VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

O deputado que está dando o que falar


01/03/2011 - 12h59

domingo, 20 de fevereiro de 2011 | 05:10

Enfim, surge na política nacional uma esperança de político ficha-limpa, preparado e defensor da ética. Conheça José Antonio Reguffe, o deputado proporcionalmente mais votado do País.

Carlos Newton

na Tribuna da Imprensa, sugestão da Sandra Prazeres (por e-mail)

Como se trata de um exemplo de austeridade e comportamento político, vale a pena reproduzir aqui uma reportagem do “Jornal da Comunidade”, de Brasília, mostrando que nem tudo está perdido. É um  deputado federal de 39 anos, idealista, filiado ao PDT, cuja carreira pode surpreender favoravelmente a opinião pública. Chama-se José Antonio Reguffe, é economista e jornalista. A entrevista com ele foi feita pelo repórter Luis Ricardo Machado.

“Em meio à onda de escândalos no cenário político de Brasília em 2010, fato que gerou a queda do governador, secretários de estado e alguns deputados distritais, o discurso pela ética e pela honestidade na política ganhou eco nas eleições da capital federal.

Sem utilizar recursos milionários e atuando da mesma forma que foi eleito deputado distrital em 2006, José Antônio Reguffe (PDT) obteve 266.465 mil votos, 18,95% dos votos válidos a deputado federal, e tornou-se o novo fenômeno da política nacional. Respeitando as proporções do coeficiente eleitoral, Reguffe foi o candidato proporcionalmente mais votado em 2010 à Câmara dos Deputados.

Estreou na Câmara fazendo barulho. De uma tacada só, protocolou vários ofícios na Diretoria-Geral da Casa. Abriu mão dos salários extras que os parlamentares recebem (14° e 15° salários), reduziu sua verba de gabinete e o número de assessores a que teria direito, de 25 para apenas 9. E tudo em caráter irrevogável, nem se ele quiser poderá voltar atrás. Além disso, reduziu em mais de 80% a cota interna do gabinete, o chamado “cotão”. Dos R$ 23.030 a que teria direito por mês, reduziu para apenas R$ 4.600.

Segundo os ofícios, abriu mão também de toda verba indenizatória, de toda cota de passagens aéreas e do auxílio-moradia, tudo também em caráter irrevogável. Sozinho, vai economizar aos cofres públicos mais de R$ 2,3 milhões nos quatro anos de mandato. Se os outros 512 deputados seguissem o seu exemplo, a economia aos cofres públicos seria superior a R$ 1,2 bilhão.

“A tese que defendo e que pratico é a de que um mandato parlamentar pode ser de qualidade custando bem menos para o contribuinte do que custa hoje. Esses gastos excessivos são um desrespeito ao contribuinte. Estou fazendo a minha parte e honrando o compromisso que assumi com meus eleitores”, afirmou Reguffe em discurso no plenário.

***

VEJA AGORA O QUE PENSA REGUFFE

Em entrevista ao Jornal da Comunidade, Reguffe fala desta votação expressiva, dos próximos planos para o futuro, de quem apoiará ao governo do Distrito Federal e dos projetos que defenderá na Câmara em prol da moralização da política.

Como o senhor explica o número expressivo de votos obtido nestas eleições, o que proporcionalmente foi o maior do país?

Eu penso que isto é um reconhecimento ao meu mandato como deputado distrital. Creio que por ter cumprido todas as promessas que fiz durante a campanha, fato que para muitos seria impossível, o eleitor se sentiu respeitado. Prometi abrir mão dos salários extras que os deputados recebem, reduzi minha verba de gabinete, eliminei 14 vagas de assessores no meu gabinete e só com isso economizei aos cofres públicos mais de R$ 53 mil por mês, dinheiro que deveria estar na educação, saúde, segurança pública, e não para os deputados terem assessores em excesso. A economia total foi de mais de R$ 3 milhões nos quatro anos de mandato através dessas iniciativas.

Que projetos o senhor conseguiu aprovar nestes quatro anos como distrital?

Consegui aprovar alguns projetos, como por exemplo o da água que concede bônus-desconto de 20% ao consumidor que conseguir reduzir seu consumo, tomando como base o mesmo mês do ano anterior. Este projeto inclusive está sendo copiado por várias assembléias legislativas do Brasil inteiro. Outro exemplo importante é o projeto que incentiva o uso da bicicleta exigindo a instalação de bicicletários em centros comerciais e bancos. Além de projetos é preciso salientar que no meu mandato apresentei várias denúncias e fiz um trabalho de fiscalização de gasto do dinheiro público.

Pelo número de votos, o senhor está sendo um destaque da política de Brasília. Pretende apoiar o novo governador?

Primeiro eu gostaria de dizer que votei na Marina (Silva) no primeiro turno para presidente. Agora no plano local vou apoiar o Agnelo Queiroz para o governo, apesar de não me sentir representado pelo PT.

Quais motivos o levaram a apoiar o Agnelo?

O Roriz já teve a chance de governar a cidade por 14 anos e o Agnelo representa um novo caminho, uma outra alternativa. Acho que Brasília precisa desta alternativa nova, apesar de preferir que fosse algo diferente do PT e do Roriz. Mediante a estas duas alternativas no segundo turno em Brasília,  meu voto e meu apoio foram para Agnelo.

Nas eleições presidenciais o senhor apoiou algum dos candidatos no segundo turno?

Eu não me sentia representado nem pelo PT nem pelo PSDB e por isto não tinha como pedir voto para algo que não acreditava.

Eleito deputado federal, quais projetos e propostas defenderá na Câmara dos Deputados?

