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Maringoni: Quem tiver os melhores efeitos especiais, leva
Falatório Política

Maringoni: Quem tiver os melhores efeitos especiais, leva


15/10/2013 - 20h56

A grande convergência liberal-conservadora

por Gilberto Maringoni

Qual a real diferença de projetos macroeconômicos entre Dilma, Aécio e Eduardo Campos/ Marina Silva? Todos defendem o tripé metas de inflação, juros altos e câmbio flutuante. Todos defendem privatizações. Nenhum se dispõe a enfrentar o mercado como ele é. As diferenças – e elas existem! – são de estilo, ênfase e ritmo.

UM: SURPRESA, TODOS CONCORDAM!

Ganha uma compilação dos melhores textos de Adam Smith, David Ricardo, Karl Marx e John Maynard Keynes sobre superávit primário quem apontar uma diferença de fundo entre as propostas macroeconômicas de Dilma Rousseff, Aécio Neves e a dupla Marina/ Eduardo Campos.

Há diferenças de ênfase, ritmo e estilo, obviamente.

Todos falam publicamente em melhorar, em fazer mais, em gerar mais empregos etc. Mas nenhum se arrisca a criticar as bases da política monetária vigente desde o governo FHC, com juros elevados, metas de inflação e câmbio flutuante.

As semelhanças não param por aí.

DOIS: ADEUS AO DESENVOLVIMENTO

Dilma, em seu governo, exacerbou características liberais das gestões de Lula, sem acentuar nenhuma de suas políticas anticíclicas (aumentos reais do salário mínimo, investimentos em infraestrutura e políticas sociais emergenciais). Onde havia um esboço desenvolvimentista agora há uma opção pelo aperto fiscal.

Seguidas elevações da taxa Selic em 2011 – apesar da redução observada em 2012 e logo revertida – se materializaram em crescimentos medíocres do PIB.

Nesse quesito, ela se iguala ao segundo mandato de FHC. Sua agenda guarda fortes semelhanças com a gestão do príncipe dos sociólogos: privatizações, leilão do pré-sal, perdão fiscal bilionário – R$ 680 bilhões – a bancos e monopólios privados, desonerações ao capital, acertos com a grande mídia, favorecimento ao agronegócio, paralisação da reforma agrária, uso do BNDES para favorecer a concentração de capital, câmbio sobrevalorizado e tendência à desindustrialização.

TRÊS: MAIS É MELHOR E MELHOR É MAIS

O PSB de Eduardo Campos exibiu suas propostas em rede nacional na quinta-feira, 10/10. Que alternativa propõe? “Fazer mais e melhor”.

Que ligação há entre essas idéias e as da Rede, de Marina Silva? Campos esclareceu, em artigo na Folha de S. Paulo do domingo (13/10), que “O desenvolvimento sustentável é a releitura contemporânea mais próxima do socialismo democrático”.

Pode ser que faça algum sentido, embora não pareça.

Marina mostrou o que pensa a respeito da economia em encontro com a nata do capital financeiro, em São Paulo, na semana passada. A matéria de Talita Moreira e Daniella Chiaretti, no Valor Econômico da segunda (14/10), diz o seguinte:

Marina Silva (PSB) fez duras críticas à política econômica do governo Dilma Rousseff e defendeu o retorno do tripé – geração de superávits primários nas contas públicas, câmbio flutuante e metas para inflação – que vigorou nos governos Fernando Henrique Cardoso e Lula. (…) Para a ex-ministra, o câmbio deve voltar a flutuar livremente sem tantas intervenções do Banco Central. Além disso, é preciso promover uma sinalização firme para que a inflação volte ao centro da meta (4,5%) – na gestão atual, a inflação média anual está girando em torno de 6%.

Quem diria. A dama da sustentabilidade adora o neoliberalismo punk!

QUATRO: SEM MEDO DE SER FELIZ

Quanto a Aécio… Bem, Aécio traz o velho e bom programa tucano, eternizada na máxima dos anos 1990, “O mercado quer sangue”. Trata-se de uma variante black bloc da pauta privatizante petista, sem medo de ser feliz. Ou seja, sem receio de dizer que concessão é privatização e sem freios nos favores ao capital.

Embora existam diferenças de ritmos e ênfases, as idéias-força dos distintos candidatos apresentam mais convergências do que divergências, mas isso nunca é dito claramente.

A esse respeito, a economista Elena Landau, ex-diretora do BNDES no governo FHC e conhecida como “musa das privatizações”, escreveu o que se segue, na Folha de São Paulo (2/10):

Por que um governo decide privatizar suas empresas e vender ativos?  (…) Não há, como regra, uma opção ideológica. Por isso, não só Lula continuou o processo da gestão anterior, como Dilma o ampliou. Mas, para ficar bem com os eleitores, abusa equivocadamente da ideia de que concessão é diferente de privatização.

 Com a noção de que “não há uma opção ideológica”, busca-se ocultar do distinto público o fato de que existe uma grande convergência liberal-conservadora (doravante, a Grande COLICA), fruto de escolhas conscientes e não um dado da natureza.

Parece que o lema do ex-prefeito Gilberto Kassab, afirmando que o seu PSD não seria “nem de esquerda, nem de direita e nem de centro” pegou para valer.

CINCO: IDEOLOGIA? MEU MARQUETEIRO CUIDA DISSO

A desideologização, a marquetização e a tecnicização da política nos conduz a um perigoso senso comum, para o qual disputa é mais ou menos embate de torcida.

A expressão cristalina disso foi dada por uma pesquisa do Datafolha, divulgada na segunda (14/10). Na matéria, publicada pela Folha de S. Paulo, é dito o seguinte:

No Brasil, há uma quantidade bem maior de eleitores identificados com valores de direita do que de esquerda. O primeiro grupo reúne 49% da população, enquanto os esquerdistas são 30%. Isso, porém, produz pouco impacto nos índices de intenção de voto para presidente em 2014. (…) Conforme os dados do instituto, a presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT e favorita na disputa, tem praticamente o mesmo padrão de votação entre eleitores identificados com valores de direita, centro-direita, centro e centro-esquerda.

A sondagem mostra que definições ideológicas pouco contam na hora do voto (embora exista um núcleo mais à esquerda com Dilma e outro no espectro oposto com Aécio).

À direita não interessa marcar nitidez ideológica de nada. Aliás, quando alguém se apresenta como esquerdista, seus representantes se apressam a acusar ali uma tentativa de “ideologizar” as coisas.

SEIS: METAMORFOSE PERAMBULANTE

Lula e Dilma, no governo, nunca autodefiniram ideologicamente. Na prática, se valem de um slogan cunhado pelos marqueteiros do ex-governador paulista Mario Covas, que dizia estar “fazendo o que tem que ser feito”.

Se tem que ser, será, não cabe discutir.

As exceções debitam-se numa das citações preferidas de Lula: “Sou uma metamorfose ambulante”.

Essa indiferença é a base social para a Grande COLICA.

SETE: UM PEQUENO INTERREGNO

O segundo mandato de Lula esboçou trilha diversa, justiça seja feita. Ali se delineou o que poderia vir a ser um Estado desenvolvimentista, de forma muito tímida e contraditória. Havia ventos favoráveis.

Aproveitando-se de um ciclo ascendente do preço internacional das commodities, Lula tomou algumas iniciativas expansionistas.

As medidas principais foram a elevação do valor real do salário mínimo em 70% (!), a expansão do crédito e uma série de medidas sociais focadas. Várias categorias profissionais tiveram aumentos reais e o BNDES abriu o cofre para financiar projetos de variados calibres. Expandiu-se a rede de universidades públicas e a Petrobrás investiu como poucas vezes fizera. A política externa diversificou-se e buscou independência em relação aos parceiros tradicionais.

A situação dos pobres melhorou em termos reais, enquanto havia margem para a distribuição do excedente gerado pelas exportações. Não foi pouco, diante de um mundo em crise, a partir de 2008.

