VIOMUNDO

Diário da Resistência

Sobre


PML: Desde 2004, juiz pretendia operação para ‘deslegitimar’ política
Denúncias

PML: Desde 2004, juiz pretendia operação para ‘deslegitimar’ política


19/01/2015 - 00h36

Moro  Lava Jato

ESCÂNDALO PRONTO PARA SERVIR

A partir de artigo de 2004 é possível demonstrar que há onze anos Sérgio Moro já pretendia fazer uma operação espetacular que iria “deslegitimar” o sistema político brasileiro

16 de janeiro de 2015

por Paulo Moreira Leite, em seu blog 

Um dos aspectos mais curiosos da Operação Lava Jato reside em seu caráter totalmente previsível. Desde que, sob orientação do juiz Sérgio Moro, as primeiras prisões foram efetuadas e os primeiros depoimentos foram colhidos, já era possível adivinhar que o país iria assistir a uma operação-monstro, pré-destinada a fazer história pela quantidade de empresários e políticos denunciados.

Essa convicção prévia não se baseia em simples impressões nem se explica pelo conhecimento de testemunhos e provas reunidos nos últimos meses. Apoia-se num artigo publicado em julho de 2004, chamado “Considerações sobre a Operação Mani Puliti,” disponível na internet. Num texto de apenas seis páginas, escrito antes que Roberto Jefferson tivesse denunciado o mensalão que gerou a AP 470, quando a compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras sequer havia sido efetivada, Sérgio Moro deixa claro que há onze anos já estava decidido a repetir, no Brasil, uma operação semelhante a Mãos Limpas.

Nas palavras do jornalista Elio Gáspari, o primeiro a fazer uma ampla divulgação do documento, naquele artigo Moro “disse tudo.” Entenda-se o “tudo”: a partir da Mãos Limpas italiana, operação contra corrupção política realizada nos anos 1990, encerrada em ambiente de euforia com mais de 1200 condenações, Sérgio Moro define um modelo de trabalho para o futuro próximo e deixa claro que acha necessário repetir uma investigação semelhante no Brasil — a questão é encontrar a oportunidade.

Longe da postura equilibrada e distante que se espera de um juiz, ou mesmo de um trabalho acadêmico, o artigo de Sérgio Moro é um roteiro de agitação política. Transpira voluntarismo, pede ação e discute estratégias para atingir seus objetivos. O texto confirma que o conhecimento jurídico de Sergio Moro não merece reparos. O que se debate é o uso político que pretende fazer desse conhecimento — pois se trata de uma ideia em busca de uma chance de virar realidade, ou de um esquema mental à espera de um recheio.

Como ponto de partida, o juiz procura estabelecer várias semelhanças entre o Brasil e a Itália — recurso obrigatório para quem quer justificar a aplicação, aqui, do mesmo remédio que foi empregado por lá. Escreve:

“No Brasil, encontram-se presentes várias das condições institucionais necessárias para a realização de uma ação judicial semelhante. Assim como na Itália, a classe política não goza de prestígio junto à população, sendo grande a frustração pela quantidade de promessas não-cumpridas após a restauração democrática.”

Como sempre acontece numa situação descrita de forma tão clara, cabe perguntar se é assim mesmo. Até porque um diagnóstico tão definitivo sobre o sentimento da população (“grande frustração pela quantidade de promessas não-cumpridas após a restauração democrática”) resume uma visão frequentemente veiculada por comentaristas sempre nostálgicos do regime militar. A “grande frustração …após a restauração democrática” é um argumento essencial para justificar medidas anti-democráticas, não é mesmo?

ITÁLIA À BEIRA DA DISFUNCIONALIDADE

Em julho de 2004, quando o artigo foi publicado, o governo Luiz Inácio Lula da Silva completava um ano e seis meses.

Com seus altos e baixos, o governo FHC, que se prolongou por dois mandatos, deixou um benefício inegável — a estabilidade da moeda. A partir de 2003, ano difícil, já com Lula, teve início um processo que pode ser definido como reconhecimento relativo da democracia pelos brasileiros.

Em 2004, a economia disparou e cresceu 5,7%. Em 2006, onze milhões famílias já eram atendidas pelo programa Bolsa Família, que logo se tornaria o maior programa de distribuição de renda do mundo. Numa atitude incompatível com uma postura de “grande frustração,” o eleitor reelegeu os candidatos do Partido dos Trabalhadores nas três campanhas presidenciais que vieram a seguir, totalizando quatro vitórias consecutivas, feito jamais ocorrido no país em periodos democráticos. Uma série histórica de pesquisas do Ibope nesta época aponta para uma elevação crescente da aprovação dos brasileiros à democracia. No último levantamento, no final de 2014, a satisfação com a democracia subiu 13 pontos, chegando a 46%, contra 20% de insatisfeitos.

