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Rodrigo Vianna, o marqueteiro e minha singela opinião
Opinião do blog

Rodrigo Vianna, o marqueteiro e minha singela opinião


02/07/2013 - 19h14

Dilma e o novo omelete

Entre a rua e o Plebiscito, um marqueteiro

publicada terça-feira, 02/07/2013 às 14:08 e atualizada terça-feira, 02/07/2013 às 16:30

por Rodrigo Vianna, no Escrevinhador

As informações que chegam de Brasília dão conta de que “lideranças” do PT teriam consultado o marqueteiro João Santana para compreender o que explica a queda de Dilma nas pesquisas, e o que pode acontecer até 2014. Os profissionais – assustados há duas semanas, parecem já se refestelar nas poltronas dos gabinetes refrigerados. Na campanha eleitoral, ocorreu o mesmo: certa “cúpula” petista estava divorciada das ruas e das redes, preferia ouvir o marqueteiro. E só.

Nessa toada, Dilma quase perdeu. Quando o segundo turno começou, Serra chegou a encostar, ficou a apenas 4 pontos de Dilma. O que mudou? A candidata esqueceu os conselhos do marqueteiro e dos assessores mais próximos, e decidiu fazer Politica.Partiu pra cima do Serra no debate da Band, reanimando militância e oferecendo um discurso que demarcava posições. Lançou Paulo Preto em pauta, cravou em Serra a responsabilidade pela boataria do “aborto”. Pouca gente viu o debate, mas a repercusão foi imensa. Ali, Dilma “virou” a pauta e consolidou a vitória.

Passada a eleição de 2010, o marqueteiro (e boa parte do PT) seguia a acreditar que a eleição foi ganha graças à campanha “profissional”. E, agora, o “profissionalismo” parece ter ganho de novo a parada.

Pressionada pelas ruas (e por uma campanha midiática que transformou o protesto legítimo em “campanha cívica” contra “tudo que está aí”), Dilma propôs a Constiuinte. A elite, a Globo com seus mervais e uma parte do STF com seus gilmares decidiram bater o pé. Ali, era hora de confrontar. Há muitos juristas que defendiam, sim, a possibilidade de fazer a Consituinte. Dilma voltou atrás. Ouviu os “profissionais”. E tomou a decisão “técnica”.

A foto acima mostra os “profissionais” em ação. Eles é que interpretam a “voz das ruas”? Que medo… O Plebiscisto precisa ser convocado pelo Congresso. Ok. Mas Plebiscito sem mudar a rota de governo, sem mudar ministério, sem compreender que o país passou por uma espécie de rebelião no mês de junho (e, ainda que essa rebelião tenha sido dominada e pautada pela classe média, parece evidente que ela teve efeitos concretos sobre a visão que a maioria dos brasileiros passou a ter em relação ao governo federal – as pesquisas de opinião atestam bem isso!), esse caminho escolhido por Dilma é o caminho para novo avanço conservador.

Acabo de ler, no Tijolaço, análise muito parecida. Fernando Brito escreve: Sem Dilma e sem povo, Reforma Política é para nada ou para nunca.

Já escrevi aqui que – na atual conjuntura e com a pauta dominada pelos conservadorismo do “contra tudo que está aí” (sim, essa pauta é conservadora) – o Plebiscito vai acabar com:

— ”rejeição do financiamento público de campanha”, e aprovação do voto distrital puro.

A pauta que domina as redes e ruas (e que Dilma se recusa a enfrentar) é a de que “não precisamos de partido” e de que “toda corrupção é culpa dos políticos”. Alguém acredita que será possível, por esse caminho, aprovar financiamento público?

O discurso da velha mídia em breve estará em campo, a influenciar redes e ruas:

— ”financiamento público é dar dinheiro dos impostos para os políticos” (sem levar em conta que o financiamento privado gera uma estrutura corrupta, em que empresas e empresários – de lixo, transportes, da área financeira ou da construção civil – são os verdadeiros donos de mandatos no Executivo, Legislativo e até no Judiciário);

— voto em lista é favorecer os “politicos” (o melhor é o voto distrital, com o “político” bem pertinho de você).

Despolitizado, rendido à lógica da marquetagem e de que “batalha da Comunicação é bobagem – basta o controle remoto”, o governo (e parte do PT) pode se transformar num omelete tão insosso como aquele que Dilma preparou com Ana Maria Braga quando ganhou a eleição.

Dilma fez a leitura correta dos fatos gerados pela Rebelião de Junho. Mas parou aí. Diagnóstico correto, ação tortuosa e confusa. Dilma propôs a Constituinte, depois aceitou só o Plebiscito, e daqui a pouco nem isso terá (afinal Henriquinho, Renan e o PMDB já avisaram que “talvez seja melhor o Congresso aprovar a Reforma”, sem Plebiscito nenhum). Parece ter-se perdido (de novo?) na lógica do “gerenciamento técnico” e dos “profissionais”.

No caminho sinuoso entre a rebelião das ruas e o Plebicisto, deveria haver Política com “P” maiúsculo. Dilma e certo PT preguiçoso preferiram ouvir o marqueteiro e os “profissionais”. Parece esperteza, e pode ser que na ” bacia das almas” essas manobras pra lá e pra cá ainda garantam vitória em 2014 (até pela falta de uma oposição de verdade). Ao abdicar da Política e do confronto (numa hora em que o confronto é inevitável), Dilma e o PT que a acompanha podem até ganhar no varejo. Mas a derrota política já estará dada. Derrota semelhante à que engoliu (e faz definhar) o PSOE na Espanha e o Partido Social Democrata Alemão.

O que pode mudar isso? A força que vem dos movimentos sociais e sindicais. E Lula. Só isso poderia mudar a pauta das ruas e das redes. Do contrário, é esperar pelo omelete. Os ovos já foram quebrados e a mesa do conservadorismo está posta.

