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“Padilha colocou o moralismo acima da ciência; mortes virão”
Denúncias Falatório

“Padilha colocou o moralismo acima da ciência; mortes virão”


05/06/2013 - 14h21

por Conceição Lemes

O preconceito, o oportunismo, o conservadorismo e a ignorância venceram mais uma vez a saúde pública e violaram direitos.

O Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde lançou no final de semana nas redes sociais uma campanha destinada às profissionais do sexo. Com o tema “Sem vergonha de usar camisinha”, o objetivo é reduzir o estigma da prostituição da associada à infecção pelo HIV e aids.

O material da ação – banners e vídeos – foi feito a partir de uma Oficina de Comunicação em Saúde para Profissionais do Sexo, realizada em João Pessoa (PB),  de 11 a14 de março.

As peças da campanha trazem mensagens contra o preconceito, sobre a necessidade de prevenção da infecção pelo HIV e demais doenças sexualmente transmissíveis e a vontade de as prostitutas serem respeitadas. Médicos e especialistas na prevenção de DST-Aids elogiaram o material.

Porém, nessa terça-feira 4,  o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, cometeu dois desatinos, após protestos e pressões da bancada evangélica.

Primeiro, mandou tirar do ar, inclusive da página do Departamento de DST/Aids, uma das peças da campanha que tinha os seguintes dizeres: “sou feliz sendo prostituta”. A peça trazia o logotipo do ministério e havia sido divulgada no twitter.  As chamadas com destaque na página do Departamento também sumiram.

Segundo, no final da tarde, demitiu sumariamente o diretor do Departamento de DST/Aids do Ministério, o dr. Dirceu Greco, infectologista de renome mundial e professor titular da Faculdade de Medicina da UFMG. É um dos nomes históricos da luta contra a aids e um dos maiores especialistas em bioética e ética em pesquisas no Brasil.

Em nota, a Assessoria de Comunicação Social do Ministério da Saúde justificou:

As peças expostas no site do Departamento de DST/Aids não passaram por análise e aprovação da Assessoria de Comunicação Social, como ocorre com todas as campanhas do Ministério da Saúde, de todos os departamentos. Logo, o descumprimento das normas previamente estabelecidas pelo Ministério da Saúde justificou a retirada das peças do site do departamento e de seus perfis nas redes sociais e a apuração das responsabilidades.

 Em entrevistas à mídia, Padilha disse:

Enquanto eu for ministro, não acho que essa tem que ser uma mensagem passada pelo ministério. Nós teremos mensagens restritas à orientação sobre a prevenção contra as doenças sexualmente transmissíveis. O papel do Ministério da Saúde é estimular a prevenção das DSTs.

Não existirá nenhum material assinado pelo Ministério da Saúde que não seja material restrito às orientações de como se prevenir das DSTs.

“DESDE O ALCENI GUERRA, NÃO ASSISTIMOS ALGO SEMELHANTE”

“Quando soube da campanha, fiquei animado. Pensei:‘Tomara que o ministro Padilha tenha voltado atrás nas ações de prevenção, pensando nas pessoas vulneráveis às infecções por DSTs e aids’”, afirma o pesquisador, ativista e professor Mario Scheffer, presidente do Grupo Pela Vidda de São Paulo. “Não demorou 24 horas para ver que o Padilha continua o mesmo.”

“É retrocesso histórico”, denuncia Scheffer. “Desde a época do Alceni Guerra, ministro  da Saúde do então presidente Collor, não assistimos algo semelhante.”

Alceni foi ministro de 15 de março de 1990 a 23 de janeiro de 1992. Na época, fez uma campanha baseada no terrorismo e no preconceito, tipo “a aids vai te pegar”, “a aids vai te matar”, que afastava as pessoas. Consequentemente, elas não se sentiam vulneráveis, não se protegiam e a doença disseminou.

A ação desastrada de Alceni foi há mais de 20 anos, quando existia apenas o AZT. Portanto, na fase pré-coquetel antirretroviral.

“O Brasil conseguiu uma boa resposta à aids graças à combinação de ações afirmativas —  como defesa de direitos civis, combate ao preconceito, aumento da autoestima das populações afetadas — com ações de saúde pública — distribuição de preservativos, acesso ao teste de HIV e tratamento com remédios antirretrovirais”, alerta Scheffer. “É o que chamamos de prevenção combinada. Na prevenção em aids,  não podemos  separar direitos humanos de saúde pública. Agora, uma dessas pernas foi quebrada. A epidemia se concentra em algumas populações e o Padilha ficará para a história como o ministro que jogou isso para baixo do tapete, que colocou o falso moralismo acima das evidências científicas. A saúde pública está  pagando um preço muito alto pela ambição pessoal do Ministro em ser candidato a governador.”

 “VIOLAÇÃO DE DIREITOS GERAM MAIS DOENÇAS;MORTES E INFECÇÕES DESNECESSÁRIAS VIRÃO”

Em pouco mais de um ano, é a terceira vez que Padilha censura  material destinado à prevenção de DST/Aids.

A primeira, por determinação do governo, recolheu um kit dirigido a adolescentes. O material abordava temas como homossexualidade, drogas e gravidez. O ministro da Saúde, assim como fez nessa terça-feira, justificou na época que a distribuição tinha sido feita à revelia dele.

A segunda foi no carnaval de 2012. Proibiu a exibição de um vídeo com um casal de jovens gays, produzido para a exibição em TV aberta. Alegou depois que se destinava a circulação restrita.

“É totalmente inaceitável a proibição do Padilha”, diz, chocada, a pesquisadora e professora Vera Paiva, do Núcleo de Pesquisas em Aids da Faculdade de Psicologia da USP. “Fez isso em nome de quê? Valores pessoais? As prostitutas não têm direito à saúde e de serem felizes? Criminalizar como bandidos sem direitos os que não concordam com o seu projeto de felicidade? A decisão dele é injusta. É censura de ações baseadas em rigorosa evidência técnico-científica. ”

“É violação de direitos pelo Estado, inclusive do direito à saúde”, avisa a pesquisadora da USP. “É negligência na promoção e proteção do direito à não discriminação.”

“Padilha não quer prostitutas felizes? Quer o quê? Prostitutas tristes?”, questionou ontem, em Brasília,Elizabeth Franco, da USP, numa reunião de pesquisadores. “Nós queremos putas alegres! Putas tristes só aceitas no título da obra de Gabriel Garcia Márquez!.”

“O exército de crentes e carolas que hoje manda nas grandes decisões nacionais se insurgiu contra a campanha, acionou seus lobistas de plantão e, outra vez, colocou o governo de joelhos”,  atenta o jornalista Leandro Fortes em texto no Facebook, onde também postou a imagem abaixo.  “Agora, calaram as putas, condenadas a serem tristes por decreto. Feliz mesmo é Feliciano, que logo se apressou a cumprimentar o ministro, no Twitter, por mais essa vitória da moral e dos bons costumes.”

“Só que violação de direitos gera mais doenças”, adverte Vera Paiva. “Mortes e infecções desnecessárias virão, como no caso dos jovens homossexuais.”

SOLIDARIEDADE A DIRCEU GRECO E DEFESA INEQUÍVOCA DOS DIREITOS HUMANOS

Logo após a confirmação da demissão do dr. Dirceu Greco, Toni Reis, secretário de Educação da ABGLT, divulgou esta nota:

“Confirmado: Dirceu Greco, Diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais foi exonerado sumariamente pelo Ministério da Saúde (causa, a felicidade da  prostituta acima)

Todos e todas têm direito de ser feliz no Brasil, inclusive as prostitutas (independente do que elas vendem…).

Nossa mais irrestrita solidariedade ao Dr. Dirceu  Greco e equipe – estamos  consternados  com a notícia.

Felicidade é um direito humano. Quem se  ama  se  cuida.

Plagiando a obra no Caminho com Maiakowski: ‘Primeiro foram os gays a serem censurados. Eu não era gay, não reagi.Depois, censuraram as prostitutas. Eu não era prostituta, não reagi. Cercearam os índios. Eu não era índio, não reagi. Até que arrancaram o Estado laico, e já não podemos dizer nada”.

No início desta tarde,  de junho, Dirceu Greco enviou esta mensagem a todos os seus colaboradores:

Esta é para comunicar que fui destituído e rapidamente exonerado pelo secretário de Vigilância em Saúde por ordem do ministro da Saúde, por discordâncias do ministério com a condução da política de direitos humanos e valorização de populações em situação de maior vulnerabilidade, que não coadunava com a política conservadora do  atual governo.

Agradeço o apoio durante minha gestão e a solidariedade neste momento de transição. Volto para Belo Horizonte, para minhas atividades como Professor Titular de Clínica Médica e na Bioética.

Espero continuarmos todos juntos nesta luta, não só para o controle da epidemia, para a qual já existe instrumental técnico, mas principalmente enfrentando as disparidades, combatendo o estigma, a discriminação e a violência, e com defesa inequívoca dos direitos humanos.

Relembro que a política brasileira de enfrentamento das DST, Aids e Hepatites Virais, reconhecida nacional e internacionalmente, é maior que o Departamento e deve ser mantida como política de Estado e não só de governo”.

Com base nos meus 32 anos como repórter especializada em saúde e que acompanhou toda a evolução da aids no Brasil, ouso dizer: se, por nossa infelicidade, a epidemia tivesse surgido neste momento, o Brasil nunca teria se tornado referência mundial na prevenção de HIV/aids.

[Queremos investigar os planos de saúde vagabundos que atuam no Brasil.  Que tal  nos ajudar a financiar esta reportagem?]

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142 comentários

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Ana Clara

17 de junho de 2013 às 00h47

Padilha, de joelhos pro Vaticano. Lamentável.

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Gabriela Monteiro

16 de junho de 2013 às 14h54

Presidenta Dilma, acorda! Ouça quem diz não pra senhora! Esses querem de verdade o seu bem e o do país. Não dê ouvidos aos oportunistas como o Padilha. Pra se manterem no poder fazem e falam qualquer coisa.

Responder

Carlos Lima

15 de junho de 2013 às 10h31

Sugestão para novos cartazes da campanha.. – SE VOCÊ ESTA INFELIZ, NÃO TOME REMÉDIOS, NÃO VÁ AO MÉDICO, SEJA UMA PROSTITUTA, VOCÊ SERÁ MUITO FELIZ” Tenha paciência pessoal isso nunca será profissão, é escravo sexual, é humilhante, é um estupro consentido por dinheiro, existe hipocrisia e hipocrisia..contem outra..

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Vitor

13 de junho de 2013 às 10h17

As pessoas têm andado em um limite muito tênue entre progressismo e bom senso.

Responder

Ex-diretores do Programa de Aids alertam: Posição do governo pode agravar epidemia no País - Viomundo - O que você não vê na mídia

13 de junho de 2013 às 09h54

[…] “Padilha colocou o moralismo acima da ciência; mortes virão” […]

Responder

Samir

11 de junho de 2013 às 08h36

Nada já é tão ruim que não possa ser piorado se colocado sob controle do governo.

Responder

Carlos Lima

10 de junho de 2013 às 17h35

Conceição, gosto de tudo que você escreve inclusive do que eu não concordo porque nos faz refletir sobre os processos que levam nosso país ao desenvolvimento. Meu comentário não tem nada de agressivo e eu o repito novamente, pedir bom senso ao se falar a verdade sem ofensas é exercio de democracia, me desculpe más temos que procurar balizar as atitude, nem tudo podemos, A prece Árabe diz o seguinte: “Devemos aceita as coisas que não podem ser mudadas e lutar para modificar as que podemos, más que devemos ter sabedoria para distingui uma das outra”. Sou amigo, apenas não rasgo seda para agradar, vai meu comentário novamente, se não publicar é razão sua vou concordar.
O ativismo de esquerda esta deixando a esquerda e o governo sem referência isso não é a verdadeira esquerda.
Vamos ser sinceros e despolitizar a atitude do ministro, não é possível levar adiante uma campanha com mídia definida daquela forma, olhem o problema que aqueles cartazes poderia provocar: Fazem campanhas permanentes contra a PROSTITUIÇÃO INFANTIL, imaginem uma criança já na escravidão da prostituição olhando dois cartazes em um posto de gasolina numa estrada qualquer, um cartaz diz o seguinte “PROSTITUIÇÃO INFANTIL É CRIME, DENUNCIE NO TELEFONE 0800XXXXX”, e no outro cartaz dizendo o seguinte, “SOU PROSTITUTA E SOU FELIZ”, ai a criança vai seguir qual cartaz? o que pede até pelo amor de Deus para ela não se prostituir ou o que induz ela a pensar que se ela for PROSTITUTA vai ser feliz? Gente tem assuntos que não existe esse negócio de PROGRESSISTA E CONSERVADORISMO, tem que haver bom senso, ai um monte de blogs começa a politizar o assunto e que fulano e beltrano que ninguém conhece pediu demissão e transformam um assunto de relevância de saúde pública ou de assistência social para uma disputa que até nem existe mais esse troço de DIREITA E ESQUERDA. Transformaram os esquerdistas autênticos em lixo ideológico e os direitistas em espertos que estão perdendo muito dinheiro, sendo que o que importa é a razão para o desenvolvimento de uma sociedade com justiça social e não com justiça ideológica, não há mais espaços para antagonismos ideológicos que não levam a nada, como esquerdista ajudei a leva-los ao poder e não me arrependo de tudo, como esquerdista são sei mais se farei alguma coisa para defende-los, pois nos deixou a beira da estrada com estratégias de afastar-se das bases e portanto acho que acharam que não éramos mais importantes para suas metas e assim entendemos. Más voltando ao assunto da ESCRAVIDÃO DAS PROSTITUTAS, a campanha era de extremo mau gosto e completamente sem noção o ministro nessa agiu corretamente, bom senso né pessoal.