Ponto de partida ideológico para a Lava Jato, a semelhança entre o que se passava com a política italiana e com a política brasileira é um exercício de vontade e não uma situação real.

Em meio século de pós-Guerra, a Itália conviveu com um sistema político particularmente instável, que em várias oportunidades esteve à beira da desfuncionalidade. Entre 1946 e 1992, quando teve início a Mãos Limpas, a Itália teve 28 governos diferentes, que duraram um ano e sete meses cada um, em média. Em dez casos, os governos duraram menos de um ano. Poucos duraram mais de quatro anos. Vários sobreviveram por seis meses ou menos mas em 1954, o democrata-cristão Amintore Fanfani bateu um recorde: seu governo durou 20 dias.

Essa permanente dança de cadeiras tinha origem numa ambiguidade política que  se prolongou por quatro décadas de Guerra Fria. Neste período, os italianos usufruíam de uma democracia real mas parcial: ao mesmo tempo em que admitia a mais ampla liberdade política na vida cotidiana dos cidadãos, o país era tutelado por Washington, que mantinha um veto ao Partido Comunista. O PCI tinha o direito de existir como partido e disputar eleições em todos os níveis, mas deveria ser impedido de qualquer maneira de conquistar o governo da Republica Italiana, ainda que tenha chegado a receber até 34% dos votos. Ao longo dos anos, construiu-se até um dispositivo militar clandestino, com ajuda da CIA e que incluía dezenas de generais e várias organizações clandestinas, inclusive a loja maçônica P-2, que poderia entrar em ação caso fosse necessário.

Como é notório, a Itália abrigava já naquele período um submundo criminoso construído pelas organizações mafiosas, com uma estrutura e uma articulação política sem paralelo possível no Brasil.

Em sua raiz, aquilo que os italianos chamavam de corrupção política — que eram contribuições ilegais aos partidos — tinha origem nos volumosos recursos clandestinos, internos e externos, destinados a fortalecer as campanhas e estruturas dos adversários do PCI, que precisava ser impedido, de todas as maneiras, de formar seu próprio governo.

Essa situação explica por que, em seus primeiros anos, a Mãos Limpas tenha recebido apoio da esquerda italiana, em particular sob influência comunista. Naquela fase, as denúncias atingiam exclusivamente seus adversários políticos. Mais tarde, foi denunciado que, para não perder sustentação entre aliados iniciais, se fizera vista grossa para donativos que o partido comunista recebia em função de negócios do pais com a antiga URSS.

A partir de citações de  acadêmicos que se dedicaram ao estudo da Operação Mãos Limpas, a leitura do texto de Sergio Moro permite concluir que é necessário acentuar a “deslegitimação do sistema político” brasileiro, como condição para que a operação tenha eficácia.

Avaliando as várias etapas da Operação Mãos Limpas, o juiz sublinha: “a desligitimação, ao mesmo tempo em que tornava possível a ação judicial, era por ela alimentada.”

O contexto desse termo-chave, “deslegitimação,” deve ser bem entendido. Pode adquirir significados diferentes de um país para outro.

É em primeiro lugar surpreendente que se tente promover  a “deslegitimação” de instituições democráticas no Brasil, país que entre 1964 e 1985 enfrentou 20 anos de regime militar.

ECONOMIA PIOR QUE A GREGA

É curioso que, em vez de buscar fortalecer instituições que se considera fragilizadas procure-se seu enfraquecimento. O leitor tem todo direito de pergunta aonde se quer chegar por esse caminho, concorda?

Escrevendo sem rodeios num país onde a Constituição fala da separação entre poderes, que devem ser autônomos mas harmônicos, Sergio Moro argumenta que um dos fatores principais para o sucesso das ações judiciais na Itália residiu na “maior legitimação da magistratura em relação aos políticos profissionais.”

Neste ambiente, a “deslegitimação” contribui para um esforço maior: apresentar os políticos de forma criminalizada, como profissionais aparentados a atividades criminosas, sem compromissos de nenhuma espécie fora o próprio bem-estar. Fica aceitável que sejam submetidos a um tratamento sem qualquer relação com os direitos individuais, na avaliação de Anthony Scalia, da Suprema Corte dos Estados Unidos, que visitou a Itália nas Mãos Limpas e ficou escandalizado, como registrou o embaixador norte-americano em Roma, Reginald Bartholomew.

