VIOMUNDO

Diário da Resistência

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Opinião do blog

Sobre PSAT, SAT e os critérios das universidades nos Estados Unidos


10/11/2010 - 20h27

por Luiz Carlos Azenha

Caros leitores, fui secundarista nos Estados Unidos. Meu diploma de segundo grau é da Old Mill Senior High School, de Glen Burnie, um condado do estado de Maryland.

Sei o que é o teste do PSAT (preparatório) e o que é o SAT (standart admissions test).

É o equivalente do ENEM nos Estados Unidos.

Um aluno americano NUNCA é admitido em uma universidade, pública ou privada, com base apenas no resultado do teste.

O teste é considerado apenas uma medida do aprendizado que o aluno teve no ensino médio.

O julgamento das universidades, ao admitir os estudantes, é altamente subjetivo.

Leva em conta as notas do estudante no ensino médio, o resultado do SAT, uma redação do aluno sobre os motivos pelos quais escolheu aquela universidade e critérios que independem dos alunos.

Toda universidade dos Estados Unidos — de Harvard a Columbia, de Yale a Duke — leva em consideração critérios que transcendem a vontade dos alunos. Se existe um critério UNIFICADOR entre as universidades dos Estados Unidos, é o da diversidade: uma classe de alunos de um curso precisa, em maior ou menor grau, expressar a diversidade social. Por isso, há alunos ricos, pobres, bolsistas, negros, hispânicos, orientais e assim sucessivamente.

Os jecas brasileiros costumam falar em meritocracia como se o resultado de um teste fosse o critério número um de admissão no primeiro mundo.

Não é. O critério número um, pelo menos nos Estados Unidos, é de garantir que as classes expressem a diversidade social.

Quando eu estudava na Old Mill, por exemplo, minha família americana dizia que, se eu tivesse um bom desempenho nos esportes, poderia pleitear uma bolsa de estudos em uma universidade americana, com grandes chances de sucesso.

Mas eu decidi não fazer o SAT, já que tinha em mente completar o curso secundário e voltar ao Brasil. Felizmente, ao retornar, tive a sorte de ingressar na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Mas, como brasileiro (ou seja, “hispânico”), teria tido grande chance de disputar uma vaga em Harvard, no MIT, em Stanford ou na Columbia.

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49 comentários

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Felipe Guedes

01 de setembro de 2011 às 14h26

Caros escritores de comentarios:
estou querendo tentar uma vaga em uma universidade dos EUA e gostaria de saber onde posso fazer o SAT e o PSAT e aonde acho o conteudo que exige tais testes. Desde já agradeço e espero resposta.

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Nicolelis: Só no Brasil a educação é discutida por comentarista esportivo | Psicólogos Digitais

17 de novembro de 2010 às 07h11

[…] maiores neurocientistas do mundo. Vive há 20 anos nos Estados Unidos, onde há décadas existe o SAT (standart admissions test), que é muito parecido com o Enem. Tem três filhos. Os três já passaram pelo Enem […]

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francisco.latorre

16 de novembro de 2010 às 15h51

ou seja..

porta aberta pros 'amigos' milionários..

e uns ossinhos pras 'minorias'.

bem amerikano.

..

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Neurocientista Nicolelis aplaude o Enem | A Tal Mineira – Blog da Sulamita

16 de novembro de 2010 às 15h37

[…] maiores neurocientistas do mundo. Vive há 20 anos nos Estados Unidos, onde há décadas existe o SAT (standart admissions test), que é muito parecido com o Enem. Tem três filhos. Os três já passaram pelo Enem […]

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Praia de Xangri-Lá » Blog Archive » Nicolelis: Só no Brasil a educação é discutida por comentarista esportivo

15 de novembro de 2010 às 12h43

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Revista Virus Planetário

14 de novembro de 2010 às 11h45

[…] maiores neurocientistas do mundo. Vive há 20 anos nos Estados Unidos, onde há décadas existe o SAT (standart admissions test), que é muito parecido com o Enem. Tem três filhos. Os três já passaram pelo Enem americano. […]