PS do Viomundo: O Rodrigo Vianna ainda trabalha com a ilusão de que o governo Dilma representa mudança, contida apenas pela correlação de forças desfavorável. Eu, Azenha, estou deixando de acreditar nisso. Todo governo pensa, acima de tudo, em sua própria sobrevivência — e a do governo Dilma depende da sobrevivência de uma coalizão essencialmente conservadora, que vai do Sarney aos ruralistas. Creio que existe um fosso entre um Congresso profundamente conservador e uma rua — jovem e metropolitana — faminta por mudanças. Se abraçar a rua, Dilma corre o risco de perder a base que, imagina, pode ser a garantia de sua reeleição. Por isso, em recente debate, eu disse que suspeitava que o PT dilmista — existe isso? — está em busca de uma “fuga para a frente”: fazer de conta que pretende mudar, para deixar tudo como está e garantir a reeleição de Dilma com o “velho” Congresso. Espero estar equivocado. A resistência de Dilma em fazer uma reforma ministerial, abraçar a rua e usar o púlpito presidencial para marcar claramente suas posições significa que o PT corre o sério risco de afundar abraçado com os tucanos e sua modernização conservadora, diante de um candidato “novo”.

Leia também:

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Jamil Chade: TV brasileira envolvida no suborno a Teixeira e Havelange

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58 comentários

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Roberto Locatelli

05 de julho de 2013 às 11h34

Atualmente existem profundas diferenças entre três entes políticos:

1) Governo Dilma – está cada vez mais à direita;
2) Dirigentes do PT – acompanham a toada do governo Dilma mas, às vezes, dão um passo mais à esquerda;
3) Militantes de base do PT – estão, em geral, sintonizados com a Blogosfera Progressista e se mantêm muito mais a esquerda do que o governo Dilma.

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Leo V

03 de julho de 2013 às 23h11

Tudo muito bom, tudo muito bem…

Mas há presos que continuam presos, e processos rolam na Justiça.

[São Paulo] Nota sobre a situação dos detidos nos atos contra o aumento

Nota pública do Movimento Passe Livre:

Lançamos nova nota para esclarecer o andamento das prisões ocorridas nos atos de 11/06, 13/06 e 18/06.

Como informamos anteriormente, todas as presas e todos os presos para averiguação (presos durante as manifestações sem nenhuma acusação específica) foram liberados sem necessidade de pagamento de fianças ou assinatura de termos. Como a chamada “prisão para averiguação” é claramente inconstitucional, o MPL estuda, junto ao Núcleo de Direitos Humanos e o Núcleo de Situação Carcerária da Defensoria Pública de São Paulo, a adoção de medidas para responsabilizar os agentes policiais envolvidos e coibir novas práticas similares. Algumas prisões, no entanto, foram classificadas como flagrantes, e, em todos casos, a concessão de liberdade provisória foi condicionada ao pagamento de fiança. Os casos que ficaram sob responsabilidade da assessoria jurídica do MPL somam 18. No momento, as advogadas e os advogados atuam para evitar a continuidade do processo de criminalização das e dos manifestantes, com o arquivamento de todos os casos.

No dia 18/06, as manifestações sofreram nova repressão, que resultou, só nesse dia, na prisão de 61 pessoas. O acompanhamento das pessoas presas nesse dia foi assumida pela Defensoria Pública, que conseguiu a liberação mediante habeas corpus de parte delas, algumas realizaram o pagamento de fiança e outras foram liberadas diretamente por juízes. No entanto, ainda temos 16 pessoas presas. Dessas, 5 são acusadas por formação de quadrilha e incitação ao crime, entre outros crimes, tipificação também sofrida por outros presos na manifestação. A soma das fianças determinadas para as pessoas que permanecem presas é superior a R$20.000, e apesar dos recursos do Movimento até o momento serem absolutamente insuficiente, seguimos estudando formas de apoiar o pagamento desse montante para que essas pessoas sejam liberadas.
É importante frisar, como o MPL já vem fazendo, que as arbitrariedades sofridas pelos manifestantes não são um caso isolado: são somente mais um exemplo da forma ilegal com que a polícia opera cotidianamente, especialmente contra os movimentos sociais e a população pobre, jovem e negra. As prisões do dia 18/06 mais que afirmam a seletividade da polícia: a maior parte das pessoas detidas é negra, com profissões informais, desempregadas e moradores em situação de rua. Sequer estavam no local quando os saques começaram. Faz-se imperativa a desmilitarização da PM, medida que o poder público brasileiro protela historicamente. A resposta que o Estado dá as reivindicações dos Movimentos sociais não pode seguir sendo a criminalização e uma instituição racista que criminaliza a pobreza não pode fazer parte da vida democrática.

Prestação de contas
A solidariedade de diversas pessoas e organizações foi fundamental para que pudéssemos prestar esse apoio jurídico aos detidos, tanto nas questões operativas, mas principalmente no pagamento das fianças. O MPL se compromete a informar, periodicamente, os recursos recebidos e como eles têm sido utilizados. Até o momento, pagamos integralmente 15 fianças, e apoiamos uma família realizando parte do pagamento de mais uma. Ou seja, contribuímos no pagamento de 16 fianças. As fianças totalizaram R$22.011,40 de pagamentos. Também tivemos alguns gastos operacionais (locomoção, alimentação, gastos relacionados) para apoio aos presos, que totalizaram R$1.564,38. Quanto a arrecadação, foram feitos depósitos na conta poupança no valor de R$17.119,32. No site Vakinha.com, as doações foram de R$11.012,46, dos quais foram descontados R$695,78 de taxas do site, ficando um saldo de R$10.316,68. As doações totalizaram R$27.436. Após a finalização de todos os processos, verificaremos o saldo restante e discutiremos coletivamente o que fazer com esse montante.

Seguimos no apoio a todas as pessoas detidas nas manifestações contra o aumento. Nenhuma a menos!
Por uma vida sem grades e catracas!
Movimento Passe Livre – São Paulo (MPL-SP)

http://tarifazero.org/2013/07/03/nota-sobre-a-situacao-dos-detidos-nos-atos-contra-o-aumento/#more-5987

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rita

03 de julho de 2013 às 22h45

eu acho que a onda de manifestações pede algo claro: a democratização dos meios de comunicação.

