VIOMUNDO

Diário da Resistência


Opinião do blog

Dilma refém do Centrão, Lula de uma vitória em São Paulo


02/02/2015 - 19h10

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por Luiz Carlos Azenha

Dois momentos singelos da política brasileira, no domingo, resumem o filme: mais do que nunca, somos reféns do Centrão. Aquele mesmo, do Sarney, agora revigorado pelo lobista Eduardo Cunha.

Lobista. É assim que se refere a ele o blogueiro Altamiro Borges.

Cunha foi o lobista das empresas de telefonia para detonar o Marco Civil da Internet, é lobista dos barões da mídia para bloquear a regulação do setor e será lobista das empreiteiras para garantir que a Operação Lava Jato não atrapalhe futuros negócios.

O novo presidente da Câmara dos Deputados é, na verdade, apenas a correia de transmissão do baixo clero, aquele que está na política essencialmente para inflar o patrimônio pessoal.

Se não fosse trágico, seria irônico constatar que deram nisso as gigantescas manifestações de junho de 2013.

Remando contra a maré, escrevi que Dilma Rousseff tinha acertado ao incluir Kátia Abreu e Joaquim Levy em seu ministério. Acertou, enfatizo, do ponto-de-vista de sua própria sobrevivência política.

Presumi que a presidente tinha feito seu cálculo considerando a vitória magra nas eleições de 2014, a redução da bancada do PT, a Operação Lava Jato e as turbulências na economia internacional.

Com Kátia, Dilma se aproximou do agronegócio; com Levy, dos banqueiros. Dois setores que se mostrarão fundamentais para enfrentar a voracidade de Eduardo Cunha e aliados.

A derrota do governo no Congresso foi monumental. Foram 375 votos de oposição na Câmara! Uma lavada que, em tempos normais, seria suficiente para derrubar toda a “desarticulação política” do governo Dilma.

As consequências?

Lamento discordar mais uma vez da maioria, mas não acredito que está aberta a porta para o impeachment de Dilma.

Se a presidente pretendeu um dia ser mais que uma gerente, que desista. Ela vai gerenciar pelos próximos quatro anos.

Estão enterradas a união civil de pessoas do mesmo sexo, a regulação da mídia eletrônica, o imposto sobre fortunas, o financiamento público de campanhas e qualquer outro projeto progressista com os quais os eleitores de Dilma um dia sonharam.

Seria um arroubo retórico dizer que aquela Dilma que derrotou Aécio Neves foi apeada do poder. Menos. Porém, pelos números de domingo está claro que os conservadores emplacarão suas propostas no Congresso com maior facilidade que o Planalto.

O baixo clero quer dinheiro, venha de onde vier. Dinheiro do Tesouro, para tocar projetos em suas bases políticas e enriquecimento pessoal. Dinheiro de empresários, para campanhas de reeleição e enriquecimento pessoal.

Uma nova CPI da Petrobras será a faca no pescoço de Dilma para extrair concessões, mas as empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato são grandes financiadoras de campanhas e duvido que já não estejam assoprando nos ouvidos do baixo clero.

É óbvio que Aécio Neves, FHC e Geraldo Alckmin vibraram com a espetacular derrota política de Dilma, mas Eduardo Cunha não é ingênuo de entregar de mão beijada ao tucanato os louro$ de sua vitória.

O PMDB, qualquer um deles, nunca fez questão de governar diretamente, desde que tenha acesso aos cofres.

O enfraquecimento do PT no Parlamento terá, obviamente, consequências políticas.

Lula, se quiser de fato concorrer em 2018, dependerá da reeleição de Fernando Haddad em São Paulo. Ao que parece, é aqui que o ex-presidente monta sua base de olho no futuro.

O que fará Marta Suplicy? Com o governo em frangalhos no Congresso, a resposta torna-se agora mais importante.

Enfraquecido no Parlamento, escanteado no interior do governo Dilma, o PT caminha para se tornar o Partido Socialista Operário Espanhol. O PSOE assumiu com gosto a tarefa de carregar o neoliberalismo na Espanha, em meio a uma profunda crise econômica, e encolheu a ponto de não ter qualquer chance nas eleições deste ano.

O PT é menos conservador e mais relevante para a política brasileira que o PSOE na Espanha.