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Nicolelis: Só no Brasil a educação é discutida por comentarista esportivo « Liberdade e Expressão

13 de novembro de 2010 às 23h07

[…] maiores neurocientistas do mundo. Vive há 20 anos nos Estados Unidos, onde há décadas existe oSAT (standart admissions test), que é muito parecido com o Enem. Tem três filhos. Os três já passaram pelo Enem […]

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Nicolelis: Só no Brasil a educação é discutida por comentarista esportivo « Blog de Osvaldo Palmeira

13 de novembro de 2010 às 16h21

[…] maiores neurocientistas do mundo. Vive há 20 anos nos Estados Unidos, onde há décadas existe o SAT (standart admissions test), que é muito parecido com o Enem. Tem três filhos. Os três já passaram pelo Enem […]

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Nicolelis: Só no Brasil educação é discutida por comentarista esportivo | Viomundo - O que você não vê na mídia

12 de novembro de 2010 às 21h38

[…] maiores neurocientistas do mundo. Vive há 20 anos nos Estados Unidos, onde há décadas existe o SAT (standart admissions test), que é muito parecido com o Enem. Tem três filhos. Os três já passaram pelo Enem […]

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Andrea

12 de novembro de 2010 às 13h40

Tenho uma amiga que mora nos EUA a uns quinze anos, ela se formou em enfermagem em uma Universidade
dita pública. Pouco nos falávamos, pois ela tinha dois empregos. Além de enviar dinheiro para a mãe e os irmãos,
tinha de pagar vinte mil dolares por ano a Universidade dita pública. Ela conseguiu, com muito esforço e chão limpo
para os americanos passearem, se formar, mas ficou sem emprego por um longo período. Se não estou enganada,
só conseguiu emprego na área este ano, mas acredito que só porque é casada com americano e tem filho com ele.
Não sei como são essas seleções de empregos por lá. O que sei é que imigrante e severamente combatido.

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    Luca K

    12 de novembro de 2010 às 17h28

    Andrea, o pior é q nao sao severamente combatidos. Senaõ nao haveria entre 10 a 20 MILHOES DE ILEGAIS nos EUA, sem contar a quantidade enorme de legais, mais e mais entrando todos os anos. TODO país tem leis de imigração; as do México, por ex, são bem mais severas do q as dos EUA. Não acredita? pesquise…

Pitagoras

11 de novembro de 2010 às 14h33

Certo, certo, Azenha. Mas não podemos esquecer que money ainda é o motor por trás das melhores universidades americanas. É condição suficiente (embora não necessária sempre, em face das bolsas que oferecem) para estudar em uma boa universidade americana, como são as que englobam as Ivy League. Seja pelo mero pagamento das altíssimas tuition, seja pelas tradicionais mega-doações de famílias às universidades. Os bush's que o digam, entre outros, caso contrário aquela nulidade não se graduaria.
Reconheço o altíssimo padrão das universidades americanas, a vocação para as pesquisas e os próprios campi, verdadeiras obras de arte, um ambiente de filme. Sou pós-graduado de Columbia e disso me orgulho, além de egresso da melhor escola de engenharia do Brasil. Mas ainda reverencio o padrão europeu de universidades públicas. Como dizia meu homônimo, o conhecimento é para ser compartilhado. E o ENEM é um modelo republicano, democrático, justo de contrabalançar o avassalador poder do big money em nosso ensino superior

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    Augusto

    11 de novembro de 2010 às 17h11

    George W. Bush estudou em??? Yale!!! Francamente, ele não passaria no vestibular nem da Uniban…

    Pitagoras

    21 de novembro de 2010 às 19h34

    É mais que patente o factóide criado pela merdia oligopólica para tentar macular uma de muitas obras hercúleas do governo Lula: o ENEM.
    Ademais universidade, particularmente pública, deve estar reservada para os filhinhos de papai endinheirados e não para os "miseráveis e desgraçados que só querem comprar carros e causar acidentes", não é prates, o sábio?

