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MST: Aliança do governo Dilma com agronegócio emperra reforma agrária
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MST: Aliança do governo Dilma com agronegócio emperra reforma agrária


06/01/2013 - 15h48

Alexandre Conceição: O governo Dilma é o que menos desapropriou imóveis rurais desde Collor. Foto: ABr

Da Página do MST

O governo Dilma é o que menos desapropriou imóveis rurais para fazer reforma agrária nos últimos 20 anos.

Reportagem da Folha de S. Paulo, publicada neste domingo, revela que na primeira metade do mandato, 86 unidades foram destinadas a assentamentos.

O número supera só o de Fernando Collor (1990-92), que desapropriou 28 imóveis em 30 meses, comparando ao mesmo período das administrações anteriores desde o governo Sarney (1985-90).

“O governo Dilma é refém dessa aliança com o agronegócio, que é o latifúndio modernizado, que se aliou com as empresas transancionais. O governo está iludido pela proteção que a grande mídia dá a essa aliança e com os saldos na balança comercial. Mas esquece que esse modelo é concentrador de terra e de renda, desemprega muita gente, desmata o meio ambiente, sobrevive usando cada vez mais venenos agrícolas, que vão se transformar em câncer”, disse Alexandre Conceição, da coordenação nacional do MST, em entrevista à Folha.

“O governo Lula e Dilma não são governos do PT nem de esquerda. São governos de uma frente politíca de classes que reúne um amplo leque de classes sociais brasileiras. Desde a grande burguesia, o agronegócio, a classe média, a classe trabalhadora, os camponeses e os mais pobres. Essa natureza de composição dá estabilidade política ao governo e amplas margens de apoio na opinião pública, mas impede reformas estruturais, que afetariam os interesses das classes privilegiadas”, analisa Alexandre.

Abaixo, leia a íntegra da entrevista concedida pelo dirigente do MST à Folha, que publicou trechos.

Como o senhor avalia o histórico dos números de desapropriações e assentamentos? A quantidade de famílias assentadas e desapropriações vêm caindo desde 2008/2009.

Infelizmente, nos últimos dois anos do governo Lula e agora no governo Dilma, foi abandonada a política de desapropriação de latifúndios. Isso é um desrespeito à Constituição, que determina que todo latifúndio improdutivo deve ser desapropriado e dividido para quem quiser trabalhar. Em segundo lugar, a política do governo favorece a concentração da propriedade da terra em todo o país. Os latifundiários agradecem, embora depois votem nos tucanos, como o mapa eleitoral demonstrou em 2010.

Como o senhor avalia o desempenho da reforma agrária durante a gestão petista, desde 2003?

O governo Lula e Dilma não são governos do PT nem de esquerda. São governos de uma frente política de classes que reúne um amplo leque de classes sociais brasileiras. Desde a grande burguesia, o agronegócio, a classe média, a classe trabalhadora, os camponeses e os mais pobres.

Essa natureza de composição dá estabilidade política ao governo e amplas margens de apoio na opinião pública, mas impede reformas estruturais, que afetariam os interesses das classes privilegiadas. Assim, nesse tipo de governo, estão bloqueadas não só a reforma agrária, mas também a reforma tributária, a reforma política, a reforma do judiciário, a reforma industrial, a reforma urbana e a reforma educacional. O governo não consegue nem aprovar a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, que é uma questão civilizatória e que os países do capitalismo industrial já adotou.

Como o senhor avalia o desempenho do governo Dilma Rousseff nestes dois anos, com apenas 76 imóveis desapropriados?

