VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Freixo: O Rio como cidade-laboratório da rebeldia


20/08/2013 - 05h47

Templo do futebol no Rio se tornou estádio de rico?

‘Rio serviu de laboratório para as cidades-negócio; hoje, é um laboratório de cidade rebelde’

por VALÉRIA NADER E GABRIEL BRITO, no Correio da Cidadania

QUI, 15 DE AGOSTO DE 2013

Após anos de descaso no tratamento da coisa pública, complementados por galopante violência militar, o governo Sergio Cabral, a exemplo de outros governantes, foi ao fundo do poço na avaliação popular, a partir dos levantes de junho. Agora, sua casa encontra-se sob vigília, com manifestantes cercando-a dia e noite, e a Câmara Municipal foi ocupada, como se viu em outras capitais.

Para analisar o quadro político do Rio de Janeiro, inflamado pelo desaparecimento do pedreiro Amarildo de Souza, após detenção por policiais da UPP da Rocinha, pra não falar da chacina da Maré, o Correio da Cidadania entrevistou o deputado estadual Marcelo Freixo. O deputado atribui os levantes iniciados em junho ao esgotamento da atual fórmula de “governabilidade” política, baseada em acordos fisiológicos e troca de favores, sem, portanto, relação alguma com os interesses da sociedade.

Freixo traça o quadro desumano a que conduziu a violência que assola o Rio, dentro ou fora das áreas de UPPs. “Tivemos uma audiência pública sobre desaparecidos na Assembleia Legislativa. E só em 2012 nós tivemos 5.900 casos de desaparecimentos no Rio de Janeiro, portanto, são muitos Amarildos que temos. O caso do Amarildo chama a atenção porque foi numa área de UPP (Rocinha), onde não seria aceitável esse tipo de coisa. Mas é aceitável e tolerado em muitas outras áreas do Rio. São 5900 desaparecidos só em 2012, número crescente ano a ano, e não existe nenhuma política pública pra dar conta do problema, porque são pessoas e famílias invisíveis à luz deste modelo de segurança pública que temos”, conta.

Não surpreende que a paciência popular tenha se esgotado, uma vez que, à trágica violência, se somam outros grandes problemas, comuns a todas as grandes cidades brasileiras. “Da mesma maneira que o Rio de Janeiro serviu de laboratório do capital para uma cidade-negócio, elitizada por remoções e grande investimento de capital, seguidos de um processo muito forte de privatizações e ausência de maior participação da sociedade civil, hoje também é laboratório da resistência a esse modelo de cidade”, explica.

A entrevista completa com o deputado estadual e militante dos direitos humanos Marcelo Freixo pode ser lida a seguir.

Correio de Cidadania: Como você enxerga a atual efervescência social e política no Rio de Janeiro, que veio na esteira das grandes mobilizações iniciadas em junho e simbolizadas hoje por diversas manifestações populares em toda a cidade, culminando nas ocupações em frente à casa do governador Cabral e, agora, na própria Câmara Municipal?

Marcelo Freixo: Vejo com bons olhos, pois há um fortalecimento do processo democrático. Acho muito importante que, de alguma maneira, a sociedade se levante, vá às ruas, questione, desde a desmilitarização da polícia até o papel do Ministério Público, passando pela corrupção generalizada, reforma política… São tantas as pautas… No caso do Rio, mais especificamente, que proteste contra a privatização do Maracanã, por exemplo.

Como pano de fundo, acho que podemos ver duas questões centrais pra entender o momento. Primeiro, a crise desse modelo de governabilidade, calcado nas alianças políticas comerciais e mercantis, que só olham para partidos e siglas pensando no tempo de televisão e cargos que podem oferecer.

Essa lógica mercantil na relação entre os partidos, evidentemente, é muito distante dos interesses da sociedade, dizendo respeito somente aos interesses econômicos daqueles que controlam partidos e mandatos.

