VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Paul Krugman: Outro Inside Job


14/03/2011 - 18h06

Another Inside Job

By PAUL KRUGMAN, no New York Times

Published: March 13, 2011

Contem-me entre aqueles que estão felizes em ver o documentário “Inside Job” ganhar um Oscar. O filme nos lembrou que a crise financeira de 2008, cujos efeitos ainda estão contaminando as vidas de milhões  de americanos, não apenas aconteceu — se tornou possível pelo mau comportamento de banqueiros, reguladores e, sim, economistas.

O que o filme não apontou, no entanto, é que a crise gerou uma série completamente nova de abusos, muitos dos quais tão ilegais quanto imorais. E figuras políticas importantes estão, finalmente, mostrando seu ultraje. Infelizmente, este ultraje é dirigido não contra os abusos dos bancos, mas contra aqueles que estão tentando cobrar os bancos pelos abusos.

O ponto imediato de conflito é um acordo proposto entre os procuradores-gerais estaduais e a indústria dos financiamentos imobiliários. Aquele acordo é “extorsão”, diz o senador Richard Shelby do Alabama. O dinheiro que os bancos seriam forçados a separar para o refinanciamento das hipotecas seria “extorquido”, declara o The Wall Street Journal. E os próprios banqueiros dizem que qualquer ação contra eles colocaria a recuperação econômica em risco.

O que vai na direção de confirmar que os ricos são diferentes de você e de mim: quando eles violam a lei, são os promotores de Justiça que acabam em julgamento.

Para ter uma ideia sobre do que estamos falando, olhe a denúncia feita pelo procurador-geral de Nevada contra o Bank of America. A denúncia acusa o banco de atrair famílias para seu programa de refinanciamento [de hipotecas] — supostamente para ajudá-las a manter suas casas — sob falsas promessas; de dar informações falsas sobre as condições do programa (por exemplo, ao dizer às famílias que elas deveriam parar de pagar as prestações antes do refinanciamento); de segurar as famílias com promessas de ação, para em seguida “mandar notícias de despejo, marcar a data da venda das casas e mesmo vender casas de pessoas que esperavam pelo refinanciamento”; e, em geral, de explorar o programa com o objetivo de enriquecer às custas das famílias.

O resultado final, de acordo com a denúncia, é que “muitos consumidores de Nevada continuaram a pagar as prestações de hipotecas com as quais não podiam arcar, arruinando suas poupanças, seus fundos de aposentadoria ou a reserva que cuidaria da educação dos filhos. Adicionalmente, devido às garantias enganosas do Bank of America, os consumidores perderam oportunidades de venda ou outras chances de mitigar suas perdas. E esperaram ansiosamente, mês após mês, ligando para o Bank of America e submetendo documentos várias vezes, sem saber se e quando perderiam suas casas”.

Ainda assim, essas coisas só aconteceram para os “losers” que não conseguiram pagar as prestações da hipoteca, certo? Errado. Recentemente, Dana Milbank, colunista do Washington Post, escreveu sobre sua experiência: um refinanciamento rotineiro com o Citibank se tornou um pesadelo, com oferta de taxas [de juros] enganosas, cobrança imprópria e contas bancárias congeladas. E todas os indícios sugerem que a experiência do sr. Milbank não foi incomum.

Notem, aliás, que não estamos falando das práticas de operadores improvisados; estamos falando de duas das três maiores companhias financeiras, com cerca de 2 trilhões de dólares cada em bens. Ainda assim, políticos gostariam que você acreditasse que qualquer tentativa de fazer com que estes gigantes façam uma modesta restituição é “extorsão”. A única questão real é se o acordo proposto deixa os bancos escaparem com punição muito leve.

E quanto ao argumento de que fazer demandas ao bancos colocaria em risco a recuperação econômica? Há muito a ser dito sobre este argumento, mas nada de bom. Mas deixem-me enfatizar dois pontos.