Uma vergonha! O governo Dilma é refém dessa aliança com o agronegócio, que é o latifúndio modernizado, que se aliou com as empresas transancionais. O governo está iludido pela proteção que a grande mídia dá a essa aliança e com os saldos na balança comercial. Mas esquece que esse modelo é concentrador de terra e de renda, desemprega muita gente, desmata o meio ambiente, sobrevive usando cada vez mais venenos agrícolas, que vão se transformar em câncer.  500 mil novos casos de câncer aparecem por ano pelos alimentos contaminados. E o câncer é democrático, porque pega todo mundo. É um modelo predador do meio ambiente e só aumenta os índices de desigualdade nos municípios aonde é hegemônico. Perguntem aos prefeitos eleitos se eles querem grandes propriedades exportadoras e isentas de ICMS ou querem um meio rural de agricultura familiar? A história vai cobrar desse governo no futuro. Mas aí será tarde…

Como mudar esse cenário para 2013? O que o MST pretende fazer e o que espera do governo federal?

O MST vai continuar lutando e ocupando os latifúndios improdutivos para forçar as desapropriações e, ao mesmo tempo, costurar alianças que levem a um novo projeto para o país. No entanto, a reforma agrária agora não é apenas o aumento do número de desapropriações. Isso é uma obrigação constitucional. A reforma agrária agora representa a necessidade de mudança do modelo agrícola. Deixar o agronegócio de lado e reorganizar a agricultura baseada na produção de alimentos sadios para o mercado interno. Reforma agrária é reorganizar o setor agroindustrial, baseado em cooperativas e não grandes empresas transnacionais como agora. Adotar a matriz tecnológica da agroecologia, preservar o meio ambiente e frear o êxodo rural para as grandes cidades. Mas para isso é preciso um novo projeto para o Brasil. Esse projeto depende da construção de alianças de classe que extrapolam as bases sociais e a força politica dos movimentos camponeses.

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39 comentários

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Jorge Souto Maior: Assentamento Milton Santos, o desafio continua « Viomundo – O que você não vê na mídia

30 de janeiro de 2013 às 19h26

[…] MST: Aliança do governo Dilma com agronegócio emperra reforma agrária […]

Responder

Stedile: Dilma está cega e sendo enganada por puxa-sacos « Viomundo – O que você não vê na mídia

07 de janeiro de 2013 às 16h03

[…] MST: Aliança do governo Dilma com agronegócio emperra reforma agrária […]

Responder

Eunãosabia

07 de janeiro de 2013 às 11h17

Humm…. 3.532 imóveis desapropriados por Fernando Henrique? hum… imagina se não fosse neo liberal, da casa grande, sei lá mais o que, são tantos os “adjetivos” que essa gente cria para desmoralizar seus adversários, deixa pra lá.

Aí, os pilares macro econômicos criados por Fernando Henrique e mantidos a risca por Lula já não existem mais.

Rigor Fiscal, metas de inflação, câmbio flutuante e superávit primário, o agentes econômicos já sacaram que isso não existe mais.

Foi graças a manutenção de tudo que Fernando Henrique implantou que Lula se deu bem, a China e o déficit público americano fizeram o resto por ele.

Uma vez quebrada a credibilidade, não tem mais como recuperar.

Saludo a todos.

Responder

    Willian

    07 de janeiro de 2013 às 23h07

    Fiquei decepcionado com FHC agora.

    COMUNISTA!

    Mário SF Alves

    08 de janeiro de 2013 às 00h39

    Mérito dele? Sim, mas a custo do quê? De quanto sangue sugado direto das veias dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil?
    ________________________________
    Enfim, diante do exposto, fica evidente a insustentabilidade do discursinho barato de que o PT nega mérito ao adversário. Ainda que seja ele um adversário que, em havendo tempo, teria rifado o País inteiro. E, revirando-se na própria cova, a preço de banana.

assalariado.

07 de janeiro de 2013 às 11h15

Pois é, Sr. Alexandre Conceição e internautas. Perguntas de um operário em construção.

1) Qual é o tamanho da bancada dos trabalhadores rurais e urbanos, lá no congresso nacional?

2) Qual é o tamanho da bancada, dos donos do capital, seja do campo ou da cidade, no congresso?

3) Acharam a diferença?

