VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Plínio de Arruda Sampaio: Dilma, Serra e Marina fazem parte do “mesmo esquema”


23/06/2009 - 05h39

Da Redação

Plínio de Arruda Sampaio passou aproximadamente sessenta anos de sua vida atuando na política nacional.

Foi um dos fundadores do PT e o autor de planos de reforma agrária para os presidentes João Goulart e Lula.

Promotor público aposentado, completou 80 anos na segunda, 26 de julho, como candidato à presidência da República pelo PSOL.

Nessa entrevista a Manuela Azenha, ele diz que os principais candidatos contra os quais concorre — Dilma Rousseff, José Serra e Marina Silva — fazem parte de um mesmo sistema e que sua candidatura tem como objetivo principal mostrar outra possibilidade à sociedade brasileira.

Viomundo – Existe uma polarização entre Dilma e Serra nas eleições. O senhor acha que existe diferença entre esses dois candidatos que justifique essa polarização?

Plínio de Arruda Sampaio – Não, não existe. Ali, na verdade, é uma disputa de poder, pura e simplesmente. Porque a política econômica dos dois é semelhante, pode haver diferenças mínimas mas não uma diferença significativa. A polarização é falsa, criada exatamente para evitar que entrem outros na disputa, para excluir os demais. É isso que eu vou fazer e demonstrar na eleição pelo PSOL.

Viomundo – O senhor se considera parte de uma terceira via, junto com a Marina Silva?

Plínio – Não, a Marina está no mesmo sistema. A Marina faz parte do mesmo esquema. Ela ontem declarou nos Estados Unidos que não modificaria a política econômica do Lula. Então, qual é a diferença dela para os demais? Para mim, nenhuma.

Viomundo – O senhor foi um dos fundadores do PT. Acha que o governo Lula fez jus à história do PT?

Plínio – Absolutamente, foi uma total traição aos ideais do partido. O PT nasceu nos anos 80 como um partido contra a ordem estabelecida, contra o capitalismo, era um partido socialista. E nós fizemos essa trajetória com grande galhardia, grande coragem, sucesso, entre 80 e 89. A derrota de 89 é que não foi suficientemente analisada. Foi mal analisada. Primeiro se entendeu que foi um acidente  e que em 94 deveríamos fazer um terceiro turno. Foi um erro, nada mudou mas acharam que o discurso tinha sido um pouco radical e que era necessário ter alianças um pouco mais amplas etc. De 89 a 94  essa idéia não foi aplicada muito fortemente, tinham a idéia do terceiro turno.  Na outra, a de 98, aí sim, a segunda derrota foi mal analisada. É isso: “Vamos fazer o partido procurar o pequeno empresariado, pequeno, médio, mas depois qualquer um. E vamos usar o discurso mais tranquilo”. Daí ele foi endireitando até 2002, que é a rendição total.

Viomundo – O curioso é que parte da esquerda não considera o Lula de esquerda mas a direita, sim…

Plínio – Olha, para a direita é interessante considerar o Lula de esquerda porque ela quer capitalizar os votos da direita, mas ela sabe muito bem, tanto é que, na verdade, o apóia.  O Lula hoje tem a cobertura dos jornais, tudo.

Viomundo – O senhor acha que o voto no PSOL divide os eleitores da Dilma, favorecendo Serra?

Plínio – Nunca me preocupei com isso. Não estou fazendo campanha para enganar ninguém, vou atacar tanto o Serra quanto a Dilma. Os dois são muito ruins para o povo brasileiro. Independentemente das figuras pessoais, não faço ataque pessoais, nunca fiz. É um problema ideológico. A política deles é ruim para o pobre.  O nosso lado é o lado do pobre. Nosso lema fundamental é a igualdade. Se tem esse efeito, pode ter. Mas também tiro voto do Serra, porque sou um homem com uma inserção social muito parecida com a dele.  São pessoas mais velhas,  profissionais, economistas, professores de universidade, que tenderiam a ir com o Serra se eu não fosse candidato. É só você ver a lista de meus apoiadores, são todos intelectuais, professores de universidades, da Unicamp. Então eu tiro voto dos dois.

Viomundo– Como o senhor compara os governos FHC e Lula?

Plínio – Eu considero que não mudou nada. Qual foi a declaração escrita do Lula? Eu vou seguir a política do FHC. E seguiu totalmente. Tem diferença de estilo. O Fernando é um sujeito muito mais distante do povo do que o Lula. Mas de substância não mudou coisa nenhuma.

Viomundo – E quanto à reforma agrária?

Plínio – Parece incrível, mas o Lula assentou menos famílias que o FHC. Quem fez o programa de reforma agrária do Lula fui eu, coordenamos uma equipe que preparou esse programa. A nossa tese foi um milhão de famílias em quatro anos. A equipe financeira vetou o gasto, que era uma porcaria, um gasto mínimo, que nem se compara com o que se gasta para pagar o credor do governo. Foi vetado, passou para 500 mil famílias, e nem isso conseguiu cumprir em 8 anos. Fizeram 130 mil assentados, menos pessoas que o FHC.

Viomundo – O senhor defende a reforma agrária desde a época do João Goulart. Como o senhor avalia os dois cenários, o de então e o de agora?

Plínio – Para você ter uma idéia, a grande medida, a mais radical, com a qual todo mundo fica preocupado hoje, é você poder desapropriar fazendas de mais de mil hectares. Mais de mil hectares é uma fazenda imensa.

Na reforma agrária que eu planejei para o Goulart, o Jango chegou pra mim e disse: “Olha, acho que você devia colocar no seu relatório que de 500 hectares para baixo nós isentamos. De 500 para cima, nós pegamos tudo. De 500 é uma propriedade produtiva pequena, cabem umas 60 a 80 famílias, dá um trabalhão. Vamos de 500 para cima.

Eu concordei. E hoje, 50 anos depois, nós estamos pedindo mil e achando que é radical. Então a situação daquele tempo, o processo de pressão de massas era muito maior, de modo que hoje é mais difícil.

Viomundo – Mas o senhor acredita que a reforma agrária pode ser aprofundada?

Plínio – Tanto acredito que estou nisso de cabeça. Sou presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária (ABRA), estamos lutando por isso desde a ditadura.

Viomundo – A Marina Silva tem uma posição muito crítica quanto aos transgênicos. Qual é a posição do senhor e como avalia a política do governo Lula nessa área?

Plínio – Acho nefasta, uma política muito ruim. Porque não é o problema de saber se o transgênico faz bem ou mal à saúde, esse é um assunto controverso, ninguém sabe direito. O que se sabe é que o transgênico, a semente dele, está nas mãos da Monsanto e ela bota o preço que quiser.

Segundo, você não tem como escolher, a semente do transgênico vem trazida pelo vento, por um pássaro, minha semente fica infectada e eu tenho que comprar da Monsanto. Isso é um absurdo. Eu fico bobo de ver como a Marina ainda ficou no ministério depois de engolir isso. Não entendo.

Por isso você me pergunta: a Marina é deles? É. Tanto é que chora, chora, faz cara triste mas aceita. Não sabe pedir demissão.

Viomundo– O Rudá Ricci concedeu uma entrevista à Carta Maior explicando o velho dilema da esquerda: o de tentar “popularizar” a esquerda. O senhor acha que o Lula conseguiu fazer isso?

Plínio – Não, porque ele não contou ao povo o que é a esquerda. O povo pensa que isso que está aí, o Bolsa Família, esses auxílios, é a esquerda, mas não é.

Isso é um populismo, assistencialismo, paternalismo, mas não a esquerda. A esquerda é realmente limitar o capitalismo, por um freio no capitalismo. Isso ele não fez.  A nossa crítica ao Lula — e fundamentalmente a mais terrível —  é que ele engana a população, ele gera na população uma sensação de que tudo está resolvido. Então ele desvia a atenção da população.

Claro que para uma pessoa com um salário muito pequeno, o salário dobrou. Mas foi o Lula que dobrou? Não, foi a situação econômica do mundo que se refletiu no Brasil. O que o Lula fez para estimular esse consumo? Ele tirou imposto, então o produto ficou barato e o cidadão entrou na Casas Bahia.  Ele diz: “ Ao entrar na casas Bahia você entrou para a classe média” e o cara acredita.

Agora, esse mesmo cidadão está sabendo que lá embaixo, a educação está uma coisa horrível. O filho dele não aprende na escola pública, volta com piolho para casa, quando não com um tiro. A saúde é um horror. Quem não tem plano médico médio leva seis meses, um ano para fazer um exame. Nem se diga uma cirurgia.

A violência não é possível ser maior. Uma bala louca matar um menino dentro de uma escola. O que melhorou? A economia brasileira? A economia brasileira era industrial, hoje ela é agrário-exportadora.

Quer dizer, voltamos aos anos 30! A antes de 30! Uma economia, portanto, que vai depender de preços que não são fixados dentro do Brasil. O mercado interno não é mais determinante do dinamismo econômico. A desnacionalização…

O que tem de importante na indústria brasileira não é nosso, é estrangeiro. Então a verdade é que está muito mal. A situação é muito perigosa, é que não explodiu a doença. Realmente, a posição do Lula é muito nefasta, muito ruim.

Viomundo –Desse ponto de vista, o senhor acha que a candidata do Lula é mais perigosa que um tucano?

Plínio – Bom, o outro é um candidato muito truculento. O Serra é um homem de atitudes muito radicais, de modo que, sem dúvida nenhuma, a criminalização da pobreza vai aumentar no tempo dele. Se você me perguntar o que é pior, a peste ou a fome, não sei (risos). Os dois são indesejáveis.

Viomundo– O senhor acha que a Dilma pode fazer um governo mais à esquerda que o atual?

Plínio – A Dilma é uma incógnita total. O absurdo dessa sociedade é o seguinte: pelo aval do Lula, ela tem condições de se eleger. Uma pessoa que você não tem a menor idéia de como ela vai se comportar com o poder na mão. Não posso te dizer, simplesmente.

O PT são dois mundos. Há o mundo dos petistas, daqueles que acreditam. A grande maioria dos petistas ainda acredita no PT e na sua proposta, apenas está sendo anestesiada, pensando: “O Lula diz, é muito possível fazer”. Esse petista está sendo enganado. Agora, a cúpula traiu inteiramente.

Viomundo – O senhor declarou que espera obter de 3 a 5% dos votos no primeiro turno. O que o senhor quer com sua candidatura?

Plínio – A candidatura tem um propósito eleitoral evidente. É claro que quero ganhar e vou fazer de tudo para ganhar essa eleição. Mas eu tenho que ter o pé na terra. Eu tenho um minuto de televisão, os outros tem cinco, seis, dez minutos.

Eu não tenho dinheiro nenhum para campanha, eles tem 100 milhões, pelo menos. Eles tem o governo atrás, a máquina do governo. É muito difícil ganhar. O que eu quero é o debate, que o povo brasileiro saiba que existe uma outra possibilidade. Eu quero que essas coisas que estão sendo escondidas venham para cima, sejam conhecidas porque isso faz avançar a consciência popular.

Depois da eleição, aqueles que deram seu voto ao PSOL, nós vamos procurá-los, vamos recomeçar essa luta pelo socialismo no Brasil.

PS do Viomundo: As perguntas deixadas nos comentários serão encaminhadas ao candidato para compor a segunda parte da entrevista.

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278 comentários

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Morre Plinio de Arruda Sampaio | Blog do Mamede

09 de julho de 2014 às 09h14

[…] para cima↑ Luiz Carlos Azenha (23 de junho de 2009). Plínio de Arruda Sampaio: Dilma, Serra e Marina fazem parte do “mesmo esquema” (em português). Página visitada em 21 de agosto de […]

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A Internet e as eleições | Eliomar Coelho – PSOL – O vereador do Rio

16 de março de 2011 às 20h13

[…] por outro lado tem sido figura mais que presente nos portais da Internet, como o R7 e o Vi o Mundo Vi o Mundo. E com a vantagem de que a entrevista fica no ar, permitindo que quem perdeu a exibição ao vivo […]

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ValMaBar

05 de agosto de 2010 às 15h13

Prezados Plinio e Azenha,

Nao estou conseguindo postar meu comentario no site porque o sistema esta recusando por ser grande. Publiquei minha carta no meu blog. Pagina: http://val51mabar.wordpress.com/2010/08/05/carta-… Nela eu exponho a minha preocupacao com as falhas na primeira entrevista publicada neste blog e falo a respeito do que penso ser solucao. A minha intencao eh ajudar no debate em torno tanto das eleicoes quanto da elaboracao de planos de desenvolvimento do Brasil como um todo. Agradeco a atencao dispensada.

Valquirio Barbalho (blogueiro, autor de livros e ideias).

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A Internet e as eleições « Blog do Eliomar

02 de agosto de 2010 às 09h13

[…] por outro lado tem sido figura mais que presente nos portais da Internet, como o R7 e o Vi o Mundo Vi o Mundo. E com a vantagem de que a entrevista fica no ar, permitindo que quem perdeu a exibição ao vivo […]

Responder

francisco.latorre

30 de julho de 2010 às 15h01

igrejeiro metafísico.

sem compromisso com o mundo real.

patético.

..

Responder

Hudson Luz

29 de julho de 2010 às 11h08

Senhor Plínio de Arruda Sampaio;

Como o senhor vê e qual seria a atitude tomada por um governo encabeçado pelo senhor em relação à compra e aquisição de terras no Brasil por parte de grupos estrangeiros, ou mesmo de forma individual? Vale destacar que nem o Ministério do Desenvolvimento Agrário ou outro órgão do governo federal dispõe de dados exatos sobre quantos hectares hoje estão na mão de estrangeiros

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EDSON HAUTSCH

29 de julho de 2010 às 01h08

Em épocas de eleições, aparecem certas figuras que nos deixam pasmos.
Certos mortos vivos, que não sabem como aproveitar alguns minutos de fama.
Quem é esse cidadão para falar mal do LULA?
De onde veio?
O que fez em benefício da Nação.
Deve estar com esclerose no cérebro para querer comparar LULA a FHC.
Não podemos levar uma cara desse a sério.
É a velharia da política brasileira dando adeus.

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    Vava - BSB

    06 de agosto de 2010 às 11h16

    Obviamente que você se encaixa no que nosso nobre condidato falou – O PT são dois mundos. Há o mundo dos petistas, daqueles que acreditam. A grande maioria dos petistas ainda acredita no PT e na sua proposta, apenas está sendo anestesiada, pensando: “O Lula diz, é muito possível fazer”. Esse petista está sendo enganado. Agora, a cúpula traiu inteiramente. E anter de falar asneiras faça-me o favor de acessor o GOOGLE e pesquisar o vida do candidato, ifnonorânicia tem limete, ficou até feio:
    Quem é esse cidadão para falar mal do LULA?
    De onde veio?
    O que fez em benefício da Nação.

    sandra

    18 de agosto de 2010 às 12h45

    Quem realmente estão esclerosados?

    Heitor

    18 de agosto de 2010 às 13h32

    á verdade, na época das eleições aparecem até mesmo figuras como você que não sabe seuqer quem é Plinio de Arruda Sampaio. Sem conhecimento da política brasileira é melhor ficar quietinho e aprender . Talvez a velharia na politica brasileira não seja identificada pela idade, mas por outras caracteristaicas, voc~e não acha?. Que tal Sarney, Renan Calheiros, e alguns poutros aliados de Lula? Talvez eles não falem mal do Lula (agora). Sabe de onde eles vieram? Que beneficio fizeram pela nação?Eles podem ser levados a sério? Não são mortos vivos é claro, são bem vivos por sinal ! Bom, mas democracia é isso, até pessoas como voce têm o direito a expressão !

    Fernando De moraes

    07 de outubro de 2010 às 08h54

    Caro Edson Hautsch se desnude do preconceito, afinal estamos no século 21, rotular um homem inteligente, bem informado e o único que teve a coragem de dizer a verdade como ela é ao atual sistema . Se não conhece a vida pública do Plinio, estude um pouco mais!! Ele é nada mais nada menos que um dos idealizadores e fundadores do PT , abandonou o partido porque o mesmo não mais atendia as idealizações do partido. Contudo, parabéns, sei que não tem esclerose múltipla, entretanto, deve estar satisfeito com a atual atuação do Presidente e de seus assessores, é um direito seu!! Tenho apenas 17 anos e não estou satisfeito, agradeço ao Candidato Plínio do Psol por tirar a maquiagem do atual governo, afinal é uma sacanagem investir 2% em educação, 4% na saúde…. Vá tirar umas férias em uma das fazendas do filho do Presidente Lula, quem sabe o seu cérebro abrirá um pouco mais, porque afinal de contas quem parece estar com esclerose múltipla é vc !!

Paulo

29 de julho de 2010 às 01h03

O PT é um partido condenado ao ostracismo e ao esquecimento…quem diria que o grande PT DE PLINIO ARRUDA SAMPAIO ..DE HELIO BICUDO …DE CRISTOVAN BUARQUE…DE FERNANDO GABEIRA…DE ERUNDINA…DE HELOÍSA HELENA…. DE FLORESTAN FERNANDES… DE PAUL SINGER ….E DE TANTOS OUTROS BALUARTES…se transformaria nisso que a gente ve agora … uma corja agarrada em empregos publicos…federais… estaduais… municipais…

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    Everaldo

    29 de julho de 2010 às 02h37

    Vc disse Gabeira, cara? Ficou doido? Um sujeito que apenas usou, muitas vezes, o PT para se eleger e depois pulou fora – mais de uma vez! Vc disse Cristovam? Petisita histórico? BALUARTES??? Não, vc não conhece o PT…

Jose Olavo

28 de julho de 2010 às 21h39

Plinio:
Não está na hora, Plinio. Agora não.

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geniberto campos

28 de julho de 2010 às 21h20

caro Azenha,
para mim é muito simples : há um erro de digitação no título da matéria – PLÍNIO DE ARRUDA SAMPAIO : DILMA,SERRA E MARINA SÃO DO MESMO ESQUEMA. Veja como seria o título correto:

PLÍNIO DE ARRUDA SAMPAIO, (atenção, virgula) DILMA, SERRA E MARINA SÃO DO MESMO ESQUEMA…
Melhor ainda, inclua DILMA fora desse esquema,

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Fabio_Passos

28 de julho de 2010 às 21h11

Plinio,

A esquerda anti-capitalista é a ÚNICA que defende o fim do monopólio da informação em sua proposta de governo:

"
Pela democratização dos meios de comunicação; auditoria de todas as concessões das emissoras de rádio e TV; fim da criminalização das rádios comunitárias; anistia aos comunicadores populares; proibição da propriedade cruzada dos meios de comunicação; banda larga universal operada em regime público; criação do Conselho Nacional de Comunicação como instância deliberativa de definição das políticas de comunicação com participação popular; políticas públicas de incentivo à implementação de softwares públicos e livres, ampliando o acesso e a democratização.
"

– Isto significa que o império da Rede Globo – um dos sustentáculos do Apartheid Social no Brasil – terá seu merecido fim no governo do PSOL?

Responder

Luis

29 de julho de 2010 às 00h04

Não concordo com algumas coisas que nos diz o Plínio mas, respeito-o profundamente pelo que nos ensina sempre nas coisas que considero acertos e também nas que considero equívocos. Obrigado Plínio de Arruda Sampaio. Força e muita saúde para você pelo tanto que nos fornece para pensar.

Responder

Roberto Ribeiro

28 de julho de 2010 às 23h52

Tenho profundo respeito pelo Sr. Plínio, o conheci pessoalmente em 2006 em Limeira, um dos grandes cérebros desse País.
Mas comprarar Dilma a Serra é pura ranhetice política. Um homem com o conhecimento e a biografia de Plínio não poderia se prestar a um papel desses.
Serra é representante de tudo que é ruim na política brasileira.
Votar em Plínio é dar a possibilidade de sobrevivência a uma das candidaturas mais sinistras e perniciosas para a história do Brasil. A candidatura Serra.
Realmente, desde a sua fundação o PSOL tem sido linha auxiliar da Direita. No ano passado participaram daquelas manifentações patéticas contra José Sarney.
Em 2006 Heloísa Helena tomou partido dos Tucanos naquela história muito mau contada dos "Aloprados"

Responder

    paulo roberto

    07 de agosto de 2010 às 16h51

    linha auxiliar da direita como se o Lulla e o PT juntos com sarney jader renan malluf e outras cozita mas

Fabio_Passos

28 de julho de 2010 às 21h59

Plinio,
O PSOL propõe a legalização do aborto e o fim da criminalização das mulheres.

Muito bom. Proposta avançada.

Os candidatos da (des)ordem capitalista – : Dilma, Marina e serra – não tocam no assunto.
Que covardes… devem intuir que no "mercado dos votos" isso não deve ser bom.

E quanto ao casamento e adoção de filhos por homossexuais?
O PSOL também defende a legalização?

E quanto as drogas?
Não está na hora de descriminalizar para reduzir o flagelo da violência?

Responder

Fabio_Passos

28 de julho de 2010 às 21h48

O PSOL propõe a reestatização da Vale do Rio Doce.

Ótimo!

Telefonia / Eletricidade também?

Responder

Fabio_Passos

28 de julho de 2010 às 21h46

Como propõe enfrentar a resistência da "elite" afrikaaner ao freio que o PSOL vai dar na acumulação capitalista?

Responder

luiz pinheiro

28 de julho de 2010 às 21h30

Curiosa esta proposta de "freio no capitalismo". O que exatamente o Plinio quer dizer? Ele quer que a economia não cresça, que o país não se desenvolva, que as empresas não tenham lucro e se possível tenham prejuízo? Sim, porque uma coisa é defender reformas, ou revoluções, outra é querer estagnação. O governo Lula vem avançando na inclusão social, na construção de uma sociedade melhor, menos injusta, e isso num ambiente de maior prosperidade econômica para todos. Ou seja, é claramente um governo reformista, democrático, com consciência social, quye está recuperando o papel do Estado, das políticas públicas e reduzindo as desigualdades. O Plínio tem todo o direito de criticar o reformismo, de defender a revolução. Agora, ser contra o crescimento é demais. Será que ele não vê que o crescimento da economia é o crescimento do Brasil?

