VIOMUNDO

Diário da Resistência


José Arbex Jr.: Conjuntura no Brasil pode desembocar em crise revolucionária
Falatório Política

José Arbex Jr.: Conjuntura no Brasil pode desembocar em crise revolucionária


17/07/2013 - 10h29

Yasuyoshi Chiba/AFP: PM atira em manifestantes em Fortaleza

É a conjuntura, estúpido

por José Arbex Jr., especial para o Viomundo

“Seria mais fácil explicar os protestos quando eles ocorrem em países não democráticos, como no Egito e na Tunísia, em 2011, ou em países onde a crise econômica elevou a índices assustadores o número de jovens desempregados, como na Espanha e na Grécia, do que quando eles ocorrem em países com governos populares e democráticos – como no Brasil, que atualmente exibe os menores índices de desemprego de sua história e uma expansão sem paralelo dos direitos econômicos e sociais. Muitos analistas atribuem os recentes protestos à rejeição da política. Creio ser precisamente o contrário: eles refletem o desejo de ampliar o alcance da democracia, de encorajar as pessoas a participarem de uma maneira mais plena.”

O diagnóstico é feito pelo ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, em artigo de sua autoria, publicado no jornal estadunidense The New York Times (clique aqui para ler), em 16 de julho. Lula está certo. Os jovens que tomaram as ruas querem mais do que aquilo que já têm.

O desejo se reflete na palavra de ordem “queremos escolas (e hospitais, postos de saúde, serviços públicos) com padrão Fifa”. A alusão à Fifa não é um aspecto secundário das manifestações.

Ao contrário: mostra que, no Brasil contemporâneo, o próprio circo pegou fogo. Estamos a um milhão de anos luz do inglório 1970, quando a conquista do tricampeonato mundial deu fôlego à ditadura em sua fase mais sangrenta, sob as botas do general Emílio Garrastazu Médici.

Embalados pelos inestimáveis serviços prestados ao regime pela Rede Globo, os brasileiros cantavam o hino oficioso “90 milhões em ação / pra frente Brasil / do meu coração”, enquanto agentes da ditadura torturavam e assassinavam nos presídios oficiais e nas masmorras clandestinas.

Já não é assim. “Fifa”, hoje, virou sinônimo de imperialismo, e “Copa do Mundo” de corrupção, mamata e desperdício do dinheiro público.

Não por acaso, as sedes da Globo em São Paulo e no Rio foram objeto de repúdio dos manifestantes.

Mesmo Pelé teve que vir a público explicar que sua majestade nada tinha contra as “jornadas de junho”, após o seu apelo patético, gravado em vídeo, para que todos esquecessem as manifestações e apoiassem a seleção, durante a Copa das Confederações.

“Pelé calado é um poeta”, respondeu o ex-jogador e atual deputado federal Romário, que denuncia a imensa farra com o erário possibilitada pela Copa de 2014 e pelos Jogos Olímpicos de 2016.

Os tempos, pois, são outros. Um claro sinal disso é dado pela seguinte comparação: em 1995, a heroica greve dos trabalhadores brasileiros do petróleo, iniciada em 3 de maio,  morreu melancolicamente, 32 dias depois, sem ter logrado atrair a solidariedade ativa do movimento sindical e da sociedade, abrindo o caminho para Fernando Henrique “Thatcher” Cardoso impor todas as reformas que pretendia ao mundo do trabalho; quase exatos 18 anos depois, no início de junho, um pequeno grupo intitulado Movimento pelo Passe Livre, convoca atos para protestar contra o aumento de 20 centavos no preço do transporte urbano, em algumas das principais cidades do país, para detonar um movimento que acabaria levando pelo menos 2 milhões às ruas. É isso que deve ser explicado: porque, em 1995, o movimento iniciado por  uma das mais poderosas e organizadas categorias do país foi incapaz de atrair as simpatias da população, ao passo que, em 2013, o MPL incendiou o Brasil.

A resposta está na conjuntura. Não está na vontade dos dirigentes partidários, sindicais, dos movimentos sociais e nem mesmo do MPL – que foram tão pegos de surpresa quanto qualquer outro cidadão. Não está em manobras e articulações palacianas, nem da “direita” nem da “esquerda”.

Está no conjunto complexo, contraditório, profundo e extremamente poderoso que constitui o tecido das relações econômicas, sociais, políticas, ideológicas, sociais e morais de uma determinada época.

Não é só no Brasil que isso acontece, é óbvio. Dificilmente o vendedor ambulante tunisiano Ahmed Buazizi teria consciência de que ao atear fogo ao próprio corpo, em 17 de dezembro de 2010, estaria com isso incendiando o Oriente Médio.

Quantos Bouazizis fizeram gestos extremados, antes dele, sem com isso causar o menor distúrbio social? Porque justamente aquele gestou produziu a assim chamada “primavera árabe”? A resposta está na conjuntura.

A revolucionária Rosa Luxemburgo notou isso, ao comparar uma greve espontânea, organizada pelos trabalhadores de Batumi, na Geórgia (situada no Cáucaso), em 1902, com movimentos liderados, na mesma época, pelas poderosas centrais sindicais social-democratas na Alemanha: a greve dos trabalhadores de Batumi acabou desembocando, três anos depois, no Soviete de São Petersburgo, um dos grandes impulsionadores da Revolução Bolchevique de 1917; os movimentos na Alemanha mal foram notados.

Novamente: o que faz com que uma greve espontânea, numa região tão secundaria, do ponto de vista econômico, acabe sendo o motor de uma das mais importantes revoluções da história, enquanto movimentos operários organizados num país central para a economia capitalista não surta grandes efeitos? A própria Rosa explica: a resposta está na conjuntura.

Lula está certo, ao dizer que a juventude quer mais. O Programa Bolsa Família, o aumento real do salário mínimo, os programas de inclusão social (como o Luz para Todos), na esfera da educação (como o Prouni) e o da casa própria (Minha Casa Minha Vida) colocaram milhões de brasileiros na esfera do consumo, a qual foi artificialmente ampliada ao máximo com a concessão de créditos fáceis aos consumidores.

Milhões e milhões de brasileiros, antes relegados às margens do sistema econômico, agora aprenderam, com os mais variados graus de consciência ou intuição, que não têm que se conformar com a precariedade do sistema público de educação e saúde; que a corrupção pode e deve ser punida; que o sistema de transporte público é entregue a empresas privadas, embora fartamente subsidiado pelos impostos que todos pagam; que não há dinheiro para a segurança, para as escolas e para a saúde, mas há para imensos estádios de futebol.

O que Lula não diz em seu artigo é que boa parte dos problemas que hoje afligem a população brasileira também é resultado das políticas adotadas pelo seu governo e mantidas por aquela que preenche os contornos de seu espectro refratado no Planalto, a senhora Dilma Rousseff.

Lula não diz, por exemplo, que o programa Bolsa Família equivale a escassos 10% do total dos juros da dívida pública anualmente pagos ao capital financeiro; que os investimentos feitos pelo governo federal em educação e saúde são um dos menores do mundo, quando comparados ao PIB; que o governo adotou uma política irresponsável de promover o crescimento econômico com base no endividamento das famílias, que hoje enfrentam o fantasma da inadimplência; que, ideologicamente, o lulismo privilegiou uma concepção neoliberal que confunde “progresso social” com “enriquecimento dos indivíduos”, assim criando um abismo intransponível entre o eventual maior bem-estar que cada família passou a experimentar da porta de sua casa para dentro e o desastre absoluto verificado da porta para fora (insegurança, medo, poluição, caos urbano, guerras entre gangues, etc.); e que o”lulismo” transformou o PT e a CUT, símbolos das esperanças que mobilizaram milhões de brasileiros no final dos anos 70, em condutos forçados de negociatas do mercado persa chamado Congresso Nacional.

O Brasil chegou a um ponto de basta. Esse “ponto de basta”  apenas aparentemente se apresenta como que do nada, uma espécie de raio em céu azul.

Ele vem se anunciando há tempos, embora só retrospectivamente os sinais ganhem visibilidade adequada: no elevado índice de abstenção e voto nulo nas eleições de 2010; em revoltas explosivas, como a ocorrida no canteiro de obras na usina de Jirau (Amazônia), em março de 1911; nas inúmeras greves do funcionalismo público, nas revoltas em bairros da periferia, na longa paralisação que envolveu quase 100% das universidades federais em 2012, seguida pela greve dos professores do ensino municipal e estadual durante os primeiros meses de 2013.

Ninguém aguenta mais o inferno em que se transformou a vida nas grandes cidades, o espetáculo perdulário dos gastos públicos com a Copa, o descaso das autoridades com as pessoas que, diariamente, morrem ou padecem nas filas do SUS.

É esse sentimento de basta que explica aquilo que, de outra maneira, permaneceria incompreensível: quanto mais a polícia usa da violência, mais as pessoas vão às ruas. Seria de se esperar o oposto.

De fato, a polícia também foi surpreendida pela decisão da população. Ao contrário do que sempre aconteceu, a violência, por si só, mostrou-se incapaz de conter ou impedir os protestos. Trata-se de uma situação conjuntural em que os “de cima” – a burguesia e os seus representantes – já não conseguem governar como sempre governaram, ao passo que os “de baixo” – os trabalhadores, a juventude, a maioria da nação – já não suportam mais viver como sempre viveram.

Vladimir Ilitch Lênin assim descreve uma conjuntura que pode desembocar numa crise revolucionária.

Não se trata, aqui, de fazer futurologia. Potencialmente, o Brasil vive hoje uma situação conjuntural que pode desembocar numa crise revolucionária.

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Isso aconteceu, por exemplo, na Argentina, no começo do século, quando os trabalhadores e a população expulsaram o presidente Fernando de La Rúa e sucedâneos a pontapés da Casa Rosada, aos gritos de “que se vayan todos”; e tudo para acabarem, melancolicamente, elegendo o peronista Néstor Kirchner, que ainda teve tempo de conduzir a sua mulher, a inefável Cristina, à chefia da Casa Rosada, antes de morrer.

O que acontecerá no Brasil? É claro que ninguém sabe. Mas é uma questão que preocupa, pelas dimensões que o país ocupa no cenário mundial.

O Brasil ostenta o 7º maior PIB do planeta (2,5 trilhões de dólares), é um dos pilares dos BRICs e peça importante de um edifício econômico cujas bases estão solapadas pela crise que se arrasta desde 2007.

Do ponto de vista do capital financeiro mundial, a conjuntura ideal seria aquela que lhe permitisse manter taxas de lucro astronômicas no Brasil (como as exibidas pelos bancos), numa situação de “ordem” e estabilidade social.

Se uma pequena ilhota como o Chipre (PIB de 25 bilhões) foi capaz de colocar o mundo em polvorosa – tamanha a fragilidade da Zona do Euro -, imagine o que acontecerá se o “gigante” começar a dar passos de anão.

Mas rimar paraíso financeiro com ordem social não será mais possível no Brasil. O capital não pode abrir mão da taxa de lucros, ainda que isso signifique pressionar o governo para arrancar da população as poucas conquistas sociais já alcançadas (por exemplo, com investimentos ainda menores nos setores de educação e saúde, para assegurar a remuneração do capital, por meio do superávit primário).

Dilma está entre a cruz e a espada. Para atender ao capital, terá que enfrentar a população nas ruas; para atender às demandas da população, terá que romper, ou pelo menos resistir ao capital.

Os prazos são cada vez mais curtos, como mostra a valorização crescente do dólar (mais de 10% em dois meses), e com ela o preço do petróleo importado, dos insumos agrícolas e das máquinas que empregam tecnologia de ponta, com todas as consequências para a vida.

Até quando o governo federal conseguirá manobrar para impedir que a população sinta em cheio os efeitos da crise econômica?

Dilma procura “enquadrar” o movimento das ruas, canalizando as energias para as vias institucionais, configuradas pelas propostas de Constituinte (que teve curtíssima vida) e de plebiscito sobre a reforma política (incapaz, até o momento, de agregar um núcleo capaz de lhe dar forma concreta e eficaz).

Claro que a “oposição de direita” (aqui entendida como os patéticos senhores agregados no PSDB e redondezas) tenta bombardear qualquer proposta oriunda do Planalto.

A “esquerda”, ou o que sobrou dela, agrupada principalmente no PSOL, mostra-se impotente para apontar alternativas.

Todos os partidos estão de olho nas eleições presidenciais de 2014, e jogarão as suas fichas para colher os máximos de dividendos da crise.

A “direita”, que nada tem a propor, tenta alimentar a erosão da base governista, ao passo que faz o elogio da “ordem” nas manifestações (novamente, a Rede Globo, secundada por emissoras de menor importância, é providencial  na tarefa de criar um consenso nacional segundo a qual só é legítima a manifestação que respeita estritamente os limites da propriedade privada e o respeito supersticioso à “autoridade constituída”).

A mediocridade da oposição “de direita” e a impotência da “esquerda” ainda dão fôlego ao governo Dilma, que, claramente, oscila ao sabor dos acontecimentos.

Lula acompanha à distância a evolução da conjuntura. Assiste de camarote à “fritura” de Dilma.

Não por acaso, escolheu o NYT, porta-voz do establishment financeiro liberal dos Estados Unidos, para dar o seu recado: ele ainda faz parte do jogo, ainda é capaz de mover as peças, ainda pode ser o Bonaparte que surge a cavalo, no alto do Planalto, para tentar recompor a confiança da juventude e dos trabalhadores na forma partidária da representação política.

Em seu artigo, ele acena com a necessidade de uma “transformação profunda do PT”.

O que isso significa, talvez nem o próprio Lula saiba. Ainda.

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183 comentários

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Eduardo Rossato

29 de julho de 2013 às 15h57

Meus professores de História costumavam afirmar que é difícil analisar fatos recentes da história do país ou do mundo com a devida isenção, pois as pessoas aos analisarem dificilmente, estarão livres do envolvimento tendencioso que tais acontecimentos possam gerar. Ao contrário de tudo isso, repórteres, comentaristas ou especialistas jornalísticos, não possuem o mesmo cuidado, pois não são cientistas, embora, às vezes, parecerem. Por esse motivo disparam suas “verdades” de forma leviana sem que suas reputações possam ser arranhadas. Essa prática faz parte, do que me parece, seu código de ética profissional. Não falo isso no sentido de desqualificar o trabalho de um jornalista, mas no sentido de distanciá-lo da obrigação em obedecer a certas regras, tal e qual um cientista quando escreve um artigo numa mídia especializada em qualquer ciência.
Essas missivas adquirem importância quando constatamos que o público receptor acaba assumindo-as como verdades absolutas e passa a reproduzi-las de forma exasperada. Isso acaba por revelar a fragilidade que a população possui nessa dialética da informação e ou rejeita de forma integral ou aceita. Talvez o principal motivo de a indústria investir muito mais na “divulgação” do produto do que na sua qualidade e ou suporte ao consumidor.

Responder

    Mtnos Calil

    30 de julho de 2013 às 01h23

    Parabéns Eduardo, por sua proposta de isenção ideológica em favor da análise cientifica.

    Lembro a propósito que os próprios historiadores, com frequencia, cometem o erro que você aponta.
    O amor à verdade, que é pré-requisito de análise cientifica muitas vezes se opõe às crenças e desejos, sendo que isso pode ocorrer até com os cientistas.

Sérgio Rodrigues

23 de julho de 2013 às 16h16

A velha visão Troska: do concreto pra lugar nenhum…

Responder

    Roberto Locatelli

    24 de julho de 2013 às 11h28

    Tenho uma admiração por Leon Trotsky. Ele foi o construtor e comandante do Exército Vermelho. Mas os trotskistas não honram sua herança…

Jose Mario HRP

23 de julho de 2013 às 06h23

Por fim, é gozado ver que o cara é péssimo de interpretação de texto!
Levou a sério as minhas curtições em cima dessas manifestações fajutas que tanto a esquerda e a direita quiseram aparelhar! E o Arbex interpretou muito equivocadamente como um nova “tomada da Bastilha”!
Depois de gritar “O povo unido jamais será vencido”! o programa foi comer Xburguer na praça de alimentação do Shopping!
KKKKKKKKKK……….

Responder

    André Chaves

    23 de julho de 2013 às 20h03

    Com toda razão…é só ver que esse movimento pequeno burguês alienado e pobre de perspectivas, vai acabar por si só pela incongruência e impossibilidade de tornar real aquilo que defende…como é que? uma pauta em que se discute ‘o fim da corrupção’? como é que é isso?

Jose Mario HRP

23 de julho de 2013 às 06h16

Agora vamos ser patrulhados por pseudo intelectuais, que a lá Hitler querem nos dizer o que se pode ler, ou fazendo perfis pelo que se leu ou se permite conhecer para enriquecer os conhecimentos?
Fascista travestido de marxista?
Ou o sujeito que reclama para si o direito de tribunal ideologico de um único juiz?
Conhecemos essas figuras tipo Joaquim Barbosa e esse parvo que me critica!
Voce não vai me excluir ou me humilhar com a sua patrulha!
Mas….. com sua truculencia pseudo intelectual é a prova viva de que para impor idéias valem-se de sofismáticos truques e farsas num mau caratismo muito revelador.
Fascismo puro!

Responder

    abolicionista

    23 de julho de 2013 às 19h26

    Buh! ;)

O mau jornalismo da Folha no caso dos médicos "desistentes" - Viomundo - O que você não vê na mídia

22 de julho de 2013 às 11h53

[…] José Arbex Jr.: Conjuntura no Brasil pode desembocar em crise revolucionária […]

Responder

Jose Mario HRP

21 de julho de 2013 às 20h11

Juro pelo meu Deus que não vou aceitar esse meu inimigo que se oferece, mas ignorá-lo me vai ser difícil.
Eles se habilitam , na senda de impedir que os que querem o progresso do povo seja livre e leve, querem a estrada da canga dos lideres, ilegitimos e das teorias incomprovadas.
Fascismo e totalitarismo.
Abolicionista da democracia e da fraternidade, da caridade e do por do sol eterno!Eu vomito em voces………………

Responder

    abolicionista

    22 de julho de 2013 às 08h37

    Meu caro, deixe de demagogia, por favor. Somos ambos pessoas racionais que divergem politicamente, só isso. Aprenda a debater sem tanto melodrama. Não há nada de totalitário em criticar medidas governamentais. Totalitária é a lógica que marginaliza as vozes dissonantes sob o rótulo de “totalitário” ou “radicalismo”. Argumente mais com a cabeça e menos com as entranhas. Não se derrota uma ideia com refluxos gástricos, mas com argumentos. A “bienséance”, Montesquieu a considerava um valor maior, agradece.

Jose Mario HRP

21 de julho de 2013 às 20h01

Lanço o repto ao fascista travestido de são……O Espirito das Leis, também é direitismo?
Montesquieu também é verbo podre?
Santa burrice radical!

Responder

    abolicionista

    22 de julho de 2013 às 08h30

    Tocqueville e Montesquieu não cabem no mesmo balaio, meu caro, sinto muito. Mas considero Montesquieu um grande pensador. Ah, entendi, você tentou criticar-me por ser totalitário e antidemocrático (é a visão convencional do marxista). Pelo, contrário, acho que o comunismo é a única maneira de atingir uma democracia plena. É claro que não falo de um comunismo como o soviético (precisa dizer isso? alguém pode ser a favor daquilo?), mas de um modo de produção em que a propriedade seja um bem comum. Isso é viável? Bom,existem vários modelos alternativos disponíveis (David Harvey expõe alguns) acho que o inviável é a prorrogação do atual modo de produção capitalista. Afinal, o capitalismo já deu sinais claros de esgotamento e ameaça levar o mundo com ele. Uma catástrofe ecológica já está em andamento, a elite se distancia biologicamente dos pobres (a China já seleciona geneticamente embriões), países são lançados ao abismo para salvar o sistema financeiro, populações inteiras se tornam “economicamente supérfluas” e se despedaçam na luta por recursos básicos. O totalitarismo é o capitalismo, só não vê quem não quer.

