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Livre pensar é só pensar*


23/02/2011 - 09h48

por Luiz Carlos Azenha

Tinha uma coluna no antigo Pasquim (jornal de humor e político dos tempos do regime militar) intitulada assim: Livre pensar é só pensar.

Penso que o governo Dilma, apoiado mais no PMDB que nos movimentos sociais, mais em Palocci que na bancada federal do PT, representará a repactuação das forças do Congresso que se assentam na conjugação “terras+meios de comunicação”.

Isso significa a adesão definitiva do país a uma divisão internacional do trabalho em que nosso papel é, acima de qualquer outra coisa, o de exportador de commodities.

É óbvio que isso não começou agora.

Todas as obras essenciais do governo Lula, nenhuma das quais enfrentou resistência da grande imprensa, estavam (e estão) de certa forma voltadas para isso: as hidrelétricas de Santo Antonio, Jirau e Belo Monte, a transposição do rio São Francisco e as ferrovias Norte-Sul e Transnordestina.

Essas obras, para além dos impactos positivos que eventualmente tiverem para as populações locais, se enquadram no aprofundamento do modelo de exportação de minérios e do agronegócio.

As hidrelétricas na Amazônia servirão acima de tudo às atividades eletrointensivas das mineradoras. A transposição do São Francisco à incorporação de regiões inteiras do Nordeste ao agronegócio. As ferrovias ao escoamento da produção rumo aos portos.

Quando a ex-ministra Marina Silva deixou o governo Lula, o fez diante do enfraquecimento do Ministério do Meio Ambiente diante das pressões da “turma da engenharia” e da bancada ruralista. De lá para cá, tivemos o virtual congelamento das reservas indígenas onde interessa (Mato Grosso e Mato Grosso do Sul), como parte do acordo que permitiu a aprovação da reserva Raposa Serra do Sol. O enfraquecimento da Funai. Agora, os servidores do Incra e do Ministério do Desenvolvimento Agrário já farejaram que vem desmonte por aí (clique aqui para ler). Não duvido que o mesmo aconteça em relação à Anvisa e aos órgãos do governo encarregados de fiscalizar os transgênicos.

O Brasil é campeão mundial no uso “seguro” de agrotóxicos, mas isso só existe no papel, diz a professora Raquel Rigotto (clique aqui para ler). A plantação de transgênicos no Brasil aumentou 19% em apenas um ano, existe legislação para informar os consumidores sobre a presença de transgênicos nos supermercados, mas ela não é cumprida, informa o Estadão. São duas áreas em que navegamos às cegas, sem considerar as consequências danosas que os venenos e os transgênicos possam ter na saúde pública e no meio ambiente.

Isso é resultado de um consenso em que até os comunistas se renderam: Aldo Rebelo, do PCdoB, foi o relator do projeto de mudança do Código Florestal que é apenas mais um capítulo no avanço do pacto que, me parece, norteia nossa política agora mais do que nunca. A revisão do Código Florestal significa o avanço “para dentro” do agronegócio. Teremos, igualmente, o avanço “para fora”. Trata-se do projeto conjunto de Brasil e Estados Unidos para a produção de etanol em países da América do Sul, do Caribe e da África.

O Banco Interamericano de Desenvolvimento é parte deste esforço, gerenciado nos Estados Unidos pelo irmão do ex-presidente George Bush, o ex-governador da Flórida Jeb Bush, e no Brasil pelo ex-ministro da Agricultura do governo Lula, Roberto Rodrigues (clique aqui para ler, em inglês). O esforço conjunto empacou no protecionismo do Congresso dos Estados Unidos, que renovou a aplicação de tarifas ao etanol importado do Brasil e no alarme causado pelo impacto que a prioridade ao etanol traria à produção de alimentos. Mas isso não implicou em redução da produção nos Estados Unidos: hoje 25% de todos os grãos produzidos lá já são usados em biocombustíveis, de acordo com o Earth Policy Institute. Quanto mais subir o preço do petróleo, maior será a viabilidade econômica de um mercado mundial de biocombustíveis — para o qual, aliás, marcham grandes investidores internacionais

Dar “segurança jurídica” às novas fronteiras do agronegócio — na Colômbia, em El Salvador e Gana — pode ajudar a selar o novo estágio das relações entre Brasil e Estados Unidos. Resta saber se isso será feito às custas de classificar o Movimento dos Sem Terra como “entidade terrorista”. A gente compra uns caças deles, eles nos colocam no Conselho de Segurança da ONU e estamos conversados. Só estou livre-pensando.

*Frase de autoria do Millôr Fernandes

Clique aqui para ver como a Globo faz parte de uma associação do agronegócio (será que planta naquelas terras da Berrini?)

Clique aqui para ver como a opção preferencial dos rentistas pelos juros altos (com apoio da mídia e do Palocci) pode quebrar o Brasil industrial

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111 comentários

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Mário SF Alves

08 de março de 2011 às 11h55

Azenha,
Hoje, 08 de março de 2011, Dia Internacional da Mulher, que tem como origem as manifestações das mulheres russas por "Pão e Paz" – por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada do seu país na Primeira Guerra Mundial [http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_Internacional_da_Mulher], quero aproveitar a oportunidade para parabenizá-lo por divulgar o protesto feito pelas mulheres da Via Campesina, que, em conjunto com outros movimentos urbanos, denunciaram nas últimas semanas, em nível nacional, que o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo, inclusive de agentes contaminantes totalmente nocivos a saúde humana, animal e vegetal, alguns dos quais, há décadas, proibidos em outros países.
Aproveito ainda a oportunidade para dizer que me sinto honrado em poder participar deste fórum de debates, exposição de idéias, desprendimento e manifestação de boa fé, informação e aprendizado político que é o Vi O Mundo.

Responder

Mário SF Alves

08 de março de 2011 às 10h25

Caro Azenha,
Livre pensar é pensar com liberdade, sem as amarras de esquemas analíticos, na maioria das vezes insuficientes ou inadequados. Correlação de forças parece física, e é só isso: parece; em processos sociais, a subjetividade dos elementos que a compõem descaracteriza e desbalança qualquer equação.
Depois de décadas e décadas apoiando o PT, hoje me vejo na contingência de ignorá-lo enquanto vanguarda na realização do potencial sócio-econômico do Brasil. Porém, nem por isso eu o ignoraria como força política progressista. Ainda que apenas por respeito àquilo que significa o atual governo junto à população brasileira.

Responder

augusto

28 de fevereiro de 2011 às 09h32

eh srs. dias e pinheiro meu coraçao estah com voces.
Meu receio é que não está.
Espero muito que nao, mas se houver aquela seletividade pro-americana nos direitos humanos, se houver afrouxamento da politica sul-sul, se deixarem o Cambio e o controle dos capitais externos ao deus-dará liquidando nossa perspectiva futura de auto-determinaçao tecnologica e industrial, então acabou.
O nacionalismo de um povo a meio caminho do sucesso nao se negocia.Nossas (minhas )baterias girarão 180 graus inapelavelmente.

Responder

fernandoeudonatelo

25 de fevereiro de 2011 às 12h51

continuando

A altura da barragem foi reduzida ao apenas necessário para alojar as turbinas de bulbo e conter o vertedor dentro dos limites do rio. Para surpresa geral o lance dos consórcios vencedores da licitação ficou muito aquém dos limites máximos, como era de se esperar (78 e 71 R$/Kwhora, respectivamente a Jirau e Santo Antônio).

Não é razoável que o Brasil, país que só usou um terço do seu potencial hídrico, abrir mão dessa vantagem.

Por isso mesmo, não é de se estranhar que a Vale tenha optado por construir uma termelétrica a carvão, em plena Amazônia, para abastecer seu novo pólo siderúrgico que está instalando em Carajás, no Pará. A termelétrica, de 600 MW, será instalada em Barcarena, região metropolitana de Belém, e utilizará carvão importado da Colômbia.

Responder

    fernandoeudonatelo

    25 de fevereiro de 2011 às 13h15

    Veja só, sou a favor do mix de fontes de geração, explorando cada potencial geológico necessário.