4) Está na cara que os donos do capital são (HEGEMONICOS) na casa que fazem as leis, por isso que não passa nada, lei nenhuma, que favoreça o povo e o Brasil. Como revertermos esta (HEGEMONIA) politica, juridica, economica, dos exploradores capitalistas que são 5% da nação, em favor dos explorados que somos 95%?

Saudações Socialistas.

Responder

Ana Cruzzeli

07 de janeiro de 2013 às 08h42

Todo, todo respeito e apoio ao MST, mas a Dilma assim como o Lula sabiam que só dar terra não era suficiente. Muitas vezes se dá a terra, faz o financiamento, facilita tudo aí o que acontece? O cara não aguenta e muitos vendem seu pedacinho de chão, pois não tem comprador para seu produto.
Tanto Lula como Dilma estão atentas para algo que é MAIOR. Escoar a produção.
Lula fez uma revolução chamada merenda escolar que aqui no DF a direitada deita e rola dizendo que o governo está perdendo dinheiro por não liberar licitação pra todo mundo.

Olha MST vocês não sejam injustos com a Dilma, essa historia de merenda escolar é dificil de carregar cumpadi e a mulher não arreda o pé de que o dinheiro tenha preferencia indicativas para as associações de assentados.

Aqui em Brasilia a gente tem que explicar e explicar e as vezes falar alto e grosso e fazer inimigos entre colegas ¨professores¨ para que eles entendam que perder 50 centavos/l de leite parece muito, mas a justiça social não tem preço.

Parece que Dilma não tá ligada na parada.Só as escolas não vão bancar a produção docês, precisa-se de parcerias privadas como aquela que o BNDES entraria de socio para compra o CARREFOUR.

Se tivesse saído essa parceria em 2010 …Deixa para lá, não choremos as pitangas estragadas no chão. Agora vê se acorda meu irmão. Parem de se preocupar com a Katia Abreu. Dilma está distraindo os latifundiários o buraco é mais embaixo.

VENDER A PRODUÇÃO, esse o problema primeiro e ultimo. Vender a produção, vender a produção e vender a produção.

Responder

    Marcos Rocha

    07 de janeiro de 2013 às 13h38

    É nessa horas que – não o PT ! – mas os petistas fanáticos perdem a credibilidade.

    Puxa vida, a Dilma NÃO está fazendo reforma agrária. Ponto.

    Isso não quer dizer que os tanques vão cercar o Planalto, que a Dilma vai ser tirada no tapa etc..

    É uma constação simples: NÃO fez reforma agrária e tem que fazer.

    Simples assim.

Ana Claudia

07 de janeiro de 2013 às 03h16

Esse Alexandre é um fanfarrão…Acabar com o Agronegócio no Brasil é acabar com o Brasil, esses caras do MST tem de procurar trabalho e parar de esperar presente do governo, são vagabundos e bandidos invasores. Simples bandidos, nada mais.

Responder

    Mário SF Alves

    08 de janeiro de 2013 às 00h49

    Traduzindo: terroristas, não, dona Ana?

    _____________________________________________

    Por favor, siga o link:

    1- É incrível como a questão agrária no Brasil ainda caminha a passos de tartaruga e ainda é vista como “coisa de comunista” ou como uma “questão social como caso de polícia”. Nos EUA umas das primeiras coisas feitas no período pós-independência foi a reforma agrária. E estamos falando de uma reforma agrária feita no final do século XVIII, enquanto aqui no Brasil em pleno início do século XXI ela ainda está por fazer-se. Aliás, é bom que se saiba que sem uma profunda e bem estruturada política agrária Nação alguma do planeta conseguiu ou conseguirá se desenvolver a contento. Postado por Severino Isidoro Fernandes Guedes.

    2- Reforma agrária é indutor de desenvolvimento socioeconômico. Bom… ao menos era. O problema é: desde quando a Elite-Casa-Grande-Brasil-Eterna-Senzala desejou o desenvolvimento do Brasil?