Responder

    Robson

    11 de junho de 2013 às 01h18

    Eu não sei qual é a sua idade, mas suas ideias são velhíssimas. Se antene Carlos Lima! A prostituição de mulheres adultas não é crime, é profissão. Tão antiga quanto a humanidade. Elas são cidadãs e o estado lhes deve toda a atenção como a qualquer cidadão ou cidadã.

    O MTE informou que “não cria profissão, nem regulamenta, nem incentiva atividades (de prostituição)”…
    ………
    “Prostituição não é considerada crime no país.
    – A pessoa que se prostitui não está cometendo nenhum crime – explica o advogado criminalista e conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Sergei Cobra Arbex. Ele diz que a punição é para quem induz ou atrai alguém a se prostituir. Neste caso, o artigo 228 do Código Penal prevê punição com prisão de dois a cinco anos.
    O advogado criminalista Eduardo Leite afirma que nos casos das prostitutas que são presas na rua, o motivo da detenção é “por vadiagem”…
    ….
    É verdade que a prostituição é a profissão mais antiga?

    A resposta se perdeu nas névoas do tempo. “Em quase todas as línguas existe essa história de que a prostituição é a profissão mais antiga do mundo, mas a verdade é que ninguém sabe por quê”, afirma a historiadora Marieke van Doorninck, da fundação A. de Graaf, na Holanda, um dos mais respeitados centros mundiais de estudos sobre a prostituição. Mas que essa profissão é antiga, é. Uma prostituta chamada Shamhata, por exemplo, tem um papel importante na lenda suméria de Gilgamesh, a mais antiga narrativa épica do planeta (2500 a.C.). Na Atenas do século VI a.C., as meretrizes já eram regulamentadas e pagavam rios de impostos ao Estado. O curioso é que sua forma mais antiga talvez seja a prostituição religiosa. O sexo fazia parte das atribuições das sacerdotisas em muitas religiões pagãs da antigüidade. Na Babilônia, dois milênios antes de Cristo, todas as mulheres eram obrigadas, antes do casamento, a servir durante pelo menos um dia como prostituta no templo de Ishtar, deusa do amor.

    A renda obtida desse serviço era dividida entre o templo e os cofres da cidade. Às portas do templo, claro, havia sempre filas de pagantes que vinham de longe para o culto à deusa.

    http://mundoestranho.abril.com.br/materia/e-verdade-que-a-prostituicao-e-a-profissao-mais-antiga

    Carlos Lima

    11 de junho de 2013 às 10h19

    Pela sua ideia ROBSON e o que você copiou de um artigo publicado, seria então a PROSTITUIÇÃO INFANTIL um ensinamento para a felicidade e um curso para a mais velha profissão do mundo. Rapaz quando eu era criança se alguém chamasse a mãe do de P ou de filho da P. era briga na certa. Sua antena deve ser alguma que só pega canais pornô. Prostituição é escravidão, não sei qual a diferença das vendas escravas é mais humilhante a em ser vendido ou em se vender a si próprio. Isso é a falência do estado como educador como respeitador e como indutor de políticas sociais, do ser humano, ninguém nasceu para ser trocado por dinheiro em hipótese alguma isso se sinonimo de felicidade o caos é maior do que se imagina.

xacal

08 de junho de 2013 às 17h29

Engraçado, boa parte d(o)as comentaristas aqui concorda que a migração para outras funções das profissionais empregadas domésticas no Brasil é um símbolo de nosso avanço social, afinal, ninguém pode dizer que se orgulha de limpar privadas e lavar calcinhas menstruadas das madames!

Mas em relação ao tema tabu(prostituição) elas dizem que há de se reafirmar “orgulho”!

E confundem isto com a promoção de direitos e outras garantias de segurança e dignidade no exercício desta profissão.

Aonde vai o fundamentalismo desta gente…?

Responder

Jair Almansur

08 de junho de 2013 às 13h48

Discordo. A campanha “sou feliz sendo prostituta” mais parece campanha para arregimentar à prostituição do que qualquer outra coisa. Não é só de mau gosto é chamativa a prostituição. O problema do Brasil não é a portituição é uma epidemia ou uma endemia de prostituição capaz de nos fazer o maior atrativo do turismo prostitucional em todo o mundo. Chega, andou muito bem o ministro de defenestrar o autor da chamado á prostituição e ao turismo sexual. Que seja feita uma campanha sem preconcetos e afavor da saude pública sem nenhum chamamento á prostituião.

Responder

xacal

08 de junho de 2013 às 12h51

Aos esquerdalóides e oportunistas de plantão:

É bom lembrar que esta bancada, gostemos ou não, representa o grosso do eleitorado brasileiro, que apelidamos de nova classe média, que dá votos e sustentação, e refuta o assédio dos direitopatas e do PIG, do modo deles, é óbvio.

Se não houver negociação, pressão, recuos, todos atos legítimos da convivência política, corremos o risco de sermos engolidos por algum idiota que vocalize a canalize os anseios desta enorme parcela da população.

Não foi o atual governo PT que inventaram o conservadorismo, muito menos o exacerbaram.

Ao contrário, o debate que hoje parece incômodo, há 20 ou 40 anos sequer saía das rodinhas intelectuais!

Há muito tempo este país espanca suas mulheres, tolera tortura policial, usa o carro como extensão do corpo, sonega impostos, molha a mão do guarda, trata empregadas domésticas “como da família”, etc.

O que está acontecendo é que cada vez mais gente é protagonista e decidiu repercutir esta condição na política, agregada a um viés religioso, já que nós, a esquerda, falhamos fragorosamente na tarefa de aglutinar a sociedade que estava dispersa, enquanto nos masturbávamos ideologicamente nos guetos sindicais e dos movimentos setoriais!

Isto é democracia!

Há países com muito mais maturidade institucional que o nosso onde a religiosidade ainda influencia fortemente o debate político nacional, desde a França, Itália, EEUU, etc.

A questão, repito, está deslocada, aliás, como boa parte dos embates onde algum direito de minorias ou étnico está em jogo.

Grupos setoriais tentam o contrabando e chantagem para mascarar interesses (legítimos) de disputa pela hegemonia nestas esferas de poder governamental (administração), enquanto na luta da sociedade estão cada vez mais enfraquecidos, infelizmente.

Tentam fazer uma pressão de dentro para fora dos governos, quando o ideal seria o contrário.

E aí temos campanhas infelizes como esta.

Nada contra patrocinar eventos e campanhas de orgulho de prostitutas, gays, mulheres louras, mulheres negras, ou mulheres loiras.

No entanto, campanhas institucionais, ainda que dirigidas a setores específicos, devem contemplar TODOS envolvidos, e afastar subjetividades.

O que o fato se ser feliz influencia ou ajuda a convencer alguém a se proteger?

E as infelizes, como ficam?

Responder

Gomes Jr.

07 de junho de 2013 às 16h33

Não só o cartaz, mas não entendo porque parte da esquerda tenta celebrizar tanto a prostituição.
“Ah, seu hipócrita, vc certamente já pagou uma”

SIM, JÁ PAGUEI. E é justo por isso, por ter conhecido várias garotas de programa(não necessariamente ter contratado várias, mas ter convivido) é que digo que elas não são felizes nem um pouco. Nego tá achando que toda prostituta é Bruna Surfistinha que escreve livro e fica famosa. Não, 90% delas, fica na rua ou em casas noturnas nas esquinas dos centros velhos das cidades ou na periferia do interior, expostas a todo tipo de violências e humilhações. Dos clientes aos cafetões e cafetinas.

Já tive até um caso amoroso com uma garota de programa, e justo por isso conheci a realidade de várias “colegas de profissão” dela. Muitas cheias de traumas psicológicos,(as vezes de hematomas mesmo), todas esperançosas de sair dessa rotina, que alguns marxistas do terceiro milênio dizem que é feliz.

Claro que cada um tem direito de dispor sobre o próprio corpo do jeito que quiser. Claro que não se pode pregar o preconceito contra quem vende seus serviços sexuais(depois de se conhecer a realidade de algumas de perto,nem tem como ter preconceito), claro que é importante dar apoio e informar sobre doenças a todas que estão nesta vida nada fácil. Mas não entendo porque não se faz também campanhas no sentido de ajudar a sair dessa vida, ao invés de fingir que elas são felizes, como se fosse possível ter felicidade exercendo essa atividade num mundo machista e preconceituoso. A maioria é pobre e negra da periferia, e não loura e classe média como a já citada Bruna Surfistinha e mais algunas, que de vez em quando aparecem na TV dizendo que “gostam do que fazem”.

Pelo que vi de perto, a maioria delas quer mesmo é ser feliz bem longe desse cartaz.

Responder

Mulheres Negras: Este Ministério da Saúde não nos representa - Viomundo - O que você não vê na mídia

07 de junho de 2013 às 15h11

[…] “Padilha colocou o moralismo acima da ciência; mortes virão” […]

Responder

Gabriela Leite:"Não aceitaremos 1 centavo do MS enquanto nos vir apenas da cintura pra baixo" - Viomundo - O que você não vê na mídia

07 de junho de 2013 às 11h10

[…] cara e iniciou o movimento organizado para pleitear direitos da categoria”, deu-me  a dica Anália Feijó Köhler, aqui, em comentários. ”É fantástico ouvi-la dizer que o movimento não vai aceitar mais nenhum centavo do […]

Responder

Apolônio

06 de junho de 2013 às 19h14

” Sou feliz por ser prostituta ” Uma campanha publicitária patrocinado pelo ministério da saúde, que foi suspensa. Acho que o Estado tem que patrocinar campanhas institucionais, tipo educativa, mas num Estado democrático, sempre tem um partido que se elegeu e compartilha com os outros o poder de governar. Governar, é tentar governar para todos. Pode se fazer uma campanha institucional de saúde pública indistintamente de maneira inteligente, sem que a mesma não crie uma balbúrdia para que os arautos da oposição e do PIG aproveite o deslize e aproveite a ocasião para criar a confusão. O PIG quer é desestabilizar o país e abrir dissidências profundas no campo progressistas, dividir para reinar. Temos que ser inteligentes. 2014 está aí. Ninguém em sã consciência governa nenhum país do mundo, tentando progredir e abrir algumas brechas progressistas por meio de um só partido, isto só acontece numa ditadura. Como disse certa feita Kaiser, ” Política é a arte do possível .” O governo tem que fazer campanha contra a DST, mas de uma maneira geral, não elegendo esse ou aquele grupo. Somos um país de grande religiosidade, isto tem que ser respeitado. Esse pessoal tem poder e voto. Todo equilíbrio é pouco. A grande mídia está aí de plantão para aproveitar de tudo e eleger o seu e os seus. Toda mensagem institucional tem que ser bem pensada.

Responder

Cebes e Abrasco: Retrocesso na política de enfrentamento da aids - Viomundo - O que você não vê na mídia

06 de junho de 2013 às 18h37

[…] “Padilha colocou o moralismo acima da ciência; mortes virão” […]

Responder

carlos saraiva e saraiva

06 de junho de 2013 às 18h26

Cara Conceição, li os vários comentários, mas para ser mais prático e direto, fico com o sucinto e claro , feito pela Ana Regina. Companheira, não se trata, de contrapor moralismo à ciência. Estamos caindo, em um perigoso, “politicamente correto”, que vai da hipocrisia ao cinismo. Convenhamos; ” Sou prostituta, sou feliz”. Apoiar este monumental equívoco é ser de esquerda? Estamos fazendo prevenção? Cara companheira,vamos fazer campanha , prevenção. Vamos descriminalizar qualquer grupo social, mas com respeito aos grupos, sem banalizá-los.

Responder

    Graciete Lima

    07 de junho de 2013 às 01h14

    Ora, ora… pois, pois… As putas são cidadãs brasileiras sujeitas de direitos, ou não? Deixe de ser conservador e hipócrita meu caro amigo!

    xacal

    08 de junho de 2013 às 12h28

    Ué, Graciete, e as prostitutas infelizes, como ficarão? Fora do alvo da campanha?

    É algo assim: seja prostituta, seja feliz, ou morra?

    Onde é que a questão do “orgulho” ou “auto-estima” entram, como argumentos ou motes para vincular a necessidade de prevenção?

    Questões como patrocínio de “orgulho” ou combate a preconceito são importantes, mas em quê, especificamente, estes temas ajudam (ou atrapalham) campanhas pelo uso de EPI(equipamento de proteção individual)destas trabalhadoras?

    Não é uma polêmica que as expõe mais que protege?

Zanchetta

06 de junho de 2013 às 17h20

Cadê a ministra que impediu o comercial de calcinhas da Gisele Bundchen?!?!?

Responder

    Ana Clara

    17 de junho de 2013 às 00h52

    Zanchetta, não desvia o foco.

Serrano: Padilha errou; realizar campanhas de saúde pública é seu dever - Viomundo - O que você não vê na mídia

06 de junho de 2013 às 16h21

[…] “Padilha colocou o moralismo acima da ciência; mortes virão” […]

Responder

FrancoAtirador

06 de junho de 2013 às 15h28

.
.
Historicamente, a Sociedade Brasileira tem formação doutrinária judaico-cristã.

A Mídia BraZileira Capitalista sempre esteve eivada de moralismo religioso [hipócrita].

Assim, tanto em termos de Legislação quanto de Instituições Públicas,

o Brasil nunca foi um Estado totalmente Laico.

(http://www.nepp-dh.ufrj.br/ole/posicionamentos2.html)
(http://bit.ly/131jSCw)
(http://bit.ly/11nsnqb)
(http://bit.ly/11HyoN6)
(http://www.koinonia.org.br/tpdigital/detalhes.asp?cod_artigo=302&cod_boletim=16&tipo=Artigo)
(http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/entre-a-cruz-e-a-cruz)
.
.

