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Na propaganda eleitoral, Serra distorce números sobre gastos na Saúde
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Na propaganda eleitoral, Serra distorce números sobre gastos na Saúde


25/09/2014 - 09h53

Serra se pronuncia após a derrota para Dilma Rousseff

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Adib Jatene, Lair Guerra de Macedo e Jamil Haddad, vítimas de apropriações indébitas de José Serra

por Conceição Lemes

Até a eleição de 2010, quando postulava a presidência da República, o tucano José Serra se apresentava sempre como o pai dos remédios genéricos e do Programa Nacional de DST/Aids.

Não era nenhum nem outro. Foram apropriações indevidas.

O verdadeiro pai dos genéricos é o médico Jamil Haddad, ex-deputado federal, ex-prefeito do Rio Janeiro e ex-ministro da Saúde, falecido em 2009. Foi o próprio Jamil que denunciou Serra e o PSDB.

Quanto ao Programa Nacional de DST/Aids, os seus criadores são o ex-ministro da Saúde, Adib Jatene, e Lair Guerra de Macedo.

Agora, em 2014, Serra é candidato ao Senado pelo PSDB paulista. Talvez se aproveitando da complexidade do tema financiamento público da Saúde, ele inova. Como? “Torturando” os números.

Na propaganda eleitoral na TV, ele afirma:

Vira e mexe tem notícia sobre a péssima situação das santas casas e do SUS no Brasil inteiro. Sabem por que isso acontece?

Quando eu era ministro, o governo federal cobria 53% dos gastos com saúde. O resto ficava por conta dos estados e municípios. Mas hoje ele cobre apenas 44%. Isso gerou um rombo enorme no orçamento. 28 bilhões de reais por ano. Estados e municípios não têm como bancar isso.

Serra fala a verdade? Ou falta com a verdade? Toda ou em parte? “Síndrome do esquecimento” ou “alergia” à verdade factual?

Serra foi ministro da Saúde durante o segundo governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Mais precisamente de 31 de março 1998 a 20 de fevereiro de 2002.

Resolvi investigar toda essa história para colocá-la em pratos limpos.

Debruçamos sobre os dados do Siafi –Sistema Integrado de Administração Financeira, para levantar as despesas federais. E sobre os do Siops – Sistema de Informação sobre Orçamento Público em Saúde, em busca das despesas de Estados e Municípios.

O primeiro passo: saber quanto o governo federal investiu em Ações e Serviços Públicos em Saúde (ASPS), de 2000 a 2013.

Atentem à tabela abaixo.

Saúde -- tabelas 1

Traduzindo a tabela. Valores correntes são os da época. Valores constantes, os corrigidos pela inflação.

Atualizamos todos os dados para agosto de 2014, para que fosse possível comparar os governos Fernando Henrique e Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff (PT). A correção foi feita pelo IPCA (Índice oficial de inflação).

Em valores atualizados, o governo federal investiu em 2000 R$ 48,2 bilhões. Em 2001, R$ 49,5 bilhões. Em 2002, R$ 49,1 bilhões.

De 2002 (último ano em que Serra foi ministro) a 2013, os investimentos do governo federal subiram (em valores corrigidos) de R$ 49,1 bilhões para R$ 87,1 bilhões.

Crescimento no período de R$ 38 bilhões, ou seja, 77,4%.

Conclusão 1: Diferentemente do que Serra diz na propaganda, os governos do PT (Lula e Dilma) aumentaram o volume total dos recursos.

— Por que então Serra diz que diminuiu? – muitos devem estar perguntando.

Aproveitando a deixa, outros acrescentam:

— Por que pegar o governo FHC a partir de 2000 e não desde 1998, quando Serra se tornou ministro da Saúde?

Vamos por partes.

Sempre se batalhou para que o financiamento da saúde pública fosse tripartite: União, Estados e Municípios.

Porém, antes de 2000, não havia regras.

Foi só a partir de setembro de 2000 que elas passaram a existir.

O Congresso Nacional aprovou e o ex-presidente Fernando Henrique promulgou a Emenda Constitucional 29 (EC 29). Uma importante conquista da sociedade para a construção do SUS (Sistema Único de Saúde).