    Vc fala que o brasil está para trás nas alternativas, pois bem, as usinas eólicas apareceram como grandes vencedores nos leilões de fontes alternativas e de energia de reserva promovidos pelo governo em agosto de 2010, com 70 projetos contratados e um custo médio de R$130 por MWh.

    Sendo que sua participação, na matriz energética brasileira para os próximos anos, deve chegar em torno de 2,5%.

    Outra coisa, a economia de escala é alcançada pelo aquecimento na produção dos subcomponentes e equipamentos específicos formando material sobressalente, o que reduz os custos fixos em cada etapa ao longo da escala,

    o que significa que essa mesma economia de escala pode e deve ser alcançada fomentando a cadeia de fabricação de turbinas internamente (como se deu no caso das pás e núcleos de lítio no Ceará), através da mesma engenharia tributária facilitada e isenção de ICMS sobre o equipamento nacionalizado.
    continua….

    fernandoeudonatelo

    25 de fevereiro de 2011 às 13h16

    Aliás, a engenharia e linhas específicas da construção de turbinas elétricas, poderiam causar efeitos positivos para a produção de motores aeronáuticos por reação, que reduziria a dependência de caras importações de alta intensidade tecnológica, beneficiando inclusive a pauta comercial brasileira.

    Abraços e desculpe pela extensão

luiz pinheiro

25 de fevereiro de 2011 às 04h05

Nossos problemas principais tornaram-se mais conjunturais do que estruturais – juros e inflação ainda elevados, divida publica cara, obrigação de produzir superavit primário. Digo isso porque vejo agora possibilidade de superar esses problemas a médio prazo, persistindo na política que vamos tocando. Estamos reduzindo, vencendo nossos problemas financeiros básicos. Não há "adesão definitiva do país ao papel de exportador de commodities". Somos, por natureza, um dos países mais competitivos no agronegócio e nos minérios. Mas não estamos nos limitando a isso, de jeito nenhum. Para sermos uma economia forte e diversificada, temos que resolver nossos problemas financeiros, e o estamos fazendo, degrau a degrau, com muita consistência. Dizer que as obras essenciais do governo Lula não enfrentaram resistência da grande imprensa, pelo amor de deus… Aliás, voce assistiu o ultimo programa da Miriam Leitão (Babypig) na Globonews sobre Belo Monte?

Responder

luiz pinheiro

25 de fevereiro de 2011 às 04h05

As ferrovias, os transportes, são importantes para toda a economia, não só para o agronegócio e os minérios. Nossa política economica, se por um lado ainda não logrou superar o problema dos juros altos, com as conhecidas consequencias negativas no câmbio e na competitividade da indústria, por outro lado foi capaz de enfim implantar no Brasil um amplo mercado interno, com plena capacidade de se expandir. Vencemos o problema da solvência externa e do limite raso ao crescimento do PIB. Aquela história de não poder crescer mais de 3,5% acabou. Ainda não podemos manter o ritmo de 7 ou 8% que tivemos em 2010, mas hoje podemos crescer pelo menos 5%, e possivelmente mais que isso a médio prazo.

Responder

luiz pinheiro

25 de fevereiro de 2011 às 04h03

Não concordo, Azenha. Nós voltamos a construir refinarias, após longa hibernação. Siderurgicas também. Vemos em andamento projetos importantes, estratégicos, em vários segmentos, e em todo o país. A construção civil nunca esteve tão movimentada. As hidrelétricas na Amazônia vão permitir desenvolvimento industrial, não são uma agenda da mineração. A transposição do São Francisco, atrasada desde o Império, vai revitalizar a economia de uma região muito pobre, que parecia condenada ao esquecimento eterno ( o sertão, afinal, vai virar mar…).

Responder

Lucio Dias

25 de fevereiro de 2011 às 02h14

Li o Artigo. Li tambem quase todos os comentários que, divididos, se contrapunham. O Azenha apareceu umas duas vezes interagindo com os navegantes, coisa rara. Então pensei: O Azenha quis incitar a galera. Ora, no seu artigo, bem elaborado e bem escrito que ele como jornalista craque que é, diz varias vezes: "clique aqui para ler" como se aqueles personagens-articulistas fossem deuses e tivessem a palavra final sobre cada assunto. Confesso que de inicio achei o artigo apocaliptico. Me deu um mal-estar danado. Por isso conclui que o Azenha queria mesmo era atiçar seus leitores, até por que tudo não passa de conjecturas. Mas aqui vai minha opinião, assim como sempre escrevo nos blogs sobre esse assunto: A Dilma é extremamente inteligente, corajosa e audaz. Ela não é nenhuma Madre Tereza de Calcutá para esquecer a violencia e falta de respeito como em todo o tempo foi tratada pelo PIG, muito antes de se tornar Ministra do Lula. Gente, tenham paciencia. Esperemos ao menos seis meses de governo para se fazer uma primeira analise do seu governo.

Responder

fernandoeudonatelo

25 de fevereiro de 2011 às 00h28

Primeiramente, na fonte hídrica, tem-se a enorme vantagem de poder armazenar energia sob a forma de água acumulada em reservatórios de usinas hidrelétricas.

O mesmo não ocorre com a fonte eólica que, além disso, apresenta grande intermitência, característica altamente indesejável para manter o necessário equilíbrio, em tempo real, entre o suprimento e a demanda de eletricidade do sistema.

Por isso, que a implantação preferencial de seu parque instalado, será nos maiores corredores de ventos localizados no RS, interior do PR e boa parte da costa Nordestina, como fonte de geração direcionada às plantas de processamento industriais e alimentícias do entorno, com complementaridade ao sistema de distribuição mais em escala regional.

Sendo que eles, (parques eólicos) têm isenção de ICMS sobre o equipamento – que representa em torno de 75% do investimento em uma usina. O Banco do Nordeste (BNB) tem recursos para emprestar a esses empreendedores com juros subsidiados e prazos maiores. E os próprios fabricantes vêm para o Brasil com uma engenharia tributária facilitada, não permitida às PCH's. Daí o "baixo custo" na ampliação de escala.

Ocorre que estamos perdendo, com rapidez crescente, a vantagem de acumular energia nos reservatórios uma vez que as novas hidrelétricas têm sido construídas para operar a “fio d’água”.

Em tal quadro, o argumento que o funcionamento das novas eólicas permitirá “economizar água” nos reservatórios das hidrelétricas não se aplica. Nesse caso, a “complementariedade” das hidrelétricas seria feita por termelétricas, elevando o preço das tarifas de eletricidade.

Responder

    Gerineu Soares

    25 de fevereiro de 2011 às 09h54

    O Brasil não tem fábricas de turbina de hidrelétrica. Aliás, turbina de hidrelétrica é enorme, caríssima, e feita por encomenda no exterior.

    No entanto, o Brasil já tem fábrica de pás para aerogeradores (no Ceará), e em breve poderá ter também fábrica do núcleo do gerador (e não apenas das pás). Esses equipamentos são bem menores, e são fabricados em série, se beneficiando da economia de escala.

    Existe um lobby no Brasil contra a energia eólica, lobby que provavelmente é financiado pelas grandes empreiteiras como a Queiroz Galvão e Camargo Correia, que tem grande interesse que o país continue construindo hidrelétricas gigantes, pois hidrelétricas gigantes possuem uma enorme barragem de concreto, e adivinha quem constrói essas enormes barragens de concreto? Sim, elas mesmas, as empreiteiras.

    Muito países do mundo já perceberam que a energia eólica é o futuro, e estão investindo pesado nela. E o Brasil ficando para trás…

    fernandoeudonatelo

    25 de fevereiro de 2011 às 12h38

    Discordo.

    Os reservatórios da região amazônica têm o formato de U alongado (ou w), rasos e largos, com elevada relação superfície/altura em relação aos reservatórios do Sudeste, Furnas e Itumbiara, que tem formato de V, estreitos e profundos, com baixa relação superfície/altura para o mesmo volume armazenado.

    Em outras palavras: as superfícies de alagamento são inversamente proporcionais às alturas de queda. Para ter o mesmo volume do reservatório de Furnas a área inundado em Jirau no Rio Madeira seria cerca seis vezes maior, o que seria impensável.