Responder

Márcia

06 de junho de 2013 às 15h07

Fui ao Portal do Ministério da Saúde para entender melhor o imbróglio. Bem, se a intenção era “celebrar o dia internacional das prostitutas”, como diz o site, o cartaz está certíssimo. Também não se justifica a demissão do Prof. Dirceu pelo fato da Assessoria do Ministério não ter aprovado o material. Parece mesmo que o Padilha não quis dar munição aos conservadores. Neste caso, ele está confundindo suas ambições com os objetivos do Ministério. Considero-o um bom nome pra eleição em SP, mas também acho que deveria pedir pra sair, fazer campanha política às custas do partido e deixar o MS nas mão de pessoas mais destemidas e sem pretensões eleitoreiras.
Por outro lado, acho que “mortes virão” no título da matéria ficou exagerado.

Responder

    xacal

    08 de junho de 2013 às 12h33

    Márcia, credito o seu comentário a ingenuidade.

    Qual é o “pecado” de políticos ocuparem cargos políticos?

    Será que você acredita que alguém sentará a bunda na cadeira de ministro, e estará alheio as injunções políticas que incidem sobre a gestão de políticas públicas, inclusive a de grupos religiosos?

    Então como fazer? Negociamos com eles (que inclusive são uma boa parte do eleitorado da nova classe média que sustenta Dilma e Lula contra o assédio do PIG e dos direitopatas) ou promovemos uma caçada, à lá noite das longas facas, como na França?

    O ministro negociou? Uau, e por que não?

    Agora me diga, onde confundir promoção de direitos e orgulho de certas minorias cruza com prevenção e proteção de trabalhadoras (do sexo)?

    E as trabalhadoras do sexo que não se orgulharem de si, não serão alvo de nenhuma campanha, onde as segregaremos duplamente?

Neotupi

06 de junho de 2013 às 14h45

Que prostituta leva um filho na escola ou desfruta suas horas de folga com uma camiseta escrita “Eu sou feliz sendo Prostituta”? Então por que seria logo um governo que deveria “vestir” esse rótulo nelas numa campanha aberta ao público em geral?
O Ministério está certo em procurar tratar as prostitutas como cidadãs, tendo direitos às políticas de saúde como os outros cidadãos, não entrando em outras questões que vão além da saúde. O ministério não está condenando as atividades profissionais delas, pelo contrário está reconhecendo que existe e que, enquanto existir, precisa de prevenção. Só não faz sentido enaltecer a prostituição, assim como não caberia ao Ministério da Saúde institucionalmente enaltecer a virgindade e o celibato como métodos preventivos.
Não rotular prostitutas com frases polêmicas é uma forma de evitar que elas sejam expostas à estigmatização, desrespeito e até ridicularização em suas vidas cotidianas, fora do trabalho. Hipocrisia ou não, como disseram, não adianta boas intenções que sejam mal compreendidas.

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Narr

06 de junho de 2013 às 14h05

No texto, tirei a citação: “Desde a época do Alceni Guerra, ministro da Saúde do então presidente Collor, não assistimos algo semelhante.” Não sou eleitor tucano nem provocador. Mas se assumirmos a hipótese acima como verdadeira, será forçoso admitir que em relação a este tema o ministro da saúde José Serra e os governos FHC foram muito melhores do que os de Collor e de Dilma.

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Malú

06 de junho de 2013 às 13h44

Nada contra a campanha, acho-a necessária, mas essa frase: “Sou feliz sendo prostituta” foi de uma infelicidade atroz. Não podemos nos esquecer que uma campanha desta atinge um vasto público, inclusive adolescentes. Declarar “felicidade” sendo prostituta, é uma declaração muito infeliz. Nem precisa de tanto oba, oba, é só mudar a frase e soltar a campanha, oras…

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Bernardino

06 de junho de 2013 às 13h43

A cúpula do PT está disposta a abrir mão de qualquer princípio em troca de apoio para continuar no poder, abandonaram totalmente as bandeiras históricas do partido que hoje só são lembradas por parte da sua militância!
Quanto a referida campanha, acredito que arrumaram um marqueteiro “moderno demais” para os dias atuais, e tudo que é demais sobra. Sobrou para quem talvez nem tinha pensado que ia dar nisso que deu.
Responder É Isso meu Caro JOSE SILVA voce resumiu muito bem esse partideco que cuja sigla PT,Significa PARTIDO TERMINAL.Quero estender meus cumprimentos aos dois valorosos internautas:JOTACE E J.SOUZA aos quiais partilho das mesmas opinioes.

Alias esse sr PADILHA ´é mais um bajulador da D.DILMA que como tantos outroa conseguiram um cargo no I escalaoja que a mesma adora ser Bajulada e trara seus subordinados aos gritos e fala fino com os poderosos.Isso ja foi objeto de reportagem e ja esta consagrado.Aqui mesmo o ILDO SAUER falou da personalidade da D.DILMA
Quanto ao sr Padilha anda em busca de apoio pensando em ser Governador de sao Paulo,ledo engano jamais o será!!Mesmo apoiado pelo Patrao sr LULA,cujas MASCARAS ja estao caindo,haja vista seus deslocamentos em jatinhos da ODEBRECHT pelo mundo afora e apoia as politicas entreguistas da D DILMA tudo com sua anuencia.
Postes nao viram mais o HADDAD venceu pq a prefeitura KASSAB foi um LIXO e diga-se a verdade o HADDAD é paulista da gema e um excelente candidato com carisma e eloquencia!!
É uma pena a demissao do DIRCEU um grande Medico e colega com espirito publico e republicano nas hostes do MInisterio da SAUDE,fato raro nos dias de HOJE!!

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Rogerio

06 de junho de 2013 às 13h31

Eu acho que exagerou na demissão no mais, está certíssimo

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Athos

06 de junho de 2013 às 13h30

Essa prostitutas tem é que ir buscar um trabalho útil para a sociedade.

O serviço de prostituiçao não agrega QUALQUER VALOR a sociedade e TEM que ser SEMPRE combatido.
Isso não quer dizer que PUTA não tem direito. Tem todo o direito igual a qualquer um mas não pode sair dizendo por aí que se prostituir é uma maravilha de vida.
Quem diz isso é MUITO ignorante! Gente que não tem PORRA nenhuma na cabeça!

Responder

    xacal

    08 de junho de 2013 às 12h37

    Athos, não é porque seu comentário não agregue nenhum valor que devamos cortar sua língua, ou censurá-lo.

    A noção de valor é subjetiva.

    Há gente que valorize muito mais uma boa trepada(ainda que paga) a ter que ouvir uma palestra sua, por exemplo!

sergio

06 de junho de 2013 às 13h06

“Sou feliz sendo prostituta”. Soh pode estar de sacanagem, literalmente.

Responder

paulo Sergio

06 de junho de 2013 às 10h41

Eles INGERENTES . E nós , INGERIMOS ? Fora com essa bancada pentelhocostal

Responder

    Sandra

    08 de junho de 2013 às 08h53

    Muito bom seu comentário! Simples e exato.
    Sandra Greco

renato

06 de junho de 2013 às 10h30

LULA, onde está você….o que fez esta desmoronando…
Há que colocar ordem na casa…

Responder

Gerson Carneiro

06 de junho de 2013 às 10h29

Já lancei no twitter a campanha “Com vergonha do Ministro da Saúde”.

Responder

    francisco pereira neto

    06 de junho de 2013 às 13h19

    Ah! Fala sério Gerson.
    Não seria melhor então fazer a campanha direta pro Serra? Ou pro Geraldinho que é candidato a reeleição?
    É aquilo que eu disse no meu comentário e que a Conceição respondeu que a campanha é dirigida só para as prostitutas. Como se fosse possível filtrar a propaganda, dizendo assim: olha, essa propaganda é só para as putas tomarem ciência, viu. Voce que não é puta, não precisa tomar conhecimento.
    É o que chamei de maniqueísmo. Ou é oito ou oitenta.
    Esquece-se do conjunto das ações que o ministro vem fazendo.
    Querem aniquilar uma nova liderança que está surgindo?
    Então vá em frente.
    Depois dizem que é a oposição que não sabe fazer oposição.
    Meus pêsames. Quer agradar a autora da matéria? Tarefa cumprida.

    Janice Freitas

    06 de junho de 2013 às 13h59

    Eu também, o cara só dá tristeza. É um fundamentalista disgramado

    Gabriela Monteiro

    16 de junho de 2013 às 15h00

    Verdade, Janice. É de doer. bjs

    Gabriela Monteiro

    16 de junho de 2013 às 14h59

    Gerson, seria uma ótima coisa. Em várias áreas na saúde, estamos assistindo retrocessos. O nome do Padilha será para sempre lembrado sobre isso. abs

renato

06 de junho de 2013 às 10h29

Qualquer dia destes eles vão assinar o Holocausto.
E todos nós sabemos quais são as figuras que estarão
na lista.
Quero que me incluam na lista, o meu Senhor está acima
destes merdas.
Eles pensam que eu não sei ler a Bíblia…
E que não vi meu Senhor, chama-los de túmulos caiados.
Já deixou de ser uma gerra politica, agora será uma guerra
religiosa.
A quem interessa?…….Vocês sabem……..

Responder

abolicionista

06 de junho de 2013 às 10h21

Proponho uma reflexão a respeito do tema. Todos sabemos que setores religiosos possuem amplo apoio popular e fornecem votos valiosos ao governo. Abrir mão desses votos seria, portanto, um erro estratégico. Contudo, em dimensão histórica, a evangelização das periferias só foi possível por conta de um espaço político permeável à ideologia evangélica do sacrifício e da recompensa em vida, com tudo o que ela implica de renúncia de si, de abdicação da individualidade. Ao contrário do conservadorismo católico, estabelecido no país desde tempos coloniais, o conservadorismo evangélico possui um elemento anárquico e autodestrutivo que agora começa a aparecer. Como o PT não politizou a população, está de mãos atadas. O que acontecerá a seguir? Alguma sugestão?

Responder

    FrancoAtirador

    06 de junho de 2013 às 13h32

    .
    .
    Análise precisa, meu caro Abolicionista.

    No ponto, mesmo.

    Resposta: “Exército da Salvação”…
    .
    .

Lucia

06 de junho de 2013 às 10h05

Propaganda infeliz !
Comentei abaixo sobre isso e disse que essa prapaganda era mais apropriada para a DASPU e nao para o Ministério da Saúde.
Alguém me juntou com o ministro e nos chamou de hipócrita.
Hipócrita.. eu !! kkkk Vamos colocar esse cartaz nos colégios ! Bonito né?
Entenda: a DASPU póoooode, o MS naum !
É a política ! OU vocês esse redicalismo doido e niilista serve a quem???

Responder

    francisco pereira neto

    06 de junho de 2013 às 13h43

    Então Lucia. Nada melhor que as mulheres julgarem a obra(sic). E percebo pela sua análise, que voce é um pessoa com a cabeça aberta e que está fazendo uma crítica construtiva.
    E tem aquela coisa dos profissionais, principalmente da área da saúde, querer impor uma idéia, que no meio em que eles trabalham, as discussões técnicas são pertinentes e pode ser as mais chocantes possíveis, e que para eles são rotina.
    Todos nós pelo menos uma vez na vida, já foi “vítima” da frieza dos médicos. Ou estou mentindo? Principalmente se voce é atendido pelo SUS. Aí é culpa do ministro também?
    É priciso fazer uma média dos conceitos científicos, comas técnicas modernas de comunicação.
    Só para ilustrar. Quando eu fazia o colégio (público) tinha um professor que era estudante de medicina e era apaixonado por essa área, DST’s. Isso lá pelos idos de 1970. Ditadura brava. Um dia ele deu uma aula falando só sobre esse tema e com ilustrações, mostrando as lesões de gonorréia, condiloma, sífilis… Nós, alunos assistíamos interessadíssimos na aula, quando entrou uma professora “carola” e no mesmo instante saiu correndo, se mostrando aterrorizada com aquelas cenas.
    Quarenta e tres anos depois, seria pertinente colocar uma peça publicitária com a crueza daquelas imagens? Eu entendo que não.
    Mas se é para chocar, que então assim o fizesse. Pelo menos seria mais original e não precisaria colocar: “Eu sou feliz sendo prostituta”.
    Ah! me poupe né com tanta burrice.

Eunice

06 de junho de 2013 às 10h00

Dilma, com a necessidade de fazer acordos com os picaretas, e seus ministros, estão levando o país para as trevas.

Culpa – em última análise – do eleitor. Hora de fazermos uma intensa campanha pela boa escolha para o Legislativo. comece votando bem para a prefeitura, e nunca se esqueça em quem votou.

Responder

    Gabriela Monteiro

    16 de junho de 2013 às 14h55

    Apoiada, Eunice. abs

João Grillo

06 de junho de 2013 às 09h19

Falar nisso…Ainda existe AIDS no Brasil? Sumiram com as campanhas …Digo isso porque um sobrinho adolescente (16) outro dia perguntou a mesma coisa, mas em tom preocupante, com os pais em polvorosa ouvindo: “ainda bem que essa porra de AIDs está desaparecendo no Brasil…Camisinha é uma merda!”…

Responder

    Conceição Lemes

    06 de junho de 2013 às 09h55

    Existe, sim, João Grillo. E o teu sobrinho tem de usar camisinha pra prevenir a infecção pelo HIV e uma porção de outras doenças sexualmente transmissíveis. abs

Valdecir Luiz Cordeiro

06 de junho de 2013 às 08h35

Fala sério! Uma campanha desastrada, sem criatividade! Indefensável. Está faltando habilidade para dialogar com os setores religiosos. Lendo este artigo, temos a impressão que se quer uma democracia pela metade. Não se pode negar o direito das pessoas de religião se manifestarem e defenderem suas ideias. É a democracia.

Responder

Lu Witovisk

06 de junho de 2013 às 08h24

Pela madrugada. Vamos por partes.

O cartaz não estimula a prostituição, só dá na cara dos hipócritas um tabefe ENORME, esse foi o problema. Prostitutas existem, mas não podem aparecer como pessoas normais, como seres humanos, tem que ser sempre na base da humilhação… é isso que está por trás da retirada da campanha do ar.