A EC 29, entre outras medidas, estabeleceu a vinculação de recursos nas três esferas de governo para um processo de financiamento mais estável do SUS.

Ela entrou em vigor no mesmo ano, ou seja, 2000.

A regra para União: em 2000, o Ministério da Saúde tinha que aplicar o valor que investiu em 1999 mais 5%, no mínimo. De 2001 em diante, seria utilizado o valor do ano anterior mais a variação nominal do PIB no período.

Aos Estados, Municípios e Distrito Federal a EC 29 determinou para 2000 a aplicação de, no mínimo, 7% das receitas de seus impostos na Saúde.

Nos anos seguintes, houve aumento gradativo até que, em 2004, atingissem a meta estabelecida na EC 29: Estados 12% e Municípios 15%, no mínimo.

Para facilitar, imagine uma pizza dividida em três pedaços.

Antes de 2000, como os gastos eram muito concentrados na União, o “pedaço” de pizza do governo federal era maior. Já as “fatias” de pizza dos Estados e Municípios, como haviam contribuído menos, eram menores.

Consequência: com entrada em vigência da EC 29, era natural que, comparativamente, a parcela relativa dos gastos de Estados/Municípios fosse ampliada, já que elas eram baixas

Resultado: queda relativa da participação da União e aumento da participação dos Estados e Municípios.

Atentem a esta outra tabela abaixo. Ela contém em valores correntes (portanto não corrigidos pela inflação) os gastos públicos em Saúde nas três esferas de poder.

saúde - tabela 2 nova

Em 2000, primeiro ano de vigência da EC 29, o governo federal arcava com 59,8% dos gastos públicos em Saúde, os Estados investiam 18,5%, e os Municípios, 21,7%

Em 2002, último ano do governo FHC, a União destinou 52%, os Estados 22,6% e os Municípios 25,4%.

Em 2003 (primeiro ano do governo Lula, orçamento feito na gestão FHC), por sua vez, foram destinados 50,1% pela União, 24,5% pelos Estados e 25,4% pelos Municípios.

Conclusão 2: A queda de participação da União durante o período Serra, 2000 a 2002, foi de 7,8 pontos percentuais. Já a queda da participação da União durante os 11 anos de governo do PT (2003 a 2013) foi de 9,3 pontos percentuais.

E, se desconsiderarmos 2003, já que o orçamento foi feito por FHC, a queda foi de 7,4 pontos percentuais. Ou seja, menor do que na era Serra.

E se fosse para forçar mais a barra, Dilma Rousseff, Alexandre Padilha e Eduardo Suplicy, atuais candidatos do PT à Presidência, ao governo do Estado de São Paulo e ao Senado, poderiam remontar a 1980, quando a União arcava sozinha com 80% dos gastos públicos com a Saúde do Brasil.

— Se nos governos Lula e Dilma os gastos com saúde do governo federal subiram R$ 38 bilhões, ou 77,4%, por que Serra diz que diminuiu? – alguém mais atento já deve ter-se perguntado.

Serra juntou os Estados e Municípios em um único “pedaço” de pizza para comparar com a fatia da União.

Em 2013, os gastos públicos com a Saúde no Brasil totalizaram, em valores atualizados até agosto de 2014, R$ 207,39 bilhões.

O governo federal arcou com 42,7% da pizza, ou seja, R$ 87,18 bilhões.

Os Estados (R$ 54,58 bilhões) e os Municípios (RS 65,63 bilhões) juntos contribuíram com 57,3%, ou seja, R$120 bilhões.

Resultado: com a EC 29 os gastos da União com a Saúde cresceram. Mas os gastos de Estados e dos Municípios aumentaram de forma mais intensa, pois eles investiam em patamares bem inferiores ao que exigia a EC 29, quando ela entrou em vigor, em 2000.

— Por que então o Serra diz que há um rombo de R$ 28 bilhões por ano? – alguém talvez insista em questionar.

Não consegui ainda identificar de onde saiu esse valor.

De qualquer forma, nos 11 anos dos governos Lula e Dilma, vale repetir, os recursos federais aplicados na Saúde cresceram R$ 38 bilhões – 77,4% em termos reais.