O saldo da “desligitimação” do sistema político italiano é conhecido e dificilmente será descrito de forma positiva. Como sempre acontece quando a democracia é modificada de fora para dentro, o que sempre envolve algum grau de truculência que passa por cima da soberania popular, a Mãos Limpas devastou o sistema político e permitiu uma integração subordinada do país à ordem econômica da União Européia, sob poder do FMI, do Banco Central Europeu e do governo alemão. Do ponto de vista criminal, nem as crianças sugerem que a corrução tenha acabado.

Uma das justificativas assumidas por Sérgio Moro para explicar a Operação Mãos Limpas foi a “integração européia, que abriu os mercados italianos a empresas de outros países europeus, elevando os receios de que os italianos não poderiam, com os custos da corrupção, competir em igualdade de condições com seus novos concorrentes.” A promessa era  que a Mãos Limpas iria ajudar a modernizar a economia italiana, criando condições para um ambiente de crescimento e prosperidade . A vida prática  mostrou o caráter enganoso dessa visão.

Não há sinal real de que a economia italiana tenha recolhido benefícios da Mãos Limpas. Pelo contrário: enfrenta, há muitos anos, um dos piores momentos de sua história. Há uma década, tem o pior desempenho da Europa, incluindo a Grécia, informa a revista Economist na edição de 3/1/2015: “em valores constantes, a economia italiana afundou nos primeiros 14 anos do século (mesmo o PIB da Grécia é maior hoje do que era em 1999). ”

Depois da Mãos Limpas, o procurador Antonio Di Pietro, que obteve na Operação o mesmo destaque obtido por Joaquim Barbosa na AP 470, ingressou na carreira política. Como recorda Sergio Moro, Di Pietro costumava referir-se ao sistema político italiano como uma “democracia vendida.”

O próprio Di Pietro tentou seguir carreira política. Fez um partido próprio, que não atingiu o quociente mínimo para ter uma cadeira no parlamento. Também foi acusado de ter embolsado indevidamente a rica herança de uma viúva que admirava suas ideias.

A necessidade de se investir na “deslegitimição” explica a necessidade dos juízes cultivarem ótima convivência com os meios de comunicação. Não se trata de relações públicas, mas de força política: o que se busca é transformar a mídia em braço auxiliar e instrumento de mobilização social favorável.

OPINIÃO PÚBLICA OU PUBLICADA?

Moro refere-se aos jornais como sinônimo da “opinião pública”, ignorando a distinção necessária entre “opinião pública” e “opinião publicada,” que permite considerar que os meios de comunicação são empresas privadas, respondem a acionistas, procuram sustentação no mercado publicitário, desenvolvem interesses comerciais e preferências políticas — e é dessa forma que publicam determinadas notícias e eliminam outras, apresentam os fatos sob o ângulo x e ignoram o ponto de vista y e assim por diante.

Numa afirmação que chama atenção, Moro reconhece que a punição de agentes públicos é sempre difícil “pela carga de prova exigida para alcançar a condenação em processo criminal”.

Nesta circunstância, ele atribui à mídia uma exótica função punitiva, papel que, nos regimes democráticos, deveria ser uma exclusividade da Justiça — e jamais de empresas privadas que exploram o mercado de notícias, no qual circulam informações confiáveis mas também a mentira e a desonra.

Ele afirma que os jornais e revistas podem servir como um “salutar substitutivo” à punição judicial, pois têm “condições melhores de impor alguma espécie de punição a agentes corruptos, condenando-os ao ostracismo.”

Num país onde o fantasma do bolivarianismo faz parte da crítica mais vulgar a toda tentativa de ampliar a pluralidade dos meios de comunicação, este raciocínio conduz a uma visão preocupante sobre o trabalho dos jornalistas. Estes deveriam abrir mão da indispensável independência de sua atividade para assumir o dever de distribuir castigos suplementares a pessoas condenadas pela Justiça.

Não custa lembrar que uma visão democrática do trabalho dos jornalistas tenta asssegurar a repórteres e editores a liberdade para julgar e avaliar todo fato social por seus próprios critérios. Isso inclui, naturalmente, as decisões do Poder Judiciário, sujeitas a apreciações positivas ou negativas como todas as outras. Sem essa liberdade, a humanidade não teria conhecido, por exemplo, a verdade sobre o caso Dreyfus, revelada por Émile Zola, condição para que um erro histórico da Corte Militar francesa no final do século XIX pudesse ser denunciado e corrigido, na medida do possível.

Em 2014, os vazamentos sobre a Lava Jato serviram para colocar o mundo político brasileiro numa posição precária e frágil perante o Judiciário, demonstrando quem tinha “maior legitimação.”

Depois que o deputado André Vargas (PT-PR) ergueu o punho fechado durante a passagem de Joaquim Barbosa por uma solenidade no Congresso, num gesto solidário com parlamentares e dirigentes petistas presos pela AP 470, sua cassação foi procurada sem descanso pelas lideranças da Casa. Você pode até achar que o punho fechado do parlamentar foi um gesto malcriado e mesmo desrespeitoso.

