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Amaury nega que Privataria Tucana foi resposta a Pó Pará
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Amaury nega que Privataria Tucana foi resposta a Pó Pará


18/12/2013 - 12h06

por Luiz Carlos Azenha

Luís Nassif publicou em seu blog um artigo sobre a desistência de José Serra da corrida eleitoral de 2014. Nele, sugere que o livro A Privataria Tucana, do repórter Amaury Ribeiro Jr., que vendeu 150 mil exemplares, foi uma resposta ao artigo Pó Pará Governador, do falecido Mauro Chaves, homem ligado a Serra, em O Estado de São Paulo, antes da definição de quem seria o candidato tucano ao Planalto em 2010.

Ou seja, depois do Pó Pará — uma referência nada discreta a hábitos de consumo — o grupo ligado ao hoje senador Aécio Neves teria respondido com o livro-bomba.

Defendo antecipadamente o Nassif de qualquer crítica: é uma especulação recorrente. Surgiu inclusive entre os comentaristas deste blog, logo que o livro foi lançado.

Amaury, como se sabe, foi vítima de intenso bombardeio durante a campanha de 2010. Responde hoje por suposta corrupção de funcionário público no episódio da violação do sigilo de parentes de José Serra, o que ele nega veementemente.

Pelo que contou no próprio livro e a amigos, o repórter era parte do embrião da campanha de Dilma Rousseff, convocado pelo publicitário Luiz Lanzetta.

Porém, por conta de uma disputa interna por influência entre os grupos do atual presidente do PT, Rui Falcão, e do atual ministro Fernando Pimentel, que é de Minas Gerais, o assunto foi parar na revista Veja, que em seu estilo tradicional turbinou a ideia de uma mansão mal assombrada em Brasília, cheia de tramas obscuras. Um repórter da Folha deu um upgrade ao caso. Adotando a teoria jornalística do “teste de hipóteses” de Ali Kamel, sustentou a existência de um “núcleo de inteligência” do qual o malévolo Amaury era a assombração principal. Esta, repito, é a versão de Amaury sobre o imbróglio.

Ele também sustenta que o famoso “dossiê” que teria desenvolvido contra José Serra era, na verdade, resultado de uma longa investigação da privataria tucana, que começou quando ele ainda era repórter do insuspeito — neste caso — jornal O Globo, do Rio de Janeiro.

Ou seja, o “dossiê” do “núcleo de inteligência” era um livro que vinha sendo escrito há alguns anos — e Amaury apresentou provas de que trabalhava no assunto faz tempo. Tinha obtido documentos importantes depois de ser processado pelo tucano Ricardo Sergio de Oliveira. Pediu “exceção da verdade”, ou seja, o direito a ter acesso a documentos sigilosos da CPI do Banestado, com o objetivo de provar o que escrevera sobre o tucano.

A amizade entre Amaury e Josemar Gimenez, diretor de O Estado de Minas, um jornal francamente aecista — que inclusive rebateu o Pó Pará, na época —  talvez explique as especulações sobre Amaury ter trabalhado para Aécio.

Desta vez encaminhei ao Amaury a pergunta por escrito. Eis a resposta, editada ao essencial:

“Como eu poderia trabalhar para o Aécio, se a primeira coisa que o exército dele, comandado pela general Andréa Neves, fez ao comprar (ou arrendar — com dinheiro público?) o Hoje em Dia foi pedir a minha cabeça?

Durante um ano e meio a minha coluna no jornal mineiro, assinada em parceria com o jornalista Rodrigo Lopes, foi o único espaço em toda era do tucanato mineiro a criticar os desmandos da família Neves em Minas. Foi por meio da coluna, por exemplo, que leitores tiveram conhecimento de que um laudo da PF comprovava que a famosa “Lista de Furnas”, que alimentava as campanhas dos tucanos, era verdadeira.

Na terça-feira dessa semana, uma dupla de comediantes comunicou ao Rodrigo Lopes que iria rescindir nosso contrato. “Até aí tudo bem. Eles já não estavam publicando a coluna. O problema é que eu tive de ouvir aquelas baboseiras, um deles disse até que já estava preparado para assumir a direção do New York Times”, relatou Rodrigo

Rodrigo disse não ter acreditado no que viu com os próprios olhos. O pupilo de Andréa teria transformado a sala de diretoria de redação num santuário de culto a ele mesmo. As fotos abraçado a economistas neoliberais e políticos tucanos tomam conta de todo ambiente. “Até em cima do sanitário tem foto dele”.

