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Professor Pascal: No ônibus, “palavrões, terror psicológico”


23/02/2014 - 20h44

por Professor Pascal, via Facebook

Esse sujeito no vídeo que é arrastado pra fora do cerco que a PM fez, sou eu. Sou professor de Geografia, estava na manifestação do dia 22 de fevereiro, junto de um ex-aluno que encontrei por lá e de dois monges franciscanos que também apoiavam os protestos.

Tudo corria bem, sem nenhuma ação direta que justificasse o discurso de repressão, conversava com meu ex-aluno e com os monges.

Sem nenhum motivo, ressalto novamente, NENHUM MOTIVO, a polícia partiu pra cima de TODOS os manifestantes, fizeram uma estratégia de cercar todo mundo, enclausurando dentro de um círculo de policiais onde espancavam com cacetetes qualquer pessoa que estava nesse cerco, havia idosos, mulheres, menores de idade, jornalistas, fotógrafos, enfim, todos que estavam por ali.

Dentro do cerco que criaram começaram a mandar todos sentar, de cima pra baixo desferiram golpes de cacetete nas pessoas e jogaram spray de pimenta.

Comecei a filmar com o celular nessa hora, os policiais começaram a gritar para eu desligar o celular me ameaçando de agressão, um soldado (que é esse que aparece no vídeo sem capacete me puxando pra fora) desferiu um golpe na minha mão mas a intenção era acertar o rosto, mandou eu apagar o vídeo (coisa que não fiz) e me retirou do cerco, me algemou e me deixou encostado na parede.

Ficamos lá por volta de duas horas sentados, enquanto os policiais hostilizavam com agressões verbais e físicas todo mundo, xingavam meninas (que variavam de 16 a vinte e poucos anos) de putas, e vasculhavam as mochilas de todos a procura de algo que incriminasse.

Diziam que as máscaras, capacetes e proteções eram prova que os “vândalos” tinham indo predispostos a violência.

Impediram que advogados e jornalistas se aproximassem.

Depois começaram a trazer os ônibus da polícia e não cabiam todos que estavam presos, aí começaram a “separar” quem iria ser detido e encaminhado para a delegacia.

Jovens com boa aparência, alguns de camisetas de partidos políticos (nem todos) e alguns menores foram liberados.

Negros (todos que estavam lá ficaram), jovens que vestiam preto (qualquer peça de roupa, isso já era indício pra eles), muitas mulheres (todas as meninas de cerca de 20 anos e uma grávida que ficou no mesmo ônibus que eu) e qualquer um que eles desejavam.

Faziam piadas olhando pra cara das pessoas e um capitão da PM perguntava pra tropa se essa ou aquela pessoa ia ser presa, a tropa ria e se divertia com a piada do oficial enquanto escolhia quem seria preso.

O capitão perguntava se essa vadia ia ser presa, se esse com cara de nerd, se aquele terrorista, e por aí vai.

Colocaram todos nos ônibus, ficaram mais de uma hora só pra sair de onde estávamos.

Rodaram pelo centro e tentaram parar em uma DP, numa travessa da rua Augusta.

Não conseguiram e foram para a 5a DP da Aclimação.

As hostilidades continuavam no ônibus, ameaças, palavrões e terror psicológico. Um policial conversava com outro, atrás de mim, dizendo que tinha professor preso e que “se descobrisse que um vagabundo desse fosse professor do seu filho iria sentar a porrada, no professor e na diretora que contratou”.

Ao chegar na delegacia, ficamos mais duas horas dentro do ônibus onde estava insuportavelmente quente, sem beber água e sem direito de usar o banheiro.

Lá havia pessoas feridas, uma menina grávida e um homem que se queixava que tinha problema nos rins e tinha que usar o banheiro.

Foram mais hostilidades e palavrões, negaram o direito de usar o banheiro, telefonar para advogados e beber água, já estávamos há mais de 5 horas detidos após sermos espancados, intoxicados com lacrimogênio e spray de pimenta.

Os policiais bebiam água na nossa frente e diziam que a delegada havia negado o direito de beber água e usar o banheiro.

Ouvi, de dentro do ônibus, já eu estava na janela, uma conversa entre oficiais que estavam do lado de fora, dizendo que aprenderam algumas coisas no centro mas não as pessoas, só suspeitos, um oficial oriental que estava lá disse “qualquer coisa eu vi que foi ele”, quem estava no fundo do ônibus se entreolhou e ficamos quietos pois essa era a ordem.

Após a chegada de alguns advogados pessoais e de partidos, algumas pessoas foram sendo liberadas, o restante foi sendo liberado em grupo de 5 pessoas, demorava cerca de 45 minutos por grupo. Existiam mais de 45 pessoas nesse ônibus. Os que reclamaram pela falta de água ficaram por último por ordem dos soldados que estavam lá dentro do ônibus.

Chegou a minha vez, solicitaram meu RG e dei meu nome e perguntaram se já tinha alguma passagem, disse que nunca.

