VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

O Brasil, feito cigarra, vai na balada da China


15/06/2011 - 11h16

Brasil se desindustrializa e canta como cigarra a música da China

do site da Associação dos Engenheiros da Petrobras (AEPET), sugerido pelo Marco Aurélio

Data: 14/06/2011

Fonte: Folha de São Paulo

Autor: WILSON CANO

A desindustrialização no Brasil avança. O país está regredindo. Não basta ter uma política industrial. É preciso mexer no câmbio e reduzir muito os juros. O diagnóstico é do economista Wilson Cano, 73.

Nacionalista e admirador de Celso Furtado, Cano tem sua vida acadêmica ligada à história da Unicamp. Doutor e livre-docente em economia, hoje aposentado, ele é professor voluntário na Universidade.

Autor de diversos livros sobre desenvolvimento industrial, Cano está pessimista. Sente falta de empresários com visão estratégica e critica o modelo que “está exterminando o futuro”, diz. Prevê o fim da farra dos altos preços das commodities, já que a China constrói novas fontes de abastecimento. Para ele, o Brasil erra como uma cigarra que canta com música chinesa.

Folha – Está ocorrendo desindustrialização?

Wilson Cano – O termo tem dois sentidos. No primeiro é um fenômeno que se vê com naturalidade: é a diminuição da proporção da renda e do produto gerado pela indústria no PIB geral.

Isso ocorre em sociedades que já atingiram um padrão de produção e de consumo, onde a urbanização é praticamente total e a diversificação de serviços é extraordinária. Nesses locais é normal aceitar que o peso da indústria no PIB esteja reduzido a 20%, como se aplica aos países da Europa Ocidental e aos EUA.

No mau sentido da palavra, desindustrialização significa uma precoce diminuição da presença da indústria num país em que ainda há muita coisa a fazer em termos de industrialização, como é o caso do Brasil.

Como explicar isso?

Nos anos 1980 o peso da indústria de transformação no PIB era de 33%. Hoje é de 16%. Tínhamos toda uma frente por desenvolver: espacial, petroquímica, química fina, informática, eletrônica, fármacos.

Entretanto estamos há 31 anos em crise. Nos 80 veio a crise da dívida. Depois o neoliberalismo com um crescimento medíocre, até 2003.

De 2004 para cá estamos vivendo um processo ilusório, em parte, porque estamos crescendo sem investimento. Estamos crescendo pelo consumo, pelo crédito. E a situação no mercado internacional que é excepcional, com os elevados preços de produtos primários.

O sr. escreveu recentemente que as políticas cambial e de juros podem ser exterminadoras do futuro. Como explica essa afirmação?

A relação manufaturados/exportações totais chegou a atingir 59% e hoje está na casa dos 40%. Se olharmos as estruturas produtivas e exportadoras segundo o grau de intensidade tecnológica estamos regredindo. Estamos na contramão da história econômica.

Há a questão do déficit comercial de produtos industrializados.

Ele é enorme e crescente. Principalmente em dois compartimentos: o automobilístico — que paradoxalmente é o que recebe o maior número de favores do Estado — e setor eletrônico, mostrando claramente as perdas que a nossa indústria vem sofrendo.

Quão grave é o processo?

Tínhamos homens como [Abraham] Kasinski, [José] Mindlin (1914-2010), que eram dois baluartes da indústria de ponta, moderna. Um teve que vender a fábrica para os americanos. O outro vendeu e se transformou em montador de motocicletas em Manaus e acabou vendendo para os chineses.

Há coisas que são irreversíveis. Como quando se destrói segmentos da elite industrial brasileira. Eram homens que sabiam o que significa uma indústria nacional.

Onde está a visão estratégica?

A estratégia deles é ganhar dinheiro lá fora pegando o dinheiro do BNDES para matar boi nos EUA. Os empresários estão preocupados em ganhar dinheiro com dólar barato. Fazem negócio lá fora ou simplesmente aplicam no sistema financeiro. Com essa taxa de juros, quem tem o dinheiro aplica no mercado financeiro sem ter que se preocupar com trabalhador, processo produtivo, imposto.

E o que deve ser feito?

O próprio ministro do Desenvolvimento disse a empresários que não tem jeito. Parece ser um governo conformista. O nacionalismo está meio fora de moda.

Isso compromete o futuro?

Sim, porque estamos cantando como uma cigarra. Estamos cantando com a música chinesa. Cantando por exportar galinha e soja e minério de ferro. Mas isso nunca deu futuro a ninguém. As lideranças aceitam que é muito bom ficar exportando essas coisas, mas esquecem da regressão industrial.

A farra das commodities vai acabar?

A China está abrindo frentes de produção na África e na América Latina para a produção de minério e de petróleo, grãos, carne. Estão buscando novas fontes abastecedoras. A China sabe que não pode continuar crescendo a 10% e pagando o preço que está pagando por essas matérias-primas.

Isso vai resultar em queda no preço das commodities no longo prazo?

Sim, sem dúvida.

O governo deveria controlar mais os capitais externos?

Há várias formas de controle sobre o fluxo internacional de capital. Estamos vendo uma anormalidade com esse dólar. O governo não tem feito muita coisa, porque para fazer alguma coisa teria que alterar profundamente esse modelo econômico.

Mas o país não está menos vulnerável?

Estamos cantando que diminuímos a nossa vulnerabilidade externa porque temos reservas internacionais de U$ 300 bilhões e a dívida externa pública diminuiu. Mas a privada aumentou. Temos reservas, mas temos mais de U$ 350 bilhões de investimento estrangeiro em carteira que podem rapidamente se mobilizar e sair do país.

Quais deveriam ser os principais pontos da política industrial que o governo está preparando?

Investir, inclusive em ciência e tecnologia nos setores de ponta que não conseguimos avançar na passagem dos anos 1980, notadamente fármacos e microeletrônica, em especial chips.

