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Black blocs: De vândalos (na grande mídia) a linha de frente
Política

Black blocs: De vândalos (na grande mídia) a linha de frente


15/07/2013 - 10h55

Os anarquistas em passeata na Alemanha

13/07/2013 – 03h40
Em ‘assembleia’, ‘black blocs’ discutem como escapar da polícia

da Folha.com

Com bandeiras pretas nas mãos, um grupo discutia estratégias para escapar do monitoramento de policiais e imprensa. Em sua maioria, eram jovens que vestiam roupas pretas, característica dos adeptos da filosofia anticapitalista “black bloc”.

A assembleia foi improvisada após protesto “pela democratização dos meios de comunicação”, que foi até a sede da TV Globo, zona sul de São Paulo, anteontem.

Antes, eles picharam muros da emissora e tentaram depredar um ponto de ônibus e uma agência bancária, alvo preferencial dos atos do grupo.

Os “blocs” surgiram na Europa, apoiando movimentos sociais em protestos. No Brasil, começaram a aparecer durante os atos do Movimento Passe Livre, em junho.

Segundo seus criadores, trata-se de uma forma de protestar — com a depredação de patrimônio público e privado –, e não um grupo.

Na reunião, acompanhada pela Folha, não havia líderes. Quem queria falar levantava o braço e aguardava sua vez. Quem concordava, sacudia as mãos de forma semelhante a palmas em libras, a língua brasileira de sinais.

O grupo discutia sua participação em protestos futuros e a melhor forma de comunicação entre os membros. Um deles, que dizia ser moderador da página “Black Bloc SP” no Facebook, reclamava que frequentemente tinha o acesso bloqueado.

A avaliação entre todos é que a página, por ser aberta, é monitorada “pelos P2” (policiais disfarçados).

Uma garota sugeriu, então, que todos passassem a usar a rede social N-1 (alternativa ao Facebook) e que fosse criado um código de acesso.

Outro rapaz defendeu que fosse criada uma página hospedada em servidores na Rússia ou em Taiwan, “impossíveis de derrubar”. “A tecnologia evolui muito e na internet sempre vai ser uma disputa de gato e rato”, afirmou.

O assunto mudou quando outro jovem pediu para que adeptos participassem de seu programa na internet para falar da filosofia do grupo anarquista. Ele carregava uma bandeira preta e vermelha, que disse ter sido usada pelo avô anarquista na Guerra Civil Espanhola (1936-39).

Sem resposta, o jovem agradeceu e se despediu em francês: “Liberté, égalité, fraternité pour tout le monde” –liberdade, igualdade e fraternidade (um dos lemas da Revolução Francesa, 1789) para todo o mundo.

‘BLOCS CARIOCAS’

No Rio, quase uma hora depois de iniciada a passeata das centrais sindicais pelo Dia Nacional de Luta, surgiram jovens que tiraram camisetas, máscaras, casacos e bandeiras pretas de mochilas. Nas mãos, pedras e coquetéis molotov.

De repente, uma grande massa se formou e entrou na passeata: eram os “black blocs” cariocas. A presença de partidários do movimento era esperada, tanto que as centrais contrataram seguranças com a incumbência de mantê-los afastados da manifestação.

Grupos de anarcopunks, alguns deles estudantes de universidades como USP, PUC e Mackenzie, estão entre os que agem como “black blocs” em São Paulo, conforme apuração da Delegacia de Crimes de Intolerância (Decradi).

Segundo um investigador, que pediu anonimato, os grupos em atuação no país são diferentes dos europeus, que, em alguns casos, têm líderes.

Ele diz que o movimento de hoje tem entre seus adeptos universitários, de classe média, diferentes do MAP (Movimento Anarcopunk), nascido no Reino Unido dos anos 1970.

(ANDRÉ MONTEIRO, FLÁVIO FERREIRA, GIBA BERGAMIM JR. E MARCO ANTÔNIO MARTINS)

*****

Criminalização dos Black-Blocs: uma armadilha

por Mariana Corrêa dos Santos*, no Das Lutas, via Facebook

Observamos nos últimos dois dias, e bem de perto, a criminalização do jovem ativismo anarquista, como outros movimentos também foram criminalizados num passado não muito distante. Durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, os movimentos do campo passaram por criminalizações similares, invenções midiáticas de invasão de terras “supostamente” produtivas, num claro revide contra a Reforma Agrária pleiteada. Com o auxílio da mídia convencional, esses movimentos foram taxados de vândalos, bárbaros, destruidores e um atraso para o desenvolvimento do país.

O que temos pra hoje são “caixas” e “mochilas” de molotovs confeccionados em garrafas de mesma marca, quase uma produção fabril, colocadas no chão por possíveis policiais infiltrados, ao lado dos Black Blocs que marchavam na Av. Rio Branco. Cenas que foram capturadas em câmera pelas mídias independentes. Esses mesmos infiltrados agem como se “descobrissem” os molotovs, e responsabilizam os grupos anarquistas. Ao reproduzir novamente o discurso de que esses jovens são os responsáveis pelos conflitos, a mídia convencional só pode partir da presunção de que toda uma população ainda está imbecilizada. É esquecer que, ao custo de muita bomba e bala de borracha, as mídias independentes retiraram o véu de qualquer mentira e armação, e estão acessíveis a quase todos aqueles que buscam informações.

Quem está desde junho nas ruas sabe que os movimentos anarquistas, em especial os Black Blocs, servem de proteção aos manifestantes, pois colocam-se na linha de frente, com escudos e proteções, prontos para devolver bombas aos seus atiradores. Sem essa linha de frente, quem estava na Presidente Vargas no dia 20/06 não teria saído a tempo sem ser pisoteado, baleado, ou fortemente intoxicado.

O que precisa ser discutido, e parece esquecido nessa busca por culpados e pela criminalização de novos grupos ativistas anti-sistema, é a violência escalonante da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Esse é o debate. Não pode ser naturalizado uma criança de cerca de 8 anos desmaiada no meio da Cinelândia por intoxicação de gás lacrimogênio. Não pode ser considerado normal que a polícia faça duas linhas fechando a Av. Rio Branco, e uma linha lateral onde obrigatoriamente seria o escoamento, e jogar spray de pimenta em todos que passavam.

A polícia carioca age na surdina, com carros envelopados sem identificação, atirando em manifestantes que já haviam dispersado. Persegue manifestantes por ruas, bairros, longos percursos, atirando bombas em hospitais, em residências, em passantes, bares, praças, deliberadamente, e planejadamente. Não são despreparados, são uma máquina de repressão comandada pelo Estado.

Aos que tem acesso à informação, não permitam que se criminalize mais um grupo social simplesmente por existir e por questionar o poder vigente. É preciso encampar essa luta, é preciso desmilitarizar, desarmar essa máquina de matar. Pois, como bem diz uma das faixas das manifestações: “A mesma polícia que reprime no asfalto é a que mata nas favelas”. E o que vai acontecer quando esse grupo que é a linha de frente das manifestações for criminalizado? As balas vão deixar de ser de borracha no asfalto também?

“É preciso estar atento e forte…”

*Mariana é integrante Das Lutas

Leia também:

Adilson Filho fala sobre os “provocadores” em passeata no Rio



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88 comentários

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Kátia Baggio: Black Bloc e a destruição do capitalismo - Viomundo - O que você não vê na mídia

20 de agosto de 2013 às 05h28

[…] Mariana Corrêa dos Santos: Criminalização dos Black-Blocs, uma armadilha […]

Responder

Mídia fez uma polícia que bate e mata, mas não investiga | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

24 de julho de 2013 às 09h30

[…] por uma jovem senhora arrogante, que gosta de se fantasiar de adolescente rebelde, reproduzido pelo Viomundo, que, num ato nem tão falho, assume a verdadeira natureza dos tais Black […]

Responder

Collingwood

23 de julho de 2013 às 09h19

Seria cômico se não fosse trágico ver os “progressistas” clamarem para a policia descer a porrada nos “vândalos” e ainda cantar com orgulho a disciplina, a ordem e o exemplo dado pelos movimentos sindicais nas manifestações.

