VIOMUNDO

Diário da Resistência


Santayana: Matar poetas tem sido o grande prazer dos fascistas
Política

Santayana: Matar poetas tem sido o grande prazer dos fascistas


11/02/2013 - 10h19

Pablo Neruda

Como se matam os poetas

por Mauro Santayana, em seu blog

A justiça chilena determinou a exumação dos restos mortais do cidadão chileno Neftaly Ricardo Reyes, o poeta Pablo Neruda. Suspeita-se que Neruda tenha sido envenenado pelos esbirros de Pinochet, dias depois da morte de Allende, no golpe de 11 de setembro de 1973 – há quase 40 anos. Neruda, que se preparava para asilar-se no México – em uma concessão dos golpistas, sob pressão internacional – foi internado em uma clínica, com uma crise prostática. Ali, segundo denúncia de seu motorista, recebeu a falsa medicação que o matou.

Os poetas – e poucos que redigem poemas conseguem ser realmente poetas – pertencem a outra espécie de seres humanos. Encontram-se na vanguarda das emoções e dos sentimentos. Isso leva a maioria deles a desfazer-se dos escolhos das circunstâncias e exilar-se em geografia e tempo alheios, mas sem perder a bússola da realidade, sem perder sua paisagem e sem perder o seu povo.

O Chile teve dois prêmios Nobel de Literatura. O primeiro foi outorgado, em 1945, a Lucila de Maria del Perpétuo Socorro Godoy Alcayaga, que usou o nome de Gabriela Mistral. Pablo e Gabriela foram amigos. Quando Gabriela fez 15 anos, em 1904, Neruda nasceu. Gabriela, com seu nome literário, homenageou dois grandes poetas de seu tempo, o italiano Gabriele d’Annunzio e o francês da Provença, Fréderic Mistral.

Pablo Neruda, com seu pseudônimo, prestou  homenagem ao grande poeta tcheco  do século 19, Jan Neruda – que denomina a mais bela das ruas de Praga e uma das mais bonitas do mundo, a que saí de Mala Strana e sobe ao castelo de Hradcany. Os quatro, ícones e discípulos, tiveram a marcá-los o sentimento nacionalista.

Matar poetas tem sido o grande prazer dos fascistas contemporâneos e dos tiranos de todos os tempos. O assassinato de Federico Garcia Lorca é conhecido. O autor de Romancero Gitano, traído, por medo, pelo amigo que o escondera, foi fuzilado nos primeiros dias da insurreição de Franco, por ordem do general Queipo de Llano. Neruda – que foi um dos melhores amigos do povo brasileiro – pretendia, do exílio, lutar contra Pinochet.  É o que parece ter ocorrido contra Pablo Neruda. Matar de forma dissimulada é uma prática também dos serviços norte-americanos, como a CIA reconhece.

Há várias formas de matar os poetas. O fascismo, sendo o avesso do humanismo, é o assassinato permanente da poesia – e dos poetas. O franquismo, além de fuzilar  Lorca, matou de tifo e tuberculose, na prisão, Miguel Hernández, aos 31 anos; e alguns outros, como Antonio Machado, de tristeza, solidão e angústia, no exílio, como Antonio Machado.

Mesmo que não houvesse sido envenenado, Neruda morreu com o golpe. Morreu com os escolhidos no Estádio Nacional de Santiago, e chacinados por ordem do usurpador. Morreu com sua gente.

Leia também:

Roberto Amaral: “O risco é imolar-se nas teias da pequena política”

Willian Vieira: As sementes reacionárias

Miguel do Rosário: O ódio contra a democracia

 





50 comentários

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Ted Tarantula

13 de fevereiro de 2013 às 10h08

certo, ta bom…matar poetas é uma coisa muito feia, não deviam fazer isso..mas assim? sem exceção?? nem o Ferreira Gullar??/

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Jotace

12 de fevereiro de 2013 às 17h28

IMPERDÍVEL

Notável o pronunciamento da líder da Juventude Internacional Socialista, Beatriz Telegón, no Congresso da IS em Cascais, Portugal. O vídeo (site abaixo) apresenta o discurso completo. Jotace

Credito: Captura youtube11/02/13.

-Beatriz Talegón, de la Unión Internacional de Juventudes Socialistas, pone los puntos sobre las íes a líderes socialistas de todo el mundo acusándoles de ser los responsables de la grave situación actual, mientras estaban reunidos en un hotel de cinco estrellas en Cascais (Portugal) para celebrar el encuentro del Consejo de la Internacional Socialista.

“Me sorprende mucho cómo pretendemos remover la revolución desde un hotel de cinco estrellas en Cascais, llegando en coches de lujo. Me pregunto de verdad si nosotros podemos darle a los ciudadanos una respuesta cuando vosotros, líderes políticos, les decís que los entendéis, que sufrís porque somos socialistas. ¿De verdad sentimos ese dolor aquí dentro?, ¿de verdad podemos entender lo que estamos pidiendo al mundo desde un hotel de cinco estrellas?”

“Desgraciadamente, no hemos sido los socialistas del mundo los que hemos animado a la gente a salir a la calle ni a movilizarse, y lo que debería dolernos es que ellos están pidiendo democracia, están pidiendo libertad, están pidiendo fraternidad, están pidiendo una educación pública, una sanidad pública y nosotros no estamos ahí”.

“Vosotros, líderes, mal llamados líderes porque sois los responsables de lo que está pasando”.

“Luego os llenaréis la boca en vuestros discursos hablando del desempleo juvenil, de que os preocupan mucho los jóvenes: no os preocupamos en absoluto porque nos tenéis aquí y ni siquiera venís a preguntarnos cuál es nuestro punto de vista”.

“Tenemos mucho que decir porque a la gente le interesa saber qué piensan los jóvenes, porque somos nosotros los que estamos pagando las consecuencias de vuestra acción o de vuestra falta de acción”.

Video Fuente: http://www.youtube.com/user/PostDigitalSpain?feature=watch

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H. Back™

12 de fevereiro de 2013 às 16h04

Os fascistas e tiranos de todas as épocas, sem exceção, não podiam conviver com alguém que prega a liberdade e igualdade. Isso era totalmente contra o que os fascistas acreditavam.

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Suely Farah

12 de fevereiro de 2013 às 13h56

Você está correto, Santayana, os ditadores, civis, empresariais, militares e/ou religiosos sempre matam a poesia, independentemente de assassinarem ou não os poetas. Neste caso, o de Neruda, vale investigar e, simbolicamente, punir, mesmo que tardiamente.

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J Souza

12 de fevereiro de 2013 às 00h26

Se o carnaval fosse realmente popular, não seria propriedade de uma emissora, apenas para enriquecê-la. Seria aberto, para alegria de todos que quisessem assistir, de qualquer lugar do país.
Idem futebol…

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Nelson

12 de fevereiro de 2013 às 00h05

Alguns comentaristas não conseguem admitir qualquer crítica, por mínima que seja, a seus amos, adorados amos. E ficam tão possessos que o resultado de tanta raiva é a cegueira, que os impede de enxergar as coisas tal como estão expostas.
“O fascismo, sendo o avesso do humanismo, é o assassinato permanente da poesia – e dos poetas”, assim escreveu o Santayana, de forma límpida e clara, sem especificar se de direita ou de esquerda.
Ao mencionar a CIA e alguns ditadores queridinhos dos governos dos EUA, o eminente jornalista provocou a ira desses comentaristas.

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Jotace

11 de fevereiro de 2013 às 23h59

Belíssimo na forma – e nos sentimentos – o artigo de Mauro Santayana sobre o grande Neruda. O maravilhoso literato, que amava e degustava as palavras. E das quais tanto se utilizou em sua defesa constante dos excluídos em todas as partes do mundo. Desde os mineiros nas altitudes andinas em suas hórridas condições de trabalho e aonde lhe ocorreram os mesmo sentimentos de uma “Pátria Grande” como a Bolívar, até os habitantes das mais remotas regiões do mundo como o Sudeste Asiático, por exemplo. Nela acompanhou de perto o sofrimento dos povos espoliados e serviu ao Chile como Cônsul em três países. No Sri-Lanka, antigo Ceilão, desagradou aos seus pares, ou às altas autoridades imperiais, porque frequentava os cafés e apreciava o povo, seus costumes, e a música dos povos daquela colônia inglêsa. Pois ela, apesar de rica e de rara beleza, era praticamente ignorada pelos que se chamavam orgulhosamente os “filhos de Albión”. Numa das minhas duas viagens à por mim tão querida região, visitei todos aqueles países em que viveu (ou representou o Chile) e nos quais sua lembrança sempre me acompanhou de perto…Na Espanha, país onde seria executado se não fugisse, uma vez que suas producões literárias, amigos e pensamento político não eram bem vistos pela besta franquista, foi o amigo de todas as horas de Garcia Lorca e de outros grandes poetas ou escritores. Premiado com o Nobel da Paz, que à época não era concedido senão a verdadeiros merecedores, teve a nobreza de votar em Nehru anos depois para o Prêmio Lênine da Paz em Moscou, ainda que o agraciado o tivesse praticamente expulsado da Índia quando ali esteve batalhando pelos excluídos. Neruda deixou uma inusitada produção literária com poesias ou textos maravilhosas que foram como uma mensagem de amor à Natureza, à Mulher, ao Amor, à Humanidade e à Paz. Dele guardo com muita estima o livro “Confieso que he vivido” (Plaza & Janés Editores, S.A. (Espanha, 2002). E no qual, quase em 500 páginas de sabores literário e poético maravilhosos, o texto com que abre o Capítulo I (El Joven Provinciano) e intitulado “El Bosque Chileno” é no meu entender uma obra prima de sensibilidade em sua descrição e amor à Natureza. Grato ao Mauro Santayana e ao Carlos Azenha, ao primeiro por escrever e ao segundo por difundir o ato do Juíz chileno que buscaria esclarecer as causas de inesperada e estranha morte de Neruda. Embora, como bem o escreveu Santayana, ele de fato “morreu com os escolhidos no Estádio Nacional de Santiago, e chacinados por ordem do usurpador”… Jotace

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ZePovinho

11 de fevereiro de 2013 às 22h50

Matar insiders que denunciam que grande parte dos atentados terroristas são cometidos pela direita dos países ocidentais também:

http://www.voltairenet.org/article177466.html

Claude Covassi ya no podrá publicar su investigación sobre el PJAK y el UCK

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Claude Covassi, fundador del sitio Mecanopolis.org, ha fallecido a la edad de 42 años.