Eliminar a guerra fiscal e reformular a Zona Franca de Manaus. Rever profundamente a nossa política de comércio exterior.

Basta ter uma política industrial se câmbio e juros continuarem como estão?

Com a atual política econômica, nenhuma política industrial terá sentido. Não foi assim com as políticas dos países desenvolvidos, em especial todas as asiáticas.

O sr. fala que é preciso investir, inovar, exportar e financiar tudo isso. Qual sua receita para o governo?

Há que ter vontade política e consciência crítica para alterar o modelo macroeconômico. É preciso baixar os juros, mas para isso não podemos conviver com esse câmbio. É uma camisa de força.





77 comentários

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fernandoeudonatelo

16 de junho de 2011 às 16h44

Eu também creio que haja falta de participação pró-ativa do Estado, com empresas modelo ou plantas-piloto, além de demanda pública ou investimentos em P&D básica, em segmentos de baixa competitividade industrial, especialmente nos de alta tecnologia, cuja atratividade aos investimentos privados é muito pouca.

Por exemplo, a indústria naval: Para ter fornecimento de navi-peças, tinha que ter estaleiro demandando, e para ter estaleiro demandando, deveria haver empresas encomendando embarcações.

Durante o segundo governo FHC, foi lançado o programa Avança Brasil, através do qual o Navega Brasil, lançava linhas de crédito específicas e políticas de isenções fiscais à produção de embarcações. Muito próximo aliás do que ocorreu a exemplo do 1º PDP do governo Lula orientado às exportações, ou seja, assumia o problema como exclusivamente de recursos à iniciativa privada.

Continuo em baixo..

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    fernandoeudonatelo

    16 de junho de 2011 às 16h48

    Porém, tão somente no segundo governo Lula, através do PAC, que o problema foi focado na falta de estrutura e de demanda em duas etapas.
    Na primeira, através da transpetro, foi garantida a demanda para navios de longo curso. Precisava-se de estaleiros. Então, entram investimentos públicos diretos para a reorganização da capacidade instalada dos estaleiros.

    Estes, desenvolvendo petroleiros, encomendavam aos fornecedores de navi-peças,o que aquecia o encadeamento produtivo.

    Ou seja, além de diversos fatores como Custo-Brasil, Câmbio sobrevaloriado e Juros elevados, a redução de competitividade tem como causa, a ausência de participação e estabelecimento de metas pelo Estado nos setores-chave.

Leonardo

16 de junho de 2011 às 16h43

Método (quase) chinês de como acabar uma greve:

[youtube fXx934cxWy8 http://www.youtube.com/watch?v=fXx934cxWy8 youtube]

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Lucas

16 de junho de 2011 às 16h32

Uma coisa pouco falada é que o aumento do preço do petróleo tende a aumentar os custos de transporte a longas distâncias. Isso pode dar um baque na economia exportadora chinesa, e em nossa mania de exportar minério de ferro pra eles e importar de volta o produto final.

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Valdeci Elias

16 de junho de 2011 às 11h35

Falta analizar o fator humano. Pois nem só de economia, o mundo gira, é só pergunta ao Egito.

Exploração da mão de obra, trabalho semi-escravo, falta de liberdade politica, crescimento sem distribuição de renda. Aguns pontos que os economista, não gostam de analizar na China . E pontos que o Brasil está tentando mudar , e nunca esteve tão perto de conseguir. É melhor crescer 5%, distribuindo com sua população, doque 10% consentrado nas mãos de poucos.

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Marcelo de Matos

16 de junho de 2011 às 10h32

O comércio com a China tem sido apontado como um ponto fraco dos governos petistas. José Serra, em recente artigo, deu a entender que estamos sendo ludibriados pelos chineses, comprando bugigangas. Na verdade, o Brasil só se tornou a sétima economia do mundo porque tem a China como parceira. Os produtores de commodities estão satisfeitíssimos, enquanto os industriais, nem tanto, só não indo ao pranto porque também aplicam no mercado financeiro. Assim, podem compensar em parte seus prejuízos. Qual seria a melhor solução? Fechar o mercado para todos ou para alguns produtos chineses? Se fizermos isso, o consumidor brasileiro vai pagar mais caro pelos produtos que adquirir. Importamos da China botões de calça jeans, tapetes de box de banheiro, alho e o escambau. Poderíamos selecionar os produtos a serem importados? Qual o tamanho da abertura comercial ideal para nosso país? Collor abriu geral. Estaria na hora de fecharmos um pouco? Teríamos de ouvir um economista que tratasse essa questão com imparcialidade, sem querer atacar o governo por tabela.

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Marcelo de Matos

16 de junho de 2011 às 10h20

O modelo chinês é industrial, porque seria difícil imaginar a China exportando commodities. Por incrível que pareça, porém, eles exportam. Por exemplo, são os maiores produtores mundiais de alho e arroz. Diz o portal da Embrapa: “O maior produtor mundial de arroz tem motivos para ocupar o primeiro lugar. São mais de 300 milhões de agricultores, quase o dobro de toda a população brasileira, que são produtores do cereal. A maior produtividade do mundo – média de 6,3 toneladas por hectare, tem lavouras chegando a 15 toneladas. São 33 milhões de hectares de arroz em toda a China, 190 milhões de toneladas por ano (quase 20 vezes a do Brasil).” Os chineses colhem duas safras de arroz por ano, enquanto o restante do mundo colhe só uma. Para isso, eles plantam arroz em viveiro e quando colhem uma safra, plantam as mudas já adultas. Não podemos dizer, portanto, que os chineses só exportam manufaturados. Nem que eles não importam nada, só exportam. No momento, estão adquirindo aviões brasileiros da Embraer.

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José Maia

16 de junho de 2011 às 08h25

Como se pode ver, na hora de dizer o que fazer não sai nada.

