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Paulo Moreira Leite: Por que bonzinhos querem acabar logo com o show?
Política

Paulo Moreira Leite: Por que bonzinhos querem acabar logo com o show?


19/08/2013 - 13h35

O jogo feio dos bonzinhos

por Paulo Moreira, no Facebook, sugestão de Mariano e de João de Deus

Quando faltam 48 horas para o reinício do julgamento do mensalão, interrompido de forma abrupta por Joaquim Barbosa na quinta-feira da semana passada, é bom ir à substância das coisas.

Ao interromper o julgamento, Joaquim impediu o ministro Ricardo Lewandovski de expor seu ponto de vista sobre um recurso do deputado Bispo Rodrigues.

Condenado pela nova lei anticorrupção, Rodrigues quer que sua pena seja definida pela legislação em vigor no momento em que os fatos ocorreram, e não pela legislação posterior, que agravou as condenações. É um recurso simples, com fundamento em regras tradicionais do Direito, e tem muito fundamento lógico.

O mesmo princípio aplica-se a qualquer cidadão obrigado a prestar contas a Justiça, mesmo que envolva delitos mais leves, como o do estudante apanhado com um cigarro de maconha na mochila.

É claro que o tribunal precisa realizar este debate. A fase atual, de recursos declaratórios, destina-se exatamente a sanar dúvidas e contradições dos acórdãos.

E se alguém não enxerga uma contradição tão elementar como condenar uma pessoa com base numa lei que não estava em vigor no dia em que o crime foi cometido deveria voltar ao primeiro ano de Direito, certo?

O problema é que todos sabem do que estamos falando. A truculência de Joaquim, expressa uma questão de natureza muito mais grave, que vai além das boas maneiras e da cortesia. Coloca em risco o direito dos condenados a apresentar recursos, o que, afinal, é um direito assegurado pela legislação. É disso que estamos falando.

Nenhum ministro, nem o presidente do STF, pode tratar os direitos dos réus como aquilo que ele gostaria que fossem.

A Constituição não é aquilo que o Supremo diz que ela é mas aquilo que o povo, através de seus representantes eleitos, diz que é.

Tem gente que diz que Joaquim e Lewandovski tiveram um “atrito” na quinta-feira. Que vergonha. O presidente do STF tomou a palavra de um ministro que tinha todo direito de exercê-la. Lewandovski reagiu com a dignidade que a situação impunha. Que “atrito” é este?

Outro truque é falar que há uma “divergência” de opinião entre os ministros. É inacreditável. Os fatos ocorreram numa data e a nova lei estava em vigor em outra. Cadê a “divergência”?

Procurando livrar a cara de Joaquim, o último recurso de nossos conservadores é sugerir que ele peça desculpas a Lewandovski pelas palavras grosseiras que empregou na quinta-feira. Que bonito.

Compreende-se a origem de uma sugestão tão cavalheiresca. Gratificados pelos serviços políticos prestados por Joaquim Barbosa no julgamento, nossos conservadores querem lhe dar uma saída honrosa, inofensiva e fútil.

Topam fingir que assistimos a um incidente semelhante a um esbarrão numa escada no metrô, por exemplo. Ou à milésima reação “intempestiva”, “descontrolada”, do presidente do Supremo. Desculpas, desculpas. É, a palavra é mesmo apropriada.

Nossos cavalheiros dizem que estão em desacordo com a forma, um pouco grosseira demais, digamos assim. Querem esconder que apoiam o conteúdo. O problema, porém, é de conteúdo.

Recusar o debate sobre embargos declaratórios implica em atropelar direitos assegurados em lei. Não é um problema de boas maneiras. Nem de psicologia. Nem de saber se Joaquim força uma crise diante das câmaras de TV para renunciar ao cargo e lançar-se candidato a presidência. Vai ser escandaloso se isso acontecer, é claro. Mas é uma especulação.

É um problema de natureza política.

O erro consiste em bloquear um debate sobre erros e contradições dos acórdãos. Joaquim intimida dissidentes e discordantes. Interrompe o julgamento quando lhe convém.

E isso não é aceitável.

Este é o direito ameaçado por suas atitudes. Não é um problema pessoal entre dois ministros.

Depois de cobrir o julgamento como um espetáculo, sem o mais leve espírito crítico tão presente em seus editoriais, nossos meios de comunicação estão unidos a Joaquim Barbosa no esforço para acabar o show de qualquer maneira.

