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“Projeto neoliberal subordinou a educação às necessidades do mercado”


04/12/2012 - 11h18

Convite expõe embate ideológico na educação

Indicação de secretária de Educação do Rio a cargo no MEC gerou mobilização inédita, contrária e a favor

04 de dezembro de 2012 | 2h 03

OCIMARA BALMANT – O Estado de S.Paulo

O convite, na semana passada, para que a secretária municipal de Educação do Rio de Janeiro, Cláudia Costin, assumisse a Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC) trouxe à tona o embate existente entre as duas correntes que pensam e gerem o assunto no Brasil.

De um lado, estão os pedagogos — acadêmicos de instituições públicas tradicionais de ensino — e os sindicatos dos docentes. De outro, profissionais de áreas como administração e economia, além de fundações e instituições voltadas à discussão do tema.

O primeiro grupo, o dos pedagogos, é o que historicamente domina o cenário da educação brasileira, desde a construção do currículo dos cursos de Pedagogia até a formulação dos concursos públicos que selecionam docentes para as redes de ensino.

O segundo, o dos “estrangeiros à Pedagogia”, trouxe referências de outras áreas para a discussão do tema e defende as avaliações externas, as metas de aprendizagem e a existência de um currículo nacional.

Assim que o ministro Aloizio Mercadante fez o convite a Cláudia, o primeiro grupo lançou uma petição pública contra a nomeação. O texto a acusa de autoritarismo didático e de “capitalizar” a educação. Sua gestão no Rio seria marcada pela “privatização do ensino público, a fragmentação do trabalho docente, a perda da autonomia dos professores e a submissão estrita aos cânones neoliberais”.

Em resposta a esse ato de repúdio, o segundo grupo publicou uma carta de apoio à secretária, com números que mostram o avanço das escolas cariocas no Índice de Desenvolvimento Educacional (Ideb) e afirmando que a gestão “ousou experimentar novas formas de aprender”.

Enquanto o debate fervilhava na internet, Cláudia recusou o convite por questões pessoais e o posto do MEC continua vago. Cesar Callegari, que ocupava o cargo, foi anunciado ontem como o novo secretário municipal de Educação de São Paulo.

Em breve, a discussão deve sair dos holofotes, mas continuará nos gabinetes que decidem os rumos da educação brasileira.

Embate. Uma das questões debatidas é a serviço de quem a escola tem sido pensada e realizada. Boa parte da academia acredita que esses novos atores no setor educacional trabalham a serviço do capitalismo, com foco em metas de empregabilidade e enriquecimento do País.

“Existe um projeto neoliberal que diminuiu a importância do Estado e subordinou a educação às necessidades imediatas do mercado”, diz Carmen Sylvia Moraes, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), que ajudou a conceber o manifesto contra a nomeação. “Esquecem-se de que a educação é a expressão e não a causa do desenvolvimento. Precisamos de um trabalhador com autonomia intelectual, crítico. E isso não se consegue com as metas que os economistas propõem.”

Ao se referir a metas, Carmen coloca em evidência outro motivo de discórdia: as expectativas de aprendizagem e as bonificações aos docentes atreladas ao aprendizado dos alunos. Na cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, professores de escolas que alcançaram as metas no Ideb e no IdeRio, o índice local, são bonificados. O Estado de São Paulo tem programa similar.

“A avaliação pode estar maquiada. A educação é mais que as notas de matemática e português. Essa é uma visão curta e economicista que culpabiliza o professor pelo fracasso do aluno”, diz Gaudêncio Frigotto, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), que assinou a petição contrária.

Resultados. Os números do Ideb têm mostrado avanços no Rio. Dados recentes mostram que, enquanto o Ideb dos anos finais do ensino fundamental subiu 0,2 ponto nas escolas públicas do País (de 3,7 para 3,9), o da cidade do Rio foi de 3,6 para 4,4.

Por lá, os professores têm de cumprir um currículo com expectativas de aprendizagem e o concurso público, além da prova teórica, compreende uma aula para uma banca, com o propósito de avaliar a prática de ensino, a didática do docente.

“São experiências que deram certo principalmente em benefício dos mais carentes”, afirma o sociólogo Simon Schwartzman, que assina carta em apoio à secretária municipal do Rio.

