VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Dois médicos norte-americanos avaliam o sistema de saúde de Cuba


30/06/2013 - 23h31

Um Modelo Diferente – Atenção Médica em Cuba

Edward W. Campion, M.D., and Stephen Morrissey, Ph.D.

The New England Journal of Medicine, January 24, 2013

Para um visitante dos Estados Unidos, Cuba desorienta. Automóveis norte-americanos estão em todo lugar, mas todos datam dos anos 50. Nossos cartões bancários, cartões de crédito e telefones inteligentes não funcionam. O acesso à internet é praticamente inexistente. E o sistema de saúde também parece irreal. Há médicos demais.

Todo mundo tem um médico da família. Tudo é de graça, totalmente de graça — e não precisa de aprovação prévia ou de algum tipo de pagamento. Todo o sistema parece de cabeça para baixo. É tudo muito organizado e a prioridade absoluta é a prevenção. Embora Cuba tenha recursos econômicos limitados, seu sistema de saúde resolveu alguns problemas que o nosso [dos Estados Unidos] ainda nem enfrentou.

Médicos de família, junto com enfermeiras e outros profissionais de saúde, são os responsáveis por dar atendimento primário e serviços preventivos para seu grupo de pacientes — cerca de mil pacientes por médico em áreas urbanas.

Todo o cuidado é organizado no plano local e os pacientes e seus profissionais de saúde geralmente vivem na mesma comunidade. Os dados médicos em fichas de papel são simples e escritos à mão, parecidos com os que eram usados nos Estados Unidos 50 anos atrás. Mas o sistema é surpreendentemente rico em informação e focado na saúde da população.

Todos os pacientes são categorizados de acordo com o nível de risco de saúde, de I a IV. Fumantes, por exemplo, estão na categoria de risco II, e pacientes com doença pulmonar crônica, mas estável, ficam na categoria III.

As clínicas comunitárias informam regularmente ao distrito sobre quantos pacientes tem em cada categoria de risco e sobre o número de pacientes com doenças como a hipertensão (bem controlada ou não), diabetes, asma, assim como sobre o status de imunização, data do último teste de Papanicolau e casos de gravidez/cuidado pré-natal.

Todo paciente é visitado em casa uma vez por ano e aqueles com doenças crônicas recebem visitas mais frequentes. Quando necessário, os pacientes podem ser direcionados a policlínicas distritais para avaliação de especialistas, mas eles retornam para as equipes comunitárias para acompanhamento. Por exemplo, a equipe local é responsável por garantir que o paciente com tuberculose siga as recomendações sobre o regime antimicrobial e que faça os exames.

Visitas em casa e conversas com familiares são táticas comuns para fazer com que os pacientes sigam as recomendações médicas, não abandonem o tratamento e mesmo para evitar gravidez indesejada. Numa tentativa de evitar infecções como a dengue, a equipe de saúde local visita as casas para fazer inspeções e ensinar as pessoas sobre como se livrar da água parada.

Este sistema altamente estruturado, orientado para a prevenção, produziu resultados positivos. As taxas de vacinação de Cuba estão entre as mais altas do mundo.

A expectativa de vida de 78 anos de idade é virtualmente idêntica à dos Estados Unidos. A taxa de mortalidade infantil em Cuba caiu de 80 por mil nos anos 50 para menos de 5 por mil — menor que nos Estados Unidos, embora a taxa de mortalidade materna esteja bem acima daquela dos países desenvolvidos e na média para os países do Caribe.

Sem dúvida, os resultados são consequência de melhorias em nutrição e educação, determinantes sociais básicos para a saúde pública. A taxa de alfabetização de Cuba é de 99% e o ensino sobre saúde é parte do currículo obrigatório das escolas. Um recente programa nacional para promover a aceitação de homens que fazem sexo com homens foi desenhado para reduzir as taxas de doenças sexualmente transmissíveis e aumentar a aceitação e adesão aos tratamentos.

Os cigarros já não são oferecidos na cesta básica mensal e o número de fumantes decresceu, embora as equipes médicas locais digam que continua difícil convencer fumantes a deixar o vício. Os contraceptivos são gratuitos e fortemente encorajados. O aborto é legal, mas considerado um fracasso do trabalho de prevenção.

Não se deve romantizar o sistema de saúde cubano. O sistema não é desenhado para escolha do consumidor ou iniciativas individuais. Não existe sistema de saúde privado pago como alternativa. Os médicos recebem benefícios do governo como moradia e alimentação, mas o salário é de apenas 20 dólares por mês. A educação é gratuita e eles são respeitados, mas é improvável que obtenham riqueza pessoal.

