VIOMUNDO

Diário da Resistência


Janio de Freitas: “Viva o símbolo da liberdade cubana de viajar”
Política

Janio de Freitas: “Viva o símbolo da liberdade cubana de viajar”


21/02/2013 - 23h54

Janio de Freitas: Quem no PT, PSOL, PSTU & cia. tiver um mínimo de lucidez, deixará de ser útil ao projeto que traz a também militante Yoani Sánchez. Foto: Antonio Cruz/ABr

Livres e proibidos

por Janio de Freitas, na Folha de S. Paulo, sugestão de Julio Cesar Macedo Amorim

De repente, há tanto o que celebrar entre os fatos marginalizados pela renúncia do papa, que só mesmo a conveniente bajulação ao Judiciário sugere por onde começar. É pela original proteção criada, para quem tenha ou venha a ter questões na Justiça, contra a influência de empresas e pessoas endinheiradas sobre as decisões de juízes.

Parte do Conselho Nacional de Justiça pretendeu proibir as comuns doações de dinheiro, passagens, hospedagens e brindes para congressos, outros eventos e turismo de magistrados. Não conseguiu. Mas os satisfeitos com a liberalidade fizeram uma concessão parcial e permitiram a adoção da proposta feita pelo presidente do CNJ, ministro Joaquim Barbosa: os magistrados e seus eventos podem receber 30% do custo total.

Ou seja, empresas e endinheirados agora só podem influir 30% nas decisões dos magistrados influenciáveis. Ou também: 70% da ética dos magistrados estará protegida pela proibição, e 30% liberados para o der e vier. Sobretudo o que der.

Por falar em Judiciário, os irmãos Cristian e Daniel Cravinhos, matadores do casal Richthofen, tiveram a esperteza de não encarar a bandidagem nem os agentes penitenciários onde estiveram presos. Assim cumpriram um sexto da pena de 38 anos. E em razão daquele “bom comportamento” estão livres, com a obrigação apenas de dormir em abrigo judiciário. É a Justiça que se faz mais uma vez, como um ato de celebração da igualdade de valores. Se as vidas de Marísia e Manfred von Richthofen valiam só três anos cada, conforme o estabelecido pelo Código Penal, celebremos nós outros o fato de estarmos vivos ainda, sendo nossas vidas brasileiras tão democraticamente baratas, sem distinção.

Código Penal, bem entendido, é nome fantasia. O nome verdadeiro, inusual como é próprio dos apelidos, é Código de Incentivo à Criminalidade. Elaborado pelo sentido de responsabilidade do Legislativo e praticado pelo sentido de justiça do Judiciário.

E quem no PT, PSOL, PSTU & cia. tiver um mínimo de lucidez, deixará de ser útil ao projeto que traz a também militante Yoani Sánchez, com as cenas estúpidas que a notabilizam. E a celebrará, recepcionando-a com faixas, por exemplo, de “Viva Yoani, símbolo da liberdade cubana de viajar”, ou “símbolo da liberdade de criticar seu país no exterior”. É, sem ser, o que é. Mas não pode parecer.

Leia também:

Salim Lamrani: As 40 perguntas que Yoani Sánchez não irá responder

Izaías Almada a Yoani: Interceda pela vida do soldado Bradley Manning

Salim Lamrani: Um bate-papo com Yoani Sánchez

Leandro Fortes: Faltou um Google à antenada blogueira cubana



48 comentários

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Janio de Freitas: “Viva o símbolo da liberdade cubana de viajar” | Desinformação Não!

02 de março de 2013 às 22h16

[…] Extraído do Viomundo: […]

Responder

Jose Mario HRP

24 de fevereiro de 2013 às 07h08

Aqui algo que a PIG não mostra:

http://ujs.org.br/portal/?p=12753

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Emanuel Cancella

23 de fevereiro de 2013 às 10h49

Blogueira cubana e o wikileaks

Dois pesos e duas medidas: Julian Assange do Wikileaks, que denuncia documentos secretos dos EUA, é ameaçado de morte; já a blogueira cubana, que prega contra a política do governo de Cuba, é recebida no Brasil com festa.

