VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Santayana: Dispensamos os avisos prepotentes da sra. Sánchez


25/02/2013 - 16h25

Cuba, seu povo, seus sonhos

por Mauro Santayana, em seu blog

Podemos discordar do regime político de Cuba, que se mantém sob o domínio de um partido único. Mas é preciso seguir o conselho de Spinoza: não lisonjear, não detestar, mas entender. Entender, ou procurar entender. A história de Cuba – como, de resto, de quase todo o arquipélago do Caribe e a América Latina – tem sido a de saqueio dos bens naturais e do trabalho dos nativos, em benefício dos colonizadores europeus, substituídos depois pelos anglo-saxões.

E, nessa crônica, destaca-se a resistência e a luta pela soberania de seu povo não só contra os dominadores estrangeiros, mas, também, contra seus vassalos internos.

Já se tornou lugar comum lembrar que, sob os governos títeres, Havana se tornara o maior e mais procurado bordel americano. A legislação, feita a propósito, era mais leniente, não só com o lenocínio, e também com o jogo, e os mais audazes gangsters de Chicago e de Nova Iorque tinham ali os seus negócios e seus retiros de lazer. E mais: as mestiças cubanas, com sua beleza e natural sensualidade, eram a atração irresistível para os entediados homens de negócios dos Estados Unidos.

A Revolução Cubana foi, em sua origem, o que os marxistas identificam como movimento pequeno burguês. Fidel e seus companheiros, no assalto ao Quartel Moncada – em 1953, já há quase 60 anos – pretendiam apenas derrocar o governo ditatorial de Fulgêncio Batista, que mantinha o país sob cruel regime policial, torturava os prisioneiros e submetia a imprensa à censura férrea. A corrupção grassava no Estado, dos contínuos aos ministros. O enriquecimento de Batista, de seus familiares e amigos, era do conhecimento da classe média, que deu apoio à tentativa insurrecional de Fidel, derrotada então, para converter-se em vitoria menos de 6 anos depois. Os ricos eram todos associados à exploração, direta ou indireta, da prostituição, disfarçada no turismo, e do trabalho brutal dos trabalhadores na indústria açucareira.

Foi a arrogância americana, na defesa de suas empresas petrolíferas, que se negaram a aceitar as novas regras, que empurrou o advogado Fidel Castro e seus companheiros, nos dois primeiros anos da vitória do movimento, ao ensaio de socialismo. A partir de então, só restava à Ilha encampar as refinarias e aliar-se à União Soviética.

Os americanos, sob o festejado Kennedy – que o reexame da História não deixa tão honrado assim – insistiram nos erros. A tentativa de invasão de Cuba, pela Baía dos Porcos, com o fiasco conhecido, tornou a Ilha ainda mais dependente de Moscou, que se aproveitou do episódio para livrar-se de uma bateria americana de foguetes com cargas atômicas instalada na Turquia, ao colocar seus mísseis a 100 milhas da Flórida, no território cubano.

A solução do conflito, que chegou a assustar o mundo com uma guerra atômica, foi negociada pelo hábil Mikoyan. Kruschev retirou os mísseis de Cuba e os Estados Unidos desmantelaram sua bateria turca, ao mesmo tempo em que assumiram o compromisso de não invadir Cuba – mas mantiveram o bloqueio econômico e político contra Havana.

Enfim, ganharam Moscou e Washington, com a proteção recíproca de seus espaços soberanos – e Cuba pagou a fatura com o embargo.

O malogro do socialismo cubano nasceu desse imbróglio de origem. Tal como ocorrera com a Rússia Imperial e com a China, em movimentos contemporâneos, o marxismo serviu como doutrina de empréstimo a uma revolução nacional. O nacionalismo esteve no âmago dos revolucionários cubanos, tal como estivera entre os social-democratas russos, chefiados por Lenine e os companheiros de Mao.

Os cubanos iniciaram reformas econômicas recentes, premidos, entre outras razões, pelo fim do sistema socialista. Ao mesmo tempo tomaram medidas liberalizantes, permitindo as viagens ao exterior de quem cumprir as normas habituais. É assim que visita o país a dissidente Yoani Sánchez (que mantém seu blog na internet de oposição ao governo cubano).

Ocorre que ela não é tão perseguida em Havana como proclama e proclamam seus admiradores. Tanto assim é que, em momento delicado para a Ilha, quando só pessoas de confiança do regime viajavam para o Exterior, ela viveu 2 anos na Suíça, e voltou tranquilamente para Havana.

É sabido que ela mantém encontros habituais com o escritório que representa os interesses norte-americanos em Cuba, como revelou o WikiLeaks.

Há mais. Ela proclama uma audiência que não tem, como assegura o sistema de registro mais confiável, o da Alexa.com. (citado por Altamiro Borges em seu site) em que ela se encontra no 99.944º lugar na audiência mundial, enquanto o modesto jornal O Povo, de Fortaleza, se encontra na 14.043ª posição, ou seja, dispõe de sete vezes mais seguidores do que Yoani.

Ela ainda afirma que tem 10 milhões de acessos por mês, o que contraria a lógica de sua posição no ranking citado. O site de maior tráfego nos Estados Unidos é o do New York Times, com 17 milhões de acessos mensais.

Apesar de tudo isso, deixemos essa senhora defender o seu negócio na internet. É seu direito dizer o que quiser, mas não podemos tolerar que exija do Brasil defender os direitos humanos, tal como ela os vê, em Cuba ou alhures.

Um dos princípios históricos do Brasil é o da não interferência nos assuntos internos dos outros países. O problema de Cuba é dos cubanos, que irão resolvê-lo no dia em que não estiverem mais obrigados a se defender da intervenção dos estrangeiros, que vêm sofrendo desde que os espanhóis, ainda no século 16, ali se instalaram. Foram substituídos pelos Estados Unidos, depois da guerra vitoriosa de Washington contra o frágil governo da Regente Maria Cristina da Espanha. Enfim, o generoso povo cubano, tão parecido ao nosso, não teve, ainda, a oportunidade de realizar o seu próprio destino, sem as pressões dos colonizadores e seus sucessores.

Dispensamos os conselhos da Sra. Sánchez. Aqui tratamos, prioritariamente, dos direitos humanos dos brasileiros, que são os de viver em paz, em paz educar-se, e em paz trabalhar, e esses são os direitos de todos os povos do mundo. Ela, não sendo cidadã de nosso país, não deve, nem pode, exigir nada de nosso governo ou de nosso povo. Dispensamos seus avisos mal-educados e prepotentes, e esperamos que seja festejada pela direita de todos os países que visitará, à custa de seus patrocinadores (como o Instituto Millenium), iludidos pelo seu falso prestígio entre os cubanos.

 

 

 





55 comentários

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simas

28 de fevereiro de 2013 às 01h34

Enqto isso, aqui no Brasil, os mesmos de sempre confabulavam… E não é q na área militar, quem deu a partida foi o Mourão Filho… (o menos indicado, pra tanto. Ninguém acreditava no paspalho. Nenhum líder, fardado) Deve ter pensado: com essa, vou ficar na crista da onda e assegurar uma comissão, melhor… E, assim, tendo por moral a ganância por cargos, se iniciou mais um movimento, armado. Essa atitude, particular, precipitou o golpe e fez com q o II exército tomasse a direção da Dutra, pra não perder a dianteira e garantir sucesso, diante de um Mourão desestabilizador; e com a dúvida, a terrível incógnita, se conseguiria passar por Resende… Acontece q Resende, aderiu e o Pres Jango não teve escapatória. O interessante da nota, é q os Chefes Militares eram cooptados pra uma ação… os de forte liderança; porém, não tinham os soldadinhos, nas mãos… E, aquele chefe, lá das Minas Gerais, avaliando seu peso, no movimento, e se sentindo, talvez, pouco influente, resolveu precipitar o jogo, quase pondo-o a perigar.
Ora, ora; nossos chefes, armados; sempre tão desarmados de preparo intelectual e de respeito ao povo, brasileiro e às instituições.