Como oficial de la inteligencia interior suiza (Servicio de Análisis y Prevención, SAP), Claude Covassi se infiltró en la Hermandad Musulmana (Operación Memphis), por orden de sus superiores. Cuando estos últimos le ordenaron que organizara un atentado dinamitero que debía ser imputado al director del Centro Islámico de Ginebra, Hani Ramadan, Claude Covassi se negó a cometer un acto que estimó contrario a su sentido del honor. Luego de una persecución que lo condujo a buscar refugio en España y Egipto, finalmente logró que la Delegación de Comisiones de Gestión del parlamento suizo abriera una investigación sobre su caso. Los diputados cerraron el caso con una solución amigable, evitando así toda posibilidad de proceso jurídico, tanto en contra del agente perseguido como del SAP.

En el momento de su muerte, Claude Covassi trabajaba para una compañía de seguridad y organizaba cursos de sobrevivencia.

Desde hace año y medio había emprendido una investigación sobre el papel del PJAK y el UCK en el narcotráfico en Europa. El PJAK, financiado por Estados Unidos, Israel y Alemania, es una organización kurda que se ha atribuido numerosos atentados terroristas perpetrados en Irán y que dispone de un poderoso gabinete de cabildeo en Bruselas. El UCK es la organización armada kosovar cuyo líder se convirtió en primer ministro del no reconocido Estado de Kosovo. De 1997 a 1999, el UCK desató contra Serbia una intensa campaña terrorista, cuya represión fue utilizada para justificar la intervención de la OTAN. Los comandos del UCK eran entrenados por miembros de las fuerzas especiales de Alemania en una base de la OTAN situada en territorio turco.

Durante los últimos meses de su vida, Claude Covassi fue objeto de intensas presiones para obligarlo a abandonar su investigación. El 19 de noviembre de 2012, el diario suizo Le Temps arremetía contra él en su primera plana únicamente para dar a conocer que el periodista francés Thierry Meyssan lo había invitado a viajar a Irán, donde Covassi comenzó sus investigaciones sobre el PJAK.

Claude Covassi tenía prevista para esta semana la publicación del resultado de su investigación, pero fue encontrado muerto en su cama. Según la policía de Ginebra, su muerte fue provocada por una sobredosis de cocaína. No se sabe, por el momento, si absorbió la droga por su propia voluntad u obligado por alguien. También se desconoce si la droga llegó a través del PJAK, del UCK o por otra vía.

Claude Covassi fue para nosotros un gran amigo y compañero de lucha con quien teníamos contactos regulares y cuyo trabajo seguíamos de cerca. La Red Voltaire expresa por este medio sus más sentidas condolencias a su familia y amigos.

Responder

    ZePovinho

    11 de fevereiro de 2013 às 23h28

    Esse fato está ligado à pesquisa de Danielle Ganser,que escreveu 10 capítulos sobre o envolvimento dos governos europeus,Inglaterra e EUA nos atentados terroristas na Europa dos anos setenta e oitenta.
    A história começou a aparecer quando o juiz Felice Casson provou que na Itália os exércitos terroristas da OTAN(Gladio) fizeram vários atentados atribuídos às esquerdas:

    http://www.voltairenet.org/article163083.html

    Los ejércitos secretos de la OTAN (I)
    Cuando el juez Felice Casson reveló la existencia de Gladio…
    por Daniele Ganser

    La Red Voltaire emprende la publicación seriada de la obra de referencia sobre la actividad de los servicios secretos de la OTAN desde la creación de la alianza atlántica hasta los años 1990. A pesar de ser un trabajo de historiador, esta investigación sobre Gladio es mucho más que un simple tema histórico ya que está íntimamente ligada a nuestra vida diaria. Esa estructura secreta sigue estando activa y los Estados europeos se mantienen aún bajo el tutelaje anglosajón, como lo demuestran las investigaciones parlamentarias sobre los secuestros perpetrados por la CIA desde el año 2001. La comprensión de la política en Europa se hace imposible sin un conocimiento preciso de las redes «Stay-Behind». Esta primera entrega relata el descubrimiento de Gladio por parte de los magistrados italianos a finales de los años 80.

    Nelson

    12 de fevereiro de 2013 às 14h21

    Meu caro Zé. Eu li todos os capítulos do excelente trabalho do historiador suíço Daniele Ganser. No final, fica a certeza, ainda maior, do imenso apodrecimento moral da sociedade ocidental.

    É inadmissível pensarmos, nem que seja apenas de passagem, que boa parte desses jornalistas e comentaristas que aparecem a nossa frente com uma aura de gente séria, acima de qualquer suspeita, quase que diariamente, não seja sabedora do que ocorreu na Europa com a operação Gladio. É inadmissível imaginarmos que eles não saibam quem foram os perpetradores dos atentados terroristas.

    Daí a conclusão de que somente um apodrecimento moral de grandes proporções pode explicar seu silêncio e conivência com tantos crimes. Conivência que se perpetua, haja vista que o terror patrocinado pelos EUA e outros Estados ditos democráticos segue impune e fazendo milhares de vítimas.

Jotace

11 de fevereiro de 2013 às 20h36

Nem vale a pena comentar o escrito – e o comportamento- abjetos do Sr. Villa. São evidentemente produtos da mente enferma de um escriba pouco favorecido em busca de destaque. Sinto realmente imensa tristeza por seus alunos! O que se dá na realidade é que tanto Dilma como Lula parecem acreditar que, fazendo concessões imensas aos poderes e piratas internacionais, e seus servos brasileiros, teriam condições de ao menos fazerem um governo com algumas (efetivas) realizações. O buraco é mais em baixo e é inexplicável que disso os governos petistas (nos quais também votei) não tenham se inteirado após tantas amargas experiências. A canalha midiática jamais que se fartará das benesses porque o seu alvo é o todo, é a nação brasileira e todas as suas riquezas, e torná-la uma grande nação-escrava. Talvez não exista no mundo um governo tão democrático quanto o da Venezuela, mas é vilipendiado todo dia pela mesma quadrilha de imprensa da qual faz parte o Estadão e que, só nos tempos recentes, apoiou na América do Sul os golpes de estado na Venezuela, Equador, e Bolívia. E que, da mesma forma, apresenta Chávez como ditador e tenta ridicularizá-lo através até de notícias mentirosas, fotos falsas e programas de TV como os da Rede Globo. Mas as riquezas da Venezuela estão hoje mais ao alcance do povo do que em todos os seus anos de república e que dificilmente os poderes-piratas as terão de volta. O que Dilma poderia fazer em benefício do Brasil, do povo brasileiro que nela tanto confiou, seria tornar seu governo mais respeitado e mais soberano do que tem sido especialmente no que tange às concessões do patrimônio da pátria, que ela jurou respeitar. Para isso caberia também limitar as benesses que distribui com a grande imprensa e estimular blogs sabidamente ao lado do povo. Em tudo existe um limite e ela sabe muito bem que existem providências que podem ser tomadas, dentro da constituição, dentro de todas as boas normas democráticas. Um abraço pra todos do blog! Jotace

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Don Chicho

11 de fevereiro de 2013 às 18h50

Na mesma clínica mataram, ops, perdão, morreu o Eduardo Frei Montalva.

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hc.coelho

11 de fevereiro de 2013 às 17h17

Aposto que 99,99% desta turma não sabe que o renan foi MINISTRO DA JUSTIÇA

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Fabio Passos

11 de fevereiro de 2013 às 17h09

“É preciso não ter medo,
é preciso ter a coragem de dizer.

Há os que têm vocação para escravo,
mas há os escravos que se revoltam contra a escravidão.

Não ficar de joelhos,
que não é racional renunciar a ser livre.
Mesmo os escravos por vocação
devem ser obrigados a ser livres,
quando as algemas forem quebradas.

É preciso não ter medo,
é preciso ter a coragem de dizer.

O homem deve ser livre…
O amor é que não se detém ante nenhum obstáculo,
e pode mesmo existir quando não se é livre.
E no entanto ele é em si mesmo
a expressão mais elevada do que houver de mais livre
em todas as gamas do humano sentimento.

É preciso não ter medo,
é preciso ter a coragem de dizer.”

Rondó da Liberdade
Carlos Marighella

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Caracol

11 de fevereiro de 2013 às 14h04

Essa é a acusação feita por Henry Miller, grande escritor americano vítima da censura acadêmica e comercial de seu próprio país: no “A Hora dos Assassinos” ele revela a perseguição dos poetas pelos fascistas (de direita ou de esquerda). O fascista não consegue conviver com a contradição, a incerteza e a diversidade.
Quem sabe o papa, sendo um pragmático alemão (vide Kant, Hegel, Schopenhauer‎ e um pelotão de tantos outros),renunciou por isso mesmo? Por não conseguir conviver com as contradições de uma Igreja?
Apesar dos fascistas, haverá sempre gente honesta e haverá sempre Poesia.

