VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Ivana Bentes: A vanguarda da retaguarda reage


24/06/2011 - 13h12

A Esquerda nos Eixos e o novo ativismo

Ivana Bentes, no Trezentos, via Nassif

Pretendia escrever um texto de avaliação sobre as Marchas da Liberdade em todo Brasil quando vi este artigo na rede [“A esquerda fora do eixo, publicado dia 17 de Junho de 2011 no site Passa a Palavra com assinatura coletiva http://passapalavra.info/?p=41221] sintomático da perplexidade de certos setores da esquerda tradicional com as mudanças e crise do capitalismo fordista e as novas dinâmicas de resistência e criação dentro do chamado capitalismo cognitivo (pós-fordista, da informação ou cultural).

Crise e desestruturação que tem como horizonte a universalização dos meios de produção e infra-estrutura pública instalada, a constituição de novos circuitos e mercados e a emergência de uma intelectualidade de massa (não mais o “proletariado”, mas o cognitariado) com a possibilidade da apropriação tecnológica por diferentes grupo (software livre, códigos abertos, cultura digital).

Crise e paradoxo onde o próprio crescimento gera e multiplica precariedade, mas também novas dinâmicas e modelos.

O capitalismo da “abundância” produz crise ao entrar no horizonte da gratuidade/compartilhamento/colaboração com uma mutação da própria idéia de “propriedade” (ver a crise do Direito Autoral).

O texto percebe as mudanças, estruturais, mas não consegue ir além nas conseqüências e funciona como uma caricatura que busca demonizar as novas dinâmicas sociais e culturais pós-fordistas e despotencializar a cultura digital, o midiativismo e as estratégias de apropriação tecnológicas das redes, inclusive a apropriação de ferramentas como o Facebook, twitter e outras para causas e objetivos próprios, como fizeram os árabes e os espanhóis, hackeando as novas corporações pós-fordistas.

Falta ao texto (além de diagnósticos equivocados sobre a “nova classe dominante”) um arsenal teórico minimamente a altura das mutações, crises e impasses do próprio capitalismo.

Há uma frase sintomática neste artigo que me chamou atenção e que esclarece em muito sobre “quem” fala e de “onde” fala sob a assinatura anônima/coletiva:

Diz: “é praticamente impossível para um observador desatento ou viciado nas velhas estruturas identificar e combater o novo sujeito formado por este coletivo (ou rede).”, referindo-se ao Circuito Fora do Eixo a quem os autores atribuem — numa teoria “conspiratória” que não esconde uma envergonhada admiração — praticamente tudo o que está acontecendo de mais interessante na cena do ativismo brasileiro!

A frase explicita o medo diante das novas dinâmicas que estão sendo inventadas e experimentadas “fora do eixo” da esquerda clássica, criando experiências e conceitos que explodem o arsenal de teorias maniqueístas fordistas de uma esquerda pautada pelo capitalismo do século XX, incapaz de enxergar as “revoluções do capitalismo”, dentro “do” capitalismo e que vem sendo discutidas pelo menos desde maio de 68 ou logo depois quando, por exemplo, os teóricos-ativistas Gilles Deleuze e Félix Guattari lançaram o extraordinário manifesto “O Anti-Édipo ou Capitalismo e Esquizofrenia”, de 1972. Ou que ignora as análises sobre as mutações do capitalismo tematizadas por um teórico comunista como Antonio Negri, nos livros “Império” e “Multidão”, dois clássicos contemporâneos.

A frase dá bem a dimensão desse medo e incompreensão do novo e aponta a própria incapacidade de ver dos autores do artigo.

O observador “viciado nas velhas estruturas” é exatamente “quem fala” neste texto, que também se entrega, medroso e preocupado, com a perda do seu próprio protagonismo. Perda de toda uma esquerda fordista que funciona hoje como a “vanguarda da retaguarda” mais conservadora até que muitas dinâmicas do próprio mercado!

Entre os problemas mais gritantes destaco:

1. O texto não consegue configurar que os movimentos e articulações, ainda que incipientes, das marchas das liberdades em todo Brasil não são “a nova classe dominante”, mas a emergência de um movimento transversal, “movimento de movimentos”, com dinâmica própria e singular em cada território, com uma pauta heterogênea, aberta e em construção, sem “central única” ou “comando” dos “iluminados”, que se auto-organiza e cujos “fins” não foram dados a priori!

2. Não se trata de uma “nova classe média liberal”, nem “nova classe dominante”, “despolitizada”, mas de um arranjo transversal que junta e agrega o chamado precariado urbano, a nova força de transformação no capitalismo contemporâneo.

3. Ou seja, movimentos como os das marchas (e tantos outros) ou o Circuito Fora do Eixo são a base de um novo ativismo contemporâneo, a da emergência do precariado cognitivo, ou cultural, ou seja, da explosão e da percepção que o sistema trabalhista fordista e previdenciário clássicos não dão mais contas da dinâmica de ocupações ‘livres’ (mesmo que frágeis e sem segurança) no capitalismo da informação. E que essa precariedade e autonomia não significa apenas “vitimizar” e “assujeitar” é uma potência para novos arranjos, alianças e lutas.