    Alice

    24 de novembro de 2010 às 18h32

    Como diz isso? Das primeiras 20 escolas colocadas no ranking do Enm2009 só duas eram públicas o CAP de Viçosa, em 8º lugar (freqüentado por filhos de fazendeiros) e o CAP UERJ, 14º colocado, (freqüentado pela classe média do Rio. Entre os 20 a imensa maioria era do Sudeste e alguns poucos do nordeste e centro oeste (um de Brasília – maior renda per capita do Brasil).
    Já os 30 últimos colocados no ranking do Enem 2009 são todos escolas públicas estaduais e do eixo norte-nordeste.
    Detalhe: para entrar nos dois CAP supracitqados você passa por uma prova de seleção mais disputada do que vários vestibulares.
    O Enem, portanto, não contrabalança coisíssima alguma, apenas reproduz a desigualdade que existe e contra a qual só há uma solução: ensino público e gratuito de qualidade desde a pré-escola… coisa que nenhum governo quer promover.

Gustavo Pamplona

11 de novembro de 2010 às 13h52

Tem um filme "divertidinho" com a Scarlett Johannson, linda atriz, sobre o SAT e até uma vez já passou no SBT.

The Perfect Score (2004) ou "Nota Máxima"
http://www.imdb.com/title/tt0314498/

"Six high school seniors decide to break into the Princeton Testing Center so they can steal the answers to their upcoming SAT tests and all get perfect scores."

Basicamente, eles tentam roubar as respostas do SAT antes do teste para conseguirem a nota máxima.

Responder

Luca K

11 de novembro de 2010 às 13h24

Azenha: "Os jecas brasileiros costumam falar em meritocracia como se o resultado de um teste fosse o critério número um de admissão no primeiro mundo. Não é. O critério número um, pelo menos nos Estados Unidos, é de garantir que as classes expressem a diversidade social."
Caro Azenha, há dados concretos, estudos, q demonstram q o sistema de cotas nos EUA visando expressar esta "diversidade social" tem sido um fracasso, provocando altos custos, injustiças e graves tensões sociais. Bom lembrar q as cotas se aplicam tb ao ambiente de trabalho. Apesar de nao ser lei, há várias orgainizações como a agencia federal EEOC q fazem a patrulha e empresas são processadas por não exibirem suficiente diversidade. Um caso marcante ocorreu em New Haven, Connecticut aonde bombeiros brancos liderados por Frank Ricci processaram a cidade e o prefeito John DeStefano por discriminação. No teste para promoçao pra capitao, quase todos os aprovados no teste eram brancos. A máquina de açaõ afirmativa entou em ação prejudicando os q passaram q desta vez, resolveram lutar na justiça. Quem souber ingles leia mais aqui http://en.wikipedia.org/wiki/Ricci_v._DeStefano . Acredito q quando cotas substituem mérito o resultado eh ruim pra todos. No Brasil, sou favorável a cotas APENAS para escolas públicas e somente em função de nossa horr´vel desigualdade de oportunidades bem como o abandono q caracteriza as ações do governo pra com o ensino público.

Responder

    Geísa

    11 de novembro de 2010 às 17h04

    só não concordo com as cotas às escolas públicas….
    Meu pai é professor universitário de eletrotécnica e ensina futuros engenheiros. Ele diz que irrita o desconhecimento de noções básicas em matemática dos alunos que vieram das escolas públicas. A deficiência é muito grande, para alunos que agora estão no ensino superior.

