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Vetada na campanha do Ministério da Saúde, Nilce confirma: é feliz


10/06/2013 - 13h44

Eu, cidadã

Alijada da campanha do Ministério da Saúde, a prostituta Nilce segue na luta contra as DSTs e pelo orgulho da classe

08 de junho de 2013 | 16h 40
Elder Ogliari, Porto Alegre, em O Estado de S. Paulo, sugestão de Fátima Oliveira

PORTO ALEGRE – Na fila e dentro do elevador de um edifício comercial do centro de Porto Alegre, Nilce Machado, 53 anos, é uma mulher discreta. Sua presença talvez fosse percebida se as centenas de pessoas que passam pelo local todos os dias se dessem conta de que ela esteve no centro de uma polêmica que levou três diretores do Ministério da Saúde a deixarem seus cargos durante a semana e pôs o próprio titular da pasta, Alexandre Padilha, sob uma série de críticas de organizações voltadas à defesa dos direitos humanos. Mas notoriedade é algo que não lhe interessa.

Ela vai ao local quase todos os dias por uma causa. Como presidente do Núcleo de Estudos da Prostituição (NEP) atua na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, na defesa dos direitos civis e no incentivo à autoestima das profissionais do sexo, como ela.

Foi nessa condição que Nilce foi a João Pessoa (PB) em março, a convite do Ministério da Saúde, para participar da produção de material de divulgação de medidas de prevenção da saúde de populações específicas e autorizou o uso de sua imagem e de uma frase que vive repetindo – “Eu sou feliz sendo prostituta” – para uma campanha destinada a reduzir o preconceito contra as prostitutas e orientá-las sobre a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis.

A peça chegou a aparecer no portal do ministério em datas próximas ao Dia da Prostituta, 2 de junho, mas foi retirada da internet no dia 4 por decisão de Padilha. O diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do ministério, Dirceu Greco, foi exonerado. Em solidariedade, os diretores adjuntos Eduardo Barbosa e Rui Burgo pediram demissão na quarta-feira.

“Fiquei aborrecida”, revela Nilce, ao falar da atitude do ministro. “Saí de minha casa, fui lá, não me omiti e, se fui como profissional do sexo, em campanha para um público específico, não entendo por que não posso falar sobre prostituição”, prossegue, afirmando que não estará mais disponível para campanhas do órgão.

E quanto à frase que provocou a polêmica, confirma tudo. “Sou prostituta e feliz porque adquiri muito conhecimento, é na profissão que consigo ajudar minhas colegas, ganho meu dinheiro, não tenho patrão, faço meu horário, tenho minha liberdade, cuido da minha saúde”, relaciona. “Além disso, tenho uma bela família que me aceita como sou, prostituta e feliz”, repete.

Até chegar à condição de militante da causa, Nilce percorreu um caminho de perdas e trabalho precoce, amores desfeitos e muita determinação para preservar sua característica independência. Nascida em Três de Maio, no oeste do Rio Grande do Sul, ficou órfã de mãe aos 9 anos e de pai aos 11 anos. Depois de morar na casa de tios por algum tempo, alugou uma casa com uma irmã e uma colega, aos 14 anos. E estudou até concluir o ensino médio. Apesar da pouca idade, passou a trabalhar como ajudante de limpeza de um supermercado. Saiu de lá quando era gerente, aos 18.

Quando deixou o supermercado, foi morar em Horizontina. Já era mãe da primeira filha, que decidiu criar sozinha depois de flagrar uma traição do namorado durante a gravidez. Em menos de um ano mudou de cidade de novo e foi para Campo Bom, no Vale do Rio dos Sinos, trabalhar na indústria calçadista. Lá teve outro namorado e a segunda filha, que o pai assumiu somente quando a criança tinha 6 meses. Depois de cinco anos na linha de produção de sapatos e tênis, decidiu deixar as filhas morando com o pai e os avós, que haviam mudado para Campo Bom, e foi procurar emprego em Porto Alegre.