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FrancoAtirador

27 de fevereiro de 2013 às 22h40

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Neoliberalismo despeja vidas no esgoto
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Desalojo

Por Emir Sader, direto da Espanha, na Carta Maior

Um documentarista chileno fez um filme em Cuba com crianças, para constatar como as gerações que haviam nascido depois da vitória da Revolução, já não conheciam palavras que eram lá essenciais antes de 1959 e segue sendo fundamental aqui, em outros tipos de sociedade.

Só uma das crianças disse que conhecia um mendigo.
Ele tinha lido “O príncipe e o mendigo” e só daí tinha ideia do que era um mendigo.

Nenhum deles conhecia a palavra “desalojo” ou a expressão “tempo morto” – o período de miséria generalizada, quando terminava a safra, todos ficavam desempregados e abandonados.
Desalojo era expulsar gente do povo das suas casas, das suas terras.

A crise atual do capitalismo reatualizou dramaticamente a palavra “desalojo”. Começou como crise do sistema financeiro por créditos frouxos para expandir a demanda imobiliária – casos típicos dos EUA e da Espanha – para depois se estender ao conjunto da economia, afeta em grande medida gente que comprou casas e não pôde seguir pagando-as. Preferiram ou foram obrigados a devolvê-las, continuam pagando as dividas e ficaram sem o que haviam pagado e sem casas. Na Califórnia quantidade de gente vive nas ruas, nos seus carros, outros tantos estão completamente dependentes das suas dívidas com os bancos, sem conseguir pagá-las. Na Espanha é a ponta mais visível das politicas de austeridade que o Banco Central Europeu, o FMI e o governo da Alemanha impõem aos governos.

Na Espanha, os desalojos já provocaram vários casos de suicídio, diante do desespero de não poder pagar as contas pendentes – que aumentam mês a mês – e do pânico de ver policiais virem expulsá-lo da casa que começaram a comprar.

Dolores de Cospedal, secretaria geral do PP e governadora de La Mancha, tomou a decisão de evitar o uso da palavra desalojo e de seus sinônimos. Os decretos que decidem da mesma maneira expulsar as pessoas das suas casas deverá dizer: “o não pagamento produzirá todos os efeitos previstos na normativa”.

É das coisas mais tristes ver pessoas – aqui, aí ou em qualquer lado – serem expulsa da sua casa, com a politica atirando todas suas modestas coisas na rua, como se fosse violar totalmente a privacidade das pessoas.

Cospedal recebeu a resposta devida da Plataforma de Afetados pelas Hipotecas (PAH):
“Nos vemos na obrigação de dizer-lhe que proibir o uso de uma palavra não elimina a realidade. Chame-lhe desalojo ou crime”.

http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&post_id=1199

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H. Back™

27 de fevereiro de 2013 às 17h09

Penso que essa “blogueira” fabricada pela mídia está ultrapassando os limites do direito internacional. Alguém deve alertá-la para tomar cuidado com o que diz, pois está ofendendo os seus anfitriões!

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Marcelo de Matos

27 de fevereiro de 2013 às 10h15

Com a visita da blogueira cubana o PIG desloca o foco dos verdadeiros problemas do Caribe: o tráfico de drogas, a lavagem de dinheiro, a evasão de tributos proporcionada pelos paraísos fiscais: Antilhas Holandesas, Aruba, Anguilha, Antígua e Barbuda, As Bahamas, Barbados, Bermudas, Ilhas Caimãs, República Dominicana, Granada, Jamaica, Ilhas Malvinas, Montserrat, São Vicente e as Granadinas, Santa Luzía, Trinidad e Tobago, Ilhas Turks e Caicós, Ilhas Virgens Britânicas, Ilhas Virgens dos EUA, República do Panamá”. A Carta Maior publicou: “De acordo com as cifras do FMI e da ONU, são lavados anualmente mais de 600 bilhões de dólares arrecadados pelo crime organizado em todo o mundo e esta operação ocorre sob a anuência do sistema bancário legal. Os paraísos fiscais são cada vez mais difíceis de perseguir e controlar, com consequências incalculáveis”. Esperamos dias melhores: que nos visite uma blogueira de olhos azuis, vinda das Ilhas Cayman, para um revival do dossiê homônimo, que incriminaria Sérgio Mota, FHC e Serra.

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carmen silvia

27 de fevereiro de 2013 às 01h02

Só tenho notícias desta senhorinha através dos blogs sujos,portanto quero que me informem.Quando essa palpiteira irá embora?Outra questão,Cuba sobrevive aos EUA,mesmo sendo tão próxima a ele.Não será o tur dessa moça pelo mundo que irá derrubar los hermanos,muito menos esse discurso mal ajambrado dessa visitante tão descortês.

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clodoaldo

27 de fevereiro de 2013 às 00h43

Pô seus reacionários de plantão deixem que uma superpotencia interfira diretamente na economia de um país que não quis se alinhar a ele. Então d
veremos se a economia do referido país vai deslanchar. Gente acorda o PIG está apenas fazendo o papel ao qual se impos, que é o de defender seu grnade país os EUA. Deixem de ser inocentes, vamos ver a realidade dos fatos.

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Fabio Passos

26 de fevereiro de 2013 às 21h06

A blogueira patrocinada pelo millenium so convence os tolos adestrados pelo PiG. O que mais irrita os capachos ianques sao os excelentes resultados sociais de Cuba e o apoio da populacao a Revolucao que derrubou a patota de fulgencio batista.

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Santi

26 de fevereiro de 2013 às 17h13

Com medo de uma possivel regulamentação da Mídia o PIG já começou a encenação engana trouxa para criar opinião contraria, a Yoani faz parte do roteiro afinal no país dela a “informação é toda controlada pelo Estado” palavras da Yoani, ela é sem duvida uma farsa apoiada pela CIA e PIG pois o ranço contra Cuba não acaba. O embargo permanece por orgulho ferido do Tio SAM, CUBA não represente ameaça para os Americanos e prá ninguem.

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Maria Izabel L Silva

26 de fevereiro de 2013 às 16h20

Meus caros. A fama dssa moça só existe, por causa da TV Globo. Todos os dias, em todos os horarios, veicula-se noticia sobre ela. Foi tomar água de côco … Foi se encontrar com naõseiquenzinho … Foi palestrar nãosei aonde … Ela é uma invenção da midia, um produto de consumo facil, uma lobista muito bem paga. O Satayana esta certicissimo. Não precisamos dos conselhos da lobista Yoani. Dissidente de vida mansa, um pastiche da guerra fria, que não trouxe nada de novo para o Brasil.

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Vinícius

26 de fevereiro de 2013 às 15h13

Tem que denunciar a quatro ventos a verdade sobre essa moça, que é apoiada por interesses estrangeiros ao do próprio país.

Mas que deixem ela falar… não deixá-la falar é censura. Que fale, e seja desmentida. Quem não deve não teme.

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Nelson

26 de fevereiro de 2013 às 15h01

O problema de vários dos comentaristas que vêm por aqui para “sentar o pau” em Cuba nada tem a ver com a falta de liberdade e democracia na ilha como eles querem nos convencer.

O problema é que Cuba virou uma “pedra no sapato”, um “osso entalado na garganta”, do governo dos Estados Unidos, o amo a quem esses comentaristas servem e bajulam. Eles não aceitam que seu amo seja contrariado, não admitem qualquer desobediência a ele. Daí podemos ver o quão democratas e defensores da liberdade eles são.

