VIOMUNDO

Diário da Resistência


Mauro Santayana: De igual para igual, sem canto de sereias
Dilma e Joe Biden, na visita do vice-presidente americano ao Brasil. Foto: Wilson Dias. ABr
Política

Mauro Santayana: De igual para igual, sem canto de sereias


08/06/2013 - 10h40

Dilma e Joe Biden, na visita do vice-presidente americano ao Brasil. Foto: Wilson Dias/ABr

por Mauro Santayana, em seu blog

A vinda do vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, ao Brasil, e a confirmação da visita de Estado da Presidente Dilma Rousseff aos EUA, apontam para uma mudança de patamar nas relações entre os dois países.

Tradicionalmente avessos a uma aproximação maior com a América do Sul, os Estados Unidos parecem ter subitamente despertado para a importância do Brasil na região e no mundo. Entre outros fatos, essa presença internacional explica a recente vitória do Brasil na OMC, contra o voto contrário de 26 países da União Européia e dos próprios EUA.

O Brasil, hoje, por qualquer ângulo que se veja, é o parceiro necessário na região.

O maior projeto petroquímico do México está sendo executado por uma empresa brasileira. Pouco ao leste, no mar das Antilhas, a obra mais importante de Cuba, o novo Porto de Mariel, é financiada pelo Brasil e está sendo realizado por outra empresa brasileira, assim como novas usinas da Azcuba, estatal de produção de açúcar, e de vários projetos de modernização agrícola. Na Bolívia, a venda de gás ao Brasil é de importância vital para aquele país, que nos envia, todos os dias, 30 milhões de metros cúbicos.

Também na Bolívia e no Peru, o Brasil projeta e constrói a rodovia e a ferrovia transoceânicas, que irão nos levar aos portos do Pacífico e facilitar o incremento das relações comerciais entre os dois lados do continente. Ainda no Peru, empresas brasileiras abrem túneis nas montanhas dos Andes, para levar águas para a irrigação de áreas áridas. No Paraguai, o Brasil financia e constrói uma linha de transmissão de energia de Itaipu ao oeste do país. Na Argentina, o maior projeto em discussão hoje, é o da exploração das reservas de potássio de Rio Colorado, a ser executada por uma empresa brasileira.

Apoiado por pela Espanha e pelo México, os EUA tentam contrabalançar o papel do Brasil na América Latina, com iniciativas como a Aliança do Pacífico. Trata-se de esforço inútil, já que o Brasil é o maior parceiro latino-americano comercial de todos os países envolvidos. Além disso, a Aliança não pode concorrer com a UNASUL ou o com Conselho de Defesa da América do Sul, instituições das quais Peru, Colômbia e Chile são membros plenos, e compartilham com o Brasil importantes projetos, como o do novo avião militar de transporte da EMBRAER, o KC-390 ou o desenvolvimento de lanchas de patrulha fluviais para a Amazônia.

Biden fez questão de ressaltar alguns aspectos que valorizam o papel do Brasil no mundo, como o fato de ser a sétima maior economia e de ter um PIB maior que o da Rússia, ou o da Índia e omitiu outros, como a posição do Brasil como terceiro maior credor externo dos EUA.

Devemos estreitar, de igual para igual, o diálogo com os EUA, sem nos deixarmos seduzir pelo canto de suas sereias. Eles têm seus interesses e nós temos os nossos. Eles têm o Nafta – e nós temos o Mercosul e os Brics.