Para os “progressistas” quem não segue a ordem, a disciplina e o exemplo é fascista.

Uma categoria de análise do desciclipédia nos ajuda a entender os “progressistas”, trata-se daquela reversal russa… kkk

Responder

Bruno

18 de julho de 2013 às 23h08

Há inúmeras formas de se alcançar um objetivo.
Sou mais Gandhi que Robespierre…

Responder

renato

16 de julho de 2013 às 20h35

Mariana, eu não entendi nada!!!!
Mas se visse estes caras eu corria.
E não ia para predio publico, nem para escolas, nem hospitais
nem biblioteca, nem onibus, nem prefeituras, nem detran, nem
para PM, nem para Universidade, nem para o schopin, nem para o ultimo andar de um prédio qualquer, nem para o aeroporto, nem para baixo da ponte.
Eu voltaria para o Campo, para o interior.
Duvido que um só destas pessoas não precisem de um destes ambientes públicos depois que se mascaram de não sei o que!
Eles são parasitas de manifestãcões…..merecem repudio

Responder

eduardo souto jorge

16 de julho de 2013 às 18h36

Aqui na minha rua, onde todo ano de copa do mundo, a gente fecha a rua e promove um carnaval para torcer pelo Brasil . Pergunto: Ano que vem vamos ter que pedir aos “Blocos Pretos” autorizacao para promover o evento?Que conversa maluca e essa? Nunca soube de nenhuma revolucao que nao contasse com a participacao das massas trabalhadoras e camponesas. Parece que voces querem impor suas ideias na marra. Vai dar merda.

Responder

    Mariana Corrêa dos Santos

    16 de julho de 2013 às 19h28

    Ahn?
    Juro que não entendi.
    Onde você leu isso?
    Em que ponto dos dois textos tem algo semelhante a isso que você escreveu?

Wanderson Brum

16 de julho de 2013 às 17h20

Eu não estive no Rio nem em SP.
Aqui em Salvador… Sim, eu fui às manifestações respirar a minha cota de gás pimenta.
Aqui não vi nenhum “Black Bloc” – “BB”, só uns pretinhos “em bloco”, que nem eu, em sua maioria, jogando pedra na polícia, quebrando uns pontos de ônibus e coisa do tipo.
Na sua maioria eram apenas pessoas motivadas pela revolta frente a violência desmotivada do Estado, reagindo contra esta, confrontado e retribuindo a violência contra o quer que simboliza-se o estado naquele momento, pontos de ônibus, placas, prédios públicos, não sei se é justificável mas me parece fácil de entender.
Como eu disse não vi nenhum grupo de pessoas vestidas de preto, com camisas pretas na cara,vestia-se em sua maioria branco, que aliás no calor que fazia era a melhor opção. Haviam pessoas com camisas na cara mas não no padrão “BB”, gente tentando evitar ter sua imagem gravada pelas câmeras.
Tem muita gente querendo capitalizar o bônus das manifestações pra si, direita, esquerda, e sabe lá mais o quê?
Por enquanto aqui na Bahia os únicos “Black Bloc’ a tomarem as ruas continuam sendo o Ilê Aiyê, Malê Debalê , Filhos de Gandhy e outros blocos afro…
Obs.: Eu não depredei patrimônio público ou privado.
Nem joguei pedra na policia, mas morri de vontade…

Responder

Francy Granjeiro

16 de julho de 2013 às 14h20

CLASSE MÉDICA CORPORATIVISTA – NÓS PODEMOS, UAI!!
Quem disse que não pode ir ao médico particular?”Pode sim.
Pois bem, Médicos do Sírio e do Einstein abrem clínica particular em Heliópolis-SP,cidade de 145 mil/hab.

O TERROR DO NORDESTE: Médicos do Sírio e do Einstein abrem clínica particular em Heliópolis
wwwterrordonordeste.blogspot.com

Responder

Tiago

16 de julho de 2013 às 13h53

A colega Mariana Corrêa dos Santos falou bem ao destacar que o ponto principal a ser debatido é a absurda repressão da polícia carioca às manifestações recentes. Nada justifica uma resposta tão desproporcional.

Não obstante, penso que o texto também demonstra ingenuidade ao dar a entender que a violência é criada exclusivamente pelos “policiais infiltrados”. Sem dúvida existem, mas será mesmo que a violência SÓ parte deles? As idéias do Black Block defendem claramente a depredação do patrimônio privado e público; será mesmo que destruir uma banca de jornal ou a frente de uma loja, por exemplo, é um “ataque ao sistema”? A posição do movimento é simplesmente “não fomos nós que começamos”?

Se a colega Mariana Corrêa dos Santos se diz anarquista, ou está com quem se diz, certamente conhece Piotr Kropotkin, um dos principais pensadores do anarquismo, que escreveu a frase abaixo:

“Um edifício baseado em alguns anos de história não se destrói com alguns quilos de explosivo”

Responder

    Mariana Corrêa dos Santos

    16 de julho de 2013 às 15h45

    Eu não sou anarquista, companheiro.
    Mas conheço um pouco, convivo com muitos.

    E já que estamos de frases, porque não Proudhon? “A propriedade é um roubo”. ;)

    Mas respondendo: “Não obstante, penso que o texto também demonstra ingenuidade ao dar a entender que a violência é criada exclusivamente pelos “policiais infiltrados”. Sem dúvida existem, mas será mesmo que a violência SÓ parte deles? As idéias do Black Block defendem claramente a depredação do patrimônio privado e público; será mesmo que destruir uma banca de jornal ou a frente de uma loja, por exemplo, é um “ataque ao sistema”? A posição do movimento é simplesmente “não fomos nós que começamos”?”

    1) Falei de um momento específico, de um conflito específico, criado pela polícia. Não generalize.
    2) Leia mais sobre os Black Blocs e verá que a depredação do patrimônio (de quem, vale questionar) não está nas diretrizes de ação.
    3) Quem disse que quem botou fogo numa banca de jornal foram os BB? Já está definido assim? Se for a da Alerj, só porque as caras estão cobertas para impedir o efeito do gás, não significa que sejam eles. BB são apenas um dos muitos grupos combativos das manifestações.
    4) A não-compreensão da fúria da multidão me deixa confusa. Pra mim ela parece clara e legítima. Mas bem, essa é minha visão.
    5) Em momento algum falei PELO movimento. Apenas falei sobre o que vi e vivi acompanhando-os de perto.

    Leo V

    16 de julho de 2013 às 17h28

    boa resposta.

    Tiago

    16 de julho de 2013 às 18h08

    Prezada Mariana Corrêa dos Santos,

    Ora, companheira, não se preocupe comigo pois eu sou anarquista e defendo absolutamente os ideais libertários. Não estou entre nossos colegas “progressistas” que frequentam esse espaço, se me fiz entender, hehe. Não quis que o “anarquista” soasse como uma potencial ofensa a você.

    1) e 5): Tirei essas conclusões pela impressão que tive ao ler o que escreveu. Se você diz que minhas conclusões não foram o que quis passar, então tá…

    2) A depredação pode até não estar nas “diretrizes de ação”, mas certamente está na “ação” com uma desagradável frequência.

    3) Citei “banca de jornal” aleatoriamente, nem sabia que havia sido queimada alguma nos protestos mais recentes no Rio. Mas assumindo que não foram os tais BBs, o que eles teriam a dizer sobre esse tipo de “ação”? Apenas não posso concordar com uma depredação sem nenhuma justificativa e que alguns (não você pois isso não está em seu texto, mas por exemplo o Movimento Passe Livre aqui em SP) insistem em classificar como “ação revolucionária das massas contra o sistema”.