Acho que a primeira coisa que precisamos debater no Congresso Nacional é a questão da reforma política. Este país precisa urgentemente de uma reforma política profunda e urgente. As pessoas hoje não se consideram representadas na classe política e há um poço que separa representantes de representados. Nós vivemos em um Estado Democrático de direito, mas não vivemos em um Estado Democrático de fato. Há uma crise na nossa democracia representativa que é culpa dos personagens, dos desvios éticos inaceitáveis, mas também é culpa do sistema.

E como poderíamos definir esta reforma política?

Eu elenquei durante a campanha cinco pontos de uma proposta para a reforma política que vou apresentar e defendo. O primeiro deles é o fim da reeleição para cargos executivos e a proibição de mais do que uma única reeleição para cargos legislativos. É preciso oxigenar a política constantemente, quebrar vícios e renovar a política de uma forma constante.

Qual as outras propostas?

A instituição do voto facultativo no Brasil e o fim do voto obrigatório. O resultado do voto obrigatório é o Tiririca. O Tiririca com o voto facultativo não seria eleito. Além disto, o voto obrigatório dá margem a todo tipo de influência do poder econômico. É preciso trazer mais consciência ao gesto de votar. A terceira proposta é o voto distrital. Hoje há uma distância enorme entre representantes e representados, e precisamos diminuir esta distância. A política tem de se tornar mais acessível. Os candidatos têm de fazer campanha no Distrito Federal todo, se tornando muito caro. Se diminuir a área geográfica da campanha você acaba barateando. A quarta é a instituição de um sistema de revogabilidade de mandatos parlamentares. Uma pessoa para ser candidata a um cargo, teria de registrar o panfleto de campanha na justiça eleitoral com seus compromissos de campanha e a justiça colocaria isto em seu site. Uma vez eleito, qualquer eleitor, tendo votado nele ou não, poderia entrar na Justiça e pedir o mandato dele de volta se o candidato não cumprir qualquer um dos compromissos de campanha. E, por último, a proibição de doações privadas e a instituição do financiamento exclusivamente com fundo de campanha. Hoje há uma promiscuidade enorme entre público e privado, e esta nova regra daria uma chance maior de uma pessoa de bem disputar uma eleição menos desigual.

E qual seria a sua proposta de financiamento de campanha?

A minha proposta de financiamento de campanha é diferente da que está tramitando atualmente no Congresso Nacional. A que defendo é que o TSE e os TREs fariam uma licitação e a gráfica que ganhasse imprimiria os panfletos de todos os candidatos com o mesmo tamanho, número e formato para todos. Assim tamém seria feito com a produtora que ganhasse. Ela gravaria a propaganda para todos. Desta forma daria igualdade de condições entre os candidatos.





71 comentários

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Fernanda

27 de março de 2011 às 14h43

Collo 2. Por que ele não fala do Maluf, mas fala do Tiririca? Democracia é a vontade soberana do povo, duro ver político eleito querendo bancar a babá da população.

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    Clareana

    16 de julho de 2011 às 15h45

    Não devemos rotular esse deputado só pq o Collor agiu de má fé, é preciso dá uma chance para as pessoas. A politica do jeito que tá não tem como piorar e as propostas desse cara são boas. O Tiririca foi eleito pq no Brasil ninguem mais leva a politica a sério, é preciso renovar e reciclar esses politicos, quem sabe com a iniciativa desse deputado outros tomam consciencia e resolvem pensar no bem da nação e não só no seu próprio bolso.

Lúcio Jacomini

08 de março de 2011 às 13h01

Não importa se algumas idéias dele não são do agrado de todos,mas o simbolismo de suas atitudes deve ser elogiado e estimulado,para ver se os outros políticos criam vergonha na cara!!!

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ozeias laurentinoAp

03 de março de 2011 às 23h01

Com o fim da reeleição legislativa, os legisladores teriam que fazer lei, e fiscalizar de fato o executivo, não serem esses montrengos nem legisladores, nem executivos e sim querendo cargos, estrutura para serem reeleitos, fugindo das suas verdadeiras funções. e sem isonomia na disputa com os outros companheiros de candidaturas. tem que haver limite de mandato neste poder, para a democracia no BRASIL E NO MUNDO, vamos companherada PARTICIPAR DESTE DEBATE, APARECIDA DE GO, GO.

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Janes Rodriguez

02 de março de 2011 às 22h36

Esse rapaz deve ter dinheiro suficiente para não precisar do recurso público para manter o gabinete nem bancar suas passagens. Muitos deputados não são ricos como ele. Esse tipo de atitude só reforça o modelo de política que se faz nos eStados Unidos onde só os mais ricos conseguem se eleger. No Senado estadunidense, nenhum senador tem uma fortuna menor que três milhões de dólares. A direita adora esse tipo de ação espetaculosa, pois tira o foco do que realmente faz os deputados enriquecerem e não precisar de verba nenhuma mesmo: as propinas. As negociatas. Ciomo ujma que soubemos: entrou no congresso, de soslaio, um projeto de lei, que dava um perdão a uma dívida de 30 bilhões a banqueiros. Ora… isso sim daria dinheiro aos que negociaram a proposta… Deputados decentes, que cumprem seu papel, ao ver essa festa ameaçaram denunciar no plenário, tiraram uma posição conjunta, fecharam questão contra a propsota e derrubaram o projeto. Isso sim é defender o interesse do país. Essa bravata de salário e verbas de gabinete, é pra agradar a mídia que está em cruzada moralista para aque pobre não se candidate. Outro Lula? Nem pensar, dizem eles!