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Por Laurindo Lalo Leal Filho



51 comentários

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Fernando Couto de Almeida

07 de agosto de 2013 às 16h38

arabéns, Dom Mauro. Só falta um artigo sobre a nova geo-política do Brasil que, ao que tudo indica, esqueceu-se dos satélites, da guerra eletrônica, do novo pode espacial, cibernético… que tal? Só vc poderia falar sobre isso, além, lógico, do Celso Amorim… Abs do Fernando Couto, vizinho de seu filho no Garvey Park Palacxe Hotel, lá pelos 94, 95…

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augusto2

10 de junho de 2013 às 10h34

nao precisa uma super estrutura militar, como tal.Se for nuclear,melhor.
Basta ter:
ou uma força de respeito suficiente ali onde é preciso (russia vs Usa)
ou uma capacidade de resposta suficiente para que o inimigo atacante tenha que pagar um preço politico ou militar ou economico que NAO pode pagar (frança na europa, ou paquistao vs india.)
É o caso da Coreia RPD.
É o caso de recordar h.kissinger que apos conversaçoes de distensao com a Urss se justificava: “A uniao sovietica tambem tem interesses legitimos de segurança”.
Quem perdeu,ha menos de 02 geraçoes, como a Coreia RPD mais de vinte por cento (20%) de sua populaçao em bombardeios desnecessarios e genocidas (dos Usa) tem de sobra interesses legítimos de segurança.

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Mardones

10 de junho de 2013 às 09h44

É precipitada a análise, a meu ver. Está muito longe ainda o dia em que o Brasil estará diante dos EUA ‘de igual para igual’. É o meu sonho! Torço por isso.

No entanto, a sétima economia do mundo é uma das primeiras em contradição social. Então, ainda que objetiva a comemoração desse fato, creio que padece de análises mais realistas sobre os custos dessa grandeza.

No próprio artigo há a menção à Índia como detentora de PIB – oh, santo PIB!!! – menor que o nosso. No entanto, a Índia tem algumas coisas de fazer inveja ao Brasil.

Ainda que tenha um PIB menor que o do Brasil, a Índia possui uma estrutura educaional capaz de formar engenheiros em quantidade e qualidade superior a todos membros do BRICS. A pensínsula possui seu próprio satélite e montadoras de automóveis. Ah! Claro, que não poderia faltar: a pacífica Índia – por inúmeras questões – tem a bomba atômica.

Ser a sétima economia do Planeta para distribuir menos renda do que pagamos de juros da dívida pública não auditada, financiar uma balança comercial baseada em exportação de comodities e usar o BNDES para financiar projetos duvidosos é uma lástima.

Para finalizar, a atuação do baiano da OMC ainda precisa ser provada. Vamos vigiar. A oposição dos EUA e dos ricos não terá significa que abriram mão de seus interesses junto a OMC.

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Jayme Vasconcellos Soares

10 de junho de 2013 às 07h30

Dilma, com o seu programa privatista, deverá deixar uma erosão institucional tão grande neste nosso País que, quem quiser se candidatar a Presidente do Brasil, deve pensar muitas vezes: vai ser dificílimo tapar este buraco abismal deixado por ela.

Responder

FrancoAtirador

10 de junho de 2013 às 01h13

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IMPRENSA BRAzILEIRA

De costas para o BraSil

Por Saul Leblon, no Blog das Frases – Carta Maior

O colapso da mídia conservadora chegou antes da falência do país, vaticinada há mais de uma década pelo seu jornalismo.

O velho ‘passaralho’ sobrevoa algumas das principais redações que compõem o núcleo duro da oposição ao governo Dilma.

Estadão, Abril, Folha, Valor lideram a deriva de uma frota experiente na arte de sentenciar vereditos inapeláveis sobre o rumo da Nação, enquanto o seu próprio vai à pique.

[(http://bit.ly/11Q05Ds); (http://bit.ly/SaBd7d);(http://bit.ly/ZyKxI2); (http://bit.ly/11pYrbR) e (http://on.fb.me/11tGslW)]

De bagres a pavões, cabeças experimentam o fio gelado da guilhotina dos custos nas grandes corporações.

A ‘descontinuidade’ de títulos, a supressão de cadernos, o emagrecimento das edições, o clamoroso empobrecimento da reportagem e o rapa nos borderôs dos ‘freelas’ não deixam margem a dúvida.

O setor vive uma de suas mais graves crises, da qual o leitor só tem notícia pela qualidade declinante do produto.