Denis Mizne, diretor da Fundação Lemann, endossa o coro. “Conseguir esse avanço no aprendizado em uma cidade grande como o Rio não é pouco. Uma pena ela não ir para o MEC em nome desse debate antigo e de posicionamentos radicais que não ajudam, na prática, a melhorar a educação no País.”

Priscila Cruz, do Todos pela Educação, pondera que o debate é um bom sinal. Mostra que a educação está na pauta. Mas completa: “Enquanto se discute ideologia, o analfabetismo continua”.

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21 comentários

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Rodolfo Machado

09 de dezembro de 2012 às 11h13

Azenha, o assunto não é diretamente relacionado, mas achei muito divertido e interessante:

Uma alegoria contemporânea
“Tax the Rich: An animated fairy tale”, uma animação sobre as desigualdades económicas, de Mike Konopacki, narrada por Ed Asner e escrita e realizada por Fred Glass para a CTF (California Federation of Teachers). Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência…

http://sustentabilidadenaoepalavraeaccao.blogspot.com.br/2012/12/uma-alegoria-contemporanea.html

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MST: Perdemos Niemeyer, nosso grande amigo e exemplo de vida « Viomundo – O que você não vê na mídia

06 de dezembro de 2012 às 09h25

[…] “Projeto neoliberal subordinou a educação às necessidades do mercado” […]

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Niemeyer ao Brasil de Fato, em 2005: Lula podia ter feito mais; virar a mesa « Viomundo – O que você não vê na mídia

06 de dezembro de 2012 às 02h52

[…] “Projeto neoliberal subordinou a educação às necessidades do mercado” […]

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Valmont

05 de dezembro de 2012 às 16h26

Embora tenha me posicionado contra a nomeação de Cláudia Costin para a Secretaria de Educação Básica, por motivos óbvios, não posso concordar com uma visão maniqueísta que coloca os aspectos GERENCIAIS em posição antagônica e inconciliável aos aspectos TÉCNICOS.
É indiscutível a necessidade da GESTÃO PROFISSIONAL para a qualificação de qualquer serviço público. Administração não é para amadores. Um bom médico, por exemplo, não será necessariamente um bom gestor da área da saúde pública. Há que se exigir qualificação profissional dos gestores e não apenas alinhamento político partidário ou APENAS um líder simpático aos trabalhadores da educação.
Embora milite pela valorização dos profissionais da educação, por melhores salários, entendendo que isto é fundamental para atrair pessoas bem qualificadas e assim valorizar a educação pública, não posso deixar de apontar o outro extremo: o malefício do CORPORATIVISMO na gestão pública.
Há que se colocar o interesse público acima de quaisquer interesses particulares. E o corporativismo é justamente a prevalência de interesses grupais em detrimento dos interesses públicos mais amplos e, muitas vezes, em prejuízo da própria instituição. Não se pode conceber que uma instituição pública, seja universidade, escola ou qualquer outra, seja prejudicada por interesses de grupos. Mas, na prática, isto acontece. Na prática, vemos faculdades serem administradas com foco quase exclusivo nos interesses do professores, e, em último plano, os objetivos da própria instituição. Isto é péssimo! Porque a entidade se converte numa burocracia da pior espécie, voltada para o próprio umbigo, gerando cada vez piores serviços para a população.
Para promover o equilíbro entre esses interesses às vezes conflitantes, são necessários gestores qualificados, líderes que aliem conhecimento da realidade educacional e das melhores técnicas de administração. profissionais que tenham a capacidade de motivar os quadros públicos no sentido de produzir uma educação de qualidade e não apenas agradar aos seus colegas e satisfazer as suas demandas particulares.
Sei que os servidores públicos em geral não veem com bons olhos os sistemas de avaliação de desempenho, apenas para citar um desses conflitos mais recorrentes. Mas como detectar deficiências e falhas, como diferençar o profissional relapso daquele que se dedica aos fins da educação? Como aferir os resultados entre diferentes unidades?
Organização se faz com informação e as ferramentas de informação gerencial implicam a necessidade de sistemas de mensuração e avaliação de desempenho em diversas dimensões, tanto individuais como coletivas.
Portanto, transformar esse embate numa guerra é absolutamente insensato. A gestão profissional focada no interesse da sociedade, precisa harmonizar e equilibrar os interesses corporativos e mostrar que o único caminho para a valorização profissional de um servidor público é a busca da excelência da instituição em que ele trabalha. Apenas uma instituição bem avaliada pela sociedade pode merecer a valorização de salários dos seus quadros.