Porém, serão mais quatro anos de massacre cotidiano na mídia. Depois do mensalão, o petrolão. Bombardeio ininterrupto, corrosivo, uma avalanche que encobre qualquer recorde de desemprego em baixa — como se viu nas capas das revistas semanais que circulam.

Em retrospectiva, não ter tratado da democratização dos meios de comunicação terá sido o maior dos imensos erros do PT e de suas lideranças. Chávez fez. Evo fez. Correia fez. Cristina fez. Mujica fez. Lula, Dilma e o PT, não fizeram.

Agora pagam a consequência política.

Do ponto-de-vista econômico, a corda vai arrebentar outra vez no lombo dos mais fracos.

Se a própria Dilma, ao abraçar a austeridade, endossou cortes orçamentários que prejudicam os trabalhadores — a ideia de que foi primariamente para combater fraudes é infame –, o que não dizer de Eduardo Cunha e seu bloco, sob o patrocínio dos grandes interesses, sem qualquer compromisso que não com o próprio bolso?

Será que aquele projeto que prevê terceirização generalizada agora anda?

Para os movimentos sociais, só resta uma alternativa: rua.

Leia também:

Fernando Brito: “Abismo que cavastes com teus pés”





38 comentários

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Andre

04 de fevereiro de 2015 às 15h57

1- o baixo clero me deixa desconfiado, muito desconfiado. Não se trata apenas de querer ganhar dinheiro, mas de uma ideologia, vá lá, ‘pequeno burguesa’ (desculpem os pós-modernos, sou um velho e anacronico marxista!)que necessáriamente se alia com a ‘aristocracia’ do grande capital, que têm o dinheiro que o baixo clero quer para se manter na precária condição de pequeno burguês. Essa aliança é o direitão e não centrão. Isso é no mínimo perigoso. Mas foi o própio governo do PT que alimentou ideologicamente o baixo clero (ponto 4).

2- Levar o governo para a esquerda a partir das ruas? duvido, missão impossivel, da mesma forma que as sociais democracias européias não foram levadas para a esquerda pelas ruas. Ao contrário, como está fazendo o PT, a nossa combalida e anacrônica social democracia está indo cada vez mais para a direita.(porque? ponto 4)

3 – Surgir das ruas uma alternativa de esquerda viável como o Podemos espanhol? também duvido muito. A situação brasileira não é catástrofica como a européia. Não que seja uma maravilha, mas a catástrofe aqui tem 500 anos e a maioria da população aprendeu a ‘se virar’ quando e como pode para poder sobreviver. Talvez o que mude é que a população possa ‘se virar’ cada vez menos…
O que se autodenominou como surgido das ruas foi a REde e essa já disse a que veio nas últimas eleições. Creio muito mais que surja algo assemelhado a Frente Nacional, o partido neofascista francês, do que algo semelhante ao Podemos espanhol. O germe dessa FN a la brasileira já deu as caras ‘nas ruas’, já está no congresso e sempre esteve na grande mídia. Talvez nunca surja como partido organizado, já que em um pais como o Brasil é no mínimo vergonhoso e má estratégia política um partido se dizer abertamente de direita, seus valores são veiculados como sendo de ‘esquerda’ de ‘centro’, ou então ‘nem de direita nem de esquerda’ ou ‘realistas’. Por isso é provável que a nossa versão da FN já exista como uma ‘rede’.

4 – Não foi só a midia que o PT não democratizou. O projeto impossível que o PT procurou realizar foi a democratização via mercado, o direito de comprar para todos, o ‘capitalismo democrático’ a la Tatcher. Quando se trata do direito de fazer tres refeições ao dia, ter moradia(de qualidade) e acesso a educação(de qualidade e não como mera estatística), trata-se de uma condição para a democratização e não há como qualquer pessoa de esquerda ser contra isso. Mas o acesso ao mercado confudido com a democratização, é o veneno que acaba com ela. Como nem todos podem comprar tudo, realizar suas necessidades, desejos e fantasias mais loucas que vêem diariamente nas telas através do mercado, o que se instala é a guerra de todos contra todos, o irracionalismo, o ódio e o ressentimento, o germe do fascismo.
O Lula disse que queria ‘o fordismo no Brasil’, Dilma que ‘queria um país de classe média’. O auge do fordismo, a década de 1950 nos EUA foi um dos perídos mais conservadores do século XX, o baixo clero é o representante ideológico da ‘classe média’. O PT cavou a própria cova ao abandonar o T de sua sigla e querer ser o que não é um partido ‘da classe média’.