E eles teriam subido mais se, em dezembro de 2007, o Congresso Nacional não tivesse derrubado a CPMF, retirando uma fonte de receita de R$ 40 bilhões da Saúde.

Mas é bom lembrar que a CPMF foi criada no governo Fernando Henrique e vigorou de 1997 a 2007. Sobre qualquer operação financeira era cobrado 0,38%.

Naqueles tempos de PSDB, essa cobrança era considerada “legítima e essencial”. Depois deixou de ser pelas mãos do próprio PSDB e seus aliados, para prejudicar politicamente o governo Lula e “proteger o povo do imposto”.

Conclusão 3: Na propaganda eleitoral, Serra “esqueceu-se” de que contava com a receita da CPMF durante todo o seu período no Ministério da Saúde. Assim como “se esqueceu” de que a derrubada da CPMF, retirando R$ 40 bilhões da Saúde, foi liderada pelos tucanos.

Conclusão 4: Apesar de Serra contar com os recursos da CPMF, na sua gestão houve queda da participação da União nos gastos públicos em Saúde.

Além disso, havia um entendimento maroto sobre a aplicação mínima da EC29, fazendo com que a legislação não fosse cumprida.

Lembram-se de que dissemos que, em 2000, a União tinha de aplicar o valor que investiu em 1999 mais 5%, no mínimo?

E que, de 2001 em diante, seria utilizado o valor do ano anterior mais a variação nominal do PIB no período?

Pois Serra usava sempre o valor fixado no ano 2000 como base para reajustar.

Resultado: em 2001, o valor empenhado foi o de 2000 mais variação nominal do PIB em 2000. Em 2002, o valor de 2000 mais a variação nominal do PIB em 2001.

O Tribunal de Contas da União (TCU) julgou essa interpretação equivocada, alterando-a. Determinou o entendimento posto em prática em 2004, quando era ministro da Saúde o senador Humberto Costa (PT-PE). O reajuste deve ser feito em cima do ano imediatamente anterior mais a variação nominal do PIB.

Conclusão 5: Se prevalecesse até hoje, 2014, o entendimento da gestão Serra sobre a aplicação da EC 29, o orçamento da União para a Saúde seria muito menor do que o atual, pois ele seria sempre igual ao valor aplicado em 2000, apenas acrescentando a variação do PIB nominal do ano sobre a mesma base.

Conclusão 6: Apesar do sumiço da CPMF (que representava cerca de 30% da receita da Saúde), os recursos aplicados pelo governo federal, na época do presidente Lula, não foram reduzidos. Ao contrário. Continuaram crescendo.

A propósito. São Paulo, dirigido pelo PSDB de Serra há 20 anos, é um dos Estados que menos gastam com Saúde em relação ao seu orçamento total.

Estudo divulgado pelo Estadão, em março de 2014, revela que, entre as 27 Unidades da Federação, o Estado de São Paulo disputa com o Piauí o 20º lugar.

De 2001 a 2012, o governo paulista deixou de aplicar na Saúde R$ 7,9 bilhões. Só na gestão José Serra foram R$ 2,4 bilhões.

Em tempo: os movimentos sociais defendem a aplicação na Saúde de 10% da receita bruta da União.

Eu, como usuária do SUS, também. Assim como todo usuário do SUS deveria fazê-lo.

Os 10% da receita bruta da União significariam um aumento no orçamento da Saúde de cerca de R$ 40 bilhões. Exatamente o que foi perdido com a derrubada da CPMF pelos tucanos e seus aliados.

Com a palavra, José Serra. E aí?

PS do Viomundo: Dois leitores, por e-mail, nos perguntaram por que há uma queda no valor de 2013 em relação a 2012. Eu, Conceição Lemes, fui apurar.

Entre 2012 e  2013,  houve aumento nominal de 3,73%. A queda, quando a comparação se dá em valores constantes, tem a ver com a regulamentação do conceito de Ações e Serviços Públicos de Saúde – ASPS, em 2012.