Fui liberado e já era por volta da 1h da manhã, quando saí existiam ainda cerca de 20 para serem liberados.

Menores ficaram apreendidos à espera dos familiares ou iriam para a Fundação Casa. Não havia provas contra ninguém, a “averiguação” foi para aqueles que eles julgaram na hora.

No dia seguinte, domingo, fui fazer um boletim de ocorrência por agressão dos policiais, na delegacia descobri que não foi uma averiguação, eu estava sendo acusado de desacato, resistência e lesão corporal.

Bom, se a partir de agora considerarem que gemer após ser espancado é desacato, que se proteger para não ser agredido no rosto é resistência e que causar calos nas mãos dos policiais por esforço repetitivo diante das pancadas de cacetete é lesão corporal, sim, sou culpado.

Estarei na próxima manifestação da mesma forma que estive em todas as demais que participei e não será por lei anti-terror federal que buscam aprovar, prisões arbitrárias do governo do Estado de São Paulo ou apoio da mídia à repressão (a mesma mídia que busca ordem e deseja liberdade de expressão para seus funcionários e não para os manifestantes, e compreendendo seus vínculos e interesses não esperaria outra coisa), que ficarei em casa.

Já fiz uma denúncia online para a corregedoria e farei o boletim de ocorrência por agressão que não me permitiram fazer e sugiro que todos que foram detidos façam o mesmo.

De resto, espero encontrar os filhos dessas pessoas que orquestram a repressão em minhas aulas e, tenham certeza, serão educados para a liberdade e para evitar reproduzir os piores valores que aprendem em casa; pra fazer isso não preciso de cacetete, nem gritos, nem disciplina e muito menos usar as notas, será feito com diálogo, compreensão e bons argumentos.

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46 comentários

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leprecan

25 de fevereiro de 2014 às 10h43

e os petistas adoram, eles não querem manifestações de jeito nenhum, pensando só na eleição de outubro

Responder

Luckach

25 de fevereiro de 2014 às 03h37

Tem que se ferrar mesmo. Ninguém se manifestou em 2007,2008, 2009, 2010 e 2011 quando o governo estava gastando os bilhões para “Estádios”, agora já era. Parabéns por só se manifestar depois que o copo de leite foi derramado. E não foi por falta de notícias do dinheiro público sendo gasto por TODOS governantes como se fosse dinheiro particular.

Responder

    Leo V

    25 de fevereiro de 2014 às 12h19

    Os Comitês Populares da Copa foram formados em 2009.

    Tem gente lutando faz tempo.

    E mesmo se fosse ontem, que dizer que direito de manifestação prescreve?

    Acho que o pessoal da Diretas Já tava bem depois do prazo de prescrição hein? 20 anos.

Hell Back

25 de fevereiro de 2014 às 00h38

Tem jeito de piorar? Tem. Como? Simplesmente deixando a ultra-direita tomar conta do discurso.

Responder

Edson Oliveira

24 de fevereiro de 2014 às 23h43

Professor, tem meu apoio, más isso é fichinha, imagina como esses caras agem na periferia, eles adoram uma costela (sei bem), e isso nunca vai mudar, a maioria da população concorda com essas práticas e a mídia é um lixo, más sinceramente vejo uma falta de consistência nas reivindicações, “não vai ter copa ?” discurso vazio, ninguem fala de políticas mais justas de arrecadão de impostos onde o rico pague mais e não o pobre, nada de reforma política, (só falam de políticos corruptos), nada de especulação imobiliária, liberdades individuais…vixi vai até amanhã, maioria do q estão nestas manifestações nem conhece o pais em que vive. Abs

Responder

    Mauro

    25 de fevereiro de 2014 às 10h10

    Concordo com você, e digo mais…se Copa e olimpíadas são tão ruins, por que países do primeiro mundo brigam para tê-las?
    Elas promovem empregos e atraem investimentos, recursos diretos e indiretos.A associação de empresas de material esportivo nacionais preveem um aumento de R$ 15 bilhões , só as marcas nacionais, imagina o comércio das marcas consagradas?O setor de segurança prevê um aumento de 20%, e por aí vai.CORRUPÇÃO?! Sempre existiu e sempre existirá porque depende da evolução moral dos indivíduos, independe de partido, de regime ou de sistema.
    Muitos dos problemas que ainda existem são por causa das pessoas alienadas que não se informam e não se preocupam com a eleição para o Congresso Nacional.A reforma tributária não passou porque não foi aprovada, mas houve mais de um projeto nos últimos governos.
    Reproduzo a seguir o que li no “Conversa Afiada”:

    “Passados cinco anos do início da crise global, o mundo ainda enfrenta suas consequências, mas já se prepara para um novo ciclo de crescimento. As atenções estão voltadas para mercados emergentes como o Brasil. Nosso modelo de desenvolvimento com inclusão social atraiu e continua atraindo investidores de toda parte. É hora de mostrar as grandes oportunidades que o país oferece, num quadro de estabilidade que poucos podem apresentar.