Este é o verdadeiro problema. Fossem realmente democratas e tivessem todo esse apreço pela liberdade dos povos, como tentam externar, e eles não estariam a apoiar um governo que foi o que mais implantou, financiou, patrocinou e sustentou ditaduras em toda a história da humanidade.

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Rodrigo Leme

26 de fevereiro de 2013 às 11h57

O Brasil não deveria se intrometer na política cubana. Comentário perfeito.

Faltou pedir isso qdo devolvemos dois dissidentes para os Castro após o pan-americano.

E não interferimos na política de outros países. Comentário tbm perfeito.

Faltou bradar isso qdo protegemos o assassino Battisti de ser punido em seu país.

Enfim, comentários perfeitos, mas que não encontram pé na realidade.

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    Eduardo Santana

    26 de fevereiro de 2013 às 15h02

    Respeito Santayana, mas acho que nossos colunistas de esquerda estão se perdendo, comprometendo credibilidade ao se esforçarem para defender o indefensável. Isso se agravou no episódio do mensalão. Precisamos sim ouvir a cubana que mora num regime ditatorial, cabe-nos sim criticar esse tipo de regime. essa cubana poderia ter 1 leitor e ainda sim, teria muita coisa a dizer, inclusive nada do que disse é mentira. Quem já foi a Cuba sabe da pobreza que assola o país e da existência de uma economia informal, tolerada pelo regime, pois só assim o povo pode comer.

    João Vargas

    26 de fevereiro de 2013 às 15h04

    Não devolvemos o Battisti para ser morto em seu país porque o ministro da justiça, o STF e o presidente da república assim decidiram dentro da legalidade dos tratados internacionais e da lei brasileira. É lógico que este ato de soberania nacional contrariou em muito os entreguistas e reacionários da direitona tupiniquim. Cai na real meu.

    CarmenLya

    26 de fevereiro de 2013 às 15h09

    Rodrigo…você ainda não foi apresentado ao google????? Coloca lá “boxeadores cubanos extraditados para Cuba” e te informa. Aliás, os dois sairam de Cuba novamente em 2009 e hoje lutam profissionalmente, o que era o objetivo dos dois em 2007. Mas o empresário alemão que iria proporcionar a fuga não apareceu. Se ficassem no Brasil precisariam esperar uns dois anos pela conclusão de um processo para conceder asilo oficialmente e só então poderiam sair do Brasil. Para nós, simples mortais, é sempre bom se manter informado para não pagar mico. Quanto aos jornalistas que repetem até hoje que os boxeadores foram extraditados é atitude normal de desonestidade intelectual para agradar os patrões.
    Aliás foi muito divertida a entrevista da blogueira ontem no Canal Livre da Cultura, hehehe!!!!! Os entrevistadores pisavam em ovos para fazer perguntas leves e sem comprometer a farsante, que repetiu seus argumentos já desmascarados pelo professor francês Salim Lamrani (que também vale a pena ler no google). Falar no embargo americano e nos 5 cubanos presos nem pensar. Eu me pergunto: é para esse triste papel que jornalistas estudam e trabalham em grandes empresas de comunicação?????

    Marcos

    26 de fevereiro de 2013 às 22h54

    Carmem o RL não tem nenhum medo de pagar mico, fala as maiores bobagens sem corar, é um josé serra da vida.

    Nelson

    26 de fevereiro de 2013 às 15h14

    Não é a primeira vez que nosso emérito comentarista Rodrigo Leme tenta distorcer o escrito por um articulista.

    No caso dos dois atletas cubanos (que nosso comentarista, seguindo o manual ditado por seu amo do norte, já qualificou de dissidentes) não houve intromissão do governo na política interna de Cuba. E também não houve interferência na política de outros países no caso Battisti. Ao contrário. Quem tentou, desrespeitosamente, interferir em decisão soberana do Judiciário e do governo de nosso país foi o governo italiano.

    Pelo que sabemos, não são bem as palavras do Santayana que “não encontram pé na realidade”.

    Rodrigo Leme

    26 de fevereiro de 2013 às 21h17

    Julgar a corte de um país democrático como incapaz de julgar Battisti não é uma afronta a soberania alheia. Devolver dois dissidentes de volta para o regime de onde fugiram (*) é um ato de soberania.

    E não estamos em guerra com a Eurásia, e sim com a Lestásia!!!

    (*) Não vou nem comentar o argumento de “eles voltaram pq quiseram”. Sério, não sei nem por odne começar pq tenho dó.

    CarmenLya

    28 de fevereiro de 2013 às 01h11

    Nelson…viajei a Cuba em 2009, ano do aniversário de 50 anos da Revolução Cubana e fiz o trajeto inverso, de Havana a Santiago de Cuba. Realmente o Rodrigo tem razão…uma viagem a Cuba não é barata, quase o equivalente a Nova York ou Paris, pois o CUC (moeda para os estrangeiros é cotada pelo euro) mas vale a pena, para conhecer a sua realidade e como são desonestos nossos meios de comunicação. Apresentam o povo cubano como robôs tristes e amedrontados, quando são alegres, altivos e tão insatisfeitos como nós. Mas sabem perfeitamente que se não fosse Fidel Castro hoje seriam um outro Haiti, subjugado e explorado, diante da indiferença mundial. Não é estranho????? tanta preocupação com Cuba e nenhuma com o Haiti…que já viu evaporar as contribuições da época do terremoto mas o povo continua vivendo ao relento. Se puderes estuda a história cubana desde o sonho de liberdade que começou com José Martí e depois vai conhecer a Ilha que consegue deixar o Império á beira de um ataque de nervos. A tua figura do “cavalo do padeiro” na minha terra é conhecida como “a cenoura no nariz do burrinho” (bichinho pelo qual tenho a maior simpatia) e reza a lenda que o burrinho vai caminhando para pegar a cenoura que, claro, nunca alcança. E usa tapa-olhos,rsrsrs
    Agora eu é que fiquei com preguiça de responder ao Rodrigo…ele nem sabe que a CVC foi comprada por um grupo americano e por causa do embargo não tem excursões para Cuba. E assalariado que defende o capitalismo ainda não entendeu que é apenas “linha auxiliar”…aquele que gera a riqueza, mas não compartilha. Jamais serão capitalistas, pois falta o principal: o capital!!!!!

    CarmenLya

    27 de fevereiro de 2013 às 01h09

    Rodrigo, você não vai comentar não porque tenha dó, mas por desconhecimento mesmo e preguiça de se informar, rsrsrs. Afinal…eu te dei o caminho das pedras…
    E ontem os entrevistadores do Roda Viva perderam a chance de explicar para a blogueira que os brasileiros não conseguem com facilidade o direito de ir e vir nas viagens aos Estados Unidos…a grande maioria não recebe visto, embora se humilhem nos consulados, em filas, submissos, implorando um visto. VocÊ já conseguiu o seu algum dia? Imagino que sim…você deve ser elite, rsrsrs.
    Eu conheço Cuba e não vi um só morador de rua ou criança fora da escola. Poderiam tê-la levado na Praça Serzedelo Correa para apresentar a quantidade de crianças drogadas, assaltando pessoas e escondendo o roubo e as drogas nos bueiros, ou mesmo aqui no Leme, onde moro, e vivo cercada de mendigos, drogados, com seus pertences, dormindo ao lado do Banco Itaú, na Rua Antonio Vieira. TAmbém no Museo de Arte Moderna, onde fui há poucos dias e os mendigos ocupam toda a frente com seus colchões e utensílios. Mas bilhões para obras não falta ao prefeito e governador. E olha que no Brasil nem temos embargos americano!!!!!

