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Militares que se escondem atrás do Exército são uma praxe brasileira, diz Janio de Freitas, mas caso de Pazzuelo é “covardia”
Alex Pazzuelo/Secom
Política

Militares que se escondem atrás do Exército são uma praxe brasileira, diz Janio de Freitas, mas caso de Pazzuelo é “covardia”


09/05/2021 - 13h59

Da Redação

Treinados para o combate e valentes nas redes sociais e nos comunicados do Clube Militar, os militares brasileiros fogem das suas responsabilidades e se escondem atrás da instituição militar — uma casta que está acima da lei — escreve hoje em outras palavras o colunista Janio de Freitas, da Folha.

Janio trata do caso do general do Exército Eduardo Pazzuelo, supostamente especialista em Logística, que comandou de forma desastrosa o ministério da Saúde e prostrou-se diante das ordens negacionistas do tenente Jair Bolsonaro.

“Militares valendo-se do Exército para fugir da responsabilidade por seus atos, convenhamos, até parece parte da concepção de ética militar. Os generais que mantiveram a ditadura de Getúlio, os do golpe de 64, do golpe de 68, os oficiais da tortura e dos assassinatos, os do Riocentro, esses e muitos outros construíram a praxe”, escreveu Janio.

Pazzuelo arranjou uma desculpa esfarrapada para não depor na CPI da Covid e, para espezinhar os integrantes da comissão, encontrou-se com o ministro da Casa Civil Onyx Lorenzoni, apesar de supostamente estar em isolamento social por contato com subordinados contaminados pela covid.

Como ele é general da ativa, colegas acreditam que um depoimento de Pazzuelo poderia ser visto como uma afronta ao Exército e, ao mesmo, desmoralizador da farda.

Janio não acredita que o Exército institucionalmente está apoiando Bolsonaro: “É covardia, a mesma covardia que o impediu de repelir ordens contrárias ao bom senso, ao dever do cargo e à vida de milhares”.





6 comentários

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Marco Vitis

10 de maio de 2021 às 19h17

Os militares entreguistas são essencialmente corruptos e traidores do povo brasileiro. Jânio de Freitas rememorou alguns deles. Por isso, defendo que Bolsonaro e todo seu bando sejam processados e enviados pra cadeia. Militares entreguistas, inclusive.
Em qual exército honrado um sujeito imbecil, canalha e covarde chegaria a General ? Pois o Exército Brasileiro tem dezenas de Pazuellos… Ou não ?

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Cesar Artur

09 de maio de 2021 às 21h47




Tão dizendo nas redes sociais que a Glaisi será a candidata do PT.
Finalmente mais uma mulher.

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Lucas Pusis

09 de maio de 2021 às 18h10

Isso aqui tem muito pouca chance de dar certo.
A sociedade brasileira é corrupta e não somente os políticos. Simples assim.
Daqui 10 ou 20 anos reprisam o desenho do vira lata na tv. E o povo cai como sempre.
Põem uma capa no totó e põe ele para voar na tv como sempre fizeram aqui. E eu que pensei que era desenho infantil.

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Domenico Rios

09 de maio de 2021 às 16h00

É só privatizar todas as empresas públicas que nenhum político rouba mais o povo.
Viramos piada até na França. Terra de povo enjoado.
Vamu continua nosso campeonato particular e pedalar como sempre.

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    Nelson

    09 de maio de 2021 às 23h23

    Meu caro. Como é que tu consegues vir aqui afirmar um disparate desses? Vais me dizer que não sabes como a coisa funciona?

    A acreditar no que escreves, a corrupção no Brasil é um caso sui generis, feita de um só personagem, o corrupto. Ou seja, não existe o corruptor. Então, vou te explicar.

    Em grande parte dos casos, o político é apenas um instrumento de que o capital [empresário privado] se utiliza para desviar os chamados fundos públicos para a viabilização de seus negócios [lucros maiores]. Há casos em que o próprio empresário é um político.

    Se formos adotar a tua “brilhante” solução – “privatizar todas as empresas públicas” -, quem vai se assenhorear das nossas riquezas, do nosso patrimônio, será justamente o empresariado que corrompe o político, que é quem tem dinheiro.

    Então, o que tu estás querendo é premiar um dos personagens responsáveis pela corrupção.

    Isto mesmo. Ou tu achas que os governos privatistas vão entregar as empresas estatais para que associações, cooperativas ou sindicatos de trabalhadores as administrem?

    É claro que não. A privatização foi idealizada como um meio de abrir mais espaços para que o grande capital privado possa ampliar mais e mais seus lucros.

    E o grande capital já financia a eleição de boa parte dos políticos para que, eleitos, eles possam carrear as empresas estatais para suas mãos por meio do que chamam de privatização.

    Um exemplo, em meio a tantos. Aqui no Rio Grande do Sul, os dois últimos governos estaduais, de Sartori e de Leite, receberam, do governo federal, pelo PAC, a FUNDO PERDIDO, R$ 650 milhões para investirem em saneamento.

    Era só destinarem o dinheiro à companhia de saneamento do Estado, Corsan, que ela faria o serviço. Porém, como foram eleitos compromissados com o grande capital, de entregar o que resta do patrimônio público gaúcho, eles não investiram um centavo sequer dessa grana.

    Eles fizeram uso da tática, que foi muito utilizada pelo entreguista-mor, Fernando Henrique Cardoso, de ir “sucateando” a empresa, agravando o problema do saneamento, para que a própria população ficasse contra a Corsan e a favor da sua privatização.

    Safadeza das grossas. Grande parte dos governantes e parlamentos a pratica, em benefício dos seus financiadores de campanha, o grande capital, contra os interesses da esmagadora maioria do povo.

Carlos Guilherme Pfau Lenz

09 de maio de 2021 às 14h36

“exército bananeiro” ? o que sempre tivemos foi “milicianos de boquinha”…
Ainda bem que os comandantes e infraestrutura nós 2a. Guerra foram americanos, pois caso contrário não teriam morrido somente 471 expedicionários…
Se fosse um tal de boçalNero, ou um tal de gal. pesadello teriam morrido todos…
Aliás, de genocídio a milicada é competente. Vide guerra do Paraguai, revoltas populares no bananil, golpe de 64 e agora neste gobierno de mierda na pandemia…

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