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    Francisco Amorim

    16 de março de 2011 às 19h28

    ahahahahaha
    Ele não precisa de recurso público para manter o gabinete? Vc está maluco? O que ele disse é que diminui o tanto que pega. Como gastar mais de 4600 reais por mês com o gabinete? Ele está gastanto o justo, com conforto e um salário muito bem pago. Ele não vai tirar um tostão do bolso meu amigo, vai continuar apenas com gastos do erário… Só que com pouco excesso… "mídia que está em cruzada moralista para aque pobre não se candidate" isso é papo de falso moralista..

Werner_Piana

02 de março de 2011 às 13h23

Demagogo e 'populista de classe-media'.
Formatado pela midia velha, tem cara das paginas amarelas da Veja.
É do PDT mas tem espirito demotucano.
Compro esse novo Collor, não!

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Pedro Maranhão

02 de março de 2011 às 13h10

Sou do DF, e o Reguffe era deputado distrital na legislatura passada. O que ele fez para impedir o estabelecimento de uma rede de corrupção em Brasília? Assim como os outros deputados fora do esquema. omitiu-se, e tb não lutou pelo impeachment do governador, que precisou ser decretado pelo judiciário.
Essa fórmula o Collor já usou, como outros aqui lembraram.

Presta atenção, gurizada!

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    Diogorap

    16 de março de 2011 às 19h33

    Vc está mentindo feio, Reguffe foi quem protocolou o melhor documento pedindo impeachment do governador e a punição dos deputados, coisa que nem solicitava aqui. A atuação dele como parlamentar foi muito boa.

Geysa Guimarães

02 de março de 2011 às 12h41

O cara faz o que deputado nenhum tem coragem, abre mão em caráter irrevogável da maior parte das benesses, e ainda é criticado.
Bom seria se houvesse mais neocollors ou falsos moralistas Reguffe dentro do Congresso. Os cofres públicos agradeceriam o rigor dispensado.

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Maria José Rêgo

02 de março de 2011 às 09h06

Não sei por que, mais este deputado me lembrou o Collor. Político ficha limpa? Sou mais a Luiza Erondina.

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Lucas Parente

02 de março de 2011 às 08h52

Será que entendi certo? Alguém chegou a falar em "trabalhar quase de graça"???

Alguém aí esqueceu que o salário dos deputados, senadores, ministros e presidente e vice-presidente da República, foi reajustado em absurdos 61,8 % em dezembro de 2010?

Considerando o efeito cascata, que leva a aumentar salários de cargos equivalentes nos Estados e Municípios, o impacto pode chegar a 1,8 bilhão nas contas públicas. É um impacto maior que o provocado pelo aumento do salário mínimo de R$ 510 para R$ 545, estimado entre 1 e 1,5 bilhão.

Somente o salário dos Deputados saltou de R$ 16.500 para R$ 26.700, ou seja, quase 50 VEZES o valor do novo salário mínimo. O Congresso é um dos símbolos da desigualdade brasileira.

Quem acha que ganhar R$ 26.700 por mês é trabalhar de graça ou ganha bem mais do que isso ou desconhece que a maioria dos brasileiros vive com míseros R$ 540,00 por mês.

Os gastos com o Congresso são uma afronta e o salário dos parlamentares deveria ser reduzido imadiatamente.

Palmas para qualquer parlamentar que abra mão de regalias imorais.

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Marat

02 de março de 2011 às 07h50

Algumas pessoas decentes de Brasília já haviam comentado acerca do Reguffe. Se ele realmente for um cara honesto, decente e justo, temos um bom nome, em meio a dezenas e dezenas de malandros!

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laura

02 de março de 2011 às 06h32

já não gostei. essa estória de acabar com o voto obrigatório é para tirar os "pobres da politica". É uma opção "com cara moderninha" dos conservadores.

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Jair Almansur

02 de março de 2011 às 05h51

Falta tocar no Senado. Como pode alguem ser eleito por longos oito anos. Oito anos não é mandato é reinado. Outra. Três senadores por estado? Um não estaria muito bom? Por fim o Senado delibera sobre tudo quando o correto seria apenas sobre as questões que atingissem diretamente as finananças e administração estaduais, política externa.
O Suplici, quando de sua primeira campanha afirmou que lutaria pela redução do mandato a quatro anos, chegando lá esqueceu a promessa de proposta.

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Rafael O Silva

02 de março de 2011 às 00h16

Mas é facil o deputado ser deputado em brasilia. Antes vou dizer: sou contra o aumento e gastança que o congresso propiciona. Mas trablha quase de graça ai também, né cheira hipocrisia. Sobre assesores, 25 é muito, mas tb 9. Como faze um bom mandato? precisa tb esta ligado as bases, ter pessoas que domiman assuntos como leis, jornalismo para esta em contato com os eleitores. E gasto no gabinete? Tem sim… Como falei, gastos exagerado como 14 15 salário ai não. Mas governa " a quase de graça" me cheira sem sentindo. O que dizer de um deputado que trabalha e que vermos que tem sim senhor?
Não justifico aumento isso ou aquilo, mas que talvez devemos bate na tecla que dinehiro para um gabinete pouco ou bom não faz dele um bom mandato.

