VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Luis Nassif: Livro marca o fim de uma era


21/12/2011 - 12h43

por Luis Nassif, em CartaCapital

O livro “A Privataria Tucana” marca o desfecho de uma era, ao decretar o fim político de José Serra. A falta de respostas de Serra ao livro – limitou-se a taxá-lo de “lixo” – foi a comprovação final de que não havia como responder às denúncias ali levantadas.

O livro mostra como, após as privatizaçōes, o Banco Opportunity – um dos maiores beneficiados – aportou recursos em paraísos fiscais, em empresas da filha Verônica Serra. Depois, como esse dinheiro entrou no país e serviu, entre outras coisas, para (simular) a compra da casa em que Serra vive.

Tem muito mais. Mostra a extensa rede de pessoas cercando Serra que, desde o início dos anos 90, fazia negócios entre si, utilizando o Banespa, o Banco do Brasil, circuitos de paraísos fiscais, as mesmas holdings utilizadas por outros personagens controvertidos para esquentar dinheiro

Provavelmente o livro não suscitará uma CPI, pela relevante razão de que o sistema de doleiros, paraísos fiscais, foi abundantemente utilizado por todos os partidos políticos, incluindo o PT. Aliás, uma das grandes estratégias de José Dirceu, assim que Lula é eleito, foi mapear e cooptar os personagens estrangeiros da privatização que, antes, orbitavam em torno de Serra.

Essa a razão de ter terminado em pizza a CPI do Banestado, que expunha personagens de todos os partidos.

Nesse imbróglio nacional, a posição mais sensível é a de Serra – e não propriamente para a opinião pública em geral, mas para seus próprios correligionários. Afinal, montou um esquema que em nada ficou a dever a notórios personagens da República, como Paulo Maluf. Jogou pesado para enriquecimento pessoal e da família.

Com as revelações do livro, quebra-se a grande defesa de Serra, algo que talvez a sociologia tenha estudado e que poderia ser chamada de “a blindagem dos salões”. É quando personagens controvertidos se valem ou do mecenato, das artes, ou da proximidade com intelectuais para se blindarem. O caso recente mais notável foi o de Edemar Cid Ferreira e seu Banco Santos.

Serra dispunha dessa blindagem, por sua condição de economista reputado nos anos 80, de sua aproximação com o Instituto de Economia da Unicamp. Graças a isso, todos os pequenos sinais de desvio de conduta eram minimizados, tratados como futrica de adversários.

O livro provocou uma rachadura no cristal. De repente todas aquelas peças soltas da história de Serra foram sendo relidas, o quebra-cabeças remontado à luz das revelações do livro.

Os sistemas de arapongagem, que permitiram a ele derrubar a candidatura de Roseana Sarney no episódio Lunus; o chamado “jornalismo de esgoto” que o apoiou, as campanhas difamatórias pela Internet, as suspeitas de dossiê contra Paulo Renato de Souza, Aécio Neves, o discurso duplo na privatização (em particular apresentando-se como crítico, internamente operando os esquemas mais polêmicos), tudo ganhou sentido à luz da lógica desvendada pelo livro.

Fica claro, também, porque o PSDB – que ambicionava os 20 anos de poder – jogou as eleições no colo de Lula.

Todas as oportunidades de legitimação da atuação partidária foram preteridas, em benefício dos interesses pessoais da chamada ala intelectual do partido.

A perda do bonde do real

No início do real, os economistas enriqueceram com operações cambiais, em cima de uma apreciação do real que matou a grande oportunidade de criação de um mercado de consumo interno. A privatização poderia ter sido conduzida dentro de um modelo de fundos sociais, que permitiria legitimá-la e criar um mercado de capitais popular no país. Mas os interesses pessoais se interpuseram no caminho do projeto político do partido.