E digo mais, a humilhação às senhoras não impede que universitárias nas capitais se ofereçam como acompanhantes de luxo. SE esta logica existisse (desrespeito = não estimula a prostituição), a prostituição já teria diminuido. A questão é que as de luxo não dizem: sou prostituta e feliz. Elas dizem: estou fazendo o curso de….. Mas isso pode. Agora dar a cara a tapa e lutar contra o desrespeito não pode. HAJA PACIENCIA!

A demissão tb foi de lascar, mas realmente O PIOR é esse apoio da bancada evangelica.

Estado laico já era… Idade Media lá vamos nós.

Responder

    11 de junho de 2013 às 23h34

    Não entendi. Você quer desestigmatizar a prostituição, mas quando se trata das meminas de classe média destila tanta reprovação e preconceito. Se se trata de revalorizar a prática da prostituição, de modo a revalidá-la como outra ocupação qualquer, por que menosprezar as “acompanhantes de luxo”? Não será hipocrisia da sua parte?

Hortência Gualberto

06 de junho de 2013 às 07h46

Padilha é uma alma que pede reza…
‘Reza, torce muito’, diz Padilha ao ser questionado sobre candidatura

A audiência pública da Assembleia Legislativa com o ministro Alexandre Padilha (Saúde) nesta quinta-feira (18) teve clima de campanha. No final do evento, uma mulher que acompanhou a audiência questionou o ministro sobre o que ela poderia fazer para que ele fosse o próximo governador de São Paulo. “Reza, torce muito”, respondeu Padilha, que ficou cerca de 40 minutos posando para fotografia com todos que pediram.

http://colunistas.ig.com.br/poderonline/2013/04/18/reza-torce-muito-diz-padilha-ao-ser-questionado-sobre-candidatura/

Durante a fala do ministro, uma outra mulher também incentivou aos gritos a candidatura ao governo.

Cerca de 1.000 pessoas lotaram o plenário principal e mais um auditório da Casa, com direito a um telão com transmissão da fala do ministro, que fez um balanço de programas e convênios e anunciou recurso adicional para a rede básica.

A bancada do PT, que organizou o evento, convidou prefeitos, vereadores e agentes da saúde de todo o Estado. A estimativa do PT é de que cerca de 200 prefeitos tenham comparecido.

Eventos semelhantes já foram organizados pelos petistas, que trouxeram os ministros José Eduardo Cardozo (Justiça) e Aloizio Mercadante (Educação) – que assim como Padilha são pré-candidatos ao governo do Estado de São Paulo.

No entanto, os encontros com Cardozo e Mercadante ocorreram em auditórios menores, com capacidade para cerca de 400 pessoas. A liderança do PT informou que foi dado tratamento igual para todos os ministros e que saúde é um tema que costuma mobilizar mais políticos.

O líder da bancada do PSDB, deputado Carlos Bezerra, afirmou que a audiência, na verdade, foi um evento de campanha para Padilha.

“Tivemos que discutir para os deputados do PSDB fazerem perguntas porque, em princípio, houve uma tentativa de blindagem e falaram que os microfones não seriam abertos. Mas a característica de uma audiência pública é o diálogo. Depois deixaram dois deputados perguntarem mas com tempo máximo de três minutos”, afirmou Bezerra.

O PT informou que foi dado espaço para questionamentos, mas que devido ao grande número de participantes foi necessário limitar essas exposições.

Responder

SILVIO MIGUEL GOMES

06 de junho de 2013 às 07h31

O Lula ganhou a eleição para Presidente e a imprensa desde então nunca deixou de fazer campanha eleitoral contra. Agora quem adiantou a campanha para 2.014 foi a imprensa e os Jornalistas hipócritas criticam a antecipação.
Gostei da comparação que li certa vez sobre a campanha do cigarro: o correto seria fazer o mesmo com a bebida alcoólica (colocar fotos de doentes nas garrafas e litros de bebidas) e o mesmo para muitos outros produtos nocivos à saúde.
O grande Adib Jatene em suas entrevistas exemplificou com o seguinte caso: passou o projeto de lei contra propaganda de bebidas alcoólicas, no entanto, inseriram o seguinte artigo: para efeito desta lei é considerada bebida alcoólica apenas acima de teor (tanta porcentagem, eu não lembro) de álcool. PORTANTO, a cerveja estava liberada, não era considera bebida alcoólica para a lei.
Devemos nos preocupar com as consequencias do mau uso que canalhas fazem do que fazemos e dizemos. Canalhas estão sempre à espreita, de tocaia. Eu sou cabo eleitoral da dona Dilma. Fiquemos atentos.

Responder

Augusto G. Sperandio

06 de junho de 2013 às 01h45

Apoio integralmente o Ministro. Campanha publicitária idiota e infeliz. Não há que estimular a prostituição. Tolerá-la é uma coisa, incentivá-la é outra e bem diferente.
Moral existe, e deve ser defendida, apesar de alguns acharem desnecessário. Nenhuma sociedade se fundamenta sem valores morais.
Sejamos lógicos. A sociedade, a convivência humana, o respeito, valores familiares, éticos, exigem determinados padrões coletivos.
Parabéns ao Ministro, lamentando a hipocrisia, ingenuidade, falsidade, ou inconsequência de muitos cidadãos.

Responder

FrancoAtirador

06 de junho de 2013 às 01h03

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ENTREVISTA: MONIQUE PRADA

LUCIDEZ, DISCERNIMENTO E CONHECIMENTO DE CAUSA
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“Eu alugo meu tempo, não vendo meu corpo”

“Tem muita universitária que faz programa,
mas tem pouca garota de programa que consegue estudar”

“A intenção é sempre ficar pouco tempo, mas não há um caminho de saída.
E não vejo alguém se preocupando em criar esse caminho”

“A única segurança que as gurias realmente têm são os motéis”

“Se elas são vítimas, que façam com que deixem de ser vítimas através de ações positivas”

“Se todas as mulheres que fazem programa desaparecerem, o patriarcado desaparece junto? Não!”

“Uma vez, eu e mais cinco ou seis garotas de programa combinamos de subir os cachês ao mesmo tempo. Houve uma revolta, nos acusaram de formação de cartel”

“Se começamos a nos organizar, nos tornamos um problema para alguns clientes e para quem acha que a discussão da prostituição é prejudicial”

“Vínhamos tendo conversas, havia reuniões na minha casa, mas, de repente, um vírus infectou meu site e todo mundo ficou com muito medo”

“A prostituição não é exclusivamente feminina. Seria bom se pudesse ser encarada como algo feito por mulheres e por homens também.

“Regulamentação da prostituição nos tira debaixo do tapete”

Monique Prada começou a trabalhar como garota de programa aos 19 anos

Por Samir Oliveira e Natália Otto, no Sul21

Conhecida pela disposição em debater a profissão, a prostituta Monique Prada acredita que a regulamentação das casas de prostituição está gerando discussões na sociedade e tirando as garotas de programa da invisibilidade.

“A regulamentação nos tira debaixo do tapete. Há alguns anos, jamais imaginaria que isso seria possível”, afirma.

Nesta entrevista ao Sul21, Monique Prada fala sobre a profissão e defende uma maior organização entre as garotas de programa.
Mas reconhece que há um longo caminho a ser percorrido e denuncia as perseguições que as prostitutas sofrem quando começam a tentar politizar a profissão.

“É uma profissão onde, quanto menos tu falas, melhor”, critica.

Monique também rebate os posicionamentos de [alguns grupos] feministas [http://www.brasildefato.com.br/node/12236] contra a prostituição e entende que, para além da crítica, é preciso fornecer alternativas concretas a quem deseja deixar a profissão.

Sul21 – Quando tu começaste?
Monique Prada – Sempre tive muita curiosidade, mas comecei aos 19 anos. Por conta de um casamento, parei por um tempo. Retornei há uns quatro anos.

Sul21 – Qual teu objetivo ao ingressar na prostituição?
Monique – Ofereciam um salário mínimo e meio por dia. Eu ganhava um salário mínimo, mais 10%, por mês. Foi uma escolha fácil, comecei a trabalhar em uma das primeiras agências do ramo.

Sul21 – Hoje, com bastante experiência na área, o que tu pensas sobre a profissão?
Monique – Não vejo como uma profissão, vejo como uma passagem. Não é algo que se deve fazer por muito tempo. Conheço muita gente desse meio, talvez eu seja uma das pessoas que mais conhece a área no Rio Grande do Sul. E, nesse período, posso dizer que conheci menos de dez pessoas que conseguiram concluir o que desejaram, que entraram na prostituição, ficaram um tempo, conseguiram completar estudos e sair. É uma profissão da qual se sai pela aposentadoria por idade ou por morte. A intenção é sempre ficar pouco tempo, mas não há um caminho de saída. E eu não vejo alguém se preocupando em criar esse caminho.

Sul21 – Por que não se consegue sair?
Monique – Cada caso é um caso. Mas, em geral, espera-se ganhar muito dinheiro na prostituição. E ninguém ganha o suficiente. E também não se consegue estudar. Tu acabas ficando presa ao teu trabalho, ao teu telefone. Tem muita universitária que faz programa, mas tem pouca garota de programa que consegue estudar. Tenho amigas que não têm o primeiro grau completo. Ninguém que eu conheço consegue economizar uma grande quantia de dinheiro para sair da profissão. Um outro caminho para parar é conseguir um casamento. Talvez seja o mais comum, mas não é uma alternativa que dê independência à mulher. Muitas vezes, a prostituta se casa e continua reproduzindo uma relação de inferioridade, como se ainda devesse alguma coisa ao homem. O ideal é conseguir trocar de profissão através da formação. Casamento não é emprego. Hoje se fala muito sobre regulamentar as casas de prostituição, mas ninguém encontra um caminho para tirar as pessoas disso, principalmente as que estão na rua.

Sul21 – Tu falaste que é muito difícil juntar uma grande quantia de dinheiro. Muitas pessoas acreditam que é uma profissão fácil, utilizada para conseguir muito dinheiro.
Monique – Quem está nas ruas ganha menos ainda. Se tem uma ideia de que será possível ter uma vida luxuosa. Há um incentivo à essa ideia de glamour da prostituição, principalmente a partir da Bruna Surfistinha. A mídia também glamouriza muito. Lembro de uma minissérie antiga em que a Malu Mader interpretava uma acompanhante. As meninas acham que vão conseguir comprar o que quiserem. Não é bem assim, existe um preço. Não é uma profissão como outra qualquer. É preciso ter uma estrutura emocional acima da média para conseguir sair disso ilesa.

Sul21 – Os cachês cobrados são muito baixos?
Monique – Depende. Eu cobro o topo do mercado, de R$ 200 a R$ 300 por hora. É pouco, considerando que há um investimento enorme em maquiagem e academia. Mas essa não é a realidade da maioria, que costuma cobrar bem menos. Uma vez, eu e mais cinco ou seis garotas de programa combinamos de subir os cachês ao mesmo tempo. Houve uma revolta, nos acusaram de formação de cartel e nos ameaçaram com processos.

Sul21 – Foi uma tentativa de organização? Como é a relação entre colegas? Há uma noção de unidade ou é cada um por si?
Monique – É cada um por si. Não apenas pela concorrência, mas porque não temos tempo para nos reunirmos. Tínhamos um fórum, mas é complicado, começam a nos perseguir. Meu site já foi infectado por vírus. Se começarmos a ficar muito unidas, dá problema. É uma profissão onde, quanto menos tu falas, melhor. E também há uma distância entre as meninas da rua e as que estão na internet. Quem está na rua acha que a nossa rotina é mais leve. Isso dificulta a organização da categoria, que poderia trazer mais segurança e conhecimento entre nós.

Sul21 – Os clientes temem uma organização das prostitutas?
Monique – Existe um fórum de discussão na internet que visa à troca de informações sobre acompanhantes dentre usuários do serviço. É um canal que já tem 10 anos e surgiu com a importante função de defender o cliente de práticas abusivas por parte das agências – que enviavam meninas diferentes das fotos postadas, por exemplo – e para a troca de informação e recomendações sobre atendimento das garotas. Infelizmente, com o passar dos anos, o fórum perdeu essa função. O que se vê lá hoje em dia são meia dúzia de foristas sérios… E uma maioria de relatos falsos, postados por garotas e/ou seus agentes, visando “queimar” concorrentes e melhorar sua divulgação. Acompanhando este fórum, eu percebo que alguns homens tem receios em relação a nossa organização. Já fomos, por exemplo, acusadas de “formação de cartel”, por termos, umas poucas de nós, subido os cachês no mesmo mês. Isso gerou um tópico onde se perguntavam: “se elas podem se organizar, por que nós não podemos?”. E Gerou também ameaças por MSN e reações interessantes por parte de alguns moderadores, que queriam a todo o custo que postassem “os nomes das vacas” que estariam participando deste “abuso”. Não vejo motivo real para o cliente comum de acompanhantes temer alguma organização – mas aqueles que desejam que sigamos suas regras tem, sim, receio disso.

Sul21 – Como as garotas de programa lidam com questões de segurança?
Monique – O trabalho de quem está em site é bem tranquilo, marcamos os programas por telefone e vamos até os motéis, que possuem segurança. Não conheço nenhum caso de morte por cliente. Normalmente, a morte é pelos namorados das meninas. Teve um semestre em que eu perdi minha melhor amiga e outras sete meninas foram mortas por seus companheiros em Porto Alegre. A única segurança que as gurias realmente têm são os motéis. Quem está na rua está desamparada. Tem o pessoal que vende droga, os namorados e o pessoal que assalta na volta. Então elas estão muito mais vulneráveis em relação aos clientes e aos namorados.

Sul21 – E como é em relação às casas de prostituição?
Monique – O problema das casas é que não há nenhuma garantia de que a menina vá receber, por isso o projeto do Jean Wyllys é importante. Não adianta fingir que as casas não existem. Mesmo em casas de luxo, só se recebe no final da semana.

