VIOMUNDO

Diário da Resistência

Sobre


Querem provocar amnésia coletiva nos brasileiros, diz João Sicsú
Política

Querem provocar amnésia coletiva nos brasileiros, diz João Sicsú


08/08/2013 - 13h31

por Luiz Carlos Azenha

O livro acabara de ser escrito quando explodiram as manifestações de junho de 2013, inicialmente em São Paulo.

O autor, economista João Sicsú, doutor pela Universidade Federal do Rio de Janeiro — onde leciona — não precisou alterar o texto. Pelo contrário: segundo ele, o conteúdo já apontava para a nova pauta dos trabalhadores e da sociedade brasileira. Os consumidores agora querem ser cidadãos plenos e, portanto, exigem serviços públicos de qualidade.

Porém, depois das conquistas dos últimos dez anos, obtidas como resultado de um pacto em que tanto trabalhadores quanto capitalistas ganharam, Sicsú acha que “a nova pauta exige enfrentamento”.

Exemplo? Para melhorar o serviço público de saúde, será preciso enfrentar o corporativismo e os interesses das grandes empresas de saúde privada.

Sicsú contesta a ideia de que falta dinheiro ao Estado brasileiro para atender às demandas da população. É preciso, isso sim, realocar os recursos — reduzindo, por exemplo, o pagamento de juros da dívida interna.

O livro “Dez Anos que Abalaram o Brasil“, que está chegando às livrarias, é um balanço das mudanças econômicas que aconteceram no Brasil desde o início do governo Lula.

Para o autor, o gráfico acima, que aparece na página 62, é essencial para entender a profundidade das mudanças.

Sicsú acha que o que ele expressa é mais relevante até mesmo que os dados do Índice de Gini, que registra aumento ou diminuição da desigualdade entre os trabalhadores.

Já a relação entre massa salarial/Produto Interno Bruto é um raio X do bolso dos brasileiros.

E o gráfico acima comprova que, se os capitalistas ganharam muito dinheiro sob Lula, os trabalhadores ganharam relativamente mais.

Em 2009 os salários passaram a representar mais da metade do PIB, 51,4%.

[Ajude-nos a produzir mais conteúdo próprio, que nos liberte da mídia corporativa. Assine o Viomundo]

O balanço que Sicsú colocou em livro é uma tentativa de evitar que aconteça o que parece desejar a elite brasileira, que se manifesta diariamente através de sua mídia: apagar a história econômica da última década, ou atribuí-la apenas à continuação das políticas de Fernando Henrique Cardoso e sua turma.

O leitor Antonio Machado detectou isso num recente artigo do presidenciável Aécio Neves, na Folha de S. Paulo.

Levando em conta que fiz a entrevista com João Sicsú instalado no bairro do Higienópolis, em São Paulo, incorporei uma entidade tucana e fiz algumas perguntas provocativas a Sicsú.

Exemplo: não é verdade que FHC debelou a inflação e abriu as portas para o crescimento da era Lula?

Sicsú reconhece a importância do controle inflacionário, mas situa historicamente o que aconteceu no Brasil com esforços paralelos que também ocorreram na Argentina e no Equador.

Afirma que o controle da inflação não teve as repercussões sociais que pretendiam os presidentes dos três países, tanto que Fernando De La Rua foi expulso da Casa Rosada, o equatoriano Lucio Gutiérrez fugiu de helicóptero e Fernando Henrique Cardoso sofreu derrota política fragorosa.

Quem assentou as bases para um verdadeiro crescimento com estabilidade, argumenta Sicsú, foram justamente os governos de coalizão liderados pelo PT.

Não por acaso, apagar a memória do sucesso econômico deles é fundamental para o futuro do PSDB, diz o autor: “São anos que não interessam às elites brasileiras. O povo apareceu. Teve emprego e renda. Isso transformou os aeroportos, por exemplo, em espaços ‘desconfortáveis'”.

O Brasil, afinal, deixou de ser um país organizado apenas para servir às elites, argumenta João Sicsú.

Clique abaixo para ouvir toda a entrevista.

Ajude o VIOMUNDO a sobreviver

Nós precisamos da ajuda financeira de vocês, leitores, por isso ajudem-nos a garantir nossa sobrevivência comprando um de nossos livros.