    Defendo melhoria no ensino público (sei que está melhorando), mas não reservar vagas em universidades para pessoas por não estudarem em escóla particular.

    dagoberto

    11 de novembro de 2010 às 17h27

    Minha cara,
    isto poderia ser contornado exigindo-se dos aprovados uma nota mínima para ingresso em determinados cursos. Ou seja, nos exames de admissão haveria uma "raia" própria para alunos egressos do ensino público, que poderiam ter notas algo inferiores aos demais mas teriam que um desempenho acima de um certo mínimo.
    Com o passar do tempo, isso conduziria a uma melhoria do próprio ensino público, pois a classe média voltaria para ele , o que levaria a um gradativo aumento desta exigência mínima.

    firmino

    11 de novembro de 2010 às 18h21

    Caro Luka, embora deva ser discutido como aprimorá-las, não se pode abrir mão das cotas. Antigamente, se um negro nos EUA levantasse a cabeça, nã era o pessoal da ação afirmativa que entrava em ação(possivelmente só por pressão, né?) – era a KKK, o linchamento etc. etc. etc.
    Voce fala em meritocracia, onde isso no Brasil? Aqui só quem é rico pode fazer bons cursinhos, meu caro.Políticas afirmativas neles!!!

    Luca K

    11 de novembro de 2010 às 22h14

    Firmino, a escravidão nos EUA já acabou faz tempo. A situação hoje é outra. Em termos de violência, apesar dos negros serem apenas 13% da população, brancos correm muito maior risco de serem agredidos, assaltados, assassinados ou estuprados por negros do q o contrário. É o q mostram as estatísticas. Nas últimas décadas trilhoes de dólares foram gastos na tentativa de equiparar o desempenho de alunos negros e brancos. Simplesmente não tem funcionado. Vejam este artigo no New York Times http://www.nytimes.com/2010/11/09/education/09gap
    trechos – "But a new report focusing on black males suggests that the picture is even bleaker than generally known.
    Only 12 percent of black fourth-grade boys are proficient in reading, compared with 38 percent of white boys, and only 12 percent of black eighth-grade boys are proficient in math, compared with 44 percent of white boys. Poverty alone does not seem to explain the differences: poor white boys do just as well as African-American boys who do not live in poverty". Outro exemplo, qdo o ex-regente da universidade da California, o afro-americano Ward Connerly, passou a proposition 209, proibindo tratamento preferencial em funçaõ de raça, etnia ou sexo para admissão em universidades públicas, o resultado foi desastroso; ao final d 2006, apenas 250 de mais de 12.000 alunos q passaram para os diversos cursos da UCLA eram negros. No Brasil, sou favorável a cotas para alunos de escolas públicas apenas pq nao vejo outro jeito, ao menos no curto prazo. O q a Geísa abaixo mencionou é um problema real. Sou contra cotas raciais. Precisamos msm é d um governo q lance um plano estratégico de educaçaõ para o país, um plano de longo prazo. Incluiria saúde, segurança pública, tudo junto pq senao não tem como funcionar. Até hoje não aconteceu mas espero q o Brasil possa seguir melhorando com Dilma, apesar de não acreditar q fará as mudanças mais arrojadas d q necessitamos. Os golpistas naõ deixariam.

    vera oliveira

    13 de novembro de 2010 às 15h24

    a escravidão acabou mas o racismo continua ,tanto lá como aqui é so olhar em volta

bissoli junior

11 de novembro de 2010 às 11h51

Minas e SP estão perdidos. Minas virou um quintal para as celuloses, a maior visão que se pode ter de uma destruição ecológica (Aracruz/ES é fichinha perto das áreas com eucaliptos que se veem no norte de MG. Onde foram parar as árvores do cerrado, os insetos, os répteis e mamíferos?). A mineração, vocação das alterosas, hoje só traz destruição, uma faminta destruição. E o PSDB, vai muito bem obrigado nos dois estados. Isso é muito lamentável. Anastasia é uma piada construída e Alkmim, bem, deixo aos paulistas falarem deste senhor.

Responder

Bernardo F Costa

11 de novembro de 2010 às 11h11

Não sabia que você tinha feito intercambio. Interessante seria se voc um dia fizesse um post sobre isso.