Cuba é um país em que 80% dos cidadãos trabalham para o governo e o governo é quem gerencia orçamentos. Nas clínicas de saúde comunitárias, placas informam aos pacientes quanto o sistema custa ao Estado, mas não há forças de mercado para promover eficiência.

Os recursos são limitados, como descobrimos ao ter contato com médicos e profissionais de saúde cubanos como parte de um grupo de editores-visitantes dos Estados Unidos. Um nefrologista de Cienfuegos, a 240 quilômetros de Havana, tem uma lista de 77 pacientes em diálise na província, o que em termos de população dá 40% da taxa dos Estados Unidos — similar ao que era nos Estados Unidos em 1985.

Um neurologista nos informou que seu hospital só recebeu um CT scanner doze anos atrás. Estudantes norte-americanos de universidades médicas cubanas dizem que o trabalho nas salas de cirurgia é rápido e eficiente, mas com pouca tecnologia. Acesso à informação via internet é mínimo. Um estudante informou que tem 30 minutos por semana de acesso discado.

Esta limitação, como muitas outras dificuldades de recursos que afetam o progresso, é atribuída ao embargo econômico dos Estados Unidos [imposto em 1960], mas podem existir outras forças no governo central trabalhando contra a comunicação fácil e rápida entre cubanos e os Estados Unidos.

Como resultado do estrito embargo econômico, Cuba desenvolveu sua própria indústria farmacêutica e agora fabrica a maior parte das drogas de sua farmacopeia básica, mas também alimenta uma indústria de exportação. Recursos foram investidos no desenvolvimento de expertise em biotecnologia, em busca de tornar Cuba competitiva no setor com os países avançados.

Existem jornais médicos acadêmicos em todas as especialidades e a liderança médica encoraja fortemente a pesquisa, a publicação e o fortalecimento de relações com outros países latino-americanos. As universidades médicas de Cuba, agora 22, continuam focadas em atendimento primário, com medicina familiar exigida como primeira residência de todos os formandos, embora Cuba já tenha hoje o dobro dos médicos per capita que os Estados Unidos.

Muitos dos médicos cubanos trabalham fora do país, como voluntários num programa de dois anos ou mais, pelo qual recebem compensação especial. Em 2008, havia 37 mil profissionais de saúde cubanos trabalhando em 70 paises do mundo. A maioria trabalha em áreas carentes, como parte da ajuda externa de Cuba, mas alguns estão em áreas mais desenvolvidas e seu trabalho traz benefício financeiro para o governo cubano (por exemplo, subsídios de petróleo da Venezuela).

Todo visitante pode ver que Cuba continua distante de ser um país desenvolvido em infraestrutura básica, como estradas, moradias e saneamento. Ainda assim, os cubanos começam a enfrentar os mesmos problemas de saúde de países desenvolvidos, com taxas crescentes de doenças coronárias, obesidade e uma população que envelhece (11,7% dos cubanos tem 65 anos de idade ou mais).

O seu incomum sistema de saúde enfrenta estes problemas com estratégias que evoluiram da peculiar história política e econômica de Cuba, um sistema que — com médicos para todos, foco em prevenção e atenção à saúde comunitária — pode informar progresso também para outros países.

Tradução Viomundo

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65 comentários

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Como é o acordo do Brasil com a Organização Pan-Americana - Viomundo - O que você não vê na mídia

25 de agosto de 2013 às 20h46

[…] Dois médicos norte-americanos escrevem sobre a Medicina cubana […]

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Mílton de Arruda Martins: Expansão dos cursos de medicina, com "elitização brutal", pode ter ajudado a concentrar médicos - Viomundo - O que você não vê na mídia

22 de julho de 2013 às 19h15

[…] de saúde resolveu alguns problemas que o nosso [dos Estados Unidos] ainda nem enfrentou”, avaliam dois médicos norte-americanos que lá estiveram, em artigo publicado em janeiro deste ano, numa das revistas médicas mais conceituadas do planeta, […]

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Dois médicos norte-americanos avaliam o ...