Rede Globo: 40 anos de poder e hegemonia

Edição Limitada

R$ 79 + frete

A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único

R$ 40 + frete

Pacote de 2 livros - A mídia descontrolada e Rede Globo

Promoção

R$ 99 + frete

A gente sobrevive. Você lê!


35 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

Urbano

10 de agosto de 2013 às 14h48

Principalmente nos últimos trinta e três anos, a música brasileira e os programas de tevês têm dado uma enorme contribuição para isso, ao anestesiar as vítimas através da imbecilização, no intuito de que se opere a descerebração total.

Responder

sergio m pinto

10 de agosto de 2013 às 07h32

Ao Romulo R. Bezerra

De fato, pouco se discute a dívida pública. Deveríamos, de fato, analisá-la para saber em que circunstâncias ela se avolumou a partir de um determinado período, digamos a partir de 1994, e onde foi utilizado o dinheiro que a constituiu.
Ficar reclamando o quanto que se paga hoje é apenas reclamar das consequências. A questão é analisar a causa.

Responder

Sagarana

09 de agosto de 2013 às 22h10

Mostra o gráfico desde o governo do incomum aliado José Sarney!

Responder

Terezinha

09 de agosto de 2013 às 20h40

Me sinto na obrigação de fazer um comentário. tive oportunidade de participar de um seminário em São Paulo com o professor João Sicsú. Ele é um dos intelectuais mais sérios e que estuda em profundidade as questões do Brasil. Comprarei o seu livro e de antemão recomendo que as pessoas o façam. Vamos formar nossa opinião sem depender de artigos superficiais publicados na grande imprensa.

Responder

    Sagarana

    10 de agosto de 2013 às 06h24

    “Senhor, fazei-me instrumento do meu partido!”

Zé Francisco

09 de agosto de 2013 às 11h56

Não é só o índice percentual de renda sobre o PIB que cresceu. Além disso, o PIB cresceu também, o que evidencia um crescimento ainda maior do poder de compra do brasileiro. Portanto, o gráfico é singelo e incompleto.

Responder

leprechaun

09 de agosto de 2013 às 11h28

“””Os consumidores agora querem ser cidadãos plenos e, portanto, exigem serviços públicos de qualidade.”””

Aqui parece haver um abismo intransponível. A tal nova classe média, ou 50% dela é favelada, analfabeta e se tiver uma parada cardiorrespiratória morre num hospital público. É refém da grande mídia e reproduz tudo que passa na telinha. Em mais de dez anos o governo do PT não avançou quase nada em pontos estratégicos, colocou alguns programas em andamento, mas nada que aponte para mudanças estruturais.

Revolucionário mesmo foi o capital nesses últimos trinta anos, chutou a esfera produtiva e passou a se revalorizar no mundo das finanças, erigindo novas formas de consciência e deixando a esquerda tradicional completamente perdida, sonhando em voltar aos tempos das f´bricas de 20 mil empregados.

Nesse sentido e em cima do texto ficam algumas perguntas: como tirar o dinheiro do rentismo, da especulação, do pagamento de juros e dívidas para aplicá-lo nos serviços de qualidade? Se isso for feito o capitalismo não colapsaria? Não é ao menor sinal dessa opção que países são invadidos pelo centro do sistema?

Responder

    Sagarana

    10 de agosto de 2013 às 06h18

    Parabéns! Foi no cerne da questão.

Mardones

09 de agosto de 2013 às 08h39

A verdade:

“Porém, depois das conquistas dos últimos dez anos, obtidas como resultado de um pacto em que tanto trabalhadores quanto capitalistas ganharam, Sicsú acha que “a nova pauta exige enfrentamento”.

Exemplo? Para melhorar o serviço público de saúde, será preciso enfrentar o corporativismo e os interesses das grandes empresas de saúde privada.

Sicsú contesta a ideia de que falta dinheiro ao Estado brasileiro para atender às demandas da população. É preciso, isso sim, realocar os recursos — reduzindo, por exemplo, o pagamento de juros da dívida interna.”

Mas quem está interessado nesse enfrentamento? O PT acha – com suas alianças – que ainda é possível manter o ganha-ganha, sem enfrentamento.

