subserviente ao discurso da direita que até incorporou no discurso da Dilma sobre as manifestações a tentativa da direita de manipular a pauta e o significado: sim, a própria Dilma disse no seu discurso que ouve o clamor das ruas, que é contra a corrupção!

    O próprio governo federal ajuda a desviar o foco da pauta concreta da redução da tarifa e favor da tentativa da direita em apontar um descontentamento difuso e contra a corrupção!

    Samir Yeah

    19 de junho de 2013 às 15h03

    Leo V:
    “[…] Agora os anticapitalistas não podem se organizar em movimentos sociais porque o PT é menos pior mesmo não fazendo quase nada?

    […] O próprio governo federal ajuda a desviar o foco da pauta concreta da redução da tarifa e favor da tentativa da direita em apontar um descontentamento difuso e contra a corrupção!”

    — Excelente análise!

Tor

19 de junho de 2013 às 11h51

O Governo Federal tem que aproveitar o momento e ALTERAR, por força de lei, o modo como se faz

propaganda junto à imprensa. Por que o governo tem que PAGAR UMA FORTUNA à GLOBO, BAND, SBT,

RECORD, etc. para demonstração de suas ações. Isso deve ser pensado imediatamente!!! Façam isso

agora!!!!! Essa imprensa que, através de atos absurdos como o COLAR DE TOMATES da Ana Maria Braga para

criar INFLAÇÃO na cabeça de muitos, tem que ter obrigações também com o país!!!! Essa economia daria

muito bem para baixar as tarifas no transporte. Devemos levantar essa BANDEIRA!!!!

Responder

    emanoel

    19 de junho de 2013 às 13h31

    Em tempo? Parabéns.

Adilson

19 de junho de 2013 às 11h37

O MPL é um movimento de reivindicações justas e legítimas, que deve ser apoiado sim pois pressiona o poder por transformação social e isso é fundamental na democracia.

Agora, esse aglomerado gorduroso de musas da globo, marchinhas e bandeirolas, que ataca até trabalhadores e caiu no deleite da grande mídia, pra mim não.

NÃO EXISTE MOVIMENTO SOCIAL DE MASSA APOIADO PELA DIREITA MIDIÁTICA

Bastaram três dias, para a Globo dar a sua forma a esse movimento do “Cansei geral mas não sei bem de quê!”: Contra a política (leia-se o governo que execram), contra a corrupção (qualquer semelhança com o golpe de 64..) e contra tudo e pronto (ou seja sem ideologia nenhuma que não seja a que seus mestres “colonistas” lhe imputarem dia e noite)

Que papo é esse que o povo acordou?! Os estudantes de uma escola na Barra da Tijuca “acordaram” ontem e interditaram a Av. das Américas. Só lembrando, na ultima eleição essa mesma garotada, numa enquete ,deixou Emayel (O democrata cristão) em quarto e por ultimo a Dilma.

Da minha parte, e a dos vários companheiros de luta, já estamos acordados e nas ruas há muito tempo, marchando juntos e gritando, não “contra tudo isso que tá aí”, mas sempre com um objetivo, seja ele o prefeito o governador (e até presidente progressista que se cala diante das remoções), seja na luta dos professores, pela democratização da mídia, contra corruptos como Ricardo Teixeira, etc

Não me lembro de ter visto a Yasmim Brunet e Bruno Gagliasso , em nenhuma dessas lutas…Não me lembro de Ana Maria Braga, Luciano Huck e Luana Piovanni abraçando nenhuma das nossas causas . Muito pelo contrário, lembro sim como na semana passa mesmo, VEJA GLOBO etc_ descendo a lenha sem perdão no Movimento social, e dando porrada ideológica no lombo da classe trabalhadora. Que papinho é esse agora de que tamo junto e misturado?

No começo achei muito bom ver o povo nas ruas, pressão no governo (que votei) cada vez mais conservador…Hoje, pelo menos por ora, me nego a dividi-las com os “filhos dos cansados”

ps: Força ao MPL!

Responder

    Hector

    19 de junho de 2013 às 12h05

    O MPL já declarou há dias que não tem mais o controle. A questão não é mais o MPL ou se a causa é justa é ou não. É o fogo que foi causado e quem vai ganhar a rua o que está em jogo agora.]

eunice

19 de junho de 2013 às 11h31

Só lembrando:

Será mesmo que o movimento de ocupação da USP era por maconha?