    Nelson

    27 de fevereiro de 2013 às 11h23

    Prezada Carmen

    Envoltos em tanta manipulação perpetrada pelo monumental aparato de propaganda que serve o Sistema de Poder que domina os EUA e grande parte do planeta, às vezes surge-nos alguma dúvida: será que não estamos equivocados quanto a Cuba?

    Por isso, quero agradecer pelas tuas intervenções que nos ajudam a “clarear” as
    coisas. Porém, parece que alguns comentaristas que passeiam por esse sítio não têm dúvidas; eles se definiram por apoiar cegamente ao Sistema de Poder que citei há pouco, assassino, repressor, torturador e destruidor da esperança de muitos povos.

    Sabe aquela história do “cavalo de padeiro”? Anos atrás, nas cidades do interior, o padeiro usava uma carroça para entregar o fruto de seu trabalho nas casas ou armazéns e, como o trajeto que fazia se tornava rotineiro, o cavalo já nem precisava ser guiado.

    Sem querer ofender o cavalo, que é um animal condicionado a fazer sempre o mesmo trajeto, Carmen, faço uma comparação do comportamento do mesmo com o comportamento de alguns comentaristas que passeiam por esse sítio. A diferença é que esses comentaristas têm condições de fazer uso da razão para analisar cada texto/notícia que aqui é postado, mas não o fazem. E, condicionados por uma propaganda ideológica insistente, seguem mantendo suas convicções fabricadas.

    Pior ainda, da forma como se expressam, fica a nítida impressão de que esses comentaristas chegam a, espontaneamente, implantar o chamado tapa(*) em seus olhos para não se deixarem influenciar por visões diferentes.

    (*) Tapa é aquela espécie de viseira que alguns cavaleiros colocam nos olhos do cavalo para que ele olhe apenas para a frente; o objetivo, a princípio, é evitar que o animal se assuste.

    Rodrigo Leme

    27 de fevereiro de 2013 às 14h35

    Pois é Carmen, o seu caminho das pedras é pesquisar o Google? Que verdade se encontra lá?

    No mais, você chegou a visitar cadeias cubanas, ou fez o turismo só? Procurou presos políticos ou só ficou nos mendigos?

    Sim, tenho visto americano. Sou da elite? Não sei, sei duas coisa: eu trabalho e recebo justamente pelo que faço, não tenho vergonha disso e segundo, uma viagem para Cuba custa quase o mesmo que para NY. Dependendo da promoção da CVC, Cuba é mais caro. Vc é elite, né?

    JOSE DANTAS BITENCOURT

    27 de fevereiro de 2013 às 19h34

    Puxa Rodrigo, vc nao acha que Battisti ja pagou pro seus crimes? Pior cara, são os milhares de crimes hediondos praticados em nosso País, onde a justiça solta esses patifes com indultos vergonhosos e eles voltam a praticar novos crimes. Acorde rapaz!

    Rodrigo Leme

    27 de fevereiro de 2013 às 23h07

    Ele mora nos Jardins, vive de escrever livro (e sei lá mais quem o banca), almoça e janta com algumas das figuras mais poderosas do país…

    Realmente, já pagou pelos seus crimes. Uma pena duríssima.

roberto bohm

26 de fevereiro de 2013 às 10h55

Grande Santayana.
De sua brilhante matéria sobre Cuba sómente discordo quando é dito que a Revolução Cubana malogrou, não penso assim! Só em retirar todas suas crianças da rua e dar educação a todas já é um feito notável para um pequeno país com poucos recursos.
De outra parte, a poucos anos atrás visitou a ilha o famoso ator norte-americano Sean Penn e em conversa com o Presidente Raul Castro, este ao responder uma pergunta, lhe disse que Cuba estava pronta a negociar tudo com os EEUU em qualquer lugar, a única coisa que os cubanos não negociariam nunca de nenhuma forma, era sua SOBERANIA!!!
Não creio que os americanos, ao não invadir Cuba novamente, estejam cumprindo o acordo feito com os soviéticos na época da crise dos mísseis o motivo é bem outro e está alí, bem perto, a 150 kilometros do território norte-americano. Chama-se Forças Armadas Revolucionárias, e o grande irmão do Norte não costuma arriscar nada. Só ataca galinha morta ou quem eles acham que está morta. Em minha opinião, um país agredido como Cuba é, e, em guerra (porque o bloqueio é uma medida de guerra) não pode abrir a guarda com um inimigo tão forte e tão perto. O partido único nestes casos, pode ser uma boa medida de contenção, creio.

Responder

Marcelo de Matos

26 de fevereiro de 2013 às 08h24

“Presença dos EUA no Caribe tem mais a ver com comércio e ideologia que com drogas”. O Opera Mundi lança o título, mas, não esclarece nada. O fato é que o império tem instalado cada vez mais bases militares na região, recentemente na Colômbia. O objetivo seria uma ação regional conjunta contra o tráfico, mas, essa “aliança” vai muito além. A visita de Yoani é apenas um indício dessa política imperial. Aqui, um pouco da história de Cuba:
http://www.jornalopcao.com.br/colunas/imprensa/mafia-tentou-fazer-de-cuba-a-monte-carlo-do-caribe

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spin

26 de fevereiro de 2013 às 02h58

Liberdade de expressão prá tucano é bom, desde que eles e tão somente eles possam se expressar, não é mesmo Aécio, Alckmin, Perillo…

Responder

Creuza Maciel

26 de fevereiro de 2013 às 00h58

Gostaria de saber se ela visitou a senzala????

http://mariafro.com/2013/02/25/a-chegada-de-yoani-em-coite-e-o-papel-do-juiz-de-direito/

Responder

FrancoAtirador

25 de fevereiro de 2013 às 23h48

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Olha só o que acontece no País da Liberdade…

Liberdade para Prender, Torturar e Matar.

Não fosse o Michael Moore…
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Diretor palestino indicado ao Oscar é detido no aeroporto de Los Angeles

Pediu ajuda ao cineasta Michael Moore, que contatou a Academia de Cinema de Hollywood para fornecer advogados

Redação Sul21, com informações do Brasil de Fato

O palestino Emad Burnat, diretor de “5 Broken Cameras’, filme indicado ao Oscar de melhor documentário, foi detido na noite desta terça-feira (19) no aeroporto de Los Angeles, Califórnia, EUA, quando chegava com sua família para participar da cerimônia de premiação.

Juntamente com a esposa e o filho de 8 anos, Burnat foi submetido a um interrogatório.

Segundo as autoridades da imigração, o diretor não possuía em mãos “o convite apropriado para o Oscar”.

Emad enviou uma mensagem via celular para o diretor estadunidense Michael Moore, que denunciou a detenção de Burnat em seu Twitter – que tem 1,4 milhão de seguidores – e entrou em contato com a Academia de Cinema de Hollywood.
A entidade, por sua vez, contatou advogados para cuidar do caso.

“Pedi a Emad que repetisse meu nome várias vezes aos oficiais da imigração e que lhes desse meus números de telefone”, contou Moore.
“Parece que eles não conseguiam entender como um palestino podia ter sido indicado ao Oscar”, completou.

O documentarista garantiu que faria tudo o que podia para impedir que a família Burnat fosse deportada. Ainda assim, Emad, a esposa e o filho só poderão ficar em Los Angeles durante uma semana.

Para o palestino, a detenção não é novidade.

“Quando se vive sob ocupação militar [de Israel], sem nenhum direito, esse é um acontecimento diário”, lamentou.