Jotace

07 de janeiro de 2013 às 02h13

Caro Mario SF Alves,

Por favor, leia com atenção esta denúncia do Alexandre Conceição e atente para os dados que figuram na matéria. Concordo com você quando conclue, em relação a um comentário meu em matéria anterior,seguido de outro do Renato, que o Brasil não é a Venezuela. Certo, pois de fato, só no passado tívemos um grande denominador comum: a mesma miséria provocada pelos governos de ambas as nações que, associados à bandidagem, empobreciam o povo. Continuamos os mesmos diferentes países, e até se diferenciaram ainda mais as realidades econômico-sociais de cada um, quando lá se cambiou a forma de governar e aqui não. No Brasil é a mesma dos antigamentes, dos tempos obscenos dos FHCs e dos Collors (no caso da Reforma Agrária, pelos dados, até piór). Lá, pela ação do governo atual, que é a expressão da vontade popular, as riquezas do país passaram a servir ao povo, de fato o seu único e verdadeiro proprietário, beneficiando intensamente os excluídos, que jamais a elas fosse permitido o acesso a que tinham o mais legítimo direito, e ainda aqui vedado. Lá é ainda diferente, porque “privatizar”, roubando o que é do povo, é crime. Aqui não. Que o digam, as multinacionais estrangeiras beneficiárias (ainda mais) dos governos petistas, sem falar na mafiosa “prata da casa”…Respondendo à sua pergunta “Mas por que tem de ser assim?”. É fácil responder, sem que haja nenhuma “retomada a velho vício ideológico imposto pela direita”: é só atentar para o caráter e o patriotismo dos que governam, legislam ou aplicam as leis naquela vizinha nação-irmã. Não é mesmo? Um cordial abraço do, Jotace

Responder

    Mário SF Alves

    08 de janeiro de 2013 às 01h12

    Prezado Jotace,
    Agradeço muito o cuidado e o senso de responsabilidade demonstrados. E, sinceramente, como eu gostaria de estar enganado; como eu gostaria de ter a certeza de estar sendo reacionário. Digo isso por ter a certeza de que tal certeza, de imediato, me reenviaria a um outro universo de referências. Fosse ele socialmente viável ou não; anarquista ou marxista.
    ____________________________________
    Talvez eu tenha de amadurecer um pouquinho mais. Pode ser. Admito. Enquanto isso, a minha questão é, creio que seja prudente não tentar – simples e às vezes ingenuamente – balizar e/ou transplantar experiências políticas de nossos vizinhos; por mais desejáveis que sejam.
    _____________________________________________
    Atenciosamente,

    Mário SF Alves.

Pimon

06 de janeiro de 2013 às 23h38

A maior reforma agrária chama-se Minha Casa, Minha vida!

O MST é louco!

Responder

    Vlad

    07 de janeiro de 2013 às 01h11

    Rapaz, não sei o que vc andou tomando, mas aumenta a dose que não tá fazendo efeito.

    tiago carneiro

    07 de janeiro de 2013 às 02h43

    Equivocado. Estamos tratando de desapropriação de latifúndios improdutivos para assentar famílias que QUEREM viver no campo. LUla fez quase nada, Dilma NADA.

    Minha casa, minha vida não tem nada com isso.

    Dilma, até agora, se mostrou uma bela direitista. Creio que ela esteja governando para que em 2014 os tucanos vençam, acho que ela passa o dia vendo VIDEOSHOW e pensando na vitória do aecinho em 2014.

    assalariado.

    07 de janeiro de 2013 às 08h49

    Pimon, pelo adiantado da hora (23:38hs), em que voce colocou seu comentário, no minimo, voce deveria estar bebado ou com muito sono. Saiba diferenciar o que é o projeto Minha Casa Minha Vida, do projeto de Refoma Agraria.

    Abraços.

