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Deputado: Jornalista sob pressão para assinar falsa acusação sofre infarto
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Deputado: Jornalista sob pressão para assinar falsa acusação sofre infarto


24/01/2014 - 12h08

Rogério Correia, líder do PT na Assembleia Legislativa, e Sávio Souza Cruz, do PMDB e líder da oposição

DELAÇÃO PREMIADA: M. A. CARONE SOB PRESSÃO PARA ASSINAR FALSA ACUSAÇÃO

Assessoria de comunicação do Bloco Minas Sem Censura

O diretor proprietário do NOVO JORNAL, Marco Aurélio Carone, internado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Oeste, Belo Horizonte, solicitou que chegasse aos deputados estaduais Sávio Souza Cruz (PMDB) e Rogério Correia (PT) a seguinte denúncia:

1. Que teria sido oferecida a ele, Marco Aurélio Carone, pelo promotor André Pinho, uma proposta de ”delação premiada”, cujos termos já lhe chegaram prontos, incriminando os deputados Sávio Souza Cruz e Rogério Correia, como responsáveis por matérias supostamente caluniosas veiculadas no NOVO JORNAL; matérias estas que desagradam politicamente à cúpula do PSDB e do governo mineiro.

2. O proprietário do NOVO JORNAL acrescenta ainda que o citado promotor teria lhe dito que “sua situação (a de Carone) seria resolvida caso ele concordasse em assinar o texto acusatório” aos deputados mencionados. Carone informou que recusara prontamente a oferta, por ser ela falsa.

3. Essa denúncia foi feita na presença dos profissionais de saúde que lhe prestavam assistência, de familiares, advogados, guardas penitenciários e outros transeuntes que observavam o local, já que sua permanência na UPA Oeste ganhara notoriedade e atraíra a atenção de outras pessoas.

4. Os citados deputados já adotaram medidas em relação a essa possível tentativa de se forjar uma acusação, completamente descabida, contra ambos. Deve se levar em consideração que já existe precedente para tal fato, quando Nilton Monteiro, de sua própria lavra, acusou o delegado Marcio Nabak de tentar negociar com ele o “instituto da delação premiada” em troca da acusação ao deputado Rogério Correia. Na ocasião, insistia o referido delegado na versão de que a Lista de Furnas teria sido elaborada por Monteiro, a pedido de Correia. A tese absurda desse delegado e de outros desafetos de Rogério Correia não prosperou, seja pela recusa de Monteiro a aceitar a proposta, seja pela comprovada autenticidade da afamada “lista”, seja por sua pronta reação frente ao Ministério Público, imprensa, e junto ao seu partido, nacionalmente, que inibiram mais essa tentativa de se forjar provas com claro objetivo de desqualificar a “Lista de Furnas”.

5. Reiteramos nossa preocupação com a integridade física de M. A. Carone. Suas condições de saúde são precárias e, sob pressão de propostas inescrupulosas, seu quadro pode se agravar.

Finalmente, fica cada vez mais claro que a atabalhoada armação para prender Carone e censurar seu “site” tem tudo a ver com o peso que terá o julgamento do chamado “mensalão tucano” e o andamento judicial da “Lista de Furnas”, no contexto das eleições de 2014.

Belo Horizonte, 24 de janeiro de 2014

PS do Viomundo:   Na madrugada dessa sexta-feira 24, postamos Médicos dizem que preso em Minas corre risco de vida, diz Rogério Correia.  

O preso é o jornalista Marco Aurélio Carone, que sofre de diabetes e hipertensão arterial há mais de dez anos.

Na terça-feira, 21, ele passou mal no presídio e foi levado para a UPA mais próxima. Como ele tem plano de saúde Unimed, conseguiu ser transferido para um hospital da rede. Nesta quinta-feira, 23, teve alta próximo à hora do almoço e voltou para o presídio. Passou mal de novo. Foi levado mais uma vez para a UPA. Só que no início da madrugada desta sexta-feira 24,  ele foi transferido para outro setor da UPA, pois o quadro de saúde se agravou.

