VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Joana Salém: Internet rápida e 14 milhões de analfabetos


22/02/2013 - 17h35

por Joana Salém Vasconcelos, especial para o Viomundo

Desde que a blogueira cubana Yoani Sanchez chegou ao Brasil no último dia 18 de fevereiro, seu percurso por algumas cidades tem causado polêmicas, entre protestos e defesas apaixonadas. A bandeira carregada por Yoani é a “liberdade de expressão” que, segundo ela, é extremamente limitada em seu país.

Entre seus primeiros comentários na sua conta do twitter, com mais de 440 mil seguidores, Yoani se mostrou deslumbrada com a velocidade da internet no Brasil. Escreveu: “Mi primer tweet conectada a #Internet en #Brasil … waooo que conexión más rápida”. Logo depois, completou: “cada día que pasa y no se le permite el acceso masivo a Internet para los cubanos, la Isla se hunde más en el siglo XX”. Ao ler suas palavras, imediatamente, emerge a certeza de que Yoani Sanchez não conhece o Brasil. Provavelmente não sabe, por exemplo, que no Brasil 70% dos domicílios não tem acesso à internet, nem rápida, nem lenta, como constatou o IBGE em 2010. A maior parte do Brasil estaria, na concepção de Yoani, afundando no século XX – junto com Cuba.

Os defensores de Yoani, que a acompanham e, provavelmente, a financiam em suas andanças pelo país, são também paladinos brasileiros da “liberdade de expressão”. Curiosamente, muitos deles são os jornalistas que mais se expressam nos meios de comunicação do país e repetem, cotidiana e livremente, o mesmo discurso sobre a liberdade. A palavra “liberdade”, contudo, faz parte daquele universo de palavras sagradas, que todos podem reivindicar sem dar precisão exata ao que estão se referindo. Contudo, quando desacompanhada de qualquer conteúdo social, a palavra “liberdade” não passa de um cosmético do discurso. Isso porque, em uma nação socialmente segregada como a nossa, não existe liberdade sem conflito de interesses. O que determina, por exemplo, a liberdade dos sem-terra e a liberdade do latifundiário? Toda liberdade possui conteúdo social, e defendê-la como uma bandeira política neutra é uma atitude falsificadora.

No Brasil, portanto, a liberdade de expressão é um fato proporcional à nossa segregação social. Há que se supor que quando defendem a liberdade de expressão em abstrato, os amigos brasileiros de Yoani, na realidade, ocultem seus interesses. Talvez os interesses do Instituto Millenium, que expõe o retrato da cubana entre seu rol de “especialistas”. Nesse caso, liberdade de expressão seria uma dimensão da liberdade de mercado, movida por uma sacralização dos princípios individualistas e consumistas do capitalismo.

Porta-vozes de um elitismo atroz, os líderes do Instituto Millenium, essa versão pós-moderna do complexo IPES/IBAD, pouco se importam, por exemplo, com o fato de que no Brasil haja mais de 14,6 milhões de habitantes não alfabetizados (IBGE, Censo 2010). É preciso abrir os olhos: Cuba possui pouco mais de 11 milhões de habitantes. Isso significa que o Brasil, esse país de cidadãos livres, contém mais do que uma Cuba inteira de analfabetos dentro de si, uma população ofuscada pela euforia consumista dos nossos tempos.

Não se importam, tampouco, com o fato de que o trabalho infantil atinge mais de 3,6 milhões de crianças e adolescentes brasileiros em idade escolar (entre 5 a 17 anos). Que hoje, em pleno século XXI, 50% de população brasileira com mais de 10 anos é considerada sem instrução ou não conseguiu concluir o Ensino Fundamental. Estamos falando de mais de 80 milhões de pessoas, ou ainda, mais de sete vezes a população de Cuba (IBGE, Censo 2010). Diante dos fatos, cabe perguntar: qual liberdade de expressão é possível em um país que não garante a seu povo o direito efetivo ao conhecimento e à informação, naturalizando a existência do analfabetismo em massa?

