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Jeffrey Rubin: As raízes do sucesso do Brasil


04/11/2010 - 14h04

As raízes do sucesso do Brasil

2/11/2010, Jeffrey W. Rubin*, Huffington Post – The Roots of Brazil’s Success

Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu e disseminado pelo Castor Filho

A importante e sólida vitória de Dilma Rousseff nas eleições presidenciais do domingo passado confirma a exemplar trajetória do Brasil, a partir da ditadura militar dos anos 1970s, até se converter na pujante democracia que é hoje. Exportações em expansão, eleições disputadas com plena transparência, e índices entusiasmantes de redução da pobreza, o Brasil continua a dar passos importantes no caminho de tornar-se potência mundial. E domingo o Brasil elegeu uma mulher, ex-combatente da resistência à ditadura e membro do Partido dos Trabalhadores, de tendências de esquerda. Tudo isso faz do Brasil moderno uma história de desenvolvimento bem sucedido em plena era da globalização, pleno de conteúdo político e de importantes lições históricas.

Um hemisfério com mais países com trajetória semelhante à do Brasil pode alterar todo o mapa geopolítico do mundo. A América Latina está demonstrando que democracia e respeito crescente aos direitos humanos podem conviver em harmonia com crescimento econômico – se houver projeto para incluir os mais pobres e as minorias. Nasce aí um projeto de desenvolvimento com características seculares e de não-violência, que pode ganhar impulso global.

Se esse projeto tiver de nascer e prosperar sem a dominação dos EUA, mas com os EUA como base complementar de poder político e cooperação econômica ao sul do canal do Panamá, então o projeto de modernidade secular pode ser resgatado do controle histórico que EUA e a Europa sempre tiveram sobre ele. De fato, ao promover a União das Nações Latino-Americanas (Unasul) e ao oferecer suporte econômico para os vizinhos Bolívia e Paraguai, o presidente Lula, que ainda governa, já deu passos significativos naquela direção, com o que o país já está plenamente qualificado para ocupar lugar no Conselho de Segurança da ONU.

(…) Vários analistas lembram que é preciso tempo para aprofundar reformas que, afinal, reduzam a desigualdade, melhorem a educação e controlem a destruição do meio ambiente. Mas só o crescimento econômico já ajudou a melhorar os padrões de vida dos mais pobres e liberou o governo propriamente político para, afinal, começar a cuidar dos problemas de raiz. Resultado disso, economistas, políticos e especialistas em política latino-americana e brasileira nos EUA já começam a projetar para o futuro os sucessos que o Brasil já alcançou. Vários têm partido da experiência bem-sucedida no Brasil, para extrair dessa experiência a lição de que a globalização pode ser dirigida – por tecnocratas democraticamente empenhados e comprometidos com governos democráticos – para que produza, ao mesmo tempo, ganhos mensuráveis nos lucros das exportações e estabilidade eleitoral.

Mas seria ingenuidade supor que alguma economia crescerá por muito tempo antes da próxima crise econômica. E tampouco se deve imaginar que algum novo sistema democrático tem décadas de tempo para reduzir a miséria e a violência antes do próximo levante, da próxima onda de violência, ou da próxima intervenção militar suposta necessária para impor a ordem. Por isso é tão importante entender as origens do sucesso do Brasil, para que se construam políticas que permitam que as reformas econômica e política sejam reformas sustentáveis.

O Brasil é hoje uma história de sucesso na América Latina por várias razões que raramente se avaliam adequadamente.

Primeiro, a transição até a democracia, no Brasil, foi acompanhada por inúmeros e importantes movimentos de base, em vários casos, movimentos de ativismo radical. Aquele ativismo modelou a Constituição aprovada em 1988, que garante a descentralização de recursos e a participação dos movimentos sociais na construção das políticas. Amplos movimentos feministas, pela preservação do meio ambiente, pela distribuição de terras, pela agricultura familiar, de defesa das minorias homoafetivas, e os movimentos de favelas nos centros urbanos, que se espalharam pelo Brasil nos anos 1980s e 1990s também ajudaram a modelar profundamente o modo como os cidadãos brasileiros se foram democratizando e redemocratizando – como que para mostrar também a eles mesmos que a discussão política se fazia nas ruas, tanto quanto nas instituições formais, e que era preciso agir simultaneamente nas duas frentes.

Segundo, a transição brasileira para a democracia foi “gradual”, iniciada ainda no período em que os militares permaneciam no poder, pela emergência de um novo partido político, o Partido dos Trabalhadores (PT). Muito significativamente, o PT autodefiniu-se como partido de esquerda radical, mas que, já de início, rejeitou o leninismo e o comando político de URSS e de Cuba. Desde o nascimento, o PT deu destaque às práticas democráticas – assembleias, debate e discussão antes de qualquer decisão partidária – na organização interna e nas arenas políticas municipais, estaduais e nacionais.