    André Chaves

    23 de julho de 2013 às 20h13

    David Harvey propõe o que? Estou curioso para ler as propostas de Harvey, um geógrafo favorecido pelo livre empreendedorismo norte-americano (o que ocorre também com os geógrafos marxistas brasileiros, que adoram comprar apartamentos na Zona sul do Rio de Janeiro, apreciando vinhos caros e recebendo, sem atrasos, salários públicos ao mesmo tempo em que trabalham na iniciativa privada…) e arrotar descabidos espasmos sobre o mal do capitalismo e outros anacronismos patéticos…

    abolicionista

    24 de julho de 2013 às 14h40

    Aí vai uma delas, para quem não tem medo de pensar:

    http://www.towardfreedom.com/globalism/3030-another-city-is-possible-an-interview-with-david-harvey

    Quanto aos argumentos ad hominem, discuta-os com o Reinaldo Azevedo, ele adora esse tipo de picuinha.

    Hegel já dizia que ninguém pode ser herói para suas camareiras…

    Quer dizer que gente de esquerda não pode tomar vinho? Por essas e por outras é preciso ler o marxismo com mais apuro. Comunismo não é socialização da pobreza, mas da abundância.

Kate Epstein: Netflix, quando o entretenimento nos entorpece - Viomundo - O que você não vê na mídia

20 de julho de 2013 às 21h08

[…] Arbex: Revolução no Brasil, como na Argentina? […]

Responder

Ideraldo

20 de julho de 2013 às 21h07

Li o artigo e não concordo em alguns pontos. Sou a favor da estatização dos bancos (todos). Eu ouvi esta proposição do sr. Requião, em um discurso no Senado, e, embora não seja de forma alguma peemedebista, achei a proposta muito boa para o Brasil e acho que o PT deveria apanhar esse “gancho”.
Quanto a greve dos petroleiros, em 1995, e preciso ver que as esquerdas estavam “desmoralizadas” naquela ocasião, até porque em 1989 o muro de Berlim havia caído e URSS ruíra em 1991, daí a letargia das esquerdas no Brasil.
Também é preciso lembrar que houve um verdadeiro serviço de doutrinação feito pela imprensa conservadora para o neoliberalismo. Os articulistas não usavam o termo “neoliberalismo”, mas falavam e repetiam sobre as vantagens do “estado mínimo”, falavam da “década perdida”, “petrossauro’, etc. e que com as privatizações o país cresceria. Não me recordo mais o nome dessas figuras que prestaram um desserviço ao Brasil em nome do capital financeiro internacional.

Responder

Executivo de Wall Street que virou blogueiro diz a que máquina pode explodir - Viomundo - O que você não vê na mídia

20 de julho de 2013 às 01h11

[…] José Arbex Jr.: Conjuntura no Brasil pode desembocar em crise revolucionária […]

Responder

Danilo

19 de julho de 2013 às 17h25

Gente, quem viu chamadas criticando o Bolsa Família no YouTube, naquelas propagandas antes dos vídeos? Achei um absurdo. Desculpe comentar algo sem muita ligação com o texto, mas entendi relevante comentar.

Responder

    Roberto Locatelli

    20 de julho de 2013 às 15h29

    Caramba, que sacanagem!! E a pergunta é: quem está financiando?

Ary

19 de julho de 2013 às 16h54

Arbex é um porraloca.

Responder

Roberta Ragi

19 de julho de 2013 às 12h29

Espero, sinceramente, que o PT não se comporte, diante dos novos fatos, como muitos dos governistas aqui presentes… Seria como enterrar o moribundo com uma bela pá de cal…
Parabéns ao Arbex pelas críticas, essenciais na construção de qualquer projeto político progressista. Parabéns ao Viomundo, por abrir espaço ao contraditório, sem o qual, não há Democracia.

Responder

Reforma: Deputados do PT condenam intromissão e se solidarizam com Fontana - Viomundo - O que você não vê na mídia

19 de julho de 2013 às 10h48

[…] José Arbex Jr.: Conjuntura no Brasil pode desembocar em crise revolucionária […]

Responder

Jose Mario HRP

19 de julho de 2013 às 10h42

Para quem estiver muito animado com o texto, uma boa dica para clarear os pensamentos:
O Antigo Regime e a Revolução.
De Alexis de Tocqueville.

Responder

    abolicionista

    20 de julho de 2013 às 10h39

    Sim, um clássico do pensamento conservador. E você se diz de esquerda? Muito revelador…

    abolicionista

    20 de julho de 2013 às 15h20

    “Tocqueville considera a democracia não como conjunto de instituições das quais a mais característica é a participação do povo no poder político, mas como sistema que exalta o valor da igualdade não só política como social (igualdade das condições em prejuízo da liberdade), Tocqueville se revela sempre um escritor liberal e não-democrático. Jamais demonstra a menor hesitação em antepor a liberdade do indivíduo à igualdade social, na medida em que está convencido de que os povos democráticos, apesar de terem uma inclinação natural para a liberdade, têm “uma paixão ardorosa, insaciável, eterna, invencível” pela igualdade e embora “desejem a igualdade na liberdade” são também capazes, se não podem obtê-la, de “desejarem a igualdade na escravidão”. Estão dispostos a pobreza, não a aristocracia”.

    BOBBIO, Norberto. O futuro da democracia. 9 a ed. Trad. Marco Aurélio. Nogueira. São Paulo: Paz e Terra, 2000

    abolicionista

    20 de julho de 2013 às 19h04

    Adoro pegar reaças no pulo… ;)

    Jose Mario HRP

    21 de julho de 2013 às 10h02

    Babaca é o que esse cara é!
    E reaça é a mamãe!
    Ler, agregar saber, sem patrulhas ou radicalismos , é dessa forma que vivo!
    Li de tudo um pouco:
    Marx, Gramsci, Raymond Aron e tantos outros, pois como posso criticar o que desconheço?
    Voce é um velho de espirito, metido a dono da verdade!
    Vai rezar na tua igrejinha Trotskista!

    abolicionista

    21 de julho de 2013 às 14h10

    A propósito, meu caro, não sou trotskista, sou marxista mesmo (desde que se recuse a ontologia do trabalho e o materialismo histórico de Engels), mas é normal que os conservadores enfiem todo o pensamento de esquerda no mesmo balaio. A Veja faz algo parecido, para ela todo mundo é gramsciano. O Trótski não é nem de longe meu autor de cabeceira, gosto das coisas que ele escreveu sobre literatura, ele tinha uma maneira interessante de encarar o fenômeno literário, embora equivocada em alguns aspectos. Se você leu tanta coisa, por que citar suas piores referências?

    Jose Mario HRP

    21 de julho de 2013 às 19h52

    Bobalhões como voce destroem o que a esquerda soma, por puro radicalismo, pouco construtivo e elitismo.
    Ler se lê!. Massssssss será que voce leu algo mesmo ou só purga suas maquinações?
    Não somas nada, é a poeira estéril que rouba a voz da multidão e reune a dor dos egoístas e totalitarios1

Reginaldo Moraes

19 de julho de 2013 às 10h09

A conjuntura atual brasileira “pode” desembocar numa crise revolucionaria? Bom, com esses “argumentos” do autor, qualquer conjuntura, de qualquer pais, em qualquer momento “pode” desembocar em uma crise revolucionária. Depois dessa “análise”, o autor poderia ser submetido a uma análise de sangue. Parodiando sua ultima frase, “O resultado nao se sabe. Ainda…”

Responder

Jose Mario HRP

19 de julho de 2013 às 09h14

Esse texto tem algumas verdades, mas esquece que o que a turma das ruas quer não é tão santo e marxista quanto o autor deseja!
Além de educação, saúde e casa própria o povo nas ruas quer sim dinheiro na carteira para gastar no shoppings!

Responder

    Alencar

    24 de julho de 2013 às 20h59

    Esse é o ponto fundamental
    Não temos ideologia e não queremos debate político, queremos $$$
    O episódio do Bolsa Família e os protestos sem causa são oriundos da sensação que a cerveja tá acabando, corre todo mundo pro bar.
    A ditadura militar exterminou o pensamento liberal, criou uma direita que só quer assaltar o estado
    O Tucanato e a Petezada estão acabando com a esquerda, criando uma sociedade assistencialista
    Temos que assistir uma figura patética como o Aecio propondo o nada e uma governante que liga para o cérebro da oposição perguntando o que fazer com a turba na porta do palácio.
    O governador da maior unidade da federação acuado que não sabe onde está e nem o que fazer e um ministro que acha que alguém fica mais humano trabalhando no SUS.
    Não tem solução, o negócio é sambar !
    Quanto mais discutirmos, maior será o sofrimento e a decepção.

Jose Mario HRP

19 de julho de 2013 às 09h10

Comentários sumindo e um bando de anti petistas tagarelando ou cacarejando!
Os Losers de sempre e a moçada iludida pela “doce” Marina evangélica!
Vou vomitar de novo , Blearghhhhhhhhhhhhh…..KKKKKKK.

Responder

Jose Mario HRP

19 de julho de 2013 às 08h35

Li a matéria com muita atenção.
Muitas verdades, OK!, mas vamos menos nas teses marxistas brother!
Sabemos que a interpretação ruim dos intelectuais marxistas, deu no que deu na velha URSS!
Sabemos que as soluções mais razoáveis a essa querencia que se mostra nas ruas cheias de manifestantes não se resolve como uso de atitudes marxistas, pelo contrário a massa quer sim padrão Fifa na educação, na saúde e em outros setores, mas a maioria está bem longe de querer um mundo socialista e não está querendo se desfazer de seus sonhos capitalistas, então menos na utopia e mais no real sonho farto da carteira cheia e pronta para as compras no shopping.
KKKKKKKKK……

Responder

Lula desmente boatos sobre câncer e filho milionário - Viomundo - O que você não vê na mídia

19 de julho de 2013 às 00h17

[…] José Arbex Jr.: Conjuntura no Brasil pode desembocar em crise revolucionária […]

Responder

Marcos Faria

18 de julho de 2013 às 23h19

O Autor do texto tem algumas razões, porém, quando incluiu o PSOL na esquerda deu a entender que é defensor do mesmo. Tirando todo o crédito do texto. O Lula, a Dilma e o PT têm cometido muitos erros o que precisamos é tentar combatê-los e não jogar todos na fogueira o que a direita adora.

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    Sérgio Pestana

    20 de julho de 2013 às 19h29

    Marcos Faria,

    sinto dizer, mas PSOL e PSTU são linhas auxiliares da direita. O Arbex é assim juvenil em todas as suas “análises”. Peca pelo esquerdismo e um discurso chapado de anos, sem a menor preocupação em delinear uma linha de atuação política que não os jargões imensamente conhecidos dos porralouquistas. Passam por intelectuais, e vivem a trombotear as mesmas palavras de sempre. Não têm ideias nem pensamentos próprios a não ser os que se encontram na cartilha. Marx, com razão, sempre os repudiou pela ausência de um pensamento mais vigoroso e com propostas efetivas de construirem um mundo factível e não de sonhos e expressões de desejos. Os partidinhos, se tratam mais de um gueto, a vomitarem regras nunca aplicáveis em seus radicalismos tolos e pueris. Só pode ser brincadeira dizer que o PSOl é de esquerda e o Randopho Rodrigues, o senador imberbe, é também de esquerda. Um tipinho sempre apoiando a oposição e se colocando à disposição da Rede Soneglobo e suas assemelhadas.

psgd

18 de julho de 2013 às 23h13

O feitiço está virando contra o feiticeiro. O cerco a Globo apenas está começando. Quando essa massa manobrada tiver consciência que foi estrupada pela Globo, aí sim, a coisa vai ficar melhor. “Joga bosta na Geni”

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    psgd

    18 de julho de 2013 às 23h15

    Leia-se estuprada e não estrupada

Fabio Passos

18 de julho de 2013 às 20h30

Quem está combatendo o principal inimigo do povo brasileiro?
Tem meu apoio e solidariedade!

RJ: protestos se unem e manifestantes apedrejam prédio da Globo
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/no-rj-manifestantes-apedrejam-predio-da-globo

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    Hélio Pereira

    18 de julho de 2013 às 21h34

    Tem meu apoio também,
    mas não se pode confundir Protesto contra a Rede Globo e violência contra Jornalistas que estão trabalhando e tentando levar as informações até os telespectadores.
    Atacar uma empresa que vive nos atacando,falsificando informações,mentindo descaradamente e sonegando impostos é uma coisa,outra coisa é atacar Profissionais que estão trabalhando e são tão vitimas quanto aqueles que estão protestando.
    Fabio,temos que ter conciência que os Jornalistas que estão nas Ruas,tentando transmitir o que ocorre nos Protestos,trabalhando para sustentar suas Familias,são apenas empregados,hoje estão na Globo,amanhã podem estar em outra emissora,ou quem sabe,fundar um “Blog Sujo”.

    Fabio Passos

    18 de julho de 2013 às 23h11

    Até o momento os manifestantes parecem muito bem preparados e civilizados, dirigindo ações violentas apenas contra objetos inanimados, mas em uma Revolução é muito difícil proteger todos os partidários e mesmo funcionários do ancien regime.

    Quando o Estado não cumpre sua função há o risco da população fazer justiça com as próprias mãos.

    Se a massa oprimida aderir a estes protestos com intenção de fazer um acerto de contas por mais de 500 anos de exploração da “elite” branca… aí vamos descobrir como será.

    Mas eu penso que a massa fubecada tem todo direito de reagir contra a violência institucionalizada.

bento

18 de julho de 2013 às 19h44

Num esforço de jornalismo futurista…maior do que o da rede goebbels…a bento news descobriu a revolution future in brasiliana…

Sentindo chegar sua hora, Major, um velho porco, reúne os animais da fazenda para compartilhar de um sonho: serem governados por eles próprios, os animais, sem a submissão e exploração do homem. Ensinou-lhes uma antiga canção, bichos da Inglaterra (Beasts of England), que resume a filosofia do Animalismo, exaltando a igualdade entre eles e os tempos prósperos que estavam por vir, deixando os demais animais extasiados com as possibilidades.

O idoso Major (vulgo Casca Grossa) faleceu três dias depois, tomando a frente os astutos e jovens porcos Bola-de-Neve e Napoleão, que passaram a se reunir clandestinamente a fim de traçar as estratégias da revolução. Certo dia Sr. Jones, então proprietário da fazenda, se descuidou na alimentação dos animais, fato este que se tornou o estopim para aqueles bichos. Sob o comando dos inteligentes e letrados porcos, os animais passaram a chamar a Quinta Manor de Quinta dos Animais pt / Granja ou Fazenda dos Bichos br, e aprenderam os Sete Mandamentos, que, a princípio, ganhava a seguinte forma:
1. Qualquer coisa que ande sobre duas pernas é inimigo.
2. Qualquer coisa que ande sobre quatro pernas, ou tenha asas, é amigo.
3. Nenhum animal usará roupas.
4. Nenhum animal dormirá em cama.
5. Nenhum animal beberá álcool.
6. Nenhum animal matará outro animal.
7. Todos os animais são iguais.

Para os animais menos inteligentes, os porcos resumiram os mandamentos apenas na máxima “Quatro pernas bom, duas pernas ruim” que passou a ser repetido constantemente pelas ovelhas. Após a primeira invasão dos humanos, na tentativa frustrada de retomar a fazenda, Bola-de-Neve luta bravamente, dedica todo o seu tempo ao aprimoramento da fazenda e da qualidade de vida de todos, mas, mesmo assim, Napoleão o expulsa do território, alegando sérias acusações contra o antigo companheiro. Acusações estas que se prolongam por toda história, mesmo após o desaparecimento de Bola-de-Neve, na tentativa de encobrir algo ou mesmo ter alguma explicação para os animais para catástrofes, criando-se um mito em torno do porco que, a partir daí, é considerado um traidor.

Napoleão se apossa da idéia de Bola-de-Neve de construir um moinho de vento para a geração de energia, mesmo havendo feito duras críticas à imaginação do companheiro, e inicia a sua construção. Algum tempo depois, os porcos começam a negociar com os agricultores da região, recusando a existência de uma resolução de não contactar com os humanos, apontando essa idéia como mais uma invenção de Bola-de-Neve. Os porcos passam ainda a viver na antiga casa de Sr. Jones e começam a modificar os mandamentos que estavam na porta do celeiro:
Cquote1.svg 4. Nenhum animal dormirá em cama com lençóis.
5. Nenhum animal beberá álcool em excesso.
6. Nenhum animal matará outro animal sem motivo.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros. Cquote2.svg

O hino da Revolução é banido, já que a sociedade ideal descrita, segundo Napoleão já teria sido atingida sob o seu comando. Napoleão é declarado líder por unanimidade. As condições de trabalho se degradam, os animais recebem novo ataque humano e já não se lembram se na época em que estavam submissos ao Sr. Jones era mesmo pior, mas lembravam-se da liberdade proclamada, e eram sempre lembrados por sábios discursos suínos, principalmente os proferidos por Garganta, um porco com especial capacidade persuasiva. Napoleão, os outros porcos e os agricultores da vizinhança celebram, em conjunto, a produtividade da Quinta5 dos Animais. Os outros animais trabalham arduamente em troca de míseras rações. O que se assiste é um arremedo grotesco da sociedade humana.

O slogan das ovelhas fora modificado ligeiramente, “Quatro pernas bom, duas pernas melhor!”, pois agora os porcos andavam sobre as duas patas traseiras. No final, os animais, ao olhar para dentro da casa antes pertencente a Jones e onde os porcos agora vivem em considerável luxo em relação aos demais animais, vêem Napoleão e outros suínos jogando carteado com Frederick e Pilkington, senhores das granjas vizinhas, e celebrando a prosperidade econômica que seus acordos proporcionam para suas quintas. Numa visão confusa, os animais já não conseguem distinguir os porcos dos homens.

E assim teremos o paraíso na terra…

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Flavio Lima

18 de julho de 2013 às 16h49

Só espero que o Viomundo não tenha pago por esse texto… pq publicar de graça ja é vantagem. Não da pra levar trotskista a serio, desculpa ai pessoal.

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    Jose Mario HRP

    19 de julho de 2013 às 09h28

    Falou e disse.
    Marxismo utopico demais pra mim!
    E como sempre pondo toda a culpa no lula!
    O cara pegou e matou uns 100 leões no seu governo e nesse da Dilma e vem esse intelectual querer promover a “revolução”.Se percebesse que torear esse nosso capitalismo FDP foi o maior feito do Lula não escreveria tanas críticas , precisa de um choquezinho de realidade das favelas!
    Deve ter esquecido o que forçar a barra causou em 1917 na Rússia!
    A turma da rua não quer a fraternidade e o socialismo, quer mais conforto, condições e dinheiro no bolso.

    Roberto Locatelli

    20 de julho de 2013 às 15h33

    Flavio, eu sou admirador do Trotsky, um verdadeiro revolucionário. Mas os trotskistas… que decepção!!