Por outro lado, há uma crise muito grande do modelo de cidade. A maior parte das revoltas acontece nas grandes cidades, e isso se soma ao modelo de governabilidade: cidades cada vez mais caras, elitizadas, projetos de cidade baseados em remoções e grandes eventos, porém, com o exercício da cidadania muito frágil.

As duas coisas se somam e acabou acontecendo um grande levante, uma grande onda de insatisfação e protestos, que a meu ver podem ter resultados de médio e longo prazos muito favoráveis para a nossa democracia.

Correio de Cidadania: Até pouco tempo atrás, ainda era perceptível um entusiasmo da população carioca com a ideia da cidade eleita para sediar os eventos esportivos mundiais, e que pulsaria ao seu sabor. Como está hoje a percepção da população carioca sobre a sociedade em que vive, neste momento de desaceleração econômica e de acirramento da conjuntura política e social?

Marcelo Freixo: Na verdade, a população não deixou de gostar de futebol, não deixou de gostar de Olimpíadas. O problema é que não está convidada pra essa festa. Neste domingo (11/08), tivemos o Fla x Flu aqui no Maracanã, que sempre foi um dos clássicos mais famosos e importantes do futebol. É interessante olhar o perfil do público que estava no estádio: era um público embranquecido e elitizado. O ingresso mais barato custava 80 reais. Que família, hoje, pode pagar 80 reais, em cada ingresso, e ir ao Maracanã? Portanto, não se deixou de gostar de futebol. Exatamente por se gostar, protesta-se contra esse modelo elitizado de concepção de platéia e espetáculo.

É só ver a documentação da OMX, a empresa que fez o estudo de viabilidade econômica do Maracanã, depois também ganhou a licitação e hoje é dona do estádio. Nos documentos, diz categoricamente que os clubes vão ganhar dinheiro com a mudança de perfil do público e encarecimento do espetáculo. Está escrito nos documentos da OMX.

A população não deixou de gostar de futebol, mas critica o modelo de governo e sua percepção de sociedade neste processo, isto é, que a elitização dos esportes é acompanhada pela elitização da cidade, com as remoções, o encarecimento da vida etc. Não é a população que deixou de gostar dos eventos esportivos; ela percebeu que não pode participar exatamente da festa que mais gosta.

Correio de Cidadania: Quais são, em sua visão, as mazelas sociais mais profundas hoje no Rio de Janeiro, cidade que esteve particularmente afinada ao modelo de desenvolvimento brasileiro, que aprofundou a lógica neoliberal a partir de negócios e parcerias entre o Estado e o grande capital, ao mesmo tempo em que reforçava o Estado Policial?

Marcelo Freixo: Para todo Estado mínimo, há um Estado Penal. Temos um crescimento brutal do sistema prisional e um crescimento muito forte da violência policial, que de certa forma foi socializada nessas manifestações. Aquela violência, naturalizada nas áreas mais pobres do Rio, se estendeu a todos os manifestantes, de todos os setores da sociedade, inclusive os que não são da favela. Houve um processo de ampliação da violência, que a tornou mais visível aos olhos do conjunto da sociedade.

E o Rio é uma das cidades mais desiguais de toda a América Latina. Rico é mais rico, pobre é mais pobre. Um fosso muito grande de desigualdade, com serviços públicos de saúde, educação e transportes – pra falar do tripé principal de qualquer grande cidade – absolutamente precários. Serviços privatizados e que atendem interesses exclusivos de determinadas empreiteiras, como é o caso do transporte, onde elas administram as concessões. São também os casos do metrô, das barcas e dos trens da Supervia.

São grandes negócios às custas de uma qualidade de vida cada vez mais deteriorada, o que dá sentido aos movimentos e à insatisfação coletiva das ruas.

Correio de Cidadania: O que a chacina da Maré e o caso Amarildo revelam, por sua vez, das atuais políticas de segurança pública do estado, especialmente as tão aclamadas UPPs?