As sacadas geniais do novo chefe e de seu escudeiro já viraram motivo de piada em toda cidade. Ao se apresentar aos jornalistas da redação, mais uma vez manifestou seu ódio aos conterrâneos de Lula. “Aqui não tem esse negócio de fazer matéria a favor de nordestinos, não”.

Como bom tucano, deixou também bem clara sua visão em relação ao jornalismo investigativo. “Quem quiser investigar é que faça concurso para o Ministério Público”.

A toda poderosa general Andréa não se preocupou ao deixar rastros no negócio através do qual passou a controlar o Hoje em Dia.

Antonio Carlos Tardeli, um dos diretores do Grupo Bel, que assumiu o controle acionário do jornal, era do Departamento Estadual de Telecomunicações de Minas Gerais, o DETEL, quando o negócio foi fechado. Sua função era justamente fiscalizar os veículos de comunicação do Estado. Pouco dias antes, ocorreu outra coincidência: um rádio do grupo, localizada numa favela de Belo Horizonte, foi desapropriada pelo governo de Minas. O Tesouro desembolsou R$ 10 milhões para desapropriar o terreno onde vai ser construído um posto da Polícia Militar. É um caso para o Ministério Público investigar.

Agora só não venham me falar que eu trabalho para esse povo”.

Post retificado após a publicação a pedido do Rodrigo Lopes, que acrescentou:  O Tardeli acumulava a função. Ele era diretor de rádios do grupo Bel e presidente do Detel, órgão responsável pela fiscalização  dos veículos eletrônicos no estado. O conflito de interesse gerou um processo contra Tardeli. O Ministério Público apresentou denuncia contra Tardeli e Marco Aurélio Carneiro, que é o presidente do Grupo  Bel e amigo das antigas de Andrea Neves. No processo, que tramita na Vara da Fazenda de BH, o  Ministério Público pede o ressarcimento de R$ 400 mil. Tardeli foi assessor de  Pimenta da Veiga no Ministério da Comunicações, no governo FHC, era a raposa tomando conta dos ovos no galinheiro.

PS do Viomundo: Amaury diz nada saber sobre a denúncia de um site mineiro de que o esquema de Aécio teria conseguido plantar na revista IstoÉ, no fim-de-semana passado, uma reportagem atacando a testemunha-chave do mensalão tucano, Nilton Monteiro, que está preso em Minas sob acusação de coagir testemunhas num processo em figura como falsário. Fica o registro da coincidência de a reportagem ter sido publicada quase ao mesmo tempo em que saiu, aqui no Viomundo, a entrevista da repórter Lúcia Rodrigues com Monteiro, feita num Fórum de Belo Horizonte.

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30 comentários

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Mário SF Alves

21 de dezembro de 2013 às 00h44

PSDB, o partido antipolítica e da oposição terceirizada, via invisibilidade até no DARF.
_________________________________

E ia que ia, no limite da irresponsabilidade, sempre!
___________________________________
Partido da irresponsabilidade… no limite.
_________________________________________
“Assim não dá, assim não pode.” Hein?

Responder

Rodrigo Magalhães

19 de dezembro de 2013 às 14h27

Só quem vive em MG sabe o qual nojenta e danosa é a política praticada aqui pelo PSDB e PMDB.

Os 16 anos de governo do PSDB em MG (Azeredo 4 + Aécio 8 + Anastasia 4) deixaram marcar irreversíveis no estado.

MG entrou em uma espiral negativa que não tem retorno…

A situação do estado é tão periclitante que eu aposto que o Aécio Never não será candidato a Presidência.

Na ausência de candidatos viáveis ao Governo de MG, o Aecinho terá que vir socorrer os Tucanos.

Se o PSDB perder o governo de MG…vixi…são tantos podres que irão aparecer…haja lexotan !!!

Pode anotar aí…Aécio Never será candidato ao Governo de MG em 2014

Responder

João Ferreira Bastos

19 de dezembro de 2013 às 09h31

Azenha, leio diariamente o Novojornal e à muito estou intrigado com o fato do site ser claramente perseguido pelos Neves, não ter nenhuma divulgação (obvio) pelo PIG, mas também não ter nenhuma divulgação pelos blogs sujos.

