VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Heitor Costa: O modo socialista de governar Pernambuco


15/04/2013 - 22h26

O modo socialista de governar: caso de Pernambuco (I)

por Heitor Scalambrini Costa*

Pernambuco, estado de grandes tradições libertárias, encontra-se hoje governado pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB). Nascido há 65 anos, teve sua existência interrompida pela ditadura militar por 20 anos (1965-1985), retomando suas atividades em 1985.

Teve como presidente, a partir de 1993, Miguel Arraes de Alencar, e desde 2008 até hoje quem o preside é seu neto, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos.

Em sua página na internet, o manifesto do PSB tem como lema “Socialismo e Liberdade”, e apresenta 11 princípios que o orientam. Cabe mencionar o item VII, que afirma que “o objetivo do Partido, no terreno econômico é a transformação da estrutura da sociedade, incluída a gradual e progressiva socialização dos meios de produção, que procurará realizar na medida em que as condições do País a exigirem”.

Verifica-se neste ponto, a maior contradição entre o que está escrito e o que se pratica (dizer e fazer).

Nunca é tarde para lembrar que uma das diferenças fundamentais entre o capitalismo e o socialismo, é que este propõe a socialização de todas as formas produtivas, como indústrias, fazendas, etc, que passam a pertencer à sociedade e são controladas pelo Estado, não concentrando a riqueza nas mãos de alguns.

Portanto, socialismo é sinônimo de uma sociedade que aboliu a propriedade privada capitalista dos meios de produção, os quais passam a serem propriedades cooperativas ou coletivas dos criadores das riquezas, os trabalhadores.

Bem, vejamos o caso de Pernambuco, cujo governador socialista é o presidente do PSB.

Eleito em 2005 e reeleito em 2010, possui hoje um dos maiores índices (senão o maior) de aceitação popular entre os governadores da República. Seu governo é mostrado ao país e exterior como gestão eficiente, moderna, democrática e transparente.

Uma atuação midiática (ai sim, eficiente) pulverizada pelo Brasil, sem contenção de recursos financeiros, mostra dia após dia uma agenda positiva, de grande gestor, jovem, dinâmico, competente, atraindo empresas para Pernambuco, em particular para o Complexo Industrial Portuário de Suape. Além do amplo respaldo da grande mídia estadual com histórica tradição adesista (não importa qual governo).

Conta com interlocutores no grande empresariado nacional, na siderurgia (em particular), energia, banqueiros, no setor industrial em geral e no comércio. Permitindo assim que circule e seja bem aceito no universo das grandes corporações.

Portanto, aceito pelo povo e pelos empresários, este seria o homem certo para governar o País?

Vejamos como pensa e age este político de berço, conforme seus interesses que hoje se concentram em viabilizar sua candidatura à presidência da República.

De inicio, o fato de falar em nome de um Partido Socialista que propõe a transformação estrutural da sociedade com a socialização dos meios de produção, e sua ação à frente do Executivo pernambucano, demonstra o quanto há de propaganda enganosa, em sua gestão e no partido que comanda.

Como ex-integrante do governo Lula, foi ministro de Ciência e Tecnologia (MCT) de janeiro de 2004 a julho de 2005, em substituição ao ministro Roberto Amaral (também do PSB, o mesmo que publicamente declarou que o Brasil deveria construir sua bomba atômica).

Na sua curta passagem pelo MCT defendeu a ampliação das atividades nucleares no País, realizando a revisão e o soerguimento do Programa Nuclear Brasileiro. Apoiou financeiramente a reestruturação da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). Como governador defende a instalação de uma usina nuclear em Pernambuco.

Além disso, articulou e foi um dos maiores defensores, juntamente com Ministro da Agricultura da época, Roberto Rodrigues, do uso das sementes transgênicas, sem que se levasse em consideração o principio da precaução, da prevenção e dos possíveis riscos desta tecnologia. A votação da lei 11.105/05, que instituiu a Política Nacional de Biossegurança, chegou ao seu desenlace de forma revoltante para os movimentos ambientalistas e sociais, e para muitos cientistas.

