VIOMUNDO

Diário da Resistência


Paulo Kliass: Quem dá mais? Brasil à venda – Preços módicos!
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Paulo Kliass: Quem dá mais? Brasil à venda – Preços módicos!


28/02/2013 - 11h57

 O problema não reside no fato de sermos apresentados como a oportunidade do momento. E sim nos custos implícitos do conjunto dessas operações de privatização travestidas retoricamente de “mera concessão”. A sociedade brasileira vai arcar com o ônus de mais um ciclo de acumulação privada às expensas do dinheiro público.

Paulo Kliass, em Carta Maior, sugestão de Mardones

O enredo é vendido, para os incautos e desavisados, como a busca da chave encantada, que serviria de ingresso pleno para o paraíso. Afinal – já pensou que maravilha? – o Brasil estaria sendo muito bem aceito lá fora, sempre atuando como plataforma cordial de ganhos assaz interessantes para o capital financeiro. Mas, na verdade, tudo isso se assemelha muito mais a um grande pesadelo, tendo em vista as conseqüências atuais e futuras, bem perversas, que virão para a maioria de nosso povo. Refiro-me a essas viagens dos representantes do governo da Presidenta Dilma pelos 5 continentes, na tentativa desesperada de vender as vantagens de nossas terras como a grande alternativa de investimento sólido e seguro para o capital internacional.

Tudo se passa como se estivéssemos no interior de uma roda do tempo, voltando às últimas décadas do século XIX. A economia brasileira se apresenta completamente dependente da exportação de produtos primários – em especial, a produção de café. Os poucos e localizados surtos de tentativa de industrialização terminam sendo abafados pelos interesses do setor agrário exportador. O movimento abolicionista enfrenta a dura oposição e os fortes obstáculos do “establishment”, pois o fim da escravidão e a introdução do trabalho assalariado significariam a explosão dos custos de produção e inviabilizariam a economia nacional. (sic)

Naqueles tempos, o ingresso na era da economia urbano-industrial também estava a exigir um investimento maciço em infra-estrutura. Como a capacidade de poupança nacional era bastante reduzida, em função da inexistência de remuneração para aqueles que exerciam o trabalho produtivo, a estratégia envolveu a atração de investidores e empresas estrangeiras. Estando o pólo dinâmico do capitalismo internacional localizado na Inglaterra, para cá vieram as corporações como “Light and company”, “Bond and company”, e todas as “railways” que tivemos o direito de acolher. O foco era a geração e a transmissão de energia elétrica, além da organização e exploração econômica dos transportes urbanos (bondes) e interurbanos (trens).

As semelhanças com o Brasil do século XIX

Corta para 2013. A dependência de nosso modelo de política econômica frente à exportação de produtos primários (agricultura e extrativismo mineral) permanece a mesma. O processo de desindustrialização de nossa economia é um fato objetivo e o governo pouco ou quase nada faz para reverter essa tendência destruidora do patrimônio nacional, dos empregos e da renda interna. A prioridade cega e irracional concedida aos interesses do agronegócio e a política da valorização cambial sufocam a indústria que tenta produzir em nosso território. A inundação dos manufaturados importados é justificada como resultado inevitável das chamadas “leis de mercado”, uma suposta fatalidade à qual deveríamos nos acostumar e adaptar. O governo se encarrega de reduzir o “custo Brasil”, ao promover a desoneração irresponsável da folha de pagamentos e generalizar as isenções de tributos para o capital.

Os problemas de nossa infra-estrutura são bem conhecidos há muito tempo. As décadas de ajuste econômico conservador e neoliberal, o processo de privatização e a prevalência da lógica do financismo não podem mais ser utilizadas como desculpa para a inatividade ao longo dos últimos 10 anos. Se no final dos anos 1800 não tínhamos quase nada em termos de transpores e energia, hoje em dia temos muito por construir no conjunto do parque de infra-estrutura. Porém, a exemplo do passado, mais uma vez incorporamos a lógica do neocolonialismo e saímos por aí, passando o pires pelo mundo afora.

O “road show” e as concessões ao capital internacional

O chamado “road show” protagonizado por estrelas do primeiro time de Dilma é a manifestação mais simbólica da incorporação da lógica da dependência e da submissão. A página do Ministério da Fazenda na internet apresenta a versão em inglês da apresentação do Ministro Mantega e da publicação impressa a ser distribuída aos interessados. Os títulos sugestivos são, respectivamente, “The Brazilian Economy and Investment Opportunities” e “Infrastructure in Brazil: projects, financing instruments, opportunities. O problema não reside no fato de sermos apresentados como a oportunidade do momento. E sim nos custos implícitos do conjunto dessas operações de privatização travestidas retoricamente de “mera concessão”. Afinal, tendo em vista as condições que oferecemos para lograr tal objetivo a qualquer preço, a sociedade brasileira vai arcar com o ônus de mais um ciclo de acumulação privada às expensas do dinheiro público.

Essa rodada global, patrocinada por nossos representantes, pontua os elementos positivos do desempenho econômico brasileiro ao longo do período recente e o potencial de crescimento futuro de nossa economia. Até aí, nada de novo. Os grandes investidores internacionais conhecem muito bem as oportunidades abertas para quem se interessa em vir para cá e aplicar os seus recursos. E esse cenário de ganhos continua válido, mesmo depois da corajosa e necessária mudança de postura de nossa Presidenta, que determinou a seus assessores a redução da taxa oficial de juros, a SELIC. A diferença é que a maior parte dos interessados agora deveria estar motivada tão somente pelos ganhos derivados da atividade produtiva ou na área de serviços.

A apresentação menciona a necessidade de um montante total de US$ 235 bilhões, a serem investidos ao longo dos próximos anos em programas de concessão de infra-estrutura. A distribuição desses valores de acordo com os projetos setoriais é a seguinte: i) logística: US$ 121 bi; ii) petróleo e gás: US$ 74 bi; e iii) energia elétrica: US$ 40 bi. Os principais projetos detalhados são:

a) Rodovias: 7.500 km.
b) Ferrovias: 10.000 km.
c) Portos: 159 unidades.
d) Trem de alta velocidade: 511 km.
e) Aeroportos: 2 internacionais.
f) Petróleo e gás: 3 rodadas de leilão para exploração de reservas.
g) Energia elétrica: 33.000 MW de geração e 23.200 km de linhas de transmissão.

