VIOMUNDO

Diário da Resistência


Inês Nassif: Nossa democracia vai levar décadas para se livrar do pesado legado de JB
Política

Inês Nassif: Nossa democracia vai levar décadas para se livrar do pesado legado de JB


27/03/2015 - 19h08

joaquim-barbosa

O pesado legado que Joaquim Barbosa deixou para a democracia brasileira

Em vez de servir para punir exemplarmente culpados, o “mensalão”, com seu domínio do fato, transformou a Justiça em parte do terceiro turno eleitoral

O por Maria Inês Nassif, em Carta Maior 

Na briga política com “P” maiúsculo,  quando se traça estratégias de disputa com grupos oponentes, define-se um limite além do qual não se deve ultrapassar, por razões éticas ou para não abrir precedentes que, no futuro, possam se voltar contra o próprio grupo que não observou esse limite. Em ambos casos, a preservação dos instrumentos de luta democrática é a preocupação central.

O Supremo Tribunal Federal (STF), a partir do caso chamado Mensalão,  arvorou-se em fazer política com “p” minúsculo, sem pensar nos precedentes que abria nos momentos em que jogava para a plateia, escolhia inimigos e relativizava a Constituição. Ao fazer jogo político sem que fosse qualificado para isso, pois não é um poder que decorre da livre escolha popular, não mediu as consequências e deixou uma lista de precedentes com potencial de corroer a democracia brasileira.

O primeiro mal exemplo que deu foi o de que um poder não deve obedecer limites. Ao longo do período pós-ditadura, a Corte maior do país se dedicou a uma crescente militância. A nova composição do Supremo, pós-Mensalão, é muito mais jurista do que política, mas é ela que vai ter que pagar pelo erro dos seus antecessores.

No julgamento do Mensalão, em vez de manter-se acima de um clima de comoção artificialmente criado por partidos de oposição e uma mídia avassaladoramente monopolista, o STF fez parte da banda de música. O que se tocava era um mantra  segundo a qual qualquer que fossem as provas, quem deveria pagar com a cadeia era a banda governista envolvida no escândalo. Se as provas não corroborassem, que se danassem as provas. Era uma onda de pânico tão típica de momentos aterrorizantes da história mundial – como a ascensão do nazismo e do fascismo, com a repetição de “verdades” construídas sobre afirmações mentirosas, mas fáceis de atrair ódio sobre grupos políticos adversários – que a inclusão da Corte Suprema do país nesse tipo de armação foi de tirar noites de sono de quem já viveu o pesadelo de ditaduras.

O STF abraçou entusiasticamente a tese do domínio do fato para justificar a condenação, por exemplo, de Henrique Pizzolatto (acusado de desviar um dinheiro da Visanet, empresa privada de cartões de débito, que comprovadamente foi destinado para veiculação de anúncios nos próprios veículos de comunicação que o acusavam de corrupção), ou de José Genoíno (que foi condenado porque assinou um empréstimo bancário que comprovadamente entrou na conta bancária do PT e foi quitado pelo partido), ou de José Dirceu (que se supôs ser o mentor do esquema sem que nenhuma prova disso fosse apresentada à  Justiça). Com isso, a Corte deu satisfações a uma parcela da população que advogava a prisão a qualquer custo, mas por este prazer de momento legou ao país a dura herança da condenação sem provas e do espetáculo midiático em vez do julgamento justo. O STF alimentou o senso comum de que lugar de adversário político é na cadeia. A democracia brasileira vai levar anos, décadas, uma era, para se livrar desse legado.

O juiz Sérgio Moro forçou a mão nas suas decisões de indiciamento das pessoas mais ligadas ao PT e ao governo, no curso da Operação Lava Jato, e provavelmente condenará a todos eles, com provas ou, se não consegui-las, por suposição. Mas não se pode acusá-lo de ter inventado a roda. A insegurança jurídica provocada pela teoria do domínio do fato – que aproxima a Justiça da democracia brasileira dos famigerados Inquéritos Policiais Militares (IPMs) da ditadura, responsáveis pela “investigação” e “julgamento” de adversários políticos por suposições de corrupção – é obra do ex-ministro Joaquim Barbosa, corroborada pela maioria do plenário do STF, no bojo de uma histeria coletiva artificial provocada por uma pressão direta da oposição e dos meios de comunicação, on line, na medida em que o julgamento se desenrolava nas telas das TVs. Barbosa continuará produzindo condenações altamente questionáveis mesmo depois de ter ido embora para casa tuitar palpites sobre uma democracia que ele não cuidou quando era ministro do Supremo.