Com graus variados de sutileza, a postura de muitos observadores é de chantagem em torno de um novo fantasma, o 7 de setembro.

Perguntam: como “a rua,” “o monstro”, vai reagir, se até lá ninguém tiver sido preso?

Em vez de assumir seu papel social com dignidade e explicar por que nem sempre a Justiça anda nos prazos de uma novela de TV ou no CSI, pretende-se fazer o contrário: subordinar o mundo e os direitos das pessoas às regras da sociedade de espetáculo.

Estas regras, como se sabe, consistem em mostrar que tudo muda para que nada mude.

Depois de seguir o mandamento de Rudolf Hearst, inescrupuloso magnata da imprensa norte-americana, para quem ninguém perderia dinheiro investindo na “pouca inteligência do leitor,” usa-se a “pouca inteligência do leitor” para justificar uma política sem escrúpulos.

E aí chegamos ao verdadeiro problema.

O espetáculo não foi tão bom como nossos críticos querem nos fazer acreditar.

A contradição absurda entre datas, que chegou a consumir longos debates durante o julgamento, o que torna o tema ainda mais espantoso, é o primeiro ponto que precisa ser colocado em pauta. E é muito maior do que você pode imaginar.

Os grandes troféus do julgamento, José Dirceu, José Genoíno e Delubio Soares também foram prejudicados por essa falha “técnica”, digamos assim. Olhe, então, o tamanho do estrago que esse debate pode produzir – só no capitulo “datas.”

Será por isso que querem acabar logo com o show?

Sem dúvida. Há muito mais a ser debatido. E aí não vamos imbecilizar o diálogo. É claro que os condenados querem expor seu ponto de vista e provar suas teses, aproveitando cada brecha, cada pequeno respiro, que a legislação oferece. Isso não quer dizer que eles não tenham argumentos reais que devam ser considerados.

Essa atitude não transforma seu esforço em malandragem – embora a cobertura tendenciosa, facciosa, dos meios de comunicação, como definiu mestre Janio de Freitas, destine-se a sugerir que toda visão discordante contenha elementos de desonestidade.

Não é Fla x Flu. É Flu x Flu. Ou Fla x Fla.

Os condenados precisam de tempo, que não tiveram na primeira fase do julgamento.

A leitura de muitas alegações sugere que não tivemos um julgamento de verdade em 2012. Não se considerou os argumentos da outra parte, nem se deu a atenção devida a contradições entre as acusações e as provas. Estamos falando do direito de pessoas, não de personagens de um programa de TV. Estamos falando da liberdade individual – um bem que não pode ser tratado com pressa nem com desprezo, vamos combinar.

Para quem está impaciente, fazendo a chantagem da rua, do monstro, não custa lembrar que não se teve a mesma impaciência com o propinoduto tucano, que começou a ser denunciado em 1998 e teve seu primeiro indiciamento há apenas quinze dias…Isso mesmo: há quinze dias.

Mesmo assim, já tem gente reclamando contra o uso da teoria do domínio do fato contra o PSDB.

Curioso, não?

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36 comentários

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francisco cesar Perez

21 de agosto de 2013 às 05h46

Parabéns pelo ótimo artigo! O respeito a seus pares e a Constituição Federal deve estar acima de qualquer imposição pessoal, principalmente em ter o STF com o grande Guardião, e não um amontoado de desmandos e falta de respeito à classe profissional. É vergonhoso!

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Emanoel C Neto

20 de agosto de 2013 às 17h16

Sr. Rodrigo Leme, por não te conhecer, peço humildimente descupas por não ter respeitado o teu direito de opinião, e por tê-lo chamado de Hipocrita e Canalha, essa é a minha retratação. Azenha peço que seja prublica este pedido de descupas, o que é, o mínimo que um cidadão honesto e reconhecedor de seus erros pode fazer, e, o que esperamos de nossas autoridades que quando cometa um erro corrija-o.

Responder

João Vargas

20 de agosto de 2013 às 12h42

O impasse é o seguinte: as leis neste país foram criadas para prender ladrão de galinha e deixar soltos os corruptos e saqueadores do dinheiro público. O mensalão do PT foi vendido pela mídia e pela direita corrupta e rancorosa como o crime do século. Agora o impasse é: como condenar estes perigosos corruptos sem atropelar a legislação que foi feita exatamente para protegê-los? Vamos assistir aos próximos capítulos.

