VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Em Murdoch, a essência da grande mídia


20/07/2011 - 11h28

“Murdoch modela a política inglesa há 40 anos”

13/7/2011, Leo Panitch (Prof. Emérito de Ciências Políticas da UNY), The Real News Channel

Tradução do Coletivo da Vila Vudu

A primeira coisa que se deve anotar, é que Murdoch é homem da direita. O fato de ter apoiado o Partido Trabalhista [inglês] nada altera. É conhecido na Grã-Bretanha e na Austrália como “o Cavador”, por suas raízes australianas. Chegou em 1969 e comprou o Sun, que era então um clássico jornal da classe trabalhadora. Como disse Dennis Potter, o grande dramaturgo britânico, autor de roteiros para televisão, autor de The Singing Detective, em entrevista, não há ninguém na Grã-Bretanha mais responsável que Murdoch por poluir ainda mais, uma imprensa que já era muito poluída.

Mas não se deve raciocinar como se o que estamos vendo tivesse sido, digamos, obra exclusivamente de Murdoch.

Quando tomou o Sun, Murdoch de fato ocupou aquele jornal dos trabalhadores, cuja história remonta aos anos 50s – antes, o jornal chamara-se The Labour Herald [Voz do Trabalho], trocara de nome e fora também jornal do Partido Trabalhista. Murdoch imediatamente converteu o jornal em panfleto da direita, que atacava a esquerda.

Murdoch tornou-se dono de grande parte da imprensa. Comprou o Times, do canadense Lord Thomson of Fleet, quando Thomson desinteressou-se de jornais, porque conseguiu uma licença para um canal de televisão na Escócia (que ele chamava de “autorização para imprimir dinheiro”).

Murdoch, como se sabe, entrou nesse mesmo jogo, também com a televisão BSkyB, com a rede Fox News, com todo o império Fox. É dono do Sunday Times também, que é jornal dominical dirigido aos ricos, e também foi acusado nesse escândalo de escutas clandestinas e invasão de telefones celulares, até de ter invadido o telefone de [Gordon] Brown, ex-líder do Partido Trabalhista.

Tudo isso para dizer que não se trata só do jornal News of the World que, diferente do Sun, tem história que chega a meados do século 19. De qualquer modo, o News of the World e o Daily Sun – que já mostra uma mulher seminua na página 3 – não são os únicos jornais que fazem dinheiro com a repressão sexual dos britânicos e, portanto, com o frenesi social que qualquer escândalo sexual desperta, para desempenhar papel terrível na política britânica, papel que já se conhece, por exemplo, do canal Fox. Mas a coisa piorou, quando o mesmo papel começou a aparecer também nos diários. E feito de tal modo que passou a ser claro assassinato de reputações.

Você talvez já tenha ouvido a palavra “Bennismo”, hoje usada como ofensa, o pior dos palavrões. Origina-se do nome “Benn”, de Tony Benn, que foi ministro do Gabinete nos anos 1960s e depois passou para a esquerda, quando percebeu o pequeno espaço que tinha no governo britânico [foi ministro do governo trabalhista de Harold Wilson]. Abraçou a esquerda e propôs várias reformas radicais que iam além da simples ‘regulação’ do estado de bem-estar e implicavam regular o próprio capital.

Hoje, quando se diz “Bennismo”, a palavra significa palavrão, designa o pior dos homens, a “esquerda lunática”. Mas Benn foi um dos políticos mais efetivos, mais inteligentes e mais corajosos da Grã-Bretanha. Hoje, é lembrado como se fosse louco, ou imbecil. De fato, as coisas nunca são assim tão simples. Fato é que Benn, ao longo dos anos 1970s tornou-se muito popular entre os trabalhadores.

[Entrevistador]: Lembro que o Sun publicou matéria com um laudo de um psiquiatra norte-americano bastante conhecido, que declarava que Tony Benn era mesmo louco. A matéria analisava longamente o laudo psiquiátrico. Depois, se descobriu que tudo fora forjado: o psiquiatra jamais assinara o tal laudo.

PANITCH: E assim continuaram, lixo diário, publicado diariamente. Várias vezes em que estive com Tony [Blair], ele me disse que seu telefone estava grampeado. Não sabia se era a segurança, a imprensa, mas o telefone estava grampeado, Ouvia-se um clique e o som de uma fita rodando, quando se pegava o telefone. O que quero dizer é que nada, do que vemos hoje, é novidade.

[Entrevistador]: Vejamos então o contexto político, para compreender a importância de destruir a reputação de Benn e como isso levou ao surgimento de Tony Blair.

PANITCH: Os políticos do Partido Trabalhista que se opunham a Benn – que não queriam que o Partido Trabalhista voltasse a ser partido socialista –, assustavam-se quando abriam os jornais no café da manhã, e liam mais uma declaração atribuída a Benn, posta em manchete de primeira página do Times ou do Sun – ou, às vezes, sabe-se lá, também no Guardian, porque nem o Guardian estava imune àquilo –, que feria a reputação de todos os membros do Partido Trabalhista, a reputação pessoal, os deputados apresentados como Maria-vai-com-as-outras, como iguais aos políticos da direita, apoiadores do império norte-americano, traidores. A verdade era que, naquele momento, Benn trabalhava a favor da nacionalização dos cinco principais bancos britânicos.