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Leo V

03 de fevereiro de 2015 às 22h27

Gostaria de saber o que tem a ver “manifestações de junho de 2013” com isso. Qual a relação causal de uma coisa com outra?

Oras, se o artigo começa dizendo que o que temos é o mesmo de sempre.. ou seja, não mudou nada.

Então suponho que a questão é que apesar das manifestações de junho de 2013, elas não foram suficientes para o governo empurrar uma reforme política, é isso?

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Bacellar

03 de fevereiro de 2015 às 20h43

Olha…Qualquer analise agora é um risco pois acabando a água aqui na capital paulista em Março, Abril…Todo o cenário irá mudar (não digo favoravelmente ou desfavoravelmente para o PT, honestamente não sei o que irá ocorrer).

Um evento dessa magnitude terá consequências profundas para o Brasil. Estamos às portas de um colapso sem precedentes no maior centro urbano do Hemisfério Sul.

Responder

Cláudio

03 de fevereiro de 2015 às 19h13

Ouvindo A Voz do Brasil e postando:

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“Em retrospectiva, não ter tratado da democratização dos meios de comunicação terá sido o maior dos imensos erros do PT e de suas lideranças. Chávez fez. Evo fez. Correia fez. Cristina fez. Mujica fez. Lula, Dilma e o PT não fizeram.

Agora pagam a consequência política.”…

************* Abaixo o PIG brasileiro — Partido da Imprensa Golpista no Brasil, na feliz definição do deputado Fernando Ferro; pig que é a míRdia que se acredita dona de mandato divino para governar.

Lei de Mídias Já!!!! **** … “Com o tempo, uma imprensa [mídia] cínica, mercenária, demagógica e corruta formará um público tão vil como ela mesma” *** * Joseph Pulitzer. **** … … “Se você não for cuidadoso(a), os jornais [mídias] farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo” *** * Malcolm X. … … … Ley de Medios Já ! ! ! . . . … … … …

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Eduardo Guimarães

03 de fevereiro de 2015 às 15h37

“Se não fosse trágico, seria irônico constatar que deram nisso as gigantescas manifestações de junho de 2013”

Não foi por falta de aviso

Sobre Lula e Dilma nunca terem regulado a mídia, não teriam conseguido nem se tentassem. A tese de que poderiam ter conseguido não passa de uma lenda

Responder

    Gerson Carneiro

    04 de fevereiro de 2015 às 09h15

    Pois não tentaram e estão sendo massacrados e derrotados, pela mídia. Fugir à luta não é garantia de vitória. Mais uma prova de que não existe estratégia misteriosa alguma a ser protegida.

    Por que Chávez, Evo, Correia, Cristina, Mujica foram corajosos, desprezaram “a lenda” e conseguiram? Será que “a lenda” só ameaçou Lula e Dilma?

luiz Soares Brandão

03 de fevereiro de 2015 às 14h08

Ao PT resta uma saída: colocar sua militância na rua para defender duas coisas – o governo e as reformas, que incluem a reforma política, a reforma tributária e a regulação da mídia.
Isso não é complicado para o PT, porque o partido foi formado nas lutas. Basta que alguns parlamentares e algumas “lideranças do PT não atrapalharem.

Responder

FrancoAtirador

03 de fevereiro de 2015 às 13h55

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Deve-se tirar o chapéu para James Addison Baker III

precursor da destruição do Social-Trabalhismo no Mundo.
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(http://www.orientemidia.org/a-conquista-da-europa-pela-otan-uma-sequencia-de-pequenas-traicoes)
(http://www.orientemidia.org/plano-de-eua-nos-vamos-fazer-o-iraque-voltar-a-idade-da-pedra)
.
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Responder

Zilda

03 de fevereiro de 2015 às 13h21

Excelente análise!

