VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Manuel Castells, no Outras Palavras: Sob o governo dos modelos matemáticos


19/08/2011 - 13h27

“Não é crise. É que não te quero mais”

do blog Outras Palavras

Manuel Castells diz que, diante das novas turbulências financeiras, é preciso propor grandes mudanças — entre elas, reinvenção da democracia

Por Manuel Castells, La Vanguardia | Tradução Cauê Seigner Ameni

Quando milhares de [jovens] indignados, [que ocuparam as praças da Espanha], tiram de foco a “crise” e atacam diretamente o sistema que produz tantos desarranjos, estão sustentando algo importante. Querem dizer que é preciso ir à raiz dos problemas, olhar para suas causas. Porque se elas persistirem, continuarão produzindo as mesmas consequências.

Mas de que sistema falamos? Muitos diriam capitalismo, mais é algo pouco útil: há muitos capitalismos. Precisamos analisar o que vivemos como crise para entender que não se trata de uma patologia do sistema, mas do resultado deste capitalismo. Além disso, a critica se estende à gestão política. E surge no contexto de uma Europa desequilibrada por um sistema financeiro destrutivo que provoca a crise do euro e suscita a desunião europeia.

Nas ultimas décadas, constituiu-se um capitalismo global, dominado por instituições financeiras (os bancos são apenas uma parte) que vivem de produzir dívida e ganhar com ela. Para aumentar seus lucros, as instituições financeiras criam capital virtual por meio dos chamados “derivativos” [ou, basicamente, apostas na evolução futura de todo tipo de preço]. Emprestam umas às outras, aumentando o capital circulante e, portanto, os juros [e comissões] a receber. Em média, os bancos dispõem, nos Estados Unidos ou na Europa, de apenas 3% do capital que devem ao público. Se este percentual chega a 5%, são considerados solventes, [em boa saúde financeira]. Enquanto isso, 95% [do dinheiro dos depositantes] não está disponível: alimenta incessantemente operações que envolvem múltiplos credores e devedores, que estabelecem relações num mercado volátil, em grande parte desregulado.

Diz-se que umas transações compensam umas às outras e o risco se dilui. Para cobrir os riscos, há os seguros – mas as seguradoras também emprestam o capital que deveriam reservar para fazer frente a sinistros. Ainda assim, permanecem tranquilos, porque supõem que, em ultima estancia, o Estado (ou seja, nós) vai salvá-los das dívidas – desde que sejam grandes o suficiente [para ameaçar toda a economia]… O efeito perverso deste sistema, operado por redes de computadores mediadas por modelos matemáticos sofisticados, é: quanto menos garantias tiverem, mais rentáveis (para as instituições financeiras e seus dirigentes) as operações serão. E aqui entra outro fator: o modelo consumista que busca o sentido da vida comprando-a em prestações….

Como o maior investimento das pessoas são suas próprias casas, o mercado hipotecário (alimentado por juros reais negativos) criou um paraíso artificial. Estimulou uma industria imobiliária especulativa e desmesurada, predadora do meio ambiente, que se alimenta de trabalhadores imigrantes e dinheiro emprestado a baixo custo. Diante de tal facilidade, poucos empreendedores apostaram em inovações. Mesmo empresas de desenvolvimento tecnológico, grandes ou pequenas, passaram a buscar a autovalorização no mercado financeiro, ao invés de inovar. O que importava não eram as habilidades e virtudes da empresa, mas seu valor no mercado de capitais. O que muitos “inovadores” desejavam, na verdade, é que sua empresa fosse comprada por uma maior. A chave desta piramide especulativa era o entrelaçamento de toda essa divida: os passivos se convertiam em ativos para garantir outros empréstimos. Quando os empréstimos não puderam mais ser pagos, começou a insolvência de empresas e pessoas. As quebras propagaram-se em cadeia, até chegar no coração do sistema: as grandes seguradoras.