O cavalo encilhado

O fim da inflação permitiu o desabrochar de um mercado de consumo de massa, dez anos antes que o salário mínimo, Bolsa Família e Pronaf abrissem espaço para a nova classe média. Estariam assegurados os 20 anos de poder preconizados por Sérgio Motta, não fosse o jogo cambial, uma manobra de apreciação do real que enriqueceu os economistas mas estagnou a economia por uma década. FHC jogou fora a chance do partido e do país. Conto em detalhes essa história no livro “Os Cabeças de Planilha”.

A falta de Mário Covas

Fica claro, também, a falta que Mário Covas fez ao PSDB. Com todas as críticas que possam ser feitas a ele, a Lula e a outros grandes políticos, havia neles o sentimento de povo. Na campanha de 2006, ouvi de Geraldo Alckmin a crítica – velada – à ala supostamente intelectual do PSDB. “Covas sempre me dizia para, nos finais de semana, andar pelas ruas, visitar bairros, cidades, para não perder o sentido do povo”.

Os construtores e os arrivistas

Não se vá julgar impolutos Covas, Lula, Tancredo, Ulisses, o grande Montoro, Grama e outros fundadores do Brasil moderno. Dentro do modelo político brasileiro, montaram acordos nem sempre transparentes, participaram dos pactos que permitiam o financiamento partidário, familiares se aproveitaram das relações políticas para pavimentar a vida profissional. Mesmo assim, imperfeitos que eram – como políticos e seres humanos – havia neles a centelha da transformação, a vontade de deixar um legado, o apelo da redemocratização.

A ala intectual do PSDB

Esses atributos passavam ao largo das ambições da ala intelectual do partido, os economistas financistas de um lado, o grupo de Serra do outro. O individualismo exacerbado, a ambição pessoal, a falta de compromisso com o próprio partido e, menos ainda, com o país, fizeram com que não abrissem espaço para a renovação. Com exceção de Serra, FHC não legou para o partido um ministro sequer com fôlego político. Como governador, Serra não permitiu o lançamento político de um secretário sequer.

A renovação tímida

A renovação do PSDB se deu pelas mãos de Alckmin – ele próprio não revelando um secretário sequer com fôlego para sucedê-lo – e, fora de São Paulo, de Aécio Neves. Ao desvendar as manobras de Serra, o livro fecha um ciclo de ódio, personalismo, de enriquecimento de pessoas em detrimento do país e do próprio partido. No começo, será um baque para o PSDB. Passado o impacto inicial, será a libertação para o penoso reinício político.

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50 comentários

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@faltorpan

25 de dezembro de 2011 às 22h45

A colocação de que a CPI está comprometida na raiz, haja vista a herança maldita do Zé Dirceu e seu "pragmatismo", é a mais contundente do texto. O recomeço político, se houver, será doloroso para todos. Ou o PT se retoma e ganha corpo diante da dignidade ou chafurda de vez no descrédito. Partido adulto e corajoso a ponto de ferir a si próprio, se necessário para viabilizar-se como partido com futuro, ou mesmice com ares adventistas?

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niveo campos e souza

23 de dezembro de 2011 às 08h09

A Privataria Tucana e a CPI que vem aí, pode ser a única chance, de passar uma enxurrada de água limpa e clarear a história, cruel e injusta, dos privilégios que as elites e oligarquias construíram neste Brasil.

Niveo Campos e Souza

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Carlos

22 de dezembro de 2011 às 22h44

Lieder a melhor resposta para quem faz patrulhamento ideológico são os numeros. Muito bom, sem contar SAMU, 1 nilhão de alunos universitários benificiados pelo PRÓ-UNI, eu fico imaginando quando a esquerda começar a trabalhar então.

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Carlos A

22 de dezembro de 2011 às 21h16

Rabo preso: as vestais chegam ao Poder e sujam as mãos!!!

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joni

22 de dezembro de 2011 às 11h40

O melhor texto que li, sobre o assunto. Quem não leu o livro, com a leitura do texto, fica inteirado do assunto.