Assange divulga documentos secretos que, em muitos casos, conspiram contra a soberania dos países e por conta disso tem que se asilar na embaixada do Equador. Tudo para não ser deportado para a Suécia, seu país de origem, e depois para os EUA, podendo até ser condenado à pena de morte.

Já a blogueira cubana, Yoni Sanches, vem para o Brasil, financiada não sabemos por quem, para detonar o governo cubano.

Cuba sofre um bloqueio econômico, promovido pelos EUA, nunca visto no planeta. Apesar disso, Cuba consegue ser referência mundial na saúde e esportes. E nenhuma criança abandonada nas ruas no planeta é cubana!

É, falar mal de país pobre e comunista dá viagem, patrocínio e notoriedade. Já falar verdade de país capitalista e rico dá prisão e até pena de morte!

Rio de Janeiro, 22 de fevereiro de 2013

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Jose Mario HRP

23 de fevereiro de 2013 às 07h46

Amigos para siempre!

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    Marta

    23 de fevereiro de 2013 às 09h59

    Cena patética registrada para a posteridade. Poupe-nos. Yoni, go home!

ricardo

22 de fevereiro de 2013 às 17h17

Não há uma única causa deplorável que esse jornalista não abrace. Da defesa de mensaleiros à ditadura cubana, lá está o colunista do Folha, com seu texto vaporoso, trocando o certo pelo errado.

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    Nelson

    23 de fevereiro de 2013 às 00h34

    Ao que parece, meu caro Ricardo, tua cabeça está tomada pela versão dos fatos que os órgãos da mídia hegemônica fabrica e que intenta fazer com que assimilemos como sendo a verdade.
    O Jânio de Freitas é dos poucos jornalistas a trabalharem nessa mídia que mantém a coerência. Ele passou oito anos expondo a verdade sobre o governo FHC (o mais deletério da história brasileira) e, quando Lula começou a fazer suas barbeiragens, afastando-se mais e mais do que seu partido prometia, não hesitou em “sentar o pau” também no barbudo. E o fez de tal forma que uma grande quantidade de petistas passou a incluí-lo, num equívoco brutal, no rol dos jornalistazinhos do PIG.

Julio Silveira

22 de fevereiro de 2013 às 17h07

Essa postura seria mais inteligente. Mas a nossa “esquerda”, futebolistica, tupiniquim cai no conto da Globo e faz escada para o fortalecimento da má imagem das esquerdas produzida por ambas. Pelo menos reforçam a de porras loucas. Já disse e repito a esquerda é masoquista e curte a globo, só não gosta é de assumir.

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Mário SF Alves

22 de fevereiro de 2013 às 15h04

É o Jânio ensinando a arte da guerra para a esquerda, duvida? Taí ó:

“E quem no PT, PSOL, PSTU & cia. tiver um mínimo de lucidez, deixará de ser útil ao projeto que traz a também militante Yoani Sánchez, com as cenas estúpidas que a notabilizam. E a celebrará, recepcionando-a com faixas, por exemplo, de “Viva Yoani, símbolo da liberdade cubana de viajar”, ou “símbolo da liberdade de criticar seu país no exterior”. É, sem ser, o que é. Mas não pode parecer.”
__________________________________
Lembrou-me o Daniel Viglietti na Canção Bicéfala.
http://www.youtube.com/watch?v=lkbN95s1Ow4

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    manoel

    22 de fevereiro de 2013 às 16h25

    Janio dá mostras para todos, que os vendilhões o são, porque querem….viva Janio….abaixo os vendilhões (a história os espera). vá de retro….

Urbano

22 de fevereiro de 2013 às 13h42

Com dezesseis milhões na cena do picadeiro, reforça a certeza de que é palhaçada mesmo.