Na verdade foi uma traição (mais uma) do governo Lula ao seu programa eleitoral, onde uma visão de prudência sobre a transgenia aparecia em 3 capítulos: o do meio ambiente, o da saúde e o do Fome Zero.

Com esta lei, pela primeira vez foi aberta uma exceção para a obrigatoriedade do licenciamento ambiental, que somente será exigido quando a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) assim decidir.

Desde sua criação, em 2005, a CTNBio nunca exigiu licenciamento ambiental para a pesquisa e produção de organismos geneticamente modificados (OGMs).

Em 2012, a produção de soja geneticamente modificada no Brasil (chamada popularmente transgênica), alcançou 89% do total produzido, enquanto que do total de milho a produção transgênica chegou a 85% da área plantada.

Ao se candidatar ao governo de Pernambuco, o discurso de Campos era de lutar contra a guerra fiscal, pois na época afirmava que ela destrói a República, o federalismo. Atualmente, participa ativamente do aprofundamento da guerra fiscal.

Nesta guerra com outros estados pela conquista de empreendimentos, é corriqueiro realizar renúncias tributárias, financeiras e creditícias, sem que a sociedade pernambucana se dê conta do montante do comprometimento das receitas futuras. É comum também oferecer como contrapartida a um empreendimento, a realização das obras de terraplanagem ou de acesso viário.

Para contornar as exigências do serviço público, como a elaboração de projeto básico e executivo e licitações, o Estado acaba financiando a obra, sem a cobrança de juros. A criação do Proinfra em 2011 prevê a concessão de descontos no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e funciona de maneira cumulativa com outros incentivos.

Para o desenvolvimento do estado (talvez para o país?) sua proposta é de crescimento predatório, com completo desrespeito à natureza, ao meio ambiente.

Em Pernambuco nunca se desmatou tanto em tão pouco tempo, como em seu governo. Em 27 de abril de 2010 foi aprovado pela Assembléia Legislativa de Pernambuco o projeto de lei do Executivo número 1.496/2010, que autorizou o desmatamento de 691 hectares (508 de mangue, 166 de restinga e 17 de mata atlântica).

Inicialmente se previa — por pressão popular foi reduzido — desmatar 1.076 hectares (área total equivalente a 1.000 campos de futebol) de vegetação nativa: 893,4 hectares de mangue, 17,03 de mata atlântica e 166,06 de restinga, para a ampliação do Complexo de Suape.

A votação foi simbólica, do tipo em que deputados favoráveis permanecem sentados e os do contra ficam em pé. Com ampla maioria no Legislativo estadual, Campos não teve nenhum problema para aprovar o desmatamento.

Também recentemente a lei número 14.685/2012, de 31 de maio, foi aprovada, prevendo o desmatamento de área correspondente a 1.500 campos de futebol, da caatinga que está na rota da obra de transposição do rio São Francisco.

A justificativa foi de integrar os eixos norte e leste com as bacias hidrográficas de 8 municípios pernambucanos. Trata-se do maior desmatamento de vegetação nativa já legalizada em nível estadual. Neste caso o governo propõe o desmatamento e ele próprio autoriza, visto que a bancada governista na Assembléia Legislativa é majoritária.

Mesmo com as promessas de compensação ambiental (como se fosse possível!!!), e com ampla propaganda enganosa na mídia — de que o meio ambiente está sendo preservado — o que se verifica na realidade é que as exigências feitas pelo Ministério Público Estadual em relação aos Termos de Compromissos assinados entre as partes, para efeitos de compensação e recuperação ambiental, não são cumpridos integralmente em Suape (cumpridos somente na propaganda).

Até hoje o MPE não sabe onde exatamente houve este replantio de mais de 1 milhão de hectares anunciados pela propaganda oficial, com ampla divulgação, em página dupla, nos três jornais de maior circulação no Estado, em 17 de janeiro de 2012.

No que concerne à devastação da caatinga, nem mesmo a compensação ambiental foi anunciada. Verdadeiro crime contra a natureza (e com as pessoas que necessitam dela) está ocorrendo em Pernambuco.