Marcelo Freixo: Nesta terça, 13, tivemos uma audiência pública sobre desaparecidos na Assembleia Legislativa. E só em 2012 nós tivemos 5.900 casos de desaparecimentos no Rio de Janeiro, portanto, são muitos Amarildos que temos. O caso do Amarildo chama a atenção porque foi numa área de UPP (Rocinha), onde não seria aceitável esse tipo de coisa. Mas é aceitável e tolerado em muitas outras áreas do Rio. São 5900 só em 2012, número crescente ano a ano, e não existe nenhuma política pública pra dar conta do problema, porque são pessoas e famílias invisíveis à luz deste modelo de segurança pública que temos.

O que estamos cobrando aqui não é só em relação ao caso Amarildo, mas em relação a todos os demais casos, com menos visibilidade e não menos dolorosos. Precisamos ter um departamento específico pra cuidar só de desaparecidos, dar assistência à família e clarear os acontecimentos. Precisamos saber quantos desses desaparecimentos decorreram homicídios, quantos foram mortos pela polícia, pelo tráfico ou pela milícia.

O que significa um estado que tem quase 6 mil desaparecidos por ano? Essa resposta tem de ser dada com mais responsabilidade pelo poder público.

Correio da Cidadania: Nas áreas de UPP, especificamente, o que poderia ser feito pra aprimorar tal modelo? Seria viável um controle social e comunitário de cada uma delas, com participação de membros eleitos da comunidade?

Marcelo Freixo: Não adianta querer apresentar soluções mágicas de fora, com algum iluminado que não mora no local em questão passando a fórmula correta de uma política de segurança. Até porque cada UPP tem uma situação diferente, de modo que tampouco alcançou um modelo perfeito, definitivo.

De toda forma, falta ouvir a sociedade, ouvir os moradores desses locais onde se colocam UPPs. Temos em tais lugares o Estado militar, a mediação militar, mas não temos a mediação civil com as pessoas. Uma paz vigiada e militarizada, portanto.

Claro que é importante não ter o tráfico ou as milícias dando as cartas nas comunidades, assim como é importante reduzir os homicídios e outros crimes, diminuindo os conflitos no local. Mas, no longo prazo, isso por si só não se sustenta.

Por exemplo, na Rocinha, após a chegada da UPP, o governo quis fazer um teleférico. Enquanto isso, a população quer saneamento, quer deixar de conviver com córregos a céu aberto. Mas o governo se recusa a ouvir a população. Assim, ela se impacienta e a revolta estoura em conflitos com a polícia ali instalada.

Sempre fui a favor do policiamento comunitário, porém, o que temos é apenas policiamento da comunidade.

Correio de Cidadania: Como avalia as posturas dos governos Paes e Cabral diante dessa virada política? Como acha que prosseguirão seus mandatos?

Marcelo Freixo: O governo Cabral está agonizando. Um governo que foi muito autoritário ao longo desses anos, no primeiro e no segundo mandatos, muito perverso com o funcionalismo público, muito arrogante na pessoa do governador, que deu muito pouco ouvido à sociedade, além de ter sido muito ausente, por ser um governador que gosta muito de viajar.

Nesse sentido, ele está pagando um preço pelo que construiu ao longo de tais anos. Não é de se ficar surpreso com o que está acontecendo na cidade e estado. Não é à toa que no Rio de Janeiro o movimento social prossegue muito intenso, diferente do que ocorre pelo Brasil. A razão de esse movimento continuar tão intenso no Rio de Janeiro é exatamente o perfil do governo Sergio Cabral. Não é diferente do prefeito Eduardo Paes, mas o movimento segue intenso no Rio, sem dúvida, graças ao perfil do governador Sergio Cabral.

Correio de Cidadania: Diante da extensão e intensidade que vêm atingindo os manifestos populares e as ocupações no Rio, você enxerga a cidade como um laboratório e eixo referencial da luta social, e de classes, do país?