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Geysa Guimarães

22 de fevereiro de 2013 às 13h24

Com esse título genial, e da grife Jânio de Freitas, voltarei pra ler e partilhar.

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MariaC

22 de fevereiro de 2013 às 12h51

Jânio de Freitas faz bem em se descolar do PIG. Lembro-me perfeitamente da cena em que meu amigo me mostrava o anúncio da empreiteira circulado com caneta de tinta vermelha e explicava a questão da concorrência marcada denunciada por Jânio. Eu não entendia e ele me explicava novamente com paciência. A imagem de Jânio gravou-se no meu cérebro no local reservado às pessoas honestas, boas, espertas.Isso, faz muitos anos.

Responder

lia vinhas

22 de fevereiro de 2013 às 12h07

É vergonhoso, José, pelo fato de serem brasileiros. Aqueles que a apoiam ou são os reacionároios como ela e a oposição de Cuba e daqui, ou são da “elite” preconceituosa que ama os tiranos do Norte e odeia Cuba e outros países com governos socialistas ou progressistas. Como certamente são aquela garotas entrevistadas pela TV piguenta no grande “ato” de recepção a essa agentesinha sórdida da CIA, desprezada até pelos seus pares em Cuba, porque entre eles há, naturalmente, uma disputa de egos. Muitos se perguntam se há prisioneiros políticos em Cuba: não há, não, o que acontece é que a oposição compra muitos presos comuns com o dinheiro que o próprio governo estadounidense declarou que envia aos opositores na Ilha, para que eles declarem estar detidos por crime de opinião. Tanto é que as tais “damas de branco?” desfilam de tempos em tempos pela cidade com seus slogans ridículos, sob o olhar de desprezo ou protestosd dos demais cidadãos e nada lhes acontece. Quando extrapolam são retiradas do local, nada mais. Aliás, quem quer saber da verdade, que compre uma passagem e vá para Havana.

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abolicionista

22 de fevereiro de 2013 às 12h01

Essa picareta já deu o que tinha que dar, ganhou seu cachê de artista internacional e parte feliz. Os manifestantes acabaram dando munição para a direita, fazer o quê? Agora, como dizem os franceses, “passons”. Há assuntos bem mais importantes do que a blogueira suíça.

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Marcelo de Matos

22 de fevereiro de 2013 às 11h49

No prefácio de “A velhice do Padre Eterno”, livro de poesias sobre Jesus Cristo e o cristianismo, Guerra Junqueiro escreveu algo contraditório: “Não quis, como este livro, assassinar um cadáver, o que além de fácil é cômico.” Na verdade, assassinar um cadáver é impossível. Marx, no manifesto comunista, disse: “Um espectro ronda o mundo: é o espectro do comunismo”. Então eu pergunto: esse segundo defunto, o comunismo, está morto mesmo? Por que, então, ainda financiam blogueiros, jornalistas e escritores anticomunistas? A quantidade de livros anticomunistas que encontramos nas livrarias nos leva a crer que esse espectro continua a rondar o mundo. Geoffrey Blainey, da Universidade de Harvard, em “Uma breve história do mundo”, termina o livro dizendo que apesar do colapso do comunismo na Rússia e no Leste Europeu, “é possível que volte a aparecer novamente com trajes diferentes”. Pelo sim, pelo não, o Departamento de Estado, dos EUA, continuará a financiar as Yoanis da vida. O rei está morto? Viva o rei!

Responder

Riba

22 de fevereiro de 2013 às 11h30

Sem exageros a parte,mas o que observo nesta moça é a reencarnação do Fulgêncio Batista de saias, altamente HI-TECH,com o propósito do restabelecimento da RSPC (REPÚBLICA SAUDOSISTA DA PUTARIA EM CUBA).

Responder

lulipe

22 de fevereiro de 2013 às 11h07

Essa “liberdade cubana de viajar” deveria ser estendida a todos os cubanos que estão doidos para darem um pulinho em Miami, e não apenas a Yoani que, diga-se de passagem, teve 19 pedidos negados em quatro anos antes de finalmente conseguir, já que mesmo para os moldes da ditadura cubana estava ficando insustentável “prendê-la” em Cuba.