    Nos últimos 11 anos, o Brasil deu um grande salto econômico e social. O PIB em dólares cresceu 4,4 vezes e supera US$ 2,2 trilhões. O comércio externo passou de US$ 108 bilhões para US$ 480 bilhões ao ano. O país tornou-se um dos cinco maiores destinos de investimento externo direto. Hoje somos grandes produtores de automóveis, máquinas agrícolas, celulose, alumínio, aviões; líderes mundiais em carnes, soja, café, açúcar, laranja e etanol.

    Reduzimos a inflação, de 12,5% em 2002 para 5,9%, e continuamos trabalhando para trazê-la ao centro da meta. Há dez anos consecutivos a inflação está controlada nas margens estabelecidas, num ambiente de crescimento da economia, do consumo e do emprego. Reduzimos a dívida pública líquida praticamente à metade; de 60,4% do PIB para 33,8%. As despesas com pessoal, juros da dívida e financiamento da previdência caíram em relação ao PIB.

    Colocamos os mais pobres no centro das políticas econômicas, dinamizando o mercado e reduzindo a desigualdade. Criamos 21 milhões de empregos; 36 milhões de pessoas saíram da extrema pobreza e 42 milhões alcançaram a classe média.

    Quantos países conseguiram tanto, em tão pouco tempo, com democracia plena e instituições estáveis?

    A novidade é que o Brasil deixou de ser um país vulnerável e tornou-se um competidor global. E isso incomoda; contraria interesses. Não é por outra razão que as contas do país e as ações do governo tornaram-se objeto de avaliações cada vez mais rigorosas e, em certos casos, claramente especulativas. Mas um país robusto não se intimida com as críticas; aprende com elas.

    A dívida pública bruta, por exemplo, ganhou relevância nessas análises. Mas em quantos países a dívida bruta se mantém estável em relação ao PIB, com perfil adequado de vencimentos, como ocorre no Brasil? Desde 2008, o país fez superávit primário médio anual de 2,58%, o melhor desempenho entre as grandes economias. E o governo da presidenta Dilma Rousseff acaba de anunciar o esforço fiscal necessário para manter a trajetória de redução da dívida em 2014.

    Acumulamos US$ 376 bilhões em reservas: dez vezes mais do que em 2002 e dez vezes maiores que a dívida de curto prazo. Que outro grande país, além da China, tem reservas superiores a 18 meses de importações? Diferentemente do passado, hoje o Brasil pode lidar com flutuações externas, ajustando o câmbio sem artifícios e sem turbulência. Esse ajuste, que é necessário, contribui para fortalecer nosso setor produtivo e vai melhorar o desempenho das contas externas.

    O Brasil tem um sistema financeiro sólido e expandiu a oferta de crédito com medidas prudenciais para ampliar a segurança dos empréstimos e o universo de tomadores. Em 11 anos o crédito passou de R$ 380 bilhões para R$ 2,7 trilhões; ou seja, de 24% para 56,5% do PIB. Quantos países fizeram expansão dessa ordem reduzindo a inadimplência?

    O investimento do setor público passou de 2,6% do PIB para 4,4%. A taxa de investimento no país cresceu em média 5,7% ao ano. Os depósitos em poupança crescem há 22 meses. É preciso fazer mais: simplificar e desburocratizar a estrutura fiscal, aumentar a competitividade da economia, continuar reduzindo aportes aos bancos públicos, aprofundar a inclusão social que está na base do crescimento. Mas não se pode duvidar de um país que fez tanto em apenas 11 anos.

    Que país duplicou a safra e tornou-se uma das economias agrícolas mais modernas e dinâmicas do mundo? Que país duplicou sua produção de veículos? Que país reergueu do zero uma indústria naval que emprega 78 mil pessoas e já é a terceira maior do mundo?

    Que país ampliou a capacidade instalada de eletricidade de 80 mil para 126 mil MW, e constrói três das maiores hidrelétricas do mundo? Levou eletricidade a 15 milhões de pessoas no campo? Contratou a construção de 3 milhões de moradias populares e já entregou a metade?

    Qual o país no mundo, segundo a OCDE, que mais aumentou o investimento em educação? Que triplicou o orçamento federal do setor; ampliou e financiou o acesso ao ensino superior, com o Prouni, o FIES e as cotas, e duplicou para 7 milhões as matrículas nas universidades? Que levou 60 mil jovens a estudar nas melhores universidades do mundo? Abrimos mais escolas técnicas em 11 anos do que se fez em todo o Século XX. O Pronatec qualificou mais de 5 milhões de trabalhadores. Destinamos 75% dos royalties do petróleo para a educação.

    E que país é apontado pela ONU e outros organismos internacionais como exemplo de combate à desigualdade?

    O Brasil e outros países poderiam ter alcançado mais, não fossem os impactos da crise sobre o crédito, o câmbio e o comércio global, que se mantém estagnado. A recuperação dos Estados Unidos é uma excelente notícia, mas neste momento a economia mundial reflete a retirada dos estímulos do Fed. E, mesmo nessa conjuntura adversa, o Brasil está entre os oito países do G-20 que tiveram crescimento do PIB maior que 2% em 2013.