Responder

FrancoAtirador

11 de fevereiro de 2013 às 13h44

.
.
Lo unico que tengo
(Victor Jara*)

Quién me iba a decir a mí,
cómo me iba a imaginar
si yo no tengo un lugar
si yo no tengo un lugar
si yo no tengo un lugar
en la tierra.

Y mis manos son lo único que tengo
y mis manos son mi amor y mi sustento
Y mis manos son lo único que tengo
Son mi amor y mi sustento

No hay casa donde llegar,
mi paire y mi maire están
más lejos de este barrial
más lejos de este barrial
más lejos de este barrial
que una estrella.

Y mis manos son lo único que tengo
y mis manos son mi amor y mi sustento
Y mis manos son lo único que tengo
Son mi amor y mi sustento

Quién me iba a decir a mí
que yo me iba a enamorar
cuando no tengo un lugar
cuando no tengo un lugar
cuando no tengo un lugar
en la tierra.

Y mis manos son lo único que tengo
y mis manos son mi amor y mi sustento
Y mis manos son lo único que tengo
Son mi amor y mi sustento

(http://www.youtube.com/watch?&v=TYUlTwytFcM)
.
.
Plegaria A Un Labrador
(Victor Jara*)

Levántate y mira la montaña
de donde viene el viento, el sol y el agua.
Tú que manejas el curso de los ríos;
Tú que sembraste el vuelo de tu alma.

Levántate y mírate las manos
para crecer, estréchalas a tu hermano,
juntos iremos unidos en la sangre,
hoy es el tiempo que puede ser mañana.

Líbranos de aquel que nos domina
en la miseria;
tráenos tu reino de justicia
y igualdad;

Sopla como el viento la flor de la quebrada,
Limpia como el fuego el cañón de mi fusil;
Hágase por fin la voluntad aquí en la tierra;
Danos tu fuerza y tu valor al combatir.

Sopla como el viento la flor de la quebrada,
Limpia como el fuego el cañón de mi fusil.

Levántate y mírate las manos
para crecer, estréchalas a tu hermano,
juntos iremos unidos en la sangre,

Ahora en la hora de nuestra muerte.
Amén.

(http://www.youtube.com/watch?v=s-qiF1jLZJ8)

*O militante político chileno Victor Jara, poeta, cantor, compositor, músico, professor, diretor de teatro, foi brutalmente assassinado a tiros, no Estadio Chile, em Santiago, no dia 16/9/1973, após ser brutalmente torturado e ter suas mãos esmagadas por coronhadas dos soldados do general genocida Augusto Pinochet.
O corpo de Victor Jara foi encontrado, dias depois, em um matagal, nos fundos de um cemitério, juntamente com outras três vítimas do Golpe Militar.
De acordo com a autópsia, o cadáver do Poeta tinha 44 perfurações de bala e múltiplas fraturas nos punhos e mãos.

Só em 1990, o Estado chileno, através da Comissão da Verdade e da Reconciliação, reconheceu que Víctor Jara foi assassinado a tiros pelas Forças Armadas do Chile, no dia 16 de setembro de 1973, no Estádio Chile que hoje leva o nome do artista-militante (http://pt.wikipedia.org/wiki/Est%C3%A1dio_Chile).

http://www.sul21.com.br/jornal/2012/09/foi-num-16-de-setembro-que-o-tenente-bianchi-reconheceu-victor-jara/

http://pt.wikipedia.org/wiki/V%C3%ADctor_Jara

http://www.pstu.org.br/cultura_materia.asp?id=6152&ida=20

http://letras.mus.br/victor-jara/

Responder

    Mário SF Alves

    11 de fevereiro de 2013 às 19h44

    Brilhante observação, prezado Franco. Victor Jara além de tudo, era dono de uma voz maravilhosa. Estraçalharam-no. Esmagaram-lhe as mãos, seu bem mais precioso. Talvez por terem claro que Victor não ia ao céu pelas asas, mas pelas mãos. As mesmas mãos que em outros corpos construíram as máquinas destinadas a construir asas.
    __________________________
    Te recuerdo para que recuerdas “Te Recuerdo Amanda”.

    FrancoAtirador

    11 de fevereiro de 2013 às 21h08

    .
    .
    Te Recuerdo Amanda
    (Victor Jara)

    Te recuerdo Amanda
    la calle mojada
    corriendo a la fabrica donde trabajaba Manuel

    La sonrisa ancha, la lluvia en el pelo,
    no importaba nada
    ibas a encontrarte con el,
    con el, con el, con el, con el

    Son cinco minutos
    la vida es eterna,
    en cinco minutos

    Suena la sirena,
    de vuelta al trabajo
    y tu caminando lo iluminas todo
    los cinco minutos
    te hacen florecer

    Te recuerdo Amanda
    la calle mojada
    corriendo a la fabrica
    donde trabajaba Manuel

    La sonrisa ancha
    la lluvia en el pelo
    no importaba nada,
    ibas a encontrarte con el,
    con el, con el, con el, con el

    Que partió a la sierra
    que nunca hizo daño,
    que partió a la sierra
    y en cinco minutos,
    quedó destrozado

    Suenan las sirenas
    de vuelta al trabajo
    muchos no volvieron
    tampoco Manuel

    Te recuerdo Amanda,
    la calle mojada
    corriendo a la fábrica,
    donde trabajaba Manuel.

    http://letras.mus.br/victor-jara/404889/

renato

11 de fevereiro de 2013 às 12h53

Companheiro, saia de cima deste muro em que você se encontra.
Tua observação não deixa de ter uma visão verdadeira.
Mas ficar encima do muro esperando pedrada, e depois atirar
para outro lado, não faz de você um cara de direita.
Seja mas severo com as mortes de um lado e de outro.
Estes caras, fizeram a diferença, que transformaram nossa
sociedade. A morte de cada um destes por ideologia deve ser
analisada. Deve ser estudada por nós que ficamos aqui em torno
de suas obras. Para ver se um dia conseguimos mudar as coisas.
Eles sim colocaram seus pescoços na guilhotina.
Devem todos ser respeitados por suas obras.

Responder

Mário SF Alves

11 de fevereiro de 2013 às 12h42

Às vezes costumo pensar no que pode influir para que o semblante do verdadeiro intelectual seja comumente tão agradável, tão distinto. A resposta quase sempre a encontro naquilo que leva à sabedoria; a encontro na arte ou na compreensão da arte que pavimenta a vida.

Responder

Fabio Passos

11 de fevereiro de 2013 às 12h24

É assustador o que as oligarquias covardes da América do Sul fizeram no período das sombras. O Brasil, infelizmente, está atrás das demais nações no processo de elucidar os crimes estarrecedores praticados pela minoria rica contra a população.

“Ela virá, a revolução conquistará a todos o direito não somente ao pão mas, também, à poesia.”
Leon Trotsky

Responder

    lulipe

    11 de fevereiro de 2013 às 15h29

    Interessante você citar Trotsky.Sabes como ele foi morto e a mando de quem???

    FrancoAtirador

    11 de fevereiro de 2013 às 19h21

    .
    .
    GRANDE TROTSKISTA lulipe !!!

    E eu que pensei que era Agente da CIA.

    Agora, já sei, és um membro disfarçado

    do Socialist Workers Party (United States):

    O Partido Socialista dos Trabalhadores (Socialist Workers Party ou SWP)
    é um partido político comunista dos Estados Unidos.
    É considerado radical de esquerda por ter sido o maior e mais ativo
    propagador do trotskismo nos EUA por metade do século 20.

    O Partido Socialista dos Trabalhadores (SWP), fundado em 1938,
    tem sua origem na formação da Liga Comunista da América.

    A Liga foi fundada em 1928 por membros do Partido Comunista dos EUA.

    O SWP participou da fundação da Quarta Internacional.

    Historicamente, a Quarta Internacional foi fundada na França em 1938, onde Trotsky e seus seguidores, após terem sido expulsos da União Soviética, consideraram a Comintern ou Terceira Internacional como “perdida para o stalinismo” e incapaz de levar a classe trabalhadora internacional ao poder político.
    Assim sendo, os trotskistas fundaram sua própria Internacional Comunista.

    Durante parte importante de sua existência, a Quarta Internacional foi perseguida por agentes da polícia secreta soviética e reprimida por países capitalistas como a França e os Estados Unidos da América do Norte.

    (http://pt.wikipedia.org/wiki/Quarta_Internacional)

    http://en.wikipedia.org/wiki/Socialist_Workers_Party_(United_States)

    Jotace

    12 de fevereiro de 2013 às 00h25

    Caro Lulipe,

    Se não o sabias, vê agora ba resposta do Franco como funciona bem a nossa “contra-inteligência”…ha ha ha Com um a braço de boas vindas, Jotace

    lulipe

    13 de fevereiro de 2013 às 12h10

    Realmente, os comentários dos dois são contra a inteligência!!!