Além da destruição ambiental em Suape e no Sertão, outra violência esta sendo cometida contra os moradores daqueles antigos engenhos onde se localiza o Complexo de Suape. Os direitos de mais de 15.000 famílias estão sendo violados com a omissão dos órgãos que deveriam zelar pelo cumprimento das leis, mas que fazem “vista grossa”.

A retirada do que a Administração de Suape denomina “posseiros” (há controvérsia jurídica a respeito) tem sido através da força e da violência. O que se caracteriza como uma enorme injustiça.

Ao não levar em conta, para efeitos de indenização, o valor da terra, e somente as benfeitorias, os valores pagos resultam irrisórios (em março de 2012 um hectare na região valia em torno de R$ 500.000,00). As indenizações variam de R$ R$ 12.000,00 a R$ R$ 40.000,00 para sítios de 5 a 10 hectares, sendo pagas depois de os moradores serem expulsos dos locais onde praticavam a agricultura familiar ou viviam da pesca artesanal.

Estas denúncias estão devidamente documentadas e já foram entregues ao MPE, ao governo do Estado, à presidência da empresa Suape, entre outros órgãos, sem que os mesmos averiguassem e/ou respondessem aos agredidos. Estas pessoas invisíveis aos olhos da sociedade merecem respeito.

Também se constata uma triste realidade nas cidades que fazem parte do entorno de Suape, nos aspectos de moradia, mobilidade, saúde, educação, lazer, violência urbana…

As denúncias dos moradores estão sendo apresentadas repetidas vezes na mídia estadual, que frente à eminência de convulsão social nestas cidades fica impossibilitada de omitir os descalabros vividos pelos habitantes. No que se refere aos quase 50 mil trabalhadore(a)s vindos de todo o Brasil, as condições de trabalho são deploráveis, conforme denúncias dos sindicatos.

As greves sucessivas por melhores salários e condições de vida mostram como, em pleno século XXI, os operário(a)s são tratados.

Outro grave e recorrente problema, que atinge os 2/3 dos municípios pernambucanos, é a seca. Ano após ano constata-se o abandono de políticas públicas estruturantes que possibilitariam ao conjunto dos agricultores familiares minimizar o sofrimento com a perda da produção e rebanhos dizimados devido à inércia dos governos municipal, estadual e federal, que não atenderam em tempo hábil à demanda destas populações.

Estamos vivenciando a pior seca das últimas décadas no Nordeste. Currais vazios, sítios abandonados, pequenos produtores à beira do desespero na bacia leiteira pernambucana. Mas a propaganda exacerbada na grande mídia mostra o crescimento econômico de Pernambuco para alguns, com um conceito já vivido na década de 70, em plena ditadura militar, de “que é necessário o bolo crescer, para depois dividí-lo”. Este modelo se reproduz em Pernambuco.

O Estado tem hoje mais de 120 municípios em situação de emergência e 1,1 milhão de pessoas sofrendo os efeitos da seca. A situação é muito grave. Famílias estão passando por sérias necessidades, porque não conseguem produzir. Falta água, principalmente. Ano a ano se repete a conduta do governo frente à tragédia humana que a seca acarreta.

Há anúncios de carros pipas, de milhares de reais que nunca chegam e acusações de que o governo federal abandona os sertanejos, além do discurso populista ao lado de ex-lideranças da sociedade civil, agora funcionários do governo.

Mas o que contrapõe de forma inequívoca o discurso da modernidade gerencial, da transparência, é o grau de nepotismo que impera no governo estadual. Existe uma ramificação de parentes, contraparentes que estão instalados nos diversos escalões da administração pública.

A semelhança do governo de Pernambuco com as tradicionais oligarquias nordestinas, que sempre confundiram o público e o privado, não é mera coincidência. Ela existe largamente na administração do Estado. É o neo-coronelismo presente.