Responder

Maria Izabel L Silva

03 de julho de 2013 às 22h14

Azenha. 1-No Brasil,todo governo para sobreviver, depende de uma coalizão conservadora. Não se governa sem ela. A diferença é que no governo Lula/Dilma, as camadas menos favorecidas foram contempladas pelas politicas sociais e houve mudança de fato no perfil social do pais. A desigualdade diminui. E isso não é pouca coisa. 2- No Brasil,o Congresso sempre será “profundamente conservador”, assim como STF, e outras tantas instituições republicanas. 3- Também não ha nada de profundamente radical e novo nas ruas O que há são palavras de ordem manjadas, hipocritas e reacionarias. Ser “contra tudo que esta ai” não quer dizer muita coisa. Queimar bandeiras de partidos politicos e organizações sindicais para mim é coisa de brigada fascista. 4- Se Dilma “abraçar a rua” eu deixo de votar nela por que ninguem sabe o que a rua quer. Só você e a TV Globo sabem. 5-O PT, dilmista ou lulista ou o raio que o parta, tem proposta para reforma politica que é muito parecida com os demais partidos de esquerda. O que falta são lideranças com competencia suficiente para conduzir o debate. Por exemplo, o PT defende o finaciamento publico de campanha. Isso é uma coisa que “as ruas” jamais terão condições para entender. 5- Esse canditato “novo” que você se refere, suponho que seja a Marina, de novo não tem nada, e não tem proposta alguma para o país a não ser repetir palavras de ordem e slogans de campanha. Dizer que não quer democracia pela metade é a mesma coisa que dizer que não quer gravidez pela metade. Não significa nada. Eduardo Campos e Aécio são uma merda só. 6-Fico com a avaliação do PHA. O governo sofre hoje o pior ataque reaça dos ultimos 20 anos. E esse ataque vem de todos os lados, inclusive das ruas. O problema esta na completa incapacidade do governo e do PT em se defender e enfrentar o debate. Compartilho com você a percepção de que esse ministerio da Dilma é um desatre.

Responder

Pedro

03 de julho de 2013 às 19h04

Governar numa época de significativa decadência do capitalismo não é coisa fácil. Um governo que não reze pela cartilha burguesa tem, de fato, um campo bastante amplo para experimentações. O PT tem tentado pôr em prática um conjunto de experiências que não agradam a classe dominante. Agir em função das fraquezas do capitalismo permite grandes avanços, gera até conceitos novos de política. Por outro lado, um regime social decadente, moribundo, mas não morto, recorre àquelas forças cujos escrúpulos morais no uso da força não são mais garantia da convivência social. O momento é de crise.

Responder

Francisco

03 de julho de 2013 às 18h53

O Brasil é um lugar tão estranho que plebiscito é classificado como “golpe”, constituinte como “ditadura” e referendo como “chavismo”…

É quem diz essas barabaridades tem espaço na midia, fala a sério e ninguém, nenhum jornalista, confronta.

Dizia Henfil, sobre o povo no Brasil: “O povo é ilegal!”.

Responder

Francisco

03 de julho de 2013 às 18h43

Deixa ver: Sarney, um voto. Renan, dois. Feliciano, três…

Humildemente, sugiro que a President”a” Dilma faça umas continhas e observe que ela precisa de dezenas de milhões de votos para se eleger.

Os deputados, somando tudo, não dá para somar dois mil…

Outra possibilidade, que não deve ser descartada, é que o povo que saiu à rua, saia de novo, se “rete” e tire ela do poder (quem vai impedir? Eu é que não vou, que eu não vou morrer por causa de pelego – peleg”a”, como ela prefere…).

Quem vai assumir: algum imbecil desses ai, não faz diferença qual.

E o PT? O PT vai ficar do tamanho do DEMO…

Até fundir com o PPS.

Responder

Aracy

03 de julho de 2013 às 14h09

Falta ao governo Dilma postura mais Olívio Dutra e menos Gleisi/Bernardo/Zé Cardozo. Se a militância não for às ruas para o governo virar à esquerda, o omelete será servido pelo PIG com requintes de crueldade.

Responder

Cid elias

03 de julho de 2013 às 12h11

Parece que a maioria dos comentaristas/Azenha/Rodrigo, desconhecem como funciona o sistema brasileiro… É isso mesmo! Pau na Dilma, incompetente, despreparada(como disseram os preparados do MPL), conchavista, etcetcetc. Caminho aberto pro próximo lambe-botas dos irmãos do norte, os quais voltarão a dar ordens no BraZil já já, é em 2014 – que o diga o dono do feicebuqui que já postou até foto com seu cartaz ”changebrazil”.

Responder

    Thiago

    03 de julho de 2013 às 14h34

    O dono do feicebuqui não postou foto nenhuma. Nem ele, nem a Lady Gaga, nem a Beyoncé e nem o Exterminador do Futuro. Todas as imagens são montagens.

Julio Silveira

03 de julho de 2013 às 11h23

Concordo com o PS do Viomundo.

Responder

Alexandre Bueno

03 de julho de 2013 às 11h18

Azenha foi no centro da minha crítica a ele e á própria Blogosfera Progressista.

O problema da esquerda no cenário atual é falta de voto. Lula é um grande puxador de votos, claro, mas a bancada socialista no Congresso no melhor cenário chega a 30%-35% do total. O resto vem do apoio vem de evangélicos, ruralistas e outros estratos da sociedade.

A pauta da esquerda não é hegemônica na sociedade, infelizmente. Portanto, nestas circunstancias trata-se de apoiar o ruim contra o pior, porque ainda que a direita liberal possua pauta, ela vai se fiar nos mesmíssimos grupos para governar.

Responder

igor

03 de julho de 2013 às 11h17

Dilma é da direita. Golpe, já!

Responder

matheus

03 de julho de 2013 às 09h40

Eu concordo plenamente com o “ps” no final. A presidente e o PT estão fazendo jogo de cena, igual ao Congresso aprovando matérias demagógicas e inócuas, como tornar a corrupção crime hediondo, renda petroleira para educação e saúde depois de um processo de privatização massiva do petróleo brasileiro, “ficha limpa” para funcionários públicos sem limitar e regulamentar os cargos comissionados para forçar o governo a priorizar o concurso público, etc. Basicamente estão enrolando o povo para driblar os protestos.