    Pimon

    07 de janeiro de 2013 às 13h40

    Gugu dadá!

    Reforma agrária e campo….. onde?

    Viram a reforma em Londrina?

    Como disse a Cruzelli, Reforma Agrária é mais embaixo.

    O povo quer, tem meios?

    Tomem cultura, 03 x ao dia!

    Marcos Rocha

    07 de janeiro de 2013 às 13h40

    Nossa, eu critiquei o post da Ana Crizelli e nem tinha lido esse.

    O fanatismo partidário beira o non sense!

sandra prazeres

06 de janeiro de 2013 às 23h03

Gente, vejam se está acontecendo alguma coisa errada com o Blog do Conversa Afiada.Será que tem hacker alterando o conteúdo do blog? Alertem o PHA.Acessei o blog e pensei ter errado de endereço e entrado num blog de direita..SOCORRO…

Responder

    tiago carneiro

    07 de janeiro de 2013 às 02h44

    De Direita? Desde quando falar algumas verdades sobre o governo tucano do pt é ser de direita?

    Elé apenas fala a verdade. Veja os gráficos, veja os números: Dilma fez menos reforma agrária que collor e quer cátia motosserra como ministra. E ai, quem é de direita?

    Luís

    07 de janeiro de 2013 às 12h39

    Antes tarde do que nunca o PHA acordou.

    Luís

    07 de janeiro de 2013 às 09h03

    Ou seja, é proibido criticar o desgoverno Dilma RouSerra.

    Marcos Rocha

    07 de janeiro de 2013 às 13h49

    Ô Sandra

    Eu não sou petista.

    E isso, por mais que pareça ser difícil de entender, não me faz um tucano reacionário/proto-nazista ou proto-sei lá o que.

    Eu sou brasileiro. Amo meu País e seja qual for o Governo, vou criticar tudo que eu achar que está errado.

    Vocês agem como se fosse um disputa de torcida FlaXFlu ou coisa parecida!

    Você não vai me ver criticando a Dilma por forçar a redução dos juros ou diminuir a conta de luz ou dar assistência as mães gestantes e pobres.

    Mas se o PT, que dentre suas bandeiras sempre hasteou alto a da reforma agrária, não faz a dita reforma, há que se criticar sim!

    E mais!

    FHC fez mais reforma agrária que o PT !

    Vou repetir : F – H – C fez mais reforma agrária que o PT.

    Feio né?

    Porque ao invés de criticar quem constata o óbvio, não se trabalha para mudar isso?

Lindivaldo

06 de janeiro de 2013 às 22h21

Tudo bem, a crítica é grave e o Governo precisa dar sua versão com urgência…
Quanto ao MST, nunca é demais hipotecar todo o apoio e o respeito pela sua luta em favor da reforma agrária, sendo hoje um exemplo para o resto do mundo, apesar do que pensa e divulga a imprensa nativa!
Porém, estou demasiadamente surpreso é pelo espaço aberto pela folha para este líder do MST…
Hum…será, então, que agora a folha resolveu levantar a bandeira da reforma agrária?
Ou será um rasgo de imparcialidade, ou um lampejo inocente, ou, quem sabe, uma purgação pelos anos de repressão que ela impôs ao MST e a outros movimentos populares?
Como, pois, é comovente e sincero esse apoio…
Logo ela que, juntamente com o resto do PIG, ocupam-se o tempo todo em criminalizar o MST e seus dirigentes!
Por que o Alexandre foi escolher exatamente esse panfleto da direita golpista para fazer a denúncia?
Por que não a Carta Capital? A blogosfera, por exemplo??
Terá a folha, daqui pra frente, um novo colunista, oriundo das fileiras do MST?