Daí que o precedente Joaquim Barbosa gerou Sérgio Moro, que forçou a mão nas peças jurídicas que levaram ao indiciamento de uns, e deixaram passar culpas de seus oponentes.

O precedente Joaquim Barbosa condenou Pizzolatto por contratos do Banco do Brasil com a Visanet que são anteriores à sua posse na diretoria da Marketing da estatal. O tesoureiro do PT, João Vaccari, foi indiciado por financiamentos legais de campanha feitos ao seu partido pelas empresas implicadas no escândalo Petrobras desde 2008 – sem que Moro tenha se importado com o detalhe de que Vaccari assumiu a tesouraria da legenda a partir de fevereiro de 2010. Se a intenção fosse a de fazer justiça, o juiz teria no mínimo feito referência ao tesoureiro anterior. Usou, todavia, o domínio do fato, para argumentar uma responsabilidade telepática de Vaccari sobre fatos que aconteceram mesmo antes de ele assumir o cargo.

O juiz argumenta, ao aceitar a denúncia, que João Vaccari “tinha conhecimento do esquema criminoso [de pagamento de propinas por empresa fornecedoras da Petrobras] e dele participava”, fiando-se em delações premiadas de participantes do esquema que tinham interesse pessoal em responder aos anseios das autoridades policiais e judiciárias que jogavam para uma plateia – e que fizeram isso de forma mais intensa no período eleitoral, com fartos vazamentos seletivos sobre um inquérito que envolveu Deus e o diabo na terra do sol.

Moro tomou como fato inquestionável – e confundiu isso com prova – que o esquema envolveu exclusivamente os últimos governos, e que o financiamento dado oficialmente ao PT era, na verdade, produto de propina. E traçou uma lógica segundo a qual a cada fechamento de contrato pelas empresas envolvidas resultava numa doação legal para o PT, ou para uma campanha do PT.

Quando se toma a doação dessas mesmas empresas para o PSDB e para o PMDB, todavia, fica um grande vazio. Existem duas ordens de doações privadas para partidos e candidatos, segundo Moro: uma, recebida por determinados partidos, que são propina; outra, captada por outros partidos, que não são crimes.

Se tomados os dados de doação registrados junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as 16 empresas envolvidas no Caso Lava Jato (Galvão Engenharia, Oderbrecht, UTC, Camargo Correa, OAS, Andrade e Gutierrez, Mendes Júnior, Iesa, Queiroz Galvão, Engevix, Setal, GDK, Techint, Promon, MPE e Sranska) contribuíram com R$ 135,5 milhões para as eleições de 2010 e R$ 222,5 para as eleições de 2014.

Nas eleições de 2010, o PMDB, que não tinha candidato presidencial, recebeu a maior parcela, de R$ 32,85 milhões; o PT, R$ 31,4 milhões e o PSDB, R$ 27 milhões. Foram os três maiores agraciados, com 24%, 23% e 20% das doações totais dessas empresas, respectivamente. Todavia, o PSB, o PP, o PRB e o PSC conseguiram também quantias consideráveis: R$ 19,5 milhões, R$ 6,5milhões,  R$ 4,95 milhões e R$ 2 milhões, respectivamente. PDT, PC do B, DEM, PTB, PTN, PTC, PTdoB e PMN receberam entre R$ 150 mil e R$ 1,8 milhão.