Nesta tua matéria, você coloca o link, mas não o cita.

Qual é o problema com o Novojornal?

Responder

    Luís Carlos

    19 de dezembro de 2013 às 22h54

    Também me chamou atenção isso. Se não estou enganado, em outra matéria essa semana, creio ter ocorrido o mesmo, sem citação ao NovoJornal.
    Azenha, teria algum motivo para não citar o blog?

Bonifa

19 de dezembro de 2013 às 00h34

Mais cedo ou mais tarde, o livro do Amaury terá imensas repercussões. Estas repercussões, talvez, venham a mudar o Brasil, tamanhos serão seus efeitos. Podemos dizer com segurança que o affair mensalão foi apenas uma tentativa de evitarem que o caso da privataria tivesse curso, conforme já haviam prenunciado alguns jornalistas. É de se crer que ele, Amaury, tinha consciência de tudo o que adviria por conta desta publicação. A repercussão de coisas assim não vêm de imediato: ela se expande pouco a pouco, como uma bomba de efeito super-retardado. Estes ataques ao Amaury são sintomas, os primeiros sintomas de que seu livro está fazendo o efeito que dele se esperava.

Responder

    Mário SF Alves

    21 de dezembro de 2013 às 00h31

    Vale a ênfase no que disse o Rodrigo Magalhães:

    “Se o PSDB perder o governo de MG…vixi…são tantos podres que irão aparecer…haja lexotan !!!

    Pode anotar aí…Aécio Never será candidato ao Governo de MG em 2014”

    _________________________
    Pura antevisão do processo.

MARCOS F.L.

18 de dezembro de 2013 às 20h16

Azenha, vocês dos blogs deveriam postar os videos das entrevistas.

Responder

Luís Carlos

18 de dezembro de 2013 às 20h03

Novojornal tem sido implacável com os Neves. Parece ter fontes seguras e matérias fundamentadas em documentos. Por outro lado, de fato, achei estranha matéria da IstoÉ atacando denunciante de família Neves e comparsas tentando desacreditar documentos apresentados.
Integrantes do MP de MG e polícia mineira estariam, ao que parece, “no bolso” dos Neves e fariam parte da “tchurma” que tenta limpar trilha empoeirada do candidato tucano de MG à presidência.

Responder

Francisco

18 de dezembro de 2013 às 19h28

Brizola/Darcy = CIEPS

Luis Carlos Prestes = revolução

Vargas = trabalhismo

Carlos Lacerda = golpismo

Lula/Dilma = inclusão

Aécio = ?

Ou boa ou ruim, sempre se espera alguma coisa associada ao nome de uma carreira politica. Que fez da vida Aécio?

Responder

    J Fernando

    19 de dezembro de 2013 às 11h36

    Aécio = carreira

Zanchetta

18 de dezembro de 2013 às 17h18

Amaury e Tuma, ambos da família Junior, são meus ídolos…

Responder

    Marcus Vinicius

    18 de dezembro de 2013 às 23h35

    se você gosta de misturar pérolas (Amaury) com farelo (Tuma), aí é problema seu…

    Sagarana

    19 de dezembro de 2013 às 07h01

    Pede para a Dilma nomear o Amaury Secretário Nacional de Justiça.

    Cesar Ricardo

    19 de dezembro de 2013 às 14h27

    KKKKK. Essa realmente foi boa. Não resisti o comentário, realmente comparar Amaury com Tumar é brincadeira. Assino embaixo o que vc falou.

valdecir

18 de dezembro de 2013 às 14h45

É triste quando um sujeito se torna o centro das fofocas do bairro. Imagina ser o centro das fofocas da república. Se tem pó ou não tem, se fez dossiê ou não, se puxou a tapete do rival… ou não. Impressionante, o Aécio não consegue pautar o debate com nenhuma ideia relevante para o país.

Responder

Elias

18 de dezembro de 2013 às 14h17

– Popôopó?

– Du hilicótro?

– Né, não.

– Intão popô.

– Cequé a du hilicótro?

– Oiprocevê, tissodaí!

– Intãotá.