Responder

emerson57

03 de julho de 2013 às 09h09

concordo com o ps.
dilma se afastou da militância,
não aprendeu falar simplesmente com o povo, sem grandes discursos elaborados e acadêmicos.
cede cada dia mais à pressão do pig,
todo o seu governo gosta de sentar na área vip. detesta arquibancada.
páginas amarelas e ilha de caras são o seu sonho de consumo!
e, pior:
perde a batalha da comunicação.
outro ps:
aguardem para outubro a licitação do pré-sal…..

Responder

Ana Cruzzeli

03 de julho de 2013 às 09h02

Não concordo com a análise do Rodrigo.
João Santana é especialista em comunicação de massa e naquele momento, esse especialista era necessário para decifrar como a coisa caminhava.
Se observarmos bem como o evento foi sendo construido, veremos sim um grande jogo de propaganda sublinear ou em muitas vezes escancarada mesmo.

Escancarado eram
-O gigante acordou e vai pra rua. Isso fala alto não num adulto, mas num adolescente
– Estavamos em meio a copa e a maioria tinha comprado bandeiras e o verde amarelo estava em todo o comercio. Se aproveitaram de um evento nacional para detonar a autoridade nacional, assim do nada.

Os sublineares eram
-Apartidarismo, politico é tudo igual, derrubem o sistema, outro deve surgir no lugar, a democracia ta na internet e por aí vai.

Cabia ao João Santana identificar,diagnosticar e fazer projeções, só isso, o resto seria propostas saidas do circulo politico.

Li várias pessoa que criticaram a Dilma por ter colocado médicos estrangeiros na roda. Eu duvido que o João Santana não tenha pedido até suplicado que não fizesse essa referencia que deixasse o estrangeirismo para depois.
Ali foi o lado politico de Dilma gritando mais alto. Os pobres são sua missão, ali ela arriscou demais. Foi sim, a politica que falou mais alto, por que o pobre doente tem pressa.

Dilma sempre arriscou em defesa dos pobres assim como o Lula era quase um suicida em defesa dos mais necessitados, só não viu quem estava de soneca.

Ninguém no povão, do gigante que acordou pediu reforma politica. O povo quer melhoria, mas não sabe onde o parafuso aperta demais ou onde ele está frouxo e aí entra politicos como o Lula, Dirceu e Dilma para mostrar que se deve apertar um pouquinho aqui e afrouxar um pouquinho acolá, esse é um processo .
Isso saiu da cupula politica das esquerda em 2004,2007,2011 e eu não esperava que no primeiro movimento Dilma ganhasse essa. Quem esperava vitoria retumbante não conhece esse trio parada dura. Esse, volto a dizer é um processo . Ela lançou água numa semente que já foi plantada tempo atrás em março de 2013. Temos que lembrar a base que apoia esse governo que devem pegar esse cavalo selado pelo PT em março de 2013, do contrario ficarão à pé.

P.S. Eu apoiei a #OndaVermelha pois entendi que essa vinha era a propaganda necessária, primeiro para consquistar territoria na rua, segundo que é mensagem poderosa e terceiro que eu fico bem de vermelho.

Responder

    rita

    03 de julho de 2013 às 22h38

    de fato, qual manifestante nas ruas pediu reforma politica? a coisa toda começou por causa do transporte coletivo em são paulo… com um limão a presidenta fez uma limonada bem azeda… um pacto com cinco itens…ai eu concordo com a opinião do jornalista Luis Nassif: temos presidente!

Abolicionista

03 de julho de 2013 às 07h51

Vamos parar com o governismo tacanho. Não há nebhuma conspiração tentando derrubar a democracia brasileira, até porque ela tem sido mui amiga do capital internacional. As revoltas são fruto de diversos fatores, o mais clarodentre eles é a desagregação de nosso tecido social, que provoca a sensação, principalmente entre a classe média, de que tudo está insuportável. Como se para o povo não tivesse sempre sido essa a situação. O enrigecimento do governo demonstra sua constituição puramente fisiológica e seu horizonte de imaginação encolhido sob o pretexto da urgência. Após dez anos sem uma única reforma de base ficou evidente que, mesmo após mais dez anos, elas não sairiam do papel. O que acontece após a reeleição? O PTucanato trabalha com a urgência em época eleitoral, mas , quando se trata de mudancas políticas, elas ficam postergadas para o próximo século, como o movimento das placas tectônicas. Não há nenhum marqueteiro diabólico, nenhuma conspiração além das de costume, apenas as mesmas intrigas palacianas de sempre. O que há é a derrocada da ideologia desenvolvimentista meio neoliberal, é o restado do tal choque de capitalismo lulista, apenas isso.

Responder

Mauro Assis

03 de julho de 2013 às 07h46

O que apareceu foi simplesmente a total incompetência da presidenta. Uma mulher arrogante e obtusa, que foi empinada como um poste pelo Lula. Na hora da onça beber água só podia dar nisso: cercada de imbecis (os únicos que toleram seus arroubos de fúria), a presidenta está mais perdida que cachorro que caiu de caminhão de mudança, desses que estão parados à beira de nossas rodovias.

Com a economia morro abaixo daqui prá frente (inflação e defcit comercial em alta, investimento em baixa, risco Brasil subindo, Eike quebrando etc etc etc), a “muié do Lula” encaminha-se para uma derrota humilhante no ano que vem, até porque os protestos serão retomados muito mais intensamente na Copa. Simples assim.

Responder

Sagarana

03 de julho de 2013 às 06h53

Plim, plim… E as fichinhas vão caindo, 11 anos depois da carta ao “povo” brasileiro. Antes tarde do que nunca.

Responder

Marcos Pita

03 de julho de 2013 às 06h47

CORREÇÃO À CORREÇÃO ANTERIOR

É dar mesmo. “vai dar uma canja”. Puts grila! Que confusão da gota! Preciso aprender com o Bonner.