    O mais notável é que, desde 2008, enquanto o mundo destruía 62 milhões de empregos, segundo a Organização Internacional do Trabalho, o Brasil criava 10,5 milhões de empregos. O desemprego é o menor da nossa história. Não vejo indicador mais robusto da saúde de uma economia.

    Que país atravessou a pior crise de todos os tempos promovendo o pleno emprego e aumentando a renda da população?

    Cometemos erros, naturalmente, mas a boa notícia é que os reconhecemos e trabalhamos para corrigi-los. O governo ouviu, por exemplo, as críticas ao modelo de concessões e o tornou mais equilibrado. Resultado: concedemos 4,2 mil quilômetros de rodovias com deságio muito acima do esperado. Houve sucesso nos leilões de petróleo, de seis aeroportos e de 2.100 quilômetros de linhas de transmissão de energia.

    O Brasil tem um programa de logística de R$ 305 bilhões. A Petrobras investe US$ 236 bilhões para dobrar a produção até 2020, o que vai nos colocar entre os seis maiores produtores mundiais de petróleo. Quantos países oferecem oportunidades como estas?

    A classe média brasileira, que consumiu R$ 1,17 trilhão em 2013, de acordo com a Serasa/Data Popular, continuará crescendo. Quantos países têm mercado consumidor em expansão tão vigorosa?

    Recentemente estive com investidores globais no Conselho das Américas, em Nova Iorque, para mostrar como o Brasil se prepara para dar saltos ainda maiores na nova etapa da economia global. Voltei convencido de que eles têm uma visão objetiva do país e do nosso potencial, diferente de versões pessimistas. O povo brasileiro está construindo uma nova era – uma era de oportunidades. Quem continuar acreditando e investindo no Brasil vai ganhar ainda mais e vai crescer junto com o nosso país.”

Deborah

24 de fevereiro de 2014 às 23h08

Esse é o mundo demotucanalha, onde a democracia é um palavrão e o cidadão uma ameaça político-ideológica.

Responder

Edson J

24 de fevereiro de 2014 às 21h48

Mesmo que o cargo de professor tivesse fé pública, ninguém seria obrigado a acreditar em tudo o que ele disse. É óbvio que ele pretende desacreditar do trabalho da polícia que, mesmo que tenha havido alguns excessos, foi muito bom. Espero que a polícia não abra e seja mais rigorosa ainda nas próximas manifestações “isentas”, “pacíficas” e “espontâneas”, como todos sabem.

Responder

Leo V

24 de fevereiro de 2014 às 20h27

de Idelber Avelar
https://www.facebook.com/idelber.avelar/posts/10152065911277713

Algumas observações sobre a barbárie policial de sábado em São Paulo:

1. A partir do último dia 10 de fevereiro, quando morreu o cinegrafista Santiago Andrade, atingido por um rojão numa manifestação no Rio, muitos – não só os governistas habituais, no jornalismo e alhures, mas também jornalistas sérios, que respeito – se dedicaram ao exercício irresponsável de atribuir cadáveres a opiniões. Qualquer um que tenha defendido o direito de manifestação e/ou resistência à violência policial passou a ser acusado, de forma vil e, dado o clima de hoje, macarthista, de ser autor intelectual da morte de Santiago Andrade. Como disse a Camilla, conseguiram o cadáver que procuravam. Enquanto isso, dezenas de mortes semanais de responsabilidade da polícia são recebidas, por essas mesmas pessoas, com silêncio cúmplice. Para piorar a situação da sua credibilidade, se há uma coisa que aprendemos sobre a morte de Andrade desde então é que ela é uma história meio mal contada.

2. O fato de sê-lo não impediu que editoriais inflamados, o Jornal Nacional, o Fantástico e o escambau surtassem com usos políticos do cadáver de Andrade, com o claro objetivo de criminalizar manifestantes e justificar mais repressão policial, daquela do mesmo tipo que produz cadáveres de seres humanos tão humanos como Santiago Andrade. Mas coerência pra quê, né?

3. À luz dos acontecimentos de sábado, e das reações – ou falta delas – na imprensa, quem se dedicou a esse exercício irresponsável de atribuir um cadáver com nome e sobrenome a opiniões políticas legítimas deveria considerar a hipótese de uma retratação, porque ficou feio demais. A Polícia Militar de SP colocou mais meganhas na rua do que havia lá de manifestantes, agrediu, prendeu de forma inconstitucional, fez chacota com detidos, esfregou na cara deles que forjaria provas mesmo, violentou fisicamente pelo menos nove jornalistas e eis que … não há nenhum editorial inflamado! Da mesma forma como queimar saco de lixo no Brasil é coisa de “vândalo” enquanto tomar usina nuclear e atirar na polícia na Ucrânia são coisas de “manifestante”, para esses vetustos meios de comunicação e boa parte de seus jornalistas, “violência” em manifestação é coisa que só existe quando pode ser atribuída, mesmo com distorção, aos manifestantes. Isso num país que tem uma das polícias que mais mata no mundo.