Mas os trabalhistas viviam apavorados com o que liam nos jornais de Murdoch. E, então, decidiram usar o Sun. Não foram só vítimas nem foram as únicas vítimas do Sun ou do News of the World nem do Sunday Times. Os trabalhistas decidiram usar o Sun: vazavam comentários para o Sun. Criavam ‘relatórios’ absurdos, ‘dossiês’ imundos, que os jornais amplificavam o mais que podiam, e tudo isso para desacreditar a esquerda trabalhista.

Os beneficiados foram a direita e o centro do Partido Trabalhista. Serviram-se do que a imprensa fazia, para atender interesses seus. Até que conseguiram livrar-se de Benn e elegeram Neil Kinnock para a liderança do Partido, quando Benn seria o líder óbvio, pode-se dizer, natural.

Nem assim Murdoch aliviou a mão. Os que haviam conseguido livrar-se do ‘risco Benn’, logo viram que Murdoch já estava apresentando Kinnock como “desequilibrado”, “despreparado para o cargo”, “incompetente”, “corrupto”, “pouco ético” etc., etc.

Foi quando, afinal, políticos extremamente pragmáticos, oportunistas, como Tony Blair, fizeram um acordo com o diabo. Disseram ‘ok. Dancemos conforme a música’. Passaram a dizer o que Murdoch queria que dissessem.

E Blair, depois que Kinnock foi derrotado em 1992 – em larga medida por efeito da campanha imunda de demonização que sofreu, sobretudo no Sun, que é jornal, como eu disse, popular – nas eleições de 1992 (…), Blair abriu caminho para a liderança do Partido Trabalhista, por acordo que fez com Brown.

Blair, imediatamente, partiu para a Austrália, para o encontro anual do grupo News International, e lá ficou amigo de Murdoch. E Murdoch passou a apoiá-lo. Todos os jornais de Murdoch apoiaram Blair, mas, mais que todos, o Sun, que praticamente o elegeu nas eleições de 1997. Blair tinha um acordo com Murdoch.

Mas não se pode esquecer que, com isso, Blair envolveu-se no mesmo tipo de política que se vê no Canal Fox, dos EUA. Todos assistimos ao papel que Blair desempenhou na guerra do Iraque, mas, sobretudo, todos assistimos ao modo como Blair, enquanto sorria para as televisões, decidiu que a desigualdade na Grã-Bretanha seria irremediável, que não se poderia impedir que continuasse a aumentar, e, em resumo, conseguiu levar o Partido Trabalhista de volta ao poder… ao preço de adotar o Thatcherismo. Por isso os jornais de Murdoch sempre o promoveram. Mas não promoveram todos os políticos do Partido Trabalhista.

Jornalismo, para Murdoch é escândalo. Vivem a ‘denunciar’ escândalos, às vezes, também entre os Conservadores, mas sempre e sempre mais entre os Trabalhistas.

Dado que os jornais de Murdoch não sabiam exatamente para que lado velejaria Gordon Brown, que sucedeu Blair, com certeza dedicaram-se a cavoucar em busca de detalhes da privacidade de Brown.

Mas tudo isso, do ponto de vista de Murdoch, são negócios, são questões comerciais. É o modo pelo qual Murdoch defende o capitalismo e seu patrimônio de $50 bilhões em todo o planeta. Mas também são negócios, são questões comerciais, no sentido de que tratam a notícia como um produto cuja matéria-prima é o escândalo. Os britânicos não sabem como reagir a seja o que for que tenha conotação sexual.

[Entrevistador]: Do modo como se fala do ‘affair’ Murdoch, sobretudo nos EUA, é como se Murdoch fosse uma espécie de maçã podre, quase uma anomalia. A verdade é que nada há de excepcional no conluio entre os barões da grande mídia e os políticos. Todos os barões da grande mídia têm acesso facilitado aos políticos. Alguém, que participava das reuniões do Gabinete no governo Blair em Londres, escreveu recentemente que, naquelas reuniões, só três pessoas tinham poder de decidir: Blair, Brown e Murdoch, que era como sombra imaterial que pairava naquelas reuniões. Esse tipo de ‘convivência íntima’ entre os barões da imprensa e os políticos não acontece sempre? Não é sempre assim, em todo o mundo?

PANITCH: Claro que é. Todos sabemos que a liberdade de imprensa é liberdade para quem tenha empresa jornalística. “Liberdade de imprensa, só para quem tem imprensa” – como se diz. É engraçado que esses personagens venham tão frequentemente da Austrália e do Canadá. Lord Beaverbrook era canadense. Lord Thomson era canadense. Agora, o ‘cavador’ Rupert Murdoch, é australiano. E conseguiu, vale lembrar, a cidadania norte-americana, sem a qual não poderia comprar o The New York Post. Como todos sabemos, é difícil ver cidadão não norte-americano proprietário de empresa de mídia nos EUA. Murdoch de fato, comprou a cidadania norte-americana.