Enquanto uiva e torce pela espiral descendente da economia, de olho em 2014, a mídia alivia (suprime?) a discussão da efetiva, ostensiva e acelerada decadência em seu metabolismo.

Murmúrios escapam de quando em vez, como na coluna domingueira da ombudsman da Folha, Suzana Singer.

Informa-se ali que o veículo cuja manchete saliva sobre os sete pontos de queda de Dilma na corrida presidencial demitiu 24 pessoas apenas na última semana.

Não só.

Sepultou o Caderno Equilíbrio (que já rastejava há meses) e agora persegue a receita de “um jornal menor, mas mais sofisticado para fazer frente às informações gratuitas oferecidas na internet”.

Duas observações são obrigatórias.

O veículo dos Frias avoca a suavização de um fracasso com base na mudança sistêmica que apertou as turquesas da concorrência contra o modelo tradicional de jornalismo

Mitigação equivalente é sonegada ao governo e ao país, submetidos aos constrangimentos de um mundo que se liquefaz na desordem neoliberal.

Número dois: antigamente, a expressão ‘menor, mas mais sofisticado’, uma variante do surrado ‘fazer mais com menos’, era sinônimo de arrocho e superexploração.

A transição tecnológica da Internet talvez não explique integralmente a corrosão edulcorada nos velhos chavões patronais.

Corporações que fazem água nesse momento não são entes genéricos; não praticam qualquer jornalismo, não reportam qualquer país, tampouco adernam num ambiente atemporal.

Uma singularidade precisa ser reposta: o jornalismo dominante virou as costas ao país na última década.

Se a tecnologia envelheceu o suporte, o conservadorismo esférico, traduzido em antipetismo obsessivo, mumificou a pauta.

A saturação da narrativa antecedeu o esgotamento do meio.

Ao ocupar diariamente suas páginas com a reprodução da mesma matéria –‘o fracasso do Brasil’, as corporações contraíram um vírus fatal ao seu negócio: o bacilo da previsibilidade.

Há quanto tempo as manchetes, colunas e reportagens disparadas do bunker dos Frias deixaram de surpreender o leitor?

Existe algum motivo para ler amanhã um jornal que hoje tem a frase seguinte antecipada na anterior? E na anterior da anterior e assim sucessivamente?

A recusa em discutir os reais problemas do desenvolvimento brasileiro – que existem e são sérios –, o veto às soluções que escapam à estreiteza de seu receituário, erigiu a sólida base de irrelevância desse jornalismo, esmagando-o nos limites de um universo leitor incapaz de sustentá-lo.

O golpe de misericórdia tecnológico, no caso brasileiro, talvez seja apenas isso.

Uma gota d’água adicional em um galeão perfurado de morte pelos próprios artefatos.

Se o objeto em questão parece irremediavelmente comprometido, cabe à mídia progressista ocupar o seu espaço erigindo-se em uma verdadeira caixa de ressonância dos grandes debates do desenvolvimento nacional.

Não há mandato cativo na história.

Essa função será desempenhada pela comunicação que souber contornar o vírus da irrelevância tendo como norte a certeza de que as ideias só se renovam e pertencem ao mundo através da ação.

(http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=6&post_id=1262)

Responder

Luís Carlos

09 de junho de 2013 às 10h56

Tem gente que ainda tEm saudades de FHC e dos tucanos e demos no governo federal…

Responder

    Fabio Passos

    09 de junho de 2013 às 19h07

    Os ianques tem saudades.
    Na epoca fhc limpava os sapatos ianques… com a lingua!

Jose Mario HRP

09 de junho de 2013 às 08h00

Também do mestre Santayana esse belo texto que nos leva a reflexão:

http://www.maurosantayana.com/2013/05/a-dissolucao-dos-mitos-americanos.html

Responder

Jose Mario HRP

09 de junho de 2013 às 07h54

E lá vem os Super Hornets!
36 a principio, quem sabe 36 depois!
Nosso agronegocio e o pré sal começam a fazer diferença
Soja , milho, sorgo, bois, frango, petroleo fazem muita diferença.