4. O Circuito Fora do Eixo é, no meu entender, um dos mais potentes laboratórios de experimentações das novas dinâmicas do trabalho e das subjetividades. Que tem como base: autonomia, liberdade e um novo “comunismo” (construção de Comum, comunidade, caixas coletivos, moedas coletivas, redes integradas, economia viva e mercados solidários).

Estão FORA do eixo/fetiche da esquerda por trabalhadores assujeitados na relação patrão/empregado! Mas tem enorme potência para articularem não apenas a classe média urbana, mas se articularem com os pobres e precários das periferias e favelas, ao se conectarem com outras redes como a da CUFA e outras, que junta os jovens negros e pobres para outras marchas como a do Direito a Moradia, em preparação. Além de outras articulações sem medo de “aparelhamentos” seja das corporações, dos partidos, ou do Estado. Sem demonizar as relações com os mercados, mas inventando e pautando, “criando” outros mercados, fora da lógica fordista do assujeitamento.

5. Ou seja, o Fora do Eixo entendeu que o modelo na produção cultural é o modelo de funcionamento do próprio capitalismo.

Não mais o capitalismo fordista da “carteira assinada” mas o dos zilhões de free-lancers, autônomos, diplomados sem empregos, sub-empregados, camelôs, favelados, contratados temporários, designes, artistas, atores, técnicos, que ou “vendem” sua força livre de trabalho com atividades flutuantes temporárias, ou se ORGANIZAM e INVENTAM o próprio emprego/ocupação e novos circuitos, como tem feito de forma incrivelmente bem sucedida o Circuito Fora do Eixo, resignificando e potencializando o imaginário de jovens no Brasil inteiro.

Uma esquerda pós-fordista que está dando certo, que inventa estratégias de Mídia, que inventa “mercados” solidários, contrariando os anunciadores do apocalipse.

6. A ideia de que, para se ter “direitos”, é preciso se “assujeitar” em uma relação de patrão/empregado, de “assalariamento”, é uma ideia francamente conservadora. O precariado cognitivo, os jovens precários das economias da cultura estão reinventando as relações de trabalho; os desafios são enormes, a economia pós-Google não é fordista, não é melhor nem pior que as velhas corporações, mas abre para outras dinâmicas e estratégias de luta, EM DISPUTA!

Não vamos combater as novas assimetrias e desigualdades com discursos e instrumentos da revolução industrial!!! Como faz o texto na sua argumentação redutora e tendenciosa.

Não é só o capitalismo financeiro que funciona em fluxo e em rede, veloz e dinâmico. As novas lutas e resistências passam por essas mesmas estratégias.

O Fora do Eixo está apontando para as novas formas de lutas, novas estratégias e ferramentas, que inclui inclusive PAUTAR AS POLITICA PUBLICAS, PAUTAR o Parlamento, PAUTAR A MIDIA, Pautar a Globo, como as marchas conseguiram fazer! Ser bem sucedido ai, onde muitos fracassaram, é o que parece imperdoável!

Há um enorme ressentimento no texto, mal disfarçado, diante de tanta potência, lida pela chave mesquinha da “luta por poder”, “captalização de prestígio”, da “nova classe dominante”. O objetivo infelizmente parece ser o de desqualificar, rotular e “neutralizar” os que são os novos aliados de uma radicalização do processo democrático no Brasil, que estão inovando na linguagem e nas estratégias. “Perigo” que ameaça a jovem/velha esquerda, que perde protagonismo em todas as esferas, incapaz de dialogar com esse novo e complexo cenário, com todos os seus riscos. Experimentar = se expor aos riscos.

7. Como dizem os ativistas italianos: “Odeia a Mídia? Torne-se Mídia”. A velha esquerda foi incapaz de fazer frente as velhas corporações, perdeu para a mídia de massas, conseguiu pautar algumas politicas públicas, mas está francamente perdida no capitalismo dos fluxos e das redes. Não sabe como resistir, nem inovar, nem experimentar, nem ousar. Está tristemente na retaguarda do próprio mercado!!!

8. O artigo parece ter como horizonte a luta por cartórios do século XIX!!! Com estratégias e palavras de ordem abstratas, um “anticapitalismo” vago que perdeu o sentido. Pois as novas lutas são em FLUXO, são modulações, não são MOLDES PRE-FABRICADOS, não são sequer anti-capitalistas, no sentido estrito, pois estão hackeando o capitalismo, se apropriando de suas estratégias para resignificar o COMUNISMO das redes, no sentido mais radical de um comunismo DENTRO do próprio capitalismo, esquizofrenia do sistema que produz hoje um horizonte do COMUM, que temos que construir e pelo que temos que lutar.

9. É preciso dizer ainda que “não existe UM outro mundo”, não existe “fora do capitalismo” (como diz Guattari e Negri) só existe esse mundo aqui, em processo, mutante, imanência radical, e é deste mundo aqui (um rio que vem de longe…) que iremos inventar outros tantos mundos, no plural.