Responder

    Fabio_Passos

    28 de julho de 2010 às 21h44

    Freio no capitalismo não significa estagnação.
    Significa reduzir a acumulação capitalista.

    Agora… entre crescimento e distribuição Plinio vai priorizar a redução da desigualdade.
    E penso que está correto.

    luiz pinheiro

    29 de julho de 2010 às 01h45

    Então a crítica está errada. No governo Lula a renda do trabalho vem ganhando terreno em relação à do capital. A distribuição de renda vem melhorando, todos os indicadores mostram. A economia está funcionando muito melhor, as empresas estão produzindo mais, vendendo mais, a população está consumindo mais, e é contra isso que o Plínio se manifesta, porque considera anti-revolucionário.

    Fabio Passos

    29 de julho de 2010 às 13h21

    Não está não.

    1) A participação da renda do trabalho no PIB cresceu timidamente. Estamos distantes da participação dos anos 80!?!
    2) PSOL propõe reestatização de cias privatizadas (incluindo Petrobrás 100% Estatal!)
    3) PSOL propõe Audit na dívida pública. Fim do parasitismo rentista.
    4) Limitação tamanho propriedade no campo (1.000 hectares)

    E tem muito mais ações que coibem a acumulação capitalista… incluindo saúde e educação!

    A diferença é substancial e a crítica procedente.

Fabio_Passos

28 de julho de 2010 às 21h29

Plinio,

O PSOL tem como propostas priorizar saúde e educação públicas.

Isto significa que o PSOL defende acabar com os privilégios dos ricos que podem pagar por ensino/saude particular?
Como vai fazer? Acaba com planos de saúde particular? Ensino privado vai acabar?

"
– Defesa do Plano Nacional de Educação da Sociedade Brasileira e destinação de 10% do PIB para garantir educação pública em todos os níveis.
– Fim do modelo de gestão por Organizações Sociais na Saúde e extinção das Fundações privadas na gestão pública; defesa da saúde pública universal, integral e com controle social.
"

"Uma alternativa socialista: nossas tarefas e diretrizes" http://www.plinio50.com.br/programa-de-governo-ps

Responder

Carlos

28 de julho de 2010 às 17h01

O baiano Gerson foi irônico.
Substituir objetos domésticos antigos – fogão, geladeira,… – por novos, pode não significar nada pra você
mas era um "sonho de consumo" pra milhões. Coisa básica, nenhum luxo., que permitiu que garantiu emprego de milhares de trabalhadores.

A propósito: como anda a economia de energia? Convenceu as mulheres da família a banir os secadores de cabelo do cotidiano? Se houver dificuldade, suygiro começar pelas netas (bisnetas?) mais vaidosas…

Responder

Haral

28 de julho de 2010 às 18h30

Depois de analisar mais uma vez a entrevista do Sr. Plínio, começo a achar que ele está tentando tirar proveito dos feitos da Imprensa Golpista. Está sendo rasteiro quando aponta certos defeitos ao governo Lula, que são explorados pela Imprensa Golpista (esta Imprensa Golpista para mim é o meio de expressão de uma oligarquia que sente muito a falta da "corte" e a quer de volta). Alguém que tem poucas chances de ser eleito entra na disputa por motivos que podem ser discutíveis. É comum que o motivo seja de negociar apoio no segundo turno. Não estou afirmando nada, apenas pensando alto. Enfim, duvido mesmo que o Sr. Plínio tenha esta opinião tão pouco fundamentada. Repito como já afirmei no comentário nº 1 deste artigo, o Sr. Plínio não está sendo honesto com relação a si mesmo.

Responder

Cléber Sérgio

28 de julho de 2010 às 15h04

Sonho com a implantação no socialismo tanto quanto o nobre Plínio mas, pé no chão, sou obrigado a concordar com alguns dos métodos do governo Lula, pois os tempos são outros. Quem sabe o PT não esteja fazendo o que o marxismo classico preconizava, ou seja, desenvolver o capitalismo para, com isso, prover melhores condições para implantação do socialismo e sua progressão para o comunismo? Por outro lado, devemos perguntar que tipo de socialismo – à luz das experiências chinesa, soviética, cubana, cambojana etc – deve ser gestado nos dias de hoje, de forma a não serem repetidos os erros, truculências e excessos do passado. Por fim, gostaria que perguntassem ao Plínio o seguinte:
– Num segundo turno entre Serra e Dilma ele apoiaria e votaria em quem?

Responder

    Vava - BSB

    06 de agosto de 2010 às 11h55

    Bons tempos onde capitalismo era capitalismo e socialismo era socialismo, a respeito dá pergunta feita, não sou o canditado mais se vc lei o arquigo Ele prima principalmente pela sua integridade moral onde dita: "É um problema ideológico".

filho

28 de julho de 2010 às 14h18

Se botasse um condomínio para o sr. Plínio administrar, em 2 meses estaria pedindo concordata..

Responder

    Vava - BSB

    06 de agosto de 2010 às 12h08

    Um profissional com 80 anos de experiência mesmo assim vc acha isso? Gostaria de saber qual o critério que vc utilizou, tomara que não seja a idade. Pense e reflita quando for escrever apenas por impulso.

Joelma

28 de julho de 2010 às 13h13

Lá vou eu novamente, e só vou bater na mesma tecla por achar que isso é sério, e que vamos sair de uma alienação e caminhar para outra!
O problema é as pessoas acharem que ABSOLUTAMENTE TUDO que mudou no país foi devido ao Lula, quando o trabalho dos brasileiros sérios e comprometidos com o país, do chefe de família ao gestor público é que realmente fazem o país andar! Lula deu espaço para trabalharmos, e nós levamos o país! É a nossa capacidade de compreensão da nossa força a chave. FHC é o diabo mas Lula não é Deus!

Responder

    Haral

    28 de julho de 2010 às 18h51

    Com razão. O Presidente Lula não é tudo isso. Acho também que grande parte do sucesso do governo Lula se deve ao momento promissor, velas ao vento. . Leve um carro até o início da ladeira e o resto é "gravidade". Lula não é Deus e acho que a postura dele é de negar tal semelhança. A grande humanidade de Lula causa confusão.
    As pessoas que tem escrito neste blog e em outros que têm opinião favorável ao governo Lula, estão vivendo um momento eufórico e pode parecer exagerado o apoio. Entretanto, observo que o clima, no blog, é de confraternização em torno de um sentimento de libertação. Isto o governo Lula nos proporcinou, uma separação democrática das oligarquias, este é o festejo e o desejo de uma sucessão legitimada por Lula servirá para a consolidação das instituições democráticas no Brasil. O fortalecimento da da democracia precisa passar pelo fortalecimento das instituições. Com as instituições fortes haverá maior respeito à democracia.

    Fabio SP

    28 de julho de 2010 às 18h59

    Herege!!!

    Vinicius Abreu

    28 de julho de 2010 às 17h02

    Concordo, podemos mais e mais. Esse papo da Dilma "Olha o que fizemos !"
    Quero saber o que ela vai fazer ?

Zilda

28 de julho de 2010 às 15h24

Infelizmente, se o Brasil precisasse de constituir um "Sinédrio", ou seja, um Conselho de Anciãos, Plínio não poderia integrá-lo, apesar de sua história, por faltar-lhe sabedoria. Com a idade, ao invés de sábio, ele tornou-se intolerante, moralista e capaz apenas de fazer abstrações e não de ler o real. Esse revolucionarismo abstrato não leva em conta o povo. Este está pra cá e os revolucionaristas(PCO, PSOL,PSTU,PCB), pra lá. Será que algum dia vão se encontrar?É uma pena!

Responder

Gerson Carneiro

28 de julho de 2010 às 14h35

Seo Plínio,

Eu sou povo. Eu estou conseguindo ir à Casas Bahia e comprar, estou conseguindo andar de avião, comprar carro, apartamento, casa, fazer faculdade…

Por favor seo Plínio, não me desengane.

Responder

    Mc_SimplesAssim

    28 de julho de 2010 às 14h12

    Parabéns por ser um consumista sem noção e endividar-se trabalhando para o dono das Casas Bahia e o sistema financeiro internacional.

    Que conversa fiada!

    Gerson Carneiro

    28 de julho de 2010 às 19h28

    Outro dia encontrei aqui um psicólogo, agora me surge um contador. E de grátis. Adoro o vi o Mundo.

    A propósito sr. Mc_SimplesAssim: já que a conversa é fiada eu posso pagar no carnê em 72 vezes? Uma dívida a mais, uma a menos… não vai fazer diferença.

    Paulo Ugolini

    28 de julho de 2010 às 21h21

    Gerson,

    É verdade que você está conseguindo comprar! Não se engane não: a Dilma já disse que a meta é transformar o povo brasileiro em 190 milhões de consumidores. CON-SU-MI-DO-RES, ouviu? Cidadãos, não. Cidadania que é bom, é pra poucos; direito que é bom é pra poucos. Direito à saúde, que é bom, só pra quem pode pagar. Quer direito ao transporte? Ta aquí uma dívida de 60 meses. Quer direito à moradia? Trinta anos pendurado – e enquanto isso, recorde de remessa de dinheiro ao exterior. Sabe que dinheiro é esse da remessa? É o lucro do investidor internacional sobre o financiamento da sua casa própria, Gerson. Quer diminuir sua carga de trabalho? Seja juiz, delegado, proprietário de gado virtual, investidor da bolsa. Pra trabalhador de verdade, é 44h e ponto final.

    Ah, e pra ser juiz e delegado, faculdade do PROUNI não resolve não, visse?

    Gerson Carneiro

    28 de julho de 2010 às 22h46

    Paulo,

    Se "faculdade do PROUNI não resolve" imagine sem faculdade?
    E quem disse que o povo quer ser juiz ou delegado?
    O povo só quer ser feliz e sonhar.

    "a minha felicidade é um crediário nas Casas Bahia" – Mamonas Assassinas.

    Vava - BSB

    06 de agosto de 2010 às 12h26

    Caro Gerson a colocação do texto se refere a um assalariado se vc compra nas Casas Bahia tudo bem (R$ 200,00), anda de avião (R$ 400,00), comprar carro (R$ 500,00), apartamento (R$ 600,00) e casa (R$ 500,00), com certeza vc não é assalariado vamos saber interpretar o candidato quando ressalta – que o Lula fez para estimular esse consumo? Ele tirou imposto, então o produto ficou barato e o cidadão entrou na Casas Bahia. Ele diz: “ Ao entrar na casas Bahia você entrou para a classe média” e o cara acredita – e também as conseqüências posteriores.

Yacov

28 de julho de 2010 às 14h21

Respeito muito o PLinio e sua história de luta pelo socialismo, mas ele dizer que a política econômica de LULA é igual a de FHC me parece um baita despeito, pintado com tintas eleitoreiras. Até as areias da praia sabem que a iuferença entre as políticas econÕmicas de LULA-PT e FHC-PSDB é que LULA-PT aplicam de forma correta e competente os fundamentos da política macro-econômica, que são os mesmos para todos, e que a aplicação dos mesmo fundamentos por FHC-PSDB era um desastre total. Hà que se lembrar também que a correta aplicação dos fundamentos econômicos, aliada aos programas sociais distributivos e à abertura de novos mercados pelo mundo, são a base do desenvolvimento atual, portanto, há diferenças, sim. ENORMES DIFERENÇAS.

"O BRASIL DE VERDADE não pasas na glOBO – O que pasa an glOBo é um braZil para TOLOS"

Responder

Gerson Carneiro

28 de julho de 2010 às 14h21

E a escorregada fenomenal do menino:

“Ali (entre Dilma e Serra), na verdade, é uma disputa de poder, pura e simplesmente”.

E logo depois:

“Então eu tiro voto dos dois”.

Tôiiinnnnnn…. :O

Responder

    Vava - BSB

    06 de agosto de 2010 às 12h36

    Entendi a sua colocação, mas te pergunto qual e o objetivo de quem se candidata? Ganhar ou perder?
    Tôiiinnnnnn…. :O

Ze Duarte

28 de julho de 2010 às 14h08

Finalmente alguém pra dizer algumas verdades… posso não concorar com algumas coisas, mas ele está certo na maioria dos aspectos, sobretudo ao dizer que são todos iguais, que a situação economica é perigosa, que há assistencialismo e que não damos a mínima para a educação.

Responder

    beattrice

    28 de julho de 2010 às 13h43

    A mínima atenção para a educação?
    Enquanto FHC através do seu excelso ministro PR sucateou todas as esferas e todos os níveis de ensino, do fundamental ao superior, passando pelo técnico e o médio, LULA reestruturou tudo que dependia do governo federal. Faça-me o favor.

Marcelo de Matos

28 de julho de 2010 às 14h07

O que esperar de um novo governo? Que fique como está, já que, apesar dos pesares, está bom. Os mais inconformados dirão: e as reformas? Tem a tributária, a política, a educacional, a judiciária, a questão dos juros… Uma reforma tributária honesta deveria ter como principal foco o fim da sonegação. Isso, porém, não está em questão, haja vista a rejeição da CPMF. A reforma política, com o fim dos 27 partidos, é inviável porque os políticos não a querem. A melhoria da educação passa pela restauração da autoridade na escola, mas, caminhamos no sentido inverso: é proibido suspender, expulsar, repreender. E o sistema penal? Colocamos na rua criminosos despreparados para retornar ao convívio social. Em alguns casos, como os de Susana Richtofen e Champinha, impedimos a progressão penal para salvar as aparências. E os juros? Diria que o “mercado” está satisfeito, o que afasta qualquer possibilidade de mudança. Isso me lembra o sujeito que tinha problema de vazamento e mau cheiro no banheiro, mas, com o dinheiro curto, consertou só o vazamento, minorando o mau cheiro com desodorantes sanitários.

Responder

    Vinicius Abreu

    28 de julho de 2010 às 13h39

    Conformista nada !
    Deve ser funcionário publico e ter uns 35 a 55 anos, duvido que errei !

    Ta bom ?
    Ta bom p/quem, só se for p/ti, se vc quer dizer melhorou, melhorou, mas tá bom, Dilma só fala no verbo no passado, agente fez, agente fez. Quero ver o que ela vai fazer, como disseram acima, estou viajando, comprando, compra o carro. Eu quero ir para Euro, Asia, Africa até USA. Quero poder compra mais e melhor, quero trocar de carro usado para um zero !

    Também sou povo e quero +++++++++ !

Gerson Carneiro

28 de julho de 2010 às 14h03

Interessante é que o menino se auto proclama anti-capitalista e de cara começa subjugando o pobre à condição de escambo: "O nosso lado é o lado do pobre" … e na mesma resposta: "É só você ver a lista de meus apoiadores, são todos intelectuais, professores de universidades, da Unicamp. Então eu tiro voto dos dois".

Responder

Alberto

28 de julho de 2010 às 13h53

Sem chance de votar no PSOL exatamente por declarações como estas que faz este octogenário. Além do mais, não voto em quem renega o passado de lutas no PT. Este pessoal já era. Dilma na cabeça.

Responder

tivibrasil

28 de julho de 2010 às 13h50

O Partido da Causa Operária (PCO) considera a candidatura Plínio uma expressão da pequeno burguesia. O PCO não quer uma aliança eleitoral com o PSOL pois julga ser importante educar o povo desde já contra as ilusões da pequena burguesia.

De fato, todas as lideranças mais visíveis do PSOL são oriundas da classe média ou são políticos profissionais há décadas. Qual a certeza do Sr Plínio de que o PCO está errado?

O Sr Plínio declarou, em programa radiofônico cuja gravação está na internet, que as brigas dentro do PSOL são programáticas e imunes aos interesses pessoais. Justifica que elas apareçam com mais vigor do que as brigas no "resto" porque o "resto" é focado em interesses pessoais que podem ser amainados por trocas de cargos e favores. O Sr. Plínio acredita mesmo nisto? Aqueles emails e posts das facções do PSOL se acusando mutuamente de golpe. fraude. sequestro de site, ânsia pelo poder interno, oportunismo eleitoreiro e etc, foram delírio de quem os leu?

O Sr Plínio considera que o povo brasileiro deve votar pela implantação do socialismo no Brasil? Repetir a experiência do "socialismo num só país"? A burguesia, a pequeno burguesia e a classe média terão direito de fugir do país ou barreiras serão criadas? Quais?

Segundo um leitor deste blog, o PSOL defende a suspensão do pagamento de juros e amortizações da dívida. Os fundos de pensão dos trabalhadores também serão garfados?

Responder

    Grilo D

    28 de julho de 2010 às 18h32

    Por aí vemos… O PSoL considera o PT conservador, o PCO considera o PSoL elitista, e logo surgirá outro partido acusando o PCO de pelego, partido esse que depois será acusado de outra coisa… Isso é a esquerda brasileira: tão unida que garante a hegemonia tucana em SP (até o PT e o PSB estão divididos!). Nunca me esquecerei de Heloísa Helena de mãos dadas com Toninho Malvadeza!
    Quando será que os radicais vão entender que essa brigaiada infantil só ajuda a direita, e que é realmente possível e viável se unir em torno de uma meta comum? Meta esta que é, para mim, a inclusão de todos – o que Lula está fazendo.
    Abraços,
    Grilo D

Supertramp68

28 de julho de 2010 às 10h44

Tocante ler comentarios onde se diz: Respeito muito o velho comuna de 80 anos mas parei de ler… Só porque o PAS não escreve o que se quer ler? Porque esta escrito nas entrelinhas que o Lula é a caricatura do FHC e que Dilma e Serra são a falta de opção de um povo analfabeto? E que, seguindo a vida como uma senoide, saimos da ditadura militar para a redemocratização e agora o PT nos encaminha de volta para a ditadura (bolivariana populista chavista) e os pobres cegos viram a cara para não ver? Se até o Plinio consegue ver isso, apesar de ser esquerdopata de carterinha.

Responder

    Grilo D

    28 de julho de 2010 às 18h37

    Nas entrelinhas não, o Plínio diz claramente que é tudo a mesma coisa. Infelizmente, seus 80 anos de vida não o ajudaram a enxergar o óbvio: há diferenças fundamentais entre o Lula e o FHC (e os vários discípulos de ambos), tanto na ideologia quanto na ação. Basta olhar, não há como não ver.
    Essa coisa do PT estar caminhando para uma ditadura é falácia. Não temos cerceamento à opinião ou expressão, todas as instituições estão normais (dentro do que é normal para o Brasil), e o Brasil é hoje soberano como nunca foi. Onde está o tiranismo? Eu vejo em Serra, que manda demitir jornalistas, processa sindicatos e coloca policiais infiltrados em passeatas. Mas a associação PT-ditadura comunista ainda persiste devido à mídia direitista. Mas, como antes, basta olhar – não estamos neste pé, e não há indícios de que estamos indo.
    Abraços,
    Grilo D

Pitagoras

28 de julho de 2010 às 13h32

Plinio é minha opção no primeiro turno. Coerente, socialista, não se curvou ao "pragmatismo indecente" de Lula. Certamente representa o que pensávamos Lula representar. Fará tudo de positivo que Lula fez, evitando o muito de negativo. Fará o que Lula deixou, por mêdo, de fazer.

Responder

Paulo Cavalcanti

28 de julho de 2010 às 13h17

1 – Se diz "comunista católico" – (isso é um absurdo), sem precedentes;
2 – Ano 2005 – disputa pela Direção Nacional do PT (PED) – Plínio disputa o comando do PT, vai para o 2º turno, e perde para Berzoini de 42% a 13% – então anuncia sua saida do PT, chutando os canecos. Pergunta: Se houvesse ganho, o PT então seria bom prá ele? Como perdeu, o PT deixou de prestar?

Para mim, ele, Heloisa Helena, Babá, Luciana Genro, este sim, são todos farinha do mesmo saco. Queriam o comando.

Responder

    Gerson Carneiro

    28 de julho de 2010 às 14h02

    Então o menino quando diz "Ali (entre Dilma e Serra), na verdade, é uma disputa de poder, pura e simplesmente" sabe muito bem o que está dizendo por experiência própria. É um danado mesmo.

    Carlos

    28 de julho de 2010 às 14h15

    Pois é, alguém aqui – aí abaixo – afirmou que Plínio "não quer o poder"…

    Vinícius

    Vais esclarecer o que a ANTF quis dizer com "participação do Governo Federal" para que a malha ferroviária chegue aos 35 mil quilômetros em 2015? Será que tal participação implica em botar grana?

    Sobrando um tempinho, discorra também sobre a tese de doutorado do Serra… Outros prometeram e prometeram mas… sumiram.

Mc_SimplesAssim

28 de julho de 2010 às 13h15

Olá, Azenha e demais leitores e comentaristas,

O PSOL, ao lado de outros partidos oriundos da ala trotskista do PT, tais como PCO e PSTU atuam com a única finalidade de dividir e desviar os votos que naturalmente seriam destinados a candidatos de fato comprometidos com os interesses maiores da população brasileira.

Esses supostos esquerdistas estão mais preocupados com a própria vaidade já que não possuem planos de governo concretos mas apenas um discursinho meia boca para satisfazer sua meia dúzia de eleitores mesmo porque não pretendem vencer, mas apenas marcar posição e viver da politicagem.

E dentre os "radicais" de esquerda, Plínio é o que foi designado pelas pesquisas para figurar no debate fajuto da Bandeirantes programado para os próximos dias, certamente pela idade avançada e pela fragilidade ideológica de seu partido, fato que favoreceria os demais postulantes.

Estas eleições não passam de um joguinho de cartas marcadas que já conhecemos de outros carnavais.

Que vão plantar batatas todos eles!

Abraços

Responder

    Fabio_Passos

    28 de julho de 2010 às 21h40

    Preconceito seu Mc,

    O objetivo dos anti-capitalistas (todos eles…) é derrotar os interesses que produzem a desiguldade.
    Fosse o objetivo viver de politicagem e teríam permanecido no partido que ganhou as eleições… é tão óbvio.