Responder

Marcos Pita

03 de julho de 2013 às 06h35

E o recado do Mercadante para a sua genitora: “mamãe, amanhã às 20:45 eu estarei no JN dando uma entrevista sobre o processo de despolitização da juventude brasileira. E no final eu, ministro da educação, concluirei que sem a Globo estaríamos muito pior. A senhora vai gostar de ver o seu filhinho, que sempre desejou ser ator na novela das 9, na telinha dos irmãos Marinho. A Globo vai também dar uma canja à Marta Suplicy e ao nosso grande ministro da justiça, o Zé Cardoso. Depois, será a vez da Dilma aparecer, juntamente com o seu neto, no programa da Xuxa. Como a senhora percebe, as manifestações de rua não vão nos atingir, fique tranquila.”

Responder

edson

03 de julho de 2013 às 06h17

Chega de Dilma. O recente caso Evo demonstra a incapacidade política de Dilma no campo progressista. O Brasil de Dilma está longe do Brasil de Lula. Não dá mais. CHEGA.
Ou Lula retorna com Campos de vice (livrando o país dos oportunistas do PMDB) ou vamos ter que buscar uma terceira via.

Responder

Alberto Santos Neto

03 de julho de 2013 às 03h17

A presidente Dilma, hoje , não passa de um fantoche. Tenho para mim que até o café da presidente é servido frio e, para não chatear o garçom, ela não reclama! E o Lula, onde anda?
Do jeito que está, será impossível à presidente Dilma se reeleger e, pior, corre o risco de não chegar ao final de seu mandato.

Responder

ccbregamim

03 de julho de 2013 às 01h04

desculpa
mas eu não aguento esse abraço na classe média
são os pares, não é?

azenha, sua desilusão pode crescer e muito
pense nisso. e evite a culpa.
você vem acorrer só na hora da corda no pescoço
ou vai de marina mesmo,
essa agente do império?

Responder

Neotupi

03 de julho de 2013 às 00h38

Como sempre a esquerda dividida, mais empenhada em “discutir a relação” do que lutar no front contra a direita. Amanhã tem manifestação em frente a Globo e em vez de estar agitando, o assunto aqui é o omelete de 2011.
Dilma cantou a pedra da Constituinte e do plebiscito. Pautou o assunto por 10 dias. Precisava criar correlação de forças favoráveis nas ruas e nos movimentos sociais, porque no Congresso não tem. As centrais sindicais, que é o elo mais forte dos movimentos sociais, não estão indo às ruas nem por plebiscito, nem por Constituinte. Aliás quem aqui está agitando de ir às ruas por esta pauta, para botar pressão no Congresso?
O governo Dilma tem seus defeitos, e acho que o gravíssimo é na SECOM, mas a presidenta também não pode tudo. Não tem um AI-5 para fazer reformas fechando o Congresso. E tem fazer política com a realidade que tem e não com a que deseja. Se a conjuntura é feia, a política também será feia. Não tem sentido ela dar uma de Jânio Quadros e perder a governabilidade que, quer queiram, quer não, é o que traz mudanças sim. A vida dos mais pobres mudou muito de 10 anos para cá. Se Lula não tivesse cuidado da governabilidade, duraria no máximo 4 anos e desde 2008 estaríamos quebrados de novo, pendurados no FMI e decadentes, e aí sim haveria manifestações com causa mais objetiva nas ruas: desemprego.
E o que o Rodrigo e o Azenha sugerem? Dilma empurrar o PMDB, o PP, o PR, o PSD para a oposição, e ir para as eleições de 2014 quixotescamente só com apoio e tempo do PT? Em 1986 o Brizola era bem avaliado e perdeu eleição (não elegeu o Darcy Ribeiro sucessor no RJ), porque a oposição fez coligação de 12 partidos em torno do PMDB com Moreira Franco (até PCdoB e o então PCB estavam nesta coligação ao lado do PFL).

Responder

    ccbregamim

    03 de julho de 2013 às 01h02

    concordo totalmente.
    com guerreiros que ignoram o front
    a luta se enfraquece.

    se liga pessoal!

    Nizinha

    03 de julho de 2013 às 18h09

    Concordo integralmente. Não sei o que aconteceu com os blogs, mas eles estão parecendo comentaristas de futebol, ou seja, não analisam o jogo que está ocorrendo, mas passam todo o tempo dizendo como o jogo deveria ser. Ora, seria muito bom que Dilma tivesse força para a Constituinte, mas o fato é que não tem. De modo que se vê obrigada a lutar com as poucas forças com que conta para enfrentar esta briga de cachorro grande. Se vai vencer ou perder, só a luta dirá.

    Liz Almeida

    03 de julho de 2013 às 01h26

    Você disse tudo, Neotupi.

    Concordo integralmente!

    edson

    03 de julho de 2013 às 06h42

    Vc já prestou atenção porquê Dilma perdeu apoio da esquerda progressista? O governo Dilma PERSEGUE grevistas nas instituições públicas ao ponto de seus administradores carimbarem no currículo funcional os participantes de greve e retirá-los das concorrências a cargos… O governo Dilma cedeu sua pauta ao PIG. Veja quem libera e pra onde vai as verbas de publicidade e o ministro das comunicações… Dilma acreditou na “imagem” de gerentona do estilo “faço e aconteço” uma figura administrativa ultrapassada… Dilma não conhece o POVO na essência, é acadêmica (apenas isso)… Há pontos de corrupção no seu governo e ela veda os olhos (Além da Copa, prestem atenção na modernização dos aeroportos e vejam como está sendo construído as equipes – muiiito $$$)… Cadê os grandes nomes: Olívio Dutra, Patrus Ananias, Franklin Martins… Outro exemplo: Geddel do PMDB fala um monte de b(.) e até agora continua no comando da CEF, ou seja, tudo que Geddel fala Dilma concorda(?). Entre outros atos…