Responder

FrancoAtirador

22 de fevereiro de 2013 às 10h09

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A Cucaracha Yoani e a Margarina Salva unidas por um ideal:

A Rede de Sustentabilidade do Império Capitalista do Norte.
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Responder

FrancoAtirador

22 de fevereiro de 2013 às 09h52

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Breno Altman arejou por minutos o Entre Aspas

Por Paulo Nogueira, no Diário do Centro do Mundo

O editor do site Opera Mundi brilhou no debate sobre Yoani.

Jamais assistiria a Entre Aspas, ou a qualquer programa da Globonews, não fosse em circunstâncias especiais. O tempo é escasso e tenho que administrá-lo.

Mas elas, as circunstâncias especiais, se apresentaram.

Mauro, do site Causa-me Espécie, postou um comentário no Diário no qual falou de Entre Aspas sobre Yoani Sanchez. A jornalista Monica Waldvogel intermediava, aspas, as opiniões conflitantes entre Breno Altman, editor do site Opera Mundi, e Sandro Vaia, ex-diretor do Estadão.

Link à minha frente, cliquei. Não sabia se resistiria aos 25 minutos, mas sim, fui até o fim, por causa de uma surpresa: Breno Altman.

Não o conhecia. É um jornalista articulado, inteligente, bem preparado e elegante ao debater. Com todos estes atributos, não admira que tenha dado um monumental baile em Sandro Vaia e Monica.

Breno defendeu o óbvio: o direito à livre expressão dos que vaiaram Yoani em Feira de Santana.

Não houve agressão física, e sim vaias – a meu ver merecidas e previsíveis, dada a antipatia que Yoani desperta entre praticamente todas as pessoas que não sejam de direita.

Democracia é assim: você pode vaiar e pode aplaudir. Onde, em Feira de Santana, as pessoas que aplaudem Yoani?

Se ela estivesse falando em Miami, seria intensamente aplaudida pelos fanáticos anti-Cuba. E os que eventualmente a apupassem ali seriam suplantados e silenciados pelas palmas da maioria. Mas Feira de Santana não é Miami.

Breno estava certo em tudo que disse. Clap, clap, clap. Ao ver Monica com seus argumentos tão simplórios, me ocorreu a possibilidade de que trabalhar na Globonews – a palavra é dura, mas é a que mais claramente traduz a impressão que tive — emburrece. Você troca ideias com intelectuais, aspas, como Jabor, William Waack, Ali Kamel.

Breno ganhou fácil o debate, e depois tentaram desqualificá-lo no tapetão. Escreveram que ele foi “deselegante”, ou que “gritou”.

Ora, ele foi lhano todo o tempo. Dirigiu-se pelo nome aos dois oponentes e só falou quando lhe foi pedida a palavra. Sorriu sempre, ao contrário de Sandro Vaia e Monica, que pareciam transbordar de raiva.

Breno tentou, no final, dar um presente a Sandro Vaia, mas Monica, grosseiramente, impediu.

Ele arejou por alguns minutos a Globonews, mas é claro que, se alguém ali voltar a ser convidado para participar de debates, não haverá de ser ele.

http://diariodocentrodomundo.com.br/breno-altman-arejou-por-minutos-o-saia-justa
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Por que falam tanto de Yoani?

Por uma razão: ela fala coisas que os americanos querem que sejam ditas.

Por Paulo Nogueira, no Diário do Centro do Mundo

Yoani Sanchez, a blogueira cubana, recebe uma cobertura enorme da mídia brasileira e internacional por uma razão: ela critica Cuba.

Por isso ela será tratada como estrela pop na turnê mundial que começa agora, entre os brasileiros. (O governo cubano deu uma absurda contribuição à aura de ‘martírio’ de Yoani com sua indefensável política restritiva para viagens e para o livre debate político, mas isto é outro assunto.)