Jairo Falcucci Beraldo

11 de fevereiro de 2013 às 12h07

O historiador Marco Antonio Villa, que faz mais política do que história, acaba de se colocar à frente do corredor polonês armado para desferir ataques cada vez mais intensos à presidente Dilma Rousseff. Ataques que só devem terminar em outubro de 2014. Villa retrata Dilma como uma mulher fracassada em todos os aspectos da sua existência: como mulher, como guerrilheira, como economista, como empresária, como ministra e como presidente. Alguém que só poderia chegar ao topo, segundo ele, num país medíocre como o Brasil(país este que sua casta da direita construiu e que está mudandopara seu desespero). Villa diz vai-se embora para Bruzundanga, um país fictício criado por Lima Barreto(deve ser por causa da sua estupenda inteligencia, pois em país real não caberia tamanha sapiencia), mas o aeroporto é mais perto. Leia abaixo a sua primeira sessão de espancamento:

Vou-me embora pra Bruzundanga – MARCO ANTONIO VILLA

O ESTADO DE S. PAULO – 11/02

O Brasil é um país fantástico.Nulidades são transformadas em gênios da noite para o dia. Uma eficaz máquina de propaganda faz milagres. Temos ao longo da nossa História diversos exemplos.O mais recente é Dilma Rousseff.
Surgiu no mundo político brasileiro há uma década. Durante o regime militar militou em grupos de luta armada, mas não se destacou entre as lideranças.Fez política no Rio Grande do Sul exercendo funções pouco expressivas. Tentou fazer pós graduação em Economia na Unicamp, mas acabou fracassando,não conseguiu sequer fazer um simples exame de qualificação de mestrado. Mesmo assim,durante anos foi apresentada como “doutora” em Economia.Quis-se aventurar no mundo de negócios, mas também malogrou. Abriu em Porto Alegre uma lojinha de mercadorias populares, conhecidas como “de 1,99”. Não deu certo. Teve logo de fechar as portas.
Caminharia para a obscuridade se vivesse num país politicamente sério. Porém, para sorte dela, nasceu no Brasil. E depois de tantos fracassos acabou premiada:virou ministra de Minas e Energia.Lula disse que ficou impressionado porque numa reunião ela compareceu munida de um laptop.Ainda mais: apresentou um enorme volume de dados que, apesar de incompreensíveis, impressionaram favoravelmente o presidente eleito.
Foi nesse cenário, digno de O Homem que Sabia Javanês, que Dilma passou pouco mais de dois anos no Ministério de Minas e Energia. Deixou como marca um absoluto vazio.Nada fez digno de registro.Mas novamente foi promovida. Chegou à chefia da Casa Civil após a queda de José Dirceu, abatido pelo escândalo do mensalão. Cabe novamente a pergunta: por quê? Para o projeto continuísta do PT a figura anódina de Dilma Rousseff caiu como uma luva. Mesmo não deixando em um quinquênio uma marca administrativa um projeto, uma ideia, foi alçada a sucessora de Lula.
Nesse momento, quando foi definida como a futura ocupante da cadeira presidencial, é que foi desenhado o figurino de gestora eficiente, de profunda conhecedora de economia e do Brasil, de uma técnica exemplar,durona,implacável e desinteressada de política.Como deveria ser uma presidente a primeira no imaginário popular.
Deve ser reconhecido que os petistas são eficientes. A tarefa foi dura,muito dura.Dilma passou por uma cirurgia plástica, considerada essencial para, como disseram à época, dar um ar mais sereno e simpático à então candidata. Foi transformada em “mãe do PAC”. Acompanhou Lula por todo o País. Para ela e só para ela a campanha eleitoral começou em 2008.Cada ato do governo foi motivo para um evento público, sempre transformado em comício e com ampla cobertura da imprensa. Seu criador foi apresentando homeopaticamente as qualidades da criatura ao eleitorado.Mas a enorme dificuldade de comunicação de Dilma acabou obrigando o criador a ser o seu tradutor, falando em nome dela e violando abertamente a legislação eleitoral.
Com base numa ampla aliança eleitoral e no uso descarado da máquina governamental, venceu a eleição. Foi recebida com enorme boa vontade pela imprensa. A fábula da gestora eficiente, da administradora cuidadosa e da chefe implacável durante meses foi sendo repetida. Seu figurino recebeu o reforço, mais que necessário, de combatente da corrupção.Também,pudera:não há na História republicana nenhum caso de um presidente que em dois anos de mandato tenha sido obrigado a demitir tantos ministros acusados de atos lesivos ao interesse público.
Como esgotamento do modelo de desenvolvimento criado no final do século 20 e um quadro econômico internacional extremamente complexo,a presidente teve de começar a viver no mundo real. E aí a figuração começou a mostrar suas fraquezas. O crescimento do produto interno bruto (PIB) de 7,5% de 2010, que foi um componente importante para a vitória eleitoral, logo não passou de uma recordação. Independentemente da ilusão do índice (em 2009 o crescimento foi negativo: -0,7%),apesar de todos os artifícios utilizados,em 2011 o crescimento foi de apenas 2,7%. Mas para piorar, tudo indica que em 2012 não tenha passado de 1%.Foi o pior biênio dos tempos contemporâneos, só ficando à frente,na América do Sul,do Paraguai. A desindustrialização aprofundou-se de tal forma que em 2012 o setor cresceu negativamente: -2,1%. O saldo da balança comercial caiu 35% em relação à 2011, o pior desempenho dos últimos dez anos,e em janeiro deste ano teve o maior saldo negativo em 24 anos. A inflação dá claros sinais de que está fugindo do controle.E a dívida pública federal disparou: chegou a R$ 2 trilhões.
As promessas eleitorais de 2010 nunca se materializaram.Os milhares de creches desmancharam-se no ar. O programa habitacional ficou notabilizado por acusações de corrupção. As obras de infraestrutura estão atrasadas e superfaturadas. Os bancos e empresas estatais transformaram-se em meros instrumentos políticos a Petrobrás é a mais afetada pelo desvario dilmista.
Não há contabilidade criativa suficiente para esconder o óbvio: o governo Dilma Rousseff é um fracasso.E pusilânime: abre o baú e recoloca velhas propostas como novos instrumentos de política econômica. É uma confissão de que não consegue pensar com originalidade. Nesse ritmo, logo veremos o ministro Guido Mantega anunciar uma grande novidade para combater o aumento dos preços dos alimentos: a criação da Sunab.
Ah, o Brasil ainda vai cumprir seu ideal: ser uma grande Bruzundanga. Lá, na cruel ironia de Lima Barreto, a Constituição estabelecia que o presidente “devia unicamente saber ler e escrever; que nunca tivesse mostrado ou procurado mostrar que tinha alguma inteligência; que não tivesse vontade própria; que fosse, enfim, de uma mediocridade total”.

Responder

    Scan

    11 de fevereiro de 2013 às 14h27

    Pô, Jairo, precisa jogar o lixo aqui?

    Jairo Falcucci Beraldo

    11 de fevereiro de 2013 às 22h36

    Pelos comentarios, não foi lixo, mas sim um aviso!

    zé eduardo

    11 de fevereiro de 2013 às 15h42

    Prá nossa alegria, com esse ‘talento’ todo, esse cara devia ir prá Bruzundanga e levar junto seus fãs ‘emplumados’. Mas ele não vai nos dar esse prazer, pois num país que tem uma oposição tão incompetente quanto demonstrou quando foi (des)governo, um cara como esse supõe ter um papel político a exercer nesse vácuo que o PIG ocupa. O problema que esse cara vai enfrentar ficando é o de que, com autoestima e talento tão baixos, vai ter que continuar se alimentando de textos grosseiros, rudes e ofensivos prá alcançar algum destaque. Com todos estes atributos poderia se candidatar a Presidente na almejada Bruzundanga, pois parece preencher os requisitos constitucionais de lá.

    FrancoAtirador

    11 de fevereiro de 2013 às 16h06

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    Esse tucanalha não tem nada de historiador,

    é um mero estoriador crápula da Mídia Bandida.

    O cara-de-pau-ôco conseguiu, mais que distorcer,

    suprimir toda a biografia de Dilma Vana Rousseff.

    Esse banditismo ideológico desmoraliza uma classe.

    A profissão de Historiador não está regulamentada,

    mas isso não significa que não possa ser punido

    ou repreendido por faltar com a Verdade Histórica.

    Com a palavra a Associação Nacional de História

    e a Universidade Federal de São Carlos, onde ‘leciona’.

    (Coitado do universitário que chama isso de ‘professor’).
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    Um breve relato biográfico de Dilma Vana Rousseff demonstra claramente

    não só a capacidade e a coragem, que sempre lhe sobraram em toda a vida,

    mas o mérito e a competência no exercício de todas as atividades que exerceu

    e que a alçaram ao mais alto posto da República Brasileira:

    Dilma Vana Rousseff (Belo Horizonte, 14 de dezembro de 1947) é economista e política brasileira.

    Interessou-se pelos ideais socialistas ainda na adolescência, logo após o Golpe Militar de 1964 que destituiu o presidente João Goulart legitimamente eleito pelo voto popular.

    Como militante revolucionária, integrou organizações que defendiam a luta contra a Ditadura Militar, como o Comando de Libertação Nacional (COLINA) e a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares).

    Passou quase três anos presa entre 1970 e 1972, primeiramente na Operação Bandeirante (OBAN), onde foi barbaramente torturada, e, posteriormente, no Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), onde também foi torturada.

    Dilma reconstruiu a vida pessoal e profissional no Rio Grande do Sul, onde junto com Carlos Araújo, seu companheiro por mais de trinta anos, ajudou na fundação do Partido Democrático Trabalhista (PDT), participando ativamente de diversas campanhas eleitorais, sob o comando de Leonel de Moura Brizola.