Explico. Até 2012, algumas ações eram consideradas como ASPS. Por exemplo, saneamento. Porém, em 2012, com a aprovação da Lei Complementar 141 pelo Congresso, o universo de ações ASPS ficou mais restrito. De forma que alguns investimentos feitos em 2012 não aparecem computados em 2013 como Saúde. Isso fez com que o crescimento nominal de 2012 para 2013 fosse menor.

Se em 2013 o rol de ASPS fosse o mesmo que o Ministério da Saúde tinha em 2012 o crescimento seria bem maior, com aumento real. Ou seja, a partir de 2013, houve maior delimitação do que se considera ASPS, o que, na prática, garante que o valor aplicado seja cada vez mais focado no que se considera ações de saúde.

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41 comentários

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geniberto paiva campos

25 de setembro de 2014 às 19h24

Parabéns, Conceição. Um texto brilhante. Preciso. Cirúrgico.
Foram dois golpes cínicos e covardes do PSDB contra a Saúde e para engessar as Políticas Públicas : 1. a extinção da CPMF e 2. a criação da Lei de Responsabilidade Fiscal, a LRF.
Ao limitar os gastos com Pessoal ( todos sabemos que os Recursos Humanos são fundamentais em todos o níveis da atenção pública), os tucanos, através da LRF, imposta pelo FMI, na prática, impediram a decolagem do SUS. Basta ver a ínfima quantidade de equipes da Saúde da Família existentes na maioria dos municípios brasileiros.
É excesso de cinismo político do ex-ministro José Serra reclamar, agora de falta de recuros para a Saúde Pública.

Responder

Zilda

25 de setembro de 2014 às 16h05

Qual é a novidade em Serra deturpar alguma coisa. Ele tem a mente doentia, atrofiada e só funciona assim.
Suplicy? Deve estar ocupado pedindo assinatura para viabilizar a Rede ou será que DeRé, de Marina?

Responder

Almir

25 de setembro de 2014 às 06h32

O Fator Previdenciário foi instituído em 1999. Claro que isso foi fruto de planejamento. Quem foi o ministro do Planejamento que idealizou o FP? José Serra.

Responder

Blanche Alvaredo

24 de setembro de 2014 às 20h31

Conceição Lemes deu banho, ensaboou, alvejou, enxaguou e tacou uma goma lascada nesse Çerra chupa-cobra (é cobra mesmo) com este estudo inédito e BRILHANTE. O cara, depois dessa, deve estar buscando outra bolinha de papel – como aquela que quase destroçou sua abastada falta de capilaridade craniana. A pergunta que Conceição faz sobre os 28 bi que “sumiram” e que ela não sabe explicar de onde saiu tal numerário deve ser explicada pelo chupa-cobra, que sabe muito bem onde vai o dinheiro. Ele e o PSDB sabem de tudo sobre dinheiro viajante.
Está corretíssimo um comentarista aqui dizendo que essa corja começou com o (Des)Honesto Covas – com perdão do trocadalho do carilho – um verdadeiro coveiro da honestidade. Os esquemas, as falcatruas, as torturas de planilhas, as vendas, a educação esburacada em frangalhos, as gangues, quadrilhas (inter)nacionais, as construtoras amigas, os terceiros contratados para fazer o que o estado deveria fazer por lei e não faz (mas são perfeitos nos esquemas traçados) e tudo que há de mais diabólico na governança começou com ele e seus pares mais fraternos. FHC nisso tudo virou honoris causa, ampliou o leque, abriu tamanho guarda-chuva em tudo que foi setor, que para consertar só acabando este mundo e começando outra vida, noutro planeta – com critérios de paredão e chumbo grosso nos bandidos feito eles.

Esse Çerra é um gênio, um Batman, um Superman — às avessas. Onde há luz ele leva as trevas, onde há o certo ele leva o erro, onde há paz ele gera a guerra. E ainda o elegerão? Sim. Assim como deixarão o Chuchuzinho nos Bandeirantes mais uma vez. Porque SP foi o berço e continua sendo embalado pelos mesmos que dominaram tudo – do Oiapoque ao Chuí, passando pelos paraísos fiscais e afins. Uma lástima, a bestagem humana é sem limites.