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Bertold

22 de dezembro de 2011 às 11h14

Gente, o Nassif, que fique entendido, não é esquerda mas um representante do pensamento econômico liberal, no limite tenta se aproximar das vertentes progressistas da política brasileira. Se perceberem, no fundo não foi contra as privatizações ou as desestastizações, que era a vaga dominante do neoliberalismo dos anos 90. Seu problema é com o "método". Acho que ele queria que o Brasil seguisse o modelo europeru que com o devido atraso agora dá os sinais de fracasso. Pois bem, no modelo europeu o povo também ficou e está ficando de fora. Capitalismo é isso e não muda!

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Pedro

22 de dezembro de 2011 às 10h37

A esta altura o Departamento de Estado americano e a CIA devem estar confabulando algo para proteger o Serra e a bandidagem que cercou as privatizações.

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Anderson Silva

22 de dezembro de 2011 às 10h16

PSOL?! O PT esta me empurrando pro PSTU!!!!

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Morvan

22 de dezembro de 2011 às 09h39

Bom dia.

Como sempre, é um texto com a marca Nassif. Excelente, instigador.
Mas, faça-se o contraponto, se a CPI não sair, e mesmo em esta acontecendo e em não sendo amplamente divulgados os resultados persecutórios, SSerra e outros menos ilustres da malta, como o sr. Ricardo Sérgio, o "Mão-de-Onça de Lama" (diretos autorais para o saudoso Brizola!) e seus filhinhos – ricos da noite para o dia, a Verônica Serra, a "Jênia da Internete (Sic!)" e muitos outros sairão, se não ilesos, com algumas [poucas] escoriações, deste episódio, que, se não conduzido da forma mais publicista, não atingirá o âmago, o vivac do formigueiro tucano. Redundando: se a CPI não sair, e ou se não se publicizarem amplamente os seus resultados, o Torquemada escapará e tudo não passará de pensamento desejoso de quem quer enterrar o Nosferatu e seus asseclas (no caso do Nassif, pelo muito que se já o conhece, por pura brasilidade.).

:-)

Morvan, Usuário Linux #433640.

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Fabio_Passos

22 de dezembro de 2011 às 07h34

O psdb é um covil de neoliberais, entreguistas e ladrões.
É o partido xodó da mídia-corrupta: rede globo / quadrilha veja / estadão / fsp
udenismo piegas.

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Leonardo Câmara

22 de dezembro de 2011 às 00h04

Visão excessivamente romântica. Pessoalmente não vejo o PSDB como um partido, mas como uma malta de quadrilheiros interessados em roubar o erário. Com as raras exceções de costume…

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    Antonio Nunes

    28 de dezembro de 2011 às 10h00

    o Sr poderia dar a sua opinião sobre o PT?

    e o PMDB?

    e o DEM?

    e o…

    há alguma diferença?

adauri

21 de dezembro de 2011 às 23h19

Medo muito medo!
Será que não será o P T quem dará o atestado de idoneidade ao PSDB? (Deus me livre).
Como é possivel a auxencia de assinaturas de tantos parlamentares do pròprio partido nessa CPI.
O que desejam esses "indecisos petistas"? Torrarem minha paciencia ou empurar-me ao "PSOL"?
Vou aguardar e guardar a manifestação desse nomes dessa lista, e saberei o que fazer com eles no futuro
Benedita da Silva PT RJ – Carlinhos Almeida PT/SP – Dalva Figueiredo PT/AP – Décio Lima PT/SC Edson Santos PT/RJ – Gilmar Machado PT/MG -Jesus Rodrigues PT/PI – Jilmar Tatto PT/SP –José Airton PT/CE – Miguel Corrêa PT/MG – Odair Cunha PT/MG – Paulo Teixeira PT/SP – Pedro Eugênio PT/PE – Reginaldo Lopes PT/MG – Rui Costa PT/BA – Sérgio Barradas Carneiro PT/BA – Zeca Dirceu PT/PR –

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Marat

21 de dezembro de 2011 às 22h20

O PIG certamente pouco divulgará, e quando o fizerem, será cheio de cuidados e darão um tempo enorme para a defesa dos acusados.
Agora é que nós vamos ver se o PIG tem força ou não.