Na capital, a vida de Nilce deu mais uma guinada. De uma troca de olhares em um terminal rodoviário urbano nasceu uma paixão. Em pouco tempo, o namorado sugeriu que ela fizesse programas. Depois de alguma relutância, topou e fez de uma esquina da rua Vigário José Inácio seu ponto. O primeiro cliente foi um homem de 65 anos. “Me senti estranha, mas no dia seguinte fui de novo e nunca mais saí”, recorda. “Ali eu ganhava dinheiro e levava para minhas filhas.”

A história com o gigolô durou sete anos. Depois teve outra, com um cabeleireiro, que durou nove anos, até ele morrer. Nesse período Nilce adquiriu um terreno em Eldorado do Sul, na região metropolitana de Porto Alegre, fez sua casa e levou as filhas para morar com ela. Hoje não quer mais ter marido, mas diz que forma uma família feliz, em meio às duas filhas, dois genros e três netos. Não tem muito contato com vizinhos, mas frequenta um centro espírita na comunidade e dedica todo o tempo livre a cuidar dos netos.

As atividades profissionais estão ambientadas a 15 quilômetros de casa. Nilce deixa Eldorado do Sul e vai para o lado leste do Guaíba, trabalhar de segunda a quinta-feira à tarde na remodelada Praça da Alfândega e em hotéis e motéis de Porto Alegre, longe do lar. “Prefiro homens de mais de 35 anos e não gosto de sair com rapazes, porque eles querem mais sexo e eu quero mais conversa e dinheiro”, revela. Por um mínimo de R$ 50 o cliente sabe que terá sexo convencional – Nilce não trabalha com fetiches – e pelo menos um bom papo, mas nunca na casa de Nilce nem na do cliente.

“Como prostituta me sinto como uma psicóloga”, valoriza. “Os clientes me procuram, vamos ao hotel e às vezes nem fazemos sexo; eles falam de seus problemas, demonstram preocupações com possível envolvimento dos filhos com drogas, desabafam, pedem conselhos, porque sabem que eu tenho conhecimento de prevenção de doenças.”

Foi na mesma Praça da Alfândega, no final dos anos 1980, que Nilce percebeu que tinha de lutar por cidadania e pela união da categoria. Em uma batida da Brigada Militar ela não correu como suas colegas, como era costume na época, e por birra de um policial ficou algemada por quase toda uma tarde. “Fiquei lá, parada, pensando: ‘Se um dia a Princesa Isabel libertou os escravos, um dia isto aqui também vai mudar’”.

Naqueles tempos em que surgiam as primeiras organizações de apoio e prevenção contra a aids, as prostitutas se organizaram em torno do NEP. Desde então a militância conseguiu muitos avanços. Nilce cita a conscientização para o uso da camisinha, que bloqueou não apenas as doenças sexualmente transmissíveis como também reduziu sensivelmente o número de abortos entre as profissionais. “Hoje, quando uma mulher é infectada quase sempre é pelo contato com namorados, e quase nunca por relações com clientes.”

“O NEP foi criado para a prevenção, mas logo percebemos que teríamos de trabalhar também contra a violência e a discriminação”, recorda Nilce. Os problemas não estão resolvidos, mas hoje a violência é menor do que há 25 anos porque a polícia não costuma mais bater em prostitutas nas ruas, e elas podem denunciar violações que sofrem. “A discriminação também diminui: as pessoas já não fazem chacota quando passam por nós”, diz a presidente do NEP.

Nilce afirma ainda que, como ela, muitas prostitutas passaram a ter orgulho da profissão. Entendem que ajudam a sociedade disseminando a cultura da prevenção das doenças sexualmente transmissíveis, e isso melhora sua autoestima. “Assumimos nossa cidadania”, conclui.

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32 comentários

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11 de junho de 2013 às 12h30

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Elias

11 de junho de 2013 às 12h00

Quando o Jô Soares era engraçado, havia um quadro em seu programa em que ele dizia: VAI PRA CASA, PADILHA!

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Gerson Carneiro

11 de junho de 2013 às 11h13

Óbvio que nem todas as prostitutas são felizes. Como também não são todas as pessoas que não são prostitutas.

Nenhuma prostituta, nem ninguém, deve ser proibido de se declarar feliz.