Mas a degola de André Vargas ganhou prioridade sobre outro deputado, Luiz Argolo (PP-BA). Integrante, ele também também, da base governista, a proximidade de Argolo com o esquema investigado pela Lava Jato era pública, notória e preocupante. Envolvia diversos diálogo comprometedores, e até entrega de dinheiro vivo em sua residência. Mas ele não cometera um gesto político considerado desafiador contra o então presidente do Supremo Joaquim Barbosa — e salvou o mandato.

Um ponto importante no plano de trabalho “Considerações sobre a Operação Mani Puliti” reside na utilização dos meios de comunicação na obtenção de delações premiadas, base para acusações fortíssimas, assinadas na esperança de serem recompensados por penas leves. Numa afirmação que lança dúvidas sobre sua visão quanto aos direitos de cada prisioneiro, Sergio Moro chega ser irônico e permite que um juízo político influencie uma decisão jurídica.

Diz que, nestes casos de corrupção política, “não se está traindo a pátria ou alguma espécie de resistência francesa.”

Quem for atrás de estudos clássicos do Direito Penal reunidos em torno de uma situação conhecida como Dilema do Prisioneiro irá descobrir que estamos diante de uma situação estudada pela teoria dos jogos, cujo resultado pode ser programado com relativa segurança conforme a situação de cada pessoa presa, suas possibilidades de comunicar-se com outros envolvidos e o acesso aos termos do inquérito policial.

Detidos que se comunicam entre si tendem a combinar versões mutuamente favoráveis, obtendo penas menores. Presos mantidos em regime de isolamento são facilmente convencidos a fazer revelações inéditas se forem levados a imaginar que estão apenas confirmando aquilo que já foi informado. Num comentário que sublinha a importância de se manter um fluxo contínuo de vazamentos para os jornais, Moro fala da importância da “disseminação de informações sobre uma corrente de confissões ocorrendo atrás das portas fechadas dos gabinetes dos magistrados”.

Seja divulgando informações verdadeiras, seja apenas espalhando rumores de interesse da polícia, os meios de comunicação assumem um papel auxiliar na acusação, de valor ético questionável sempre que não são capazes de comprovar a veracidade daquilo que é publicado. A compreensão desse jogo permite entender que envolve as prisões preventivas, situação em que são mantidos os principais acusados da Lava Jato. Originalmente, elas deveriam servir de uma punição prévia de acusados, passível de aplicação quando o juiz está inteiramente convencido de sua culpa e considera que não há necessidade de aguardar o julgamento. Outra possibilidade é que, se ficasse solto, um acusado poderia destruir provas e ameaçar testemunhas. Não é disso que se trata aqui. Muitos presos ficam meses na cadeia, embora não exista prova alguma contra ele. O que se espera é que um longo confinamento convença os detidos a confessar os crimes que a Polícia e o Ministério julgam que cometeram.

Neste ambiente, o que se pergunta é o impacto da Lava Jato na política e também na economia. As 23 empresas citadas no inquérito empregam 350 000 funcionários. Com R$ 70 bilhões anuais em investimentos, a Petrobras está no coração da investigação e alimenta 6.000 empresas fornecedoras. Um cálculo da consultoria LCA, divulgado pela revista Exame, sustenta que uma queda de 10% nos investimentos da Petrobras pode um impacto de meio no crescimento do PIB, que atravessou 2014 contornando o marco zero.

Leia também:

Mulher do juiz Moro, da Lava Jato, é advogada do PSDB





43 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

Ricardo Pierri

14 de fevereiro de 2015 às 15h14

Ninguém se questiona como é que a Lava Jato caiu nas mãos de um juiz que, dez anos antes, sustentou a utilização de métodos imorais, anti-éticos e ilegais pra impor a vontade da “casta superior” dos juízes ao populacho que ousou escolher “ilegítimos” aos seus olhos?

“Coincidência”?

Eu não acredito em coincidências.

Responder

Eduardo

21 de janeiro de 2015 às 14h13

Frustrantes certos comentários descompromissados com o contraditório! Lí, entendi e discordei de alguns detalhes não suficientes para desqualificar o excelente trabalho jornalístico.