10. O Fora do Eixo, nas suas práticas de criação de comum e comunidades (que o texto detecta mas distorce) e politização do cotidiano, não é o “inimigo” a combater, estão forjando as novas armas para os movimentos em fluxo, então criando redes, fazendo midiativismo, estão relendo e re-inventando, de forma empírica e genial, dinâmicas e processos decisivos dos embates políticos: situacionismo, Maio de 68, experiências de Seatle, hackerativismo, cultura livre, estão na deriva e na luta. A “geração em rede” não mascara nenhum tipo de “conteúdo político oculto e perigoso” que precisa ser desmascarado, ela é o novo conteúdo e linguagem política, ela encarna as novas lutas e está inventando futuros alternativos.

Leia o que Fátima Oliveira escreveu sobre a Marcha das Vadias

E, aqui, como a polêmica acima se expressou numa separação de salas, durante o II Encontro de Blogueiros





55 comentários

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cronopio

13 de agosto de 2011 às 13h15

Achei pouco louvável o fato de Ivana Bentes não colocar o link do blog do Passa-palavra, onde a discussão realmente ocorreu. As discussões via comentários, nas quais tomaram parte gente intimamente ligada ao FdE, deixaram bem claro que as ações desse "coletivo" são para lá de discutíveis. Ivana tenta puxar a discussão para o plano acadêmico, adotando uma perspectiva pós-fordista, mas mesmo aí não consegue sustentar seu argumento. Afinal, os colaboradores do Passa-Palavra não se encaixam na etiqueta que Ivana Bentes quer pregar-lhes: a saber, a da esquerda tradicional. O fato é que o FdE não é uma organização horizontal, o que ficou provado pelo fato de eles ficarem esperando que Capilé tomasse parte nos debates. O FdE não organizou a marcha da maconha, pelo contrário, ele se apropriou dos movimentos horizontais que deram impulso a marcha para colocar ali o nome de sua marca. E o fez prejudicando, inclusive, a qualidade das reivindicações. Como? Sugerindo, por exemplo, que, em "vez de marcha da maconha", o movimento se chamasse "marcha da liberdade", alegando que se deveria deixar de lado reivindicações concretas e defender "a ideia abstrata de liberdade". Algo análogo ocorre na Espanha, trata-se do chamado "ciudadanismo". Para saber mais, consultem o blog do Pasa-Palavra.

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Sagarana

30 de junho de 2011 às 16h37

Cruzes, essa daí fumou maconha estragada.

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Marinho

27 de junho de 2011 às 10h51

Concordo inteiramente com o Leo V, só por desconhecimento pode ser o Passapalavra chamado de "esquerda tradicional e fordista" ou "vanguarda da retaguarda", quando tem em seus quadros João Bernardo que através de artigos e livros como "Economia dos conflitos sociais", "Transnacionalização do capital", "Democracia Totalitária" e tantas outras discute a problemática da organização pós-fordista. Recomendo os artigos "Domingo na marcha" do passapalavra.info para um melhor aprofundamento da discussão.

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Leo V

26 de junho de 2011 às 15h59

Hpa que se ler a continuidade da discussão. Um texto esclarecedor:

Domingo na Marcha (2ª parte) http://passapalavra.info/?p=41710

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Elisabeth

25 de junho de 2011 às 23h52

Esforçem um pouquinho mais… O assunto do texto da Ivana não é sobre capitalismo ,socialismo, esquerda ou direita… É sobre novas formas de se organizar socialmente. "Organização em redes"! não necessariamente sem partidos,sindicatos,associações!Esforçem um pouquinho, vai…

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Elisabeth

25 de junho de 2011 às 23h32

E eu defendo marcha contra a midia corporativa! rs A revolta pela midia de informação corporativa é mundial!!!!
Deviamos pensar como fazer!! O blogs progressistas poderiam aderir… acampar em frente a rede globo ?!! Midia isenta,já!!!rs

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Elisabeth

25 de junho de 2011 às 23h24

Adorei!!
Percebo também desta forma: "sintomático da perplexidade de certos setores da esquerda tradicional com as mudanças e crise do capitalismo fordista e as novas dinâmicas de resistência e criação dentro do chamado capitalismo cognitivo da informação ou cultural.”
“é praticamente impossível para um observador desatento ou viciado nas velhas estruturas identificar e combater o novo sujeito formado por este coletivo (ou rede).”,
E eu acrescentando: Estão RESSENTIDOS! Certos setores da esquerda tradicional se "ressentem" com estes movimentos anônimos, sem “central única” ou “comando” dos “iluminados”, que se auto-organiza e cujos “fins” não foram dados combinados! Incomoda tanto desprendimento, tanta liberdade destes que se ORGANIZAM e INVENTAM novas formas para suas reivindicações e suas vontades!
Eu ja disse antes… vem algo novo por aí, uma novo tipo de revolucionar… Assistam o que vai surgir de novas maneiras de se organizar socialmente. Convido a ver o que acontecendo na Espanha! Debates assembléias,diálogos alternativo sobre questão do Estado ,nas praças e ruas nestes dias! E viva a nova cidadania