Ainda mais essa nesse episódio?! Querer proibir alguém de se declarar feliz!

Só os hipócritas irão se apegar a essa questão da felicidade alheia.

Feliz é quem feliz se julga.

Responder

    xacal

    14 de junho de 2013 às 10h41

    Bom, eu posso ser hipócrita, posso não, sou…como todo mundo, até os que não se acham.

    Mas o fato é: será hipocrisia questionar uma auto-declaração de felicidade em uma campanha de prevenção de uso de proteção individual?

    Por que seria hipocrisia, já que felicidade e auto-estima são valores morais e pessoais, como foi dito pelo não-hipócrita, o que isto contribui para a necessidade uma campanha que trate de aspectos gerais?

Murdok

11 de junho de 2013 às 06h42

A vida é uma luta. Todo o meu respeito para as prostitutas que vivem felizes e fazem a felicidade de muito marmamjo e homens casados.

E se fosse a Bruna surfistinha que estivesse na propaganda?

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    willian

    11 de junho de 2013 às 10h14

    Bruna Surfistinha ja disse que nao era feliz.

xacal

10 de junho de 2013 às 23h51

Este é o nosso “feminismo”!

O símbolo atual de redenção feminina é a mulher que se diz feliz por vender sexo!

Devem ser da versão La Belle d’jour.

Mas com tanta confusão mental, nem Buñuel dá jeito.

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xacal

10 de junho de 2013 às 23h47

Em 1888, com certeza, haveria dentre os libertos os que dissessem:

“inhôzinho, mas eu sou filiz aqui, tenho casa, cumida, e o inhô nem mi bati, vossuncê num mi mandi imbora não, iôiô…”

Responder

Juarez

10 de junho de 2013 às 23h25

A auto-estima da Nilce é de dar inveja a argentino, imagina a brasileiros. Uma mulher verdadeira, que venceu muitos percalços imensos e profundos e está na luta ajudando a milhares de pessoas. Deixemos de hipocrisia, a prostituição é uma profissão que vende prazer. Prostitutas não vendem seus corpos, somente momentos de prazer. A Nilce tem motivos para ser feliz.
O ministro Padilha no episódio deixou cair completamente a máscara, é um conservador sem limites.

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Fabio Passos

10 de junho de 2013 às 20h17

Pelo jeito o governo Dilma deseja que as prostitutas sejam castigadas por Deus e morram tristes com aids…

Um absurdo completo: Um ministro da saude agir contra a saude publica por preconceito. Intolerancia medieval.

Dilma tem o dever de demitir este ministro-pastor incompetente e garantir que as politicas publicas sejam colocadas em pratica… se nao for por humanismo, que seja pelo menos para preservar sua imagem da vergonha internacional por manter um pastor fundamentalista sabotando politicas publicas de saude.

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J Souza

10 de junho de 2013 às 19h32

A Sra. Nilce é feliz não por ser prostituta, embora isso contribua pois lhe gera uma fonte de renda considerável, já que a maioria dos trabalhadores brasileiros ganha até R$ 10,00 a hora, o que diga-se de passagem, é bem mais do que ganham os trabalhadores asiáticos…

A Sra. Nilce é feliz porque casou, descasou, amou, foi amada, lutou, gerou filhos, que geraram netos, porque ela entrou no ciclo da vida. Quantas mulheres amarguradas, pós-graduadas, ou togadas, nunca foram amadas na vida…

Nem os Faraós, nem os Césares, nem os Papas, nem Alexandre, nem Xerxes, nem Napoleão, nem Stalin, nem Hitler, nem a Margareth Thatcher e nem o Bush conseguiram acabar com a prostituição, que existe desde tempos imemoriais… Mas, uma “trindade” – Padilha+Malafaia+Feliciano – há de ter êxito nessa empreitada…

Daqui a alguns anos ainda estarão ai, padres e pastores, muitos dos quais abusando sexualmente de fiéis, gerando nesses doenças psiquiátricas. E os “aitolás” de um certo ministério ainda estarão lá, muitas vezes sentados lado a lado com hipócritas, que abençoam os clientes das prostitutas.