[Entrevistador]: Interessante também que, depois da experiência com Blair, Murdoch tenha apoiado Obama, contra Clinton, desde as primárias do Partido Democrata.

PANITCH: Acho que houve algum ‘acerto’ semelhante ao que Blair fez. Você sabe: desde os anos 90s há uma relação incestuosa entre os Democratas dos EUA e o Partido Trabalhista inglês, um aprendendo com o outro. Esse incesto continua.

Mas o que queria dizer é que, por menos que se deva enfatizar o papel do indivíduo na história, há uma diferença entre o que Murdoch faz hoje e o que fizeram, antes deles, Lord Beaverbrook ou, mesmo, Lord Thomson, embora fosse homem muito mais rude que Beaverbrook, que foi, de pleno direito, um intelectual.

Murdoch sempre foi pior que os outros, pelo mercantilismo, pelo uso que dá à imprensa para objetivos pessoais seus, essencialmente capitalistas. Vê-se no Canal Fox News. Vê-se, de fato, nos seus jornais britânicos, acho. E acho que tudo que se possa dizer sobre a péssima qualidade da imprensa nesses países e em todos os países de língua inglesa pode ser atribuído ao ‘espírito’ de Murdoch, ao tipo de poder político que esse tipo de jornalismo dá a alguém ou a grupos, poder para modelar as políticas nacionais. Se o proprietário é homem sem escrúpulos, se é fascista… não vejo que tipo de benefício a liberdade de imprensa traria a alguém. Para começar, a liberdade de imprensa garantida a homens e grupos que não têm nenhum interesse em qualquer tipo de democracia legítima, destrói o sentido do próprio jornalismo.

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61 comentários

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Zé Dirceu: Denúncia de revista sofre de um problema cronológico | Viomundo - O que você não vê na mídia

28 de agosto de 2011 às 01h28

[…] Em Murdoch, a essência da grande mídia   […]

Responder

Sebastião Medeiros

22 de julho de 2011 às 12h16

Este caso veio à tona por que querem sanear o jornalimo ou por que o Murdoch quis dar um passo maior que a perna pensado ser "O DONO DO MUNDO"( aquele que faz Presidentes e Primeiros Ministros,em especial nos EEUU,Reino Unido e na Austrália.)levado os seus comparsas da grande MÍDIA VENAL INTERNACIONAL a dar uma rasteira e dar um basta as suas ambições desmedidas?
Poís existem outros Murdochs pelo Mundo,bem mais discretos e poucos poís a a grande mídia internacional,como a grande Imprensa Brasileira,esta nas mãos de uma minoria,ou seja, de uma Oligarquia que controla as informações no MUNDO,SENDO A INTERNET O ÚNICO MEIO EXISTENTE PARA FURAR ESTE BLOQUEIO MIDIÁTICO.
PS:Quando,por desgraça,se lê a Veja,Época,Isto É,Folha e Estadão ou assiste a Rede Globo,Bandeirantes,etc…Parece que estes meios de comunicação pertence a um ÚNICO PROPRIETÁRIO.

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Carlos Cruz

21 de julho de 2011 às 22h40

Quem é o culpado pelo jornalismo de fossa? Quem o produz ou quem compra? O novo século começa com uma crise mundial de … VALORES, ÉTICA. Quem admiramos?Quem são os modelos a seguir? Quanto tempo vive o "modelo", até que um escandalo (ou o tempo, pois em 2 semanas envelhece) o destrua e outro assuma seu lugar? O que admiramos, a moral, a ética ou a beleza e os escandalos diarios? Os tabloides de esgoto existem porque há quem os compre, quem se excite (no mal sentido tambem) com a agua podre que deles jorra. Veja o exemplo de certas revistas e jornais afins brasileiros. Sobrevivem porque as compram. O exemplo do nosso Congresso Nacional, nossos politicos com seus processos judiciais que se reelegem. Nosso dia a dia no transito, no condominio que residimos, no trabalho. Leitor da melhor revista do pais, mesmo ela parece falar de um passado, diante dos escandalos recorrentes e diarios cada vez maiores.

Responder

Artur

21 de julho de 2011 às 21h13

Se houver uma investigação semelhante aqui no Brasil, com certeza, a Globo, a Band, o SBT, a Veja, a Folha e tantos outros maios de comunicação terão o mesmo "modus operandi".
Se a Internet trouxe algumas coisas ruins, por outro lado trouxe coisas magníficas, como sites do Azenha, PHA (conversa Afiada), Brizola (Tijolaço), Congresso em Foco, etc…
Aqui não há como eles bloquerem nossos pensamentos e nos impossibilitarem de ter acesso a informação. Aqui temos o contraditório. Não somente o que os Marinhos, os Frias e os Cívitas querem que nós saibamos.
Viva a liberdade da Internet com seus jornalistas de verdade, comprometidos com seus juramentos, assim como é o Azenha.