Responder

marina vella

20 de janeiro de 2015 às 16h13

Fico indignada em ler os artigos supostamente científicos do PML. Vamos lembrar que, sem ser jurista, ele conseguiu escrever um livro detonando o julgamento do mensalão, que ele ainda diz não ter existido – apesar de mais e mais elementos, especialmente envolvendo Petrobrás, obras da Copa, empreiteiras e fundo de pensão reafirmarem que, há muito, o dinheiro público irriga a política nacional – ops, coitadinhos dos nossos deputados, ganham tão pouco.
Alguns dos maiores advogados do Brasil estão defendendo os réus do petrolão – nenhum deles se insurgiu contra o juiz Moro ou acusou sua conduta. Como o PML pode faze-lo?
Honestamente, atacar o juiz Moro ou a Lava-Jato com argumentos tão tacanhos chegar a dar vergonha.

Responder

    Pedro Sanches

    21 de janeiro de 2015 às 07h15

    LEIA OS AUTOS DO MENTIRÃO AÇÃO 470 E AÇÃO 2474 QUE FOI ESCONDIDA ONDE TINHAM PROVAS MAIS FORTES DE QUE NÃO HOUVE ESTA VERGONHOSA AÇÃO GOLPISTA POLÍTICA.

    vinícius

    21 de janeiro de 2015 às 09h51

    Marina Vella, bom dia.
    Celso Bandeira de Mello questionou a AP 470.

    Renata

    13 de fevereiro de 2015 às 12h51

    Um advogado denunciou sim. Deixou um documento sobre o que o PHA chamou ‘guantanamo do moro’ – o Conversa Afiada lê o documento em vídeo. Se for verdade, Moro está desrespeitando os Direitos Humanos, e por favor, não venha falar que corruptores não merecem ter os direitos humanos respeitados porque esse é um direito universal, meu, seu, do seu vizinho e dos presos da Lava a Jato

Bacellar

20 de janeiro de 2015 às 15h42

11 anos? Ou seja; assim que o PT ganhou a faixa. Esse um é aparelho tucano!

Responder

Reginaldo

20 de janeiro de 2015 às 15h13

Brilhante analise! A meu ver foi feita uma correta interpretação da “Operação Lava Jato” existem crimes que podem e devem ser apurados… mas principalmente está em curso uma operação que pretende tutelar e entregar a democracia para um salvador. O que eles querem e deslegitimar a política e entregar as instituições para um dócil Silvio Berlusconi que se encarregaria de transformar tudo em uma mistura neoliberal com Ópera buffa.

Responder

zé eduardo

20 de janeiro de 2015 às 09h33

A análise está perfeita, feita com cuidado, e torna-se assim cada vez mais esclarecedora quanto aos usos políticos da operação Lava Jato, independente dos resultados que se venha a obter. Não parece haver desqualificação jurídica, mas seu entendimento político (que é outro ‘departamento’ ou outra ‘camada’ da mesma realidade). PML deixa bem claro: “O texto confirma que o conhecimento jurídico de Sergio Moro não merece reparos. O que se debate é o uso político que pretende fazer desse conhecimento”. Parece que alguns leitores não entenderam e que PML vai precisar ‘desenhar’…

Responder

Archibaldo dos Santos braga

20 de janeiro de 2015 às 08h49

moro, não passa de tucanalha bem treinado!!!! Braga

Responder

Sidnei Brito

20 de janeiro de 2015 às 07h36

Sempre que eu vejo uma pessoa, um grupo, um movimento declarando-se apolítico e apartidário, tenho uma certeza: esse troço é político e partidário pra caramba!
O Dr. Moro, por exemplo: a bronca dele em relação à Política (com P maiúsculo mesmo) não foi grande o suficiente pra ter agido com “equilíbrio esculhambatório” durante a campanha de 2014.
Pra disfarçar, bem que ele poderia ter sugerido pra galera deixar vazar alguma coisa contra nomes da oposição (nomes “vivos”, de preferência).
Sei não. Acho que o seu “desligitimar a política” nada mais é do que o “deslegitimar ‘uma certa’ política”.

Responder

Francisco

20 de janeiro de 2015 às 03h54

A Comissão de Verdade não puniu os arenistas, a Lava-jato não punirá os deputados dos partidos que vivem de vender lobby…

A propósito: Moro tem “mãos limpas”?

Responder

Alessandro

20 de janeiro de 2015 às 02h51

A corrupção é “GIGANTESCA” no Brasil por um simples fato, “AQUI NÃO TEMOS PODER JUDICIARIO”, o escandalo do “BANESTADO”, todos os envolvidos não sofrerão punição alguma, o processo foi extinto por obra e graça do “PODER JUDICIARIO”, a “OPERAÇÃO NAVALHA” que ocorreu em 2006, nenhum dos envolvidos está preso ou foi processado, um dos “NAVALHEIROS” é reu no processo do “BANESTADO” e da “OPERAÇÃO NAVALHA”, pasmem, esse cidadão “PURISSIMO” foi eleito prefeito de uma capital, ganha uma mariola quem advinhar de que partido ele é, “DEMOCRATAS”, esse demonio “POSA” de bom moço, e “COMPETENTE”, e a cidade está um “CAOS”, essa é a maneira dos “DEMOS TUCANOS” de governar