“O Carone teve infarto nessa madrugada. Neste momento, está a CTI do Hospital Biocor”, nos informou há pouco o deputado estadual Rogério Correia, líder do PT na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. “Além do tratamento e socorro inadequados durante essa semana em que está preso, ele ficou muito nervoso, muito tenso, ontem à noite com a pressão do promotor André Pinho para que  ele fizesse acusações contra mim e o Sávio Souza Cruz em troca de ser libertado. Familiares me contaram que ele ficou repetindo, denunciando, para eles e para os profissionais de saúde que estavam na UPA, a pressão que acabara de sofrer.”

Leia também:

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50 comentários

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Eduardo

28 de janeiro de 2014 às 00h37

Usar mascaras ou se esconder atrás de apelidos ou codinomes em ambientes democráticos é mesmo que ser bandido e covarde. É como quem atira bala perdida, traiçoeiro,costuma furtar protegido pelo anonimato.É ser deploravel,quase lixo humano.

Responder

Eduardo

27 de janeiro de 2014 às 10h45

Todas as pessoas têm direito de assumir riscos e investir na própria carreira! Os critérios e a forma do investimento
é que classificam o investidor!

Responder

assuerum

27 de janeiro de 2014 às 08h58

Azenha, você como jornalista e eu como fotógrafo sabemos muito bem que
uma foto vale mais que 1 milhão de palavras, certo?
Então, fica aqui uma sugestão: nas matérias de denuncias envolvendo pessoas que praticam maldades e/ou atos contrários à lei, publicar a foto delas dá maior ênfase à matéria e o resultado para quem lê e pra quem é denunciado tem maior peso. Gostaria de ver estampado na próxima matéria sobre o assunto a cara destes dois serviçais dos Neves da Minas Gerais: André Pinho e Marcio Nabak.
Abraços

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Sagarana

26 de janeiro de 2014 às 20h06

Caluniadores, difamadores, falsários, assim como qualquer outro delinquente, tem que ajustar contas com a Justiça. É assim que funciona no Estado de Minas Gerais. Deveria ser assim em todos os cantos do Brasil.

Responder

    Apavorado com a cara-de-pau humana.

    27 de janeiro de 2014 às 09h47

    De acordo. em Minas está acobertada, sempre. Ao contrário dos outros estados em que ainda algumas pessoas esperneiam.

ricardo silveira

26 de janeiro de 2014 às 18h26

O PSDB é um câncer que volta e meia apresenta metástase nas instituições públicas e privadas do país.

Responder

MAGAL ROCHA

26 de janeiro de 2014 às 11h24

Minas Gerais vive uma ditadura pior do que a Alemanha Nazista.

Responder

Guanabara

25 de janeiro de 2014 às 23h17

E o lobby tucano desaparece do viomundo nessas horas…

Responder

Hudson Lacerda

25 de janeiro de 2014 às 18h03

Ahésim comprou até o PCdoB mineiro (desde as últimas eleições municipais). O Vermelho amarelou e (diferentemente do Altamiro Borges) não publicou nada sobre a prisão de M.A. Carone.

Responder

    Apavorado com a cara-de-pau humana.

    27 de janeiro de 2014 às 09h48

    Em SP não há nenhum editorial indignado. E Boechato ainda nãoa leu nada sobre isso.

Mancini

25 de janeiro de 2014 às 16h32

EM MINAS LUGAR DA OPOSIÇÃO É NA CADEIA em http://refazenda2010.blogspot.com.br/

Responder

Sérgio José de Andrade

25 de janeiro de 2014 às 16h27

É preciso ir fundo nesta denúncia, ser for real que se revele e julgue os culpados.

Responder

Elias

25 de janeiro de 2014 às 16h26

Será que a tortura, outrora restrita a órgãos policiais, adentrou nos recintos da magistratura?

Responder

Antonio Alves Dias

25 de janeiro de 2014 às 14h25

Arquivo Alstom contendo a conta “Neves” chega em fevereiro
Chegam da Suíça provas de que políticos do PSDB receberam propina da multinacional francesa em troca de contratos na área de energia
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O PSDB começará 2014 da mesma forma que terminou 2013: enrolado em um escândalo de corrupção. De acordo com promotores, a chegada ao Brasil de uma leva de documentos, até então em posse de autoridades suíças, está prevista para fevereiro. Estes documentos comprovam, segundo os investigadores, o pagamento de propina pela multinacional francesa Alstom visando obtenção de contratos com estatais da área de energia.