Sul21 – Como tu vês a relação dos donos das casas com a prostituta? É uma relação de exploração?
Monique – Depende do caso. Uma casa que cobra R$ 200 pelo encontro e paga somente R$ 80 para a menina é exploradora. As casas precisam existir – sem elas, muita gente não ia conseguir trabalhar. Mas da maneira que elas existem hoje, não são boas para quem trabalha. O projeto de regulamentação fixa que 50% da renda do programa fica com a garota. Acho uma boa medida. Com a regulamentação, a menina poderá cobrar o que a casa lhe deve. Hoje, se a casa não quiser pagar nem um real no final da semana, a pessoa não recebe. A garota não tem a quem recorrer.

Sul21 – Com a regulamentação, seria possível, na prática, mudar essa realidade? O que garante que os donos das casas cumpram a lei?
Monique – Temos mecanismos para fazer com que respeitem a lei. Acredito que, com a regulamentação, muitas casas irão quebrar, pois terão que repassar os custos para o cachê.

Sul21 – Como tu vês os argumentos das feministas radicais, que afirmam que a regulamentação da prostituição naturaliza o conceito de exploração da mulher, como objeto, pelo homem?
Monique – Eu não admito a prostituição como ela ocorre hoje. Eu alugo meu tempo, não vendo meu corpo. Tem gente que insiste nessa ideia de vender o corpo. Nesse caso, a prostituição institucionaliza o patriarcado? Mas eu te pergunto: e se nós desaparecêssemos? Se todas as mulheres que fazem programa desaparecerem, o patriarcado desaparece junto? Não. É preciso mudar a forma como a prostituição é vista, porque ela não vai acabar. É preciso dar consciência às mulheres para mudar essa situação. O primeiro passo é mostrar às meninas que elas não são obrigadas a fazer tudo que os clientes pedem. Elas não sabem disso. É preciso dar a elas a consciência de que elas também têm direitos e autonomia sobre o próprio corpo. Essa mudança só pode vir de dentro da categoria.

Sul21 – As feministas, em geral, costumam enxergar a prostituta como uma vítima.
Monique – As pessoas falam como se a menina tivesse somente aquela possibilidade, como se fosse uma coitada. Mas não dizem como dar outras possibilidades a ela. Se só existe essa possibilidade, essas pessoas estão cometendo um crime ao querer tirar a menina da prostituição sem oferecer nenhuma outra alternativa. Fecha-se todas as casas e as meninas voltam para suas cidades natais, com o estigma de ter saído de lá para ser prostituta. É isso? Se elas são vítimas, que façam com que deixem de ser vítimas através de ações positivas.

Sul21 – Mas tu concordas com o conceito de vitimização?
Monique – Não. Todos somos vítimas de alguma coisa. A menina que sai do fim do mundo para trabalhar em Porto Alegre como babá é uma vítima. Às vezes, as meninas entram na prostituição sem a consciência do que isso significa. Apenas dizer que elas são vítimas sem dar outras alternativas não ajuda em nada.

Sul21 – Outro argumento contrário à prostituição critica o estabelecimento de uma relação mercantil em torno do sexo.
Monique – Por que não se pode cobrar por sexo, se todo mundo pode fazer sexo sem cobrar? É um argumento moralista. Quando colocam esse argumento para mim, algumas mulheres pensam que o homem é um bobinho, um coitado induzido a fazer sexo comigo porque eu coloco meu anúncio em algum site. O homem pode escolher se quer sair comigo ou não. Esse tipo de pensamento põe o homem e a mulher em posições babacas. O sexo é, quase sempre, um jogo de poder. Mesmo quando não envolve dinheiro, há alguma negociação em torno do sexo. Tem o pensamento de que dando mais para o marido, ele será mais feliz ou obediente. O sexo sempre é utilizado para manipular alguma coisa.

Sul21 – Como tu vês a necessidade de políticas públicas para a categoria?
Monique – Precisamos de políticas públicas, especialmente em relação à saúde e educação. Sabemos que precisamos estudar, mas não sabemos como. Sabemos que precisamos encontrar outros caminhos, mas não sabemos como. A regulamentação ajuda porque nos tira de baixo do tapete. Eu fico dando check-in no Foursquare aqui e ali para mostrar que estou entre vocês. É preciso tirar as prostitutas debaixo do tapete para que possa ser feito alguma coisa em relação a nós. Somente o debate em torno da regulamentação já está nos dando mais visibilidade. Há alguns anos, jamais imaginaria que isso seria possível.

Sul21 – Tu falas abertamente sobre a profissão, mas não parece haver muitas prostituas dispostas a este debate.
Monique – Temos medo, inclusive de trabalhar menos. Eu acredito que trabalho menos quando me exponho mais. Conseguimos debater alguma coisa pela internet, até pelo Twitter, mas é difícil. Algumas prostituas enxergam esse tipo de movimento como uma atitude contra o homem. Entendem que não podem ir contra o homem, senão não irão receber. É difícil convencê-las a debater.

Sul21 – A tua vida mudou desde que tu começaste a falar abertamente sobre a profissão?
Monique – Meu público alvo mudou e percebi uma reação concreta a mim no fórum. É proibido falar de mim lá, nem contra, nem a favor. Eu não existo. É uma reação muito clara. Se começamos a nos organizar, nos tornamos um problema para alguns clientes e para quem acha que a discussão da prostituição é prejudicial. Essa clareza de posição a meu respeito dá um pouco de medo nas outras meninas, que preferem não falar muito comigo. Toda vez que começo a conversar demais com uma menina, surgem comentários negativos sobre ela.

Sul21 – Com o debate em torno da regulamentação, tu te sentes mais disposta a falar?
Monique – As prostitutas estão na mídia, elas existem, isso já é algum ponto. E as redes sociais ajudam muito. Mas ainda é complicado. Me convidam para eventos, mas prefiro não aparecer. Imagina, então, as outras meninas. No ano passado, me convidaram para um evento. A ideia era ir para um debate, mas algumas pessoas entenderam errado. Acharam que eu estava lá para animar o evento. Não sou animadora de eventos. A partir daí, parei um pouco de me expor.

Sul21 – É possível criar uma entidade que organize as prostitutas em Porto Alegre?
Monique – Com muita dificuldade. Vejo o NEP (Núcleo de Estudos da Prostituição) como uma organização muito fechada. Precisamos de algo mais moderno. Não seria uma organização contra os homens, seria um caminho para debates sobre educação e saúde, por exemplo. Vínhamos tendo conversas, havia reuniões na minha casa, mas, de repente, um vírus infectou meu site e todo mundo ficou com muito medo. Para conseguir organizar essa entidade, precisaríamos de um apoio maior, de fora da categoria, de alguma força governamental, talvez da academia. Seria importante que alguém comprasse essa briga, mas não vejo muitas condições para que isso se concretize.

Sul21 – No teu Twitter, tu comentaste sobre o racismo que existe na profissão. Muitas mulheres não aceitam sair com homens negros?
Monique – Isso acontece. Tem clientes que não saem com meninas que comentaram no fórum que saíram com clientes negros. E algumas meninas dizem que não saem com negros por questão de gosto pessoal. Mas não é gosto pessoal, é racismo. Ninguém rejeita clientes gordos, por exemplo. E quando os clientes negros ligam para marcar um programa, eles costumam avisar que são negros, porque estão acostumados com o preconceito. Tive um cliente que conheci na vida pessoal. Ele só tinha namoradas loiras, falava mal das mulheres negras, era racista. Mas, quando ligava para a agência, só queria saber das “novidades negras”. Isso é racismo, tem a ver com questões de dominação, é um resquício da senzala.

Sul21 – Como tu vês a lei sueca, que criminaliza a prostituição e seus clientes?
Monique – É outra situação. Entendo que não há suecas se prostituindo. Lá, há uma relação direta entre prostituição e tráfico de mulheres, especialmente romenas e latinas.
Lembrando que a prostituição não é exclusivamente feminina.
Seria bom se pudesse ser encarada como algo feito por mulheres e por homens também.

(http://www.sul21.com.br/jornal/2013/03/regulamentacao-da-prostituicao-nos-tira-debaixo-do-tapete-diz-monique-prada)

Responder

IZA

06 de junho de 2013 às 00h47

Com todas as criticas que fazemos a Globo.
TODAs QUE eu estou casado de fazer.
Devemos ou não agradecer os que defendem a minoria?
Que críticas eu terei, a vários programas da Globo defendendo os gays?

Responder

Fabio Nogueira

06 de junho de 2013 às 00h14

Estamos em ano pré-eleitoral,todo cuidado será pouco para o governo caso queira vencer as eleições. Infelizmente o governo está preso a bancada religiosa do congresso.

Responder

Maria Lúcia

06 de junho de 2013 às 00h01

Agora a moda é defender tudo aquilo que mais chocar, que mais causar frisson…Vamos falar sério, “avançadinhos”…Quem é que pode ser feliz tendo que viver entregando seu corpo , sua dignidade, por dinheiro, a qualquer um na rua? Vocês, mulheres que ficam assinando essas bobagens, iriam para a rua vender-se em qualquer esquina e iriam dizer que estavam apenas se solidarizando com as companheiras prostitutas? Façam-me o favor! Querem aparecer? Pendurem uma melancia no pescoço! Para fazer campanha contra a AIDs não precisa fazer campanha a favor da prostituição, competindo com a GLOBO que em toda novela, para ganhar audiencia coloca sempre um bordel onde estão moças muito bonitas, inteligentes, honestas e leais apenas para parecer “avançada”. Há milhares de maneiras de fazer campanhas pró-desarmamento sem incentivar que as pessoas comprem armas, para depois, dá-las ao governo…

Responder

    Otto

    06 de junho de 2013 às 09h35

    Um dos poucos comentários lúcidos até agora.

Rogério Ferraz Alencar

05 de junho de 2013 às 23h35

Diz J Souza: “Ser prostituta não é pior do que ser alcoólatra, que também coloca em risco as vidas das pessoas e que também humilha suas famílias.E nem por isso o ministério da Saúde acabou com a propaganda de bebidas alcoólicas.É um “moralismo” bastante seletivo!”// Veja bem, J Souza: você está dizendo que a prostituição coloca em risco a vida das pessoas e humilha as famílias das prostitutas. Isso não é moralismo? Não vejo comparação possível entre prostituição e alcoolismo. Prostituição é um meio de vida, alcoolismo não é. Você concordaria com a criação de um Dia Internacional do Alcoólatra? Acharia bom o ministério da saúde lançar uma campanha com o slogan “Sou feliz sendo alcoólatra”? Não acho que ministério colocou o moralismo acima da ciência, como diz o título do texto, pois a campanha pela prevenção contra DST/AIDS deve continuar, mas sem a frase infeliz. Houve claro exagero na demissão do infectologista Dirceu Greco, se ela se deu apenas pelo slogan da campanha. Bastaria ter mudado o slogan.

Responder

IZA

05 de junho de 2013 às 23h14

Meu…Deus, sei lá QUE M… É ESSA?
Vamos parar com essa basbaquice!
Parem com essa inocência política!
A direita está se lascando para as vidas das prostitutas, ou de qualquer pobre miserável.
Agora, qualquer recuo estratégico de um governo, ou de um ministro, têm que ser criticado?
Algumas pessoas deveriam deixar de ser médicas, jornalistas, profissionais, e METEREM A CARA na política para ver de VERDADE como as coisas funcionam.
ALGUÉM ainda acha que ao eleger Lula e Dilma fizemos de fato uma REVOLUÇÃO?

Responder

Julio De Bem

05 de junho de 2013 às 22h32

Em breve marcha das prostituas. Pq trabalhar em pé eh uma coisa machista. Pelo direito de trabalhar deitada, de ladinho de quatro etc. Ai ai q q ta acontecendo com minha esquerda? Ta sendo alimentada por uma cambada de retardados? Quantos aqui tem filhas irmãs ou mães prostitutas? Elas se orgulham de ser?

Responder

Carlos Pereira

05 de junho de 2013 às 22h00

O Padilha dá dó. Deveria aprender com Marcos Rolim, também PT
http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=3657

Sobre a Prostituição
Marcos Rolim

Pelo que pude compreender, a Secretaria Estadual de Segurança quer definir locais e horários para a prostituição. Não conheço os detalhes da proposta, mas penso que a idéia seja, em si mesma, problemática. O regramento pretendido diz respeito aos serviços sexuais oferecidos nas ruas, o que já seleciona, entre os profissionais do sexo, os mais desprotegidos e carentes.

Não em função da necessidade de se amparar seus direitos, mas em nome “da moral e dos bons costumes”. Prostitutas, michês e travestis que trabalham nas ruas são, freqüentemente, vitimados pela violência que lhes é oferecida por rufiões, clientes e maus policiais. A humilhação há muito integra o cotidiano dessas pessoas e pouco ou nada se faz para reverter esse quadro.

Ainda que houvesse um consenso em torno da proposta, as restrições estariam criando, automaticamente, uma irregularidade para os trabalhassem em horários distintos ou em áreas “não permitidas”. Com a regra, estaríamos, então, diante da ilicitude e da decorrente repressão policial. Um vigoroso passo atrás, portanto, em direção à “criminalização branca” da própria atividade.