Diante do perigo do colapso de todo o sistema, os governos salvaram bancos e demais instituições financeiras.

Quando secou o credito às empresas, a crise financeira converteu-se em crise industrial e de emprego. Os governos assumiram o custo de evitar o desemprego em massa e tentar reanimar a economia moribunda. Como pagar a conta? Aumentar os impostos não dá votos. Por isso, recorreram aos próprios mercados financeiros, aumentando sua já elevada dívida pública. Quanto mais especulativas eram as economias (Grécia, Irlanda, Portugal, Itália, Espanha) e quanto mais os governos pensavam apenas no curto prazo, maior eram o gasto público e o aumento da dívida. Como ela estava lastreada por uma modea forte – o euro –, os mercados continuaram emprestando. Contavam com a força e o crédito da União Europeia. O resultado foi uma crise financeira de vários Estados, ameaçados de falência. Esta crise fiscal converteu-se, em seguida, numa nova crise financeira: porque colocou em perigo o euro e aumentou o risco de países suspeitos de futura insolvência.

Mas quem quebraria, se fossem à falência os países em condições financeiras mais precárias, eram os bancos alemães e franceses. Para salvar tais bancos, era, portanto, preciso resgatar os países devedores. A condição foi impor cortes nos gastos dos Estados e a redução de empregos em empresas e no setor público. Muitos países – incluindo a Espanha – perderam sua soberania econômica. Assim chegaram as ondas de demissões, o aumento do desemprego, a redução de salários e os cortes nos serviços sociais. Coexistem com lucros recordes para o setor financeiro. Claro que alguns bancos perderam muito, e terão de sofrer intervenção do Estado – para serem, em seguida, reprivatizados. Por isso, os “indignados” afirmam que o sistema não está em crise. O capital financeiro continua ganhando, e transfere os prejuízos à sociedade e aos Estados. Assim se disciplinam os sindicatos e os cidadãos. Assim, a crise das finanças torna-se crise política.

Por que a outra característica-chave do sistema não é econômica, mas política. Trata-se da ruptura do vinculo entre cidadão e governantes. “Não nos representam”, dizem muitos. Os partidos vivem entre si e para si. A classe política tornou-se uma casta que compartilha o interesse comum de manter o poder dividido entre si mesma, através de um mercado político-midiatico que se renova a cada quatro anos. Auto-absolvendo-se da corrupção e dos abusos, já que tem o poder de designar a cúpula do Poder Judiciário.

Protegido desta forma, o poder Político, pactua com os outros dois poderes: o Financeiro e o Midiático, que estão profundamente imbricados. Enquanto a dívida econômica puder ser rolada, e a comunicação controlada, as pessoas tocarão suas vidas passivamente. Esse é o sistema. Por isso, acreditavam-se invencíveis. Até que a surgiu a comunicação autônoma e as pessoas, juntas, perderam o medo e se indignaram. Adonde ván? Cada um tem sua ideia, mas há temas em comuns. Que os bancos paguem a crise. Controle sobre os políticos. Internet livre. Uma economia da criatividade e um modo de vida sustentável. E, sobretudo, reinventar a democracia, a partir de valores como participação, transparência e prestação de contas aos cidadãos. Porque como dizia um cartaz dos indignados: “Não é que estamos em crise. Es que ya no te quiero”.

A Forbes, quem diria, fala em guerra de classes mundial!

Gerry Epstein: As forças da austeridade estão no comando

Bárbara Mengardo: A rebelião estudantil no Chile





27 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

Pepe Escobar: No capitalismo de desastre, abutres sobre a Líbia | Viomundo - O que você não vê na mídia

25 de agosto de 2011 às 01h34

[…] Manuel Castells: Reinventar a democracia   […]

Responder

Bernardino

20 de agosto de 2011 às 11h42

BELO artigo!! O CAStells dissecou cirurgicamente a Promiscuidade entre IMprensa,Politicos e poder judiciario,pairando sobre todos o Dinheiro dos financistas.AO contrario dos ROMANOS,VILAS e Leitoas da vida,paus mandados da Midia e tucanos . O casttells colocou em xeque a Democracia entre aspas da atualidade.A frase o MERCADO POLITICO-MIDIATICO é o eixo dos ultimos paragrafos de seu artigo,arrematando uma situaçao verdadeira,atual e origem de todos os males porque passam as Ditas Democracias ocidentais.REpito é um artigo fantastico e IMBATIVEL!!