Terceiro, no plano econômico, a democracia brasileira foi fortalecida pelos governos do presidente Lula, que, ao mesmo tempo em que promoveu o desenvolvimento da infraestrutura, da indústria e da produção agrícola para exportação, também promoveu a produção de etanol e de petróleo, que tornou o país autossuficiente em termos de energia. Os governos centrais sempre tiveram papel crucial no planejamento da economia e dos investimentos desde os anos 1930s, quando teve início a industrialização e o país buscou maior autonomia econômica, como resposta à recessão mundial.

Essa presença do Estado na economia várias vezes produziu benefícios de longo prazo, embora com alguns revezes. Durante a ditadura militar, os generais promoveram a infraestrutura e parcerias entre o Estado, o setor privado e investidores estrangeiros. Essas intervenções do Estado brasileiro na economia levaram aos anos chamados “do milagre brasileiro”, mas que conheceram também os picos mais baixos da autoestima, da autovisão da “grandeza do Brasil”, quando o país passou a depender de petróleo importado e de empréstimos externos. Na direção oposta à dos governos que os antecederam, os governo Lula responderam com a autossuficiência energética e com o pagamento de tudo que o país devia ao Fundo Monetário Internacional, FMI.

Todos os democratas devem saber ver que, na bem-sucedida história recente do Brasil, a mobilização dos movimentos sociais e a proeminência de um partido de esquerda, com visão social, tiveram papel de destaque, desde os anos da ditadura, antes da chamada “democratização”, ao longo de quase 30 anos de eleições.

Também merece destaque o ativismo social e o desenvolvimento de um partido que nasceu das ruas para as instituições, e de posições anticapitalistas para a aceitação de mecanismos de mercado, sem exigir que todos os demais partidos fizessem o mesmo. A democracia brasileira ainda é marcada por tensões entre as soluções políticas e como avançar na direção do equilíbrio econômico sustentado sem perder de vista as metas de bem-estar social.

Os democratas também devem saber ver que o planejamento econômico do governo, no qual o Estado tem papel crucial no que tenha a ver com investimento e propriedade, produziu resultados benéficos, tanto no plano econômico quanto no plano político. Planejamento de longo prazo, compromisso e expertise em planificação do Estado assentaram as bases do ‘boom’ econômico de hoje. Esse processo sofreu uma interrupção nos governos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, professor com tendências marxistas que, contudo, nos anos 1990s abraçou teorias de livre mercado e privatizou vários setores da economia brasileira.

O processo pode, agora, sofrer outra inflexão, uma vez que a presidenta eleita Rousseff busca parceiros no setor do petróleo para financiar seus ambiciosos projetos educacionais e ambientais. Como já se viu acontecer com as mobilizações populares e a radicalização de um partido político, que abraçou ideias da esquerda, mas não as velhas soluções da esquerda, os brasileiros têm agora boa chance de prosseguir na construção de um ‘modelo’ que mistura políticas econômicas de diferentes tipos e mantém a tensão entre o setor privado e o setor estatal, que não perde o poder de iniciativa.

Nessa tensão, precisamente, está a força da democracia brasileira. E daí se podem extrair importantes lições para o futuro. A inclusão de cidadãos – pobres, mulheres, indígenas, negros, classe média, setor privado – mediante diferentes modalidades de participação política e produção econômica aprofundou e fortaleceu a democracia brasileira. Esses cidadãos agora integrados, por sua vez, esperam que venham as reformas que lhes dará melhores condições imediatas de vida, mas que de nenhum modo brotariam nem só das eleições nem só dos mercados separadamente.

Para que haja reformas sustentáveis no mundo em desenvolvimento é indispensável que haja ativo movimento social e adesão total aos procedimentos democráticos, planejamento estatal da economia e respeito aos compromissos dos negócios e dos mercados. A presidenta Rousseff muito bem fará se continuar a desafiar as ortodoxias políticas e as ortodoxias econômicas, ao mesmo tempo em que continua a promover cada vez mais igualdade e mais inclusão social, no que pode vir a ser uma primeira história de sucesso social econômico e global, no planeta.

*Jeffrey W. Rubin é Professor de História Latino-americana e Pesquisa, no Instituto de Cultura, Religião e Negócios Globais da Boston University, onde dirige o Projeto “Reformas Sustentáveis”.





44 comentários

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Fernandes

05 de novembro de 2010 às 03h30

Ao
Azenha, PHA, Rodrigo Vianna, Altamiro Borges, Renato Rovai(Resvista Forum), Mino Carta, Brizola Neto, Luis Nassif, Eduardo Guimarães, aos blogs CloacaNews, os amigos do Presidente Lula. Ao eloquente Emir Sader, Chico Buarque, RS URGENTE… etc. , etc. … A TODOS VOCES, NESSA CAMPANHA, onde o inimigo é forte e continua perigoso :

O NOSSO MUITO OBRIGADO!!!!

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Eduardo

05 de novembro de 2010 às 01h23

Meus bons amigos a próxima grande crise será quando os mesmos bancos quebrados dos EUA ou como alguns gostam de dizer USA cobrarem a fatura do empréstimo em dinheiro para fazer as duas guerras de intervenção na busca por petróleo e para gastos militares, tipo assim vou fazer uma guerrinha aqui e acolá para agradar os investidores amigões que financiam as campanhas eleitorais dos bambans e colocam somas exorbitantes nessas loucuras made in USA , e como eles não tem mais quem financiam tais e quais barbaridades eles vão passar essa bola para o mundo. Valor por baixo da dívida 2 trilhões de dolares .