Responder

Rafael

20 de janeiro de 2015 às 00h10

“A denominada “operação mani pulite” (mãos limpas) constitui um momento extraordinário na história contemporânea do Judiciário. Iniciou-se em meados de fevereiro de 1992, com a prisão de Mario Chiesa…” Sergio Fernando Moro http://s.conjur.com.br/dl/artigo-moro-mani-pulite.pdf

“Escolhi 1992 porque considero que este ano marca o momento de um declínio na história da sociedade italiana”, disse Eco em uma entrevista ao Corriere della Sera.
http://jornalggn.com.br/noticia/numero-zero-romance-de-umberto-eco-mostra-jornal-criado-para-difamar

Responder

zuleica jorgensen

19 de janeiro de 2015 às 19h36

O texto é muito interessante. Gostaria que o autor nos desse um link para consulta do escrito de Moro. Seria muito bom poder ler este texto.

Responder

Boanerges Aguiar Castro

19 de janeiro de 2015 às 19h35

Não há como negar que o Dr. Moro obrou com raro denodo no sentido de detonar a candidatura de Dilma Rousseff. Resta saber se S. Exa. não sabia que o ex-presidente do PSDB, Sérgio Guerra e o Senador Álvaro Dias (PR), também do PSDB, ambos proprietários de patrimônios econômicos de grande envergadura no desempenho de suas atividades políticas, também receberam dinheiro das empreiteiras envolvidas na Operação Lava-Jato, bem como não sabia da apreensão de um helicóptero com 450 quilos de pasta de cocaína de propriedade do deputado estadual (MG) filho do senador Perrela (MG), correlegionários e amigos do então candidato a presidente da República Aécio Neves (PSDB). Se não sabia, causa espécie. E se sabia, por que foi tão seletivo, e justamente nas vésperas da eleição, fornecendo, ainda, aquela poderosa MUNIÇÃO à revista “veja”, que, por sua vez, a POTENCIALIZOU com meia verdade, no no dia da eleição no segundo turno? A propósito, como perguntar não ofende, o que diz o Dr. Moro sobre o tráfico de drogas e armas no Brasil?

Responder

JURIDICO

19 de janeiro de 2015 às 16h39

JURIDICO
O seu comentário está aguardando moderação.

Não esquecendo de que IUSSEF vem desde o BANESTADO trabalhando com MORO
Responder
19 de janeiro de 2015 às 16:25
JURIDICO

Em tempo- quais os promotores que trabalharam no caso BANESTADO???
Responder
19 de janeiro de 2015 às 16:34
JURIDICO
O seu comentário está aguardando moderação.

CCARAMBA!!! Fui fazer uma pesquisa na google sobre o BANESTADO e está láCarlos Fernando dos Santos Lima procurador federal do caso BANESTADO!!! Hummm esse artigo do PML precisa ser aprofundado pois o planejamento pode ter vindo tipo os 40 do Procurador Federal no caso mensalão
Responder
19 de janeiro de 2015 às 16:03
josé carlos vieira filho

Deixe seu comentário

“O Conversa Afiada não publica comentários ofensivos, que utilizem expressões de baixo calão ou preconceituosas, nem textos escritos exclusivamente em letras maiúsculas ou que excedam 15 linhas. Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do Conversa Afiada.”

Nome: (Obrigatório)
E-mail: (Obrigatório)
Website:
Comentário:

Facebbok

SOBRE O CAF

Quem Somos
Palestras
Como Anunciar
Fale Conosco

Links

Blog do Azenha
Blog do Miro
Blog do Rodrigo Vianna
Carta Capital
Instituto Goulart
Teletime
Tijolaço

Não me Calarão

Copyright © 2008 / 2015 Conversa Afiada – Todos os Direitos Reservados

Responder

Rodrigo

19 de janeiro de 2015 às 14h34

Snif.. sniff… Coitados dos politicos… eles são tão bonzinhos. Recebem rios de dinheiro na campanha para eleição penando apenas em representar o povo no congresso por 4 anos. São tão altruístas…

Como é possível desejar que serem tão benevolentes e preocupados com o bem estar da nação sejam presos só por que superfaturaram uma obrinha aqui ou ali. Poxa, eles merecem uma chance graças aos imensos servições prestados a republica.

Isso é tudo culpa do PIG malvado e cara de mamão. Desviar verba e receber propina nunca deslegitimaria a politica.