As facilidades oferecidas ao investidor estrangeiro

Além disso, o documento procura convencer o investidor estrangeiro a respeito das vantagens em aplicar seus recursos por aqui. Para tanto são ressaltados justamente os aspectos mais negativos e conservadores da política econômica do governo. Ou seja, aquelas medidas que se destinam a beneficiar apenas os interesses do capital em detrimento das necessidades da absoluta maioria da população. E dá-lhe receituário típico das demandas dos colunistas de economia dos grandes meios de comunicação, sempre a serviço dos interesses das associações de empresários e do financismo.

Com todo o orgulho, o texto em inglês reforça o compromisso do governo em reduzir as despesas e o déficit com a previdência social, bem como busca assegurar a continuidade da política de redução dos gastos correntes de forma geral. A apresentação exibe com toda a satisfação o êxito da política de obtenção de superávit primário, de forma sucessiva ao longo dos últimos anos.

Por outro lado, tranquiliza os gestores dos fundos de investimento quanto à continuidade da definição da taxa de câmbio baseada no pressuposto da liberdade cambial. Finalmente, o texto reforça a tendência irreversível para com a desoneração tributária (em especial a da contribuição previdenciária sobre a folha de pagamentos) e com a redução de impostos de uma forma geral. Em poucas palavras, o recado é claro: podem vir que o retorno do investimento está tranqüilo, pois o Estado vai cumprir com seu papel de assegurar seus ganhos.

Não bastasse essa ladainha toda, o governo ainda anuncia medidas que concretizam tais compromissos, com mais pacotes de benesses. Depois do grande “lobby” exercido pelos representantes do capital, Dilma recua e aceita elevar as taxas de retorno previstas para os projetos de concessão. Ou seja, em total oposição ao discurso a respeito da queda da taxa de juros, sua equipe anuncia que as taxas de lucro dos projetos de concessão de infra-estrutura podem chegar a 15% ao ano. Uma loucura, caso consideremos que a taxa real de juros para uma aplicação em títulos da dívida pública fica em torno de 2% atualmente.

O conglomerado empreendedor estrangeiro participa de uma licitação patrocinada pelo próprio Estado brasileiro, para gerir um bem ou serviço público, em uma operação quase sem nenhum risco envolvido, com uma demanda garantida por uma eternidade e ainda tem a autorização e o estímulo do governo para auferir esse tipo escandaloso de retorno financeiro. Um absurdo!

Não bastasse tamanha generosidade, sempre realizada com recursos públicos previstos no orçamento, o governo decide por oferecer aos interessados e vitoriosos nas licitações a engenharia financeira do BNDES. Leia-se: o banco “nacional” de desenvolvimento vai participar com aporte de recursos, a custo praticamente nulo, para que os agentes do imperialismo venham aqui dentro explorar atividades econômicas de natureza pública!

Imagine-se o que não vai ocorrer dentro de 30 ou 35 anos, quando da renovação de tais contratos. O segredo desse tipo de empreendimento, como qualquer outro, é determinado por uma conta muito simples: o resultado líquido entre receitas e despesas. Aumentar receitas significa ampliar o número de usuários e, principalmente, o valor das tarifas. Diminuir despesas significa processos mais eficientes, mas também reduzir a qualidade dos serviços oferecidos. Os resultados da privatização de telecomunicações e da energia elétrica estão aí para quem quiser refletir sobre tarifa pública e qualidade do serviço. E também sobre a incapacidade das agências reguladoras exercerem seu verdadeiro papel.

Infra-estrutura: interesse estratégico e soberania nacional

Por se tratar de áreas de interesse estratégico para o País, com elevada sensibilidade econômica, política, social, tecnológica, ambiental e de segurança nacional, esse movimento delicado deveria merecer muita mais atenção e preocupação por parte do governo. Vender dessa forma irresponsável uma parcela essencial de nossa capacidade econômica pode trazer consequências irreparáveis no médio e no longo prazos. A crise econômica internacional reduziu as taxas de ganho por todo o planeta. Se o Brasil é efetivamente um dos principais pólos de atração para novos investimentos estrangeiros, nossa postura deveria ser muita mais exigente e seletiva na procura dos interessados.

Ao invés de oferecer mundos e fundos, deveríamos sim é colocar nossas exigências em termos de contrapartidas. Isso significaria estabelecer condições quanto a re-investimento dos lucros auferidos, internalização de tecnologia aportada, limitação das taxas de retorno financeiro nos projetos, multas para não cumprimento de cláusulas importantes, entre outros aspectos.

Em poucas palavras, seria uma excelente oportunidade para demonstrarmos ao resto do mundo que não existe mais espaço para o servilismo nem para o excesso de cordialidade nas relações econômicas com o capital estrangeiro. Que a partir de agora, o Estado brasileiro iria responder – em primeiro lugar – aos interesses nacionais e soberanos, sempre da perspectiva da maioria de sua população. Porém, como o governo não trabalha com um projeto de País nem com uma estratégia de Nação, vamos cedendo e concedendo o futuro para tocar o ramerrame do dia-a-dia.

Paulo Kliass é especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, carreira do governo federal e doutor em Economia pela Universidade de Paris 10.