É evidente que o direito de ir e vir e o de contratar serviços de natureza sexual não pode legitimar posturas abusivas. Determinados padrões de conduta pública devem ser exigidos também dos profissionais do sexo. Penso que o caminho para se assegurar esse resultado, de qualquer maneira, deva ser outro. Sobretudo, sustento que apenas o reconhecimento da cidadania das prostitutas e michês pode legitimar uma política quanto à prostituição e estruturar compromissos entre todos os concernidos, incluindo-se os moradores que tenham queixas legítimas a apresentar. Deveríamos, primeiramente, reconhecer na prostituição uma profissão tão difícil e digna como qualquer outra. Dizê-lo significa contrastar um moralismo que não resiste a qualquer reflexão. Afinal de contas, quais as razões que teríamos para não respeitar aqueles que vendem prazer sexual? Não respeitamos os que nos vendem conhecimento e os que nos vendem saúde ou que nos oferecem cuidados para o corpo e a mente? Não respeitamos os que nos oferecem diversão, moda ou prazer estético? Não respeitamos, inclusive, os que nos vendem serviços religiosos? Por que, então, o prazer sexual não poderia ocupar um espaço no mercado? Na verdade, a tradição moral judaico-cristã sempre desprezou a prostituição pelo fato dela insinuar o prazer sexual na ausência de vínculos ou de sentimentos amorosos. O prazer, assim emancipado, foi tido como pecaminoso e as prostitutas vistas como seres “decaídos” que deveriam ser objeto, na melhor das hipóteses, de políticas de “salvação”.

“Prostituir-se” é, só por isso, uma expressão usada para designar aquele que abre mão de sua dignidade em troca de favores. Alguém que “vende sua consciência”, por exemplo, estrutura uma reconhecida e lamentável fraude moral. Designar tal atitude como o equivalente ao ato de se prostituir, entretanto, expressa apenas preconceito. Ocorre que a prostituição é, sobretudo, uma relação comercial verdadeira. Pode-se criticá-la por qualquer motivo, menos pelo de não entregar aquilo que promete ou falsear o que quer que seja. Profissionais do sexo e seus clientes sabem exatamente o que procuram e pactuam livremente sem prejuízo a terceiros. Por contraste, quando um político promete o que sabe não poder cumprir ou quando sustenta uma posição porque ela é a mais funcional aos seus próprios objetivos de poder ao invés de se orientar pelo que, presumidamente, seria o interesse público, estamos diante de uma conduta decaída moralmente que produz danos ao conjunto da população. Ninguém cogitou ainda, entretanto, de estabelecer limites geográficos ou horários para esse tipo de atividade. Poderíamos, talvez, pensar nisso. Algo como: discursos demagógicos só entre três e quatro da manhã ou: políticos com patrimônio maior que sua renda só poderiam circular no trajeto entre seus gabinetes e os tribunais, etc. Que tal?

Responder

Richard

05 de junho de 2013 às 21h57

Só para esclarecer melhor: qual foi a fonte que confirmou que o Padilha pediu benção para o Feliciano? Porque não consigo acreditar que uma declaração do Marco Feliciano, que é execrado todos os dias por todos, passa a ter crédito.

Agora, se isso aconteceu mesmo, a revolta só aumenta e o Padilha se enterrou.

Responder

Jane

05 de junho de 2013 às 21h55

É um babaca, acabou de perder uma eleição quase ganha

Responder

    Lu Witovisk

    06 de junho de 2013 às 08h30

    SE ele vai se candidatar a governador de SP, ele ganha com essa… Afinal, a luta pela moral e bons costumes deu votos ao PSDB há 18 anos.

Magui

05 de junho de 2013 às 21h48

EM ORDEM DECRESCENTE: “tuites” de Fátima Oliveira em 04 de junho de 2013 sobre a exoneração do prof. Dr. Dirceu Greco pelo ministro Alexandre Padilha, o ministro das trevas:

1. Fátima Oliveira‏@oliveirafatima_22 h
Diretor, Dirceu Greco é exonerado após campanha para o Dia Internacional das Prostitutas http://www.ebc.com.br/noticias/saude/2013/06/ministro-da-saude-exonera-diretor-apos-campanha-para-o-dia-internacional-das#.Ua6mU0TQKFU.twitter … via @ebcnarede

2. Fátima Oliveira‏@oliveirafatima_22 h
Saudações a quem tem coragem! A minha solidariedade ao prof. dr. Dirceu Greco, exonerado hoje do Ministério da Saúde
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?metodo=apresentar&id=K4788950E2

3. Fátima Oliveira‏@oliveirafatima_22 h
Diretor da Saúde, Dirceu Greco, da UFMG, é exonerado após polêmica com campanha anti-Aids http://migre.me/eSjyI via @UOLNoticias #UOL

4. Fátima Oliveira‏@oliveirafatima_4 jun
@eduloureiro @ALuizCosta @padilhando Pois pode crer: Padilha é carola e ele pensa conforme o veto dado por ele

5. Fátima Oliveira‏@oliveirafatima_4 jun
@eduloureiro @ALuizCosta @padilhando São escolhas morais pessoais, ñ políticas de governo; na toada q/ vai ele chegará a Ministro das Trevas

6. Fátima Oliveira‏@oliveirafatima_4 jun
@padilhando @eleusespaiva Ah, falou! Com o pé no freio, é verdade. “Há qualquer coisa no ar/ além dos aviões/ da Panair…” Guimarães Rosa

7. Fátima Oliveira‏@oliveirafatima_4 jun
@marianacatto @padilhando Ora me compre um bode! O veto é da responsabilidade do ministro da saúde, que agiu conforme seus valores pessoais

8. Fátima Oliveira‏@oliveirafatima_4 jun
@padilhando @marianacatto Bom senso é tomar medidas contra a precarização do trabalho em saúde e não replicá-las

9. Fátima Oliveira‏@oliveirafatima_4 jun
@padilhando @marianacatto Bom senso é o governo respeitar a moralidade do seu ministro, mas não impor o que ele acha nas ações do governo

10. Fátima Oliveira‏@oliveirafatima_4 jun
@padilhando @marianacatto Bom senso ou moralidade pessoal?

11. Fátima Oliveira‏@oliveirafatima_4 jun
@padilhando @marianacatto Quais?

12. Fátima Oliveira‏@oliveirafatima_4 jun
“Enquanto eu for ministro, não acho que seja uma mensagem a ser passada pelo Ministério da Saúde” Ministro Padilha http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/06/1289525-ministro-da-saude-recua-em-campanha-para-prostitutas.shtml

13. Fátima Oliveira‏@oliveirafatima_4 jun
Campanha ‘Eu sou feliz sendo prostituta’ sai da internet – Bondenews – Bonde. O seu portal http://www.bonde.com.br/?id_bonde=1-3–133-20130604 … via @portalbonde

Responder

J Souza

05 de junho de 2013 às 21h33

São as mesmas igrejas que condenam as prostitutas que dizem que as mulheres são obrigadas a fazer sexo com seus maridos, mesmo que não estejam com vontade, mesmo que sejam mal tratadas e até quando os maridos são agressores.
Como dizia o coronel Jesuíno: “Deite que eu vou lhe usar”!

E para piorar, alguns maridos tratam suas esposas pior do que tratam as prostitutas, com o agravante que as prostitutas não precisam lavar suas roupas, limpar suas casas e fazer sua comida.

O mundo se encontra numa encruzilhada moral, onde os líderes religiosos pinçam partes dos textos sagrados para manipular seus fiéis, que são mais fiéis aos seus líderes religiosos do que às suas religiões.

Responder

Magui

05 de junho de 2013 às 21h31

Estou aguardando a devida permissão de Fátima Oliveira, de quem sou seguidora no twitter, para republicar os “tuites nos queis ela foi pra cima do Padilha ontem. Na boa e ele nem tchun. Se acha dono do mundo. Ser dono da moralidade do Brasil pra ele é fichinha. Anularei meu voto, mas votar nesse representante do atraso, jamais!

Responder

Mari

05 de junho de 2013 às 21h18

Valeime, como diria Fátima Oliveira: como tem carneirice política nesses comentários. Cruz Credo! Padilha é um fundamentalista de quatro costado. Valei-me Santísisma, tão novo e tão gorado!!!!!!

Responder

Willson

05 de junho de 2013 às 20h53

A prostituição não é, nem de longe, sinal de liberdade ou de felicidade. É o mais crasso sinal da violência simbólica a que se submentem, principalmente as mulheres. As prostitutas são pessoas, normalmente, desprovidas de outros meios de subsistência, sem autorrespeito, sem orgulho e sem perspectiva, e que que fingem não se importar em serem usadas por 20 minutos por alguém que lhe dê um punhado de reais, mas nenhum respeito. Apesar de útil, não há camisinha que iniba isso.

Não há nada de edificante, bonito, nem que se passe como exemplo aos filhos. Pelo contrário, eu sentiria muita vergonha. Dessa promiscuidade, advem uma série de perigos a que são expostas sua saúde e integridade física. Isso é triste. Não eleva o ser humano, mas, antes, o degrada. Se uma mulher se diz feliz sendo prostituta, merece a recíproca de (des)respeito que seu cliente, o desconhecido, lhe devota. Não é questão de falso moralismo ou religiosidade. É uma constatação.

Quem usa uma prostituta o faz como quem usa um vaso sanitário. E isso não traz felicidade a ninguém. Impossível. Em breve teremos uma passeata do DIA DO ORGULHO MICHÊ, já que querem exaltar a prostituição como fonte de felicidade. Felizes? Elas? Mentir para si mesmo é sempre a pior mentira. Só faltou colocar a foto de um cafetão ao lado, com corrente de latão e dente de ouro, com os dizeres: E EU APOIO!!

Responder

    Luis

    05 de junho de 2013 às 22h24

    Olha aqui seu moralista parido da idade média – prostituta é GENTE sim, tem a vida duríssima, mas o problema reside na estrutura da sociedade patriarcal que torna a maioria de seus clientes pessoas nojentas pois relega estas profissionais ao status de escória da humanidade.

    (muito) Antigamente esta atividade era sagrada (!). Vá se informar e livre-se deste preconceito besta.

    http://leiturasdahistoria.uol.com.br/ESLH/Edicoes/15/artigo119600-1.asp

    Willson

    06 de junho de 2013 às 12h47

    Que grosseria gratuita, brother. Sabe ler não? Vou desenhar pra você: Respeito todo ser humano. Por isso mesmo, nao posso concordar com a prostituição como fonte de orgulho, de auto estima. Você se orgulharia de ser filho ou irmão de uma? Eu não. Prostituição, reafirmo, não é coisa para ser estimulada. É preciso trabalhar para que ela seja desnecessária. É fonte de violência, consentida ou não, contra a mulher. É estigmatizante e violadora de direitos individuais. Quero que toda mulher seja edificante, útil à sociedade. Que desenvolva plenamente suas potencialidades. Nao as quero humilhadas, seja por caminhoneiros ou por executivos endinheirados. Por causa dessa leniência com um fato social tão grave, a mulher brasileira é vista e tratada como promíscua no exterior. Vá a Portugal com uma e verá. Não sei se você consegue entender isso. Mas às vezes, criticar na pessoa um comportamento é a melhor forma de defendê-la. Fica na paz. Não sou medieval nem sou seu inimigo. Apenas penso diferente de você.

    Rita

    05 de junho de 2013 às 22h53

    Deixe de ser à toa. Prostituta não vende o corpo, vende prazer. Aprenda. Vá catar coqueinho com essa moralidade de escada de tirar maxixe.

    Zanchetta

    06 de junho de 2013 às 10h59

    Uma vez que ser prostituta é tão bom, porque que quando eu xingo alguém de filho da p…, esse alguém fica tão bravo comigo?

    Seria ele um reaça? Então só posso xingar os progressistas, porque eles acham legal?

Neotupi

05 de junho de 2013 às 20h29

Conceição, teria como consultar a ministra das mulheres, Eleonora Menicucci, para ter outro ponto de vista?
Acho que se esse cartaz fosse patrocinado por uma cervejaria, por exemplo, estariam todos criticando o enfoque.
Acho que as prostitutas tem direito de fazer suas manifestações culturais, artísticas, pessoais, coletivas e outras como bem entenderem, mas ministérios com políticas universais para todos, como é o site do ministério da saúde, não é lugar apropriado para isso.

Responder

    Conceição Lemes

    05 de junho de 2013 às 20h41

    Consultarei, sim. abs

Dr. Marcelo Silber

05 de junho de 2013 às 20h00

Querida amiga Conceição.
Me permita discordar de você.
Qual pais do mundo colocaria uma campanha publicitária como os dizeres
“Sou feliz sendo Prostituta.. A Argentina de Christina? USA de Obama? Alemanha de Merkel? França de Holande? Israel de Shimon Peres? Nenhum..Seriam imediatamente taxados de ridículos pelo mundo todo…
Alexandre Padilha, brilhante médico da UNICAMP é um homem sério.Seu trabalho no Ministério da Saúde pode não ser pefeito, mas é o possível nas atuais circunstâncias. Não devemos partidarizar as ações do Min Saúde.Compreendo e compartilho de suas preocupações com possíveis retrocessos em programas tão importantes como os das DST/AIDS, mas acho, sinceramente, que não é hora de abril “fogo amigo” contra o Padilha.Imagina o “fogo inimigo” que virá… pense bem…
Abraço
Marcelo

Responder

    francisco pereira neto

    05 de junho de 2013 às 22h52

    Suponho que Marcelo seja médico, pois se auto identificou como Dr. Mas se não for, se portou como.
    Estou inteiramente de acordo com sua opinião. Ser “avançado”, mente aberta, muitas vezes pode significar retrocesso. Ademais, não acho que o ministro Padilha tenha optado por um retrocesso.
    O tema é delicado sim, e não sinto que seja uma manobra política por conta de ser um dos pretendentes ao governo de São Paulo.
    Crucificá-lo e esquartejá-lo por uma tomada de decisão, que achei correta, não o torna um despreparado e oportunista como a matéria quer impingí-lo.
    Criticar a sua postura, é direito de todo mundo. Agora, ser maniqueísta, para mim é inaceitável.
    Se esquece o conjunto do trabalho do ministério e pinçar uma peça de propaganda vetada pelo titular e rotulá-lo como conservador?
    Não vejo necessidade de se recorrer a esse tipo de peça publicitária do Ministério da Saúde para conter as DST’s.
    A massificação das informações tem alcance que nem nós imaginamos, e duvido que uma comunidade por mais longe que esteja dos grandes centros, não tenha informações suficientes para se previnirem.
    Não vi a mensagem, mas só pelo poster, dá para sentir o conteúdo da mesma.
    Será que mensagens radicais é a solução?
    Eu prefiro soluções inteligentes.
    Eu não me assustaria em assistí-la.
    Mas o meu gosto não pode servir de padrão para o resto da população.