Primeiro, o acordo proposto apenas prevê que sejam aprovados refinanciamentos que produzam “valor atual” maior que o que resultaria do despejo e leilão [dos imóveis] — ou seja, que resultem em acordo que seja do interesse tanto dos donos de imóveis quanto dos bancos. A verdade ultrajante é que em muitos casos os bancos estão bloqueando acordo mutuamente benéficos, para que possam continuar extraindo taxas [dos compradores]. Como acabar com este assalto pode ser ruim para a economia?

Segundo, o grande obstáculo para a recuperação não é a condição financeira dos grandes bancos, que foram salvos uma vez e estão agora lucrando com a percepção ampla de que serão salvos novamente se alguma coisa der errado. O grande obstáculo, em vez disso, é a grande dívida dos domicílios combinada com a paralisia do mercado imobiliário. Forçar os bancos a acabar com as dívidas de hipotecas — em vez de amarrar as famílias para extrair delas mais alguns dólares — ajudaria, não prejudicaria a economia.

Nos dias e semanas que vem aí, veremos políticos pró-banqueiros denunciar o acordo proposto, alegando que estão apenas defendendo o cumprimento das leis. Mas o que eles estão defendendo na verdade é exatamente o oposto — um sistema no qual apenas os pequenos devem obedecer a lei, enquanto os ricos, especialmente os banqueiros, podem enganar e fraudar sem consequências.

PS do Viomundo: Para o Krugman, sempre cauteloso, escrever isso, é sinal de que as coisas ainda vão ferver nos Estados Unidos, como identificou muito bem o Michael Moore neste discurso feito em Wisconsin. O ataque dos de cima agora é claramente contra a classe média americana, enquanto Obama, perdido, assiste a tudo, buscando algum tipo de acordo com os republicanos. Moore, sem citar Obama no discurso, se diverte com a falta de espinha dos democratas (aliás, o humor e o sarcasmo tem sido poderosas ferramentas de mobilização por lá).

Leia aqui o artigo do professor Belluzzo: Obama não leu Roosevelt

A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação.

A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



17 comentários

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Armando Rozário

15 de março de 2011 às 22h15

Boa matéria e ótima tradução. Postei o link em dois foruns russas
http://engforum.pravda.ru/index.php?/topic/229637

macaense/macanese – Cabo Frio – 15 de março de 2011

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Paulo Villas

15 de março de 2011 às 14h37

Dêem-me o poder de emitir a moeda do país que não me preocuparei com quem faz as leis. Frase de um banqueiro norte americano.

Responder

João

15 de março de 2011 às 01h36

A sanha por cada vez mais dinheiro, vinda dos banqueiros, ainda vai dar "pano para manga".
Nâo é racional o capital produtivo, os governos e a população ficarem à mercê dos rotschield da vida.
O capital financeiro alcançou a supremacia no capitalismo. Só tem um problema: papéis, por si só, nada valem, tem que ter uma economia por trás de cada papel moeda que circula. Do contrário, vira "cassino", e as bolhas vão cada vez mais estourar.
Quem paga o pato? A população, por óbvio.

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SILOÉ

15 de março de 2011 às 00h29

E se duvidar o JUIZ é que vai para a cadeia.
QUEM É O PIOR:
O diabo que criou o pecado ou o banco que criou os juros???

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Fabio_Passos

14 de março de 2011 às 22h54

Nós precisamos nos proteger.
É preciso se antecipar e cerrar as portas do cassino de uma vez.

O Brasil tem uma oportunidade histórica, diante deste período de debilidade absoluta dos eua, para impor uma política econômica independente.

De qualquer forma, torço muito que a população estadunidense comece a lutar e consiga se livrar desta ditadura asquerosa que a controla. A grande rebelião contra as oligarquias financeiras e mega-corporações capitalistas será global.