 

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53 comentários

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Mário SF Alves

01 de março de 2013 às 17h49

Governo, governo, governo. Daqui a pouco ninguém vai poder mais ler essa palavra aqui, de tão exaustivamente usada.
O que precisa ficar definitivamente claro é:
1- Qual é o compromisso eleitoral assumido pelo governante/chefe de estado?
2- Qual é o poder de fato deste governante em realizar os compromissos de campanha eleitoral, ou seja, resta saber qual é o poder efetivo de realização deste Governo em relação aos compromissos assumidos; ou, ainda, qual é o grau de liberdade de tal governante tendo em vista atender os anseios e expectativas da população e, em conformidade com isso, agir constitucionalmente frente as responsabilidades inerentes ao cargo?
3- Quem ou que forças limitam essa liberdade de ação? E por que o faz ou fazem?
_______________________________________

Decorre daí que, dada a REALIDADE, os anseios da população, as responsabilidades governamentais e o grau de liberdade do Governo, compete ter claro o que o Governo tem feito; ou, em última análise, e em tal cenário, se o Governo tem agido com negligência, imperícia e/ou imprudência. Aí, sim, e só a partir daí, teremos legitimidade para criticá-lo ou elogiá-lo.
________________________________________
Quanto ao referido grau de liberdade é preciso mais do nunca, e mais e mais, que tenhamos conhecimento e consciência da certidão de ônus e registro de nascimento do GOLPE DE ESTADO de 1964; ou seja, como foi engendrado, quem o engendrou, com que finalidade e com que recursos. E mais, e fundamentalmente, quem e como se dele beneficiou e socioeconomicamente quanto tal “benefício” nos custou.
Neste sentido, o que vimos recentemente no julgamento da AP 470, realizada pelo STF, mostra claramente que, independentemente da existência ou não de culpa, as mesmas forças que agiram no sentido de esfacelar a democracia em 64, são as mesmas que agiram no encadeamento do resultado do citado julgamento.
_____________________________________
Diante disso, a questão que fica é:
1- Devemos ou não apoiar o Governo que temos?
2- Queremos ou não que se consolide a temerosa práxis de tal julgamento e a consequente fragilização da democracia, sujeitando-a ao risco de um novo e abominável golpe de estado?

Responder

    Marcelo de Matos

    01 de março de 2013 às 19h47

    Caro Mário. Uma coisa são as promessas de campanha, que todos fazem. Muitas vezes elas são coordenadas pelos marqueteiros. Outra é a condução da economia. Nessa área as entidades empresariais, como a Fiesp, como sabemos, são protagonistas. Hoje eu estava assistindo a uma entrevista com um economista na Globo News. Ele falava sobre o crescimento do PIB em 2012 (0,9%) e que em 2013 esse crescimento deverá ser da ordem de 3%. Segundo o economista é preciso aumentar o investimento sem gerar inflação. Atingir boas metas de crescimento econômico não é fácil, a não ser para a China. O PIG sempre compara o Brasil com a China e a Rússia, que produz muito petróleo. O PIG da Alemanha, porém, foi de 0,7% e o da Inglaterra 0,2%. O da Bélgica, terceiro maior investidor estrangeiro no Brasil, foi de -0,2%. As decisões na área econômica parecem resultar de consenso entre os mais destacados economistas sobre a forma de enfrentar os problemas. Parece-me que nunca é uma decisão unilateral do governo.

Marcelo de Matos

01 de março de 2013 às 15h52

Mais uma palavrinha nesse tema do nacionalismo contemporâneo. Por muito tempo protestamos contra o imperialismo ianque, tachando de “entreguistas” os que discordavam de nossos pontos de vista. Ironicamente, o imperialismo com o qual nos relacionamos em maior escala, nos dias de hoje, é o da China, um país capitalista com governo marxista.

Responder

    abalicionista

    01 de março de 2013 às 17h21

    Marxista aonde? Só se for na propaganda, porque no conteúdo… A propósito, você já leu Marx? Em que livro do Marx ele propõe um modelo de governo?

    Marcelo de Matos

    01 de março de 2013 às 19h21

    No Manifesto do Partido Comunista Marx propõe a tomada do poder pelo proletariado e a instituição de uma sociedade socialista. Essas idéias foram desenvolvidas por Lênin, em O estado e a revolução e várias outras obras. O estado chinês adotou de Marx a forma de partido único, chamado comunista. A economia é capitalista, como foi a da Rússia por um período, nos tempos de Lênin: era a chamada NEP – Nova política econômica. Com isso Lênin tentava desenvolver mais o país. Já li bastante Marx, Engels e Lênin. Stalin, também, foi um teórico importante do socialismo.

    abolicionista

    01 de março de 2013 às 22h28

    Desculpe, Marcelo, mas discordo frontalmente. Tudo o que o Manifesto (um texto panfletário que convocava a revolução) propõe é que o proletariado tome o poder. O Manifesto Comunista, vale lembrar, é um texto escrito a várias mãos e tem sido erroneamente atribuído somente a Marx. Aliás, a manipulação das teorias marxistas foi tão intensa na URSS que chegaram a ponto de adulterar o texto de Marx, a Ideologia alemã, para provar a teoria do materialismo histórico. Também proibiram que alguns textos “metafísicos” fossem traduzidos para o russo. Só que a teoria do materialismo histórico contradiz completamente o Marx de O Capital. Marx provou que o sistema capitalista produz crises cíclicas, 2008 mostrou que ele tinha razão, a despeito do prognóstico neoliberal. Procure se informar melhor.

    abolicionista

    01 de março de 2013 às 22h32

    Outro problema é pensar que Marx era desenvolvimentista. Basta ler O Capital para verificar que isso é uma falácia. Quanto às teorias de Lênin, elas instrumentalizam a teoria marxista a ponto de torná-la irreconhecível. Creio que você precisa ler interpretações menos instrumentalizadas da obra de Marx, como as de David Harvey.

lulipe

01 de março de 2013 às 14h32

Vão faltar malabarismos dos comentaristas para explicar o texto, nem o Cirque du Soleil!!!!

Responder

    abalicionista

    01 de março de 2013 às 17h19

    É duro não poder citar os dados macroestruturais, né Tucaninho? Tem que ficar só na polêmica, no nhenhenhém. Basta consultar os dados do IBGE e do IPEA para calar sua boca. Quantos porcento do PIB o FHC destinava aos gastos sociais? E o PT? Tentar afirmar que o governo FHC foi melhor que o do PT é como tentar provar que o XV de Jaú é o melhor time do mundo, só com um salto de fé Kierkegaardiano, e olha lá!