Alexandre Tambelli

28 de julho de 2010 às 09h55

Estar em uma sala com ar-condicionado criando fórmulas mirabolantes de Socialismo é fácil. O Socialismo só virá com uma reformulação diária da Educação, uma outra Educação! Que tal a militância do PSOL se engajar por completo em sindicatos de professores, dar palestras para professores, elaborar programas de Educação junto aos professores ensinando uma concepção de Mundo Socialista! Só a partir da luta por uma nova Educação, libertária, se poderá criar as bases do Socialismo para o Século XXI!

Responder

Alexandre Tambelli

28 de julho de 2010 às 09h55

Azenha e Pessoal! Como pôr freios no Capitalismo se o PSOL defende um salário mínimo baseado no DIEESE de R$ 2.000,00! Só ampliaria o consumo e se tornaria inviável a nossa sobrevivência como País. É preciso encontrar outros mecanismos capazes de criar um sociedade socialista e com plena justiça social que não passe pelo aumento desenfreado dos salários que gerará aumento desenfreado de consumo e exploração da natureza… Deve haver uma outra fórmula. No Brasil de hoje, um salário de 2 mil reais é impossível de ser concebido, muitas empresas fechariam as portas no primeiro dia, pois, nem todo o faturamento mensal, sem contar contas, impostos e compra de produtos para funcionamento das empresas seria suficiente para pagar os salários dos funcionários. Discurso é bonito, eu também queria viver em um País com salário mínimo de 2 mil reais. (continua)

Responder

Paulo

28 de julho de 2010 às 09h50

Dilma (Lula) e Collor juntos! Nunca pensei que viveria para ver isso. Militei na campanha de 89, depois saí nas ruas pelo impeachment. Gritei "lugar de ladrão é na cadeia". E hoje sinto nojo dos dois. Viva Plínio!

Responder

Gerson Carneiro

28 de julho de 2010 às 09h46

Como o Plínio pretende convencer o empresariado e o povo, ambos contentes com a política econômica do Lula, de que ambos foram "enganados" pelo Lula?

Responder

    assalariado.

    28 de julho de 2010 às 14h23

    Gerson,não se trata de "enganados pelo Lula",trata-se de expor ao povo que a qualquer hora destas a marolinha poder virar um maremoto,dado que o capital esta totalmente paralizado lá no G7,de repente esta bomba capitalista explode,ai sim,quero ver a social democracia petista e seus aliados, explicar para o povo que o encanto capitalista é somente pras elites e não para os seus suditos.Melhor dizendo,na proxima crise do capital a burguesia se refugiara em Miami,e os assalariados serão jogados mais uma vez na rua da amargura.Assim funciona a ilusão capitalista para os de condição de explorados pelo sistema dos patrões,mais conhecido por nós como "capeta-lismo".Só falta avisar o povo.

    Grilo D

    28 de julho de 2010 às 18h48

    A crise tem duas fases:
    A primeira (2008/09), na qual o crédito foi embora, as economias pararam e o endividamento explodiu. O Brasil manteve o crédito, a economia e o endividamenteo razoavelmente estáveis, e gerou empregos (1 milhão). Nos seguramos por conta das altas reservas, baixo endividamento e estímulo ao mercado interno, dentre outros. Sofremos só com a queda nas exportações.
    Na segunda, consequência da irresponsabilidade do primeiro mundo, que gastou os tubos para salvar o sistema financeiro, teremos basicamente a mesma situação, exceto por um mercado interno e economia geral mais aquecidos que antes, mas uma balança comercial mais desfavorável. Basta tomar cuidado com a balança e sobreviveremos à segunda onda.
    Não há ilusão. Veja a situação dos outros países em 2009 e compare com a nossa. Realmente nos saímos muito melhores, e em condições muito melhores também. É só não estragar tudo.
    Abraços,
    Grilo D

    Gerson Carneiro

    28 de julho de 2010 às 23h10

    Desde antes da primeira vez do Lula se tornar presidente que ouço previsões sombrias do tipo "se o Lula ganhar o Brasl vai virar uma Argentina" (em referência à crise argentina, do panelaço em Buenos Aires).

    E a cada não confirmação da previsão anterior, surge mais outra, e outra, e outra…

    Se eu fosse me ater a tais previsões eu teria comprado um pedaço de corda, teria feito um laço, e pendurado no caibro, e estaria aguardando o aviso dos senhores para me pendurar.

Vinicius Abreu

28 de julho de 2010 às 09h31

Meus caros companheiros, devo dizer que o socialismo já foi testado varias vezes e já foi visto que esse tipo de política não funciona. Uma politica assistencialista não quer dizer que necessariamente o partido é socialista. Vou falar um segredo p/v6 o PT não é mais socialista a muito tempo (não espalha).

Tem gente que fala muito mau do PIG, é tudo verdade, mas querem derrubar um impressa a peso de decreto ?
Acho incrível como na história os perseguidos se tornam perseguidores.

Estatizar tudo, esse é o caminho ?
Volta a dizer, isso já foi feito antes e os exemplos estão ai para todos. Dizer que uma Venezuela é simbolo ou uma Bolivia é simbolo, pior uma Coreia do Norte é simbolo. Bom pode ater ser para os radicais que acreditam que o PT é socialista.

Exemplo:
Todo mundo (eu tb) reclama das operadoras de telefone, a privatização coincidiu com a popularização da telefonia. tenho 26 anos e me lembro minha mãe dá entrada em um apartamento usando uma linha telefônica, me lembro bem que minha mãe ficou muito feliz quando consegui a linha telefônica, entre o pedido por uma linha e a nossa primeira ligação demorou uns 90 dias, o pior que não tinha ninguém para ligar pq meu na minha rua minha mãe foi a primeira a ter esse luxo. Isso sim que era uma maravilhar, vamos estatizar !!!

Gente vamos cair na real esse sonho tipo de politica do candidato supracitado é um retrocesso, politica socialista é mais concentração de poder.

Responder

    Gustavo

    28 de julho de 2010 às 13h38

    Quando falam que o povo não tem memória, o Vinícius Abreu, faz parte dos desmemoriados, caso não saiba, a mágica de poder disponibilizar centenas de milhares de linhas fixas e de telefonia celular para a população brasileira (infra estrutura) foi bancada pelo estado (governo federal) que após investir bilhões de dólares, privatizou a mesma, por um valor s não me engano 10 X menor que os investimentos. Leia informe-se ou como hoje passou por desmemoriado ou ignorante no sentido literal da palavra, defende algo que infelizmente não entende…mas você chega lá estudo informe-se…
    Abraço

    Vinicius Abreu

    28 de julho de 2010 às 19h02

    Meu caro Gustavo.

    Só pra salientar minha ignorância muito bem destaca pelo Gustavo, vou lembra vc de algumas coisa que aconteceu na era de ouro (de acordo com o Gustavo) da telefonia no tempo das tele's:

    Realmente, devo ser um ignorante, mas antes de colocar "…por um valor s não me engano 10 X menor que os investimentos…" até não duvido, mas ponha uma fonte para ficar mais inteligente. Em relação "…caso não saiba, a mágica de poder disponibilizar centenas de milhares de linhas fixas e de telefonia celular para a população brasileira…"
    Onde foi, cetenas de milhares, que isso ocorreu ? aqui no Brasil?
    Porque caso vc tenha se referido a telefone fixo até acha que melhorou a oferta ainda como estatal, concordo, falei concordo, mas cetenas de milhares. Bom ainda como estatal uma linha telefônica ficava em torno (a preços de hoje) uns R$800,00. Eu acho que uma empregada domestica não poderia compra nessa época, podia ?

    Celular nossaaaa, esse funcionava normalmente em aeroportos e no centro da cidade, isso me refiro a SP, RJ, MG, RS, BH, cabo, não era realidade no Brasil.

    Deixa eu adivinha:
    Ou vc é mais novo que eu e está estudando economia e é um fortemente persuadido pelos seus professores barbudos que nunca tiveram experiencia fora da universidade, ou algum parente seu próximo (ou vc mesmo) trabalhava em alguma estatal que foi privatizada ou melhor vc é um xiita comunista utópico que acha que a Bolívia, Venezuela e Coreia do Norte são símbolos que devemos estampa na camisa e ser seguidos !

    Bom fui usuário da telefonia publica, mesmo que ela tenham investido nas tele, sempre foi horrível o serviço, antes e depois. Não sou a favor de como a privatização foi feita, mas meu caro Gustavo, dizer que era bem melhor quando era estatal, acho q vc está com a memoria fraca ou quer lembra somente o que quer !

    Quase me esqueço, afina sou desmemoriado. Fica meu abraço para vc !

    assalariado.

    28 de julho de 2010 às 14h09

    Vinicius,voce pelo jeito nunca leu uma linha sequer das teorias socialistas de sociedade.Sua cabeça não consegue pensar fora do quadro piguiano.Vivemos numa sociedade de luta de classes(capital x trabalho),ou,(exploradores x explorados),e a maioria do nosso povo nem sequer sonha que isto exista,embora sofra os efeitos desta exploração no dia,dia(salários baixos),violencia varias…
    1) Sobre o PIG; este é o braço politico da burguesia e seus aliados dentro de nossos lares 24/dia,e tome manipulação.

    2) Aonde esta escrito na teoria socialista(Marx), que a economia e as empresas são propriedade do Estado,se intere disto,ler nunca é demais… Não confundir marxismo com capitalismo de Estado… (União Sovietica,STALINISMO,lembra o que?).

    3) A teoria socialista marxista, nunca pregou,que o Estado socialista é concentrador de poder,muito pelo contrário,o poder tem que vir das bases sociais da sociedade,ou seja,todo o poder para os criadores das riquezas da nação,a classe trabalhadora assalariada.

    Vinicius Abreu

    28 de julho de 2010 às 16h53

    Meu assalariado !

    Um verdadeiro inimigo reconhece o que o outro tem de mais forte e tentar derruba ele no que tem de mais fraco !

    Isso já está ocorrendo, o poder da Globo (audiência) está se esvaindo e vai continuar caindo por algum tempo. Bem ou mau a Globo (enterimento) tem competência, muitas pessoal já deixaram de assistir globo, seja jornalismo ou seja enterimento. O meu medo é que alas radicais ache que é normal tira um direito de transmissão de uma emissora só pq ela é de oposição. Se assim, vamos ter uma China que controla 100% do q é transmitido para a população, isso é DITADURA. Ai meu kra o que ainda troca um braço politico da burguesia por um braço forte que está no poder ?

    Querem derruba a Globo?
    R= É só fazer uma emissora competente que consiga audiências altas e tenha posição politica independente.

    Meu companheiro assalariado,
    Talvez vc não tenha entendido bem, quando falei de socialismo, falei no que temos de real no que ocorreu e ocorre em alguns pais se intitulam socialistas. Em nenhum momento me referi ao comunismo de Marx, que com minha humilde opinião é utópico. Ler ate tentei ler o capital, mas achei enfadonho. Ainda falo mais, o único movimento que o proletariado chegou ao poder foi a cabanagem, ler eu leio, mas também vivo a realidade, tente fazer o mesmo que acredito que vc entenderia que não me refiro ao comunismo de Marx.

    Como disse não sou nenhum especialista, mas segue a referencia 3° paragrafo: http://pt.wikipedia.org/wiki/Comunismo

    Meu problema é que nunca leio mesmo, mas valeu a dica !

    ps: Mas tenda ler o 3° paragrafo http://pt.wikipedia.org/wiki/Comunismo

    assalariado.

    28 de julho de 2010 às 21h51

    Vinicius,este final do 3º paragrafo é verdadeiro,diz; "Como um movimento político, os regimes comunistas foram governos historicamente autoritários e coercitivos envolvidos principalmente com a preservação de seu próprio poder, sem preocupação de fundo para o bem-estar do proletariado.[3]." De minha conta coloco aspas em "os regimes comunistas".Isso mostra como a imprensa burguesa,nunca assumiu que aquilo se tratava de um capitalismo de Estado,e é claro,tratou por uma questão de estratégia ideologica do capital, queimar o comunismo(sem aspas).Quanto a questão imprensa,esta devera deixar de ser braço politico do capital,por outro lado,como evitar cair em mãos socialistas,mas,nada socialistas,por isso,Marx defende que na sociedade socialista,como tal,devera,por uma questão de coerencia,existir o pluralismo politico.Valeu,abraços.

Remindo Sauim

28 de julho de 2010 às 09h08

Os sonhos da juventude são os sonhos da juventude, sonhos que ao serem confrontados com a realidade tendem ou a se adaptar ou continuarem só sonhos. A vida é assim. O senhor Plínio de Arruda Sampaio é um intelectual que não passou da primeira fase, continua sonhando com o socialismo rosado. Em nossa existência, nunca somos brindados com aquilo que queremos, nosso caminhar é sempre feito de escolhas, sempre pela melhor. Cresça, senhor Plínio, e vai ver que as premissas da criação do PT foram todas cumpridas. Menos miséria e mais distribuição de renda. Agora, se o senhor prefere o que tinha antes eu até entendo, dá para continuar com o mesmo discurso juvenil de sempre.

Responder

Carlos

28 de julho de 2010 às 08h35

Plínio afirmou ontem (terça, 27, na Record), que a vitória do PSOL – dele, Plínio, na realidade – na eleição presidencial pressupõe também uma maravilha política: maioria no Congresso…

O que ele faria se tal maravilha não acontecesse, se sua base no Congresso fosse minoritária?

Proporia à população o fechamento do Congresso?

Por que Heloísa Helena não se candidatou ao governo de Alagoas, enfrentando Collor?

Responder

Marcelo Figueiredo

28 de julho de 2010 às 08h11

Fala-se muito em educação. O que é educação? Essa coisa que ensinam nas escolas? Escrever, resolver uma equação matemática, decorar uma tabela periódica? De que adianta isso na hora do voto?
Nos EUA todos têm essa educação e por acaso sabem votar?

Responder

Milton Hayek

28 de julho de 2010 às 02h27

Digite o texto aqui![youtube 8uynCVavKaI http://www.youtube.com/watch?v=8uynCVavKaI youtube]

Responder

Go Oliveria

28 de julho de 2010 às 01h18

Esse povo assim muito tudo acaba por fazer o jogo do imobilismo. Eles não têm a mínima chance de emplacar, mas se comportam assim: se não for eu, o resto não presta, porque é todo igual.

E aí eu estou com aquele velho ditado: os extremos se assemelham. Ou, melhor dizendo: os extremos servem um ao outro e acabam sendo linhas auxiliares, nem que seja como iludido útil.

Responder

Milton Hayek

28 de julho de 2010 às 00h55

Não dá pra colocar um ícone da esquerda como Plínio de Arruda Sampaio em lugares comuns.Me desculpem.É um grande homem.

Responder

Cesar

28 de julho de 2010 às 03h27

Concordo com o Marcus, menos com os dois últimos parágrafos de seu comentário. Acho que só o futuro irá dizer qual o partido sucederá o PT a longo prazo. Não podemos nos esquecer de que quando o PT era oposição e radicalizava seu discurso, o argumento de que jamais seria governo era muito difundido principalmente pela elite que detem as conceções de rádio e TV e que colocam dez cabines em uma estrada e cobram descaradamente das pessoas o seu direito de ir e vir (os famosos pedágios). O PSOL tem sido importante para levantar questões que não podem deixar de serem discutidas, como o PT o foi em um passado não tão distante. Nós que votaremos na Dilma pelas evoluções que o governo Lula trouxe ao Brasil, não podemos ser maniqueístas e achar que o governo Lula é tão perfeito que não possa melhorar à esquerda. Sempre há algo a ser melhorado. No Rio de Janeiro, o Deputado Estadual Marcelo Freicho do PSOL é uma referência por sua incansável luta contra a corrupção na ALERJ e a favor das causas que a maioria dos comentários aqui defendem.

Responder

Fabio_Passos

28 de julho de 2010 às 00h23

Por que o PSOL prioriza o combate aos políticos que servem ao capital?
É preciso combater os "donos" destes políticos.

– REDE GLOBO e o restante da mídia-burguesa (máquina de propaganda capitalista)
– FEBRABAN
– CNA
– CNI / FIESP e os demais sindicatos patronais.

É preciso dar nome… não aos bois, mas ao dono do rebanho.

Materializar aos olhos da população quais são os interesses que controlam o regime no Brasil… e que são os grandes responsáveis por uma das sociedades mais injustas do planeta.

Responder

Fabio_Passos

28 de julho de 2010 às 00h06

Eu quero saber se o PSOL vai defender a estatização do mercado financeiro?

O PCB e o PSTU foram muito claros: O cassino vai fechar.

Responder

SérgioFerraz

27 de julho de 2010 às 23h56

Falou o Sr. Plinio do alto de sua sabedoria, de seus sonhos e de seus 5% de votos na última eleição para prefeito de SP.
No Brasil os extremos, direita ou esquerda, não tem propostas concretas.

Responder

Fabio_Passos

27 de julho de 2010 às 23h55

Por mais que reclamem os eleitores da Dilma… é fato que ela, Marina e serra são candidatos que defendem a manutenção da (des)ordem capitalista.
Isto é inegável.
São majoritariamente financiados pelo capital.
Pertencem ao sistema.

Saca só algumas das propostas do PSOL que os candidatos submissos ao capital não tem coragem de apresentar…

– Auditoria da dívida pública, com suspensão do pagamento dos juros e amortizações, controle do fluxo de capitais e do câmbio, com subordinação do Banco Central (BC) ao Estado e taxação progressiva das grandes fortunas (acima de R$ 2 milhões).

– Defesa da reestatização da Vale

– Defesa da Petrobrás 100% estatal

– Reforma agrária, defesa dos movimentos sociais sem-terra e das suas ocupações; limitação do tamanho da propriedade rural ao tamanho máximo de mil hectares, com expropriação de todas as terras que utilizem trabalho escravo e infantil.

– Em defesa da legalização do aborto, pelo fim da criminalização das mulheres.

– Pela democratização dos meios de comunicação; auditoria de todas as concessões das emissoras de rádio e TV; fim da criminalização das rádios comunitárias; anistia aos comunicadores populares; proibição da propriedade cruzada dos meios de comunicação; banda larga universal operada em regime público; criação do Conselho Nacional de Comunicação como instância deliberativa de definição das políticas de comunicação com participação popular; políticas públicas de incentivo à implementação de softwares públicos e livres, ampliando o acesso e a democratização.

E tem muito mais.
O Plinio de Arruda Sampaio apresenta propostas que são um tremendo avanço.

Leiam todas as propostas. Vale a pena:

"Uma alternativa socialista: nossas tarefas e diretrizes" http://www.plinio50.com.br/programa-de-governo-ps

Responder

assalariado.

27 de julho de 2010 às 23h10

Ae Azenha,demorou pra colocar um texto mais a esquerda.Esta vendo como esta bonita a discussão!!! Só assim pra sair da anestesia(eleitoral ideologica), reinante nos blogs de "esquerda".A agua fria socialista bateu na bunda das calças arriadas da social democracia petista,em aliança com a burguesia "nacionalista".A esquerda(de fato),sempre foi e sera o fermento das massas.A pequena burguesia(classe média),reacionária,logo se apresenta nestas horas chamando-as de extrema esquerda.Quem se apresenta de forma diferente dos reformistas,que no fundo só querem explorar o trabalho alheio,mas (nem tanto),e portanto,são espelho dos seus mentores burgueses,que,de forma disfarçada sempre estão "preocupados" com o social, sabemos,a injustiça desaparecera quando desaparecer o capitalismo.Mas ainda acho que não existe trabalho de base,o Psol,entre outros precisa ir para as bases(periferia).O grande desafio da esquerda,vai ser explicar para o povo,de qual fonte os neoliberais bebem as suas idéias,assim vale pra social democracia reformista (aliança petista),e por consequencia,de qual agua vem as idéias socialistas(mostrar as contradições).

Responder

    Emilio_Matos

    28 de julho de 2010 às 14h03

    É, a injustiça capitalista desapareceria se o capitalismo desaparecesse. Só não esquece de dizer que todos os outros sistemas também geraram injustiças, só não eram "injustiças capitalistas".

    assalariado.

    28 de julho de 2010 às 13h04

    Emilio,quais são os outros sistemas,e porque não acabou as injustiças?

    Emilio_Matos

    28 de julho de 2010 às 14h33

    Os outros sistemas que não eram capitalistas, ué. Os sistemas da antiguidade (nem sei como poderia denominá-los), o feudalismo, e, mais recentemente, os que se denominavam socialistas, que se apoiavam ideologicamente na mesma corrente de pensamento que você tanto aprecia, e essa mistura exótica que é o atual sistema chinês.
    Ninguém pode afirmar com certeza por que as injustiças não acabaram (não, o marxismo não é uma teoria comprovada que explica as inustiças, é apenas um sistema de pensamento que algumas pessoas apreciam). A minha opinião é que todos os sistemas têm algo em comum: são maneiras de se organizar as atividades humanas, e os humanos, digamos assim, não são exatamente modelos a serem seguidos em termos de justiça.

    assalariado.

    28 de julho de 2010 às 17h32

    Emilio,os outros sistemas não eram capitalistas mas todos eles tem algo em comum,como fundamentou muito bem Karl Marx,sua base social é baseada na exploração do trabalho alheio,e na propriedade dos meios de produção(fabricas e latifundio),estas são as bases de sobrevivencia da humanidade.Então voce pergunta,e já responde,Emilio diz; "não,o marxismo não é uma teoria comprovada que explica injustiças,é apenas um sistema de pensamento que algumas pessoas apreciam." Na 1ª parte voce demonstra que nunca leu o marxismo,ele,explica a origem das injustiças(LUTA DE CLASSES),e na 2ª diz da apreciação destas idéias pelas pessoas,porem,nunca foram postas em pratica(eu concordo),e foi o que aconteceu nos paises "comunistas" do século passado,nunca passaram de capitalismo de Estado,sugiro isto pra voce ler;
    http://www.scribd.com/doc/28277517/PRINCIPIOS-ELE

Mandacaru

27 de julho de 2010 às 22h56

Os anos Lula serviram para muita coisa boa.

Por exemplo, derrubou a máscara de muita gente.

Revelou que muito sujeito que posava de "democrata" não passava de farsante golpista, tanto à direita quanto à esquerda.

Escancarouos reaças de direita, como os demotucanos. Revelou outros reaças de direita. como Freire e sua turma de caricatos do PPS.