18 de julho de 2013 às 04h20

[…]   […]

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Delaine La Gatta Carminate

07 de julho de 2013 às 16h51

Sou médica de família e comunidade e acredito muito na estratégia saúde da família e nos benefícios que ela pode proporcionar à população. Contudo, o que está em questão é muito maior, visto que é impossível fazer medicina de qualidade sem a mínima estrutura, quando não se pode pedir exames necessários, quando não se tem medicamentos básicos, não há especialistas para referenciar, não há condições mínimas de trabalho, não há plano de carreira para a categoria, há pagamento de salários aviltantes. Se tudo isto que elenquei existisse, a resolutividade do profissional que atua em saúde da família seria superior a 85%, garantindo acesso, integralidade do cuidado, equidade, longitudinalidade, entre outros preceitos preconizados pelo SUS. Contudo, o que vivenciamos na prática passa muito longe.
Não sou contra a vinda de médicos estrangeiros para o Brasil. Só deveria ocorrer da forma correta, com avaliação mínima da capacidade dos profissionais. Caso eu vá atuar em outro país eu também devo ser submetida a uma avaliação, mais do que justa. Afinal, vamos lidar com a vida de outras pessoas, que merecem qualidade no atendimento, o que inclui qualidade do profissional. Avaliar apenas o modelo cubano é um tanto superficial, sem avaliar a formação e qualidade individual do profissional. A solução que está sendo dada goela a baixo não vai resolver o problema da saúde pública brasileira. Temos muitas coisas ainda mais essenciais a serem resolvidas, priorizadas. Como estes colegas de trabalho vão atender sem a mínima estrutura? Consultório bonito, novo, como vem sendo veiculado pela mídia, não resolve a falta de medicamentos, de exames mínimos necessários, de vagas em hospitais, de especialistas na atenção secundária. Não sejamos precipitados e com análises tão simplistas. Antes de questionar, opinar, procurem conhecer a realidade do país onde vivem. O sistema cubano é lindo, uma ideologia! A ESF tem os mesmos moldes. Também sabemos quantos hipertensos, diabéticos, tuberculosos, crianças, idosos, dentre outros, temos em nossa unidade de saúde, quantas crianças estão com a vacinação atualizada. O tratamento de tuberculose também é supervisionado no domicílio do paciente ou na unidade. Temos agentes de saúde que fazem visitas domiciliares regulares. Eu faço visitas domiciliares regulares. Fazemos ações de educação, prevenção, promoção e vigilância em saúde. Quando há casos de dengue também fazemos visitas no domicílio para encontrar o foco e orientar a família. Muito me espanta e entristece tamanha desinformação. Percebo que o povo brasileiro sabe mais de Cuba do que do Brasil; uma pena.
Reflitam antes de dizerem que só pensamos em dinheiro, em defender categoria profissional, nicho de mercado. Eu acredito que com condições adequadas podemos fazer um SUS de qualidade através da Estratégia saúde da família.

Responder

Médicos protestam contra "importar" estrangeiros sem revalidação - Viomundo - O que você não vê na mídia

02 de julho de 2013 às 13h51

[…] Dois médicos norte-americanos avaliam o sistema de saúde de Cuba […]

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Arthur Chioro: Todo apoio à contratação de médicos estrangeiros - Viomundo - O que você não vê na mídia

02 de julho de 2013 às 13h19

[…] Dois médicos norte-americanos avaliam o sistema de saúde de Cuba […]

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rafael

02 de julho de 2013 às 11h16

Nunca vi tanta gente que não sabe nada de saúde comentar tanta besteira… parem de trabalhar e vão viver do socialismo! Se cuba fosse tão bom, milhares não tentariam sair daquela bomba todos os dias, enquanto os ditadores andam de carro importado e comem caviar o povo faz fila para comprar arroz!! abram os olhos, Venezuela foi nesse caminho e hj importa papel para limpar a bunda! Enquanto os outros países da OPEP o crescimento é monstruoso. Se liga comunas!!

Responder

    Marcos

    03 de julho de 2013 às 17h35

    Rafael, pare para pensar.
    A questão não é fazer do Brasil um país socialista, nem tampouco um capitalista cruel e insensível.
    Que tal mesclarmos, a própria história nos mostra isso.
    Nem tudo ao céu nem tudo a terra.
    Sugiro o livro do Autor Lou Marinoff, O Caminho do Meio.
    Você não deixa de estar certo,tb. concordo contigo que o povo cubano deveria ir e vir. Fica aí uma pergunta, por quê, eles não tem essa liberdade?
    Por favor quem sabe nos responda.
    O socialismo cubano seguramente tem falhas a corrigir, mas negarmos que o povo tem tratamento melhor que o nosso em termos de saúde,e vários outros quesitos é questionável.
    Abs.
    Marcos