Responder

simas

09 de junho de 2013 às 03h02

Bem: o Mestre Santayana agora vestido com o maior sentimento da mais casta esperança… imagina q o tal do Binden nos faz uma visitinha, respeitosa. E elenca uma série de razões, pra sedimentar seu raciocínio.
Pura educação; talvez, quem sabe, pra estimular a platéia no contraponto.
Ora, convenhamos, a conjuntura obriga a rapina dos EEUU tomar atitude, séria, mais consistente. Afinal, não seria o fato de o Brasil financiar, firme. o buraco, altamente problemático, em suas contas públicas… A cooperar na manutenção dos exércitos de ocupação, dos EEUU, pelo mundo afora; inclusive, no Paraguay e na Colômbia… Não seria, apenas, por isso; a aplicação de grana, alta, em títulos públicos, americanos. Não seria, apenas, por isso. Junto, o Brasil e parceiros Sul Americanos, desde a Patagônia, até o Caribe, proporcionam a existência de um novo Órgão, q congrega Estados nacionais, a substituir a velha e prostituída OEA; e tem o Mercosul, a Unasul e mto mais… Aquele quintal, de antigamente, não requerente de maiores cuidados, agora pensa por si e constrói um futuro, competidor. Isso, não pode acontecer… Parece q seus “correspondentes”, locais, já não têm aquela competência de solapar, por si, só, os Estados nacionais, em suas próprias fronteiras. Parece. Não tem campanha midiática, terrorista, q desarme a avaliação, positiva, crescente, dos Governos progressistas, na área. Não tem. Urge, portanto, a presença física, do Poder Central em sua pretença…

Responder

    JOTACE

    09 de junho de 2013 às 16h37

    Caro Simas,

    Comentando “De igual para igual…” escrevestes um texto “De um mestre para outro”…Cordial abraço, Jotace

Bernardino

08 de junho de 2013 às 22h26

É meu caro ANAC,quem tem bomba atomica,mesmo sem desenvolvimento é respeitado VIDE COREIA DO NORTE.O problema é que a MIlicada brasileira foi COVARDE passaram 20 longos anos no poder e nao desenvolveram a tal Bomba atomica,perderam tempo batendo em estudantes e operarios.O Geisel tentou fazer mas os IANQUES bloqueram via alemanha.O fato é que sem armas nucleares ninguem fala de igual paara igual.Invadiram Yraque,afeganistao,mataram KHADAFI,só nao pegaram a SIRIA pq a RUSSIA apoia e lhe dao armas e misseis poderosissimos.E a COREIA?AH humilharam os YAnques em 2008 prendendo uma jornalista americana por um ano e o Clinton foi la pedir pra soltar!!tudo pq a coreia é militarizada e tem misseis de longo alcance alem claro da BOMBA ATOMICA em que pese seu atraso economica,penso que no futuro as duas se unirao patricinada pelaa CHINA e ai sim uma tem dinheiro e outra ARMAS o que pregava MAQUIAVEL em o principe!E NOS? ah com essa elite safada,traira e antipatriota e povinho covarde duvido que venhamos a ter a nossa BOMBA.É a Maldita Cultura POrtuguesa a nos atrapalhar!!!!!!

Responder

Ivan Clides da Costa

08 de junho de 2013 às 21h14

Á Nação brasileira vem a 10 anos, mostrando ao mundo que, que somos uma Nação responsável, apesar de estar tomada de gente iresponsável, com atitudes impatrioticas e nada aconselhaveis. Se os EUA querem conversar conosco, então conversamos. Se ouver acordos benéficos aos dois lados, então fassamos. O Brasil, ao contrário de outros e do pensamento pequeno de parcela de nosso Povo, deve estabelecer relações comerciais com todos os Povos. Hoje somos uma Nação e não fundo de quintal, como no passado.