Responder

Regina

11 de novembro de 2010 às 10h59

É muito importante agora garantirmos o ENEM, o modelo mais avançado que já conquistamos até o momento. Aos poncos poderemos aperfeiçoá-lo. MAs é muito importante o "desmonte" do pensamento "jeca;'. Mais uma vez o Vi o mundo e os blogueiros progressistas dão uma aula de jornalismo educativo e pró-Brasil.

Responder

Gerson Carneiro

11 de novembro de 2010 às 09h01

Então perdemos a chance de ver o Azenhão pintando o diabo na NBA. Pior para o Itagiba. hehehe…

Responder

Colin Brayton

11 de novembro de 2010 às 08h00

Eu fiz o PSAT, o SAT, o LSAT, e o GRE., sendo gringo. A impressão que tenho é que a cópia do ENEM que baixei do sitio do MinEdu é muito parecido quando da dificuldade e do projeto do exame, com destaque no pensamento crítico e a compreensão de textos difíceis, até quando sobre assuntos nos quais o estudante não se especializou.

Quem reclama do "viés político" desses exames são os pais que optam pela eduação dos filhos em casa, geralmente por razões de religião. Mas essa pequena minoria barulhenta não sofre tanto: ninguém propõe forçar estes pais a mandarem os filhos à escola pública.

Meu ponto é que, ao olhar estrangeiro, essa revolta contra o exame parece meio absurdo. Os métodos utilizados são consagrados pelo tempo entre nós, e, como o Sr. bem observeu, os exames não algemam o processo decisório das faculdades.

Responder

Lucas Santos

11 de novembro de 2010 às 07h26

E agora, Zezinho?
http://www.sediscute.com/2010/11/agora-zezinho-po

A campanha acabou,
a Globo perdeu,
Bob Jeff zarpou,
Bob Freire também,
Malafaia chorou,
e Merval se abateu.

E agora, Zé?
e agora, você?
que faz dossiê,
filhote de FHC,
e que disse: "Até!…"

Está sem aborto,
está sem o Papa,
casamento gay.
Sobrou-te a Folha,
e o Gilmar também.
E agora, Zezinho?

O Arruda partiu,
o Índio ficou,
Jabor é tristeza,
e o pobre Vereza
não psicografou.
E agora, "Coiso"?

Veja se esgoto(u),
o golpe ruiu,
o Lula sorriu,
Estadão encalhou,
e agora, Zé?

Você que é economista,
você que é engenheiro,
você que é competente,
você que é preparado…

Com O Globo na mão,
quer derrubar Lula,
a Soninha te ajuda,
se o ENEM vazar.
Quer Aécio de vice,
bolinha te "espanca",
quer vencer em Minas,
Minas não é Sampa.
Zezinho, e agora?

Sozinho na França,
por que não te calas?
E, sem ter o PiG
pra te coonestar,
sem Paulo nem Preto,
que fuja a galope
do Amaury Júnior;
Zezinho, pra onde?

Responder

Wanderson Brum

11 de novembro de 2010 às 04h36

Azenha até você defendendo esses americanismos, daqui a pouco vai dizer que é favor das cotas!

Que isso vc tá querendo dividir o Pais vá diga, confesse esse seu post foi movido pelo grande capital estrangeiro que quer manter a nação sob o julgo do imperialismo.

Somos um país miscigenado, lindo e cordial, aqui num precisa esse povo todo da faculdade não, diversidade gera conflito, são divisões perigosas, vamos manter as coisas concentradas, tudo base do merito do nascimento é mais seguro.

Somos brasileiros vamos louvar a isso, assim que eu desligar o meu I-mac, vou pegar meu wolkswagem ir até o Shopping e comer um hamburg com Milk Shake, assistir alguma nova produção de Hollywood bebendo coca-cola ou Pepsi…E Viva nós viva a povo brasileiro…

Responder

    Emilio Matos

    11 de novembro de 2010 às 11h32

    Wanderson Brum = -1 * Prof. Hariovaldo

Rodrigo

11 de novembro de 2010 às 00h15

AH entendi é o que é o enem atrelado ao prouni mesmo?