José Ricardo Romero

02 de julho de 2013 às 08h45

O grande medo dos médicos com a importação de médicos cubanos é a contaminação pela prática da medicina preventiva, tão obviamente melhor que destronaria toda a estrutura de prática médica no Brasil, que é curativa. Na medicina curativa não estão envolvidos apenas médicos, mas a indústria farmacêutica (uma das mais poderosas do mundo), a de equipamentos médicos, os negócios de clínicas e hospitais, exames laboratoriais e de imagem e os acordos entre todos estes componentes que afirmam a falsa ideia de que todo um complexo de informações são necessárias para um diagnóstico, profilaxia e intervenção. Na grande maioria dos casos isto não é necessário. O que ocorre com todo este complexo lucrativo ao se introduzir no Brasil a medicina preventiva? Desmorona.

Responder

    Paulo Bispo Da Silva

    02 de julho de 2013 às 14h46

    Sábias palavras,Parabéns.Que tal postar no face.para os cabecinhas de vento desse País leiam?Grande, sua opinião!ABss

Roberto Locatelli

02 de julho de 2013 às 08h06

Só para lembrar: em Cuba não há quase internet porque os EUA bloqueiam. Felizmente, agora, a Venezuela fez um convênio com Cuba para levar internet para lá.

Por falar nisso, nossa internet passa por Miami, em sua maior parte. Se os EUA quiserem, podem nos deixar sem acesso também…

Responder

    Luís Carlos

    02 de julho de 2013 às 11h45

    Sem acesso, espionar e invadir a privacidade de todos. Alguém acha que já não fazem?

    Roberto Locatelli

    04 de julho de 2013 às 06h51

    Exato! Como mostrou o Edward Snowden, ex-agente da CIA, eles FAZEM, sim, espionagem. Espionam o mundo.

Francisco

02 de julho de 2013 às 04h51

Que professor não daria um dedo mindinho para ganhar 18 mil (por mês! Não é por ano não, é por mês!!!) e viver na Amazônia por dois, três, quatro anos, perdido do mundo, socado no meio dos igarapés, vendo gente, outra cultura, outro ambiente, pra ter história para contar pro resto da vida e um respeitável pé de meia??

Me dê um giz e o cheque que eu vou a nado!!!

Responder

    Marcos

    03 de julho de 2013 às 16h45

    Gostei, muito boa ..
    Quão rico se tornaria esse ser humano.
    Fazer o que gosta, e fazer o bem ao outro.

tiago carneiro

01 de julho de 2013 às 23h15

“O sistema não é desenhado para escolha do consumidor ou iniciativas individuais….Não existe sistema de saúde privado pago como alternativa”

Saúde como mercadoria…… Enquanto isso existir, não existirá saúde que preste.

“mas é improvável que obtenham riqueza pessoal”….

99,9%”das pessoas fizeram medicina atrás dessa riqueza. Um dia disseram a elas que seriam mais ricas que traficantes.

Responder

Fabio Passos

01 de julho de 2013 às 20h37

A “elite” branca (e seus capachos) pouco se importa se os pobres estão morrendo sem atendimento médico.

Socorro Cuba!
Venham ajudar nosso povo que sofre horrores porque os ricos negam até direitos fundamentais como atendimento de saúde.

Confiram:
http://blogdobourdoukan.blogspot.com.br/2013/05/chega-de-papo-furado-tragam-os-medicos.html

Responder

    Hildo

    02 de julho de 2013 às 09h10

    Que Mané! Elite branca na Bahia e no Maranhão? Essa era da boa, hein?

FrancoAtirador

01 de julho de 2013 às 18h36

.
.
Sobre esse assunto, deveria se investigar mais a fundo

a ONG ‘Médicos Sem Fronteiras’ que, aqui no Brasil,

é patrocinada pela Rede Globo e outras empresas do ramo.

(http://www.msf.org.br/conteudo/113/estrutura-msf)
(http://www.msf.org.br/conteudo/41/no-brasil)

Responder

Urbano

01 de julho de 2013 às 18h13

Aconselho não mostrar aos acéfalos, e muito menos comentar com os mesmos, principalmente aos da oposição ao Brasil.

Responder

Eunice

01 de julho de 2013 às 18h00

A única alegação dos médicos brsileiros – para não irem para a mata amazonica – à qual eu daria atenção é a de que não há laboratórios para ajudá-los a fazer um diagnostico melhor.

Mas…. nem ali mesmo em Mococa há um laboratório decente, com ressonância e tals. E triam os pacientes em pior estado para S. Paulo, de ambulância. Assim é a vida.