Responder

Fabio_Passos

21 de julho de 2011 às 18h41

Situação idêntica ao Brasil.

fhc / rede globo / psdb / veja / josé serra / dem / estadão / fsp

Formação de quadrilha!

Roubalheira e atraso reacionário…

Responder

João Sérgio

21 de julho de 2011 às 15h27

Lendo está matéria, e vendo como surgiu o Sr. Tony Blair, me lembrei da terceira via que, à ele foi imputada, como seu criador, e me veio a memória que Mr. FHC, et caterva, foram, ou são, admiradores e defensores de tal vertente criada, certamente não pelo Sr. Blair, mas por Sir Murdoch, e propagada como a modernidade pelo pelego, e pau mandado do governo americano, o Primeiro Ministro Tony Blair.

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Iukio Hasegawa

21 de julho de 2011 às 13h39

Uma missão para os profissionais do jornalismo investigativo. Pesquisar, durante a vigência da CPMF, o total pago pelas Organizações Globo (TV, jornal, NET, etc…) e demais órgãos da mídia (Folha, Estadão, etc…), a título de CPMF. Acho que teremos uma surpresa.

Responder

    ZePovinho

    21 de julho de 2011 às 14h30

    Na mosca,Iukio!!!

ZePovinho

21 de julho de 2011 às 12h51

A PERGUNTA QUE RONDA O EURO: QUEM VAI PAGAR A CONTA DA GRÉCIA E DA CRISE MUNDIAL?

A decisiva reunião dos 17 países da zone do euro desta 5ª feira não poderia adiar mais uma vez as respostas ao impasse da Grécia. As hesitações e desencontros anteriores agravaram as condições de solvência do país. Contribuíram ademais para acelerar a espiral de pânico que incentivou a fuga dos detentores de títulos de outras dívidas soberanas, consideradas excessivas. Caso da Itália e da Espanha, por exemplo, mas também de Portugal e Irlanda. Roma e Madrid assumiram planos de ajuste pesados. Ainda assim pagam juros recordes para provar que não são a nova Grécia. O perigo de uma ruptura sistêmica na viga que sustenta o euro acendeu as expectativas em relação às decisões desta 5º feira. No vácuo criado pelas incertezas, algum chão firme deve ser reconhecido, ainda que ele seja inóspito ao cânone ortodoxo rentista: a) a dívida da Grécia que equivale a 150% do PIB é impagável: a economia teria que crescer a uma taxa média de 8,4% durante 20 anos para que seu superávit primário permitisse reduzir esse endividamento a palatáveis 60%, como querem a UE e o FMI; b) o plano de arrocho recessivo imposto inicialmente a Atenas apenas agravava aquilo que se pretendia corrigir, a insolvência de uma economia sem ponto de fuga cambial, em meio a um mundo em hibernação de crescimento; c) o tratamento dispensado ao país no escopo ortodoxo de arrocho e privatizações equivale a escalpelar uma Nação e exigir que ela se reerga pelos próprios cabelos; em outras palavras, o manual ortodoxo tornou-se demente e perigoso; d) os títulos da dívida grega valem hoje menos da metade do seu preço de face; o calote, portanto, está precificado; e) a questão na Grécia e no resto do mundo é política: quem pagará o mico?; f) Ângela Merkel lidera a corrente que preconiza perdas aos bancos privados que se locupletaram no ciclo de alta da festa; g) a banca europeia, ancorada no terrorismo do BCE e nas fugas de investidores, chantageia com o caos: defende que o fundo europeu compre a totalidade dos títulos podres pelo valor de face; h)por fim, as agencias de risco sancionam a proposta da banca de forma canina e ameaçam caracterizar como calote qualquer desconto ou alongamento. É sobre esse braseiro faiscante que os integrantes da cúpula de Bruxelas tentam encontrar uma brecha no manual ortodoxo para um pacto que disarce aquela que é a única saída para a Grécia e para a crise de um modo geral: o calote de parte dos ativos em mãos de bancos e rentistas que surfaram durante três décadas no ciclo das finanças desreguladas.
(Carta Maior; 5º feira 21/07/ 2011)

Responder

Carlos Henrique

21 de julho de 2011 às 12h16

Prezados,
Excelente entrevista. Mas o link que direciona para notícia no The Real News Channel está acusando um malware. Tanto aqui, quanto no google.. abs

Responder

Julio Silveira

21 de julho de 2011 às 10h57

O Murdoch é a imprensa representando o papel ativo de oposição. Cerceando o crescimento independente dos cidadãos manipulando-os.
É a presença subliminar de um pensamento pessoal dirigindo e pretendendo mudar o mundo de acordo com a sua imagem e seus dogmas.

Responder

Pedro

21 de julho de 2011 às 10h19

Para o caso dos países capitalistas atualmente não vale o que Shakespeare disse da Dinamarca. Lembrando: "há algo de podre no reino da Dinamarca". Não é só "algo" que está pobre nos países capitalistas. Tudo está podre. E a imprensa, sobretudo, não consegue ser outra coisa.