(http://www.sul21.com.br/jornal/2013/02/diretor-palestino-indicado-ao-oscar-e-detido-no-aeroporto-de-los-angeles)
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Documentário ‘5 broken cameras’ mostra confiscos de terra na Cisjordânia ocupada

Um dos filmes indicados ao Oscar de documentário deste ano, ‘5 broken cameras’ mostra a luta contra a ocupação israelense.
O jornalista Emad Burnat gravou, durante cinco anos, com câmera amadora, os protestos contra confiscos de terras realizados por forças israelenses e colonos judeus, na aldeia palestina de Bil’in, na Cisjordânia ocupada.
O longa de baixo orçamento exibe duras cenas de vizinhos mortos nos protestos e de equipamentos de demolição, que se tornam parte da paisagem.
A obra tem tom pessoal, pois o cineasta revela a rápida perda da inocência de seu filho pequeno.
Não por acaso, as primeiras palavras que ele aprende são muro e exército.
“Este é um filme para aqueles que foram martirizados. É maior do que eu e maior do que Bil’in. Mais de 1 bilhão de pessoas acompanham o Oscar, e agora saberão da nossa luta”, declarou Burnat recentemente.

Detalhes em: (http://www.brasildefato.com.br/node/12053)
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Da insuspeita agência de notícias AFP (Agence France-Presse):

Cineasta palestino indicado ao Oscar foi detido nos EUA, denuncia Moore

LOS ANGELES, 20 Fev 2013 (AFP) – O diretor de cinema palestino Emad Burnat foi detido no aeroporto de Los Angeles, onde desembarcou para assistir no domingo a entrega do Oscar, para o qual seu último filme foi indicado, informou o cineasta Michael Moore.

Burnat, co-diretor com o israelense Guy Davidi de ‘Five broken camaras’, indicado ao prêmio de Melhor Filme Documentário na 85ª edição dos Prêmios da Academia, ficou detido durante uma hora e meia em uma área de espera do aeroporto LAX de Los Angeles, junto com sua esposa e seu filho de oito anos, segundo Moore.

“Apesar de ter apresentado o convite para a cerimônia do Oscar, isso não foi suficiente para as autoridades, que o ameaçaram de enviar de volta à Palestina”, disse Moore em seu Twitter ao relatar o incidente que ocorreu na noite de terça-feira, 19.

“Os agentes de Imigração e Alfândega não puderam entender como um palestino poderia ter sido indicado ao Oscar. Emad me enviou uma mensagem pedindo ajuda”, acrescentou.

Moore, um conhecido ativista, acrescentou que o cineasta palestino “tinha certeza de que ele seria deportado”, concluiu o cineasta.

O cineasta palestino referiu-se ao incidente como um acontecimento “desagradável”.
“Ontem à noite, em minha viagem da Turquia para Los Angeles, minha família e eu fomos detidos por funcionários de imigração durante aproximadamente uma hora e interrogados sobre o propósito da minha visita aos Estados Unidos”, disse Burnat através de um comunicado.

Os funcionários da imigração queriam provas de que Emad Burnat havia sido indicado a um prêmio da Academia “e me disseram que se não pudesse provar o motivo da minha visita, minha esposa, Soraya, meu filho Gibreel e eu seríamos enviados de volta à Turquia no mesmo dia”.

“Depois de 40 minutos de perguntas e respostas, Gibreel me perguntou porque ainda estávamos esperando neste pequeno quarto. Simplesmente, disse a ele a verdade: ‘Talvez tenhamos que voltar. Pude ver a aflição em seu coração”, contou o diretor.

Em seguida, acrescentou, “embora esta tenha sido uma experiência desagradável, este é um fato cotidiano para os palestinos, todos os dias, em toda a Cisjordânia”. Há mais de 500 postos de controle israelenses, bloqueios de rodovias e outras barreiras à circulação em nossa terra e não há nenhum de nós que tenha se livrado da experiência que eu e minha família vivemos ontem”, emendou.

“O que ocorreu conosco é um exemplo muito pequeno do que meu povo enfrenta a cada dia”, acrescentou Burnat.

Um porta-voz do Departamento de Alfândega e Proteção Fronteiriça dos Estados Unidos (CBP) disse que não podia comentar casos individuais devido a leis de privacidade.

Mas em um comunicado, a agência informou que a CBP “se esforça por tratar todos os passageiros com respeito e de forma profissional, mantendo o foco em nossa missão de proteger todos os cidadãos e visitantes dos Estados Unidos”.

Moore, que conquistou o Oscar de Melhor Filme Documentário em 2003 por ‘Tiros em Columbine’, sobre o controle das armas de fogo, afirmou que entrou em contato com funcionários da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que consultaram seus advogados.

“Depois de uma hora e meia, decidiram deixá-lo em liberdade”, afirmou Moore.

O porta-voz do Escritório de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos, Jaime Ruiz, disse que a agência irá emitir uma declaração sobre o incidente, mas não fez nenhum comentário adicional, quando contactado pela AFP.

(http://www.afp.com/pt/node/835662)

Responder

Lafaiete de Souza Spínola

25 de fevereiro de 2013 às 22h55

Corretíssimo o texto do Santayana.

Responder

Mônica Santos

25 de fevereiro de 2013 às 22h31

Mas é claro que há violação dos direitos humanos diariamente em Cuba! Guantânamo não fica lá?

Responder

Julio Silveira

25 de fevereiro de 2013 às 21h57

Para mim essa Yoani é o miquinho treinado do realejo que dança uma musica repetitiva quando a Globo gira a manivela para ambos ganharem algumas moedas.

Responder

    Zé Brasil

    27 de fevereiro de 2013 às 10h18

    Parabéns Júlio pela imagem sugerida!

    Fica lançada a idéia para os geniais Latuff e Bessinha de desenharem o quadro.

    Se me permite uma sugestão: -o tocador de realejo seria o próprio tiosam.

    Saudações Democráticas!

Mário SF Alves

25 de fevereiro de 2013 às 21h42

Por aqui a atriz cubana deu provas insofismáveis de total ignorância e desconhecimento [ou total má fé] em relação à realidade política [e social] do Brasil.

Quer saber onde ou quando?!!

Aqui, ó: de 1500 D.C…………………………………………………………………………………………………ad infinitum.

____________________________________
Avisos?!! Reserve-os pra os netos dela. Certamente irão tomar conhecimento da anti-figura do cavaleiro da triste figura.

Responder

Regina Braga

25 de fevereiro de 2013 às 21h02

A musa da direita só quer dim-dim do plim-plim.Menina esperta!!!

Responder

Willian

25 de fevereiro de 2013 às 20h51

Faltava o Santayana. Agora não falta mais. Os cubanos são como os passarinhos na gaiola: tem alpiste e água, e nenhuma liberdade.

Sou jovem, ainda verei Cuba livre (sem trocadilho).

Cuba conseguiu a igualdade mais fácil que uma ditadura consegue: todos igualmente pobres.

P.S. Raul Castro foi reeleito nas “eleições” cubanas. Parabéns a ele e a seu partido pela “vitória”. Institutos de pesquisa acertaram esta, fácil.

Responder

    Paulo Pavaneli

    26 de fevereiro de 2013 às 11h59

    William não seria Guilherme? Tem sobrenome? Ou não pode assumir? Mostra a cara!

Gerson Carneiro

25 de fevereiro de 2013 às 19h57

A megera ainda debochou da devida indiferença com a qual foi tratada no Rio de Janeiro.