Responder

hc

08 de agosto de 2013 às 21h46

o JN acaba de gastar seu tempo para defender o Serra e o Alckmin. Restou para o Mário Covas. Mas este pode ficar tranquilo, segundo jornal, já prescreveu.
Bom que está mentindo nesta história é SIEMENS, a justiça de outros Países, o CADE e a PF. Jamais neste estado (são paulo) houve alguma organização politica bandida. Acha 20 anos de pura lisura.

Responder

Geraldo PT

08 de agosto de 2013 às 21h33

A era Lula , não pode ser esquecida , agora os tucanos querem dizer que o PT foi continuidade claro que mudou , mesmo com erros e acertos.

Responder

geraldo PT

08 de agosto de 2013 às 21h29

A era Lula reduziu a desigualdade entre os ricos e miseráveis , agora é preciso avançar e reeleger Dilma , com programa mais a esquerda e em prol dos trabalhadores
.

Responder

Sala Fério

08 de agosto de 2013 às 20h04

Vai aqui um ‘off-topic’, só justificável pela atualidade do assunto:
http://charges.uol.com.br/2013/08/08/juiz-canta-festa-no-ape/

Barbosão explica cantando que ‘não tem apê em Miami’, ao som de Latino!
Desculpem novamente pelo off-topic. A matéria do Sicsú é da maior relevância. Aumento do percentual de salários no PIB: resultado de políticas redistributivas e redução dos níveis de desemprego.

Responder

Fabio Passos

08 de agosto de 2013 às 19h46

E ainda há muito espaço para aumentar a participação dos salários no PIB.
Além da renda, está na hora de promover melhor distribuição de patrimônio… a casa-grande usurpou uma riqueza gigantesca durante séculos de aviltante exploração do nosso povo.
E o Estado, que foi propriedade da “elite” branca, precisa finalmente cumprir seu dever e prover bens e serviços para a maioria da população que ainda não tem acesso.
É tarefa histórica da esquerda promover esta ruptura e derrubar de uma vez por todas o Apartheid Social.

Responder

Pedro

08 de agosto de 2013 às 19h41

Ideia histórica muito importante. Mas o enfrentamento já está acontecendo.

Responder

Rui Rosato

08 de agosto de 2013 às 17h33

E como é CHIC emprestar dinheiro pro FMI, não?

A frase parece um deboche, mesmo porque nossa participação é irrisória, mas traduz anos de pires na mão e incompetência dos políticos antes de LULA.

Essa idiotice de fazer o bolo crescer para depois repartir. Ora, antes inexistiam as políticas sociais ou funcionavam como bombeiros atarefados, causando a mesma sangria no orçamento, mas sem surtir nenhum efeito, porque era esmola e não um programa do tamanho que o Brasil precisava.

LULA repartiu o bolo logo de cara, colocou outro na forma e distribuiu igualmente, representado pelo ganho real no salário mínimo que doravante , não só reporia as perdas salariais, mas viria com algo além.

Algo que tornou mais bonita a nossa cozinha, lavanderias, salas e garagens antes vazias ou capengas, combinadas com retirada de impostos baixando os preços, incentivando o consumo e com isso despertando a indústria para o seu novo papel.

Se pagar a dívida era fácil, porque não fizeram ao invés de contrair empréstimos para pagar outros empréstimo?

Se acabar com a fome através da cesta básica era fácil, porque não fizeram um programa fortemente estruturado como o Bolsa Família, que serve de exemplo para a ONU, ao invés de programas que nenhum efeito surtiam?

Se dar ganho real ao salário mínimo era fácil, porque não fizeram e mal conseguiam manter a equivalência vergonhosa de U$ 100,00 para o trabalhador brasileiro?

São essas questões que quanto mais dizem que o LULA ganhou de bandeja, mais e mais dão atestado da sua incompetência por não terem agido, significando que: se a economia estava perfeita com o FHC, então faltou GESTÃO, COMPETÊNCIA, VONTADE, etc. Ou inteligência, pode escolher entre as alternativas acima.