No ano passado, PT e PSDB mantiveram, de novo, arrecadação muito próxima dessas mesmas empresas. O partido de Dilma conseguiu R$ 56,38 milhões junto a essas fontes, mas o PSDB de Aécio não ficou muito atrás: obteve R$ 53,73 milhões. O PMDB ficou em terceiro em arrecadação, mas rivalizando com os dois partidos que disputaram a Presidência no segundo turno: conseguiu levantar R$ 46,62 milhões dessas empresas. O PSB de Marina Silva ganhou R$ 15,8 milhões; o DEM, R$ 12 milhões; o PP, R$ 10,25 milhões; o PSD, R$ 7,13 milhões; e o PR, R$ 6,85 milhões. Os demais partidos arrecadaram entre R$ 3,3 milhões e R$ 100 mil.

Esses números certamente não querem dizer que todos os partidos que receberam dinheiro dessas empresas tenham, na verdade, recebido propina por serviços prestados a elas. Mas indicam que a simples existência de doações legais ao PT não comprova propina. É preciso que existam provas do ilícito, e que elas sejam mais consistentes do que a delação de implicados que são réus confessos e que foram premiados pela Justiça.

É esse legado que o país carrega do caso Mensalão. Em vez de servir para punir exemplarmente culpados, o Mensalão abriu o precedente de incluir a Justiça com parte de um terceiro turno eleitoral. A Justiça brincou de fazer política e não olhou para os precedentes que abria. A insegurança jurídica que isso causa pode levar no mesmo rodo, no futuro, a água dos que encenaram o espetáculo da condenação sem provas.

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34 comentários

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marco

07 de setembro de 2016 às 19h58

Sra.Inez.Reli sua matéria por acha-la extremamente importante,para que, os que a lerem,entendam como se prepara um GOLPE DE ESTADO DO PODER CIVIL,sem a interveniência das Forças Armadas.Urde-se nesses casos,amparo PSEUDO JURÍDICO,para dar-lhe mais consistência ,pois como o JUDICIÁRIO não possui OUTORGA,não dependem de VOTOS para exercerem suas atividades,fazem o que bem lhes interessa,posto serem parte de uma ELITE,na condição de serviçais , e entram na velha LUTA DE CLASSES,como vanguarda dos interesses da BURGUESIA.Sem dúvidas,a IMPRENSA BURGUESA,que lhes proporciona REVERÊNCIAS À NOTORIEDADE, é a condutora total de seus entendimentos das leis.Então,condena-se,antes dos julgamentos,sob uma suposta indignação popular,que existe ,mas em proporções diminutas,diante da GRANDIOSIDADE que esta mesma IMPRENSA BURGUESA,descreve para os cidadãos incautos,cujos cérebros se formam,assistindo os documentários e informações,passadas pelos interlocutores da classe dominante,os JORNALISTAS,que repetem diuturnamente,o que lhes mandam dizer,seus patrões.Ao meu juízo,este é o resumo de todo o IMBRÓGLIO ,que estamos a assistir no Brasil.É também, descrição do que se denominou chamar,de DEMOCRACIA.Esta abstração que se posta em frente dos fundadores gregos,estes ,ruborizar-se-iam com tais disparates.Obs.A mesóclise,em homenagem ao FORA TEMER! Saudações respeitosas à articulista que ostenta um nome a zelar,em nome do JORNALISMO sem edição e ocultação de fontes.

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Enio

22 de julho de 2016 às 15h32 Responder

C.Pimenta

04 de julho de 2016 às 20h44 Responder

marco

30 de junho de 2016 às 19h09

Pois Senhora Inez,o JUDICIÁRIO,composto por uma elite de origem PEQUENO BURGUESA,tem em seu DNA,o vício de ser HISTORICAMENTE serviçal da BURGUESIA.E se orgulham disso,ainda que em visitas aos PALÁCIOS,não passem dos alojamentos da CRIADAGEM.Regra geral,são IDEÓLOGOS NANICOS,com suas sabedorias,limitadas aos sabores dos CÓDIGOS DE DIREITO PRIVADO,pois os DIREITOS PÚBLICOS,pouco sabem.Nanismo intelectual.Acho O JUDICIÁRIO,um dos entraves maiores do que se convencionou chamar ” DEMOCRACIAS “

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marco

17 de setembro de 2015 às 19h19

Sra.Inêz.Postei noutro blog um comentário ao respeito do Judiciário Brasileiro,e me baseando em antiga frase de Karl Marx,cheguei a conclusão no nosso caso,que o Barbosa da Copa de 50,foi a tragédia e o outro mais recente,A FARSA.Infelizmente,salvo raras exceções,o JUDICIÁRIO em mim,somente me causa MEDOS!