O pessoal que passar no enem, pelo prouni vai graduar no MIt em Haward, Columbia,rs.

Esse governo fala que o PSDB vai privatizar o ensino publico e é o proprio governo que através do Prouni, privatiza tudo, mandando os jovens serem bolsistas em faculdades privadas de duvidosa qualidade.

Responder

Enem vira pedra de atiradeira | A Tal Mineira – Blog da Sulamita

11 de novembro de 2010 às 00h00

[…] Sobre PSAT, SAT e os critérios das universidades nos Estados Unidos, depoimento do Azenha em Vi o Mundo […]

Responder

Augusto

10 de novembro de 2010 às 23h07

O conceito "público" nos Estados Unidos não quer dizer estatal. Parece-me que lá o Estado apenas ajuda no financiamento, mas a universidade não do é do Estado. É por isso que no Brasil é praticamente impossível adotar critérios de seleção como os americanos, porque o Estado não pode diferenciar os cidadãos em razão de renda, classe social, gênero, raça, origem, etc. A universidade no Brasil é um departamento do próprio Estado, o professores são servidores públicos, etc.

Responder

Augusto

10 de novembro de 2010 às 23h05

O problema é que critérios subjetivos no Brasil acabaria em outra coisa. Não sei, não. Eu ainda prefiro o critério apenas de nota mesmo. Acho que é bem mais justo que qualquer outro. O fato de os Estados Unidos adotarem outro critério também não quer dizer seja o melhor. E com relação aos esportes, até onde eu sei as universidades americanas aceitam estudantes atletas para promover a própria universidade (uma espécie de propaganda) e com isso conseguir mais doadores para as universidades. Mas, sinceramente, sei muito pouco sobre universidades americanas. Mas eu li outro dia em algum lugar que elas não são exatamente estatais, como ocorre aqui no Brasil.

Responder

Augusto

10 de novembro de 2010 às 22h52

Azenha, você que já viveu nos Estados Unidos, pode esclarecer uma dúvida que eu tenho. As universidades lá não são pagas???

Responder

    V

    11 de novembro de 2010 às 00h18

    Posso completar?
    Como são as universidades públicas quanto ao pagamento?
    E como são financiadas?

    Luiz Carlos Azenha

    11 de novembro de 2010 às 11h53

    As universidades públicas são gratuitas; nas outras você paga anuidade, mas escolas grandes recebem muito dinheiro de doação de empresas e dos bilionários (parte acaba financiando bolsa de estudos de alunos que não podem pagar a anuidade).

    pos-doc nos EUA

    11 de novembro de 2010 às 12h37

    Azenha, as Universidades Publicas aqui nao sao gratuitas. Todas sao pagas. As publicas sao mais baratas. Eu moro aqui ja faz 4 anos. Sou "pos-doc" mas trabalho com muitos estudantes que acabaram de sair do college. Se paga anuidade em todas as Universidades aqui. Se o aluno for muito inteligente ou bom em esportes, ele tem bolsa. O modo com que o ingresso nas universidades e feito aqui nao e justo. Se o aplicante e rico ou vem de uma familia importante, ele ta dentro. Muito subjetivo. A forma de ingresso no Brasil e muito mais "unbiased" e justa. Precisa-se acabar com a discussao de ENEM e comecar a se discutir a melhora da escola basica.

    Augusto

    11 de novembro de 2010 às 13h37

    Exatamente, fui pesquisar. Todas as universidades americanas, TODAS, são pagas, inclusive as ditas "públicas". Está no site do consulado dos Estados Unidos no Brasil. Diz que tem 3 tipos de universidades: as comunitárias, as públicas e as privadas. As comunitárias são as mais baratas, as públicas ficam no meio e as privadas são as mais caras.