A papelada inclui registros bancários e movimentações financeiras feitas no país europeu por suspeitos de se beneficiarem do esquema, como Robson Marinho, chefe da Casa Civil durante o governo Covas, e Jorge Fagali Neto, ex-diretor dos Correios no governo Fernando Henrique Cardoso. Até agora, dez pessoas foram indiciadas pela Polícia Federal. Entre elas está o tucano Andrea Matarazzo, secretário estadual de José Serra e Mário Covas.

O Ministério Público paulista e o Ministério Público Federal esperam a nova leva de documentos há três anos. Em agosto, quando estavam em vias de serem enviados, Robson Marinho e Fagali Neto ingressaram na Justiça suíça para impedir que as informações sobre suas contas chegassem às mãos dos responsáveis por investigar o caso no Brasil. Recentemente, no entanto, o pedido foi negado. Agora só falta a autorização do juiz do Tribunal Penal de Bellinzona, na Suíça, para que os papéis desembarquem no País.

Marinho foi alçado por Covas ao cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP). No exercício da função, teria julgado regulares contratos da Alstom em troca de suborno. Além de viajar com despesas pagas, Marinho recebeu, de acordo com promotores, US$ 1 milhão em propina em uma conta na Suíça, bloqueada pela Justiça. Seu patrimônio é extenso – inclui até uma ilha em Paraty, no Rio de Janeiro.

Em uma leva de documentos já enviada, as suas iniciais (RM) aparecem em um memorando da Alstom que identifica os beneficiários da propina. Os indícios de seu envolvimento chamam a atenção. Em um trecho do documento em francês, RM aparece como “ex secretaire du governeur” ou ex-secretário do governador. Já outro diz que o dinheiro é destinado ao “le tribunal de comptes”, Tribunal de Contas.

O desembarque dos documentos deve complicar também a situação de Aécio Neves, devido aos pagamentos feitos a um “Neves” e a Jorge Fagali Neto. Este último foi secretário de Transportes e diretor dos Correios na gestão FHC, sendo acusado de usar o seu trânsito no tucanato para favorecer a Alstom. Para tanto, recebeu da empresa cerca de 7,5 milhões de euros, no banco Safdié, na Suíça.

O dinheiro, que está bloqueado, veio de outra conta no país: a Marília, aberta sob o número 18.626 no Multi Commercial Bank, atual Leumi Private Bank. Como “ISTOÉ” mostrou, ela foi usada para abastecer o esquema. Pelo envolvimento com a máfia do setor elétrico, Fagali foi indiciado pela Polícia Federal por corrupção passiva, entre outros crimes. As informações suíças devem dar mais subsídios às acusações.

Irmão do ex-presidente do Metrô na gestão Serra, Fagali é alvo de suspeitas de ter operado também na área de transporte sobre trilhos com a Alstom e também com a multinacional Siemens. E-mails entregues por uma ex-secretária dele ao MP mostram sua proximidade com lobistas, servidores paulistas, políticos e empresas envolvidas no esquema disseminado nas sucessivas gestões do PSDB.

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Gerson Carneiro

25 de janeiro de 2014 às 12h58

Máfia Tucana em ação.

Responder

Adilson

25 de janeiro de 2014 às 11h09

Azenha,

Esse é o modo de operar da corja que protagoniza a Operação Banqueiro. Quando se trata de alguém que ousa a enfrentar os bandidos de colarinho branco, o PIG fica mudo, parte do Judiciário fica calado e a depender do Executivo o mesmo não enxerga nada, tudo isso acontecendo com a leniência, negligência, imprudência ou participação do Fiscal da Lei. É um absurdo que em pleno século XXI, a sociedade aceite e conviva com esse tipo de capitania hereditária contemporânea.
EM TEMPO: Como o modo de agir tem relação temática com o seu post, com as vênias de praxe, vou utilizar este espaço para divulgar: Advogado acusa Demóstenes de ameaçar degolá-lo. Veja a íntegra da notícia no Portal R7: http://noticias.r7.com/brasil/advogado-acusa-demostenes-de-ameacar-degola-lo-24012014.