A armadilha retórica da “liberdade de expressão”, tecida pelos adoradores do mercado, precisa ser urgentemente desfeita. Infelizmente, a aquecida troca de insultos de parte a parte ocasionada pela visita de Yoani Sanchez ao Brasil não pôs em relevo aquilo que é fundamental. Primeiro, que qualquer liberdade é limitada e excludente quando não há um patamar mínimo de igualdade social. Segundo, que a democracia brasileira, enquanto estiver refém do financiamento privado, não pode ser a garantia de liberdade de expressão, enquanto os condicionantes materiais dessa liberdade permanecem sob o controle de uma casta de privilegiados. Terceiro, que o capitalismo latino-americano, em todas as suas fórmulas e regimes, se mostrou incapaz de romper com a lógica da segregação social. Cuba foi, neste sentido, o único país capaz de construir de uma sociedade igualitária.

Em Cuba, poucas necessidades básicas dos cidadãos dependem exclusivamente do poder de compra. Como resultado da escassez de divisas decorrente do bloqueio econômico dos Estados Unidos erguido em 1960, surgiu em Cuba um princípio de distribuição do excedente completamente distinto do modelo segregacionista latino-americano. Trata-se do princípio da “remuneração coletiva do trabalho”: os salários se reduziram ao mínimo, enquanto o Estado garantiu a todos, igualitariamente, as suas necessidades básicas. O poder de compra individual foi limitado e convertido em desenvolvimento social. Foi assim que muitos cubanos, incluindo a maioria dos trabalhadores rurais, passaram a se alimentar melhor do que antes da revolução. Com a queda da União Soviética, o sistema atravessou um período de austeridade, o “período especial”, que foi aliviado com a eleição de Hugo Chávez na Venezuela em 1998.

Imagino que Yoani Sanchez compreenda a importância histórica de superar a segregação social numa região como a América Latina. Ao superá-la, o governo cubano cometeu diversos erros: perseguiu os homossexuais, afastou intelectuais críticos, censurou escritores, criou um enorme sistema de vigilância política enraizado nos Comitês de Defesa da Revolução, que intimidam a cidadania a manifestar suas críticas. Entretanto, apesar destes defeitos nada desprezíveis, Cuba continua sendo a única experiência latino-americana de superação do modelo segregacionista.

No limiar dessa contradição, a esquerda latino-americana tem o dever de aprender com os erros do socialismo real, seja em Cuba, seja em qualquer outra parte. Se o igualitarismo é condição imprescindível para a realização das liberdades humanas, é também insuficiente. Quando enganchado em dogmas e intolerância política, pode resultar em uma explosiva equação de violência, cujas vítimas foram, incontáveis vezes, aliadas do próprio igualitarismo. Sobre isso, é a esquerda que deve se responsabilizar e produzir sua autocrítica. A equação justa entre igualdade e liberdade é sua tarefa do futuro.

Em tempo: que os próceres da mídia que ciceroneiam Yoani tenham a bondade de levá-la a um hospital público sem máquina de raio X ou a uma escola sem biblioteca. Talvez assim, conhecendo um pouco mais o Brasil, Yoani possa conter seu inocente deslumbramento com o capitalismo subdesenvolvido.

Joana Salém Vasconcelos faz Mestrado em Desenvolvimento Econômico na UNICAMP sobre história econômica cubana.

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39 comentários

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Patrícia Mello

27 de fevereiro de 2013 às 02h57

Quanta bobagem. Mas o mais importante:

A dita superação do modelo segregacionista por Cuba é ancorado em duas premissas:
1- Economicamente dependente de auxílio externo: URSS e Venezuela.
2- Regido sob um governo totalitário e autoritário.

Não me parece um bom modelo e uma tolice acreditar que isso gera igualdade social.

Sobre os ditos graves erros cometidos pelo governo cubano e os do socialismo real o que mais espanta: “Sobre isso, é a esquerda que deve se responsabilizar e produzir sua autocrítica.”

Só a esquerda tem o direito da crítica? Yoani Sanchez, não? Um indivíduo que não seja da esquerda não pode criticar o governo castrista e o socialismo? Esta é a questão sobre a liberdade de expressão.
Sob a ótica dessa mestranda, somente a esquerda tem o direito da crítica. Não me parece muito diferente da prática que o governo cubano toma e ela descreve como: “intimidam a cidadania a manifestar suas críticas”.