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Elisabeth

16 de junho de 2011 às 03h42

Pensando bem, esta reportagem me fez analizar sobre o capitalismo e neoliberalismo.. Incrível, como eles do capital ,são contra o estatismo mas sempre implorando as "intervenções estatais'! rs Aliás o que é a China com sue "capitalismo estatal"? Fazendo o mundo neoliberal implorar por intervenções do estado!!! É a ironia do mundo… O mundo vive sonhando com um mercado perfeito,com a competição perfeita nos paises, mas sempre correm para o ESTADO socorrer, foi assim que os bancos do EUA fez, fizeram a farra e depois implorar ao estado socorrelos com trilhaõs do tesouro… Ah o capitalismo…

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    Zé Fake

    16 de junho de 2011 às 11h06

    Pontinho pra ti minha filha. :) Na mosca.

Elisabeth

16 de junho de 2011 às 03h15

Quem esta se desindustrializando é São Paulo,que sempre foi e ainda são subsidiados fortemente em suas atividades econômicas- By Eduardo Gianetti. Mas no momento esta competindo com outros estados que estão aumentando sua capacidade de industrialização. Santa Catarina e Rio de janeiro ultimamente aumentaram fortemente suas industrias .Não sei do que indústria tanto teme, mas a indústria de moveis exportação e de eletro domésticos no Brasil vai bem e obrigado.Alias, empresas de móveis não sofrem com problemas com a china.A China esta importando muito móveis de madeira do Brasil.Existe uma brecha para industria que nada tem a ver com agronegócio ,onde Brasil tem grandes chances… esqueçam competir com eletrônicos,maquinário,vestuários,sapatos… Mais aviões, carros,móveis ferramentas e futuramente industria naval… E china não é o dragão apenas contra o Brasil. China dragão que esta engolindo o mundo.China não compete com Brasil,Copete sozinha com o mundo todo.

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Rildo França

16 de junho de 2011 às 00h41

Azenha, se a "reportagem" é da folha, sinceramente, aí tem…, o PiG não dá ponto sem nó…

Responder

FrancoAtirador

16 de junho de 2011 às 00h02

.
.
CALOTE GREGO ASSOMBRA MERCADOS.
MANIFESTANTES CERCAM PARLAMENTOS PARA IMPEDIR VOTAÇÃO DE MAIS ARROCHO

"Sem-vergonhas! Vocês não nos representam!"
Com esses gritos de milhares de manifestantes entrincheirados em barricadas diante do Parlamento catalão, em Barcelona, nesta quarta-feira, tentaram impedir a votação do novo orçamento regional com cortes de 10% nos gastos públicos.

Simultaneamente, em Atenas, 25 mil pessoas cercavam o Parlamento grego e o ministério das Finanças aos gritos:
"Desistam, Desistam…ladrões! Traidores!".
Foram os mais violentos confrontos dos últimos meses entre a polícia e manifestantes, deixando um saldo de dezenas de feridos.

O governo Papandreou esfarela e busca uma nova coalizão para subsistir.
Pressões dos credores por um up grade no arrocho fiscal deflagraram cisões dentro do próprio partido socialista. O espectro do calote iminente assombra os mercados.
Sobretudo, porém, avulta a consciência de que a corda esticou até o limite.
O ajuste ortodoxo serviu para arrebentar as derradeiras resistências do organismo doente e facilitar o seu escalpo. Não era para resolver. Mas para dilapidar.
A percepção de que essa lógica bateu no teto deflagrou a fuga preventiva de capitais de bancos credores da Grécia, bem como de outras nações fragilizadas, Espanha e Portugal à frente.

A lógica do Estado mínimo para a população, com atendimento máximo dos rentistas, foi captada pelo senso popular.

Ela alimenta o rastilho das revoltas contra instituições e partidos que agem como aplicativos do FMI.

Parece 1789, mas é a Europa do século 21.

(O documentário ‘Dídividocracia' — Debtocracy — ilustra a calamidade representada pelo neoliberalismo na periferia da União Europeia, especialmente a Grécia. ‘Debtocracy' pode ser baixado da web, com legendas em português, ou pelo Youtube. A sugestão é do leitor Jair de Souza)
(Carta Maior; 5º feira,16/06/ 2011)

http://www.megavideo.com/?v=61XNXUBG
http://www.youtube.com/watch?v=DXuBYn9Vccw

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O_Brasileiro

15 de junho de 2011 às 23h44

A China não abriu simplesmente seu gigantesco mercado para o capitalismo…
A verdade é que a China abriu os mercados do capitalismo para seu gigantesco setor produtivo industrial!
Isso, sim, é um "cavalo de tróia"…

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Miguel

15 de junho de 2011 às 23h21

Estive numa pequena metalúrgica em minha cidade, Criciúma, hoje. Eram oito funcionários e, agora, só um. O produto principal, uma bucha de rolamentos, não consegue compradores, pois os chineses entregam aqui por um valor que não cobre o custo da matéria-prima. Tem algo muito errado nisso. Eu contava com mais diligência do governo Dilma, mas pelo visto…

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    Mauro

    18 de junho de 2011 às 08h24

    Isso é um exemplo claro do que vai acontecer com a industria nacional se os politicos e economistas brasileiros nao abrirem os olhos enquanto é tempo,,, e a sociedade brasileira tem culpa nisto tambem, pois sempre apoiaram os produtos importados como se fosse uma dadiva divina e os nossos produtos e produtores brasileiros como "porcarias", veja o caso da industria nacional de automoveis "Gurgel", aonde foi parar, e nao so, outras tambem estao indo pro mesmo buraco,,, e a scociedade brasielria tem muita culpa nisso,,, falta de um pouco de nacionalismo no povo brasileiro….