PS: por que não consigo mais compartilhar as matérias do Viomundo? Continua o dispositivo de encaminhar via e-mail, mas não segue. Sempre dá: Error

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Jair Fonseca

03 de fevereiro de 2015 às 12h38

Ótimas ponderações.Também acho que não haverá golpe para derrubar Dilma, mas que as oposições farão tudo o que for possível para isso, farão… Aliás, é só o que fazem. Mas o principal é fazer sangrar e deixar sangrar, desgastar a cada dia. E acrescento que o PT e Dilma deveriam reconhecer seus muitos erros políticos. E por mais que se saiba que o apoio de parte dos agronegociantes e banqueiros seja importante para a “governabilidade”, com exceção de um Patrus e de um Juca Ferreira (ambos sem verba e sem poder), e uma ou outra exceção da mesma qualidade, Dilma nomeia o pior tipo de gente para o seu ministério (tipo a Madame Motosserra que financia leilões para latifundiários – o pior da direita brasileira – contratarem jagunços contra índios e sem-terra), ou os neoliberais do capitalismo financeiro – também outro péssimo tipo de direita -, não enfrenta a mídia corporativa de oposição – idem direita da pior espécie – achando que com isso os inimigos vão dar trégua! Esse tipo de gente nunca vai apoiar o PT, nem seu governo. E Dilma ainda manteve o Cardozo na justiça! Infelizmente, vai ser difícil convocar militantes e simpatizantes, caso cheguem as horas de perigo…

Responder

paulo

03 de fevereiro de 2015 às 11h47

O colunista erra ao subestimar a importancia do PSOE na Espanha. ELe foi sim tão importante para a Espanha quanto o PT é no Brasil. O PSOE com Felipe Gonzales ficou 14 anos no poder , colocou a Espanha na Zona do Euro e mudou o país, e assim como o PT passou de um partido socialista para um gestor do neoliberalismo, sendo também responsável direto pela crise que vive hoje o país. O PT é hoje o PSOE , sem tirar nem por…

Responder

Luiz (o outro)

03 de fevereiro de 2015 às 10h49

E com as bençãos da tucanalha temos aí na presidência da Câmara dos deputados o novo Severino…

Responder

Fabio

03 de fevereiro de 2015 às 08h46

Dilma está destruindo o PT e acabando com o Brasil que o Lula construiu.
Dilma é uma traíra.
Dilma incompetente.

Responder

    Julio Silveira

    03 de fevereiro de 2015 às 12h24

    Cala-te cidadão, queres desdizer o que o próprio Lula disse todo o tempo. Lula é Dilma e Dilma e Lula, será que não percebes. Essa foi uma trilha escolhida pelo Lula, acochambrar essa turma para se eleger, desde o inicio. O Lula não quis esperar por um projeto politico de partido, não quis correr o risco de ter que esperar pela construção de uma estrutura de apoio congressual, partidária, forte e integra. Temeu não ter tempo de ser inserido na história, preferiu, como tantos, que passaram, ser transformados em herói temporário com lembranças e legados frágeis para a consolidação de uma estrutura social sadia para firmar nosso conceito de nação.

    Elias

    03 de fevereiro de 2015 às 12h28

    Calma, Fabio. O navio nem começou a afundar e você já está correndo.

Messias Franca de Macedo

03 de fevereiro de 2015 às 00h25

Só o povo nas ruas
evita o Golpe Político
Aldo Arantes luta por um 1,5 milhão de assinaturas para fazer a Reforma Politica

Publicado em 02/02/2015

http://www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploads/2015/02/Aldo-arantes.mp3

Responder

    Julio Silveira

    03 de fevereiro de 2015 às 12h29

    Para o caos, Messias? Você sugere que as pessoas dêm seu sangue para seguir qual liderança confiável? Por que é o que acontece, o plebe dá o sangue para as elite beberem em convescotes e traições como vemos. Discordo, o povo deve ser protegido não entregue para o porrete de verdugos para no fim só ver perdas. Sds.

    Messias Franca de Macedo

    03 de fevereiro de 2015 às 14h23

    … Prezado e consciente Júlio Silveira, nesse momento, o impasse que nos assombra: evitar o retrocesso!…

    A meu modesto ver!

    Felicidades!

    Respeitosamente,

    Messias Macedo

Francisco

02 de fevereiro de 2015 às 22h43

O trabalhador, agora, ou vai pra rua demitido ou vai pra rua unido.