E revelou também outro grupo, os reaças de esquerda, como este senhor e seu partido de lunáticos, mais o PSTU, que, por não ter discurso, tal qual a ultradireita, utiliza o mesmo expediente, os mesmos discursos da direita e da mesma mídia golpista para atacar o governo.

Já ouvi dizer por aí que os extremos se atraem.

É por isso que quando ouço Plínio ou Heloísa Helena, parece que estou ouvindo Bornhausen ou Cesar Maia.

Responder

Marcus

27 de julho de 2010 às 22h24

Respeito muito o Plínio de Arruda.

Apesar de ele dizer que entra para ganhar (ninguém pode entrar numa campanha dizendo "não vim para ganhar", "não precisa votar em mim") certamente não é o objetivo dele. Está claro que quando ele coloca Lula/Dilma e FHC/Serra no mesmo saco ele está se referindo a coisas mais amplas com as quais o Lula não conseguiu romper (justificando-se sempre pela questão da governabilidade) e que repete no que há de pior e mais importante dos governos tradicionais (FHC, Collor, Itamar…)

A questão do Plínio, a meu ver, é pedagógica e visa o futuro. Neste exato momento certamente não há nada melhor que foi feito nesses 8 anos de governo, mas é preciso ver mais longe, mais profundamente… Uma hora ou outra teremos que optar em continuar nessa barca (do capitalismo) ou construir algo mais coerente, justo socialmente e produtivo. Esse debate precisa existir. Hoje o Brasil precisa desesperadamente sair da lama, mas a medida que for saindo, não pode simplesmente manter a estrutura atual, pois qq deslize, vai tudo por água abaixo de novo.

Há que se pensar no futuro! Não se pode deixar de debater coisas profundas pois o perigo é eminente!

Todos sabemos que o PT de hoje está cada vez mais contaminado por políticos comuns, fisiologistas, porém é ainda, entre os grandes partidos, o melhor deles.

Pensar no futuro, é pensar que partido irá susceder o PT (poderá ser o próprio PT), estruturar um partido que possa alçar voos ainda mais altos, que só será possível devido a essa mudança de rumo que aconteceu hoje.

Tenho dúvidas de qual partido será esse. Psol? Não me parece ser o caso. Mas acho válida a intenção do Plínio.

Mas como já disseram por aqui… esse discurso facilmente será recortado e estampado só o que lhes interessam: Lula e FHC são iguais….

Abraços

Responder

Guilherme Milani, SP

27 de julho de 2010 às 22h18

O Plínio tem uma cabeça ótima, mas nivelar Dilma, Serra e Marina soa apenas como discurso oposicionista, sem nada de concreto. De resto, vemos dia após dia uma guinada cada vez mais contundente do Nosferatu de Pinheiros (Serra) à direita, a qual encontra respaldo, infelizmente, em boa parte eleitor paulista. Mas isso não é tudo, preparem-se: Lá vem o Picolé de Chuchu (Alckmin) de novo… Sua volta significa simplesmente mais pedágios e menos investimentos sociais, além de professores e demais servidores públicos jogados à própria sorte… É, estamos realmente lascados. SP é o mapa do inferno!

Responder

Bonifa

27 de julho de 2010 às 22h15

Da Carta Aberta à companheira Dilma Roussef, (Muito a propósito) de Izaías Almada, publicada no Escrivinhador:

A inércia, a dúvida e a insegurança ideológica, em política, costumam se constituir em grandes aliadas da manutenção do ‘status quo’. Mais do que isso: a ausência de críticas construtivas ou mesmo a crítica generalizada a propostas de transformação ligadas ao país real e não aos alfarrábios embolorados de algumas bibliotecas ou a subjetividades de programas político/partidários, provoca erros de avaliação e excita o oportunismo e ao infantilismo de esquerda, substituindo a realidade por aquilo que gostaríamos que ela fosse. Comportamento que, invariavelmente, leva ao dogmatismo irrefletido ou ao pessimismo irresponsável.
Por vezes, e a companheira sabe disso tão bem ou melhor do que eu, por toda sua militância política e pela experiência adquirida nos vários cargos em que atuou, a falta de visão a médio e longo prazo de uma luta comum à maioria da sociedade brasileira, possibilitou até agora, a abertura de enormes atalhos por onde vamos nos perdendo em análises e discussões, muitas delas estéreis, na criação de novos partidos políticos, novas centrais sindicais, novos movimentos sociais, cada um deles, por vezes, levantando a bandeira de uma irrepreensível pureza ideológica, louvável sob vários aspectos, mas de uma prática de escassos resultados políticos e/ou legitimamente progressistas. Sei que nos últimos oito anos muito já se fez para mudar o fiel da balança. É preciso reconhecer, mas – acima de tudo – é preciso avançar.
http://www.rodrigovianna.com.br/plenos-poderes/iz

Responder

dukrai

27 de julho de 2010 às 22h09

O Plínio de Arruda Sampaio dá umas derrapadas nos detalhes, mas o fundamental ele pegou. Cadê a reforma agrária? Faltou explicitar a hegemonia do capital financeiro liderado pelo Sr. Meirelles e o poder escrachado da mídia oligopolista.
Isto de achar Dilma e Serra a mesma coisa é uma desonestidade intelectual, mas politicamente aceita, afinal, mentir em campanha é coisa de que nem o Plinio escapa.

Responder

    luis santos

    27 de julho de 2010 às 23h46

    primeiro é fortalecer a população em geral para que a população dite o jogo .. mudar radicalmente como querem os extrema esquerda seria suicídio … um povo com mais oportunidades vai, aos poucos, tomando as rédeas e traçando o seu destino … se Lula fizesse um governo perfeito dentro dos moldes utópicos da extrema esquerda, nada seria votado no congresso e não haveria mudanças, apenas retórica …

Rodrigo

27 de julho de 2010 às 22h03

Perguntas: O que seria um socialismo no Brasil do século XXI? Quais suas propostas? Em que esse socialismo se diferenciaria do socialismo dos séculos XIX e XX?

Responder

Osvaldo

27 de julho de 2010 às 21h04

Gostaria de saber qual a receita para implementar-se reformas sociais mais profundas sem que os donos do poder, a mídia e a oposição derrubem o governo.

Responder

    Luiz F Siqueira

    28 de julho de 2010 às 00h31

    Essa receita não existe. Melhor educar, instruir o povo, para que este decida, com clareza e consciência, o próprio destino.

ricardo silveira

27 de julho de 2010 às 23h39

O que quiz dizer é que não se faz revolução sem povo. Pode-se até, eventualmente e não pelo voto, tomar o poder, mas não fazer revolução.

Responder

Bonifa

27 de julho de 2010 às 23h30

Dilma, Serra e Marina fazem parte do mesmo esquema. Não adianta nada, nada discutir isso em profundidade dentro da atual batalha eleitoral. Conheço um filósofo existencialista que pode provar que todas as pessoas que têm renda capaz de sustentá-las, fazem parte do mesmo cruel esquema.
Mas é bom alertar o professor Plínio sobre o seguinte fato da batalha eleitoral: Se a maldita oposição se desiludir de inflar a Marina na esperança de que ela desfira ataques mortais à candidatura da Dilma, poderá voltar seus olhos, ouvidos, sua vasta imprensa e seu largo sorriso ao professor Plínio, para que ele tenha amplos meios de dizer em alto e bom som a todos os eleitores do Brasil que a Dilma é igual ao Serra. Eles querem que ele repita ao megafone apenas isto: a Dilma é igual ao Serra.

Responder

    Maria Thereza

    27 de julho de 2010 às 21h33

    Ia escrever exatamente isso. Ele já está na fila, assim que os de sempre abandonarem D. Marina. Mas, non pasarán…

    Alex Gonçalves

    27 de julho de 2010 às 23h14

    Síntese perfeita da esperança(?) do Sr. Sampaio.

Gerson Carneiro

27 de julho de 2010 às 20h18

A pergunta que faço é a seguinte: Plínio de Arruda Sampaio está inventando um sistema econômico capaz de suplantar o capitalismo ou retrocendendo aos sistemas que sucumbiram?

Se for a primeira opção, meus parabéns. Até hoje ninguém conseguiu.

Responder

    Marcus

    27 de julho de 2010 às 22h09

    A resposta já foi dada por ele na entrevista: Por freios ao capitalismo! Isso é o que foi feito na Europa do "Bem estar social" durante dezenas de anos e ainda é feita em diversos países naquela região. Para se ter uma idéia, nos países nórdicos a carga tributária varia entre 40 e 50%. Em grande parte dos países desenvolvidos europeus a educação e saúde são gratuítas e de excelente qualidade, … por aí vai meu caro

    Gerson Carneiro

    28 de julho de 2010 às 03h54

    Não é o que afirma, aliás faltou definir o que pretende, quando responde a pergunta "O senhor foi um dos fundadores do PT. Acha que o governo Lula fez jus à história do PT?"

    No mais, faltou revelar de fato como pretender por um freio no capitalismo. Como pretender convencer os empresários e o povo, ambos contentes com a (ambos "enganados" pela) política econômica do Lula.

    Ressalto o fato de que essa "grande parte dos países desenvolvidos europeus", muito embora com "educação e saúde gratuítas e de excelente qualidade" é capitalista sim. Ouse qualquer país latino americano tomar o doce da boca de um deles pra ver o que acontece.

    No mais, a "saúde gratuítas" de fato não é gratuita, tem um custo bancado pela população.
    A verdade é: todo lugar é bom para quem não está lá. Basta observar a Grrécia, "terra dos deuses e berço da democracia", … por aqui fica, meu caro.

    @marisps

    28 de julho de 2010 às 13h14

    Cabra bom! ;-)

Alex Gonçalves

27 de julho de 2010 às 20h16

"O Lula hoje tem a cobertura dos jornais, tudo."

Com todo respeito, Azenha, mas o Sr. Sampaio ou é inocente ou mal intencionado. Todo o discurso dele cai como uma luva para Serra.

Responder

Milton Hayek

27 de julho de 2010 às 20h14

Dilma não é boba:
http://www.tijolaco.com/?p=21036

Dilma não cai na armadilha de autonomia do BC

Dilma Rousseff se recusou hoje a firmar qualquer compromisso de formalizar a autonomia do Banco Central, segundo o Valor. Fez muito bem, pois essa é uma agenda da direita interessada em controlar as taxas de juros para aumentar os ganhos dos rentistas.

O BC já desfruta de autonomia operacional e tem status de ministério, o que já vai muito além do que mereceria uma autoridade monetária que não pode funcionar desvinculada dos interesses maiores do país. A dissociação da economia da política é uma estratégia do mercado, que adora funcionar em liberdade e longe do controle do Estado, a quem vê como inimigo.

A economia é essencialmente política, pois todos os seus movimentos interferem diretamente na vida da população. Não se pode olhar os números de forma fria como se eles fossem um mundo à parte. Cada ponto percentual na taxa de juros altera o destino de milhões de brasileiros e isso não pode ficar exclusivamente a cargo de um grupo de iluminados que não olhem para o país como um todo.

Dilma aproveitou a armadilha lançada para lembrar que foi Fernando Henrique quem manipulou a taxa de câmbio durante o período eleitoral. Para quem não lembra ou não viveu, FHC segurou o real artificialmente valorizado até às eleições de 1998, quando foi reeleito, e desvalorizou-o fortemente depois, endividando e quebrando várias empresas com financiamentos em dólar, inclusive algumas jornalísticas que sempre o apoiaram.

Responder

Gerson Carneiro

27 de julho de 2010 às 20h08

Ele começa dizendo: "“Não estou fazendo campanha para enganar ninguém, vou atacar tanto o Serra quanto a Dilma”.

Depois se entrega: “Mas também tiro voto do Serra, porque sou um homem com uma inserção social muito parecida com a dele. São pessoas mais velhas, profissionais, economistas, professores de universidade, que tenderiam a ir com o Serra se eu não fosse candidato”.

Ou seja, ele não quer enganar ninguém além dele mesmo.

Essa ladainha da Heloísa Helena não cola.

Responder

Argus

27 de julho de 2010 às 20h03

Plínio diz: Serra e Dilma são a mesma coisa.

Plínio diz: e vou fazer de tudo para ganhar essa eleição.

Dá pra ver

Responder

turmadazica

27 de julho de 2010 às 20h02

Li um "PSOL é a UDN da esquerda"… Guardarei essa… Quem seria o Lacerda? Total bs…

Muito boa a entrevista!

Responder

    Mandacaru

    27 de julho de 2010 às 22h41

    Tem um bocado de candidato a lacerdinha no PSOL.

Rubens

27 de julho de 2010 às 19h55

Se o PSDB tivesse militantes, com certeza seriam vocês, os militantes classe média petistas.

Responder

    Renato Lira

    28 de julho de 2010 às 01h46

    Mas porque será que o PSDB não tem militantes?

    Quem tem, e sempre teve, militãncia é o PT, caro.

    Mas explica aí, como é esse negócio de " Se fosse do PSDB seria do PT"?

    Negócio esquizofrênico.

    Sua retórica sem noção é até pitoresca, Rubens.

    É uma frase que vai do nada a lugar nenhum.

    Emilio_Matos

    28 de julho de 2010 às 16h45

    Você queria dizer alguma coisa com isso, ou é uma frase para servir de exemplo de como se pode ter uma gramática perfeita e uma completa falta de sentido? Do tipo: Se as bolas fossem quadradas, com certeza elas seriam pentágonos, exatamente como os retângulos triangulares.

Reginaldo Moraes

27 de julho de 2010 às 19h48

Já escrevi diversas vezes neste blog sobre a respeitavel trajetoria do Plinio, que sempre foi um catolico progressista, moderado, mas progressista. Essa campanha nao tem muito a ver com ele. E aquilo que propoe — tanto as metas, quanto o caminho para obte-las — nao bate com o seu partido, nem com ele mesmo. Se de fato fosse essa 'reforma radical', para nao dizer revolucao, o programa do seu partido, ele nao poderia ser o que é, coleção de parlamentares e ex-parlamentares destrambelhados, alguns intelelectuais da esqueda chique, muitos dos quais ultra-reformistas e alienados na época da ditadura. Soa fantasmagórica a idéia de um Psol bolchevique (que é, evidentemente, o que precisaria ser se acreditasse nessas metas). Em suma, é postiço, até mesmo um pouco embromador, vendendo ilusões para um nicho de mercado ideológico. Pena, para uma figura de que tem o passado de Plinio, como disse.

Responder

antoniobarbosafilho

27 de julho de 2010 às 19h27

Ninguém pode negar ao prof. Plínio Sampaio o direito de debater o Brasil e o Socialsimo, que sempre defendeu. Mas talvez ele me permita uma pergunta bem pé-no-chão, e com todo respeito que me merece:
1) Daria pra governar o Brasil contra a oposição de direita (PSDB-PFL-PPS)? E, ao mesmo tempo, com uma oposição de esquerda (PT-PSB-PDT-PC do B)? O PSOL seria um partido único, no Socialismo com que o sr. sonha, ou ele faria alianças? Com quem?

Caso a intenção de sua campanha seja apenas debater e não vencer, lamento informar-lhe que o Brasil não á laboratório, e que tal debate (importantíssimo, sem dúvida) deveria ser feito em clubes e associações acadêmicas. Na urna, na prática, ajuda a direita e o conservadorismo, sempre assustado…

Responder

Luiz

27 de julho de 2010 às 18h52

Respeito muito o Plínio, mas infelizmente a menor chance de eu votar nele foi embora quando li no Estadão que ele se considera "um grande amigo" do Serra. Gostaria que ele explicasse isso.
A minha pergunta é: Plínio, você considera o socialismo viável em 2010? Quais seriam as consequências de um Brasil socialista?

Responder

    Werner_Piana

    30 de julho de 2010 às 00h29

    na sabatina da RecNews ele contou que Serra morava com ele nos EEUU quando ambos estiveram exilados, à época do Watergate do Nixon.
    E PArrudaS deixou claro, ele é Serra. Amigo. E ninguém sabe quem é aquela menina (Dilma). Que preguiça, meu!

    Muito alegre, festivo. Pé-no-chão, ZERO. Só mandou bem quando falou do controle social da mídia – apesar de não possuir argumentos adequados quando os entrevistadores-PIG da RecordNews atacaram a "ditadura" Chavista 'censora' da Venezuela. Fraco.

    Aliás, a Record tá muito piguista pro meu paladar. Não estou gostando disto…
    :(

Roberto São Paulo SP

27 de julho de 2010 às 18h26

Pois é, também me decepciona a postura de Plínio. Manter coerência e até mesmo o tom crítico que esse governo até merece na questão dos juros que continuou a toda para alegra dos rentistas é válida, mas dizer que Lula é FHC e Dilma e Serra são a mesmo coisa é desonestidade que um homem com a vivência histórica dele não tem o direito de fazer.

Gostaria de saber como romper com o capitalismo sem um exército bolchevista por trás, ou mais seriamente sem qualquer apoio real da população? E sou comunista, mas esses arroubos radicais a esta altura só ajudam o pior lado. E igualá-los é injustificável a meu ver.

Responder

IV Avatar

27 de julho de 2010 às 17h59

Os capitalistas nunca se dividem, os trabalhadores sim, disse Mauro Santayana.
É de dar dó estes trotskismo, para eles somente eles são de esquerda
Lênin chamou isso de "esquerdismo, doença infantil do comunismo" para defender o avanço….
Segue interessante texto de 2006 mas bastante atual, sobre o PSOL:
"Mas o que significa o Partido Socialismo e Liberdade e sua cadidata? Veremos.

É um Trotskismo demagógico que se instala na possibilidade de construção de um Estado Socialista através de uma forma de luta político-institucional. O que é um equívoco. Pensar em Socialismo por meio de uma democracia representativa, vertical e burguesa é um erro. Heloisa Helena critica os banqueiros, a burguesia industrial, os latifundiários, mas será a primeira a costurar alianças e a fazer concessões de classe se chegar ao Palácio do Planalto. Seu discurso pragmático seduzirá muita gente até as eleições. Principalmente aqueles que ficaram decepcionados com Lula; que representa uma metáfora, uma alegoria carnavalesca do operariado brasileiro em crise. Uma mistura de oportunismo, romantismo e radicalismo; fruto de uma esquerda (internacional latino-americana) que, ainda, não conseguiu superar-se teoricamente e dialeticamente após a queda do muro de Berlim e com o fim da União Soviética. Percebo o Brasil em transe. Creio que o discurso democrático anglo-saxão a Tocqueville, hoje, tenha nos deixado paralisados; pela mentira teatral da utopia realizada da privatização, da ciência e da tecnologia, do mercado, de um avanço em direção ao abismo. Dizer que Heloísa Helena é marxista é permissível, assim como dizer que através do voto conseguiremos chegar ao Socialismo. Um outro erro é querer imputá-la um caráter social-democrata, como alguns pensam de Lula. O Brasil nunca foi social-democrata, mas um país neoliberal disfarçado de social-liberal. A esquerda brasileira entrou neste jogo faz muito tempo e ainda não percebeu. Aí me fazem uma coligação PSOL (grupo de dissidentes do PT), PCB e PSTU (outro grupo de dissidentes do PT) e gritam como legítimos representantes da “esquerda revolucionária no Brasil”. Isto é uma mentira. Posso ter respeito por esses partidos, mas não vou me coadunar ao tal “projeto revolucionário” que eles dizem ter para País.' http://verbo-livre.blogspot.com/2006/09/o-que-o-p

Responder

    Roberto Locatelli

    27 de julho de 2010 às 21h55

    Prezado IV Avatar.

    Isso NÃO é trotskismo. Plínio de Arruda Sampaio é um cristão socialista.

    Os trotskistas, em sua maioria, apoiam o PT e Dilma.

Cátaro

27 de julho de 2010 às 17h55

O que eu gostaria de dizer sobre as declarações do Sr. Plínio já foi citado nos comentários anteriores. O importante é defender sempre o direito de discordar.

Mas reforço a minha opinião, já colocada neste blog, de que as idéias da extrema esquerda são como os carros-conceito: são sonhos que servem para influenciar marginalmente a realidade em sua evolução constante, e assim devem ser consideradas.

Enquanto não surge o Socialismo que levará em conta o homem integral, composto de corpo e espírito imortal, vou selecionando o que há de melhor em disponibilidade.

Entre o PSOL e adjacências, que não serão eleitos, e a coligação da direita, não tenho a menor dúvida e vou de Dilma. A cada dia que passa fica mais leve, mais simpática, mais bonita, sem falar na competência e personalidade de sempre.

É uma incógnita? Vou pagar para ver e espero seguidores. Tomara que dê continuidade ao governo que pratica a arte do possível.

Mas não posso terminar sem agradecer ao blog a oportunidade de participar de debates como este, que demonstram o crescimento do espaço democrático virtual.

Muita Paz a todos!

Responder

    mariazinha

    27 de julho de 2010 às 21h12

    Cátaro!
    Que lindas e sábias palavras!
    PAZ p/VC tb.

Eduardo Guimarães

27 de julho de 2010 às 17h40

O que esse partido representa hoje no Brasil? Nada. Não promove debates sérios que envolvam os centros de decisão, portanto seu debate fica voltado para dentro. Na campanha eleitoral à frente, quando aparecer na tela mudam de canal. Não tem uma proposta para o país. So tem dogmas para recitar. Não lhes peçam para colocar nada em prática. Quem vê a revolução que Lula fez no Brasil em oito anos, percebe por que a esquerda que esse cavalheiro representa se tornou mera linha auxiliar da direita, pois dá pretexto a quem quer impedir qualquer concessão progressista

Responder

    Leo V

    27 de julho de 2010 às 18h43

    Menos Eduardo, menos.

    Tenho minhas críticas ao PSOL, mas em vários aspectos ele merece mais apoio que o PT.

    Meu voto no primeiro turno é para o Plínio.