Ao mesmo tempo, Lula atravessou todo o seu mandato com altíssimas taxas de juros e com o real perigosamente valorizado. A Lei Geral de Desestatização, de 1991, renovada seis anos depois, segue em vigor, impávida. Aliás, nenhuma das medidas ultraliberais do mandato de FHC foi revogada.

A gestão dos serviços públicos privatizados segue tal e qual, com as agências reguladoras não fazendo jus ao nome.

OITO: A PERIGOSA COMPARAÇÃO COM FHC

Dilma nem isso tentou. Seu governo se definiu logo de cara. Preocupada com o crescimento de 7,5% do PIB em 2010 e com possíveis gargalos na infraestrutura, a presidenta atendeu ao lobby do mercado financeiro.

Depois de passar a tesoura em R$ 55 bilhões das contas públicas e elevar cinco vezes – entre janeiro e setembro – a taxa Selic, ela viu o crescimento minguar para 2,7% em 2011, 0,9% em 2012 e algo em torno de 2% neste ano. São números que a aproximam perigosamente dos resultados do segundo – e pior – mandato de FHC: 0,3% em 1999, 4,4% em 2000, 1,4% em 2001 e 2,7% em 2002.

Aliás, quem mostra identidades entre as gestões tucanas e petistas não é nenhum esquerdista ensandecido. É Octávio de Barros, o competente economista-chefe do Brasesco. Em agosto último, em palestra na Universidade Federal do ABC, ele afirmou algo cristalino: “Os governos Fernando Henrique e Lula foram complementares”.

NOVE: EU SOU VOCÊ AMANHÃ

Além de Barros, muita gente importante não vê diferenças entre as gestões.

O PMDB – com Sarney, Renan Calheiros, Nelson Jobim e outros -, o PP – de Paulo Maluf -, a bancada ruralista – com a senadora Katia Abreu à frente – e tantos outros se aboletaram nos mandatos tucanos e petistas como se em casa estivessem.

O caso mais significativo é o do Ministro da Pequena e Média Empresa, Guilherme Afif Domigos. Sem fazer muita ginástica, ele consegue ser vice-governador da mais reluzente gestão tucana, a de São Paulo, e compor o primeiro escalão da governança petista.

Certamente estarão com Campos e Marina, caso estes cheguem ao Planalto um dia.

Assim, voltamos à pergunta: qual a diferença estrutural do projeto macroeconômico como ele é de PT, PSDB e PSB?

Atenção: a pergunta é sobre a gestão fiscal e monetária!

DEZ: AS DIFERENTES DIFERENÇAS

Há diferença entre as três postulações?

Sim, há. Mas tudo fica no acessório, em uma política focada aqui, outra ali e nada mais.

A candidatura de Dilma Rousseff, obviamente, tem vantagens sobre as outras.

A velha direita perdeu espaço porque o PT soube habilmente incorporar demandas da base social tradicional desses setores – capital financeiro, comercial e agronegócio – às suas práticas de governo. O partido não sabe ainda o que propor ao capital industrial, vitimado pela defasagem cambial. Mas busca compensar as perdas com desonerações e perdões fiscais.

A Grande COLICA precisa de alguns pressupostos para se manter como até aqui.

Um deles é buscar evitar grandes solavancos na economia. Até agora, nada parece indicar algo que não uma desaceleração paulatina até as eleições de 2014.

Se a toada se mantiver, a formidável máquina do Estado e a preferência aberta da grande burguesia darão toda vantagem a atual presidenta. Para o grande capital, mudar seria um risco desnecessário, diante da boa aplicação de suas diretrizes por parte da gestão petista.

Outro é fazer de tudo para que as ruas não saiam do controle, como em junho último. Embora manifestações assim tenham largo grau de imprevisibilidade, distúrbios sociais às vésperas do pleito de 2014 podem ser fatais para quem estiver à frente das pesquisas.

É preciso levar em conta que o PT apresenta uma vantagem inigualável: o enraizamento popular nos setores organizados. Ou seja, uma administração do partido dispõe de maior legitimidade que as demais para aplicar a Grande COLICA, sem grandes faíscas com os de baixo.

ONZE: SHOW DE MARQUETAGEM

A campanha de 2014 promete ser um show de marquetagem, à falta de diferenças marcantes entre grandes personagens da trama. Quem tiver os melhores efeitos especiais, a melhor trilha sonora e mais dinheiro, leva.

A convergência se consolida.

Mesmo assim, é possível destoar de um coro assim tão afinado.

Uma candidatura de esquerda pode não conseguir alcançar grandes índices de preferência num jogo em que o que conta é o financiamento privado.

Mas pode marcar um contraponto necessário, a depender da conjuntura do ano que vem.

LEMBRETE 1 – Para quem não acha que o PT consolidou seu giro rumo à Grande COLICA, é bom acompanhar o processo de eleições diretas (PED), interno à sigla. As correntes de esquerda – tudo indica – serão literalmente tratoradas pelo que se convencionou chamar de “campo majoritário” nas votações que ocorrerão dentro de um mês.

LEMBRETE 2 – Sobre o prêmio aludido no início desse texto, sentimos informar. Não será possível entregá-lo. Nenhum economista clássico jamais falou em superávit primário. Trata-se de uma pegadinha do mercado financeiro, criada nos anos 1990.

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77 comentários

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Roberto Locatelli

17 de outubro de 2013 às 15h57

Os tucanos também acham que tudo é uma questão de “marketing”. Saiu no ig: PSDB perdeu paternidade do programa porque não fez propaganda, diz FHC – http://ultimosegundo.ig.com.br/bolsa-familia/2013-10-17/psdb-perdeu-paternidade-do-bolsa-familia-porque-nao-fez-propaganda-diz-fhc.html

Mas se você verdade, os tucanos ganhariam todas, pois eles contam com a grande mídia, incluindo a (ainda) poderosa Rede Globo.

Maringoni é do PSOL, por isso se compreende que ele queira “demonstrar” que todos são iguais, tudo “farinha do mesmo saco”, menos o PSOL, claro.

Responder

    pai

    18 de outubro de 2013 às 19h11

    A diferença é que o PSOL é também farinha do mesmo saco. Eles são apenas mais doidões.

Fabio Passos

17 de outubro de 2013 às 12h30

Toleramos uma pá de “endireitadas” de Dilma e do PT porque na questão fundamental – juros/parasitismo rentista – houve disposição de reduzir o butim.

Agora Dilma entregou o ouro.
Ação despudorada… provavelmente disputando financiamento de campanha pela banca.

O sistema está podre.
democracia? O cacete!

Tem de aparecer candidato propondo ruptura com o regime e o resgate das bandeiras históricas da esquerda.

Responder

Fernando G Trindade

17 de outubro de 2013 às 11h49

A equivocada análise do Maringoni (essencialmente Dilma, Marina e Eduardo são a mesma coisa) me fez recordar uma lição que aprendi na minha época de movimento estudantil (já lá se vão mais de 30 anos) com um velho militante das lutas populares (falecido faz alguns dias aliás).

Para um companheiro do ME que insistia em dizer que os marxistas não deviam apoiar o MDB, pois essencialmente esse era igual à Arena (pois ambos estavam no campo do capitalismo)o experiente militante, ponderou: – Pois é a essência da luz é uma só, mas atravessar uma avenida movimentada com o sinal vermelho pode produzir alguma diferença do que atravessar a mesma avenida com o sinal verde…

Responder

pai

17 de outubro de 2013 às 07h47

Excelente texto e análise interessante. Vou guardar no bookmark do computador.
Realmente os intestinos dessas candidaturas são pura marquetagem, Só no Brasil temos logomarcas e slogans dos governos em todo lugar, para marcar as “gestões”.
Vendo a lista de candidatos que se coloca, só resta chorar. Variando de um PT corrupto esquerdopata a um PSDB corrupto pseudocapitalista, estamos perdidos.
Deve haver brasileiros inteligentes por aí que poderiam ser bons presidentes. Mas como eles não aguentam o lero-lero caem fora.