    Lênin: líder máximo da Revolução Russa;

    Trotsky: construtor e comandante do Exército Vermelho;

    Stálin: coveiro da 3ª Internacional;

    trotskistas: destruidores da herança de Trotsky…

Nelson

18 de julho de 2013 às 16h47

“Na hora H, nenhum deles vai procurer o medico de família, seja ele brasileiro ou cubano. Vão direto ao Sirio, e estão corretos em faze-lo”

Não confunda as coisas, Nigro. Os médicos estrangeiros viriam para o Brasil para atuar na medicina preventiva, a medicina básica, e não a de alta complexidade.

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Wanderley Guilherme adverte: Reforma política apressada por trazer retrocesso - Viomundo - O que você não vê na mídia

18 de julho de 2013 às 16h15

[…] José Arbex Jr.: Conjuntura no Brasil pode desembocar em crise revolucionária […]

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H. Back™

18 de julho de 2013 às 12h08

Se o problema se resumir a uma simples mudança de política e de políticos, é sabermos quem pode nos representar no congresso.

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Antonio

18 de julho de 2013 às 06h30

Com relação aos gastos com as duas Copas no Brasil, o articulista não acrescenta absolutamente nada com relação à confusão proposital veiculada pelo PIG sobre o assunto. E o comentário de menos de 4 minutos de Bob Fernandes foi o mais esclarecedor que eu ouvi sobre o assunto. Espero que o Sr. José Arbex se dê ao luxo de acessá-lo. Atente, Sr. Arbex, para a porcentagem de brasileiros que antes e depois das manifestações de rua apoiam (apoiaram) a realização dos eventos no Brasil.

Segue o link do comentário de Bob Fernandes. Obrigatório para quem quer saber das coisas. http://youtu.be/7rBipQzTx6U

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Sergio Amadeu pede a internautas que pressionem contra parágrafo em projeto que beneficia Globo - Viomundo - O que você não vê na mídia

18 de julho de 2013 às 02h11

[…] José Arbex Jr.: Conjuntura no Brasil pode desembocar em crise revolucionária […]

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Euler

18 de julho de 2013 às 01h47

O texto do jornalista José Arbex, em que pese as fantasias ou as comparações descabidas, apresenta, contudo, críticas relevantes ao projeto do governo federal. Só os cegos apoiadores do PT não conseguem enxergar a realidade. Para eles, as multidões nas ruas são meros figurantes manipulados pela Rede Globo e afins. Prendem-se a um recorte do recorte feito pela Globo (por exemplo, no caso da crítica à corrupção), para fazer, em seguida, um julgamento terminal de todo o movimento: são manifestantes de classe média conservadora.

Se é fato que haja muitos jovens politicamente teleguiados pela mídia conservadora, também é fato que outros tantos milhares de jovens são de origem proletária, e que foram às ruas na defesa de mais investimento na Educação, na Saúde pública, no transporte coletivo – mais barato ou de graça para todos, e contra esse circo que se tornou – ou que sempre foi – a política oficial, aí incluídos os “palhaços” (com o perdão daqueles que nos alegram) de todos os poderes constituídos.

Quem é verdadeiramente de esquerda, ou libertário, ou revolucionário, ou o que seja, deveria apoiar as manifestações de rua, para reforçar as propostas que atendem aos de baixo. Mas tem uma turma dita de esquerda, que se fossilizou, literalmente, e é incapaz de fazer uma crítica, mesmo que construtiva, aos governos do PT nos últimos 10 anos. E só aceitam como legítimas as manifestações dominadas pelas bandeiras dos partidos e centrais sindicais da base de apoio ao governo federal.

Algumas afirmações do Arbex são inquestionáveis. Exemplos? Que o governo federal investiu mais dinheiro na Bolsa dos ricos, com as políticas neoliberais de superávit primário, do que no bolso das famílias pobres. Depois de 10 anos de bolsa família, muitos descobrem que não basta apenas comer e dormir, querem mais, principalmente num país que se dá ao luxo de erguer em poucos meses estádios de futebol ou cidades administrativas (como fez o governo tucano de Minas Gerais), sempre com custos elevadíssimos e superfaturados.

Para a Educação pública, o governo federal propõe os recursos do pré-sal, ou seja, o futuro. Quem vive de futuro? Por que o governo federal não oferece para os credores da dívida pública os recursos do pré-sal e investe agora, hoje, na Educação e na Saúde, os impostos que todos nós pagamos no presente, a duras penas?

A propósito, sobre a Educação, vou dar um exemplo simbólico de como o governo Dilma e os demais governos dos demais partidos tratam o tema na prática. Em 2008 foi aprovada a lei federal que instituiu o piso salarial nacional dos educadores. Nenhum governo cumpre esta lei corretamente até os dias de hoje. Em Minas Gerais, minha terra, o governo dos tucanos Aécio e Anastasia deu calote nos educadores, burlou a lei federal, destruiu a carreira dos professores e congelou os salários dos servidores da Educação até 2016.

Mas, em 2011, fizemos uma greve de 112 dias, debaixo de muita repressão, tropa de choque, gás de pimenta, tal como aconteceu com os manifestantes de junho de 2013. A presidenta Dilma esteve em BH durante a nossa greve, sabem para quê? Para visitar, ao lado do governador de Minas, as obras da reforma do Mineirão. Não foi capaz de dar uma palavra sequer em relação à greve dos educadores que já se estendia por meses. E onde estava o senador Aécio Neves? Esteve fora de Minas, só aparecendo por lá quando terminou a greve. E o ex-presidente Lula? Nem uma palavra. E o falastrão do Fernando Haddad, ex-ministro da Educação? Esteve em Minas, recebeu um dossiê sobre a realidade de descaso com a Educação pública em Minas, e nada disse, nada, nada.

Em todo o Brasil, em 2011, pipocaram greves dos educadores, que foram massacrados pelos governos dos diversos partidos, num conluio das elites dominantes para manter as coisas do jeito que estão, ou seja, sempre a serviço dos de cima. Para quê investir em escola pública frequentada pelos filhos das famílias mais pobres?

Os governos do PT podem ter aumentado a dose de migalhas que as elites permitem que se distribua para os demais, mas foi só. Não avançou um milímetro além disso. Não questionou o criminoso monopólio dos meios de comunicação – acho engraçado o pessoal do PT dizer que a Globo está manipulando as manifestações de rua. Ora, me poupem. Lula teve a oportunidade de destruir a Globo, endividada que estava, mas preferiu salvá-la com generoso empréstimo, além da milionária publicidade. O governo do PT não teve coragem também de enfrentar a questão agrária e as demais questões essenciais na vida dos cidadãos comuns, como a saúde pública, a educação pública de qualidade, o transporte coletivo bom e barato ou de graça, entre outras.

É fato que o governo do PT não é o culpado por todas as desgraças que assolam o país. Mas as pessoas não estão unicamente preocupadas com quem são os culpados; elas querem solução. Se a privatização, criminosa, lesa-pátria, realizada pelos tucanos, foi um erro, então por que este erro não foi desfeito? Se o monopólio da Globo é a raiz de todos os males, então por que o governo não discute seriamente com a sociedade a democratização dos meios de comunicação? Simplesmente apontar os culpados do passado não resolve. Quem é governo tem que fazer, ou vai cair.

O fato é que o PT ganhou duas eleições com base nas pequenas – embora importantes – reformas sociais, mas não conseguiu avançar além disso. Pelo contrário. Montou um esquema de governo de conciliação de classes que se propõe justamente a manter o status vigente, mais do que superá-lo. Somente agora, quando as multidões vão às ruas, é que as pessoas mais lúcidas – ou espertas – do PT percebem que é preciso mudar os rumos do partido. O que não agrada muito aqueles que se acostumaram apenas com a promessa de distribuição de renda baseada na propaganda.

Finalmente, um dos méritos do movimento de rua, na sua forma horizontalizada, sem caciques, com muitas bandeiras, sem partidos a dar direção ao movimento, foi o de mostrar que o rei está nu, embora muitos se esforcem para não enxergá-lo assim. As realidades sociais descritas no texto de abertura são claras: os postos de saúde não funcionam a contento, a educação pública é de péssima qualidade, as pessoas não têm segurança nas ruas, os morros são dominados por gangsteres, e a política oficial por gangsteres ainda piores. E muitos ainda conseguem achar que está tudo bem, que as manifestações não tinham razão de ser.

Ora, em que mundo vocês estão vivendo, hein?

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    Lafaiete de Souza Spínola

    18 de julho de 2013 às 12h01

    Tenho publicado, aqui também: UM PROJETO PARA A EDUCAÇÃO NO BRASIL.

    Parte do texto:

    O caminho para resolver os problemas estruturais e amenizar as injustiças sociais do Brasil está, basicamente, atrelado à EDUCAÇÃO. Precisamos, com urgência, investir, pelo menos 15% do PIB no orçamento da educação.

    Deve ser disponibilizada escola com tempo integral às nossas crianças, oferecendo, com qualidade: o café da manhã, o almoço, a janta, esporte e transporte, nas cidades e no campo. Como é uma medida prioritária, inicialmente, faz-se necessária uma mobilização nacional.

    Podemos, por certo tempo, solicitar o engajamento laico das Igrejas, associações, sindicatos e das nossas Forças Armadas (guerra contra o analfabetismo e o atraso) para essa grande empreitada inicial.

    Para a construção inicial dos centros educacionais e formação de professores, sugiro que se invista cerca de 40% das nossas reservas.

    Alerto, que sem a federalização esse projeto não terá sucesso.

    A EDUCAÇÃO É A PRIORIDADE!

    Elvys

    18 de julho de 2013 às 14h34

    Com todo respeito à sua extensa colocação, destaco um trecho:
    “Por que o governo federal não oferece para os credores da dívida pública os recursos do pré-sal…”
    Essa foi de doer. Não é melhor pedir auditoria da dívida pública? Quero acreditar que o comentário foi escrito no calor do momento.

    Euler

    19 de julho de 2013 às 01h00

    Caro Elvys, no trecho que você mencionou, eu defendo uma troca: o dinheiro que é gasto no presente com os credores da dívida pública, pelo dinheiro futuro prometido para a Educação. Simples assim.

    Quanto à auditoria, nada contra. Aliás, seria até um motivo a mais para viabilizar a minha sugestão: que se suspenda o pagamento da dívida pública até que se faça uma auditoria. A parte da dívida que for considerada “legítima”, supondo que haja alguma parte, que seja paga com os recursos do pré-sal, deixando para a Educação, no presente, as verbas aplicadas atualmente com a dívida pública. São mais de R$ 100 bilhões anualmente, praticamente o mesmo montante que se investe por ano com toda a Educação pública do ensino básico, incluindo os salários de 3 milhões de educadores e os investimentos em equipamentos.

    adalgiso pessogna

    19 de julho de 2013 às 16h52

    Euler, seu texto é melhor e mais lúcido que o do articulista. Na verdade o seu texto deveria ter o “status” de artigo. Parabéns.

dina

18 de julho de 2013 às 01h44

Só pode ser muita inocência para acreditar que um novo partido pode salvar o BRASIL. O BRASIL já foi salvo com o PARTIDO DOS TRABALHADORES NO PODER. São pouco mais de dez anos e o BRASIL mudou a cara. Será que não dá para ver que ninguém conseguirá governo melhor? Quem é marina para chegar aos pés de D. DILMA? Quem é aócio ou joaquim, huck ou cerra, campos ou quem mais seja para chegar aos pés de D. DILMA? São todos bem ruins muito abaixo da mediocridade. Quem critica as coligações nem imagina o que seja governar um BRASIL. Nenhum partido conseguirá governar o BRASIL sem se coligar pois depende dos legisladores, para governar; é preciso ficarem mais ligados nas coisas, procurarem informar-se melhor.

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catharina uzzun

18 de julho de 2013 às 01h24

Arbex, lia seus artigos na Caros Amigos. Ficava pasma com a sua esquerdona que não leva a nada. Apenas assusta os desavisados. Você sempre criticou o Lula, sem fundamento, para desopilar seu fígado. Mas agora foi demais porque omitiu, a propósito, creio eu, elementos importantíssimos que seguem:

1 – O movimento iniciou espontaneamente com o brilhante MPL.

2 – Depois, aumentou graças à internet com grande participação da classe média, cuja cabeça é formada pela Globo, Veja, Estadão e Folha. Então eram contra política (mas naquele momento estavam fazendo política), partidos e, com toda razão, corrupção, saúde e educação. Eu estava lá para ver e analisar.

3 – Aí veio a passeata profundamente reprimida pela polícia do Alckmim.Foi bárbaro, mas teve o condão de aumentar a participação.

4 – Incontinenti a grande mídia passou a apoiar o movimento com o objetivo de enfraquecer o PT (não sou do PT) Lula e Dilma. E assim foi. conseguiram. Para eles, dane-se o povo. A miséria deles? Ora a miséria…

5 – Portanto, a partir da repressão, a manifestação foi artificialmente inflada a serviço do neoliberalismo representado pelo monopólio da nossa mídia e grupos retrógrados da sociedade.

6 – Eles conseguiram, Arbex. No seu artigo vc omitiu os itens 4 e 5. E, pior, vc revestiu sua análise com a doença infantil do esquerdismo. A qual, como ensinou Lênin, acaba se revertendo a favor da opressão, do capitalismo e seu atual ápice, o neoliberalismo. Uma pena…

Responder

rodrigo

18 de julho de 2013 às 01h21

A única pergunta que me faço é quem manda no setor agrário?

Responder

nigro

18 de julho de 2013 às 00h25

Os revolucionários de araque do Brasil… Nada produzem, não geram empregos… Querem o estado paternal que dá tudo de mão beijada. Realmente o destino do Brasil é o fracasso. FRACASSO.
Precisamos de capitalismo. Sim, daquele bem Smithiano. Como podemos confiar tanta coisa a gente tão mal preparada? A própria president, meu Deus do céu! Um fantoche. Ministros delirantes.
Na hora H, nenhum deles vai procurer o medico de família, seja ele brasileiro ou cubano. Vão direto ao Sirio, e estão corretos em faze-lo. Hipócritas.
O Brasil começou errado e assim permanecerá. Podem espernear.

Responder

    Nelson

    18 de julho de 2013 às 16h43

    Depois de passar por décadas e décadas de socialismo, eis que, cumprindo o roteiro traçado por Marx, o Brasil, finalmente, chegou ao comunismo. Esta parece ser a história do nosso país quando vemos o Sr Nigro a afirmar que “Precisamos de capitalismo”.

    O que é que, de fato, tivemos nessas décadas meu caro Nigro, senão capitalismo?

Ozzy Gasosa

18 de julho de 2013 às 00h20

O PSOLesco Arbex também não diz que melhores serviços públicos de educação passa pelo amadorismo frequente dos governos estaduais e municipais.
Nos hospitais idem.
Afinal, eles são os “jestores”!
Chega de hipocrisia Sr. Arbex Jr..

Responder

    Luís CPPrudente

    18 de julho de 2013 às 20h14

    Se a Dilma tem algo a esconder, o Arbex também tem. Considerar esquerda somente o PSOL é esconder muita coisa.

    Esquerda, além do PSOL (que muitas vezes tem se aliado ao PSDB-PFL-PPS no Congresso Nacional) também o são uma parte do PT, o PCdoB, uma parte do PSB, uma parte nacionalista do PMDB, parte do PDT,o PSTU, o PCO e outros.

    O Arbex, se quer se mostrar sincero, tem que enxergar que muitas vezes o PT foi mais de esquerda que o PSOL, que o PCdoB é uma grande referência de esquerda. Mas quando ele omite estes fatos, ele deixa lacunas no seu discurso.

    Algumas críticas que ele faz ao Governo Dilma são críticas que os movimentos sociais também o fazem, mesmo assim continuam a apoiar o Governo Dilma, pois este Governo é muito diferente de um governo neo-liberal e antitrabalhista.

Bonifa

17 de julho de 2013 às 23h13

Vejam, senhores! O Congresso vai votar uma emenda constitucional onde renuncia ao direito que tem de dar a última palavra sobre cassação dos mandatos de parlamentares. Este Congresso, com os congressistas que aí estão, está implorando para ficar de cócoras diante da ditadura audaciosa de um Supremo que não respeita a Constituição que deveria preservar e para isso existe. Agora, vem o ministro Joaquim Barbosa e anula a criação pelo Congresso de quatro novos tribunais federais. Mais um ato de uma ditadura que para existir lhe basta apenas o apoio da mídia partidária dos tucanos e demos. E o agachamento de deputados e senadores que não honram o pensamento dos constituintes, e que não se preocupam nem um pouco com o futuro, e pavimentam a futura prisão de políticos e o fechamento do Senado e Câmara por algum golpe da direita dado pelo ou com o judiciário.

Responder

    Bonifa

    18 de julho de 2013 às 06h19

    Vai ser necessária uma investigação que se estenda aos domínios psiquiátricos para tentar entender as razões pelas quais o ministro Barbosa é tomado de fúria incontrolável quando trata da questão da criação de quatro novos tribunais federais. O que ele alega, e a imprensa reproduz com lealdade religiosa, é que os tribunais vão significar um bilhão de reais em prejuízo para os cofres públicos. Antes, alegava que seriam quatro bilhões, mas agora moderou um pouco tentando se aproximar de uma realidade que obviamente ele desconhece, sobre as despesas que os tribunais significarão. Não lhe ocorre em nenhum momento que tais cortes de justiça trarão sequer algum benefício, para sopezá-lo e mostrar uma relação razoável entre custo e benefício que tais tribunais significarão. A pergunta é: Qual a razão pela qual Barbosa tem ódio da ideia de criarem-se tais tribunais? Descentralizando o recebimento de processos que se acumulam escandalosamente em certos tribunais, em particular no de Brasília? Será que ele acha que algo ameaça sua ideia pessoal de poder? Por outro lado, Barbosa parece não ter capacidade de reconhecer que seu cargo não é o de Rei do Mundo, ele não está no topo da Humanidade. E o Congresso, e não ele, é que tem a responsabilidade de criar novos tribunais. Para isso, o Congresso analisou durante anos a questão, com o depoimento de muitas pessoas e entidades. Se a Nação não reagir duramente às explosões ditatoriais de Barbosa, agora, amanhã o país ainda poderá vir a ter sérios problemas institucionais por causa dele.

Assis

17 de julho de 2013 às 22h47

Começo falando que tenho respeito por todos partidos de esquerda, portanto, nao me chamem de governista pelo meu comentário. Revolução? Só se for de direita. Todos os direitistas (alguns bens reaças) que conheço estão vibrando muito com tudo que aconteceu em junho e sua consequências. Até agora não vi nada de positivo pro povão. Qdo falaram em passe livre e compensação em impostos para automóveis foi uma chiadeira só. Revolução? Só se for para diminuir os direitos trabalhistas, no final seja com Dilma ou sem Dilma pro povo só tende a piorar. Vem Marina Silva, vamos tudo virar funcionário da Natura, sem direitos trabalhistas e ganhando por comissão.

Responder

FrancoAtirador

17 de julho de 2013 às 21h41

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A REVOLUÇÃO NARRADA POR CLÉSIO ANDRADE,

SENADOR MINEIRO, PRESIDENTE DA CNT

E RÉU NA AÇÃO PENAL Nº 606 NO STF.

(http://www.stf.jus.br/portal/processo/verProcessoAndamento.asp?incidente=4068536)

PESQUISA CNT/MDA

A 114ª pesquisa CNT/MDA, divulgada nesta terça-feira (16), aponta a segunda queda consecutiva na popularidade da presidente da República, Dilma Rousseff.
Na pesquisa anterior, realizada no mês passado, a avaliação positiva da sua administração era de 54,2% (em agosto de 2012, era de 56,6%)
e a negativa era de 9% (em agosto de 2012, era de 7%). Hoje 31,3% consideram o seu governo positivo
e 29,5%, negativo.