Responder

Álvares de Souza

08 de junho de 2013 às 19h08

Me esqueci de dizer: é o CHOQUE DE GESTÃO!!!!!

Responder

Álvares de Souza

08 de junho de 2013 às 19h07

Fiquem frios que o Aecim vem aí. A primeira medida é reduzir o número de ministérios para 26. O resto do conjunto, que irá administrar esse montão de obras fantásticas, America Latina e mundão afora, ele irá terceirizar, contratando a paulistada, à míngua nos últimos dez anos, e alguns mineirinhos, se os primeiros deixarem. O Bolsa Família, Enem e todos os programas sociais destinados aos 200 milhões de brasileiros, ele vai desativar, para reduzir custos, gerar um superavit prá nenhum rentista, daqui e de acolá, botar defeito. Quem viver, verá.

Responder

    jorge Luiz

    09 de junho de 2013 às 09h33

    Me permita discordar, mas Aécio Neves um politico profissional, que nunca trabalhou e viveu sempre a sombra do avo. Se conseguir ser eleito, nada fará pois o choque de gestão que se gaba de ter feito em Minas foi apenas manobras contábeis e deixou o estado com uma divida monstruosa, saúde falida, estradas em péssima situação, e muitos outros problemas. E politico nenhum presta, na minha opinião, porém politico mineiro e nordestino são a pior corja de todos. E, caso eleito, nunca teria peito para eliminar as bolsa familia e outras, pois seria uma catástrofe. Além do mais, entregaria o Brasil ao interesses estrangeiros, banqueiros internacionais, que o apadrinham.

    jorge Luiz

    09 de junho de 2013 às 10h03

    Complementando: Minas Gerais assim como a maioria dos estados nordestinos é governado por grandes familias. Já pensaram o Brasil, com todos os problemas que tem, passa a ser governado por um grande famila mineira ou nordestina? Seria um desastre maior ainda. De uma nação continental, passaria a ser um feudo.

    H. Back™

    09 de junho de 2013 às 13h05

    “Choque de gestão”??? Você quis dizer “choque de INDIgestão”. É o que o INDIGESTO Aécio vai provocar com a sua contumácia embriaguez. he he he

souza

08 de junho de 2013 às 18h49

o prestígio do brasil esta sendo construído pelo respeito.

Responder

Urbano

08 de junho de 2013 às 18h09

E isso tudo tem que se agradecer ao Eterno Presidente Lula, um dos maiores recordistas de títulos Doutor Honoris Causa, que projetou e executou esse momento para o Brasil e que vivenciamos. Daí então ferrando henriqeaux danoso, o que te resta é chorar… O que ganhates de mais precioso dos ianques foi a bronca do biu clitó.

Responder

    Urbano

    08 de junho de 2013 às 22h03

    Corrigindo: … ganhastes…

Ricardo da Costa

08 de junho de 2013 às 15h04

Pra mim, a Dilma é uma mentirosa, enganadora,como foi Lula e FHC. Eles estão entregando e destruindo as riquezas do país.
Eu adorara ter acesso as contas de todos os ex-presidente do Brasil e da Dilma..

Responder

    PC

    08 de junho de 2013 às 19h06

    Pede também as contas do Roberto Marinho, do Eike Batista, do papai noel, da princesa Isabel.
    Tem cada um que me aparece aqui.

anac

08 de junho de 2013 às 15h03

Igual para igual só com a bomba atômica.

Responder

    willian

    08 de junho de 2013 às 15h53

    Com uma bomba atomica o que o Brasil poderia fazer contra os EUA?