Só mesmo uma giganta generosamente inteligente e atenta feito a Conceição Lemes, para nos fazer crer que a raça humana ainda pode ter alguma chance. Esta análise feita por ela deve ser parte obrigatória em qualquer sala de economia espalhada pelo país, não só nas bases e aliados do governo – que pelo visto não sabem de nada e não se mostram à altura de seus feitos. Sobretudo deve estar nas cabeças de quem ainda sabe que 2+2 é = a 4, não 45.

Pau neles, Conceição Lemes e vamos esperar juntas, sentadinhas numa varanda mediterrânea, pela resposta do calvo candidato.
Estamos aqui, e ai, Çerra, vai encarar?

Muito obrigada, Conceição Lemes – a iluminada.

Responder

FrancoAtirador

24 de setembro de 2014 às 11h37

.
.
O Zé Mitômano mente redundantemente de forma insistente e contumaz.

E torce, retorce, contorce e distorce os números com uma facilidade.

Só paulista mesmo para acreditar no super-herói da Bolinha de Papel.
.
.

Responder

Trabalhador brasileiro

24 de setembro de 2014 às 11h06

Sera que o abestado do Suplicyclico vai saber utilizar isso? Aff.

Francamente≥

Responder

clodoaldo

24 de setembro de 2014 às 07h45

Isso sem a CPMF, que foi criado pelo governo medíocre do FHC-PSDB.

Responder

Marat

23 de setembro de 2014 às 22h29

Creio que falar a verdade deva ser algo muito doloroso ao Serra!

Responder

Pedro Henrique Sampaio

23 de setembro de 2014 às 19h39

Como sempre arrasou, Conceição Lemes.Eu nunca vi uma reportagem tão esclarecedora sobre o financiamento da saúde quanto a sua. Ela desmente o que Serra anda dizendo por aí. Por que vc não manda pras campanhas da Dilma, Padilha, Suplicy? A partir de agora, a sua reportagem será obrigatória pra todos nós,profissionais da saúde. Vida longa. Muita saude! abs

Responder

Lúcia Rodrigues

23 de setembro de 2014 às 19h08

Reportagem meticulosa de Conceição Lemes desmente Serra e esclarece o que ocorreu na saúde. Parabéns Conceição! Orgulho de ser sua amiga. Beijo grande!

Responder

Márcia

23 de setembro de 2014 às 18h24

Poxa, Azenha! Essa matéria tem que ficar na capa!
Não é todo dia que o Serra e os tucanos são desmascarados dessa maneira.
Conceição Lemes, obrigada por nos brindar com informações tão valiosas!

Responder

MartaFutebol

23 de setembro de 2014 às 15h25

Azenha, escreva algo sobre a quantidade de leitores. Já são uma cidade média seus leitores 157.000. Os de Miro são ainda cidade pequena, 30.000.
Torço todo dia para que os blogs possam todos sobreviver.

Fiquei triste que o Tijolaço tenha que pagar suas contas, só.

Responder

Elias

23 de setembro de 2014 às 15h05

“O verdadeiro pai dos genéricos é o médico Jamil Haddad”

“Programa Nacional de DST/Aids, os seus criadores são o ex-ministro da Saúde, Adib Jatene, e Lair Guerra de Macedo”

E Serra diz que ele é o autor de tudo. Assim como a Folha, Serra mente insistentemente e descaradamente.

Em 5 de outubro de 2014, Eduardo Suplicy será eleito senador por São Paulo. José Serra, ao que tudo indica deverá se aposentar. Definitiva”mente” (?).

Responder

Wladimir

23 de setembro de 2014 às 15h03

Mais uma grande matéria digna da dimensão da excelente Conceição Lemes! Seria o caso da campanha do Suplicy demonstrar tais fatos e desmascarar esse embuste e mitômano do Serra!

Responder

Luana

22 de setembro de 2014 às 21h43

Matéria esclarecedora, importante, necessária.
Assim como o Serra, a Globo também mente ao produzir matérias culpabilizando o Governo Federal pelo caos em que se encontra a Santa Casa de São Paulo.
Em Minas é a mesma coisa. No programa eleitoral, Aécio acusa o PT de ter diminuído as verbas para a saúde em Minas. Os argumentos são os mesmos de Serra.
Para a minha alegria, a maioria do eleitorado mineiro já não acredita nas mentiras de Aécio. Quanto aos paulistas….Lamento.