    Neotupi

    03 de julho de 2013 às 15h00

    1) O governo Dilma não tem como atender a todas as pautas grevistas. Me parece que ela priorizou atender melhor os salários mais baixos. Lembre-se que o trabalhador não tem nada a ganhar com a desestabilização econômica e a gente vive desde 2008 os problemas da crise internacional. Qualquer sindicalista de setores sem estabilidade sabe que há momentos de preservar empregos e outros de avançar nas conquistas salariais. O fato do funcionalismo público não ter estabilidade não muda a realidade de que o momento não é dos melhores e que o governo tem a responsabilidade de agir para preservar empregos, mesmo do setor privado que emprega a maioria da população. Concordo plenamente que o diálogo no governo Lula era muito melhor e isso é um defeito deste governo, mas isso é forma, não é conteúdo.
    2) Acho que os movimentos sindicais deveriam trabalhar mais na questão da justiça tributária e sonegação, no discurso dos 1% x 99%, onerando mais os mais ricos e desonerando os mais pobres, porque combatendo a sonegação melhora as condições para melhorar os salários do funcionalismo.
    3) Se o governo Dilma tivesse cedido sua pauta ao PIG, ela não estaria colocando a Caixa e o BB para baixar juros, ela teria recuado na conta de luz, e estaria cortando ou congelando gastos sociais.
    4) Já disse que a SECOM é onde há mais defeito no governo Dilma, e nisso concordo com você. Mas o governo Dilma gastou menos no PIG do que Franklin Martins em 2009. Tem gasto necessário e outros não. Se a Caixa (CEF) e o BB não anunciar em novelas e programas de grande audiência, ela não convence clientes dos bancos privados a mudarem para ela. A Caixa e o BB cresceram baixando juros e anunciando, senão não teria nem feito os bancos privados baixarem também.
    5) Ministro das comunicações não decide nem libera verbas. Isso é da alçada da SECOM. Na minha opinião o ministro tentou emplacar a Lei dos Meios no começo, mas o assunto evoluiu mal, não indo além das bases da blogosfera, do PT e PCdoB, sem apelo popular, e com 80% do Congresso pronto para negociar um toma-lá-dá-cá com a Globo, desmanchando qualquer projeto que o governo mandasse, descaracterizando e consolidando o poder da Globo. O recuo não é ideológico é falta de condições objetivas e constatação de que seria um tiro no pé.
    6) Dilma é “gerentona” e “durona” sim, mas isso é forma e não conteúdo, e de certa forma o próprio Lula quando a escolheu achou que isso era necessário para dar um passo adiante. Mas ela fez política sim, enfrentando muita queda de braço com a base governista, tentando evoluir um pouco nas relações com Congresso em relação ao governo Lula, e paga o preço político dessa contenda. Acho simplismo só olhar por um ângulo, ignorando este outro lado.
    7) Dilma conhece o POVO sim e trata como missão governar para o pessoal mais invisível, inclusive politicamente desorganizados, da classe C para baixo.
    8) Dilma não tem Ai-5 para cassar aliados por corrupção (como Lula também não teve). Culpe o Judiciário e o Ministério Público, que trabalham pouco, inclusive deixando prescrever milhares crimes investigados. Se v. acha que há corrupção federal na Copa, você está lendo o PIG demais. Os estádios são contratados e licitados pelos governadores. O gov. federal se limitou a fazer empréstimos de 3,8 bilhões no total do BNDES (máximo de R$ 400 milhões por estádio) e oferecer alguns incentivos fiscais dentro do conceito de gerar empregos e desenvolvimento da economia de serviços, na qual o turismo, o esporte e a cultura estão inseridos. O resto do que chamam de gastos da Copa são obras que tinham que ser feitas para o Povo e para o desenvolvimento econômico: metrô, VLT, corredores de ônibus, terminais rodoviários, reforma de hospitais (a maior emergência do Brasil, no hospital Souza Aguiar, no Rio, já está de cara nova, sem aquela coisa de macas em corredores. Em outros hospitais públicos e em outras cidades também me parece que estão sendo reestruturados), portos para receber cruzeiros marítimos, aeroportos, revitalização de áreas urbanas. A corrupção está sempre surgindo onde há dinheiro, bastando alguém ser seduzido por uma oferta de propina, porém o governo Lula e Dilma trataram a questão institucionalmente reforçando os órgão de controle e criando portais e Leis de Transparência. É desleal esse tipo de crítica sua, que repete o discurso udenista da direita e do PIG, querendo jogar desvio de conduta de terceiros e inoperância do judiciário e do MP no colo da presidenta.
    9) Olívio Dutra estava comemorando os 10 anos do governo do PT, Patrus Ananias teve apoio na última eleição para prefeito, Franklin Martins se reúne com Dilma frequentemente.
    10) Geddel e vários outros só dão problemas, mas repito: não dá para fazer política bonita em ambiente institucionalizado feio. É igual enfrentar guerra, que é um mal necessário quando não se tem outra alternativa. E é dar uma de D. Quixote simplesmente empurrar a maioria do Congresso para a oposição.

    Neotupi

    04 de julho de 2013 às 15h30

    Errata: O fato do funcionalismo público TER estabilidade não muda a realidade de que o momento não é dos melhores e que o governo tem a responsabilidade de agir para preservar empregos, mesmo do setor privado que emprega a maioria da população.

Alexandro Rodrigues

03 de julho de 2013 às 00h22

Um lado bom de todo esse terromoto. Ele esta de volta e vai destruir o Aecin… Serra, o Vampiro Brasileiro!

O blogueiro chapeleiro da Veja reclamou que Ele nao tinha sido incluido na pesquisa sobre 2014. Um instituto do Parana o fez e o colocou em melhor posicao que Aecin.

Resultado: Ele, como qualquer parasite purulento, vai destruir o Aecio, vai destruir o PSDB e pode ajudar a esquerda a se unir!

Eu quero Serra candidato a president no ano que vem!

E pode vir com as baixarias de sempre, a gente ja o conhece!

Serra eh o melhor, o mais preparado. Por que?

O Serra perde!

Responder

De Paula

03 de julho de 2013 às 00h16

Calma, pessoal: Vocês não conhecem a Dilma: É só éla se sentir um pouquinho mais acuada que dá um bico no marqueteiro.