Responder

    Luís Carlos

    01 de julho de 2013 às 22h12

    Eunice
    De fato, não há exames de imagem com a facilidade de grandes cidades, porém existem sim laboratórios para de exames clínicos de sangue, urina, etc, em barcos como, por exemplo, em Porto Velho/RO que navega pelo Rio Madeira assistindo populações ribeirinhas, ou no interior de outros estados amazônicos. Já acompanhei trabalhos nessa região dessa forma. Levam assistência a populações que vivem em regióes de dificílimo acesso, seja por água ou ainda andando por trilhas na mata até casas de moradores, com agentes comunitários de saúde, podendo fazer exames para malária.

    Hildo

    02 de julho de 2013 às 09h11

    Alguém se lembra do Projeto Rondon? Melhor: alguém sabe o que foi o Projeto Rondon?

José Souza

01 de julho de 2013 às 17h44

Os médicos cubanos, se vierem, vão assustar não só os colegas de profissão mas também as autoridades municipais. Eles estão acostumados a trabalhar com termômetro, aparelho de pressão, estetoscópio e conhecimento. Costumam atuar em áreas além da medicina tais como saneamento, aconselhamento de higiene pessoal/familiar e muita prevenção. É o que se conhece como medicina social. Os daqui só atuam pendurados em exames.

Responder

    Fabio Passos

    01 de julho de 2013 às 20h27

    FrancoAtirador

    01 de julho de 2013 às 20h41

    .
    .
    ESTALINISTAS SE DISFARÇAM DE MÉDICOS

    PARA FAZER EXPERIÊNCIAS GENÉTICAS

    COM AS POBRES CRIANCINHAS BRASILEIRAS

    QUE SERVEM DE COBAIAS AOS HOMOSSEXUAIS

    PARA IMPLEMENTAR A DITADURA GAY NO PAÍS.
    .
    .

Fabio Passos

01 de julho de 2013 às 17h00

As conquistas de Cuba na saúde são reconhecidas em todo o mundo. Apenas a militância do PiG, ignorante e mal (in)formada, nega dados reconhecidos pela ONU. rsrs

Os indicadores superam em muito aos demais países subdesenvolvidos, como o Brasil, e são próximos (em alguns casos superiores) aos das nações superdesenvolvidas.
Esta realidade não caiu do céu. É fruto de um regime que coloca a solidariedade acima da ganância.

Socorro Cuba!
Venha trazer sua solidariedade e ajudar o povo carente do Brasil a ter atendimento digno de saúde.

Responder

Sandro

01 de julho de 2013 às 16h12

Esqueceram de dizer que esses dois médicos americanos são do partido comunista americano. Por quê?

Responder

    Alan

    01 de julho de 2013 às 17h59

    Não é preciso ser comunista para saber que o sistema de saúde americano é um lixo, veja este vídeo do Michael Moore: SICKO – SOS Saúde. E na próxima vez que for aos EUA faça um seguro saúde bem graúdo ou você pode se dar muito mal!

    http://www.youtube.com/watch?v=VoBleMNAwUg

    Jorge Mateus

    01 de julho de 2013 às 19h40

    Bobagem. Não faz diferença que sejam comunistas. A Medicina cubana tem seus méritos sim, mas não é nenhuma brastemp. Dá pro gasto cotidiano, prevenção e doenças comuns

    lukas

    01 de julho de 2013 às 21h03

    Concordo. Espero a análise de dois médicos doTea Party para firmar minha convicção.C

    Mário SF Alves

    01 de julho de 2013 às 21h31

    Que tal expor provas disso?

J Souza

01 de julho de 2013 às 15h09

A diferença entre a saúde cubana e a brasileira não são os médicos, mas sim o SISTEMA, como o texto explica!

Em Cuba se pratica preferencialmente medicina preventiva, enquanto que no Brasil se faz principalmente medicina curativa. E várias cidades brasileiras chegam ao absurdo de ter pacientes eletivos (que não são de urgência) sendo atendidos em pronto-socorros (onde só devem ir casos de urgência e emergência) por falta de atenção primária adequada!