    Ainda que fosse possível, a energia armazenada (produto do volume pela altura) seria seis vezes menor ou quase nada.

    Conclusão, feitos novos estudos para contemplar exigência dos ambientalistas acabou prevalecendo o bom senso: a área inundada foi substancialmente reduzida para cerca de 250 km² e o custo da barragem e reservatório praticamente deixaram de existir.
    continua….

O_Brasileiro

24 de fevereiro de 2011 às 18h09

O que me impressiona é como algumas centenas de banqueiros, especuladores, latifundiários e oligarcas da mídia conseguem corromper governos contra milhões de pessoas…
E o que me impressiona ainda mais é que isso não acontece só no Brasil, também acontece nos EUA!!!

Responder

    Lucas Cardoso

    25 de fevereiro de 2011 às 00h10

    Não é de impressionar. É o dinheiro. Concentrando-se o dinheiro, concentra-se o poder. Só haverá igualdade política quando houver igualdade econômica.

Pitagoras

24 de fevereiro de 2011 às 16h02

Ou seja, MORE OF THE SAME. quanto mais muda mais se fica no mesmo lugar.

De fhc, e outros da mesma estirpe que o antecederam, não esperava outra coisa. Agora constatar a traição por aquele que por décadas representou a esperança de uma revolução nas práticas, na ética, na política tornando o povo brasileiro orgilhoso de sua nação e desfrutando de um amor próprio que jamais teve, é a suprema decepção.

Desse jeito não há como não cogitar a teoria conspiratória de que Lula foi plantado no PT há muito pelos interessados internacionais no papel submisso, subserviente, manso, dócil destinado aos países satélites do capitalismo internacional.

Responder

Marroni

24 de fevereiro de 2011 às 14h38

Azenha,

Só para completar, o alcool nunca substituirá o petróleo por várias razões.
Primeiro, a cadeia produtiva do álcool é ela mesma dependente do petróleo (sete litros de óleo por pneu, por exemplo).
Segundo, a eficência energética é inferior aos derivados do petróleo e substitui apenas um desses derivados, a gasolina, o menos estratégico entre todos os combustíveis.
1 g de gasolina libera 11 500 calorias;
1 g de álcool libera 6 400 calorias.
Terceiro o álcool não substitui o diesel nem o óleo combustível no transporte de carga, o mesmo em relação à querosene de aviação.
O petróleo ainda é materia-prima de uma infinidade de outros produtos industriais, estando presente em praticamente todos os aspectos da vida. Não há perspectiva real de uma insdústria alcoolquímica.
Mesmo que se consiga viabilizar a produção de álcool a partir da celulose, nesse caso a necessidade de terra para a produção de florestas ocupará o lugar dos canaviais e das lavouras alimentares. Não há escala racional para que o álcool venha a substituir o petróleo em toda a sua extensão, sem compremeter a segurança alimentar.

Responder

ebrantino

24 de fevereiro de 2011 às 07h38

Azenha, livre pensar é só pensar. O caso é que pensar é uma coisa, e fazer é outra. O sambista dos pampas e da dor de cotovelo, Lupicinio Rodrigues, dizia : "O pensamento parece uma coisa atoa, mas como é que a gente VOA, quando começa a pensar". Já que voce citou o Millor, eu vou citá-lo também "Dizem que Deus fez tudo isso que está aí. SE É VERDADE, QUE GRANDE PATIFE".
Pois amigo Azenha, daqui do meuj humilde anonimato, e do meu provincianismo, atrevo-me a lembrar você de algumas cositas, as quais tenho certeza que voce está cansado de saber, mas, na vontade de provocar os leitores, propositadamente (e com boa intenção), omitiu.
1. – Vivemos em um regime republicano, no sistema presidencialista, com o congresso bastante reforçado institucionalmente, dentro da famosa "constituição Cidadâ". Os principios da dita cuja constituição, aqueles principais, que definem a ordem economica e o sistema de produção, de empresa, de trabalho, isto é a ordem economico-social, foram escritos pelo 'Centrão", voce deve lembrar. Na época o PT era um anão, e junto aos partidos de esquerda faziam barulho, e só, perante os maganões da centro-direita. Para mim é um milagre que tenham conseguido colocar tantas garantias sociais na carta magna.
2. – Não houve nenhuma revolução social no Brasil, e nem a correlação de forças políticas teria dado condições a isso. DILMA foi eleita, E SÓ POR ISSO FOI ELEITA, por uma coligação de centro esquerda, com forte influência do centro, ou seja é uma aliança com nítida predominancia burguesa, que só (e porque Deus mesmo sendo patife, é brasileiro) por milagre teve o bom senso de se aliar ao povão porque viu que ia toda virar empregada das muoltinacionais, e ver o Brasil virar semi-colonia. Então essa burguesia raciocinou que é melhor ser cabeça de capivara do que ser rabo de leão.
3. Sendo assim, a DILMA, COMO O FEZ O LULA, está apenas cumprindo o seu papel, democraticamente, e honestamente, e como pessoa de carater, mas, acima de tudo como pessoa realista, isto é, gerenciando um regime de coalizão, sem tentar virar a mesa. Popularmente, está jogando nas regras, sabendo muito bem que não dá para levar a bola para casa, ainda mais que a bola não é dela.
4. Azenha, fico por aquí, antes que o site diga que fui muito extenso. Mas tenho certeza que todos me entenderam.
Ebrantino.

Responder

beattrice

23 de fevereiro de 2011 às 23h58

De fato Azenha, parece necessário DISPUTAR o governo DILMA, que só começara após a saída dos tucanos do governo, excelentemente representados por CARDOZO, PALOCCI & afins.

Responder

sagarana

23 de fevereiro de 2011 às 23h57

Faltou dar o devido crédito a quem de direito: Millor Fernandes. Prefiro acreditar que por desconhecimento do blogueiro.

Responder

Pedro

23 de fevereiro de 2011 às 22h46

Continuo achando cedo para dizer isso ou aquilo sobre Dilma. Continuo achando que nossa visões continuam viciadas pela genialidade do Lula. Continuo achando que ainda procuramos sinais de um estilo Lula na Dilma. Continuo achando que estamos ignorando os dados bons e só falando dos ruins. Continuo achando que depois de um campanha tão empolgante ainda não conseguimos relaxar. Continuo pedindo calma. E a lembrança do que era a outra opção. E, por fim, continuo querendo que fiscalizemos o governo Dilma.

Responder

Marcelo de Matos

23 de fevereiro de 2011 às 22h00

(parte 2) Depois disso, outro rapaz me pediu dinheiro em uma lanchonete e foi repreendido pelo dono do estabelecimento. Mesmo assim eu dei dois reais a ele, como já tinha dado a outros. Na hora de ir embora passei em um supermercado e fui abordado, no estacionamento, por outro menino que pediu dinheiro. Disse que já tinha esgotado minha cota de donativos. Vi, pelo retrovisor, ele se afastando no pátio, extremamente magro e consumido pela droga. Esse menino não deve ter onde morar, como a garota que furtou meus CDs, segundo disseram, vive na rua. Tive vontade de voltar e dar a ele algumas moedas. Não sei se seria uma atitude bondosa, ou, mais corda para ele se enforcar. A Presidenta disse que pretende combater o crack. O caminho é o combate à monocultura, a produção de alimentos, a construção de moradias, o planejamento familiar. Mirian Leitão disse que os EUA estão diminuindo a produção de algodão e aumentando a de milho para combustível. Vou mudar para o Xingu, porque não uso roupa de poliéster.