Responder

    xacal

    10 de junho de 2013 às 23h43

    Eu não sei quem á mais doente: os fundamentalistas religiosos, denominados por você, ou os que defendem que a prostituição é um símbolo permanente da Humanidade, e que a sua existência deve perdurar como uma confirmação de nossa evolução!

    Tamanho fervor ma defesa do mercado do sexo, deve ser porque é, ou filho de uma prostituta, ou é casado com uma, ou tem alguma filha na “militância das ruas”.

    Ora, vai uma enorme diferença defender o direito das prostitutas a não serem pisoteadas pelo preconceito e pela hipocrisia até a defesa da venda do sexo como algo “corriqueiro”.

    Então é assim: se defendemos as prostitutas, temos que ser a favor da prostituição?

    Olha, eu imagino que um mundo melhor seja onde pessoas, de qualquer sexo, consigam se relacionar sem coisificar o corpo e os sentimentos!

    Mas eu devo ser um idiota mesmo, porque afinal se a prostituição, a exploração do homem pelo homem, existem desde tempos imemoriais, porque lutar contra.

    Por que abolimos a escravidão, santo deus?

    E eu que pensei que estivéssemos em um blog de esquerda, mas pelo jeito…that’s business…

    Maria A.

    12 de junho de 2013 às 16h59

    xacal, quanta amargura…. A senhora Nice não está generalizando… ninguem está generalizando felicidade ou infelicidade com prostituição. O que Nice está generalizando é cidadania e, quanto a isto, não há o que discutir. Trabalhadoras do sexo são cidadãs e merecem respeito. Chega de preconceito.

xacal

10 de junho de 2013 às 17h59

E o que a “felicidade” dela tem a ver com incentivo ao uso de proteção individual (EPI) no trabalho?

Será que a a “dôtora” fátima e o blog vão continuar a confundir a (justa) luta das prostitutas contra o preconceito (e contra outras formas de violência) com a agenda de políticas públicas estatais destinada a prevenção de DST/AIDS?

Então, eu pergunto de novo: e as prostitutas infelizes, como ficam?

Se as prostitutas são felizes com tão pouco, por que não ensinamos nossas mulheres a percorrer esta promissora carreira, ao invés de perdermos tempo (e impostos) mandando-as as faculdades de medicina, jornalismo, engenharia, etc?

Esta da prostituta psicóloga foi de doer…E o pior é ver gente que espuma aqui contra a mídia conservadora, dizendo que Dilma deveria voltar toda sua atenção ao ataque a mídia corporativa, consumindo o estadão por oportunismo barato.

Pior que isto, só o pessoal fazendo coro com caetano(miolo mole) no ataque ao presidente da CDH da Câmara.

Tenham paciência, santo deus…é preciso coerência, por favor.

Responder

    francisco pereira neto

    10 de junho de 2013 às 19h34

    Xacal
    Gostei do EPI. Mas tem que traduzir né? Equipamento de Proteção Individual. Mas quem fornece, e tem a obrigação de fornecer o equipamento é a empresa, e não o governo.

    xacal

    10 de junho de 2013 às 23h19

    Ok, Francisco, mas as prostitutas, pela natureza da atividade exercida se encaixam em empreendedoras individuais, logo, é delas a maior responsabilidade na aquisição do EPI, nesta caso.

    Pedro Paulo

    10 de junho de 2013 às 20h34

    O Xacal tem obsessão por Fátima Oliveira. Coloca o nome dela até onde ele nem aparece e nem precisa aparecer. rsrsrsrsr Ou é amor recolhido ou está ganhando um trocadinho para levantar falsos contra ela. Qualquer das duas opções, está perdendo tempo. Mais parece um papagaio de pirata, que fica no ombro de quem tem nome pra ver se aparece. Aliás, Xacal é quem que se acha assim uma espada do mundo?
    Fátima Oliveira sabemos quem é, mas Xacal se esconde sob pseudônimo. É um covarde. Deveria ter um pouco mais de vergonha.
    Olhe o respeito senhor! Lava a boca com água sanitária e engole antes de tentar degradar nomes honrados.
    E deixe a vida da Nilce em paz, porque ela é uma cidadã que com o seu trabalho de conscientização na área de saúde tem servido muito ao país. Não é uma inútil como muita gente que se acha o máximo e a espada do mundo. Vai pra rua buscar votos pro Padilha pra ele não ser o lanterninha da eleição de São Paulo.

    xacal

    10 de junho de 2013 às 23h15

    Bom, eu não deveria ceder a provocação, mas sabe como é…como pessoa forjada no combate das ruas, é difícil resistir a dar umas chineladas em um bocó como o pp.