    João L. B. Penharvel

    27 de julho de 2010 às 20h18

    Sim Eduardo, esse tipo de política é manquitola, decadentíssima, e extremamente anti-produtiva. Plínio de Arruda Sampaio já foi melhor.

dvorak

27 de julho de 2010 às 17h32

O governo do PT que apóia ditaduras como a de Cuba e do Irã é o mesmo que proporciona os maiores lucros dos bancos privados da história, assenta menos famílias, em sua reforma agrária, do que um governo dito "de direita", além de possuir uma das maiores cargas tributárias do mundo, em um sistema onde o pobre é mais penalizado…É o governo onde os fins justificam os meios ou do faça o que faço, não faça o que digo…Vai entender!!!

eheheheheheheeheh

Responder

    Julio Silveira

    27 de julho de 2010 às 17h53

    Quem diria, tu socialista.

    Milton Hayek

    27 de julho de 2010 às 20h14

    Mias um pouco e o Dvoaraque vai nos chamar de direitistas e vai aderir ao PSTU…………

    Ed.

    27 de julho de 2010 às 21h17

    É, … difícil (pra vc) entender…
    Vc e mais uns 3% ou 4% de insatisfeitos…
    Mas o que importa é que o "resto" entende…
    E gosta!

    Leider_Lincoln

    27 de julho de 2010 às 21h19

    Dvorak, você é um idiota. Os EUA, o Reino Unido, o Japão, apoiam ditaduras muito piores, como Egito, Arábia Saudita, Kweit. Ele sim, apoiam, por que mandam armas, soldados, inteligência. Nós apenas fazemos negócios e defendemos interesses comuns. Se for encher a paciência, pelo menos use um argumento minimamente inteligente.

    Damastor Gautierre

    28 de julho de 2010 às 01h12

    Pior é o PSDB que apoia a plutocracia norte americana e quer que o Brasil continue como país agro exportador na divisão internacional do trabalho

    Roberto Ribeiro

    28 de julho de 2010 às 23h43

    Democracia mesmo são os Estados Unidos que assassinam pessoas sem julgamento no Iraque e Afeganistão.

Helcid

27 de julho de 2010 às 17h29

Dilmin, a vingança de Alckmin: http://contextolivre.blogspot.com/2010/07/dilmin-

Continuação:

Depois de enfrentar o presidente Lula em 2002 e perder, em 2006 Serra tinha em mente disputar novamente, mas Alckmin venceu a convenção, disputou com Lula e os tucanos perderam novamente.

Serra achava que teria mais chances de ganhar a eleição, mas Serra não é muito bom de voto em convenções, por isso que evitou enfrentar Aécio Neves em convenção no ano passado que escolheria o candidato dos tucanos .

O jeito mais simples de Alckmin, e que segundo dizem foi herdado de Mário Covas, que sempre contrastou com o visual mais enfadonho do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O fato já foi mencionado muitas vezes em tom de crítica a Alckmin pela massa cheirosa tucana.

Em 2008, na última eleição para prefeitura paulistana apesar das boas chances de Alckmin, Serra tramou um acordo com os demotucanos em torno de Kassab do DEM, o que seria mais conveniente ao seu projeto presidencial.

Mas Alckmin, com quem o Serra sempre teve relação ruim, deveria ser candidato natural dos tucanos a prefeito. Até esse ponto, seria uma situação fácil para Serra administrar.

Mas as coisas andaram saindo dos trilhos. Alguns tucanos declararam que votariam em Kassab. Alckmistas ameaçaram pedir punição para dissidentes. A crise no PSDB paulista se agravou.

O que era ótimo para o discurso de conciliação nacional do então governador de Minas, o também tucano Aécio Neves. Para Serra, uma vitória de Alckmin seria inconveniente. Ela fortaleceria a eventual candidatura de Aécio.

Mas uma derrota de Alckmin poderia se transformar num negócio ainda pior, a depender dos termos em que ela viria a ocorrer, a imprensa golpista não mostrou do jeito que deveria, afinal o partido de Serra, o PSDB ficou fora do 2º turno disputado entre Kassab e Marta. O que demonstra mais uma vez que por seus caprichos passa por cima até de seu partido.

A fama de Serra aumentou e fez jus aos fatos ao mostrar ser um político que atropela tudo e a todos. Até há pouco mais de um ano, Alckmin estava às voltas com um isolamento dentro da própria sigla.

A derrota teve um gosto ainda mais amargo para Alckmin ao constatar que, em São Paulo, seu eleitorado minguara no segundo turno em 2006, como caiu em todo Brasil. Depois da derrota mais isolado, submergiu e voltou a ser médico e a dar aulas.

Muitos prefeitos do PSDB e DEM estiveram em Campinas apoiando Dilma em ato suprapartidário que gerou dor de cabeça no comando da campanha de Serra, em Jales também ocorreram casos de apoios de prefeitos da base de Serra a Dilma.

Alckmin não se manifestou a favor de punição aos prefeitos do PSDB e muito menos ao DEM, quem manda nos demos em São Paulo é Kassab, e Alckmin deve preferir manter distância de quem lhe tirou a cadeira na prefeitura há dois anos.

Serra queria que Aloysio Nunes fosse o candidato a governador, só não foi porque Alckmin é articulado com os prefeitos tucanos no interior.

Serra não gosta de Alckmin, e o rejeitado o trata na base do "me engana que eu gosto", acredito que deve passar na cabeça de Geraldo Alckmin que chegou a hora de dar o troco, ainda mais que passou a criticar os preços altos dos pedágios e irritou Serra.

Pelo andar da carruagem não estranharia se começar a se espalhar pela população que São Paulo vai seguir Minas, quando associaram o nome de Dilma ao candidato a governador de Aécio, o tucano ex- governador Anastasia, Dilmasia lá, Dilmin em São Paulo. Se Alckmin estiver pensando em vingança, a hora é essa.

Responder

Helcid

27 de julho de 2010 às 17h28

Dilmin, a vingança de Alckmin: http://contextolivre.blogspot.com/2010/07/dilmin-

A história começa lá atrás quando Alckmin despontou para a política pelas mãos de Mário Covas. Eleito na leva de prefeitos do PMDB na década de 70, Geraldo Alckmin começou sua carreira política de vereador em 1972 e em 1976 se elegeu prefeito em Pindamonhangaba, no vale do Paraíba, São Paulo.

Tendo o padrinho Covas, que sempre meio independente e com voz ativa no partido enfrentava um grupo mais a direita desde o início do PSDB.

Em 88, durante a Constituinte, Covas teve um posicionamento mais ao lado dos interesses dos trabalhadores e Serra contra.

Com pouco mais de um ano de existência os tucanos lançaram o nome de Covas em 89, candidato a presidente, e ficou em 4º lugar em uma eleição que teve quase 20 candidatos, Lula e Collor foram para o 2º turno, aí já foi o primeiro racha no ninho tucano. Covas apoiou Lula e parte do PSDB ficou neutra e a grande maioria coloriu.

Uma fatia do PSDB, liderada pelo senador Mário Covas, em 1994 sentia tamanho horror em subir no mesmo altar eleitoral do PFL e quase romperam o acordo costurado por FHC. Durante seu governo em 1996, rompeu com o PFL (hoje DEM) e pediu todos os cargos em que o partido ocupava em seu governo.

Como governador de São Paulo na era FHC, manteve uma relação tensa com o Palácio do Planalto, particularmente com a área econômica do governo, nos episódios envolvendo o Banespa, a edição da chamada lei Kandir e a prorrogação do Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), todos com impacto negativo nas finanças estaduais.

Durante o governo FHC, Covas sempre entrou em conflito com a equipe econômica do governo tucano, principalmente o ministro da Fazenda, Pedro Malan, fato que sempre irritou o então ministro do Planejamento, José Serra.

Procurando evitar o confronto, Serra torcia o nariz, mas não encarava uma briga de frente com o carrancudo Covas e líder tucano respeitado até por outros partidos.

Em uma disputa acirrada Mário Covas vai para o 2º turno em 1998, contra Maluf, e lideranças progressistas também o apoiaram, Covas que estava em 2º lugar, virou e venceu as eleições para governador.

Em 2000, pouco antes de ver seu quadro de saúde se agravar, Covas apóia Marta Suplicy no 2º turno para a prefeitura da capital, e Marta vence a eleição contra Paulo Maluf. Serra também não gostou do apoio explicito de Covas.

A liderança de Covas ofuscava Serra que mantinha um relacionamento não muito afinado com Covas e quando este veio a falecer assumiu o vice, Geraldo Alckmin. A confiança de Covas em Alckmin começou quando este era o seu coordenador de campanha entre os prefeitos do interior paulista.

Responder

Henrique Rodrigues

27 de julho de 2010 às 17h05

1) Qual a sua posição com relação ao aborto?
2) Qual a sua proposta para uma reforma urbana (sobretudo quanto ao uso do solo)?
3) Qual a sua posição perante o casamento civil entre homossexuais?
Atenciosamente,
Henrique Rodrigues

Responder

Helcid

27 de julho de 2010 às 17h00

Caro Plínio, lembre-se de Prestes e Vargas, nas suas devidas proporções… um pouco de sensatez e caldo de galinha não fazem mai a ninguém !!

Responder

Ed.

27 de julho de 2010 às 16h58

"O Desejo, a Realidade e a Realização" (ou: "Idéias de Plínios e Ações de Lulas"). Um caso real:
Um executivo modernizador assumiu uma grande empresa na década de 1960. Uma das suas primeiras ações foi implantar na empresa um “cérebro eletrônico” (computador “mainframe” da época, que requeria um prédio!).
O “pau comeu”. Diretores que não aceitavam, por seus 584 empregados na Contabilidade. Finanças dizendo que era muito caro (uns US$ 20 milhões à época). O Industrial não ganhava nada. O Comercial dizia que complicaria as vendas!
Ele desistiu. Nos 2 primeiros anos, focou nos resultados. Incentivou aposentadorias. Remanejou pessoal. Deu oportunidades aos mais novos. Promoveu muitos treinamentos. Respeitou os antigos, que tinham uma história, e promoveu “sangue novo”.
E aí então … implantou o inevitável “cérebro eletrônico”…

Responder

Jorge Soares

27 de julho de 2010 às 16h40

Lembra uma conversa com um antigo intelectual de esquerda do PT em 1982 sobre a guerra das Malvinas, ele trotskista apoiando a atitude da ditadura Argentina , eu e mais dois colgas secundaristas querendo que a Argentina fosse derrotada , pois assim a ditadura lá cairia e a daqui que já estava escorregando tambem despencaria.
Tempos depois , já na eleição de 1989 , eu engajado até os dentes na campanha do Lula reencontrei a figura que nas suas observações torcia pela vitória do Collor porque isso levaria a uma crise no sistema ( nessa o cara estava certo) e a uma revolução.
Quer dizer, os caras vivem uma realidade paralela que não enxerga nada alem do propio umbigo.

Responder

Maria Lucia

27 de julho de 2010 às 16h39

Parece impossível a continuidade do capitalismo, tal o estrago que está fazendo ao planeta e aos seres vivos, humanos ou não, que o habitam. Quanto ao terrorismo, decretar a morte de milhões de pessoa pela fome, de milhões de pessoas por guerras e estar o tempo todo ameaçando a humanidade de extermínio com suas armas nucleares, até prova em contrário, é o próprio regime do terror. Um regime do qual a elite brasileira usa e abusa, desde os tempos coloniais.
O x da questão é que o socialismo não será construindo seguindo uma receita. Em todos os países em que foi ou está sendo construido é fruto de uma criação coletiva, espacial e historicamente situada. Aqui entre nós é difícil imaginar que seria pela vontade e pelo ato de contrição de um ex- janista democrata cristão, como o "revolucionário" Plínio Sampaio.
O caminho seguido por Lula, a continuidade e o avanço com Dilma significam a viabilização de um acúmulo de forças capaz de transformar quantidade em qualidade. O que é mais factível do que uma mera pregação bacharelesca e verborrágica.

Responder

ricardo silveira

27 de julho de 2010 às 16h27

Acho fundamental que as idéias de igualdade e liberdade estejam sempre presentes para nortear as ações e balizar os conflitos. Mas, pensando sem paixão, será que o Partido do Senhor Plínio, e ele próprio, com menos de 1% de intenção de votos, não desconfiam que tenha alguma coisa errada com a visão maniqueísta e simplista que manifestam sobre a organização social, econômica, política e cultural do Brasil.

Responder

    Pedro Amaral

    27 de julho de 2010 às 17h25

    Caro Ricardo,

    Você acha que a porcentagem na intenção de votos é o que legitimiza a visão sobre organização social, econômica, política e cultural? Pois se assim for o Serra com seus trinta e alguma coisa vai ter muito a dizer.

Jordam

27 de julho de 2010 às 16h18

Militei com Plínio e fico muito triste em perceber um oportunismo em suas palavras, colocar Serra e Dilma em um mesmo projeto é ridiculo, o intelectual que ajudou a construir exatamente o partido que aí está e colocou o presidente Lula, desmerece e coloca numa vala comum projetos que em muito partiram de suas idéias.
Mantenho meu sincero respeito ao pensador, mas abomino o discurso de esquerda radical, que não funciona nem aqui, nem na Venezuela e nem no mundo.

Responder

De Opiniões

27 de julho de 2010 às 16h14

O Haral foi muito feliz quando disse que Plínio estava falando aquilo que interessaria a campanha dele, o candidato sabe bem e ajudou o PT a chegar na posição que chegou, sim ele ajudou, depois por motivos internos fez a opção de deixar o partido junto com outros companheiros que na verdade eles não o Plínio perderam espaço político interno e assim fundaram o PSOL. Com todo respeito ao Plínio o discurso que ele implementa na entrevista não reflete a realidade, pois bem sabe ele como foi difícil governar São Paulo com Luiza Erundina, e sentiu na pele como é estar numa esfera de poder. Vejo que parece ser muito fácil abandonar discursos e agora falar daquilo que não cabe mais em uma sociedade atual, acho que mais que utopia o discurso de Plínio carrega o ranso de uma esquerda que já não existe, não é este o socialismo que se prega no mundo de hoje, reciclar e perceber que precisa haver uma mudança de tática é preciso, por isso Lula é a pessoa mais influente do mundo hoje.

Responder

José Ruiz

27 de julho de 2010 às 16h01

Eu tenho uma pergunta: a esquerda sonha com a ruptura de um sistema que é o responsável pelas regras do jogo que a própria esquerda tem que jogar para chegar ao poder. Me parece que isso nunca vai acontecer (a esquerda vencer). Algo como correr atrás do próprio rabo. Os caras têm um time muito bem armado, o juiz, os bandeirinhas, os fiscais, a torcida, etc. O PT, segundo o candidato, chegou ao poder porque se movimentou para a direita e tornou-se palatável para a classe dominante. Ao chegar lá, deixou de ser interessante porque deixou de cumprir seu papel (de esquerda). As elites não aceitam as bandeiras da esquerda e eles dominam o país. O processo de conscientização não existe (pelo contrário). Desse jeito, as esquerdas vão sempre estar com os 10 segundos de rádio/tv em época de eleição, que são insuficientes para mudar qualquer coisa. Quais as estratégias para romper esse círculo vicioso? Outra pergunta: como inserir essa mudança na ordem mundial? Todos os países que adotaram o socialismo foram massacrados pelos capitalistas e, a exemplo de Cuba, vivem na penúria sem poder praticar comércio mundial. Forças do mundo todo estão presentes na nossa sociedade (brasileira), interferem na nossa política e têm interesses capitalistas em nosso país. Como convencer o mundo de que o socialismo é a melhor alternativa (ou a única)?

Responder

Marinho

27 de julho de 2010 às 15h41

O Plínio Arruda é da esquerda intelectualizada que a direita adora porque sabe que nunca na atual conjuntura vai chegar ao poder! Muitas vezes até a elogiam, dizendo que são pessoas de princípios e que vão morrer defendendo seus ideais! As vezes também servem para retratar os bons moços nas mini-séries, nas novelas e etc! Geralmente é o filho do empresário rico que quer ajudar os mais pobres e que sonha com um mundo com mais igualdade! Enfim, hoje suas idéias tem um alcance limitado e além de não incomodarem muito ainda tem como se tirar proveito delas e de seus personagens na ficção!

Responder

    Damastor Gautierre

    27 de julho de 2010 às 17h31

    Matou a pau…

Flavio Lima

27 de julho de 2010 às 15h21

Ja teve meu voto e minha ação em 1986.
Hoje ainda tem meu respeito, mas quando igualou Dilma com serra, não deu mais pra levar a serio… nem acabar de ler.
Po Plinio, triste fim esse de não querer enxergar o real, professor…

Responder

TiagoGS

27 de julho de 2010 às 15h20

A opinião do Plínio realmente não sei, até por causa de seu viés cristão poderia surpreender; mas ele já deixou claro, mais de uma vez, que é porta-voz do partido. E o PSol apóia o casamento entre pessoas do mesmo sexo! Logo, independentemente da pessoa, o candidato também apóia!

Responder

TiagoGS

27 de julho de 2010 às 15h15

E qdo o PT votou contra a CPMF, que achaste? O PSol sempre foi contra a CPMF, que retirava ainda mais imposto da classe trabalhadora, justamente aquela que movimenta constantemente a própria conta corrente.

Responder

Alexandre Tambelli

27 de julho de 2010 às 15h00

Continuação das perguntas:

3)Candidato Plínio, você acredita que a população saiba o que é o Socialismo e apoiará sua implementação? Ruptura imediata com o Capitalismo e o mercado financeiro é a única maneira de chegarmos ao Socialismo? Ou é possível, um caminho intermediário, se for qual é este caminho?
4) Candidato Plínio, qual a ação concreta, para em pouquíssimos meses, elevar o salário mínimo dos atuais R$ 510,00 para o patamar de R$ 1995,00 (o salário mínimo justo), segundo o DIEESE? Afinal, parlamentares de seu partido defendem este aumento expressivo do salário mínimo como medida a curto prazo em seus artigos, discursos, entrevistas, se caso o Senhor venha a ser eleito Presidente do Brasil.

Responder

Alexandre Tambelli

27 de julho de 2010 às 14h59

Azenha e pessoal!

O Objetivo são perguntas, então colaboro com 4 (quatro):

1) Candidato Plínio, se o Governo LULA é idêntico ao de FHC (do estado mínimo e das privatizações) como explicar o freio no processo de privatização das empresas estatais e criação, revigoração ou fortalecimento de empresas estatais, como são os casos, respectivamente da CEITEC (chips) no RS, Telebrás (banda larga) e BB (incorporando a Nossa Caixa) e CEF?

2) Candidato Plínio, a reforma agrária é ambição do brasileiro pobre ou ele prefere uma vida digna em bairros com infraestrutura de asfalto, energia elétrica, saneamento básico, escola, hospital, arborização, lazer, etc. nas cidades? Até que ponto não seria um mito a Reforma Agrária no Século XXI?

Responder

Grilo D

27 de julho de 2010 às 14h56

Esta falta de noção da realidade é uma das coisas que matam a esquerda brasileira. Como assim não há diferença entre os neoliberais (PSDB), os social-democratas (PT) e os alugados (PV)? Em que país o Plínio morou nos últimos 16 anos?
Seria muito melhor para a esquerda e para o Brasil que os mais radicais buscassem o debate de propostas, e a união, em vez dessas desqualificações baratas, que só dividem e atrasam a esquerda. Em SP, metade do motivo da hegemonia direitista no governo do estado há séculos é essa brigaiada infantil e inútil – a outra metade é a imprensa.
Vamos cair na real e entrar na luta. O Brasil precisa disso.
Abraços,
Grilo D

Responder

    Bernardo

    27 de julho de 2010 às 20h54

    O PT do Lula só conseguiria se enquadrar no rótulo de "social democracia" se for nessa social democracia centrista defendida por Blair, Zapatero e Schröder…

    joão

    27 de julho de 2010 às 22h28

    Fi, falando acá do ponto de vista de alguém que se considera um bocado liberal, eu considero o PSDB, no geral, quase nada de liberal. Um punhado de privatizações e um BC independente (com metas de inflação e câmbio flutuante) não fazem o PSDB propriamente *liberal*. O FHC atendeu, em parte, a moda dos anos noventa, mas ainda assim deixou o país, se não me engano, na posição 69º de liberdade econômica do índice da heritage. Em grande parte isso aconteceu por falta de uma resposta criativa e original, à esquerda, ao que se tornou hegemônico no pensamento econômico da época. Agora, perguntemos a um colunista da carta capital, o Luiz Gonzaga Belluzzo*, e ele nos dirá que tanto Dilma e Serra são *bem* parecidos no que propõem à economia brasileira — ele já disse isso, aliás. Em quase todo os outros assuntos os candidatos são parecidos — casamento gay, direito ao aborto etc. Até o Lula, lembrei agora, morre de felicidades de que essa eleição só contém candidatos à esquerda. Por favor, brother, atente: você sentiria as semelhanças se houvesse um candidato da 'direita brasileira', esse boneco de judas que não materializa nunca, nessas eleições.

    Acho que a grande diferença entre o PT e o PSDB fica na política internacional, sinceramente. O PSDB é a esquerda à moda da ONU, internacionalista, não fede e nem cheira muito. E o PT é um bocado mais independente (tudo bem que isso também se deveu a muitas contingências, mas foi o que foi), não só tem a proposta de uma américa latina mais unida, mas também dos ditos países "periféricos" mais unidos.

    *Eu entendo que em época de eleições é *normal* que as propostas do principais candidatos fiquem parecidas, mas é a opinião do Belluzzo, né, especialista e tal — ao que se entende que é o que ele realmente espera dos governos.

Marcelo

27 de julho de 2010 às 14h48

Ele ainda quer ser a famosa vanguarda da classe operária. Por esse critério, ele está tão à direita quanto o consórcio DEM/PSDB. Tanto ele quanto Serra acham que o povo atrapalha a democracia. No caso do Plínio, o que ele realmente queria, é fazer uma revolução por cima. A míopia deste homem é tamanha que não enxerga as diferenças entre os projetos em disputa. Felizmente, o pobre enxerga as diferenças… Com razão o Antonio Luiz. Plínio é um homem de 80 anos que parece não ter aprendido nada da vida.

Responder

Carlos

27 de julho de 2010 às 14h47

Imagens, imagens,…

Aguardemos o discurso de Plínio em relação à saúde – e que ele lembre que a gestão do SUS é tripartite.