Em relação ao desempenho pessoal, o cenário é também desfavorável para a presidente.
Na pesquisa anterior, ela tinha 73,75% de aprovação.
Hoje caiu para 49,3%.
Em termos de desaprovação, subiu de 20,4% para 47,3%.
Há, portanto, uma proximidade muito grande de aprovação e desaprovação hoje em torno da figura pessoal de Dilma Rousseff.

Segundo o presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), senador Clésio Andrade, esses dados são atribuídos às recentes manifestações, motivadas por insatisfação elevada com a qualidade dos serviços públicos, gastos com a Copa do Mundo e denúncias de corrupção.

“Dificilmente ela [Dilma Rousseff] vai voltar aos níveis anteriores de aprovação”, acredita.

Em relação aos protestos nas ruas, 84,3% dos entrevistados responderam ser favoráveis e 13,9% desaprovam.
A participação nas manifestações foi confirmada por 11,9%.
29,6% não participaram, mas têm intenção de participar.
58% não participaram e não têm desejo de participar.
Além disso, 62,1% dos entrevistados acreditam que as manifestações vão continuar nas ruas e nas redes sociais.

Segundo Clésio Andrade, apesar de 58% terem respondido não participar e não terem a intenção de participar, essas mesmas pessoas apoiam os protestos.

“São números muito elevados. Não deixam de refletir apoio aos protestos”, acrescenta.

Para a maioria dos entrevistados, 40,3%, a reivindicação mais importante é o fim da corrupção.
Em segundo lugar, estão melhorias na saúde, com 24,6%.
Em seguida, reforma política, com 16,5%,
melhorias na educação, 7,8%,
melhorias no transporte público, 4,6%,
e, por último, melhorias na segurança, com 3,7%.

Insatisfação com a corrupção é apontada como o maior motivo das manifestações, com 55% das respostas.

Depois, estão insatisfação com a qualidade dos serviços de saúde, com 47,2%,
insatisfação com os gastos da Copa do Mundo, 43,7%,
insatisfação com os preços e a qualidade do transporte público, 30,8%,
insatisfação com a qualidade da educação, 30,5%.
Por último, com 20,5%, foi indicada a insatisfação com a segurança.

Sobre a vinda de médicos estrangeiros para atuar nas regiões mais pobres do Brasil, 49,7% são a favor,
47,4% são contra.

Para Clésio Andrade, esses resultados surpreenderam devido à proximidade dos percentuais.

“Isso significa que, se faltam médicos, falta saúde, mas metade da população é contra. Provavelmente a Dilma mais perdeu do que ganhou com esse processo”, esclarece.

Em relação aos serviços públicos, maior parte dos entrevistados considera que transporte, saúde, segurança e educação estão nas categorias de regular a péssimo.
O pior avaliado foi saúde pública, com 58,7% que a consideram negativa.
Depois, estão segurança pública, com 46,1%,
transporte público, 44,9%,
educação pública, 40,1%.

Em termos positivos, os serviços seguem na ordem crescente:
saúde pública, 15,5%,
segurança pública [?%],
educação pública, 25,7%,
transporte público, 26,9%.

Eleições presidenciais 2014

A intenção de voto para presidente da República no próximo ano, de forma espontânea,

isto é, sem oferecer opções para os entrevistados,

apresentou a Dilma Rousseff com a maior porcentagem dos votos, 14,8%.

Em seguida, estão Lula, com 10,5%,

Marina Silva, 5,9%,

Aécio Neves, 4,9%,

Eduardo Campos, 1,4%,

José Serra, 1,2%.

No entanto, surge Joaquim Barbosa, com 0,7% das respostas dos entrevistados.

Isso, segundo Clésio Andrade, reflete a insatisfação da população com os políticos de forma generalizada, que, no caso dos protestos, respondem por 49,7% do direcionamento.

Na pesquisa estimulada para primeiro turno,

Dilma Rousseff aparece com 33,4% das respostas.

Depois, surgem Marina Silva, com 20,7%,

Aécio Neves, 15,2%

e Eduardo Campos, 7,4%.

Em relação a nenhum desses candidatos ou votos brancos e nulos somam 17,9%.

Não sabem e não responderam são 5,4%.

“O crescimento da Marina Silva e, principalmente, dos votos brancos e nulos refletem mais uma vez a insatisfação do povo com os políticos de forma geral. Marina é a menos política dos políticos”, argumentou (veja gráfico abaixo).

Metodologia

A Pesquisa CNT/MDA entrevistou 2.002 pessoas em 134 municípios, sorteados aleatoriamente, de 20 estados da federação.

As cinco regiões do país foram abordadas, no período de 7 a 10 de julho de 2013.

A margem de erro é de 2,2 pontos com 95% de nível de confiança.

Acesse a pesquisa na íntegra:
(http://www.cnt.org.br/Imagens%20CNT/PDFs%20CNT/Pesquisa%20CNT%20MDA/Relatorio%20SINTESE%20-%20CNT%20JULHO2013%20-%20R114%20-%20FINAL.pdf)

Responder

Augusto

17 de julho de 2013 às 21h41

Azenha, Dilma é passado, cara. Acorda pra vida, moço!

Responder

PedroAurelioZabaleta

17 de julho de 2013 às 21h03

As vezes eu acho que a Conceição e o Azenha, tiram o maior sarro, na surdina, testando se a gente tá acordado…

Responder

Messias Franca de Macedo

17 de julho de 2013 às 20h58

… “Um ‘tantin’ de prosa!”…

… Nesses últimos dias, uma das coisas que está me deixando alegre e sorridente, é “apreciar” os comentários dos(as) ‘especialistas em futurologia furada’ (sic) analisando as pesquisas de opinião pública realizadas no início(!) de julho de 2013 sobre as próximas eleições de outubro! Sim, outubro, “mas de 2014”!… “Pode ‘to be’?!”…

… O matuto fica encabulado e matutando: “Será que esses(as) ‘jornalistas especialistas em futurologia furada (idem sic) – e amigos(as) dos patrões barões da grande MÉRDIA nativa’ – acreditam, ‘nem que saiba um ‘tantim’ – nas patranhas que enunciam?!”…

E VAPT VUPT!

PANO RÁPIDO! Limpa as sujeiras do PIGolpista/terrorista/antinacionalista de meia tigela!…

… E que país é esse, sô?! “É o ‘Brazil’ mudado por um menino paupérrimo (ibidem sic) chamado Joaquim!” Coitado do Ruy Barbosa!…

Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

Zé Brasil

17 de julho de 2013 às 20h51

Não fica triste não Arbex.

De pancada em pancada o governo do PT cai e regredimos uns cinquenta anos no País.

Isto dará teses fantásticas, exílios idílicos, artigos às mãos cheias, tudo para explicar porque e como o PT falhou e os tucanos são os que sempre tiveram razão, não é mesmo? É só a midia abençoar, fácil assim, e tangir o destino de um País!

O grande problema é quando a zumbizada que aprendeu o que é comer, morar, estudar e ter um pouco de Cidadania acordar e passar a mão lá em baixo e encontrar quatro ao invés de dois “ovos” e não gostar disso,e, saber-se sacaneada de vez, e sair por aí botando fogo em tudo pela frente.

Vamos lá quem sabe não é este o caminho para este Pais tomar jeito? Vai correr sangue, velho mas….

Responder

Jayme Vasconcellos Soares

17 de julho de 2013 às 20h43

O Brasil não precisa de revolução armada, de morte; o Brasil precisa imediatamente de novos governantes, não comprometidos com a elite, com a corrupção, com o neoliberalismo, com a entrega do País às multinacionais. O PIB não é um índice que reflita melhoria de uma sociedade: o PIB é um índice que mede o produto interno bruto, que, no caso do Brasil e de todos os Países capitalistas, indica uma concentração de renda brutal na mão de uma elite. Os salários das classes trabalhadoras, que representam a maioria dos brasileiros, não acompanhou o aumento do custo de vida; a classe média foi achatada, os aposentados estão sendo perversamente levados ao nível de vida de miseráveis, com salários insuportáveis. Só está gostando do desempenho deste governo uma minoria, representada pelas elites, ou uma camada da sociedade que antes vivia sem poder aquisitivo para nada, e que, hoje, teve um reajuste salarial enganador, capaz de endividar-se com a compra de um carro, pagando prestações de R$ 300,00, mesmo que não tenha dinheiro para cobrir despesas essenciais de saúde, educação e um mínimo conforto para suas famílias.

Responder

    dina

    18 de julho de 2013 às 01h26

    Deixa de utopia, moço. É isto, ou um regime controlador no qual todos tenham que aceitar tudo bem caladinhos senão, levam fubeca pelas ventas. A única maneira de nos darmos bem é do jeito que hoje se apresenta: aos poucos, com inteligência e sem beligerância, no diálogo consegue-se, aos poucos e através do voto, tirar um bocado de político, juiz, promotor e outros bichos safados que infestam a máquina. Como esta fazendo o GOVERNO DOS TRABALHADORES. A única maneira de nos salvarmos, e ao BRASIL é apoiando o GOVERNO DOS TRABALHADORES.

Márcio Gaspar

17 de julho de 2013 às 20h31

“Desembocar em crise revolucionária” sem partido? Se com partido a “conjuntura” pré revolucionária passa longe, pelo tudo que se viu nos protestos e como foram “liderados (?)” imagine, então, sem partidos e com repúdio a política, sindicatos!!! e nos partidos. Revolução!!! só se for liderado pela Globo para aplicar o Golpe, e chutar de vez as migalhas de Estado Social que ainda se mantêm no Brasil. A “conjuntura”, criada, se passa todos os dias nos telejornais das meias dúzias de famílias que as controlam. O texto não me pareceu conectado com a realidade atual e a inter-relação histórica que o autor fez não dá sem sentido com tudo aquilo que se viu nos protestos; como muita gente mostrou aqui, por fotos, videos etc. Estava mais para mauricinhos e patricinhas aparecer nos protestos, tirar fotos e postar no Facebook.

Responder

Maria Thereza

17 de julho de 2013 às 20h18

Locatelli, além de férias na disney adoram um “curralzinho vip”. Mas acho que se deu muita trela a esse povo

Responder

carlos saraiva e saraiva

17 de julho de 2013 às 19h44

Pensei muito, para comentar este confuso, contraditório artigo, do ex. companheiro.Digo ex. pois por certo, perdeu o senso, ao se recusar ouvir e seguir a “estrela”. Contraditório, pois não consegue, definir a “conjuntura”. Conjuntura, que reflete, um momento de definição e de luta politico-ideológica. Qual? Prova sua perplexão e atônito, procura uma saída. Ouve uma voz; “O que fazer?”. Difícil, não meu caro? Tentar o “charme” da rebeldia “juvenil”, o oportunismo de uma classe média, conservadora, individualista e falso moralista, capturando-os para uma mobilização, sendo por fim capturado, pela classe média, a direita e a mídia golpista, deve ser muito duro, frustrante. E agora? O pior, é ter desesperadamente, de aderir, ao catastrofismo e mais lamentável, ao golpismo da direita. E aí, pergunto, aos que desejam, como eu, união da esquerda, para avançarmos nas conquistas e nas rupturas necessárias. Qual esquerda? Com estes métodos? Afinal, o que desejam ? Simplesmente o retrocesso? Uma luta tacanha anti petista?

Responder

Francisco

17 de julho de 2013 às 19h20

Na boa?

Três horas antes da policia de Alckmin baixar o sarafo nos estudantes, a popularidade de Dilma e do seu governo eram recordes históricos. Isso é um fato.

O que Dilma fez de diferente, de errado, de impopular, num espaço de três, quatro dias?

Ela não mandou bater, ela não mandou depredar? Não, nada disso.

A Ciência Politica precisa achar respostas ou então perde a pretenssão a ciência.

Quem fez algo foi a Globo.

A estratégia Goebels de martelar dez anos inverdades, por fim se cristalizou numa “racionalização” da intensidade da própria revolta pelos revoltados.

Qual a causa da minha revolta? Sei lá? A causa é… (liga a TV)… Dilma!

Aus~encia, preço e má qualidade de ônibus provoca o que há de pior nas pessoas, óbvio. Eu já participei de quebra-quebra de ônibus, tinha dezoito anos e o governador era ACM. Joguei duas pedras e corri.

Eu não tentei tocar fogo no Palacio do Itamaraty… Fazer uma miseria dessas, EXIGE uma racionalização por parte do incendiário. Em nome da própria sanidade mental…

O que a Globo finge ser “favorável a ela”, porque é desfavorável à esquerda, pode ser desfavorável a ambos, por ser desfavorável ao comportamento politico racional.

A Globo já foi empastelada (na morte de Getúlio, numa irrupção irracional das massas) e deveria saber disso…

Fazer marola, às vezes, vira o barco.

A direita então, nem se fala. O PT já julgou seu “mensalão”. E a direita?

O que fica evidente é que o mandato que mais investiu na História da República em saúde pública, educação pública e transporte público, esta sendo cobrado como se nada tivesse feito.

Isso passa ao politico uma mensagem terrível:

“Era melhor não ter feito nada e, ainda por cima, ter roubado dava muuuuito menos problema…”…

O autor do texto, “viaja”. Caos é uma coisa, revolução, outra. pescar em aguas turvas, não resultou em boas revoluções socialistas.

Revolução é de alguém contra alguém.

Quem esta contra o quê? Até o momento, esta o Facebook contra o Orkut.

Dificil imaginar algo menos “revolucionario” que uma bisonhice dessas…

Responder

    Palomino

    17 de julho de 2013 às 21h54

    Apoio o pensamento do Francisco. A única conjuntura visível que levou às manifestações recentes são as renitentes instigações feitas pelos grandes meios de comunicação que como todos sabemos atuam na oposição ao governo petista. O Lula viveu sob tortura em seus oito anos de mandato e o mesmo vem acontecendo com a Dilma. Enquanto o governo não enfrentar de fato essa questão da libertinagem dos donos da midia, podemos sim chegar a uma crise sem precedentes.

jõao

17 de julho de 2013 às 19h05

Estudantes da Unesp acusam Batalhão de Choque de truculência
Enviado por luisnassif, qua, 17/07/2013 – 18:27
Sugerido por José A. Matelli

Do Terra

Alunos acusam Choque de truculência e preparam novo protesto na Unesp

17 de Julho de 2013•10h20 • atualizado às 10h34

Os estudantes que ocupavam a reitoria da universidade disseram que o Batalhão de Choque quebrou vidros e obrigou a saída do prédio

Thiago Tufano
Direto de São Paulo
Os 119 estudantes encaminhados ao 2º Distrito Policial de São Paulo após ocupação da reitoria da Universidade Estadual Paulista (Unesp) foram liberados por volta das 9h30 desta quarta-feira após serem identificados. O grupo negou que tenha depredado o prédio da instituição e disse que os danos ao patrimônio foram causados pelo Batalhão de Choque da Polícia Militar, que teria quebrado os vidros de uma porta e agido com truculência ao iniciar a desocupação do local nesta manhã.

O estudante Henrique Eduardo, aluno do cursinho da Unesp do campus de Rio Claro, reclamou da falta de diálogo com os manfiestantes. “Estávamos tranquilos, até que o Choque subiu as escadas, quebrou vidros e disse para a gente descer e deixar o prédio porque tinha recebido ordem de desocupar”, afirmou. Os alunos foram identificados e liberados. Por volta das 10h eles bloqueavam a rua Jaraguá, em frente à delegacia, e começavam a organizar um novo protesto na universidade.

“Vamos organizar um ato em frente a reitoria às duas da tarde. Estamos convocando os estudantes e todos que queiram participar do movimento”, disse Henrique. Os estudantes estavam sentados no meio da rua e bloqueavam o trecho entre a rua dos Italianos e a rua General Flores.

Estávamos tranquilos, até que o Choque subiu as escadas, quebrou vidros e disse para a gente descer e deixar o prédio porque tinha recebido ordem de desocupar

Henrique Eduardo estudante

Os jovens foram encaminhados à delegacia em pelo menos três ônibus e chegaram ao local por volta das 4h30, quando começaram a ser identificados. Eles reivindicam melhorias como a implantação de um restaurante, assistência estudantil, bolsas de auxílio, política de permanência e reajuste para professores e funcionários.

Em nota, a reitoria da universidade afirmou que os estudantes danificaram o prédio e defendeu a ação da polícia. “Muito embora os alunos tenham usado de violência, danificando mobiliário da Universidade e outros equipamentos, a retomada do imóvel pela Polícia Militar ocorreu de forma absolutamente pacífica.”

Já o Diretório Central dos Estudantes disse, em nota divulgada esta manhã, que a reitoria foi ocupada de maneira pacífica, mas criticou a falta de diálogo com a universidade. “Os estudantes têm plena consicência dos seus atos e nunca prezaram pela depredação de ambientes. Nossa luta é política, contra a estrutura de poder que está instaurada em nossa universidade.”

Ocupações da reitoria
A reitoria da Unesp já havia sido invadida no final de junho. Estudantes desocuparam o prédio da reitoria após negociação em que a universidade se comprometeu a garantir o aumento de bolsas permanência e o auxílio-aluguel destinado aos alunos de baixa renda. Ficou definida, na época, a elaboração de um plano de obras para a construção de moradias e restaurantes universitários para os campi que não dispõem dessa infraestrutura, além de reforma e ampliação nas moradias já existentes.

Alunos e professores de 14 das 34 unidades da Unesp fazem greve parcial desde o mês passado para cobrar melhorias na estrutura e reajuste salarial.

Responder

Nuno

17 de julho de 2013 às 19h02

Faz um favor, Azenha. Tira essa anedota da seção Política e coloque-a na seção Humor.

“o MPL incendiou o Brasil”. Hilário!

Responder

Roderick

17 de julho de 2013 às 18h51

Revolução comandada pelo Maycon da Veja?

Responder

Lina

17 de julho de 2013 às 18h42

Discordo do autor. O movimento grevista de 1995 não vingou porque o presidente era FHC – que ironizou o “nhém, nhém, nhém” dos petroleiros e chamou os aposentados de “vagabundos” – e a mídia fechava com ele; diferente de hoje, que a mídia fecha com a oposição. Foi a mídia, principalmente a TV Globo, muito mais do que a Internet, quem chamou a garotada para as ruas. Isto também é conjuntura.

Responder

    Roberto Locatelli

    17 de julho de 2013 às 22h17

    Muito bem observado!! Arbex, sendo do PSOL, prefere não incluir o golpismo da mídia em sua análise.

assalariado.

17 de julho de 2013 às 18h39

Sr. Arbex escreve:

“Conjuntura no Brasil pode desembocar em crise revolucionária.”

Li o post todo, fiquei a raciocinar, de onde viria esta convulsão social e qual o seu viés ideológico, e quais seriam os seus atores? Sim, tanto pela direita como pela esquerda.

Do primeiro momento das ruas (junho), ou do segundo momento (julho)?

A de junho num 1º momento ainda sob o controle do MPL (apartidário?) que se dizia um movimento horizontal. Porém, no andar da carruagem se mostrou um tanto duvidoso os seus encaminhamentos de “esquerda”.

Ainda em junho, acontece um segundo momento/ movimento das ruas, que é a intervenção da mídia burguesa e sua devida pauta de direita, que acabou por levar a classe média reacionária para as ruas a nível de Brasil que por pouco não sai como a ala “revolucionária” dos 0,20 centavos.

Sim, eu sei, tinha muitos assalariados nas ruas. Mas não eram a direção da luta e, que eu saiba, nem foram convidados.