    4) A rebelião contra o poder e os poderosos é absolutamente justa, e será enquanto o poder e os poderosos existirem…mas talvez haja meios mais efetivos de defender nossas idéias, dessa forma propagando-as. Como também disse Proudhon, “anarquia é ordem”.

    Mariana Corrêa dos Santos

    16 de julho de 2013 às 19h27

    Oi Tiago
    Então… eu já tinha sacado que você não era como os “progressistas”… rs

    Sobre os pontos 1 e 5, realmente falo sobre algo que vi, em determinados momentos específicos. Como foi o caso dos molotovs plantados por P2 na marcha do dia 11.
    Sobre os pontos 2 e 3, eu não sei se podemos classificar a ação como desagradável, nem se também podemos classificar como “ação revolucionária das massas contra o sistema”. Eu compreendo essas ações como fúria e multidão, e principalmente, como processo. E por ser processo, não quero traçar análises que semana que vem podem ser completamente diferentes. A velocidade em que as coisas mudam de cenário é impressionante, e por isso tenho mantido a observação constante.
    Sobre o ponto 4, você viu a manifestação que aconteceu no casamento da neta do Jacob Barata (magnata das empresas de ônibus)? Ali estava, pra mim, uma forma fantástica de manifestação, o escracho. Mas respeito e busco os outros meios de lutar contra o poder instituído, é um estudo e tanto.

    Abraços!

    Tiago

    16 de julho de 2013 às 23h25

    Prezada Mariana Corrêa dos Santos,

    Perdão, me expressei mal quando disse sobre “meios mais efetivos de defender nossas idéias”. O meio que eu queria demonstrar que, pessoalmente, não sou favorável é a “violência revolucionária” (ou ao menos a violência que afeta mais o povo do que o poder…e temos visto muito disso ultimamente), que estávamos discutindo se tal violência poderia ser associada ao Black Block.

    Por outro lado, o caso que citou é mais um exemplo de como a violência é uma política de Estado. A repressão a essa espetacular manifestação no casamento da “dona Baratinha” foi absurda, vergonhosa, fascista. Eles SEMPRE terão o inapelável “argumento do canhão”, enquanto nós só temos nossas idéias (que não servem muito quando se está apanhando de cassetete ou respirando gás, hehe).

    Ainda assim, eu penso que nós temos que fazer melhor que apenas responder à violência com mais violência; não vamos vencer o poder colocando fogo no Congresso, ou de um dia para o outro. É um processo, como você disse, e a fúria causada pela miséria distribuída pelo sistema é parte disso. Temos que lutar pelo HOJE, sim, pois a emergência que os problemas sociais suscitam exigem respostas, exigem organizar nossas idéias e nossa luta, como vocês e outros estão fazendo. Mas, respeitosamente, se você acreditar no pensamento libertário, como eu acredito, lembre-se que para nós o mais importante é colaborar com o desenvolvimento de indivíduos com PENSAMENTO AUTÔNOMO. O Estado, o “governo”, o voto, em última instância, não são nada para nós. Acreditamos que o poder SERÁ destruído, quando as pessoas se darem conta de sua escravidão e forem livres em seu pensamento; e elas serão, pois para nós a liberdade existe dentro de cada coração humano.

    Mas discussões filosóficas a parte, não podemos esperar esse indeterminado dia da revolução. Nossa luta é hoje, agora. Continuem, mas cuidado com as repostas dadas ao poder. A violência é o caminho do Estado e pode desqualificar nossa luta. Além do mais, não queremos dar argumentos para nossos colegas “progressistas”, não é mesmo?

    Saudações.

    matheus

    22 de julho de 2013 às 15h46

    Correndo o risco de ser meio polêmico, mas depredação de patrimônio corporativo (de grandes empresas e bancos privados) é realmente tão condenável assim? Depredar o prédio da Rede Globo para protestar contra o monopólio midiático é tão absurdo assim? Sou contra destruir carro popular e casas de trabalhador, lixeiras, orelhões, enfim, bens de trabalhadores e serviços públicos. Mas os manequins da Toulon, sinceramente, não me emocionam. O que me emociona, ou melhor, me revolta, é a meneira como a Toulon trata os trabalhadores, como sonega impostos, como glamouriza a ostentação inútil. Isso sim é violência. O resto é o resto.

Brasileiro, o outro

16 de julho de 2013 às 12h57

A nova Jeunesse Dorée…

Responder

assalariado.

16 de julho de 2013 às 11h46

Nessas alturas dos movimentos das ruas, não seria interessante perguntar para o black -blocs, o que querem (?) para além de quebrar o patrimônio da burguesia capitalista?

Sim, eu sei, nesta sociedade dividida em luta de classes com interesses econômicos/ políticos opostos o ‘Estado de Direito’, sempre foi, e é, enquanto instituição politica é um patrimônio/ esconderijo da burguesia capitalista. Só falta avisar o povo.

Aliás, devo perguntar também ao Movimento Passe Livre o que querem politicamente, para além do passe livre?

Abraços.

Responder

    renato

    16 de julho de 2013 às 20h18

    Este sim sabe “bater boca”, no bom sentido.
    È oposição, mas sabe o que fala e possivelmente
    contribui para o País.
    Aprendeu ….

matheus

16 de julho de 2013 às 10h38

A filosofia do Black Block é ser um “contra-choque” para defender a manifestação da repressão brutal. É um grupo de auto-defesa, de resistência à violência policial.
Os trajes e máscaras pretas são para aglutinar e proteger os black-blockers da perseguição política e dos efeitos do gás lacrimogêneo.
Em geral, são adeptos do socialismo libertário (não necessariamente anarquistas clássicos).
Em muitos casos eles participam da destruição de patrimônio de grandes empresas e palácios dos governantes, mas nem de longe são os únicos que praticam isso.
E antes de repetir o vocabulário moralista da mídia e da direita, leiam Henry Thoureau, para aprender o que é DESOBEDIÊNCIA CIVIL.

Responder

    Neotupi

    16 de julho de 2013 às 15h07

    Na manifestação das centrais sindicais não tinha e não teria repressão nenhuma. O objetivo era ter visibilidade para a pauta de reivindicações, inclusive haveria uma ato no final de protesto contra a Globo. Os black blocs é que tumultuaram ao ir para a frente de uma passeata que não eram deles e ninguém estava sendo reprimido, atrapalhando a luta dos outros e desrespeitando os métodos dos outros. Ao aparecerem um grande grupo de mascarados prontos para o confronto alguém começou a confusão. É fácil acusarem P2, mas não tem muita lógica, pois a polícia para baixar o cacete não precisa de plantar coqueteis molotov coisa nenhuma, pode começar por qualquer motivo ou até sem motivo. No facebook dos black blocs RJ há muita gente pregando claramente o confronto como objetivo e uso de coquetéis molotov, inclusive escondendo em locais pré-determinados. Qualquer um vestido de black blocs, se passando por anarquistas, pode fazer o que bem entender. O que os black bloc estão fazendo não é política, é apenas diversão de jogos de guerra, que no fundo faz o jogo da direita.

    matheus

    17 de julho de 2013 às 17h26

    O caso dos molotovs plantados foi FILMADO, caso você não saiba.

    E qualquer um pode ser black-block. Também qualquer um pode ser o tiozão de calça jeans e boné.

Ana Cruzzeli

16 de julho de 2013 às 07h07

Estou com Mauro Santayanna

Onde tem grupo que não constitui firma reconhecida não boto fé e a Policia Federal tem que investigar.

http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=6197

Na Europa havia uma causa real, palpável aqui no Brasil surgiu do nada sem causa provável. Pra uma onda descontrolada surgir é fácil, facinho.