Responder

Henrique Paiva

27 de julho de 2010 às 14h44

Admiro a história do Plínio de Arruda Sampaio, mas ele está incorrendo no mesmo erro da última candidata presidencial pelo PSOL, a radicalização da crítica ao governo Lula, algumas sem fundamento. Isso me afasta do PSOL. Acho a crítica essencial, mas não deviam criticar apenas para satisfazer a ira dos radicais de esquerda, utilizando-se de tática eleitoral ordinária (termo não pejorativo), de candidato comum, de "jogar para a platéia". O candidato omite, ao criticar a reforma agrária, o fato de o governo Lula ter comprado 40 milhões de hectares para reforma agrária. Ele citou apenas a opção de desapropriação. Lamentável o uso desse tipo de expediente por um candidato que quer se dizer diferente dos demais! Segue link para comprovação: http://www.incra.gov.br/portal/index.php?option=c

Responder

Leider_Lincoln

27 de julho de 2010 às 14h40

Tenho uma pergunta ao Plínio:
Plínio: para ser eleito o senhor precisa das maioria dois votos válidos. Eu tenho leitura marxista, você deve ter uma muito maior, então não é segredo que uma coisa é uma base com que se garanta uma eleição, outra, muito diferente, uma com que se faça uma revolução, embora para tal, neste caso, nem precise mesmo ser majoritária. Então supondo que seja eleito, terá que se submeter ao processo político. Convenhamos que, mesmo em se considerando que muita gente hostil ao povo brasileiro não será reeleita, a aprovação de muitas das medidas a que você se propõe dependerá de aprovação do Congresso. Então, neste sentido, como implementará as medidas que você propõe, supondo que sejam mesmo estas aqui : http://geraldojose.blogspot.com/2010/07/programa-… ?

Responder

Guilherme

27 de julho de 2010 às 14h34

Plínio: você concorda com a idéia do Frei Betto de que a economia deve "puxar o freio de mão"? Que é hora da economia começar a ter decréscimos, reduzindo a renda média das pessoas, para salvar-nos do cataclisma ambiental e social?

Responder

Carlos Eduardo Luz

27 de julho de 2010 às 17h01

Por favor alguem poderia citar os países onde o modelo sicialista de governo esteja dando bons resultados com 100% das pessôas com um nível de vida exepcional e sem nenhum problema. Por favor dá um tempo.

Responder

    Antonio Gomes

    27 de julho de 2010 às 15h01

    Vc poderia citar um país em desenvolvimento onde o modelo capitalista tenha dado bons resultados, com 100% das pessoas com vida excepcional e sem nenhuma problema?? Pelo amor de deus, quanta ingenuidade.

    Hans Bintje

    27 de julho de 2010 às 15h03

    "Os Estados de bem-estar social desenvolveram-se principalmente na Europa, onde seus princípios foram defendidos pela social-democracia, tendo sido implementado com maior intensidade nos Estados Escandinavos (ou países nórdicos) tais como a Suécia, a Dinamarca e a Noruega e a Finlandia), sob a orientação do economista e sociologista sueco Karl Gunnar Myrdal. (…)

    Estado de bem-estar social (em inglês: Welfare State), também conhecido como Estado-providência, é um tipo de organização política e econômica que coloca o Estado (nação) como agente da promoção (protetor e defensor) social e organizador da economia. Nesta orientação, o Estado é o agente regulamentador de toda vida e saúde social, política e econômica do país em parceria com sindicatos e empresas privadas, em níveis diferentes, de acordo com a nação em questão. Cabe ao Estado do bem-estar social garantir serviços públicos e proteção à população. (…)

    Esta forma de organização político-social, que se originou da Grande Depressão, se desenvolveu ainda mais com a ampliação do conceito de cidadania, com o fim dos governos totalitários da Europa Ocidental (nazismo, fascismo etc.) com a hegemonia dos governos sociais-democratas e, secundariamente, das correntes euro-comunistas, com base na concepção de que existem direitos sociais indissociáveis à existência de qualquer cidadão."

    Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Estado_de_bem-estar_

    Bernardo

    27 de julho de 2010 às 20h46

    Lembrando que o modelo social democrata nórdico (a política econômica estabelecida por Myrdal e depois pelo "modelo Rehn-Meidner", o sistema de bem estar social com grande amplitude de benefícios e universalista, o sistema tributário progressivo, o incentivo à interferência sindical e do trabalhador nas decisões empresariais, uma alteração na estrutura de ganhos do trabalho onde os mais altos salários não superam 10 vezes os mais baixos, etc…) é BEEEMMM distinto do que foi realizado no governo Lula. Eu diria até que o modelo nórdico é aquele, dentro do capitalismo, que possui mais inspirações socialistas…

    Emilio_Matos

    28 de julho de 2010 às 13h53

    Hans, eu entendi de seu comentário que os estados de bem-estar social, paradigmaticamente exemplificados pelos estados nórdicos, são um exemplo de "modelo socialista de governo" que dá bons resultados, é isso?

    Acho que é fazer confusão usar a palavra socialismo para significar tanto estados como a Noruega como quanto estados como a Polônia, por exemplo, no tempo da URSS. Os estados de bem-estar social europeus são capitalistas, acho que não há discussão quanto a isso. Não é isso o que o Plínio pretende significar quando diz "socialismo", até porque ele critica explicitamente a construção de um estado de bem-estar social brasileiro que não rompa com os principios capitalistas.

    TiagoGS

    27 de julho de 2010 às 15h13

    Blz; me cite, então, um exemplo de uma economia capitalista "com 100% das pessôas com um nível de vida exepcional e sem nenhum problema". Vamos lá, onde?

    Pedro Amaral

    27 de julho de 2010 às 15h17

    Caro Carlos,
    Será que vc poderia nos dizer, por favor, em que parte do mundo existe um lugar que tenha um modelo, qualquer que seja, que esteja dando bons resultados com 100% das pessoas, com um nível de vida excepcional e sem nenhum problema?!?!?!?!?!??!?!?!?!?!?

Glecio_Tavares

27 de julho de 2010 às 17h00

Ou o $erra leu esta entrevista ou o Pl%nio leu a capa de politica do JB de hoje:

"José Serra criticou a política econômica do governo Lula eafirmou que o País vive uma desindustrialização com ameaças de voltar a ser agroexportador e voltou a atacar o que ele chama de "patrimonialismo sindical"

Responder

    Sérgio

    27 de julho de 2010 às 15h06

    Parece que, infelizmente, as extremas (esquerda e direita) se tocam: críticas à economia (!?!?!), "bolsa família é assistencialismo" e "Lula e FHC são mais parecidos do que vocês imaginam".

    Aline

    27 de julho de 2010 às 16h11

    Vale tudo para desconstruir a Dilma. Vale tudo para negar os fatos e os feitos do Governo Lula.
    O Plínio faria melhor se explicasse claramente que socialismo é esse que ele prega e como acha que se poderá chegar lá. Aí sim, teríamos um debate útil. Assim como ele colocou, ficou na linha auxiliar do Serra.
    Dilma não é uma incógnita. Não é de meias palavras. Tem firmeza e coerência e por isso está merecendo a adesão maciça à sua candidatura.O povo quer emendar o fio da História. E ela significa essa possibilidade. Encher a boca para falar em socialismo, assim solto no espaço, como o Plínio faz, já não diz mais nada a ninguém.

Rafael Andrade

27 de julho de 2010 às 13h54

A meu ver falta mais união aos partidos de esquerda. Concordo em alguns pontos com o Sr. Plínio, que sempre me pareceu um cidadão sério engajado na luta pela igualdade social , mas daí a enquadrar Lula e Dilma no mesmo balaio de PSDB/ARENA/PDS/PFL/DEMO acho exagerado, se tanto, podemos dizer que se aproxima mais do PMDB, uma rêmora que se agarra sempre ao tubarão mais próximo. Concordo com Plínio quando fala que a polarização se traduz em uma disputa de poder, sim, e é inevitável no contexto atual, mas não é só isso. Penso que o governo Lula se traduz em um divisor de águas entre um modelo essencialmente oligárquico-mercantilista-corporativista e um modelo que tende mais ao cooperativismo. Há muito a evoluir, mas o primeiro passo já foi dado. É pequeno? Talvez, mas negar as mudanças que já ocorreram é puxar o trem para trás, é no mínimo fazer o jogo de uma elite raivosa e preconceituosa, que infelizmente ainda tem muita força nesse país.

Responder

    Pedro Amaral

    27 de julho de 2010 às 15h27

    Caro Rafael,
    eu entendo o que vc quer dizer e tb acho que existem muitas diferenças, como com relação a privatizações, política externa, a relação com os movimentos sociais, mas concordo com o Plínio quando diz que não há diferenças pq em última instância Lula e Dilma estão fazendo o joguinho destes grupos poderosos, não estão questionando a raiz do problema, continuaram com várias dessas políticas neoliberais que só servem aos interesses de bancos e grandes corporações, a corrupção tem corrido solta, ou seja há diferenças mas não profundas, concordo com o Plínio, vou votar nele e no segundo turno na Dilma pq acho ela muito menos ruim que o Serra.

    Rafael Andrade

    27 de julho de 2010 às 21h30

    Caro Pedro,
    realmente o governo Lula não se distanciou muito do modelo econômico neoliberal que já vige há algum tempo no Brasil, mas houve grande diferença na distribuição da renda. Penso que uma mudança mais radical nesse modelo durante o período Lula talvez tivesse sido uma temeridade numa economia tão globalizada como a que vivemos, e com tantas implicações, essa mudança não se faz tão rapidamente, porque não depende só do governo, a sociedade precisa mudar, os paradigmas precisam mudar, a mentalidade do empresariado precisa mudar.
    A corrupção corre solta há muito tempo, a diferença que vejo é que agora as coisas vêm à tona, e nisso a sociedade também tem que mudar, e muito, está arraigado, veja o caso do atropelador do Rafael Mascarenhas, esse é só um exemplo, está tudo errado, precisamos mudar essa cultura do egoísmo difundida dia e noite pela mídia e pelo capital. Abraços.

Piort Ilianovic

27 de julho de 2010 às 13h42

Sr Plinio

O senhor não acha que uma possível vitória de José Serra não atrasaria ainda mais a atuação da esquerda no país? Veja, se dependemos da situação, da conjuntura, esta não está melhor nas mãos do PT? Porque a partir daí não lhe parece mais propício o crescimento exponenical da esquerda?
O que o sr pensa dos outros partidos de esquerda por assim dizer, "mais a esquerda", como o PSTU e o PCO?

Responder

luiz pinheiro

27 de julho de 2010 às 13h41

São muitos os absurdos e inverdades ditos aqui pelo Plínio. Sobre a reforma agrária, transcrevo trecho de recente entrevista do ministro Cassel à carta maior:
"Devemos ter um balanço sensato sobre a Reforma Agrária, não dá para fazer uma conversa maniqueísta, se andou ou não andou.. O estoque de Reforma Agrária no Brasil até hoje é de quase um milhão de famílias assentadas, é tudo que foi feito até hoje na história. Deste total, 590 mil foram assentados nos últimos oito anos. Ou seja, 59% das famílias assentadas na história do país, o foram durante o governo Lula
Segundo dados do IPEA, entre 2003 e 2008 24 milhões de brasileiros superaram a condição de pobreza. Destes, 4,8 milhões são moradores do campo, aproximadamente 17% da população rural. A taxa de pobreza nas áreas rurais caiu de 55% para 39% e a renda média da Agricultura Familiar cresceu 30% em termos reais, enquanto a renda média brasileira cresceu 11%.

Responder

    Henrique Paiva

    27 de julho de 2010 às 14h58

    Exatamente!!!

    Werner_Piana

    27 de julho de 2010 às 22h21

    também observo isto nas entrevistas/discursos do PASampaio. Números anti-Lula chutados, sempre de forma a encaixar o ataque gratuito.

    Como vários já disseram aqui, colocar Lula+Dilma no mesmo saco de FHC/Serra, é inaceitável, descabido.
    Acho o dr. PAS muito simpático, o respeito por seu passado, mas, politicamente, hoje, parece ser mais um a serviço da direita enganadora. Infelizmente.

    Pelo que se entende, se acontecesse o milagre eleitoral da vitória do candidato do PSOL nestas eleições, COMO ele fará as tais mudanças socialistas radicais que propõe, contando com uns 15 votos no Congresso?

    Na MARRA? Neste assunto, ele nem toca… enfim.

hernan

27 de julho de 2010 às 16h32

É por isso que intelectuais devem apenas pensar. Para governar seriam um desastre.

Responder

    carmen silvia

    27 de julho de 2010 às 18h31

    Concordo com vc.hernan e é bom não esquecer que em entrevista concedida a Kennedy Alencar no programa É Notícia achei o Plínio extremamente condescendente com FHC,a quem se referiu várias vezes como Fernando e de maneira bem carinhosa.Quando se referiu ao presidente Lula o tom mudou,ficou entre cínico e ressentido.Ninguém escapa ,somos humanos e a nossa subjetividade se explicita em circunstâncias as vezes muito prosaicas,como num simples programa de entrevista .Essas atitudes de Plínio não diminuem em nada o papel que ele ainda desempenha no Brasil,um grande lutador,mas na função de presidente concordo com hernan,seria um desastre.

    @marisps

    27 de julho de 2010 às 19h46

    Taí FHC, o príncipe, pra confirmar a sua tese! ;-)

beattrice

27 de julho de 2010 às 16h29

Parei de ler quando não reconhece qualquer diferença entre Serra e DILMA, isso é de uma alienação política e um desconhecimento tal da real situação do país e do estado de SP inaceitáveis justamente em face à biografia do entrevistado.

Responder

    Henrique Paiva

    27 de julho de 2010 às 15h03

    isso! Erro grave de estratégia do PSOL!!! Nunca vai ser levado a sério desse jeito. Acho importante a oposição de esquerda na Era Lula, mas desse jeito fica parecendo um discurso esquizofrênico. Não sabe nem diagnosticar o presente, não vai saber planejar o futuro!

    @marisps

    27 de julho de 2010 às 19h45

    Quando chamou o bolsa família, que já foi devidamente testado e aprovado (e até premiado) de populista, paternalista e assistencialista. Não dá pra levar a sério! Repetiu literalmente o discurso preconceituoso e falso da pior direita. Muito triste.

ladyslime

27 de julho de 2010 às 16h23

Gosto muito do Psol e de Plínio de Arruda, gostaria de saber se a mudança que o partido propõe seria radical ou seria gradual.
Pois acho que o Brasil sofreria um certo trauma se desse um "cavalo-de-pau" na direção do país no meio de uma fase de crescimento econômico.
Na minha opinião acho o Psol um partido essencial para fazer oposição a quem quer que ganhe as eleições.
Tomo como exemplo a Assembléia Legislativa de São Paulo, os deputados do PSol comparecem todos os dias, e sempre tem denúncias e propostas relevantes para fazerem.

Responder

    @marisps

    27 de julho de 2010 às 19h42

    Mudança Radical? Dentro das regras vigentes no nosso país hoje? Se for radical ele não precisa disputar a eleição, é melhor partir pro confronto, recrutar os revolucionários e preparar as armas. Ah francamente, é tão claro que sem um congresso esquerdista até a raiz dos cabelos, que aprove todos os "sonhos socialistas" do PSOL, dentro da democracia a "mudança radical" continuará no papel e no discurso.

marcos dascanio

27 de julho de 2010 às 13h19

Todo respeito ao guerreiro Plínio, porém…

Tentar direcionar a classe para uma trincheira que não é a real da classe, que não considera seu atual estágio para o enfrentamento, recebia uma feroz crítica do grande ideólogo do PSTU : Leon Trotsky. Aliás, nominava esse comportamento de captulante e traidor da revolução. Como criar condições para que o povo se rebele contra o sistema se lhes faltam coisas tão básicas como as apontadas no texto de Plínio ? Não é uma enorme contradição filosófica ??

Responder

O Ilustrador

27 de julho de 2010 às 13h18

Brilhante entrevista, vou votar nele, não sou massa de manobra de ze dirceu et caterva.

Responder

    Alexandre Tambelli

    27 de julho de 2010 às 16h29

    Desculpa, o Ilustrador! Mas, eu não sou massa de manobra de ninguém e vou votar na DILMA por convicção. Ninguém precisou fazer lavagem cerebral em mim para decidir meu voto, Ilustrador! E ninguém fará eu abandonar minha convicção de que a implementação do Comunismo será maravilhoso para o futuro de nosso Planeta. Apenas creio que nada se alcança sem que tenhamos preparo para chegarmos até o Comunismo. Não é na base da força que construiremos uma sociedade mais justa e melhor. Ao povo nem sequer foi dado o direito de uma Educação de qualidade e libertária que se ensine os valores do Socialismo, não é verdade? Como querer que ele saia por ai exigindo uma revolução social, uma ruptura com toda a realidade capitalista existente? Só o discurso não muda o Mundo! A mudança é no concreto, paulatinamente, juntando as forças progressistas e ensinando outros conceitos de sociedade para o povo, desmistificando os fantasmas que a mídia sempre apregoa do Comunismo.

    mariazinha

    27 de julho de 2010 às 20h54

    Parabéns, caríssimo!
    É, exatamente, assim.
    Pra falar a verdade, a palavra comunismo esta fora de moda e sem valor; teremos que rever, no vocabulário, algo mais moderno e que seja equivalente no sentido. Ou seja: queremos um País, comum a todos.

Magda M. Magalhães

27 de julho de 2010 às 13h14

A visão crítica de utópicos como Plínio de Arruda Sampaio faz o Brasil evoluir.

Responder

Luciana

27 de julho de 2010 às 13h14

Aldo obrigada, parabéns por sua análise de que estamos "midiotizados pelas proposições da Casa Grande".O importante é que o Blog do Azenha possibilita o debate sobre o que Plinio de arruda Sampaio expõe.Nosso país é 8º no ranking de economia mundial, porque não somos 8º em educação, saúde, justiça, reforma agrária, justiça, habitação, distribuição de renda? Política sem participação efetiva do povo, debatendo, votando questões essenciais para nossa vida, é ilusão.Candidatos que vão às ruas só em época de eleição para ganhar votos é ilusão.

Responder

Magda M. Magalhães

27 de julho de 2010 às 13h12

Plínio de Arruda Sampaio é a prova de que ainda há nobreza na política. Hipoteco aqui meu respeito e admiração por este homem. Ensinou-me a ter uma visão extremamente crítica da política, através de crônicas mensais na revista Família Cristã. Tão crítica que nem sempre concordo com seus ensinamentos. rs Considero Lula um avanço em políticas de distribuição de renda. No entanto, é preciso avançar mais: melhorar, não, revolucionar as escolas, saúde, segurança, distribuir renda, evoluir democráticamente com reformas políticas com consulta às bases e a todos os segmentos (Escolheu Dilma sozinho, pois não?).
Pergunta: Quais os seus planos na área de segurança pública? Como vai combater o "frigorífico de jovens", a matança de jovens de 14 a 30 anos, devido ao tráfico e a corrupção nas polícias? E como combater a violência e os assassinatos de ex-mulheres, ex-esposas, ex-namoradas? Como os machões vão entender que mulher não é propriedade deles? Como proteger nossas crianças da violência?

Responder

@marisps

27 de julho de 2010 às 13h11

Com todo o respeito à história do candidato, mas depois da resposta abaixo, parei e desisti de ler o resto, porque o discurso pouco se diferencia do pior que temos na direita:

Plínio – Não, porque ele não contou ao povo o que é a esquerda. O povo pensa que isso que está aí, o Bolsa Família, esses auxílios, é a esquerda, mas não é. Isso é um populismo, assistencialismo, paternalismo, mas não a esquerda. A esquerda é realmente limitar o capitalismo, por um freio no capitalismo. Isso ele não fez. A nossa crítica ao Lula — e fundamentalmente a mais terrível – é que ele engana a população, ele gera na população uma sensação de que tudo está resolvido. Então ele desvia a atenção da população. Claro que para uma pessoa com um salário muito pequeno, o salário dobrou. Mas foi o Lula que dobrou? Não, foi a situação econômica do mundo que se refletiu no Brasil.

Responder

    Gerson Carneiro

    28 de julho de 2010 às 03h34

    O Serra está mostrando a gengiva por ter ganhado "de grátis" do capitalismo esse garoto propaganda.

    O detalhe é que o moço sob uma cobertura de virdo ainda atira pedra "a Marina está no mesmo sistema. A Marina faz parte do mesmo esquema". É um danado.

Fernando

27 de julho de 2010 às 13h01

Emocionante a entrevista, a resposta em que fala sobre comprar nas Casas Bahia é de uma clareza impressionante.

Viva o socialismo!

Responder

Lu Borges

27 de julho de 2010 às 12h59

Eu até pensava em votar no Plínio no primeiro turno, mas esse discurso velho e enfadonho de "traição" a ideais me fez repensar a ideia. Ficarei mesmo com Dilma, nos dois turnos.

Responder

Joelma

27 de julho de 2010 às 12h59

Grande entrevista, e o grande problemas das pessoas é justamente o fato ficarem no debate "fez mais-fez menos". Poxa, se já houveram conquistas até aqui qual o motivo de se satisfazer com isso e parar por aqui? Não vamos mais dar um passo a frente? Não vamos avançar com a esquerda? Vamos mesmo deixar a esquerda ser engolida pelos banqueiros e amigos? Não faz sentido algum isso! É conformismo, se manter na zona de conforto, achar que agora já está tudo bem, não temos mais que pensar, que enfrentar, que o discurso já tá pronto e a cartilha deve ser seguida, e que agora já podemos comprar Apple Ipods e Adidas sem culpa. Quem para não fica no mesmo lugar, anda para trás!
Como disse o Plínio "A grande maioria dos petistas ainda acredita no PT e na sua proposta, apenas está sendo anestesiada, pensando: 'O Lula diz, é muito possível fazer'."

Responder

Glecio_Tavares

27 de julho de 2010 às 12h54

O socialismo ainda é possível?
A elite não começará a fazer terrorismo de fato?