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Bonifa

25 de fevereiro de 2013 às 17h56

Yoani não é corajosa, já que está protegida tanto por um aparato midiático forte quanto por uma segurança pessoal que rivaliza com a dos presidentes americanos. Isto lhe dá uma tranquilidade que até permite a aventura em setores democráticos mais desconfiados, já que é bem treinada em respostas a perguntas bobas e tem uma quase invisível coleção de “universitários” a quem consulta em casos mais complexos. Estes “universitários” são três quartos da Yoani que se conhece. Entretanto, tanto esforço para quase nada. Se alguém se balançou com a presença de Yoani, com certeza foi quem já condenava Cuba e que agora, tanta de tanta estupidez que cheira a guerra fria barata dos anos sessenta, adquiriu uma dúvida razoável em relação à Ilha. Nem Yoani nem seus patrocinadores sabem, mas estão fazendo uma propaganda positiva da Revolução Cubana, não há a menor dúvida qunto a isso.

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ricardo silveira

25 de fevereiro de 2013 às 14h40

Parabéns! Muito bom artigo! Vai ficando mais claro para mais pessoas que a injustificada recusa do governo Dilma em não priorizar a lei de meios só serve aos interesses da direita. E, para os defensores incondicionais do governo, essa crítica não significa defender a oposição tranqueira que temos.

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Fabio Passos

25 de fevereiro de 2013 às 00h09

Cuba tem indicadores sociais muito superiores ao Brasil.
A blogueira pouco se importa com a maioria da populacao. A mesma mentalidade pequeno-burguesa que tambem abunda nos adestrados pelo PiG. Louva o privilegio de uma minoria no Brasil… e ignora conquistas sociais historicas de Cuba.

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Hum Historiador

24 de fevereiro de 2013 às 17h55

[…] portal Viomundo publicou, em 22 de fevereiro último, artigo de Joana Salém, mestranda em desenvolvimento […]

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Roberto Locatelli

23 de fevereiro de 2013 às 18h50

Como coloquei abaixo, Lula bateu o recorde de Juscelino na construção de universidades federais.

Qual era a população do Brasil na época de Juscelino (1956-1961)? Era de cerca de 53 milhões. Nos dias atuais a população se multiplicou POR QUATRO. E até a eleição de Lula NENHUM presidente havia se preocupado em fazer universidades federais. Por que, se a população cresceu vigorosamente? A resposta é simples: pelo mesmo motivo que esses presidentes não fizeram mais aeroportos, moradias, teatros públicos, cinemas públicos, etc. Porque eles governavam para os 10% mais ricos. O povo, para essa gente, é um estorvo.

O governo de Cuba é um governo para todos. Os governos brasileiros sempre foram governos para a elite. Lula e Dilma, ainda que timidamente, estão mudando essa ótica.

Porém, como aponta a autora, ainda estamos muito longe do ideal. Precisaremos de décadas para corrigir a desigualdade. E, além do tempo, precisaremos mudar o sistema econômico. Não acho possível que alcancemos plena justiça social sob capitalismo.

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José X.

23 de fevereiro de 2013 às 17h07

Nem vale a pena gastar saliva com a “blogueira” picareta, mas uma coisa não bate aqui: o que a oposição ganha com essa babação de ovo vergonhosa da “blogueira” da CIA ?

Aliás, essa é a mesma oposição que implica com a roupa vermelha da Dilma, e foi contra a redução na conta de energia elétrica.

O fato é que a oposição brasileira simplesmente ACABOU. Ou melhor, não acabou, porque está recebendo oxigênio do PIG. Mas como uma entidade relevante,não existe mais.

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    Roberto Locatelli

    23 de fevereiro de 2013 às 18h55

    A oposição, ao lamber os chinelos da blogueira, mostra que seu público-alvo é constituído pelos 5% que desaprovam Lula e Dilma.

    O povão não está interessado na blogueira. O povão quer casa (Minha Casa Minha Vida), emprego (estamos chegando ao pleno emprego) e filhos na escola (Enem e ProUni). O resto, como diria Nelson Rodrigues, é o luar de Paquetá.

    Willian

    24 de fevereiro de 2013 às 13h40

    5% desaprovam Lula, 40% votam na oposição. Explica esta, Locatelli.

Roberto Locatelli

23 de fevereiro de 2013 às 16h57

Alunos cubanos são melhores que os brasileiros porque seus professores sabem mais, diz pesquisador dos EUA – http://educacao.uol.com.br/ultnot/2009/08/10/ult105u8522.jhtm

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Fernando

23 de fevereiro de 2013 às 15h13

A autora contrariou tudo o que foi dito na festa de 10 anos do PT no poder e ainda fez gravíssimas acusações à Cuba.