Responder

    renato

    18 de dezembro de 2013 às 18h06

    Podepooponobolso.
    Podetiraopodobolso.
    Acabaram com a festa de final de ano de alguem.
    O Traficante preso que domina tudo, ficou P. da vida.
    Vai pagar o pato por mais esta.
    Mas pelo menos teremos um setor da politica (lado), sem
    alterações no final do ano. A não ser que encham a cara!!

    Mário SF Alves

    21 de dezembro de 2013 às 00h51

    Pó-pó-pa-pa-rá!

    Ee cacadê oo dodono dodo pópó?

Sergio Silva

18 de dezembro de 2013 às 13h54

Caro Azenha,

Me parece que se iniciou uma campanha de desinformação generalizada nos últimos dias. Cada veículo de comunicação de esquerda(espero que sejam) está dando versões diferentes sobre assuntos em comum.
O que está mais estranho é que os “blogs sujos”, que até então tinham opiniões iguais estão agora se antagonizando.
Não tenho fé cega em nada, exceto na fé de que o futuro será melhor.
E como as notícias estão muito estranhas nesses dias, vou me fiar mais naqueles que sempre me pareceram mais comprometidos com a verdade dos fatos: 1.Azenha 2.PHA

Abraços!

Responder

    Aline C. Pavia

    18 de dezembro de 2013 às 18h21

    O Azenha não estava entre os blogueiros chamados para a entrevista do Fernando Haddad. O PHA estava, o EduGuim também.

    Luiz Carlos Azenha

    18 de dezembro de 2013 às 23h51

    Eu fui chamado. Não pude ir. A blogosfera é mesmo plural. Melhor assim. abs

    J Fernando

    19 de dezembro de 2013 às 11h43

    Os blogueiros são independentes. As opiniões podem divergir, mas os fatos são relatados corretamente.
    Continuo fiel a todos os blogs considerados “sujos”, pois são os únicos contrapontos à mídia tradicional. Azenha, Amorim, Eduardo Guimarães, Rodrigo Viana, Rovai, Nassif, Miguel do Rosário, entre outros, são excelentes fontes de opiniões diferentes da mídia tradicional.
    E se todos escreverem e concordarem com tudo, sem estas divergências sadias, estamos perdidos, pois perderão sua identidade pessoal.

    Mário SF Alves

    21 de dezembro de 2013 às 01h01

    Concordo. O que não se pode é abrir mão da verdade. Da verdade factual [é isso?] Caso contrário, vira tudo PiG/farinha dum saco só.

Claudio-SJ

18 de dezembro de 2013 às 13h05

http://www.novojornal.com/politica/noticia/caso-novojornal-expoem-esquema-de-aecio-na-revista-istoe-18-12-2013.html

“Caso Novojornal” expõem esquema de Aécio na revista Istoé

Como na confecção do dossiê transformado no livro “Privataria Tucana”, paulistas descobrem que Aécio esta por trás dos ataques da Istoé

Na segunda e terça-feira desta semana, integrantes do PSDB paulista não falaram em outra coisa que não fosse a publicação da reportagem pela revista “IstoÉ”, informando que a “ Lista de Furnas”, seria falsa.
Informações sabidamente irreais, e o pior, “IstoÉ” já publicara matéria afirmando o contrário, pois os documentos já foram periciados pela Polícia Federal que atestou sua autenticidade, e fruto deste laudo o Ministério Público Federal do Rio de Janeiro apresentou há dois anos uma denúncia contra o principal arrecadador do esquema criminoso, Dimas Fabiano Toledo.
Intrigava o PSDB paulista o que estaria por trás das ações da “IstoÉ”, pois encontra-se há quase três meses embaixo de pesado ataque da revista que vem desnudando o esquema de corrupção montado através de um cartel de empresas capitaneadas pela Siemens e Alstom, fornecedoras do Metrô de São Paulo.

As primeiras suspeitas de condução e direcionamento na publicação das reportagens vieram através do fato de só ser noticiado por “IstoÉ” as irregularidades relativas ao cartel no setor de transporte metroviário, que está restrito a São Paulo e Brasília, sem abordar o setor elétrico, onde as irregularidades são maiores e envolvem principalmente a CEMIG e a Light, ambas pertencentes ao Governo de Minas Gerais.

O envolvimento da Cemig no esquema criminoso é tão gritante que o principal operador do esquema José Luiz Alqueires abandonou a presidência da Alstom para assumir a direção da Light assim que a concessionária de energia foi comprada pela Cemig.