Responder

Marcelo de Matos

23 de fevereiro de 2011 às 21h59

(parte 1) O álcool (estou falando do combustível) tem o lado bom e o lado ruim. As usinas de açúcar e álcool estão ajudando o país a se tornar a 5ª economia do mundo. Gilberto Dimenstein escreveu, em 11.06.07, na Folha: “Contabilizando o trabalho formal e informal, economistas descobriram que o índice de desemprego de Piracicaba, no interior de São Paulo, é de 6% negativos. Há, portanto, vagas de sobra”. As usinas podem até criar muitos empregos, mas, a monocultura sempre gera desemprego e pobreza. Estou voltando de uma semana em São Pedro, na região. Mais que das outras vezes, fiquei chocado com a quantidade de jovens entregues ao crack. Um jovem veio várias vezes ao meu portão pedir dinheiro. Eles sempre contam uma estória, mas, é fácil perceber que são “nóias” a fim de comprar crack. Uma menina de aproximadamente 16 anos pulou o muro da minha casa e, como a porta estava trancada, conseguiu pegar pela grade da janela dois álbuns de CD. Uma vizinha viu tudo.

Responder

Luisk

23 de fevereiro de 2011 às 21h26

Fora de Pauta. A Cantanhede, à noite na Globo News, parecia estar "beba". Primeiro, ela disse que o navio da Queiroz Galvão já havia "decolado" para a Líbia. Depois se referiu aos 8 mandatos do presidente Lula. A moça bebeu…
Ps.: A crítica do Azenha pode servir como uma legíttima especulação sobre os movimentos recentes de Dilma. Cabe a ela mostrar que não é bem assim.

Responder

    beattrice

    23 de fevereiro de 2011 às 23h52

    Amiga inseparavel da Lúcia Hippolitro?

Marco Aurélio Mello

23 de fevereiro de 2011 às 21h12

Tá apanhando, heim amigão! Isso que dá pensar "fora da caixa". Rárarara.

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    23 de fevereiro de 2011 às 21h36

    Hehe, em geral os petistas são cópia carbono dos tucanos. E, por isso, previsíveis. abs

    Vinícius

    24 de fevereiro de 2011 às 09h40

    Esse seu comentário foi incitação à violência ou jornalismo popular?

    brinqs
    abs

    O_Brasileiro

    24 de fevereiro de 2011 às 18h08

    Pensei a mesma coisa… hahahahaha.

Lusiadas

23 de fevereiro de 2011 às 21h08

A polemica se justifica. Se a Dilma estiver acatando conselhos de Palocci e Pimentel, ela vai para direita. Se sua "erradicação da miséria" for apenas dar 90reais por mês para os 16 milhões "restantes", fu… . Enfim, digo: votei nela e votaria de novo. Mas, caem as expectativas. Para ir a oposição vai faltar pouco. Discordo do Azenha na "paranóia ambiental". E olhe que eu sou ambientalista antes dessa coisa virar moda. O problema da Dilma: rentismo+CNI. Eis o perigo.

Responder

Pedro Cruz

23 de fevereiro de 2011 às 20h49

Eu acho que quem escreveu este texto foi ou o Reinaldo Azevedo, ou a Luiza Helena ou a Marina Silva.

Responder

Marcos C. Campos

23 de fevereiro de 2011 às 20h44

Jah que livre pensar eh soh pensar, para mim o ideal seria os Chineses fazerem uma revolta nova e lutar por melhores salarios para ver se os produtos made in china chegam um pouco mais caro por aqui e a gente diminua um bom tanto a compra desta enorme quantidade de lixo.
Po… ateh estatueta de santo e santa os china estao mandando para cah. Isto eh sacanagem Nao seria ateh uma falta de etica copiar artesanato ? Como falar em um mundo melhor quando um pais explora ao maximo sua mao de obra e estraga a economia de outro ?

Responder

José Cláudio Barbedo

23 de fevereiro de 2011 às 20h38

"Livre pensar é só pensar" é uma frase do Millôr Fernandes, muito usada pelo autor como cabeçalho, ao publicar 'pensamentos' de sua autoria.

Responder

    Sagarana

    24 de fevereiro de 2011 às 11h47

    É vero!

Pedro Cruz

23 de fevereiro de 2011 às 20h33

Gostaria muito de saber: Por que o Azenha mudou de lado? O que será que aconteceu??? Debater sobre as hidrelétricas Santo Antonio, Jirau e Monte Santo, debater sobre a transposição do São Francisco, é uma coisa, outra coisa é bater do jeito que bateu ( píor ainda, se esconder atras do livre pensar…). Será que isto aqui vai se transformar em uma veja?? O QUE SERÁ QUE ACONTECEU???O QUE SERA QUE ESTÁ ACONTECENDO????

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    23 de fevereiro de 2011 às 20h47

    É o ouro dos tucanos, Pedro.

    Klaus

    24 de fevereiro de 2011 às 08h01

    O mesmo que eu recebo!

    Flavio Hugo

    23 de fevereiro de 2011 às 21h44

    Até mesmo no futebol, os torcedores criticam o seu próprio time.

    "- Esse técnico é uma anta! Burro! Burro!"

    "- Troca esse zagueiro, esse cara é uma peneira!"

    "- Essa diretoria tá de brincadeira com a torcida, contratar um mané desses a peso de ouro pra não fazer nada!"

    Isso é natural, e não faz um palmeirense deixar de ser palmeirense, nem um flamenguista deixar de ser flamenguista.

    Érison

    23 de fevereiro de 2011 às 21h47

    A análise do Azenha é muito boa. Mas já tá dando pra sentir no a PSDBização dos PT, que jão não é mais o Partido dos (e para os) Trabalhadores. A votação do salário mínimo é prova disso.
    O PT está se assumindo de vez, como partido de centro. Nada de reformas, nem agrária, nem dos meios de comunicação.
    É triste, mas é o que parece que tá acontecendo.

    Emilio Matos

    25 de fevereiro de 2011 às 18h33

    Veja não, Veja Verde, talvez. Talvez você tenha confundido anti-Serrismo com alguma outra coisa…

    Emilio Matos

    25 de fevereiro de 2011 às 18h35

    Debater sem nem por hipótese ser aberto à possibilidade de "trocar de lado", como você chama, não faz muito sentido…

Gerson Carneiro

23 de fevereiro de 2011 às 18h40

Livre vislumbrar é só vislumbrar.

Vejo Dilma na Diocese de Guarulhos, na próxima quermesse. Dizendo lá está como “Presidente do Brasil”; praticando a confissão para o bispo dom Luiz Gonzaga; cumprindo a penintência decretada por ele e após, o bispo consultando o Serra se deve ou não perdoá-la.

Responder

    beattrice

    23 de fevereiro de 2011 às 23h53

    Gerson, faço minhas suas palavras.

Fabio_Passos

23 de fevereiro de 2011 às 18h39

O Brasil escolhe seu caminho: Subdesenvolvimento.

Responder

Gerson Carneiro

23 de fevereiro de 2011 às 18h35

Mas é tolo mesmo… Êh Smurf Ogênio.

Haja paciência…

E não retruque porque "Livre comentar é só comentar".

:)

Responder

    Marcos C. Campos

    23 de fevereiro de 2011 às 20h22

    Livre pentelhar e' so' pentelhar ….
    kkkkkk

    Agora serio, Azenha, usted pode ter razao, mas acho que produzir alimentos nao eh uma "sina" ruim para o Brasil , o problema eh como eh produzido. O que se emprega para isto. …

betinho2

23 de fevereiro de 2011 às 17h39

Vamos com calma nessa hora.
Primeiramente eu pergunto:
– quando no Brasil foi construída a última siderúrgica?
a Vale está sendo pressionada a construir.
– quando foi construída a última refinaria de petroleo?
o "nunca dantes" projetou 5, se não me engano, algumas já em execução e a Dilma dará sequência.
– quantas Universidades tinhamos antes e quantos hoje?
o "nunca dantes" se preocupou em aumentá-las e Dilma dará sequência
– Idem para Escolas Técnicas.
Faço essas perguntas por dois motivos: Primeiro, para demonstrar que o Brasil , nessas questões parou após Getúlio Vargas. Segundo, não se consegue fazer em 8 ou 12 anos o que devia ter sido feito ao longo de 70 anos e mesmo que fosse posível fazer materialmente, não o é possível monetariamente, dinheiro não dá em árvore.
Finalmente concordar com o que escreve o comentarista Guilherme Araujo e ir além, dizendo que para agregar valor às commodietis, não precisamos apenas a planta física da industria, mas também trabalhadores qualificados, donde a criação de Universidades e Escolas Técnicas devem preceder, que é o que o governo fez e continuará fazendo.
A prova está ai, bastou o Brasil dar um pequeno salto e estamos repatriando brasileiros que haviam buscado emprego no exterior. Na área de engenharia estamos importando estrangeiros.
Precisamos de um novo modelo?…sem dúvida, porém como evolução, não chutando o pau da barraca do estabelecido até o momento.