LEANDRO

01 de março de 2013 às 13h50

Uma coisa que não entendo…as reservas são recordes, a arrecadação bateu 1 trilhão e mesmo com a economia patinando,aumentou muito que o pib e mesmo assim não tem dinheiro para investimentos????

Responder

LEANDRO

01 de março de 2013 às 13h33

E tem mais uma na promoção…
“Petrobrás perde 40% de valor em 3 anos e cai em ranking de petrolíferas”

A estatal valia US$ 199,3 bilhões no dia 1º de janeiro de 2010, valor que despencou para US$ 119,9 bilhões nesta quarta-feira – uma diferença de quase US$ 80 bilhões.

Responder

    Mário SF Alves

    01 de março de 2013 às 22h29

    Pois é, tá na hora de chamar de volta o FHC(b) para concluir o que tão diligentemente iniciou; ou seja: tacar um “X” no lugar do s de Petrobrás e ato contínuo, entregá-la, não por U$ 119 bi, mas, sim, a preço de trinta bananas.
    _______________________
    Quel tal?

Santi

01 de março de 2013 às 13h12

Por mais que o governo ensista não cosegue vencer a ganância dos chamados empresarios nacionais que só entra em negocios super faturados e o famigerado PIG que distorce tudo EX; Concessão é arrendamento e Privatizar é vender. O jeito é buscar lá fora quem queira investir e trabalhar no Brasil quem sabe o Empresário Brasileiro baixe um pouco a bola e o PIG deixe de pensar que somos idiotas.

Responder

Marcelo de Matos

01 de março de 2013 às 09h40

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1238804-china-lidera-as-aquisicoes-de-empresas-brasileiras.shtml A Folha publica hoje, “A China foi o país que mais investiu recursos em fusões e aquisições no Brasil entre 2009 e 2012”. “Empresas do país asiático foram responsáveis por 16,1% – equivalente a US$ 21,5 bilhões– do total dessas transações nesse período, um pouco à frente dos Estados Unidos (15,6%)”. “Esse movimento contribuiu para que o Brasil saltasse do quinto para o quarto lugar no ranking de nações que mais receberam IED – investimento estrangeiro direto, segundo estimativa do Credit Suisse, entre 2011 e 2012. O país, atualmente, só perde para EUA, China e Hong Kong. Em 2009, o Brasil ocupava a 14ª posição”. Sou do tempo em que grande parte de nossa intelectualidade protestava contra o “entreguismo”. Tínhamos jornais nacionalistas, como o Semanário; centenas de livros nacionalistas eram editadas; tínhamos, até, a Frente Parlamentar Nacionalista. Ninguém comenta esse fato, mas, arrefeceu nosso ímpeto nacionalista, salvo honrosas exceções.

Responder

henrique de oliveira

01 de março de 2013 às 09h15

Discordo em genero numero e grau , pois no portal da transparencia do Governo Federal esta bem explicitos os contratos de Concessões e nem de longe parecem privatizações , pois a privataria dos tucanos é doar o patrimonio e nas concessões me parece mais um aluguel por tempo determinado e com uma clausula que se não for feito o estipulado no contrato a coisa é desfeita.
Esse bla bla bla que esse governo esta privatizando é conversa mole para quem curte novela e JN.

Responder

Marcelo de Matos

01 de março de 2013 às 08h54

Hoje só a esquerda critica o governo por correr atrás de investimentos. JK, quando começou a industrializar o país, enfrentou críticas à direita e à esquerda. Não tenho acesso a jornais daquela época, mas, lembro que o direitista Tribuna da Imprensa estampou manchete: “Até quando a indústria automobilística continuará sendo o escândalo que sempre foi?” O jornal referia-se à forma como eram feitos os contratos de instalação de montadoras no país. O governo brasileiro abria um crédito para a montadora e sua matriz nos remetia maquinário que já era considerado sucata por lá. Produzíamos o que Collor depois chamou de carroças. JK estava errado em correr atrás das montadoras? Hoje somos o quarto maior produtor mundial de automóveis. O governo Dilma contratou com a China a construção de refinarias de petróleo no Maranhão e no Ceará. Sem o capital chinês nunca teríamos essas refinarias. Os maiores investidores estrangeiros no Brasil, pela ordem, são: EUA, Espanha e Bélgica. Só querem o filé: petróleo, automóveis, cerveja, celulares e mineração.

Responder

J Souza

28 de fevereiro de 2013 às 23h49

Os “falcões” neoliberais, ou “Chicago boys”, da Dilma não deixam nada a desejar aos do FHC… Talvez por isso ele diga que ela cospe no prato em que come…

A verdade é que a rede globo e a editora abril ganharam a batalha ideológica no Brasil.
A mídia golpista pode se considerar vitoriosa, pois praticamente aniquilou a esquerda deste país!

O que se discute agora no Brasil, assim como nos EUA, é quem é menos de direita, ou mais de direita.

Chegamos ao absurdo de o PMDB defender mais o governo Dilma do que o próprio PT, cujos parlamentares se acomodaram de tal forma nos cargos que quase não ouvimos falar deles!

Responder

lulipe

28 de fevereiro de 2013 às 23h02

Os tucanos devem estar morrendo de inveja do governo do PT, é privatização atrás de privatização…Que beleza!!!!

Responder

Marcos Rocha

28 de fevereiro de 2013 às 22h38

Com a idade nos habituamos a ver coisas que antes achávamos impossíveis.

Mas confesso que precisei ir ao link para acreditar no que o articulista disse.

Tá tudo lá!

O Brasil com Z…Nossos ativos divididos em tópicos bem ilustrativos: energia, aeroportos etc…

Proponho um exercício mental aos comentaristas deste blog: fechem os olhos, abstraiam-se por alguns segundos da realidade e imaginem-se no ano de 1999 ou 2000…

Governo FHC. Pedro Malan. Pedro Parente e cia.

Tentem lembrar da atmosfera e sentimentos da época: revolta, indignação, sentimento de Pátria vendida etc…

Aí, em seguida, ainda nesse espírito, abram o link mencionado na matéria e pensem.