O próximo artigo vai abordar as políticas públicas estaduais adotadas (saúde, educação, transporte, seca) nestes 6 anos de governo, e os impactos na qualidade de vida dos pernambucanos. Será analisado o porquê de Campos ter uma gestão tão bem avaliada pela população.

*Professor da Universidade Federal de Pernambuco

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Por Laurindo Lalo Leal Filho



33 comentários

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swamy

30 de outubro de 2013 às 00h22

Outra opção de esquerda com Dudu campos e marina? Você anda assistindo o JN e lendo a Folha e a Veja, não é?

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Rômulo Gondim – “Aqui fica um alerta para não nos iludirmos com os salvadores da Pátria”

29 de outubro de 2013 às 14h10

[…] O modo socialista de governar Pernambuco (1) […]

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Wilson Rubiatti – Crítico pernambucano de Eduardo Campos: “Uma eficaz máquina de propaganda faz milagres”

15 de outubro de 2013 às 08h51

[…] série escrita pelo autor bem antes do anúncio da aliança entre Eduardo Campos e Marina Silva. O primeiro da série está aqui. Republicamos agora pela relevância do […]

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Crítico pernambucano de Eduardo Campos: "Uma eficaz máquina de propaganda faz milagres" - Viomundo - O que você não vê na mídia

14 de outubro de 2013 às 18h17

[…] série escrita pelo autor bem antes do anúncio da aliança entre Eduardo Campos e Marina Silva. O primeiro da série está aqui. Republicamos agora pela relevância do […]

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Eduardo Campos: "Temos um Estado antigo" - Viomundo - O que você não vê na mídia

26 de abril de 2013 às 07h33

[…] Heitor Costa: O modo socialista de governar Pernambuco […]

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Valcir Barsanulfo

17 de abril de 2013 às 21h08

O sorriso de MISS do Dudu beleza não convence ninguém, é tanta falsidade que extrapola as doidivanas dos clubes de sexo.

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Tiago

17 de abril de 2013 às 15h23

São denúncias duras e que devem ser lidas, em especial o trecho sobre a seca. É inaceitável o homem aparecer de “gestor moderno” enquanto abandona o nobre povo do sertão pra morrer na mais profunda miséria.

O Eduardo Campos sempre foi assim, é curioso que, apenas agora que ele aparenta querer voos mais altos, os “progressistas” estão reparando em seus defeitos…

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Urbano

17 de abril de 2013 às 15h12

O multicara eduardo moita é um socialista de boston…

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Taques

17 de abril de 2013 às 13h40

Quando puxava o saco de Lula e Dilma o cara era o rei da cocada.

Foi só querer botar as asinhas pra fora e agora é o diabo.

Pergunto: ele era bom ou ruim?

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    Valcir Barsanulfo

    17 de abril de 2013 às 21h06

    Taques, ele é um oportunista, é um netinho biônico, que foi sempre enganador, e não tem rota própria, em momento pulou no pescoço do Lula, agora afaga os seus iinimigos Jarbas e Bob freire, e já já ele os rifa.

Jayme Vasconcellos Soares

16 de abril de 2013 às 17h53

Está muito claro porquê esta onda, principalmente do sul do País, contra O Eduardo Campos! Ele é do Nordeste, de um partido de esquerda, e, certamente deverá olhar com mais atenção para os Projetos que beneficiem esta sofrida e desprezada região. Não tenho ainda uma escolha definida para um candidato à Presidência da República; mas, certamente, não errarei mais, pois não fazem parte da minha lista de melhores candidato, Dilma, representantes do PSDB e do DEM, ou membros do clube dos parasitas, base do governo atual, que só cuidam de si próprios e não levantam uma pena em favor da maior parte do povo brasileiro. Dilma tem raiva dos aposentados da Previdência Social, não toca no nome desta classe, desprezando-a como se fossem restos imprestáveis da sociedade brasileira; mas foram eles que construíram as riquezas, de cujas riquezas hoje usufruímos.