E por que no Brasil é assim, e em Cuba não?
A resposta a essa pergunta explica também o rancor e a ira de boa parte da população brasileira contra os médicos: a medicina curativa paga muito mais, porque os médicos não têm carreira de estado que os estimule a trabalhar na atenção básica, pois no nosso sistema os especialistas são mais valorizados do que os generalistas.
E grande parte da culpa disto é da própria população, que ainda não foi educada para saber a importância dos médicos generalistas, e prefere procurar 5 especialistas do que um bom generalista. E isso nem sempre é o melhor, pois muitas vezes os 5 especialistas não conversam entre si…
O outro motivo pelo qual no Brasil prevalece a medicina curativa é o interesse das multinacionais que fornecem equipamentos e insumos médicos. É do interesse dessas corporações que a população seja estimulada a fazer muitos procedimentos, principalmente os de maior complexidade, e maior custo. E para isso cooptam muitos médicos, por métodos hoje em dia muito criticados em todo o mundo, inclusive nos EUA.
Por fim, não é só Cuba que se preocupa com a medicina preventiva. Na Europa, e mesmo nos EUA, o sistema de atenção básica, baseado no médico generalista, é melhor do que no Brasil, embora aqui esteja sendo tentando melhorar o sistema de saúde da família.
Trazer médicos vai ajudar, mas não vai resolver. É preciso que se eduque a população, que muitas vezes acha que só exames caros e invasivos podem resolver seus problemas de saúde, o que não é verdade na maioria das vezes!

Responder

    Luís Carlos

    01 de julho de 2013 às 17h00

    J Souza
    Faltou acrescentar como responsáveis, as entidades médicas e as entidades formadoras em medicina, que privilegiam modelo de atenção à saúde em total descompasso com a epidemilogia nacional. O texto fala em “determinantes sociais básicos para a saúde”, tudo que é desconsiderado pela formação médica brasileira ortodoxa e vigente na maioria das faculdades de medicina do país, e a bem da verdade, das demais áreas da saúde também.

    Eunice

    01 de julho de 2013 às 17h56

    O Brasil nunca vai melhorar.Quando se trata de sacrificios, de fraternidade a manada some.

    Ouvi um médico do Hospital de Oncologia de Barretos dizendo que faltam médicos de todas as especialidades no Brasil. Sr. Prata, um gestor.Mesmo com salários que ele oferece de até 35.000,00. Pode????!
    E disse que o corporativismo é tão grande que conseguiram fechar muitas vagas, quando deveriam ter lutado para melhorar a qualidade. E Essas faculdades também, fracas, queriam pegar a grana de filhos de ricos, trouxas, e não oferecer nada. Assim anda o capitalismo médico brasileiro.

    Eunice

    01 de julho de 2013 às 17h57

    Alguém acha de numa faculdade fraca de medicina não há nenhum médico envolvido? Só professores fracos?

    Oras, pois!!!!1

    FrancoAtirador

    01 de julho de 2013 às 20h18

    .
    .
    [email protected] [email protected]

    Tudo se resume a uma expressão:

    RESERVA DE MERCADO DA DOENÇA.
    .
    .

Valcir Barsanulfo

01 de julho de 2013 às 15h05

Essa matéria é esclarecedora e mostra que Cuba possui, apesar do boicote e da perseguição, um espirito criador e muito humano, enxerga o ser humano como semelhante e não como um adversário, como soe acontecer no mundo capitalista.

Responder

Tomudjin

01 de julho de 2013 às 12h00

A epidemia de obesidade nos EUA é uma das provas de que médicos de primeiro mundo, em país de primeiro mundo, não significa necessariamente garantia de saúde à sua população.

Responder

    Hildo

    02 de julho de 2013 às 09h01

    Em Cuba não há obesidade.

Lucas L

01 de julho de 2013 às 11h35

Não posso evitar um sentimento de profundo desprezo contra os EUA ao terminar de ler um texto assim. Sua política covarde de embargo econômico e sabotagem contra Cuba, implicando em inúmeras limitações de infraestrutura, é obscenamente perverso. É admirável a firmeza e determinação de luta do povo cubano contra 55 anos de agressão imperialista. (Eisenhower com sua ideia de derrubar Fidel em seis semanas através do bloqueio deve estar muito chateado, rs)

Responder

Roberto Ferreira

01 de julho de 2013 às 10h10

Quando é conveniente os americanos são chamados. É muito cinismo !