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avesani

05 de novembro de 2010 às 01h19

Viva a CEPAL.

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MArcelo Abreu

05 de novembro de 2010 às 00h34

Bem, concordo em parte com a análise esperançosa do Professor Jeffrey Rubin. Contentes com a vitória e as perspectivas de futuro, digo que é necessário aprofundar a democracia e dar continuidade ao debate travado na internet durante a campanha. Esta campanha mobilizou corações e mentes, algumas adormecidas desde 1989 – à esquerda e à direita, diga-se. Então eu digo o seguinte, a luta por ampliação da democracia deve continuar: 1) numa mobilização pela democratização da mídia e no controle social dos meios de comunicação, sem censura, é claro!; 2) em 2012, nas eleições municipais, devemos nos engajar igualmente na escolha de prefeitos e vereadores da esquerda, capazes de implementarem políticas públicas distibutivas – de educação, saúde, urbanização – que se tornem visíveis, porque é ao nível local que a diferença se torna real para as pessoas; 3) pressionar para uma reforma política que contemple maior permeabilidade do sistema aos movimentos sociais e à renovação das câmaras legislativas, permitindo candidaturas avulsas dos movimentos organizados e limitação no número de vezes que cada parlamentar pode se reapresentar para o mesmo cargo legislativo; 4) pressionar por uma reforma tributária que assuma que a única forma de desonerar a produção, como gosta de dizer os representantes das "classes conservadoras", é aumentar a taxação sobre a propriedade (terra, grandes fortunas, etc) e sobre as faixas de renda mais altas, isto é necessário para subverter a situação atual onde a renda dos mais pobres é responsável pela maior parte dos impostos recolhidos. Por último, nosso Última Hora está aí: a internet e a praça, sempre a praça!

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simas

04 de novembro de 2010 às 22h53

Azenha, eu adoro o Plínio de Arruda,…. Honestamente. Gosto de ouvi-lo… Verdade. Então, digo, isso, só pra lembrar q o nosso Assalariado…. Não parece?…. risos Igualzinho. ( não joga no lixo, não… Se vc aproveitar as intervenções, anteriores… )

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Paulo MP Oliveira

04 de novembro de 2010 às 22h44

Com a morte recente do Kichner, acho que o Lula é a pessoa mais que indicada para presidente da UNASUL. Podera unir a América do sul e latina, dando continuidade à integração social, comercial, política, etc….

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Ticão

04 de novembro de 2010 às 22h37

O que eu quero saber é o seguinte.

A Record vai ou não vai mandar uma equipe de reportagem para acompanhar a ida do Serra à missa nesse próximo domingo?

Tem que chegar cedo. O Serra vai sair cedinho pra dar tempo de se confessar.
Sabe como é, né? Sem confissão não pode comungar.

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    PGP

    05 de novembro de 2010 às 15h03

    Ele vai na mesma igreja que a Dilma.

José Roberto

04 de novembro de 2010 às 22h03

Boa noite Azenha

"Segundo, a transição brasileira para a democracia foi “gradual”, iniciada ainda no período em que os militares permaneciam no poder, pela emergência de um novo partido político, o Partido dos Trabalhadores (PT). "

Frase interessante. Mas seria bom alguém contar ao amigo que o PT recusou-se a apoiar o Tancredo nas eleições indiretas, recusou assinar a Constituiçao Cidadã de 88, recusou-se a apoiar o Itamar Franco num momento político extremamente delicado para o país, vivia pedindo o impeachmeant do presidente Fernando Henrique. Ou seja, o PT tem uma notável folha de serviços "prestados" para a democracia brasileira, "como nunca antes nesse país" nenhum outro partido prestou.

Abraço

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    Francisco

    05 de novembro de 2010 às 00h37

    José Roberto,

    É nisso, nessa recusa "esquerdista" que se origina nos movimentos sociais, que se define a "tensão" a que o texto se refere. Essa tensão seria a marca do "desenvolvimento à brasileira". Não se trata de faze-lo pela esquerda via direção estrita do estado (como na China), ou faze-lo pela via estrita do capital privado (como na Coréia ou Hong Kong). No primeiro caso teriamos regime de partido único autoritario, etc. No segundo caso um desenvolvimento insensível aos que ficam "debaixo do tapete" da pujança capitalista. O que o autor sustenta é que a tal "via brasileira" se dá no corpo da democracia e explorando os seus limites de contraditório e experimentalismo. Praticamos aqui um jogo arriscado.

    Francisco

    05 de novembro de 2010 às 00h37

    Praticamos aqui um jogo arriscado. Em outro lugar do mundo essa bobagem religiosa de Serra poderia descambar para violência, esse paulistismo poderia acabar em separatismo. O embate, em termos de teoria ecnomica, visão de futuro e tudo o mais é violentíssimo. Soluções e arranjos, mediações e "pizzas" (isso mesmo, meu querido, por falta de pizza o oriente médio é um caos…). Tudo aqui é criado, tentado, acertado e errado, com paixão e com razão ao mesmo tempo agora, num equilibrio improvável. Mas real.