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Ronaldo Almeida

21 de dezembro de 2011 às 22h19

Acho que, no fundo, o Aécio e a Dr. Andréa Neves, estão até gostando disso tudo. Ele, mocinho more or less e o Cerra, vilão.

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dukrai

21 de dezembro de 2011 às 20h57

será que os tucanos vão sobreviver? Sobrou o geraldino opusdélico e o trein vai feder pro lado dele nas eleições municipais em São Paulo e uma galera já foi pro PSD. Fora de SP tucano é só do bico pra fora, a maioria tá cuidando da sua horta e na falta de jeito de arrumar outro puleiro, fica num psdb com cara de pmdb. Esqueci do Aébrio, de tão significativa é a sua presença.

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julio

21 de dezembro de 2011 às 20h40

Belo texto, mas não livra a cara do Alckimin e do Aécio, não. Os tucanos são portadores do neoliberalismo de Regan e Thatcher que só interessa as potências industrializadas. O povo brasileiro tem outro DNA e temos que assumi-lo.

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    Paulo

    21 de dezembro de 2011 às 22h07

    Não livra a cara de ninguém. Queremos saber principalmente porque os processos iniciados relativamente à suspeita de roubalheiras nas privatizações não foram adiante,porque o Judiciário e a Polícia Federal não fizeram o trabalho que o Amaury fez e não transformaram as questões suspeitas em processos investigativos mais profundos e depois, em processos judiciais?
    O que vai ser feito agora pelo Judiciário e pela Polícia Federal? Vão bancar os avestruzes?

Helenita

21 de dezembro de 2011 às 20h18

Fala-se muito (não o bastante) do PSDB nos governso de São Paulo, Minas, Paraná etc, e entre seus descalabros se fala muito da mordaça remunerada à imprensa escrita e falada… mordaça milionária, diga-se, mas sempre se esquecem do infelicitado estado de Goiás, onde um rapazinho reina, reina, a saúde no que toca ao estado está destruída, fornecedores sem receber, justiça caríssima, extorsiva mesmo… No seu penúltimo reinado, o dito governante FECHOU mais de 100 (cem) colégios de segundo grau, e instituiu a odiosa "matrícula por telefone" nas escolas… Nem pensem o problema que é; não se crítica alguma.
Também aqui o Marcus Valério fez contratos incríveis… O figura chamado Chaves, chefão da VALEC é homem do círculo mas chegado ao dito governo, quando das exaustivas denúncias contra Alfredo Nascimento a imprensa "desligou" essas duas figuras… Em Goiás, fortunas surgiram da noite para o dia e a boa e velha imprensa elegantemente calada.

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fan_na

21 de dezembro de 2011 às 19h44

Alguem poderia desbaratar a corrupção na secretaria da fazenda de sao paulo. sao quase 20 anos no poder, e o que rolou de malas de dinheiro para a campanha do cerra não tá escrito. tudo tem um começo: caixa 2 de empresa. daí fica fácil financiar politicos, garantir caixinha na assembleia, passar o rolo (ou seria a rola?!) nos deputados estaduais, arrecadar milhoes, e deixar corruptos nos cargos mais importantes da secretaria da fazenda. uma única operação no tal de mercado libre (a sra ve/ro/ni/ca cerra é conselheira) deu em nada, e continua sendo o paraguai dentro do brazil.

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Testemunho

21 de dezembro de 2011 às 19h14

Belíssimo texto. Acertou em cheio no diagnóstico. Parabéns ao grande jornalista Luis Nassif.