Responder

Luisk

22 de setembro de 2014 às 20h20

A desonestidade política aí coerente com sua desonestidade intelectual.
a) A inexistência de parâmetros, antes de 2002, para os “mínimos constitucionais” para os três entes federativos, deveria ser levado em conta por ele.
b) A “presença” ou ausência da CPMF também.
c) E mesmos os mecanismos de fiscalização e cobranças públicos ou da sociedade civil devem ser levados em conta: nunca antes na história desse país, a aplicação de recursos da saúde foi tão fiscalizada do que nos últimos 12 anos.
Serra é desonesto política e intelectualmente!

Responder

Joca de Ipanema

22 de setembro de 2014 às 18h30

O cara é ruim até de raiz quadrada, que dirá desse negócio de preços constantes x preços correntes.

Responder

Antonio

22 de setembro de 2014 às 18h06

Serra, o mentiroso contumaz que começou a mentir quando viajou para Santiago e se autodenominou exilado mente também em outros pontos das suas “propostas”.
Diz que vai criar escolas técnicas, coitado, não sabe que já estão sendo feitas e vão continuara construir e ampliar.
Mente que vai facilitar a vida das empresas, desconhece que o governo federal criou o Simples Nacional.
Mente que vai ajudar a construir Metrô.

Serramente não acredito!

Responder

savio

22 de setembro de 2014 às 18h04

lembram que na campanha de 2010 pra presidência o Serra lançou a deixa do “salário mínimo de 900 reais já”?
Tentem imaginar o que teria acontecido com o nosso país só com esta atitude irresponsável? Passados 4 anos, ainda não existe estrutura para bancar este valor, mesmo com o crescimento do SM acima da inflação.
Mas o engenheiro Serra entende tb de fatoração e de “cano” pra acabar com a seca.

Responder

    Mariza Mendes

    22 de setembro de 2014 às 20h36

    Sávio, o Serra nunca foi engenheiro, e talvez nunca tenha sentado numa carteira da POLI. Eu tinha primos e irmãos (de Bauru) estudando lá nessa época e nunca foram contemporâneos dele. Ele também nunca apresentou o diploma de economista do MIT, onde diz ter estudado nos anos passados nos EUA depois que fugiu com Chile de Pinochet e foi para o colo do inimigo, a CIA talvez. Até parece piada, não acham? Ainda não contei os detalhes mais indignos…

Julio Silveira

22 de setembro de 2014 às 15h46

Vamos falar sério, o Serra nunca foi bom com numeros né? Rsrsrsrs.

Responder

    Ciro Gomes

    23 de setembro de 2014 às 15h49

    O serra é ótimo com os números, principalmente quando estes números são transformados em dinheiro.
    Vejamos, ele trabalha? onde foi que a filha dele arrumou cem milhões? esse cara não sabe nada de numeros.

    Julio Silveira

    24 de setembro de 2014 às 15h08

    Pra essa situação, como você mostra com propriedade, ele delega. Só sabe usar o cartão de crédito. Rsrsrsrs.

José Ademar

22 de setembro de 2014 às 14h51

Muitíssimo obrigado ao site VIOMUNDO!

Queria mandar um email igual ao que mandei a umas duas semanas atrás,mostrando justamente isso que o site está escrevendo nessa coluna.

Só acho que José Sarney,gostando ou não,não pode ser esquecido nunca,já que ele foi decisivo na aprovação do projeto do DR.Jatene para a distribuição do coquetel contra AIDS gratuito pelo SUS(enquanto José Serra acabava de deixar o Ministério do Planejamento pra disputar a eleição para prefeito de São Paulo-SP da Garoa em 1996 e consequentemente tomar um cacete do Celso Pitta e Luiza Erundina)e foi ele também(José Sarney) que criou em 1986 o programa nacional de DST/AIDS na gestão do então ministro da Saúde Roberto Macedo.

Se eu estiver errado por gentileza me corrija.

O mais impressionante é ver Eduardo Suplicy em silêncio com relação a isso.