    Por essa razão, dúvido que "soluções brasileiras" possam servir para fora da américa latina. Macunaima, só aqui.

    Bonifa

    05 de novembro de 2010 às 11h33

    Ótimo comentário e muito boa observação. Também acho quase impossível retirar-se da experiência brasileira um paradigma padronizado a ser seguido por outros países. Mas não acredito que seja impossível, desde que comece por ressaltar a importância de valores peculiares da história e da cultura brasileiras.

    Mário SF Alves

    20 de novembro de 2010 às 03h18

    E viva o debate! Franco, responsável e às claras. É isso que se faz necessário: educação política de qualidade, já. Quanto a questão do Brasil como paradigma… olha, dá até para admitir. Mesmo porque essa coisa toda de "globalização de mão única" está um tanto quanto dançada. A virtualização da economia já beira às raias da loucura. Senão, veja essa chuva de dólares na economia norte-americana. Seiscentos bilhões agora, e coisa um trilhão anteriormente. Resta saber qual a essência e origem econômica e institucional desse dinheiro, e qual a intenção e impacto dessa intervenção. Guerra cambial? Decerto, não seria apenas isso. Mas, até que ponto essa intervenção irá solucionar a crise, e que, diga-se, não é uma crise capitalista qualquer. Vejo-a, antes de tudo, como uma crise de modelo. De um modelo cuja sustentação é por demais crítica – num equilíbrio por demais instável – e resultante dessa nova etapa do capitalismo, que em tudo faz lembrar a antevisão de Marx: o capitalismo traz em si o vírus de sua própria destruição.

    José Roberto

    05 de novembro de 2010 às 14h52

    Oi Francisco.
    Na minha modesta opinão acho que isso tem a ver com o própria índole do brasileiro. Não acho que sejamos um povo totalmente "cordial" mas acredito sim que, em geral, o brasileiro tem aversão ao embate, em qualquer área que seja. Basta ver que num debate político, dizem que geralmente quem "bate" no adversário perde o debate.
    Alguns acham que essa passividade seja ruim mas, por outro lado, evita extremismos religiosos, políticos, como o que ocorre no oriente médio como você bem citou.

    José Roberto

    05 de novembro de 2010 às 14h53

    Acho que o melhor exemplo disso é o próprio PT, que conseguiu chegar à Presidência depois de suavizar sua postura, sair do radicalismo esquerdista. Mas acredito que o mesmo aconteceria com um partido radical de direita. No fundo, todo brasileiro é um "conservador" enrustido
    Enfim, acredito que brasileiro não goste de posições extremas, radicais, e essa característica acaba refletindo-se na própria plataforma ideológica dos partidos no Brasil, que apesar das inúmeras siglas existentes, não diferem entre si como tanto gostam de alardear. No fim, PT e PSDB, os dois maiores partidos do Brasil, são mais parecidos do que eles mesmo gostariam de admitir.
    Abraço

    @GriloD

    05 de novembro de 2010 às 16h49

    Concordo que o brasileiro prefere posturas moderadas às radicais. Os candidatos radicais devem ter somado 1% dos votos nas eleições presidenciais. O PT trouxe uma social-democracia – um conceito moderado – à brasileira – ou seja, pacífico e inclusivo – e venceu os extremismos velados dos tucanos e demos.
    Mas discordo que todo brasileiro seja um conservador enrustido. Eu, por exemplo, não sou. Penso, falo, ajo e voto de forma progressista.
    Nem que PT e PSDB se parecem tanto assim. Talvez se pareçam nos meios, mas os objetivos são muito diferentes.
    Abraços,
    Grilo D

    Roger

    05 de novembro de 2010 às 12h48

    Francisco,

    Não tenho uma visão tão profunda ou mesmo seus conhecimentos ou os de muitos colegas aqui. Mas lendo suas palavras, e refletindo sobre o que tenho visto, ouvido, lido sobre esse nosso governo fantastico do Lula (em quem voto desde 89) é: a ele não importa os meios, importa os fins.

    Antes que pense que isso é um ode a Maquiavel, eu corrijo: os fins são nobres (as pessoas) e os meios são corretos (a estrutura democrática, as leis, o capitalismo, a esquerda, etc.).

    Em outras (e curtas) palavras: para Lula, o que parece importar são as pessoas. Se ele se convencer que o pouso de um disco voador no Brasil fará bem ao povo brasileiro e ao mundo, bom, então um disco voador aqui pousará!! Isso claro, humor à parte, resguardadas as proporções e a sensatez, né? ;-)

    Ontem assisti o filme da vida dele (Lula, filho do Brasil) e nas suas (dele!) proprias palavras, entendi isso.