Responder

    renato

    02 de fevereiro de 2015 às 23h34

    Só assim.
    Porque pelo o que estou lendo..
    me parece que o PT não sobrevive a estes
    quatro anos, nem a esquerda.
    E vejo mais, os Direiteiros já estão com
    suas piadinhas e fakes de volta na net..
    Pergunto, Aécio perdeu..ou foi um sonho
    nosso.

Elvys

02 de fevereiro de 2015 às 22h42

Azenha, alguns questionamentos para discussão à partir de sua análise:

1. Em 2016, quais seriam os adversários de Haddad?

2. Em 2018, quais seriam os candidatos, além da suporta candidatura de Lula?

3. E a gravíssima crise de água em São Paulo, qual será o real peso nestes cenários?

Responder

    marcelo

    03 de fevereiro de 2015 às 12h04

    Não sou o Azenha, mas como contribuição ao debate tentarei dar alguns “chutes” para suas perguntas:
    1 – Acho que os que vêm forte são Skaf e Russomano. José Aníbal ou Andrea Matarazzo vão fazer de tudo para conseguir aparecer pelo PSDB. Correndo por fora e podendo embolar tudo Marta… Devido ao nome forte há uma pequena chance do PSDB testar o Bruno Covas para ver o recall…
    2 – Aécio (se o PSDB conseguir segurar a ambição do Alckmin. Se não os dois vão se matar pela indicação), Caiado (DEM tentando reconstruir sua imagem nacional), Marina Silva pela Rede e algum ou alguns Pastores… Ahhh, e o Levir Fidelis e o Eimael…
    3 – Se a ficha cair e a crise hídrica descambar para o pior o Alckmin fica sem chances de ser o candidato em 2018 e deixa o caminho livre para o Aecio. No cenario estadual o PSDB não tem mais nomes fortes na manga… E se a crise hídrica persistir até 2018 acho que os Tucanos de alta plumagem vão fugir da raia. Acho que vão usar a eleição de prefeito em 2016 para tentar “construir” um nome para ter alguma chance em 2018. Só não tenho certeza se o Serra ou o Aloizyo não vão ficar se coçando para concorrer. Principalmente o Serra que tem um recall alto com os eleitores e deverá aparecer nas pesquisas preliminares espontâneas…

    Elvys

    03 de fevereiro de 2015 às 20h19

    Bem, vamos lá:

    1. Skaf por qual partido? Acredito que Russomano seja um forte candidato. Do lado dos tucanos, bem deixa pra lá.

    2. Refletindo melhor, 2018 e a gravíssima crise de água em São Paulo estão fortemente ligados. E tem mais, agora a região metropolitana de Belo Horizonte também se encontra em situação semelhante. Logo, quem do psdb vai encarar suposta candidatura do Lula em 2018 para mim é uma imensa incógnita. Se o PT está em situação complicada no momento, o mesmo não se pode falar do PSDB, cujo grande problema seja a ausência de renovação de seus quadros. E quanto à Marina, bem, é outra imensa incógnita…

    marcelo

    03 de fevereiro de 2015 às 12h07

    Faltou falar que se o PT não for de Lula em 2018 acho que os nomes que se preparam para a batalha são: Mercadante e Jaques Wagner…

Vlad

02 de fevereiro de 2015 às 21h52

Excelente artigo.

Responder

Jota

02 de fevereiro de 2015 às 21h23

Bem, aconteça o que acontecer só de ter tirado o Aécio na disputa o Brasil já agradece.

Responder

Rodrigo

02 de fevereiro de 2015 às 21h12

“aquele que está na política essencialmente para inflar o patrimônio pessoal.”

Ué, e tem alguém que não esteja nesse meio por isso?

Responder

Gerson Carneiro

02 de fevereiro de 2015 às 21h07

Análise perfeita. Independente. Sincera.

Responder

edson

02 de fevereiro de 2015 às 21h02

Esqueçam, ninguém vwi pra rua defender Dilma! A não ser que ela passe a governwr para quem a reelegeu…

Responder

Carlos Garcia

02 de fevereiro de 2015 às 20h43

Caro Azenha:
Se o povo quisesse mesmo mudança, teria votado em outros candidatos a deputado e senador.
As passeatas cada vez me parecem mais como farsa do que uma vontade de mudança real.