    Deve ser devoto da “fátima”…será que já conhece os seus três segredos?

    Olha aí onde ela aparece no texto, pedro bó:

    “(…)08 de junho de 2013 | 16h 40
    Elder Ogliari, Porto Alegre, em O Estado de S. Paulo, sugestão de Fátima Oliveira(…)”

    O que me admira aqui, ultimamente, é que toda opinião contrária é rotulada como religiosa (fundamentalista) ou pró-Padilha.

    E sabemos que o ato de rotular, per si, é só uma expressão da falta de argumentos, pobres coitados…

    Meu filho, cuide das suas obsessões e deixe as minhas, porque até que me provem o contrário, não li a procuração em seu nome para defender a dona fátima, ou quem quer que seja.

    Depois sou eu que sou papagaio de pirata…rsrs

    Não me preocupo com os votos do Padilha, mas sim o debate das políticas públicas de saúde, embora não enxergue nenhum crime em ele pretender ser candidato, pois não sou chegado a demonizar a política…cada coisa a seu tempo, e se for o caso.

    O problema é contrabandear, como vocês cretinos fazem, a luta política subterrânea pelo ministério, através do patrulhamento esquerdalha…isto sim é covardia, e ainda usam as prostitutas e outras minorias como reféns desta disputa que não tem coragem de fazer à luz do dia.

    Em tempo: meu e-mail é [email protected], vai lá, se identifica e eu vou até onde você estiver, e quem sabe você seja corajoso(duvido) de me dizer pessoalmente o que acha de mim.

    Se quiser, pago sua passagem para você vir aqui no interior do RJ…valente, rsrsrs.

Fabio Passos

10 de junho de 2013 às 17h52

E o pastor padilha demitiu um profissional conceituado porque a Nilce é feliz.

Um ministro da saude sabotando a saude publica!?!
Quem merece ir pro olho da rua é o pastor padilha!

Obscurantismo e intolerância.
O governo Dilma tem compromisso com retrocesso?

Responder

    francisco pereira neto

    10 de junho de 2013 às 19h44

    As razões para demissão do professor Dirceu Greco, estão razoavelmente esclarecidas para um mundão de gente vir aquí defendê-lo?
    Eu não cometeria esse erro sem conhecê-lo. Curriculo? Ok? Fui no Plataforma Lattes, e o cara é super gabaritado. Será que só isso basta?
    Não quero fazer comparações. Thomas Edson foi um grande cientista, mas não passava de um calhorda. Em todas biografias que já tinha lido, nunca li algo parecido, mas que ele foi calhorda, foi. Nikola Tesla, se fosse vivo, poderia falar melhor do que eu.

    Conceição Lemes

    10 de junho de 2013 às 21h37

    Vc conhece o dr. Dirceu de onde, Francisco? Só pelo Lattes?! sds

    xacal

    11 de junho de 2013 às 00h07

    Francisco, meu amigo.

    É claro que o ilustre doutor Greco quer fazer crer que sua demissão foi em virtude da campanha.

    Deste modo ele pode escamotear os verdadeiros motivos, que não sabemos quais são, mas podemos especular:

    Por certo, a confiança que o ministro depositava nele, não apenas a técnica, que ele parece merecer, mas a política, arrefeceu.

    E isto não é um processo do tipo sumário, é um acúmulo de eventos.

    Há intensos debates em curso dentro do MS, como em outros ministérios, e como deve ser, afinal, isto é uma democracia.