    Exerceu o cargo de secretária municipal da Fazenda de Porto Alegre de 1985 a 1988, no governo Alceu Collares (PDT).

    De 1991 a 1993 foi presidente da Fundação de Economia e Estatística do RS e, mais tarde, foi secretária estadual de Minas e Energia, de 1999 a 2002, tanto no governo de Alceu Collares (PDT) como no de Olívio Dutra (PT), filiando-se ao Partido dos Trabalhadores (PT) em 2001.

    Em 2002, participou da equipe que formulou o plano de governo de Luiz Inácio LULA da Silva para a área energética.

    Nesse mesmo ano, foi escolhida para ocupar o Ministério de Minas e Energia, onde permaneceu até 2005, quando foi nomeada ministra-chefe da Casa Civil, em substituição a José Dirceu, que renunciara ao cargo.

    Em 2009, foi incluída entre os 100 brasileiros mais influentes do ano, pela revista Época, e, em novembro de 2010, a revista Forbes classificou-a como a 16ª pessoa mais poderosa do mundo.

    Em 31 de outubro de 2010, Dilma Vana Rousseff foi eleita pela maioria dos brasileiros e brasileiras Presidente da República Federativa do Brasil, com 55.752.529 votos, tornando-se a primeira mulher a exercer o posto de Chefe de Estado e de Governo em toda a História do Brasil.

    Em 2011, estava incluída como a terceira mulher mais poderosa do planeta, na lista elaborada pela revista Time; e como a 22ª pessoa mais poderosa do mundo pela Forbes.

    Ainda, recebeu o Woodrow Wilson Award, dedicados a líderes de governos dedicados a melhorar a qualidade de vida de seu país e ao redor do mundo.

    Rousseff foi a primeira mulher a abrir a Assembleia-Geral da ONU em 2011 que foi realizada em Nova Iorque.
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    Detalhe Histórico-Biográfico:

    Em 2001, na época do Apagão do desgoverno de Fernando Henrique Cardoso,

    o Rio Grande do Sul não precisou fazer racionamento de energia elétrica,

    graças à atuação de Dilma Rousseff na Secretaria de Minas e Energia.

    ”O estrago estava feito: a taxa de crescimento do PIB … caiu de 4,3% para 0,6% em 2001.
    A meta de inflação estourou, desatando a espiral de alta de juros para contê-la.
    Um estudo do TCU calculou em 45,2 bilhões de reais o prejuízo do apagão (60% na conta dos consumidores).
    Com esse dinheiro seria possível erguer duas usinas do porte de Belo Monte, a maior obra do PAC … “

    Na página 122 do livro “A vida quer é coragem – a trajetória de Dilma Rousseff, a primeira presidenta do Brasil“, de Ricardo Batista Amaral, editora Primeira Pessoa, 2011.

    Àquela altura, em maio de 2001, Dilma Rousseff era Secretária de Energia do Rio Grande do Sul, no Governo Olivio Dutra.

    Com o trabalho ali feito, Dilma convenceu Pedro Parente, ministro da Cerra/FHC para chefiar a Câmara de Gestão (sic) da Crise de Energia, a excluir o Rio Grande do racionamento de 20%.

    http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2012/01/02/o-apagao-de-cerrafhc-e-a-secretaria-dilma-rousseff/
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    Leia também:

    AS BANDIDAGENS DO DESGOVERNO FHC (PSDB-PFL)

    (http://www.cefetsp.br/edu/eso/energiaeletrica1.html)

    E ainda:

    MAIS UMA NULIDADE A INTEGRAR OS ANAIS DA MEDIOCRIDADE LITERÁRIA

    (http://pt.wikipedia.org/wiki/Marco_Antonio_Villa)
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    FrancoAtirador

    11 de fevereiro de 2013 às 17h05

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    E outra:

    SE ESSA NULIDADE QUE “POUSA” DE “ESPECIALISTA”

    EM JORNAIS, REVISTAS E SÍTIOS DA MÍDIA BANDIDA,

    INCLUSIVE NA TV TUCANALHA DO ESTADO DE SÃO PAULO,

    FOSSE TORTURADO, COMO FOI DILMA VANA ROUSSEFF,

    ELE ENTREGAVA O PAI, A MÃE E A AVÓ PROS MILICOS.
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    17/06/2012

    “As marcas da tortura sou eu. Fazem parte de mim.”
    (Dilma Vana Rousseff)

    Postado por Daniela Novais, no Brasil Em Pauta

    Neste domingo (17), os brasileiros puderam conhecer um lado da história da ditadura que não havia sido ainda revelado, através de confissões inéditas de Dilma Rousseff (PT), hoje presidente do Brasil, na época da ditadura “Companheira Estela” e Secretária de Minas e Energia em 2001, na época em que deu o depoimento divulgado neste domingo (17), em reportagem de Sandra Kiefer.

    A jornalista teve acesso ao depoimento prestado por Dilma, nove anos antes de ser eleita, em outubro de 2001. Ao Conselho dos Direitos Humanos de Minas Gerais, Dilma contou detalhes do que viveu nos porões da ditadura em Juiz de Fora, onde ficou presa por dois meses, em 1972 e revela coisas que nem os companheiros de militância sabiam. Só haviam sido revelados os episódios de prisão em São Paulo e no Rio de Janeiro.

    Confira abaixo a reportagem publicada no Estado de Minas na íntegra.

    DILMA ROUSSEFF – A TORTURA DE ESTELA CONTADA POR DILMA

    Sandra Kiefer‏

    A presidente Dilma Vana Rousseff foi torturada nos porões da ditadura em Juiz de Fora, Zona da Mata mineira, e não apenas em São Paulo e no Rio de Janeiro, como se pensava até agora. Em Minas, ela foi colocada no pau de arara, apanhou de palmatória, levou choques e socos que causaram problemas graves na sua arcada dentária. É o que revelam documentos obtidos com exclusividade pelo Estado de Minas , que até então mofavam na última sala do Conselho dos Direitos Humanos de Minas Gerais (Conedh-MG). As instalações do conselho ocupam o quinto andar do Edifício Maletta, no Centro de Belo Horizonte. Um tanto decadente, sujeito a incêndios e infiltrações, o velho Maletta foi reduto da militância estudantil nas décadas de 1960 e 70.

    Perdido entre caixas-arquivo de papelão, empilhadas até o teto, repousa o depoimento pessoal de Dilma, o único que mereceu uma cópia xerox entre os mais de 700 processos de presos políticos mineiros analisados pelo Conedh-MG. Pela primeira vez na história, vem à tona o testemunho de Dilma relatando todo o sofrimento vivido em Minas na pele da militante política de codinomes Estela, Stela, Vanda, Luíza, Mariza e também Ana (menos conhecido, que ressurge neste processo mineiro). Ela contava então com 22 anos e militava no setor estudantil do Comando de Libertação Nacional (Colina), que mais tarde se fundiria com a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), dando origem à VAR-Palmares.

    As terríveis sessões de tortura enfrentadas pela então jovem estudante subversiva já foram ditas e repisadas ao longo dos últimos anos, mas os relatos sempre se referiam ao eixo Rio-São Paulo, envolvendo a Operação Bandeirantes, a temida Oban de São Paulo, e a carceragem na capital fluminense. Já o episódio da tortura sofrida por Dilma em Minas, onde, segundo ela própria, exerceu 90% de sua militância durante a ditadura, tinha ficado no esquecimento. Até agora.

    Com a palavra, a presidente: “Algumas características da tortura. No início, não tinha rotina. Não se distinguia se era dia ou noite. Geralmente, o básico era o choque”. Ela continua: “(…) se o interrogatório é de longa duração, com interrogador experiente, ele te bota no pau de arara alguns momentos e depois leva para o choque, uma dor que não deixa rastro, só te mina. Muitas vezes usava palmatória; usaram em mim muita palmatória. Em São Paulo, usaram pouco este ‘método’”.

    Bilhetes Dilma foi transferida em janeiro de 1972 para Juiz de Fora, ficando presa possivelmente no quartel da Polícia do Exército, a 4ª Companhia da PE. Nesse ponto do depoimento, falham as memórias do cárcere de Dilma e ela crava apenas não ter sido levada ao Departamento de Ordem e Política Social (Dops) de BH. Como já era presa antiga, a militante deveria ter ido a Juiz de Fora somente para ser ouvida pela auditoria da 4ª Circunscrição Judiciária Militar (CJM). Dilma pensou que, como havia ocorrido das outras vezes, estava vindo de São Paulo a Minas para a nova fase do julgamento no processo mineiro. Chegando a Juiz de Fora, porém, ela afirma ter sido novamente torturada e submetida a péssimas condições carcerárias, possivelmente por dois meses.

    Nesse período, foi mantida na clandestinidade e jogada em uma cela, onde permaneceu na maior parte do tempo sozinha e em outra na companhia de uma única presa, Terezinha, de identidade desconhecida. Dilma voltou a apanhar dos agentes da repressão em Minas porque havia a suspeita de que Estela teria organizado, no fim de 1969, um plano para dar fuga a Ângelo Pezzuti, ex-companheiro da organização Colina, que havia sido preso na ex-Colônia Magalhães Pinto, hoje Penitenciária de Neves. Os militares haviam conseguido interceptar bilhetinhos trocados entre Estela (Stela nos bilhetes, codinome de Dilma) e Cabral (Ângelo), contendo inclusive o croqui do mapa do presídio, desenhado à mão (veja reproduções ao lado).