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Heitor

02 de março de 2011 às 00h09

Quanto a redução de gastos nota 10.
Quanto as proposta de reforma política nota 4,5
A idéia da gráfica é bem fraca, na época da ditadura era assim, o candidato dava o seu currículo e pronto.
Dizer que o Tiririca não se elegeria se o voto fosse facultativo é muito subjetivo. Dizer que só votaria que tivesse realmente interesse em política também é meio fantasioso, será que quem compra voto faz com os mais politizados ou com os menos politizados? E outra coisa, na prática o voto não é obrigatório pois não tem nenhuma implicação séria, já que dá para justificar o voto bem depois da eleição e a multa é bem baixa. O eleitor voto porque quer votar o eleitor não gosta é de política e dos políticos mas adora votar, ter o poder de decidir.
Quem disse que o voto distrital vai diminuir os custos das campanhas. Duvido, vai ser em vários caso mais cara. Na prática a eleição já é mais ou menos por distritos só que sem fronteiras. A maioria dos deputados se elegeram com votos concentrados em poucas cidades, ninguém faz campanha no estado todo. Se dividir em distritos, os custo aumentaram porque vai ser uma disputa para prefeituras, que são as eleições mais caras.
Quanto ao gasto nas eleições a justiça eleitoral tem que fiscalizar. Sem fiscalizar não adianta mudar lei.
Por exemplo para que serve a declaração de bens dos candidatos? Para os candidatos mentir sobre o seu patrimônio.
Quem investiga crime eleitoral no Brasil? Até onde eu sei ninguém. Só depois que os adversários entram na justiça eleitoral e que vão investigar.

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Andre Diniz

02 de março de 2011 às 00h00

duas palavras por essa entrevista – CHAPA BRANCA.

Cansei de fazer pautinhas assim em jornais de Caçapava.

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Nicolau

01 de março de 2011 às 23h09

O velho Max Weber ensinou que em política o importante é a ética da responsabilidade e não a ética da convicção. Deputado Reguffe, menos hipocrisia, menos moralismo barato para agradar uma classe média que só sabe ler o que há de ruim na mídia a la Veja. Na verdade, todos os grandes ditadores da humanidade tinham as ideias que senhor apresenta, sentiam-se Deus, achavam-se melhores que os demais cidadãos. A historia das ditaduras são relativamente conhecidas. Senhor deputado, o Congresso Nacional é a representação do imenso tecido social que compõem a nação, portanto, ele é profundamente heterogêneo. Assim, o senhor deve respeitar todos os Tiriricas da nação. Respeitar, Senhor Deputado, não é concordar, pois a divergência é o oxigênio da democracia. Além disso, a sua proposta de unificação das campanhas eleitorais é a mais impertinente possível, parece com o Grande Irmão do livro 1984. Viva o deputado Tiririca e todos os Tiriricas do Brasil…

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    NELSON NISENBAUM

    02 de março de 2011 às 09h44

    Irretocável. Tenho medo dessas coisas. Abraços!

    Alberto Maciel

    02 de março de 2011 às 11h08

    Dizer que o Congresso Nacional é uma representação do "tecido social brasileiro", é piada né amigo…

    Aquilo ali é uma verdadeira "ilha da fantasia", sem nenhum contato com a realidade brasileira.

    Adelia

    02 de setembro de 2012 às 00h07

    VIVA!!!!!!!!

ozeias laurentino

01 de março de 2011 às 22h14

Fico contente, em saber que existe legislador preocupado com esse absolutismo no legislativo, pensei que era a voz clamando sozinho no deserto. Prego o fim da reeleição legislativa e a chamada nova opinião pública, o novo cidadão da internet não tem coragem nem de comentar, com rara e corajosas exeções. Agora o voto distrital é destruir definitivamente a democracia no Brasil, que tanto lutamos e demos parte importante de nossas vidas. Temos que construir um modelo não apenas para nós, e sim para futuras gerações assim entendo ser a política de verdade. FORA VOTO DISTRITAL E EM LISTA. E FIM DA REELEIÇÃO LEGISLATIVA. Assim fortalecemos os partidos, a cidadania e oxigenação da política. APARECIDA DE GO, GO.

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Aldemar Silva

01 de março de 2011 às 22h07

É claro que há um exagero no custeio de despesas de gabinetes de deputados (estaduais e federais) e de vereadores. Para eles o custeio da campanha eleitoral com dinheiro público já existe, pois o erário paga o salário de cabos eleitorais durante quatro anos, com direito a milhares de ponstagens de correspondência nos Correios, dentre outras benesses.
Por outro lado, a questão importante mesmo é a produção dos deputados. A maioria dos projetos de lei que interessam o povo ficam engavetadas, O resultado do trabalho do legislativo é pífio. Mas ainda é melhor do que o da Justiça, este sim um poder que está precisando de uma reforma urgente.
Quanto ao deputado em questão, é claro que é uma jogada de marketing. Quer aparecer.

Responder

João Carlos

01 de março de 2011 às 22h06

È um Collorzinho! Não conhece nada do Brasil, do Sertão, dos Pobres!

Demagogo! Tem toda uma caricatura de direita!

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duarte

01 de março de 2011 às 21h31

Da mesma forma esperamos que ele faça projetos e vote matérias que sigam seu pensando ético e político.

batman games, facebook

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Lucas Parente

01 de março de 2011 às 19h40

Fico meio chocado ao ler os comentários. Parece que a maioria aceita sem problemas os gastos astronômicos do nosso corrupto e ineficiente Congresso…

Obviamente, pode-se discordar das idéias do Deputado, sobretudo quanto à reforma política. Trata-se de um assunto polêmico e incômodo para os parlamentares. Tanto que é raro ver um deles com discurso consistente em relação a esse tema.

Contudo, na minha opinião não se pode retirar dele o grande mérito de ter dado um passo corajoso em direção à redução dos gastos excessivos com o Legislativo. A sinceridade (ou não) das suas intenções pode e deve ser avaliada no curso do mandato.

No momento, porém, o valor simbólico do seu gesto vale muito mais do que especulações sobre a sua personalidade.

Responder

    Alberto Maciel

    02 de março de 2011 às 11h11

    Os comentários "indignados" são proveniantes de militantes de partidos políticos que trabalham nos gabinetes como acessores de vereadores ou de deputados, ou então de militantes de partidos políticos que possuem cargos em diretorias de sindicatos (burocracia sindical) e que pretendem, em um futuro próximo, se tornarem acessores parlamentares.