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Bonifa

21 de dezembro de 2011 às 19h11

Todo o projeto político do partido para o país em função de dois princípios: O liberalismo econômico colonizado, transplantado diretamente de diretrizes internacionais e sem qualquer tentativa crítica de adaptação. Qualquer tentativa nesse sentido poderia levar a "jaboticabas", formulações heterodoxas que fugiriam à pureza ortodoxia exigida. O outro pilar era o engajamento automático nas proposições dos Estados Unidos no campo geral da doutrina e no campo das posições internacionais, numa suposta dependência realista, que supunha piamente que aquele país havia conseguido chegar ao fim da História. Era o suficiente. O varejo disto foi o crescimento absurdo da violência, o surgimento de uma corrida individualista pelo enriquecimento que levou até às raias da falsificação de remédios, a negação de qualquer sentimento nacionalista como atrasado e tacanho, a negação de qualquer aproximação com o povo como populismo, demagogia e assistencialismo. O Nassif vê com óculos de Pangloss. Serra e FHC estavam agindo coerentemente com a doutrina adotada. Seus atos de pirataria eram coerente com as orientações e as ações da mais alta cúpula da sua doutrina. O que aconteceu foi que a própria doutrina se auto-explodiu.

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Mauro

21 de dezembro de 2011 às 18h38

Excelente texto Nassif! Concordo com tudo o que escreveu. Um texto maravilhoso. Meus parabens!

Responder

Jonas Resende

21 de dezembro de 2011 às 18h15

Um baita texto do Nassif, só espero que o Psdb não venha a se reestruturar, causou ( causa) mal demais ao país ( vide o tucanato paulista, mineiro e paranaense no poder estadual), tucano nunca será "povo", tucano é sempre "elite" pq ela quer que os tucanos a representem, e o que é bom para a elite é estar a maior distância possivel do povo. E quem o tucanato vai escolher?, adivinhem… Uma vez tucano, sempre tucano,

Responder

    Aline C Pavia

    22 de dezembro de 2011 às 10h04

    Se reestruturar com quem? Aécio? Alckmin? Bruno Covas? Que tentem, dá até dó.

    Luciene

    22 de dezembro de 2011 às 10h31

    Concordo e assino embaixo !!!

Francisco

21 de dezembro de 2011 às 18h14

Perfeito! E que fique claro, claríssimo, o país precisa de partidos de oposição qualificada para "atanazar" a cabeça dos partidos ora no poder. Sejam quais forem. Somos uma democracia e a gangorra do poder vem e vai. Um PSDB expurgado dessa elite "nojo de nós" será um partido muito mais útil ao país.

O Brasil é a meta, os políticos e os partidos passam, nós, o povo, ficamos.

Uma das vantagens do PT é que tem militantes que pensam POLITICAMENTE o país. É claro que o "fla-flu" é engraçado e diverte (colocar apelidos ótimos como "Cerra", não tem preço…), mas o país é a meta. E isso. o povo, se sobrepõe a tudo. E que mais e mais Amaurys surjam, para, com credibilidade e "implicância" infernizar os nossos servidores públicos.

Responder

Maria Olimpia

21 de dezembro de 2011 às 17h56

, Simplesmente genial este texto do Nassif.
A grande diferença do que fez José Dirceu, foi que ele o fez pró partido e o Cerra fez para si e sua familia e isso se tornou muito claro. Evidentemente ninguém é santo, mas alguns extrapolam.

Responder

Antonio

21 de dezembro de 2011 às 17h51

Que nada. Chega de corrupção. O PSDB replica o esquema de corrupção e lavagem de dinheiro do desgoverno FHC em estados e municípios onde foi eleito. Não precisa ser muito inteligente para perceber que a coisa ocorre em SP e em Minas e etc.. Mas isso tem que acabar. O dinheiro tem que ser devolvido aos cofres públicos e os culpados têm que ir para a cadeia. Não aguentamos mais a falta de infraestrutura, que foi roubada para enriquecer esses pilantras, além do esquema ser replicado. O PT vai ter que deixar a coisa rolar ou vai perder muito militante e simpatizante, além de ouvir que todo político é ladrão igual. E o PT não pode se igualar ao PSDB. O PT tem história e não pode virar lixo como os demotucanos viraram.