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Valcir Barsanulfo

16 de abril de 2013 às 16h10

Esse Dudu beleza é um embromador e oportunista.
Agora mancomunado com Bob Freire e o Jarbão fracassado vai despencar na ribanceira da mera traição.
Quem trai a memória do Avô que lhe deu toda a oportunidade na vida, espera o quê?

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Valdeci Elias

16 de abril de 2013 às 15h16

Em 2002 quando Lula, assumiu a presidência. A Oposição apostou que ele não terminaria o mandato. Que a crise dominaria o país, as greves parariam o país. O PSB, ao contrario apoiou Lula e acreditou no país.
O PSB foi contra o golpe em 64, apoiou Lula em 2006 e a eleição de Dilma em 2010.
Agora que ele quer lançar um candidato proprio, numa eleição numa suposta democracia. Seu passado é esquecido, e é endemonizado.

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    Neotupi

    16 de abril de 2013 às 21h12

    Quem está traindo seu próprio passado é o Eduardo Campos, ao aliar-se com Serra, Freire, Malafaya, Jarbas e toda a oposição demotucana, contra Dilma, Lula e todo campo de esquerda que ele se aliara no passado.
    FHC também tinha um passado tido com respeitável até 1994. Depois que tomou posse fez um governo dos sonhos do PFL, da FEBRABAN e dos 1% de Wall Street.

    Alexandre Lins

    17 de abril de 2013 às 15h09

    A uma grande diferenca entre FHC e Eduardo Campos, alem de ideologica, o segundo tem vergonha na cara, alem da presenca “espiritual” do Dr. Miguel Arraes!

    Sagarana

    17 de abril de 2013 às 07h06

    E você, apostou que Lula daria um cavalo de pau no programa do PT?

    Valdeci Elias

    18 de abril de 2013 às 15h20

    Não, eu tinha certeza que Lula ia ser perseguido. E que se faria tudo pra ele não terminar o governo dele. Hoje se sabe, que ele venceu e derrotou a Dirieta e o PIG.

Alemao

16 de abril de 2013 às 15h01

O que falta ao Brasil é um partido de direita.

Responder

    Isidoro Guedes

    16 de abril de 2013 às 18h20

    Políticos de direita e partidos de direita até existem no Brasil. Falta apenas que se assumam como tal, porque no Brasil ninguém diz que é de direita, no máximo diz que é de “centro”. (rs…)

assalariado.

16 de abril de 2013 às 13h42

O socialismo em três tempos:

1) Social Democracia Neoliberal: PSDB e genericos, governar para os ricos e exploradores da nação/ Estado e do suor alheio. Ou seja, desenvolver o capitalismo distribuindo miséria, não socializa o fruto do trabalho coletivo, este fruto vai direto para os bolsos das elites ‘nacionais’ e internacionais, com o nome de lucros.

2) Social Democracia: PT e genéricos, é o mesmo que(capitalismo de Estado + privado), governar para os ricos nacionalistas que, também, vivem do suor e da exploração dos assalariados e, adotam a teoria do “vamos explorar o povo/nação assalariariada mas, nem tanto” , vai assim, governando e distribuindo pobreza.

3) Socialismo Revolucionário: é o mesmo que, todo fruto do trabalho coletivo (produção mercadorias e tals), será revertido em beneficio da sociedade e suas necessidades basicas de sobrevivencia coletiva.(NÃO) vive em função dos donos do capital e dos seus lucros. Vive, sim, em função da sociedade como um todo.

Ou seja, os bancos, as minas, o grande comércio, as minas/ minerios, as fabrica, as terras/ latifundios, … Na teoria marxista, digo, na sociedade socialista, estes são os meios de produção, donde sai todas mercadorias em nossa volta, é fruto do trabalho coletivo socialmente produzido, para sobrevivencia dos humanos e da humanidade.

Portanto, não é justo que, uma pessoa (donos do capital), tenham acumulação de riquezas e de capitais, e que, não produzem nada, vivam em fartura, enquanto os que põem as mãos na massa, vivam em sofrimento, através de salários miseraveis, pagos pela burguesia patronal. Teremos, nós então que (SOCIALIZAR), esses meios, através de um Estado Socialista -(não disse capitalismo de Estado)-. É bom não esquecer que, um ser, jamais conseguiria ficar rico, com o suor de seus dois braços, ficar rico, a não ser através da exploração do suor, dos braços alheio.