“@yoanisanchez #Cuba Llevo 2 días extrañando a manifestantes en contra mía :-) No se han manifestado en Río de Janeiro Qué pasó? no les pagaron el boleto?”

https://twitter.com/yoanisanchez/status/306118640141467649

Responder

    Rodrigo Leme

    26 de fevereiro de 2013 às 21h18

    Tem

    Rodrigo Leme

    26 de fevereiro de 2013 às 21h18

    Tem que aliviar, pq hoje é dia do comediante:

anac

25 de fevereiro de 2013 às 19h48

Yoani poderia disfarçar um pouco mais para não ficar tão patente sua condição de ventrículo do império USA.
Essa gente não entende que se eles vivem ou viveram sob uma ditadura de esquerda que matou sumariamente e torturou, nos também vivemos sob ditadura igual só que de direita. Meu sofrimento é tão legitimo quanto o dela. A diferença era que minha saída era pela esquerda enquanto a dela pela direita. No final descobrimos com a derrocada do comunismo e agora a do capitalismo que a saída na realidade era uma grande arapuca de ambos os lados. O inferno não tem lado e tudo precipitaria nele. O problema de Yoani é que ela trabalha hoje para satanás USA. Vade retro!

Responder

    anac

    25 de fevereiro de 2013 às 19h51

    Nós também vivemos em até 1989 sob uma ditadura de direita.

Carlos M.

25 de fevereiro de 2013 às 19h37

Um dos aspectos mais importantes – e, portanto, menos mencionado pelos grandes de comunicação – sobre a visita da sra. Yoani é que ela não é a voz única que discute e crítica a situação do seu país. Tampouco é a mais ouvida na própria Cuba.

Por um lado, a imagem de frágil defensora da liberdade frente a um “governo totalitário” ajuda a promoção da sua mensagem.

Por outro lado, e muito mais importante, as críticas que outros dissidente apresentam são muito menos convenientes à mídia alinhada. É o caso de muitos dos intelectuais que contribuem para a Revista Voces [1], que não discordam da Revolução Cubana, mas criticam os rumos políticos tomados pelo país em função do isolacionismo.

Há, ainda, muita gente na própria academia cubana que não concorda com a abrangência do Estado em Cuba. Uma das melhores dicussões a esse respeito é apresentada pelo historiador/filósofo Jorge Luís Acanda [2]. Entendendo a sociedade civil em sua concepção gramsciana, Acanda representa uma ampla linha de pensadores que não consideram uma saída a la capitalismo a melhor alternativa para Cuba, embora considerem o modelo atual incapaz de responder às novas demandas.

Como muito bem sintetizou o observador da imprensa L. Martins Costa, “Yoani é o barulho que a imprensa brasileira faz, para que outras vozes cubanas não sejam ouvidas” [3].

_______________
[1] http://vocescuba.com/
[2] http://www.olharvirtual.ufrj.br/2006/index.php?id_edicao=119&codigo=9
[3] http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/uma_blogueira_do_barulho

Responder

FrancoAtirador

25 de fevereiro de 2013 às 18h53

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A Cucaracha Yoani é mais um Drone dos United States.
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Quem está por trás de Yoani Sánchez?

Sozinha, blogueira cubana não teria capacidade financeira e nem técnica
para manter seus ataques ao governo de Havana

Por Salim Lamrani, La Jornada, via Pátria Latina

Yoani Sánchez, famosa blogueira de Havana, é uma personagem peculiar no universo da dissidência cubana. Jamais nenhum opositor se beneficiou de uma exposição midiática tão massiva e nem de um reconhecimento internacional de semelhante dimensão em tão pouco tempo.

Após emigrar para a Suíça em 2002, decidiu retornar a Cuba dois anos depois, em 2004. Em 2007, adentrou o universo da oposição em Cuba ao criar o blog Generación Y*, tornando-se uma detratora ferrenha do governo de Havana. Jamais nenhum dissidente em Cuba – quiçá no mundo – conseguiu tantas premiações internacionais em tão pouco tempo, com uma característica particular: tais prêmios deram a Yoani Sánchez dinheiro suficiente para viver tranquilamente em Cuba o resto de sua vida.

No total, a blogueira foi agraciada com a soma de 250 mil euros, o que significa um montante equivalente a mais de 20 anos de salário mínimo em um país como a França, quinta potência mundial. Ou ainda o equivalente a 1.488 anos de salário mínimo cubano por sua atividade de opositora, já que em Cuba o salário mínimo mensal é de 420 pesos, quer dizer, 18 dólares ou 14 euros.

Wikileaks

Yoani Sánchez mantém estreita relação com a diplomacia estadunidense em Cuba, como indica uma mensagem, classificada como secreta por seu delicado conteúdo, emitido pela Seção de Interesses Norte-Americanos (Sina). Michael Parmly, antigo chefe da Sina em Havana, que se reunia regularmente com Yoani em sua residência diplomática pessoal como indicam documentos confidenciais da Sina, demonstrou preocupação a respeito da publicação dos telegramas diplomáticos estadunidenses pelo Wikileaks: “Ficaria bastante aborrecido se as inúmeras conversas que tive com Yoani fossem publicadas. Ela poderia ter de pagar pelas consequências por toda a sua vida”. Posto isso, a pergunta que vem imediatamente à cabeça é a seguinte: “Por quais razões Yoani estaria em perigo se a sua atuação, como afirma, respeita o marco da legalidade?”.

Em 2009, a imprensa ocidental propagandeou massivamente a entrevista que o presidente Barack Obama havia concedido a Yoani Sánchez, o que foi considerado um feito excepcional. À época, Yoani também havia afirmado haver mandado um questionário similar ao presidente cubano Raúl Castro e que este não havia se dignado a responder a sua solicitação. No entanto, os documentos confidenciais da Sina, publicados pelo Wikileaks, contradizem essas declarações.

Na realidade, descobriu-se que foi um funcionário da representação diplomática estadunidense em Havana quem se encarregou de redigir as respostas para a dissidente e não o presidente Obama. Mais grave ainda, o Wikileaks revelou que Yoani, diferentemente de suas afirmações, jamais mandou um questionário a Raúl Castro. O chefe da Sina, Jonathan D. Farrar, confirmou essa realidade em uma mensagem ao Departamento de Estado: “Ela não esperava uma resposta dele [Raúl], pois confessou que nunca enviou [as perguntas] ao presidente cubano”.

A conta no Twitter

Além do blog Generación Y, Yoani Sánchez dispõe também de uma conta no Twitter e reivindica ter mais de 214 mil seguidores (registrados até 12 de fevereiro de 2012)**. Apenas 32 deles residem em Cuba. Por seu lado, a dissidente cubana segue mais de 80 mil pessoas. Em seu perfil, Sánchez se apresenta do seguinte modo: “Blogueira, resido em Havana e conto a minha realidade em textos de 140 caracteres. ‘Twitto’ via SMS sem acesso à rede”.

Não obstante, a versão de Yoani é dificilmente crível. Com efeito, resulta ser absolutamente impossível seguir mais de 80 mil pessoas só por SMS [mensagens de texto via celular] com uma conexão semanal a partir de um hotel. Um acesso diário à rede é indispensável para tanto.

A popularidade na rede social Twitter depende do número de seguidores. Quanto mais numerosos são, maior é a exposição da conta. Do mesmo modo, existe uma forte correlação entre o número de pessoas seguidas e a visibilidade da própria conta. A técnica que consiste em seguir numerosas contas é comumente utilizada para fins comerciais, assim como pela classe política durante as campanhas eleitorais.

A página www.followerwonk.com permite analisar o perfil dos seguidores de qualquer membro da comunidade Twitter. O estudo do caso Yoani Sánchez é revelador em vários aspectos. Uma análise dos dados da conta Twitter da blogueira cubana, realizado através dessa página, revela a partir de 2010 uma impressionante atividade da conta de Yoani. Assim, a partir de junho de 2010, Yoani se inscreveu para seguir mais de 200 contas Twitter diferentes por dia, com picos que podiam alcançar 700 contas em 24 horas. A menos que se passe horas inteiras do dia e da noite nisso – o que parece altamente improvável – resulta impossível inscrever-se em tantas contas em tão pouco tempo. Parece, então, que as assinaturas tenham sido geradas por meio de um robô.