Em seguida (11 de julho), vem as centrais e suas bandeiras de luta trabalhista de forma verticalizada, mesmo assim, conseguiu de certa forma chamar a atenção das massas dentro dos locais de trabalho. Porém, o trabalhador assalariado, devidamente manipulado pela imprensa burguesa, ficou mais como espectador da história.

Ah, mas pode desembocar em crise revolucionária? Diria que sim, não pela conjuntura da economia brasileira, e sim, pela conjuntura da economia mundial que, quando for a nocaute e, não esta longe, não tenhamos dúvidas o modo de produção capitalista e sua cadeia produtiva mundial, jaz no cemitério da história. Em resumo, está mais fácil explodir a revolução popular no G7 e, por consequência, quebrar em cadeia a dita globalização, aí sim, o bicho vai pegar. Nem a própria burguesia está mais acreditando nos seu modo de sociedade, só os gerentes da social democracia e seus soldados de plantão.

SOCIALISTAS DO MUNDO, UNI -VOS!

Responder

Jorge

17 de julho de 2013 às 18h36

nossa, que texto confuso, fosse assim porque não ocorreu revolução no Brasil dos anos 1990, quando havia todos esses elementos e tudo estava bem pior, inlusive recordes de desemprego…

Responder

    dina

    18 de julho de 2013 às 01h17

    Não é mesmo, querido? Ninguém esta mais aguentando essa onda de apartidários; são mesmo é um bando de bobocas. Eles pensam que podem mudar um Estado na base de convulsões nas ruas. Devemos nos preparar para barra-los na Copa e nas Olimpíadas. Agora, já sabemos o desejo: querem jogar o BRASIL em um buraco profundo. Cambada!

Douglas Monteiro

17 de julho de 2013 às 18h36

Parabéns pelo excelente artigo !!!
É difícil encontrar algum texto descente nesses dias, e esse é realmente muito bom!!!
Parabéns ao autor!!!

Responder

Valeir Ertle, da CUT: É preciso enfrentar o boicote ao plebiscito - Viomundo - O que você não vê na mídia

17 de julho de 2013 às 18h25

[…] José Arbex Jr.: Conjuntura no Brasil pode desembocar em crise revolucionária […]

Responder

Fabio Passos

17 de julho de 2013 às 18h22

Lutar por uma Revolução que derrube o capitalismo é dever da esquerda.
É uma responsabilidade histórica da esquerda.

Se a esquerda abdica de seu dever e responsabilidade… abre espaço para o fascismo.
Se há uma classe média idiotizada pelo PiG com algum protagonismo nas ruas… é porque a esquerda hegemonica aceitou o Apartheid Social e a ditadura do poder econômico como realidade inevitável.

Dilma e Lula já fizeram o diagnóstico correto.
Será que vão ter coragem e inteligência de promover a ruptura com o regime?

Responder

Lafaiete de Souza Spínola

17 de julho de 2013 às 18h13

O QUE O BRASIL PRECISA:

Os partidos que chegam ao poder prometem mudar o Brasil, porém terminam adotando soluções paliativas, como o bolsa família. Faltam convicção, coragem e determinação para um salto de qualidade. Resolvem governar com e para o sistema financeiro e, agora, talvez, estão se dando conta, tardiamente, do grande erro cometido. Sinceramente, não sei se é um erro ou pura opção.

Votei no Lula sabendo que não se tratava, nem havia condições, de qualquer mudança mais radical. Votei na Dilma, no segundo turno, pois era a melhor opção. Mas estou totalmente insatisfeito com o tratamento dado à educação que, no Brasil, sofre de doença grave, portanto não pode continuar recebendo, apenas curativos. Toda nação está sendo corroída, principalmente, por essa doença.

Só vejo uma solução para as mazelas deste país: Um partido novo, diferente em tudo, que dê alta prioridade à educação. Muitos partidos possuem bons quadros, pessoas honestas que desejam o melhor para o Brasil. Na URRS, nos países do leste europeu, também, existiam dirigentes bem intencionados. Mas esses partidos por estarem longe do povo, por se tornarem um clube fechado, dirigidos eternamente pelos mesmos quadros, foram perdendo a legitimidade. Proclamavam-se, e muitos acreditavam, enfaticamente, no que declaravam: ser o governo dos oprimidos, do proletariado. Não se davam conta que os operários, o povo, os jovens; que na verdade não eram partícipes; estavam, cada dia, mais distantes, mais isolados. Verdadeiramente, as decisões eram tomadas por meia dúzia de pessoas.

Alerto que nos dias atuais, quando começamos a ingressar na INFOERA, a participação do povo nas decisões passa a ser muito mais necessária, muito mais exigida, que nessa história passada.

Discutir o projeto de um novo partido para os dias atuais é a grande lacuna dentro do nosso país. Um partido criado pelo povo: nada de poder só pelo poder que surge, quando nasce um partido só pelo partido.

Quem deseja permanecer no status quo, mesmo inconscientemente, diz logo: É muito utópico!

Responder

cid carneiro

17 de julho de 2013 às 17h56

Mais uma bola fora do Arbex. Esse pessoal, títeres da direita, insistem em se achar de esquerda. Tô com Locatelli e demais, os quais já dissecaram a farsa ”revolucionaria” do autor.

Responder

dina

17 de julho de 2013 às 17h27

Outra coisa: é bom que preparem as FA para a Copa. Não podemos permitir esse espetáculo ridículo às vésperas e durante os jogos da Copa. Quem insistir, deverá ficar trancafiado, até a Copa acabar.

Responder

    Fabio Passos

    17 de julho de 2013 às 18h32

    Convocar as FA para manter a “ordem”? rsrs

    O regime capitalista está destruindo o planeta e a humanidade.
    Esta é a “ordem” que você quer manter?

    Temos de trancafiar a “elite” branca, rica… e criminosa, que construiu um Apartheid Social no Brasil.

    Os ricos são o crime!

dina

17 de julho de 2013 às 17h24

Credo! Será que os ianques/sionistas espargiram algum preparado que deixou essa gente que escreve, insana? Quem vai querer que o BRASIL NÃO CONSOLIDE SUA DEMOCRACIA, AOS POUCOS, SEM VIOLÊNCIA E NO VOTO? Só OS SEGUIDORES DO pig demoníaco PODEM QUERER UM CONFRONTO PARA, NAS ASAS DE UM GOLPE, voltarem ao poder. SAI PARA LÁ, URUBU DOS INFERNOS!

Responder

Iza

17 de julho de 2013 às 17h21

NOSSA REVOLUIÇÃO COMEÇA QUANDO O MONOPÓLIO MIDIÁTICO FOR DESTRUÍDO. A BASTILHA DO POVO BRASILEIRO É A GLOBO!

Como faríamos a revolução com a grande mídia partido mobilizando os despolitizados e os ignorantes?
Como é que faríamos uma revolução quando os cafajestes de toda imprensa partido escondem que Joaquim Barbosa, o seu herói, o seu “Batman”, pagou, com dinheiro público, as passagens de avião de uma repórter da Globo que foi à Costa Rica puxar-lhe o saco?
Que revolução podemos fazer, quando o Deus usa verba pública para ir ao Rio assistir o jogo entre Brasil e Inglaterra no camarote do Luciano Huck, e em seguida descobre-se que seu filho arrumou um emprego na Globo, no programa de… Luciano Huck?
Qual revolução, quando a imprensa cafajeste não noticia que o laudo 2424 foi escondido por Joaquim Barbosa e nesse laudo que investiga o fundo Visanet, aparece seu filho trabalhado numa empresa que recebeu milhões da DNA?.E o sr. Barbosa manteve o laudo em sigilo absoluto, apesar do mesmo trazer documentos que poderiam provar a inocência de Pizzolato – e prejudicar toda a denúncia do mensalão.
E os 560 mil de “auxilio moradia” retroativos?
E agora para horror de todos, menos dos bandidos da imprensa partido que nada noticiam, descobre-se que o “menino pobre” mamou 700 paus na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) sem trabalhar?

A BASTILHA DO POVO BRASILEIRO É A GLOBO!

Responder

Weiller

17 de julho de 2013 às 17h06

Texto chulo, sem pé nem cabeça. Me surpreendi pelo mesmo não terminar
citanto o “choque de gestão”. Seria bem apropriado.

Responder

adalgiso pessogna

17 de julho de 2013 às 17h05

Falou muita coisa sobre tudo. Só não esclareceu um ponto crucial que aflige todos os brasileiros, de todas as classes sociais: Quem foi o cretino que inventou e está ganhando trilhões de reais com a maldita tomada de 3 pinos?Foi uma jogada do grande capital internacional? O PIG está envolvido? O presidente Lula, em suas palestras mundo afora, defende a tomada brasileira de 3 pinos? O PMDB pediu cargos em troca da adoção da tomada? E o PSOL? Vai pegar em armas para defender a tomada de 3 pinos ou vai ficar reclamando pelos cantos? Com a palavra os intelectuais.

Responder

adalgiso pessogna

17 de julho de 2013 às 16h59

falou muita coisa sobre tudo. Só não esclareceu um ponto crucial que aflige todos os brasileiros, de todas as classes sociais: QUEM FOI O CRETINO QUE INVENTOU E ESTÁ GANHANDO ZILHÕES DE REAIS COM A MALDITA TOMADA DE 3 PINOS? ISTO É UMA JOGADA DO GRANDE CAPITAL INTERNACIONAL? O PMDB LEVOU ALGUM? O PIG ESTÁ METIDO NISTO? QUAL O PAPEL DO JOAQUIM BARBOSA NA FALCATRUA? E O PSOL? ONDE ESTÁ O PSOL? LULA APROVA A TOMADA DE 3 PINOS? FAZ PALESTRAS PELO MUNDO DEFENDENDO O MODELO BRASILEIRO? COM A PALAVRA OS INTELECTUAIS!

Responder

Roberto Locatelli

17 de julho de 2013 às 16h42

Já que o Arbex citou a grande Rosa, um vídeo dela, para despoluir o ambiente dessa “análise” tosca:

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=WD3ocFjZOIo

E duas imagens bem ilustrativas da ideologia dos mauricinhos e patricinhas:

Responder

    Apavorado por Vírus e Bactérias

    17 de julho de 2013 às 18h54

    Será que esse encapuzado é um mauricinho ou está a serviço de alguém? É isso que deve ser investigado. Urubus ianques nos rodeiam, vindos até de poderes da República, com a grande vontade de golpe.

bento

17 de julho de 2013 às 16h35

Vamos começar a la revolution brasiliana…

Escolhamos a marca da “loura” estupidamente gelada…

Na praia point ou bar point…

E só gelada e olho nas minas revolucionarias que pintarem na área…

Cara no país da rede goebbels vai ter revolution quando a galinha nascer com dentes…

JÁ SE PERGUNTARAM SE É DO INTERESSE DOS NOVOS MANDATÁRIOS CRIAR CONCIENCIA NA POPULAÇÃO OU SEJA UM ATAQUE DIRETO PARA MUDAR A VELHA IDEOLOGIA DE 500 ANOS DE BRASIL…

Responder

trombeta

17 de julho de 2013 às 16h07

Texto muito longo, não li e não gostei.

Arbex e Maringoni, são tão previsíveis que já intuo o conteúdo da tese.

Responder

Horridus Bendegó

17 de julho de 2013 às 15h59

A conjuntura a qual se refere o autor para valorizar sua tese de crise pré-revolucionária esquece nossa principal (e imorredoura) causa histórica… a que sempre esteve aí, ao pé de nossa porta, uma das mais despudoradas desigualdades sociais do planeta. Se Lula atuou buscando minorar os efeitos sociais perversos oriundos dessa nossa característica malvada mais genuína, busque outros motivos para justificá-la, porque, talvez, estejam por trás das manifestações dos filhos coxinhas das classes médias que nada sabem de quanto foram corneadas por um adultério entre mídia e interesses dos USA…

Responder

Bertold

17 de julho de 2013 às 15h57

Já que o ilustre quer argumentar “a lá leninismo”. Dá a impressão que a nossa conjuntura está contida nas “Teses de abril” escrita numa viagem de trem mas como “não pode haver revolução sem teoria revolucionária” é o que estamos nos perguntando: “O que fazer”? Adotar a do Psol. kkkkkkkkkkk…

Responder

geniberto paiva campos

17 de julho de 2013 às 15h46

Quer dizer que a “conjuntura” é a culpada?
Em certos momentos, se não sabemos o que falar, é melhor ficar calado. Pensar mais um pouco, gastar os neurônios e, se for o caso, DIZER.
Parece que o Arbex está falando por falar. Não tem nada para dizer.
Então me explica, o que é a “conjuntura”? Em ordem alfabética: Estadão, Folha ,Globo, PGR, STF. E, fora da ordem alfabética, hors concurs: CIA, Depto. de Estado.
Ora, conta outra. Num governo democrático e popular, como o que governa o país há 10 anos, conseguir um movimento desse tipo? Só com ajuda externa. Financeira e da Inteligência. Daqui a 50 anos os documentos liberados por Washington irão confirmar. Mas as lições nunca são aprendidas… NÃO SOMOS TROUXAS!

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    De Paula

    17 de julho de 2013 às 18h44

    Eu vivo me batendo por esse enfoque mas mas a teoria que prevalesce é a da espionagem e bisbilhotagem, quando a da ingerencia na escolha de governantes, como estão tentando por aqui é infinitamente mais grave.

Neotupi

17 de julho de 2013 às 15h33

Não vi nenhum cartaz questionando diretamente os banqueiros e o capitalismo (deve ter havido). Infelizmente, até porque se esse pessoal usasse melhor o tico e o teco usaria como método ocupar os bancos privados (e nem precisa haver violência) e a empresa hegemônica de TV que, no fundo, é quem manda nos políticos detestados ou impõe barreiras em outros políticos decentes que são obrigados a participar das articulações políticas por dever de não ser sectário e conquistar o possível. Se o político detestado é o cachorro que morde, os banqueiros, empreiteiros e barões da mídia são os donos do cachorro. Brigar só com o cachorro em vez de brigar com o dono do cachorro não me parece inteligente, e é até ser pautado pela própria elite capitalista. Afinal políticos para compor a bancada do poder econômico tem amplo estoque na prateleira para reposição.
A pauta dominante das ruas foi reformista: mais ESTADO de bem-estar social, menos lucros de empresários como os dos transportes, um sistema político menos corrupto (Reforma Política), mais transparência (que até existe mais do que as ruas percebem, havendo aí problema de comunicação governamental), e mais democracia direta. A pauta está até boa para governantes sérios se destacarem.
Na Argentina De La Rua caiu porque a quebra da Argentina acabou de estourar em suas mãos. Desemprego explosivo, arrocho salarial, empobrecimento generalizado, aumento de tarifas. Nada a ver com a realidade brasileira, onde o desejo revolucionário está restrita à segmentos estudantis. A grande maioria silenciosa tem uma visão que quer mais conquistas sem perder o que conquistou.
Já falei e vou repetir. O dia que os manifestantes ‘revolucionários’ de classe média alta expropriarem o segundo carro da família, os excedentes de riqueza em herança e aplicações financeiras (rentismo) e sua própria mesada e levarem para distribuir renda na favela, em vez de comprarem máscara de gás, eu passo a acreditar no ímpeto revolucionário de verdade.

Responder

Roberto Locatelli

17 de julho de 2013 às 14h59

Crise revolucionária? Acionada pelo tal movimento passe livre (a soldo da CIA?), que NÃO PARTICIPOU do dia de luta em 11 de julho?

Aliás, por que o tal movimento passe livre (a soldo da CIA?) não participou da jornada de lutas convocada pelas centrais sindicais e pelo MST? Segundo eles, é porque as reivindicações eram “vagas” – http://migre.me/fvUTw . Bela desculpa… Então 40 horas semanais, fim do fator previdenciário, não à terceirização, democratização da mídia, são “vagos”? Ah, conta outra que essa não colou.

Aliás, por que Arbex NÃO CITA o dia de luta promovido pelas centrais? Estranho, não?

Aliás 2, por que Arbex não menciona que as centrais convocaram uma nova jornada de lutas para o dia 30 de agosto? Estranho, não?

Aliás 3, por que Arbex não diz NADA sobre a proposta de Constituinte, de plebiscito, de reforma política? Estranho, não?

Gostaria de saber o que o tal movimento passe livre (a soldo da CIA?) acha da vinda dos médicos cubanos… Pensando bem, já desconfio.

Gostaria de saber o que o tal movimento passe livre (a soldo da CIA?) acha da luta pela democratização da mídia… Pensando bem, já desconfio.

Responder

    Maria Thereza

    17 de julho de 2013 às 15h34

    Bravo, Locatelli. Esse pessoal está ficando muito engraçadinho.

    Roberto Locatelli

    17 de julho de 2013 às 16h40

    Maria Thereza, essa turma do PSOL adora citar Lênin, Rosa Luxemburgo, etc, mas não resistem a férias de julho na Disney.

Danilo Morais

17 de julho de 2013 às 14h59

Crise pre-revolucionária no Brasil? Para mim isso é quase piada, só pode ser uma “pegadinha”, ao estilo Sérgio Malandro ou João Cleber. O texto do Arbex é tão sem noção que ele compara a Argentina de Fernando de La Rua (da hiper-inflação, desemprego em massa, economia dolarizada etc etc) com o Brasil atual… Não que o país esteja uma maravilha ou que as manifestações não tragam questões urgentes (cujo fundo é a necessidade de uma reforma urbana), mas o que Arbex faz é um simples exercício de “pensamento desejoso”, não tem praticamente nada de análise.

Responder

Ernesto

17 de julho de 2013 às 14h58

Li o artigo do Lula. Uma lástima! Coisa para sentar e chorar… como sempre, ele não viu nada, nao sabe de nada. Desde o início das manifestacoes, sua atuação tem sido pífia, quase mal-intencionada. Só que desta vez há um problema concreto: uma crise política como não se via desde muito tempo. Caminhamos para ano de eleição para presidente sem um favorito claro. Dilma patina e escorrega ladeira abaixo, graças a uma péssima gestão e péssimos ministros. A oposição é aquela mediocridade de sempre. Marina nao empolga. Nesse cenário, não faltarão vozes das profundezes com soluções aparentemente democráticas, mas com essência golpista. Fiquemos de olhos bem abertos!!!
Abs

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Anderson santos

17 de julho de 2013 às 14h48

Podemos começar com a revolução estatizando os meios de comunicação, GLOBO, GRUPO ABRIL, FOLHA…….

Responder

    Roberto Locatelli

    17 de julho de 2013 às 16h33

    Acho que não precisa estatizar nenhum deles, Anderson. Basta termos meios PÚBLICOS de comunicação decentes como, por exemplo, a TeleSur, a BBC e outros. Nossa TV Brasil, TV Educação e NBR são ridículas.

    Ernesto

    17 de julho de 2013 às 16h47

    Estatizar só irá piorar! A voz do Brasil é estatal e é um lixo!!! A imprensa tem que ser livre (de fato), democrática (na alma e na difusao) e responsável (inclusive penalmente) pelo que publica! Estatizar a mídia é coisa de ditadura, que poe a mídia no cabresto e acaba com a livre manifestacao do pensamento.

Sérgio Ricardo

17 de julho de 2013 às 14h38

Impressionante como as viúvas da Ditadura e os seguidores do PSOL vivem num eterno (19)69!