Hudson Luiz

15 de junho de 2011 às 22h00

Marcha da Maconha: vitória da liberdade de expressão

A decisão, de forma unânime, do Supremo Tribunal Federal em liberar a realização da “Marcha pela Maconha”, apenas vem ao encontro do direito à liberdade de expressão. Direito esse já garantido pela Constituição de 1988.

Leia a íntegra deste e outros textos no:
http://www.dissolvendo-no-ar.blogspot.com

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Remindo Sam

15 de junho de 2011 às 21h00

Estas entrevistas da Folha não tem nada de realidade é só choradeira de economista que está por fora do governo. É mais um contra o governo.

Responder

djalma

15 de junho de 2011 às 20h57

Mas, o Sr. Collor, o "mordernizador" da economia brasileira, além de acarbar por decreto o que era a nata da engenharia brasileira o DEPARTAMENTE NACIONAL DE OBRAS DE SANEAMENTO, fechou mais de 200 indústrias de semi-condutores (a indústria do futuro) com a abertura irresponsável da ecconomia, a qual ainda continua produzindo carroças defasadas das do 1º mundo. Contudo, a massa continua pensando que progridimos, pois temos telefones móveis e outras quinquilharias produzidas pelos chineses. É pouco, pagaremos muito caro esse "modernismo" em um futuro muito preve. Aguardem.

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Rasec

15 de junho de 2011 às 19h55

Azenha, conte-nos algo sobre aquela equipe montada pelo Nicolelis! Que fim deu? Já produziram algo? Há alguma previsão?

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operantelivre

15 de junho de 2011 às 19h38

O nacionalismo está meio fora de moda.
O que acontece se o capital especulativo debandar de vez?
O governo precisa se explicar. Mas não explica.
Será que é um dos segredos eternos?

Responder

    José A. de Souza Jr.

    17 de junho de 2011 às 15h31

    "O que acontece se o capital especulativo debandar de vez? ". Depende. Se continuarmos acreditando piamente que eles são importantes, continuaremos reféns voluntários dos mesmos e se debandarem nos lascaremos por nossa exclusiva culpa. Se, ao contrário, contestarmos seu privilégio odioso de criar dinheiro (a maior parte do nosso dinheiro=dívida junto ao setor financeiro) e o Estado brasileiro assumir inteiramente a gestão da moeda e do crédito – a custo zero -, então teremos properidade, endividamento público baixo ou até nulo e inflação idem. Escolha entre as pílulas vermelha e azul, Neo.

Rafael

15 de junho de 2011 às 19h26

Pelo menos disse o que deve ser feito, mesmo resumidamente. A grande questão é enfretamento com as pessoas que querem o lucro fácil. Fico intrigado é que um governo com apoio do povo que tem pode e deve tomar medidas que defendam a indústria, mas aparentemente não o faz. O que é evidente é que em relação ao psdb o PT tem uma política de proteção do Brasil, exemplos os navios que estão sendo construídos aqui, plataformas para exploração do pré-sal e na própria lei do pré-sal que vai gerar recursos enormes para investimento. Não acredito que desenvolvimento de tecnologia de ponta seja feita em um só governo, tem de ser política de estado não pode ficar restrito a um governo, isso demora muito tempo para produzir resultado. Pelo que se observa se temos a indústria na situação que está a causa principal é que lá nos anos 80 não foi feito investimento em educação, tecnologia para hoje termos condições de exportar tecnologia.

Responder

Lucas

15 de junho de 2011 às 18h56

Os bancos no Brasil é que nos impedem de crescer. Enquanto a farra financeira não acabar, com diminuição de juros e desvalorização do real, nossas indústrias irão continuar a perder. Os chineses estão onde estão porque seu Estado é forte o suficiente pra se impor aos bancos e fazer uma política financeira decente. Enquanto nós nos contentamos em exportar matéria prima e comida.

Responder

Marcelo de Matos

15 de junho de 2011 às 18h21

“A farra das commodities vai acabar? A China está abrindo frentes de produção na África e na América Latina para a produção de minério e de petróleo, grãos, carne. Estão buscando novas fontes abastecedoras. A China sabe que não pode continuar crescendo a 10% e pagando o preço que está pagando por essas matérias-primas”. Aí parece haver certa dose de catastrofismo. A China realmente tem investimentos no exterior, mas, não deixará de importar commodities. Mesmo porque o comércio internacional é um negócio de duas mãos: tem de haver parcerias. A França produz açúcar de beterraba, mas, também investe em canaviais nos município de Olímpia e Orlândia, no Estado de São Paulo, enquanto os ingleses adquiriram uma produtora de açúcar e álcool, a CNAA, por 680 milhões de dólares. Por que ficar falando que a China está investindo no Brasil para produzir suas próprias commodities? Primeiro: não é só a China; Segundo: os investimentos estrangeiros são pequenos e não suplantarão o imenso potencial produtivo nacional.

Responder

Elton

15 de junho de 2011 às 18h11

E o pior é que em pleno século XXI muitos são os que defendem que "a vocação do Brasil é agrícola" e não há "nada de errado" em dar toda a ênfase a este modelo exportador.

Responder

    Almeida Bispo

    15 de junho de 2011 às 18h43

    Isso aí, mesmo que tenha seu traço de verdade, em verdade trata-se do velho choro de industrial beenedessiano (eternamente dependurado no BNDES), herdeiro fiel da cultura dos senhores de engenho para quem não bastava a vista grossíssima do Rei em relação às suas manias de escravidão(*); de produção à base do braço escravo. De vez em quando o Rei tinha que emprestar alguns 'tustas' ou, no mínimo garantir contratos escandalosos de compra de açúcar. Pra que se tenha uma idéia da "excelência" empresarial daqueles tempos, os engenhos mais produtivos, mesmo descontado o não pagamento de impostos, eram os dos jesuítas. Era coisa de três por um.
    Como eu gostaria de um dia ver capitalismo nas Terras de Santa Cruz!