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ZePovinho

14 de março de 2011 às 21h54

Vocẽs me perdoem a quantidade de textos que eu coloco aqui.É a indignação com o ROUBO,PURO E SIMPLES,dos direitos sociais que me move:
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMos

A eutanásia da classe média nos EUA e na Europa

O grosso das riquezas acumuladas na história foi adquirida ou mediante a conquista armada de terras ou por meio de concessões políticas privilegiadas, como foi o caso dos terrenos públicos presenteados para a construção das ferrovias nos EUA no século XIX. As grandes fortunas norte-americanas foram construídas com o saque do domínio público de terras, empresas e direitos de monopólio, porque os principais ativos estavam no domínio público. A história agora se repete na Europa e nos EUA. Contra a sugestão de John Maynard Keynes de realizar a "eutanásia do rentista", querem eutanasiar a classe média. O artigo é de Michael Hudson e Jeffrey Sommers.

Michael Hudson e Jeffrey Sommers – Sin Permiso

'……….Em nenhum lugar pode-se ver isso de maneira mais perturbadora do que em Wisconsin. Hoje, Milwaukee – a maior cidade de Wisconsin e outrora a mais rica dos EUA – acha-se entre as quatro grandes cidades mais pobres dos EUA. Wisconsin é apenas o caso mais recente de uma série de grandes assaltos. “Etapa final” da doutrina neoliberal, o próprio governo dos EUA e suas agências reguladoras estão sendo privatizados.

Basta uma olhada na chamada “Lei orçamentária de reparação” do governador Walker para descobrir um verdadeiro mostruário de horrores, que são exatamente o contrário de uma verdadeira “reparação” do déficit. Entre os pontos enumerados pela lei até a noite da quarta-feira passada havia privatizações liquidadoras de plantas públicas de geração de energia, em contratos sem leilões, obviamente favorecedores de vantagens com informação privilegiada interna.

As 37 plantas que Walker pretende vender por liquidação produzem calefação e refrigeração a baixo custo para as universidades e prisões do Estado. A lei orçamentária de reparação liquida-as a baixo preço, presumivelmente em favor de doadores de sua campanha eleitoral, como as indústrias Koch, e impõe uma fatura perpétua aos contribuintes de Wisconsin que pagarão maiores preços pela energia produzida. E tudo isso é vendido como um plano de “alívio ao contribuinte”! Inexoravelmente, isso dará lugar a uma legislação posterior, assim que se desvie a atenção da disputa atual.

A lei orçamentária prevê também a demolição do Sistema de Aposentadoria de Wisconsin (WRS, na sigla em inglês). Isso não é Nova Jersey, onde uma sucessão de governos corruptos terminou no subfinanciamento (leia-se: roubo) do sistema estatal de pensões, a fim de deslocar recursos para cobrir os furos orçamentários na arrecadação geral causados pelos cortes de impostos em favor dos ricos. Não, o WRS é um dos sistemas públicos de pensões mais estáveis, melhor financiado e melhor gerido da nação. Ainda que Wisconsin não seja um grande estado, o WRS chegou a acumular 75 bilhões em reservas, e paga pontualmente generosas pensões a seus funcionários aposentados, sem necessidade de subsídios públicos. A lei de Walker está redigida com uma linguagem adequada à demolição deste sistema, assaltando seus ativos para pagar posteriores cortes fiscais para os ricos (especialmente os proprietários) e lançando uma boa carniça aos tubarões de Wall Street, a medida que os funcionários públicos passarão aos planos 401k (sistemas privados de poupança para a aposentadoria), administrados por gestores de recursos privados que trabalham por comissão"…………….

Responder

    Sidharta Filoco

    15 de março de 2011 às 03h29

    Se preocupa não, Zé, os textos e videos que você posta aqui são sempre interessantes.

Carmem Leporace

14 de março de 2011 às 21h40

ZePovinho

Para com essa tua sandice de ficar copiando e colando textos dos outros, ninguém aqui lê essas tuas bobajadas rapaz.

Responder

    ZePovinho

    14 de março de 2011 às 23h06

    Se você não lesse me pouparia de lhe responder,Carmem Leporina.Aliás,você parece estar em falta de uma boa PINGA-no sentido espanhol do termo.