No Brasil, sabemos que escrever contra Lula encurta o caminho rumo a colunas no Globo, na Veja, no Estadão e na Folha. Ou a participações na CBN e na Globonews, e assim a vida caminha.

No mundo, escrever contra Cuba, ainda mais se você é cubano e ainda mais se você vive lá, como Yoani, é garantia de ampla cobertura da mídia americana, cuja repercussão é planetária.

Ao longo dos anos, esse tipo de conteúdo serviu aos interesses americanos de fazer propaganda contra qualquer coisa parecida com socialismo.

Ajudou também a dar argumentos, perante a opinião pública mundial, para que os Estados Unidos mantivessem um abjeto bloqueio econômico que impediu Cuba de se desenvolver desde a Revolução de Fidel.

Essa propaganda serviu também de apoio às inúmeras tentativas que os Estados Unidos fizeram de matar Fidel e de tornar Cuba outra vez um quintal americano encostado em Miami — ou um bordel, como era antes.

O que teria sido de Cuba sem a impiedosa perseguição americana?

Os Estados Unidos descobriram, nos anos 1950, a receita de golpes no exterior. Propaganda para desestabilizar regimes, e depois a presença nas sombras da CIA.

A receita funcionou na Guatemala e no Irã. Na Guatemala, o presidente progressista Jacobo Arbens foi sabotado por ter desapropriado terras (não cultivadas) de uma empresa americana que produzia bananas, a United Fruits. Arbens queria melhorar a vida de camponeses miseráveis.

Os americanos o tacharam de comunista por meio de aliados na mídia, financiaram um exército de mercenários sob o comando de um general assassino exilado em Honduras e acabaram derrubando Arbens.

Nasciam assim as Repúblicas das Bananas.

Num documentário, lembro a cena de Nixon, então vice-presidente, saudando diante das câmaras de televisão o general. “Pela primeira vez na história, um povo derruba um governo comunista”, disse Nixon.

O povo guatemalteco nada tivera a ver com o golpe. Foi mais uma das múltiplas mentiras contadas por Nixon em sua vitoriosa carreira.

Vale a pena uma pausa para ver Nixon em ação, logo no início do documentário: (http://www.youtube.com/watch?v=erJJjyWeCVs).

A mesma receita foi aplicada no Irã do progressista Mossadegh, com os mesmos resultados. Num livro sobre o golpe no Irã do renomado jornalista investigativo americano Stephen Kinzer, ele ouviu um agente da CIA que, naqueles dias, era pago para escrever artigos anti-Mossadegh que eram imediatamente publicados na imprensa iraniana conservadora.

Dois sucessos não levam necessariamente a três.

Os americanos usaram a mesma tática para derrubar Fidel, e sofreram uma avassaladora derrota no episódio que passou para a história como a Invasão da Baía dos Porcos.

O povo cubano, mais que o próprio regime de Fidel, rechaçou os americanos. Os cubanos foram mais firmes que os guatemaltecos e os iranianos – provavelmente porque conhecessem muito bem os reais interesses dos Estados Unidos por trás do discurso de campeões do mundo livre.

Nos últimos anos, você recebe tratamento heroico dos Estados Unidos se falar mal do islamismo, ainda mais se for oriundo do universo muçulmano.

O melhor exemplo disso é a somali Ayaan Hirsi Ali, que ganha a vida nos Estados Unidos dando pancadas no Islã. Ayaan, antes de terminar nos Estados Unidos, viveu como refugiada na Holanda. Lá, convenceu um descendente de Van Gogh a fazer um filme antiislâmico e o resultado é que o pobre Van Gogh foi morto por um radical. Ficou pesado o ar para ela na Holanda e então os Estados Unidos a receberam com tratamento vip.

Yoani e Ayaan são casos parecidos, filhas da mesma lógica.

O maior mérito de ambas é falar o que os americanos querem que seja falado. São, para usar a expressão de Boff, escaravelhas internacionais.

http://diariodocentrodomundo.com.br/por-que-falam-tanto-de-yoani/

Responder

    José X.