Responder

anarquista ? Agente inconsciente e gratuito da CIA , isso sim!

16 de julho de 2013 às 05h31

O Azenha começou a exagerar. Dar voz a mascarados, “anti-cpaitalistas” que querem um golpe de estado, esquecer da ação do Anonymous claramente um grupo mobilizado pela CIA tá ficando liberal de mais pro meu gosto…

Responder

    Miguel do Rosario

    16 de julho de 2013 às 18h09

    Azenha, o grupo anonimous parece ser realmente aliciado pela CIA, nesses monitoramentos da WEB que eles costumam fazer.

    Muitos deles fazem parte de um tal de “Cyber Army” exercito cibernetico americano.

    Já vi video de um deles no Youtube um tal de Rio Hunter, que ao divulgar uma conversa gravada dele com um youtuber gamer famoso , ele confessa ser anonimous e membro do Cyber Army.

    No video o cara fala que fecha com os americanos, beija a bandeira dos EUA e demonstra um paranoia com esse ideia de politicos corrPTos, falando disso mesmo numa conversa que nada tem a ver com esse contexto.
    O cara é um alucinado, parece que sofreu lavagem cerebral.

    Vale a pena investigar esses Anonimous. tem muita coisa estranha por tras desse Grupo.

    Miguel do Rosário (o real)

    22 de julho de 2013 às 13h17

    O comentário parece sério, a denúncia também. Só que eu preciso esclarecer que não escrevi esse comentário. É um homônimo.

    Miguel do Rosário (Do cafezinho)

Neotupi

16 de julho de 2013 às 00h37

Vou acreditar que os Black Blocs são anarquistas de esquerda de verdade quando expropriarem as casas abastadas de suas famílias, o segundo carro, e suas próprias mesadas, para dividir essa riqueza com a favela. :)

Responder

Pisquila

16 de julho de 2013 às 00h12

Aqui no Brasil realmente esculhabam com tudo.Por aqui, até anarquistas fazem o serviço sujo da direita. Durma-se com um barulho desses.

Responder

anderson

15 de julho de 2013 às 23h41

http://www.ocafezinho.com/2013/07/15/congresso-apoia-mais-verba-pra-globo/
Congresso apoia mais verba pra Globo
Enviado por Miguel do Rosário on 15/07/2013

Um internauta mandou-me um emal com a seguinte notícia, encabeçado por um comentário lacônico: “preocupante”.

ILUSTRADA – EM CIMA DA HORA
Comissão aprova projeto que destina verba a TVs abertas

Texto que determina cota de produção regional na programação foi aprovado ontem no Congresso
DE BRASÍLIADE SÃO PAULO

Empresas de TV aberta poderão receber do governo, como incentivo para regionalizar sua programação “cultural, artística e jornalística”, o equivalente a 5% dos recursos do FNC (Fundo Nacional de Cultura), segundo projeto de lei aprovado ontem por comissão mista do Congresso.

O orçamento do FNC neste ano é de R$ 260,2 milhões. O projeto passará pelos plenários do Senado e da Câmara, antes da sanção presidencial.

O deputado Sergio Zveiter (PSD-RJ), sub-relator do projeto, diz que, embora o texto possa “dar uma interpretação nesse sentido [de benefício às TVs], o objetivo é bem claro –de incentivo à produção independente regionalizada”.

O documento regulamenta o artigo da Constituição (nº 221) que prevê cota de programação regional em emissoras de rádio e TV. A comissão mista de 12 parlamentares se dedica à “consolidação da legislação federal”.
A programação regional é definida como aquela “realizada na região do país onde está localizada a emissora”. É considerada programação local a realizada no Estado em que se localiza a emissora.

As cotas semanais de produção regional foram fixadas com base no tamanho dos municípios. São 336 minutos de produção regional e 168 de produção local em municípios de até 500 mil habitantes. Em localidades com população acima de 5 milhões são 840 minutos para produção regional e 420 para local.

O texto não obriga as emissoras a contratar produção independente para cumprir a cota. Como mecanismo de “incentivo”, a produção independente pode ser contabilizada em dobro no cálculo de cumprimento da cota.Associações de produtores independentes avaliam que a medida é inócua, já que as TVs têm condição de cumprir a cota com produção própria.

Relator do projeto, o senador Romero Jucá (PMDB-RR), incluiu programas de conteúdo jornalístico, esportivo e religioso entre os válidos para a cota –segundo ele, para viabilizar que as emissoras cumpram a lei sem pôr em risco seu equilíbrio financeiro.
– See more at: http://www.ocafezinho.com/2013/07/15/congresso-apoia-mais-verba-pra-globo/#sthash.aFn25eh1.dpuf

Responder

Adilson

15 de julho de 2013 às 21h56

Comparar a luta do movImento dos sem terra, com esses meninos marcarados da Zona Sul carioca, por favor, acho que ao prodUzir esse discurso a autora só pode partir da presunção de que toda uma população está imbecilizada, pra usar palavras dela mesmo.

Acho que tavez pudesse usar esse mesmo ímpeto com que sustenta a atuação desses garotos, para sugerir-lhes que, no lugar de ir a manifestações “defender” a classe trablahadora, servir de “escudo” pra gente de cara rachada do Mov. social, “proteger” a turma bacana que estava acampada no Leblon, etc_ se colocassem na “linha de frente”, como ela diz, quando homens e mulheres pais de família e estudantes são achincalhados na favela, pelo simples fato de terem saído de casa.

No lugar de tomar o rumo da Rio Branco, ou da Delfim Moreira, pra “defender” líderes sindicais e jovens indefesos, ir lá na Baixa do Sapateiro em Bonsucesso quando o couro cantar pra comer, ou na subida do Gogó da Ema quando o filho chorar e a mãe não puder ver, ou quem sabe, paralisar e ficar de “escudo” na Grajaú-Jacarepaguá quando o morro da Cachoerinha estiver prestes a ser assombrado mais uma vez.

Quanto a sua última indagação, eu respondo: Fique tranquila que as balas nunca vão deixar de ser de borracha no asfalto não e sabe por quê?

Porque a Zona Sul é o “playground” onde a burguesia de ímpeto revolucionário pode se dar ao luxo de correr de bombas, de ter um grupo pra lhe proteger fazendo linha de frente, outros tantos pra filmar, advogados, estudante de direito, gente influente pra denunciar no dia seguinte; enquanto que a favela é o inferno real, onde o menino negro não tem dierito nem ao dia seguinte pois lá a guerra da noite não vai pro Youtube nem pro Facebook, mas pra capa do jornal O POVO.

Responder

    Mariana Corrêa dos Santos

    16 de julho de 2013 às 02h25

    Vou repetir. Grande parte desses meninos é de favela.
    Grande parte é expropriado desde que nasceu. Vem estudando e conhecendo os novos movimentos sociais, principalmente as novas formas de associativismo como as que surgiram em Seattle em 99.
    Não falem sobre o que não sabem. Não julguem sem conhece-los.
    Você estava na Maré? Muitos deles estavam.
    Elite política preconceituosa e burra. E depois não entendem porque estão perdendo o embate político para grupos estúpidos de direita. É a esquerda que vilaniza a esquerda.

    matheus

    16 de julho de 2013 às 10h59

    Mariana, esses latindo nos comentários são os “governistas”, a gentinha que vive de cargos comissionados e cabos eleitorais do PT e PCdoB, e depois pagam de “progressistas”.
    E como sempre, os cães ladram e a caravana passa. Os cães de guarda governistas nas redes sociais e blogs não são exceção.

    Adilson

    16 de julho de 2013 às 12h24

    Entendi, grande parte é de favela, mas, numa espécie de “batman as avessas” vem comprar o barulho da elite na ZS.