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Jayme Vasconcellos Soares

20 de agosto de 2013 às 12h26

A lona do circo do STF está caindo, porque os mastros que a sustentam estão inteiramente roídos pelos cupins da ilegalidade, da inconsistência da sustentação jurídica da acusação; e o animador principal deste espetáculo circense, chamada de Mensalão, o Presidente do STF, Joaquim Barbosa, deduz-se, já está para ser posto para fora desse emprego abjeto.

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Valente

20 de agosto de 2013 às 10h21

Os safados da classe alta que comandam as isntiruições a seu favor há décadas estão cutucando as onças com varas muito curtas.

Estão pagando pra ver. eu não apostaria que daria certo pra eles novamente.Os inimigos deles estão se unindo.

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joão ricardo

20 de agosto de 2013 às 09h20

Culpados do crime A, B ou C, todos eles são, mas errar ao ponto de julgar com base em lei posterior aos fatos, rasga os princípios mais básicos do direito. O circo do STF está se comportando como uma espécie de circo máximo, só faltam os leões.
Isso cria uma analogia bastante perniciosa, basta dizer que se a pessoa fizer alguma coisa que não é crime no momento da ação (digamos, algo sujeito a uma multa baixa) e que se transforme em crime alguns anos depois, na lógica do grande Barbosa (sempre lembro da TV pirata), isso poderia virar um problema (desde que p filho dele não esteja envolvido, claro).
Defendo a necessidade de julgamento, da aplicação de penas cabíveis a esse e a todos os outros escândalos (o propinoduto tucano de MG, manda lembranças…) mas dentro da lei, nada de invenções e contorcionismos jurídicos e muito menos partidarismos dentro do judiciário.

Responder

Francisco de Assis

20 de agosto de 2013 às 06h55

MERVAL, O NEWTON CRUZ DO SUPREMO

Em 25 de abril de 1984, o general Newton Cruz, montado a cavalo, batia com o chicote e, com suas tropas, baionetas, bombas e fuzis, ameaçava sem muitas sutilezas os parlamentares que, no Congresso, votavam a Emenda das Diretas Já, sob o comando do gigante Ulisses.

Perdeu a batalha o bravo guerreiro, mas conduziu a Nação, em seguida, à grande vitória do povo brasileiro na Constituição de 1988, enterrando a ditadura.

Na quarta-feira, 21 de agosto de 2013, e nos dias seguintes, o Supremo Tribunal Federal, estará cercado pelas tropas do general Merval Pereira, com seu exército de lacaios, mercenários e pistoleiros de aluguel – entre tantos, os azevedos, nunes, noblats, catanhedes, gullares, jabores, ubaldos, gasparis, kramers – mais o rebotalho de seus seguidores, recrutados nas falanges fascistas de Brasília e outros centros.

Lá dentro, votar-se-á o enterro da Constituição Cidadã de Ulisses, desta vez sob o comando do capitão do mato Joaquim Barbosa, jagunço ‘contratado’ e disposto a tudo para cumprir as ordens do Estado-Maior dos Marechais Marinhos, Civitas, Frias e Mesquitas, componentes e ao mesmo tempo porta-vozes da Elite Escravocrata com sede no Brasil, não por coincidência os mesmos que estiveram por trás de Newton Cruz.

Lá dentro teremos desta vez o guerreiro Ricardo, defendendo a Constituição de Ulisses daqueles que a violentam diuturnamente naquilo que, à luz da Civilização, tem de mais sagrado, o direito de defesa do Cidadão, O DIREITO ELEMENTAR DE EXPRESSAR SUA VERDADE e, não importa se condenado a priori, mostrar para todos a grande farsa dos seus acusadores.

Desistirá o coração do leão, já tão cansado ? Ou resistirá, ao se lembrar da bravura dos heróis da nossa gente ? De um João Cândido vergastado de chibatas e, no entanto, invencível ? De um Tiradentes esquartejado e, no entanto, verdadeiramente imortal ? Da bravura de todos aqueles homens e mulheres torturados, estuprados e assassinados pelos agentes da ditadura, e que defendeu com tanta garra no mesmo Tribunal, contra a criminosa ação dos Mellos e Mendes, Lúcia e Peluso, Grau e Gracie, e a omissão ainda mais criminosa e vergonhosa de um mesmo Barbosa ?