Responder

    Marcos C. Campos

    23 de fevereiro de 2011 às 22h43

    Boa, garoto !!! Ai Azenha, isto ajuda um tanto a esfriar a "critica".

    Ageu Correia

    23 de fevereiro de 2011 às 23h14

    Siderúrgica que produz chapa de aço barata para exportação, está simplesmente exportando um bem semi-acabado, uma "semi-commodity". A China compra barato, usa as chapas pra fazer seus produtos, e os exporta de volta pra cá.

    Refinaria cujo objetivo é exportar gasolina e oleo diesel também não é lá muita coisa. Esse "produto de exportação" também não tem muito "valor agregado".

    E Escola Técnica especializada em formar profissionais para a indústria do etanol só confirma o argumento…

    betinho2

    23 de fevereiro de 2011 às 23h55

    Faça um saneamento no fígado, leia mais, se informe, depois volta para debater fatos, não o que você quer que acreditemos.

    Asgruminaldo Bentuca

    24 de fevereiro de 2011 às 09h11

    Mas o pior é que ele tá certo…

    betinho2

    24 de fevereiro de 2011 às 13h51

    Mais um que precisa estudar.
    A sirerúrgica que o Argeu fala ainda é das construídas por Getúlio Vargas e privatarizada pelos demotunganos e que hoje segue a equação "menor investimento maior lucro"
    As refinarias que estão sendo construídas vão priorizar diesel (ainda importamos 15%),gás, querozene, óleos lubrificantes e diversoa outros derivados para a indústria petroquímica(voces sabem o que é isso?), muitos dos quais ainda são importados. Gasolina não será priorizada, já que a tendência é a substituição pelo alcool.
    Para a indústria do alcool não são necessárias Escolas Técnicas, é serviço de boia fria, onde a vaga de voces está garantida, enquanto não estudarem.

    Juruna

    24 de fevereiro de 2011 às 22h15

    Querosene é com "s", sabichão.
    Você já está apto para a indústria do álcool?
    Creio que sim…

    betinho2

    25 de fevereiro de 2011 às 03h12

    Verdade, Mas faz a ressalva por não ter entendido o texto ou por não ter argumento para contraditar?
    Na próxima, especialmente para você escrevo "kéros" pode ser?

Otaciel de Oliveira

23 de fevereiro de 2011 às 17h15

Azenha, eu acho que a expressão "Livre Pensar é só Pensar" é do Millôr Fernandes. Não sei se ela foi publicada no Pasquim, mas com certeza foi na Veja, no tempo do Mino Carta.

Responder

Moacir Moreira

23 de fevereiro de 2011 às 16h57

O Azenha descobriu a América…dããã :P

Responder

Moacir

23 de fevereiro de 2011 às 16h11

Azenha e amigos:
Ainda é cedo para jogar o governo no colo do inimigo. Lembrem-se que este é o governo que nós ajudamos a eleger, em contraponto ao neoliberalismo. Mas o fato de a Dilma ter sido eleita nao significa que a gente ganhou tudo e podemos ir para casa descansar. A luta continua, para usar uma frase do Lula, e continua firme e forte. Se a gente for para cama chorar que a Dilma nao fez isso, se aliou àquilo etc, o inimigo assume o controle do governo e ganha. Logo, penso que a gente deve seguir na luta: cobrar pelos cortes no orçamento, pelo salário minimo, pelos ministros mais pro lado de la, mas sem abrir mao de nossa conquista, pois do contrário estaremos facilitando para o inimigo.

Responder

ANA

23 de fevereiro de 2011 às 15h11

Sabíamos que o PT de hoje está muito distante do PT doa anos 80, da militância de massa estudantil e operária.
Críticas são necessárias!
Mas diante dessa oposição ao PT, dos setores mais reacionários ou 'revolucionários', não dá para negar os avanços sociais do Brasil deste PT atual.

Responder

giovani montagner

23 de fevereiro de 2011 às 15h08

desde as nomeações dos ministros estou com um pé atrás com a presidente, mas resolvi esperar, quem sabe estivesse enganado. quase dois meses após sua posse, começam a confirmar as suspeitas. há tempo para ela modificar os rumos de seu governo, porém estou incrédulo quanto a isso, aliás, muitos estão.

Responder

Marco

23 de fevereiro de 2011 às 14h57

Parabéns, Azenha. Antes tarde do que nunca.

Seu texto mostra que você compreendeu (citando referências para fatos recentes) qual modelo econômico os países centrais designaram para o Brasil.

Infelizmente, a situação é muito mais grave e complexa, mas você resumiu muito bem alguns pontos importantes.

Responder

Emilio Matos

23 de fevereiro de 2011 às 14h05

Mas praticamente todo discurso dela até agora tocou no ponto de melhoria da qualidade da Educação, aceleração do plano nacional de banda larga, segundo ela, para fomentar o desenvolvimento de uma "sociedade do conhecimento".

Os argumentos do artigo demonstram que a exportação de commodities será fortalecida no Brasil, acho que não dá pra negar isso. Do ponto de vista estritamente econômico, não parece ser o caso de ser uma coisa ou outra. Ou commodities ou produtos com alto valor agregado. Não é possível fazer as duas coisas?

Agora, o desenrolar dos acontecimentos políticos está meio desanimador mesmo. Cabe a nós fazermos uma atividade mais coordenada, parece, para cobrar que sejam feitas as coisas pelas quais votamos.

Responder

D'Artagnan

23 de fevereiro de 2011 às 13h57

Azenha, de toda a turma dos chamados progressistas, você é o único que está realmente empenhado em decifrar, públicamente, qual o verdadeiro jogo que está sendo jogado pelo novo governo. Acho que você está no caminho certo. O seu livre pensar é mais livre que o pensar dos outros. Parabéns.

Responder

Arthur Schieck

23 de fevereiro de 2011 às 12h12

Desnecessário este quase pedido de desculpas a seus leitores Dilmofanáticos. O que me faz voltar aqui quase todos os dias é sua coerência. Nada do fanfarronismo "afiado" de outros por aí que condenam diariamente a ditadura do PiG mas aplicam o mesmo tipo de censura em seus "blogs sujos".
Não perca tempo justificando a crítica. Critique sempre, pois a crítica aqui tem muito mais credibilidade do que no PiG.
Eu mesmo estou bastante decepcionado, depois de tanta dedicação voluntária a campanha, ver Moreira Franco e Jobim como ministros. Moreira, que deu tanto trabalho pra enterrar aqui em Niterói, foi exumado e levado para Brasília.

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Hans Bintje

23 de fevereiro de 2011 às 11h58

Azenha:

Continuamos no mesmo lado da trincheira, meu amigo!

Vamos protestar no estilo belga. Da BBC ( http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/02/… ):

"Para protestar contra essa situação, um grupo de estudantes – em parceria com a plataforma artística 'Pas en Notre Nom' (Não em nosso nome, em francês) – convocou o país a se mobilizar em uma 'revolução das batatas fritas'. O nome que faz referência ao prato preferido tanto de francófonos como de flamengos e que indica o tom bem-humorado que pretendem dar os organizadores do evento. (…)

Em Louvain-la-Neuve os participantes poderão brincar de tiro ao alvo com fotos dos principais líderes políticos do país e assinar um muro de reivindicações, enquanto na cidade de Antuérpia está prevista uma festa ao ar livre, com DJ e distribuição gratuita de batatas fritas e cerveja."

Responder

Fernando

23 de fevereiro de 2011 às 11h52

Podia ter escrito esta coluna antes da eleição.

Responder

    Gilberto Santos

    23 de fevereiro de 2011 às 12h41

    Para eleger o Serra?