    Grande parte é de favela, mas por debaixo das máscaras quase não se vê um único negro.

    Na Maré houve um ato ecumênico, com a presença maciça de gente da Zona Sul, artistas, intelectuais etc_ onde não havia nenhum mascarado. Se lá estavam (como você afirma) mostrando o rosto, estavam como indivíduos e não como MS, nesse caso estamos falando de coisas diferentes, concorda?

    Dias antes, houve sim uma grande manifestação em Bonsucesso, onde o único “bloco preto” que existia era móvel e atendia pelo nome de Caveirão.

    Na Praça Corumbá quando o Dona Marta – num ato de cidadania inusitado pra Zona Sul acostumada a ver abraços na Lagoa – desceu e saiu pelas ruas do bairro, pra denunciar os abusos da UPP, fez isso dando a cara a tapa ao nariz torto de muita “gente fina”, sem contar com nenhuma linha de frente.

    Por favor, usar a dor da comunidade da Maré, pra legitimar os “vingadores do asfalto” já é um pouco demais. Numa boa, sem briga, e tentando manter a educaçao, entendo sua vontade de atribuir ao grupo um caráter revolucionário, mas acho que pra isso não precisamos forçar a barra, né?

    abraços

    tomas

    16 de julho de 2013 às 02h29

    Booooa!

Alex Gonçalves

15 de julho de 2013 às 20h51

Assim como os ‘Anonymous’ e o partido ‘verde’ brasileiros, os Black Bloc brasileiros estão completamente infiltrados por facistas.

Responder

abolicionista

15 de julho de 2013 às 19h30

É isso aí, parabéns para a garotada e cuidado com os P2, vermes desgraçados!

Responder

    Felipe

    16 de julho de 2013 às 08h05

    Dá gastura quando se vê a “tropa de choque” virtual em defesa da moral e dos bons costumes blindando o pt, psdb-dem, mais a repressão. E o mais estranho é que ficam tudo de um lado só desqualificando o que é diferente do modo ser deles. Meu deus!!!

    matheus

    16 de julho de 2013 às 13h04

    Concordo plenamente com seus argumentos. As tropas de choque virtuais são uma PRAGA.

    abolicionista

    17 de julho de 2013 às 13h10

    É o nacional socialismo virtual…

renato

15 de julho de 2013 às 18h45

Não podemos ficar exportando manifestantes.
Estes caras só querem adrenalina com enfrentamento
de policiais… Policiais são país de familia, e trabalhadores
também. Assim como soldados, marinheiros e aeronautas o são.
Então cacete nestes caras de preto, para quando envelhecerem
terem marcas no corpo para contarem….
Bandeira Espanhola….vai se catar…
Sinaizinhos de surdo mudo, e não tem liderança, sai desta, que não!
Por isto a policia deve sim se infiltrar…São bandidos.
Se fossem estudantes deveriam estudar.Estudar para medicina ou direito.
Fui muito rude….trataria meu filho com desprezo se o fosse.
E não seria uma estórinha para filme no futuro.
Vai na manifestação,leva bandeira, faixas, grita, acompanha, manda todo
mundo para aquele lugar, MAS não vai de mascará…

Responder

Oswaldo

15 de julho de 2013 às 18h23

Licença para compartilhar:

Notas sobre junho:

http://blogumlugar.blogspot.com.br/2013/07/notas-sobre-junho.html

Um abraço.

Responder

Fazendo Media » Black blocs: De vândalos (na grande mídia) a linha de frente

15 de julho de 2013 às 17h51

[…] (*) Fonte: Vi o mundo. […]

Responder

Lucas L

15 de julho de 2013 às 17h39

Não conheço o grupo dos Black Bocs e nunca estive próximo de suas ações, por isso, não me sinto no direito de julgamento. Também não conheço os textos anarquistas. No entanto, acho extremamente delicado criminalizá-los logo de saída – como vemos em alguns comentários por aqui -, sob o pretexto de estarem com a “cara escondida”. Lembremos que na época de clandestinidade (e criminalização também) do Partido Comunista Brasileiro (PCB) o anonimato e uso de identidades falsas era uma necessidade tática e, por que não, de sobrevivência para os “afectados de comunismo e terroristas”. Obviamente todos estão no direito de discordar e não simpatizar com as posições assumidas pelo movimento, mas por isso descaracterizar a ação deles de qualquer demanda (como um grupo de “rebeldes sem causa”) como a desmilitarização da Polícia, Poder/Participação Popular nas decisões políticas, é estéril e burro. Se no momento em que estamos há a possibilidade de enriquecer o diálogo, a possibilidade de travar conhecimento, expandir os espaços para que as pessoas ligadas a ação desse movimento possam falar a um público mais distante (como a iniciativa do Viomundo), me parece extremamente pobre recusar essa oportunidade.

Responder

De Paula

15 de julho de 2013 às 17h18

O povão protestou gritando nas ruas.
A Presidenta entendeu como justos os pleitos das ruas, e transformou em propostas para aprovação no Congresso.
O congresso fingiu que não era com êle e enrustiu.
Então, a mídia mais que depressa calou as ruas.

Responder

Luiza Carioca

15 de julho de 2013 às 17h00

Sinceramente, não me convenceu.

Responder

Roberto Locatelli

15 de julho de 2013 às 16h51

O “anarquismo” atual está a serviço do capitalismo. Tudo que fazem é tentar bloquear as organizações dos trabalhadores e os movimentos sociais.

Responder

    Felipe

    15 de julho de 2013 às 18h37

    Esperas que partam mudanças de sindicatos pistoleiros que disputam cargos abonados por cartéis? Esperas mudanças – estruturais – de um governo que nada mais fez do que simulacros de mudança nas super-estruturas da lógica capitalista? Mudanças partirão de uma máquina feita e programada pra reproduzir desigualdades como é o nosso sistema político?

    Se serão ações diretas que trarão mudanças, eu não posso prever, mas sei que tais ações estão mexendo com muitos modelos de verdade perpetuados por discursos de nichos interessados organicamente nas estruturas hierarquizadas das supostas direções de instituições que historicamente deixaram de ser a confluência prática da história em sua leitura dialética.

    O engraçado é adotarem o ponto de vista do PIG neste blog progressista

    eduardo souto jorge

    15 de julho de 2013 às 19h59

    Entao as mudancas reais que o Povao quer vai partir de quem? Dos Blocos Pretos, da juventude burguesa , que agora cansada do capitalismo que deu tudo de mao beijada p’ra eles(ou tiveram que esmolar nos sinais de transito?), inclusive escolas publicas gratis pagas com os impostos do povao.? E uma pena que voces jovens, idealistas, estejam delirando tanto. As mudancas tem que ser feitas com o povo. Eu aposto duas cocadas como os donos desse poder corrompido que voce coloca muito bem, devem estar achando otimo essa estrategia de afundar o navio. So eles vao se salvar, e voces e claro. Adivinha quem vai p’ro fundo do mar?

    eduardo souto jorge

    15 de julho de 2013 às 20h09

    “Se serão ações diretas que trarão mudanças, eu não posso prever, mas sei que tais ações estão mexendo com muitos modelos de verdade perpetuados por discursos de nichos interessados organicamente nas estruturas hierarquizadas das supostas direções de instituições que historicamente deixaram de ser a confluência prática da história em sua leitura dialética.”PQP, com um discurso desses …realmente vai conseguir um emprego na Sorbone. “de nichos interessados organicamente nas estruturas hierarquizadas das supostas direções de instituições que historicamente deixaram de ser a confluência prática da história em sua leitura dialética.” Pare de delirar camarada! Assim , nem os Blocos Pretos vao te entender.Voce vai acabar levando umas porradas , cuidado.