Responder

Bernardo

02 de fevereiro de 2015 às 20h22

“Em retrospectiva, não ter tratado da democratização dos meios de comunicação terá sido o maior dos imensos erros do PT e de suas lideranças. Chávez fez. Evo fez. Correia fez. Cristina fez. Mujica fez. Lula, Dilma e o PT, não fizeram.”

Ainda há espaço para se fazer alguma política de comunicação manuseando verbas públicas e fortalecendo pelo menos as redes de TV e rádio estatais com jornalismo de qualidade que anda faltando nas grandes empresas. Se nem isso eles fizerem, e diga-se de passagem, já estão com um atraso de 12 anos nas costas, aí realmente é para ser chutado do poder mesmo, porque é incompetência demais para um grupo só.

Responder

alb

02 de fevereiro de 2015 às 20h10

durante os anos de chumbo as organizações de esquerda que combatiam a ditadura, brigavam entre si em torno do tema: “incluir ou não os proletas no movimento armado”; havia uma forte corrente que não concordava pois segundo esta corrente, o trabalhador brasileiro é despolitizado e seus sindicalistas meros aproveitadores; enfim, não eram confiáveis, não tinham nenhuma ideologia; nos primeiros anos de lula havia uma aura ética que se dissipou ao longo do tempo; os lideres sindicais de ontem viraram burgueses e o governo da dilma hoje encontra-se refém de uma corja liderada pelo cunha; é pt, você traiu uma massa pensante muito grande, gente que hoje não tem em quem votar

Responder

Renato Henrique de Gaspi

02 de fevereiro de 2015 às 20h09

Prezado Azenha,
Concordo plenamente com seu ponto de vista. O PT tem sim se aproximado desse centrão que pende para a direita, não deixando outra opção para os movimentos sociais senão fazer oposição à esquerda nas ruas.
A situação da Espanha foi descrita magistralmente por Manuel Castels em “Redes de Indignação e Esperança” e me lembrou muito do PT. Dessa linha, saiu um texto que segue o link copiado aqui para quem interessar.

https://utopiaconcretablog.wordpress.com/2015/02/02/as-redes-e-a-luta-pela-mudanca-indignacao-e-esperanca-construindo-um-novo-futuro/

Responder

Julio Silveira

02 de fevereiro de 2015 às 20h06

Discordo que hajam outros refens que não nós, os cidadãos e eleitores que apostamos num governo que guardasse respeito ao indicativo das urnas. A presidenta Dilma desde seu primeiro mandato nos deu mensagens, mandou recados de buscava essas companhias. Nos recusamos aceitar baseado na velha e repetitiva cantilena das oratórias esquerdistas que tocam nossos corações, mas de poucas correlações com a ação nessa direção, e mais por buscar um arranjo que agradasse a gregos e troianos, como vemos, no fim de preferencias claramente aos gregos, até na entrega do cavalo, grego, a nós, pobres troianos. No fim encontrarão a civilidade, compartilharão as comemorações e farão o jogos das conveniencias, ao povo restará o aprofundamento do desrespeito, e o desvanecer da esperança de que alguma mudança cultural que fosse operada no cerne por nossa politica de esquerda, que se mostrou transviada.

Responder

Patrick

02 de fevereiro de 2015 às 19h53

Caro Azenha,

Discordo da comparação com o PSOE, que governou por uma boa quinzena de anos com maioria absoluta no Congresso, experiência que nem de muito longe o PT teve no Brasil, em qualquer esfera. À esquerda do PT, no Brasil, o que há é o vazio. O PSOL, mesmo com uma bancada ínfima, ainda assim fez o desfavor de eleger um bolsonarista pelo Rio de Janeiro.

Infelizmente, a eleição de Cunha não é prova de que Dilma errou ao montar um ministério conservador, mas de que está ciente do que vem por aí nos próximos quatro anos – e Cunha é só o começo – afinal essa é a legislatura mais conservadora da história democrática brasileira.

Queremos um governo mais à esquerda? Trabalhemos por uma câmara dos deputados mais arejada.