Responder

    Renata

    13 de fevereiro de 2015 às 12h57

    Você entendeu superficialmente o artigo e o levou para onde o seu ponto de vista deseja. Seja mais honesto.

susan

19 de janeiro de 2015 às 13h04

Sua articulação para desqualificar o Juiz Sérgio Moro é sem dúvida de uma estraordinaria inteligência que permite conexões de fatos reais e históricos ao presente.
Porém não concordo com suas argumentações fatídicas e tentativas de desmoralizar as instituições sérias como a policia federal e também invalidar a competência e a capacidade de fazer justiça do ÚNICO juiz que de forma corajosa e séria enfrenta os poderosos e donos deste país.
Com certeza você está a defesa desse governo corrupto e empresas corruptas que pensam ser dona deste país.

Responder

Jorge Huyer

19 de janeiro de 2015 às 12h43

Tudo bem, analogias a parte, mas creio que aqui no Brasil a Juiz deveria ter promovido uma investigação ainda mais cirúrgica e despontualizada.
Desde a criação das estatais, sempre as construtoras aliciaram-se com políticos para alcançarem seus objetivos. Parece redundante, mas o Judiciário, por motivos também óbvios, tem se mantido convenientemente calado através dos governos que se sucedem.
Duvido muito que o Juiz lá de Curitiba imaginava ir tão longe. Salvo, se por baixo do pano, via esposa, pretendia-se uma articulação que levasse a Petrobras e consequentemente o governo.
As construtoras envolvidas são as mesmas que obtiveram contratos, sempre aditivados casuisticamente. Sempre trabalharam em conluio entre si, loteando as obras em partes, o que prova a conivência e interesses das administrações anteriores ao PT.
Portanto, os magistrados, tanto o italiano como o brasileiro, estão fazendo emergir fatos, há muito decantados e que a população estava tão acostumada que a corrupção fazia parte da cultura do país.
Vai virar pizza. Onde se viu dono de construtora e político irem simultaneamente para a cadeia?
Em São Paulo foi o Lalau, e o resto?
Aliás, o magistrado ainda não se manifestou sobre o auxílio moradia.
Aliás, o magistrado ainda não se manifestou se existe conluio entre o governo do Paraná e concessionárias de rodovias pedagiadas?
Aliás, o governo do Paraná disponibilizará recursos para o auxílio moradia para os
Juízes tão empobrecidos.
Aliás, é sobre a venda de sentenças?
Aliás, os mesmos operadores do Lava Jato, tinham como “modus operandi” os mesmos artifícios usados por Paulo Malluf e a Privataria Tucana, para a lavagem do dinheiro.
Aliás, porque o Magistrado da moda, não vem à público e se explique sobre as relações da sua esposa com o PSDB.
Para o azar do povo, a grande mídia, continua se empanturrando do jabá dos governos e interesses que as mantém.
Para sorte dos governos e um sonho de nação, o povo está desarmado, por isso sucedem-se governos que deitam e rolam. Entende-se por governo, o Executivo, o Legislativo e o Judiciário.

Responder

    alderijo bonache

    20 de janeiro de 2015 às 10h12

    Matou a pau, concordo em gênero, número e grau! Melhor estraga!

Vlad

19 de janeiro de 2015 às 12h28

“Deslegitimar a Política”?
O que está sendo “desligitimado” não tem NADA a ver com política.
É apenas a maior máfia de corrupção já desmascarada da história do Ocidente.

Responder

SERGIO CARLOS FRANCISCO

19 de janeiro de 2015 às 12h22

Muita gente aqui defendendo o juiz q é uma das figuras das delações seletivas… Parece até o pessoal q apoia a morte via FUZILAMENTO. IDADE MÉDIA E CONSERVADORISMO.

Responder

Lukas

19 de janeiro de 2015 às 11h12

Desqualificar quem investiga ou quem pune petista é a única saída por agora. Por que não tentam desqualificar as provas?

Responder

    Jacó do B

    19 de janeiro de 2015 às 11h55

    André Vargas X Argolo. Tapioca de um Ministro X Helicóptero com 1/2 tonelada de cocaína. Aonde está o Moro e a ‘opinião publicaDA’?

    Luiz Felipe

    19 de janeiro de 2015 às 12h53

    O problema é que são escondidas as provas que inocentam os petistas e amplificam as provas que incriminam os petistas. No caso chamado mensalão, as notas técnicas assinadas pelo Pizzolato e mais três pessoas foram escondidas, além do laudo 2.828. Se mais de uma pessoa assinam um determinado documento, todos são coautores, havendo um litisconsórcio necessário neste caso. À luz do Direito Penal brasileiro, como pode apenas um dos coautores participar do polo passivo da relação processual? A justiça brasileira é uma vergonha, só serve para condenar os 4 ps.

saulo

19 de janeiro de 2015 às 11h08

Perfeito. Uma pena. Era melhor deixar do jeito que estava, pois assim poderíamos capitalizar a política e dar a merecida remuneração aos operadores do esquema. Uma lástima o trabalho do judiciário em evitar este tipo de valorização da política. Ainda bem que temos pessoas como PML a defender o PT, pois só o pessoal de Direita rouba. Os da esquerda fazem isso em prol de um bem coletivo maior, assim, não se pode chamar roubalheira.