Responder

FrancoAtirador

19 de agosto de 2011 às 20h37

.
.
A eleição de representantes do povo,
seja ela pelo voto direto ou indireto,
por si só, não faz uma Democracia.

A Democracia pressupõe participação popular,
coletiva, constante, contínua, construtiva, efetiva.
E o referendo é um dos mais importantes instrumentos
de que dispõe a população de qualquer país
para dar efetividade à esta Democracia.

Há poucos meses a Islândia, que nem socialista é,
nos deu o exemplo de que a Democracia participativa
não é uma utopia, mas possível, factível, realizável.

Mas como disse o nobre Pedro Casaldáliga:

"Não haverá paz na Terra,
não haverá Democracia que mereça resgatar este nome profanado,
se não houver socialização da terra no campo e do solo na cidade,
da Saúde e da Educação, da Comunicação e da Ciência".

E a brilhante Luiza Erundina afirmou no 2º BlogProg:

"A mais importante das reformas é a da Comunicação.
Quando ela se realizar, todas as outras serão possíveis"

Atualmente, a internet está proporcionando a articulação
de diferentes movimentos sociais que convergem a um só propósito:
a democratização dos meios de telecomunicação de massa.

Porém se não houver interesse e envolvimento popular,
se não houver insatisfação, indignação e revolta,
se não houver manifestação e protesto, NAS RUAS,
esta sonhada Democracia nunca se concretizará.

No Brasil, um espera que o outro dê o primeiro grito,
para depois começar a gritar, inclusive eu.

Acho que está mais que na hora de todos gritarem,
ao mesmo tempo e em uníssono: REBELIÃO, JÁ!!!
.
.

Responder

Gerry Epstein: As forças da austeridade estão no comando | Viomundo - O que você não vê na mídia

19 de agosto de 2011 às 19h41

[…] Manuel Castells: Tempo de reinventar a democracia   […]

Responder

Pedro Luiz Paredes

19 de agosto de 2011 às 18h43

O que não se faz entender é porque não se fala de escravidão.
O percentual da população que ganha com esse exagero das instituições financeiras é muito pequeno, arrisco dizer que não chega a 0.1% da população.
A única solução no plano internacional é em cima da ideia de auto suficiência de cada estado. Isso porque vivemos numa escassez que só vai crescer e nenhum sistema que não seja baseado nos anseios da população, vai fracassar. Enquanto isso tiram o máximo proveito.
Daqui uns 200 anos vai cair no vestibular: "Quais as principais diferenças entre a escravidão do século XVIII e do século XX"?
Resposta correta: " No século XIII eram só negros, a escravidão era forçada e eles permaneciam na senzala. Já no século XX haviam escravos de todas as raças, a escravidão era voluntária e eles não podiam ficar na senzala depois do expediente; tinham que sair ás seis da tarde, se virar para comer, dormir, e voltar.
Além de mostrar a superioridade racial dos negros, essa resposta mostra também como riríamos da nossa própria cara se não estivéssemos condicionados culturalmente a essa moral, séculos retrógrada.
A matemática é o mais simples quando se sabe o que quer.

Responder

Fabio_Passos

19 de agosto de 2011 às 18h32

As oligarquias financeiras são o governo.
É preciso derrubar o regime e resgatar a democracia.

Mas como é que faz para destituir um regime global que não tem uma sede física mas que controla praticamente todos os estados do planeta?

Responder

Francisco

19 de agosto de 2011 às 17h27

O que faz os Estados funcionarem a contento é uma certa regularidade nos regicídios. O resto é papo.

