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Com fuzil ou feijão, banqueiros querem seus 288% de juros anuais — sustenta Ladislau Dowbor
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Com fuzil ou feijão, banqueiros querem seus 288% de juros anuais — sustenta Ladislau Dowbor


30/08/2021 - 19h24

Da Redação

O economista Ladislau Dowbor não estranha a nota recém-divulgada pela Febraban, a entidade dos banqueiros, desautorizando críticas em seu nome ao governo ou à política econômica de Paulo Guedes.

A nota original à qual os banqueiros aderiram, organizada pela golpista Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), tem o objetivo de pedir que os poderes da República se respeitem.

Em tese, seria uma forma de desautorizar qualquer tentativa golpista emanada do 7 de setembro, organizado por Jair Bolsonaro e suas milícias profissionais (PMs e Exército) ou paramilitares (atiradores e gado em geral).

Porém, os banqueiros quiseram deixar claro que não criticam o governo Bolsonaro.

Formado em Economia Política pela Universidade de Lausanne, da Suiça, Dowbor cursou mestrado e doutorado em Ciências Econômicas na Escola Central de Planejamento e Estatística de Varsóvia, na Polônia, e hoje é professor-titular da PUC de São Paulo.

Dowbor diz que, por trás da pantomima diária de Bolsonaro, os capitalistas nunca tiraram tanto proveito do ambiente completamente desregulado, que resulta em juros de 288% anuais no cartão de crédito.

O Itaú registrou lucro de 120% em seu mais recente balanço, enquanto o Santander chegou a “apenas” 102%.

Isso, com a economia paralisada.

Enquanto isso, o Bradesco deita e rola como acionista da privatizada Vale do Rio Doce, já que a economia brasileira se resume à exportação de minérios e produtos do agronegócio.

Dowbor diz que os desmontes da Petrobras, da Eletrobras e dos Correios apontam na mesma direção: uma inédita feira livre, como jamais se viu na economia brasileira.

Daí a atitude ambígua dos banqueiros: não querem se associar diretamente ao criminoso Jair Bolsonaro, enquanto tiram proveito das políticas promovidas por ele e Paulo Guedes.

Dowbor, na entrevista ao Viomundo, afirma que juros equivalentes aos que os banqueiros estão cobrando no Brasil, hoje, os levariam à cadeia na França!





9 comentários

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Morvan

31 de agosto de 2021 às 08h50

Não posso atribuir, creditar, pois já vi em várias postagens:

Cuidado com os comunistas. Eles vão tomar tua casa, teu carro, tuas terras, tudo.

Alguém interpela:
— “Ei, comunista nada. Quem faz isso são os bancos“…

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Zé Maria

31 de agosto de 2021 às 00h51

Éticas do Diálogo: (https://youtu.be/3Q5BIP-ves0)
Com Paulo Arantes e João Cézar de Castro Rocha

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J. Mello Franco Dutra

30 de agosto de 2021 às 22h21

Por isso que tenho o pé bem atrás com grifes.
De repente vc compra um celular de 10 mil reais (quem faz essa insanidade, claro) e o celular nem funciona direito.
Nossa economia tá baseada no canhão agora.
As vezes, eu acho que se o Brasil tiver uma baioneta para a guerra ainda é muito.
Se banqueiro tá com medo imagina o resto.
Fazer política com EUA é isso. Só eles se dão bem.
Mister Obama levou nosso petróleo fácil fácil e deixou-nos esse presente de grego. Políticos totalmente pro EUA.
Sejamos francos foi um golpe de cinema do Obama. O americano bonzinho igual o Biden.
Tem gente que acredita até na chapeuzinho.
Se banqueiro não pode falar, quem pode ?
É isso que dá acreditar piamente num canal de tv.
Sai desse barco, gente.