O que escreveriam aqui se o Governo FHC tivesse criado um troço desses?

COM CERTEZA, mas com a mais absoluta certeza, alguns diriam haver chagado a hora de pegar em armas contra o entreguismo neoliberal.

E, passados alguns anos o que vemos?

Um cardápio privatizante em inglês e alguns, evidentemente envergonhados, justificando que é preciso do capital estrangeiro para desenvolver o País!!!!

Nem Armínio Fraga diria melhor!

Cadê o discurso sobre a necessidade de manter sob controle estatal os setores estratégicos? Cadê a contrariedade à entrega de patrimônio nacional aos imperialistas? Cadê a defesa do Estado contra os “rentistas” ?

– Não é privatização, é concessão – dirão os mais novos especialistas em Direito Administrativo – É só concessão por 30 anos !

Afinal “eles” (os maus), privatizam. “Nós” (os bons), entregamos em concessão…

“Eles” (vilões), querem propiciar lucro ao Império, sendo o desenvolvimento do Brasil mero detalhe.

“Nós” (mocinhos), queremos o desenvolvimento do Brasil, sendo o lucro que propiciaremos ao Império mero detalhe.

Meu Deus, nada como um dia após o outro!

PS: faltou incluir nesse cardápio as almas dos nossos índios, como previu um certo poeta.

Responder

    Nelson

    01 de março de 2013 às 13h06

    Sinceramente, Rocha, eu, que votei na Dilma, e no Lula em quatro eleições – para que fizessem coisa bem diferente, acabassem de vez com a privatização do patrimônio público -, gostaria muito de não ter que escrever isso: concordo plenamento com teu comentário.

A Lesma Lerda

28 de fevereiro de 2013 às 21h17

isso ta lá…dito muito bem resumido no Quanto Vale ou é por Quilo do Sergio Bianchi…”no Brasil os século não passam..eles se superpõem”…

Responder

emerson57

28 de fevereiro de 2013 às 19h20

a chegada do pt ao poder é a melhor coisa que poderia ter acontecido ao brasil. estivéssemos sendo governados por qualquer outro a “coisa” seria muito pior.
sou contra privatizar qualquer coisa. nem conceder ou qualquer outro eufemismo que se use para criar barões para explorar o trabalho nativo.
sou a favor de investimento estrangeiro. se eles querem explorar um serviço, construir uma indústria ou uma estrada são muito bem vindos. eles e os capitais deles. o governo pode e deve dar condições para isto. o que não pode é cevar, em detrimento do empreendedor nativo, investidor estrangeiro, com capitais do bndes ou outros bancos estatais.
entregar estradas, portos, aeroportos é o fim da picada.
mas tem pior.
é o petróleo e o présal.
ai é crime.

Responder

Richard

28 de fevereiro de 2013 às 18h26

O problema é que uma parte da elite, donos da mídia, arcaicos, jogam contra o Brasil, e seu POVO, promovendo o terrorismo econômico que atinge em cheio a expectativa do empresariado brasileiro que acredita no que lê nos jornais e vê nas tvs! “Ingenuidade” dos empresários? Não creio… Assim sendo vamos ao “estrangeiro” buscar os recursos – parceiros – necessários, que não temos, para a economia deslanchar! É óbvio que o lucro ficará para os investidores que acreditaram no Brasil!
Quando acabar a concessão tomaremos posse do não tínhamos, não podíamos executar, contratamos em outros países e estará em nosso poder… Pior cego é aquele que não quer enxergar.

Responder

Messias Franca de Macedo

28 de fevereiro de 2013 às 18h08

[BRASIL LEILOADO! ENTENDA]

VALE CULTURA:
20% VÃO PRA GLOBO
O Governo renuncia a impostos para pagar o salário do Ataulfo Merval e da Urubóloga. Pode?
Publicado em 28/02/2013
em http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2013/02/28/vale-cultura-20-vao-pra-globo/#comment-1060058

###########################

OH! MATUTO SOFRIDO!

… A TV Brasil, ao que me consta, é aberta! E de ótima qualidade [cultural]!… Então pra que diabos o governo deveria estimular o uso do vale-cultura para o trabalhador pagar TV por assinatura, enredo de golpistas nativos – e de enlatados estadunidenses?!…

NOTA FÚNEBRE: ainda há tempo para a presidente Dilma Rousseff rever esse ABSURDO!…

República de ‘Nois’ Bananas]
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

Marcelo de Matos

28 de fevereiro de 2013 às 17h35

Lendo esse post ficamos com a impressão que é fácil conseguir dinheiro para obras de infraestrutura, como o trem bala. Temos esse dinheiro? Não temos. Então dependemos de investidores estrangeiros que nem quiseram participar da primeira licitação. É preciso ir atrás desses investidores. Qualquer obra desse porte requer capital e tecnologia, que também custa dinheiro. Para expandir os canaviais brasileiros e produzir açúcar, os portugueses foram atrás de banqueiros holandeses. Trata-se com desdém a produção de commodities como o açúcar, o café, ou a soja. Produzi-las, porém, não é tão fácil quanto parece. Nem se trata de atividade econômica de segunda categoria: a China, maior potência industrial do planeta, é grande produtora de commodities. Fala-se em desindustrialização. Essa é uma consequência do boom industrial dos tigres asiáticos. Vejam o que aconteceu, por exemplo, com Detroit:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/24-fatos-sobre-a-decadencia-da-cidade-de-detroit?page=1

Responder

Wolf

28 de fevereiro de 2013 às 17h29

O governo, fazendo propaganda, oferece até 15% de ganhos ao ano, ou seja, vende o peixe. Contudo, na licitação, vencerá o grupo nacional ou estrangeiro que apresentar a melhor proposta, que, de fato, poderá não pagar nem os 2% da Selic, tendo em vista o grande número de variáveis contidas em um grande negócio.
Simplesmente não creio que nossas forças de esquerda estejam entregando o ouro a bandidos. Vejo, em verdade, uma estratégia de atrair grupos econômicos alienígenas para furar o bloqueio e os cartéis instalados, desde o império, no Brasil.
O governo poderia criar estatais e prestar ele mesmo esses serviços, mas correria o risco de, perdendo uma eleição, ver todo o seu trabalho jogado no lixo com outra onda de privatização.