RR

Responder

Rafael

08 de agosto de 2013 às 17h26

Aproveitando a fala do colega que diz que: “Para melhorar o serviço público de saúde, será preciso enfrentar o corporativismo e os interesses das grandes empresas de saúde privada”, é consenso geral das 13 categorias profissionais da saúde não-médicos (fisioterapia, fonoaudiologia, nutrição, psicologia, optometrista etc.) que o Ato Médico tramitando no congresso desde 2002 é financiado pelos planos de saúde provados, indústrias farmacêuticas e de exames complementares para que todo e qualquer cidadão passe primeiro em um médico antes de procurar qualquer outro serviço, ou seja, maiores gastos com consultas desnecessárias, remédios e exames serão realizados. Por isso foi importantíssimo os vetos da presidente Dilma, a favor do SUS e do CNS. Assinem a petição: http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoAssinar.aspx?pi=P2013N42534
Grato

Responder

AUTA MARIA DA SILVA OLIVEIRA

08 de agosto de 2013 às 16h39

SEMPRE FALO PARA AS PESSOAS, PRINCIPALMENTE AS ANTI PETISTAS, QUE O GOVERNO LULA VEIO PARA MELHORAR A VIDA DOS MAIS HUMILDES, E A DILMA CONSERVOU O TRABALHO DELE. QUEM HOJE NÃO TEM SEU CARRINHO, QUEM NÃO TEM UM COMPUTADOR COM INTERNET, QUEM HOJE NÃO TEM A FACILIDADE DE ADQUIRIR SUA CASINHA? ENTRE OUTRAS VANTAGENS, QUE HOJE EM DIA O PAÍS ENCONTRA-SE EM UM CONTESTO SOCIAL BEM MAIS EQUILIBRADO. EU ESPERO QUE A CLASSE MAIS HUMILDE, QUE FOI A MAIS BENEFICIADA, E QUE É DE MAIOR NÚMERO, NA HORA DO VOTO, NÃO HESITEM EM CONSERVAR O PT NO PODER. PORQUE A ELITE QUER PERSUADIR ESTA CLASSE, A MÍDIA É A PODEROSA EM FAZER A CABEÇA DAS CRIATURAS. TEMOS QUE CONSERVAR O PT NO PODER.

Responder

    renato

    09 de agosto de 2013 às 13h11

    SIM.Ponto Final.

henrique de oliveira

08 de agosto de 2013 às 16h16

Na Somalia a inflação é quase zero , num país onde não se movimenta a economia , onde o povo passa fome , não existe consumo nem trabalho é normal a inflação ser baixa , foi essa a era FHC não se tinha nada então a inflação é facilmente controlada.
Quero ver controlar o mostro da inflação com o país crescendo e consumindo , foi isso que LULA fez.

Responder

    Helena/S.André (SP)

    08 de agosto de 2013 às 22h10

    Bem lembrado, Henrique!

Elias

08 de agosto de 2013 às 15h40

“Esses são anos que não interessam as elites brasileiras, são anos onde de fato o povo apareceu. O povo apareceu por que o povo teve condições econômicas para aparecer, tendo emprego e renda. E isso transformou os aeroportos, por exemplo, em espaços desconfortáveis, transformou as ruas, infelizmente, em espaços de grandes engarrafamentos, porque o número de carros aumentou muito, esse é um desenvolvimento, um sentido de desenvolvimento que não nos interessa, mas que representa uma satisfação individual pra muita gente que nunca pensou em comprar um carro e que adquiriu agora. Os porteiros do meu prédio, por exemplo, chegam aqui para trabalhar de carro e colocam o carro na garagem. Isso era inimaginável há dez anos, aliás, são os mesmos porteiros que sempre vieram trabalhar de ônibus e que atualmente alguns deles vêm trabalhar de carro. E através da grande mídia se tenta apagar todo esse surgimento do povo no cenário econômico e social do país. O que me causa também muita estranheza, e que está no livro, tem até uma tabela mostrando, o quanto que o governo transfere na forma de verba de publicidade a esses veículos de comunicação que tanto tentam esconder a realidade do país e contar uma história diferente, uma história que não aconteceu. Então eu queria mencionar o número que está no livro: Ano passado (2012) a TV Globo recebeu aproximadamente meio bilhão de reais do governo federal na forma de publicidade, ou seja, o governo federal acaba apoiando um veiculo de comunicação que na verdade distorce a realidade, não dá informação, portanto, atrapalha a continuidade de desenvolvimento. Um governo que está interessado, eu não tenho a menor dúvida disso, no desenvolvimento social e econômico do país, não pode apoiar adversários desse desenvolvimento social e econômico que todos nós queremos.”

(Transcrição do áudio) João Sicsú, em entrevista a Luiz Carlos Azenha.