    Fernando

    23 de fevereiro de 2011 às 14h55

    Se você votaria no Serra ao ler este texto é um problema seu.

dukrai

23 de fevereiro de 2011 às 11h52

"Seu" Azenha,
a gente temos uma situação, nascidos desde antes do Nunca Antes* (CAf), uma massa de miseráveis indianos e uma estrutura capitalista belga. os primeiros, nascidos da escravidão, os segundos, de uma industrialização que nos tornou o único país do mundo industrial não desenvolvido.
Desta situação, da correlação de forças entre a massa de pobres e miseráveis e os capitalistas,nós temos três problemas segundo o nosso mestre Emir Sader. O primeiro a questão fundiária, um assentamento de 500 mil famílias por anos, outros 500 mil em ocupações com a polícia no cangote e 20 milhões na fila. neste ritmo vamos levar 40 anos para resolvermos o problema dos assentados e já vejo o seu amigo João Pedro, com 107 anos, puxando uma fila de novos 20 milhões de sem terra porque resolver problema de assentamento é enxugar gelo, a questão é a concentração fundiária e reforma agrária.
O sentido dos investimentos que vc aponta é uma tendência de ocupação capitalista de espaço, absurdamente semelhante ao nosso caso, da amazônia ao cerrado, a marcha para o oeste "americano". Todos sabemos a desgraça que é a exploração e espoliação dos trabalhadores pelo capitalismo, pior que isto é não ser explorado e não ter trabalho. A piada é velha, sacana e conformista, esta mega exploração capitalista não é avassaladora e definitiva como prevê Aldo Rebelo e a turma do PCdB, a Revolução do Jasmim e a Praça da Libertação já demonstraram.
Os outros dois problemas apontados pelo Emir Sader são o latifúndio financeiro e midiático, que não dá pra ser tratado agora porque estão me chamando pra almoçar.

Responder

Klaus

23 de fevereiro de 2011 às 11h41

Pelo que entendi, Azenha votaria num novo Irineu Evangelista de Sousa para presidente do Brasil. Eu também.

Responder

    Leider_Lincoln

    23 de fevereiro de 2011 às 12h59

    Três votos comigo!

    Carlos G P Lenz

    23 de fevereiro de 2011 às 16h53

    Não o próximo passo é nós elegermos um Silvio Bordelone porra aqui…

    Imaginem este pouvo com banda larga e lendo blogues sujos da óia, foia et caterva… Pensem nas noticias manipuladas chegando aos rincões atrasados e ainda sem uma ley de medios…

    Igual eu cansei de ver na Bota. É só apreciar a mulherada batendo panela pela moralidade…

    E lembrem-se o que o Zé bolinha/alagão/mentiroso fez de votos na última eleição.

ZePovinho

23 de fevereiro de 2011 às 11h39

O mizifio Azenha é perspicaz.

Responder

Marat

23 de fevereiro de 2011 às 11h38

O livre pensar é ótimo, o problema é quando conservadores resolvem usar o "livre agir", com o beneplácito, e, as vezes, até mesmo com o endo$$$o de certos governos e o apoio incondicional do PIG…

Responder

Marco Aurélio Mello

23 de fevereiro de 2011 às 11h30

Luiz Carlos, alinhavou muito bem as idéias. Como diz Lula, precisou um operário chegar ao poder para o país se transformar em capitalista. Hehehe. Livre pensar, pensar sem amarras ideológicas, sem receio de contrariar quem está, seja à direita, seja à esquerda do espectro político. A isso damos o nome de autonomia intelectual. Essa gestão econômica vai exportar "nossas" mazelas para a América Central, Caribe e Africa, as novas fronteiras da exploração imperial? Temo que o Brasil vire esse "player", sócio dos impérios decadentes.

Responder

Vinícius

23 de fevereiro de 2011 às 11h25

Quando a gente aplaude o governo, não está puxando ele pra direita nem pra esquerda: está legitimando o caminho que ele percorre no momento.

Esse foi nosso grande erro durante o governo Lula. Porque enquanto a gente aplaudia os empresários pressionavam o governo, como nós devíamos estar fazendo.

Eu sempre soube que esse papo de governo mais de esquerda que o do Lula era sandice. Mas pô, ainda é o PT. Ainda é um partido de base popular. Vamos nos mexer que dá tempo,a chance tá aí!

Responder

    Lucas Cardoso

    23 de fevereiro de 2011 às 14h03

    Por que o papo de governo à esquerda de Lula é sandice? Lula foi centrista, pendendo pra direita, e Dilma dá sinais que se moverá ainda mais pra direita. Existe um vasto espaço inesplorado à esquerda de Lula. Como o Azenha mesmo demonstra, o governo Lula, mesmo com todas as suas conquistas, se insere na lógica do capitalismo corporativo globalizado. Se aparecer uma liderança à esquerda de Lula, não é sandice, é exatamente o que o Brasil precisa.

ejcs

23 de fevereiro de 2011 às 11h23

O negócio é construir umas 50 usinas nucleares, ou melhor, construir perto de cidades ou regiões com mais de três milhões de habitantes. Radicalizando, se as hidrelétricas são um problema, acabem com as que já existem e construam umas 10000 usinas eólicas, outras milhares com painéis solares, usinas de marés, biodigestores, termoelétricas, etc, aí quem sabe fecha a conta. E, se a mudança no clima continuar do jeito que vai, vamos ter que fazer varias barragens ao longo do Amazonas se não quisermos ver a floresta virar deserto. Também não gosto de ver apenas plantações de cana e pasto, muito menos assistir o desmatamento no estado de SP, que já é o mais explorado e devastado do país, causa mal estar. Também é uma catástrofe o crescimento exagerado das cidades do Sudeste, mas, o que fazer, proibir? Cidades como Rio e SP não deveriam ter mais que uns 5 milhões de habitantes (já são um inferno), considerando a infraestrutura e o meio ambiente, mas, o que fazer ? A coisa é mais difícil do que parece…

Responder

Elton

23 de fevereiro de 2011 às 11h19

Realmente não será fácil, as conciliações de interesses (pesadíssimos aliás!), as alianças, o contraponto…….tudo isso muitas vezes nos gera inquietações. Muitos estão "decepcionados" por antecipação, chegam a comparar Dilma com Obama, dizem que já não confiam mais na presidenta. O Brasil é complexo, vinha de séculos de letargia em problemas sociais nunca dantes minorados com vigor. Viemos de oito anos de grandes conquistas e queremos mais, muito mais. Sob certos aspectos considero que se não houver retrocesso social já será bom, se prosseguirem os avanços, melhor ainda! O que ilude algumas pessoas é a possibilidade de uma revolução no país. Eu pessoalmente embora desejasse algo assim, nunca me iludi.

Responder

Remindo Sauim

23 de fevereiro de 2011 às 11h08

Todas estas obras mencionadas servirão também para impulsionar a agro-indústria, criando assim milhões de empregos. Quem está no poder é a Dilma, o PT e nosso pensamento de esquerda, e alí não vejo nenhuma crimininalização do MST. Acho que devemos olhar mais as obras dos governadores de direita, alí é que mora o perigo. Só estou livre raciocinando.

Responder

    felipe

    23 de fevereiro de 2011 às 11h29

    não acho que temos que fechar os olhos para o que o pt e a esquerda faz, pelo contrário, talvez tenhamos ainda mais responsabilidade em relação ao que eles fazem do que em relação ao que outros fazem… se é ruim é ruim independente de onde vem… se merece críticas, que elas não deixem de serem feitas porque se trata do PT ou da esquerda… aliás PT nem sempre é igual a esquerda… ou melhor, quase nunca…

maconheiro

23 de fevereiro de 2011 às 11h05

O tanque cheio e a barriga vazia !

Responder

Guilherme Araújo

23 de fevereiro de 2011 às 11h00

Coerente, mas faltou esclarecer um ponto:

Se os investimentos no Brasil favorecem o agronegócio e a atividade extrativa, como explicar o montante de recursos destinados à construção/ampliação de universidades e a política de concessão de bolsas de pesquisa nas áreas de interesse industrial (engenharias)? Além disso, o agronegócio brasileiro depende muito dos preços internacionais e da taxa de câmbio praticada e, apesar de os preços terem se elevado recentemente por uma bolha especulativa, a política cambial praticada ao longo dos 8 anos de governo lula (e 4 de FHC) sempre foi desfavorável às pretensões deste setor. Tanto que o governo lula nunca foi bem visto no meio rural (eu vivia até a pouco em uma região com estas características). Coaduno das preocupações relativas ao crescimento deste setor, mas não dá para declarar que o governo favorece a expansão do agronegócio.