Pode não ser. Podia haver infiltrados. e não nos demos conta.

Onde há muito moralismo já se sabe…

Responder

Mário SF Alves

19 de junho de 2013 às 11h29

“Mais fraco e sem uma direção tradicional, ele tem que aprender no calor da luta a recuar para avançar depois.”
______________________________
E não seria essa a grande oportunidade de se permitir e contribuir na mais sublime das educações, o nascedouro de toda a educação, a educação política da juventude?
___________________________________
Veja bem. Não estou me referindo a manipulação política, não! Falo de educação.
________________________________________
Então, estamos esperando mais o quê?

Responder

Carlos de Sá

19 de junho de 2013 às 11h29

Muito bom o texto, principalmente o fechamento.
A saída é baixar a tarifa e abrir um diálogo sobre mudanças estruturais nos transportes. A diretriz é ratear os custos das passagens igualitariamente entre usuários, poder público e empresários.
O próprio Haddad já deu a senha.
Aí veremos como vão reagir os oportunistas com seu facismo.

Responder

von Narr

19 de junho de 2013 às 11h29

Sindicatos??? Os autores não estiveram nas mesmas passeatas que eu. O esboço de participação sindical tem sido abertamente hostilizado pela maioria. Para eles, partidos são todos iguais aos sindicatos, ou seja, grupos de bandidos que roubam e mentem. Essa juventude que inunda as ruas é de classe média e a maioria é daquele tipo que pede morte aos nordestinos e chama programa social de bolsa-miséria. Não se enganem, a esquerda foi atropelada no processo. Ou vocês acham que movimento que ataca o governo Dilma (ou “governo” que eles atacam é outro?), que bota a culpa de tudo no governo e não levantou uma única palavra de ordem contra a burguesia é de esquerda? Na Venezuela há um bom tempo que essa juventude bonita, pacífica, alegre e consciente se levanta contra as organizações populares. Fala sério, movimento apoiado pela Globo!

Responder

    Leo V

    19 de junho de 2013 às 12h02

    Os autores falam em utilizar carro de som emprestado por algum sindicato (já que o MPL não possuiu carro de som), apenas isso.

    von Narr

    19 de junho de 2013 às 19h18

    Sim, mas carro de som de sindicato vem com logotipo na chapa. Assim que a grande massa direitista soubesse que tinha envolvimento de sindicato de trabalhador, iria começar as hostilidades.

Jose Mario HRP

19 de junho de 2013 às 11h29

O país não tem crise economica, porque país com 05% de desemprego é país com pleno emprego!
Moral?
Pode ser, mas antes fala o cansasso com as promessas não cumpridas.
Há emprego, mas falta qualidade nos serviços estatais e na licitação de obras e compras governamentais, podres já na lei!
Acordem politicos.

Responder

    Rosemary LULA

    19 de junho de 2013 às 14h23

    Não há crise nenhuma, não há inflação, nunca houve mensalão – Lula não sabia – e não existem manifestações. Fora Aécio!

    Urubulino Coimbra

    19 de junho de 2013 às 15h56

    Cansaço eu tenho de quem escreve cansaço com ss.

Djijo

19 de junho de 2013 às 11h19

Porque não há manifestações contra religiões, que são forças que também cooptaram os poderes políticos para seus currais e interesses? Teria alguma seita a ver com isso? Devagarinho foram fazendo cabeças nos catecismos e doutrinações desde crianças e de repente estão todos agindo não se sabe de onde?

Responder

Leo V

19 de junho de 2013 às 11h17

Muito boa análise.

Eles entendem o movimento.

Também já pensei que carro de som seria uma opção tática para expurgar os rumos direitistas que estão tentando colocar.

O porém é a massa na rua rejeitar o carro de som e assim rejeitar as próprias lideranças do MPL, e ele perder alguma legitimidade perante os que estão nas ruas. Digo isso porque já vi algo parecido acontecer (a rejeição ao carro de som) em outra cidade em anos passados.. e a manifestação não tinha nenhum tom direitista, era apenas uma rejeição a carros de som e “lideranças” por parte da juventude que ia às ruas contra aumento de tarifa de transporte.

Aqueles que estão nas ruas de São Paulo, do próprio MPL,l é que podem sentir o momento.

Responder

    assalariado.

    19 de junho de 2013 às 13h01

    Caríssimo Leo V, você está arrasando nos seus comentários.

    Saudações Socialistas.


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