Responder

Maria Rita

25 de janeiro de 2014 às 11h03

O PT tem que contratar uma banca internacional de advogados e levar para a corte internacional essa denúncia e o histórico de perseguições por parte da imprensa e de uma parte significativa do judiciário. Nós que apoiamos o governo, queremos deixar bem claro que não somos os judeus na Alemanha nazista.Não vamos nos calar. E o PSDB e a corja midiática nem juntas tem liderança nem carisma (mesmo que carisma criminoso)nem nada. Não vamos nos deixar intimidar por esses incompetentes. Basta!

Responder

JOSE ANTONIO BATATA

25 de janeiro de 2014 às 10h30

O Ministério da JUstiça precisa fazer alguma coisa sobre este escândalo.

Responder

RicardãoCarioca

25 de janeiro de 2014 às 10h09

Partido Só De Bandidos!

Responder

Marco

25 de janeiro de 2014 às 08h32

O PSDB igual ao marido ,que após flagrante de traição vende o sofá.NOVO JORNAL divulga as informações,mas uma das várias fontes e denúncias vem dos “aliados” do próprio PSDB.

Responder

francisco

25 de janeiro de 2014 às 00h45

o sr. andré pinho é promotor ou caluniador, e necessário o seu afastamento para que possamos confiar na justiça.

Responder

Regina Braga

24 de janeiro de 2014 às 23h39

Xoque de Jestão demotucano…ou morre ou é preso.Ou o seu dinheiro de volta!

Responder

Apolônio

24 de janeiro de 2014 às 23h30

Cadê os advogados para pedir um habeas corpus e denunciar isso a OAB.

Responder

Luís Carlos

24 de janeiro de 2014 às 22h02

O coronelismo mineiro arreganhando as unhas. A juíza comprada pela máfia emplumada faz papel vergonhoso.

Responder

Bonifa

24 de janeiro de 2014 às 21h45

Minas Gerais está numa situação que não tem qualificação. O mais próximo de Minas que se conhece é a República Centro-Africana ao tempo do Bokassa I.

Responder

    Tadeu Silva

    25 de janeiro de 2014 às 00h15

    Império do Congo, do Imperador Leopoldo II, Guantánamo, Pedrinhas, a lista é interminável…

    Taiguara

    25 de janeiro de 2014 às 09h48

    Terra Encantada do Aócioquistão.

Roberto Locatelli

24 de janeiro de 2014 às 21h24

Tucanos canalhas, “justiça” canalha.

Voltamos a ter presos políticos no Brasil.

As entidades sindicais e populares têm que ir pra rua!! O PT tem que ir pra rua!!

Responder

    [email protected]_2

    25 de janeiro de 2014 às 08h49

    dói saber que MG e o próprio país estão sob uma ditadura canalha capitaneada pelos demobicudos e a INjustiça descarados.

    Está dificil viver sob um sistema destes. E PODE PIORAR!

    Triste, triste… aonde iremos parar?

    :((

    Regina Braga

    27 de janeiro de 2014 às 11h38

    O PT está acuado…ficou refém do sistema político! O momento seria ideal para acordar.

José X.

24 de janeiro de 2014 às 21h21

Pelo jeito, parece que Minas Gerais é a fazenda dos Neves.

Responder

FrancoAtirador

24 de janeiro de 2014 às 19h51

.
24/01/2014.
Blog da kikacastro

Sobre a prisão de um jornalista mineiro

Por Cristina Moreno de Castro

Na última segunda-feira, o jornalista Marco Aurélio Flores Carone foi preso, acusado de integrar uma quadrilha que falsifica documentos e faz denunciações caluniosas.
Segundo a decisão da juíza Maria Isabel Fleck (http://migre.me/hzBNe), com data de 17 de janeiro, o jornalista seria o “relações públicas” do grupo, ao publicar informações negativas “falsas” contra autoridades em seu jornal virtual, o “Novo Jornal” — que faz oposição aberta ao governo estadual mineiro, desde os tempos em que Aécio Neves era governador.