Segundo assessores do PSDB paulista o ex-governador José Serra já vinha a mais de um mês insistindo com o governador Geraldo Alckmin na tese de que por trás do ataque seletivo da “IstoÉ” estaria o grupo de Aécio Neves, desconfiança que segundo estes mesmos assessores agigantou-se diante da “concessão”, feita pela revista em publicar a matéria sobre a “Lista de Furnas”, sabidamente de interesse do senador mineiro.

Somado a este fato, já existia o precedente ocorrido em relação ao comprovado patrocínio de Aécio Neves através do Jornal Estado de Minas na coleta de documentos contra José Serra, sua filha e outras lideranças do PSDB que acabaram gerando o livro “Privataria Tucana”.

O que era suspeita nesta terça-feira (16) tornou-se realidade ao se descobrir que o ex- sócio da revista “IstoÉ”, Fernando Moreira Salles que na década de 80 comprara a empresa tampando um rombo de U$ 1,5 milhão, voltara desde março deste ano a aportar recursos na mesma. Fernando é hoje presidente da CBMM, que tem como única renda a exploração de Nióbio, através de um contrato de arrendamento celebrado de maneira irregular, pois não precedido de licitação, com o Governo de Minas Gerais através da CODEMIG.

Segundo relatório do Ministério Público do Tribunal de Contas de Minas Gerais, o valor da venda do nióbio vem sendo declarado pela CBMM a um preço inferior ao de mercado internacional, no mesmo relatório consta que esta diferença alcança U$10.000 dólares a tonelada. Fato amplamente denunciado há anos por Novojornal e que mereceu recente reportagem de autoria da repórter Lilian Primi publicada na edição de outubro de 2013 da revista “Caros Amigos”.

Fernando Moreira Salles, consultado por uma liderança paulista teria desconversado alegando que se tratava apenas de um negocio, porém a quantia “investida”, nos últimos seis meses chega a mais de R$ 28 milhões de reais, somados a este investimento, os tucanos paulistas descobriram que um dos coordenadores da campanha de Aécio Neves, Mario Garneiro, ex- sócio do dono da “IstoÉ”, Domingo Alzugaray, no Banco Múltiplo Transcontinental, passou desde o início do ano a buscar patrocínios internacionais para alavancar a revista em busca de fazer frente a concorrente “Veja”.

A liderança tucana que questionou Fernando ressalta que ele a início negava e que só admitiu o fato, depois de confrontado com documentos que comprovavam o aporte de capital registrado no balanço da CBMM. Admitindo ainda que fundos de investimentos chineses e japoneses que compraram parte do capital da CBMM também estariam fazendo pesado investimento na Editora Três.

Aécio questionado e ciente do tratamento que teria doravante do PSDB paulista, ameaçou renunciar sua candidatura. Segundo um assessor, revoltados com seu comportamento e para deixá-lo pagar o preço de sua traição, Serra, Geraldo Alckmin e outras lideranças do PSDB paulista decidiram lançar imediatamente e por definitivo a candidatura de Aécio a presidência. Abandonando-o a seguir.
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Responder

    Gilson Raslan

    18 de dezembro de 2013 às 15h53

    O PSDB se transformou em uma quadrilha de mafiosos.

    Rodrigo Lima

    18 de dezembro de 2013 às 16h07

    Se transformou não. Sempre foi.

    Antonio

    18 de dezembro de 2013 às 23h39

    Assino embaixo: o PSDB sempre foi uma quadrilha de mafiosos. A condução do governo federal por FHC e do governo paulista pelos tucanos deixa rastros de que o objetivo sempre foi abastecer as contas nos paraísos fiscais.
    Esta é minha intuição.

    Mário SF Alves

    21 de dezembro de 2013 às 01h05

    E será que o Zé Dirceu desconhecia isso?

    renato

    18 de dezembro de 2013 às 18h08

    Gostei, ms o Amaury tinha um contrato, se ele não conseguisse colocar alguem na cadeia até hoje ele perdia o emprego.
    E ele não contava com a astucia do Chapolin Azul de Metila!!!

JoãoP

18 de dezembro de 2013 às 12h42

Grannnde Amaury! Espero que você encontre energia e saúde para continuar desvendando as picaretagens de muitos políticos. Falta o Judiciário fazer a outra parte…

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