Perfis fantasmas

Do mesmo modo, descobre-se que cerca de 50 mil seguidores de Yoani são, na realidade, contas fantasmas ou inativas, que criam a ilusão de que a blogueira cubana goza de uma grande popularidade nas redes sociais. Com efeito, dos 214.063 seguidores da conta @yoanisanchez, 27.012 são “ovos” (perfis sem foto) e cerca de outros 20 mil revestem-se com características de contas fantasmas com uma atividade inexistente na rede (de zero a três mensagens mandadas desde a criação da conta).

Entre as contas fantasmas que seguem Yoani no Twitter, 3.363 não possuem nenhum seguidor e 2.897 só seguem a conta da blogueira, assim como a uma ou duas contas. Do mesmo modo, algumas contas apresentam características bastante estranhas: apesar de não possuírem nenhum seguidor, e seguirem apenas Yoani, já enviaram mais de 2 mil mensagens.

Essa operação destinada a criar uma popularidade fictícia via Twitter é impossível de se realizar sem acesso a internet. Necessita também de um apoio tecnológico assim como de um orçamento. Segundo uma investigação realizada pelo diário mexicano La Jornada, sob o título “El ciberacarreo, la nueva estrategia de los políticos en Twitter”, sobre operações que envolviam os presidenciáveis mexicanos, diversas empresas dos Estados Unidos, Ásia e América Latina oferecem esse serviço de popularidade fictícia (o “ciberacarreo”, algo como um arrastão digital promovido artificialmente) por preços elevados. “Por um exército de 25 mil seguidores inventados no Twitter – afirma o jornal, cobra-se até 2 mil dólares e por 500 perfis manejados por 50 pessoas gasta-se entre 12 mil e 15 mil dólares”.

25 mil euros por mês

Yoani Sánchez envia, em média, 9,3 mensagens [de texto via celular] por dia. Em 2011, a blogueira enviou cerca de 400 mensagens ao mês. O preço de uma mensagem em Cuba é de um Peso Conversível (CUC), o que representa um total de 400 CUC mensais. O salário mínimo em Cuba é de 420 Pesos Cubanos, o que representa algo em torno de 16 CUC. Todo mês, Yoani gasta o equivalente a dois anos de salário mínimo em Cuba. Assim, a blogueira gasta em Cuba [com o Twitter] uma soma que corresponde, caso ela fosse francesa, a 25 mil euros mensais, ou seja, 300 mil euros por ano. Qual a procedência dos recursos necessários para essas atividades?

Inevitavelmente, outras perguntas surgem: “Como Yoani Sánchez pode seguir a mais de 80 mil contas sem um acesso permanente à internet? Como conseguiu se inscrever para seguir cerca de 200 contas diferentes por dia, em média, desde junho de 2010, com picos que superam 700 contas? Quantas pessoas seguem realmente as atividades da opositora cubana na rede social? Quem financia a criação das contas fictícias? Com que objetivo? Quais são os interesses que se escondem por detrás da figura de Yoani Sánchez?

* Estranhamente traduzido em tempo real em 20 línguas; entre elas, polonês, lituano, grego, búlgaro, coreano, persa e romeno.

** [N.T] Até 27 de fevereiro, data de fechamento desta edição, o número de seguidores já havia aumentado em 7.676, em um período de apenas 15 dias, totalizando 221.739 seguidores.

Tradução: Nélson Norberto

Salim Lamrani, graduado pela Universidade de Sorbonne, é professor encarregado de cursos na Universidade Paris-Descartes e na Universidade París-Est Marne-la-Vallée e jornalista francês, especialista nas relações entre Cuba e Estados Unidos. Autor de Fidel Castro, Cuba e Estados Unidos (2007) e Dupla Moral. Cuba, a União Europeia e os direitos humanos (2008), entre outros livros.

(http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=aa5bc34d6bd5933dd73ae2251bff88e8&cod=11015)

Leia também:

Quem é Yoani Sánchez?

(http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=2da6a99a5ce7553b10fb03803d4994a9&cod=11003)
(http://lapupilainsomne.wordpress.com/2012/01/29/quien-es-yoani-sanchez)

¿Qué hay de cierto en las acusaciones contra Yoani Sánchez? (+ video)

(http://lapupilainsomne.wordpress.com/2013/02/24/que-hay-de-cierto-en-las-acusaciones-contra-yoani-sanchez-video)

Responder

    maria olimpia

    26 de fevereiro de 2013 às 13h18

    Muito esclarecedor, caro FrancoAtirador!
    Ótimo texto de M.Santayana, como sempre!

Gerson Carneiro

25 de fevereiro de 2013 às 18h36

Pois é, né. Tão reprimida que se sente no direito de adentrar ao país dos outros para dar pitaco.

Ora dona Yoani, vá desentortar banana.

Responder

JOSE CARLOS DE CAMARGO

25 de fevereiro de 2013 às 18h27

MSantayana: por favor, pare de espernear! É lógico que em CUBA existe não
sòmente repressão, como também controle absoluto da Comunicação! Isso sempre foi marca registrada de regimes fechados, notòriamente os comunistas! É só olhar o que acontece na Coreia do Norte, Mongólia Exterior, China Continental, etc! Além do mais, essa cubana tão criticada, fez reconhecimento do que aconteceu de bom no regime da Ilha, principalmente enquanto tinha auxílio direto da URSS! Acabou o subsídio, acabou a bonança! O que foi feito está registrado! Alias, isso ficou constatado na entrevista no Programa da TV Band de ontem! Por favor, vocês esquerdistas precisam parar com esse pavor de críticas! Todo mundo é criticado,porque ninguém acerta tudo! Agora vocês ficam todos arrepiados e começam a denegrir seus críticos, como se fosse /
possível tapar o sol com a peneira! São criticados? Então, contertem!

Responder

    FrancoAtirador

    25 de fevereiro de 2013 às 19h44

    .
    .
    Em matéria de controle da Comunicação

    o governo dos United States é expert.

    E depois da decretação do Patriot Act

    por G.W. Bush, prorrogado por B.Obama,

    falar que nos EUA há Liberdade é piada.
    .
    .
    EM 26/10/2001,
    OS EUA REVOGARAM A PRIMEIRA EMENDA* À CONSTITUIÇÃO NORTE-AMERICANA

    A edição do “Ato Patriótico” imposto por George W. Bush aos norte-americanos como justificativa para iniciar, sob o pretexto da Segurança Nacional, uma genérica e generalizada “Guerra ao Terror”, em represália aos ataques sofridos em 11/09/2001,
    equivaleu-se ao AI-5 decretado pela Ditadura Militar dos generais no Brasil.

    O USA PATRIOT Act foi o maior atentado aos direitos individuais e coletivos estadunidenses.

    Se até então havia alguma democracia nos EUA, em 26/10/2001 ela acabou:

    O USA PATRIOT Act foi um ato aprovado pelo Congresso dos Estados Unidos da América, assinado pelo então presidente George W. Bush, tornando-o lei em 26 de outubro de 2001.

    O acrônimo significa “Uniting and Strengthening America by Providing Appropriate Tools Required to Intercept and Obstruct Terrorism Act of 2001”
    (algo como Ato de Unir e Fortalecer a América Providenciando Ferramentas Apropriadas Necessárias para Interceptar e Obstruir o Terrorismo, de 2001).