Já deve fazer pelo menos uns cinco anos que eu não acessava o “Novo Jornal” (até hoje) e a única vez que vi pessoalmente o jornalista agora preso foi em 2008, quando ele denunciou que o escritório onde funciona o jornal tinha sido arrombado, invadido e que vários documentos, arquivos e computadores tinham sido furtados.
(Na época, fui lá apurar para uma matéria para a Agência Folha, mas acabou saindo um registro apenas no “Observatório da Imprensa”
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/elucubracoes_sobre_um_arrombamento
e em outros sites e blogs que se preocupam com a liberdade de imprensa.)

Portanto, não tenho como afiançar nada a respeito do trabalho de Carone, de sua pessoa, ou mesmo da qualidade ou credibilidade das notícias que são publicadas em seu portal.
O que posso dizer, desde já, é que considero grave uma juíza decidir o que é ou não é informação de conteúdo jornalístico, para determinar se essas informações podem ou não ser publicadas por um jornal, virtual ou não.

Imaginem se a moda pega e o mesmo é feito contra veículos consolidados, como a “Veja” ou a “Carta Capital”, que às vezes fazem uma reportagem inteira apenas com base em informações em off?

Desde 2008, promotores se preocupam em retirar do ar o site do “Novo Jornal”.
Chegaram a conseguir, por um período (http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/o-empastelamento-do-novo-jornal).
Depois, ações em outras instâncias retomaram o direito de publicação do site.
Descontentes, agora decidiram pedir a prisão do dono.

Para o Sindicato dos Jornalistas de Minas, o que houve é um “ataque ao direito e à liberdade de expressão” (http://www.sjpmg.org.br/index.php/fique-por-dentro/noticias/1761-sjpmg-divulga-nota-de-repudio).
Para o bloco de deputados Minas Sem Censura, trata-se de “censura prévia” (http://www.minassemcensura.com.br/conteudo.php?MENU=&LISTA=detalhe&ID=1248).

Luiz Egypto, redator chefe do “Observatório da Imprensa”, pediu que meu pai tecesse suas observações sobre o que houve.
É a manchete da edição de hoje do portal.
Acho que é uma oportunidade de reflexão para jornalistas e não jornalistas, mineiros ou não.

(http://kikacastro.com.br/2014/01/24/sobre-a-prisao-de-um-jornalista-mineiro)
.
.
Sexta-feira, 24 de Janeiro de 2014
Observatório da Imprensa nº 782

IMPRENSA MINEIRA

A prisão do dono do ‘Novo Jornal’

Por José de Souza Castro

No dia 17 deste janeiro, uma sexta-feira, a juíza substituta da 2ª Vara Criminal de Belo Horizonte, Maria Isabel Fleck, decretou a prisão preventiva do proprietário do Novo Jornal, Marco Aurélio Flores Carone, em atendimento a pedido do Ministério Público.
Em nenhum momento, nas 11 páginas da sentença (http://migre.me/hzBNe), cogitou a juíza da questão do direito à liberdade de expressão.
Ela teve o cuidado de sublinhar, em negrito, que o mandado de prisão deveria ser remetido “com urgência” ao setor policial encarregado de seu cumprimento.
E assim se fez, com uma rapidez pouco característica.
Na segunda-feira (20/1), ao chegar à sede do seu jornal virtual, Carone foi preso.
Quando há empenho, justiça e polícia podem ser muito eficientes…

A denúncia foi apresentada no dia 12 de novembro de 2013 pela Promotoria de Combate ao Crime Organizado e Investigações Criminais.