Responder

    Jotace

    07 de janeiro de 2013 às 03h23

    Caro Lindivaldo,

    Infelizmente, a blogosfera é beneficiária de uma reduzida verba governamental (da grande imprensa, só a Globo tem cerca de 70% de toda aquela verba). Cabe por isso, uma minguada fatia pra ser dividida por todos os blogs “sujos” (?). E assim, não têm esses, em sua maioria, a mesma penetração que tem a Folha ou mesmo a Carta Capital. Mas esta presta grande desserviço aos leitores desavisados ainda maior do que a Folha, pois quando lhe interessa, mente tanto quanto o jornal da Ditabranda. Torna-se por isso uma publicação errática, perigosa para quem a lê de boa fé. O artigo do Marcos Coimbra, “Ainda bem que a credibilidade da mídia ainda é pequena” publicado em primeira mão pela Carta Capital é, por exemplo, de um primor de cinismo, uma verdadeira ode à safadeza governamental… Cordial abraço, Jotace

Marcio H Silva

06 de janeiro de 2013 às 21h56

Só falta ela privatizar a EMBRAPA, atitude que nem FHC conseguiu…….

Responder

Eduardo Raio X

06 de janeiro de 2013 às 20h52

Fique alerta presidenta Dilma essa turma é um tentáculos dos que não deseja ou quer a continuidade do governo do povo, eles aparece de dia para fazer “festinha” e dizer que tudo esta “bem”, lá pelas tantas da calada da noite arquiteta suas tramoia conspiratórias com a velha guarda dos anti BraSil desenvolvido, prospero, rico, justo e solidário, entre esses e outros que esta próximo de sua pessoa pode contar numa mão quem é de total confiança!?!? Já disse e repito, boas intenções a senhora tem, porém, o mais importante são ações reais, fieis e honestas de mente e coração para quem busca um país melhor! É hora de uma transformação profunda nessa forma de lidar com as coisas do BraSil, principalmente se tratando do nosso presente em busca de um futuro maior e melhor! VIVA O POVO BRASILEIRO!

Responder

Fernando

06 de janeiro de 2013 às 19h44

Cada vez que vejo sem-terras acampados sob uma lona quente na beira da rodovia aqui perto sinto raiva de mim mesmo por ter teclado 13 na eleição presidencial.

Não tem mais jeito, reforma agrária vai ter que ser na marra aqui no Brasil.

Responder

renato

06 de janeiro de 2013 às 18h35

O governo esta na mão da Presidenta, até eu saber mais do assunto.
Mas me parece que o movimento sem terra por ser um movimento legitimo,
parece estar sofrendo com estes acordos.
Já vi documentários sobre as sementes de plantas no mundo, que aos
poucos estão tendo dono!
E não somos nós os donos, nem deviria ter dono, um passo para a água ter dono, dois para o ar ter dono!

Responder

Roberto Locatelli

06 de janeiro de 2013 às 16h59

Sob capitalismo, a terra se tornou commodity. E Dilma compactua com isso.

A mesma Dilma que enfrenta banqueiros e especuladores da energia elétrica não tem coragem de enfrentar os latifundiários…

Responder

    Rossi

    06 de janeiro de 2013 às 20h02

    Reforma Agrária e combate à mídia oligopolizada e com pensamento único(caça ao Lula)são temas proibidos pelo atual governo.É o medo,Locatelli.

    Jotace

    07 de janeiro de 2013 às 03h36

    Caro Roberto Locatelli,

    Dizer que a ela falta coragem de enfrentar (somente) os latifundiários, e omitir as razões do porque, corresponde a uma atitude de grande generosidade de tua parte. Quero aqui te declarar, para desfazer qualquer mal-entendido, que jamais pactuei com a direita e sempre combati pelos candidatos do PT e a eles dei o meu voto em todas as eleições. Jotace

    Mário SF Alves

    08 de janeiro de 2013 às 01h37

    Pois é, amigos. Ainda assim, em se tratando de Brasil, PT “noves fora” zero. Infelizmente. A não ser por aí, só vejo um caminho e não é PSOL ou congênere, é: ANARQUISMO.
    __________________________________
    O PT a gente sabe até onde ele pode ir. O problema é saber que mundo o anarquismo seria capaz de construir.