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    Ismar Curi

    27 de junho de 2011 às 18h31

    O desconstrutivismo não é novidade, nem nos textos, nem na arte, nem no movimento social, até já passa dos 30 anos, tem seus primeiros cabelos brancos, e seus críticos já pegaram seus pontos fracos. Ele não resolve o mais importante, na medida em que ao dar voz a a todas as tendências, sejam elas quais forem, há uma perda de referência essencial, o que no final acabam sempre sufocadas sob o fluxo incessante do capital a postos para colher seus frutos, ou, seus lucros, agora feito a partir da flexibilidade dos cacos deixados por esse novo acento desconstruivista

    Fernando

    29 de junho de 2011 às 01h59

    Pois é,tem esse detalhe:o referencial.Tudo e qualquer coisa tem que ter seu referencial,justamente pra você se apegar e saber quem você é de fato,a tal da base.O maior problema,e tudo no que se refere as lutas sociais tem é isso.Então temos que pensar nesse ponto em cima e trabalhar

Antônio de Sampaio

25 de junho de 2011 às 19h45

Vamos fazer a ""Marcha da Cachaça"""…

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assalariado.

25 de junho de 2011 às 18h36

Os capitalistas e seus defensores intelectuais direitistas não são inocentes e muito menos bondosos, querem mesmo é confundir a esquerda e, perpetuar a economia de mercado,o deus dinheiro e suas insanas guerras de dominação, tão estratégicas, para a sobrevivencia da ideologia do capital. E, por tabela, perpetuar o Estado capitalista, burgues e a propriedade privada dos meios de produção. É aí que está o perigo. A burguesia do capital, é o sujeito oculto nesta história toda,estão escondidos dentro deste cavalo de tróia a qual eles deram o nome de Estado democratico de direito,estes,nunca aparecem como responsaveis pelas mazelas sociais.

Os donos das fabricas e do latifúndio (meios de produção), que, através da exploração do suor alheio, se enriqueceram, não vão entregar o poder de bandeja nas mãos dos assalariados, e seus aliados politicos. Ou seja, a força de trabalho e a sociedade como um todo, só se libertará da exploração do capital quando socializarmos os meios de produção,que por consequencia, abrirá as portas para o verdadeiro socialismo preconizado por Karl Marx. Não se esqueçam,o socialismo tem a natureza democratica,não confundir com a teoria social democrata (do século 19) e,com o capitalismo de Estado criado por Josef Stalin e, por fim,como conhecemos hoje,a dita 3ª via que, é o capitalismo "social", disfarçado de socialismo.Engana que eu gosto!

Saudações Socialistas.

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zico

25 de junho de 2011 às 18h21

ola azenha…sei que ta fora de contexto, mas gostaria que o blog abordasse a questao do blogueiro ricardo gama do rj. Ele mostra a corrupção do governo cabral e levou 6 tirambaços na cabeça e que por um milagre nao morreu. A história dele tá sendo que meio contada por gilberto braga na novela nas 9. Um detalhe, na novela até atentado vai ter, me contaram, pq nao vejo a tal. Pela minha surpresa, não vejo ninguém brigar por este caso, ninguém publica nada, ninguem associa os tiros que esse homem levou ás denuncias que ele faz, nem a policia quer saber, nem suspeita de quem mandou dar os tiros, enfim….eu achava que isso deveria ter mais espaço nos blogs, espalhar essa história por ae . Eu ainda não fiquei sabendo de nenhum blogueiro que levou 6 tiros em plena copacabana, isso é um absurdo, que deve ser divulgado, independente de que lado esteja, progressista ou não. Isso é pior que ditadura. Nem sei se nesse encontro de blogueiros isso foi debatido, enfim…. ahhh, ia me esquecendo, um carro de deputado federal tb levou tiros aqui no rio….isso nunca aconteceu por aqui…estão tentando calar o pessoal a bala… essa é a realidade…..desculpa mas isso é um desabafo..valeu

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José Antero Silvério

25 de junho de 2011 às 18h12

Pelo que entendi, a Ivana está expondo aqui, de outra forma, o pensamento do Dr. Laymert Garcia dos Santos quando ele diz que o trem do conhecimento está passando em alta velocidade com os eleitos dentro e estamos ficando para traz. Enquanto isso a Virada Cibernética, comandada pelos poderosos está transformando tudo em artigo de consumo, inclusive o ser humano.

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Fabio_Passos

25 de junho de 2011 às 16h47

Por mim se é prá derrubar o poder dos magnata… tô na Revolução.

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Samuel Leite

25 de junho de 2011 às 15h04

Que legal! quer dizer a imprensa sempre escondeu esse assunto, pois poderia prejudicar as pretensões políticas de FHC, mas uma vez confirmada que ele não é o pai da criança… agora vem a Veja, a Folha o Estadão…. dizendo tá vendo, o PT queria caluniar o FHC…. kkkk FHC é CORNO e traia a dona Ruth… kkkk

Sinceramente, não sei o que é pior.

O FHC, desgostoso com tudo isso só cuida agora da maconha. kkkkkkkkkkk

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    O_Brasileiro

    25 de junho de 2011 às 23h35

    É que o FHC sem o Itamar e o Malan é isso ai… nada!