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Pall Kunkanen

05 de dezembro de 2012 às 00h40

Esta mulher é uma lástima, vcs podem até ter esquecido, mas eu não, qdo no primeiro dia a frente da sec de cultura de SP, mandou fechar museus e outros equipamentos culturais “ditos deficitários”. Se foi ideia do Mercadante, esta ai a prova de mais um vendido do PT.

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Lafaiete de Souza Spínola

04 de dezembro de 2012 às 23h33

QUANDO A EDUCAÇÃO SERÁ A PRIORIDADE DAS PRIORIDADES?

UM PROJETO PARA A EDUCAÇÃO NO BRASIL

A solução para resolver os problemas estruturais e amenizar as injustiças sociais do Brasil está, basicamente, atrelada à EDUCAÇÃO. Precisamos, com urgência, investir cerca de 15% do PIB no orçamento da educação. Devemos oferecer escola com tempo integral às nossas crianças, oferecendo, com qualidade inquestionável: o café da manhã, almoço, janta, esporte e transporte, nas cidades e no campo. Como é uma medida prioritária, inicialmente, faz-se necessária uma mobilização nacional. Podemos, por certo tempo, solicitar o engajamento laico das Igrejas, Associações, Sindicatos e das nossas Forças Armadas (guerra contra o analfabetismo e o atraso) para essa grande empreitada inicial. Outros investimentos de grande porte, concomitantemente, devem ser realizados; ajudando, inclusive, a movimentar a economia de todo país: a construção civil seria acionada para a construção de escolas de alta qualidade, com quadras esportivas, espaços culturais, áreas de refeição e cozinhas bem equipadas etc. Tudo isso exigindo qualidade, porém sem luxo. Durante o período de mobilização, paralelamente, o governo deve investir na preparação de professores para atender à grande demanda. Como esse projeto é de prioridade nacional, os recursos deverão vir: de uma nova redistribuição da nossa arrecadação; de uma renegociação da dívida pública, com a inclusão do bolsa família etc. Observações e consequências previsíveis:

1. O tráfico perderá sua grande fonte de recrutamento, pois todas as crianças estarão, obrigatoriamente, em tempo integral, na escola. A segurança pública ficará agradecida.

2. Inicialmente, para aqueles adolescentes que participam de contravenções graves, podem ser planejadas escolas albergues, dando mais ênfase ao esporte e à cultura.

3. A saúde pública será, também, uma grande beneficiária, pois teremos crianças bem alimentadas, sinônimo de saúde para elas e seus pais.

4. O setor financeiro deve entender que isso levará o país, em médio prazo, a outro nível de bem estar. Será bom para todas as atividades que desejam uma nação economicamente forte.

5. Esse projeto, para ter êxito, necessita de uma coordenação centralizada, inclusive para evitar o privilégio de regiões. Deve ficar, então, sob a responsabilidade do Ministério da Educação.

6. Os recursos, atualmente, aplicados pelos estados e municípios, na educação, devem ser adicionados a esse projeto. Tudo passa para o controle do ME.

7. Deve ser criada uma fiscalização, prevista em lei, controlada pela sociedade; com a participação de: pais, professores e sindicatos, com poderes e recursos para denunciar erros.

8. Recursos adicionais: os pais devem pagar 5% do salário (entradas) pela mensalidade de cada filho matriculado.

9. O pequeno agricultor terá prioridade no fornecimento da alimentação dessas escolas. Surgirá, então, um mercado pujante, nesse vasto Brasil, aumentando nosso mercado interno.

10. A EMBRAPA deverá receber recursos adicionais para dar todo apoio a essa gente do campo, aproveitando para ensinar sobre uma agricultura sustentável e como cuidar das matas ciliares.

11. O Brasil passará a ser um país admirado e respeitado. Deixará de ser o país só das “comodities”, esse anglicismo usado para substituir “produtos primários”.

12. Passaremos a ter produtos manufaturados, desenvolvidos e produzidos, aqui, com alta tecnologia.

13. O futuro da energia não poderá ficar dependente da contínua destruição de grande parte da nossa AMAZÔNIA. Precisamos desenvolver tecnologias.