    Portanto, acho que em qualquer lugar do mundo onde um governante, de fato eleito pelo povo (e não eleito por manipulação midiática, como Collor, Farol de Alexandria e O Coiso), nascido em seu seio (povo), conhecedor de suas dificuldades e com um mínimo de capacidade/inteligência para lidar com os diversos atores do cenário local; em qualquer lugar do mundo, eu dizia, onde esse personagem chegue ao poder, ele fará outra receita que funciona, seja leninista, capitalista, bolchevista, etc.

    Mas por ultimo, me parece que o Lula reinventou mesmo o capitalismo.

    Saudações!!

    Marcos Neves

    05 de novembro de 2010 às 01h04

    José, com certeza o PT errou várias vezes… Mas no impedimento de FHC o PT estava certo, o carinha (fernando II) atuou como despachante dos interesses dos países desenvolvidos. Um lesa pátria!

    Bonifa

    05 de novembro de 2010 às 11h24

    O PT não pediu jamais o impedimento de FHC. O que ele propugnava, até através de um célebre artigo de Tarso Genro na Folha, era que FHC deveria renunciar.

    @GriloD

    05 de novembro de 2010 às 16h41

    Interessante que a imprensa direitista brasileira defendeu o golpe de estado em Honduras por motivo parecido com uma das peripécias de FHC: burlar a Constituição para se permitir mais um mandato.
    Só uma coisa: se FHC renunciasse, Marco Maciel assumiria. Quem encara?
    Abraços,
    Grilo D

    ratusnatus

    05 de novembro de 2010 às 19h04

    Na verdade foi um pouco pior.
    O Zelaya queria um plebiscito que seria realizado no mesmo dia(mesma votação) da eleição presidencial.
    Esse plebiscito autorizaria o Congresso de lá a modificar a constituição.
    Assim, Zelaya não seria candidato a reeleição nesta eleição porque, obviamente, a modificação na Constituição ainda não teria sido efetivada.

    Obviamente, nada disso foi explicado pela imprensa brasileira que aliás, fez o contrário. Desinformou!

    Mauricio Br

    05 de novembro de 2010 às 04h37

    Alô José Roberto,
    Nos anos 80 e início dos 90 o PT era purista e exigente não só com as ações da direita… Exigia pureza até dos próprios petistas que chegavam ao poder. Não conseguiam suportar o pragmatismo "sujo" da governabilidade… Tiveram problemas com a Erundina (na época no PT) quando Prefeita de São Paulo… e em outras prefeituras também.
    Em 2002 o PT já chegou ao poder consciente de que sem alianças com os "antigos inimigos" não haveria como governar… O PT mudou… Ainda bem… Há "males" que vem pra bem… Melhor estar no poder e fazer o Brasil crescer… do que continuar puro e longe do poder…

    José Roberto

    05 de novembro de 2010 às 14h06

    Tudo bem Maurício, entendo que pelo sistema político atual é necessário fazer "acordos" políticos em nome da dita "governabilidade". Mas tudo tem um limite. Precisava fazer acordo com Sarney?com Collor? Com Renan?
    Lula teve o desplante de dizer que o Collor tinha sido injustiçado!!!!!!!
    Ele manchou a sua biografia e a história do PT para eleger a Dilma. Tudo em nome de um projeto de poder.
    E da forma mais hipócrita possível, dizem que o outro partido adversário é apoiado pelas "elites atrasadas" desse país, que a mídia é golpista e tendenciosa (no Maranhão e em Alagoas deve ser muito diferente), que só fazem o mesmo que todo mundo faz, como se os defeitos dos adversários justificassem os próprios.
    Conocordo com você que o PT e o Lula realmente tinham que ter mudado para que pudessem chegar à Presidência. Mas precisava ser dessa forma tão desavergonhada?
    Em suma, Maurício, respeito seu ponto de vista, mas não acho que os fins sempre devem justicar os meios.
    Abraço

    @GriloD

    05 de novembro de 2010 às 16h39

    Sarney está no poder desde 1985 pelo menos. Durante a gestão de Lula, Sarney foi senador do partido majoritário na casa – PMDB – o que o permitiu chegar à presidência do senado. Collor entrou numa comissão vital para direcionar recursos. Lula seria louco e burro se os excluísse.
    Por outro lado, a aliança foi feita de forma a trazer as raposas velhas para o grupo dos que ajudam o governo, e não a fazer o governo adotar as políticas das raposas velhas. Não tivemos um governo Sarney ou Collor nos últimos 8 anos.
    Quanto aos comentários sobre o adversário e a mídia, concordo com Lula. A chapa PSDB/DEM se opõe frontalmente a um estado forte e provedor de mudanças, acreditando mais num estado mínimo. Já podemos ver claramente os resultados de ambos os pensamentos. E a imprensa se valeu de estratégias baixíssimas para desqualificar Lula, seu governo, seu partido e sua candidata. Foi sim tendenciosa, ao defender abertamente a chapa serrista e denegrir a dilmista, escondendo as conquistas de Lula e os podres tucanos. Foi também golpista ao tentar, inúmeras vezes, criar crises intitucionais e desqualificar metade do eleitorado. Só teremos uma democracia quando a imprensa for livre, e a nossa não é.
    Por outro lado, concordo que o PT deveria ter evitado muitos meios que assemelharam eles aos outros partidos. Perderam uma parte da característica de mudança que traziam desde a fundação. Infelizmente, parece que o povo só vota em quem se vende…
    Abraços,
    Grilo D