Responder

Hildermes José Medeiros

17 de julho de 2013 às 14h38

Cara, é muita ilação, muita hipótese para um pobre mortal. Duas coisas chamaram-me mais a atenção, embora nem de longe perceba seus significados, principalmente ao viés revolucionário apontado(até agora sem o povão) cuja possibilidade é aventada. A greve dos petroleiros e seu esmagamento ocorreram porque a população (e o PT sempre, e ainda é assim porque esses trabalhadores têm seus direitos trabalhistas sistematicamente atacados ou negados pelos governos petistas) via esses trabalhadores como marajás, bem de acordo com a forte campanha midiática que levou Fernando Collor ao poder, que resultou no Itamar e Fernando Henrique Cardoso, todos peças-chave para impor o império do neoliberalismo no país. Outro ponto é a influência do MPL nos fortes movimentos de massa do mês de junho de 2013, quando a meu ver influíram mais os governos federal, estaduais e municipais ao represarem os aumentos de tarifas para maquiar a inflação do início do ano, transferindo esses movimentos de preço para o meio do ano, e deu no que deu, ficando fácil a aceitação do discurso do MPL aproveitado por participantes de todos os matizes, principalmente a extrema direita. Todos movimentos de classe média, que a história mostra como costumas se comportar. Assim como não percebo possibilidade de golpe de estado à direita, mesmo nos moldes de Honduras e Paraguai, porque a análise mesmo mostra que seria econômica e politicamente inviável, dados a importância e o envolvimento do Brasil e suas responsabilidades nos cenários econômico e político internacionais. Golpe à esquerda, ou revolução (socialista?) sinceramente não parece existir efervescência no povão para tanto, a maioria empregada e tocando suas vidas com as dificuldades de sempre, na esperança de melhorarem e até ficarem ricos. Melhor aguardar a eleição de 2014, quando, assim como Lula, Dilma deverá ser reeleita, no primeiro ou segundo turno, não importa, e permanecerá no poder até 2018. Estamos vivenciando nos partidos de oposição e na mídia o desespero pela falta de um candidato que arrebate o povo, realmente competitivo (com 20% das intenções de votos não leva), razão porque Dilma e o PT serão atacados sem dó nem piedade. E ainda tem Lula no banco. Farão de tudo para reduzir ou impedir que milhares de projetos se concretizem neste e no próximo ano, e crescer só (como dizem) pouco mais de 2%, o dobro do crescimento da população será o desastre que querem a todo modo impedir. A grande revolução seria rompermos com as amarras do neoliberalismo, mais ainda dentro do capitalismo, que também não se vê.

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Tiao

17 de julho de 2013 às 14h36

Respeito muito e admiro o intelectual Jose Arbex,mas discordo de muitos pontos do seu texto.

Responder

Mardones

17 de julho de 2013 às 14h29

A esquerda só se comporta como tal na oposição. Isso vale para o PSoL, citado no excelente artigo do Arbex.

Eu o li no CAf, do Amorim, e achei enfadonho. Lula, lá nas rédeas do Tio San, escreve para os jovens do Brasil. k k k k k k

Também achei que Lula poderia ter escrito que seu partido, o PT, não fez por onde e causou parte desse tumulto que aí está. Aliás, muito bem vindo, diga-se de passagem.

Espero que as urnas, em 2014, retire de Brasília muita gente que está acuada com os protesto das últimas semanas.

O Lulismo deixou o PT confortável em Brasília, pois manteve o privilégios da banca rentista, distribuindo pouquíssimo para a população, que sobrevive com serviços públicos cada dia piores.

A ilusão de combinar distribuição parca de renda com manutenção de um terreno fértil para os rentistas parece ter chegado ao fim. E o PT não apresenta uma saída para o Brasil. A direita apresenta a saída de sempre: alinhamento com os EUA e entrega geral aos delírios do capital.

A esquerda, bem… O que resta de esquerda eu não sei onde está. No Psol, definitivamente, não está.

Responder

    Durval Costa

    17 de julho de 2013 às 14h55

    O PT “não fez por onde”, Mardones?

    Que tal avaliarmos os 10 anos de governo do PT utilizando-se de critérios OBJETIVOS, de indicadores, de números?

    Afinal, este é o método científico de se fazer análise…

    Proponho avaliar a evolução dos seguintes indicadores nos últimos 10 anos:

    1 – Taxa de desemprego mensal medida pelo IBGE

    2 – Saldo de empregos formais do CAGED

    3 – PIB per capita

    4 – Coeficiente de GINI (que mede de forma científica a desigualdade de renda da população de um país)

    5 – Rendimento médio mensal do trabalhador (em termos reais, descontada a inflação)

    6 – Renda média das famílias (em termos reais, descontada a inflação)

    7 – Taxa de mortalidade infantil

    Todos os indicadores acima são de fácil consulta pelo público. Podemos fazer uma análise objetiva vendo a situação atual desses indicadores, e comparando-os com a situação de 10 anos atrás, e vendo sua evolução.

    Já posso adiantar que o resultado da análise vai ser mais ou menos o seguinte: desemprego atualmente em recorde de baixa; saldo acumulado de empregos formais gerados nos últimos 10 anos ultrapassando os 15 milhões de vagas; PIB per capita teve aumento; Coeficiente de GINI caiu, o que é bom, pois quando menor ele é, menor a desigualdade no país; Rendimento médio mensal do trabalhador e a Renda média das famílias tiveram expressivo aumento em termos reais; e taxa de mortalidade infantil caiu bastante em comparação com 2002.

    E isso tudo tendo o mundo mergulhado em uma crise econômica internacional desde 5 anos atrás (a segunda metade do período analisado).

    Mas podemos fazer a análise mais detalhada, se for de interesse de todos, para vermos se o governo do PT realmente “não fez por onde”…

    Rafael

    17 de julho de 2013 às 14h56

    Se chamasse o PSOL de esquerda seria ridículo. PSOL flerta até com o PSDB.

    Wildner Arcanjo

    17 de julho de 2013 às 16h09

    PSOL é tão fisiologista quanto o PMDB. O problema é que um é um partidinho e o outro é um partidão…

Sérgio

17 de julho de 2013 às 14h27

Concordo com o Mateus Santos, até porque, as centenas de milhares de pessoas que saíram às ruas são os legítimos representantes da classe média que também querem ser contempladas com programas governamentais. Todos os citados pelo artigo visaram os pobres. Os da classe média também querem ascender. E não me venha me dizer que os manifestantes são conscientizados politicamente. São, na verdade, uma massa hamorfa, com milhões de interesses diversos, instadas pela conjuntura – mal e porcamente delineada pela mídia e pelas seguidas cacas da política – a saírem pelas ruas. “Sem lenço e sem documento, nada no bolso e nas mãos”.

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Bruno

17 de julho de 2013 às 14h00

O sr. Arbex, como é hábito seu, descarta a questão central deste momento – como dar substância aos desafios colocados pelo que de mais positivo foi colocado pelas manifestações de Junho, ou seja, a necessidade de uma mudanças nas formas de representação democrática e do jogo político institucional. E o faz, pela “esquerda”, ao declarar a possibilidade de uma “crise revolucionaria”. Trata-se do esquerdismo pueril, que sob esta égide evita entrar na discussão da necessária Reforma Política, questão que se coloca no horizonte da compreensão da opinião pública e que pode trazer uma saída positiva aos impasses que o Brasil vive. E porque não? Porque afinal, podemos estar no limiar de uma “crise revolucionária”. Também porque foi proposto por Dilma e pelo PT. A questão da unidade da esquerda, da necessidade de evitar que os setores da direita se apropriem da insatisfação das ruas, as possibilidades de retrocesso, sobre isto nada. Afinal, estamos no limiar … É a brutal dificuldade do esquerdismo estéril de entender o que se passa na prática e avaliar concretamente os desafios objetivos para o avanço.

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Leonardo

17 de julho de 2013 às 13h59

Lula é o sistema financeiro internacional! Que mudança profunda ele propõe no PT? Talvez já tenha um marqueteiro para realizá-la…

Responder

Remindo Sauim

17 de julho de 2013 às 13h40

Se Vladimir Ilitch Lênin estivesse vivo no Brasil provavelmente estaria tentando saber como Lula fez esta revolução sem os milhões de mortos da sua revolução.

Responder

    Roberto Locatelli

    17 de julho de 2013 às 16h37

    Remindo, os bolcheviques tomaram o poder sem nenhuma ideologia de violência. Aliás, a tomada do poder foi pacífica. Os mortos vieram depois que a elite mundial declarou guerra contra a Revolução.

josé Reis

17 de julho de 2013 às 13h38

Que venha a Revolução!!!! em que planeta esses caras moram!!! No Brasil, com certeza não é!!! O texto do Arbex, critico e engenhoso em capturar aspectos importantes das manifestações, peca em observar uma conjuntura pré-revolucionária. Parte importante dos que foram as ruas, classes médias (e não o subproletariado do André Singer ou o precariado do Rui Braga), com suas bandeiras anti-corrupção, impostos excessivos, serviços públicos ruins (isso pra não falar das bandeiras mais conservadores, maioridade penal, por ex.),tratam dessas questões num registro necessariamente conservador, portanto antipopular e em hipótese algum contrassistêmico. Denunciam os impostos, mas observam apenas, em sintonia com o discurso midiático, um problema gerencial, posto que os consideram excessivos, quando são altamente regressivos, com a riqueza brasileira proporcionalmente aos trabalhadores e classes médias, praticamente sem pagá-los(o imposto mais democrático que tínhamos, por exemplo, a CPMF rapidamente foi derrubado, e nada de taxar grandes fortunas, heranças e por aí vai). E esse parlamento que temos jamais mexerá nisso e eu não vi nenhuma cartaz nas manifestações tocando na questão. Outro tema: a lei de Responsabilidade fiscal, que limita gastos com força de trabalho. Vá perguntar a essa classe média que saiu às ruas se quer mexer nisso. Altamente elogiada pra combater a corrupção e os gastos dos políticos. No entanto, como oferecer serviços de saúde e educação de qualidade, bandeira presente nas ruas, com tais restrições à contratação de trabalhadores para esses serviços e sobretudo com salários decentes? E dá-lhe as OS e ONGS e terceirizações e privatizações brandas e descaradas…Mexer no pagamento da Dívida Pública, pra financiar políticas efetivas na saúde e na educação, como na reforma agrária, nos transportes, na habitação e por aí vai, eu tb não vi nenhum mobilização nesse sentido, pelo menos das classes médias conservadoras incensadas pela mídia a ir para as ruas protestar. A agenda geral em tese é progressista, exige mais Estado e produção de políticas públicas universais e populares. Mais para concretiza-las precisaríamos tocar nesses pontos: mexer no superavit primário, na lei de responsabilidade fiscal, realizar uma reforma tributária par taxar a riqueza. O campo progressista e de esquerda teria força pra esse tipo de enfrentamento? Sinceramente não creio nisso, não vi isso nestas manifestações, embora reconheça uma força importante de participação que pode tensionar pela esquerda na perspectiva de certas transformações para além do que o governo do PT/Lula/Dilma já realizou de mudança. Mas para isso é preciso tocar em duas coisas: a) no poder da mídia, verdadeiro partido da direita, das forças da ordem que constrói a hegemonia do capital no Brasil; b) e uma reforma política, via constituinte ou plebiscito, que modifique radicalmente a correlação de forças no parlamento, com limites claro ao poder econômico nas eleições, de modo que tenhamos deputados e senadores oriundos e comprometidos com as forças populares. Claro que não é só por aí que se muda um país, movimentos sociais, sindicais e de organização dos trabalhadores e populares em geral são um importantíssimo combustível pra não deixar as forças partidárias caírem no legalismo e na burocratização. Agora, conjuntura pré-revolucionária, prezado Arbex, é fantasia de esquerda, que em geral, pelo menos no Brasil, não tem dado em boa coisa…

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Remindo Sauim

17 de julho de 2013 às 13h37

A revolução já foi feita em 2002 quando Lula foi eleito a presidência. Até agora foram doze anos de muitas transformação no país, lutando contra a direita e também contra parte da esquerda. As manifestações de junho não foram contra governos e contra os políticos, mas para baixar o custo do transporte público para o usuário. E os índices baixos dos governos não querem dizer nada, este oscilam ao sabor das estações.

Responder

josé Reis

17 de julho de 2013 às 13h24

Que venha a Revolução!!!! em que planeta esses caras moram!!! No Brasil, com certeza não é!!! O texto do Arbex, critico e engenhoso em capturar aspectos importantes das manifestações, peca em observar uma conjuntura pré-revolucionária. Parte importante dos que foram as ruas, classes médias (e não o subproletariado do André Singer ou o precariado do Rui Braga), com suas bandeiras anti-corrupção, impostos excessivos, serviços públicos ruins (isso pra não falar das bandeiras mais conservadores, maioridade penal, por ex.),tratam dessas questões num registro necessariamente conservador, portanto antipopular e em hipótese algum contrassistêmico. Denunciam os impostos, mas observam apenas, em sintonia com o discurso midiático, um problema gerencial, posto que os consideram excessivos, quando são altamente regressivos, com a riqueza brasileira proporcionalmente aos trabalhadores e classes médias, praticamente sem pagá-los(o imposto mais democrático que tínhamos, por exemplo, a CPMF rapidamente foi derrubado, e nada de taxar grandes fortunas, heranças e por aí vai). E esse parlamento que temos jamais mexerá nisso e eu não vi nenhuma cartaz nas manifestações tocando na questão. Outro tema: a lei de Responsabilidade fiscal, que limita gastos com força de trabalho. Vá perguntar a essa classe média que saiu às ruas se quer mexer nisso. Altamente elogiada pra combater a corrupção e os gastos dos políticos. No entanto, como oferecer serviços de saúde e educação, bandeira presente nas ruas, com tais restrições à contratação de trabalhadores para esses serviços e com salários decentes? E dá lhe as OS e ONGS e terceirizações e privatizações brandas e descaradas…Mexer no pagamento da Dívida Pública, pra financiar políticas efetivas na saúde e na educação, como na reforma agrária, nos transportes, na habitação e por aí vai, eu tb não vi nenhum mobilização nesse sentido, pelo menos das classes médias conservadoras incensadas pela mídia a ir para as ruas protestar por serviços de qualidade. A agenda em tese é progressista, exige mais Estado e produção de políticas públicas universais e populares. Mais para concretiza-las, precisaríamos tocar nesses pontos: mexer no superavit primário, na lei de responsabilidade fiscal, reforma tributária par taxar a riqueza. O campo progressista e de esqteria força pra esse tipo de enfrentamento? Sinceramente não creio nisso, não vi isso nestas manifestações, embora reconheça uma força importanet de participação que pode tensionar pela esquerda na perspectiva de certsa transformações para ale´m do que o governo do PT LIla/Dilma já realizou. Mas para isso é preciso tocar em duas coisas: no poder da mídia, verdadeiro partido da direita, das forças da ordem e do capital que constrói a hegemonia do capital no Brasil: e uma reforma política, via constituinte ou plebiscito, que modifique radicalmente a correlação de forças no parlamento, com limites claro ao poder econômico nas eleições, de modo que tenhamos deputados e senadores oriundos e comprometidos com as forças populares. O resto é fantasia de esquerda…

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Joseff Estalinn

17 de julho de 2013 às 13h19

Solução:

1- acabar com TODAS as transferencias de recursos da saude para as entidades pilantras PRIVADAS e fazer um grande concurso público para a SAUDE NACIONAL;

2- aumentar os salarios dos médicos, equiparando ao que é pago na iniciativa privada;

3- federalizar o ensino fundamental, pagando o salário nacional aprovado e que não é respeitado pelas prefeituras;

4- deixar de ser um governo borra botas e bajulador do grande capital interncional, agindo como se fosse umas marionetes do PSDB,……….segue mais……………..

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francisco pereira neto

17 de julho de 2013 às 13h11

É incrível a má vontade de certos analistas fazerem comentários sem isenção.
Tem um monte de asneiras que ele cita no seu comentário, na mesma linha do Safatle de ontem.
O povo que teve a sua renda aumentada com os reajustes do salário mínimo sempre acima da inflação, a inclusão social do Bolsa Família, a expansão das vagas nas universidades, as políticas de cotas, o Prouni, Ciências sem Fronteiras, as políticas do Pré-sal, os investimentos em infra-estrutura etc, tudo isso não passa de um castigo diabólico, segundo o autor, dos governos trabalhistas de Lula/Dilma.
É de se perguntar ao ilustre então, que seria melhor não fazer nada, deixar do jeito que estava nos governos FHC, com toda a mídia ao seu lado, sem manifestações populares (não houve nenhuma porque o país estava maravilhoso e a população contente, não é isso?), não tinha violência, a educação e a saúde estava uma maravilha, economia idem etc, e por incrível que pareça, a mesma corja de parlamentares daquela época, não difere em termos éticos com os de hoje, que formam a base aliada do governo.
Ah! tem outro detalhe: a PGR e o STF era tão obsequioso naquela época, como é hoje com o governo Dilma, e foi ontem com os dois mandatos do Lula.
Estou contente com os avanços dos governos Lula/Dilma? É lógico que não.
Vamos criticá-los? Vamos. Mas com honestidade. Dizer que Lula preferiu o NYT para publicar os seus artigos, é de uma burrice e má fé monumental.

Responder

marco

17 de julho de 2013 às 13h02

A matéria é interessante e concordo com algumas colocações,contudo gostaria de arrazoar que os movimentos observados nos últimos dias e que é foco da matéria,é protagonizado por pequenos-burgueses,sem direção política,senão o velho anarquismo e gostaria de aludir o velho Bakunin,cujas teses se ajustam mais às consignas dos jovens que dsairam as ruas,com apoios de anciãos presurosos em aparecer da imprensa,e não uma coisa politicamente organizada a partir de uma visão frevolucionária,que sempre prescinde da velha e tão nescessária insurreição que,sem ela nenhuma revolução vai além dos medos que a classe pequeno-burguesa resiste.Basta que alguém proponha um assalto ao palácio do governo,sem que esta classe,que nasceu pra sentir medo,e se espelhar nas aspirações da sociedade de classes,ou seja,fic ar rico,pra que se joguem no velho silêncio,quando a v aca vai pro bréjo!Não passam dos eleitores,opositores funcionais,tão salientes nestas c onjunturas,mas que na hora da onça beber água,terminam por achar alternativas institucionais,tipo Capitão e Capitã do mato como alternativas,baseado no velho moralismo Papa Hóstia,que não produz mais que gritos histéricos,como demonstrou e domonstra a História.Recvolução pequeno-burguesa só quando os ricos proibirem-nos de assistir Bailes nos Palácios ou suprimiremque se pendurem em suas genitalias!Não passarão disso!Não se iluda!

Responder

Iza

17 de julho de 2013 às 12h59

O que me dá nos nervos são as aneiras, as bobagens publicadas! O que dá nos nervos é a inocência púlítica.

1)Será que esse sr. não enxergar que essa “manifestações” só levaram milhares de pessoas às ruas, porque foram capturadas pelas forças da direita, com o apoio explicito da Rede Globo?

2) Será que não vê, que o MPL foi atropelado, usado, chupado e agora virou um bagaço, por sua inocência política?

3)Será que ficar repetindo a mentira sobre o governo ter gastado milhões nos Estádio, não é colaborar com o que posta diariamente a mídia direitista que repete a mentira até que vira verdade? O governo Dilma “gastou” 350 milhões em ISENÇÕES FISCAIS, nada mais do que isso! Isenções que só com os milhares empregos gerados, já retornaram aos cofres do Estado.

4)Quando é que a esquerda vai aprender alguma coisa e deixar de se inocente políticamente?