Responder

Guilherme Magalhães

02 de fevereiro de 2015 às 19h42

Guilherme Magalhães.
Para entender a votação do Eduardo Cunha para presidente da Câmara imprescindível ler o livro “O NOBRE DEPUTADO” do Marlon Reis. Introdução – Pagou, levou. Parte I – De onde vem o dinheiro. 1.O político, um incompreendido, 2. O assalto ao orçamento, 3 – Convênios inconvenientes, 4 – Licitações viciadas, 5- Um assunto privado, 6 – Agiota, um mal necessário. Parte II – Como converter dinheiro em voto. 1 – Todo mundo tem seu preço, 2 – O cabo eleitoral – ele decide a eleição, 3 – Quem pede, quem manda e quem ameaça, 4 – A compra do voto, 5 – O mito do voto secreto.

Responder

Christian Lindberg

02 de fevereiro de 2015 às 19h36

Azenha

Parabéns pela análise. Gostei.

Agora quero compartilhar a minha, se for possível.

https://refletindocomchristian.wordpress.com/2015/02/02/que-venha-a-era-eduardo-cunha/

Abraços

Responder

Antonio José

02 de fevereiro de 2015 às 19h33

Companheiros,
Sou do tempo no qual os petistas, digo PETISTAS, andavam altivamente com broche do partido na camisa, paletó, jaleco, etc., dava orgulho se mostrar.
Os broches e as bandeiras, eram comprados nas barraquinhas do PT nas praças, para ajudar a campanha, comprei muitas vezes no Largo do Machado, Rio de Janeiro.
Hoje confesso, não me sinto à vontade, e os broches de metal, da minha esposa e o meu, andam meio empoeirados…
Pois bem, a grande tristeza é ter ajudado a construir um partido, que era para ser diferente dos demais, mas que infelizmente, achou que podia ter um modus operandi, igual ao dos outros, e que a mídia, seria tão complacente como era com os demais partidos…
Santa inocência…
Além da decepção, parece que o PT, hoje tão apegado ao poder, esqueceu o objetivo primordial do nosso partido, lutar para termos um país menos desigual.
Evidentemente, muita coisa foi feita, mas muita está por fazer, e o que pior, pode perder tudo que conquistou até agora.
Escrevi esse preâmbulo, para situar os companheiros, como me sinto hoje e no que de fato quero dizer:
A presidenta Dilma, não é uma “Brastemp” em termos políticos, sabemos disso, mas ela hoje está sendo criticada, por todos, inclusive, por aqueles que deveriam estar ajudando-a: NÓS.
Gerando Vandré, bem que dizia: “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”.
Acho que a hora da nova Lei de Mídia teria sido imediatamente após a sua eleição de 2010, quando oposição e mídia estavam sem saber o que fazer…
Mas nessa época, a nossa presidenta achou que poderia ter um ato de bondade, e permitir trocar ideias, através de FHC, com a mídia…
Santa inocência…
A mídia logo percebeu e mostrou as “diferenças” entre ela o ex-presidente Lula, reiniciando o modo beligerante, com as suas tradicionais, fofoquinhas…
Novamente ela achou que dava, e não fosse a competência do ex-presidente Lula, e, a incompetência do playboy das Alterosas, com a morte do candidato Eduardo Campos, poderíamos ter perdido as eleições…
Mas, ganhamos?
De certo modo sim, a caneta do poder ainda está com a presidenta, mas parece que não faz mais tanto furor…
Qual é o problema então?
Ela não se comunica!! O povo não sabe o que ela pensa, nem como ela vai alcançar o que está almejando!!!
E, como dizia o Velho Guerreiro: “Quem não se comunica, se trumbica!!
Mas, voltemos à eleição da Câmara…
Concordo, em parte, com o que Jean Willis disse. Mas, não sendo o Chinaglia, quem seria?
Chico Alencar, Miro Teixeira, quem?
Qualquer um, desde que não fosse petista?
Onde estavam os analistas estratégicos do PT, ou da base aliada (?), para definir, obviamente, a estratégia?
Li, que até alguns petistas, orientados, por quem AINDA teima em dar as cartas no partido, votou CONTRA o deputado petista…
Dizem que o PMDB é um saco de gatos, mas, e o PT? É o que?
Vamos ficar confiando que em 2018, o Lula voltará?
Mas, será que chegamos em 2018?
Desculpem o desabafo, mas agora me sinto melhor…

Responder

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