Responder

Leo

19 de janeiro de 2015 às 10h33

A Operação Lava Jato sequer tinha a intenção de descobrir irregularidades na Petrobras. De acordo com esse artigo e exposições de políticos e simpatizantes da Situação, percebesse que existe uma manobra orquestrada para desmoralizar Moro e todas as investigações, a fim de tornar menos chamativos a corrupção na estatal e roubo de bilhões de reais.

Responder

    Luiz Felipe

    19 de janeiro de 2015 às 12h57

    É o próprio Moro que está se desmoralizando. Kd o processo do helicóptero do pó? Como tinha tucano de bico graúdo envolvido foi arquivado tudo, inclusive com o indeferimento em ouvir as testemunhas de acusação. VERGONHA. Por que só investigar um lado? Quando é do outro nada se investiga?

    Leo

    19 de janeiro de 2015 às 20h40

    Quem diz que ele está investigando apenas um lado é você e a mídia. Como eu disse, percebe-se claramente uma tentativa de tornar o roubo de bilhões de reais um mal menor, como se a corrupção na estatal fosse um mero detalhe.

    Diogo Romero

    21 de janeiro de 2015 às 10h48

    Leo, pelo jeito você está lendo algum jornal que esteja vazando informações da operação do Helicoca. Diz aí pra gente ler também.

Paulo

19 de janeiro de 2015 às 10h22

Fala muito o autor, mas em síntese defende que: se as empresas são grandes, se os corruptos são amigos, se os interesses são “os da causa”, “vamos esquecê-los, afinal, o Brasil precisa crescer….”
Tá faltando Moro e sobrando politico aqui neste pais….por isso não vamos pra frente.

Responder

JURIDICO

19 de janeiro de 2015 às 10h22

esqueceram de incluir IUSEFF como peçã essencial capturada no caso BANESTADO

Responder

Alex

19 de janeiro de 2015 às 09h57

Não consegui vislumbrar se o texto está defendendo a operação, está contra ou só está falando o óbvio.

Responder

mario lucio de oliveira

19 de janeiro de 2015 às 09h52

A nossa PF como a maioria das policias de paises submissos é de fato dirigida veladamente pelas instituições CIA, FBI, DEA a tal ponto que conflitam com seu proprio governo e autoridades como o ministerio da justiça ao qual estão subordinados.

Responder

Julio Silveira

19 de janeiro de 2015 às 09h35

Discordo de que o interesse do juiz fosse deslegitimarbo sistema politico, o que demonstrou para mim, pelo nitido aos meus olhos, interesse em deslegitimar um lado polititico, o governista, foi que seu interesse foi levar a oposicão ao poder, oposição que alias por vias indiretas ficou demonstrado que é parte.

Responder

Mauro Assis

19 de janeiro de 2015 às 09h27

O texto do articulista baseia-se na análise de uma única expressão, pinçada de um parágrafo do texto do juiz: “grande frustração pela quantidade de promessas não-cumpridas após a restauração democrática”.

O articulista então infere que “(a declaração) resume uma visão frequentemente veiculada por comentaristas sempre nostálgicos do regime militar”, e dessa conclusão (que o juiz seria uma espécie de “viúva da ditadura) segue-se todo o longo texto.

Acontece que essa mesma frase pode ser encontrada no discurso da esquerda brasileira também, que vem defendendo um aprofundamento da “proto-democracia” brasileira para mitigar a “grande frustração pela quantidade de promessas não-cumpridas após a restauração democrática”.

Ou seja, lendo o texto do juiz e comparando-o com o discurso das esquerdas reformistas de hoje pode-se chegar a uma conclusão diametralmente oposta à inferência feita pelo autor do texto.

Responder

Mario Mendonça

19 de janeiro de 2015 às 09h08

Prezado Azenha.
Comparar Sergio Moro com Paolo Borsalino e Giovani Falcone é uma piada.
Abração

Responder

Fúlvio Costa

19 de janeiro de 2015 às 01h27

Falou, falou, falou, e não falou nada. E aí, Paulo Moreira Leite, como saímos dessa situação?

Responder

Deixe uma resposta

Apoie o VIOMUNDO - Crowdfunding