ZePovinho

14 de março de 2011 às 21h06

http://webepronto.com/~verdadeo/viewpage.php?page
……………………………………………………………………………………….

Oliver Cromwell

Os cambistas financiaram, então, Oliver Cromwell, que derrubou e executou o rei Carlos. Os cambistas foram então autorizados a estabelecer-se e consolidar o seu poder económico. A partir daí, o regime político em si já nada significava. Os banqueiros tinham a economia sob controlo. Foi por essa altura que os cambistas se apoderaram de uma área no centro de Londres, ainda hoje chamada de "city".

Como resultado, pelos 50 anos seguintes, os cambistas arrastaram a Inglaterra para uma série de guerras onerosas.

Conflitos com a holanda permitiram aos cambistas em inglaterra e na holanda financiarem em conjunto a invasão de Guilherme de Orange, que derrubou a dinastia Stuart e se apoderou do trono de inglaterra.

Pelo fim do século XVII, a inglaterra estava em estado de bancarrota financeira, fruto de 50 anos de guerra ininterrupta com a holanda e frança, financiada concertadamente pelos cambistas em inglaterra e na holanda.

O governo teve de recorrer aos cambistas para arranjar os empréstimos necessários para prosseguir com a sua agenda política. Conseguiram os empréstimos por um preço muito alto: o governo teve de autorizar um banco privado a emitir dinheiro criado do nada. Este viria a ser o primeiro banco central emissor do mundo moderno: o Bank of England.

O Bank of England

O seu nome era enganoso: o público foi levado a crer que o Bank of England fazia parte do estado, mas não. Era e sempre foi um banco privado com o lucro por objectivo. Como qualquer outra corporação privada, o Bank of England emitiu acções para se estabelecer. Os accionistas, cujos nomes nunca foram revelados, deveriam contribuir com 1.250.000 libras em ouro para comprar as suas acções, mas só foram recebidas 750.000 libras.

Apesar disso, o banco foi autorizado a iniciar o negócio em 1694, emprestando várias vezes o dinheiro que tinha em reservas, todo com juros. Em troca, o governo de inglaterra recebia do Bank of England quantos empréstimos quizesse, desde que assegurasse o pagamento da dívida através de impostos directos sobre a população britânica.

Assim, o estabelecimento do Bank of England não foi mais que a instauração de um sistema de falsificação legal de dinheiro. E a instauração da corrupção a nível governamental como sistema. Os políticos eram comprados para se endividarem.

O Bank of England serviu de modelo para os bancos centrais de praticamente todos os países do mundo. Tal é o poder destes bancos centrais, que cedo assumiram o controlo total da economia do país. Estabeleceu-se uma plutocracia, isto é, o governo do país pelos ricos e para os ricos.

O sistema de banco central é na realidade um imposto escondido. O governo emite obrigações de tesouro ao banco central para financiar aquilo onde não tem o poder ou a vontade política de exigir ao povo em impostos. Mas o banco central paga essas obrigações com dinheiro criado do nada. Mais dinheiro em circulação faz com que o dinheiro valha menos. O governo recebe o dinheiro que precisa, e o povo paga em inflação.

O esquema é mascarado pelos políticos e mantido incompreensível para o homem comum por detrás de um conjunto de frases sonantes de políticos e economistas, mas por detrás de todo o palavriado caro, esta é a verdade pura e simples.

Com a criação do Bank of England, a economia ficou inundada de papel-moeda. Os preços duplicaram, mas os empréstimos eram fáceis de conseguir e baratos. Em 1698, a dívida do governo cresceu dos iniciais 1,25 milhões de libras para 16 milhões de libras. Naturalmente, os impostos tiveram de ser novamente aumentados para pagar tudo isso.

Com a economia firmemente sob controlo pelos bancos centrais, seguiu-se uma sequência de booms e depressões, exactamente o contrário daquilo que deveria ser a função de um banco central. E, em cada recessão, o banco ia adquirindo mais e mais riqueza.

E não se esqueça disto: numa recessão, a riqueza não se perde. Apenas muda de dono

Chegou talvez a altura de falarmos dos Rothchild, os Donos do Mundo.