Responder

    francisco.latorre

    17 de outubro de 2013 às 09h06

    nem vem.

    ..

    Bonifa

    17 de outubro de 2013 às 11h23

    PT corrupto esquerdopata… Vimos várias vezes esta mesma expressão em blogs de extrema direita. É uma construção gerada nas entranhas do incitamento ao ódio sem qualquer fundamento racional.

    pai

    18 de outubro de 2013 às 19h06

    Eu também. E concordo com ela.
    Uma coisa é ser de esquerda, direita, ou o escambau.
    Outra é ser um esquerdopata, irracional. E é isso que o PT é.

francisco.latorre

17 de outubro de 2013 às 01h46

perguntinha. aos psoleiros. sem retórica.

psol tem projeto?..

..

o que li acima. é o de sempre. a crônica do copo vazio.

digam lá.. sua receita de copo cheio.

sem truque de dizer que não é isso nem aquilo.

se não é isso nem aquilo.. então o que?..

que fazer. qual a proposta. factível. sem fantasia utopia.

difícil.

..

mais. esse papo de cunhada.. tipo tá bom mas não perfeito.. não é honesto intelectualmente.

esgota. cansa. não ajuda. atrapalha.

..

pra não falar da irritante. contraproducente. e anacrônica. moraleira ‘ideológica’.

pior. muito pior. que a crítica pela crítica.

..

utopistas rupturistas.

conseguem irritar mais. muito mais. que os reaças puro-sangue.

..

Responder

Gil

16 de outubro de 2013 às 23h14

Desigualdade em queda inibe a poupança.

Famílias mais pobres, em particular naquelas em que os filhos estudaram mais tendem a consumir uma parte maior de sua renda. Na década passada a renda da metade mais pobre cresceu 588% mais que a dos 10% mais ricos. A desigualdade de renda brasileira continua caindo pelo efeito combinado de melhoria na distribuição de educação e de programas sociais.

Poupança precaucional é desincentivada pela crescente estabilidade macroeconômica e pela ampliação do Estado de bem-estar.

Para além de melhora das rendas correntes, elas provocam redução dos riscos de renda das famílias. A conquista do “investiment grade” e os novos programas sociais sob a égide do Brasil Sem Miséria implicam menor motivação a poupar. Se redistribuir é preciso, Bolsa Família com incentivos à poupança, tipo fundos de pensão, também é preciso.

Envelhecimento diminui a poupança.

Na teoria do Ciclo de Vida do Nobel Franco Modigliani, idosos despoupam, em particular sob nossas regras constitucionais. Na transição demográfica em curso, a população idosa cresce três vezes mais rápido que a total. O aumento de renda dos idosos anunciado pelo gatilho do salário mínimo, acaba de disparar reajuste de 14%, prova fumegante do nosso viés gerocrático, ferindo de morte a poupança.

Juros mais baixos, em particular na captação, desestimulam a poupança.

As sucessivas quedas da Selic e a pressão sobre os spreads bancários configuram outro viés de baixa poupança.

Crédito é despoupança.

Apesar da razão crédito/PIB ter dobrado nos últimos oito anos, é ainda baixa para padrões internacionais. A diminuição das restrições de crédito como no consignado são exemplares.

Fatia do trabalho e formalização maiores desestimulam a poupança

Dadas garantias do aviso prévio, FGTS e seguro desemprego.

Minha Casa, Minha Vida sem incentivos à acumulação prévia também.

Países quase sem crédito imobiliário, como Japão e Itália, apresentam taxas de poupança financeiras mais altas, voltadas à compra prospectiva de imóveis. Por outro lado, imóveis (e educação) sintetizam bem o hábito construído ao longo de décadas de instabilidade inflacionária de alocar o binômio poupança/investimento em ativos reais.

São as idéias de Marcelo Côrtes Neri no Valor Econômico – 24/04/2012

O restante do texto:

http://ricardogallo.ig.com.br/index.php/2013/10/08/mais-sobre-a-nossa-falta-de-poupanca/

Na minha opinião existe mesmo uma classe média alta muito consumista, que esta gastando muito em Miami e Nova Iorque, queimando nossas divisas, e também há desperdício com assinaturas da Veja, Folha, Estadão, Zero Hora, O Globo, e outras.
Muitas grana sendo gasta com plásticas, Botox, e lipo.

Agora: “Desigualdade em queda inibe a poupança”.

Puxa! mas quanta franqueza, não esconde mesmo o objetivo final é a desigualdade

Os filhos dos trabalhadores estudando mais tempo e retardando sua entrada no mercado de trabalho, segundo o economista: inibe a poupança. E no texto ele afirma: “A baixa taxa de poupança familiar inibe o financiamento do investimento requerido para sustentar altas taxas de crescimento”.

E quanto a: “Envelhecimento diminui a poupança”. Que tal o elixir da juventude eterna. Não creio que alguém sugeriria matar os velhinhos, claro que não.

Responder

FrancoAtirador

16 de outubro de 2013 às 22h22

.
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O Brasil continua a ser um país capitalista aberto, de economia de mercado, com uma mídia financista larápia, com um Parlamento predominantemente empresarial e com um Poder Judiciário fossilizado no elitismo e no autoritarismo.
Some-se a isso a crise do capitalismo global e o país deveria estar economicamente no fundo do poço.
Não está.

Tratando-se de política monetária, o País infelizmente ainda depende do FED (Federal Reserve), o Banco Central norte-americano, uma vez que o dólar continua sendo utilizado como moeda padrão de referência nas transações comerciais e financeiras internacionais.
Só este fato já implica em admitir que quem efetivamente manda na Economia dos países capitalistas, como o Brasil, são os Grandes Conglomerados Financeiros do Hemisfério Norte, notadamente JPMorgan Chase & Co., Goldman Sachs Group Inc., Morgan Stanley, Bank of America, Citigroup Inc., Merrill Lynch, Barclays, Deutsche Bank, Credit Suisse e UBS (Union Bank Switzerland). (http://www.morganstanley.com/about/press/articles/6904.html)
(http://www.bloomberg.com/news/2013-07-28/banks-on-brink-of-s-p-500-supremacy-as-jpmorgan-beats-microsoft.html)
(http://www.dw.de/janet-yellen-sinaliza-continuidade-da-pol%C3%ADtica-monet%C3%A1ria-no-fed/a-17150479)

Entretanto, se o Governo Lula não houvesse convertido a dívida cotada em Dólar (Externa) para dívida com cotação em Real (Interna), através da emissão de Títulos do Tesouro Nacional, mesmo que pagando alta taxa de juros, o Brasil teria afundado junto com a Grécia.
Ficou, porém, a desatar esse Nó Cego da Dívida Pública Interna, que alguns pensam ser o Nó Górdio que pode simplesmente ser desfeito com a espada de um Alexandre Magno eleito diretamente pelo povo, em eleições regulares, num país onde em grande parte dos estados e municípios ainda imperam as doenças endêmicas do coronelismo, do latifúndio, da monocultura, da sonegação, do preconceito, do analfabetismo [aqui incluído o (dis)funcional], e as endemias propriamente ditas.

E, apesar de tudo isso, comparativamente aos demais países do Ocidente, o Brasil internamente consegue um bom desempenho sócio-econômico, especialmente pelo baixo nível de desemprego, que força a valorização do trabalho, chegando algumas categorias de empegados a obterem até algum ganho real no poder aquisitivo salarial, algo impensável atualmente tanto na Europa quanto nos United States of America.
Sem contar a constante elevação do valor real do salário mínimo nacional, que repercute diretamente e positivamente nas famílias de trabalhadores, ativos e inativos, economicamente menos favorecidos no Mercado de Trabalho.

Assim e por isso mesmo, tanto do ponto de vista macroeconômico quanto do microeconômico, o PT se apresentará como partido da situação no Governo Federal, o que efetivamente é, e os outros dois partidos apontados pelas sondagens atuais como os prováveis concorrentes para as eleições presidenciais se apresentarão, como de fato vêm se apresentando, como de continuidade ao governo petista, formando uma espécie de Consenso do Tripé ou Tripé do Consenso.