Elisa

04 de novembro de 2010 às 21h58

Concordo em gênero, número e grau que Azenhas, Nassifs, Viannas e cia devem fundar, o mais breve possível, um jornal impresso… Ler jornal de papel no café da manhã faz falta, sô! E a inclusão digital ainda está engatinhando… Quanto ao texto, embora o tenha lido com a alma em festa e o coração a gargalhar, tem coisa aí que não é beeeem assim – ainda – né: não somos autossuficientes, apenas estamos caminhando para isso, e a política econômica foi bastante ortodoxa e tem muitos pontos frágeis, causando, aliás, muito desconforto numa parcela da população que votou nele porque queria bancos com lucros moderados e população com menos impostos. A quitação da dívida não externa não foi integral, ainda tem muita frase nessa conversa. Vejam, votei no Brizola – fiz campanha! – em 1989, no Lula em todas que disputou e na Dilma vestindo vermelho, com adesivos colados. Nem acho que isso tudo desmereça os grandes esforços – e as inúmeras e diversificadas realizações – do Lula já que foi bastante hábil em equilibrar os diversos setores e expectativas para conseguir governar, com grande sucesso, aliás, e mudando significativamente o rumo do país. Eu tenho muito orgulho do presente e muita confiança no futuro, mas esse mundo não é tão cor-de-rosa assim, não…

Responder

    Roger

    05 de novembro de 2010 às 12h54

    A maioria de nós já falou isso, Elisa – estamos só esperando.

    Por enquanto, bem que vocês podiam, juntos, negociar um programa em uma rede de TV de abrangencia nacional.

    "TV Blogosfera Progressista" ou algo do tipo.

    Ja sei que existe a TV Vi o Mundo, sei da força das novas midias, mas não há como negar o alcance da TV como instrumento de comunicação de massa! Além disso, seria ótimo ver a Globo invadida na sua seara.

pperez

04 de novembro de 2010 às 21h46

Vamos passar o país a limpo gente!
Separatistas,xenofobos,entreguistas.
Gentalha que nao merecem o Pais maravilhoso que Deus nos deu.
E que forja personalidades marcantes como,Lula,Dilma,Brizola entre outros tantos.
Um Pais que elege um presidente duas horas depois de 120 milhoes votarem.
Eta orgulho porreta de ser brasileiro!

Responder

Pedro Luiz

04 de novembro de 2010 às 21h03

Façamos referências a professores como Celso Furtado, Maria Conceição Tavares, Francisco de Oliveira, Paul Singer e tantos outros.Brasileiros que sempre defenderam bandeiras que estão neste texto escrito pelo professor americano.Sim, o PT pode ter erros na sua estrutura interna, mas é inegavelmente um partido político que merece o respeito do Brasil. Quanto a imprensa é hora de olhar para dentro do país e buscar o verdadeiro Brasil com todos os seus problemas e acertos para contribuir com o crescimento da sociedade Brasileria como um todo.

Responder

Rafael

04 de novembro de 2010 às 20h42

Esse texto me lembra algo que li: Que após a segunda guerra mundial, na chamada "caça aos comunistas", que teve outro nome nos estados unidos, qual grando movimento social do mesmo? Qual partido de esquerda? Essa bipolaridade de partidos da mesma visão nos EUA fizeram essa ausência no debate nore-americano. A guerra fria esfrio, para parodiar, as organizações sociais. E hoje eles sofrem isso, tendo que amargar um aumento do conservadorismo norte-americano e novas ondas de exterma direita, como tea party!

Responder

MCG

04 de novembro de 2010 às 18h14

Minutos antes de entrar aqui novamente recebi um daqueles emails "horrorosos" denegrindo Lula… deletei sem dar retorno a quem me enviou. Meu retorno será este maravilhoso artigo. Obrigada, Azenha!

Responder

Julio Silveira

04 de novembro de 2010 às 17h36

Obrigado Azenha, voce é dos poucos Jornalistas com poder de penetração comunicativa que trabalha pela mudança da auto estima brasileira.
Aqui, ainda, infelizmente muitos sobrevivem de trazer para o povo suas mais funestas pespectivas, suas mazelas.
As vezes acredito que a pequenez está em quem escreve, que, como naqueles casos de mesquinhez sádica procura transferir sua própria depressão ao cidadão. E. dado o poder que dispoem, muitos conseguem transferir esse carater.
Esse tipo de informação, que voce costuma nos alcançar, é um antidoto a essa amargura, essa doença, essa tendência quase unanime nos grandes grupos, por vezes suspeita por parecer doutrina, quem sabe alienigena (se é que voce me entende) de menosprezar nossa capacidade. Já tivemos dirigentes conquistados por essa visão de senzala.
Aí, nesses momentos penso, muitas vezes o inimigo atua de forma a baixar a moral da tropa adversária para ganhar mais rapido a guerra. A nós cabe não permitir, antes mesmo dela ser declarada, que já nos sintamos perdedores facilitando a entregar do país ao encanto dos predadores.