    Mariana Corrêa dos Santos

    16 de julho de 2013 às 02h09

    Eu fico tentando entender de onde esses “progressistas” comentadores tiraram que os Black Blocs são formados pela classe abastada. Muito pelo contrário. Ali tem uma multiplicidade de classes, uma verdadeira multidão de identidades, mas as classes mais presentes são menos abastadas, de subúrbio e comunidades.
    Apressam-se tanto pra comprar a versão da Folha, que nem por um momento param para pensar, questionar, perguntar.
    Eu uso máscara de gás nas manifestações, cubro meu rosto pra poder estar à frente e fotografar e registrar o que é possível. E mesmo assim já sofri ameaças. Os fotógrafos estão sendo impedidos de trabalhar, tomando jato de brucutu, estilhaços de bombas, bala de borracha.
    E vocês realmente querem criminalizar os Black Blocs? Impressionante falta de visão, senhores.
    Ou então, extrema má fé com quem não partilha da mesma ideologia que vossas senhorias. Equivocados, camaradas. Demais!

    Felipe

    16 de julho de 2013 às 05h12

    A mudança que o povo quer só partirá dele, o Povo em respeito a cada individualidade que o constitui, mas não confunda povo com uma massa infantilizada que necessita de diretores patriarcais donos das análises teóricas super ortodoxas de gabinetes e conchavos pelegos, destes nós sabemos que só se extrai a vaidade. Os blocos pretos da juventude estão dentro do movimento a partir de um contexto de resposta à violência, e por mais que isso seja difícil de entrar na cabeça, eles não são uma organização, são uma ação que está lá pra ir além das procissões e suas ladainhas. Se você não anda inteirado das coisa amigo, a participação anarquista em periferia sempre foi grande, em movimentos sociais que lutam contra homofobia, machismo, causas animais e ambientais, e meu caro, estão lá também os anarquistas nas periferias lutando por teto em terrenos ocupados, em imóveis dos centros das grandes cidades tomadas pela especulação imobiliária. Estão os anarquistas de toda classe social organizando bibliotecas e atividades artísticas que vão além da lógica assistencialista das ações superficiais de assistência adotadas pela esquerda burocrática. O povo vai esperar algum oficial do navio solta-los das amarras como espera um messias? Já que o barco tá afundando, a ação tem que ser direta e horizontal, é só não brigar depois ao decidir quem será o novo capitão das amarras, o capitão é nóis!
    Quanto ao delírio, não sei se esta é uma boa palavra para utopia, sem recalque meu caro, bota a cabeça pra sonhar! Enfim, paro por aqui, pois as coisas para serem descaracterizadas sempre saem dos argumentos e partem para ataques pessoas ao molde da grande mídia. Chamar o BB de burguesada é infantilizar um fato a ser estudado e entendido, mas o medo do novo sempre vem encastelar a possibilidade de troca nos velhos porões do preconceito. Desse jeito só vai valer protesto padrão fifa!!! A violência é do sistema, ela só tá voltando, e isso é preocupante, pois já imaginou se tomam o exemplo da policia como pedagogia? Vamos pensar antes de sair criminalizando…

    rodrigo

    16 de julho de 2013 às 11h24

    Nunca consegui imaginar que a idade trouxesse tanta estupidez e mesquinhez mentais assim eduardo.

    Beijão pro cê…

    E aproveitando a deixa, um grande abraço pra todo petista FANÁTICO que veio comentar aqui.

    E sobre a reporcagem da falha, a DECRADI daqui de São Paulo foi atrás, perseguiu e coagiu o pessoal que organizou as manifestações anti ALCA de dez anos atrás. Whites, carecas e galinhas verdes continuaram lindos, leves e soltos.

    Hélio Pereira

    15 de julho de 2013 às 19h03

    Exato Roberto,
    este pessoal se intitula “Libertário”,mas combate somente a esquerda e faz o jogo da Direita Golpista.
    Foi este pessoal que começou a agredir quem portava Bandeiras de Partidos de esquerda nas manifestações.

    Mariana Corrêa dos Santos

    16 de julho de 2013 às 02h11

    Não, não foi esse pessoal que começou a agredir manifestantes com bandeiras. Se você acompanhasse as páginas dos eventos no Facebook, veria que quem cometeu esses atos foi a extrema-direita mesmo, auxiliados por movimentos fascistas, como os carecas, que foram diretamente arregimentados para isso. Quanto achismo nesse Viomundo, viu?

    Neotupi

    16 de julho de 2013 às 16h30

    Mariana Corrêa dos Santos
    Se um agrupamento que se diz anarquista de esquerda nem consegue se identificar, desde a roupa até as atitudes (sim porque as atitudes são o resultado que produzem e não o que querem parecer ser no facebook) de forma clara a se diferenciar claramente de um grupo fascista, na boa, você não acha que está usando a tática errada?
    Conhecer o terreno, saber ao lado de quem está marchando é o bê-a-bá mínimo de qualquer movimento político, para não ser usado por terceiros.
    Agora quem é aloprado e se mistura com fascistas sem saber, não pode reclamar de estarem sendo confundidos.

    Hélio Pereira

    16 de julho de 2013 às 17h00

    Mariana,
    eu não acompanhei as “manifestações na rede”,como você provavelmente fez.
    Eu acompanhei pessoalmente,fui em vários protestos na Paulista e estive também no Largo da Batata,eu vi os “anarquistas” ofendendo e agredindo quem portava Bandeiras de Centrais Sindicais ou de Partidos de esquerda que sempre estiveram nas Ruas defendendo o Direito a Livre manifestação.
    Não vi nem ouvi uma unica critica deste pessoal ao PSDB ou ao DEM.

    Mariana Corrêa dos Santos

    16 de julho de 2013 às 17h09

    Hélio,
    Eu não estava na Paulista, eu estou no Rio e participei de todas as manifestações aqui. E a diferença aqui é clara. Tanto de vestimenta quanto de atitudes.
    Não sei como é ou foi em São Paulo.

João

15 de julho de 2013 às 16h48

Existe um paralelo a ser feito para este grupo (e outros similares que surjam): tropas de choque nazistas. No seu início seu objetivo era tumultuar e causar violência nas manifestações de outras orientações políticas. Tinham também um falso caráter popular, mas estavam a serviço da direita que, de certa forma, as estimulava. Deu no que deu. Não se iludam: são um movimento de direita, criminosos sim, que na prática quer desestimular a verdadeira participação popular.

Responder

Maria

15 de julho de 2013 às 16h18

Quem tem coragem mostra a cara. Veja quem escondeu a cara na foto do interrogatório de Dilma, na ditadura militar. Que precisa se esconder em seitas ou máscaras,boa coisa não é.

Responder

Liz Almeida

15 de julho de 2013 às 15h30

Eu sou contra esse grupo.

Um grupo de jovens com rostos escondidos, portando pedras e coquetéis molotovs, ávidos por destruir o patrimônio público e privado, é pedir pra resultar em tragédia.

Será que precisa mesmo importar esse tipo de comportamento de estrangeiros? Que tal criar um movimento bem nacional, sem rosto escondido e sem depredação?

Responder

mauricio

15 de julho de 2013 às 15h05

De um lado a policia, e de outro, os black bloc… Estamos bem arranjados…

Responder

    eduardo souto jorge

    15 de julho de 2013 às 19h21

    Sabe o que ocorre Mauricio? A burguesia(de direita ou esquerda), que nunca teve que suar para tomar um simples cafe com leite pela manha, fica cagando regras e normas, sem dar a minima para o que as massas proletarias e campesinas pensam. E’ como se o Povao fosse composto de criaturas sem cerebros, sem cultura sem emocoes. Entao, vem essa fedelha vomitar um monte de besteiras que estao na cabeca de meia duzia de criaturas mal resolvidas(so posso pensar isso, afinal, em 2013, um grupo que tem como atitude durante uma manifestacao popular,simplesmente a agressao, a porrada a destruicao) defendendo que eles estao certos e que e por ai que vamos emancipar o proletariado, e mudar ou pelo menos melhorar a vida da populacao, ai sim, podemos dizer: Tamos no sal com essa gente.