Não haverá mesmo, na disputa eleitoral, partido com discurso de oposição em condições de eleger o Presidente da República em 2014.
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Responder

    Gil

    17 de outubro de 2013 às 10h33

    Concordo contigo, a dependência do dólar e de quem o emite é ainda incontestável, mas já há busca de alternativas quanto a isso por de países asiáticos, principalmente a China, e também há projetos no âmbito dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China, e África do Sul), e da Unasul, o Banco do Sul. E participação positiva do Brasil nos BRICS e na Unasul, deve-se a uma virada na política externa a partir de Lula, que também acertou, conforme seu comentário: “Entretanto, se o Governo Lula não houvesse convertido a dívida cotada em Dólar (Externa) para dívida com cotação em Real (Interna), através da emissão de Títulos do Tesouro Nacional, mesmo que pagando alta taxa de juros, o Brasil teria afundado junto com a Grécia”. E também acertou acumulando reservas internacionais.

    Alguns países que adotaram políticas econômicas mais radicais, como Venezuela principalmente, e Argentina, menos radical que a Venezuela, mas mais radical que o Brasil, estão tendo muita dificuldade quanto ao câmbio, uma vez que o dólar continua sendo utilizado como moeda padrão de referência nas transações comerciais e financeiras internacionais, conforme afirmaste.

    FrancoAtirador

    19 de outubro de 2013 às 15h40

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    Correto, prezado Gil.

    Neste Oceano Pacífico que se revolveu e se ergueu como uma Tsunami Revoltada pela Tempestade da Guerra Cambial, o Brasil é um Marisco prensado contra o Rochedo dos United States of America.
    E o Pré-Sal BraSileiro é a Única Concha-Fortaleza capaz de, em tempo suficiente, resistir a esse Impacto Colossal até que a Rocha se desmanche em Areia.

    Mas há um paradoxo insolúvel, no curto prazo, principalmente para a China que de uns anos para cá vem adotando medidas concretas (*), para tentar resolver esse impasse, das quais atualmente dependem as demais economias do Planeta, inclusive a dos United States of America:

    “Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), os bancos centrais mantêm 62% das suas reservas internacionais em dólar:
    US$ 3,8 trilhões de um total de US$ 6,1 trilhões.

    Em comparação, o montante em euros alcança US$ 1,45 trilhão, ou 24% do total, de acordo com o FMI.
    A instituição notou que a proporção de euros nas reservas internacionais permanece abaixo do ápice atingido em 2009, quando 28% delas se compunham da moeda comum europeia.

    Países como a China e o Japão, que juntos detêm mais de US$ 2,4 trilhões em títulos do Tesouro americano, não estão interessados em se desfazer dos seus papeis repentinamente e corroer o seu valor de mercado — o que causaria também uma redução no valor das suas reservas.

    Impacto semelhante seria sentido no Brasil, que detêm US$ 256 bilhões em títulos dos Estados Unidos.

    Outro indicador importante:
    a moeda americana continua ‘sem competição’ no mercado de câmbio, estimado em US$ 5,3 trilhões por dia pelo Banco de Compensações Internacionais em abril.
    O dólar era utilizado em 87% de todas as transações deste mercado.”


    .
    .
    (*) China assinou acordo de swap cambial com a União Europeia no valor de 350 bilhões de yuans.

    O Banco Popular da China (BPC) afirmou em nota nesta quinta-feira (10/10) que concluiu acordo de troca de moedas com o Banco Central Europeu (BCE).

    O acordo prevê um máximo de 350 bilhões de yuans, ou cerca de 56 bilhões de dólares, ao BCE, e de 45 bilhões de euros, ou 60,8 bilhão de dólares, para o BPC, e destina-se a acelerar a internacionalização da moeda chinesa, além de proporcionar liquidez adicional para o yuan no mercado da Europa e impulsionar o comércio e os investimentos envolvendo a moeda.

    O acordo é válido para os próximos três anos e poderá ser prorrogado, se ambos os lados concordarem.

    Para internacionalizar o Renminbi (RMB), nome oficial da moeda chinesa [Rénmínbì = ‘Moeda do Povo’] (http://pt.wikipedia.org/wiki/Renminbi),
    a China já criou linhas de swap com Singapura, Reino Unido da Grã-Bretanha e, mais recentemente, também assinou uma extensão de troca de 100 bilhões de yuans com a Indonésia.

    Até o momento o governo chinês assinou acordos de swap cambial no valor de 2,2 trilhões de yuans com 22 diferentes países e regiões.
    .
    .
    2013-10-11 20:25:56
    CRIENGLISH.com
    Web Editor: Luo Dan

    Para saber mais sobre o mais recente swap de moedas com a UE, que falei anteriormente com Mike Bastin, professor visitante da Universidade de Economia e Negócios Internacionais da China.

    Áudio da entrevista, em inglês:
    (http://mod.cri.cn/eng/news/reports/2013/10/1011bastin.mp3)
    .
    .
    Fontes para ler, na íntegra, as matérias acima citadas:

    (http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/10/131016_dolar_eua_moeda_pu.shtml)
    (http://english.cri.cn/7146/2013/10/11/191s791828.htm)
    (http://youtu.be/MWXlyTtrVD8)
    (http://www.businessinsider.com/renminbi-soon-to-be-a-reserve-currency-2013-9)
    .
    .

M. Cruz

16 de outubro de 2013 às 18h54

É o típico pensamento psolista do prof. Maringoni de que ninguém presta na política, já que os candidatos com chances de se eleger são todos iguais.
Só que ele não mexe na questão mais importante: com o sistema que esta aí, sem reforma política, todos (inclusive o PSOL) não conseguem governar sem coalisão e concessões. Ainda mais no mundo em que vivemos, globalizado hegemonicamente pelo capital, como implantar projetos de esquerda e se manter no poder?
Aliás, prof., Macapá ou Itaocara já possuem passe livre?

Responder

Urbano

16 de outubro de 2013 às 18h40

Com tudo isso, mas a população de votantes cavalares não chega nessa marca, não…

Responder

Liz Almeida

16 de outubro de 2013 às 18h29

Azenha, parabéns por publicar este post!

Simpatizo com o PT federal (vezes ou outra, não), e votarei na Dilma no próximo ano; acho, porém, muito importante que os blogs progressistas divulguem a realidade, e até mesmo críticas ao PT, quando estas tiverem fundamento.

Acho importante porque os blogs progressistas estão começando a ficar com a imagem de defensores do PT a qualquer custo, mesmo quando o partido está errado, mas não perdoam qualquer erro de outras siglas partidárias. Isso é ruim, porque se transformariam num PIG as avessas; a isenção e imparcialidade, como o Viomundo costuma fazer de vez em quando, acaba com essa imagem de ‘sempre governistas’ (seria bom que os blogs progressistas mais conhecidos seguissem o exemplo).

p.s.: Envio esse comentário para o Viomundo porque acredito que publicarão, se fosse em alguns outros blogs eu nem perderia meu tempo, pois não aceitariam o comentário. Já fui censurada algumas vezes na blogosfera, e olhe que 90% dos meus comentários concordam com os posts. Pelo bem da blogosfera progressista, espero que os blogueiros continuem defendendo o governo quando este agir certo, mas é preciso também saber criticá-lo quando errar.

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tiago carneiro

16 de outubro de 2013 às 17h38

Não me venham dizer que o governo Dilma foi continuação do governo Lula.

Governo lula? Grandes avanços, mas um governo tucano travestido de governo do povo. Batia e assoprava.

Dilma? Dilma vai ganhar as eleições e passar todo o seu segundo mandato falando das conquistas do PT? Governo dilma, pra mim, foi o governo do FHC todo, sem tirar nem por.

DILMA = FHC de saias.