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Zé Maria

30 de agosto de 2021 às 21h03

Vento ‘Estocado’ por Dilma Rousseff no Nordeste
vai ajudar a salvar Sul e Sudeste do Apagão.
.
.
“Sul vai precisar de ajuda elétrica do Nordeste”

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) apontou “degradação nas condições de afluência, em especial nas bacias do subsistema Sul”. Tradução: choveu ainda menos do que em 2020, o que limita a operação das hidrelétricas na região.

Por isso, o abastecimento elétrico de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul vai precisar do socorro do Nordeste, onde há sobra de geração graças às USINAS EÓLICAS E SOLARES que proliferaram na região nos últimos anos, enquanto o Estado enfrentou restrições a projetos.

– A chuva da Região Sul não apareceu dentro do esperado, mas a gente consegue atender via energia acumulada no Nordeste, onde as usinas eólicas e solares estão batendo recordes atrás de recordes de geração – disse o diretor-geral do ONS, Luiz Carlos Ciocchi, na quarta-feira, quando detalhou medidas para enfrentar o que apontou como “relevante piora de cenário” da crise energética.

Em julho, o volume de água armazenado nas hidrelétricas do Sul foi o mais baixo da série histórica de 91 anos. E o ONS projeta que a quantidade de chuva na região, que em agosto está em 44% da média histórica, vai cair para 34% em setembro, 19% em outubro e 19% em novembro.

Além da ironia de o Sul precisar ser “socorrido” pela região para a qual perdeu projetos, – o que a coluna ainda vai abordar em profundidade -, a energia terá de percorrer cerca de 4 mil quilômetros em linhas de transmissão já em condições críticas de equilíbrio entre oferta e demanda. Isso vai onerar ainda mais a conta de luz, porque aumenta a Tarifa de Uso do Sistema de Transmissão (TUST).

Esse tipo de situação está previsto no próprio desenho do Sistema Nacional Interligado (SIN), mas não é o mais racional nem o mais eficiente. Em resposta à consulta da coluna, o ONS confirmou que, “no momento, o Nordeste está produzindo excedente de energia por conta dos ótimos resultados das renováveis, então essa energia entra no SIN e é distribuída para todo país”.

Mesmo prevista, essa situação não é usual.
Tanto que, para “ampliar a utilização dos excedentes energéticos das regiões Norte e Nordeste com alocação nas regiões Sul, Sudeste/Centro-Oeste”, como afirma a nota técnica, o ONS precisa de uma “flexibilização do critério de segurança elétrica”.
Isso não quer dizer que o risco passa a ser altíssimo, mas que a operação será feita com nível de exigência menor. [Marta Sfredo/GZH]

http://www.ons.org.br/

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Zé Maria

30 de agosto de 2021 às 20h41

Enquanto o Palhaço Corrupto Genocida
diverte a Platéia Pequeno-Burguesa,
o Dono do Circo conta o $ na Bilheteria.

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Zé Maria

30 de agosto de 2021 às 20h11

Excerto e Adendo

“A economia brasileira [do Brasil-Colônia]
se resume à exportação de minérios
e produtos do agronegócio”

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Zé Maria

30 de agosto de 2021 às 20h06

288%? Isso não é Juro.
É Usura (Agiotagem).

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J. Mello Franco Dutra

30 de agosto de 2021 às 19h57

Ser banqueiro é maravilhoso.
Eita paisinho de mãos leves. E ainda querem culpar os políticos.
Os caras da bufunfa podem por todo seu capital com 1 único clique fora do país.
Fica só a matéria que não deve representar nem 1% do patrimônio deles. E assim mesmo não é difícil por tudo no navio igual a Ford fez ou avião. Ou levou de carroça mesmo.

Esse prof. tem um excelente blog.
Qdo o banqueiro tá preocupado com o povo é pq a coisa é seria mesmo.

Parabéns pelos juros sortidos para nós brasileiros.

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Raposa da Silva

30 de agosto de 2021 às 19h37

O Silvio Santos tinha um banco.
Isso aqui não vai pra frente não. Isso aqui é uma terra …

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