    Mariana Corrêa dos Santos

    16 de julho de 2013 às 02h15

    A fedelha sou eu? Grata!
    Essas argumentações ad hominem só me fazem ter mais certeza que escrevi o texto adequado. Que me posicionei corretamente.
    E que vocês não fazem a menor idéia do que estão falando, e repetem apenas o que lhes contaram.
    Mas grata pelo fedelha, vovô. Me senti com 18 anos novamente.

ma.rosa

15 de julho de 2013 às 14h49

Como dizia a minha vó, “nesta vida nada se cria, tudo se copia”. E o que é pior se copiou, algo que não tem nada a ver com a cara do país, mas que tem a ver com a direita fascista que se pretende dona deste país. Lamentável!!!

Responder

ma.rosa

15 de julho de 2013 às 14h40

“Na reunião, acompanhada pela Folha, não havia líderes.”Ué a “foia”, não é imprensa???? Como ela entrou na reunião? Como convidada? Se convidada, foi um lider quem a convidou, não acham? Ou então este movimento “bloc” qualquer coisa quer mesmo é aparecer na mídia!!!!

Responder

zé eduardo

15 de julho de 2013 às 14h14

Quem vai prá rua e assume sua voz e cidadania, vai de cara limpa. Quem vai mascarado, tá mal intencionado ou é cagão.

Responder

Paulo Brasil

15 de julho de 2013 às 14h06

Black blocs? Isso é algum franquia?

Me parece aqueles imbecis que agem em bando, sozinhos nem pensar, agridem qualquer pessoa que esteja se divertindo em boates.

Responder

san paradise

15 de julho de 2013 às 13h16

Anarquista de direita só msm no Brasil……..

Passei por esse pessoal com camisa do MST e fui hostilizado por um imbecil……depois eles se colocaram na linha de frente da manifestação tão somente pra atrasar a marcha e depois atacá-la………neste último ato não havia anarquistas, havia fascistas.

Proudhon, Bakunin…será que já leram?

Responder

Marcelo de Matos

15 de julho de 2013 às 13h15

Esse pessoal de preto parece que emergiu dos anos 50, né não? “Os anos 50 chegaram ao fim com uma geração de jovens, filhos do chamado “baby boom”, que vivia no auge da prosperidade financeira, em um clima de euforia consumista gerada nos anos do pós-guerra nos EUA. A nova década que começava já prometia grandes mudanças no comportamento, iniciada com o sucesso do rock and roll e o rebolado frenético de Elvis Presley, seu maior símbolo. A imagem do jovem de blusão de couro, topete e jeans, em motos ou lambretas, mostrava uma rebeldia ingênua sintonizada com ídolos do cinema como James Dean e Marlon Brando”. Enfim, parece uma nova versão dos “rebeldes sem causa”.

Responder

Edgar Rocha

15 de julho de 2013 às 12h43

“E o que vai acontecer quando esse grupo que é a linha de frente das manifestações for criminalizado? As balas vão deixar de ser de borracha no asfalto também?” A água bateu na bunda? Porque, pelo jeito, quando a coisa ficar feia pros coxinhas, a brincadeira vai perder a graça, né? Que arremedo de heróis a classe média tá formando! Estão todos num filme em Hollywood ou assistindo demais aos noticiários sobre a Turquia. Deviam ter brincado de super-homem em casa, mas mamãe não deixou pra não quebrar a cristaleira. Morre garoto às pencas todos os dias na periferia. Mas, só vão discutir a prática da polícia fascista quando os filhos da classe média começarem a morrer de balaço. Este texto da Mariana Corrêa é a expressão desta mentalidade. A integrante das lutas está preocupada com a possibilidade de serem alvo da violência proverbial do Estado. Querem que todos encampem esta luta. Nada mais aceitável. Mas, até que limite? Até o limite da segurança dos agentes da “luta”? Depois, volta tudo como antes? Desmilitarizar pra evitar as mortes de quem bota pra quebrar? E os jovens da periferia que chegam do serviço ou da escola, são abordados na rua e levam tiro por serem suspeitos sabe-se lá de que? Patricinha, mostra a tua força você mesma. Porque aqui em Itaquera, São Mateus, Cidade Tiradentes, ninguém precisa se manifestar pra ser abordado, levar cascudo ou ser assaltado por fardados à luz do dia. E nunca houve luta pra defender os que aqui moram, a não ser vindas direto do lugar onde ocorrem estes crimes, sem a menor repercussão de estudantes universitários ou de gente de Pinheiros, Higienópolis, USP ou Mackenzie. Se vira no trinta, minha filha. Chama o papai advogado, empresário, juiz, chama a mamãe, professora universitária, socialite, bota este povo na rua em defesa do seu direito de “lutar” sem mostrar a cara. Mamãe vai ficar orgulhosa.

Responder

    Mariana Corrêa dos Santos

    15 de julho de 2013 às 15h05

    Eu tenho respondido à pessoas equivocadas, mas essa é a primeira vez que respondo à algo tão raivoso.
    Queria saber de onde vem o seu conhecimento, para me taxar de patricinha, filhinha de mamãe?
    Quem disse pra você que nunca vi confronto de verdade, bala de verdade, mortos de verdade? Que nunca vivi isso pessoalmente?
    Essa sua argumentação grosseira só mostra seu desconhecimento.
    Você não pode achar que meus argumentos finais signifiquem medo da violência da PMERJ, quando vivemos essa violência diariamente, quando 10 foram mortos na Maré e ninguém foi responsabilizado. Não ter essa reprodução em escala gigantesca é desejo de todos, não somente meu.

    Edgar Rocha

    15 de julho de 2013 às 18h54

    “Não ter essa reprodução em escala gigantesca é desejo de todos, não somente meu.” Esta frase me exime de responder sua indignação.

    Edgar Rocha

    15 de julho de 2013 às 19h01

    A propósito, qual é a escala aceitável pra você, mesmo?

    francisco niterói

    16 de julho de 2013 às 08h27

    Faz tempo que nao me choco tanto com um comentario como esse contendo a frase que o edgar rocha salienta.

    Se a frase fala por si, edgar, gostaria de acrescentar que nao fala por pessoas que prezam o seu humanismo, como acredito que somos, eu e vc, caro edgar.

    Sei que o nosso desejo nao cabe no “desejo de todos” da frase. Alias, repudio veementemente dizer que o desejo de todos É RESTRINGIR A VIOLENCIA AOS LOCAIS EM QUE ELAS SAO “ACEITAVEIS” PELA CLASSE MEDIA.

    NAO, minha jovem, eu nao desejo o nao espalhamento da violencia policial, EU DESEJO O FIM DA VIOLENCIA POLICIAL EM TODOS OS LUGARES.

    SERA QUE ESSA É A CLASSE MEDIA QUE ESTAMOS FORMANDO? ACIMA DE TUDO EGOISTA?

    POR FIM, ao Viomundo. Este foi a meu ver o momento Maycon de vcs.

    Mariana Corrêa dos Santos

    16 de julho de 2013 às 15h27

    Você é profundamente leviano, ao pegar minha frase e transforma-la dessa forma. Esse tipo de argumentação me é velha conhecida de DCE de UFRJ, quando lidava com pessoas que invertem os discursos para se fazer defensores do inocentes e os outros “os errados”. Nenhuma morte é aceitável, prezado. E eu falava das mortes na Maré.