“Dilma, em seu governo, exacerbou características liberais das gestões de Lula, sem acentuar nenhuma de suas políticas anticíclicas (aumentos reais do salário mínimo, investimentos em infraestrutura e políticas sociais emergenciais)”

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    ccbregamim

    16 de outubro de 2013 às 18h46

    valeu aí, azenha.

    é esse tipo de coisa que você queria no seu blog?

    Luiz Carlos Azenha

    16 de outubro de 2013 às 19h35

    Eu não tenho de querer nada. Se gostasse de pensamento único leria a Veja. Se gostasse do papel de censor mudaria de nome para Reinaldo Azevedo. abs

    ccbregamim

    17 de outubro de 2013 às 01h48

    pensamento único?

    aquele que pensa que tudo é a mesma coisa?

    ccbregamim

    17 de outubro de 2013 às 01h52

    na boa. é amizade.

    mas, cara.

    a unidade do utopismo oposicionista

    aquela que pensa que é esquerda

    pra não ter que ser mesmo

    tá criando coerência nos posts

    vai virando pensamento único..

    a questão não é censura.

    a questão é posição. disseminação. massa crítica.

    responsa.

    bjcc!

    Luiz Carlos Azenha

    17 de outubro de 2013 às 05h06

    Mesmo quando vc coloca de forma tão elegante, a desqualificação do pensamento do qual vc discorda e a sugestão de irresponsabilidade me cheiram a sectarismo. Daqui a pouco vc se dá o direito de decidir quem pode ou não ser de esquerda. Já vi esse filme. Chamou-se stalinismo. bjs

    ccbregamim

    17 de outubro de 2013 às 16h36

    azenha.

    a questão não são cortes. censura.

    mas direção.

    há um viés claro sendo construído aqui.

    e você, azenha, você é o cara que sabe

    que tem os arquivos.

    a conspiração infelizmente não é teoria.

    as manifestinhas têm contexto internacional

    o golpe é diário e encomendado

    ingenuidade pode ser um crime grave

    com sérias consequências

    e ainda mais se é apego à esperança

    essa bruxa disfarçada de fada.

    ao sonho adolescente da revolução comunista

    não. realmente acho o real melhor.

    é preciso considerar as circunstâncias

    com discernimento.

    enquanto brinco de consciência limpa

    (e só quem é burguês pode entrar nessa brincadeira,
    porque pobre real tem que lutar por vida real

    enquanto me realizo defendendo ideias limpas

    o real me atropela.

    a antipolítica é tudo que os EUA querem pra nós.

    sei. os políticos não são anticapitalistas o bastante

    para os puros de consciência

    (ver o que nietzsche pensa sobre os bons..

    mas a política é essa aí. internacional. bancária. opressiva.

    a alternativa é a revolução sangrenta que nós não vamos fazer.

    então, é na poítica que tudo se resolve.

    enquanto eu abraço a ideologia (ou seja, a fé

    os oportunistas nadam de braçadas.

    esquerda? todo mundo diz que é esquerda no brasil. até o s’erra.

    de boas intenções o inferno está cheio (de novo recomendo o nietzsche)

    vamos olhar as ações?

    quem está agindo na direção da democratização? da redução da desigualdade?

    e quem está aliado às forças econômicas, às elites, à direita

    contra todas as iniciativas de ação?

    sim é perigoso acomodar-se na crítica.

    é uma posição confortável.

    se não concordo com nada não me comprometo.

    é responsa sim dar corda pros movimentos deles.

    e você sabe mais do que gostaria de saber sobre isso.

    as táticas de intervenção. desestabilização. espionagem. corrupção.

    não dá pra ignorar.

    eu não vou brincar de alice na floresta.

    Bonifa

    16 de outubro de 2013 às 19h21

    Você acha bastante. É muito achismo.

Roberto Locatelli

16 de outubro de 2013 às 16h25

Ok, sr. Maringoni, vote na Marina Itaú e seja feliz.

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marco

16 de outubro de 2013 às 16h19

Sr.Maringoni.Sei que seu nome não está bem escrito porem,isto não importa.O que importa e que o sr. não precisa de tantos sofismas,para não votar e fazer propaganda para a Dilma.O senhor tem multiplas escolhas.Cerra,Aecio,Camprilles,Collorina,enfim,muitos candidatos.Somente mais uma coisa sr.pra defender-se teses,não se precisa mentir!

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Filipe

16 de outubro de 2013 às 14h24

O PSOL é tão bom que:

– Não consegue traduzir o discurso para a prática;
– Prefere a PTfobia do que reconhecer o retrocesso que seria a volta dos tucanos ao poder;
– Tem inveja do PT ser um partido de massas;

Quanto ao PED, Paulo Teixeira lidera a disputa para presidente do PT contra Rui Falcão segundo a enquete de filiados. Se Renato Simões não tivesse candidatado, Valter Pomar teria voto suficiente para liderar a disputa deixando o “Campo Majoritário para 3º lugar.

Responder

    FrancoAtirador

    16 de outubro de 2013 às 22h56

    .
    .
    A divisão da Esquerda, como sempre,

    colaborando para a hegemonia da Direita.

    Às vezes, até para o retrocesso democrático.
    .
    .

Bacellar

16 de outubro de 2013 às 12h41

Por essa lógica tanto faz o Romário ou o Túlio Maravilha; ambos entram em campo pra fazer gol…

Saco ficar defendendo o PT sendo que tenho tambem infinitas críticas ao projeto…Mas essa tal de pós-política ainda vai nos botar de quatro…

O próprio neoliberalismo deve ser entendido como uma ideologia, ou seja, não pratica exatamente o que prega. Onde está o tal estado mínimo? Nos EUA? Sei não. A coisa é bem pior do que parece. E já que não posso votar no Marangonni nem no PBB (Partido Blacbloc) tenho que ir de Dilma mesmo. E vou. Sem recalque nem ilusão.

Responder

    Gil

    17 de outubro de 2013 às 11h47

    O próprio neoliberalismo deve ser entendido como uma ideologia, ou seja, Tanto não se pratica exatamente o que prega, que nos EUA salvaram o sistema financeiro com recursos do Estado. E estatizaram a maior seguradora do mundo, a AIG, antes de Obama, que por sua vez salvou a GM.

Maria Rita

16 de outubro de 2013 às 12h39

Alguma coisa não bate nesse discurso. A estratégia é a mesma da grande mídia, ‘governo petista é a continuidade do governo FHC’. “Todos os políticos são iguais”. Com a vantagem que a mídia, diferente de um autor de partido concorrente, tem outros espaços na sociedade do espetáculo em que combate todo e qualquer governo do PT, mesmo contradizendo o primeiro discurso- o da similaridade. A mídia incensa o caos, o quanto pior, melhor, sem bom mocismo ou honestidade para admitir um, apenas unzinho avanço do governo petista. Fica bem mais fácil entender o texto se o considerarmos uma continuidade do discurso da mídia corporativa.Então.

Responder

    Gil

    17 de outubro de 2013 às 12h20

    A coisa fica entre ‘governo petista é a continuidade do governo FHC’ por parte de alguns, como psolistas e marinistas, e ‘governo petista esta destruindo o legado de FHC’, pelos tucanos.

Athos

16 de outubro de 2013 às 12h01

Tratorar quer dizer o que, que as correntes mais a esquerda não tem votos suficientes?

Responder

wendel

16 de outubro de 2013 às 11h52

A meu ver, os governos do PT, não regulamentaram os ganhos sociais, o que mais dia menos dia serão cancelados por qualquer governo eleito!
Quanto a não ideologizar a política, sempre foi norma do grande capital, financiar ambas, pois qualquer um dos eleitos, sejam de que ideologias forem, terão que darem o retorno!
Quando a multidão vai às ruas, é preocupante, pois mostra que a elasticidade social pode estar no limite, e isto não é bom pra ninguém, e eles, podem ser os mais prejudicados nos seus ganhos!
Assim, seja quem forem os eleitos na próxima eleição, nada mudará, pois o tão citado tripé, terá que continuar para agradar aos detentores do capital!