Na edição de 13/12/2013, a revista IstoÉ publicou reportagem a respeito.
Nos dias seguintes, diários mineiros deram a notícia.
A prisão de Carone foi noticiada com destaque pelos jornais, rádios e televisões.
Tal qual a juíza Maria Isabel Fleck, nenhum veículo se preocupou, nesse caso, com a questão da liberdade de imprensa…

Apesar de ter sido dono de diários impressos no passado, antes de fundar o jornal virtual, Marco Aurélio nunca teve acesso ao limitado clube dos donos de jornais mineiros.
Ele vem de uma família de políticos.
Um avô, Jorge Carone, foi prefeito da cidade mineira de Visconde do Rio Branco.
O pai, Jorge Carone Filho, elegeu-se prefeito de Belo Horizonte em 1962, mas foi cassado em janeiro de 1965. Lançou então a candidatura da mulher, Nísia, para deputada federal, pelo então MDB. Eleita, foi cassada pelo AI-5, em 1969.
Um irmão do dono do Novo Jornal foi deputado estadual, outro vereador da capital, pelo PMDB.

Achincalhando e ofendendo

A prisão de Marco Aurélio não mereceu dos colegas empresários na imprensa qualquer movimento de solidariedade.
O Novo Jornal não a noticiou.
Apesar de algumas notícias de que ele seria fechado, jornal continuava na web (http://www.novojornal.com) na quinta-feira (23/1), quando este artigo foi redigido.
Com uma discreta tarja, em letras vermelhas e fundo negro:
“Estamos censurados”.
E sem noticiar em nenhum momento a prisão do dono.

Não se sabe quantos jornalistas Marco Aurélio emprega, mas não seriam muitos.
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais divulgou na terça-feira (21), em seu site, nota de repúdio (http://www.sjpmg.org.br/index.php/fique-por-dentro/noticias/1761-sjpmg-divulga-nota-de-repudio) à ameaça que pesa sobre os que trabalham no único jornal mineiro, virtual ou não, que faz oposição aberta ao governo estadual – um grande anunciante que não anuncia no Novo Jornal.
Diz a nota que “tanto a prisão quanto a ordem de retirar do ar o site configuram ataques ao direito e à liberdade de expressão” e que o Sindicato “vem a público reafirmar sua posição intransigente na defesa da Democracia, da Justiça e das Liberdades Civis e Individuais”.

Só há um equívoco nessa manifestação: na sentença da juíza, não existe ordem de retirar o site do ar, embora tenha sido pedido pelo Ministério Público.
Nisso, ela preferiu se omitir.

Na opinião do Ministério Público, que desde 2008 tenta fechar a publicação (ver remissões abaixo), não se trata propriamente de um jornal, mas de um balcão de negócios cujo dono deve ser preso.

E foi o que a juíza substituta decretou, “tendo em vista a necessidade de garantia da ordem pública, por conveniência da instrução criminal e para garantia da ordem econômica”.

Afirma Maria Isabel Fleck, em sua decisão:
“Ao verificar o site do ‘novojornal’, fica patente que o mesmo é utilizado para lançar ofensas à honra de autoridades públicas, achincalhando e ofendendo a todos que se posicionam contra os interesses do grupo, imputando verdades àqueles que cumprem seus deveres funcionais.”
Entre os quais, diz a juíza, desembargadores, juízes de Direito, membros do Ministério Público e delegados de polícia.

Quem manda

Para respaldar sua decisão, a juíza relaciona 16 ações penais contra Marco Aurélio, nenhuma julgada em última instância.
A maioria por calúnia, injúria ou difamação contra autoridades, nenhuma delas tidas como adversárias do senador Aécio Neves.
Mas há dois acórdãos do Tribunal de Justiça para impedir “a veiculação de notícias pelo ‘novojornal’ em relação ao deputado federal Alexandre Silveira de Oliveira” e ao desembargador mineiro José do Carmo Veiga.

Nenhuma relação, por suposto, com a proibição judicial de notícias sobre um empresário maranhense ligado à política que ainda vigora para o Estado de S.Paulo e que tanta indignação suscitou, nos últimos anos, na grande imprensa.