14. A energia nuclear, ainda é cara e perigosa. Devemos pesquisá-la. Não podemos importar tudo a preço de ouro. Temos que investir na pesquisa e desenvolvimento de outras fontes.

15. Outras fontes de energia, como a eólica, a solar etc. Sem um projeto de educação como o proposto, não chegaremos à nossa total independência.

16. Não é com a devastação da Amazônia que vamos abastecer o mundo com carne. Precisamos desenvolver tecnologia para multiplicar as cabeças de boi por metro quadrado.

17. Com a devastação de nossas florestas e matas ciliares, seremos as principais vítimas. Os psicopatas, sempre olham o presente; não se importam com o futuro! Estudos bem elaborados confirmam que no meio da sociedade há cerca de 3% dessa praga. Num país com uma população de190 milhões, temos, assim, 5.7 milhões praticando todo tipo de ato daninho à sociedade; inclusive contra a educação. Quanto mais permissivo o ambiente, mais esses traficantes e corruptos abastecem a lavagem de dinheiro.

18. Para alcançarmos tudo isso, necessitamos de uma nova forma de fazer política: mandato único em todos os níveis, partidos sem caciques, país unitário, lei única, câmara única e, consequentemente, deputados estaduais e vereadores só para a fiscalização. Os incomodados dirão: Que blasfêmia!

19. A nossa federação tem sido o berço esplêndido dos caciques, dos modernos coronéis, alojamento de mafiosos, fonte das guerras fiscais e muitas outras mazelas.

20. Tudo, portanto, por uma educação de nível, para que possamos, pacificamente, revolucionar esse nosso Brasil. As áreas de tecnologia passariam a ter disponibilidade de pessoal com preparo.

21. As nossas Forças Armadas teriam condições de repensar seus projetos de importação, voltando sua atenção para: o desenvolvimento tecnológico próprio, defesa da Amazônia e integridade do nosso território.

22. Proponho que esse tipo de escola acolha as crianças a partir dos 04 anos de idade com o objetivo de termos um bom nivelamento. Poucos são os pais, dentro dessa vida estressante, que têm condições de educar seus filhos durante os 04 aos 07 anos. Há uma tendência de deixarem essas crianças na frente da televisão, mesmo quando sob o cuidado de algum adulto. Dentro da classe média isso acontece, também. Pense que alternativa sobra para as camadas menos favorecidas que, muitas vezes, necessitam usar os precários meios de transporte, já antes do sol nascer. Há estudos que comprovam ser essa faixa etária a mais importante como base para o aprendizado futuro.
Observemos que os pais ficariam menos estressados e teriam mais tempo para serem produtivos e desfrutarem do tempo livre para o estudo, a leitura e o lazer.

23. Lendo um artigo sobre a escola na China, chamou-me à atenção o fato de 02 crianças; filhas de brasileiros, que lá estão estudando; externarem o desejo de retornar à escola brasileira, alegando que a prof, no Brasil, passava uma folha para o dever de casa e que na escola chinesa ela recebia quatro folhas, com a obrigação de entregar o trabalho de casa totalmente feito. Para as crianças chinesas, aquele procedimento era normal. Elas não cresceram sentadas ou deitadas no sofá, só vendo desenhos animados e novelas. Já morei num condomínio, com 108 apartamentos, onde havia uma quadra de futsal que, praticamente, não era usada. Nos fins de semana, quando encontrava um menino solitário no playground e perguntava onde estavam os coleguinhas que não desciam para brincar um pouco; a resposta não era que estavam estudando e sim que a meninada gostava mesmo era do videogame, estavam jogando, por isso não desciam. É por isso que o entrevistador obteve aquela resposta na China.

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Angélica

04 de dezembro de 2012 às 22h12

No Estado do Rio de Janeiro, embora o governador em carta aos professores no primeiro mandato tenha se prontificado a escolher um secretario ligado a educação, hoje temos um administrador de empresas, com suas metas e bonificações.

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silvia macedo

04 de dezembro de 2012 às 22h00

Muitos alunos da escola pública cursam as faculdades particulares. As dificuldades são muito grandes, principalmente no domínio da linguagem. Erros que já deveriam ser superados aparecem sempre, cada vez mais renovados. A expressão linguística está diretamente ligada à formulação do pensamento. Ao escrever, os alunos repetem clichês e se angustiam diante da falta de recurso para se manifestarem. É muito triste. Bem triste também é a política de salário para os professores destas Instituiçoes.