JOSE DANTAS

25 de junho de 2011 às 14h28

Olha pessoal!
Não sei se o texto é bom ou ruim, porém como sonífero não há melhor. Tentei ler três vezes e dormi. Uuuuuáááááá´…

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Alvaro Tadeu Silva

25 de junho de 2011 às 12h13

Esse texto tem tudo a ver com a ideologia do PSDB: "carteiras de trabalho são coisas do passado". Ora séculos XIX, XX e 21 são apenas marcas astronômicas e o modo de produção "fordista", como ela diz, continua, apenas milhões de operários foram substituídos pelos tais robôs.

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assalariado.

25 de junho de 2011 às 12h11

Ora, Ivana, voce é advogada da 3ª via, a social democracia internacional, aqui no "Brazil". Interessante, são os escribas que escrevem deles mesmos e os elevam a categoria de "socialistas" quando não passam de sociais democratas. A história da luta de classes, sempre foi, e é, manipulada pela imprensa burguesa e seus funcionários de plantão. Aqui algumas passagens históricas, sobre as forças produtivas:

1-) Bernstein foi o primeiro a apresentar esta falácia em 1899, em seu livro As premissas do socialismo e as tarefas da social-democracia. Ele sustentou que o capitalismo poderia entrar pacificamente no socialismo à medida que as forças produtivas sociais se desenvolvessem altamente. Portanto, disse, a revolução pela força armada se converteria em pura fraseologia. Declarou arbitrariamente que a vitória do socialismo só podia depender do progresso geral da sociedade, em especial do aumento das riquezas sociais ou do crescimento das forças produtivas sociais, acompanhados do amadurecimento da classe operária em termos de conhecimentos e moralidade. Concluiu: quanto ao sistema capitalista, não se deve destruí-lo, mas fomentar seu desenvolvimento.

2-) O renegado Kautsky tampouco economizou esforços por preconizar a reacionária "teoria das forças produtivas". Em seu livro O caminho para o poder, escrito em 1909, alegou que apenas onde o modo capitalista de produção estivesse altamente desenvolvido, existia a possibilidade de transformar, mediante o poder estatal, a propriedade capitalista dos meios de produção em propriedade pública.

Extrai daqui, (1) e (2): http://www.anovademocracia.com.br/no-40/1514-de-b

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Eudes H. Travassos

25 de junho de 2011 às 12h03

Este é um tema difícil de falar, pois na base dele existe uma disputa entre o estruturalismo e o culturalistas, sendo o segundo, em minha opinião querendo resolver o os problemas sociais do mundo a partir da aquisição de direitos democráticos. Nada mau e bastante justo se se quer apenas inserir segmentos na nova ordem, uma economia por essência excludente que surge e hegemoniza o mundo após a derrocada da economia fordista – afinal, não foi apenas o socialismo soviético que derrocou. (ver post abaixo)

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Eudes H. Travassos

25 de junho de 2011 às 12h03

Eu ainda acho que muitos tapetes estão por levantar, muita poeira terá de baixar pra aí sim, enxergarmos mais claramente o que se definirá realmente como esquerda no mundo, a crise atual do capitalismo já aponta para uma desegmentação destes movimentos contemporâneo onde negros, mulheres, estudantes, punks ou new punks, ambientalistas, trabalhadores sejam proletários ou cognatários, estão nas ruas da Islândia, Grécia, já há ensaios em Portugal novamente se une para protestar às amargas decisões que visam protelar, empurrar com a barriga o que não tem mais jeito. ( ver post abaixo)

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Eudes H. Travassos

25 de junho de 2011 às 12h02

Destes tapetes um já não encobre mais nada, sabemos que qualquer plano econômico que se dê ao capitalismo a humanidade não terá mais nada a caminhar em frente a não ser para o abismo, seja ecológico ou social.

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Max Carvalho

25 de junho de 2011 às 08h40

O artigo de Ivana Bentes se destaca pelo floreado, pelo tarrabufado, pelos neologismos, tão a gosto de uma esquerda dita intelectualizada, que, ao se propor analizar algum aspecto do cotidiano, teoriza, teoriza, teoriza… e, não diz nada, apenas frases desconexas e palavras fora do contexto, como o próprio titulo do artigo anuncia: "A Vanguarda da Retaguarda". Qui diabu é isso seu mininu?

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ellen

25 de junho de 2011 às 02h06

Texto tão mal escrito que se torna incompreensível!

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    francisco p. neto

    25 de junho de 2011 às 13h53

    Realmente foi duro de ler, ou melhor, não consegui ler por falta de raciocínio lógico para a minha compreensão.
    Ou sou limitado mesmo?

    Antônio de Sampaio

    25 de junho de 2011 às 19h42

    Certamente que sim… caso seja um dos auto proclamados com certeza…

    francisco p. neto

    26 de junho de 2011 às 15h25

    Muito obrigado pela dica.
    Agora só falta vc me informar o endereço do local que está internado.
    Quero sua companhia.
    Vc é a luz que faltava na minha vida.
    Somos companheiros hein!