    Conceição Lemes

    05 de junho de 2013 às 23h16

    Francisco, esta campanha não é para a população em geral. É destinada às prostitutas! sds

    Dr Marcelo Silber

    06 de junho de 2013 às 09h57

    Caro Francisco
    Obrigado pelo apoio, velho.Você também escreveu um texto lúcido e sereno.
    Incrível, que o “campo progressista” (se é que isso existe…)se perca em uma luta autofágica (Mario e Oswald de Andrade)sentiriam muito orgulho… Enquanto as forças conservadoras estão altamente organizadas e focadas (viste a manifestação de Silas Malafaia em Brasília…preocupante…)
    Como já disse muitas vezes aqui, não gosto nem do PT e muito menos do PSDB (cruz credo!!)mas me sinto a vontade para elogiar quando preciso.
    Detesto a linha econômica deste governo, mas no campo social e da saúde, acho que em geral acertam a ,mão.Padilha sabe o que faz, e como médico pediatra, destaco o incrível investimento (que a mídia PIG e os “blogs progressistas” não divulgam na capacitação de UTIs Neonatais em todo pais.
    Além disso esta totalmente certo em tentar trazer médicos cubanos, espanhóis e portugueses para atender nossa população carente.(novamente sem apoio da “mídia progressista) e bombardeado pelo PIG e pelo corporativismo médico…
    E dá-lhe “fogo amigo”… Arre Égua !!!!
    Abraços Marcelo

    Hortência Gualberto

    06 de junho de 2013 às 07h34

    Caro Dr. Marcelo, brilhante, para seu conhecimento é o prof. dr. e cientista Dirceu Greco, que faz sombra ao ministrinho dentro do MS.
    Padilha está em busca das companhias que lhe convèm em busca de votos. Triste e reprovável comportamento de se aliar a qualquer coisa comoa Feliciano que lhe dita ordens. Se deu ao luxo de EXONERAR Dirceu Greco, fundador e homem de primeira hora do PT, quando Pdilha ainda usava calças curtas. Padilha cometeu duas indignidades: a primeira, vetar o cartaz; e a segunda ao exonerar Greco como se ele fosse um lixo qualquer.

    zé eduardo

    06 de junho de 2013 às 17h16

    Concordo totalmente, Hortência. E acrescente uma terceira ‘indignidade’ por desconsiderar e desrespeitar o movimento social organizado das prostitutas, que nem sequer foram ouvidas quanto a decisão moralista e autoritária.

Pesquisadores repudiam censura do MS à campanha das prostitutas - Viomundo - O que você não vê na mídia

05 de junho de 2013 às 19h59

[…] “Padilha colocou o moralismo acima da ciência; mortes virão” […]

Responder

Vlad

05 de junho de 2013 às 19h53

Aposto que a presidanta não sabia dessa demição.

Responder

    Érica Batista

    05 de junho de 2013 às 21h14

    Vlad eu também penso como você. Mas agora Dilma vai apoiar o Padilha, infelizmente porque é candidato a governador de São Paulo (e vai perder, por causa do fundamentalismo dele). A Dilma precisa afastar o Padilha imediatamente, antes que ele acabe com qualquer rasgo progressista que ele ainda possa ter.

Bárbara

05 de junho de 2013 às 19h50

Eu sou mãe de político e sou feliz!

Responder

IZA

05 de junho de 2013 às 19h21

Eu não critico o ministro Padilha!
Nada pode ser mudado, de um dia pra outro, principalmente quando questões de saúde, envolvem também questões morais.
Não vamos esquecer. (nunca) Esse governo já avançou muito!
Pra quem está de fora, e não recebe pressão de todos os lados, é fácil criticar.
Recuar um passo, para avançar dois. Esqueceram?
Temos como o exemplo o Supremo (tenho várias críticas duras a esse Supremo).
Alguém pensaria, há 20 anos, que o Supremo teria posições tão avançadas como hoje, em questões como células-tronco, aborto, união homo afetivas, etc?
Quem poderia pensar que o Advogado Geral da União estaria em todas as TVs, defendendo essas teses?
Devagar com o andor pessoal.
A luta é muito difícil. Sempre foi.
Cada vitória deve ser comemorada, sabendo que logo à frente, teremos uma derrota.

Responder

    Gina

    06 de junho de 2013 às 07h48

    Por ser um governo que já avançou muito um ministro com a estampa moral retrógrada do Padilha tinha mais era que cair fora, pois emporcalha o Estado laico. O Brasil é ou não um país de TODOS? Ou é só do Padilha?

    francisco pereira neto

    06 de junho de 2013 às 21h17

    Ah vá Gina. Fala sério! O ministro emporcalha o estado laico?
    O que é que tem a ver uma campanha que faz apologia da prostituta feliz, com as religiões.
    Alguém já fez pesquisas com essas moças para afirmarem que elas são felizes?
    Ah! Espero que não me condenem pelo cacófato.

SILVIO MIGUEL GOMES

05 de junho de 2013 às 19h13

Infelizmente é preciso tomar cuidado com propagandas. Os canalhas teriam muito para atacar o Governo Dilma com o slogan “Sou feliz sendo prostituta”. Não é bom, tinha que ser trocado.
Tem que ser esperto, malandro, pois canalhas na oposição (jornais, tvs) não faltam.

Responder

J Souza

05 de junho de 2013 às 18h58

Ser prostituta não é pior do que ser alcóolatra, que também coloca em risco as vidas das pessoas e que também humilha suas famílias.
E nem por isso o ministério da Saúde acabou com a propaganda de bebidas alcóolicas.
É um “moralismo” bastante seletivo!

Responder

    Conceição Lemes

    05 de junho de 2013 às 19h34

    Souza, por sinal, na semana passada, foi votado na Câmara dos Deputados um projeto em relação às drogas. Uma das propostas era acabar com a propaganda de bebidas alcoólicas. Pois ela não passou. O dr. Rosinha trata disso num post “Desintoxique-se da hipocrisia e das ideias medievais. abs

    Neotupi

    05 de junho de 2013 às 19h39

    Nunca existiu propaganda de bebida alcóolica no site do ministério da saúde. Não confunda uma coisa com outra. Não fazer é diferente de proibir os outros de fazerem.

    francisco pereira neto

    05 de junho de 2013 às 23h06

    Num espaço democrático como este, a gente aprende, se toca, desperta idéias escondidas.
    Colocação perfeita Neotupi.

Francisco

05 de junho de 2013 às 18h49

O ministro deve ser demitido sumariamente e investigado pelo TCU para que se faça ressarcimento aos cofres públicos das despesas decorrentes da sua evidente incompetencia administrativa.

Antes de qualquer outra discussão (moral, de saúde pública, o que for!) o inepto servidor público em pauta, não pode rasgar dinheiro público!!

Se a campanha foi feita divulgue-se!!!

E se foi feita sem o seu conhecimento, temos DUAS razões para demiti-lo!!

Responder

    Conceição Lemes

    05 de junho de 2013 às 18h52

    Francisco, segundo nota da assessoria de Comunicação do Ministério da Saúde, a campanha não teve nenhum custo. sds

    Luiz Rogerio

    06 de junho de 2013 às 18h30

    Prezada Conceição, pessoas trabalhando “de graça” pro governo???

Maria Fulô

05 de junho de 2013 às 18h47

Pela 1a vez, discordo do Blog… Não é possível ser feliz sendo prostituta. A prostituição é uma chaga aliada à miséria e a falta de oportunidades que não pode, nem como parte de uma propaganda específica, ser passada como algo gerador de felicidade. Sorry, Conceição… mas nesta, estamos em desacordo.

Responder

    Thiago

    05 de junho de 2013 às 19h12

    Bem colocado, Maria.
    A prostituição, longe de representar um ideal feminista de propriedade do corpo, é um mecanismo de sujeição da mulher. O mais aviltante deles.
    A pessoa é livre para usar seu corpo como bem entender. Mas o Estado não deve patrocinar publicidade que romancie a degradação humana.

    Ary

    05 de junho de 2013 às 19h16

    Penso que seja um mito dizer que a prostituição esteja aliada à miséria e à pobreza. Boa parte sim, mas não toda. Também penso que é possível ser feliz sendo prostituta.

    Thiago

    06 de junho de 2013 às 01h15

    Ary, prostitutas estão aliadas à miséria (humana) e à pobreza. Não boa parte, mas a grande maioria. Sejamos honestos. Concordo que seja possível ser feliz sendo prostituta. É possível ser feliz sendo qualquer coisa. Só que estamos tratando de uma forma de utilização dos corpos que transforma um igual em algo menor, um objeto. Não sei onde os esclarecidos que criticam o ministro estudaram, mas não eu tive aula de biologia ou psicologia que ensinasse a separar o prazer como um produto vendável dissociado de qualquer emoção pessoal. O uso e abuso dessas pessoas, de seus corpos e sentimentos, causa mal. Se não imediato, certamente a longo prazo. Não é só no HIV que se tem que pensar. São pessoas. Como eu e você.

Pitagoras

05 de junho de 2013 às 18h44

O que esse homúnculo devia tirar do ar é a mensagem obscena “estou feliz em ser político”

Responder

Edite Peixoto

05 de junho de 2013 às 18h40

O ministro Padilha é um ministro das trevas da Idade Média. A presidenta Dilma tem de ficar esperta com os caminhos que o ministro Padilha trilha: as trevas medievais. Ou será isto que ela deseja, ou seja, ser a presidenta das tenebrosas trevas? Não creio. Não creio porque tudo é tão ridículo que é difícil imaginar que ela seja assim como o Padilha que impõe ao Brasil o seu pensamento medieval.

Responder

JOTACE

05 de junho de 2013 às 18h40

Mais um ato eleitoreiro e de servilismo do governo da “mãe dos pobres”. A decisão de Padilha em favor das linhas mais obscurantistas e conservadoras do país, especialmente da Igreja Católica, é uma simples e natural seqüência dos atos que têm caracterizado o governo não só de Dilma, mas também o do seu mentor, Lula. Não se pode dissociar a nefasta decisão do Ministro da concordata tramada e assinada às escondidas do povo brasileiro por Lula em favor do Império do Vaticano. A dispensa de impostos sobre todos os bens da Igreja existentes no país, o destaque do ensino a ser dado nas escolas públicas, são apenas alguns dos aspectos da concordata, portão aberto para outros atos que afetam a laicidade do Estado brasileiro. É lamentável que, a busca de votos, leve a atentados como este, da demissão do Dr. Edson Grieco que, na sua condição de médico infectologista, procurou resguardar a Saúde Pública. Parabéns para ele e sua solidária equipe!

Responder

J Souza

05 de junho de 2013 às 18h31

Como a Bruna Surfistinha conseguiu lançar seu filme sem ser apedrejada pelos aiatolás da bancada evangélica e do PT?
Aguardem, logo, logo virá a imposição das saias abaixo do joelho. E depois… a burca!

Responder

zé eduardo

05 de junho de 2013 às 18h09

Não é só caretice do Ministro, ele já fez coisa semelhante antes: é desrespeito com os movimentos sociais. Quem tem que decidir se o material tá bem elaborado, se a mensagem tá adequada na forma e no conteúdo, é o movimento social legítimo que representa a população a que se dirige: neste caso, as prostitutas. Não o Ministro, nem a Assessoria de Comunicação, muito menos os evangélicos ou qualquer outro comentarista, como uns e outros nesta página. Foi bola fora e tiro no pé: azar do Padilha se ele prefere o apoio do Feliciano. A vida é feita de escolhas e elas têm preço…

Responder

Neotupi

05 de junho de 2013 às 17h53

Correto o ministro, e acho apelação colocar o Feliciano no meio. Discuta-se o mérito da propaganda, independentemente de quem apoia ou não.
Propaganda é o que os outros entendem (esse é o fundamento científico da comunicação social), e para a maioria não parece propaganda de prevenção da DST e sim comemorativa da data, o que não é da alçada do ministério da saúde, e só serve para criar conflitos inúteis (inclusive hostilizações contra as prostitutas por quem era tolerante).
Além disso, atende aos objetivos da campanha contra DSTs? Nem fala em camisinha, nem como obter na rede pública e, se feita fora do nicho de quem já é prostituta, incentiva um comportamento que é de risco mais elevado. Para mim, me parece inadequada para veiculação fora de nichos, aberta a todos, num site como o do ministério da saúde.
A demissão explicada foi por descumprir normas, segundo a nota. Quem não aceita normas do cargo, nem deveria ter aceito o posto.

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Rogério Ferraz Alencar

05 de junho de 2013 às 17h04

Por que campanha contra a AIDS/DST precisaria fazer apologia de prostituição? Campanha tem que ser informativa. Acho que o ministro está certo, quanto à retirada do “eu sou feliz sendo prostituta”. Pode ter exagerado ao demitir o infectologista.

Responder

    José Reinaldo Rosado

    05 de junho de 2013 às 17h31

    Concordo plenamente. Daqui aqui a pouco vão fazer campanha:
    Eu sou feliz sendo usuário de Heroína.
    Se a pessoa é feliz fazendo o que gosta ótimo, mas o governo antes de fazer uma campanha esdrúxula como essa têm que ouvir a sociedade. Quem fez a campanha é um alienígena.