Seguirá combatendo solitariamente, como tem feito nesta já longa batalha, sendo vilipendiado, injuriado, humilhado e caluniado pelos vermes ? Ou haverá quem a ele se junte desta vez ?

Dentre aqueles que lá devem estar, algum homem, alguma mulher, pelo menos um, se recusará desta vez a viver doravante como um rato, uma ratazana, sob as asas dos marechais ?

E aqui do lado de fora, no outro combate, quantos ‘democratas’, de olho em dividendos eleitorais, continuarão a se calar, até o momento da batalha, contra o estupro da Democracia e da Constituição Cidadã ?

Veremos.

Nós.

E alguém que nos olha do fundo do mar.

Responder

Romanelli

20 de agosto de 2013 às 06h51

rsrs ..direito esperneante ..claro, vamos debater, debater, debater ..afinal, supremos no mundo inteiro foram feitos pra isso mesmo, né mesmo ?

Justiça que tarda falha !!!

DO que ouvi e li a questão já estava esclarecida ..NINGUÉM foi levado a erro coisa nenhuma, a não ser o João Paulo que quis com nota fria engrupir ..no caso o BISPO, ele recebeu depois, logo, alguém pagou, e não fui eu

E quer saber ? O MUNDO criminoso não respeita contrato ..que estória é essa de dar prazo de vigência, carência e validade a acordos espúrios e não presenciados, hein ? ..por acaso defendes que exista um código de ética pra malandragem ?

Interessa quando saiu e quando entrou o ervário ..aqui sim prova de materialidade, independente de beneficiar ou de prejudicar alguém perante uma lei, que, CONCORDO, concordo que não pode, por princípio, retroagir pra prejudicar ninguém, isso sob pena de oficializarmo-nos uma sociedade VINGATIVA e revanchista, aliás, justamente como querem os que hoje perseguem os anistiados de ambos os lados também, né mesmo ?

Agora, depois que descobrimos que por TODOS ESTES anos, políticos ordinários e juízes maliciosos esconderam que as letras das nossas leis escondiam imbecilidades do tipo das que dizem que “político condenado pelo STF não pode ser cassado imediatamente e por seus pares deverá ser re avaliado”, francamente, você queria o que ?

..aqui, só falta vc culpar o revisor que deixou passar tamanha BARRIGA ..e pior que ele já disse com todas as letras que RASUROU sim, e nem por isso deixou de ser um dia ministro da Justiça, da Defesa, e/ou um togado de presença (refiro-me ao JOBIN)

Responder

Notívago

20 de agosto de 2013 às 02h31

TELEJORNAL DA BAND DE ONTEM

Notícias sobre o propinoduto tucano: quem não sabia de nada sobre o assunto, continuou com a mesma impressão: foram os desgraçados dos marcianos (A SIEMENS) que “tentaram” corromper a incorruptível equipe do governador Geraldo Alckmin.

Mas temos que admitir uma coisa: as “informações” veiculadas recentemente estão menos viciadas. Ontem, pela primeira vez, o telejornal colocou toda a responsabilidade do propinoduto paulista nas costas dos corruptores, livrando a cara dos corruptos do PSDB. Uma total inversão de valores. Já é alguma coisa.

E eles de vez em quando fazem propaganda da “credibilidade” que supostamente teria o telejornal do Grupo Bandeirante de Comunicações. É risível!

Mas o assunto que engoliu o telejornal de ontem foi importantíssimo: os concursos das misses estaduais (ontem foi a vez de São Paulo), um tema da maior importância para a saúde e educação do povo brasileiro. Faz tanto tempo que eu não escuto a palavra miss que fiquei em dúvida como grafá-la. Eu juro!

Mas eu entendo a equipe de jornalismo da Band: o problema é a falta de assuntos importantes para serem noticiados pelo Boechart. Afinal, esse Brasil governado pela Dilma é tão sem importância, não é verdade? Ou será que o assunto Miss Brasil voltou à tona porque vai atrair as verbas publicitárias da indústria de cosméticos? Haja shampoos! Para cachorros, inclusive.

Responder

    mello

    20 de agosto de 2013 às 12h20

    Os “jornalistas ” da band ainda insistem num tal “suposto” cartel , quando a sua formação foi denunciada, mais : confessada por um dos componentes do cartel !