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    marco

    17 de novembro de 2015 às 18h50

    Sra.Inez.Voltando à VACA FRIA,como se diz lá na minha terra,os maiores responsáveis pela versão MORO,da vara do Moro,são os ministros do SUPREMO,que asistem impassíveis,essa quantidade de ações FORA DA LEI,que esse senhor esta tomando.Inclua=se nisso,o M.P. e a P.F.!

Plutarco

29 de março de 2015 às 08h59

Claro, isso tudo também poderia ser evitado se o governo não instalasse quadrilhas para lidar com dinheiro público…

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Messias Franca de Macedo

28 de março de 2015 às 16h23

Kakay diz que Joaquim Barbosa deveria ter sofrido impeachment

Autor: jornalista Miguel do Rosário

28 de março de 2015 | 12:59

A entrevista com Kakay, um dos maiores advogados criminalistas do país, traz uma crítica dura à maneira como a mídia tenta manipular a opinião pública, tentando pressionar juízes, e transformando mentiras em verdades.
Ele critica também os juízes que participam desse jogo sujo da mídia, em especial Joaquim Barbosa, herói da Globo.
Ao analisar o julgamento do mensalão, Kakay diz que Barbosa, ao “admitir que colocou as penas altas para fugir da prescrição”, tornou-se um “caso de impeachment”.
Felizmente, talvez temendo um movimento desse tipo, pediu para sair antes.
(…)

FONTE [LÍMPIDA!]: http://tijolaco.com.br/blog/?p=25896&cpage=1#comment-176118

Responder

FrancoAtirador

28 de março de 2015 às 10h54

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PSDB ASSUME DE VEZ O CARÁTER GOLPISTA NORTE-AMERICANO
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CONTRA OS GOVERNOS DOS PAÍSES PRODUTORES DE PETRÓLEO
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Aécio se une a Golpistas Venezuelanos
para criticar Democracia Direta
durante encontro em Lima, no Peru
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Ele se encontrou com as mulheres de dois golpistas presos,
Lilian Lopez, casada com Leopoldo López, ex-prefeito de Chacao,
e Mitzy Capriles Ledezma, mulher do prefeito de Caracas, Antonio Ledezma,
ambos presos por incitar os conflitos que provocaram a morte de 43 pessoas
e atentar contra o governo eleito do Presidente Nicolás Maduro.
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Apesar de ser o único parlamentar brasileiro convidado,
Aécio estava acompanhado do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP)
e de Roberto Freire, presidente nacional do PPS.
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(http://www.vermelho.org.br/noticia/261265-1)

Responder

    FrancoAtirador

    28 de março de 2015 às 13h44

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    .
    OS DERROTADOS NAS URNAS QUEREM GOLPEAR A DEMOCRACIA
    NOS PAÍSES CONTRÁRIOS AOS INTERESSES NORTE-AMERICANOS
    .
    Detalhe da Agenda do Golpe Midiático Fascista no braZil:
    .
    Articulados com a IAPA (http://www.sipiapa.org/en) e a ANJ
    os Tucanos, sob a liderança de FHC, acertaram a vinda
    das esposas dos golpistas da extrema-direita venezuelana
    para falar em abril [!] no Congresso NaZional braZilêro.
    .
    Estão armando algo similar com o que já fizeram aqui
    com a Cucaracha Yoani e com a Fascista María Corina,
    para reforçar a convocação do Impíxi em 12 de abril.
    .
    .
    Organizações Internacionais Terroristas que operam no Mundo
    pela Libertinagem de Expressão da Mídia-EmpreZa Golpista
    em favor das Corporações Transnacionais e do Mercado Financeiro:
    .
    (http://www.anj.org.br/organizacoes-para-a-defesa-da-liberdade-de-expressao)
    .
    .