Responder

    Gil

    17 de outubro de 2013 às 12h03

    Seja quem forem os eleitos na próxima eleição, continuaremos com o capitalismo, queiram ou não.

    Os governos do PT não regulamentaram os ganhos sociais que necessitam de uma reforma constitucional, ou mesmo de ECs, para que não sejam cancelados por qualquer governo eleito, porém reconheço a dificuldade muito grande disso acontecer com as forças que controlam o Congresso.

    Quando a multidão vai às ruas, NÃO é preocupante, MAS NECESSÁRIO, o Mais Médicos é o resultado da pressão popular, senão a política fica sob controle do grande capital.

    CONTRA O CONGRESSO CONSERVADOR E CONTRA O CAPITAL:

    POVO NA RUA!

Gilberto

16 de outubro de 2013 às 11h18

Eu poderia apontar uma série de equívocos no texto de Maringoni. Vou apontar só um e deixo os outros para os demais comentaristas, porque é para mim uma das maiores sandices: “Todos defendem privatizações”. Significa que Maringoni é mais um a não entender a diferença entre concessões (o governo cede o direito de uso durante algum tempo, mas mantém a posse do bem/empresa) e privatizações (vendeu tá vendido, o dono é outro pra sempre). Faz significativa diferença, sobretudo se olharmos o que foi a privataria de FHC e se lembrarmos que Dilma tem buscado a menor tarifa em suas concessões, tentando beneficiar o consumidor (e por isso tem sido boicotada pelo mercado) e tem usado as empresas públicas que lhe sobraram (BB, CEF e Petrobrás) como indutores de políticas públicas (investimentos PAC, crédito fácil, queda dos juros. E por isso, de novo, foi boicotada pelos mercados). Há uma cegueira esquerdopata no posicionamento de Maringoni que já cansei de apontar. Eles reclamam mas esquecem que foi o PT quem deu a cara a tapa. Sem ele, continuariam apenas conhecidos por suas folclóricas e radicais aparições nos programas eleitorais gratuitos, zeros a esquerda na política de verdade. Antes do PT a esquerda nunca foi uma opção viável eleitoralmente, digam o que quiser. O problema de ser a primeira esquerda no governo é esse: você colhe tiros à esquerda e à direita. Faz parte. Cabe ao povo, inclusive aos progressistas, saberem discernir as coisas para nas eleições não jogar fora a água suja com o bebê dentro…

Responder

    LEANDRO

    16 de outubro de 2013 às 14h24

    Sei….todo serviço “privatizado” é concessão, como energia, telefonia, etc..toda extração, é privatização porque vai se esgotar o recurso. O governo vai conceder “Libra” e quando o buraco estiver vazio ele reestatiza???

    Matheus

    16 de outubro de 2013 às 16h21

    Exatamente.

    Gilberto

    17 de outubro de 2013 às 08h35

    Foi ótimo você ter citado Libra, porque esse é um bom foco para vermos como Maringoni (e os que o acompanham) está equivocado. estamos hoje discutindo se Libra deveria ser dividido ou explorado apenas pela Petrobrás. Se em vez do PT o PSDB tivesse permanecido no poder nenhuma empresa nacional exploraria Libra, porque a Petrobrás já teria sido doada para empresas estrangeiras; hoje estamos discutindo o % do pré-sal que vamos destinar à saúde e à educação dos brasileiros. Se o PSDB tivesse continuado no poder, essa discussão não existiria, pois o pré-sal já não seria nosso; estamos entregando hoje a primeira plataforma construída 100% no Brasil, Pernambuco, p.e., tem se desenvolvido muito com os empregos gerados pela reinstalação de estaleiros em SUAPE. Decisão política de Lula, mas Dudu pega carona. Se fosse governo do PSDB, esses empregos não existiriam, e por aí vai. São inúmeros os exemplos, enfim, de como “é tudo igual”, como a cegueira do Maringoni insiste em pregar… e a propósito, você é mais um que ainda não entendeu a diferença entre concessão e privatização. Não tem a ver com serviço, mas modelo de negócio. Sugiro que estude um pouco antes de entrar nesse debate…

ZePovinho

16 de outubro de 2013 às 10h36

Respeito o Maringoni,mas é preciso ver o governo Dilma(BRICS) em contexto internacional.Estamos nos libertando dos EUA e comecamos a mandar a traição dos EUA,em Bretton Woods,para a PQP:

http://redecastorphoto.blogspot.com.br/2013/10/pepe-escobar-o-nascimento-do-mundo-des.html

É isso. A China decidiu que “basta!” Tirou as luvas (diplomáticas). É hora de construir um mundo “des-Americanizado”. É hora de “uma nova moeda internacional de reserva” substituir o dólar norte-americano.

Está tudo lá, escrito, em editorial da rede Xinhua, saído diretamente da boca do dragão. E ainda estamos em 2013. Apertem os cintos – especialmente as elites em Washington. Haverá fortes turbulências.

Longe vão os dias de Deng Xiaoping de “manter-se discreto”. O editorial de Xinhua mostra, em formato sintético, a gota d’água que fez transbordar o copo do dragão: o atual “trancamento” (shutdown) nos EUA. Depois da crise financeira provocada por Wall Street, depois da guerra do Iraque, um mundo “desentendido”, não só a China, quer mudança.

Esse parágrafo não poderia ser mais explícito:

Sobretudo, em vez de honrar seus deveres como potência liderante responsável, uma Washington interessada só em si mesma abusa de seu status de superpotência e gera caos ainda mais profundo no planeta, disseminando riscos financeiros para todo o mundo, instigando tensões regionais e disputas territoriais, e guerreando guerras ilegítimas, sob o manto de deslavadas mentiras.

Responder

    ZePovinho

    16 de outubro de 2013 às 10h41

    Será que o petróleo do Pré-Sal vai ajudar a criar uma “Petro-Moeda-Bric”, tal qual o acordo dos EUA com os xeiques árabes que permitiu a criação do petrodólar?????

    ccbregamim

    16 de outubro de 2013 às 16h09

    e os cara

    nem sabe quem é o inimigo..

Leleco

16 de outubro de 2013 às 10h36

A análise do articulista é extremamente superficial e desonesta intelectualmente. Cria a tese e tenta montar toda a conjuntura de um país de acordo com seu ponto de vista , forçando a barra em todos os sentidos ( penso que este seja também um procedimento comum na midia nativa: faz-se a pauta e encaixa-se as entrevistas que a “comprovariam”). Dizer que isso que está aí é tudo igual demonstra o desconhecimento histórico do país , com sua casa-grande , sua alma udenista , sua elite para meia dúzia , seu judiciário conservador e sua mídia a defender o status quo e o establishment.Óbvio que o PT cometeu falhas (mas continuou com a idéia progressista ,de nação. E além dos erros cometidos, optou por tentar mudar sem rupturas fundamentais – e pagará seu preço ). Mas a comparação com a quadrilha da Privataria Tucana ou com a sonhática da Marina , com o seu Campos a tiracolo não dá prá engolir. E levou a sério até a análise da Elena Landau. O problema desse pessoal com mentalidade da USP é outro : Não conhece o Brasil

Responder

    francisco.latorre

    16 de outubro de 2013 às 16h34

    nó..

    paulada.

    ..

    francisco pereira neto

    16 de outubro de 2013 às 19h04

    Pô Leleco, é isso mesmo. O fulano fez uma análise para ele ler e se auto glorificar. “Eu sou apenas o máximo”!
    Já que expôs uns rabiscos tentando explicar o inexplicável, só levou bordoada.
    Eu sou da USP! Caramba! Agora entendo porque a universidade está fora das duzentas mais conceituadas no mundo.

Matheus

16 de outubro de 2013 às 10h35

Já faz um bom tempo que é assim. Só fanáticos petistas ou tucanos acham que há grande diferença entre Dilma, Aécio, Campos e Marina. O resto são “defeitos” especiais, pirotecnia e marketing.