Responder

Gerson Carneiro

22 de setembro de 2014 às 13h50

Lembro que o VIOMUNDO, de 2012 pra cá, publicou dois posts, de autoria também da Conceição Lemes, que demonstraram que São Paulo é o único Estado da Federação que não investe um centavo sequer no SAMU. Em um dos posts o Serra tem a cara de pau de comemorar um título recebido pelo SAMU como se fosse resultado de alguma ação dele.

Responder

    Luís Carlos

    22 de setembro de 2014 às 16h14

    Além disso, SP tem governo estadual que não faz repasses fundo a fundo para gestões municipais, de forma organizada e criteriosa, para todos municípios. Pelo contrário, parece que elege alguns “amigos” para fazer repasse deixando outros sem receber. Por exemplo, para custear ações de atenção básica, não há repasse ordinário a todos municípios de SP. Também, o governo estadual de Alckmim não ajudou em nada na chegada dos médicos do Mais Médicos, como ocorreu, por exemplo, no RS, onde a gestão estadual teve papel importante no acolhimento, capacitação e lojística disponibilizada ao Mais Médicos. Muito pelo contrário, o governo estadual de SP foi contra o programa. Na verdade há um massacre contra municípios paulistas por parte do governo estadual tucano, mas como o terror causa muito medo aos oprimidos, eles ficam quietos. Espero que dessa vez se dêem uma chance de experimentar um governo parceiro técnico e financeiramente. Os cidadãos agradeceriam muito.

Luís Carlos

22 de setembro de 2014 às 13h03

Conceição
Parabéns. A matéria está muito boa. Riquíssima em informações. Detalhado e muitíssimo bem explicado.

Responder

Léo

22 de setembro de 2014 às 12h16 Responder

Zagalo

22 de setembro de 2014 às 12h07

É enganação em tudo que é canto.

Em Minas Gerais as TVs afiliadas à Globo em cidades pequenas não apresentam propaganda de candidatos a dep estadual, federal e senador.

Prefeitos – maioria PMDB – são “obrigados” a fazer acordos pois ainda existe o coronelismo. e apresentam sua chapa com Aécio, como é de tradição no estado. E ninguém toca no assunto de depu/senador/Depu/Federal.

O povo é obrigado a ver a tela da TV escura por segundos.Depois volta a propaganda geral. Segundo apurei nas cidades pequenas o povo não consegue saber os números e nomes dos candidatos legislativos. Miriades deles. Não há panfletagem. Não há internet ainda pra todos.

Penso que é para que se elejam os queridos apenas pelo voto das capitais, concentrado, e assim não gastar a grana arrecadada e ganhar poucos votos espalhados.

Responder

Urbano

22 de setembro de 2014 às 12h07

Num debate entre o mitômano zé contra-rampa e a fementida czarina silva, certamente que teríamos uma peça teatral tragicômica sem precedentes.

Responder

Zanchetta

22 de setembro de 2014 às 10h51

Nossa! Até parece o IBGE?!?!?

Responder

    Ricardo JC

    23 de setembro de 2014 às 23h37

    Argumento? Impossível contestar a matéria da Conceição Lemes, não é? Deve ser doloroso não ter como rebater os dados (fatos). O Serra é apenas um mentiroso compulsivo. Piores são aqueles que o defendem.

[email protected]!r [email protected]+e5

22 de setembro de 2014 às 10h09

Não é o caso do Suplicy pedir direito de resposta no horário eleitoral?

Responder

Romanelli

22 de setembro de 2014 às 10h06

ta tudo muito bem, tudo muito bom, mas…

Com toda esta melhoria no repasse de verbas, fala a verdade, a população ainda não tem o que comemorar, tem ?