    Lucas Parente

    04 de março de 2011 às 09h07

    Me parece a única explicação plausível, rsrs. O cara faz o que nenhum parlamentar faz – abre mão das regalias absurdas – e é quase linchado…

    Quase ninguém fala dos gastos abusivos do Congresso, um dos mais caros do mundo, proporcionalmente. Preferem tergiversar questionando as intenções do Deputado.

Julio Cesar

01 de março de 2011 às 19h26

Piada prontíssima!!!

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Ivan Arruda

01 de março de 2011 às 18h54

Quando se fala em financiamento público de campanha até parece que o financiamento privado que o poder econômico patrocina desaparecerá. Sem contar que os donos das mídias promovem os seus escolhidos ao tempo em que perseguem seus adversários.

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João Carlos

01 de março de 2011 às 18h54

Trata-se de um deputado vazio, sem história e confuso, que se beneficia da crise de representação política que vivemos. Aliás, se fizéssemos uma reforma política de verdade, que possibilitasse o surgimento e a afirmação de partidos políticos fortes, representativos e ideológicos, dificilmente teríamos Reguffe como deputado.

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Bonifa

01 de março de 2011 às 18h01

Completamente equivocado, o nobre deputado. Voluntarismo não ajuda, só atrapalha.

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sadaki yama

01 de março de 2011 às 17h41

Este deputado e expressao da classe media. Incoerente, raciocinio sem fundamento logico, primario na percepcao e analise da sociedade. Pura ideologia com bandeira de moralismo , no intuito de conquistar a classe media que finca pe no moralismo de novela ou de bebado, enquanto a postura diaria e exatamente oposta a que prega. Qual e o conceito de democracia desse deputado ? E a que atende o que elite economica brasileira prega mas nao pratica.?
Economiza-se centavos para que bilhoes sejam canalizados para a classe dominante.
Economiza-se centavos do salario dos deputados mas deixa instalar caos nas politicas publicas, nas relacoes economicas que realmente afetam todos os cidadaos.
Basta um pequeno exemplo :.
Nas relacoes comuns de vender e comprar de empresarios ou consumidores todo mundo so tem uma saida. Ter conta no Banco. Ao depositar o dinheiro esta emprestando ao banqueiro mas paga ate para sacar. O banqueiro usa o dinheiro dos outros e empresta por juros altissimos para ganhar. Basta ler os balancos semestrais que orgulhosamente os bancos publicam com lucros imorais usando dinheiro do povo.
O que e isso deputado.?
So o dinheiro que seus eleitores pagaram para ter conta no banco, isto e , emprestado ao banqueiro, sao milhares de vezes a economia que sua moral primaria diz que ecomizou, recusando verbas que tem direito. Nao seria o caso de gastar o dinheiro a que voce tem direito para financiar pesquisas e publicacoes para esclarecer as maracutaias nas relacoes economicas ? Nao seria o caso de utilizar o dinheiro para dar fundamento a suas decisoes na camara com assessores competentes ?
Deputado analise suas propostas. Nao precisa muito raciocinio para enxergar as contradicoes, de uma em relacao ao outra. Ou sera que eu nao percebi demagogia e ma fe para enganar os eleitores ?

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Mateus

01 de março de 2011 às 17h32

Sobre o financiamento de campanha concordo apenas no ponto que o financiamento seja controlado pelo TSE definindo apenas valores e não formas. Padronizar o material de campanha é um limitador da própria criatividade humana. O material também mostra como é o perfil do candidato. E a definição de um valor máximo pra ser gasto, o candidato que for mais competente e tiver mais criatividade, vai gastar menos e fazer mais. Daí já começa que é quem na campanha.

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Fernando

01 de março de 2011 às 17h11

É só pra aparecer no PIG como o grande moralista.

Responder

Marco Paulo Brito

01 de março de 2011 às 17h02

Bem intensionado esse deputado federal Reguffe. Até que se prove em contrário ou as disposições sejam em contrário. O altruísmo por si só é louvável, mas está mais para messiânico do que ideológico. Abro mão disso, abro mão daquilo. Não quero aquele, não deveria ter entrado siclano ou beltrano. Vem com o discurso anti-tiriricas, depois anti-operários, vai aos poucos se transformando no portal da moralidade ou do moralismo. Daí para a auto-consagração como salva-pátria é um pulo. Precisa começar explicando como permanece no PDT, partido que apoia o governo Dilma e o PT, mesmo dizendo não se sentir representado nessa coalisão. Se fez 'estágio' no parlamento australiano deve ter aprendido que por lá os australóides são mais 'radicais' e não recebem nada de salária e ainda tem que manter-se ativo em suas respectivas profissões e trabalhos. Vê-se que o que Reguffe fez pode logo logo não passar mais do que um ato de perfumaria para aplauso geral da galera e da mídia.

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Morvan

01 de março de 2011 às 16h42

Boa tarde.
Com relação ainda ao nobre Deputado, discordo terminantemente do tópico sobre o Tiririca: "O Tiririca com o voto facultativo não seria eleito…".
O Tiririca é resultado do voto personalista, algo que já tive a honra de digredir sobre, neste espaço. O "problema" do Tiririca (não para mim: problema) não passa nem perto do voto facultativo. Além de o nobre parlamentar ter sido preconceituoso para com o seu par. Ademais, o velho Tiririca pode fazer um grande mandato.
Uma boa assessoria e Tiririca deslancha. Inteligente o é, já provou, pois vem de situações adversíssimas e conseguiu vencer sem derrubar ninguém.
Mais respeito para com ele, sr. Reguffe.