Responder

J C M

04 de novembro de 2010 às 17h30

Bão:

Cá estou eu de volta, limpinho e renovado depois das eleições. Não fosse a xenofobia dos serrotes no twiter de domingo estaria contentíssimo. Concordo com o Assalariado: o problema são as crises c´[iclicas. O Brasil jácresceu e vem crescendo no "contra-ciclo" . Acho que a situação agora está muito favorável ao Brasil e à Unasul. Os EUA vão ter que esquecer a ALCA por algum tempo e nós podemos desenvolver uma "parceria democrática" no plano da ecoonomia, com nossos vizinhos. Levantei a bola. Vamos aprofundar a discussão

Responder

    simas

    04 de novembro de 2010 às 22h23

    Bem… Não sei q parceria, democrática, é essa q vc coloca. Os EEUU não têm nada de democrático, por princípio, em suas parcerias. É aquela história de nossa infância, e q nossos pais sempre nos alertaram… Nossos pais, nossos irmãos, os mais velhos… Nada de meia, mano. Pq esse negócio de meia, sempre envolve aquela…. idéia. Primeiro, eu; e dejpois, vc…. Kakakakkkkk…. É assim q vejo. Não tem meia. Vamos discutir, caso a caso e chegar a uma conclusão. Amigos, amigos…. negócios à parte. Meu caro, passando pro outro lado…. Tudo q o Obama fez, ou quase tudo… já foi desfeito. Sabe qdo aquela prisão de Guantãnamo vai ser desativada? Depois, q o império enquadrar, na chincha, como dizem os nossos gauchões, o último infeliz…. E tem mais: Obama acaba de perder as eleiçpões e ficar com as mãos, mais atadas, ainda…. Meio caminho pra se enquadrar àeueles q se sentem donos do riscado…. Sei, não, JC…. o opus dei estão com a bola, toda…. Eu acho q precisamos continuar a construir uma opinião, pública, bem mais forte, do q nos serve e agrada… Vc viu, aê, como a imprensa, maldita, quase q botou, tudo, a perder. Foi a mídia, maldita, cara…. q é o fiel da balança, da elite dominante, conservadora…. aqui e acolá. Não se iluda. Precisamos turbinar a opinião pública, os organismos sociais, etc…. etc.,… Aqule abraço, fraterno Ah!… Eu acredito em Deus; tenho Esperança e sonho, feito criança… E batalho a minha Fé.

    Bonifa

    05 de novembro de 2010 às 11h46

    Ele quis dizer, perdão aos dois por intrometer-me, que sem o perigo da Alca o horizonte está limpo para permitir que o Brasil construa amplas parcerias com seus vizinhos sul-americanos, não com os Estados Unidos.

    simas

    04 de novembro de 2010 às 22h26

    Perdão, JC…. risos Esqueci de dizer, q achei o artigo mto bom. Tem parágrafos mto bem estruturados…. Paragrafos. Agora, esse negócio de globalização, eu não consigo engolir, da forma em q é colocada… Afinal, eu nunca vou fazer meia, neh?… risos

Márccio Campos

04 de novembro de 2010 às 17h27

"…e que os anjos digam Amém!!!…"

enquanto que, por aqui, ficamos nos ecos das masmorras dos "castelos-mal-assombrados":

"…ora direis ouvir estrelas!!…"

bom trabalho, Amigos, pois vamos ter muita lama pra limpar ainda… além de aguentar a ganancia dos "gringos" a nos querer os tesouros… como nos velhos tempos!!… ah! masmorras, quanta treva…

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Erick

04 de novembro de 2010 às 17h02

É nesse espaço aqui que devemos fazer a agenda positiva do Brasil e afastar o vampirismo da mídia golpista.

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Danilo Morais

04 de novembro de 2010 às 16h50

Ótima indicação de texto Azenha! Enquanto alguns sociólogos e politólogos ficam divagando em interpretações do "lulismo" – em que pese a existência de algumas análises interessantes deste fenômeno conjuntural – Rubin faz de fato uma análise de médio e longo prazo dos antecedentes da atual fase da organização política e econômica brasileira. Espero que certo pessoal pomposo da ANPOCS (não são todos, felizmente) dê uma lidinha neste "gringo", para ver se aprendem um pouco mais do Brasil. P.S.: Sou sociólogo também e já aviso isso aos leitores apressadinhos, possivelmente colegas. O sarcasmo aqui é para irritar os “amantes da teoria”, que ao ver que a realidade prática é distinta de sua tradição teórica fazem questão de repudiar a realidade em favor da teoria.

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assalariado.