4. Em pelo menos um caso, o mesmo jornalista que atribuiu aos aliados dos manifestantes na internet a autoria intelectual da morte de Andrade lamentou, um dia depois, o trâmite da lei anti-terrorismo. Estabelecer uma conexão causal falsa, mequetrefe e vagabunda entre a morte de um cinegrafista por um rojão lançado por um irresponsável e a defesa do direito de manifestação e resistência, isso o sujeito é capaz de fazer. Refletir sobre um possível vínculo entre o auê punitivista e repressivo que ele ajuda a criar e o trâmite de uma lei anti-terrorismo que ele mesmo deplora, ah isso aí é difícil demais!

5. Considerando tudo isso, governos federal e estaduais e a esmagadora maioria da grande imprensa deveriam cortar o véu da hipocrisia e dizer as coisas às claras. Os primeiros deveriam ter a decência de vir a público e assumir, dizer com todas as letras, que as manifestações estão proibidas no Brasil. A segunda deveria ter a honestidade de assumir que quando fala de “violência” em manifestações, misteriosamente a Polícia está excluída.

Ficaria tudo pelo menos mais honesto.

Responder

francisco pereira neto

24 de fevereiro de 2014 às 20h26

Bom, antes de fazer o meu comentário, já com o raciocínio formado, tive a curiosidade de ler a primeira opinião que aparece no post.
Digo isso para que não paire dúvidas quanto as possíveis influências de outros comentários, que ainda não sei quais são, poderiam influir na minha.
Eu só quero entender qual é a reivindicação do nobre professor, ao participar de um movimento claramente contaminado, sem rumo e sem direção, a não ser promover badernas, vandalismos e agressões de todos os lados. Da PM, falar em agressões, é chover no molhado. E quanto aos manifestantes?
O que eles pretendem?
Com um mínimo de raciocínio, se não se tratasse de puro anarquismo, eu esperaria que aparecesse alguém do movimento – não vale do MPL, porque esse já desapareceu – e mostrasse a cara e apresentasse os motivos reais dessas manifestações. São contra o prefeito Haddad? Contra o governador? Contra a presidente Dilma?
Fica um samba do crioulo doido, porque a repressão é da PM paulista que está diretamente ligada ao governador. Sem identificar as suas aspirações e contra quem protestar, fica fácil colocar a culpa em todo mundo.
Não passou pela cabeça do nobre professor que a morte do cinegrafista da Band no Rio, já seria o suficiente para ele pensar duas ou três vezes em sair e fazer parte dessas manifestações e que estaria engrossando o caldo desse bando de vândalos?
Só queria saber, com o seu post, a quem está direcionado a crítica? Ao prefeito? Ao governador? A presidente Dilma? Ou você coloca tudo no mesmo saco?

Responder

    Maria Libia

    26 de fevereiro de 2014 às 16h33

    Francisco, por aí dá para ter noção da qualidade da educação. O professor de geografia, que deveria perceber a mudança do mundo e parece não o faz, o que será que ele ensina a seus alunos? Não é de admirar que os estudantes saem da escola sem saber juntar as letrinhas. Prof, Pascal apanhou da polícia? Oh!!. Não diga!!! Não quero voce ensinando minha neta.

Leo V

24 de fevereiro de 2014 às 19h59

“O ouvidor das polícias do estado de São Paulo, Júlio César Fernandes Neves, disse hoje (24) à RBA que a nova tática utilizada pela PM para reprimir a manifestação ocorrida no centro da capital no último sábado (22) é “inadmissível e inaceitável”, pois se trata de um “cerceamento ao direito de manifestação”. O ouvidor disse ainda que a falta de punição aos policiais que reiteradamente cometem abusos em protestos é uma mostra de politização das polícias e sugere que os comandantes sejam processados por prevaricação.“Eles agiram antes de acontecer qualquer depredação, qualquer ilegalidade por parte dos manifestantes. Isso é inadmissível, inaceitável. A polícia só pode agir a partir do momento em que acontece o crime e não porque imagina que acontecerá um crime”, explica Fernandes Neves”

Matéria com videos aqui: http://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2014/02/para-ouvidor-das-policias-tatica-usada-pela-pm-em-sao-paulo-cerceia-direito-de-manifestacao-9440.html

Responder

Leo V

24 de fevereiro de 2014 às 19h32

Aqui, mais um video que mostra bem que os “terroristas” eram os de farda e cassetete:
http://bolaearte.wordpress.com/2014/02/24/veja-o-video-do-momento-exato-da-covarde-emboscada-policial-no-segundo-ato-contra-a-copa-em-sp/

A imprensa, é claro, divulgou que a Polícia teria cercado e isolado os “vãndalos”. Vândalo é nome que se dá a qualquer um que proteste nas ruas.

É isso que o Ministro da Justiça está estudando levar para outros estados, pelo que se noticiou hoje. Ou seja, é o impedimento do direito de manifestação.
Estamos já no Estado de exceção.
Lamento dizer, mas o golpe da direita já está sendo dado.