Responder

Marat

23 de fevereiro de 2011 às 10h44

O texto é assustador, e, se isso se realizar, será odioso!

Responder

Saulo Pires

23 de fevereiro de 2011 às 10h42

Parabéns pela coragem Azenha. O livre-pensar é fundamental. As pessoas precisam ter senso crítico e pensar com suas próprias cabeças. Não existe democracia sem isso.

Alguns camaradas acham que é preciso sempre ter "fé cega no líder". Não percebem que a "fé cega no líder" era justamente uma das características do nazismo na Alemanha e do fascismo na Itália. Nesta última, o lema dos seguidores de Mussolini era "O Dulce tem sempre razão".

Uma frase muito interessante do interessantíssimo filme "V de Vingança" é aquela que diz: "um povo não deve temer o seu governo, é o governo que deve temer o seu povo".

Ótima a caracterização do governo Dilma como "apoiado mais no PMDB que nos movimentos sociais, mais em Palocci que na bancada federal do PT".

O que é preciso compreender é que não são os movimentos sociais que devem obediência a Dilma, e sim Dilma quem deve obediência aos movimentos sociais. Foram os movimentos sociais, a militância, quem colocou Dilma no poder.

A história mostra que sem a vigilância constante dos movimentos sociais mobilizados, todo governo tende a se vender.

O povo boliviano é que mostra o caminho certo: não dão refresco para Evo Morales. A COB (central sindical), volta e meia organiza uma greve contra Morales na Bolívia. Se ele não andar na linha, a reação dos movimentos sociais vem rapidinho. Foi o povo que o colou lá, com a grande revolução de 2005, e o povo sabe disso. Ele que obedeça ao povo. Por isso que Morales ainda tem uma linha "mais a esquerda" e mais independente. Porque tem o povo "fungando no cangote".

A frase "o poder corrompe" é uma das maiores verdades da humanidade. Vigiai, atentai…

Responder

    CLAUDIO LUIZ PESSUTI

    23 de fevereiro de 2011 às 13h09

    Gostei do seu post.Outro dia tinha uma pessoa que se identifica como universitaria, Aline, que disse que o movimento universitario estava "unido e coeso" (o frasezinha de triste memoria!) com Dilma!Eu disse para ela que isto era "culto a personalidade".Atentai bem atentai bem…

    Mário SF Alves

    07 de março de 2011 às 02h48

    Pois é, Saulo. De repente, quem sabe, já não seria hora de começarmos a pensar em usar máscaras. E não me refiro a máscaras de palhaços, não.

CDM

23 de fevereiro de 2011 às 10h34

Azenha,
É muito cedo pra essa depressão toda.
Sim, o governo não é revolucionário-socialista (ufa!)
Sim, o momento é de aperto e a presidenta entendeu isso por N motivos.
Sim, ela tem consciência do papela institucional a cumprir (veja o post do JB Costa no Nassif: http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-pragma

Mas não se esqueça nunca: foi ela quem chamou o plano do Palocci de "rudimentar" em 2005, abrindo uma crise entre a equipe econômica e a casa civil (palavras do próprio Palocci), e matou a idéia na raiz.

Responder

    Remindo Sauim

    23 de fevereiro de 2011 às 11h11

    Pois é, o Azenha acordou de mau humor.

    Luiz Carlos Azenha

    23 de fevereiro de 2011 às 11h17

    E o mérito?

    Leider_Lincoln

    23 de fevereiro de 2011 às 13h00

    Está correto: Palocci e José Eduardo Cardozo apitando em setores realmente importantes é uma lástima…

    CLAUDIO LUIZ PESSUTI

    23 de fevereiro de 2011 às 13h06

    Bem, Dilma MENTIU durante a campanha!Sim, estou esperando os "blogs sujos" encararem esta realidade.DILMA E LULA MENTIRAM durante a campanha!Especificamente na questao das contas do pais e do ajuste fiscal.Durante a campanha era um tal de "a economia esta solida", " as contas do pais estao em dia", "emprestamos para o FMI" etc, etc,.Tanto Dilma como Lula.Ela ressaltou varias vezes que NAO faria ajuste fiscal.ESTA FAZENDO!Ai chama de "consolidacao fiscal" (virou tucana?ressuscitou o "tucanes"?Chama o Ze SImao!).Agora e um tal de "e necessario aperto" , " a situacao internacional", "a economia precisa esfriar" etc, etc.E tudo em cima dos servidores publicos.Enquanto isto , da-lhe aumento de gastos com juros, isto porque o pais e CAMPEAO MUNDIAL dos juros altos!E com larga vantagem para o segundo colocado.Governo de esquerda?Por enquanto so gerenciamento e conservadorismo.

Ricardo Melo

23 de fevereiro de 2011 às 10h28

É simples assim: se criticarmos as novas hidrelétricas pelo viés do uso de energia barata para exportar commodities, estaremos nos esquecendo que, na verdade, a população e a economia como um todo é que vão demandar cada vez mais eletricidade.

Se os "verdes" conseguissem inviabilizar as hidrelétricas novas na Amazônia (construídas a fio d'água – um sistema que usa a água corrente dos rios e não forma represas), eles estarão plantando um futuro novico, pleno de fuligens, altíssima emissão de gás carbônico. E não só gás carbônico, vários outros gases nocivos e até cancerígenos, como os detectados na Usina de Candiota, no Rio Grande do Sul.

Responder

    Saulo Pires

    23 de fevereiro de 2011 às 10h57

    Amigo, a verdade é que a energia eólica hoje em dia já é quase tão barata quanto a energia hidrelétrica. Principalmente se forem feitos investimentos em larga escala.

    O Brasil tem um potencial eólico gigantesco, principalmente nas regiões costeiras do Nordeste. Se totalmente aproveitado, esse potencial eólico poderia gerar energia equivalente a várias Itaipus.

    Atualmente, todos os investimentos em parques eólicos no Brasil são feitos por empresas privadas, através dos leilões de eólicas da ANEEL. Isso precisa mudar. A Eletrobrás precisa começar a diversificar as suas atividades, e investir pesadamente na construção de parques eólicos. Temos que ter a construção de parques eólicos incluída no PAC.

    Ricardo Melo

    23 de fevereiro de 2011 às 11h46

    Sim, o futuro será o da diversificação das fontes de energia, incluindo as eólicas. Mas se tirarmos as hidrelétricas do futuro, teremos que investir pesado nas danosas usinas termoelétricas e nas nucleares. Isso, no Brasil.

    CLAUDIO LUIZ PESSUTI

    23 de fevereiro de 2011 às 13h11

    Do que li ate agora sobre energia eolica, posso dizer que o primeiro paragrafo do seu texto nao corresponde a realidade.A energia eolica e mais cara sim.Alias, ninguem pensa no efeito destrutivo da energia eolica sobre o turismo.Ninguem gosta de ir na praia paradisiaca do Nordeste para ver aqueles "ventiladores" no meio do mar, como esta ocorrendo no Ceara!

    Saulo Pires

    23 de fevereiro de 2011 às 16h01

    Pelo que seu saiba, o turismo está "bombando" no Ceará, e as torres eólicas nas dunas não assustam turista nenhum, pelo contrário, formam uma bela paisagem, assim como os moinhos de vento da Holanda.

    A propósito, o Ceará gera mais de 200 megawatts em energia eólica, o que representa uma parcela considerável do consumo do Estado, e mesmo assim as contas de energia em Fortaleza não estão muito mais altas do que no Rio de Janeiro.

    isso é fácil de compreender: dê uma olhada atenta na sua conta de luz. Lá vem discriminando o quanto você paga pela "geração da energia", pela "transmissão" (rede de alta tensão), e pela "distribuição". Você vai ver que a maior parte do que você paga é pela "distribuição", ou seja, é a parte cobrada pela empresa concessionária que faz a distribuição de casa em casa. A parte cobrada pela "geração" é uma pequena porcentagem do total da conta. Ou seja, se a energia eólica for 30% mais cara que a hidrelétrica, o impacto na conta total do consumidor é mínimo.