    A questão é exatamente dizer um chega às criminalizações aleatórias e à violência da polícia como um todo. E falar isso não quer dizer que as mortes de jovens em comunidades é menos importante. É exatamente o oposto. Leiam o texto com a cabeça menos formatadas. Parecem militantes de direita.

    Comparar o meu discurso, o meu texto, com o Maycon “Global” é uma ofensa patética. Digo novamente, não conhecem minha militância, não sabem quem eu sou. Ofensas pessoais só me provam o quanto são desqualificados para o debate.

    francisco niterói

    16 de julho de 2013 às 16h44

    A sua frase ora em debate diz tudo.

    E a sua forma de dar carteirada virtual (minha militancia), alem de qualificar o outro como “desqualificado para o debate”, sao só mais dois complementos de como vc “provavelmente ” aceita o contraditorio.

    Vc nao conhece minha militancia e eu nao conheco a sua. Vc nao me conhece tb para me ztacar com o “desqualificado”.

    MAS DA PRA ENTENDER O MOTIVO DE VC DAR VOLTAS E NAO DISCUTIR A SUA FRASE HORROROSA. COMO DIZ O EDGAR, ELA DIZ POR SI SÓ.

    Por fim, leviano, desqualificado, etc sao so suas opinioes para vencer um debate ja morto e que fara com que eu nao te responda nada mais.

    A SUA FRASE EM TELA JA DIZ TUDO.

    Mariana Corrêa dos Santos

    16 de julho de 2013 às 17h17

    Francisco Niterói

    Minha resposta era para o Edgar.
    Mas se a carapuça serviu…

    Se pra você, genocídio em favelas é algo que deve ser naturalizado, pra mim não é.

    Minha frase em tela fala disso. Se não foi compreendida, não há mais o que fazer, ou dizer. Só vai ser perda de tempo e de argumento com quem não está afim de entender o que o outro tem para dizer, que acha sua verdade a absoluta.

    Sempre me disponho a aprender, pois não me arrogo conhecedora das verdades do mundo. Um pena que aqui distribuam somente pedradas e nada propositivo.

    Boa tarde.

    Edgar Rocha

    16 de julho de 2013 às 17h58

    Francisco, fico muito feliz ver que outros também tenham percebido os deslizes no texto, denunciantes do que muito possivelmente, seja a mentalidade da Mariana Corrêa e de muitos que encampam este fenômeno midiático que preencheu generosamente aos noticiários (generosa forcinha a favor dos conservadores, diga-se). Mas, há também a possibilidade de a representante da “luta” ser apenas mais uma universitária emaranhada nos cacoetes acadêmicos, impossibilitada de expressar-se claramente já que, dentre estes vícios inclui-se o uso compulsivo dos recursos de sofisma e retórica tão valorizados na atividade intelectual tupiniquim, em detrimento da tão necessária objetividade e de maior fundamentação. Sinal dos tempos: a forma importa mais que o conteúdo. Sejamos condescendentes. Há sempre a possibilidade de aprender a ser crítico e mais cuidadoso com as palavras (de tanto levar toco). Muito embora, com uma certa resignação da parte da ilustre analista, evitaria-se sofrimento desnecessário.

Daniel

15 de julho de 2013 às 11h58

Júlio Silveira, quando o senhor diz “ninguém está querendo fazer revolução no brasil” ou “ninguém está pensando em derrotar a polícia” fica bem claro que além de se apropriar de um discurso cheio de falácias(quem é você pra dizer que ninguém quer isso ou aquilo?), você está muito por fora do debate sobre a desmilitarização da polícia, além de mostrar ignorância em diversos níveis, inclusive histórico. Nada na história da humanidade se conquistou sem batalhas e sacrifícios, nem suas férias, nem seu 13° salário.

Os blocs são de extrema importância nesse momento em que a polícia deixa claro a quem servem(aos poderosos e não ao povo). Os blocs estão lá pra defender os manifestantes e não ataca-los.

Responder

    André Peixoto

    15 de julho de 2013 às 13h12

    Quem quiser fazer revolução violenta, vai acabar preso ou morto. Quem já passou dos 23 anos de idade tem maturidade o suficiente para saber disso. Não me consta que durante as Diretas Já, o povo tenha precisado de “black bloc”.

    SIlvio

    15 de julho de 2013 às 17h26

    É, realmente não precisou. E as eleições se deram pela via indireta e não direta como todos o movimento queria.

    eduardo souto jorge

    15 de julho de 2013 às 19h44

    E Silvio, fica dificil debater com uma carinha assim tao bonitinha, nao e mesmo? 100% de chances para qualquer movimento tipo “Blocos Pretos” nao ser exterminado pelas Forcas Armadas, se aparecesse em qualquer movimento na epoca da ditadura. E , nem “indiretas ja” teriamos. As Dilmas e os Joses Dirceus , conseguiram fazer com que um carinha como voce , pudesse agora estar com essas bravatas todas, nao foi agindo dessa forma.

    frederico ângelo

    15 de julho de 2013 às 20h03

    Em compensação, Silvio, tivemos uma Constituinte, e a volta das eleições diretas em 89. E nem precisou de “blac block”.

    Neotupi

    16 de julho de 2013 às 00h31

    A ditadura caiu, teve Constituinte e eleições diretas em 1989. Os “black blocs” da época eram a tigrada do Doi-Codi que soltava bombas em bancas de jornais que vendiam publicações de esquerda, matou uma secretária a OAB com uma bomba, e tentaram o atentado do Riocentro. Com violência eles perderam.
    “Ação direta” é apenas tática (quando existe uma), e tática sem estratégia só abre espaço para a lei do mais forte arrastar as fichas. E na lei do mais forte impera o capitalismo pelo poder econômico. Estratégia é inteligência.
    E nunca foi tão fácil usar a inteligência como é hoje. Só que não basta convocar as pessoas para tirarem a bunda do sofá. Elas tem que ir para a rua com idéias na cabeça. Está havendo preguiça dos mais jovens em trabalhar mais a formação política. Se você tem essa formação, está sendo impaciente ao não socializar o conhecimento, e querer partir logo para a porrada com a polícia, por uma causa que o resto da população nem entende o motivo. No fundo esse comportamento acaba sendo individualista para satisfação própria, sem compromisso com conquistas coletivas. A mera ação vira apenas um jogo, que serve à diversão, como qualquer esporte.

Júlio Silveira

15 de julho de 2013 às 11h10

Ah é?

E porque esses caras atacaram os demais manifestantes na passeata do Rio de Janeiro?

Testemunhas não faltam.

Manifestante mascarado, boa coisa não está querendo. Quem tem coragem de lutar, mostra a cara, vai de cara limpa.

Ninguém está querendo “fazer revolução” no Brasil. Ninguém está pensando em “derrotar a polícia”. Isso é coisa de meninada infantil. O objetivo de se ir às ruas não é “derrotar a polícia”. Ninguém está indo às ruas para transformá-las em um ringue de MMA. A vitória do povo não se conquista através de combate físico, e sim na batalha de idéias.

Responder

    paulo rodrigues

    15 de julho de 2013 às 12h16

    Perfeito Julio, não entendi a matéria dizendo que a policia quer incriminar o movimento, se os mesmo dizem que depredar patrimonio publico e privado é o seu modo de protestar, não é necessário que ninguém os incrimine, eles mesmos fazem isso.

    Roberto Locatelli

    15 de julho de 2013 às 16h54

    Exatamente! O combate tem que ser de ideias! Mesmo na Revolução Russa, os revolucionários tomaram o poder sem recorrer a nenhuma ideologia de violência. Depois, a violência PARTIU DOS CZARISTAS contra o poder constituído. E os bolcheviques tiveram que se defender.

    rodrigo

    16 de julho de 2013 às 11h25

    Revisionismo Roberto? Desceu baixo, hein???


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