    (*) Em tese, seja por ordenações reais ou bulas papais, ninguém poderia ser escravizado pelo fato de ser filho de um escravo, situação esta aplicada apenas ao "punido" por perder numa "guerra justa".

mello

15 de junho de 2011 às 17h05

A indústria naval, os estaleiros então!…A indústria petrolífera, sem "nenhum" investimento…O trem bala, "sem" internação de tecnologia…O que acontece?m O governo está paralizado? Querem que chame o fhc?

Responder

    Fabio_Passos

    15 de junho de 2011 às 19h52

    Não precisa… ao que parece o PT se esmera em manter parte do legado do joaquim silvério dos reis.

    flavio jose

    15 de junho de 2011 às 22h41

    Sr Mello é bom chamar o FHC, pois ele passará tudo para as mãos dos gringos e o Brasi que se f….

    mello

    16 de junho de 2011 às 10h47

    Os aspas tentaram denotar ironia, sarcasmo…Acho que as ações do governo nas áreas citadas demonstram a intenção de avançar na industrialização. fhc? Nunca!

ZePovinho

15 de junho de 2011 às 17h02

Eu,pelo menos,acho que o modelo de dar muito aos bancos em troca daquilo que viemos conquistando desde 2003,em algum momento,vai desandar.Será que esse povo aceita receber menos do que está recebendo para que possamos fazer mais escolas,mais hospitais e reaparelhar de vez a Forças Armadas para que o pré-sal seja nosso de forma definitiva,sem alguém dizendo que aquilo está em águas internacionais??
Na batida em que vamos,demoraremos mais 20 ou 30 anos até o Brasil superar muito dos problemas.

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yacov

15 de junho de 2011 às 16h55

PAPO FURADO!!! Nos primieros 5 meses de DILMA as contratações já atingiram a marca de 1,1 milhão de trabalhadores. As empresas estão caçando engenheiros como boi no pasto. A petrobrás tem encomentas de navios, sondas e plataformas até 2000 e tralalá, as ferrovias estão avançando…. Desencana do Cano. SABE NADA!!!!

"O BRASIL PAR TODOS não passa na glObo – O que passa na glOBo é um braZil para TOLOS"

Responder

EDSON

15 de junho de 2011 às 16h32

Estes senhores economistas de Tendas de leituras de mãos e Bola de cristal, são velhos conhecidos por emitirem opiniões em vários Planos Econômicos. Se quem confeccionava o plano fosse de seu grupo, mil exposições levantando e dando glórias a este plano; quando de adversário, vaticinavam contra PASMÉM: ERRARAM TODAS.

Responder

Gustavo Pamplona

15 de junho de 2011 às 16h25

E vocês viram esta?
http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/06/pela
diz-mantega.html

Divirtam-se com a discordãncia do tal do Flávio Samara da LCA Consultores lá no artigo.

Ai PIG, vocês me MATAM DE RIR!!! hahahhahahahah

—-
Gustavo Eduardo Paim Pamplona – Belo Horizonte – MG
Desde Jun/2007 se MATANDO DE RIR no "Vi o Mundo"! ;-) hahahahhahahah

Responder

    Antônio de Sampaio

    15 de junho de 2011 às 18h02

    Me exprica só uma coisa progressistinha…

    Por que os estadunidenses pagam taxas de juros reais negativas e o governo Lula terceirzado paga a maior taxa de juros do planeta..

    Se estamos tão bem… sua conta não fecha rapaz.

    Gustavo Pamplona

    15 de junho de 2011 às 18h41

    Quer que eu te "exprique"? (é com L, amigo)

    Simples…. não compre nada a prazo, assim você se livra dos juros, junte seu dinheiro, pague a vista e você pode até mesmo ganhar um desconto. hahahhahahahahhaa

    Nota: O erro em "discordância" foi porque meu dedo aqui não pressionou o "Shift" direito e acabou saindo daquele jeito.

    —-
    Gustavo Eduardo Paim Pamplona – Belo Horizonte – MG
    Desde Jun/2007 "expricando" no "Vi o Mundo"! ;-) hahhahahahahahaha

    Marcelo de Matos

    16 de junho de 2011 às 10h36

    Parece fácil seguir seu conselho. Ocorre que no Brasil, ao contrário dos EUA, os comerciantes vendem "à vista" pelo mesmo preço da venda a prazo. Sempre compro tênis em dez pagamentos de 20 reais. Se eu pagar a vista não tem desconto: são os mesmos duzentos reais. Os juros estão embutidos e o comerciante não "desembute".

    M. S. Romares

    16 de junho de 2011 às 13h41

    Ai,ai,ai….mais da carmem por aqui. Muda o nick, mas a argumentação continua rasteira e de pouco conteúdo.

Elton

15 de junho de 2011 às 16h02

E o pior é que em pleno século XXI muitos são os que defendem que "a vocação do Brasil é agrícola" e não há "nada de errado" em dar toda a ênfase a este modelo exportador.
Não vejo por quê o Brasil não pode TAMBÉM ser uma potência industrial.

Responder

Alex

15 de junho de 2011 às 15h45

Há tempos que a intelectualidade progressista, os movimentos sindical e popular e parte do empresariado de base nacional e produtiva vem insistindo para esse problema…na década de 90 houve um fenômeno acetuado de desindustrialização, desnacionalização e privatização que deitou raízes sobre a dinâmica e a estrutura econômica nacional…sem uma política firmenas questões cambial, de juros, de redução de superávit, de revisão da dívida pública, de incentivo à ciência e tecnologia e de inocação, associada ao incremento na geração de emprego, distribuição de renda e reforma tributária progressiva, teremos mesmo o destino de "fazenda do mundo", exportadora de commodities e seremos os eternos transferidores de riqueza, lucros e renda para os EUA, salvando-os da crise profunda em que se encontram graças aos serviços da dívida e remessas (legais e ilegais) de lucros para suas matrizes….