O_Brasileiro

24 de junho de 2011 às 23h26

Essa liberalidade é transitória. Relembrar é viver!
No período medieval, a Igreja, por ser o principal meio de comunicação, detinha o poder juntamente com os senhores feudais, que detinham a terra, que era o meio de produção dominante na época.
Com a criação da imprensa de Gutenberg, a mídia passou a ser o principal meio de comunicação. Os burgueses se apoderaram desta e, por dominarem também os meios de produção subsequentes, as máquinas, tomaram para si o poder até o final do século XX.
Voltamos ao boca-a-boca do período medieval, mesmo com as bocas longe uma da outra! No sistema de comunicação "livre" do século XXI, "sem intermediários", quem tomará o poder num sistema aparentemente "anarquico"? Lula conseguiu ser um líder nesse período. Mas Lula tinha história. Como alguém terá novamente uma biografia tão importante num sistema tão pulverizado???

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El Cid

24 de junho de 2011 às 23h06

Comentário de Luiz Lima, no Blog do Nassif:

"Ah, o pós-modernismo… que textos desconexos, nublados, esquivos. O sujeito histórico desaparece debaixo duma miríade de classificações, neologismos e que tais. Fica difícil até mesmo extrair sentido dessa massaroca. Francamente, um dos comentaristas acertou na mosca: é texto de gerador de lero-lero. Aliás, quem ainda não leu "Império" ou "Multidão", faça um favor a si próprio: economize a grana dos livros. Não existe "capitalismo cognitivo". Existe capitalismo. Assim como não existe "cognitariado". Existe proletariado. O resto é – para criar o meu próprio neologismo – "cyberfarofada". É coisa de quem está assombrado pela tecnologia."

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Leo V

24 de junho de 2011 às 21h03

Aos colegas do Viomundo, a discussão da Ivana bentes não é contra um grupo da 'velha esquerda'. Ela quer fazer passar que é, mo que é muito diferente. Ou por deconhecimento ou por tentar desqualificar. Por isso acho que não cabe a frase final: "E, aqui, como a polêmica acima se expressou numa separação de salas, durante o II Encontro de Blogueiros".

O texto do Passa palavra critica justamente onde não há a horizontalidade e autonomia, critica a separação entre gestores e geridos….

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Leo V

24 de junho de 2011 às 20h35

A meu ver o texto da Ivana Bentes parece no fundo não ter relação nenhuma ncom o texto do Passa Palavra.

Ela trata como e o Passa Palavra fosse um coletivo de marxistas ortodoxos, como se esse discurso de pós-fordismo que ela apresenta fosse estranho a esse coletivo.

O texto no PP não discute nem nega essa configuração pós-fordista que a Ivana Bentes pinta. Ele simplesmente procura mostrar onde dentro de movimentos sociais estão se formando uma nova classe de gestores, uma nova burocracia, e discernir o que é movimento social e o que é emprendimento capitalista nessa cena.

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Ismar Curi

24 de junho de 2011 às 19h55

Pôxa a moça esqueceu de uma autor importantíssimo que trata dessa nova condição e que se ela ainda não leu deveria fazê-lo. É David Harvey que detalha trâmites da passagem para essa nova condição que ele cunha de pós-moderna e que é tratada a partir da compressão de espaço tempo e todas as transformações que isso propricia nas esferas econômica, política e cultural. Ele não chama de capitalismo cognitivo, talvez porque seria muito reducionista, mas, de capitalismo flexível, na medida em que permanecem certas condições do velho fordismo, imiscuídas à flexibilidade em função da questão 'ad hoc' do negócio ser ou não lucrativo…

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Pedro

24 de junho de 2011 às 19h11

Um pouco de clareza seria necessário. Um mundo em turbulência gera muita coisa, coisas boas e outras não tanto. Gera turbulência mental, a consciência fica perturbada, mas a clareza de ideias é um requisito muito importante quando queremos nos comunicar. Senão, do contrário, ficamos com as nossas verdades, que, por isso mesmo, nos parecem mais verdadeiras do que de fato são. Do capitalismo podemos dizer que ele já entrou na fase do colapso. Para o capitalismo só existe, e não é de agora, mas desde a primeira guerra mundial, a guerra como perspectiva. A destruição sistemática – nome mais adequado para guerra – passou a ser o seu princípio em questões políticas. Não é por acaso que os chamados países desenvolvidos estão atolados num imenso arsenal bélico. O genocídio é uma prática da qual não podem abrir mão. Impedindo o capitalismo de inventar novas guerras, estaremos contribuindo para apressar o seu colapso.

Responder

Sônia Bulhões

24 de junho de 2011 às 18h23

Eu também fiquei "perplexa" e pior; mais confusa. Assino embaixo do pedido do Augusto logo acima.

Responder

FrancoAtirador

24 de junho de 2011 às 17h41

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O CONTRAPONTO

Ainda em maio ocorreu uma nova mobilização. Desde 2004, indivíduos e coletivos pró-descriminalização das drogas – ou ainda antiproibicionistas – convocaram a “Marcha da Maconha” e, de modo análogo aos anos anteriores, a marcha foi proibida pela Justiça por apologia ao uso de drogas e a Polícia Militar reprimiu os manifestantes. Por conta disso, no mesmo dia convocou-se na porta da delegacia [esquadra] uma nova marcha, agora contra a violência sofrida. Logo após esse anúncio, o coletivo Fora do Eixo (FdE) entrou em contato com os organizadores para integrar a articulação da próxima marcha.