    FrancoAtirador

    28 de março de 2015 às 16h46

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    .
    O que temem os United States of America:
    .
    Brasil será membro-fundador do Banco Asiático de Infraestrutura
    .
    O Governo Brasileiro aceitou o convite da República Popular da China
    para participar como membro-fundador do Asian Infrastructure Investiment Bank (AIIB).
    .
    O acordo foi divulgado por meio de nota
    da Secretaria de Imprensa da Presidência da República.
    .
    A Presidenta Dilma Rousseff anunciou, nesta sexta-feira (27), que o Brasil
    tem todo o interesse de participar da iniciativa, que deve garantir financiamento
    para projetos de infraestrutura na região da Ásia.
    .
    (http://www.brasil.gov.br/governo/2015/03/brasil-sera-membro-fundador-do-banco-asiatico-de-infraestrutura)
    .
    Leia também:
    .
    Ministros dos Brics emitem declaração conjunta
    (http://www.brasil.gov.br/governo/2015/03/ministros-do-brics-emitem-declaracao-conjunta)
    .
    Brics, Acordo de Reservas
    e o Novo Banco de Desenvolvimento:
    Rumo à Institucionalização do Bloco
    .
    (http://www.dieese.org.br/notatecnica/2014/notaTec139Brics.pdf)
    .
    .

    FrancoAtirador

    28 de março de 2015 às 16h49

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    .
    Encontro de Brics e Unasul é o Feito Histórico
    mais importante desde a Guerra Fria USAxURSS
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    (http://www.redebrasilatual.com.br/mundo/2014/07/para-sader-reuniao-dos-brics-e-acontecimento-historico-mais-importante-desde-a-guerra-fria-4297.html)
    .
    .

    Julio Silveira

    28 de março de 2015 às 17h03

    Meu caro, não é de hoje que se dá publicidade, até no exterior, que tucanos de alta plumagem trabalham para interesses Ianques acima dos nossos, ou por acreditarem que os deles são os nossos, negados evidentemente pela gravidade do que isso representa. Mas basta prestar um pouco de atenção que a duvida tende a se dirimir, afinal, são tantas coincidências.

    FrancoAtirador

    28 de março de 2015 às 17h05

    .
    .
    O Inimigo mora ao Norte
    .
    Diplomacia Norte-Americana
    volta a se aproximar do Brasil
    .
    Perigo à Vista:
    .
    Jornal GGN – Ontem, sexta-feira (27), o conselheiro do Departamento de Estado americano, Thomas Shannon, falou sobre a relação dos Estados Unidos com o Brasil e disse que o país tem uma aposta de longo prazo para nós.
    .
    “Nós acreditamos que o Brasil é não apenas o país do futuro,
    mas do presente, que será um grande ator no século XXI”,
    afirmou Shannon, ao explicar motivo da viagem
    do vice-presidente Joe Biden ao Brasil.
    .
    “É evidente, pelo que vemos na paisagem eleitoral e nas ruas [SIC],
    que os brasileiros estão determinados a redesenhar o seu sistema político
    e a democracia, para serem bem sucedidos no século XXI
    e ter representação mais ampla.”
    .
    O conselheiro do Departamento de Estado Norte-Americano
    também falou rapidamente sobre a Cúpula das Américas,
    que ocorrerá em 10 e 11 de abril na Cidade do Panamá.
    .
    .
    (http://jornalggn.com.br/noticia/diplomacia-americana-volta-a-se-aproximar-do-brasil)