    Entre as medidas impostas pela lei, estão a invasão de lares, espionagem de cidadãos, interrogações e torturas de possíveis suspeitos de espionagem ou terrorismo, sem direito a defesa ou julgamento.

    Com esse ato, foram retiradas as liberdades civis dos cidadãos estadunidenses.

    Muitos historiadores relacionam essa lei como um passo legal para a instituição de lei marcial na eventualidade de qualquer evento de terrorismo, falso ou verdadeiro.

    De acordo com o Departament of Homeland Security todas as ações consideradas “antigovernamentais” foram imediatamente consideradas atos de terrorismo.

    Em 26 de maio de 2011, o presidente Barack Obama assinou a prorrogação do PATRIOT Act por mais 4 anos.

    *Texto da Primeira Emenda à Constituição dos EUA:

    “O Congresso não deve fazer leis a respeito de se estabelecer uma religião, ou proibir o seu livre exercício; ou diminuir a liberdade de expressão, ou da imprensa; ou sobre o direito das pessoas de se reunirem pacificamente, e de fazerem pedidos ao governo para que sejam feitas reparações por ofensas.”
    .
    .

    renato

    25 de fevereiro de 2013 às 22h32

    E agora José.
    Quem será que a Esquerda vai trazer para fazer um tur no Brasil.
    Será que vai ter pessoas da direita lá, com panfletos e demais.
    DESCULPE, DESCULPE, esqueci o nosso representante da esquerda está
    na Africa, e não é importado,e acabou de fazer um tur pelos Estados
    Unidos. A agenda dele esta no site dele.
    Desculpe José.
    Parece que depois ele vai para CUBA. Parabenizar os cinco anos a mais
    dos irmãos Castro.

    renato

    25 de fevereiro de 2013 às 22h36

    Liberdade! Liberdade!
    Abre as asas sobre nós!
    Ele faz o que a música manda!
    Sabe aproveitar a Liberdade!
    E vai lutar por você.
    Pelo Brasil.

    Mário SF Alves

    25 de fevereiro de 2013 às 22h45

    Primeiro há que se ter em conta que Cuba não quis o alinhamento automático com a ex-URSS. Senão o que estaria pretendendo ou como se justificaria aquele discurso proferido pelo Ernesto Che Guevara na 19ª Assembleia Geral da ONU em 1964?
    O referido discurso/documento histórico pode ser acessado através do link: http://www.youtube.com/watch?v=TresRzgQMHU
    ______________________________
    Ainda que em absoluto respeito a sua ideologia e/ou concepção de mundo, não há como negar que sua crítica é mordaz, dúbia, mal contextualizada e pouco sincera. O espelho no qual você se mira é espelho intencionalmente embaçado, e se presta a jogos de interesse profundamente inconfessáveis. O mesmo não nunca se poderá dizer de Cuba. O que pretende ou pretendeu não há quem conteste. Não há necessidade de subterfúgios. Não há pântanos de retórica. O que se pretendeu e se fez foi abolir a propriedade privada dos meios de produção e abolir a sociedade de classes. Mas, agora, vamos lá, eu o desafio. Confesse, por exemplo, os interesses dos EEUU. Diga com certeza o que foi aquele 11 de setembro; diga com certeza o que foi que motivou a guerra do Vietnã; diga com certeza o que é e o que pretende o neoliberalismo; diga com certeza como foi engendrado o golpe que culminou com o suicídio de Salvador Allende; diga com certeza sobre as armas de destruição em massa no Iraque; diga com certeza sobre o fim do Bin Laden; diga com certeza… enfim, onde estará a certeza do mundo que você tão radicalmente defende. Tais dúvidas creio que nem o Papa ousaria publicamente esclarecer.
    _______________________________________________
    Perdoe-me se não fui suficientemente claro e perdoe-me se o ofendi de alguma forma.
    Saudações democráticas.

    FrancoAtirador

    26 de fevereiro de 2013 às 00h36

    .
    .
    E um pouquinho de História do Brasil.

    Ou seria dos United States of America?
    .
    .
    Vídeo Histórico

    A CASA BRANCA E O GOLPE DE 64 (*)

    (http://www.youtube.com/watch?v=Q65Pz-sFci8)

    Por Luiz Carlos Azenha, na TV Viomundo (09/12/2007)

    Uma conversa telefônica entre o então presidente dos Estados Unidos, Lyndon Johnson, e um de seus assessores, George Bell, subsecretário de Estado, em março de 1964, deveria fazer parte do currículo de História do Brasil.

    Agora, que a internet facilita a transmissão e a consulta a dados em áudio e vídeo, a conversa poderia ser usada tanto para ensinar inglês quanto para ensinar História e Geografia.

    Os dois discutiam medidas políticas e militares para garantir o sucesso da “Revolução Redentora”. Graças ao fato de que os americanos prezam a preservação de sua própria História, a gravação da conversa hoje pode ser ouvida por qualquer um.

    Um dos momentos mais bizarros dela se dá quando Johnson, que não parece aceitar um resultado que não seja a derrubada do governo brasileiro, pergunta ao assessor quantos são os estados no Brasil.

    O assessor consulta o assessor do assessor e responde 19, depois muda para 21, depois diz que não importa, os estados mais importantes estavam com eles
    (Guanabara de Carlos Lacerda, São Paulo de Adhemar de Barros e Minas Gerais de Magalhães Pinto, o homem do guarda-chuva do Banco Nacional, um dos primeiros patrocinadores do Jornal Nacional).

    Os assessores de Johnson acreditavam que o Brasil estava a caminho de se tornar um país comunista em pleno quintal americano.
    Um novo Vietnã? Outra Cuba?

    O que ninguém te conta é que Johnson concorreria à reeleição naquele ano, tinha herdado o poder depois do assassinato de John Kennedy e a Guerra Fria corria solta.

    Johnson queria se eleger presidente, como qualquer outro político faria.

    Qual era o maior risco para ele – e continua sendo para qualquer presidente americano?
    Ser taxado de fracote, de molenga com o “inimigo”, seja ele Fidel Castro, bin Laden, Hugo Chávez ou o Zebedeu.

    Johnson deu gás à guerra do Vietnã, o que em 1968 custaria a ele a carreira política.
    Mas, quando recebeu a chamada, estava de olho em seus financiadores de campanha e queria evitar a qualquer custo a acusação de “perder” o Brasil para o bloco soviético.

    Johnson, é óbvio, conhecia o Brasil de “ouvir dizer”.

    O negócio dele era a reeleição.

    A TV Viomundo, sempre preocupada com a sua informação e diversão, proporciona a você este momento histórico, em que um caipira do interior americano decide o destino de milhões de brasileiros.

    (*) Originalmente publicado sob o título:

    “JOHNSON PEDE A CABEÇA DE JOÃO GOULART”

    (http://justuri.blogspot.com.br/2007_12_09_archive.html)
    .
    .
    Detalhes em:

    (https://www.viomundo.com.br/voce-escreve/william-blum-matando-a-esperanca-no-brasil.html)

    FrancoAtirador

    26 de fevereiro de 2013 às 00h48

    (http://www.kaosenlared.net/america-latina/item/14329-william-blum-eeuu-e-o-golpe-de-1964.html)

    Mário SF Alves

    27 de fevereiro de 2013 às 11h58

    Prezado Franco,

    Os links e vídeos indicados por você no comentário abaixo deveriam ser objeto da maior atenção possível. São provas irrefutáveis e respondem a imensa maioria dos porquês de nosso eterno, vil, vergonhoso e desumano subdesenvolvimento.
    ________________________________
    Oxalá, todos os professores os vissem.

Thelma Oliveira

25 de fevereiro de 2013 às 17h57

Grande Santayana. Lucidez e pertinência sempre.

Responder

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