    Seja por discrição ou por precaução, Dilma sempre evitou falar sobre a tortura. Não consta o depoimento dela nos arquivos do grupo Tortura Nunca Mais, nem no livro Mulheres que foram à luta armada, de Luiz Maklouf, de 1998. Só mais tarde, em 2003, ele conseguiria que Dilma contasse detalhes sobre a tortura que sofrera nas prisões do Rio e de São Paulo. Em 2005, trechos da entrevista foram publicados. Naquela época, a então ministra acabava de ser indicada para ocupar a Casa Civil.

    O relato pessoal de Dilma, que agora se torna público, é anterior a isso. Data de 25 de outubro de 2001, quando ela ainda era secretária das Minas e Energia no Rio Grande do Sul, filiada ao PDT e nem sonhava em ocupar a cadeira da Presidência da República. Diante do jovem filósofo Robson Sávio, que atuava na coordenação da Comissão Estadual de Indenização às Vítimas de Tortura (Ceivt) do Conedh-MG, sem remuneração, Dilma revelou pormenores das sessões de humilhação sofridas em Minas. “O estresse é feroz, inimaginável. Descobri, pela primeira vez, que estava sozinha. Encarei a morte e a solidão. Lembro-me do medo quando minha pele tremeu. Tem um lado que marca a gente pelo resto da vida”, disse.

    Humilde Apesar de ser ainda apenas a secretária das Minas e Energia, a postura de Dilma impressionou Robson: “A secretária tinha fama de durona. Ela já chegou ao corredor com um jeito impositivo, firme, muito decidida. À medida que foi contando os fatos no seu depoimento, ela foi se emocionando. Nós interrompemos o depoimento e ela deixou a sala com uma postura diferente em relação ao momento em que entrou. Saiu cabisbaixa”, conta ele, que teve três dias de prazo para colher sete depoimentos na capital gaúcha. Na avaliação de Robson, Dilma teve uma postura humilde para a época ao concordar em prestar depoimento perante a comissão. “Com ou sem o depoimento dela, a comissão iria aprovar a indenização de qualquer jeito, porque já tinha provas suficientes. Mas a gente insistia em colher os testemunhos, pois tinha a noção de estar fazendo algo histórico”, afirma o filósofo.

    Dilma chorou. Essa é uma das lembranças mais vivas na memória do filósofo Robson Sávio, que, ao lado de outra voluntária do Conselho de Direitos Humanos de Minas Gerais (Conedh-MG), foi ao Rio Grande do Sul coletar o testemunho da então secretária das Minas e Energia daquele estado sobre a tortura que sofrera nos anos de chumbo. Com fama de durona, a então moradora do Bairro da Tristeza, em Porto Alegre, tirou a máscara e voltou a ter 22 anos. Revelou, em primeira mão, que as torturas físicas em Juiz de Fora foram acrescidas de ameaças de dano físico deformador: “Geralmente me ameaçavam de ferimentos na face”.

    Não eram somente ameaças. Segundo fez constar no depoimento pessoal, Dilma revelou, pela primeira vez, ter levado socos no maxilar, que podem explicar o motivo de a presidente ter os dentes levemente projetados para fora. “Minha arcada girou para o lado, me causando problemas até hoje, problemas no osso do suporte do dente. Me deram um soco e o dente se deslocou e apodreceu”, disse. Para passar a dor de dente, ela tomava Novalgina em gotas, de vez em quando, na prisão. “Só mais tarde, quando voltei para São Paulo, o Albernaz (o implacável capitão Alberto Albernaz, do DOI-Codi de São Paulo) completou o serviço com um soco, arrancando o dente”, completou.

    Mais tarde, durante a campanha presidencial, em 2010, Dilma faria pelo menos três correções de ordem estética, que incluíram uma plástica facial, a troca dos óculos por lentes de contato e a chance de, finalmente, realinhar a arcada dentária. Na mesma época, Dilma combateu e venceu um câncer no sistema linfático. Guerreira, a presidente suavizou as marcas deixadas pelo passado na pele. Não tocou, porém, nas marcas impressas na alma. “As marcas da tortura sou eu. Fazem parte de mim”, definiu Dilma em 2001, no depoimento emocionado à comissão mineira, 11 anos antes de ser criada a Comissão Nacional da Verdade, no mês passado. Leia a seguir trechos do depoimento de Dilma.

    Fuga pela Rua Goiás

    “Eu comecei a ser procurada em Minas nos dias seguintes à prisão de Ângelo Pezzuti. Eu morava no Edifício Solar, com meu marido, Cláudio Galeno de Magalhães Linhares, e numa noite, no fim de dezembro de 1968, o apartamento foi cercado e conseguimos fugir, na madrugada. O porteiro disse aos policiais do Dops de Minas que não estávamos em casa. Fugimos pela garagem que dá para a rua do fundo, a Rua Goiás.”

    Ligações com Ângelo

    “Fui interrogada dentro da Operação Bandeirantes (Oban) por policiais mineiros que interrogavam sobre processo na auditoria de Juiz de Fora e estavam muito interessados em saber meus contatos com Ângelo Pezzuti, que, segundo eles, já preso, mantinha comigo um conjunto de contatos para que eu viabilizasse sua fuga. Eu não tinha a menor ideia do que se tratava, pois tinha saído de BH no início de 69 e isso era no início de 70. Desconhecia as tentativas de fuga de Pezzuti, mas eles supuseram que se tratava de uma mentira. Talvez uma das coisas mais difíceis de você ser no interrogatório é inocente. Você não sabe nem do que se trata.”

    Dente podre

    “Uma das coisas que me aconteceu naquela época é que meu dente começou a cair e só foi derrubado posteriormente pela Oban. Minha arcada girou para o lado, me causando problemas até hoje, problemas no osso do suporte do dente. Me deram um soco e o dente se deslocou e apodreceu. Tomava de vez em quando Novalgina em gotas para passar a dor. Só mais tarde, quando voltei para São Paulo, o Albernaz completou o serviço com um soco, arrancando o dente.”

    Pau de arara

    “…algumas características da tortura. No início, não tinha rotina. Não se distinguia se era dia ou noite. O interrogatório começava. Geralmente, o básico era choque. Começava assim: ‘Em 1968 o que você estava fazendo?’ e acabava no Ângelo Pezzuti e sua fuga, ganhando intensidade, com sessões de pau de arara, o que a gente não aguenta muito tempo.”

    Palmatória

    “Se o interrogatório é de longa duração, com interrogador ‘experiente’, ele te bota no pau de arara alguns momentos e depois leva para o choque, uma dor que não deixa rastro, só te mina. Muitas vezes também usava palmatória; usava em mim muita palmatória. Em São Paulo usaram pouco esse ‘método’. No fim, quando estava para ir embora, começou uma rotina. No início, não tinha hora. Era de dia e de noite. Emagreci muito, pois não me alimentava direito.”

    Local da tortura

    “Acredito hoje ter sido por isso que fui levada no dia 18 de maio de 1970 para Minas Gerais, especificamente para Juiz de Fora, sob a alegação de que ia prestar esclarecimentos no processo que ocorria na 4ª CJM. Mas, depois do depoimento, eu fui levada (ou melhor, teria de ser levada para São Paulo), mas fui colocada num local (encapuzada) que sobre ele tinha várias suposições: ou era uma instalação do Exército ou Delegacia de Polícia. Mas acho que não era do Exército, pois depois estive no QG do Exército e não era lá.”

    “Nesse lugar fiquei sendo interrogada sistematicamente. Não era sobretudo sobre minha militância em Minas. Supuseram que, tendo apreendido documentos do Ângelo (Pezzutti) que integram o processo, achavam que nossa organização tinha contatos com as polícias Militar ou Civil mineiras que possibilitassem fugas de presos. Acredito ter sido por isso que a tortura foi muito intensa, pois não era presa recente; não tinha ‘pontos’ e ‘aparelhos’ para entregar.”

    Tortura psicológica

    “Tinha muito esquema de tortura psicológica, ameaças. Eles interrogavam assim: ‘Me dá o contato da organização com a polícia?’ Eles queriam o concreto. ‘Você fica aqui pensando, daqui a pouco eu voltou e vamos começar uma sessão de tortura.’ A pior coisa é esperar por tortura.”

    Ameaças

    “Depois (vinham) as ameaças: ‘Eu vou esquecer a mão em você. Você vai ficar deformada e ninguém vai te querer. Ninguém vai saber que você está aqui. Você vai virar um ‘presunto’ e ninguém vai saber’. Em São Paulo me ameaçaram de fuzilamento e fizeram a encenação. Em Minas não lembro, pois os lugares se confundem um pouco.”

    Sequelas

    “Acho que nenhum de nós consegue explicar a sequela: a gente sempre vai ser diferente. No caso específico da época, acho que ajudou o fato de sermos mais novos; agora, ser mais novo tem uma desvantagem: o impacto é muito grande. Mesmo que a gente consiga suportar a vida melhor quando se é jovem, fisicamente, a médio prazo, o efeito na gente é maior por sermos mais jovens. Quando se tem 20 anos o efeito é mais profundo, no entanto, é mais fácil aguentar no imediato.”

    Sozinha na cela

    “Dentro da Barão de Mesquita (RJ), ninguém via ninguém. Havia um buraquinho na porta, por onde se acendia cigarro. Na Oban (Operação Bandeirantes), as mulheres ficavam junto às celas de tortura. Em Minas sempre ficava sozinha, exceto quando fui a julgamento, quando fiquei com a Terezinha. Na ida e na vinda todas as mulheres presas no Tiradentes sabiam que eu estava presa: por exemplo, Maria Celeste Martins e Idoina de Souza Rangel, de São Paulo.”