    FrancoAtirador

    28 de março de 2015 às 18h40

    .
    .
    TURNÊ FASCISTA NA AMÉRICA LATINA
    .
    Esposas de Golpistas Venezuelanos foram à Argentina
    .
    de onde afirmaram que pretendem vir ao Brasil
    .
    antes de armar o Circo na Cúpula das Américas
    .
    .
    Mulheres de Leopoldo López e Antonio Ledezma
    iniciaram nesta sexta-feira uma visita à Argentina,
    uma nova escala de sua turnê internacional.
    Nesta mesma semana passaram pelo Peru
    e no próximo mês de abril pretendem vir ao Brasil
    e apresentar suas acusações contra Maduro
    na Cúpula das Américas, que será realizada no Panamá,
    com a presença de todos os chefes de Estado do continente
    e, também, dos Estados Unidos [que é de outro continente].
    .
    Fonte: US Department of State, via O Globo
    .
    (http://abre.ai/estaduzunidoz-via-globo)
    (http://www.state.gov)

Julio Silveira

28 de março de 2015 às 10h34

Minha critica vai numa outra direção, na responsabilidade que se deve ter ao saudar quem quer que seja para um publico ávido de boa gente no poder. E, em função disso, não posso deixar de fazer a seguinte consideração sobre esse cidadão e nomes importantes dos blog sujos.
Na época, por ocasião de sua indicação ao cargo, esse nome chegou a ser quase unanimidade positiva dentro dos blogs de esquerda. Não sei a que se deveram essas opiniões, se haviam realmente investigado o currículo deste cidadão, ou se outros interesses moveram essa simpatia, mas constatei à época epítetos do tipo “ínclito” e por ai vai.
Portanto, talvez, presumo, por um excesso de simpatia governamental, ficou claro que deixaram de fazer, bem, seu papel de investigar suas características e informar, deixando órfãos principalmente aqueles com os quais há sintonia, levando a crer que o dito Jurista teria sido uma escolha excelente. Acredito que jornalistas, como qualquer cidadão, podem e devem exercer seu ativismo, mas sempre tendo em mente terem uma responsabilidade maior que a de um cidadão comum, cujo espectro de influencias não vai muito alem da família, e olhe lá de sua vizinhança, mas certamente limitado. Jornalistas não, eles falam com grande contingente de cidadãos, fazem as pessoas pensarem e as vezes acreditarem. Quando enalteceram o Barbosa emprestaram credibilidade a ele, quando voltaram atrás perderam um pouco da sua por que ele não as devolveu. O Barbosa, soube-se, tinha um histórico no minimo questionável para o posto que foi assentado. Há que se ter muito cuidado, sob pena de compartilhar a irresponsabilidade, na hora de apoiar certos nomes que apesar de virem de governos que possamos ser favoráveis, podem estar a serviço do prejuízo a princípios que a nós são caros.
Assim como o governo, jornalistas devem tomar cuidado com a promiscuidade, para não contaminar seus trabalhos.

Responder

    Mário SF Alves

    29 de março de 2015 às 00h27

    Julio,
    Entendo seu questionamento. Porém, à época a revista Veja, aquela mesma que produziu matéria de capa criminosa incriminando a presidenta Dilma, tinha acabado de escalpelá-lo. Lembra? Salvo engano a coisa tinha a ver com espancamento de mulher.

    Seja como for, não se surpreenda tanto. Fosse quem fosse que estivesse na posição dele no STF, teria sido induzido, forçado, chantageado, seduzido e/ou comprado a fazer o mesmo. Acho que nem o Frei Betto se estivesse ali teria resistido, rs, rs, rs.

    Julio Silveira

    29 de março de 2015 às 10h55

    Pois é meu dileto, como podemos ver nem sempre o inimigo de meu inimigo é necessariamente meu amigo, nem tampouco a amigo de meu inimigo é necessariamente meu inimigo. As coisas podem não ser tão absolutas, por isso cautela e caldo de galinha, como já diziam vozes antigas e experientes, não fazem mal a ninguem. Abço. e sds.

Messias Franca de Macedo

28 de março de 2015 às 08h42

… Outro legado nefasto do barbosa:

“juiz” deve desconsiderar os autos do processo, sobretudo, Processo Penal!

Dizer mais o quê?!

E, agora, só nos resta a Revisão Criminal do MENTIRÃO!

Inquérito 2474 e Laudo Técnico 2828 da Polícia Federal!