Responder

    francisco.latorre

    19 de agosto de 2011 às 19h00

    isso isso.

    ..

    assalariado.

    19 de agosto de 2011 às 21h12

    Caramba, três Francisco num mesmo comentário, rsrsrs…

    Xará, minha culta ignorância, obrigou-me a dar uma olhada no dicionário, para entender seu comentário

    Regicídios (?!) Em todo caso, isto me lembrou de como a burguesia capitalista se firmou com classe dominante e exploradora do povo, através dos tempos. Não por acaso, para se estabelecer como classe hegemonica na nascente sociedade capitalista, a classe burguesa se viu obrigada a guilhotinar os reis da sociedade feudal, visto que esta classe feudalista (os reis), atrapalhavam o desenvolvimento dos lucros da nascente burguesia que era ( e é ), essencial para o modelo economico burgues. Deve ser por isso que a burguesia capitalista se esconde dentro do seu Estado burgues. Estão no comando o tempo todo, e nós, povo explorado, nem percebemos. Sendo assim, cabeças vão rolar, eles estão escondidos dentro do Estado.

    Rumo ao socialismo…

    FrancoAtirador

    20 de agosto de 2011 às 00h07

    .
    .
    Camarada Chico(?) assalariado

    Agora você matou a foice e a martelo.

    Um abraço libertário.
    .
    .

Bonifa

19 de agosto de 2011 às 16h55

Castells aí expressa o que tenho tentado dizer sem sucesso: Que capitalismo? Há muitos capitalismos e capitalismo não é um sistema político-ideológico. Mas querem confundir capitalismo, especialmente da espécie Usurarium Neoliberatae, com a mais alta e definitiva noção de Democracia da Humanidade. Aí não dá.

Responder

    Caracol

    19 de agosto de 2011 às 17h30

    Exatamente. Capitalismo não tem nada a ver com Democracia, da mesma forma que Religião nada tem a ver com Ética. A confusão na cabeça das pessoas começa com conceitos tremendamente distorcidos.

    Alexei_Alves

    19 de agosto de 2011 às 18h23

    Precisamente.
    Democracia é o governo do povo. Capitalismo está mais proximo de uma espécie de "buguesocracia".

Remindo Sauim

19 de agosto de 2011 às 16h51

O comunismo prometia que ninguém seria pobre, mas falhou ao sustentar um bando de políticos e generais.
O capitalismo prometia que todos seriam ricos algum dia. Bom este dia chegou e esta juventude não tem nem empregos nem rendas. Está na hora de subirmos novamente nas árvores e começar tudo de novo.

Responder

    assalariado.

    19 de agosto de 2011 às 20h43

    Remindo Sauim, mostra para eu onde o comunismo existiu, sem ser o comunismo primitivo.

    E tem mais, o capitalismo não veio para distribuir riqueza, é justamente o oposto. Concentrar riqueza. Da um olhada no planeta que voce vive.

    Sendo assim, coloco seu comentário as avessas…

    1° paragrafo: O capitalismo prometia que ninguem seria pobre, mas falhou ao sustentar um bando de politicos e generais (ditaduras), financiadas pelas elites do capital.

    2° paragrafo: Comunismo prometia que todos seriam dignos de ser humano. Porém, a social democracia burguesa, disfarçada de socialismo/ comunismo, matou os sonhos dos jovens e adultos de sobreviverem dignamente, sem a necessidade de volta a idade da pedra.

    Com todo respeito, abraços fraternos.

    FrancoAtirador

    19 de agosto de 2011 às 20h56

    .
    .
    Corretas as colocações, com apenas uma exceção:

    Na verdade, o Comunismo, tal como concebido por Marx,
    não foi realizado em lugar nenhum, até os dias hoje.

    O que houve, em realidade, em alguns poucos países,
    foi uma tentativa de socialização dos meios de produção,
    sem, no entanto, haver a democratização do poder decisório.