Morvan, Usuário Linux #433640

Responder

Emilio Matos

01 de março de 2011 às 16h37

Discordo de praticamente todas as idéias dele sobre reforma política, com exceção à do financiamento de campanha, na última resposta.

Responder

    Shirley Aparecida

    01 de março de 2011 às 17h44

    Gostaria que todos os politicos ficassem envergonhados, com a atitude do deputado Reguffe. Essa é atitude de quem tem amôr ao país. O senador Crivella podia acompanha-lo, tendo a mesma atitude. Sou eleitora do senador por isso fico bem a vontade para falar.

    Caracol

    02 de março de 2011 às 09h14

    Shirley, antes de ver político ficar envergonhado você vai ver a múmia de Queops vir reinaugurar o Maracanã com o chute inicial da copa.

Pedro Luiz Paredes

01 de março de 2011 às 16h35

A redução de seu custo para o bolso do contribuinte é um "exemplo exemplar" como diria o bêbado aqui da minha rua. Deveria servir de base para todos os outros; ou ao menos parâmetro de eficiência.
Quanto às ideias, achei ele meia boca. Exceto quando diz que não vivemos em um estado democrático.

1 – )Reeleição: Acho engraçado o presidente não poder ter mais de um mandato para executar coisas importantes que muitas vezes demoram pela própria natureza, e um deputado precisar de 8 anos para protocolar propostas que deveriam estar prontas antes das eleições.
Isso não é garantia de oxigenação.
2 – ) Voto facultativo não é garantia da exclusão da influência do poder econômico.
3 – )Fim do voto distrital. Concordo.
4 – )Cumprimento de propostas. Concordo
5 -)Extinção de contribuições privadas a fundos de campanha.
Embora eu seja a favor do financiamento público de campanha pelo simples fato de que é melhor gastarmos dinheiro de 4 em 4 anos nas eleições do que os parlamentares ficarem escravos do setor financiador a vida inteira; acho que esse setor deva ser representado de alguma forma, e poder de alguma maneira fazer peso no jogo político.
Tenho pra mim que uma representação independente desses setores, de forma regional, podendo constituir alianças nacionais, iriam contribuir para o profissionalismo e tecnicidade das campanhas políticas e no cumprimento das propostas; elevando a qualidade do debate para além das retóricas e sob claras propostas.

Responder

    dukrai

    01 de março de 2011 às 22h17

    oi, Paredes, é voto facultativo e fim do voto obrigatório. depois o deputado fala a favor do voto distrital.

Wanda Rodrigues

01 de março de 2011 às 16h26

Excesso de moralismo sempre me preocupa!
Vamos acompanhar…

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dukrai

01 de março de 2011 às 16h22

pronto, depois do caçador de marajás, aparece o faquir cara de pau. vai pegar passagem aérea pra ir pra onde, se o mané mora em Brasília. aliás, se mora lá, não tem direito mesmo a auxílio moradia. muito bem, abriu mão do 14º e 15º salários, diminuiu o número de assessores e a verba de gabinete. graninha curta pra todo mundo, manda quem pode, obedece quem tem juízo.
o deputado ainda tem umas idéias brilhantes de propaganda eleitoral com panfletos iguais pra todo mundo, tirado das profundas do inferno do carrasco azul Médici, se não foi ele, a culpa foi rs. aproveita pra fazer propaganda do voto distrital, e do fim do seu partido, o PDT e de uma penca de outros minoritários. acha que o Roriz teve a sua chance de governar o DF por 14 anos, muito bem aproveitada segundo dizem as más línguas, mas não se acha representado pelo PT. ainda bem.

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    Gerson Carneiro

    01 de março de 2011 às 21h49

    Apoiado.

    Porém, a atitude do deputado vale pela provocação. Pelo chamamento dos demais deputados à vergonha que é as infindáveis mordomias as quais são beneficiados.

Jairo_Beraldo

01 de março de 2011 às 16h21

Nos primeiros meses será assim, depois o corporativismo falará mais alto…ou renunciará.

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Lidio

01 de março de 2011 às 16h18

Bom, muito bom. Lamentavelmente ainda são raros os políticos que querem trabalhar no legislativo e não se locupletarem.

Responder

joõ carlos

01 de março de 2011 às 16h14

Aliás, aqui no DF o partido do deputado fazia parte da base do ARRUDA, claro, o deputado não tem nada a ver com isso, ele é ele!
Ele abre mão de algumas verbas pq é bem nascido e não precisa! Quero ver abrir mão da herança da família que tem origem "cartorial".

(rsrsrsrsr)

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    Geysa Guimarães

    02 de março de 2011 às 11h42

    Ué, João Carlos, conheci Reguffe pelo Tijolaço, e o Brizola Neto dizia exatamente o contrário, ou seja:

    Reguffe NÃO era do esquema Arruda.

    Acredito no Brizola.

João Carlos

01 de março de 2011 às 16h10

DEMAGOGIA!

Filho de classe média e alienado!

Me parece que a família é dona de algumas concessões de Rádio Difusão!

Caso positivo, alguém acredita que se consiga concessão de rádio difusão sendo honesto!

Não aposto uma pataca furada na honestidade do deputado, é uma espécie de Augusto Carvalho, uma hora a casa cai!

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Thiago

01 de março de 2011 às 16h08

Tirando o voto distrital, acho o restante bem factível. A proposta da licitação pra impressão de material de campanha e a gravação comum dos programas de tevê nas campanhas também soa bem: não faz sentido o circo desigual que existe hoje.