    Felix

    05 de junho de 2013 às 17h48

    apologia à prostituição?
    se fosse “Sou feliz sendo paraplégico” seria apologia à paraplegia? (imagine o número de pessoas se atirando de edifícios devido à apologia!)
    se fosse “Sou feliz sendo catador de lixo” seria apologia à miséria? (todos largando seus bens e famílias para se entregar aos prazeres da imundice)
    se fosse “Sou feliz sendo camelô” seria apologia ao comércio sem regulação? (imagine todos os empregados com carteira assinada correndo para largar seus trabalhos a fim de vender sem nota fiscal!)
    as pessoas tem direito a serem feliz, independente de suas profissões, e as populações vulneráveis e marginalizadas precisam saber que a saúde pública é para eles também, do contrário vão ignorá-la e desta forma seguir sofrendo dos males e perpetuando-os.

    Reinaldo

    05 de junho de 2013 às 21h23

    Eu gostaria de ver uma campanha de vacinação, com um paraplégico dizendo: Eu sou paraplégico e sou Feliz. Será que iria fazer alguem a ir aposto se vacinar

    Neotupi

    05 de junho de 2013 às 21h37

    Depende do contexto. “Sou feliz sendo paraplégico” numa campanha de prevenção à acidentes de trânsito, não é uma boa mensagem para dissuadir as pessoas a serem mais cuidadosas, mesmo que ninguém queira ficar paraplégico.

    Alexandre Bastos

    05 de junho de 2013 às 21h53

    Qual apologia, cara? Ninguém escolhe ser paraplégico, mas existem paraplégicos que são felizes. Deixe de ser ignirante e de falar sobre o que voc~e nem d elonge sabe do que se trata.

Walter Decker

05 de junho de 2013 às 17h02

Eu gostaria que a Conceição tivesse abordado o fato do Brasil ser recordista em prostituição infantil e o quanto esse cartaz com a frase carro-chefe da campanha é bom ou ruim em relação a esse fato. Como afirmou o comentarista Luiz, logo abaixo, eu apoio a campanha, mas acho que o tema foi mal elaborado.

Responder

    JOTACE

    05 de junho de 2013 às 18h56

    Caro Walter Decker,

    É bom atentar que ela estaria fora de pauta. Além do mais seria absolutamente necessário analisar a grande contribuição da Globo para isso. Cordialmente, Jotace

Luiz

05 de junho de 2013 às 16h45

Acho apenas que o lema foi mal elaborado.

Responder

    Luiz Rogerio

    05 de junho de 2013 às 18h22

    Muito mal elaborado, o que começa errado tem “tudo” pra dar errado, como uma peça “publicitária” que passa por um monte de “especialistas”, fica pronta e dá nisso??? Qual o custo final dessa “obra”?

Mardones

05 de junho de 2013 às 16h21

Esse é o PT. E muita gente não quer abrir o olho porque o PSDB consegue ser pior.

As ações criminosas do Partido dos Trabalhadores contra toda histótia do partido já passaram de todos os limites.

Basta uma ameaça da base de sustentação desse governo para os maiores retrocessos aconteçam.

Nada, absolutamente nada que o PT faça de ruim pode surpreender.

Ah, esperem a retomada das reuniões na OMC.

Eu reafirmo: Brasil sem saída em 2014!

Responder

    José Silva

    05 de junho de 2013 às 22h02

    A cúpula do PT está disposta a abrir mão de qualquer princípio em troca de apoio para continuar no poder, abandonaram totalmente as bandeiras históricas do partido que hoje só são lembradas por parte da sua militância!
    Quanto a referida campanha, acredito que arrumaram um marqueteiro “moderno demais” para os dias atuais, e tudo que é demais sobra. Sobrou para quem talvez nem tinha pensado que ia dar nisso que deu.

Miriam

05 de junho de 2013 às 16h21

Brasília – Numa reação à exoneração, ontem (4), do infectologista Dirceu Greco da direção do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, os diretores-adjuntos do órgão, Eduardo Barbosa e Rui Burgo, pediram demissão na manhã desta quarta-feira (5). A crise no programa, que durante anos foi reconhecido internacionalmente pela sua qualidade, foi deflagrada ontem (4) com a suspensão, determinada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, de uma campanha para combater o preconceito às profissionais do sexo.

A campanha, lançada no fim de semana pelo departamento nas redes sociais, trazia peças com mensagens de prevenção. Numa das peças uma profissional do sexo afirma: “Eu sou feliz sendo prostituta.” Embora elogiada por médicos especialistas na prevenção de aids e por integrantes de organizações não governamentais, a iniciativa provocou polêmica. Padilha recuou, mandou tirar a peça da página na manhã de ontem (4), dia em que o jornal “O Estado de S.Paulo” publicou uma reportagem sobre a campanha. À noite, exonerou Greco e determinou a retirada de todo material, para “avaliação”.

Padilha afirmou que as peças, que estavam em teste, não haviam sido aprovadas pela Assessoria de Comunicação Social e não atendiam os objetivos de prevenção. Esta é a terceira vez que o ministro determina a retirada de material com potencial de polêmica. Em março deste ano, como a reportagem revelou, ele determinou a suspensão da distribuição de um kit educativo. No ano passado, a campanha de carnaval, com foco em jovens gays, também teve sua veiculação suspensa. A justificativa dada na época era a de que o material era de divulgação restrita.

http://migre.me/eSXlu

Responder

Miriam

05 de junho de 2013 às 16h20

Deputados evangélicos detonam campanha Dia das Prostitutas

A campanha lançada pelo Ministério da Saúde para o Dia Internacional
das Prostitutas, celebrado neste domingo 2.
Por RIUS.com.br – Informa – 05/06/2013 11h38 Imprimir

A campanha lançada pelo Ministério da Saúde para o Dia Internacional das Prostitutas, celebrado neste domingo (2), provocou uma reação conjunta de deputados da bancada evangélica nesta semana. Hoje, muitos deles cobraram explicações do ministro Alexandre Padilha e aproveitaram para alfinetar a presidente Dilma Rousseff.

http://migre.me/eSXgN

Em uma das peças da campanha que foram divulgadas, há a frase: “Eu sou feliz sendo prostituta”. Alguns dos deputados receberam a proposta da peça publicitária de maneira bastante reticente. Já outros, como o deputado Marcos Rogério (PDT-RO) foram mais incisivos: “O que o governo faz é um crime, é apologia à prostituição. O governo está patrocinando um crime ao defender essa conduta”, declarou ao jornal Folha de São Paulo. A deputada Liliam Sá (PSD-RJ) afirmou que a campanha do Ministério da Saúde era um desfavor à sociedade: “O que é isso? Ninguém é feliz sendo explorada sexualmente”, afirmou à publicação.

Claramente irônico, o deputado João Campos (PSDB-GO) se arriscou a prever as próximas campanhas que serão criadas pelo ministério: Sou adúltero, sou feliz. Ou incestuoso, siga-me. Ou sou pedófilo, sou feliz, sou realizado”. O presidente da Comissão de Direitos Humanos, Marco Feliciano (PSC-SP) também pediu para que o governo desse explicações para o que considera uma “famigerada campanha”.

Responder

Mateus

05 de junho de 2013 às 16h10

Padilha não merece o lugar que ocupa! É um conservador de marca maior. Entendo que ele seja conservador, mas o Ministério da Saúde não é dele!

Com exoneração de Dirceu Greco, Eduardo Barbosa pede demissão do Departamento de Aids

05/06/2013 – 10h30

Depois da exoneração do infectologista Dirceu Greco da direção do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais nessa terça-feira, 05 de junho, foi a vez do diretor-adjunto do órgão, Eduardo Barbosa, sair do cargo. A crise instalada nesse programa temático do Ministério da Saúde é consequência de um recente veto por parte do ministro Alexandre Padilha a uma campanha voltada às prostitutas.

A amigos íntimos, Eduardo disse que mesmo com muitos pedidos para que ele ficasse na função, o “preço disso seria muito alto”. Eduardo contou que Dirceu saiu “aliviado”, pois a sua honra estava em jogo. O diretor-ajunto afirmou ainda que, assim como Dirceu, não poderia mais ficar no cargo por questões de princípios.

Nesta semana, o ministro Padilha recuou e mandou retirar a peça “Eu sou feliz sendo prostituta” da página do Departamento de Aids. O material integrava uma campanha do ministério nas redes sociais para prevenção do HIV e redução do preconceito, fazendo referência ao Dia Internacional das Prostitutas, 02 de junho. Ao jornal O Estado de S.Paulo, o ministro afirmou que o material estava em teste. “Enquanto for ministro, uma peça como essa não fará parte de campanha”, disse.

Em seu microblog twitter, Padilha declarou que as campanhas de prevenção continuarão sendo veiculadas e que o “bom senso” fez a campanha ser retirada.

Denominada por ativistas como “censura”, esta foi a terceira vez que a Pasta vetou um material produzido pelo Departamento de Aids para tratar de questões relacionados à sexualidade.

No início de 2012, após descontentamento até da presidenta Dilma Rousseff, Padilha recuou da campanha que seria lançada com foco nos jovens gays para a prevenção do HIV no Carnaval. No último mês de março, a Pasta, por determinação da Presidência, havia mandado recolher um kit de prevenção das DST/aids dirigido a adolescentes. O material abordava temas como homossexualidade, drogas e gravidez. O ministro da Saúde, assim como fez nesta terça-feira, justificou na época que a distribuição tinha sido feita à revelia dele.

Da luta pessoal contra o HIV à direção-adjunta do Departamento de Aids

Eduardo Barbosa estava desde maio de 2007 na direção-adjunta do Departamento, onde ingressou em 2004, como responsável pela Unidade de Articulação com a Sociedade Civil e Direitos Humanos.

Ex-professor na rede de ensino estadual de São Paulo, Eduardo atua na área das DST/Aids desde 1988, quando começou a promover oficinas de prevenção, cidadania e boletins informativos.

Em 1994, a partir do seu diagnostico positivo para o HIV, passou a atuar mais diretamente na área da saúde, integrando o Grupo de Incentivo a Vida (GIV), em São Paulo. Posteriormente atuou na Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/AIDS (RNP+) e no Fórum de ONG/Aids do Estado de São Paulo até setembro de 2004, onde foi presidente.

Redação da Agência de Notícias da Aids
http://www.agenciaaids.com.br/noticias/interna.php?id=20867

Responder

Lucia

05 de junho de 2013 às 15h39

O ministro está certo.

O governo não pode ficar dando tiro no pé o tempo todo.

Nessa campanha era só deixar a moça da foto, com sua aparência “feliz e serena”, dizer: “eu uso camisinha”.

“sou feliz sendo prostituta”… isso é frase pra DASPU, não para o ministério da saúde.

Responder

    Olívia

    05 de junho de 2013 às 23h02

    São medievais e hipócritas, você e o ministro. Se ilustrem um pouco com um brilhante texto:

    A DASPU É UM DESLUMBRE
    http://por1novobrasil.blogspot.com.br/2005/12/13122005-daspu-um-deslumbre-fora-o.html

    Lucia

    06 de junho de 2013 às 10h04

    Propaganda infeliz !

    Comentei abaixo sobre isso e disse que essa prapaganda era mais apropriada para a DASPU e nao para o Ministério da Saúde.

    Alguém me juntou com o ministro e nos chamou de hipócrita.

    Hipócrita.. eu !! kkkk Vamos colocar esse cartaz nos colégios ! Bonito né?

    Entenda: a DASPU póoooode, o MS naum !

    É a política ! OU vocês esse redicalismo doido e niilista serve a quem???

Bruno Almeida

05 de junho de 2013 às 15h26

O problema é que o Padilha se acha DONO do Ministério da Saúde, que o Ministério da Saúde é a cozinha da casa dele.
Ontem, no twitter Fátima Oliveira disse que Padilha vetou por carolice. E é a mais pura verdade. Ele quer transformar o Ministério da Saúde numa sucursal do Vaticano.
Acorda Dilma!

Responder

Willian

05 de junho de 2013 às 15h25

Será que a apologia da prostituição ( ora, se é possível ser feliz sendo prostituta, por que não colocar a prostituição como uma possibilidade profissional como outra qualquer) não traria também algumas mortes?

Às mulheres do blog: vocês acham que é possível ser feliz sendo prostituta?

Não pergunto aos homens por que a propaganda é direcionada às mulheres. Mas pergunto a eles: vocês teriam vergonha de uma mãe, uma irmã ou uma filha prostituta?

Responder

    Fabrício

    05 de junho de 2013 às 20h57

    O pessoal deixou de ter vergonha na cara a muito tempo amigo, daqui a pouco veremos espaços como esse defendendo a pedofilia, zoofilia e todas as “lias” possível. É triste a degradação que a nossa sociedade chegou !

    abolicionista

    06 de junho de 2013 às 10h14

    Comparar prostituição com pedofilia é de um cinismo que dá vontade de vomitar. A pedofilia é um crime e as crianças são as vítimas. Sua comparação sugere que as prostitutas são as criminosas e os seus clientes vítimas indefesas? Vai te catar, criatura.

    abolicionista

    06 de junho de 2013 às 00h20

    Caro Willian, a prostituição é certamente uma das consequências mais tristes do mercantilismo. Contudo, qual sua sugestão para sanar esse problema?

    willian

    06 de junho de 2013 às 11h12

    Masturbação.

    FrancoAtirador

    06 de junho de 2013 às 22h12


    Equipamento de Proteção Individual contra Trolls Onanistas

Mauro Assis

05 de junho de 2013 às 14h29

Pois é… e quem foi mesmo o ministro quando o Brasil se tornou referência no combate à AIDS?

Responder

    Gilberto Marotta

    05 de junho de 2013 às 15h51

    Se o ilustre comentarista está querendo se referir a José Serra, é preciso dizer que ele já encontrou o trabalho consolidado por N profissionais, entre eles Lair Guerra e Adib Jatene. O grande mérito de Serra foi dar apoio ao programa, como fizeram os demais ministros depois dele. E nenhum tentou capitalizar tantos louros para si mesmo – com a ajuda definitiva da imprensa – como Serra(https://www.viomundo.com.br/denuncias/aids-serra-assume-como-dele-programa-de-lair-guerra-e-adib-jatene.html)


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