Entre 21 e 27 de maio ocorreram duas reuniões presenciais. Na primeira lançou-se o nome do ato, que passou a se chamar “Marcha da Liberdade” e não mais “Contra a repressão policial”. Na segunda reunião, no Studio SP – uma casa de show administrada por Alexandre Youssef [filiado ao Partido Verde e colunista da revista Trip] –, Pablo Capilé, articulador do FdE, assumiu as tarefas relacionadas à comunicação da manifestação, como transmissão online, e seu coletivo também arcou com os custos das flores que seriam distribuídas no dia. Capilé ainda mencionou a possibilidade de patrocínio da Coca-Cola à marcha; segundo seu argumento, hoje em dia as empresas buscam contato direto com os grupos e movimentos sem que seja necessário expor as suas marcas. De imediato os presentes ligados ao coletivo Desentorpecendo a Razão (DAR) e Movimento Passe Livre discordaram de tal patrocínio.

Uma das pautas impulsionada a partir da repressão pelos movimentos e coletivos de esquerda foi a promoção de um projeto de lei para proibir o uso de armas “menos letais” em manifestações. Pretende-se que seja aprovado um projeto semelhante ao da Argentina. O coletivo FdE, Cláudio Prado (da Casa de Cultura Digital), e membros da rede MobilizaCultura discordaram que fosse necessário pautar qualquer coisa que não fosse a “própria ideia de liberdade”. Esta foi a maneira encontrada para neutralizar politicamente a Marcha.

Dessa série de manifestações e atos, extrai-se que as mídias sociais – principalmente o Facebook e o Twitter – mobilizaram conjunturalmente novos setores da classe média, mas, por outro lado, houve também um caráter diferenciado da pauta tradicional dos movimentos sociais e da esquerda em geral. A pauta genérica de algumas delas (e mesmo neutra) ou de grande relação com os direitos individuais – como explicitamente no caso da descriminalização das drogas e da liberdade de expressão – tem possibilitado a aproximação de elementos da classe política – tanto de esquerda como de direita [como a ex-petista Soninha Francine (PPS), coordenadora da campanha virtual do candidato à presidência José Serra, que participou da Marcha da Maconha e da Marcha da Liberdade] – e também de novas empresas e ONGs com foco no marketing virtual, na publicidade e na cultura.

http://passapalavra.info/?p=41221

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Paulo E. Santiago

24 de junho de 2011 às 17h21

O que Ivana escreve não está errado — de fato, há boa informação aí. O ruim é o clima de "Deleuze disse". Quem disse que "tudo é capitalismo" não foi Deleuze, foi Marx. Lênin e Mao Tse Tung ouviram e aprenderam. Deleuze também aprendeu (eu acho!), mas Ivana, se leu, não entendeu nem aprendeu — e repete X, pensando que diz Y.
O fato de a esquerda estar perplexa não é defeito da esquerda. Por que seria defeito ficar perplexa, enquanto as lutas avançam e vão desbravando e vão mostrando caminhos novos? Em todos os casos, melhor a esquerda perplexa, que a direita tão segura, como se vê no texto de Ivana, de suas 'novidades'.
Hoje, no mundo, é o seguinte: quem une e aproxima os combatentes da igualdade é ESQUERDA. Quem faz discurso querendo ser o dono da bola é DIREITA.

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    fkerouac

    25 de junho de 2011 às 05h21

    Tem mta esquerda que "centraliza" a discussão, o debate. Vc somente repete o dogma do século xx, esquerda defende igualdade e direita defende desigualdade. Ora, nesse seu discurso, quem parece querer ser o dono da bola (na questão da igualdade) é justamente a esquerda… e quem se aproveita é a direita, usando o discurso da igualdade…

    cronopio

    13 de agosto de 2011 às 13h23

    Na única linha de seu texto que dedicou aos “pobres e precários das periferias e favelas” Ivana apenas aventa a hipótese de que essa população “outra” poderia ser incluída, numa espécie de futuro hegeliano, pelos movimentos “pós-rancor”. Não diz quando nem como e parece acreditar, tal como os marxistas soviéticos, que a força da história move-se a si mesma, e incluirá os “pobres precários” no mundo da política. Vale aqui mencionar o dado geográfico de que a população das favelas é hoje o maior agrupamento humano do planeta (como revela Mike Davis). Tratar esse agrupamento como uma exceção é reafirmar o mesmo tipo de mecanismo normativo que postula o modelo masculino-branco-ocidental como o tipo humano por excelência, mecanismo que o texto critica explicitamente, mas corrobora em sua inevitável faceta perversa.

Lucas

24 de junho de 2011 às 17h08

Aparentemente o Passa Palavra segue com o debate. http://passapalavra.info/?p=41431

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ANTONIO ATEU

24 de junho de 2011 às 16h34

O estudo da relação dialéctica entre estrutura e história é essencial para uma compreensão adequada da natureza e das características de qualquer formação social para cujos problemas se procurem soluções sustentáveis. Isto é particularmente importante no caso da formação social do capital, com a sua tendência inexorável para uma determinação totalmente abrangente e estruturalmente incorporada de todos os aspectos da reprodução social e da – realizável pela primeira vez na história – dominação global implícita nesta forma de desenvolvimento.