Responder

    Paulo Ugolini

    28 de julho de 2010 às 19h07

    Apoio o Glécio na pergunta. Quem vê o desastre na segurança no Brasil é porque não sabe o que pode acontecer no dia em que cortarem os 900 bilhões de reais anuais que a elite come só nos juros da dívida pública. Chavez já levou até golpe, e teve que voltar ao governo carregado nos braços do povo. Como lidar com o problema da segurança no dia em que os delinquentes tiverem auxílio do Departamento de Estado dos EUA?

Bruno

27 de julho de 2010 às 12h38

Todo meu respeito pelo Sr. Plínio, mas o que ele chama de "traição dos valores" ocorrida no PT, chamo de amadurecimento político. Creio, ainda, que seu discurso não se coaduna com o de um democrata e sequer possui espaço nos dias de hoje. A "mudança de mão" que ele propõe, repentina e sem qualquer plano real de consecução, tem a gerar mais danos do que perdas. As mudanças devem, sim, ser progressivas, sob pena da população, sobre tudo a pobre, pagar o pato de uma mudança brusca de regime [tal qual vemos hj na China, ou anteriormente na União Soviética].

Por fim, e novamente com todo respeito à opinião do Sr. Plínio. mas reproduzir os argumentos de que o Governo Lula foi "populista, paternalista, assistencialista" e outros istas, e reproduzir o mesmo discurso de setores políticos que, como disse o Sr., estão afastados do povo pobre!

Responder

mariazinha

27 de julho de 2010 às 12h36

Se alguém me contasse, eu não acreditaria!
Palavras ao vento e ainda tem gente que vai atrás: […]a lista de meus apoiadores, são todos intelectuais, professores de universidades, da Unicamp.[…]
Pobre velhinho, perdido no tempo e no espaço à procura de não sei que, indo não sei para onde mas, com certeza, longe dos votos das massas e da vida real.

Êta mundo velho sem porteira!
"Vcs intelectuais indecisos se refugiam na psicanálise e na semântica para escaparem à responsabilidade de tomar uma decisão política definitiva." [O arquipélago, p597] http://books.google.com.br/books?id=lCxIFwB4aZEC&…

Responder

    Hans Bintje

    27 de julho de 2010 às 13h09

    mariazinha:

    Eu gosto bastante de ler seus comentários JUSTAMENTE porque você provou a inexistência de "uma decisão política definitiva".

    Ou, como diria o Barão de Itararé:

    – Não é triste mudar de idéias; triste é não ter idéias para mudar.

    mariazinha

    27 de julho de 2010 às 20h45

    Obrigada, querido amigo.
    Foi ótimo ler VC, deu-me ânimo.
    Abração!

Urbano

27 de julho de 2010 às 12h27

Respeito muitíssimo o cidadão Plínio Sampaio. Agora, vejo sempre como utopia, principalmente nos dias atuais, que se consiga ou até mesmo que se tente implantar de forma instantânea os seus ideais socialistas. O Presidente Lula vem seguindo uma idéia humanista e a elite, dia após dia, vem no maior frêmito a fim de dar o golpe… O homem não conhece ‘Adelaide’…

Responder

Joney

27 de julho de 2010 às 12h26

Gostaria de conhecer uma coisa simples do Plinio: o que ele pensa da previdência para os servidores públicos. Vai continuar essa mamata dos miseráveis continuarem bancando com seus impostos a farra dos funcionários públicos aposentados com a integralidade do último salário da ativa? Ou vai ficar igual para todo mundo, com aposentadoria limitada a 3,4 mil reais? O Plínio, que deve estar aposentado com uns 25 mil reais (talvez mais, quem sabe até acumulando mais de uma aposentadoria), vai mudar isso para fazer justiça com os pobres ou vai manter essa desigualdade gritante e injusta em nome dos direitos adquiridos? É uma moleza criticar o Bolsa Família quando se tem uma aposentadoria que a cada 30 dias pinga na conta bancária mais de 20 mil reais!!!!! Vamos ver até onde vai esse esquerdismo de botequim do candidato do PSol. Dependendo da resposta dele, até mudo meu voto da Dilma para ele e faço campanha.

Responder

    TiagoGS

    27 de julho de 2010 às 15h25

    Barbosinha, "farra dos funcionários públicos"? Então, progressismo, agora, é mudar as regras do jogo e retirar direitos de pessoas que ingressaram no serviço público justamente em decorrência daquilo que ele oferecia como vantagem? Aliás, a reforma neoliberal do governo Lula na previdência do funcionalismo público acabou prejudicando, justamente, que está na base da estrutura remuneratória; aqueles que estão no topo, ganhando mais de R$ 15.000,00, estão muito bem, obrigado.

Evandro

27 de julho de 2010 às 12h22

Plínio de Arruda Sampaia nasceu na direita, migrou pra esquerda e retornou para a direita no fim da vida.

Também pudera, é o candidato com o maior patrimônio.

Plínio de Arruda Sampaio nunca foi pobre, não sabe o que é miséria. Para ele, tamto faz mesmo PT ou PSDB: Ele vai continuar de boa com seu alto salário de procurador aposentado de qualquer forma.

Responder

    Hans Bintje

    27 de julho de 2010 às 12h57

    Evandro:

    Eu critico duramente o candidato Plínio de Arruda Sampaio mas respeito – e muito – o cidadão que ele tem sido ao longo de 80 anos de vida.

    Estamos discutindo as propostas da pessoa pública, do candidato à presidência da república do Brasil.

    O Ilustrador

    27 de julho de 2010 às 13h14

    A Marta também nunca foi…

Daniel Faria

27 de julho de 2010 às 12h22

Parabéns ao blog por fazer o que a grande mídia não faz, dando oportunidade aos candidatos "nanicos" expressarems sua ideias.

E o Plínio tem várias ideias interessantes. Não sei se um governo dele seria viável, mas precisamos de mais candidatos (sejam de esquerda ou de direita) pra fugir da polarização PT/PSDB, e não virar os Estado Unidos.

Responder

Celso

27 de julho de 2010 às 12h20

Respeito a história do PAS mas, como socialista que assume-se, deveria reler "Esquerdismo, Doença Infantil do Comunismo". Propagar que o governo atual é igual aos do passado é, na prática, ajudar a campanha da direita.
E, se finalizarmos a campanha num primeiro turno com a Dilma, será um golpe MUITO MAIOR nas propostas conservadoras e neo-liberais.
No mínimo Lula fez a maioria da população voltar a ter esperança nas mudanças e crer no poder que juntos temos. Isso sim é parte de uma desejada (r)evolução da sociedade.
Utopia é utopia. Assunto pra intelectual. Apenas.

Responder

    Sergio C Morales

    27 de julho de 2010 às 16h54

    Qual trecho do Esquerdismo? Este: "em segundo lugar, ajudar a maioria da classe operária a convencer-se por experiência própria de que temos razão, isto é, da incapacidade completa dos Henderson e Snowden [i.e. Lula e Dilma], de sua natureza pequeno-burguesa e traidora, da inevitabilidade de sua falência; e, em terceiro lugar, antecipar o momento em que, sobre a base da desilusão produzida pelos Henderson na maioria dos operários, se possa, com grandes probabilidades de êxito, derrubar de golpe o governo dos Henderson. " http://www.marxists.org/portugues/lenin/1920/esqu

    Sergio C Morales

    27 de julho de 2010 às 17h01

    Ou seria este trecho do Esquerdismo: "O Partido Comunista propõe aos Henderson e Snowden um "compromisso", um acordo eleitoral: marchemos juntos contra a coalizão de Lloyd George e os conservadores, repartamos os postos no parlamento proporcionalmente aos votos dados pelos operários ao Partido Trabalhista ou aos comunistas (não nas eleições, mas numa votação especial) conservemos a mais completa liberdade, de agitação, propaganda e ação política. Sem esta última condição é impossível, naturalmente, fazer a aliança, pois seria uma traição. Os comunistas ingleses devem reivindicar e alcançar a mais completa liberdade, que lhes permita, desmascarar os Henderson e Snowden [i.e. Lula], de modo tão absoluto como o fizeram (durante 15 anos, de 1903 a 1917) os bolcheviques russos em relação aos Henderson e Snowden da Rússia, isto é, os mencheviques.

    Sergio C Morales

    27 de julho de 2010 às 17h19

    Ou ainda este trecho: "E poderei explicar de modo acessível não só por que os Soviets são melhores que o parlamento e a ditadura do proletariado melhor que a ditadura de Churchill (mascarada sob o rótulo de "democracia", burguesa), como também por que eu gostaria de sustentar Henderson [i.e. Dilma] com meu voto do mesmo modo que a corda sustenta o enforcado;"

    Sergio C Morales

    27 de julho de 2010 às 17h22

    É velha tática do oportunismo político citar o Esquerdismo…, de Lênin, sem sequer lê-lo. Assim, transformam as posições do revolucionário em mera justificativa da politicalha mais rasteira. É dose ter que aguentar gente que tenta justificar alianças com o PP, com o Sarney e com o Collor com base em textos (mal lidos) de Lênin!

Riri Farinha

27 de julho de 2010 às 12h17

Continuação
•Indagação semelhante pode ser relacionada ao tratamento dado à taxa SELIC, que, hoje, encontra-se no seu nível histórico mais baixo. A paciência também predominou no tratamento dado à questão. Não obstante, há que se avançar bastante, porque o pagamento de juros, anualmente, desde a metade dos anos noventa do século passado, representa uma sangria anual, nos cofres públicos, da ordem de 8% do PIB. Vale ressaltar que desde então, os juros pagos constituem a maior despesa individual do Tesouro Nacional e que, pelo mecanismo que resultou na criação do famigerado “Superávit Primário”, o PIG, quando comenta algo a respeito, não a inclui nos grupos das despesas correntes, como o faz quando alardeia o “inchaço” do quadro de pessoal. A urgência nessa direção decorre do fato de que os valores pagos sob essa rubrica, que excedem o superávit primário, constituem fator inercial de crescimento da dívida pública.

Responder

filho

27 de julho de 2010 às 12h17

ei Plínio acorda……é um discurso muito fácil para quem quer ficar longe, muito longe do poder, quem não tem o menor comprometimento com a verdade real, só verifiquei ilações nesta entrevista.

Responder

Riri Farinha

27 de julho de 2010 às 12h16

Continuação do comentário antrerior:
•Qual deve ter sido o impulso inicial do Lula ao tratar do salário mínimo? É provável que tenha sido aconselhado a dar uma “paulada forte”, digamos, reajuste de 50%. Quais teriam sido as conseqüências imediatas? Sem elencá-las, por motivos óbvios, a realidade, hoje, é que esse patamar foi atingido e gerado dois efeitos diretos altamente benéficos à sociedade brasileira refletidos nos 23 milhões que deixaram a linha de pobreza e nos cerca de 30 milhões das classes E e D, que ascenderam à classe C, ou seja, uma mobilização de mais de um quarto da população total do País, acrescido, como conseqüência imediata, de um patamar superior para a massa salarial;

Responder

Riri Farinha

27 de julho de 2010 às 12h15

Que decepção! Diante de tudo o que foi dito acima, sobretudo o enunciado por Hans Bintje, sequer admito que ele esteja falando de utopia, como relata Heral, mas, ao contrário, destilando, para não empregar outra expressão em respeito à sua idade, pura fantasia interesseira, mistificadora e descabida. Com efeito, não reconhecer a paciência assumida pelo Lula para "ir comendo pelas beiradas", sob pena de ser, incontinenti, destituído do Poder, é de doer no fundo da alma. Basta ficar em dois exemplos transcritos nos comentários seguintes:

Responder

eltonbcastro

27 de julho de 2010 às 12h12

Brecht dizia que era natural ricos não gostarem de falar sobre comida, afinal, ele já comeram. Da mesma forma, é muito natural que o Plínio ache que Dilma, Serra e Lula sejam tudo a mesma coisa, ele não estava desempregado e completamente desamparado nos trágicos anos que antecederam o governo Lula. Gostaria de ver o Plínio diante dos trabalhadores que se empregaram no governo Lula dizendo que isso, para ele, não é nada, não faz diferença. Ou então dos miseráveis que acenderam de maneira recorde, não fazem diferença, não têm importância? É tudo a mesma coisa?
Evidentemente que o governo Lula tem defeitos e poderia ter ousado mais, mas estas imperfeições não o torna a mesma coisa que os governos tucanos. Mas o governo Lula tem defeitos por que é real. Perfeito só o governo imaginário do Plínio. É muito fácil não errar quando não se assume a responsabilidade do poder, quando se pula fora e se lava as mão diante do primeiro revés que aparece.

Responder

Carlos

27 de julho de 2010 às 12h09

O grande problema do Plínio, com todo respeito pelos seus 80 anos, é que ele "acha" que um país ultra-diversificado como o Brasilsão, desde 1500 (Cabral), pode ser mudado em poucos anos. É um utópico. Lula já entendeu isso há muito tempo. Lula adotou o modo radical nos anos 1980 e não ganhou nada. Plínio vai continuar na casa dos 1%. Ele ainda não entendeu o Brasil…

Responder

Hans Bintje

27 de julho de 2010 às 12h08

Pergunta de um estrangeiro para o candidato do PSOL:

Qual a sua resposta ao seguinte comentário de Izaías Almada sobre a atitude das esquerdas no Brasil?

De Izaías Almada ( http://www.rodrigovianna.com.br/plenos-poderes/iz… ):

"A inércia, a dúvida e a insegurança ideológica, em política, costumam se constituir em grandes aliadas da manutenção do 'status quo'. Mais do que isso: a ausência de críticas construtivas ou mesmo a crítica generalizada a propostas de transformação ligadas ao país real e não aos alfarrábios embolorados de algumas bibliotecas ou a subjetividades de programas político/partidários, provoca erros de avaliação e excita o oportunismo e ao infantilismo de esquerda, substituindo a realidade por aquilo que gostaríamos que ela fosse. Comportamento que, invariavelmente, leva ao dogmatismo irrefletido ou ao pessimismo irresponsável.

Por vezes, a falta de visão a médio e longo prazo de uma luta comum à maioria da sociedade brasileira, possibilitou até agora, a abertura de enormes atalhos por onde vamos nos perdendo em análises e discussões, muitas delas estéreis, na criação de novos partidos políticos, novas centrais sindicais, novos movimentos sociais, cada um deles, por vezes, levantando a bandeira de uma irrepreensível pureza ideológica, louvável sob vários aspectos, mas de uma prática de escassos resultados políticos e/ou legitimamente progressistas. (…)

A realidade à nossa volta é violenta e não necessita de hipocrisias ou dissimulações para combatê-la de verdade. A recente crise econômica do capitalismo e as ainda tímidas, mas promissoras, demonstrações de soberania de alguns povos, vizinhos nossos, alternativas com inegáveis perspectivas de mudança para um mundo melhor de se viver, indicam que – se não houver um esforço de todos que ainda acreditam na possibilidade da mudança – caminhamos para tragédias de enormes proporções. O Brasil tem muito a dizer sobre isso."

Responder

Sérgio

27 de julho de 2010 às 12h07

Sim, o governo Lula merece críticas. Ainda não temos um sistema de saúde pública nem semi-decente, a educação pública ainda é muito, muito ruim, apesar de esses setores estarem nas boas mãos dos ministros Haddad e Temporão. Quisera, é um trabalho hercúleo. Sem o mesmo tamanho, a reforma agrária poderia ter avançado mais e o governo cedeu além da conta às pressões da Monsanto.

Mas nem de longe isso quer dizer que Serra e Dilma sejam parecidos, ou Lula e FHC. Como se dar acesso ao mercado de consumo popular aos pobres não fizesse diferença. Como se diminuir praticamente à metade o desemprego fosse irrelevante. Como se passar por uma crise internacional quase sem crise na economia doméstica, enquanto outrora qualquer abalo em um país distante fizesse a nossa economia mergulhar, fosse a mesma coisa.

Ao mesmo tempo em que acerta em algumas críticas, Plínio mostra que não tem os pés no chão como quer fazer acreditar. Mostra um radicalismo improdutivo: "ou é do jeito que eu quero ou nada presta". Não vai ser do jeito que ele quer, e com essa postura ele torna esses 2 ou 3% dos votos nele (se tanto) inúteis. Poderia contribuir mais ao debate se reconhecesse também os avanços onde aconteceram, e não só os pontos ruins.

Responder

Marcos

27 de julho de 2010 às 12h07

É lamentável que um senhor com a capacidade de Plínio de Arruda Sampaio pense desta forma. É óbvio que o governo Lula não é o governo dos sonhos da esquerda, mas compará-lo a FHC e Serra chega a insanidade.
É o velho ditado: "O sonho da esquerda (determinada esquerda) é ser sempre oposição". Por que não precisa ter responsabilidades, é só criticar. No primeiro mandado de Lula, quando começou a ter algumas manifestações contra o governo, membros do PSTU e PCO saíram de Belo Horizonte em caravanas financiadas pelo antigo PFL atual DEMO.
Como se explica essa promiscuidade entre extrema direita e "extrema esquerda"?

Responder

Luiz Henrique

27 de julho de 2010 às 12h06

Não faria o julgamento de uma pessoa se não a conhecesse profundamente. Acho prematuro comparar Dilma com Serra. O Serra a maioria das pessoas conhece sobre sua história na politica e sabe que faz parte da direita radical; começou à esquerda e hoje está locado à direita juntamente com antigos udenistas, pefelistas e etc. A Marina é conhecida pelo seu trabalho árduo na defesa dos seringueiros e do meio ambiente. Como ministra teve uma atuação positiva, ainda que, distante do ideal. No caso da Dilma, considero que é de conhecimento de todos sua participação na administração da maioria dos projetos do governo Lula, defendendo uma nova política industrial com geração de empregos e com metas de universalização do acesso à energia elétrica. Politicamente sabe-se de sua participação na luta armada contra o regime militar, a favor da democracia. Mesmo que tenha tido pouca participação na política atual, trás consigo ideais socialista que, pessoalmente, considero positivo.

Responder

Luciana

27 de julho de 2010 às 11h58

Cumprimento um homem público com 80 anos que ainda sonha com um país onde a democracia garanta igualdade.O debate que ele propõe é feito em todos os países do mundo: "Qual pais queremos viver, e o que podemos fazer para aos nossos filhos e netos um futuro melhor".A dúvida que ele debate é correta Plinio debate a República e a Democracia que vivenciamos.

Responder

Rodrigo Mathias

27 de julho de 2010 às 11h58

Parece que o PSOL, de Plínio, vive em outro mundo. Não consegue (ou não quer, oq é mais grave) enxergar que o país está mudando, que o Governo do PT troxe um novo modelo de desenvolvimento. É claro que ainda temos muito para construir na direção de uma sociedade justa e igualitária, mas dizer que Dilma, Marina e Serra são parte do mesmo esquema, é piada. Desse jeito, o PSOL tem tudo para se transformar em um partido insignificante como o PSTU. Pena…

Responder

    Carlos

    27 de julho de 2010 às 12h02

    PSOL quer ser a UDN da esquerda, mas o PSTU tá no páreo – e não está só.

    O ilustrador

    28 de julho de 2010 às 14h39

    Isso depois que o PT, udenista até a alma antes de 2005, perdesse as condições de desfraldar a bandeira da moralidade pública…

Roberto Locatelli

27 de julho de 2010 às 11h52

Plínio de Arruda Sampaio é um homem de coragem e integridade. O povo brasileiro deve muito a ele.

Dito isto, é preciso escapar desse nivelamento de todos os candidatos. Serra, Dilma, Marina, todos são candidatos da burguesia, segundo Plínio. No entanto, ele reconhece que "há o mundo dos petistas, daqueles que acreditam". É aí que está o X da questão. Uma grande massa de militantes enxerga, no PT, seu partido, assim como um contingente ainda maior de simpatizantes se reconhece no PT. É isso que faz do PT um partido que, apesar dos graves recuos, ainda é o partido no qual a classe trabalhadora se vê.

É verdade, sim, que o PT abdicou de suas raízes no movimento popular. É verdade, também, que o PT não é um partido marxista – aliás, nunca foi – mas, apesar disso, os dirigentes mais à direita – Zé Dirceu, por exemplo – não conseguiram fazer do PT um partido a serviço da burguesia. Pode ser que consigam no futuro, mas não agora.

Para provar sua tese, o candidato Plínio diz, por exemplo, que "O Lula hoje tem a cobertura dos jornais". Pelas barbas do profeta, em que planeta ele vive? Lula tem sido atacado, difamado, caluniado, vilipendiado, ofendido e agredido de todas as formas possíveis e imagináveis pela mídia burguesa. Até em novelas há agressões contra Lula e contra o PT.

Essas agressões da direita e de sua mídia não significam que o PT seja o partido revolucionário e que implantará o socialismo no Brasil. Obama também é agredido pela mídia e não é marxista. O real significado dessa atitude da mídia burguesa – que Plínio parece não ver – é o seguinte: Lula e o PT representam perigo. Lula e o PT podem ser utilizados, pelas massas, como pontos de apoio para arrancar conquistas da burguesia e do capital financeiro. Lula e o PT são ferramentas que os trabalhadores ainda podem utilizar.

Por fim, Plínio repete a cantilena da direita: Lula apenas continuou a política de FHC. E ponto final. Ah, não, prezado Plínio, essa não dá para engolir. Apenas para relembrar:

1 – FHC promoveu a vergonhosa privataria. Lula estancou a privataria e está criando novas e importantes estatais.

2 – FHC fez uma política externa subserviente aos EUA. Lula rompeu com isso e conectou-se com os nossos vizinhos, fortalecendo o Mercosul, a Unasul e promovendo integração dos países da América Latina e Caribe.

3 – FHC promoveu concentração de renda. Lula implementou políticas de distribuição de renda.

4 – FHC fez aprovar LEI que impedia o Governo Federal de criar escolas públicas. Lula e o PT revogaram essa lei e bateram o recorde de JK, criando 11 universidades federais e dezenas de escolas públicas federais.

5 – FHC sempre tratou os movimentos sociais como caso de polícia. Lula dialoga com os movimentos populares.