Responder

marilamar

08 de agosto de 2013 às 15h04

Tanto o Caso do TSE/SERASA, como o caso da RECEITA FEDERAL/VERONICA SERRA, parece que a OAB entrou como uma ADIN em prol dos 140 milhoes dos brasileiros violentados pelos corruptos(ou estelionatarios) em açao. Alguem precisa levantar isso, se é verdade ou desinformaçao!!!

Responder

    FrancoAtirador

    08 de agosto de 2013 às 19h21

    .
    .
    TSE suspende convênio com Serasa

    Por Luciano Nascimento, repórter da Agência Brasil

    Brasília – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu suspender temporariamente o convênio firmado com o Serasa Experian para repasse de dados cadastrais de eleitores à empresa de proteção ao crédito. A decisão foi tomada na noite de ontem (7) pelo diretor-geral do tribunal, Anderson Vidal Corrêa, e vale até que a corte se pronuncie sobre o caso.

    A Assessoria de Comunicação do TSE disse à Agência Brasil que ainda não há previsão de quando o contrato será analisado pela corte, mas informou que há possibilidade de o assunto ser avaliado ainda hoje. O contrato prevê o fornecimento e a validação de dados que podem alcançar os 144 milhões de eleitores brasileiros.

    A presidenta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, posicionou-se a favor da suspensão do acordo. A ministra quer que o assunto seja discutido pelo plenário da corte antes que mais dados sejam trocados.

    Na manhã de hoje (8), o ex-presidente do TSE Sepúlveda Pertence afirmou que o acordo pelo qual a corte disponibiliza dados dos eleitores brasileiros ao Seresa é “contra a tradição do tribunal”.

    O acordo entre o TSE e o Serasa foi assinado pela então corregedora-geral de Justiça, Nancy Andrighi, e foi mantido pela atual titual da corregedoria, Laurita Vaz. De acordo com as regras internas do TSE, a corregedoria tem autonomia sobre os dados dos eleitores e, por isso, o assunto não foi levado ao conhecimento dos outros ministros.

    Edição: Nádia Franco

    (http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-08-08/tse-suspende-convenio-com-serasa)
    .
    .
    Deputado entra no MPF contra acordo do TSE/Serasa

    Por Daiene Cardoso, Agência Estado, via IstoÉ

    O deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP) encaminhou nesta quinta-feira, 08, uma representação ao Ministério Público Federal (MPF) contra o acordo entre o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Serasa envolvendo o repasse de dados de 141 milhões de eleitores.

    Apesar de a presidente do Tribunal, ministra Cármen Lúcia, ter defendido a suspensão imediata do acordo, o petista pede, além do cancelamento, a apuração de responsabilidades pela medida. O deputado ressalta que, mesmo sendo anulado, o acordo “não afasta os danos que podem ter sido causados aos direitos fundamentais dos cidadãos”.

    “É bastante provável que os dados cadastrais, alocados em banco de dados eletrônico, já tenham sido disponibilizados para a Serasa. Nessa perspectiva, é preciso apurar as responsabilidades civis, administrativas e, eventualmente, criminais, dos responsáveis pela adoção da medida inconstitucional e ilegal, o que se requer com urgência”, defende a representação.

    No documento, o petista afirma que o acordo se distancia do interesse público e atende a “interesses exclusivos de servidores ou membros da Corte Eleitoral (certificação digital), que poderia ser atendido de diversas outras formas, inclusive com o orçamento da própria Corte e através de vários órgãos credenciados”.

    Ao abordar as necessidades comerciais da Serasa, Zarattini diz que é “ingênuo” imaginar que o sigilo das informações seria preservado. Para o deputado, o acordo beneficia somente a Serasa, que passaria a ter acesso aos dados de todos os cidadãos adultos “com algum potencial econômico” e usaria as informações para transações comerciais.

    “Não há nenhum interesse público no Acordo de Cooperação Técnica firmado entre o TSE e a Serasa. A contrapartida ofertada pela Serasa apresenta-se como risível, na medida em que a certificação digital ofertada, ou seja, uma parca compensação financeira pela transferência do banco de dados poderia, como dito, ser viabilizada com diversas outras instituições certificadoras e com o pagamento de quantia em torno de R$ 10.000,00, através do orçamento do Tribunal, sem expor ou mercanciar a vida privada dos cidadãos brasileiros”, afirma.