E o enquadramento (sic) definitivo – e pedagógico – do ‘fumaça do golpe jurídico-midiático’, capítulo Ação Penal 470 sob ‘as sessões da tarde do Projac’!

Responder

Lukas

28 de março de 2015 às 07h54

Aviso a todos que o STF é um colegiado, JB não decisiu nada sozinho.

Responder

    Carlos Adonias

    28 de março de 2015 às 13h31

    Claro, ele foi apenas o animador do auditório.

    FrancoAtirador

    28 de março de 2015 às 14h41

    .
    .
    Quer dizer que a decisão de ocultar os documentos constantes
    .
    do Inquérito STF 2474, que poderiam comprovar a Inocência
    .
    de alguns réus petistas na AP 470, foi Colegiada e não só do JB.
    .
    https://www.youtube.com/watch?v=B1olh0VKbSw

ricardo silveira

27 de março de 2015 às 23h49

Esse é um problema prioritário para a democracia, junto com a questão da mídia. A autonomia assegurada aos juízes carece de contrapartida, pois à autonomia necessária para a prática do direito não se vê a contrapartida da justificativa com a fundamentação devida. Os juízes, pelo que se tem visto, desde a famigerada AP470, fazem o que querem impunemente, e isso precisa acabar. Juiz dizer: não tenho prova contra fulano mas a literatura me permite condená-lo, não parece ser ato de justiça, pois justiça não deve resultar do arbítrio, mas de lei que a fundamente, isso mais parece uma afronta à ordem democrática, ao direito de cidadania, em que todos têm os mesmos direitos reconhecidos pelo estado.

Responder

Luís Guedes

27 de março de 2015 às 22h05

Mais uma vez agradeçamos ao querido FFrrei BBetttto a indicação de tão excelsa figura…

Responder

    Mário SF Alves

    28 de março de 2015 às 15h25

    Tivesse ele indicado o Luís Nassif e a m&l&[email protected] teria sido a mesma. Com ligeira diferença de tom. Uns dez tons de cinza a menos.

mineiro

27 de março de 2015 às 21h20

so surgiu gente dessa laia por culpa do lula que la atras nao peitou o judiciario. desde aquele maldito grampo inventado por esses capetas dos quintos dos infernos . que no final das contas nao teve m…………….nenhuma de grampo. foi tudo invençao do pig golpista e do braço do diabo o judiciario. desde do lula manter no governo o lacerda e o protogenes, nao ele fez exatamente o que eles quis. e de la para ca foi so festa na casa da mae joana. e deu no que deu e foi so gerando monstros.

Responder

Euler

27 de março de 2015 às 21h16

Na minha modesta opinião, o esquema envolvendo o juiz Moro, os promotores e delegados federais do Paraná, e a Rede Globo, constitui formação de quadrilha. Motivos? Usurpar a vontade soberana do povo brasileiro, que elegeu Dilma, e não Aécio, presidenta da república. Em plena campanha eleitoral eles forneceram descarada e seletivamente combustível para tentar derrotar a então candidata do PT. Segundo motivo: destruir a Petrobras para privatizá-la a preço de banana e entregar o pré-sal para grupos de rapina.

As consequências da ação desse grupo são terríveis para o Brasil: 1) grande número de desemprego, ao provocar a paralisia das empresas que orbitam em torno da Petrobras; 2) a formação de um sentimento negativo sobre o Brasil e especialmente sobre o governo Dilma e o PT, que se tornaram os culpados por tudo de ruim que acontece no país. Se um cidadão comum tiver uma dor de barriga na rua a culpa é atribuída à presidenta Dilma.

Enfim, com o monopólio das comunicações usado como partido político golpista, aliado a um poder judicial e policialesco que ultrapassa as normas de uma república democrática, este grupo tem incentivado o crescimento de hordas de fanáticos e defensores de regimes fascistas e totalitários.

Num país sério e com instituições democráticas um pouco mais sólidas, este grupo já estaria respondendo pelos crimes que vêm cometendo impunemente. Alguns, de forma consciente; outros, talvez, manipulados, mas não menos envolvidos nesse esquema.