Responder

Guilherme Souto

28 de fevereiro de 2013 às 16h32

Fico pensando onde o governo vai conseguir os 23 e tantos bilhões para ele mesmo bancar os investimentos. Alguém mais lúcido para explicar isso?

Pô, tem que ter a ação do setor privado, o que importa a mim é saber em quais bases serão realizados esses contratos.

Responder

Waldir

28 de fevereiro de 2013 às 16h27

Vou me ater a um ponto da longa catilinária do senhor Paulo Klass: a diferença entre o rendimento a ser obtido pelos que conseguirem as CONCESSÕES POR 30 ANOS (15%) e o rendimento dos especuladores do mercado financeiro atualmente (2% em termos reais) segundo o texto. Qual é o melhor cenário? Esse ou o anterior, onde o Estado não investia, por falta de recursos, e onde o capital privado, nacional e estrangeiro, ia para o mercado financeiro obter, sem suar a camisa, rendimentos brutos de até 40% ao ano?
Resultado: nossa infraestrutura toda sucateada, como foi a herança deixada pelos últimos (des)governos do país.
Qual a diferença entre trafegar por uma rodovia construída e mantida com capital privado, nacional ou estrangeiro, desde que seja uma rodovia de boa qualidade e os pedágios não sejam, por exemplo, os absurdos cobrados pelos governos tucanos em São Paulo?
E é bom insistir: é CONCESSÃO sim e não privatização. Com cláusula de retomada e tudo.

Responder

    tiago carneiro

    01 de março de 2013 às 08h00

    Só sendo muito ingênuo para acreditar que algum governo teria coragem de retomar alguma coisa DADA ao capital. Vai, faz isso e a globo chama você de Fidel ou Chavez. E, como todos sabemos, a Dilma morre de medo do controle remoto, 24 horas por dia na globo.

    Dilma, eu não me engano, PRIVATIZAR é coisa de TUCANO.

    Dilma é e SEMPRE SERÁ uma tucana de carteirinha, esse governinho dela nunca me enganou.

    Me sinto culpado, foram quase 2 meses nas ruas fazendo camapanha. É, a culpa dessa palhaçada também é minha. Pior que não vou ter escolha em 2014…

Urbano

28 de fevereiro de 2013 às 16h19

Aí o Brasil se comporta não como o gostoso no motel, mas como o gastoso na butique. Estamos jogando fora o que deveríamos aplicar em escolas de tecnologia de ponta, em laboratórios de pesquisas, etc e tal. Apanhar todo o tempo em função dos mesmos erros é pura burrice.

Responder

Pimon

28 de fevereiro de 2013 às 16h05

Quem escreveu isso?

O Serra?

Taxa de retorno inferior a 15%….. onde???

Pior é que “isso” vende!!!!!

Responder

Eduardo Raio X

28 de fevereiro de 2013 às 16h03

Tem uma coisa engraçada nos que dão suas opiniões, antes do golpe militar de 1964, falavam que o Brasil corria sérios riscos de cair nas mãos dos comunistas comedores de “criancianhas”, caiu um governo legitimo para dar lugar aos golpistas, imprensa e empresários na época aplaudiram de pé todas as iniciativas, dizia que tudo ia ser melhor pois um “milagre” aconteceria e o país seria uma das grandes potencias no futuro?!?!? A redemocratização deu início depois de 21 anos , milicos voltam aos quarteis deixando um papagaio de US$150.000.000.000,00 bilhões de dólares para o trouxa do povo pagar! E cadê o país do futuro dos empresários e imprensa??? Veio Diretas Já e os mesmos dizia que o Brasil ia naufragar com os novos postulantes que almejava o poder(lula, Tancredo, Brizola, Miguel Arraes, Teotônio Vilela, Ulysses Guimarães, Mario Covas entre outros), Tancredo ganha por vias indiretas contra o Maluf, morre Tancredo ganha o seu lugar o Sarney e foi aquele desastre seu governo, 1989 eleições para presidente Lula X Collor, empresários e imprensa entra de novo com o pé na porta e diz que se Lula ganhar todo o setor produtivo iria embora e haveria quebradeira generalizada, Collor ganha com aquela pompa de caçador de Marajás( como se ele mesmo não fosse um deles!) seu governo foi um caos tanto econômico como social, para não dizer do famoso sequestro de valores em especies financeira que nunca teve sua restituição honrada como deveria ser! Assume o Itamar e ganha aquela bomba toda, ele tem diante de si um dos maiores desafios de sua vida, mas, aguenta firme e diante dele alguns economistas propõem algo inédito, plano Real(que nunca foi invenção do FHC), deu certo a conversão URV para REAL. Eleições para presidente de 1994, aqui entra o oportunista que nunca teria cérebro pra cunhar uma genialidade como foi o plano Real, FHC com seu famoso gogó esperto passa a lábia no povo, imprensa e empresários voltaram a carga contra Lula opositor(até do plano)principal de FHC, apontava uma volta ao atraso??? Qual atraso cara pálidas de qual época??? O que me consta em toda história eles sempre estiveram por cima da carne seca, vivendo as custas do Brasil! Daí em diante sendo mais recente temos uma verdadeira lavagem cerebral do povo, induzido a acreditar que eramos modernos(isto sim saiu da cabeça do FHC) e que precisava urgente de entrar o BraZil do faz de contas pela porta dos fundos para garantir um tamborete atrás dos países desenvolvidos e ricos, dizia FHC que somos “modernos” contudo tinha que aceitar a dependência de tudo(Pergunta-se como pode ser ao mesmo tempo “moderno” e dependente. Somente uma mentalidade como do FHC podia ruminar uma “obra prima” dessas!?)Vem o ano de 1998, e quem aparace FHC e ao seu lado os de sempre, empresários e imprensa, foi ai que assistimos os piores desatinos, apontam o dedo para a bancarrota que o país atravessava até para o governador de Minas o Itamar Franco, Lula ganha covardemente a acusação de querer fazer birutices na economia se fosse o vencedor naquela eleição presidencial. Ganhou FHC e dali emergiu toda a lambança, destrambelho e incompetência de seu desgoverno, moral da história Brasil quebrado. Imprensa(PIG)e empresários estavam numa sinuca de bico, não teria mais saliva para levar o povo no bico! 2001 chega e com ela as eleições, Lula faz mudanças em seus conceitos(carta ao povo brasileiro)e nem assim ganha refresco pois os mesmo de antes volta a carga, perde a turma do atraso sendo imprensa e empresários, ganha o povo! Fica aqui uma lembrança claro que no governo Lula teve problemas o dito “mensalão” que a imprensa fustigou e fustiga até os dias de hoje como o maior escândalo de um governo,fica aqui mais do que uma lembrança um alerta, e a PRIVATARIA??? Porque a mesma imprensa nunca deu cartaz ou fez escarcéus sobre ela??? Se para eles o dito “mensalão” foi um assalto aos cofres públicos de R$154.000.000,00 milhões de Reais e o que dizer da PRIVATARIA algo em torno de R$145.000.000.000,00 bilhões de Reais que ninguém nunca viu um tostão sequer aplicado para amortizar a dívida externa ou ser investido em direção ao social! E depois dessa voltinha toda, vem uma pergunta o que tem haver uma coisa com a outra diante do texto acima??? A mesma imprensa e com seus empresários dependentes dos cofres públicos, já mais fará desse Brasil uma nação prospera, rica, desenvolvida e com justiça social, veja o quadro atual do mundo, bancos quebrados, onde os donos busca ajuda, se alguém dizer que é um emprestando ao outro engana-se, a fonte é o dinheiro público. Outro Exemplo, uma vez a pau mandado ancora de economia Miriam Leitão da Globo falou assim, quem estiver em vias de falir ou quebrar no Brasil(“moderno” do FHC)vai ter que recorrer aos bancos privados, quando a Globo quebrou onde ela foi buscar recursos??? E no governo de quem??? Será mesmo que existe isso de estado mínimo para a turma da elite, imprensa e empresários??? Estado mínimo para o povo, máximo para os de sempre! Para eles continua o seguinte VAMOS SOCIALIZAR OS PREJUÍZOS E CAPITALIZAR OS LUCROS!