    Marcio H Silva

    08 de junho de 2013 às 19h03

    Se o Brasil, mesmo clandestinamente construir um artefato nuclear, é claro que não fará apenas um, mas vários. nNnguém dispende tempo e grana para fazer um artefato somente. E matéria prima para tal, temos, de sobra. Mas, creio, a situação é psicológica. Bastaria uma, e somente uma, para pelo menos equilibrar as discussões. A Coréia do Norte, que ninguém tem certeza se tem mesmo a bomba, e se tem, se a mesma vai funcionar, impediu destes caras fazer lá o que fizeram no Iraque, Afgasnistão e Líbia…

    Gabriel A. Boscariol

    08 de junho de 2013 às 20h21

    A verdadeira arma dos americanos são os pelotões de vira-casacas, vendidos e vira-latas que existem no país, prontos para entregar aos States qualquer coisa a valores irrisórios pensando que vão obter vantagens ao se mostrarem puxa-sacos do império. Não importa a Bomba Atômica, ela é uma arma pomposa e se for para ter apenas umas 10, serviriam para o quê? Treco caro de manter e construir. Deveria ser investido em sistemas de defesa e novas tecnologias de armas, porquê não investir mais no espaço, seria mais proveitoso do que construir bombas atômicas inúteis. Os EUA e a Rússia detém milhares e são completamente inúteis, teriam efeito dissuasório mesmo que fosse algumas centenas. A tecnologia de defesa é mais proveitosa, é mais fácil evitar que aa bomba acerto o país, do que construir um bodego para atacar outro país.

    Fernandes

    08 de junho de 2013 às 16h31

    Concordo parcialmente.

    Além da bomba precisamos de uns 5 submarinos nuclear; uns três porta-aviões no Atlântico; um outro no Caribe entre Venezuela e Cuba; mísseis balísticos com capacidade intercontinental. Produção militar independente de qualquer tecnologia estrangeira, inclusive nos caças. Daí começaríamos a ser respeitado.

    Claro que não tirar o sapatinho, já é um bom começo!

    renato

    08 de junho de 2013 às 17h10

    O Homem de Ferro, O capitão America, Super Man( não, nós dariamos um jeito de meter uma kriptonita nele) THoR, Aranha.
    O HULK é nosso porque esta junto com as FARCS.

    PC

    08 de junho de 2013 às 19h08

    É bem o que dizia o falecido Eneias, este sim nacionalista.
    Só quem tem força militar tem igualdade, isso é histórico.
    Mas sinceramente, prefiro não te-las. O mundo é melhor se não a tivermos.

Bonifa

08 de junho de 2013 às 14h58

Estes são os Estados Unidos. Respeitam e reverenciam quem faz o que não querem que faça e quem os desafia. Mas não se deve jamais deixar-se embriagar pelo vinho que oferecem, como o Kadafi, que cometeu este erro.

Responder

JOTACE

08 de junho de 2013 às 13h07

Sempre leio os artigos de Mauro Santayana, e os aprecio bastante. Desta vez, porém o jornalista arguto que ele é, omitiu uma palavra sequer quanto à pretensão do governo colombiano com o mais decidido apoio dos Estados Unidos, em se “acercar” da OTAN, uma organização sabidamente belicista. A atuacão da OTAN é de péssimos antecedentes como o demonstra por exemplo, sua atuação na Yugoslávia, Afganistão e na carnificina da Líbia e é uma ameaça para toda a América do Sul, a partir da Colômbia. Nosso continente, incluindo seus mares petrolíferos, é área sabidamente de paz. Contudo, nela já rondam submarinos e barcos de superfície armados de artefatos nucleares, como têm sido visto nos mares do Arquipélago das Malvinas, a defenderem o assalto ao petróleo argentino. A inclusão da OTAN num país sul-americano como pretendido, significa um golpe para a UNASUL e outros organimos a ela vinculados e da maior importância para os destinos do Brasil.

Responder

    Elias

    08 de junho de 2013 às 13h58

    Jotace

    Parece (e talvez seja) paradoxal, mas concordo com o artigo de Santayana e também com o seu comentário que inclusive enriqueceu o tema.

    renato

    08 de junho de 2013 às 17h13

    Não é a primeira vez que JOTACE, mata a pau.
    E é bem como as coisas estão se delineando, não
    JOTA.