Vivianne

19 de agosto de 2013 às 23h43

Quem é que vai colocar esse cidadão (com camisa de força)no seu devido lugar? Tem que ser interditado, não tem condições psico-emocionais – para ficar só nesse ítem – para ocupar as funções de magistrado, muito menos como presidente da Alta Corte. Seus pares andam se manifestando, mas muito timidamente, a respeito. Lewandowsky é polido demais. O resto, já sabemos, ele distorce tudo porque tem lado, tudo o que um juiz não pode ter.

Responder

Vlad

19 de agosto de 2013 às 23h40

Haha…atenção ornitólogos !
Os petecanos de rapina cruzaram com os showpins.
Surge o “showpin petecanus”, classe das aves mensaleiras, ordem passeriformes mitômanos, família dos corruptos renitentes.
A nova espécie (que continua sendo mamífera, mimética e muralista), e na qual já foram identificados genes idênticos à das traíras, é agora fã da perenidade do “show”.
Ou ao menos até que a corda apodreça e livre o pescoço dos seus parceiros.
A estranha ave, que agora deu para querer ensinar o Alcorão ao Imã, demonstra grande senso de oportunismo ao venerar a forma em detrimento do conteúdo e devotar incomum adoração à procrastinação, e está sendo cogitada para substituir Themis como símbolo da essalentíssima justiça brasileira.

Responder

Fabio Passos

19 de agosto de 2013 às 22h12

O boneco da globo está cumprindo fielmente as ordens do PiG.

joaquim “plim-plim” barbosa assumiu o papel de um lacaio da casa-grande, que condenou heróis do povo brasileiro como José Genoíno e José Dirceu… pelo crime de enfrentar a “elite” branca e rica.

Responder

    Wladimir

    20 de agosto de 2013 às 11h16

    JoaPlimPlim Barbosa!!!!

lulipe

19 de agosto de 2013 às 21h24

“(…)Os condenados precisam de tempo, que não tiveram na primeira fase do julgamento(…)”
O que seria tempo para o autor???Não bastaram os 8 anos de vida do mensalão???Pelo jeito o desejo do autor e de algumas viúvas dos mensaleiros é que só nossos netos assistam o final deste escândalo…Vão perder mais uma vez!!!

Responder

Fabio Passos

19 de agosto de 2013 às 19h28

Quanto mais o tempo passa… mais evidente fica a farsa do mentirão!
Trata-se de um julgamento de exceção cujo objetivo é condenar adversários políticos da “elite” branca e do PiG.

Sujeitos desqualificados como joaquim “plim-plim” barbosa, gilmar dantas e luiz fux estão condenando sem provas cidadãos brasileiros.

justiça de m.!!!

Responder

H.92

19 de agosto de 2013 às 18h54

Os reaças detestaram que o circo do Mentirão não surtiu o efeito esperado nas eleições de 2012, principalmente em São Paulo.

Sabe quando os tucanos serão investigados pelos anos de corrupção sistêmica no metro de São Paulo?

Responder

Urbano

19 de agosto de 2013 às 17h46

Patinando-se no script, aí vem o medo de um erro mais crasso, principalmente em quadros mais importantes da peça ficcional; pelo menos é isto o apresentado até agora para a plateia.

Responder

Antonio - SP

19 de agosto de 2013 às 17h44

Azenha, olha a carraspana que o Noblat deu no Joaquim Barbosa,digna de coisa da época da casa grande.

Será que quebrou o encanto entre a criatura e seu criador midiático (o PIG)?

Enviado por Ricardo Noblat –
19.08.2013
|
07h35m
.
Comentário

Joaquim Barbosa: Fora do eixo, por Ricardo Noblat

Quem o ministro Joaquim Barbosa pensa que é?

Que poderes acredita dispor só por estar sentado na cadeira de presidente do Supremo Tribunal Federal?

Imagina que o país lhe será grato para sempre pelo modo como procedeu no Caso do Mensalão?

Ora, se foi honesto e agiu orientado unicamente por sua consciência, nada mais fez do que deveria. A maioria dos brasileiros o admira por isso. Mas é só, ministro.

Em geral, admiração costuma ser um sentimento de vida curta. Apaga-se com a passagem do tempo.