Responder

Julio Silveira

01 de julho de 2013 às 09h41

Sou totalmente favorável a vinda de médicos cubanos para trabalhar no Brasil. Acredito que os sistema de medicina brasileiro tem sido meeiro na culpa pelas adversidades encontradas pela cidadania no sistema publico de saúde nacional. A Medicina aqui a muito tempo deixou de ser profissão para abnegados e idealistas, passou a ser de ambiciosos e mercenários, em sua grande maioria. Alegam buscar primeiro melhores condições de trabalho, mas quem gerencia o sistema publico são médicos em sua maioria, se são incompetentes na gestão deveria buscar aprimorar seus conhecimentos nessa áreas ou aceitar especialistas em gestão. Mas quem está nos altos escalões não parece querer abdicar de suas atribuições e prerrogativas. Outra falácia e dizer que a questão salarial não é o mais importante, é importante sim, poucos médicos querem aceitar ganhar de 8 a 12 mil reais nos grotões do Brasil trabalhando na rotina de 8horas por dia, preferem estar nas cidades centrais, nas capitais, trabalhando pouco no serviço publico mas garantido o salario, e podendo fazer a maior parte de sua atividade em consultórios particulares lucrando muito mais assim. Tenho dito o temos e com essa concorrência, que os médicos estrangeiros acabem por migrar para as grandes cidades, não há outra explicação já que nos grotões não existem médicos suficientes. A cidadania não tem que ficar submetida aos interesses classistas, não tem que ficar refém de discussões totalmente desfocadas da realidade.

Responder

    Sandro

    01 de julho de 2013 às 16h23

    “A cidadania não tem que ficar submetida aos interesses classistas, não tem que ficar refém de discussões totalmente desfocadas da realidade.”
    Carai, mano. Essa era da boa.

Taques

01 de julho de 2013 às 09h37

É patético querer glamourizar um país tão pobre onde se encontra a ditadura mais antiga do planeta.

As cidades não passam de imensos cortiços e os supostos dados espetaculares de seu sistema de saúde (Chavez que o diga! e Lula, que de bobo não tem nada, mantém distância) não são confiáveis já que no país não existe imprensa livre.

95% de seus “médicos” (na realidade não passam de enfermeiros práticos) são reprovados quando tentam revalidar seus diplomas aqui no Brasil onde a saúde já beira o caos.

Curioso tam bém é o seu triste destino deste país. Com a revolução deixou de ser um bordel americano para se tornar um capacho soviético e agora, quem diria, depende das esmolas venezuelanas. Altivo, não!?

Responder

    MRE

    01 de julho de 2013 às 11h48

    95% de seus “médicos” (na realidade não passam de enfermeiros práticos) são reprovados quando tentam revalidar seus diplomas aqui no Brasil onde a saúde já beira o caos.

    Que preconceito, que caça às bruxas !

    Se o texto enaltece a prevenção e compara que índices cubanos chegam a ser melhores que alguns americanos, por que denegrir. Melhor ser um bom enfermeiro e não deixar o povo ficar doente do que ser um médico formado e o povo estar mal.

    E mais, revalidar diploma é uma questão controversa – engenheiro brasileiro tem que se reciclar no Canadá ( dois anos em universidade paga), na Itália e em muitos outros países – é proteção ao mercado de trabalho. Em Portugal, até pouco, os dentistas brasileiros não eram reconhecidos.

    marco araujo

    01 de julho de 2013 às 13h40

    Não é bem assim. Aos que criticam Cuba sugiro visitar o site http://www.viajenaviagem.com.br. Ali,
    meu filho de 42 anos, advogado, viajando a Cuba descreve aquele país com seus altos e baixos. Não é um cortiço. A mídia brasileira, sempre pró EEUU, tem a obrigação de falar mal de Cuba.

    Luís Carlos

    01 de julho de 2013 às 17h09

    Taques
    Sobre os “dados não confiáveis do sistema de saúde” cubano por não ter “imprensa livre”, deves cosiderar que no Brasil temos “imprensa livre”? Não temos “imprensa livre” no Brasil, pois só publicam o que seus patrocinadores aceitam que seja publicado, ou você acha que realmente será publicado por essa “imprensa livre” o que prejudique patrocinadores? Além disso, os dados não são confiáveis por serem informados pela “imprensa livre”, mas são reconhecidos por entidades do “mundo livre” como a ONU e demais.
    Agora, sobre médicos serem enfermeiros, por favor, deverias ler menos a Veja ou deixar de repetir o que entidades médicas falam por interesses corporativos e conehcer in lóquo a experiência da saúde pública cubana e em alguns países do mundo, para não caíres no ridículo “clima de guerra fria”.