    Fernandes

    08 de junho de 2013 às 16h39

    Sem falar que o Paraguai é louco para ser membro da OTAN, ainda que isso pareça ridículo. Esse país segue com a mentalidade da Guerra Grande (Guerra do Paraguai, para nós). A cultura histórica desse país é centrada naquela carnificina produzida por D. Pedro II. Sua direita adoraria ser a ponta de lança do império do norte contra o Brasil e Argentina. Nunca devemos nos esquecer que para os EUA “todas as possibilidades estão na mesa”. Sempre, repito, sempre terão um inimigo. Quem sabe, quando o palco do Oriente Médio terminar, para aonde virarão seus canhões. Aqueles que pensam e governam o Brasil devem sempre estar alertas.

    JOTACE

    09 de junho de 2013 às 01h08

    Estou de acordo contigo, caro Fernandes. Mas temos de considerar não só os os males que praticamos na indecente e imperialista guerra contra o Paraguai, mas o que temos continuado a fazer depois dela até os presentes dias. Não só contribuiu o Brasil de maneira decisiva para o genocídio de cerca de 70% (setenta por cento) de toda população do país mas, entre outros crimes, se apoderou de vasta extensão do território daquela nação. Esquecidos da miséria em que vive grande parte do povo paraguaio, só mais recentemente consideramos – e até por razões sobretudo de ordem comercial- impor com outra nações aos oligarcas golpistas discretíssimas sanções. Medidas que, na prática, em nada alteraram um status quo que se mantém no Paraguai desde tempos remotos e que beneficia a oligarquia corrupta que pilha o país em detrimento do povo. Infelizmente o Brasil continua a ser o velhacouto de ex-presidentes, ou políticos diversos, mas que têm um denominador comum: são estafadores e quase sempre genocidas evadidos por pressões de concorrentes políticos que apenas querem assumir os seus lugares. Tais criminosos recebem facilmente aqui o status de asilados políticos. Ou premia com salários astronômicos nossos ‘bons’ parceiros em obras como Itaipu. Como as mais legítimas lideranças do povo paraguaio podem interpretar tais atos do governo brasileiro? O que precisamos fazer, sem desrespeitar a soberania daquela nação, é dar uma ajuda efetiva ao seu povo e discutida com as lideranças progressistas paraguaias. Só assim atenuaríamos a mancha que justamente nos atinge e conseguiríamos a simpatia do maravilhoso e sofrido povo paraguaio ao invés de guerreá-lo novamente para satisfazer apetites imperiais. Um abraço pra ti e bom domingo! Jotace

    JOTACE

    09 de junho de 2013 às 14h57

    Caros Elias e Renato,

    Grato a vocês pela consideração a um simples aprendiz que todo dia recebe liçòes de todos que participam direta ou indiretamente desta comunidade. Contudo, não só aprendo, mas divirto-me… Como aconteceu, por exemplo, no fino comentário de Willian quando disse como via o caro Fábio Passos…Ri com ele às gargalhadas!!!Um abraço pra vocês e que vai para todos desta imensa família que cresce todo como é o Viomundo. Jotace

    JOTACE

    09 de junho de 2013 às 16h33

    Por favor, wm vez de ler “que cresce todo”, leia “que cresce todo dia”

ricardo silveira

08 de junho de 2013 às 12h26

Aí está um artigo sem complexo de vira-lata e sem patriotismo babaca e, o melhor, que informa, dá a conhecer uma realidade ignorada pela maioria dos brasileiros.

Responder

assalariado.

08 de junho de 2013 às 11h57

Peço ajuda aos internautas sobre esta parte (entre parênteses que coloquei no post) do Sr. Mauro Santayana, quando diz:

“Biden fez questão de ressaltar alguns aspectos que valorizam o papel do Brasil no mundo, como o fato de ser a sétima maior economia e de ter um PIB maior que o da Rússia, ou o da Índia –(e omitiu outros, como a posição do Brasil como terceiro maior credor externo dos EUA.”)–

Minha culta ignorância em economia politica pede para eu perguntar. O Brasil é credor dos EUA em que?, como? …?