Responder

Jorge

03 de julho de 2013 às 00h15

Azenha, concordo com sua opinião.

Tem que ficar de olho na marina.

Responder

Fabio Passos

02 de julho de 2013 às 23h43

Que saudades do Brizola!

Responder

    Vlad

    03 de julho de 2013 às 07h48

    O mesmo digo eu.

roberto gimenes

02 de julho de 2013 às 22h39

Concordo com a perspectiva traçada pelo Rodrigo Viana desde q haja ainda tempo , que é um forte desejo , mas que num período curto , imagino de uns 3 meses no máximo ,ficará claro que o rumo pode ser de desilusão caso a Dilma não encare de frente a oposição e os adversários dentro de seu próprio governo . Não se deve temer o sentido verdadeiro das críticas aos partidos por parte da imensa juventude que está entrando agora no batalha social .Afinal o principal partido , agora, é ver ser estiada a bandeira da justiça social , uma crítica radical das instituições que estão atrasadas pelo novo tempo . As exigências estão pautadas pela esquerda , mesmo que uma parte da juventude seja despolitizadas no que diz respeito às formas antigas da luta , o importante é que o seu sentimento está colado à memória daqueles que em momentos recente e já passado levantaram e defenderam o sentimento pela igualdade em um país profundamente desigual.Em outras palavras : o grande trabalho é a paciência de juntar as gerações de antes com as de agora , sem esquecer que as intituições presentes podem ser renovadas , num sentido de oxigenar o q está aí e ir além , vislumbrar que algo novo pode vicejar.

Responder

Mateus

02 de julho de 2013 às 22h34

Agora é hora da Dilma dar um chega pra lá nos conservadores e avançar rápido com as mundanças nescessárias. Supondo-se que esse chega pra lá não dê certo. Existe o plano B. O Lula.

Responder

    José Silva

    03 de julho de 2013 às 00h14

    Mateus se vc fosse o Lula vc se candidataria novamente? Pra quê?!?!?!
    Lula teve que buscar uma sucessora fora do PT, pq dentro dele não conseguiu encontrar e olha no que está dando, uma decepção total do meu ponto de vista. Não sobrou nada daquela mulher que lutou contra a ditadura no nosso país, Dilma se encolhe diante de forças que ela deveria enfrentar.
    Mesmo depois que Lula construiu um exército para defendê-la ela se acovardou e virou as costas para todos, inclusive para o sonho de quem a criou.

    Liz Almeida

    03 de julho de 2013 às 01h23

    Fico impressionada como estão sendo cruéis e injustos com a Dilma.

    Como se isso ajudasse em alguma coisa nesse momento.

    Lula também cometeu erros, mas o fato de tanto ele quanto a Dilma terem acertado mais que errado, deve ser levado em consideração…

Rafael

02 de julho de 2013 às 22h31

Lamentavelmente tenho que concordar com o texto e com Azenha. Uma pena que o governo Dilma e parte do PT siga nesse caminho. Não consigo entender tanto medo da globo, tanto medo do PMDB se afastar do PT. Do meu ponto de vista primeiro deveria fazer uma reforma do meios de comunicação. Nesse atual sistema o telespectador é um mero consumidor, nada mais. Importante um lei das telecomunicações que garanta pluralidade, liberdade de expressão. Para depois uma reforma política. O PT se dobra a ruralistas, empreiteiros, banqueiros porque os meios de comunicação são a base de sustentação dessa gente. A opnião dessa minoria predomina sobre a grande maioria.
A sorte do PT é oposição fraquíssima. Quem sabe o PT não age assim justamente por não temer oposição??
Se o Brasil tivesse uma oposição forte que defende o país, que não fosse entreguista, que destrói com empresas públicas, que não sugasse todo patrimônio público quem sabe a situação não seria bem melhor. Fico com impressão que oposição tem um papel importante mesmo fora do governo.

Responder

FrancoAtirador

02 de julho de 2013 às 22h20

.
.
A questão fundamental é que a Direita Reacionária

se deu conta que no exclusivo campo político objetivo,

aquele que envolve propostas programáticas concretas,

situado no âmbito partidário e do movimento sindical,

é impossível vencer o ‘Frentão da Burguesia Interna’,

então deslocou o debate para a estrita luta ideológica

disfarçada em [falso] moralismo renovador de instituições,

que tem amplo apoio da juventude, em especial, da classe média.

Assim, já com partidos desgastados e governos inoperantes,

aplicou-lhes o mote ‘contra a corrupção e tudo o mais que aí está’,

retirando-lhes a vantagem obtida pela política tradicional.

Em resposta, os representantes dos poderes republicanos,

(uns por temerem na urna qualquer movimento de protesto na rua,
outros porque pressentiram a possibilidade de desordem maior
insuflada por uma Mídia Empresarial Impatriótica e Irresponsável),

extraindo das manifestações subjetivas o máximo de objetividade possível,

resgataram a discussão para o âmbito político e institucional,

onde o pragmatismo e o legalismo prevalecem sobre a ideologia.

Observe-se que, na prática, a oposição partidária formal

continua sem proposta alternativa alguma, apenas critica

as propostas da coalizão governista, como sempre fez,

mesmo assim restringindo-se ao ataque direto ao PT, que é e sempre foi o alvo.

Enquanto isso, a Mídia Bandida se rearticula para tirar

melhor proveito da inusitada ‘Revolta das Coxinhas Brancas’

que por ficarem o tempo todo à frente do computador no ‘Fêici’

fazia tempo não viam sequer a luz do sol, que dirá a rua.
.
.

Responder

pereira

02 de julho de 2013 às 22h12

É o FHC seu novo consultor, ou o nunca dantas volta ou é o sal nu e cru.

Responder

José X.

02 de julho de 2013 às 22h05

——————————-
Por isso, em recente debate, eu disse que suspeitava que o PT dilmista — existe isso? — está em busca de uma “fuga para a frente”: fazer de conta que pretende mudar, para deixar tudo como está e garantir a reeleição de Dilma com o “velho” Congresso.
——————————-

Acho bem possível que seja isso mesmo. Mas a pergunta que se impõe é: existe outra opção ? Eu não vejo nenhuma outra opção concreta, descontando os devaneios dos “esquerdistas” de plantão.