    23 de fevereiro de 2013 às 17h16

    ——————————————–
    Por que falam tanto de Yoani?

    Por uma razão: ela fala coisas que os americanos querem que sejam ditas.

    Por Paulo Nogueira, no Diário do Centro do Mundo

    Yoani Sanchez, a blogueira cubana, recebe uma cobertura enorme da mídia brasileira e internacional por uma razão: ela critica Cuba.
    ——————————————–

    Acho que o Paulo Nogueira encerrou o assunto. Tudo o mais que se disser sobre a “blogueira” é supérfluo.

Paulo Roberto Álvares de Souza

22 de fevereiro de 2013 às 09h26

Quem notaria a presença de Yoani não fossem as manifestações contra suas aparições estapafúrdias, urdidas por quem se apega aos destroços do naufrágio da barca oposicionista como últimas táboas de salvação?

Responder

Mardones

22 de fevereiro de 2013 às 09h19

O tucano Suplicy é patético como guarda-chuva da Yoani. Por esses e outros, a Dilma defende o controle remoto contra o PIG.

Responder

Gerson Carneiro

22 de fevereiro de 2013 às 09h06

Fale sobre a sua liberdade de dar a volta no mundo falando mal de Cuba e depois retornar livremente para seu lar em Cuba, Yoani.

Brasileiros perseguidos pela ditadura brasileira não desfrutaram da liberdade que você desfruta, Yoani.

Yoani está nua.

Responder

    Willian

    22 de fevereiro de 2013 às 11h10

    Quantas vezes ela teve que pedir visto para poder sair de seu próprio país?

    Há duas prisões na ilha de Cuba: uma em Guatanamo, outra, maior e com mais presos, corresponde ao resto da ilha.

    abolicionista

    22 de fevereiro de 2013 às 17h35

    Achei que ela tinha morado na Suíça, devo ter lido errado. A propósito, meu avô trabalhou a vida inteira, de sol a sol e nunca pôde sair do Brasil. Será que posso considerá-lo um presidiário?

    Roberto Locatelli

    22 de fevereiro de 2013 às 12h56

    Enquanto Yoani roda o mundo com seu notebook debaixo do braço, falando mal do governo de Cuba, Julian Assange está HÁ 8 MESES cercado pela polícia na embaixada do Equador em Londres, por ter denunciado crimes do governo dos eua. Se ele for extraditado para os eua pode ser condenado à morte por “atividades antiamericanas”.

    Sem falar em Bradley Manning, há 2 anos preso e incomunicável, situação que é vedada pelos tratados internacionais. Mas tio Sam se acha acima desses tratados. Manning também é acusado de “atividades antiamericanas”, pois denunciou assassinatos cometidos pelos eua. Também pode ser condenado à morte.

    Obama não revogou totalmente as proibições de cidadãos estadunidenses viajarem a Cuba, exceto se tiverem parentes “diretos” lá, ou seja, mãe, pai, ou filho(s). Tio não serve.

    E o regime de Cuba é que é ditadura, né?

    Julio Silveira

    23 de fevereiro de 2013 às 09h55

    Moral da história “States They are a Shit” e fazem muito mais mal ao mundo que Cuba. Alem de serem hipócritas.

ted tarantula

22 de fevereiro de 2013 às 08h34

Uai…o blog progressista dando guarida a críticas à lei penal???
deve ser descuido…criminosos são intocáveis para a nossa “sinistra”, com o PCC como instancia máxima da intocabilidade…

Responder

    MariaC

    22 de fevereiro de 2013 às 12h52

    Algumas pessoas ficam o tempo todo se defendendo de moínhos de vento.

    Luiz (o outro)

    22 de fevereiro de 2013 às 13h28

    Uai… mas quem faz acordos com o PCC não é a turma do Geraldinhoi Opus Dei?