Responder

bernardo peres

20 de julho de 2011 às 22h34

antigamente a o rei absoluto era apoiado pelo poder militar dos nobres em troca de benesses e poder, e pela igreja, com embasamento moral-filosófico-espiritual ao poder absoluto do rei em troca de benesses e poder também.
hoje a classe política é apoiada pelas grandes corporações e bancos*, em troca de negócios (lucro fácil através de contratos superfaturados e que tais) e vantagens mercadológicas, e pela grande imprensa em troca das mesmas coisas, que ganha através de grandes contratos de publicidade e outros negócios.
no fundo nada mudou.

* até meados dos anos 70 eram as grandes indústrias, que mal ou bem geravam riqueza através do trabalho e da produção de alguma coisa. mas foram lentamente substituídas pelo poder financeiro especulativo…

é, o mercado financeiro é o câncer do capitalismo

Responder

    Bonifa

    21 de julho de 2011 às 17h53

    É a boca grande demais, a crescer às custas do definhamento dos braços e do coração.

jotha

20 de julho de 2011 às 22h24

Lá é como lá ou seria o contrário?

Responder

    carlos eduardo

    21 de julho de 2011 às 10h51

    Cloro q sim !! no blog do NASSIF tem uma lista cujo titulo (Os barões da mídia, segundo a BBC).

Rodrigo

20 de julho de 2011 às 22h10

A Record entra nessa conta de "grande mídia"?

Responder

    EUNAOSABIA

    21 de julho de 2011 às 10h59

    Pelo critério da "seletividade", NÃO.

    EUNAOSABIA

    21 de julho de 2011 às 14h32

    Que saudades do gatão Aécio Neves!!!!!!Ai!!Ui!!!Ai!!!Ui!!!

Luis

20 de julho de 2011 às 21h09

Ontem, terça feira, pela quinta ou sexta vez consecutiva, a Globo News tentava "isolar" fenômeno News of the World, como exceção fedorenta em regra perfumada. A Mônica Waldvoguel tentava conduzir as respostas dos entrevistados que, por sua vez, acentuavam a condição de "acidente" na trajetória da midia comercial, do tal fenômeno. Seria rísivel, se não fosse trágico! De qualquer forma, o caso da Inglaterra acentua o descrédito da mídia comercial.

Responder

    Bonifa

    21 de julho de 2011 às 17h58

    Mais que isso. É a primeira vez que se abre uma brecha no domínio global imperturbável da mídia corporativa, e que todos se debruçam com um lenço no nariz procurando ver a podridão interna de suas vísceras.

FARPA

20 de julho de 2011 às 20h14

A esperança é a última que morre ( ok, eu sei que a frase é velha) mas, só por um momento vou me unir aos sonhadores e aos idealistas, e vou divagar, "e se as pessoas que odeiam o Murdoch(milhões pelo mundo sabem o que ele faz, e de sua podridão) entre elas, inimigos poderosos/concorrentes que sabem que o velho leão esta ferido e vulnerável, e o momento é esse para acabar com ele, atacarem com tudo, será que o império Murdoch, que precisa da grana dos acionistas, sobrevive? Hein?

Responder

alexandre

20 de julho de 2011 às 19h53

Pois é: "liberdade de imprensa na mão de um facista é um contrasenso !!! "

Responder

Conservador316

20 de julho de 2011 às 19h43

Em Cuba, China, Coréia do Norte, e outros países ESQUERDISTAS, não existe magnata da Mídia igual ao dono da FOX NEWS.]
Sabe por que?

Por que não existe midia,imprensa,etc;

Vejo os esquerdista reclamando do dono da FOX, mas não vejo os esquerdistas reclamando da falta de liberdade de Imprensa nos países esquerdistas.

Responder

    ZePovinho

    20 de julho de 2011 às 22h03

    A falta de liberdade de imprensa na Inglaterra,com o fechamento do jornal do Murdoch, é inaceitável.Até quando nós,democratas conservadores,vamos apoiar a ditadura populista inglesa??????????

    Bonifa

    20 de julho de 2011 às 22h13

    Que diabos você está falando, cara? Não diz coisa com coisa… Deve ser código.

Bonifa

20 de julho de 2011 às 19h24

Jamais pensei que visse um dia publicada, fosse onde fosse, uma matéria como essa. Uma cortina de medo e mistério encobria as ações desse que era o maior entre todos aqueles que o artigo chama de "Barões da Grande Mídia". O rei despótico repentinamente ficou nu. E a julgar pelo volume das vozes que contra ele se levantam e se alternam, há uma grande chance de que seja massacrado, inaugurando a destruição dos tais "Barões" e dando ao mundo um pouco mais de liberdade para pensar e se expressar. Tenho certeza de que inúmeros jornalistas inclusive brasileiros estão com uma infinidade de palavras sufocadas e presas na garganta, que atirarão ao juízo da opinião pública na primeira oportunidade que tiverem.