Dizem que um regime de partido único é “totalitário”. Mas será que um regime de partido único com múltiplas divergências internas é menos democrático que um regime de múltiplos partidos que defendem todos a mesma coisa? Até que ponto a democracia capitalista não se converteu num totalitarismo de sinal trocado?

Responder

    francisco pereira neto

    16 de outubro de 2013 às 19h15

    Nossa! Vou ter que reler Marx, Lênin, Stalin, Leon Trotsky, a Privataria Tucana e terminar de ler o Príncipe da Privataria.

    Narr

    17 de outubro de 2013 às 13h00

    A pequena ala parlamentar ainda de esquerda no PT só teria voz se voltasse à oposição. Ora, se Dilma=PSDB, o melhor para a esquerda seria a vitória eleitoral do PSDB, que alancaria a oposição . Vários amigos do PSOL têm me dito isso, que no fundo uma vitória do Aécio ou do Serra não seriam boas em si mas seriam melhores para a esquerda a médio prazo. Já os amigos do PSTU também acham que tanto faz se Aécio ou Campos vencerem, teria o efeito benéfico de desmascarar o PT. Eles discordam, acham que não há ninguém de esquerda no PT, mas que a derrota do PT serviria para a classe trabalhadora perder ilusões com Lula etc. O fato é que tem ouvido muitas pessoas que se dizem de esquerda que consideram útil a derrota eleitoral do PT.

JACÓ

16 de outubro de 2013 às 09h58

Por isso o PT com o DEUS LULA da Politica mundial e SUA gestora e competente presidenta DILMA devem governar para sempre com o meu apoio, eu votarei 13 em DILMA PRESIDENTA.

Responder

Bonifa

16 de outubro de 2013 às 09h43

O Santo Rosário não sofre qualquer modificação se for rezado pelo Diabo ou por um anjo. A diferença está em quem o reza.

Responder

Julio Silveira

16 de outubro de 2013 às 09h30

Essa é uma leitura lucida dos fatos.
O PT hoje tem a vantagem apenas pelas sabidas desvantagens que os outros entregam a população, apenas isso, nada a ver com expectativas de melhoras como um aprofundamento democrático que abdicaram. O PT representa hoje a consolidação da burrocracia brasileira, para infelicidade geral da nação.

Responder

    Bonifa

    17 de outubro de 2013 às 11h37

    Há uma diferença abissal em existir o Bolsa Família e não existir. Em fazer hidrelétricas necessárias ao crescimento e não poder fazê-las por imposição de potências que desejam inibir o crescimento do país. Em explorar o Pré-sal da melhor maneira que lhe convier e ter que entregar suas reservas a empresas anglo-americanas. Em ter a Petrobras, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica e o BNDES e não ter nada disso. Em poder reclamar internacionalmente de espionagem e não ter jamais coragem de fazê-lo. Em trabalhar para a integração da América Latina e trabalhar para a sua desagregação. Em poder comerciar livremente com China, Rússia, Venezuela, África, e não poder fazer isso por compromissos assumidos com uma potencia hegemônica. Há, sim, diferença abissal entre o governo do PT e um suposto governo da direita.

Mardones

16 de outubro de 2013 às 09h10

O autor precisa reconhecer que há um detalhe que diferencia os governos de Lula e de FHC: o segundo montou um esquema de desmontagem do Estado, privilegiando os grandes capitais, deixando um saldo de destruição fiscal, social, econômico e jurídico.

Tentar igualar Lula à FHC é um crime. Fingir que FHC e sua equipe não doaram o patrimônio público, montaram um grupo de elite para barrar qualquer investigação no legislativo, judiciário e na imprensa é apelativo.

A receita macroeconômica foi mantida? A resposta é sim. Mas ainda assim, Lula conseguiu um feito que o coloca a anos-luz de Dilma e FHC: ele achou uma brecha para aumentar o mercado interno. É pouco? É. Mas não é complementar.

Responder

Leandro_O

16 de outubro de 2013 às 07h55

E tudo isso por quê? Porque falta educação. Onde a educação é deficiente a democracia é fantasiosa. Como falar em democracia num país onde a grande massa é facilmente manipulada pelos principais meios de comunicação, tanto pelo monopólio destes quanto pela falta de estudo daqueles.

Responder

    Malvina Cruela

    16 de outubro de 2013 às 10h58

    que educação cara pálida???? vamos deixar esse cantochão tolo..
    a educação que forma esses médicos que temos??? os que vaiavam os cubanos que vieram cuidar dos pobres dos quais eles sé tem nojo??
    a que produz esses advogados que não passam de gestores da grande industria Crime SA???
    Esses jornalistas que não se pode qualificar nesse horário pq não se pode usar palavras com crianças na sala???

    Leandro_O

    17 de outubro de 2013 às 08h13

    E aí reacionária, beleza? Engraçado, eu escrevo que falta e você acha que é a que temos é que escrevi…
    Pelo jeito, falta educação mesmo. E aqui parece que de dois tipos.

ccbregamim

16 de outubro de 2013 às 03h43

ai que preguiça!

lá vem o povo do saquinho de pedras

atirando pra todos os lados

esperando enquanto isso a mega revolução global anticapitalista

ai ai

qual é o objetivo dessa falta
de discernimento
de foco
de compreensão da luta
de quem são os atores
de quem sofre ou deixa de sofrer?

tá cada vez mais indesculpável!

primeiro a gente ressuscita a oposição semi morta
depois a gente corre pra derrubá-la?

ceis tão achando tudo fácil demais?
precisam de aventura?

ai que preguiça!

Responder

    renato

    16 de outubro de 2013 às 10h08

    Ressuscita a oposição é excelente.
    Pois a coisa tem cara de Zumbi. MAS
    torna a vida mais agradável.

francisco pereira neto

16 de outubro de 2013 às 00h23

Eu gostaria que o autor do texto me explicasse com mais detalhes, como ele afirma, que é tudo igual. Já antecipo a resposta que ele não vaia dar. Reduziu uma análise global no tripé metas de inflação, juros altos e câmbio flutuante.
Por que nos oito anos de Lula e os quase três de Dilma, a grande mídia, sem exceção, os setores mais conservadores, apesar das benesses do BNDES, dos juros altos (no governo Lula os bancos tiveram os maiores lucros da história), a manutenção dos processos de privatizações entre outras políticas, que nada “difere do governo FHC”, foram e estão sendo os maiores críticos?
O modo insano dos seus adversários, em todos os níveis, partiram para o tudo ou nada, com o mensalão para derrubar o Lula. A série esgoto da Veja com a dupla Policarpo Júnior/Cachoeira, Gilmar Mendes/Demóstenes, Gurgel/STF. Todos esses fatos me soa de maneira estranha quando alguém faz um artigo e coloca na mesma panela projetos de governo progressista e conservadores.
Se é tudo a mesma coisa, porque a direita fascista e os conglomerados midiáticos caíram de boca na dupla Marina/Eduardo apostando que agora eles conseguem tirar o PT do governo.
Não tem nada diferente? É tudo a mesma porcaria? Os 87% de aprovação do Lula no final do seu segundo mandato, e os 58% de rejeição do FHC apurado nessa semana, não significa nada?
O autor sabe a diferença, só não quis dizer.
Lula/Dilma estão fazendo o que é possível dentro de uma conjuntura política que não permite a eleição de um candidato sem fazer coligações, por mais bizarras que possam parecer.
Ao invés de escrever artigos assim, colocando no mesmo balaio, pensamentos e concepções diferentes de imaginar um país melhor, deveria ser mais honesto consigo mesmo.
Tentar induzir os leitores que a sanha privatista da era FHC em nada difere do governo Dilma, é nos chamar de idiotas.
Os personagens políticos, FHC, Lula e Dilma já estão na história, embora Dilma ainda continue escrevendo a sua como candidata a reeleição, livros como a Privataria Tucana e o Príncipe da Privataria, mostram de maneira cabal as diferenças entre eles.
Artigo reduzido num contexto que deixar de analisar a mediocridade da política, e que torna a análise também medíocre.