Marcelo Freixo: Da mesma maneira que o Rio de Janeiro serviu de laboratório do capital para uma cidade-investimento, uma cidade-negócio, elitizada por remoções e grande investimento de capital, seguido de um processo muito forte de privatizações e ausência de maior participação da sociedade civil, hoje também é laboratório da resistência a esse modelo de cidade.

Em entrevistas passadas, falava do Rio como laboratório de cidades do capital. E hoje é um laboratório de cidade rebelde, de cidade que se indigna e manifesta contra isso. É interessante perceber esses dois tipos de laboratório e a articulação entre eles.

Correio de Cidadania: Cabral já sinalizou recuos nas ideias de privatização do Maracanã, demolição de seu complexo esportivo e também do Museu do Índio. Acredita na possibilidade dessa reversão?

Marcelo Freixo: O governador já está sendo apelidado de marcha à ré. Nunca vimos recuar tanto. É isso aí. Nossas pautas estão todas, de uma hora pra outra, sendo rapidamente atendidas pelo governador. Não é um surto de humildade ou de consciência política. É pânico, medo, dos movimentos sociais. É isso que ocorre. Já recuou da destruição do Célio de Barros e do Julio Delamare (estádios de atletismo e natação dentro do complexo do Maracanã); já recuou de demolir a escola Arthur Friedenreich, também dentro do complexo do Maracanã; já recuou de derrubar o Museu do Índio; já recuou da destruição do quartel general da polícia militar, outro patrimônio histórico.

Ele está recuando em todas as pautas que apresentamos ao longo de todos os últimos anos. E recua também da privatização do Maracanã.

Mas vamos insistir com as nossas pautas de sempre, ficar na luta, porque ele faz isso a fim de esvaziar a pauta e não ser deposto, não sofrer processo de impeachment. Mas é muito difícil que consiga resgatar qualquer credibilidade política no Rio de Janeiro.

Correio de Cidadania: Em face dessa nova conjuntura histórica que se abriu,  você acha factível a inviabilização do mundial de futebol no Brasil, como sugerem alguns ativistas? No caso mais provável de sua realização, como pensa que poderão agir e reagir os movimentos sociais e populares antes e durante o evento?

Marcelo Freixo: A Copa do Mundo atende aos interesses econômicos da FIFA, que não são os mesmos interesses da sociedade. Foi a mesma coisa na África do Sul e não é à toa que os endereços das próximas Copas são Rússia e Catar, locais onde os negócios da FIFA podem acontecer mais facilmente, com menos interferência do conjunto da sociedade. O que aconteceu no Brasil pegou todos de surpresa.

O problema é: que Copa do Mundo e a serviço de quem? Se fosse pra trazer melhorias na saúde, na educação, nos transportes, tornar o entretenimento mais acessível através do futebol, ninguém estaria reclamando da Copa. O problema é a forma como se dá o processo e a favor de quem.

Valéria Nader, jornalista e economista, é editora do Correio da Cidadania; Gabriel Brito é jornalista.

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15 comentários

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José Luiz Gomes: Polícia de Pernambuco proíbe máscaras em protestos - Viomundo - O que você não vê na mídia

24 de agosto de 2013 às 20h13

[…] Freixo: O Rio como cidade-laboratório da rebeldia […]

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Wladimir Pomar: A quem interessa a baderna nos protestos de rua? - Viomundo - O que você não vê na mídia

23 de agosto de 2013 às 00h38

[…] Freixo: O Rio como cidade-laboratório da rebeldia […]

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Lincoln Secco: A “publicidade” das lutas é que garante o sucesso das “armas” de rua - Viomundo - O que você não vê na mídia

22 de agosto de 2013 às 23h51

[…] Freixo: O Rio como cidade-laboratório da rebeldia […]