Responder

Regina Braga

20 de julho de 2011 às 18h28

Tadinho do Murdoch…fez um curso com o PIG,mas não recebeu o certificado…Confessou, nós erramos!

Responder

FrancoAtirador

20 de julho de 2011 às 17h59

.
.
NEWS OF THE WORLD

Tradução:

NOTÍCIAS DO GLOBO
.
.
FOX NEWS

Tradução:

RAPOSA DAS NOTÍCIAS
.
.
RUPERT MURDOCH

Tradução:

ROBERTO MARINHO
.
.

Responder

Rogério

20 de julho de 2011 às 17h58

Só pra variar. :)

Documentário – A Guerra de Murdoch Contra o Jornalismo
A carapuça serve para nós brasileiros com os nossos oligarcas midiáticos. http://goo.gl/cMIrV

Responder

EUNAOSABIA

20 de julho de 2011 às 17h36

Será que quem apoia a turma que devassa sigilo de caseiro, quem apoia quem manda montar dossiê fajuto contra adversários políticos ou quem apoia quem manda fazer "banco de dados" contra inocentes, tem moral para criticar Murdoch e o suposto PIG inglês e por extensão o nativo?

Acho que a ética vale para os dois lados…… criticar as ações só de um lado revelam um unilateralimso ético.

Não creio que nosso país ganhe algo com isso.

De todo modo… a crítica é livre.

Responder

ZePovinho

20 de julho de 2011 às 16h54

O repórter que denunciou Murdoch foi encontrado morto.Paul Latinus,que ia denunciar o envolvimento do governo dos EUA nos assassinatos de Brabante,na Bélgica,para acusar a esquerda de ter feito o serviço,também foi encontrado morto em 1985:
http://www.voltairenet.org/La-guerra-secreta-en-B

Los ejércitos secretos de la OTAN (X)
La guerra secreta en Bélgica

por Daniele Ganser

El estudio de las redes «stay behind» en Bélgica resulta esclarecedor en cuanto a varios aspectos de la organización del Gladio a nivel internacional. La OTAN creía tener derecho a hacer cualquier cosa en el país que alberga su sede y ordenó sangrientos atentados que dieron lugar a la creación de comisiones investigadoras en el parlamento belga. En vez de colaborar con los representantes de su propio pueblo, las autoridades militares de Bélgica prefirieron obedecer a una autoridad extranjera, pero varios miembros del Gladio confesaron y proporcionaron información capital.

"….En su prudente formulación, el senador Lallemand se cuidaba sin embargo de acusar directamente a Estados Unidos, aunque insistía en el hecho que aquel tipo de terrorismo encajaba en el contexto político anticomunista de la guerra fría: «Aquellos asesinatos gratuitos pudieron tener un móvil político, recordando lo que pasó en Italia. En la estación de Bolonia, 80 personas inocentes encontraron la muerte. Pensamos que una organización política estaba detrás de las matanzas de Brabante y de Bolonia». [104]
Fue el periodista René Haquin quien aportó las piezas que faltaban en el rompecabezas con su entrevista al terrorista del WNP respaldado por Estados Unidos Paul Latinus: «En nuestros intercambios durante los días y semanas siguientes le pregunté a Latinus quién le había pedido que conformara su grupo. Él mencionó a la Sûreté de l’État. Yo insistí y él acabó por hablar de los servicios secretos militares estadounidenses.» [105]

Paul Latinus fue arrestado por las matanzas de Brabante. Pero, el 24 de abril de 1985, antes de haber tenido tiempo de revelar nada, el comandante de extrema derecha apareció ahorcado con un cable de teléfono, a pesar de que sus pies tocaban el piso de la celda. «Entre las relaciones de Paul Latinus, todas o casi todas están convencidas de que el jefe del WNP no se suicidó sino que fue eliminado.» «Cada vez que se hizo una reconstrucción [de los hechos], el cable de teléfono se partió.» Haquin se pregunta: «Si Estados Unidos no tiene nada que ver con las matanzas, ¿por qué no habla, por qué guarda silencio y permite que se acrecienten las sospechas?» [106]

(Continuará…)
Daniele Ganser

Responder

Ana Cruzzeli

20 de julho de 2011 às 16h24

É o que sempre digo e vou dizer até ninguém mais aguentar.
O Brasil e demais paises que sofreram o abraço de urso do Império bretão e de seus descendentes tem que fazer algo muito diferente do fazem eles por lá. Devemos reescrever a historia sobre outro olhar, sobre o nosso olhar.

Essa matéria é lapidar sobre onde atacar. O poder do Sr. Murdoch estava nos seus 50 bilhões, fazia e acontecia por causa dos 50 bi, nem lei regulamentar obedecia por causa dos seus 50 bi..

Lula fez o que deveria ter sido feito lá atrás, tirou o poder da Vênus Platinada e seus generidos que mesmo pegando o emprestimo do BNDES está a naufragar. Emprestimo não é doação tem que pagar direitinho do contrário será acionada na justiça e penhorada os bens, a Globo está assim nesse exato momento.