Mas enquanto sobrevive não autoriza ninguém a tratar mal seus semelhantes, a debochar deles, a humilhá-los, a agir como se a efêmera superioridade que o cargo lhe confere não fosse de fato efêmera. E não decorresse tão somente do cargo que se ocupa por obra e graça do sistema de revezamento.

Joaquim preside a mais alta corte de justiça do país porque chegara sua hora de presidi-la. Porque antes dele outros dos atuais ministros a presidiram. E porque depois dele outros tantos a presidirão.

O mandato é de dois anos. No momento em que uma estrela do mundo jurídico é nomeada ministro de tribunal superior, passa a ter suas virtudes e conhecimentos exaltados para muito além da conta. Ou do razoável.

Compreensível, pois não.

Quem podendo se aproximar de um juiz e conquistar-lhe a simpatia, prefere se distanciar dele?

Por mais inocente que seja quem não receia ser alvo um dia de uma falsa acusação? Ao fim e ao cabo, quem não teme o que emana da autoridade da toga?

Joaquim faz questão de exercê-la na fronteira do autoritarismo. E por causa disso, vez por outra derrapa e ultrapassa a fronteira, provocando barulho.

Não é uma questão de maus modos. Ou da educação que o berço lhe negou, pois não lhe negou. No caso dele, tem a ver com o entendimento jurássico de que para fazer justiça não se pode fazer qualquer concessão à afabilidade.

Para entender melhor Joaquim acrescente-se a cor – sua cor. Há negros que padecem do complexo de inferioridade. Outros assumem uma postura radicalmente oposta para enfrentar a discriminação.

Joaquim é assim se lhe parece. Sua promoção a ministro do STF em nada serviu para suavizar-lhe a soberba. Pelo contrário.

Joaquim foi descoberto por um caça talentos de Lula, incumbido de caçar um jurista talentoso e… negro.

“Jurista é pessoa versada nas ciências jurídicas, com grande conhecimento de assuntos de direito”, segundo o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa.

Falta a Joaquim “grande conhecimento de assuntos de direito”, atesta a opinião quase unânime de juristas de primeira linha que preferem não se identificar. Mas ele é negro.

Havia poucos negros que atendessem às exigências requeridas para vestir a toga de maior prestígio. E entre eles, disparado, Joaquim era o que tinha o melhor currículo.

Não entrou no STF enganado. E não se incomodou por ter entrado como entrou.

Quando Lula bateu o martelo em torno do nome dele, falou meio de brincadeira, meio a sério: “Não vá sair por aí dizendo que deve sua promoção aos seus vastos conhecimentos. Você deve à sua cor”.

Joaquim não se sentiu ofendido. Orgulha-se de sua cor. E sentia-se apto a cumprir a nova função. Não faz um tipo ao destacar-se por sua independência. É um ministro independente. Ninguém ousa cabalar seu voto.

Que não perca a vida por excesso de elegância. (Esse perigo ele não corre.) Mas que também não ponha a perder tudo o que conseguiu até aqui.

Julgue e deixe os outros julgarem

Responder

Emanoel C Neto

19 de agosto de 2013 às 17h20

Caro amigo Rodrigo Lama, digo leme, você entendeu tudo o que o texto descreve só não quer entender, por que, como os outros que assim o fazem, são uns Hipócritas, ou melhor, canalhas da pior qualidade que não querem enxergar, fazem que não vê os desmandos do seu partido o PSDB aqueles sim são os verdadeiros ladrões do povo brasileiro. Como nós dizemos aqui na Paraíba. Seja Homem cabra.

Responder

Luís Carlos

19 de agosto de 2013 às 15h25

Como disse Fux na teoria do domínio do fato ano passado, no caso dos tucanos, eles que “provem suas inocências”, ou só vale pimenta só nos olhos dos outros?

Responder

Valter Villar

19 de agosto de 2013 às 15h12

Joaquim Barbosa usa os modos quixotescos e apalhaçados com o intuito de esconder suas limitações, e também seus conluios. Esse foi o maior erro do LULA, colocar uma pessoa tão incapaz em um posto tão elevado. Se pudéssemos medir o quanto os bandidos togados, como disse a Ministra Eliana Calmon, se miram nele para continuar seus crimes, chegaríamos a conclusão de que entramos numa difícil aporia: como combater esse câncer da corrupção que se instalou no Poder Judiciário, sem levar a causa mortis o paciente.