Responder

Leo V

24 de fevereiro de 2014 às 19h19

Este video tem que ser mais divulgado.
Mostra um pouco do terror do Estado. Mostra quando a tropa de choque avança no meio de uma passeata totalmente tranquilo.

Não há como defender isso de qualquer perspectiva, nem digo socialista, mas minimamente liberal.

https://www.youtube.com/watch?v=lg9R5x7Vo8Y

Responder

Povo 1

24 de fevereiro de 2014 às 19h13

Registro que a PM evoluiu bem após os primeiros protestos. Nem usa mais bala de borracha. Correto.

Responder

    Leo V

    25 de fevereiro de 2014 às 01h18

    você só ouve falar de baa de borracha quando atinge olho de jornalista, pela grande imprensa.

    Claro que dia 22 teve bala de borracha, spray de pimenta e gás lacrimogeneo. Procure se informar melhor.

Vixe

24 de fevereiro de 2014 às 18h25

Fácil se por de vítima quando se está num estado democrático, cuja presidenta é legalista.
Queria ver estes “valorosos revolucionários do FACEBOOK” se manifestarem debaixo de um governo ditatorial militar (coisa que esse povo do PSTU/PSOL ainda vai conseguir implantar novamente no Brasil, se continuarem assim, colaborando com a direita).
Vocês depredam patrimônio publico e privado, atacam forças policiais com bombas incendiárias e explosivos (rojões) e ainda clamam pelo direito à manifestação.
Cinismo pouco é bobagem…
A hsitória se repete, a esquerda mais à esquerda da esquerda, que já se encontra encostada na extrema direita, ainda vai causar a nossa democracia, o que causaram no Chile do Allende no século passado.
Depois não digam que não avisei…

Responder

Leo V

24 de fevereiro de 2014 às 14h42

A novidade em si não é a barbárie policial.

A novidade em si, no brasil, é a união da direita com a esquerda eleitorais, mais a grande imprensa e a burguesia de sempre na criminalização de manifestações e imposição de um Estado de Exceção, que será permanente se possível for.

Se existe um golpe de direita é esse que está restringidos direitos básicos numa democracia, que impede a possibilidade de trabalhadores reivindicarem e se organizarem. Isso não é o ovo da serpente, já é a própria serpente, tirada do ovo pelo capital, com a anuência e esforço dos governos estaduais e federal.

Enquanto os governistas apontam para pessoas que se manifestam por direitos sociais e acusam de “golpismo” simplesmente por lutarem por direitos, é por cima, pelas ações dos governos que o golpismo se instala contra os direitos dos trabalhadores.

Responder

angelo

24 de fevereiro de 2014 às 13h14

PS: se precisar de presídios pros coxinhas falem com Holanda. Tá faltando bandido lá.

Responder

angelo

24 de fevereiro de 2014 às 12h35

Guerra civil é fato. Se tivéssemos um presidente, um Estado, o chefe oficializaria o estado de não-paz e seria 99% dos policiais na prisão perpétua/pena de morte por crimes de guerra.

Responder

angelo

24 de fevereiro de 2014 às 12h31

Seja na ditadura militar ou na atual civil, psicopatas são sempre psicopatas, não estão nem aí pra ‘causa’ nenhuma, não estão nem aí pra nada. Apenas descarregam sádico ódio doentio, ou, minimamente, se calam e rim para puxar o saco do psicopata-mor. Lamentavelmente, só restaria intervenção internacional, não fosse o fato de que no planeta não Estado decente, não existem tratados internacionais, nem direitos humanos, nada existe, tudo caô.

Responder

angelo

24 de fevereiro de 2014 às 12h27

Anti-lei do terror e não ‘lei anti-terror’; não esqueçam de esquecer sobre ‘honrosas exceções’ quando comentarem sobre atuação policial, pois é sempre a mesma história: num ônibus com psicopatas fardados, como em diversos flagrantes as tais exceções nunca se manifestam; sem tarja de identificação, em outros episódios, não vemos ‘exceções’; quebrando vidro da própria viatura, nenhuma ‘exceção’ fala nada. Portanto fortes indícios que não existem.

Responder

Julio Silveira

24 de fevereiro de 2014 às 11h51

Engraçado foi ver um P2, sendo acusado de ser P2, que tinha agredido um repórter ao ser inquirido sobre o porque de sua atitude, em frente as câmeras sair rindo.
É logico que a logica brasileira, mais ou menos consensual, é a de que ninguém deve reclamar de nada. Principalmente que todos os atos da politica nacional são inquestionáveis, por que partiram de representantes eleitos pelos povo e são portanto procuradores universais da cidadania. Quem se indigna? pau nele.
Afinal nosso sistema é preparado para isso, culturalmente, até pouco tempo atrás sequer podíamos reclamar como consumidores de maus produtos vendidos. Por aqui ainda hoje temos grandes dificuldades para termos nosso respeito e dignidade reconhecidos. No Brasil a expressão cidadania é apenas dialeto discursal, mas que apenas a uma minoria pertence, domina e tem direito.