    O deputado diz ainda que a medida é ilegal e inconstitucional por atentar contra a privacidade dos eleitores. Ele lembra que o sigilo de correspondência é inviolável. “Os dados cadastrais de milhões de brasileiros existentes no Tribunal Superior Eleitoral constituem-se num dos maiores bancos de dados públicos existentes no País e devem servir exclusivamente às finalidades públicas, jamais a desígnios privados e, especialmente, aos interesses comerciais titularizados pela Serasa”, completa.

    (http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/125843_DEPUTADO+ENTRA+NO+MPF+CONTRA+ACORDO+DO+TSESERASA)
    .
    .

    FrancoAtirador

    08 de agosto de 2013 às 19h34

    .
    .
    Em dezembro de 2011, o livro A Privataria Tucana do jornalista Amaury Ribeiro Jr. acusa a empresa Decidir de atuar na lavagem de dinheiro, e por isso teria conseguido sucesso financeiro tão rapidamente.

    Um levantamento apontado no livro, feito na Junta Comercial de São Paulo, mostrou que a Decidir Internacional injetou 10 milhões de reais na Decidir do Brasil em um suposto esquema de lavagem de dinheiro.

    O livro afirma que Verônica Serra está indiciada pela Polícia Federal pelo crime de quebra de sigilo desde 2003, na 3ª Vara Criminal de São Paulo, indicando como consultar no site da Justiça Federal em São Paulo (http://www.jfsp.jus.br) e indiciar o número do processo: 2003.61.81.000370-5
    .
    .
    PROCESSO 0000370-36.2003.4.03.6181
    NUM.ANTIGA 2003.61.81.000370-5

    DATA PROTOCOLO 20/01/2003
    3a Vara / SP – Capital-Criminal

    CLASSE 240 . ACAO PENAL

    ASSUNTO
    CRIME DE QUEBRA DE SIGILO FINANCEIRO (ART. 10º DA LC 105/01) – CRIMES PREVISTOS NA LEGISLACAO EXTRAVAGANTE – DIREITO PENAL

    AUTOR JUSTICA PUBLICA
    PROCURADOR P.ATIVO RITA DE FATIMA FONSECA

    ACUSADO WLADIMIR GANZELEVITCH GRAMADO
    ADVOGADO P PASSIVO SP016009 JOSE CARLOS DIAS
    ADVOGADO P PASSIVO SP063600 LUIS FRANCISCO DA S CARVALHO FILHO
    ADVOGADO P PASSIVO SP096583 THEODOMIRO DIAS NETO
    ADVOGADO P PASSIVO SP130664 ELAINE ANGEL DIAS CARDOSO
    ADVOGADO P PASSIVO SP138175 MAURICIO DE CARVALHO ARAUJO
    ADVOGADO P PASSIVO SP157282 MARINA DIAS WERNECK DE SOUZA
    ADVOGADO P PASSIVO SP309369 PHILIPPE ALVES DO NASCIMENTO
    ADVOGADO P PASSIVO SP197405 JOÃO PEDRO PEREIRA BRANDÃO

    ACUSADO JAMES MEMBRIDES RUBIO JUNIOR
    ADVOGADO P PASSIVO SP125605 ROBERTO SOARES GARCIA
    ADVOGADO P PASSIVO SP078154 EDUARDO PIZARRO CARNELOS

    AVERIGUADO VERONICA ALLENDE SERRA
    ADVOGADO P PASSIVO SP999999 SEM ADVOGADO

    MOVIMENTAÇÃO PROCESSUAL

    12/06/2013 AUTOS COM (CONCLUSAO) JUIZ PARA SENTENCA

    (http://pt.wikipedia.org/wiki/Decidir.com,_Inc)

    renato

    09 de agosto de 2013 às 13h11

    Você é muito rapido Franco. Parabens..

Rodrigo Mércio

08 de agosto de 2013 às 14h40

Fisiologistas.
PT não é esquerda, se fosse teria estatizado os meio de produção e não privatizados portos e agora Aeroportos. Quantos mandatos necessitam para entregar ao Povo o que hoje é privado? A melhoria nas condições de vida dos brasileiros é uma realidade, mas atende a necessidade de qualificar o exercito reserva.
Esquerda que não leu, ou leu e não entendeu o Manifesto de 1848 de Marx e Engels acredita neste faz de conta Petista.
Gráfico sem legendas? sem significado.
A polarização PSDB e PT atende apenas os interesses Capitalistas, pois ambos nutrem o Capitalismo através Estado Burguês.