Responder

    Ricardo Lima Vieira

    16 de outubro de 2013 às 09h00

    Faço minhas as suas palavras (todas), se me permite.

    Mauro Assis

    16 de outubro de 2013 às 09h17

    Francisco,

    O que difere a política econômica da Dilma da do FHC é que ela, cercada pelos incompetentes que ela consegue arregimentar debaixo de sua prepotência, não consegue juntar lé com cré. Ou seja, se ali dentro daquela cabecinha morassem mais do que dois neurônios ela seria um FHC de terninho vermelho.

    O governo Dilma, dentre os governos civis pós-milicos só não é pior que o governo Sarney. Mas ela tem tempo para trabalhar na memória da marca…

    [],

    Mauro

    francisco pereira neto

    16 de outubro de 2013 às 19h31

    Os dois neurônios da Dilma a que você se refere, com certeza são mais do que suficiente para elaborar uma ideia que você jamais vai conseguir entender, apesar dos inúteis bilhões que habitam na sua cachola.
    Até parece que ao invés dela, você que foi torturado na ditadura.

    Dudu Cartucho

    16 de outubro de 2013 às 11h23

    Maringoni, comparar o esforço do governo com a ideia dos economistas da Casa das Garças/Itaú. É brincadeira!
    20 milhões de empregos tá igual o tempo de FHC?
    Dezenas de milhões de brasileiros melhoraram de vida, milhões possuíram a 1º casa, o 1º carro e tá igual 13 anos atrás?
    Só quem nunca ficou desempregado, nunca sofreu procurando casa pra família morar, nunca sentiu na pele não poder comprar um chocolate para o filho, pode achar que é tudo igual.
    Claro, melhorou muito pouco, mas tá melhorando. Se houver uma mudança de governo vamos voltar ao retrocesso tucano.

Sem cidade

15 de outubro de 2013 às 23h54

Há uma grande, enorme, gigantesca diferença entre leiloar a exploraçáo de um campo de petróleo e privatizar a Petrobras. Dilma náo vendeu a Petrobrás, como faráo todos os demais no primeiro mës de governo. E isso faz parte do essencial. Náo è perfumaria.

Responder

zé eduardo

15 de outubro de 2013 às 23h23

Maringoni é do PSOL? Entendi.

Responder

    Cebolinha

    16 de outubro de 2013 às 09h00

    Ou seria marineiro?

    Pedro Cavalcante

    16 de outubro de 2013 às 10h21

    Concordo contigo Zé

    Coitado do Maringoni
    é duro pertencer a um partido autista

    tiago carneiro

    16 de outubro de 2013 às 17h40

    Agora quem não concorda com o governo da FHC de saias é PSOL? Sou PT desde criança e acho que nossa FHC de saias é uma reles traidora. Ponto, isso.

    Vai me dizer que ela, em algum momento, governou para o povo?

    Está se mostrando um pouquinho de esquerda ao peitar os EUA. De resto….

    Dilma, em seu governo, exacerbou características liberais das gestões de Lula, sem acentuar nenhuma de suas políticas anticíclicas (aumentos reais do salário mínimo, investimentos em infraestrutura e políticas sociais emergenciais)””

    Esse é o seu governo de esquerda, meu camarada?????????

J Souza

15 de outubro de 2013 às 23h03

Um texto de “Viomundo – O que você não vê na mídia” em https://www.viomundo.com.br!
Gostei! Estava sentindo falta… Apesar do Rui Falcão ter dito no Roda Viva que o Viomundo era um dos sites alinhados com o PT, como os do Paulo Henrique Amorim e do Luís Nassif.
Eu prefiro um Viomundo independente…

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Guanabara

15 de outubro de 2013 às 22h19

Repito parte do meu comentário colocado aqui:

https://www.viomundo.com.br/denuncias/pe-2.html

sobre “Crítico pernambucano de Eduardo Campos: “Uma eficaz máquina de propaganda faz milagres”

“Sinto muito, mas democracia como instituição no Brasil deixou de existir tem tempo (e sabe-se lá se ela ainda existe em algum lugar do mundo). O capitalismo está atingindo seu auge, em que ele domina TUDO! TUDO é em função do acúmulo de capital em mãos privadas. A corrupção dos 3 poderes (dada com nomes eufemísticos como “toma lá, dá cá”, “acordos”, ou o que seja…) botou o interesse financeiro particular acima de qualquer política pública, em qualquer esfera.

Não existe “candidato” “viável” que seja totalmente independente. Mudam os nomes, mas as práticas continuam. Quando praticadas por quem é incômodo, vira denúncia em mídia, e busca-se dar um fio de esperança a supostos ingênuos que clamam por justiça. Se é dos parceiros úteis, abafa-se. Como dizia Nascimento, o sistema é foda.”

Agora, complementando o comentário, não é mais feita alusão à ideologia (porque, sim, elas continuam existindo e são a essência da política) devido a mercantilização da política. Antes de se dar qualquer declaração pública, faz-se uma pesquisa. Não se fala A opinião. Fala-se o que a maioria disse ter sido sua boa impressão. Meus exemplos atuais favoritos disso são as faixas exclusivas para ônibus em SP, que Alckmin disse ser uma boa ideia (depois de ver resultado que a maioria da população aprovou a medida) e os próprios protestos de Junho, que assim que “saíram de controle”, não houve qualquer pronunciamento de qualquer “autoridade” sobre o assunto. Depois, com calma, foi-se falando que “eles eram importantes, mas que o vandalismo não deveria ser tolerado” e por aí vai.

(Pergunta se algum candidato vai atacar o Bolsa Família ano que vem, ou vai dizer que vai amplia-lo, como prometeu Alckmin quando candidato a presidente…).

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Jorge Moraes

15 de outubro de 2013 às 22h12

A análise do competente Maringoni retrata não só a suposta convergência de fundo entre os grupos políticos que capitanearão a disputa eleitoral de 2014. Enviesadamente, retrataria também uma certa perplexidade e principalmente um alto grau de impotência das esquerdas diante das avassaladoras mudanças no mundo do trabalho, não por acaso concomitantes com as não menos drásticas alterações nas formas de comunicação. Termino o que era para ser um breve comentário com frases que a rigor quem sabe só consigam confirmar-me como integrante (não-orgânico) do pensamento alinhado à esquerda(também padeço de alguma perplexidade): os impasses acumulam-se com rapidez inédita; o Brasil não tem cacife para “voos solo”; bem ou mal, no detalhe maior ou menor, o fato é que o período Lula – Dilma, a despeito das nuances (a rigor, subordinadas a alterações na ordem mundial), merece ser tratado com deferência especial, não só pelos resultados distributivos obtidos, como pela sintomática e tenaz oposição dos chamados “veículos de comunicação”, esses aparelhos ideológicos de reprodução do capital.

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LUIZ FORTALEZA

15 de outubro de 2013 às 21h46

Como a política é a arte de mentir e omitir, enganar e esconder, vencerá quem mentir e ludibriar o povo melhor….kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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Laura

15 de outubro de 2013 às 21h40

E que Marina e a rainha da sustentabilidade do Banco Itau !!

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Fabio Passos

15 de outubro de 2013 às 21h26

Esta é a nossa “democracia”.
As corporações capitalistas ganham o jogo antes de inicio pois todos os principais candidatos jogam no mesmo time.

A disputa não é pelo poder… mas pelo cargo de relações públicas do mercado.

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Hortência Gualberto

15 de outubro de 2013 às 21h26

É um soco no estômago, mas é muito verdadeiro e abre a mente da gente

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dukrai

15 de outubro de 2013 às 21h21

e tudo permanece assim enquanto o PT tiver menos de 20% do parlamento e tiver que fazer alianças à direita, o resto é achar que voluntarismo é o motor da história. Sobressai um fator demográfico, pra manter o pleno emprego e ganhos reais da massa salarial basta um crescimento de 2% do PIB pra incorporar 1,5% da população ativa que se apresenta ao mercado, isto é que segura as conquistas reais de renda dos trabalhadores.

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