Responder

ZePovinho

14 de março de 2011 às 20h36

http://webepronto.com/~verdadeo/viewpage.php?page

Jesus expulsa os vendilhões do Templo

Quem eram os vendilhões do templo?

Não existe nenhum documento histórico acerca desta cena, com excepção da Bíblia. Mas existem documentos históricos que mostram claramente quem eram os vendilhões do Templo.

Jerusalém e o seu templo era uma encruzilhada de povos. Era um entreposto comercial de monta e o centro religioso de toda uma região. A classe sacerdotal bem como os aristocratas de então, os escribas e farizeus, cedo aprenderam a explorar ao máximo os povos que, por mandamento religioso, vinham ao templo todos os anos para pagar os dízimos e os sacrifícios.

O templo estava dividido em duas grandes áreas: Uma área interior, reservada aos judeus, e a área exterior, para os gentios, que vinham adorar e trazer tributos principalmente por altura da Páscoa.

Os visitantes, ao chegarem ao pátio dos gentios, deparavam com os "cambistas". É interessante de notar que Jesus se ficava normalmente pelo pátio dos gentios, e mais de uma vez ajudou os não judeus.

Os Cambistas

O abuso e a exploração dos estrangeiros eram consideráveis. Frequentemente, até os sacerdotes participavam em verdadeiros actos de intimidação para com os estrangeiros. Faziam grandes lucros à custa dos peregrinos.

Qualquer israelita, rico ou pobre, ao atingir a idade de 20 anos, era obrigado a pagar meio schekel para o tesouro do templo como uma oferta a Javé. O pagamento tinha obrigatoriamente de ser feito em moeda hebraica. Por altura da Páscoa, toda a gente, judeus ou gentios, que quisesse adorar no templo, trazia a sua "oferta" ou comprava um animal para o sacrifício no templo.

Como nenhuma moeda estrangeira era aceite no templo, os cambistas vendiam as "moedas do templo" a alto preço, além de cobrarem uma taxa fixa pelos seus serviços.

Os juízes, que inspeccionavam as ofertas trazidas pelos peregrinos, detectavam todos os defeitos possíveis nos animais oferecidos. Isso saía muito caro aos peregrinos, que tinham então de comprar a "moeda de templo" para a seguir comprar ao templo um animal sem defeito para ser oferecido. Os peregrinos não tinham qualquer meio de se defenderem, o julgamento do juiz era final e inapelável. Os sacerdotes recebiam uma percentagem dos pagamentos ao templo.

O templo funcionava também como o banco nacional. Continha um grande tesouro com cofres contendo depósitos privados. Esses depósitos eram utilizados em empréstimos pelo templo com altíssimas taxas de juros.

O historiador judeu Josephus contabilizou a destruição dos registos em Jerusalém e dá-nos uma imagem vívida das quantias exorbitantes que os pobres deviam aos ricos. Acredita-se que o propósito do incêndio dos arquivos era destruir as hipotecas dos "emprestadores de dinheiro" e assim escapar à execução das dívidas.

Ao lermos como uma multidão, cerca de 30 anos depois, assaltou as bancas do templo e arrastou os filhos de Anás para os massacrar, dá-nos uma ideia do ódio que o povo devotava às autoridades judaicas………………………………………………..

Responder

Marcelo Fraga

14 de março de 2011 às 20h31

Só posso dizer uma coisa: muito bem feito.

Essa não era a terra da liberdade? A verdadeira democracia? Lugar do "God bless America"?

Isso tudo tem um preço.

Responder

Alexei

14 de março de 2011 às 20h17

A crise mal começou….

Responder

ZePovinho

14 de março de 2011 às 19h51

Uma nomenklatura de bandidos financeiros,no topo do sistema de governança dos Estados Unidos,escraviza os americanos.Esses caras estão brincando com o povo que botou o exército inglês para correr combatendo com paus,pedras e armas ultrapassadas.Se virmos oligarcas perdendo as cabeças, não será por falta de aviso.