Saudações Socialistas.

Responder

henrique de oliveira

16 de abril de 2013 às 09h51

Esse cara o tal Eduardo campos não passa de um Collor um pouco melhorado e um Aébrio Neves bem piorado ou seja mais um embuste da grande midia ja que sabe que vai perder em 2014.

Responder

Gerson Carneiro

16 de abril de 2013 às 09h10

Alguma semelhança?

Responder

    Willian

    16 de abril de 2013 às 12h22

    Mais ou menos. Quando interessava, Collor foi tratado pelos petistas como o anti-Cristo e depois, reabilitado, porque também interessava. Já com Eduardo Campos aconteceu o contrário: era aliado e agora, quando interessa, passou a ser tratado como o anti-Cristo, seus erros estão sendo analisados com lupa.

    Pernambuco é o novo São Paulo. Prevejo que saberemos muito sobre o estado nos próximos meses na blogosfera progressista.

    Mas a blogosfera é totalmente diferente do PIG, quero deixar claro.

    Alexandre Lins

    17 de abril de 2013 às 15h30

    Acrescento quando Collor foi candidato tentou o apoio de Miguel Arraes. Esse negou e nunca deixou de apoiar a esquerda. Arraes ateh hoje eh o mentor de Eduardo Campos!

Sagarana

16 de abril de 2013 às 07h53

Noosssaaaaa!!! O governador é o próprio capeta. Como é que estamos sabendo disso só agora?

Responder

ZePovinho

16 de abril de 2013 às 07h26

E aquele caso dos precatórios que Requião falou na entrevista com os blogueiros do Paraná,Azenha?

http://www.dgabc.com.br/News/9000094255/acao-paralisa-processo-de-precatorios-envolvendo-bradesco.aspx?ref=history

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2000 21:20
Açao paralisa processo de precatórios envolvendo Bradesco

Uma açao do procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, paralisou o processo que envolve o Bradesco no chamado escândalo dos precatórios – a fraude com títulos públicos estimada em R$ 3 bilhoes. Em outubro do ano passado, o Ministério Público Federal no Rio ofereceu denúncia contra diretores do Bradesco e do Banco Vetor por gestao fraudulenta e formaçao de quadrilha no caso dos papéis de Pernambuco e Santa Catarina. Mas Brindeiro solicitou, em janeiro, que o Supremo Tribunal Federal (STF) assumisse o processo e suspendesse o andamento do caso na 1ª Vara Criminal Federal do Rio.

O STF nao concedeu a liminar pedida por Brindeiro. A reclamaçao do procurador está nas maos do relator, ministro Ilmar Galvao, e ainda nao foi votada. Mesmo assim, o juiz da 1ª Vara, Júlio Emílio Abranches Mansur, decidiu suspender temporariamente o processo, atendendo a pedido dos advogados dos réus – aproveitando a intervençao de Brindeiro, eles pediram o adiamento dos interrogatórios, que teriam começado no dia 17. A audiência foi remarcada para o dia 21.

Em sua reclamaçao, Brindeiro alega que a açao penal em curso no Rio tem conexao com um inquérito que se arrasta na Justiça estadual pernambucana sobre a emissao dos precatórios, tendo como indiciados o ex-governador Miguel Arraes e seu sobrinho e ex-secretário de Fazenda, Eduardo Campos. Como Campos elegeu-se deputado federal pelo PSB, ganhando, assim, direito a foro especial, os dois casos, para o procurador-geral, teriam de ser encaminhados ao STF.

A denúncia do Ministério Público do Rio foi feita contra o entao diretor da área de operaçoes de títulos públicos do Bradesco, Katsumi Kihara, os sócios do Vetor, Fábio Barreto Nahoum, Ronaldo Ganon e Mauro Enrico Barreto Nahoum, o ex-coordenador da dívida pública da Prefeitura de Sao Paulo, Wagner Baptista Ramos, e diretores da distribuidora Paper e da empresa Tarimba. Só em Pernambuco foram emitidos R$ 480 milhoes em títulos e 80% deles foram comprados pelo Bradesco.