Obrigado.

Responder

    renato

    08 de junho de 2013 às 17h16

    CRI….CRI…., estou esperando tambem.

    Marcio H Silva

    08 de junho de 2013 às 18h58

    Caro assalariado, acho que a frase tem a ver com a questão do Brasil ser o terceiro país a comprar títulos do tesouro americano…só perde para a China e japão, eu acho, e não tenho certeza…….

    maria bartolomeu

    14 de junho de 2013 às 16h10

    Meu caro amigo, o Brasil é o terceiro maior credor individual externo dos Estados Unidos, depois da China e do Japão, como se pode ver pelo link oficial do tesouro dos EUA:

    http://www.treasury.gov/resource-center/data-chart-center/tic/Documents/mfh.txt

    De nossas reservas internacionais, de 388 bi de dólares, 245 enconttram-se aplicados em titulos do tesouro dos Estados Unidos. O próprio mauro santayana já noticiou isso em seu blog, no http://www.maurosantayana.com. São as notícias invisiveis, que o PIG nunca publica.

Fabio Passos

08 de junho de 2013 às 11h31

Os ianques sao famosos por destruir nacoes. Promovem genocidio, terror e tortura generalizada… para roubar riquezas. Os ianques sao facinoras… e larapios.

Se a Dilma estava com dinheiro no bolso… aposto que este joe biden roubou.

Responder

Fabio Passos

08 de junho de 2013 às 11h14

O Brasil precisa cortar a ligacao da “elite” branca e do PiG com os interesses ianques!

Nenhuma nacao soberana pode tolerar uma renca de traidores trabalhando contra os interesses de seu proprio povo… e servindo de ponta de lanca aos interesses imperialistas.

Yankees go home!

Responder

    Júlio De Bem

    08 de junho de 2013 às 11h50

    Vc tá ficando cada vez mais doente. Quem sabe cortar relações comerciais com a europa também e se relacionar só com países comunistas? Como que tu vai alimentar todo país sem esse fluxo? Sorte que temos poucos doentes. Você tá no capitalismo, não tem como fugir dele, precisa se utilizar dele da melhor maneira possível pra que inocentes tenham o pão de cada dia. Ou quer jogar o país no fosso de cuba (que foi jogado la pelos EUA)?

    willian

    08 de junho de 2013 às 15h56

    Fabio Passos é a Coreia do Norte de Viomundo. É divertido tê-lo por aqui.

    renato

    08 de junho de 2013 às 17h20

    São tudo brasileiros, não esquenta, tá tudo certo.
    Eles tem um estoque enorme de bandeiras para queimar.
    Não dá nada…
    E a morte de Impérios é de dentro para fora.
    Notou que o Paraguai está quietinho.

J Souza

08 de junho de 2013 às 10h55

Esse governo se deixa seduzir muito fácil pelo canto das sereias. Que o diga sua relação com a mídia golpista…

Responder

    Fernandes

    08 de junho de 2013 às 16h43

    É que esse governo é do Pt.
    Lembre que governo, deputado, etc, petista gosta de apanhar.
    São meios sadomazoquistas.
    Ahh
    !

    Phantom Lord

    08 de junho de 2013 às 23h51

    Sadomazoquistas = Sádico + Mazoquistas; Sádico: ser que aprecia torturar/prejudicar, ou é viciado em torturar terceiros; Mazoquista: Indivíduo que gosta de apanhar ou sofrer… A grosso modo, todos que assumem algum posto no governo tendem a gostar de pisar nos outros, (ou torturar a plebe por exemplo) mas é raro encontrar alguém nestes postos/cargos que goste de apanhar ou sofrer… Em resumo, em cargos judiciários, executivos ou legislativos, podemos achar um bando de interesseiros e/ou sádicos, mas raramente acharemos algum mazoquista…


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A mídia descontrolada

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