    Gildo Magarin

    02 de julho de 2013 às 09h08

    No Brasil tem a mídia golpista, reacionária, financiada por interesses contrários ao povo e ao governo do partido dos trabalhadores, que não se furta em falsear versões e dados para prejudicar as conquistas populares. Em Cuba tem o Granma. (www.granma.cu)

    Brasileiro, o outro

    01 de julho de 2013 às 18h29

    As estatísticas do tucanalha foram fornecidas pelos institutos Cato e Millenium…
    Tadinho.
    Mas com esse sobrenome, não se devia mesmo esperar muito.

    Francisco Junior

    03 de julho de 2013 às 18h38

    Até que enfim um comentário inteligente. Cansei de ler tantos comentários sem conhecimento e sem propriedade.

G.A Almeida

01 de julho de 2013 às 08h55

Imagina que lindo não seria um pais com o capitalismo e socialismo trabalhando em total harmonia.

Não entendo porque para ter um precisamos abrir mão de outro.

Os dois tem ótimos pontos, como o fato de estarmos discutindo isto pela internet hoje.

Em Cuba, China ou na antiga Alemanha não poderiamos.

Responder

    Luís Carlos

    01 de julho de 2013 às 16h51

    Inclua também, por favor, os EUA onde seríamos espionados e invadidos em nossa privacidade e, conforme exprssões usdas seríamos presos em Guantánamo por questões de “segurança nacional”.

    Jane Oliveira

    02 de julho de 2013 às 09h14

    Os EUA são a maior ditadura disfarçada, virtual, que existe no mundo. Em Cuba, se vive com mais liberdade real. O povo é mais feliz.

Mardones

01 de julho de 2013 às 08h54

Sem dúvida, o fim do embargo pelo EUA seria excelente para Cuba avançar ainda mais em outros setores.

Responder

Horridus Bendegó

01 de julho de 2013 às 07h02

Cuba, A Semente de um Pé de Coração

(mete mais medo no egoísmo do que uma cepa nova do vírus ebola)

Responder

    Mário SF Alves

    01 de julho de 2013 às 22h05

    Já ouvi falar de paleobotânica, mas botânica política é a primeira vez, prezado Horridus?
    _________________________________
    Horridus, agora falando sério. O Franco definiu bem a coisa toda quando resumiu:
    .
    .
    [email protected] [email protected]

    Tudo se resume a uma expressão:

    RESERVA DE MERCADO DA DOENÇA.
    .
    .
    __________________________________
    Então… aproveitando a deixa, já que o assunto é Cuba, fica a dúvida:

    Parece que não resta mais controvérsia sobre a importância do boicote econômico à Cuba na geopolítica ave de rapina dos USA na América Latina.

    Assim, outra coisa. Não fosse o referido boicote, e, ainda que levando em conta o alto grau de politização e o poder defensivo, e inclusive a imunidade anti-ideológica do povo cubano, e a considerar-se o poderio militar do grande irmão-espião do Norte, não seria interessante saber o porquê de a essas alturas do campeonato o regime cubano já não ter sido reduzido a cinzas?

Heraldo Souza

01 de julho de 2013 às 04h59

Excelente artigo.

Responder

Jorge

01 de julho de 2013 às 01h14

A saúde funciona bem em Cuba. É exemplar. Mas hoje há queixas de que devido a grande exportação de médicos, muitos serviços foram fechados. Li recentemente sobre iso, mas não sei onde. Gostaria que o VIOMUNDO abordasse tal situação, se ela é verdadeira ou não

Responder

    Carina

    01 de julho de 2013 às 01h17

    Jorge, não sei qual é a sua profissão e nem quanto ganha por mês. Mas a resposta à sua pergunta é simples. Pesquise quanto ganha em Cuba alguém com a sua profissão e descubra por você mesmo as diferenças.

    marco araujo

    01 de julho de 2013 às 13h44

    Carina, um dólar na moeda cubana compra leite para um mês. Lá os valores são diferentes. Eles são pobres mas têm uma dignidade que você, às vezes, não encontra em muitos cidadãos brasileiros.

Francisco

30 de junho de 2013 às 23h58

O médico de lá faz isso com 20 dólares ao mês.

O que é que o daqui deveria fazer com 7.000 dólares de salário?

Responder

Fabio Passos

30 de junho de 2013 às 23h57

As conquistas sociais de Cuba são inegáveis e causam inveja não apenas a nós brasileiros, mas também as nações superdesenvolvidas.
Um exemplo de coragem e capacidade de um povo que não se rende ao imperialismo.

Viva Cuba!

Responder

    Pitagoras

    03 de julho de 2013 às 13h22

    VIVA!!!


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A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação e traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.