Responder

Nelson

28 de fevereiro de 2013 às 16h02

O eminente economista, liberal, John Kenneth Galbraith, afirmava: “Tire-se o Estado da economia e o capitalistamo não sobrevive uma dia sequer”.

Parece que os iluminados do PT que estão no poder tomaram para si a tarefa de salvar o capitalismo no Brasil. É claro que isso, esse novo “ciclo de acumulação privada, conforme escreve o Kliass, implicará em um custo elevadíssimo para o povo e trabalhadores brasileiros. Enquanto isso, o grande capital nacional e estrangeiro “lambe os beiços”.

Responder

Nelson

28 de fevereiro de 2013 às 15h54

Tá explicado o motivo do ranço de FHC. É que ele tá sendo plagiado sem que esteja recebendo seus justos direitos autorais.

Não foi para isso que fizemos tanto esforço para eleger Lula/Dilma.

Responder

    tiago carneiro

    01 de março de 2013 às 21h47

    Concordo plenamente. PT se tornou um ninho tucano, Dilma Russerra, a FHC de saias é a presidenta. PSB, pra mim, é um PSDB piorado. Os partidos de ”esquerda” que recebem alguma atenção são piores que a extrema direita. Estamos perdidos.

Gilson Raslan

28 de fevereiro de 2013 às 14h59

Vendendo o que não tem, Dr. Paulo Kliass? Como o Brasil está à venda se o que o governo procura são pessoas interessadas em construir ferrovias, modernizar portos, duplicar rodovias, construir o trem bala…? O Brasil estaria à venda se o governo procurasse investidores estrangeiros para entregar-lhes a infraestrutura pronta, o que não é o caso.
Já que você faz essa crítica feroz contra o governo, como especialista em políticas pública e gestão governamental,por quê não apresenta uma solução para os problemas enfrentados pelo país?
Você está querendo que o governo brasileiro seja igual um cachorro doido, sentado num monte de milho: não come nem deixa o gado comer.

Responder

Mário SF Alves

28 de fevereiro de 2013 às 14h55

Feita a análise e após concluído o DIAGNÓSTICO, segundo o qual tudo não passa de simples e perverso leilão, e, sem entrar no mérito do trabalho, ficam a dúvidas:

1- Onde estaria uma outra e melhor saída?
2- E, se houver, quem, que partido ou que governo seria capaz de implementá-la?

Responder

Ricardo

28 de fevereiro de 2013 às 14h38

” …sempre acreditei que dinheiro publico é dinheiro privado”. Exatamente Sr.Julio, o que este Sr.Paulo esquece ou omite, é este fato. Quem produz riqueza em qualquer democracia (em Cuba. o estado rouba), é o POVO , e não o governo, que apenas assalta o “pagador de impostos” que somos nós os trabalhadores.

Responder

Willian

28 de fevereiro de 2013 às 14h16

É o que eu sempre digo: tem-se um discurso para cada público. Nem parece o mesmo governo que vejo ser defendido aqui com unhas e dentes.

Por que o atual governo faz um exposição como esta, tentando atrair investidores estrangeiros? Bem, não vou partir para o argumento fácil que talvez ele seja neoliberal. Talvez esteja fazendo isto por que seja necessário, como foram necessárias todas as medidas que o governo tucano tomou (e que o PT não desfez) e todas aquelas que o o governo do PT tomou indo de encontro ao que pregava na oposição.

Entre o discurso raivoso de esquerda e a realidade, as vezes tem que se decidir pelo que é melhor para o país. Tudo isto pode ser bom ou ruim, dependendo de como se faça.

Acordem, o tempo está passando, o século XIX acabou.