Responder

Fernando

24 de fevereiro de 2014 às 10h39

Criou-se um Estado de excessão com a Copa.

Ou com a desculpa da Copa.

Responder

Guanabara

24 de fevereiro de 2014 às 08h59

Ônibus com pessoas presas em atmosfera saturada de gás, julgados e condenados instantaneamente devido a roupa que usavam e cor da pele…

Parece uma história ocorrida na Europa na década de 40, e tudo isso com a anuência do governador…

Responder

marcio ramos

24 de fevereiro de 2014 às 08h29

… e por estas e outras que nas proximas eleições vamos levar uma rosa nas mãos, bandeiras brancas de amor, incenso e nariz de palhaço; vamos chamar o grupo de teatro para animar e a bandinha para tocar; vamos nos indignar e lutar por um outro mundo sem violencia e torcer para que os professores parem de apanhar na rua e na escola… e rezar para que os donos dos meios de produção apoiem Lula e Dila de novo e que os alienados continuem lutando como alienados… sonhar é lindo….

Responder

Márcia

24 de fevereiro de 2014 às 08h23

O professor conhece agora como age e sempre agiu a PM paulista nas periferias da vida. O que ele está prometendo fazer é intensificar sua “formação continuada” na ruas.

O que fará depois de apanhar novamente? Seus ferimentos atuais não bastam como denúncia? Por que não abraça uma causa digna como a desmilitarização da PM?

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Jorge

24 de fevereiro de 2014 às 07h56

Cabo Anselmo. Conheçam essa história de 1964.

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Eva

24 de fevereiro de 2014 às 07h08

Ainda prefiro a Lei para a realização das mudanças. Sei que nosso congresso, senado estão em péssimas mãos. Políticos que não cumprem a constituição. No entanto, temos outras ferramentas para conseguir as mudanças necessários. É burrice alimentar o facismo.

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Eva

24 de fevereiro de 2014 às 07h00

A mim, que sou uma velha senhora e leiga dona de casa, acredito que esses manifestantes estão alimentando essa repressão. Por que não aproveitam essa energia e fazem um abaixo assinado, legal, pra a reforma do processo eleitoral? ou, pela Regulamentação da mídia? ou, pela regulamentação do judiciário? Joguem pelas regras que é mais certeza de atingir o objetivo que é, creio eu, mais distribuição de renda na forma de serviços de qualidade. Em vez de se reunirem no centro, vão às periferias do país colherem as assinaturas necessárias que obriguem o Senado e o Congresso a tomar as atitudes que o país precisa. Por enquanto não estou vendo nada de positivo nessas manifestações. Ao contrário.

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Luciana Gouveia

24 de fevereiro de 2014 às 03h31

Claro que nada justifica a violência de ambos os lados, mas protestar contra a copa me parece insano, pois ela é um grande investimento, senão não teriam tantos países interessados em tê-la. Ou então deveriam ter protestado para que o Brasil nem se candidatasse. Os protestos poderiam ser outros e até relacionados a ela, como a corrupção envolvida, mas tudo está parecendo muito orquestrado.

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Edgar Rocha

24 de fevereiro de 2014 às 03h15

Alguém tem alguma dúvida de que esta truculência foi intencional? Sabiam que iria gerar indignação, aumentar a massa sovando os manifestantes. Na próxima manifestação a PM vai ficar pianinho, pra se fazer de vítima. Neste jogo de estica e puxa o governo de são paulo vai administrando a intensidade das manifestações de acordo com seu interesse político-eleitoral. Vão repetir o desempenho de junho. Milhões nas ruas, contra tudo que tá aí. E de quebra, reforçar o ambíguo discurso de desmilitarização da polícia. Discurso este que estranhamente tem o apoio da própria corporação (corporação é eufemismo, eu sei). Algo que ninguém sabe ao certo o que significa, principalmente no tocante a sua regulamentação. Movimentação política suspeita. Não dá pra ter certeza de nada. Eu pelo menos, não sei qual é o real interesse das partes envolvidas. Refiro-me à PM, ao Governo do Estado, aos manifestantes, ao Governo Federal (este é uma esfinge). Parece que tem um gran finale que a gente não quer adivinhar. Quanto à violência do ato em questão, claro que é coisa de ditadura. Só que com gente “de bem”. Aqui, na bandidolândia, policial aposenta por L.E.R. rapidinho. Chega a dar dó. Cacetete causa tendinite, sabiam? Ouvi dizer que a borracha do bagulho resseca a mão. Se você não molha depois de usar o cacetete, a mão fica áspera e machuca a orelha do elemento. E coxinha de padaria faz mal pro fígado. Por isto eles batem em todo mundo.

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carlos dias

24 de fevereiro de 2014 às 02h05

Qual era o motivo do protesto ?
Um aluno e dois monges… sei….entendi!!