Responder

zé eduardo

17 de julho de 2013 às 12h59

Socorro! Isso é análise ou delírio? “Crise revolucionária”? As ‘primaveras’, os ‘occupy’, as ‘praças tahir’, mesmo com base em movimentos mais organizados, estão resultando no reforço de práticas mais conservadoras e autoritárias do que as criticadas, embora travestidas em ‘avanços’. Se a grande mídia corporativa, porta-voz dos interesses da ‘elite’ econômica (aqui e alhures), acha que as manifestações de rua brasileiras desencadeadas em junho passado são um sinal de que ‘o país acordou’, dá prá imaginar em que direção isso vai? Menos delírio, Sr. Arbex, ou vai estar alimentando uma ‘revolução em marcha a ré’.

Responder

Antônio

17 de julho de 2013 às 12h37

Seria pretensão de minha parte tecer qualquer cometário sobre o brilhante artigo. O Arbex, mais uma vez foi no fígado. Bravo. Só não concorcodo quando cita o Psol como partido de esquerda. O Psol é uma linha auxiliar da Direita. O Psol é a direita disfarçada. Já já o Psol cai no colo do Serra ou da Marina.

Responder

    Samir

    17 de julho de 2013 às 13h52

    Hahahaha. Boa.

De Paula

17 de julho de 2013 às 12h14

O autor não gastou, sequer uma única linha para expor o calcanhar de aquiles de nossa titubiante democracia. Chegou até a ser adversativo, bem a gosto da mídia conservadora. A Presidenta Dilma foi direta ao ponto, quando propôs uma constituinte focada na reforma política, que por sinal acaba de ser enterrada no Congresso. Em vez disso o que sugere? Que o PT já era, que Lula já era, que a Presidenta Dilma já era. Penso que se trata de um esquerzofrenico. Em seu discurso, quando fala de sol é só prá dizer, adversativamente, que vem chuvas e trovoadas por aí. A esquerda que a direita adora.

Responder

    Wildner Arcanjo

    17 de julho de 2013 às 13h28

    Esse é o ponto chave. Foi o contragolpe perfeito (ou quase) dado por Dilma, mas que sem vislumbre de um meio de comunicação que não quer ouvir, ou discutir o outro lado, ficou assentado por baixo da poeira do MPL. Quando os progressistas brandavam aos quatro ventos por democratização (de verdade) da mídia, alguns, muitos dentro do próprio governo, achavam que era absurdo, que o controle remoto resolvia. Agora vão ter que “rebolar” para sair da sinuca de bico em que, politicamente, se meteram.

Wildner Arcanjo

17 de julho de 2013 às 12h09

Eu respondo a pergunta cerne da reportagem: porque um levou tanta gente e o outro, o de 1995, não levou quase ninguém (ou será que 100% dos empregados das empresas de petróleo do Brasil, da época é quase ninguem)? A televisão e o seu poder de eludibriar as pessoas, o de aparecer, mesmo que coletivamente, na TV (MAIÊEE!! EU TÔ AQUI!), a forma como as coisas foram, em 2013, pintadas com um ar de civilidade, a beleza das manifestações que seriam utilizadas para outros motivos (OUTROS MOTIVOS!), com músicas, embaladas pela quebra de protocolo nos jogos da seleção onde se cantava a primeira parte ino nacional, em coro dos mais de 70.000 classe média alta que lá estavam, que podem até conhecer a Disney, mas não sabem nem se Natal fica na Região Norte ou Nordeste. Não se enganem, ainda hoje, como nos tempos de Chapplin, a TV, o Cinema ainda fascinam e conseguem influenciar muito a psiquê do ser humano.

Ah… antes que eu me esqueça gosto mais da Segunda Parte do nosso hino, ela fala sobre grandeza beleza mas de que o nosso povo de nada tem de pacífico: “VERÁS QUE UM FILHO TEU NÃO FOJE A LUTA, NEM TEME QUEM TE ADORA, A PRÓPRIA MORTE”. E quanto ao DEITADO ETERNAMENTE EM BERÇO EXPLÊNDIDO, não gosto de pensar nesta passagem como uma forma inerte de ver as coisas, da expressão inerte de nosso povo (como muitos conspiradores da teoria de complexo de cachorro vira-latas quer de nosso povo), mas sim em uma forma mais independente, de pensamento e posição forte e duradoura. De dizer SOMOS GRANDES E VIEMOS PARA FICAR! DE FORMA DEMOCRÁTICA, AUTÔNOMA, COMO POVO, COMO PAÍS, COMO NAÇÃO. Disso não abriremos, nunca, mão!

Tenho dito!

Responder

    De Paula

    17 de julho de 2013 às 14h56

    Aliás, aquele gol deitado do Fred foi antológico; como gesto expressou bem o sentido daquele “deitado em berço explêndido” no inicio da segunda parte de nosso Hino. Quanto ao tempo é o que menos importa; eternamente ou momentaneamente, tanto faz. Mas prá mim, nada é mais oportuno que aquele cacófato em sua abertura. …”De um povo heroi cobrado”…

danilo

17 de julho de 2013 às 11h59

eu concordaria com o texto se as pessoas que fizeram as manifestações fossem os trabalhadores. Não foram. Foi a classe média, ordeira e marchadeira. Se a Dilma atender o capital, ela cala as ruas. Mas mata o sonho.

Responder

Lafaiete de Souza Spínola

17 de julho de 2013 às 11h58

PARA TRANSFORMAR O BRASIL:

PRECISAMOS DE UM PARTIDO MUITO DIFERENTE DE TODOS!

Torna-se mais fácil construir uma casa nova, evitando as falhas da antiga que apresentou trincas na sua estrutura. Reparos, por melhores que sejam não oferecem a mesma credibilidade.

Faz algum tempo, no programa RODA VIVA, foi discutida a segurança. O tema principal foi o brusco aumento da criminalidade no Brasil e principalmente em São Paulo. Tudo girou em torno da polícia militar, polícia civil e presídios. Durante uma hora não se encontrou tempo para que se discutisse a origem de toda essa violência: A injustiça social que impera em nosso país. A nossa classe média não consegue desvendar o caminho da maior prioridade que se chama EDUCAÇÃO.

Os partidos que chegam ao poder prometem mudar o Brasil, porém terminam adotando soluções paliativas, como o bolsa família. Faltam convicção, coragem e determinação para um salto de qualidade. Resolvem governar com e para o sistema financeiro e, agora, talvez, estão se dando conta, tardiamente, do grande erro cometido. Sinceramente, não sei se é um erro ou pura opção.

Votei no Lula sabendo que não se tratava, nem havia condições, de qualquer mudança mais radical. Votei na Dilma, no segundo turno, pois era a melhor opção. Mas estou totalmente insatisfeito com o tratamento dado à educação que, no Brasil, sofre de doença grave, portanto não pode continuar recebendo, apenas curativos. Toda nação está sendo corroída, principalmente, por essa doença.

SÓ VEJO UMA SOLUÇÃO PARA AS MAZELAS DESTE PAÍS: UM PARTIDO NOVO, DIFERENTE EM TUDO, QUE DÊ ALTA PRIORIDADE À EDUCAÇÃO. MUITOS PARTIDOS POSSUEM BONS QUADROS, PESSOAS HONESTAS QUE DESEJAM O MELHOR PARA O BRASIL. NA URRS, NOS PAÍSES DO LESTE EUROPEU, TAMBÉM, EXISTIAM DIRIGENTES BEM INTENCIONADOS. MAS, ESSES PARTIDOS POR ESTAREM LONGE DO POVO, POR SE TORNAREM UM CLUBE FECHADO, DIRIGIDOS ETERNAMENTE PELOS MESMOS QUADROS, FORAM PERDENDO A LEGITIMIDADE. DIZIAM-SE, E MUITOS ACREDITAVAM, SER O GOVERNO DO PROLETARIADO. MAS, NÃO SE DAVAM CONTA QUE ESSE PROLETARIADO, O POVO, OS JOVENS, TODOS QUE NÃO PARTICIPAVAM DESSA SUPOSTA VANGUARDA ESTAVAM DISTANTES, NUMA DISTÂNCIA SEM VOLTA. VERDADEIRAMENTE, AS DECISÕES ERAM TOMADAS POR MEIA DÚZIA DE PESSOAS. ALERTO, QUE NOS DIAS ATUAIS, QUANDO INGRESSAMOS NA INFOERA, A PARTICIPAÇÃO DO POVO NAS DECISÕES PASSA A SER MUITO MAIS NECESSÁRIA, MUITO MAIS EXIGIDA QUE NESSA HISTÓRIA PASSADA.

DISCUTIR UM PROJETO DESSE PARTIDO É A GRANDE LACUNA DENTRO DO NOSSO PAÍS. NADA DO PODER SÓ PELO PODER QUE É A NASCENTE DO PARTIDO SÓ PELO PARTIDO.

EXISTE, HOJE, UM PARTIDO QUE QUE LUTE PARA A APLICAÇÃO DE 15% DO PIB NA EDUCAÇÃO? CURATIVOS NÃO RESOLVEM! DIZEM LOGO: É MUITO, É UTÓPICO, O PAÍS VAI QUEBRAR ETC.ETC. DEVEMOS DISCUTIR AS FONTES DESSES RECURSOS!

O tópico MOVIMENTO POR UM PARTIDO foi publicado em março de 2012. O âmago desse tópico continua plenamente válido!

Pertenço ao conjunto daqueles que desejam ver o ideal, a atuação, de todos que almejam um mundo melhor sendo a popa dessa nau, onde se encontram a hélice que possibilita singrar por esse mar de injustiças e o leme que conduz esse PARTIDO (a nau).

É um partido com programa muito bem definido e estatuto claro que não permita alterações oportunistas desse programa. O programa deve ser a base de sustentação desse partido!

Esse périplo, com destino ao porto dessa viagem, não necessariamente deve ter uma data rígida, mas é urgente. A tripulação dessa nau deve estar atenta à carta de navegação, para evitar um naufrágio ou encalhe. Essa carta é o estatuto com regras de navegação rígidas e claras, com instrumental participativo.

O comandante não poderá, ao seu bel-prazer, alterar essa rota sem o aval da tripulação. No destino desse porto estarão esperando, de braços abertos: a EDUCAÇÃO, logo na frente, clamando por 15% do PIB para que as crianças tenham escolas descentes, em tempo integral, com café da manhã, com almoço, com esporte, com janta e com transporte. A SAÚDE vem em seguida dizendo que apoia, integralmente, esse pleito; pois ela está ciente dos benefícios que terá com tantas crianças bem nutridas e com a certeza que os pais, também, menos estressados e melhor alimentados serão beneficiados, dispensando, inclusive o bolsa família que passa a ser um aporte a esse programa de salvação nacional.

O pequeno agricultor, com todo suporte da Embrapa, passando a ser o principal fornecedor dessas escolas, sentirá as grandes melhorias proporcionadas pela chegada dessa nau (PARTIDO). Tanto essa gente do campo como os marginalizados das cidades, acostumados aos efeitos devastadores das naus piratas ou assemelhadas, ficarão, por certo tempo, reticentes, descrentes, crendo ser, apenas, mais uma.

Como nesse longo périplo estão previstas tempestades; causadas por corruptos, por grandes traficantes, pelos lavadores de fortunas recebidas desses piratas e todos aqueles que vivem desse estado de coisas ou são coniventes ou, simplesmente, indiferentes; então, essa grande embarcação (O PARTIDO) deve ter projeto e estrutura para atravessar esse mar revolto.

A passividade facilita a atuação desses psicopatas. Já dizia Luter King: “O que me preocupa não é nem o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética… O que me preocupa é o silêncio dos bons.” Ele, aqui, possivelmente, engloba os omissos!

Nessa nau todos estarão imbuídos pelo ideal do bem comum. A rigidez do projeto e montagem da sua estrutura não devem sofrer avarias de grande porte ao singrar mar com nuvens negras. O estatuto não permitirá desvios da rota traçada. Tudo deve ser elaborado de tal modo que não haja disputa de poder, só pelo poder; por mais ardilosa que seja. Outras naus existirão e possivelmente os tripulantes com ideais parecidas desejarão mudar de nau democraticamente, pacificamente, ou procurarão meios para adotar estrutura, montagem e estatuto dessas tripulações de modo semelhante. Os honestos, com certeza, notarão que não poderão continuar numa nau que, mesmo com disfarce, esteja sendo usada para a pilhagem. Muitos políticos, do baixo clero, descobrirão que se tornaram reféns do sistema.

Os tripulantes devem ter o conhecimento necessário; para não serem pegos de surpresa pelo discurso de eventuais corruptos, mafiosos e os lavadores de dinheiro proveniente dessa classe de psicopatas; pois há estudos que comprovam a existência dessa praga no meio da sociedade, numa percentagem de aproximadamente 3 a 5%. Eles passam a ter menos influência, quando as leis são devidamente aplicadas e começam a ser identificados. Essa percentagem faz parte de pesquisas internacionais, bem fundamentadas.

Num país de 190 milhões, esses 3% são 5.7 milhões atuando em todas as esferas da sociedade. Pense no efeito multiplicador, devido à enorme influência que esses bandidos exercem sobre aqueles menos informados. Eles, em geral, têm um nível de inteligência acima da média, são dissimulados e bastante ativos no meio em que convivem. Não medem esforços para alcançar o que desejam. Só um partido, como descrito, chegando ao poder, poderá colocar limites a essa escória, onde se encontram os corruptos, os traficantes e aqueles que lavam todo esse dinheiro. Essa gente convive melhor num ambiente de injustiça social. São contrários a um investimento maciço na educação. Eles e aqueles que são influenciados sempre irão dizer, procurar convencer, que investir 15% do PIB na EDUCAÇÃO é uma meta ambiciosa, porém inviável, que o país não tem recursos etc. Na verdade, em médio prazo, isso será prejudicial a todos esses mafiosos. Não interessa a eles um povo esclarecido.

Quem pode achar que pessoas com mentes sadias cometeriam: crimes tão horrendos como a corrupção deslavada, atividades mafiosas e a execrável lavagem de dinheiro? É tudo isso que denigre, embrutece, empobrece uma nação. Quando um país se torna rico através da espoliação de outros povos, pode-se identificar o perfil de seus dirigentes que não titubeiam em fomentar guerras, enganando e manipulando seus compatriotas mal informados.

O mesmo comportamento, ou similar, verifica-se, também, dentro do próprio país, quando tudo é feito para manter o status quo que privilegia grupos em detrimento de todo o povo, sonegando-lhe a educação, a saúde e tudo que represente bem estar social. O psicopata, como já disse, é inteligente, é dissimulado, não sente culpa, é um mentiroso, é manipulador, está sempre à procura de estímulos, adora ser líder. Como exímio chantagista, consegue manter os políticos corruptos no bolso.

Esse partido deve prever, em seu estatuto: mandato único em todos os níveis; fim do alto clero que tudo pode, tudo decide; país unitário; lei única; câmara única; deputados estaduais e vereadores só para fiscalização, recebendo, apenas, ajuda de custo; financiamento público exclusivo, evitando que os eleitos se tornem reféns do poder econômico; revezamento constante em todos os níveis desse partido, desde os menores núcleos à toda direção; não haverá coligações; fim da profissão “político”, o deputado estadual, o vereador continuarão sendo o torneiro, o professor, o médico, o taxista, o comerciante etc.etc.

Deputados estaduais e vereadores, como fiscais, devem ter todos os meios para denunciar os malfeitos; o número poderá triplicar para que haja revezamento.

Esse partido, até que essas mudanças não sejam alcançadas, levará ao povo essas mensagens de mudanças. Pouco a pouco irá conseguir a adesão da maioria de nossa população.

Esse é o caminho para, pacificamente, transformar esse nosso Brasil.

Não será um partido tirado da manga de um ou meia dúzia de figurões. Será um partido criado e fiscalizado pelo povo para que não seja usurpado! É difícil, mas só assim teremos uma nação forte, em busca de justiça social.

Só que isso é uma heresia para muitos intelectuais e a maioria da classe média.

Não estou falando só das centenas de milhares daqueles que se sujeitaram a verdadeiros vexames para conseguir um carimbo de visto, com a finalidade de passar o fim de ano em NEW YORK (fica mais bacana a pronúncia), pois isso exige renúncias.

Esse é o partido que colocará o Brasil na rota da justiça social,transformando-o
numa potência industrial, deixando de ser, apenas um exportador de matérias primas.

Um país assim sentir-se-á seguro e confiante no futuro!

Responder

Wagner

17 de julho de 2013 às 11h57

Bravíssimo, sensato posicionamento. A crise é verdadeira, a insatisfação e necessidade de mudanças profundas são verdadeiras e estão presentes no inconsciente coletivo, paira no ar global. Todos os interesses se misturaram, em toda parte e a cada momento fica mais evidente um dos mais nodais embates: A velha luta de classes. Cada qual com seu posicionamento, com seu ideal abastecido por necessidades e emoções individuais que agrupam os interesses e finalidades, mas ninguém mais quer permanecer como está, a não ser, os que querem manter a coroa na cabeça, a balança e as guilhotinas nas mãos. A desordem natural se instalou no coletivo, e como se reconfigurará, ninguém ao certo sabe, manobra nenhuma individual dará conta do por vir. Como olhamos pela psicologia, uma hora os ‘padrões’ cognitivos deixam de exercer sua função adaptativa e se tornam disfuncionais, até que uma nova reconfiguração neuronal (arquetípica se preferir), do funcionamento psíquico geral, se reestruture e encontre uma nova forma adaptativa, os sintomas surgem e nada mais parece fazer sentido, a crise se instala, e em pouco tempo há mais movimento que décadas de vida.

Responder

Roberto Locatelli

17 de julho de 2013 às 11h53

Primeiro, é preciso registrar que José Arbex é simpatizante do PSOL. Seguindo essa preferência partidária, ele costuma desclassificar, sutilmente, tudo o que venha do governo Lula e Dilma.

O tal movimento passe livre (a soldo da CIA?) não passa de um bando de mauricinhos e patricinhas que se falam pelo facebook. Eles se recusaram a participar da jornada de lutas de 11 de julho. E também não participarão da nova jornada de lutas, marcada pelas centrais sindicais para o dia 30 de agosto.

Aliás, uma curiosidade: o que os mauricinhos e patricinhas do tal movimento passe livre (a soldo da CIA?) acham da vinda dos médicos cubanos. Eles não disseram nada publicamente. Mas tenho uma intuição…

Outra curiosidade: o que os mauricinhos e patricinhas do tal movimento passe livre (a soldo da CIA?) acham da luta pela democratização das comunicações. Também tenho uma intuição…

Responder

    Roberto Locatelli

    17 de julho de 2013 às 11h55

    José Arbex participou, no passado, de uma organização de esquerda que previu uma “crise revolucionária” para a década de 70, outra para a de 80, e outra para a de 90. Aí a tal organização se desintegrou porque os militantes ficaram cansados de esperar a tal “crise” que seus líderes previam e que nunca chegou.

    Lilica

    17 de julho de 2013 às 12h45

    Ainda bem que vc existe Roberto hehehe,,,te acompanho no twitter gosto muito de suas colocações.

    leprechaun

    17 de julho de 2013 às 13h23

    a soldo da CIA é viajar demais

    jose marcos

    17 de julho de 2013 às 13h45

    Perfeito Roberto, você é um dos poucos comentaristas que leio sem sustos. Este texto do Arbex tem algumas poucas coisas interessantes, mais peca no principal ao supervalorizar um movimento de patricinhas e mauricinhos, estimulados pela mídia, e subestimar totalmente o papel do PIG nisto tudo (aliás tipica atitude do PSOL que fica caladinho, caladinho na questão das comunicações).
    Quanto aos menininhos do MPL, eles não participaram das manifestações dos trabalhadores porque em julho é época de visitarem a Disney e aproveitam para dar uma passada em Washington para pegar novas instruções da CIA. Você tem razão quanto a dedo da CIA. Leia um excelente livro chamado “Quem Pagou a Conta”.
    Em tempo: O PSOL é o PPS de amanha.É a esquerda que a direita adora.