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Entidades criticam Alckmin: É boicote à redução da tarifa de luz « Viomundo – O que você não vê na mídia

04 de dezembro de 2012 às 21h28

[…] “Projeto neoliberal subordinou a educação às necessidades do mercado” […]

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Apavorado por Vírus e Bactérias

04 de dezembro de 2012 às 19h31

Parece que o MEC se esquece da Educação Fundamental e Média, dedicando-se ao Nível Superior, onde os alunos, principalmente da escola pública (e eu falo de SP) chegam analfabetos, sem saber juntar a com i. É uma tristeza. Enquanto o ensino básico estiver nas mãos de estados e municípios, será essa m… O MEC deveria encampar o ensino, prédios e equipamentos, federalizando tudo, para poder ensinar decentemente. Sem ensino básico decente a coisa não vai dar certo.

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Paulo

04 de dezembro de 2012 às 18h14

Aqui na Bahia, o Governador apostou num administrador para “mudernizar” a educação eliminando seu caráter político e reforçando o seu aspecto gerencial. Os resultados, bem, os resultados…

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Luiz Fernando

04 de dezembro de 2012 às 17h05

Aliás, o projeto neoliberal tem outras frentes para fragilizar serviços básicos estatais, além da educação. Exemplos corriqueiros também são as áreas públicas da saúde e previdência.

Quando se nota que o Congresso Nacional não aprovou a destinação integral dos royalties do petróleo para a educação, sem que a sociedade fizesse qualquer mobilização significativa de protesto (com a maior parte da mídia a gente não pode contar, né?, porque são porta-vozes de outros interesses), há muita coisa pra melhorar ainda.

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José

04 de dezembro de 2012 às 16h56

A discussão ideológica é pertinente e não deve ser desqualificada. O sistema educacional de um país deve ser permeável à política, é importante saber PARA QUE estamos formando nossos filhos e netos.
Os números não mentem, mas também não falam por si, precisam ser interpretados por alguém com visão crítica para adquirir significado.

Responder

ricardo silveira

04 de dezembro de 2012 às 16h30

Acho que educação não é só expressão,é também causa do desenvolvimento, mas não do desenvolvimento no setido estritamente capitalista. A educação é constituínte e constitutiva da sociedade que vivemos, não há como avançar em todos os aspectos sem cultura, sem conhecimento, sem crítica.

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m.a.p

04 de dezembro de 2012 às 16h10

A verdade verdadeira é que a Educação Brasileira não se livrar da cartilha do Banco Mundial que é quem da as cartas por aqui, sem chances de melhora.
O caminho seria semelhante ao que foi feito pelo Presidente Lula na economia, by , by FMI.

Responder

francisco niteroi

04 de dezembro de 2012 às 15h33

acho que devemos ter muito cuidado com estas estatisticas que vao ao encontro de certas aspirações da midia.

ao se premiar o professor por metas, vamos ter a “celebre” atenção aos melhores alunos capazes de alavancar o “mérito”.

afinal de contas, o que importa ao mercado é o “darwinismo social”. A escolha dos melhores a lhe servir e o resto ficando como materia de reposicao.

devemos ficar sempre atentos a certos conceitos de meritocracia, conceitos estes muito caros à midia sempre disposta a destruir o que é público.

aliás, qual criança dará o salto “meritocratico” ao professor : aquela com mais recursos e estrutura ou a criança pobre, ou com um lar com mais problemas? Esta é a formula exata para deixarmos as mais indefesas para trás.

em tempo: pra cair nas graças da midia basta contratar certas assessorias (ongs, em muitos casos) para “a quastao da gestao”. E obviamente aplicar o receituario da midia.

Responder

Vlad

04 de dezembro de 2012 às 14h29

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/coreia-do-sul/educacao-na-coreia-do-sul.php

Destaco: “A virada começou com uma lei que tornou o ENSINO BÁSICO prioridade. Os recursos foram concentrados nos primeiros oito anos de estudo, tornados obrigatórios e GRATUITOS, como são até hoje. ”

Federalizar o ensino básico; torná-lo TODO público; contratar professores bons (capacitar ruins e indolentes é perda de tempo) e pagar bem …mas não milão por mês achando que está fazendo favor. Cinco mil pra cima. Escola em período integral. Foco maior no raciocínio e no pensamento e menor no conteúdo.