Responder

Lucas Villa

21 de dezembro de 2011 às 17h51

Se os tucanos roubaram o dinheiro das privatizações, alguém me explica porque a esquerda após 9 anos no poder nunca fez nada?

Rabo preso ou o livro do Amaury é ficção?

Responder

    Leandro

    21 de dezembro de 2011 às 18h32

    Acho que você não leu o texto todo, volta ao começo e releia com mais atenção e sem partidarismo. Sua resposta está ali.

    Tenório

    21 de dezembro de 2011 às 19h17

    Não, os tucanos não roubaram. Apenas pegaram uma comissãozinha pra vender o seu, o meu, o nosso patrimônio, a preços abaixo do valor real e ainda com empréstimos também com nosso dinheiro. Entendeu?

    Orellano Paz

    21 de dezembro de 2011 às 19h39

    Porque a esquerda chegou ao governo, mas ainda não chegou ao Poder,
    e, principalmente, porque a Justiça é cega, partidarizada, conivente e partícipe.

    Augusto SP

    21 de dezembro de 2011 às 19h59

    Não leu o texto não? claro q o PT esteve também no esquema, não tanto quanto o PSDB, mas sim esteve, por isso engavetaram a CPI do Banestado.

    Rafael

    21 de dezembro de 2011 às 20h41

    O que faria? Única ato seria pedir investigação e mais nada. Não dá para simplesmente o governo dizer: "a partir de agora são estatais novamente". Não funciona assim. O que poderia é o judiciário atuar, considerar ilegais as privatizações, mas isso nunca aconteceria com o nosso judiciário.

    Bonifa

    21 de dezembro de 2011 às 20h44

    Foi rabo preso mesmo, Lucas Vila. Utilização de parte dos sistemas e esquemas montados pelos tucanos para o roubo e o "tá dominado". Mas não foi a esquerda. Foram alguns, que se vendiam como sendo de esquerda. E também nada foi feito porque, quando se queria fazer, como são testemunhas os blogs sujos, o domínio da polícia, do judiciário e da imprensa pelos malfeitores impedia qualquer ação de progredir.

    roger

    21 de dezembro de 2011 às 21h13

    Rabo preso. Mas esse Rabo Preso é abordado no texto.
    Você chega ao poder, num sistema essencialmente corrupto. Suas alternativas são:

    1) Vai contra tudo e todos, moralização a qualquer custo; afronta toda a estrutura: nega-se a pagar a dívida externa, re-estatiza várias empresas, afronta os bancos, expulsa os corruptos. Governa para dentro.

    2) Utiliza o poder para enriquecimento pessoal e dos seus, permitindo que os demais integrantes do sistema corrupto continuem enriquecendo; nesse meio tempo, governa mas não reina, mas governa (porque os outros o deixaram continuar a governar), e fica como uma eminência parda – nada faz, de novo;

    3) utiliza-se da estrutura corrupta, mas sem se deixar corromper, para deixar uma marca, uma história, fazer de fato algo bom. Nesse caminho, angaria a simpatia do povo.

    E aí, o que você faz?

    Se você analisar, nas três opções que dei, supostamente estão, em linhas gerais, os caminhos seguidos por três ideologias partidárias. Uma delas, a propósito, ainda não governou.

    É muito fácil reconhecer quem é quem.

    Antes de mais nada: a quarta opção seria a mais sensata, mas também a mais difícil, não, atualmente impossível. Erradicar o capitalismo, o monetarismo e o individualismo. Dilacerar o poder e distribui-lo por todo o povo, implantando democracia direta. O capitalismo é essencialmente corrupto e corruptor. Em busca do dinheiro e do lucro, a ética é terreno pantanoso para muitos. O poder verdadeiro de nossa época não pertence ao Estado, e sim a quem tem dinheiro (aqueles que estão por trás da cortina, por trás dos bancos, por trás da imprensa, por trás das corporações).