    Marcos C. Campos

    23 de fevereiro de 2011 às 20h37

    Infelizmente isto , geracao eolica e' mais barata , nao e' verdade, mesmo com investimento em escala. O que acontece foi que como o investimento em energia nos anos fhc foi pouco ficou faltando muita usina para atender a demanda crescente (inclusive dos exportadores de minerios , mas nao se esqueca das geladeiras e eletrodomesticos da populacao).

    E a densidade de energia hidraulica eh maior ou seja uma usina atinge 3.000 MW como por exemplo Jirau, para atingir esta potencia sao necessarias no minimo umas 1000 turbinas eolicas (o ar e mais leve que a agua). O potencial eolico no Brasil esta concentrado no litoral nordestino e um pouco no litoral do RS e interior do PR, e o resto como fica? Mas deve-se sim investir em eolica para complementar a geracao hidrica. eh o que esta sendo feito.

    Ageu Correia

    23 de fevereiro de 2011 às 23h24

    Olha, na análise dos custos não pode ser levado em consideração apenas a maior densidade energética da água. É preciso levar em conta que as usinas hidrelétricas exigem um alto investimento na construção da barragem de concreto, que tem um custo enorme, problema que não existe na energia eólica.

    No Brasil ainda existe esse mito de que a energia eólica é cara. Mas não é. Ela já foi cara no passado, há uns 15 anos atrás. Mas hoje as turbinas eólicas estão mais eficientes, e, principalmente, mais baratas, pois são produzidas em série, em larga escala. O custo da energia eólica, portanto, já é bastante competitivo.

    E o Ceará é realmente uma boa prova disso, como foi mencionado acima. Várias empresas privadas estrangeiras estão construindo parques eólicos por lá, e as empresas privadas não investiriam seu capital se não fosse algo viável. E é realmente verdade que grande parte da energia consumida no Ceará já é proveniente da matriz eólica. E, de fato, isso pouco alterou o valor da conta de energia do consumidor final.

    O Brasil precisa sim começar a pensar seriamente em investir pesado na energia eólica. Em muitos países já existem parques eólicos "off-shore", ou seja, dentro do mar, em lugares de águas rasas, onde a profundidade não passa dos 50 metros. Essa pode ser também uma opção para o Brasil.

diogojfaraujo

23 de fevereiro de 2011 às 10h28

Tudo isso pq a presidente foi numa balada…

O Plínio avisou, e a PTzada falou que era um senil comuna católico… Agora vem a choradeira…

Quem achou que, com o PMDB colado, haveria uma revolução cultural, foi ingênuo… Assim como achar que esse governo sera "entreguista' também é…

Responder

Ricardo Melo

23 de fevereiro de 2011 às 10h28

– Sem Santo Antonio, Jirau e Belo Monte, no futuro, o Brasil iria gerar energia com painéis solares, parques eólicos, usinas de marés, biodigestores e…termoelétricas! Para ser mais preciso: para cada hidrelétrica que eventualmente seja "cancelada" pelos ambientalistas, o Brasil teria que erguer várias, várias e várias usinas termoelétricas para suprir a demanda. Sim, várias delas, além de todas as outras fontes de energia alternativa, pois com o crescimento do consumo, o futuro será da diversificação das fontes. Eu penso livremente no seuinte: eu prefiro um futuro sem usinas termoelétricas no Brasil. Então, é melhor termos Santo Antonio, Jirau e Belo Monte. E outras hidrelétricas mais.

Responder

    Saulo Pires

    23 de fevereiro de 2011 às 16h08

    Se querem tanto construir hidrelétricas, porque não constroem no Rio Tocantins, no estado de Tocantins?

    Vão alagar as plantações de soja dos latifundiários e os pastos dos pecuaristas de Tocantins, ao invés de alagar a biodiversidade da floresta amazônica!

    betinho2

    23 de fevereiro de 2011 às 17h11

    Já tem uma hidrelétrica próximo a Palmas, no rio Tocantins. E a questão não é só "eleger" um rio para construir usinas, mas ver se ele tem as condições para isso.

Ricardo Melo

23 de fevereiro de 2011 às 10h27

Azenha, nessa onda de pensar livremente eu vou incluir alguns dados que você não levou em conta:

– A enorme energia gerada pelas hidrelétricas de Santo Antonio, Jirau e Belo Monte será mais que suficiente para alimentar indústrias eletro-intensivas da Amazônia. Na verdade, será tanta energia, mas tanta mesmo, que, com a integração das redes de distribuição, essa produção adicional permitirá às hidrelétricas do Sudeste uma diminuição da geração da energia. Elas vão acumular mais águas das chuvas de verão. E vão usar essas reservas adicionais no período seco (de abril a setembro). Com isso, o sistema ficará mais seguro e confiável.

Responder

    glapido

    23 de fevereiro de 2011 às 10h50

    Embora não seja perito no assunto, concordo com o Ricardo.
    Também não consegui ainda formar uma opinião definitiva sobre a real necessidade do aproveitamento dos recursos hídricos da bacia amazônica.
    Entretanto, acho que esse argumento de que toda a energia dessa hidroelétricas será usada apenas pelas mineradores não procede muito, considerando a INTEGRAÇÃO DA REDE DE DISTRIBUIÇÃO. Se vocês olharem o Plano Decenal de Expansão de Energia 2010-2019 (http://www.epe.gov.br/PDEE/20101129_2.pdf) verão que essa integração está prevista. Portanto, nesse caso, não se pode falar de consumo local de energia, mas de consumo de um grande pool energético.
    De resto, concordo com todo o resto.
    Parabéns pelo artigo

    Remindo Sauim

    23 de fevereiro de 2011 às 11h10

    Corretissimo, Ricardo!

Jayme

23 de fevereiro de 2011 às 10h15

Prezado Azenha,
Suas análises são sempre muito perspicazes e o considero um grande analista político . Espero que você tenha se enganado desta vez, pois se Dilma for para o lado para o qual você aponta, ela vai ter de renegar o papel dela no governo Lula ("esqueçam o que fiz").
Abraço,

Responder

josaphat

23 de fevereiro de 2011 às 10h03

E faz parte desse pacote a política educacional com que situação e oposição compartimentam ricos e pobres.

Responder

Rubem

23 de fevereiro de 2011 às 10h03

Lendo este tipo de coisa, não tenho como deixar que de admitir que a "grande imprensa" esteve certa por oito anos – Lula, o que escolheu o poste, foi mesmo um mal para o Brasil.

E que deveriamos, todos nós, ter votado no Serra. Afinal, a única alternativa ao governo PMDB/Palocci, ao qual o Poste está submetendo o Brasil.

Resumindo, abaixo Dilma – cujo governo, é claro, nem começou. E viva a blogagem "progressista".

Responder

    glapido

    23 de fevereiro de 2011 às 11h01

    Caro Rubem,
    Entendo que a sua colocação seja irônica, mas neste caso, um pouco improdutiva.
    Quem tem que construir as alternativas somos nós todos, mesmo que num determinado momento elas tenham se resumido a Dilma e Serra.
    Analisar e criticar, da forma como faz o Azenha, não implica em querer votar em Serra, nem derrubar Dilma.
    Aliás, o próprio Lula, em vários discursos, vive nos chamando à participação.
    O que nós temos que fazer é exatamente isso: purgar o lado conservador que é parte integrante do governo, porque é um governo de alianças, e isso é tarefa diária que nos compete a todos nós.
    Atitudes como essa não ajudam.
    Quem disse que seria fácil?

    Remindo Sauim

    23 de fevereiro de 2011 às 11h09

    Ué, o Reinaldo Azevedo neste blog?

    Emilio Matos

    23 de fevereiro de 2011 às 14h12

    Eu acho que está mais para Prof. Hariovaldo, não?


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