Responder

flipeicl

01 de março de 2011 às 16h04

Eu enviei uma pequena mensagem para alguns parlamentares salientando sobre tal atitude, vocês podem ler e replicar a mensagem aqui — http://flipe.multiply.com/journal/item/677/677

ou aqui — http://www.advivo.com.br/blog/flipe/deputado-do-d

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wagner

01 de março de 2011 às 16h00

Isso me cheira a historinha criada, com o farto apoio da midia, àquela época, do "caçador de marajás". Uma versão adaptada aos tempos atuais, voto distrital ? Isso cheira a golpe ou melhor, preparação de golpe.
A propósito, o que o Nobre Deputado tem contra o coelga Tiririca ?

Responder

Fabian

01 de março de 2011 às 15h57

Creio que o voto obrigatório seja um mal necessário, para termos voto facultativo deveríamos ter uma consciência política muito grande, desta forma o voto facultativo é uma temeridade, votaria apenas meia dúzia de uma elite que decidiria tudo. Creio que o ideal será, no futuro distante, que não haja representação legislativa, e, com apoio da tecnologia, cada um poderá votar e se autorepresentar. Logo, o voto facultativo dificultará esta evolução. Além disso, é votando que se aprende. E, mesmo com o voto obrigatório, a abstenção chega hoje a uns 20%, com voto facultativo chegaria a uns 80%.

Responder

    Rodolfo Morais

    01 de março de 2011 às 16h51

    Discordo totalmente. Voto obrigatório é um absurdo, e só serve para favorecer os currais eleitorais do poder econômico.

    O eleitor que vota "obrigado" é aquele que fica parado em frente ao colégio onde vota, no dia da eleição, esperando pra ver se aparece alguém que lhe dê 50 reais para votar em um candidato. Isso acontece MUITO nesse Brasilzão afora, eu sei disso porque EU JÁ VI isso acontecendo na minha frente, e mais de uma vez.

    O eleitor que vota obrigado é justamente esse que pensa: "já que eu sou obrigado a vir aqui votar, vamos ver se eu faturo pelo menos cinquentinha".

    Voto facultativo é um elemento básico de democracia. Ninguém pode ser obrigado a votar. E quem for "alienado" que não vote, ora essa, pois é melhor não votar do que dar um voto totalmente irracional, sem refletir, ou então vender o voto.

    Heitor

    02 de março de 2011 às 00h32

    O elemento básico da democracia é o livre direito de votar, de escolher.
    A obrigatoriedade ou não do voto vem em segundo plano.
    O voto facultativo não vai diminuir a compra de votos mas vai diminuir o número de votos. Portanto o percentual de votos comprados vai ser maior com o voto facultativo.
    O que vai diminuir a compra de votos é a maior fiscalização sobre os crimes eleitorais.
    Posso estar enganado mais o que decide negativamente as eleições não são a compra de votos no varejo, como o exemplo citado, mas sim no atacado, como por exemplo os apoios políticos muitas vezes não esclarecidos de prefeitos do partido A apoiando o governador do partido B, senador do partido C e deputado do partido D.

adhemar

01 de março de 2011 às 15h31

esse é do tipo que quer aparecer,tentando espaço na midia,e se colocando acima de todos, como no ditado se deus é bom,o diabo não é ruim,sempre existiu os falsarios certamente o regufe é mais um deles

Responder

Homero

01 de março de 2011 às 15h20

PelamordeDeus, Azenha, voto distrital, facultativo? O que esse deputado quer, curral eleitoral? Fazer campanha no DF todo é caro? E no Amazonas, hein?
Quanto às verbas e cargos de assessores que ele abriu mão, aplausos. Ideologicamente, porém, vejo aí um collorzinho.

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    Leider_Lincoln

    01 de março de 2011 às 16h59

    Concordo. Trocou os marajás pelos safados, mas ideologicamente é um proto-tucano. As ações são louváveis, contudo.

Marcelo

01 de março de 2011 às 14h57

Continuando…
Em relação a reforma política tenho que dizer que o Reguffe, primeiramente foi grosseiro com o deputado Tiririca, pois, com que base ele pode afirmar que num sistema de voto facultativo, o deputado Tiririca não seria eleito, quem garante que ele Reguffe seria eleito também.Obrigatoriedade do voto não afasta ou aproxima a população dos seus representantes no sentido, muito menos interfere no (ab)uso do poder econômico, isso é só mais um dos engodos que a mídia e parte da sociedade, que me parece que gostariam mesmo é do voto censitário, dos eleitores "esclarecidos".
Voto distrital não acredito que seja o ideal como destacou o Ricardo Berzoini (http://www.informes.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=6222:o-golpe-do-voto-distrital&catid=39:politics&Itemid=110) é mais um engodo que a elite da direita quer nos empurrar, pois não garante a diversidade da sociedade, por exemplo, alguém acredita que um candidato que defenda abertamente as politicas para os homossexuais conseguiria vencer em algun distrito eleitoral, eu particularmente acho que não, mas no atual modelo esta parcela da sociedade, de todo um estado, pode sim conseguir ser representada.
Financiamento de campanha acredito que deva ser público, e a ideia do deputado me parece boa. Mas com relação à revogação de mandato numa visão superficial não me pareceu muito bem explicada ou fundamentada, por tanto não me agradou.
Ficou um pouco longo, mas são minhas opiniões.