Responder

    Mário SF Alves

    28 de março de 2015 às 15h44

    Ontem vi um replay do depoimento da brilhante engenheira Graça Foster na CPI que investiga a o escândalo de corrupção na Petrobras. E detalhe: sob a roupa de cima, uma blusa azul, pairava glorioso o uniforme laranja da Petrobras. Bonito de ver.
    Dito isso, passo ao que interessa:
    Ao ser inquirida sobre com que instituição ela se identificaria mais, se com o PT ou com a Petrobras, a resposta foi incisiva: mil vezes com a Petrobras!
    Respondendo a uma outra pergunta relativa à chamada Operação Lava jato, [vaZa à jato], ela não deixou por menos e disse claramente que tal operação tem feito um bem enorme à Petrobras.
    __________________________________________________
    Entendeu?
    É a visão de alguém que entrou na Petrolífera aos 17 anos, como estagiária, evoluiu até à presidência da Empresa, um cargo eminentemente político, mas, que no entanto, jamais deixou de pensar como técnica da Petrobras. E, claro, em certo sentido ela está coberta de razão.; mesmo com relação ao exercício de futurologia quanto ao impacto da VaZa à Jato.

Silvio - Sampa

27 de março de 2015 às 20h45

É de dar nojo!

Responder

JOACIL DA SILVA CAMBUIM

27 de março de 2015 às 20h35

Não tenho a menor dúvida de que a Justiça age influenciada pela força da mídia e, via de consequência, da população. O mesmo se diga do Ministério Público – do qual faço parte como promotor de São Paulo – , bastando citar como exemplo não apenas os dois mensalões, o do PT e do PSDB – embora este ultimo seja muito menor-, mas também o caso Petrobrás e o Metrô de São Paul. Este também em menor dimensão. Como a grande mídia não pressiona, já que pouco ou quase nada divulga sobre os dois casos do PSDB, a população hipócrita finge que deles não tem ocnhecimento. E a justiça age a passos de cágado. Cito como exemplo ainda o caso do promotor Thales. Com a pressão da mídia, Thales foi acusado até de homicídio qualificado, mesmo quando se sabia que o crime por ele cometido seria, no máximo, homicídio simples. Tanto que ele acabou absolvido por 23 desembargadores (votação unânime). Em verdade, o TJ-SP discutiu no julgamento apenas o chamado excesso doloso, isto é, se ele, mesmo agindo em legítima defesa – o que já se sabia de antemão – teria se excedido.

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jose walter

27 de março de 2015 às 19h49

Domínio do fato……o julgamento do mensalão se tornou uma vergonha para o nosso pais………Julgamento 90% político e 10% jurídico.

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    mineiro

    27 de março de 2015 às 21h24

    a blogosfera defendeu mais os acusados do mentirao do que o seu proprio partido. eu nunca vi gente ser trucidado publicamente dia e noite como foi os acusados do mentirao. e ninguem daquele partido covarde nao deu um piu se quer a favor deles. e o preço esse m………………de partido ta pagando hoje. ta sendo extinguido a cada dia que passa. e ta merecendo passar por tudo isso.

Gabriel Braga

27 de março de 2015 às 19h34

Enquanto isso o processo do mensalão tucano dorme em alguma gaveta do TJ de Minas.

Ainda dizem que os petistas têm mania de perseguição quando reclamam de que há um cerco ao partido.

Responder

    JOACIL DA SILVA CAMBUIM

    27 de março de 2015 às 20h41

    Em gaveta do TJ-MG, não, meu amigo. O processo ainda não foi julgado nem na 1ª instância. Depois, virão os recursos para o TJ-MG, STJ e STF. Isso se ele não se eleger e o processo retornar ao STF antes de ser concluído em primeiro grau, como ocorreu no caso Cunha Lima, já falecido, que tripudiou sobre a justiça, incluso o STF. Aliás, o caso de Ronaldo Cunha Lima (deputado, senador e governado pela Paraíba) deveria ser estudado por aqueles que desejam conhecer com funciona o STF.


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A mídia descontrolada

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