    Gustavo Pamplona

    11 de novembro de 2010 às 13h57

    Augusto… até os hospitais públicos lá não são inteiramente públicos… Você tem que pagar também…

    Ou vocês esqueceram que o Obama tentou, tentou enfrentar o lobby dos planos de saúde mas não conseguiu e até hoje eles não tem algo parecido com o SUS.

    juli

    12 de novembro de 2010 às 13h00

    Pois é!! O que diferencia um aluno aprovado em Harvard de outra escola com menos prestígio acadêmico?? A grana, é claro. Tem que ter o ENEM, melhorá-lo, mas continuarmos com universidades federais de excelente qualidade, fiscalizar essas faculdades particulares que temos em cachos, cuja qualidade é duvidosa e ANTES DE TUDO, melhorar o ensino fundamentel e público, a base de tudo. Ainda peguei escola pública na época que ainda não estava tão sucateada.

    Jorge Stolfi

    13 de novembro de 2010 às 13h39

    De modo geral, correto. Mas há exceções. Na Universidade de Cornell (privada e cara), por exemplo, o Governo do Estado de Nova Yorque paga a mensalidade de tosos os alunos do curso de Agronomia ("Plant Sciences") .

    Além disso, há muita disponibilidade de bolsas e emprésimos estudantis. E, comparadas com os salários, as anuidades das públicas não são proibitivas, mesmo das melhores.

    Mas é preciso levar em conta que foi apenas nos últimos 60 anos que o governo admitiu ser responsável pela educação superior. As grandes universidades foram fundadas em meados ou final do século 19, e durante quase 100 anos praticamente só existiam universidades privadas. Elas necessariametne usavam critérios subjetivos para seleção, incluindo apadrinhamento e status socal dos candidatos.

    Esse modelo de ensino ficou assim entranhado na cabeça dos americanos. Portanto, quando o governo resolveu abrir universidades públicas, copiou por inércia (ou por deferência às privadas) muitas das suas características — como o governo por conselhos de curadores independentes, a seleção por critérios subjetivos, e a cobrança de mensalidades.

    Nos EUA, a noção de que todo cidadão capaz tem *direito* ao ensino superior ainda é novidade e está se espalhando devagar. Na Europa, que até a ditadura era nosso modelo para ensino superior, esse conceito parece estar muito mais assentado.. Eu diria que o uso do SAT para seleção, em lugar de cartas de recomendação, é parte da evolução do sistema americano, de privado para público.

    Portanto, cuidado ao tomar os EUA como modelo. Antes de tentarmos ir para onde eles estão, é bom verificar se eles estão indo ou vindo.

    Marcio H Silva

    11 de novembro de 2010 às 12h40

    Lá tem uma cultura arraigada de ex-alunos bem sucedidos ou não fazerem doações as instituições Universitárias que ajudaram no seu desenvolvimento e sucesso. Esta prática poderia ser adotada por aqui, se as nossas elites não fossem tão egoístas.

    Quintela

    11 de novembro de 2010 às 10h24

    Ele responde sua pergunta no inicio do texto…
    "Um aluno americano NUNCA é admitido em uma universidade, pública ou privada, com base apenas no resultado do teste."

Francisco

10 de novembro de 2010 às 22h37

Precisamos urgentemente mandar xerocar isso tudo aí (que eu não entendi direito, cheio de sigla de sei lá o que) e mandar para o Congresso eleito do Brasil votar e aprovar. Em caráter de urgência!!!!

Responder

ZePovinho

10 de novembro de 2010 às 22h32

http://namarianews.blogspot.com/2010/11/servicos-

TERÇA-FEIRA, 9 DE NOVEMBRO DE 2010

Serviços entre amigos na recente campanha de Alckmin

O governo Alckmin nem (re)começou e já temos relações comerciais entre amigos a serem catalogadas. Lembra do caso da Objetiva Eventos citado nesta mirde casinha? Trata-se de empresa do Sr. Eduardo Graziano, irmão de Xico Graziano, que executa tarefas "licitadas" ao Estado e município, há muito tempo. Ínfima parte da história pode ser vista em Os Eventos da SEE-SP: um perdedor de peso (outras partes encontram-se espalhadas no Diário Oficial).