Responder

FrancoAtirador

15 de junho de 2011 às 15h43

.
.
O PONTO NEVRÁLGICO: ONDE O CALO DÓI

"…a dívida externa pública diminuiu. Mas a privada aumentou.
Temos reservas (de U$ 300 bilhões), mas temos mais de U$ 350 bilhões
de investimento estrangeiro em carteira que podem rapidamente se mobilizar
e sair do país."
.
.

Responder

    flavio jose

    15 de junho de 2011 às 22h45

    Este dinheiro não pertece aos investidores grinpos é fruto da receita positiva do comercio internaconal

    FrancoAtirador

    16 de junho de 2011 às 00h38

    .
    .
    Engano seu.

    INVESTIMENTO ESTRANGEIRO EM CARTEIRA É CAPITAL VOLÁTIL

    O investimento estrangeiro em carteira (IEC) refere-se às aplicações estrangeiras

    em títulos brasileiros, na forma de ações ou títulos de renda fixa,

    negociados no país ou no exterior.

    É importante ressaltar que, por possuir uma natureza de curto prazo,

    o IEC é bem menos resistente às crises financeiras do que o investimento direto,

    o que o torna mais volátil, ou seja, mais exposto à conjuntura de curto prazo.

    http://www.infomoney.com.br/noticias/noticia/5251

Almerindo

15 de junho de 2011 às 15h37

Grande Azenha, fora do assunto, mas abaixo um assunto que merece atenção:

“Sinais preocupantes: o PNBL em momento crítico” :
http://campanhabandalarga.org.br/?p=173

É importantíssima a pressão da sociedade neste momento, pra que o PNBL não se torne um fiasco…

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José A. de Souza Jr.

15 de junho de 2011 às 15h28

Incrível como se elide a discussão do fulcro de toda essa problemática: nossos economistas não conseguem pensar num sistema monetário lvre de endividamento! Com isso não se questiona o modelo de banco central tal como existe no Brasil e que é o responsável pela operacionalização de todas as mazelas acima enumeradas pelo Professor Cano. Que tal se pensássemos um pouco "fora da caixa"? Por exemplo, ver: http://www.monetary.org/yamaguchipaper.pdf

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João Bahia

15 de junho de 2011 às 14h38

A avaliação do crescimento industrial deveria ser feita, logo de cara, comparando o setor ao longo dos anos, e não comparando a participação do setor no PIB nacional, porque isso pode significar simplesmente que outros setores cresceram. Toda a análise daí prá frente está comprometida, no meu ponto de vista. Nós estamos vivendo um boom no setor agrícola porque somos exportadores de produtos que estão na pauta de importação de vários países, como a soja, a cana de açúcar, o milho, o suco de laranja, etc. Boa parte do mundo está vivendo uma crise econômica (ou se curando dela) e não está comprando carros e aviões, mas está comprando soja e etanol… Isso significa desindustrialização? Não é o que me parece, sobretudo pelas notícias que ouço todos os dias.. que o diga a indústria automobilística, os fabricantes da linha branca, a turma dos televisores, etc.. Esse papo aí tá me cheirando a pedido de subsídio para o governo… como sempre…

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    fernandoeudonatelo

    15 de junho de 2011 às 16h38

    Aí que está a questão. O autor acerta no todo, mas especificamente em relação ao estímulos financeiros já existem.

    Não acredito e até comentei em outro tópico sobre imposto especial nas agroexportações, pra compensar fiscalmente o setor industrial, que essa era uma política que não sustentava ganhos de competitividade futura.

    Acesso ao crédito subsidiado, via financiamento público (direto de longo-prazo), e incentivos fiscais existem, e são a base do que foi o primeiro PDP (Plano de Desenvolvimento Produtivo) do governo Lula.

    Pessoalmente, e baseado em experiências internacionais de países continentais (EUA, Rússia, Canadá, até China…), acredito que falte estabelecimento de metas às empresas beneficiadas com recursos públicos. Como a exemplo das metas de exportação e valor adicionado, por produtividade, e investimentos privados em P&D própria.

Edvaldo

15 de junho de 2011 às 14h32

Ok.
Tudo tem seu tempo, e realmente é hora de sermos mais agressivo.
Não que tenha sido errado até agora. Por que não seria o hoje se daquele jeito não tivesse sido.
Mas economia funciona assim, tem que estar sempre avançando. Sempre um passo após o outro.
E um passo acabou de terminar com o iminente calote americano.

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Julio Silveira

15 de junho de 2011 às 14h25

O nacionalismo não está nem nunca esteve fora de moda, basta olhar as nações mais desenvolvidas, e agora a própria china que tem um forte sentimento nacionalista. Onde os seus dirigentes colocam de fato seus países acima de qualquer interesse. No Brasil o problema é de liderança fraca, e aí não me refiro a Dilma, me refiro ao todo, a sua elite e seus formadores de conceito, o chamado PIG. Com espirito colono eles vem subvertendo o espirito nacionalista, por que isto implica uma postura critica demais sobre o entreguismo conflagrado, sobre a transferência de decisão da esfera publica para a privada, geradora de privilegiados, de castas entres os cidadãos, que está permitindo como o desenrolar de um novelo, toda a sorte indignidades institucionais que vão da subversão do principios da justiça até a da ética em todos os setores da sociedade.

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Gersier

15 de junho de 2011 às 13h38

Do "zenosr.com"
"De acordo com os dados divulgados pelo Departamento do Trabalho, cerca de 14 milhões de norte-americanos (é como se fosse toda a população adulta do Paraná, Santa Catarina e R.G.do Sul) encontravam-se desempregados no final da semana passada, cifra que eleva para 9,1% o total de trabalhadores naquela situação no país.
A pressionar o segundo maior índice de desemprego registrado no ano de 2011 está a fraca criação de postos de trabalho por parte do setor privado, apenas cerca de 54 mil durante o mês de maio, dizem as estatísticas oficiais".
Se esses fatos ocorressem no Brasil a “véia” mídia faria um estardalhaço gigantesco. Como eles acontecem na terra dos verdadeiros patrões dessas “viaturas de informação” e não dá para transferir a culpa ao governo dos brasileiros, o negócio é se “fazer de salame” (cara de paisagem).