Enquanto o ensino fundamental estiver na mão dos prefeitos, em sua grande maioria semi-analfabetos que nem imaginam a importância da educação básica, e em boa parte apenas interessados em fazer seu pé-de-meia, não adianta nada.

O único que vi tentar algo seriamente foi o Brizola. E olhe que já sou bem velho.

Responder

Euler

04 de dezembro de 2012 às 12h57

A Educação básica é tratada com descaso, por diferentes grupos e partidos nos governos.Qualquer projeto que não considere a Educação como uma questão nacional, não merece ser levado a sério. Isso implicaria na federalização da Educação básica. Atualmente, o financiamento é desigual e regionalizado. Cada estado e município tem um plano de carreira (quando tem) diferente, jornadas de trabalho diferentes, etc. Isso resulta obviamente em resultados diferentes para alunos que são brasileiros e mereceriam iguais condições de acesso à Educação, à cultura, etc.

Mas, a par dessas diferenças regionais, tem sido consenso entre os governos o descaso com a Educação básica. A carreira de professor de ensino básico, por exemplo, será extinta no Brasil. Tal a desvalorização e também devido às péssimas condições de trabalho, dificilmente algum jovem estudante terá coragem de optar por algum curso de licenciatura.

Em Minas Gerais, por exemplo, o governo tucano acabou com a carreira dos educadores. Consegue maquiar e inflar as estatísticas dos Idebs e Proebs da vida, que nada mais são do que mecanismos de promoção política de governos.

Por outro lado, o governo federal do PT também não fica atrás: pouco ou nada investiu na Educação básica. Nem mesmo o ridículo piso salarial nacional de R$ 1.450,00 para uma jornada de até 40 horas semanais saiu do papel na maioria dos estados e municípios. De forma descarada, os governantes alteraram as regras dos planos de carreira para burlar a Lei do Piso, com a conivência do MEC, do Ministério Público e da própria justiça, que faz vista grossa.

Em suma, mais importante do que discutir alguns nomes para ocupar alguma secretaria do MEC, seria realizar uma verdadeira revolução na Educação básica. Mas isso implica em maiores investimentos na área. Coisa que os governos não querem fazer, já que estão comprometidos (todos) com empreiteiras, banqueiros, juros de dívida pública, Copa do Mundo, etc.

A Educação é sempre um assunto para o futuro. Reparem que todas as leis ligadas ao ensino básico apontam para o futuro: daqui a 15 ou 20 anos o estado terá que investir tal ou qual percentual. Os royaltes de futuras explorações do petróleo serão teoricamente aplicados na Educação. Quando este recurso, futuro, tornar-se presente, seguramente vão mudar as leis, pois a Educação é assunto apenas de promessa demagógica em véspera de eleição. Uma pena, para os brasileiros e brasileiras de baixa renda, vítimas desse criminoso descaso.

Responder

Ramalho

04 de dezembro de 2012 às 12h20

Há os que subordinam, sim, a escola aos interesses do mercado; e há os que a subordinam aos interesses das corporações dos profissionais de educação. Há, ainda, os que a subordinam aos interesses dos políticos de ocasião. É natural que assim seja, pois todas estas categorias têm voz no assunto. Aos interesses, porém, das comunidades servidas pelas escolas, estas não se subordinam. A comunidade do Borel, no Rio, por exemplo, não tem voz nas escolas que a servem: questões como profissionalização, gravidez precoce, tráfico, noções de nutrição etc., de evidente interesse da comunidade, não são cogitadas (embora, claro, tal elenco não seja necessariamente o que a comunidade deseja). Por isto, para mim, a dialética mercado x corporação e sua eventual síntese são todas imorais.

Responder

smilinguido

04 de dezembro de 2012 às 12h13

“Existe um projeto neoliberal que subordinou a educação às necessidades do mercado”…nao diga..nunca imaginei.
Aqui em MG – e isso deve acontecer em todo o país – professores das redes publicas do ensino básico fazem festas, viajam, recebem presentes dos bancos com muita frequência…dizem que é parceira pela qualidade do ensino.
Eu digo que é suborno.

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