Pois não é que durante a recente campanha eleitoral do Sr. Geraldo Alckmin a mesma Objetiva Eventos (CNPJ 06.096.814/0001-58) demonstrou toda tua competência? Levou pelos serviços prestados ao candidato a quantia de R$1.161.165,62.

Com a eficiência que lhe é peculiar, a Objetiva serviu também ao candidato eleito ao Senado Aloysio Nunes: cobrou R$238.483,19.

Cremos não haver nada de "ilegal" nisso tudo, é óbvio – não venha com pensamentos malucos, ora pois: são apenas coincidências.

(Há coisas interessantes como o caso da CTIS, que doou R$ 200 mil ao candidato Aloysio Nunes Ferreira Filho e recebeu em serviços prestados ao Alckmin R$13.280,08. Eduardo Stevanato, da MSTech, grande fornecedora da FDE e SEE-SP, doou R$ 35 mil ao Alckmin; a Tejofram R$100 mil e assim por diante.)

Para que você não diga que estou inventando, segue o link dos doadores e fornecedores da campanha do Sr. Geraldo Alckmin (Nº Controle: 5281056682), cujo Comitê Financeiro do PSDB declarou o montante recebido de R$40.705.296,79 – sendo que, econômicos por natureza, disseram ter gastos de R$37.362.771,79 (em outras tabelas os números são diferentes).

Sobre as receitas/fornecedores dos outros candidatos paulistas do PSDB, siga por aqui:
Comitê Financeiro Distrital/Estadual para Senador da República
Comitê Financeiro Distrital/Estadual para Deputado Federal
Comitê Financeiro Distrital/Estadual para Deputado Estadual

Para saber de quaisquer outros candidatos/partidos (desde que tenham informado até este momento ao Tribunal Superior Eleitoral), divirta-se aqui.

Há nomes, relações e quantias espetaculares, pérolas.

Ler mais: http://namarianews.blogspot.com/2010/11/servicos-

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Antônia Vic

10 de novembro de 2010 às 21h55

Azenha,
São situações muito difíceis de comparação: Brasil e EUA. Acredito que o que há em comum é a inexistência de testes exclusivos das Universidades isoladamente (como estamos tentando construir). Usam um teste unificado e cada Universidadel utiliza outros critérios onde o que prevalece é uma necessidade da pluralidade e da diversidade em cada uma delas. Imagina se isso fosse no Brasil? O que daria de OAB impugnando as seleções não estava escrito. Diriam que houve subjetividade, que os critérios não estão claros, que não houve isonomia…
Mas, devemos respeitar as culturas e tradições de cada povo. No nosso caso, acho que o que é mais viável na atual circunstância, é um teste unificado, com bases nacionais, com indicadores nacionais. Já é um grande avanço e nem sei se devemos adotar qualquer outro modelo. Você também não sugere isso.
Bom, o que quero dizer que, no nosso caso é um grande avanço o Enem. E é isso que está em jogo agora.

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paulo chacon

10 de novembro de 2010 às 20h55

Azenha, enquanto isto, os "jecas"do PSDB de São Paulo, classificam, demitem, humilham e discriminam os professores da rede estadual, com base em apenas uma prova, a famigerada prova dos OFAs (professores contratdos). É a meritocracia tucana.

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    Gerson Carneiro

    11 de novembro de 2010 às 08h59

    para completar o circo dos horrores: muitos reprovados na tal prova dos OFAs foram imediatamente contratados por falta de contratação de professores concursados. Sem contar o estagiário ("o segundo professor") enchendo o saco do professor titular em sala de aula (e ganhando o equivalente a metade do que ganha o professor titular). É uma verdadeira palhaçada o que o Serra aprontou com a Educação no Estado de São Paulo.


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