GENTE do céu, hoje mesmo vemos cidadãos sendo abandonados nas PORTAS dos hospitais ..a coisa esta tão feia que depois de ANOS de descaso de inúmeras pastas (inclusive da educação) hoje falta-nos até médicos e uma política pro setor que obrigue os recém formados a retribuírem pra Nação

..veja a situação atual, quem manda em quem ? quem responde pelo que ? os hospitais em crise constante, as santa casas, cirurgias e exames aguardando meses, ANOS ..a concentração e abuso dos planos ..hoje ainda falta MACA, esparadrapo ..tem prefeitura (que nem deveria existir) que devolveu ambulância – pratica copiada de Serra e MALUF – pq não consegue bancar o SAMU

NA farmácia popular, aqui mesmo muitos vezes denunciei, a duplicidade DESFUNÇÕES, o desperdício de recursos salta aos olhos

francamente ..sei lá ..acho que caímos na máxima do “roto falando do rasgado”, ruim com um, pior com outro, e se assim, se tudo o que o texto nos remete, se hoje fosse verdade ou tivesse tido efeito pratico, então:

http://www.youtube.com/watch?v=DMMpFQa3IV8

Responder

    Romanelli

    22 de setembro de 2014 às 10h13

    Aliás, já que lembramos do SERRA BOLINHA

    Que fim levou a PRIVATARIA do Amauri ? ..aquilo tudo era mentira, ou estamos mesmo diante de um escândalo de PREVARICAÇÃO e leniência pública, de órgãos e autoridades, de agentes que são pagos pra investigar e punir, sem paralelo por estas bandas ?

    Ulisses

    22 de setembro de 2014 às 10h48

    O mesmo fim que está levando o trensalão tucano, o mensalão tucano, os aeroportos do Aécio, o helicóptero com 450 kg de cocaína do Perrela e o avião do Eduardo Campos e a compra de votos da reeleição de FHC! O judiciário está aparelhado e coaduna com o PSDB. Lembra o De Grandis engavetando por quase 4 anos o processo de corrupção do metro de SP que já condenou na Suíça.

    rodrigo

    22 de setembro de 2014 às 11h05

    Mas aí o problema não é falta de dinheiro e sim a péssima administração dos recursos. Ou melhor dizendo, corrupção nas administrações municipais.

    Antonio

    22 de setembro de 2014 às 11h54

    E não é mesmo a falta de dinheiro.
    A saúde está uma lástima, hoje muito mais por conta dos empresários donos das ONG’s que atuam no setor que visando maximizar seu lucro prestam péssimos serviços.
    Outro aspecto é o que ficamos sabendo sobre a Sta. Casa de São Paulo.
    O único fornecedor de materiais e medicamentos era uma empresa pertencente à construtora A. Gutierrez que tinha como única cliente a Sta. Casa.
    Além disso, pagaram “consultorias” a dois membros da direção da Sta. Casa. Um deles o tesoureiro.
    Salvo prova em contrário, a que preço repassavam para a Sta. Casa o que era adquirido no mercado?
    Por que uma construtora iria se meter em fornecer para um hospital?
    Por que a Sta. Casa, com seu porte precisava terceirizar suas compras?
    Se isto acontece em São Paulo imaginem o que acontece no resto do país.

    22 de setembro de 2014 às 15h03

    Sr. Antônio, o “resto do país” é bem melhor que SP. onde tudo que é lixo é maximizado, onde o PSDB governa por 20 anos, falta água pra beber, as maiores sonegações são realizadas e a intolerância é crescente. De SP se origina grande parte do que temos de pior.

    Antonio

    22 de setembro de 2014 às 18h02

    Zé, permita chamá-lo assim.
    Eu sei que o resto do país está melhor, viajo muito e constato isso, não nas capitais mas no interior.
    Pergunte a qualquer jovem estudante.
    Me refiro as Stas Casas porque a roubalheira em São Paulo é geral.
    Sou paulista e paulistano e a miséria que nos é imposta começou com o Mário Honesto Covas que na minha opinião é um dos maiores safados que já passaram por aqui. Ele só é superado pelo Alckmin e pelo tempo em que este crápula está no Bandeirantes.
    Covas, logo que assumiu decretou a progressão continuada, retirava do estado a obrigação de construir escolas, o universo de alunos não seria ampliado.
    Pior do que um político que rouba é o político que rouba e ainda acaba com a educação, o filhote de cruz credo que está no Bandeirantes não foge à regra.
    E o incrível disso tudo é que a roubalheira do metrô, a criminosa privatização das rodovias, a terceirização de saúde, o desmonte da educação e agora a falta d’água não foram suficientes para os paulistas escorraçarem essa corja larápios que se apoderaram do poder tal e qual os senhores feudais.


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