    Visita da mãe

    “Em Minas, estava sozinha. Não via gente. (A solidão) era parte integrante da tortura. Mas a minha mãe me visitava às vezes, porém, não nos piores momentos. Minha mãe sabia que estava presa, mas eles não a deixavam me ver. Mas a doutora Rosa Maria Cardoso da Cunha, advogada, me viu em São Paulo, logo após a minha chegada de Minas. Hoje ela mora no Rio e posso contatá-la ”

    Cena da bomba

    “Em Minas, fiquei só com a Terezinha. Uma bomba foi jogada na nossa cela. Voltei em janeiro de 72 para Juiz de Fora (nunca me levaram para BH). Quando voltei para o julgamento, me colocaram numa cela, na 4ª Cia. de Polícia do Exército, 4ª Região Militar, lá apareceu outra vez o Dops que me interrogava. Mas foi um interrogatório bem mais leve. Fiquei esperando o julgamento lá dentro.”

    Frio de cão

    “Um dia, a gente estava nessa cela, sem vidro. Um frio de cão. Eis que entra uma bomba de gás lacrimogênio, pois estavam treinando lá fora. Eu e Terezinha ficamos queimadas nas mucosas e fomos para o hospital. Tive o ‘prazer’ de conhecer o comandante general Sílvio Frota, que posteriormente me colocaria na lista dos infiltrados no poder público, me levando a perder o emprego.”

    Motivos

    “Quando eu tinha hemorragia, na primeira vez foi na Oban (…) foi uma hemorragia de útero. Me deram uma injeção e disseram para não bater naquele dia. Em Minas, quando comecei a ter hemorragia, chamaram alguém que me deu comprimido e depois injeção. Mas me davam choque elétrico e depois paravam. Acho que tem registros disso no final da minha prisão, pois fiz um tratamento no Hospital das Clínicas.”

    Morte e solidão

    “Fiquei presa três anos. O estresse é feroz, inimaginável. Descobri, pela primeira vez, que estava sozinha. Encarei a morte e a solidão. Lembro-me do medo quando minha pele tremeu. Tem um lado que marca a gente o resto da vida.”

    Marcas da tortura

    “As marcas da tortura sou eu. Fazem parte de mim.”

    Processo correu à revelia

    O depoimento de Dilma Rousseff é parte do processo aberto em março de 2001 no Conselho dos Direitos Humanos de Minas Gerais (Conedh-MG), criado por determinação do então governador Itamar Franco para indenizar presos políticos mineiros. O nome de Dilma foi o 12º da primeira leva de 53 militantes políticos de Minas a receber R$ 30 mil a título de reparação por torturas impostas por agentes do Estado, que, em vez de cumprir a função de proteger, constrangeram pessoas em território mineiro. Na documentação, consta que o valor, ainda que simbólico, foi depositado na conta de Dilma em 2002.

    Era outro contexto na época. Ninguém imaginava que a arredia Dilma Rousseff se disporia a conceder um depoimento pessoal relatando as torturas sofridas em Minas. E mais: ninguém cogitaria que a ex-estudante do Colégio Estadual Central de Belo Horizonte viria a se tornar um dia presidente da República. A indenização mineira foi paga em março de 2002, 10 anos e dois meses antes da instalação da Comissão Nacional da Verdade, em Brasília. Só agora saiu a indenização a Dilma pelo Conedh do Rio de Janeiro, reivindicada em 2004. A presidente divulgou que vai doar a importância de R$ 20 mil ao Tortura Nunca Mais.

    O promotor de Justiça de Juiz de Fora Antônio Aurélio Silva foi o relator do processo de Dilma por Minas, na ocasião. Avesso a entrevistas, diz apenas que o processo correu à revelia de Dilma, que inicialmente resistiu a entrar com pedido de reparação por ter sofrido tortura. Sua inscrição foi feita sob pressão de representantes mineiros do Tortura Nunca Mais. Eles conseguiram colher a assinatura da mãe dela, Dilma Jane, que morava então no Bairro São Luiz, na Região da Pampulha, em BH.

    “No primeiro momento Dilma foi contra, mas depois entendeu a importância histórica do ato e acabou colaborando no processo”, afirma. Antônio Aurélio se recorda que os membros do conselho foram ao Rio Grande do Sul coletar depoimentos de ex-presos políticos mineiros “exilados” naquele estado, mas não tinham esperanças de conseguir ouvir a então secretária das Minas e Energia. Na última hora, Dilma teria mudado de ideia. Segundo o promotor, “o fato de Dilma ter sido torturada mais barbaramente em outras unidades da federação não elide a ela desse merecimento, porque Dilma também foi vítima de constrangimentos aqui”, defende.

    Com o aval de Itamar, preocupado com a questão dos direitos humanos, foram criados programas que tiveram continuidade, como o Programa de Proteção a Testemunhas e o Disque Direitos Humanos. No entanto, na opinião do antigo integrante da Comissão Estadual de Indenização às Vítimas de Tortura (Ceivt) Robson Sávio, que ouviu Dilma em 2001, o então governador só se esqueceu de fornecer infraestrutura ao Conselho Estadual de Direitos Humanos. “Eu me sentia numa missão quixotesca”, diz Robson.

    Ainda hoje a comissão sofre com a precariedade das instalações no Maletta. Só conta com o apoio de voluntários e a boa vontade de jovens estagiários. “Meu maior sonho é digitalizar o passado de nossos militantes históricos, que está jogado nestas caixas de papelão”, desabafa o presidente do Conedh-MG, o advogado e professor da PUC Minas, Emílcio José Lacerda.

    “Há pouco interesse pelos nossos processos. Na época da última eleição à presidência, porém, tentaram ter acesso aos arquivos da Dilma. Mas tiveram azar, porque um dos nossos conselheiros levou o processo dela para casa e permaneceu com ele até o fim da campanha”, comenta o professor, fiel aos princípios éticos e guardião de uma causa maior.

    Nem os amigos sabiam

    O episódio da tortura de Dilma em Minas permaneceu desconhecido até entre os próprios militantes estudantis de esquerda de Belo Horizonte, acusados de subversão na época da ditadura pós 1964. “Não sabia que ela tinha sido torturada em Juiz de Fora”, surpreende-se Gilberto Vasconcelos, o Ivo”, presidente do Diretório Acadêmico da Faculdade de Direito de Uberaba e principal contato da organização Colina na cidade do Triângulo Mineiro. Em janeiro de 1972, Gilberto foi transferido de São Paulo para Juiz de Fora com Dilma, no mesmo camburão. “Não posso testemunhar sobre a tortura de Dilma em Juiz de Fora, porque chegando lá fomos separados e não tive mais contato com ela. Só voltaria a vê-la no dia do julgamento”, completa.

    Gilberto é conterrâneo de Dilma. Na época, ela tinha 22 anos e ele, 23; e ambos militavam no setor estudantil da organização de luta armada Colina, batizada assim em homenagem às montanhas de Minas. Mais tarde, na clandestinidade, os dois se tornariam “amicíssimos” de Carlos Alberto Soares de Freitas, o Beto, de codinome Breno, que chegaria a ser dirigente nacional da VAR-Palmares. “Não há melhor lugar para se esconder do que na praia. Ficávamos eu, ela e o Beto sentados na praia, cantando as músicas da revolução. Um dia chegou o Beto cantando Aquele abraço, do (Gilberto) Gil, que eu nunca tinha ouvido. Dilma cantou junto. Ela gosta de cantar e isso nos unia além das convicções ideológicas”, conta.

    Em fevereiro de 1971, Beto seria assassinado com três tiros na Casa da Morte de Petrópolis, no Rio, segundo consta no livro A vida quer é coragem, lançado em janeiro por Ricardo Amaral, conhecido como Batata, ex-assessor de imprensa de Dilma e que trabalhou em BH como repórter do antigo Diário do Comércio. Em homenagem ao amigo de lutas, Gilberto batizou seus filhos de Beto e Breno, nome e codinome do militante morto em combate.

    Entrevista [com Gilberto Vasconcelos, o “Ivo”]

    Como foi sua passagem por São Paulo?

    Eu já estava no Presídio Tiradentes.
    Uns seis meses depois, chegou o Max, codinome do Carlos Franklin Paixão Araújo, pai da filha de Dilma.
    Nós ficamos presos na mesma cela, no mesmo beliche, durante um ano e meio.
    O Max se comunicava com ela através de bilhetinhos escritos com caneta Bic de ponta fina e enrolados no durex, escondidos na obturação do dente.
    O dentista era um preso político e fazia a troca dos papeizinhos entre a ala feminina e a masculina.
    Ele era de fato apaixonado pela Dilma e os dois se gostavam mesmo.

    E quanto à jovem militante Dilma?

    Não estou cometendo nenhuma inconfidência, pois os dois são grandes amigos até hoje, isto é notório.
    Max sempre foi um cara extraordinário, de raciocínio rápido.
    Engraçado como as pessoas mudam pouco com o tempo.
    Estive com Max no casamento da Paula, em Porto Alegre, e ele continua do mesmo jeito.
    Dilma também. Ela estava cercada de amigos e me tirou para dançar na festa.
    Apesar de ter uma imagem que não reflete isso, é uma pessoa sensível, carinhosa, afável e uma das pessoas mais generosas que conheço.
    Muito antes de ela se tornar ministra, de ser presidente, sempre disse isso.

    Por que o senhor diz isso com tanta convicção? Algum fato do passado marcou?