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Julio Silveira

21 de agosto de 2013 às 11h44

Fala sério, o Rio de Janeiro sempre foi um “estado rebelde”, mas não com a conotação que Freixo quer dar. Se o cidadão conhece a história do estado, irá lembrar que o Rio sempre esteve na vanguarda da resistência a governos ditatoriais, foi o estado onde Leonel Brizola encontrou apoio para ressurgir das cinzas. O “peleguismo” carioca, de certa forma, é um fato novo, talvez fruto da influência exercida pelas corporações que se tornaram fortes nacionalmente e que conseguiram formar uma cidadania “civilizada” demais, acomodada e conformada. Enquanto poucos benefícios recebem, inversamente aos formadores da opinião da cultura dessa “civilidade”. O que eu realmente acredito é que o Rio está acordando novamente e voltando a ser o que sempre foi, uma bussola que aponta para o rumo que o Brasil deveria seguir, mas que poucas vezes o Brasil seguiu, preferindo seguir São Paulo como o norte. Talvez o Brasil esteja como está por isso.

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Malvina Cruela

21 de agosto de 2013 às 10h34

ao lado um artigo que desqualifica até a quinta geração dos manifestantes..aqui um maluco louva os outros malucos..não se pode dizer que o blog não abrigue a diversidade de ideias..ou seria a algaravia????
ahhhh….a algaravia (aliás esse é o nome de um livro do Jorge Semprun – veterano da guerra civil espanhola que lutou do lado “certo”) que trata justamente dessa curiosa tara da esquerda..a algaravia…ahhhh a algaravia. Por isso os fascistas sempre vencem: cada esquerdista prega sua própria visão do paraíso que é unica e particular e cada um tem uma. A direita sabe o que quer..sempre. Por isso vence sempre.

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abrantes

20 de agosto de 2013 às 23h11

Freixo se realizar uma competição como a copa do mundo é tão ruim assim,eu te pergunto: porque a Inglaterra e os EUA estavam torcendo para que a FIFA desistisse do Brasil e se deslocasse para um dos dois países. Por acaso você sabe o que a industria do turismo traz de recursos para o país com esses eventos,sem contar que se os turistas estrangeiros forem bem recebidos durante o evento a tendência e que retornem em outras oportunidades.
Pelo que estou observando pelas atitudes que vocês estão tomando em relação à COPA é justamente o contrário,ou seja, estão espantando os futuros turistas

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marcia ramires

20 de agosto de 2013 às 22h11

Aos poucos Marcelo Freixo está demonstrando toda a sua irresponsabilidade em considerar o Rio como cidade laboratório da rebeldia e o incentivo que está dando as manifestações que sempre terminam em quebra quebra.Seu principal objetivo é ser governador em 2014 e cada vez demonstra mais a falta de maturidade de seu partido que de extrema esquerd,se uniu a extrema direita nessas manifestações.

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eduardo souto jorge

20 de agosto de 2013 às 21h23

A quem o Fleixo pensa que vai enganar?

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Mariano

20 de agosto de 2013 às 19h56

“No caso do Rio, mais especificamente, que proteste contra a privatização do Maracanã, por exemplo”.

Ué, os manifestantes ficaram putos porque foi gasto muito dinheiro (que poderia ter ido para a saúde/educação, por exemplo), na reforma do Maracanã. Mas todo dinheiro que foi gasto já foi pago? Ou a dívida vai ser paga à prestação pelo atual e futuros governos estaduais?

Se a dívida vai ser paga à prestação pelos contribuintes, a melhor solução é privatizar o Maracanã e deixar que a empresa responsável pelo Estádio se vire para pagar a conta. Afinal, o Estádio do Maracanã não é a vale do Rio Doce.

E eu repito aqui as perguntas de mario silva, com uma pequena mudança no texto:

Qual seria o sistema político ideal para o Brasil, deputado Freixo? Qual o direcionamento político o PSOL tem para o povo brasileiro?

Veja a seguir como é fácil implantar o que o PSOL quer, ou queria até ontem por volta das 14:30: fornecimento gratuito pelo Estado: transporte público de qualidade, saúde, educação,CORTE NOS IMPOSTOS, lazer, moradia, energia, alimentação, remédios, água, vestimenta. Salário base para todos os professores estaduais e municipais de R$ 5.000,00. Todas as policiais com salário idêntico ao da Policia Federal. Entrada de graça nos Estádios de futebol E TRIO ELÉTRICO PARA TODOS OS BRASILEIROS durante 365 dias por ano.