Responder

Marcelo

01 de março de 2011 às 14h56

Vamos por partes. Primeiro sobre cortes de verbas: de fato é louvável o deputado devolver os salários que só eles têm direito, mas sobre passagens aéreas não podemos generalizar, pois o deputado é do DF por tanto não tem esta necessidade, bem como no caso da moradia, mas e quem é de estados distantes não tem que estar junto da população?;sobre os assessores cortar 5,6,7, ou 14, como no caso do Reguffe não é a pricincipal questão, mas sim se estes de fato estão trabalhando para que o mandato seja digno de verdade, portanto poderia ser até melhor que ele continuasse com os 20, desde que todos trabalhando em prol da sociedade.
Sobre seus projetos não os conheço todos, mas o citado parece ser de fato bom.
Já sobre a reforma política e a campanha eleitoral de 2010 tenho diversas críticas, primeiro numa disputa de 2° turno devemos votar naquele que mais se aproxime de nossas opinões, e não no que "me represente", por tanto acredito sim que havia grandes diferenças entre os candidatos, Dilma e Serra, para que o deputado escolhesse.

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Roberta

01 de março de 2011 às 14h15

Cuidado com os falsos caçadores de marajás.
Vide o passado…

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milton fogo

01 de março de 2011 às 13h46

Disse o Shakespeare citado por J. Konrad no seu excelente " Nostromo": " Um céu tão sujo
só uma tempestade para limpá-lo". Esta tempestade está em andamento , iniciada em 2003,
agora no ano 1 da Era Dilma , recebe deste deputado esta contribuição importante.

Responder

Darlan Reis

01 de março de 2011 às 13h41

O nobre deputado defender o voto distrital vai acabar favorecendo os grandes coronéis, os empresários, os donos do poder local. Vai transformar a eleição de deputados em disputa de distrito, vamos eleger os "vereadores nacionais".

Responder

    Rodolfo Morais

    01 de março de 2011 às 14h17

    Concordo. Voto distrital favorece o bipartidarismo, igual nos Estados Unidos.

    Se cada pequeno distrito eleitoral só tem direito a um único representante, a disputa por essa única vaga fica extremamente polarizada entre apenas dois candidatos, e ninguém vai querer votar no "terceiro candidato" por medo de favorecer a vitória do "pior candidato", e assim acabam votando no "menos pior", ao invés de votar naquele com o qual tem maior afinidade ideológica.

    Um Brasil com voto distrital iria se tornar em um país onde só existe PT e PSDB. Seria o mesmo regime bipartidário que existe nos EUA (Republicanos x Democratas), na Inglaterra (Conservadores x Trabalhistas), e outros países. Algo péssimo para a democracia.

    De todas as propostas do deputado Reguffe, a melhor foi a de limitar a reeleição de cargos legislativos a uma única vez. É ridículo deputados passarem 25 anos dentro da Câmara dos Deputados. É preciso acabar de uma vez por todas com o "carreirismo" político. Não deveria existir essa história de "carreira política". O sujeito deve se candidatar por puro idealismo e vontade de servir a pátria, e não para ter uma longa "carreira política", galgando postos ao longos dos anos.

    Acho perfeita a idéia de limitar a permanência dos deputados federais e estaduais a apenas 8 anos (dois mandatos). É preciso haver uma renovação constante. Se o cara quiser voltar, faça uma "pausa" e espere durante 4 anos, durante os quais irá viver como um "brasileiro comum", sentindo na pele como é que anda o país.

    Caracol

    02 de março de 2011 às 09h25

    O negócio não é voto distrital, mas sim voto deistrital MISTO. Esse é que é o grande lance. A palavra MISTO está sendo sutilmente eliminada da proposta pelos espertos. A classe política certamente nutre um pavor enorme, um horror de pesadelo contra essa palavra MISTO agregada ao conceito de voto distrital.Com sua aplicação, pra início de conversa, exatamente 50% deles iria desaparecer e sumir do mapa político brasileiro.
    Não esqueçam da palavra MISTO quando considerarem o voto distrital.

Carlos Cwb

01 de março de 2011 às 13h36

O Deputado Reguffe já já vai ser descriminado pelos seus pares.
Onde já se viu abrir mão de verbas?
Esse não vai sair do "baixo clero" de jeito nenhum…
Infelizmente para nós, que pagamos o regabofe.

Responder

Morvan

01 de março de 2011 às 13h22

Boa tarde.
Louvável a atitude do Sr. Reguffe.
Bom, nos dá a sensação de que ainda vale a pena lutar; nem tudo está perdido. A ética não morreu.
Além da ação isolada do sr. Reguffe, precisamos tirar dos senhores representantes o direito de autorreajuste salarial. Se me argumentarem que, proporcionalmente, um deputado, por exemplo, ganha absurdamente bem (não se considere aqui, a relação custo X benefício, para efeito de raciocínio), frente ao salário do trabalhador convencional, é absurdamente verdadeiro. Aí tem que se olhar também para o salário de alguns membros do Judiciário, os quais, também, têm o direito de arbitrar o quanto ganham. Claro que é absurdo.
O salário de todas as categorias deveriam ser atrelados ao PIB do país. E os índices deveriam ser arbitrados como é hoje o do trabalhador convencional.
Reduzir-se-ia enormemente a diferença gritante entre as categorias profissionais e tirar-se-ia este excrescência do autorreajuste dos senhores Representantes e do Judiciário.

Morvan, Usuário Linux #433640

Responder

Lucas Cardoso

01 de março de 2011 às 13h13

"Eu não me sentia representado nem pelo PT nem pelo PSDB e por isto não tinha como pedir voto para algo que não acreditava."

Existem mais partidos que o PT e o PSDB. E é bom que lembremos sempre disso, senão o Brasil vira um bipartidarismo de fato.

Fora essa pequena crítica, grande artigo e grande pessoa. Tem que dar publicidade aos bons políticos.

Responder

Iraneide Soares

01 de março de 2011 às 13h12

Vão mandar internar o deputado numa clínica psiquiatra!!!! rsrsrsrsr Claro que vão, caso ele prove que é possível paralamentar com pouca gram

Responder

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