O juiz do Rio, ao prestar informaçoes sobre o processo ao STF, em resposta à reclamaçao de Brindeiro, argumentou nao haver conexao entre um inquérito ainda sem denúncia e a açao em pleno curso. Caso houvesse, ainda assim, segundo Mansur, seria “inconveniente”, de acordo com o artigo 80 do Estatuto Processual Penal, a reuniao de todos os réus do escândalo dos precatórios em um único processo. “A medida pretendida pelo reclamante (Brindeiro) demonstrar-se-ia, na prática, incompatível com a célere apuraçao e apreciaçao dos fatos”, aponta o juiz. Ele lembra ainda que o deputado Campos nao é réu da açao movida pelo Ministério Público do Rio.

Os procuradores da República Artur Gueiros e Raquel Branquinho, autores da denúncia, entraram com solicitaçao na Câmara Criminal da Procuradoria-Geral da República – órgao técnico que serve de árbitro interno da instituiçao – pedindo que Brindeiro retire sua reclamaçao.

“A atitude dele traz prejuízos para o interesse do Ministério Público”, afirmou Gueiros. “Queremos apurar o maior escândalo da história política recente do país.” O recurso dos procuradores poderá ser julgado nesta sexta-feira pela Câmara. Se for acolhido, haverá recomendaçao ao procurador-geral para que desista da reclamaçao.

Responder

Alexandre Lins

16 de abril de 2013 às 01h30

Por que estao com medo do Eduardo Campos? Ele nem confirmou que seria candidato a presidencia. Estao fazendo uma pressao enorme contra o governador, principalmente, nossos companheiros do PT. Ehhhhh a inveja mata! Vamos pra cima Eduardo, pois vc eh o herdeiro politico dos ideais do Dr. Miguel Arraes. Se Dilma quer o PMDB de Sarney, Renan e socios, problema dela! Se Lula gosta de apertar a mao de Maluf, problema dele!

Responder

    Julio Silveira

    16 de abril de 2013 às 09h16

    Sob alguns angulos voce não deixa de ter razão, e aí é que está o tragico disso tudo, não temos para onde correr hoje neste lado que nos encontramos, são todos muito parecidos. Porem existe algo maior nisso tudo, um mal gigante para a soberania do Brasil, que é a propensão de alinhamento do Eduardo com a turma entreguista do FHC, Serra e cia ltda. esses contudo são a garantia de um Brasil Yanke de papel passado.

    Alexandre Lins

    17 de abril de 2013 às 15h14

    Com todo respeito, vc acredita que Sarney, Renan, Moreira Franco e outros sao Patriotas?

    Julio Silveira

    17 de abril de 2013 às 17h45

    Não, não acredito. Mas esses vão com qualquer um, desde que recebam bem, e enquanto estiverem recebendo o que o PT lhes dá estará assegurada a defesa dos interesses da cidadania. E para mim essa é a principal diferença pró PT, ainda não demonstraram concordar em entregar a escritura do País, se quizesse, sei que esses já teriam assinado, como assinaram a falicitação do entreguismo tucano à época.

    Neotupi

    16 de abril de 2013 às 21h23

    O medo não é de Eduardo Campos, é do tinhoso para quem ele vende a alma. Sua candidatura representará um cavalo de Troia carregando dentro as mesmas forças entreguistas que elegeram Collor e FHC, e depois saquearam a nação.

    Alexandre Lins

    17 de abril de 2013 às 15h20

    Vamos ser honestos. Minha PresidentA (ESCREVO ASSIM PORQUE VOTEI NELA!) estah estagnada com a presenca do PMDB “PATRIOTA”. Nao sou ptista (sempre Brizolista/Arraesista) e acho que devemos ter outra opcao de esquerda para agilizar o Brasil rumo a ser Potencia!


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