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Pedro Luiz Paredes

15 de junho de 2011 às 13h36

rsrsrsrs, quanta ingenuidade.
O Brasil canta a música da política externa dos EUA, não da China.
Não é porque a China é a maior beneficiária da nossa política de desindustrialização que estamos cantando com ela.
O projeto dos EUA é e sempre foi o neoliberalismo. Isso que dizer que nada é de ninguém. As empresas que querem explorar determinado recurso em qualquer lugar do globo deve ter meios para fazê-lo, pois assim entendem que suprirão as maiores demandas e de quem mais precisa.
Cada um da o que pode.
Se você tem que comida é isso que vai fornecer, se tem água ou petróleo, é isso que vai fornecer. Experimenta dizer não!
Assim, nossa política latifundiária agrícola vai de vento em poupa pois os mecanismos criados até então sob motivos forçadamente políticos nos levam a crer que é mais produtivo para o alcance da demanda, a exploração da agricultura pelos grandes. Que se funiquem os pequenos e os empregos decorrentes de uma descentralização, esse lance de agricultura familiar e tudo mais é secundário para esse modelo.
Sempre irão acusar de comunismo ou socialismo, inventarem e até forjarem situações que comprometam aqueles que não deixam isso acontecer. Digo, governos que não se comprometam com isso. É isso que os Bancos querem, as empresas petrolíferas privadas, entre outras que ganham com a expansão de seus mercados.
É disso que se trata.
A China por sua vez só quer vender.

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sironn

15 de junho de 2011 às 12h56

Bela entrevista. Realmente hoje não temos um projeto de país. E com certeza esse modelo que está dando certo é limitado tanto economicamente como temporalmente. A China de fato está abrindo novos mercados e o preço das comodities vai baixar, mas não tanto a ponto de falir o país. O problema é a limitação econômico-social deste modelo de exportação de produtos primários que gera pouco emprego, tem alto custo ambiental e não possibilita ao país dar um passo a frente na corrida nano-bio-espacial-tecnológica.

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Antônio de Sampaio

15 de junho de 2011 às 12h41

Mesmo depois de 8 anos de governo dos incompetentes dos petistas, que nada mais fizeram que por o Brasil no Piloto Automático da macro economia de Fernando Henrique, mesmo depois de oito anos de poder ainda me aparece um tipo aqui dizendo que a culpa é de Fernando Henrique.

Pior de tudo que o pelego neste caso tem razão, como Lula nada mudou mesmo, com oito anos de lambanças e sem reforma alguma, tudo o que temos é resultado da política econômica de FHC, o probema é que o Brasil precisava e precisa de reformas, como o Messias não faz NADA, hoje o Brasil paga o preço, um desses custos é esse, a perda de capacidade da indústria pelo câmbio muito baixo (o câmbio de Lula é muito mais baixo que o um pra um de FHC), como Lula não fez NADA em oito anos de mandato de puro fanfarronismo, esse é um dos custos a pagar, ainda bem que a Herança Maldita do Doutor em coisa nenhuma caiu no colo da Dilma.

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    Gersier

    15 de junho de 2011 às 13h24

    Governo bom deve ser o do competentíssimo tucanato em São Paulo onde o metrô avança a passo de tartaruga.Onde quando cai uma neblina a cidade submerge,a energia eletrica vai pro escambau.Onde não existem buracos nem lixo nas ruas.Onde um disse que se não cumprisse o mandato integral não mais votassem nele e dois anos depois abandonou a prefeitura,onde um outro que disse para esquecer o que ele escreveu antes,sentou pagando um mico sem tamanho.Eita que essa viuvas do farol apagado e bem informados pelo PIG,são de lascar.

    Marcio Carneiro

    15 de junho de 2011 às 14h10

    Me responda uma coisa, se o FHC foi tão bom assim, pq ele não fez a reforma tributaria?

    Antônio de Sampaio

    15 de junho de 2011 às 15h03

    Não me referi a reforma tributária, me refiro a diminuir o tamanho do estado, a parte do estado que é inútil e gastadora, por exemplo, sem diminuir o tamanho do estado você não diminui as taxas de juros.

    O Plano Real e suas medidas (não esqueça que o PT foi contra todas elas, Lula chegou a queimar uma nota de Real na TV), mas esqueçamos essa parte, se Lula tivesse pelo menos feito um governo mais racional, o Brasil não estaria nessa situação hoje.

    O dólar de Lula é ainda mais baixo que o dólar de FHC… isso é causado pelo tamanho do estado gastador e inútil, para financiar essa gastança temos que pagar juros cada vez mais altos, o dólar despenca….

    Lula teve muito mais tempo de bonança que FHC, a crise de 2008 a China resvolveu para nós, mas se houver uma próxima???

    ZePovinho

    15 de junho de 2011 às 21h48

    Eu prefiro diminuir o tamanho da iniciativa privada dentro do Estado:isenções fiscais para bancos,agronegócio,empresários de São Paulo et caterva e aumentar o tamanho do Estado para o cidadão pagador de impostos(que não tem ajuda do governo,como vocês pseudo-capitalistas que reclamam tanto) e que leva ainiciativa privada desse país nas costas.

    M. S. Romares

    16 de junho de 2011 às 13h44

    Um cabecinha fã do reinaldinho cabeção. O nanoestado ainda não desgrudou dos çerristas.

    Antenor L. Moreira

    15 de junho de 2011 às 14h41

    KKKKKKKK!
    É pra morrer de rir!