    Mas a postura de se colocar como vítima, é mais uma jogada de traição neste embate, que tem em tantos outros temas, como a vinda dos médicos do exterior, a negociação com as bancadas do Congresso, etc.

    O problema dos expertos (como o doutor Greco) é achar que todos a sua volta são bobos.

    francisco pereira neto

    11 de junho de 2013 às 00h08

    Conceição
    Não preciso repetir. Apenas disse que li o currilo do Dr.Dirceu. Não o estou julgando como pessoa porque não o conheço. Eu só quis dizer que não basta ser capacitado. É preciso conhecer o caráter das pessoas. E portanto o que vem sendo apresentado é a execração do ministro Padilha, que bem ou mal tenho um valor de juízo formado a frente do MS. Isso é o que eu sei. E acho que ele vem fazendo um bom trabalho. A demissão do seu colaborador, só tem a ver com esse episódio? Será que é só isso? Acho muito pouco. Pelo visto, como você o conhece bem, para nos ajudar, poderia trazer mais informações. Se eu acreditar só nesse fato, posso concluir então que o ministro Padilha é um trapalhão? Acredito ou não?

    renato

    11 de junho de 2013 às 00h22

    Jesus, isto virou Igreja.
    Virou chacota até na TV.
    Quem ganha com isto, quem perde.
    Uma campanha assim e os políticos deixam passar
    em branco sem ganhar dinheiro. hum….não querem
    associar algo como isto, porque é muito visível
    e não dá para aliviar alguns encargos.
    Saquei….Mas pode ter certeza que aqueles que disseram
    não, vão aceitar rapinho uma outra qualquer. 1 + 1 = 2

Joe

10 de junho de 2013 às 17h45

Demais a coragem e história da Nilse. Mas a questão é que a
campanha, que pelo que entendi é sobre DST, é um fracasso.
As influencia dos fanáticos religiosos, é nítida, mas nesse caso não se aplica.
Ela pode ser feliz ( muito legal isso e asi declarações dela)mas percebe como esse assunto é muito mais “forte” do qua campanha? A questão DST desapareceu.
Quando isso acontece cabeças rolam, infelizmente, pois acredito que o despedido fazia um trabalho relevante.

Responder

Zilda

10 de junho de 2013 às 17h18

Essa glamourização da prostituição nega o discurso de que uma mulher se prostitui por necessidade, em consequência da desigualdade social etc. Não entendo muito bem essa lógica. Como ficam essas adolescentes que não têm com quem contar para uma orientação, para se esclarecer e que recebe a carga negativa das “informações” por meio da TV, especialmente das novelas que erotizam tudo, repassam o padrão “permissivo” (Daniel Filho) do Rio de janeiro para o Brasil inteiro? Não estamos na Finlândia.Não sou conservadora em matéria de comportamento mas conheço relativamente bem a situação caótica das crianças e adolescentes brasileiras, das camadas populares e não acho conveniente que a campanha seja levada ao público dessa forma glamourizada.

Responder

Alice Matos

10 de junho de 2013 às 16h32

Só faltam agora os rezadores e biblistas de plantão retrucarem que Nilce não é feliz. Alô, alô Padilha, apareça se fort homem! Nilce, adorei a sua coragem.

Responder

Willian

10 de junho de 2013 às 15h37

Faltou o Richard Gere nesta história para ficar igual ao filme “Uma linda mulher”.

Felicidade é um sentimento bem abstrato. Vendo como sua vida foi, não dá pra entender porque ela é feliz, mas se diz que é, quem sou eu para duvidar.

Responder

    Rita

    10 de junho de 2013 às 17h42

    Por que não te calas William? Quem és tu para duvidar que Nilce passou tantas dificuldades, enfrentou tantos sofrimentos e hoje é uma mulher feliz na profissão que exerce? Vai com tua moral de escada de tirar maxixe pras profundezas daquilo que tu acreditas: o inferno e lá virar churrasquinho. É o que gente de tua laia merece. Uma pena que o inferno não exista, não é?

    willian

    11 de junho de 2013 às 10h18

    Bem, ja que vc faz tanta questao, Rita, ok, Nilce e muito feliz!


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