Há inúmeras outras diferenças, mas só essas deveriam ser suficientes para que Plínio jamais dissesse que Lula, Serra, Dilma, Marina, Índio da Costa, Bornhausen, etc, são todos iguais, e que "A política deles é ruim para o pobre. O nosso lado é o lado do pobre". Essa atitude joga o velho combatente Plínio para o gueto daqueles que estão fora da encarniçada luta política que se trava entre as duas grandes forças sociais: de um lado os demotucanos e sua mídia golpista, legítimos representantes do capital financeiro e do que há de mais atrasado na elite nacional e, de outro lado, o PT, parte do PDT, PCdoB, parte do PSB, a Blogosfera, os movimentos sociais, sindicatos, centrais sindicais, MST, representando o progresso, a evolução, a marcha rumo ao desenvolvimento econômico com distribuição de renda e justiça social.

A atitude correta, para aqueles que almejam um sistema econômico melhor que o capitalismo, é apoiar Dilma agora e, em 2011, lutar por uma Constituinte que faça das conquistas do governo Lula um patrimônio definitivo de povo brasileiro. Na continuidade, deveríamos lutar para avançar ao máximo em termos de distribuição de renda, Educação para todos e desenvolvimento econômico e social, até chegarmos ao limite que pudermos conquistar ainda dentro do capitalismo. Quando chegarmos a esse limite, o povo brasileiro decidirá quais rumos tomar.

Responder

    Carlos

    27 de julho de 2010 às 12h21

    Ótima resposta, Locatelli!

    Ficarei no aguardo das versões do PSOL, PSTU, PCB e PCO sobre a aliança que não aconteceu.

    @marisps

    27 de julho de 2010 às 13h26

    Irretocável! Parabéns!

    Alexandre Tambelli

    27 de julho de 2010 às 16h35

    Você está super certo Roberto! Unirmos forças para uma gradual mudança do Brasil para uma sociedade mais justa e com participação de todos no banquete. É equivocado pensar, como o candidato Plínio pensa, que é só dizer para o povo, agora vamos instituir uma sociedade socialista e o povo vai defendê-lo e sair as ruas obrigando a todos seguirem este caminho. Precisa primeiro educar o povo para compreender o significado do Socialismo e depois, democraticamente, saberemos se os brasileiros consideram ou não viável implementar o Socialismo ou manter um Capitalismo com direitos e justiça social garantidos.

    Joney

    27 de julho de 2010 às 14h47

    É lastimável que essas besteiras proferidas venham de uma pessoa reconhecidamente íntegra com Plinio de Arruda Sampaio. Quando ele diz que a mídia apoia o Lula fico pensando que o discurso crítico que o Plínio gostaria de ver estampado na Veja, Folha, Estadão e outras m. é aquele do excelente blog do Professor Hariovaldo de Almeida Prado.

    Pedro Amaral

    27 de julho de 2010 às 16h39

    Caro Roberto,

    Muito bem colocado seu argumento!

    Você colocou muito bem, as diferenças estre Lula/Dilma e a trupe neoliberal, mas quando Plínio diz que são todos iguais eu entendo que a política econômica tenha muitos pontos que foram seguidos, como a liberalização de capitais, o superávit, juros altos, só esse último aumento na SELIC representou mais do que o governa gasta com o bolsa família, enfim e o que se dá a entender é que as mudanças continuarão acontecendo dentro desse paradigma neoliberal, e estão todos os três trabalhando dentro desse conceito, claro que Serra e companhia são os paladinos dessas idéias enquanto Dilma/Lula e Marina parecem simplesmente se conformarem.
    Claro que todos nós queremos uma sociedade justa e esse debate sempre fica no ar, qual é o melhor caminho a seguir? Talvez seja essa a opção mesmo ter que se aliar a Sarney e companhia, engolir medidas neoliberais e aos poucos ir mudando. Eu sinto que existe outra opção e é por isso que no primeiro turno voto no Plínio, e claro no segundo turno Dilma lá.

    Roberto Locatelli

    27 de julho de 2010 às 22h07

    Olá, Pedro!

    Muito bem lembrado. Selic e superávit primário são dois pontos em que o governo Lula falhou gravemente. A pressão do capital financeiro foi vitoriosa. Cabe à esquerda organizar os movimentos populares para que tenhamos força para fazer uma contra-pressão e reverter isso.

    Quanto ao Congresso, tudo leva a crer que Dilma terá um Poder Legislativo bem melhor do que Lula. O Diap – Depto. Intersindical de Assessoria Parlamentar – avalia que os partidos que mais encolherão serão o PSDB e o Dem. Depende de nós, militantes, termos em 2011 um poder legislativo com menos Sarneys e Collors e mais Plínios.

    Abraço.

Rafael

27 de julho de 2010 às 14h52

Grande problema da esquerda é falta de união. Plínio dizer que Dilma e serra são iguais é ridículo. É falta de discurso, tem que dizer que todos são iguais e que ele, o PSOL é a salvação. O Brasil hoje é exemplo claro da diferença entre serra/psdb e Dilma/Lula/PT.Para mim a criação do PSOL representa somente interesse pelo poder, não queriam ficar sobre as intenções do partido então criam um partido onde seus interesses sejam realizados.

Responder

Darshan

27 de julho de 2010 às 14h48

seria interessante que o Plínio obtivesse uma boa margem de votos no primiro turno para que no segundo a candidata ptista se inclinasse mais à esquerda buscando atrair estes votos.

Responder

    Glecio_Tavares

    27 de julho de 2010 às 12h48

    Mais interessante seria que ela já ganhasse no primeiro turno.

Luciana

27 de julho de 2010 às 14h47

Hoje ler esta entrevista é um bom sinal, de que nem tudo está perdido, há homens que continuam a luta por uma política séria, responsável e sem concessões.Evidente que a entrevista até assusta, porque ela suscita questões que não são parte de nosso cotidiano e que a mídia expõe pelo avesso.Plinio de Arruda expõe o jogo de poder sem povo, sem mudanças e mantendo o latifúndio, desigualdade, injustiças, miséria e exclusão.A entrevista do jurista e homem público Plinio é para ser lida, relida e analisada.A realidade é tão cruel, que é mais fácil dizer que Plinio é sonhador, o contrário significa que cada um de nós é responsável pelas mudanças que o país precisa.Ler , entender e agir.Valeu Plinio, sua candidatura é um marco de coragem e exemplo de um bom brasileiro.

Responder

    Aldo Luiz

    27 de julho de 2010 às 12h11

    Luciana, suas observações são verdadeiras, pertinentes e demonstram bem o quanto estamos midiotizados a ponto de abrirmos mão da capacidade de pensar fora das proposições ilusórias daqueles que do alto da casa grande, literalmente nos escravizam religiosa e milenarmente.
    Sou grato.

    Glecio_Tavares

    27 de julho de 2010 às 12h53

    Olha, acredito que um presidente não consegue fazer o que Plinio propõe. Cabe a nós, eleitores. Precisamos eleger um congresso progressista para que Dilma promova as alterações necessárias. Hoje temos uma bancada ruralista e narcisista que consegue derrubar as viradas no congresso. Muitos se perguntam ou nos perguntam: Por que Lula não fez a reforma politica? Eu tenho a resposta: Com o congresso que temos hoje, imaginem o monstro que sairia com emendas e emendas tornando o projeto um verdadeiro Frankestein. Olha o caso dos royalties que ainda está dando pano para manga.

    luiz pinheiro

    27 de julho de 2010 às 13h14

    Desculpe, Luciana, mas jogo de poder sem povo quem está fazendo é o Plinio.

Marcel

27 de julho de 2010 às 14h46

Pergunta para o Plínio:

– Por que a "verdadeira esquerda" tem tantas correntes que são sectárias e ficam formando novos blocos que não bicam entre si? De partidos políticos de extrema-esquerda já temos o PSOL, PSTU e o PCO. Dentro do PSol, já ouvi falar que tem correntes internas que já racharam entre si, tem uma corrente apoiando Marina Silva, outra boicotando o Senhor que é a da Heloísa Helena e finalmente a do Sr.
Como explica tanto divisionismo e falta de harmonia dentro da própria esquerda?

Responder

Laércio Nunes

27 de julho de 2010 às 14h43

Em que universo este pessoal da extrema esquerda vive?

Responder

    @marisps

    27 de julho de 2010 às 16h22

    No do próprio umbigo, preferem jogar tudo fora a ir conquistando uma vida mais digna e melhor aos poucos, porque é claro, a maioria deles têm o próprio conforto garantido.

    beattrice

    27 de julho de 2010 às 13h35

    Em um universo paralelo, naquele em que HH foi presidente e o mandato dela durou 2 meses.

    leosfera

    27 de julho de 2010 às 13h52

    o psol só é extrema esquerda para quem acredita que o pt é esquerda.
    o que me pergunto é em que país esse pessoal ufanista do lulopetismo vive.
    plínio está certo: estão vendendo o curativo como a cura.

    Joney

    27 de julho de 2010 às 14h50

    Concordo: o PSOL é extrema direita.

jose-arimathea

27 de julho de 2010 às 14h43

Olha gente nao tenho nenhum curso superior para discutir com voces , eu vou mais pelo q ue vejo e sinto e me sinto muito bem.esse extremismo ai do sampai nao leva a lugar nenhum querem descoinstruir o LULA por pura inveja do HOMEM que conseguiu acordar o paiz para o desenvolvimento , apesar de nao ter faculdade ser nordestino e faltar um dedo, Ele LULA fez efaz tudo melhor que os grandes intelectuais que estiveram no poder LULA para mim eh um iluminado por Deus e ficará para a historia como o homem que desatou o nó que faltava para a disparada do paiz rumo ao primeiro mundo. LULA tera de ser estudado no futuro como um fenomeno como disse o aécio neves abraçao a todos.

Responder

Oliveira

27 de julho de 2010 às 14h40

O Plínio e o PSOL não encaram a realidade de frente. Ficam cultivando ideais e sonhos que dificilmente realizarão. Se o povo dependesse de conquistas sociais desses intelectuais teóricos já estaríamos todos no fundo do poço. O governo Lula, com todas as suas imperfeições, está deixando o Brasil numa situação bem melhor do que antes, e estamos saindo daquela situação onde a esquerda sonhadora ficava chorando, o nosso país cada vez mais endividado e explorado, e a direita deitando e rolando. Por isso voto em Dilma, quem sabe estes intelecutais não terão mais espaço e oportunidades de praticar seus ideais.

Responder

    Pedro Amaral

    27 de julho de 2010 às 17h10

    Caro Oliveira,

    Vale lembrar que na verdade muitos desses intelectuais contribuiram e muito para a própria existência do PT e que se hoje o PT está onde está isso também é conquista desses intelectuais.

Sergio Castro

27 de julho de 2010 às 14h39

O Sr.. Plínio merece todo o respeito, mas se o PT continuasse com a linha de "pureza socialista" estaria hoje com 15-20 deputados e 1 ou 2 senadores no congresso e a direita estaria como "o diabo gosta", o PT pagou um preço terrivel ao perder boa parte de sua credibilidade ética, mas está aí para ficar como o grande partido que é. Dizer que não há diferença entre Lula e Serra e mesmo Marina ultrapassa a linha da asneira, porque as diferenças são claras e só não as vê quem não quer. Finalmente um pouco de história recente, em 2006 a Tucananlha estava doida pelos debates no 1º turno para poder soltar a Heloisa Helena como um Pit Bull em cima do Lula, e não nos enganemos, seria exatamente o que ela faria por razões ideológicas (seu radicalismo) e pessoais (reconheçamos, o que o PT lhe fez foi desprezivel), Lula sabiamente recusou-se a entrar no joguinho. Ao fim e ao cabo, a extrema esquerda faz exatamente o jogo da direita ao insistir na filosofia do "quanto pior melhor" aguardando uma revolução socialista que jamais virá e repudiando o jogo democratico. O sistema atual é torpe, mas pode ser mudado por dentro por suas próprias regras e os ultimos 8 anos assim o provam, será lento? Sim, mas é realista, todo radicalismo e fanatismo é um mal desnecessário.

Responder

Paulo

27 de julho de 2010 às 14h29

Nessa idade e extremamente lúcido. O PT representa a traição do projeto socialista brasileiro. Sarney, Collor, Renan e similares estão com Dilma. Vade retro!

Responder

    assalariado.

    27 de julho de 2010 às 21h28

    Paulo,voce percebeu como a social democracia petista não tem argumentos para os de esquerda (de fato),por isso,saem negativando,os comentários,apresentem os argumentos,vamos,tenham coragem!!!

Menjol

27 de julho de 2010 às 14h28

Dizer que Dilma e Serra fazer parte do mesmo esquema é a mesma coisa que dizer que o governo Lula foi igual ao governo FHC. Gosto do Plinio, mas usa esse tipo de argumento com muita má fé. É a esquerda que a direita adora. Por falar nisso, por onde anda HH?

Responder

    beattrice

    27 de julho de 2010 às 16h33

    Ela anda no mesmo buraco negro para onde irá Marina depois de outubro.

Klaus

27 de julho de 2010 às 14h25

Ainda bem que uma pessoa como o Lula Modelo 2002 chegou a presidência e não alguém "realmente" de esquerda como o Plínio.

Responder

Milton Hayek

27 de julho de 2010 às 11h23

O grande Plínio de Arruda Sampaio merece todo nosso respeito.Não sou ninguém para dizer qualquer coisa contra ele.O problema é mexer na estrutura passando por cima do Congresso Nacional.Isso é muito complexo.O PSOL faria isso como?
Hoje eu acho que a esquerda não quer limitar o capitalismo.Isso é social-democracia:uma tentativa vã de colocar o diabo na garrafa(e o Coisa Ruim já disse que "A vaidade é meu pecado favorito" e "Liberdade é não ter que pedir perdão").
A esquerda quer(e isso é legítimo) o fim do capitalismo. O problema é que,como dizia Saramago,ela não tem "uma puta ideia sequer do que colocar no lugar".

Responder

Gilson Raslan

27 de julho de 2010 às 11h23

Admiro muito o PASampaio, mas ele é um utópico. Para se consertarem as coisas, tem que se chegar ao poder; para se chegar ao poder, tem que se fazerem concessões. E nada disso o PASampaio admite. Com seu discurso, ele não sai do lugar.

Responder

Ney Henrique

27 de julho de 2010 às 11h22

O Dr. Plinio merece todo respeito … mas acho que esse discurso dele não leva a lugar nenhum.

Responder

Razek seravhat

27 de julho de 2010 às 11h19

Acontece que o Plíno não quer o poder. O que ele quer é a construção do poder popular, isto é, Plínio defende uma vida digna tanto para o trabalhador como para a trabalhadora. E não uma sociedade que favorece o patrão, o lucro e faz isto em detrimento das pessoas, da natureza, das crianças e dos animais. Parece música do Roberto, mas infelizmente não é, antes fosse.

Responder

    Carlos

    27 de julho de 2010 às 14h34

    Quem não quer o poder não disputa cargos eletivos.

Luciana

27 de julho de 2010 às 11h11

Cumprimento o blog pelo excelente exemplo de democracia. Plinio de Arruda Sampaio é fundador do PT, homem com relevantes serviços prestados ao país.Sua candidatura é a revelação de outro caminho político e de verdades que a população tem o direito de ser informada.Eu só perguntaria o candidato Plinio se ele tem feito algum trabalho para conscientizar/mobilizar a população de que estamos politicamente paralisados acreditando que o Estado resolverá tudo, mas a realidade indica que estamos mal, somos país de maior desigualdade social no mundo.Os jovens tem que se conscientizar deste drama, temos 2 Brasis.Além da candidatura (excelente)qual trabalho ele realiza para a conscientização da cidadania ativa, da democracia participativa, dod enganjamento político para que os eleitores saibam distinguir oportunistas, carreiristas, traidores e os que querem mudanças para o país, os que irão trabalhar pela democracia efetica com igualdade, justiça social e paz.

Responder

Antonio Luiz

27 de julho de 2010 às 11h04

Aos 80 anos parece que Plínio não assimilou muito da vida. A mim parece um embriagado retórico. O lamentável é que ainda tem gente que vai atrás: "…são todos intelectuais, professores de universidades, da Unicamp."

Responder

    fabricio

    27 de julho de 2010 às 14h28

    gostei da sua opinião

    Araquem

    27 de julho de 2010 às 12h11

    Minha nossa! Agora nós é que defendemos um pensamento único.

pc do abc

27 de julho de 2010 às 14h02

O Dr. Plínio merece todo respeito. Sua perspectiva do desenvolvimento com justiça social para o Brasil é corajoso e original. Entretanto, a essa altura do campeonato, não creio que devamos jogar fora a criança com a água do banho. Por isso vou de Horkheimer: "Desconfia de quem pretende que só se pode melhorar a totalidade, ou coisa nenhuma".
No caminho a gente ajeita a carga.

Responder

    graciliano

    27 de julho de 2010 às 19h35

    Perfeito, caro pc do abc. A realidade se impõe e, mesmo para transformá-la, precisamos respeitá-la, estudá-la, e agir conforme. É lindo sonhar com o Brasil Socialista, e não desisto deste sonho. Contudo, há um fator chamado "correlação de forças", que devemos tomar em conta.
    Se as bases petistas, comunistas, socialistas, não tiveram força para inclinar Lula mais à esquerda, ou de impor o debate sobre Socialismo à socidade (tanto é que a direita ainda tem votos, a maioria baseada no "medo ao Comunismo", acho que devemos apostar que Dilma poderá ser um passo adiante. Mas, sem pressão não vai.
    Aí está o papel que Plínio Sampaio e seu partido poderiam assumir, engrossando e esclarecendo as massas, jamais isolando-se dela.

Carlos

27 de julho de 2010 às 14h01

",,, era necessário ter alianças um pouco mais amplas etc."

PSOL, PSTU, PCB e PCO tentaram uma aliança?
Se tentaram, por que ela não aconteceu?
Não tentaram? Por quê?
Qual deles é mais esquerdista, mais socialista?

Responder

Hans Bintje

27 de julho de 2010 às 11h01

Se a Manuela Azenha tivesse me entrevistado – justamente eu que não sou eleitor no país – falaríamos de fatos mais relevantes sobre o Brasil do que essa reportagem com Plínio de Arruda Sampaio.

Essa tentativa do entrevistado de "igualar" todos os candidatos é o fim da picada!

A Agência Carta Maior desfaz essa fantasia em menos de trinta segundos:

"SERRA QUER 'URIBINIZAR' A POLÍTICA EXTERNA BRASILEIRA

Reunido nesta 2º feira com empresários em SP, em evento promovido pelos articuladores do movimento 'Cansei' — braço político da comunidade-Daslu, idealizado pelo mordomo tucano Dória Jr — Serra esponjou-se e confirmou: não, Índio da Costa não era um ponto fora da curva. À vontade, cercado pela fina flor do higienismo social anti-Lula, um auditório selecionado pelo recorte mínimo de R$ 200 milhões de faturamento anual, o candidato soltou a franga e assumiu a condição de aspirante a novo baluarte da reação latinoamericana. O papel do Brasil nesse projeto é tornar-se uma imensa Colombia: a presidência é só um degrau. O tucano quer o pódium, a vaga deixada por Álvaro Uribe — missão que nem o sucessor do colombiano, o direitista Juan Manuel Santos, pretende mais encarar. Trata-se de restabelecer a velha e boa ordem no quintal dos EUA, uma faxina ideológica cujo requisito, claro, é o realinhamento estratégico da chancelaria brasileira. Os excertos do udenismo internacionalista, ou neo-uribismo, anunciados hoje no auto-intitulado 'clube dos líderes' (LIDE/Cansei), sinalizam aquilo a que seria reduzida a política externa do país — e o próprio país — na improvável hipótese de uma vitória do ex-governador nas eleições de outubro. Do túmulo, Almirante Pena Boto, criador nos anos 50 da Cruzada Brasileira Anti-Comunista, saúda orgulhoso o discípulo tardio. Quem diria que o menino da UNE chegaria onde chegou? Confira: a) 'É inegável e indiscutível que o Brasil sempre teve mais simpatia pelo Chávez […] É inegável que o Chavez abriga as Farc'; b) '…É inegável que, se o Brasil tivesse gasto o tempo que gastou no Oriente Médio com a América do Sul, poderia ter evitado situações como essas…';c) '…É amigo de Cuba? Muito bem. Então usa essa amizade para libertar os presos cubanos….'; d) '…vamos aumentar em 15% a remuneração pela energia [de Itaipu comprada] do Paraguai? Estamos [Lula está…] fazendo sem dúvida filantropia com o Paraguai, a Bolívia… e)'vivemos a exacerbação do patrimonialismo sindicalista …eu dizia no começo do governo Lula e agora, só para ironizar, é o chamado patrimonialismo bolchevique'; f) 'O MST é um movimento de acumulação de forças revolucionárias…'; g)'o Stédile declara apoio à Dilma porque, com ela, eles (sem-terra) vão poder fazer mais invasões, mais agitações…'

(Carta Maior e o confronto entre dois projetos de país e de mundo; 27-07)"

Responder

    graciliano

    27 de julho de 2010 às 19h41

    Este é o Serra que numa entrevista à CBN, perguntado por Heródoto Barbeiro, disse que era "de esquerda"? Por que será que, no Brasil, ninguém se assume de direita?
    Há espaço no Brasil para um partido de direita, mas ninguém tem coragem de assumir a rota bandeira. Acho que o último foi Plínio Salgado, com a Ação Integralista Brasileira (anauê!). Ou terá sido Carlos Lacerda?
    O candidato da oposição deveria ser Índio dos Santos (ou é de Oliveira, ou Moreira? – não consigo gravar o nome deste prócer…) tendo Serra como vice.

Haral

27 de julho de 2010 às 13h50

O que sugere o Sr. Plínio? Vai governar assim? Parece que não tem a sensatez que a idade dele sugeriria. Gostaria de ver o que ele poderia fazer se chegasse ao poder e fosse tentar "limitar o capitalismo". Essa entrevista não demonstra que este senhor está falando de governabilidade. Ele está falando de utopia. Ele também disse que Lula tem a cobertura dos jornais. Tem sim, de forma negativa e apesar de tudo… Está claro que este senhor não está falando o que sabe, está falando o que é útil para a campanha dele.

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