    Roberto Locatelli

    22 de fevereiro de 2013 às 15h23

    Geraldinho fez acordo com o PCC, do tipo: “vocês não mexem com os bairros de ricos e nós não mexemos com vocês”.

    O resultado é que o PCC é o mais importante produto de exportação de SP. Veja-se a situação de Santa Catarina, por exemplo.

Willian

22 de fevereiro de 2013 às 08h25

A viagem de Yoani ao Brasil foi um teatro. E vocês fizeram muito bem seu papel.

Parabéns, era o que se esperava mesmo!

Responder

    Marta

    23 de fevereiro de 2013 às 10h08

    Vamos aguardar a estreia de Yoani na Venezuela, no Equador, na Argentina…. É melhor ela se cuidar!

renato

22 de fevereiro de 2013 às 08h16

Porque o PT não pede para ela fazer palestra na sede?

Responder

Marcelo de Matos

22 de fevereiro de 2013 às 07h38

O Jânio está certo: deixa a moça correr mundo e ganhar sua graninha. Não são todos os reaças que conseguem financiamento. O grande escritor peruano Mario Vargas Lhosa, prêmio Nobel, se ofereceu para escrever em jornais brasileiros. O PIG não se interessou por seus artigos porque aqui já temos Diogos Mainardis demais. Lhosa teve de ficar escrevendo por lá mesmo. A Yoani pegou essa boquinha, sorte dela. Vamos deixá-la desfrutar.

Responder

Jose Mario HRP

22 de fevereiro de 2013 às 07h06

Pobres brasileiros presos injustamente pedem ajuda a Yoani!(SIC!!!!!!!!)

Responder

    Willian

    22 de fevereiro de 2013 às 14h57

    Evo Morales, Lula, Corinthias… Por que Yoani?

Gerson Carneiro

22 de fevereiro de 2013 às 05h49

A figura tem tanta liberdade que tem a ousadia de vir aqui criticar e dar pitaco sobre o Governo brasileiro. Algum outro cubano pode livremente ir aos EUA criticar e dar pitaco sobre o governo norte-americano?

Qual perseguido político pela ditadura brasileira teve a liberdade que essa mulher desfruta? Qual perseguido pela ditadura brasileira girava o mundo e voltava criticando o regime?

José Dirceu e Genoíno acabaram de ser condenados por vingança ainda daquela época.

Responder

    LEANDRO

    22 de fevereiro de 2013 às 09h39

    Bom…democracia é deixar cada um expressar sua opinião independente de concordar ou não com ela e isso esses grupos não fizeram. E se em cuba existe tanta liberdade para se deixar o país, porque milhares já morreram se aventurando no mar???? Será que lá é permitido manifestações?

José X.

22 de fevereiro de 2013 às 00h44

Minha conclusão sobre o circo “Yoanni”: ela é um personagem.

Por trás dela tem uma máquina imensa. Acho que tudo que ela faz é encenar um script criado por…por quem ?

O blog “dela” é uma operação profissional, administrado por profissionais, onde não aparecem perguntas inncovenientes a ela, só as incontáveis louvações.

É propaganda pura. Quem será que está por trás de tudo isso ? Alguma dúvida ? :) Eu não tenho mais.

O que me entristece é que hoje, com toda a informação disponível para consulta a um clicar de mouse, tanta gente ainda se deixe levar por essa lavagem cerebral. Especialmente, sinto vergonha alheia pelos brasileiros que se sujeitam a ser manipulados tão facilmente.

Responder

    Willian

    22 de fevereiro de 2013 às 11h26

    Seria o caso da blogosfera progressista fazer um artigo sobre a situação de Cuba hoje. Sobre a mídia de lá, comissão da verdade sobre os tempos da ditadura, oposição, presos políticos, censura, estes assuntos chatos. Acho difícil. Não há argumentos, a não ser que todos lá são iguais. Igualmente pobres. Aliás, tornar os habitantes de um país igualmente pobres é a coisa mais fácil do mundo, qualquer um com poderes ditatoriais faria.