Responder

souza

19 de agosto de 2013 às 14h44

barbosa um ponto fora da curva.
o stf completa o ciclo.
só faltava um presidente deste tipo.

Responder

Érica Batista

19 de agosto de 2013 às 14h40

Estou até gargakhando. Um artigo de mestre no assunto e, do pouco que sei, nem advogado é, mas pensa:
“Recusar o debate sobre embargos declaratórios implica em atropelar direitos assegurados em lei. Não é um problema de boas maneiras. Nem de psicologia. Nem de saber se Joaquim força uma crise diante das câmaras de TV para renunciar ao cargo e lançar-se candidato a presidência. Vai ser escandaloso se isso acontecer, é claro. Mas é uma especulação”.

Responder

Anibal Paz da Silva

19 de agosto de 2013 às 14h32

A mídia, principalmente os veículos que detem os maiores ibopes, são o maior câncer do nosso pais. As manifestações nem lembram da AP 470, é mais uma farsa para emparedar o STF. Perfeito o dicernimento no texto, de Paulo Moreira.

Responder

Rodrigo Leme

19 de agosto de 2013 às 14h31

Gostei do “acabar logo”. O caso aconteceu há 7 anos atras, e o colunista (junto com todos os advogados informais de defesa de mensaleiros na internet) acha que é apressado. Prazo bom para o Paulo esse caso é “nunca”.

Responder

    Douglas da Mata

    19 de agosto de 2013 às 16h59

    Pois é, desde 2000 que o dinheiro foi pelo buraco de SP e a gente nem sequer começou a processar aquele troço.

    Agora, engraçado mesmo é a noção de prioridade: O mensalão pão-de-queijo tucano não é anterior a ação 470? Ué, e por que ninguém parere ter pressa?

    Rodrigo Leme

    19 de agosto de 2013 às 19h18

    Ué, então a discussão é apressar o mensalão tucano? Tou dentro!!!

    O que vc, o colunista e esse site querem é usar a impunidade de um para garantir a do outro. Não venha é usar isso par defender quadrilheiro.

    Sagarana

    19 de agosto de 2013 às 20h55

    É verdade, o dinheiro foi pelo buraco, foi pelos trilhos e foi pelos trens do melhor e maior metrô do Brasil. A propósito, os quase 1 bi do trem de alta velocidade foram parar onde?

    abolicionista

    19 de agosto de 2013 às 21h07

    É isso mesmo, nunca li uma linha do Rodrigão contra o PSDB, ele só vem falar mal do PT. Quando a notícia é sobre o PSDB ele nunca comenta, e agora vem posar de imparcial. É a indignação seletiva.

    Ulisses

    19 de agosto de 2013 às 22h29

    O “tô dentro” soa tão falso como uma nota de 3 reais. Mas não se preocupe, seus amiguinhos do PSDB só irão a julgamento no dia que revirarmos o judiciário do avesso. O centro mais reacionário da direita brasileira está localizado lá com a infame OAB. Enquanto não destruirmos este castelo e acabarmos com esta ditadura do “Direito” no Brasil, você pode desbundar o seu “Tô dentro”

    José Neto

    19 de agosto de 2013 às 17h13

    Você estava sumido daqui, sabe que eu adoraria vê-lo falando dos seus amiguinhos tucanos!!!!!

    ma.rosa

    20 de agosto de 2013 às 08h35

    Boa josé, o Rodrigo “Troll” Leme,precisava ler isto!!!kkkk

    Marcilio Serrano

    19 de agosto de 2013 às 20h35

    Rodrigo,

    O mensalão Tucano aconteceu antes e nem se quer foi julgado e o trensalão dos irmãos metralhas que já dura 20 anos e nem se quer foi investigado.

    Por favor de sua opinião sobre os fatos acima e fazer um debate qualificado…percebo nos seus comentários que falta muito senso crítico.

    Romanelli

    20 de agosto de 2013 às 06h55

    ele foi denunciado DOIS anos depois no STF ..e esta na fila, segundo o JUZA ..só que a fila não anda, né mesmo ? ..já já prescreve tudo e vai ter neguinho chiando e clamando igual tratamento ..sei sei

    Gerson Carneiro

    20 de agosto de 2013 às 07h58

    Uma coisa é a Justiça fundamentada no ordenamento jurídico; outra coisa é a opinião do Rodrigo Lemes e o desejo do Joaquim Barbosa.


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