    BASTA DIZER QUE ELA HAVIA SIDO PRESA EM 16 DE JANEIRO DE 1970 E TINHA PONTO (ENCONTRO) MARCADO COMIGO NO DIA 20 E NÃO ME ENTREGOU.
    Precisa dizer mais?
    ELA ESTAVA SOB TORTURA E NÃO FALOU O MEU NOME PARA A POLÍCIA.
    Ainda que ela tivesse confessado, eu não teria como recriminá-la, porque a tortura degrada o ser humano, torna você um trapo, você passa a preferir estar morto.

    http://brasiliaempauta.com.br/artigo/ver/id/198/nome/As_marcas_da_tortura_sou_eu._Fazem_parte_de_mim_%E2%80%93_Dilma_Rousseff

    Mário SF Alves

    11 de fevereiro de 2013 às 20h02

    E aí cabe a pergunta. E quanto a esse outro cagão da PIOR ELITE DO MUNDO, qual o curriculo ele apresenta?
    ___________________________________
    É por essas e por outras que concluo:
    _____________________________________________
    “O que a pior elite do mundo, via PiG, via mídia fora-da-lei, tem nos dito [esfregado na nossa paciência] a todo instante é: a vocês brasileiros só existe uma saída e é aquela que há tempos foi descoberta e posta em prática pelo Fidel e pelo Che Guevara”.
    ____________________________________________________
    Sem firulas, sem verborragias, sem pretensão intelectual, sem intelectualismo barato, sem intelectualóides feagaceanos; basta-nos a REALIDADE, a mesma que bastou ao Fidel e ao Guevara. Seríamos capazes de alcançá-la?

    Mário SF Alves

    11 de fevereiro de 2013 às 21h40

    Conclusão:

    O que a pior elite do mundo, via PiG, via mídia fora-da-lei, tem nos dito a todo instante é: a vocês brasileiros só existe uma saída e é aquela que há tempos foi descoberta e posta em prática pelo Fidel e pelo Che Guevara.

    ________________________________
    Sem firulas, sem intelectualismos, sem intelectualóides pigueanos ou feagaceanos; basta-nos a fundamentação teórica e a prática pertinente para a apreensão da REALIDADE e construção do sinergismo que pode derivar da interação de nossas INTELIGÊNCIAS comuns.

    Mário SF Alves

    11 de fevereiro de 2013 às 20h23

    Seria esse o tal PROFESSOR Villa?

    http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTfx76VrdkXYWdgWTMAQASPzXDMUW8mQC2YoY2qcxjYz3ueZI7T

    FrancoAtirador

    12 de fevereiro de 2013 às 02h02

    .
    .
    Coitado do Suíno.

    Comparado a um Verme…
    .
    .

Julio Silveira

11 de fevereiro de 2013 às 12h03

Voce toca num dos principais defeitos da humanidade moderna que é a hipocrisia. É verdade, a história está aí para mostrar, infelizmente se ignora a história como se o mundo fosse feito exclusivamente de néscios. Apesar da grande maioria, por diversos fatores, de fato serem.
Mas apesar disso você em sua critica, também hipocrita, por que não explica, esqueceu de dizer que a luta da esquerda muitas vezes foi sangrenta pelo auto grau de dificuldade encontrado para transformar as sociedades em que ela foi necessária, que por anos, decadas e muitas vezes seculos foi formando-se o que costumam chamar de dominância pela força formado pelo poder economico centralizador, que por sua vez vira o circulo vicioso, e esta tem sido a estratégia usada pelas elites dominadoras dos povos.
Hoje já se sabe como isso pode funcionar, até pscologicamente se sabe poder amar o proprio algoz, firmando empatia entre vitimas e algoz.
Aliás o Brasil teve diversos exemplos disso, no diversos momentos históricos desde a escravidão até Ditadura (todas obras de nossa elite, que de certa forma permanece defendendo suas prerrogativas e seus erros, ainda não reconhecidos) quando o povo virou mero lacaio, tendo sido suprimidos seus direitos de liberdade. Outra coisa que esqueces de dizer, os movimentos que se fizeram na Russai foram proletários, sociais, vieram de baixo para cima, e surgiram por força da necessidade do nivelamento na sociedade de extremos. Afinal, por mais que alguns queiram, o homem não nasceu para se conformar em ser demonizado pelos seus próprios semelhantes, e sempre haverá quem lute contra vilanias, mesmo que no futuro num outro momento historico possa soar incompreensivel para algum hipócrita ou mesmo ignorante.
Não esqueça a Revolução Francesa e seu mote que virou frase da bandeira. Liberdade, Igualdade e Praternidade e por isso que as esquerdas lutam, pelo menos os verdadeiros esquerdistas, mesmo que as vezes, pelas circunstâncias possam resultar danos colaterais.

Responder

    Julio Silveira

    11 de fevereiro de 2013 às 12h04

    Acima é uma resposta ao WILIAM

    lulipe

    11 de fevereiro de 2013 às 14h31

    Nas palavras de Julio e, por que não dizer de boa parte da esquerda, o assassinato de quem pensa diferente, vira “danos colaterais”…A hipocrisia deles não têm limites!!!

    Julio Silveira

    11 de fevereiro de 2013 às 20h09

    Desculpe, mas utilizei a expressão com uma intenção propositalmente de deboche. Percebo em voce incapacidade de entender a ironia, já que essa é uma frase usualmente utilizada hoje em dia justamente por aqueles que defendem sofismar para alcançar seus podres objetivos. Justamente uma expressão da moda vinda de seus defensores principalmente dos states. O Bush a promulgou muitas vezes, o departamento de estado dos Yankes, costuma se valer dela a todo instante para ser mais exato, certamente gente que voce deve admirar. Mas será que tens capacidade para analisar conjunturas e hipocrisias?

    lulipe

    12 de fevereiro de 2013 às 00h10

    Vou fazer de conta que eu acredito, Julio!!!!

    Julio Silveira

    12 de fevereiro de 2013 às 11h27

    É muito importante para mim se você acredita ou não.

Urbano

11 de fevereiro de 2013 às 11h51

Alguns poetas nossos se suicidam política e moralmente…

Responder

    Urbano

    11 de fevereiro de 2013 às 11h52

    Na verdade, se suicidaram.

Willian

11 de fevereiro de 2013 às 10h50

Felizmente a esquerda nunca perseguiu e matou intelectuais, nem na antiga URSS, nos países da Cortina de Ferro, na China e muito menos em Cuba. Deste crime a esquerda não pode ser acusada…

Nos regimes de esquerda há sempre ampla liberdade de expressão artística.

Parabéns.

P.S. Lula para PAPA!!

Responder

    sergio m pinto

    11 de fevereiro de 2013 às 11h46

    Há candidatos melhores, para seguir a linha do Ratzinger. Que tal Merdal, Nunes, Ali, Jabá, Azevedo, Leitão e, por que não dizer, o hours concurs boca de sovaco?

    Marcos Rocha

    11 de fevereiro de 2013 às 11h57

    Se formos escrever aqui os nomes de todos os escritores, poetas, dramaturgos, artistas em geral mortos ou presos pela ditadura comunista na URSS, vai travar o servidor do Azenha.

    Ditadura é uma M435da, seja de direita, seja de esquerda, seja em nome da “ordem” seja em nome do “polvo”.

    Ab equis ad asinos transeunt stulti. Ab equis ad asinos transeunt stulti.

    11 de fevereiro de 2013 às 12h34

    mr. SAW, vulgo Nosferatu, seria melhor, pois já tem cara de PAPA DEFUNTOS….

    H. Back™

    12 de fevereiro de 2013 às 22h58

    Essa foto é bem emblemática! Ela demonstra todo o terror que a maioria dos brasileiros tem de um governo Serra! hehehe

    Gabro

    11 de fevereiro de 2013 às 13h38

    Não sei onde se pode ler no artigo as palavras “esquerda” e “direita”.

    Não sei onde foi dito que os regimes de “esquerda” tratam bem intelectuais dissidentes ao passo que só os regimes de “direita” lhes são impiedosos.

    O texto apenas fala do exemplo de assassinatos de poetas perpetrados por “fascistas” chilenos e espanhois.

    Que regimes tirânicos ditos “comunistas” ou “socialistas” de outras nações tenham cometido crimes semelhantes, isso ninguém nega.

    Só não é possível querer justificar crimes dessa ordem pelo simples fato de que “do outro lado” se faz igual, como sugere seu comentário em tom irônico.

    Em vez de sarcasmos fundamentados numa dicotomia pra lá de simplista (para não dizer estereotipada), e tentar defender a “direita” contra a “esquerda” e vice-versa, como se estivessemos falando de times de futebol, talvez fosse melhor começar a pôr em questão nossa própria ideia do que é “direita” e “esquerda” no espectro político.

    Talvez fosse mais produtivo pensar o problema em termos de conflitos entre a consciência de igualdade e liberdade e a vontade de hierarquização social e totalitarismo ideológico. Seja ele autoproclamado à direita ou à esquerda; ou mesmo não autoproclamado, como no caso do totalitarismo dos grandes bancos e das grandes corporações em que se transformou nossa pseudo-democracia.

    saudações

    H. Back™

    12 de fevereiro de 2013 às 16h19

    Como todo o historiador sabe, a História é escrita pelos vencedores. A elite de cada época descreve os acontecimentos conforme a sua versão, isto é, a tão propalada “opinião pública”. Opinião de quem, cara-pálida? A opinião de quem detém os meios de comunicação! Então a História tem que ser reescrita a cada momento que passa.


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