"Se o povo americano alguma vez permitir que bancos privados controlem a emissão da moeda, primeiro pela inflação e em seguida pela deflação, os bancos e as corporações que surgirão irão despojá-los de toda a sua riqueza até que os seus filhos um dia acordem privados da terra no continente que os seus pais conquistaram."(Thomas Jefferson)
http://redecastorphoto.blogspot.com/2011/03/grand

………………..Última peça: a dívida

Olhem, encontrei uma última peça! Mas não faltavam apenas duas? Pois, mas agora surgiu esta, olhem só: chama-se dívida.

Melhor observá-la bem, pois não parece uma peça secundária. E não, não é nada secundária. A bem ver, o mecanismo da dívida é muito importante embora o seu funcionamento seja bastante simples.
De fato, funciona assim:

Um banco privado emite dinheiro.
O dinheiro é emprestado a um Estado.
O Estado paga juros por este empréstimo.
O Estado gasta mais do que ganha, o que é bastante normal.
Por isso o Estado não consegue devolver o empréstimo e pede outro empréstimo para poder funcionar e pagar ao menos os juros.
A partir de agora, o Estado continuará a pedir cada vez mais dinheiro ao banco privado: para poder continuar a funcionar e para poder pagar os juros acumulados.
É uma espiral da qual o Estado nunca poderá sair. O banco privado conseguiu um refém: o Estado.
A espiral chama-se “dívida pública”.
E o Estado somos nós.

A Grande Mentira

Agora temos as peças necessárias para construir o nosso jigsaw.

· Tudo começa em 1919, com o Federal Reserve Act assinado pelo Presidente dos Estados Unidos T.W. Wilson: a moeda dos EUA é emitida agora pelos privados.
· Continua em 1971, dia 15 de Agosto, com a revogação da convertibilidade da moeda e ouro por o Presidente R. Nixon. Com esta medida o dinheiro já não representa a riqueza dum País, o seu ouro, mas torna-se uma riqueza volátil.
· Com esta medida, a riqueza do País é retirada das mãos dos cidadãos.
· A seguir, temos a supressão dos bancos centrais nacionais da Europa em favor de um só banco central, o BCE, privado, que emite moeda própria.
· Como resultado, os cidadãos perderam definitivamente qualquer contacto com o ouro do Estado e são obrigados a utilizar exclusivamente um meio de pagamento privado, sem valor intrínseco.
· Entretanto, os bancos (já então todos privados ou controlados pelos privados) capturam os Estados no mecanismo da dívida pública e conseguem enriquecer cada vez mais.

Uma revolução? Uma guerra? Uma mega-reestruturação da dívida? Qual o problema? Os Estados ficarão apenas com um monte de papel. Os bancos com o ouro.

Responder

Belluzzo: Obama não leu Roosevelt | Viomundo - O que você não vê na mídia

14 de março de 2011 às 18h24

[…] Paul Krugman diz que os Estados Unidos estão produzindo outro Inside Job. Leia aqui   […]

Responder

Yes we créu !!!

14 de março de 2011 às 18h20

Enquanto isso….

China supera EUA como maior potência industrial

WASHINGTON, 14 março 2011 (AFP) – A China destronou os Estados Unidos em 2010 e se tornou a maior potência manufatureira do mundo, segundo um estudo do centro de pesquisas econômicas IHS Global Insight.

A produção industrial da China representou 19,8% da produção manufatureira mundial em 2010, enquanto a parcela dos Estados Unidos representou 19,4%, segundo o IHS.

De acordo com o estudo, o valor agregado da produção industrial chinesa alcançou US$ 1,995 trilhão (correntes) em 2010, contra US$ 1,952 trilhã opara os Estados Unidos.

Responder

Fábio

14 de março de 2011 às 18h18

Não podemos esquecer o lamentável comportamento da academia, muito bem mostrado no filme.
Membros de instituições respeitáveis (!?!?!?!) fazendo o jogo dos banqueiros.

Responder

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