04 de novembro de 2010 às 16h20

Sr.Jeffrey Rubin diz : "Mas seria ingenuidade supor que alguma economia crescerá por muito tempo antes da próxima crise econômica. E tampouco se deve imaginar que algum novo sistema democrático tem décadas de tempo para reduzir a miséria e a violência antes do próximo levante, da próxima onda de violência, ou da próxima intervenção militar…" Ou seja,este paragrafo todo é o porém principal que,acaba definindo o porque do entrave do bem estar social planeta afora (crises ciclicas do capitalismo)-,dai a necessidade para pensarmos/ construirmos o socialismo do século 21,teremos que eliminar a heterodoxia politica e economica do capitalismo de Estado(stalinismo),do século 20, também o capitalismo privado vigente,significa dizer que,a luta (capital x trabalho) terá que ser superado para que o Brasil e o mundo se torne (de fato),um sociedade/ planeta justo e sustentável para todos,sem excessão.Será necessário acabarmos com a economia de mercado(capitalismo),e colocarmos em seu lugar uma economia planejada(socialismo,do século 21),que por sua vez abolirá a exploração de um ser pelo outro e,por tabela,acabaria com a expropriação do trabalho/ suor alheio.

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    simas

    04 de novembro de 2010 às 22h50

    Ôôô!!!,,,, Assalaridado: cala a boca, tá? Todo mundo já sabe… até as pedras do caminho…. q as crises acontecerão, conforme a necessidade da democracia, americana… Quer dizer, dos EEUU. O tipo do entrave, será conforme as condições do terreno. A guerra, inclusive, está deixando de ser…. convencional. A própria intenet vai se tranformar ou já se transformou em instrumento, poderoso de manejo dos corações e mentes… seu assalariado. Agora, o cara diz coisas interessantes, bem estruturadas… Não quero voltar…. Mas, essa de socialismo do século 21, faz contraponto… apenas. Palavras, palavras…. palavras. Cara, o capital existe, tanto quanto o trabalho… E o mercado, entendo, em minha iluminada ignorância, é o apelido, maquidado do capitalismo, aê…. Fica mais palatável, neh? E por mto tempo, ainda, esse tal do mercado vai existir, pra q o trabalho possa conviver com o velho capitalismo. Seu assalariado, o seu socialismo do séc 21 é pensamento ilusório, pra entusiasmar os românticos… Saudações, fraternais (verdadeiras).

    assalariado.

    05 de novembro de 2010 às 14h24

    simas,na economia capitalista,interessa o valor de troca e não o valor de uso das mercadorias. A produçao não é feita para atender às necessidades da população mas,para que a burguesia obtenha lucros e acumule capital. Estas crises não dependem da 'democracia' americana é provocada,sim,devido ao excesso de mercadorias em prejuizo dos salarios,logo,há o encalhe destas,seguida de crises.Voce deve ser daqueles petistas aloprados que, sem argumentos as minhas afirmações apelam para o "…cala boca…" Alem do mais voce parte do pessuposto que todos que entram neste site já sabem de tudo,não é bem assim.Obrigado por comparar-me ao Plinio Arruda pois,assim como ele,eu, jogo no time dos que acreditam numa sociedade sem exploradores,nem explorados,ou seja,há os que acreditam numa sociedade socialista e os que pensam que acreditam,e neste caso,se encaixa voce,um defensor da social democracia tipo,vamos explorar o povo mas,nem tanto.É como disse o Pinio Arruda em um debate na tv,não queremos o melhorismo,queremos sim,o fim da exploração do capital sobre o trabalho.

    Saudações Socialistas.

Ayrton

04 de novembro de 2010 às 15h49

Que volte a "Ultima Hora" para enfrentarmos esses entreguistas.

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Nivaldo

04 de novembro de 2010 às 15h05

Azenha.
Que bom seria se pudéssemos ler artigos com este enfoque na imprensa escrita do Brasil. Quando leio os colunistas da FOLHA me dá uma tristeza. Nada, neste Brasil, é bom. Lógico, ainda mais quando se trata do Governo Lula. Eu fico pensando o que leva os colunistas da imprensa brasileira a se acharem os "deuses" da crítica. Leio com certa freqüencia a imprensa espanhola que elogia a governabilidade e a democracia do Brasil. E aquí no Brasil? Que tristeza, Azenha.

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    Ines Ferreira

    04 de novembro de 2010 às 18h16

    Nivaldo,

    É por isso que encerrei minha assinatura do O Globo, você lê o jornal e fica deprimido parece que você está lendo sobre um país fracassado, completamente diferente da realidade, não foi isso que o povo demonstrou nas urnas. Este povo reafirmou a sua confiança neste governo que só fez o país melhorar. Melhorar, não quer dizer que não existam problemas, estes existem ainda, mas que estamos no caminho de resolvê-los, é nisso que o povo acredita. Estes jornais de direita, chamados de PIG, partidarizados e totalmente tendenciosos para o de mais atrasado e retrógado que ainda persiste neste país, setores da extrema-direita e setores ultra-conservadores da igreja, não veêm que o povo amadureceu e não teme mais estes terroristas de plantão. E como já dizia Darcy Ribeiro, VIVA O POVO BRASILEIRO! E como disse o comentário do Ayrton precisamos ressuscitar a Última Hora.


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