Em breve será convidada para ser colunista do PIG.

Responder

    Roberto Locatelli

    23 de fevereiro de 2013 às 16h46

    Acho que não, Fernando. Pelo seguinte: 1) as críticas ao Brasil vão no sentido da necessidade de APROFUNDAR a distribuição de renda e a justiça social e 2) as críticas a Cuba vão no sentido de manter o socialismo mas corrigindo as distorções. O PIG não topa de jeito nenhum.

renato

23 de fevereiro de 2013 às 13h13

Que maravilhoso texto Joana.
Que aula de conhecimento que esta blogueira
devia ter.
Fez nós amarmos Cuba.Já estava esquecida.
Viu! Joana!
Porque você não faz um tur pelo Brasil, nos
pagamos você, ou a Oi, ou a VIVO, ou a TIM, a Telebras
para anunciarmos que precisamos melhorar nossas comunicações.

Responder

Otto

23 de fevereiro de 2013 às 07h35

Nas bibliotecas públicas de Cuba existe alguma seletividade na aquisição e acesso de livros ou a pessoa é livre para ler o que quiser? Ou é o “coletivo” que decide o que você deve ler, pensar e falar?

Responder

    Roberto Locatelli

    23 de fevereiro de 2013 às 16h39

    Não há nenhuma restrição. Sou ligado ao mercado de livros. A Câmara Brasileira do Livro já remeteu para lá todo tipo de livro, para a Feira de Livros de Havana.

    Detalhe: em média, cada cubano lê 3 livros por mês. É a paixão nacional. Aqui, as paixõe nacionais são futebol, bbb e novela. Cada povo tem suas paixões nacionais…

    Willian

    24 de fevereiro de 2013 às 13h42

    E livros vindos de Miami, como é que é Locatelli?

    Roberto Locatelli

    25 de fevereiro de 2013 às 07h32

    Não há remessa de livros de Miami para Cuba, devido ao bloqueio econômico.

    roberto almeida

    23 de fevereiro de 2013 às 17h05

    Lá só é proibido ler a Veja, porque depois de tanto anos lutando contra o analfabetismo, não se vai colocar um vírus como esse.Agora, um país que tem Merval Pereira como membro da Academia de Letras, imagina o desenvolvimento cultural…Por isso, é que tem otário admirando os EUA como resultado da lavagem celebral impingida pela Globo.

MT

22 de fevereiro de 2013 às 23h49

A autora faz um discurso ideológico infantil, misturando assuntos totalmente disconexos.
Compara a democracia brasileira com a ditadura da família Castro é um disparate.
As ações do PT nos últimos anos criou uma nova classe C, que foi incluída no mercado de consumo.
Só os moradores das favelas que foram incluídos pelo sucesso do Governo do PT, perfazem um PIB de R$ 56 bi, o equivalente a uma Bolívia.
Se eu fosse um estrangeiro e lesse este texto iria pensa que o Brasil acabava de sair de um ataque nuclear, tamanho o cataclisma que ela aponta.

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    Roberto Locatelli

    23 de fevereiro de 2013 às 16h43

    MT, por mais que o Governo Lula e, agora, o Governo Dilma tenham melhorado a renda do brasileiro, ainda somos um dos países MAIS DESIGUAIS do mundo. Os dados que a autora expõe são do IBGE. Não são inventados.

    Ela falou do analfabetismo. Mas não mencionou os milhões de analfabetos funcionais formados em escolas públicas geridas por governadores e prefeitos demotucanos. Pessoas que não conseguem entender uma manchete de jornal.

Willian

22 de fevereiro de 2013 às 23h20

Comem melhor? Certamente, como um passarinho na gaiola que tem seu alpiste e sua água todos os dias. A vida é só isto, as necessidades básicas atendidas?

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MT

22 de fevereiro de 2013 às 22h09

80 milhões de pessoas não concluíram sem o ensino fundamental?
Desconheço a origem destes dados, mas se isso for verdade, o PT não está fazendo nada no Governo? Até onde eu sei, a realidade contradiz o texto.
Não adianta atirar contra a cubana. Lá falta liberdade política, sim. No Brasil elegemos democraticamente o PT por três eleições seguidas.
Podemos melhorar nossas instituições? Sim. Mas o modelo cubano não é referência.
Os irmãos Castro estão no poder há mais de 50 anos…
Podemos entender por este fato que eles foram predestinados ao mando? Seria o direito divino que justificava o poder real?
Não comungo com as opiniões da autora. Puro discurso ideológico.