    O Comunismo só se consumará, de fato, se o for na esfera global,
    ou seja, em substituição ao Capitalismo planetário vigente.
    O Comunismo é o único paradigma alternativo ao Capitalismo.

    Fora esses, não existe nenhum outro sistema político-econômico.
    .
    .

Operante Livre

19 de agosto de 2011 às 15h56

Acho que vamos ter que zerar todas as contas e começar tudo de novo.
Estamos numa sinuca de bico e de bicudos.

Responder

monge scéptico

19 de agosto de 2011 às 15h46

Um pequeno comentário, talvez fora de foco: o capitalismo poderia ser bom se tivesse
regras rígidas, quanto a margem de lucro, ganância etc tudo estabelecido, por leis.
O defeito está no ser humano; ganancioso, ansioso por enriquecimento a qualquer
custo e sem leis que o frêem. Assim estabelece-se a exploração, com salários vis que
não compensam o trabalhador pela suas jornadas,, tornando-se um sistema injusto.
O contrário está aí despencando………………………………………

Responder

    Bonifa

    19 de agosto de 2011 às 17h33

    Capitalismo não é sistema político-ideológico. Mais correto seria se o sistema fosse chamado de Capitalistocracia.

    Roberto Locatelli

    19 de agosto de 2011 às 18h12

    Prezado monge. O ser humano é um centauro de anjo e demônio. Por um lado, ganância, egolatria e canalhice. Por outro, solidariedade, espírito de grupo e empatia com o semelhante.

    Acontece que o capitalismo, em sua forma já decrépita de capitalismo financeiro, estimula justamente o lado pior da espécie humana. Precisamos de um sistema que valorize e reforce o lado mais evoluído.

    edv

    19 de agosto de 2011 às 22h08

    Caros Locatelli e Monge: muito mais que o sistema politico-economico, o problema está efetivamente no ser humano, bem caracterizado de anjo e demonio onde vejo desde o ganancioso até o solidário (até com outras espécies!…que outro animal é solidário assim até com insetos?)
    Quem tem a paciência de ler meus comentários percebe que sou contra o capitalismo predatório.
    Mas lembremos que o comunismo, na prática, também permite que os demônios prevaleçam…
    O tal "lado pior" chama-se PODER!
    Portanto prefiro atribuir as culpas (e elogios) à "comédia humana" do que à um ou outro sistema.
    Como humanidade, temos muito que aprender…
    Com ou sem "ismos"

    Alexei_Alves

    19 de agosto de 2011 às 18h21

    Se o lucro estivesse subordinado a regras não seria capitalismo. O sistema se chama capitalismo porque é o capital que dá as regras e não o contrário.

Leider_Lincoln

19 de agosto de 2011 às 15h13

Cadê nosso grande cientista, o gênio EUNAOSABIA? Ele pode nos dizer que a teoria dele e dos seus é corretíssima. Os fatos é que são teimosos!

Responder

leandro

19 de agosto de 2011 às 15h06

"Os partidos vivem entre si e para si. A classe política tornou-se uma casta que compartilha o interesse comum de manter o poder dividido entre si mesma, através de um mercado político-midiatico que se renova a cada quatro anos. Auto-absolvendo-se da corrupção e dos abusos, já que tem o poder de designar a cúpula do Poder Judiciário."
Esse trecho é o mais fiel retrato do Brasil.

Responder

ZePovinho

19 de agosto de 2011 às 14h20

Digite o texto aqui![youtube BLDsdWpxscU http://www.youtube.com/watch?v=BLDsdWpxscU youtube]

Responder

ZePovinho

19 de agosto de 2011 às 13h49

Digite o texto aqui![youtube aHVcisWhuTU http://www.youtube.com/watch?v=aHVcisWhuTU youtube]

Responder

Deixe uma resposta para Pedro Luiz Paredes

Apoie o VIOMUNDO - Crowdfunding