Pergunte a eles que compõe esse Partido: de onde virá os recursos para cobrir todos esses custos?

Para mim esse pessoal do PSOL forma um bando de idiotas: fazem críticas contundentes, mas sugestões que é bom, nada. O diabo é que o pessoal que trabalha por essa tênue democracia que nós temos agora corre o risco de dividir a mesma cela com os PSOLISTAS num futuro próximo. Mas podem ter certeza de uma coisa: nem na cadeia a esquerda conseguirá se unir aos PSOLISTAS dessa vez, se é que numa guerra civil vai alguém para a cadeia. Mirem-se no exemplo do que está acontecendo na Síria. Lá, as execuções são sumárias. Não tem nem mesmo um Barbosa para quebrar um galho com uma pena alternativa de 40 anos por um crime de caixa 2 ou assemelhado. E em caso de uma guerra civil aqui, os americanos vão tomar partido. E não adiante se esconder na selva amazônica: já existe um desfolhante muito mais poderoso que o agente laranja usado na guerra do Vietnam.

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João Vargas

20 de agosto de 2013 às 17h43

Não me surpreendo quando o deputado diz que o Rio é uma das cidades mais desiguais da América Latina. Eu que não moro nesta cidade tenho a nítida impressão que impera um verdadeiro aparthaid nela, onde os pobres são confinados nas favelas e os ricos são donos das praias e das belas paisagens. Existe lugar mais propício para uma revolta generalizada? acho que não.

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mario silva

20 de agosto de 2013 às 14h43

Qual seria o sistema político ideal para o Brasil, deputado Freixo? Qual o direcionamento político o PSOL tem para o povo brasileiro?

Veja a seguir como é fácil fazer politico do PSOL: fornecimento gratuito pelo Estado: transporte público de qualidade, saúde, educação, lazer, moradia, energia, alimentação, remédios, água, vestimenta. Salário base para todos os professores estaduais e municipais de R$ 5.000,00. Todas as policiais com salário idêntico ao da Policia Federal. Entrada de graça nos Estádios de futebol.

Pergunte a eles que compõe esse Partido: de onde virá os recursos para cobrir todos esses custos?

Responder

    Fernando

    20 de agosto de 2013 às 18h19

    Militante petista que votou em Cabral e Paes a mando do Lula detected.

juca

20 de agosto de 2013 às 12h00

Tinha me esquecido de outro cliente vip do escritório de advocacia de Adriana Ancelmo, e que tem negócios milionários com o governo Cabral: a agência Artplan, do empresário Roberto Medina, o homem do Rock in Rio. Relembro abaixo postagem que fiz no blog em março deste ano.

Está aí mais um caso onde Cabral mistura o público e o privado. A ARTPLAN, de Roberto Medina é uma das agências que cuida da publicidade do governo Cabral. No ano passado faturou R$ 30 milhões, e desde 2008 a bolada chega quase a R$ 130 milhões. Isso sem falar na Dream Factory, empresa da filha do publicitário, Roberta Medina que fatura alto com o governo do Estado e a prefeitura do Rio (todo o carnaval de rua é entregue à Dream Factory). E nessa conta não está o patrocínio do Rock in Rio há dois anos, nem da edição deste ano. Só do governo Cabral, a família Medina já recebeu mais de R$ 150 milhões.

Mas agora vejam a coincidência, a ARTPLAN contratou para defendê-la, quem?, quem?, quem? Ora, o escritório de advocacia de Adriana Ancelmo, a mulher de Cabral. Que tremenda coincidência!

Em tempo: Nesta terça vou lhes mostrar mais negócios do escritório de Adriana Ancelmo que envolvem o governo de seu marido Cabral.

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