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@manolo_ssa

24 de junho de 2011 às 16h29

Faltou postar o artigo original, para ficar equilibrado.

A esquerda fora do eixo http://passapalavra.info/?p=41221

Os leitores interessados por este artigo estarão decerto interessados em conhecer também um artigo posterior sobre o mesmo tema (http://passapalavra.info/?p=41431) que inaugura uma nova série.

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José Eduardo Camargo

24 de junho de 2011 às 16h17

A "velha esquerda" se estrebucha diante do novo e é fácil entender porque. O tempo das lideranças iluminadas acabou. Viva o coletivo!

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    O_Brasileiro

    25 de junho de 2011 às 13h01

    Anarquistas graças a Deus…
    Adorava isso na minha juventude… Seria bom viver a utopia!

    Antônio de Sampaio

    25 de junho de 2011 às 19h44

    Ainda dá… cai fora daqui e vai cortar cana em Cuba… tem a Coréia do Norte também… vai la rapaz… não passam de embusteiros e demagogos.

    O_Brasileiro

    25 de junho de 2011 às 23h39

    Aos desavisados:
    "Anarquismo (do grego ἀναρχος, transl. anarkhos, que significa "sem governantes",[1][2] a partir do prefixo ἀν-, an-, "sem" + ἄρχή, arkhê, "soberania, reino, magistratura"[3] + o sufixo -ισμός, -ismós, da raiz verbal -ιζειν, -izein) é uma filosofia política que engloba teorias, métodos e ações que objetivam a eliminação total de todas as formas de governo compulsório.[4] De um modo geral, anarquistas são contra qualquer tipo de ordem hierárquica que não seja livremente aceita [5] e, assim, preconizam os tipos de organizações libertárias.
    Anarquia significa ausência de coerção e não a ausência de ordem.[6] A noção equivocada de que anarquia é sinônimo de caos se popularizou entre o fim do século XIX e o início do século XX, através dos meios de comunicação e de propaganda patronais, mantidos por instituições políticas e religiosas." (Wikipedia)

    cronopio

    13 de agosto de 2011 às 13h22

    O velho tropicalismo é quem estrebucha, com sua tentativa de conciliar a lógica do mercado de massa e produção artística. O próprio Julio Medaglia, um dos idealizadores do trpicalismo, disse, em 2007, que o show do Caetano parece uma missa do Edir MAcedo. Olhe o que se tornou o mercado cultural brasileiro. A última coisa de que precisamos é de apologetas do mercado.

ANTONIO ATEU

24 de junho de 2011 às 16h05

O estudo da relação dialéctica entre estrutura e história é essencial para uma compreensão adequada da natureza e das características de qualquer formação social para cujos problemas se procurem soluções sustentáveis. Isto é particularmente importante no caso da formação social do capital, com a sua tendência inexorável para uma determinação totalmente abrangente e estruturalmente incorporada de todos os aspectos da reprodução social e da – realizável pela primeira vez na história – dominação global implícita nesta forma de desenvolvimento.

http://www.advivo.com.br/blog/antonio-ateu/istvan

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duarte

24 de junho de 2011 às 15h09

Não existe uma marcha pela liberdade de imprensa e contra o monopólio das comunicações, até agora marchas tipo da maconha e etc, parece mais aquele tipo de protesto chique, retrô 68. Droga por droga, seria mais interessante a marcha por melhor transporte urbano, segurança pública, saúde, oops, tudo aquilo que as elites

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    Maria José Rêgo

    25 de junho de 2011 às 02h40

    Duarte. Concordo com você.

    fkerouac

    25 de junho de 2011 às 05h25

    Vc perde o foco. A questão não é A MARCHA, mas é o FAZER a marcha. É o TER o direito de FAZER a marcha que for.

augusto

24 de junho de 2011 às 13h59

O ivana, eu acho, tenho a impressão que entendi 5,0% do que voce disse ai.
Dá pra me explicar ou traduzir os outros 95,0%?

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    fkerouac

    25 de junho de 2011 às 05h34

    Os 95% = revolução anti-capitalista-esquerda-centralizada se mostrou falha, por 'N' motivos. A organização em rede, descentralizada, sem foco em partido polítco( estritamente partidária-ideológica ) é dinâminca, igual a REALIDADE, é capaz de juntar muitos adeptos, assim como uma GREVE de TRABALHADORES. A marcha da maconha, organizada em sua maioria pela internet, é tão formadora de opinião quanto uma greve por melhores condições de trabalho.
    Tem um livro chamado 'Local da Cultura', do Homi K. Bhabha. A ideia que pode ser apreendida de seus textos é: Revolução pelas Bordas. A revolução DENTRO do sistema. Como a autora fala, revolução dentro do capitalismo, utilizando o sistema…

    Elisabeth

    25 de junho de 2011 às 23h37

    Ivana gostei muito. E tambem estou percebndo assim :" revolução dentro do sitema"! Um tipo de implosão nos antigos esquemas ja estabelcidosde revindicar, e ações mais pragmaticas de consquistas sociais!

Zé Fake

24 de junho de 2011 às 13h30

Desenho ?

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