    Antonio Nunes

    28 de dezembro de 2011 às 11h13

    "3) utiliza-se da estrutura corrupta, MAS SEM SE DEIXAR CORROMPER, para deixar uma marca, uma história, fazer de fato algo bom. Nesse caminho, angaria a simpatia do povo. "

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    essa foi muito engraçada!

    Paulo

    21 de dezembro de 2011 às 22h03

    Isso tem que ser apurado a fundo pela CPI, pela Polícia Federal, o MPF, o TCU,a ABIN etc
    Cabia principalmente ao Judiciário levar adiante as investigações quanto à privatização do Banestado e a todas as privatizações,quando surgiram as primeiras denúncias.
    Mas o que fez o Judiciário?
    E o que aconteceu na Polícia Federal com o Delegado Lacerda?
    Chegou a hora da verdade. O PT vai ter que se explicar também, embora saibamos que chegou Lula à Presidência nas duas vezes em que foi eleito ,numa coalizão ainda pior do que a atual.
    Só o povo organizado e mobilizado poderá exigir a apuração de todos os fatos levantados no livro do Amaury e em outros inquéritos e processos.

    Leider_Lincoln

    22 de dezembro de 2011 às 07h47

    Richard (abandonou de vez o "EUNAOSABIA", né), como assim a esquerda nunca fez nada? Compare o país com inflação e desemprego na casa de dois dígitos, devendo quase 100 bilhões de dólares só para o FMI, 14ª economia do mundo, em um apagão de 9 meses, com salário mínimo a 50 dólares, dólar a quase 4 reais e envergonhado de si mesmo eque esmolava por participar de uma reunião do G7 com o país de agora:
    Sexta maior economia do mundo
    Dólar a 1,80
    Inflação e desemprego na casa de um dígito
    Salário mínimo de 300 dólares
    Inaugurando Jirau e o Pré-sal
    Sede da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos
    Credor do FMI
    Membro dos BRIC, grupo que em breve suplantará o G7

    Richard, troll de muitos nomes, você não engana é ninguém, rapaz!

    Klaus

    22 de dezembro de 2011 às 12h21

    Leider, está com dificuldades de interpretação de texto de novo? O que o Lucas Villa questionou é porque a esquerda não fez nada contra o suposto roubo do dinheiro das privatizações. Lê de novo!!!!! Dizer que o governo alfaltou a rua onde você mora não é resposta pra isto.

    Klaus

    22 de dezembro de 2011 às 12h22

    Agora, todas estas suas considerações sobre o que a esquerda fez são risíveis. Ser sede da Copa e da Olimpíada é motivo de comemoração? Dolar a R$1,80 também é obra do governo? Isto é um problema, não solução. Além do mais a queda do dolar (que caiu no mundo todo) tem pouco a ver com nossa economia. BRICs vão supantar o G7? Qual o peso do Brasil no conjunto dos BRICs? Dos quatro, quem será o menor quando isto acontecer? Tem esperança de ser maior que a China, a India e a Rússia no futuro? "Inauguração" do pré-sal? Este foi um trabalho de décadas, começou na década de 70 e que deu resultados agora. O governo atual não tem nada a ver com isto, a Petrobras sim. Menas, menas, ok? Ser credor do FMI é motivo de orgulho? Este dinheiro não teria como ser melhor empregado aqui não? Sexta economia? Bom, mas o povo, é o sexto em qualidade de vida.

    Antonio Nunes

    28 de dezembro de 2011 às 10h06

    acho q o Sr não entendeu o q foi perguntado…

    mas independentemente da sua dificuldade em interpretar textos, a sua lista de "feitos" é risível!