Enquanto o desemprego estiver baixo e a inflação estiver controlada (e no meu entender, está), por mim a Dilma pode fazer o que quiser que terá meu apoio. Desemprego e inflação são terríveis para os mais pobres, e são capazes de destruir uma nação.

Responder

    José Silva

    03 de julho de 2013 às 00h18

    E que se explodam os seus descendentes!!!

francisco pereira neto

02 de julho de 2013 às 22h04

Azenha o seu PS está corretíssimo na minha opinião.

Responder

Márcia

02 de julho de 2013 às 21h23

E quem garante que a Constituinte não seria também representação do pior conservadorismo e fisiologismo político?

Responder

Vinicius Garcia

02 de julho de 2013 às 21h12

Matou a pau a análise, o PT burocratizou-se com o poder, colhe agora resultados disso, na atual conjuntura política é melhor esse PT burocrático e de gabinetes do que qualquer outro partido, mas,a oposição sem discurso ou proposta, usa sabiamente as manifestações ou para burlar os seus integrantes ou para incluir nelas as suas ‘propostas’ (que na verdade é apenas a de imobilizar conquistas sociais. Dei tudo como ganho por eles até a Dilma esclarecer que continuará com os programas sociais como o Bolsa Família, é o que salva esse governo, a população beneficiada por esses programas, nas ruas fariam um número que deixaria as atuais parecerem como um circo de pulgas.

Responder

Leo V

02 de julho de 2013 às 20h54

Muito boa análise do Azenha no P.S.

Responder

geraldo PT

02 de julho de 2013 às 20h47

Dilma tem de ter coragem, de mudar o ministério, precisa de mineiridade , Patrus Ananias , um bom nome ,abandonar as privatizações e acabar com o fator previdenciário

Responder

Liz Almeida

02 de julho de 2013 às 20h37

“Se abraçar a rua, Dilma corre o risco de perder a base que, imagina, pode ser a garantia de sua reeleição.”

Os protestos ainda estão muito recentes, e a Dilma não tem como mudar tudo o que precisa ser modificado em 3 semanas. O governo precisa ‘respirar’, e ver qual o melhor caminho a tomar. ‘A pressa, muitas vezes, é inimiga da perfeição…’

Acredito que a Presidenta queira sim ‘abraçar a rua’, mas a maioria do Congresso talvez não. Como bater de frente com esta corja congressista, e continuar governando? É muito fácil criticar; difícil é estar no lugar dela, e fazer diferente.

Responder

baader

02 de julho de 2013 às 20h34

se for verdade que a presidenta adiou uma reunião para ver final de novela e que ela assiste “sai de baixo”, estamos ferrados e podemos até duvidar que ela use o controle remoto (se o usasse veria que nas tevês abertas, inclusive a tal rede vida (via um comentarista dos mais imbecis), todas batem em uníssono no governo federal – o que seria salutar se fossem críticas com objetivo claro de ajudar e não distorçoes criminosas escusas de todos estes golpistas mais ou menos conscientes). desgraça.

Responder

Rafael

02 de julho de 2013 às 20h22

Bela análise.
Por isso, sou fã desses blogs.
O legal tbm é contrapor estas visões com a do Nassif. Postou que a Presidenta era uma “estatista” ao recuar com a constituinte exclusiva. Achando que esta proposta poderia abrir precedente para mudar outras conquistas sociais da carta de 88(?).
O Vanderley Guilherme tbm é contra o enfrentamento neste momento. Acho eu(?). Tipo: a esquerda servindo ao discurso raivoso e conservador da direita. Diante da instabilidade ela cresce…

Obs. A leitura histórica do Rodrigo pra mim é perfeita. E as cartas do futuro estão sendo postas na mesa.

Boa discussão.

Responder

roberto pereira

02 de julho de 2013 às 20h18

Concordo com o Azenha. Parece mesmo que a Presidente vai morrer abraçada com o conservadorismo. E os movimentos sociais e os sindicatos não encontram ânimo para defender um governo que atua sempre pela direita. Tome como exemplo os professores e funcionários das Universidades Federais que foram completamente desprezados pelo Governo Federal. O MST ainda defende o governo temendo o pior, mas, dentro da realidade de assentamentos, foi no período de Dilma que ocorreu o menor número de assentados. Está complicada a situação.

Responder

Igor

02 de julho de 2013 às 19h49

Acontece que a ideia da Constituinte Exclusiva não era pra confrontar. Era apenas para blefar. Percebi na hora que era pra blefar. Faz parte da política. De qualquer modo foi uma jogada e tanto.
Fico entre o Rodrigo Viana e o Azenha. Nem lá e nem cá.

Responder

J Souza

02 de julho de 2013 às 19h39

Enquanto a Dilma afaga seus “amiguinhos” de campanha nos ministérios, a bolsa de valores vai afundando, os estrangeiros vão fugindo com seus dólares para especular em outra bolha, pois esta aparentemente não pode mais crescer.

As desonerações não surtiram nenhum efeito. E nunca vão surtir! Por isso, a produção industrial caiu mais uma vez!
O que faz aumentar a produção industrial é o consumo, e não menos tributos, até mesmo porque quem paga os tributos são os consumidores, e não os empresários.

Por assistir e ouvir demais as organizações Globo, o governo parece estar desaprendendo até Economia, coisa que pareciam saber muito bem no governo Lula.

A crise econômica mundial já mostrou que redução de impostos e arrocho salarial, com precarização da mão-de-obra são a receita do fracasso. E o segredo do sucesso passa, invariavelmente, por melhor distribuição de renda… DE RENDAAAAAAAAAAA!

Responder

    igor

    03 de julho de 2013 às 08h54

    Se houver distribuição de renda a classe média aumenta; se a classe média aumentar as próximas distribuições de renda estarão comprometidas. Como resolver esse impasse?


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