    Mico Jager

    17 de julho de 2013 às 14h32

    Jose Arbex, Palocci, Clara Ant, e muitos outros. Eu também. Isso não diminui em nada a acertada análise. O fato de existirem condições conjunturais para uma crise revolucionária não significa que uma revolução está logo ao dobrar a esquina, nem que seja certa. Mas a conjuntura é tal, e a análise é certeira. Apesar de todos os méritos dos governos de Lula e Dilma, eles não representaram nenhuma ruptura e não atendem – não podem atender por sua necessária domesticação para agradar ao “Mercado – os anseios da maioria da população no longo termo. Ou o estado é capaz de promover uma reforma verdadeira, ou sera engolido por uma crise da qual o resultado é ainda imprevisível.

    Roberto Locatelli

    17 de julho de 2013 às 14h34

    Lilica, fico feliz! E olha que não somos só você e eu que pensamos dessa forma.

    Roberto Locatelli

    17 de julho de 2013 às 14h38

    Leprechaum, acho que você tem razão… A CIA não faria uma coisa dessas, não é mesmo? E esses mauricinhos e patricinhas são tãããão bacanas no seu mimimi contra “tudo isso que está aí”! Super-hiper legal!!

    Roberto Locatelli

    17 de julho de 2013 às 14h39

    Ô, jose marcos! Que maldade falar isso dos meninos! rs rs rs

    Véio Zuza

    17 de julho de 2013 às 15h28

    Também tô de acordo…
    Perguntinha: parente do ALDO (LOCATELLI, não o Arantes…)

    Roberto Locatelli

    17 de julho de 2013 às 22h24

    Véio Zuza, pode ser que eu e o Aldo Locatelli sejamos primos. Abraço!

    abolicionista

    17 de julho de 2013 às 13h09

    Caro Roberto, acho que você está completamente equivocado. Em primeiro lugar, o fato de uma pessoa simpatizar com um partido não pode servir como argumento numa discussão, trata-se de acusação ad hominem.

    Além disso, a recusa do MPL (que não nenhuma braço secreto com a CIA, pode acreditar) em participar do 11 de julho tem a ver com o fato de que o MPL contesta a verticalidade do movimento sindical. Discordo no geral desse diagnóstico, mas acho que eles têm um pouco de razão, eu estive na manifestação sindical na Paulista e, escutando os gritos dos líderes pelegos em cima do carro de som, fiquei pensando que precisamos democratizar também o movimento sindical (para evitar Paulinhos da força e afins), democratizar o carro de som. Claro, ao aderirem à horizontalidade completa, os integrantes do MPL correm o risco de abrirem o movimento para as forças de direita, o que de fato aconteceu na Paulista. Contudo, não nos esqueçamos que houve protestos em lugar muito distantes da Paulistas, em favelas e subúrbios, mas esses não foram noticiados, a gente sabe bem por quê.

    O movimento pela democratização da mídia tem crescido e isso é muito positivo. Acredito que esse seja um dos nós pelo qual se pode puxar o novelo da desigualdade brasileira e da ignrância política em que ainda estamos mergulhados.

    Finalmente, o esgotamento das formas tradicionais de organização política é um fenômeno mundial. Um dos fatores que contribui para isso é a expansão da informalidade ou da semi-formalidade: o precariado não possui instâncias representativas.

    Roberto Locatelli

    17 de julho de 2013 às 15h03

    abolicionista, eu não fiz nenhuma acusação ao Arbex. Apenas disse que ele é simpatizante do PSOL. Isso ajuda o leitor a situar a crítica e compreender porque Arbex não mencionou a jornada de lutas promovida pelas centrais sindicais e pelo MST. Preferiu fingir que ela não ocorreu. Ele prefere os mauricionhos e patricinhas fazendo revolução “contra tudo isso que está aí”.

    Marcelo

    17 de julho de 2013 às 17h50

    Não faz isso. Se esses jovens são alienados e manipuláveis é culpa da nossa geração. Fomos nós que deixamos de herança para eles as desigualdades e injustiças institucionalizadas. Se hoje eles não sabem nem protestar direito a culpa é nossa. Ao menos eles estão nas ruas tentando, se existe esperança ela se encontra neles , nós já falhamos .

    leprechaun

    18 de julho de 2013 às 09h29

    não, a CIA não tem nada a ver com isso, eu conheço os supostos mauricinhos e patricinhas do MPL, e eles não são nada disso….e estavam na luta dos trabalhadores, dos ultra combativos companheiros da CUT, por exemplo? ao lado desses bravos sindicalistas da Força sindical? eles estavam nas manifestações da periferia ativa, do levante popular, do mtst, etc, esses tb são teleguiados pela CIA? parece coisa de “””””comunista””” (com mil aspas) do partidão, do pcdob, do pc não sei quê, dessa tranqueirada anti-dialética dos anos 30….affff…que não pode tolerar críticas ao governo do PT

nona fernandes

17 de julho de 2013 às 11h51

“Dilma está entre a cruz e a espada. Para atender ao capital, terá que enfrentar a população nas ruas; para atender às demandas da população, terá que romper, ou pelo menos resistir ao capital.” Acho que não, meu caro Arbex. Acredito, que apesar de todas as forças ocultas, ganância e poder de pressão do capital, atender às demandas das ruas será bem mais fácil e possível, do que enfretá-las. O momento é agora ou talvez, nunca. Se as ruas continuarem com a mesma força de junho, o capital tem que ter paciência e aguentar.

Responder

lulipe

17 de julho de 2013 às 11h44

Quando a situação era favorável o semi-deus lula dava palpite até em jogo de palitinhos, bastaram algumas manifestações e queda da popularidade da pupila, para surgir o mestre do “eu não sabia”, “não tenho nada a ver com isso”, “não é comigo”.Afinal, onde está Wally????

Responder

Hélio Pereira

17 de julho de 2013 às 11h29

Em 1985 eu participei de uma reunião,junto com a comissão de Fábrica da MWM de Santo Amaro,na qual Lula falava da importância da criação do PT e que certas reinvidicações da classe operária,como 40 hs semanais,Reforma Agrária,só seriam possiveis,se um “trabalhador chegasse ao Poder”.
Depois de muita luta,conseguimos eleger este trabalhador e vimos o mesmo ficar 8 anos no Poder e depois elegemos sua sucessora,que já vai completar mais 3 anos.Apesar de o PT estar há quase 11 anos no Poder,não existe nada no horizonte que aponte para o atendimento das reinvidicações citadas por Lula no encontro com a comissão de Fábrica da MWM.
Nos Governos Lula/Dilma a Rede Globo,Folha,Estadão,Revista Veja, etc,faturaram milhões em propagandas,os Banqueiros encheram os Bolsos e os empresários nunca faturaram tanto,enquanto os Trabalhadores continuam esperando as 40 horas semanais nas industrias e comércio e os Trabalhadores Camponeses continuam esperando a Reforma Agrária,enquanto assistem o Governo Dilma “Trocar Figurinhas” com Kátia Abreu,que representa o Latifundio e continuam a enterrar seus companheiros assassinados por Grileiros e seus Jagunços,esperando uma “Justiça” que nunca chega!
Sendo assim: Que venha a Revolução.

Responder

    Jaime dos Santos

    17 de julho de 2013 às 13h14

    Oh, que peninha, não teve as 40 horas semanais… JURA que os trabalhadores vão fazer “revolução” porque não teve jornada de 40 horas. Os trabalhadores que viram o fantasma do desemprego praticamente sumir nesses 10 anos, que viram a geração de quase 20 milhões de postos de trabalho formais nesses 10 anos, que viram o salário médio real do trabalhador crescer substancialmente nesses 10 anos, jura que esses trabalhadores vão “fazer revolução” porque não teve jornada de 40 horas.

    Jura que o trabalhador que comprou casa própria subsidiada pelo Minha Casa Minha Vida, ou então que reformou a casinha que já tinha com o Construcard da Caixa, o trabalhador que comprou carro ou então moto pela primeira vez durante o governo Lula, o trabalhador que comprou computador e máquina de lavar, JURA que esse trabalhador vai “fazer revolução” porque não teve jornada de 40 horas.

    Jura que em um país onde nos últimos 10 anos houve uma significativo aumento do PIB per capita, ao mesmo tempo em que a desigualdade social, medida pelo coeficiente de GINI, teve uma queda notável, vai ter “revolução”.

    Vai sonhando… Vai sonhando acordado, filho… Vai sonhando com a sua “revolução”, que FELIZMENTE, ela NUNCA vai vir. O Brasil não precisa de morte e guerra civil para evoluir e se tornar mais justo e mais próspero. O Brasil é sui generis. E quem não gostar, que se mude para um país mais “revolucionário”.

    Hélio Pereira

    17 de julho de 2013 às 18h57

    Meu caro Jaime,
    onde fica este “Paraiso”,onde tudo é lindo maravilhoso?
    O que eu vi crescer substâncialmente nos ultimos 10 anos,foram os lucros dos Empresários e Banqueiros,junto com a Precarização do Trabalho,que foi um dos motivos da Jornada Nacional de Luta,convocada pelas Centrais Sindicais no dia 11/07.
    “O Brasil não precisa de mortes e Guerra Civil para evoluir”,ora Jaime,conte outra.
    Jaime na Periféria de SP os Jovens são assassinados todos os dias,a violência atinge em cheio os mais pobres e se for NEGRO a situação é ainda pior,nos Bairros afastados as pessoas são vitimas dos Marginais e também da Policia. Você sabia que 90% dos crimes de morte na Periféria não são esclarecidos ?
    No Campo temos Trabalhadores Rurais sendo assassinados,Sindicalistas,Freiras,Índios,mulheres,crianças,todos vitimas de Grileiros e Latifundiários,que quando não morrem perdem as Terras e muitas vezes viram escravos.
    Jaime temos trabalho escravo até na Capital de SP,onde quase toda semana a PF descobre Bolivianos nesta situação,imagina no interior do Brasil.
    O Brasil espera há 500 uma Reforma Agrária,sendo um dos poucos países do mundo que não fizeram esta Reforma e vemos Dilma se negando a receber o MST,enquanto fica adulando os Latifundiários comandados por Kátia Abreu.
    O Brasil precisa de uma REVOLUÇÃO sim e não é apenas pelas 40 horas semanais;o Povo foi as Ruas e também não foi apenas por 20 centavos.
    Acorda Jaime.

    albuquerque costa

    17 de julho de 2013 às 23h25

    Nossa se você se contenta com tão pouco,fico feliz por você,pois eu como BRASILEIRO espero muito mais.
    Se liga cidadão.

    leprechaun

    18 de julho de 2013 às 09h35

    jaime, caia num hospital público vítima de uma parada cardiorrespiratória e vc conhecerá esse brasil maravilha, no além, é claro. O mundo que vc conhece foi construído, inclusive os melhores países a base de sangue e carnificina, por que no Brasil seria diferente? Vc tem medo? Eu não, apesar que eu não acredito em nenhuma possibilidade de revolução, mas carnificina é bem possível

    wagner paulista de souza

    17 de julho de 2013 às 13h26

    A classe operária não galgou o poder, apenas o governo de um país (ainda) submetido ao regime capitalista. Fez e continua fazendo o possível para priorizar o combate à extrema pobreza, a inclusão social, a criação de 20 milhões de empregos de carteira assinada, a destinação de centenas de milhares de vagas em Universidades, e por aí vai. Pretender ver uma revolução social (necessária, creio) brotar no seio de famintos é entregar a rapadura para a Direitona, velha de guerra.

    Ernesto

    17 de julho de 2013 às 15h16

    Helio, hoje é impossível separar quem é PT e quem é PMDB. Impossível! O PT de 85 ja era, sucumbiu ao sistema político, aos (anti)éticos costumes lusófonos e à complexidade do Brasil real. Como na fábula de Orwell, já não se sabe mais quem é homem e quem é porco.
    Os governos Lula I, Lula II e Lula III, trouxeram indiscutíveis avanços sociais: Bolsa-Família, Fome Zero, Minha Casa Minha Vida, etc, mas esses avanços foram conjunturais. O sistema nao mudou, a tributacao nao mudou, o sistema educacional nao mudou, a política nao mudou, a corrupção nao diminuiu. Na estrutura, o Brasil é o mesmo em seu sistema legal, em suas institucoes, costumes e idiossincrasias, em sua oligarquia e em sua ingenuidade. Os avanços sociais que tivemos nao foram acompanhados de melhoria no sistema, em avanços estruturais, correndo o risco de se perderem muito em breve. Explico melhor: a melhoria de bem-estar da população nao foi revertida em educação mais profunda/melhor, melhoria das condições de saúde, previdencia, cultura etc, mas em bens de consumo. Nao houve investimento nas pessoas. Isso trouxe dignidade, mas nao trouxe conteúdo! Vivemos no mesmo Brasil de sempre, só mais maquiado! E o governo – e o apêndice patético que hoje é a oposicao, nao conseguem apresenytar respostas/solucoes/saídas! É isso que nao pode continuar! Por isso fomos às ruas e continuaremos a ir enquanto uma mudanca de estrutura nao vier!

    Hélio Pereira

    17 de julho de 2013 às 20h31

    É isto ai Ernesto,
    o Povo foi as Ruas e com certeza não foi apenas pelos 20 centavos, e voltou as Ruas no dia 11/07 e também não foi apenas pela Precarização do Trabalho,acho que o Povo deve e vai continuar nas Ruas,não só por estes dois motivos,mas “pelo conjunto da obra”.

leprechaun

17 de julho de 2013 às 11h25

belo texto, acho que a grande questão está bem colocada, como resolver o tal imbrólio: aumentar as verbas pros serviços públicos X diminuir as verba pro capital especulativo? Sendo que 43% do PIB vão diretamente pras mãos do capital fictício, ou seja, a revalorização do capital não está mais na esfera produtiva (desde os anos 80). Há possibilidades do capital voltar a se revalorizar na esfera produtiva? Há mais de 10 anos o PT implementa políticas neste sentido, há mais de 10 anos o PT não conseguiu alavancar a esfera produtiva e continua refém da especulação. A história está aberta, as personas do capital forçarão a mão para que esse dinheiro continue a ser canalizado pra especulação, o povo tensiona do outro lado, acho que a batalha vai ser sangrenta. Mas é um momento sui generis, daqueles que Benjamin associou a um relâmpago na escuridão.

Responder

fog

17 de julho de 2013 às 11h23

Putz!
Se o PSOL é a única alternativa de ‘esquerda’ estamos ferrados…

Responder

    Ana

    17 de julho de 2013 às 13h52

    hahaha, exatamente o que eu pensei.

    Roberto Locatelli

    17 de julho de 2013 às 14h48

    Pois é! Logo o PSOL, que faz aliança com o PIG para tentar desgastar Lula e Dilma…

    A verdadeira alternativa de esquerda está representada pela Blogosfera Progressista, da qual o PSOL não faz parte.

Rasec

17 de julho de 2013 às 11h22

Por isso que a Caros Amigos faliu! É o povinho da esquerda a bater terror!
Faltou aí uma análise de como a mídia inflou os protestos!
Mas faz parte da “esquerda sábia”.

Responder

Acássia

17 de julho de 2013 às 11h20

Muito grata por falar o que eu não sei falar.

Ontem mesmo postei que ” um novo governo Lula” seria anacrônico, mas isso foi apenas uma intuição. Então para onde vamos?!

Escreva mais aqui, por favor.

Responder

    Luís CPPrudente

    19 de julho de 2013 às 00h24

    Por que será que o Arbex não comentou sobre a aliança estratégica entre o PSOL (o partido de esquerda) e o PSDB-PFL-PPS (a direita reacionária, UDN em pessoa) em várias votações importantes?

    Será porque o PSOL é tão de esquerda que acaba caindo do outro lado do espectro político?

    abolicionista

    20 de julho de 2013 às 15h11

    Caro Luís, acho que precisamos pensar de modo mais abrangente. Quanto ao PSOL, trata-se de um partido tão fisiológico quanto os demais. A estratégia do Psol é clara: tentar arrancar votos do PT (da direita é que ele não iria arrancar, concorda?). Contudo, não é disso que trata o texto do Arbex. Um sintoma que mostra o quanto a esquerda perdeu de terreno é o fato de a política só ser tratada hoje em termos eleitorais. Se as pessoas estão nas ruas, elas devem enquadrar-se na lógica eleitoral: estão contra ou a favor da reeleição de Dilma? Alguns contra, outros a favor, mas não é isso que importa. O fato de que estão na rua mostra que a democracia é também direta e não apenas representativa. Mostra também que algo não vai bem com nossa democracia, mostra que há uma enorme quantidade de sofrimento social sendo produzida. Até que ponto isso pode ser tributado ao PT? Acho que isso tem, na verdade, pouco a ver com o PT. De todo modo, precisamos olhar para esses movimentos com olhos livres da lógica quantitativa eleitoral, é esse tipo de lógica, inclusive, que afastou o PT das ruas e o isolou numa rede de intrigas palacianas que, mais cedo ou mais tarde, vai acabar mal.

Lindivaldo

17 de julho de 2013 às 11h10

É uma análise ou um agouro de uma extrema-esquerda trotskista!?
Aqui, no Brasil, querendo ou não, a oposição de esquerda está unida à ultra-direita para tocarem fogo no País…
E, no final, quem fica com as “batatas”, como diria o grande Machado de Assis?

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Eduardo

17 de julho de 2013 às 11h08

Péssimo texto ! O autor tenta criar ligar fatos isolados que não possuem conexão e sem mostrar nenhum argumento. Este texto me lembrou o Arnaldo Jabour, que adora fazer alarmistas.

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Mateus Santos

17 de julho de 2013 às 11h08

Cara, sinceramente, o José Arbex Jr. viajou na maionese legal nesse texto. Não existe a MENOR possibilidade de uma “crise revolucionária” no Brasil. Não é a “indignação” de 2 ou 3 milhões de pessoas, a maioria de classe média, em um país de 190 milhões de habitantes, que vai causar uma “crise revolucionária” em um país democrático, com liberdade de imprensa, sem presos políticos, e com eleições livres. Ainda mais quando pesquisa feita pelo IBOPE constatou que, entre os 75% de brasileiros que diziam “apoiar os protestos” em junho, 69% deles diziam que estavam SATISFEITOS com a própria vida. Ou seja, quase 70% dos que diziam apoiar os protestos, admitiam estar SATISFEITOS com as próprias vidas.

Também pudera. Estamos em um país com taxa de desemprego em recorde de baixa, abaixo de 7%, com inflação sob controle (apesar do sensacionalismo da mídia), e com uma renda média das famílias que aumentou de forma considerável, em termos reais (já descontada a inflação) nos últimos 10 anos.

Não vai ser o fato de que uma parte dos usuários de ônibus das grandes cidades brasileiras estão indo às ruas porque estão revoltados com as condições dos transportes coletivos que vai causar uma “crise revolucionária”. Os usuários de ônibus de grandes cidades constituem uma minoria da sociedade brasileira (menos de 20% da população do país), e apenas uma minoria desses usuários (concentrada especialmente entre os estudantes de classe média e classe média baixa que andam de ônibus) estão “revoltados” e “querendo briga”. Nunca na história da humanidade a “mobilidade urbana nas grandes cidades” foi estopim de revolução nenhuma, e não vai ser o Brasil que vai inaugurar essa moda.

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