    Mas somos jovens, ainda veremos Cuba sair desta.

    Mário SF Alves

    22 de fevereiro de 2013 às 16h12

    Boa, Willian, enfim você está começando a pensar. Será que é a companhia aqui no Viomundo?
    ________________________________________
    Veja bem, eu disse “começando a pensar”, portanto, não se alegre muito. Ainda será preciso reconectar todos os neurônios. Mas, calma, isso não se dará de uma para outra.
    ______________________________________________
    Lição I:
    Leia sobre a história de Cuba. Toda a história e não apenas a que se inicia a partir da Revolução Social;
    Lição II:
    Seja persistente, e seja intuitivo também, lembre-se de tudo o que ELE escreveu e mandou você esquecer;
    Lição III:
    Certifique-se do que é que veio primeiro, se o ovo ou a galinha.

    Nelson

    23 de fevereiro de 2013 às 00h44

    O problema não é o fato de o William não pensar, Mário Alves. Pelo contrário, ele pensa, pensa e pensa de novo, mas, não consegue escrever outra coisa que não o que o gigantesco aparato de propaganda do sistema dominante incutiu na cabeça dele.

    Gabro

    22 de fevereiro de 2013 às 12h23

    Assino embaixo seu comentário.
    Vc matou a charada da contradição maior dessa moça:
    Criticar a falta de liberdade de expressão em Cuba por meio de um aparato de propaganda digno de países totalitários.

    Bonifa

    22 de fevereiro de 2013 às 13h30

    Esta máquina sempre existiu e estão apenas renovando o personagem central de tempos em tempos. Nos anos sessenta, uma parente próxima que abjurava Fidel foi desde o alto sertão cearense até às pequenas vilas do Pantanal Matogrossense fazendo sua pregação contra a Revolução Cubana. A diferença é que naquela época ninguém sequer pensava em perguntar quem financiava a misteriosa perigrinação de tal figura. Hoje isso daria muito na vista. Hoje, a extrema direita a serviço de determinadas organizações internacionais utiliza abundantemente o expediente dos prêmios em dinheiro. Um político prestativo ganha de alguma instituição ou organização um gordo prêmio e ninguém pode, oficialmente, fazer qualquer objeção a isso. Um jornalista prestou para a direita algum serviço diferenciado, logo ganha uma pequena fortuna em prêmio legalmente reconhecido, e mais uma viajem para sumir por algum tempo. Tudo fica bem. No caso da Yoani, foram e são dados tantos prêmios que não seria surpresa que algum deles tenha saido quando a figura sequer era ainda conhecida.

    Mário SF Alves

    22 de fevereiro de 2013 às 15h17

    Combinemos assim: à direita o que interessa ela absorve, trás pra dentro de si, aprimora e esfrega na cara do mundo; o que não interessa ela violenta ou sutilmente expele.
    ___________________________________________
    E este expelir pode ser, inclusive, a morte em vida. Yoani ou Severina? A escolha é sua.
    _____________________________________________________
    Lembra os Zés, Dirceu e Genoino? A escolha agora não é mais só sua, é nossa. E a melhor forma de manifestá-la é pela via constitucional, radicalizando a defesa de tudo aquilo que é fundamental ao pleno exercício da democracia.

    Bonifa

    22 de fevereiro de 2013 às 17h03

    Vamos sugerir ao Governo Cubano que institua um imposto sobre a renda de cidadãos cubanos que recebam prêmios no exterior. A opção para não pagar a taxação seria a desistência da cidadania cubana. Ela não faria isso, já que sem esta cidadania, Yoani não serviria mais para os propósitos de quem maneja os seus cordéis. Evidentemente ela se recusaria a pagar, para não desviar para o povo de Cuba uma parte do que ganhou com tanto empenho. E ao aparecer em Cuba sem prestar contas ao fisco, ela poderia ser presa por mera sonegação de impostos, uma penalidade humilhante em qualquer parte de seu mundo capitalista.


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