Lula é Lula meu camarada, ele fez a lei da impresa anos atrás, agora fica facil desmontar essa ordinária da Rede Globo, ficou facim. Como o Lula antevê eventos desse jeito meu Jesus Cristin? Como ? Como? e Como?
Quero morrer amiga desse homi. Não erra uma…

Responder

    operantelivre

    21 de julho de 2011 às 05h03

    Quero O Lula de volta.

Edna Nogueira

20 de julho de 2011 às 16h07

"Passarinho tarda mais não falha." Na verdade é mais uma máscara do PIG que cai.

Responder

    Gerson Carneiro

    20 de julho de 2011 às 16h39

    É uma delícia ver o PIG tendo que falar sobre esse assunto e fingindo "não é comigo".

    Ver as caras de boi lavado dos âncoras do PIG não tem preço.

    Bonifa

    20 de julho de 2011 às 19h32

    Eles estavam querendo dizer que era apenas um escândalo de um tabloidizinho inglês, mas agora as notícias fugiram de controle.

trombeta

20 de julho de 2011 às 15h10

Como dizia Marx, história repetida é história falsa, durante o governo Yeda Cruzes, no RS, o seu chefe de gabinete mantinha um serviço de escutas clandestinas em conluio com setores da polícia para espionar adversários políticos, as informações eram repassadas para "jornalistas" da RBS/globo que tiravam da cartola matérias para estampar o jornaleco zero hora, da famiglia Sirotsky, um dos mais agressivos e reacionários baronatos midiáticos do país.

Mídia e direita andam juntas desde que o homem começou a andar pra frente.

Responder

    Elton

    20 de julho de 2011 às 16h54

    A mídia tradicional é o melhor instrumento de propaganda e controle de opiniões de que a direita dispõe, sempre!!!

mundim

20 de julho de 2011 às 14h41

"Você sabe: desde os anos 90s há uma relação incestuosa entre os Democratas dos EUA e o Partido Trabalhista inglês, um aprendendo com o outro. Esse incesto continua."

Parece que os Democratas não foram os únicos que aprenderam com os Trabalhistas do Tony Blair, pelo que hoje estamos testemunhando no Brasil o PT parece que foi o melhor aluno do Blair.

Vamos apenas a alguns fatos, já que a lista é bem comprida:

– Direita volver –
Ajuda dos filhos do Roberto Marinho na elaboração do programa de governo do PT na eleição de 2002.

– Política de juros estratosféricos –
Continuidade e ampliação da política econômica do governo FHC com a nomeação de um banqueiro para o Banco Central.

– Manutenção do controle da grande midia –
a) Socorro financeiro do BNDES a Globo e política de privilégio na distribuição de veinculação da propaganda oficial nos veiculos da grande mídia.
b) engavetamento da Ley dos Medios e do PNBL
c) preferência à grande mídia nas entrevistas oficiais, Presidência e Ministérios
Alguém se lembra de alguma entrevista da Presidenta à imprensa progressista ou aos blogs sujos?

– Oligopolizacao da economia –
Ajuda do BNDS na formacao de grandes carteis e oligopolios, desnacionalizacao da economia brasileira, i.e. BrOi, JBS Friboi, Organizações X, Ambev, Telefonica, distribuição de energia (AES Eletropaulo), etc.

– Silenciamento das massas –
Programas Minha Casa, Minha Vida, Bolsa Familia e outros programas sociais de baixo custo ao orçamento federal que servem de propaganda para aliciamento das massas trabalhadoras urbanas e rurais e para silenciar qualquer oposicao a esquerda.

– Exemplos da Presidenta Dilma –
Jantar de aniversário da Folha de São Paulo, omelete com a Ana Maria Braga, chá com a D. Lilly Marinho, abandono do PNBL e morte prematura da Telebrás, privatização da Infraero. Coordenação da Copa do Mundo pelo darling da Globo, Mr Ricardo Teixeira.

Enfim, melhor éparar por que senão vai faltar espaço para os outros comentários. Eu acreditei profundamento e sempre apoiei o PT, mas hoje o sol está forte demais para tampar com a peneira de tímidos programas de inclusão social. – Vergonhosamente tímidos quando comparamos valores com o que pagamos de juros a banca internacional e seus agentes brasileiros.

Responder

    H Aljubarrota

    20 de julho de 2011 às 15h50

    otavinho, seu lugar não é aqui… volta pro Reinaldo Cabeção.

    mundim

    20 de julho de 2011 às 18h34

    H Aljubarrota. Eu não estava sabendo que o Azenha tinha vendido o blog dele para você e agora quem ousa a criticar o PT está proibido de enviar comentários, ou será que a sua resposta é mesmo por ignorância e falta de argumento para o debate.
    Você me chama de otavinho mas você é que é um representante típico do eleitor que a direitona adora, aquele que não aceita crítica ou não tem massa cinzenta o suficiente para debater democraticamente. Você e o colunista da Veja é que são frutas do mesmo balaio, uma da direita e a outra que pensa ser da esquerda mas que faz mesmo é o jogo da direita, duas parte da salada que o grande capital adora degustar.