Responder

    José Ricardo Romero

    08 de agosto de 2013 às 17h11

    Rodrigo, pode ser que o povo, de uma maneira geral, seja despolitizado ou com pouca consciência, mas posso afirmar que a grande, a quase maioria absoluta dos brasileiros quer o modo de vida capitalista. E para isso não precisa ser politizado, é a vida no dia a dia que ele está acostumado desde sempre. Faça o teste. Sem desdenhar das respostas que as pessoas podem dar, pergunte o que elas preferem quando o assunto é propriedade, dinheiro, conforto e, até mesmo se possível, luxo. O problema não está no mecanismo capitalista, na forma como dinheiro, contratos, empréstimos, juros, salários, rendimentos e etc. são gerenciados pelas instituições que viabilizam na prática tudo isso, como aliás é assim em praticamente todo o mundo inclusive nos países de esquerda. Um problema é insolúvel, pois vem, no mínimo, desde o início da idade média, com os primeiros banqueiros que é a transformação do dinheiro em mercadoria. Isto está tão entranhado nos costumes que não é mais possível modificar. O outro problema, este sim sensível à percepção das pessoas e que tem a simpatia e o aval, é a nefasta ideologia capitalista que transforma tudo em mercadoria, até os mais importantes valores da vida humana com amizade, amor, esperança, cultura, arte, religião… Separar estas duas coisas, o mecanismo do capitalismo que passa a ser controlado pelo estado, pelo governo, pela ideologia, para impedir que ele transforme tudo em objeto de acumulação de lucros, isto sim é não apenas desejável mas possível.

Isidoro Guedes

08 de agosto de 2013 às 14h20

A elites econômicas e sua mídia serviçal tudo farão para apagar os méritos da Era Lula no campo social e tentar forçar a barra para transferir esses méritos como consequência da política econômica iniciada no governo FHC. Não conseguirão! E por um motivo muito simples, o governo FHC nunca se preocupou com verniz social algum, só em cumprir metas ortodoxas ditadas pela cartilha neoliberal (e que quase colocou o país de joelhos e quase o levou a falência).

Responder

Júlio Pegna

08 de agosto de 2013 às 14h02

Quero, apenas, destacar um ponto de vista: não são os trabalhadores que organizaram ou saíram às ruas em Junho; não há “nova pauta dos trabalhadores”; a pauta sempre foi melhor remuneração, como se comprova no gráfico. Há, sim, nova pauta de parcela da sociedade inconformada com o “desconforto” nos aeroportos.

Responder

    Roberto Locatelli

    08 de agosto de 2013 às 16h24

    Verdade. Essa conversa de que agora os trabalhadores querem mais, bla, bla, bla, é bobagem.

    Mas tem um ponto em que eu concordo: é preciso enfrentar as corporações. Coisa que o PT tem paúra de fazer. Enquanto Cristina Kirchner elogia seu vice, dizendo que ele “não tem medo das corporações”, Dilma faz omelete na Globo. E a Globo promove o linchamento público de Dirceu, Genoino e João Paulo.

    Roberto Locatelli

    08 de agosto de 2013 às 16h25

    O que os trabalhadores querem é o mesmo de sempre: casa, comida, salário e filhos na escola.

    Luís Carlos

    09 de agosto de 2013 às 13h23

    Roberto
    Tens razão ao dizer que é necessa´rio enfrentar corporações, e ainda que o PT resiste a fazer isso. Porém, devemos destacar que é exatamente o que está fazendo na saúde, finalmente, enfrentando a corporação e o nefasto e fracassado modelo de atenção à saúde sustentado pelas entidades médicas e corporação.

    Valmont

    09 de agosto de 2013 às 21h56

    Luís,
    As principais beneficiárias do sistema tétrico de saúde, que se nutre de milhões de doentes, são as megacorporações farmacêuticas transnacionais que financiam a máfia de branco.
    Ninguém fala nada a respeito. Elas são intocáveis.

Rasec

08 de agosto de 2013 às 13h38

Valeu Azenha! Excelente!

Responder

Deixe uma resposta

Apoie o VIOMUNDO - Crowdfunding
Loja
Compre aqui
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação e traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.