    Eduardo

    15 de junho de 2011 às 15h48

    Seu comentário é ridículo, com todo respeito. Apesar das limitações da Gestão Lula, é evidente que o país melhorou. Conservadorzinho medíocre…

    rafael Bhte

    15 de junho de 2011 às 17h51

    vai catar coquinho na descida fio

    zero

    15 de junho de 2011 às 19h44

    Se a economia brasileira dependesse do piloto automático macroeconômico do fhc, estariamos espatifados no chão a muito tempo, meu amigo. Tenha a santa paciência! É muita teimosia nessa tecla de "herança bendita" do neoliberal entreguista. Quanto a China resolver nossa crise de 2008, me faz lembrar fhc, globo e toda oposição ironizando quando Lula começou a buscar novos mercados como a própria China, Índia, África, Oriente médio, mudando o foco míope do seu fhc que só via Europa e EUA. Passa amanhã!

    Sópracomentar

    15 de junho de 2011 às 21h14

    Viuvinha inconformada do F-gagá-C detectada… Não alimentem os trolls. Tá com saudadinha dele? Faz sua ficha de figurante no PSDemB e vai lá no diretório central se derreter em carinhos e elogios ao vendilhão-mor…

    Zhungarian Alatau

    15 de junho de 2011 às 23h16

    FHC teve 8 anos pra mostrar serviço. OITO anos. E agora, amargará pelo menos 12 anos fora do poder. DOZE anos. O povo (POVO, não Globo) sabe exatamente quem fez o quê.

    Entendeu? Ou quer que eu desenhe?

Marcelo de Matos

15 de junho de 2011 às 12h13

Os economistas criticam o modelo econômico, mas, consciente ou inconscientemente, dão a entender que foi o governo que instituiu e preserva esse modelo. Não é verdade. O governo é um mero gestor do modelo. Quem o instituiu e preserva são os detentores de capitais. Tivemos o primeiro ciclo do açúcar no início da colonização do país. Vivemos novo ciclo desse produto, e do álcool, no momento presente. A Esso do Brasil, ícone do “imperialismo ianque”, foi comprada por uma usina de açúcar de Piracicaba. Os governos não promoveram esses ciclos econômicos – quando muito o gerenciam. Quando se assiste a uma discussão entre economistas eles falam sempre no plural – tivemos uma década perdida; não investimos o suficiente na modernização do parque industrial, etc. Percebe-se claramente que as decisões são tomadas em razão de um consenso da comunidade econômica. É preciso que isso fique claro para que não se use os erros e descaminhos desse consenso para tentar comprometer o governo, qualquer que seja o governo da vez.

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    Roberson

    15 de junho de 2011 às 12h43

    Claro, claro.

    Sergio Navas

    15 de junho de 2011 às 17h27

    Concordo

Lousan

15 de junho de 2011 às 12h07

ontem eu li no AdAge que o nordeste brasileiro é a nova china! http://adage.com/article/global-news/brazil-s-nor

Seria melhor do que desacelerar ou será que isso são frutos da visita da Dilma a China no começo do ano?

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urbano

15 de junho de 2011 às 12h02

Eu queria ter lido esse texto na epoca do FHC. O economista Cano que é especialista em industrialização preferiu ficar bem caladinho enquanto as industrias fechavam. Por que será?
Agora que o governo tenta retomar o crescimento ( e tem limites com certeza) vem essa lenga lenga

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    P A U L O P.

    15 de junho de 2011 às 14h35

    O Cano devia estar no mesmo cano de esgoto de onde saiu.

    Antenor L. Moreira

    15 de junho de 2011 às 14h43

    É que ele entrou pelo cano!

    Zé Fake

    15 de junho de 2011 às 21h55

    Apesar de ser leigo no assunto minha impressão também é essa, é conversa mole, mimimi. Inclusive porque Lula retomou os investimentos na industrialização (me lembro da Petrobrás como exemplo, e Dilma deve fazer o mesmo na Vale, mesmo sendo "privada".)

    Outra coisa que mostra, achou eu, que essa "entrevista" é meio suspeita:
    Investir, inclusive em ciência e tecnologia nos setores de ponta que não conseguimos avançar na passagem dos anos 1980, notadamente fármacos e microeletrônica, em especial chips.
    O cara deve estar brincando se acha que isso aí vai resolver as coisas em curto ou mesmo médio prazo. Investimento nessas áreas é coisa para décadas, não alguns anos. Vai querer competir com Intel e Bayer ? É meio difícil mermão…

Scan

15 de junho de 2011 às 11h54

Pois é.
Seremos eternos exportadores de comodities e o celeiro do mundo.
E o Boletim Focus (que insistem em dizer que "é do Banco Central") continuará a dar as cartas, engordando as contas dos rentistas e transformando o Brasil em m(*), e a Selic continua subindo para evitar a inflação que não existe.
Quando o Meirelles estava no BC, reclamava-se disso: afinal Meirelles era do PSDB. Mas com o Tombini é diferente; com o Tombini alcançaremos o Nirvana…
Bleargh! Tudo farinha do mesmo saco!
Desculpem, vou vomitar ali no canto.

Responder

marcio_cr

15 de junho de 2011 às 11h52

Qualquer analise de mercado produtivo que não fala sobre reforma tributaria não é uma analise seria.

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ricardo

15 de junho de 2011 às 11h44

Acabei de ler no IG: Risco Brasil é menor que o risco EUA pela primeira vez na história.
http://colunistas.ig.com.br/guilhermebarros/2011/

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Fabio_Passos

15 de junho de 2011 às 11h41

Entrevista excelente.
A roubalheira rentista está condenando o Brasil ao atraso.

E o governo do PT permanece omisso assistindo passivamente a banca sugar o sangue do trabalhador brasileiro.

A Dilma tem a responsabilidade de mudar esta pouca vergonha.
Ou será que o rabo do governo pertence aos especuladores?

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