P.S. talvez fosse o caso de alguém do governo se defender e apresentar as principais diferenças entre o que o governo faz agora e o que os tucanos fizeram antes. Se tiver.

Responder

    Julio

    28 de fevereiro de 2013 às 16h49

    A diferença é só a PRIVATARIA TUCANA.

    Willian

    28 de fevereiro de 2013 às 18h43

    Bem, até onde você sabe.

    abolicionista

    28 de fevereiro de 2013 às 21h53

    Poxa, Willian, pensei sinceramente que você fosse mais inteligente do que isso. A grande diferença entre os governos do PT e os do PSDB são os gastos sociais por meio dos programas massivos de redução da pobreza. Basta consultar os dados do IBGE e do IPEA, você percebe na hora onde está a diferença, os gráficos são simples e acredito que qualquer criança possa entender. Francamente, não entendo como algo tão simples pode gerar tanta polêmica. O PT manteve, sim, muitas das diretrizes macroeconômicas neoliberais, que eram aplicadas, aliás, desde o governo Collor. Só que o PT prestou atenção na questão da desigualdade e da pobreza. Ganhou um eleitorado, fazer o quê? É a democracia…

Noir Dias Moreira

28 de fevereiro de 2013 às 14h07

Excelente e oportuno artigo do Paulo.
Além de não implementar o projeto de regulação das comunicações, a Tia Dilma, não parou para pensar um Projeto para o país e vai se ajoelhando ao capital estrangeiro.
Em breves anos não teremos empresas nacionais, todas terão sido compradas pelos estrangeiros.
Por favor, alguém chame a Maria da Conceição Tavares, para dar uma lição a sua ex-aluna.

Responder

Mardones

28 de fevereiro de 2013 às 14h06

Acho que este artigo merece toda atenção, inclusive por parte da Presidência da República, pois trata-se de negócios bilionários que comprometem gerações futuras.

Espero que o Planalto e suas lideranças se manifestem, pois vai ficar muito difícil seguir tentando defender o governo, depois dessa liquidação anunciada.

As garantias dadas aos futuros investidores são preocupantes para o futuro da massa trabalhadora que hoje comemora recordes de ocupação e aumento de renda.

Responder

LEANDRO

28 de fevereiro de 2013 às 13h35

Disse tudo. O governo não investe em nada e só mantém o custeio de uma máquina gorda e lerda. Aí tem que buscar o que não sabe ou não quer fazer na iniciativa privada.

Responder

    Noir Dias Moreira

    28 de fevereiro de 2013 às 14h19

    Concordo.
    O Governo deveria reduzir a burocracia, profissionalizar a administração federal, melhorar a transparência e gastar um pedaço da poupança de US$ 350 bi. para realizar as obras. Sabemos que as obras não se realizam da noite para o dia e muitas serão complementares de outras.
    O batalhão de Engenharia do Exército é muito profissional e competente, e o governo poderia criar com rapidez mais 2 batalhões.
    Esse tipo de atitude do Governo Dilma, vai complicar a vida da população e desnacionalizar mais ainda nossa indústria.

    José BSB

    28 de fevereiro de 2013 às 17h10

    A eficiência da iniciativa privada na prestação de serviços públicos não passa de um grande mito patrocinado por fartíssima propaganda. Os verdadeiros consumidores do serviço de telefonia são felizes e satisfeitos como na ficção dos comerciais com atores globais?
    Fiasco monumental. E caríssimo.
    O trasporte público tutelado por empresas privadas sob a concessão do Estado, é referência em alguma grande cidade?
    Os aerporotos mais rentáveis serão entregues ao setor privado. Os deficitários, é claro, continuarão sob a supervisão da Infraero.
    O PT segue o paradigma desonesto do PSDB. E a macacada comemora.

trombeta

28 de fevereiro de 2013 às 13h17

Mais um sábio imcompreendido do esquerdismo, sucesso garantido no butequim da USP.

Responder

Manoel Teixeira

28 de fevereiro de 2013 às 12h54

O Governo está certo. Precisamos de investimentos para elevar a qualidade de vida de TODOS os brasileiros.
O que o autor acha que poderia ser feito? Quais as alternativas? Tornarmo-nos uma Cuba?
Parece os textos do movimento estudantil da década de 60 e 70. Infantil, muito infantil.

Responder

    TheDon

    28 de fevereiro de 2013 às 14h16

    E onde foi que o modelo neoliberal funcionou por acaso??

    Manoel Teixeira

    28 de fevereiro de 2013 às 17h49

    ?
    quaquaqua…
    VocÊ vive em Marte?

    Ricardo

    28 de fevereiro de 2013 às 14h35

    Esse comentário do Sr.Paulo lembra a época Geisel. Brazzizziizzzillll.

Julio Silveira

28 de fevereiro de 2013 às 12h41

Diferente de muita gente, sempre acreditei que dinheiro publico é dinheiro privado. Que o sistema publico não foi criado para ser um fim para si mesmo. Mas, para com independência, autonomia e partilha democratica não permitir a ascendência, nem predominância, dos grupos privados de interesse, para surfar acima do geral de nossa sociedade. A minha diferença com o sistema publico vigente no Brasil, reside justamente aí, por que nosso sistema publico nacional é privado para poucos e muitos são privados dele. As regras são extremamente desiguais no que tange a sua pratica, o que só vem a descaracterizar a ambicionada igualdade de oportunidades. No Brasil pode mais quem mais tem, independente de quem contruibui mais para o sistema.
Muita gente ainda acredita na ficção de sistemas, na ficção artimanhosa da existencia da pessoa juridica. Acredito que os sistemas são formados por pessoas, para pessoas. E me incomoda bastante perceber que muitas vezes dentro deste país grande parte de pessoas brasileiras perdem, até mesmo para estrangeiros. Por que? é interessante manter confusa essa percepção, assim ficam mantidos e assegurados os interesses e as ambições daqueles que estão no topo, podendo desconsiderar completamente aqueles desconhecidos, invisiveis, brasileiros, mas que contribuem até em maior proporção para a existência do que costuma se chamar de estado nacional.

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