Responder

Holmes

22 de fevereiro de 2013 às 20h56

A autora do texto assume um em-cima-do-murismo sem igual, mas pendendo para o autoritarismo. Oras, o mesmo direito fundamental que permite a autora expressar suas opinioes nesta pagina da internet eh negado a Yoani. Isso eh certo? A liberdade de expressao eh condicao para a democracia. Os meritos de Cuba nao eximem Fidel de culpa ao ser autoritario. Os males do Brasil nao tiram nosso merito de sermos democratas e respeitarmos a liberdade de opiniao. Enquanto a autora estiver escrevendo livremente e sem medo o proximo post, espero que ela se lembre dos companheiros que nao tem a mesma liberdade no mundo e para um minuto para pensar em como se sentem ao ver seu direito fundamental a opiniao ser violado. Como se chama o lider que nao aceita criticas? Nao eh heroi, eh ditador, seja ele de esquerda ou de direita, capitalista ou comunista.

Responder

    Celestino V

    22 de fevereiro de 2013 às 22h22

    Que bom que o irmão exige posição, sem tucanismo!
    Então vamos lá: vamos puxar um abaixo-assinado defendendo o soldado Bradley Manning, que pode ser condenado à prisão perpétua por ser acusado de passar ao Wikileaks a imagem de militares facínoras estadunidenses atirando em muçulmanos desarmados a partir de helicópteros?
    Vamos organizar uma petição pela prisão de todos os presidentes e secretários de Estado ianques pelos crimes de guerra que cometem desde os anos 1950?
    Senão, vá com seu direitismo prá lá e frequente o blog do Reinaldinho Cabeção da Veja!…

    Willian

    22 de fevereiro de 2013 às 23h22

    Você é livre para fazer isto. Yoani não.

    Nelson

    22 de fevereiro de 2013 às 23h58

    Muito boa a tua intervenção, Celestino V.

    Holmes

    23 de fevereiro de 2013 às 14h12

    Celestino, como sou contra a prisao perpetua para Manning e tambem nao defendo os crimes de intervencao de apoio a regimes autoritarios na America Latina pelos EUA, seus argumentos nao tem qualquer sentido pra mim. Vc defende censura? Ou soh defende censura para seus inimigos?

Joana Bom

22 de fevereiro de 2013 às 20h37

Parabéns pelo texto. e pelo le monde.

Responder

Francisco

22 de fevereiro de 2013 às 19h50

O segredo do sucesso do capitalismo com os “dissidentes” é precisamente esse: ninguém leva ela para passar um mês na casa do brasileiro mais pobre (que a propósito, não tem casa…), levam de hotel em hotel, tudo pago. Ai, o capitalismo é “massa”…

De todo modo, pela teoria da curvatura da vara, quando todos os que estão saindo de Cuba refletirem, uma boa metade volta e volta com gosto. Se metade dos dissidentes for nacionalista, nacionalista de verdade, o essencial estará sendo alcançado: Cuba libre.

Responder

    Willian

    22 de fevereiro de 2013 às 23h21

    Lula e dilma acabaram com a pobreza. Informe-se.

    Ana Lucia Vasconcelos

    23 de fevereiro de 2013 às 14h30

    Willian é uma piada isso?

    Roberto Locatelli

    25 de fevereiro de 2013 às 08h58

    Boa parte dos dissidentes está desempregada em Miami, e agora quer voltar. Acho que Cuba não deveria aceitar. São pessoas que abandonaram seu país e foram viver no país cujo governo é INIMIGO de Cuba. Agora que os EUA estão mal das pernas, querem voltar para Cuba? É muita cara de pau.

    LEANDRO

    25 de fevereiro de 2013 às 15h24

    Essa foi de rolar de rir…os cubanos em miami querem voltar..até os médicos cubanos estão dando um jeito de fugir..

    “Apesar dessas penosas condições, os médicos preferem ir para a Venezuela, pois encontram aí uma possibilidade de fugir da ditadura

    Médica cubana atende paciente em Caracas
    castrista, passar para a Colômbia e depois para os EUA. Por isso aguardam até um ano nas listas de voluntários para viajar a Caracas.”


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