    Patricio

    22 de dezembro de 2011 às 14h35

    Lucas, leia de novo. Quer dizer: LEIA A SUA PERGUNTA.
    O livro É uma resposta. Não foi o governo quem deu, já é sabido. O livro já teria saído antes do Lula terminar o mandato. Se fosse o governo FHC ou Serra, o livro não saía – o que seria também uma resposta, bem ao "modus operandi" peessedebista.
    Além disso, este governo não é de esquerda. Não se vê nenhum sinal de socialização dos meios de produção. A esquerda no poder é socialismo, compreende? LEIA, antes de defender o indefensável, tucano.

    Antonio Nunes

    28 de dezembro de 2011 às 09h56

    rapaz…

    incrível a sua capacidade de falar sem dizer nada!

    a pergunta continua e é absolutamente pertinente:

    alguem acha q somente o Amaury Jr poderia juntar as "provas" contidas no livro?

    pq o Governo petista (sendo de esquerda, direita, centro, de cima ou de baixo) passou 9 anos sem pedir 1 única CPI, sem fazer 1 única investigação, sem acusar 1 única pessoa, s4em produzir 1 única prova?

    parafraseando o seu comentário, fique quieto, antes de defender o indefensável!

    ps: é incrivelmente ridicula a mania de "classificar" qualquer um q faça alguma critica ao Governo petista como "tucano"!

    Julio Silveira

    22 de dezembro de 2011 às 19h35

    Existe uma expressão muito em voga hoje em dia, serve para quase tudo na politica de falta de palavra, de carater ao não cumprir promessas que resultam em traiição aos eleitores, serve para negociatas irresistiveis, serve para tudo, a expressão é "pragmatismo".
    O governo de esquerda usou de pragmatismo para não fazer uma investigação profunda sobre o governo anterior, usou de pragmatismo para governar já que a sociedade não conhece a fundo quem elege, e obrigada a compra todo o maketing que a maioria do politicos comprometidos com as corporações tem.
    Não esqueço da tal carta a nação que foi uma pagina nova na politica esquerdista do PT. Incorporando o politica de resultados da Força Sindical. O PT de hoje é o PT de resultados, por que faz o possivel com aliados como os que grande parte dos brasileiros lhes dão. Só espero que não bloqueiem a CPI, ai sim, será traição de fato, de principios, não "pragmatica".

Rafael

21 de dezembro de 2011 às 17h30

"A privatização poderia ter sido conduzida dentro de um modelo de fundos sociais" o que significaria isso? "Provavelmente o livro não suscitará uma CPI, pela relevante razão de que o sistema de doleiros, paraísos fiscais, foi abundantemente utilizado por todos os partidos políticos, incluindo o PT. Aliás, uma das grandes estratégias de José Dirceu, assim que Lula é eleito, foi mapear e cooptar os personagens estrangeiros da privatização que, antes, orbitavam em torno de Serra". O que prova isso?
Esse texto parece um lamento do Nassif porque tucanos estão mortos politicamente, parece aquela velha história do "se", se o psdb não tivesse feito isso, se os ministros não fosse assim, se o real fizesse isso e não aquilo. Que choro disfarçado.

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O_Brasileiro

21 de dezembro de 2011 às 17h25

Interessante como as críticas à política se aplicam ao futebol e vice-versa.
É o Brasil descobrindo que o "Brasil da Globo" não existe…

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    Fabio_Passos

    22 de dezembro de 2011 às 11h02

    É o ocaso dos militantes do PIG…

Débora

21 de dezembro de 2011 às 16h55

Parabéns, Nassif.

Nem sempre se pode concordar com o que diz ( uma vez ficquei fula com um texto seu sob a transposição do São Francisco ). Mas sempre vejo em seus discursos, a preocupação de se ater a fatos e contextos. Não o vejo fazendo pré-julgamentos ou juízo de valor.

Vc honra a profissão que escolheu.

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