    Agora se você quer debater, por favor levante quais são os pontos que estou errado ou discorda do meu comentário, sem necessidade de apelação, mas pela sua resposta isto talvez seja esperar demais de você.

    E você pode ter a certeza que entre ser um otavinho dono do seu pensamento e livre para criticar o que acha que está errado ou ser uma vaquinha fácil de ser guiada para o curral político partidário, ah! Não tenha duvida pois prefiro ser um otavinho do que um idiota.

    Paulo Roberto

    20 de julho de 2011 às 17h24

    É isso aí, mundim. Tá cheio de traíra o governo da Dilma, inclusive gente do próprio PT, Tomara que ela consiga estender a limpeza dos transportes para outros ministérios…

    Bonifa

    20 de julho de 2011 às 19h29

    Você está forçando a barra nitidamente, Mundim. O PT tem lá seus sérios defeitos, mas não é assim como você expressa.

    Miguel

    21 de julho de 2011 às 22h49

    É isso. Tem que listar as coisas e questionar. Não concorda com algo que esse cara falou na lista dele, questione. Mas tem que pressionar o governo, não dá pra concordar com tudo que o governo faz. Listas de coisas desse tipo ajudam a pressionar e a direcionar o governo naquilo que vc apoia… ou não…

anna db

20 de julho de 2011 às 12h58

USA e Inglaterra se abrazileiraram.
Como o mundo é pequeno e as praticas se repetem.
Famiglia Marinho, Civita, Frias, Mesquita tudo a ver com Murdoch

Responder

    FrancoAtirador

    20 de julho de 2011 às 16h29

    .
    .
    Ótima comparação, anna db.

    Apenas uma retificação:

    FORAM AS FAMIGLIAS BRAZILEIRAS QUE SE ANGLO-SAXONIZARAM.
    .
    .

Pardalzinho

20 de julho de 2011 às 12h57

Sem dúvida, Murdock é um farol para todas as Famiglias que controlam a informação na mídia ocidental. Seu modus operandi é exemplo a ser seguido pelas brasileiras, particularmente os Civita e os Marinho. As matérias da Veja são todas feitas em cima de mentiras e "pretensas" gravações assim como aqueles famigerados "diálogos" entre bandidos – que o JN adora mostrar às assustadas donas de casa – só podem ser conseguidos com aliciamento de policiais.

Mas, ainda assim, o que essas Famiglias brasileiras fizeram na última eleição para Presidente, quando quiseram impor ao eleitorado brasileiro um candidato sem o menor respaldo popular, foi muito mais GRAVE do que o escândalo que jogou na lama a imprensa londrina. Fabricaram manchetes para Serra, criaram factóides e até tentaram dar cunho científico ao que ficou conhecido como o episódio da "bolinha de papel". Criaram uma legião de otavinhos, País afora, cuja única finalidade é ficar reproduzindo as mesmas mentiras via internet dia e noite.

Contam com um gigante no STF, Gilmarzão, que rebate toda e qualquer tentativa de puni-los. A verdade gente, é que estamos muito pior de mídia do que os ingleses. E algo tem que ser feito urgentemente…

Responder

Gilvan

20 de julho de 2011 às 12h34

Qual a diferença deste senhor, suas táticas empresariais e éticas, para os donos das mídias locais?

Responder

    FrancoAtirador

    20 de julho de 2011 às 16h30

    .
    .
    A única diferença é que ele tem mais dinheiro.
    .
    .

ZePovinho

20 de julho de 2011 às 12h13

http://blogdomello.blogspot.com/2011/07/itau-lucr

terça-feira, 19 de julho de 2011

Itaú lucra R$ 16,3 bilhões, demite mais de 7 mil, furta R$ 245 milhões de clientes do Rio e diz que é Feito para Você

Responder

ZePovinho

20 de julho de 2011 às 11h55

O problema não está em eventuais "maçãs podres";o problema é que o barril apodreceu.

Responder

    FrancoAtirador

    20 de julho de 2011 às 16h38

    .
    .
    Caro ZePovinho.

    Já não são mais barris de maçãs podres.

    Agora são:

    Pacotes de produtos inúteis,

    Cestas de serviços ineficientes e

    Combos de calúnia e difamação.
    .
    .

ZePovinho

20 de julho de 2011 às 11h47

Digite o texto aqui![youtube NyBcqPwuQE8 http://www.youtube.com/watch?v=NyBcqPwuQE8 youtube]

Responder

    Bonifa

    20 de julho de 2011 às 19h25

    Que ironia. A Austrália dá ao mundo um Murdoch, mas também um Assange.

    alexandre

    20 de julho de 2011 às 19h54

    Puxa ! Bem observado. Parece comprovação da Teoria do Contra Veneno de Borges !!!

jairo batista santos

20 de julho de 2011 às 11h44

Caro Azenha
Pergunto: Como ficou a decisão judicial sobre a 'compra' da TV Paulista pela Rede Globo?

Responder

    atualista

    20 de julho de 2011 às 14h35

    a grobu venceu


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