    Mário SF Alves

    08 de janeiro de 2013 às 02h02

    E mais, e respeitosamente, o PT já é quase um organismo do povo, pelo povo e para o povo. É o único partido que ainda pode ser conduzido pelo povo.
    ____________________________________
    Se fosse possível deixarmos de lado a influência nefasta dos imperialismos, eu diria que falta pouco. Bastaria um fórum permanente e a respectiva marcha pela consolidação da democracia. Ou não?
    __________________________________________
    Ou alguém acredita mesmo que a presente entrevista concedida e publicada pela Folha é de graça [ou por puríssima consideração ao valoroso MST]?

    Mário SF Alves

    08 de janeiro de 2013 às 21h06

    Em tempo:
    “Ou alguém acredita mesmo que a presente entrevista concedida e publicada pela Folha é de graça [ou por puríssima consideração ao valoroso MST]?”

    __________________________________
    Não. Não é. No mínimo, ela é medida mitigadora pela cobertura do casório máfio-cachoeiriano.

Isidoro Guedes

06 de janeiro de 2013 às 16h17

É incrível como a questão agrária no Brasil ainda caminha a passos de tartaruga e ainda é vista como “coisa de comunista” ou como uma “questão social como caso de polícia”. Nos EUA umas das primeiras coisas feitas no período pós-independência foi a reforma agrária. E estamos falando de uma reforma agrária feita no final do século XVIII, enquanto aqui no Brasil em pleno início do século XXI ela ainda está por fazer-se. Aliás, é bom que se saiba que sem uma profunda e bem estruturada política agrária Nação alguma do planeta conseguiu ou conseguirá se desenvolver a contento.

Responder

    renato

    06 de janeiro de 2013 às 18h40

    Não entendo alguém não querer frutas, verduras, legumes, galinha caipira,
    queijo, milho verde, e uma infinidade de coisas deliciosas na mesa, e baratas, e saudáveis.
    Para comer ração humana! Embalada com dois quilos de plastico, congelados, pançudos, gordos, esqueléticos.
    É fácil entender, não..
    Eu quero, desejo, preciso, necessito que alguém continue a produzir isto, pois moro na cidade!

    Mário SF Alves

    08 de janeiro de 2013 às 21h20

    E durma-se com uma desgraça dessas: tudo isso, a hegemonia do agronegócio, essa indústria de câncer, num País de dimensão continental.
    ________________________________________
    Até quando irá prevalecer a hegemonia da agricultura empresarial capitalista, vulgo agronegócio?
    _______________________________________________
    Quanto tempo ainda teremos de conviver com a visão monocromática de que a agricultura tradicional, pré-capitalista, é agricultura de subsistência?
    _________________________________
    Até quando iremos negar o potencial de mercado [nacional e internacional] dessa agricultura de baixos insumos, ecológica, por natureza?
    _________________________________________
    Até quando iremos negar a possibilidade de convivência entre essas duas modalidades de agricultura?
    ____________________________________________
    Até quando vamos negar o potencial agrícola do Brasil e suportar a economia agrícola descolada de um zoneamento agroecológico que dê sustentação econômica à agricultura orgânica?
    ________________________________________________
    Até quando o mundo vai estar disposto a comer veneno?

sandro

06 de janeiro de 2013 às 16h04

O MST é um movimento sólido que não caiu no conto de que com a
melhora na distribuição de renda o seus objetivos tenham perdido força.
Só espero que eles não caiam nessa nova onda coordenada pelo “pig”
chamada ” Vaza Dilma” que esta sendo emcampada até por alguns blogueiros
sérios (). MST já passou por tudo e sabe o que quer, sem vaidades ou
devaneios de última hora, Dilma é sensível e certamente não vai abandonar
o barco como deseja alguns.

Responder

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O livro analisa atuação dos meios de comunicação e traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.