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Carla

24 de fevereiro de 2014 às 01h44

Se a tal lei “anti terrorismo” for aprovada, as coisas tendem a piorar mais ainda…

Atualmente a polícia age por fora da lei… se tiver o mínimo de respaldo legal, já temos experiência histórica para saber onde isso vai parar.

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Lucas Gomes

24 de fevereiro de 2014 às 00h21

o coronel da PM classificou a ação da polícia como sucesso.
ou seja, quando a PM implode e acaba com a manifestação é sinal de que a polícia fez o que devia.
senhoras e senhores, os cidadãos de São Paulo estão oficialmente baixo regime de exceção.

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Tiago Tobias

23 de fevereiro de 2014 às 23h44

A cachorrada late e espanca. Essa é a PM de Alckmin, quase uma GESTAPO

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GuaranaTai

23 de fevereiro de 2014 às 23h05

1. Garanto que essa gratificação por produtividade (ou seja lá como for que estão chamando isso), prometida à PMSP, tem a ver com a ‘motivação’ da polícia para pratica do desrespeito completo ao direito dos manifestantes, advogados e jornalistas. Afinal, pagar um bônus em ano eleitoral sai barato. O que não tem preço é a ‘lealdade’ da corporação para cometer todo tipo de atrocidades e barbaridades.

2. Não é possível que não exista a motivação velada em se promover novamente a revolta da população. Os direitos foram tão violentamente rasgados, na frente de todos, que é impossível não fazer a correlação com as motivações iniciais que levaram às massivas manifestações no ano passado. A ação brutal da polícia, como se os manifestantes não fossem sair livres contando ‘pra Deus e todo mundo’ o que aconteceu na noite passada, não me parece puro amadorismo da polícia. Isso é ação orquestrada, que vem de cima, da cúpula da Secretaria de Segurança Pública (ou seria Secretaria de Controle Social?).

3. A ausência e silêncio da grande impressa deste acontecimento, o posicionamento da OAB em relação aos advogados impedidos do seu ofício, a proibição descarada de registrar a ação policial, tudo isso é extremamente grave se realmente ainda estamos vivendo a democracia. Independentemente das reais intenções que motivam as manifestações, ISTO NÃO PODE PASSAR EM BRANCO. Espero que ao menos a blogosfera se empenhe firmemente CONTRA o que aconteceu, dado as ameaças de retrocesso.

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Igor

23 de fevereiro de 2014 às 22h20

Alguém que defenda a repressão policial-militar à manifestações populares pode estar verdadeiramente alinhado ao pensamento de esquerda?

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Marco

23 de fevereiro de 2014 às 21h55

Parabéns ao professor e a todos envolvidos. Vcs estão conseguindo transformar a PM em “heróis da defesa da democracia”.
Jamais em tempo algum a PM conseguiu fazer uma campanha de marketimg tão eficaz como essa.
O povo está majoritariamente a favor e aplaudindo a PM. Agora temos os PMs Ninjas, a “Tropa do Braço”. Muitos heróis instantãneos dentro de nossa PM.
Os movimentos sociais, os movimemtos populares,”agradecem imensamente” a colaboração dos Black Blocs em futuros protestos.
Agora manifestação virou negócio de “bandido”. Bota a PM para acabar com essa bagunça! Chamem nossos heróis! O povo vai querer ver os pms ninjas enforcando os pobres BBs.
Mais uma vez: Parabéns Professor!
O Sr. é um “gênio”.

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Michel Ramos

23 de fevereiro de 2014 às 21h16

Putz…vergonha isso! Deveríamos espalhar esses tipos de filmagens pela net. Mostrar que isso é o “padrão F.I.F.A” que nós recebemos.
Creio que 96% de quem já foi “enquadrado” pela P.M sofreu abuso de autoridade, como eu sofri! Parabéns pela sua atitude e coragem meu amigo, nós não vamos sentar e abaixar a cabeça…nunca!!!

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    cid carneiro

    25 de fevereiro de 2014 às 12h21

    ”…padrão F.I.F.A…” ô bestera rapazote! Matar repórter tb é padrão fifa? **Mas a melhor de todas é saber que os monges não querem copa…

Walter

23 de fevereiro de 2014 às 21h00

Lei anti terror do PT , polícia terrorista do PSDB. Os iguais convergem pelo bem da lei da ordem e do mercado.

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    AEVER NÉSCIO

    24 de fevereiro de 2014 às 16h17

    “Lei anti terror do PT” ? Qual o congressista/autor da proposta ? Quando o PT veio a público demonstrar qualquer apreço ? Mais do mesmo: jogar no colo do PT as desavergonhadas atitudes de sabemos bem quem ?

    Ros

    24 de fevereiro de 2014 às 21h54

    leprecan

    25 de fevereiro de 2014 às 10h45

    mesmo de se não for de autoria do pt, os petistas vão votar a favor, jogo sujo pela eleição de outubro

    Leo V

    25 de fevereiro de 2014 às 12h21

    Procure Jorge Viana (PT-AC) “lei antiterrorismo” no google. Ele não é autor mas ele foi o que primeiro saiu gritando este mês em favor dela, em votação em urgência.


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