Se está havendo censura judicial ao Novo Jornal, a imprensa mineira não percebeu.
Ao contrário do bloco parlamentar Minas Sem Censura, que reúne deputados estaduais do PT, PMDB e PRB, partidos de oposição ao governo estadual.
Um de seus integrantes, o deputado petista Rogério Correia, raciocina:
“Ora, se você estabelece a prisão preventiva para evitar a publicação de material jornalístico, está oficializada a censura prévia”.
E acrescenta:

“Quando do surgimento da Lista de Furnas, encaminhei o relatório à Polícia Federal e, por isso, o vice-presidente nacional do PSDB tentou a cassação do meu mandato. É a mesma situação. A censura tem agentes no Ministério Público e no Judiciário, mas, quando é com a imprensa, quem organiza a perseguição é a própria irmã do senador, Andréa Neves.”

Extorsão de políticos e empresários

Blogs contrários à candidatura de Aécio Neves à presidência da República aproveitam esse movimento do Ministério Público e do Judiciário mineiro para criticar o senador, apontado como o mais forte concorrente de Dilma Rousseff nas eleições de outubro.
Mas há blogs que divulgam a notícia da prisão sem tecer comentários, sobretudo em Minas, ou que até mesmo aplaudem.

Se alguns imaginaram que a prisão do dono do Novo Jornal iria intimidar os blogueiros mineiros, eles devem estar felizes.
É possível que os jornalistas mineiros permaneçam abaixados em suas trincheiras, intimidados por alguns juízes atentos à defesa das autoridades contra ataques oposicionistas.

A menos que o réu Marco Aurélio Fores Carone, vulgo “Marco Florzinha” – como se lê na sentença da juíza Maria Isabel Fleck e na peça acusatória do Ministério Público, mesmo que poucos o conheçam por esse apelido – consiga provar que não faz parte de uma organização criminosa dedicada a extorquir dinheiro de políticos e empresários.
E que seu jornal, como todos os outros, encontra amplo amparo na Constituição de 1988, que formalizou o fim da ditadura no Brasil.

(http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/a_prisao_do_dono_do_lsquo_novo_jornal_rsquo)
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Responder

Maria Amélia Martins Branco

24 de janeiro de 2014 às 18h29

Em outubro o PÓecio será derrotado pro bem de Minas e do Brasil, a quadrilha TUCANA será desbaratada, aprendam mineiros a votar em gente do bem.

Responder

JOSE ANTONIO BATATA

24 de janeiro de 2014 às 16h20

Aécio o Imperador de Minas Gerais. Minas a Grande Ditadura.

Responder

Vicente

24 de janeiro de 2014 às 15h42

Tá bom, um promotor dentro da UPA?

Responder

    24 de janeiro de 2014 às 18h58

    Sim. O promotor foi à UPA porque está com miolo mole e precisa de tratamento.

    É bom lembrar que o mensalão do psdb já registra um assassinato. Um a mais, duplica o número de mortes, mas não faz muita diferença, porque o assassino da garota continua à solta.

ZePovinho

24 de janeiro de 2014 às 13h50

É O MINISTÉRIO PÚBLICO PRATICANDO O CRIME DE CHANTAGEM PARA PROTEGER BANDIDOS.VIVA O BRAZIL!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Responder

José Neto

24 de janeiro de 2014 às 13h44

“Libertas Quae Sera Tamen”
Meu estado precisa mudar o seu slogan na sua bandeira, pois sequer tivemos a tão proclamada LIBERDADE, já se passaram séculos e ELA nunca chega. MINAS, mais um estado governado por tucanos que envergonha o BRASIL.

Responder

romildo

24 de janeiro de 2014 às 13h28

COMO PROTEGER ESTE CIDADÃO DA “JUSTIÇA”?

Responder

Vixe

24 de janeiro de 2014 às 13h11

É a MÁFIA do pão de queijo querendo dominar o Brasil…

Responder

PEDRO SANCHES

24 de janeiro de 2014 às 13h10

5. Reiteramos nossa preocupação com a integridade física de M. A. Carone. Suas condições de saúde são precárias e, sob pressão de propostas inescrupulosas, seu quadro pode se agravar.

Finalmente, fica cada vez mais claro que a atabalhoada armação para prender Carone e censurar seu “site” tem tudo a ver com o peso que terá o julgamento do chamado “mensalão tucano” e o andamento judicial da “Lista de Furnas”, no contexto das eleições de 2014.

Responder

FrancoAtirador

24 de janeiro de 2014 às 13h07

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A Quadrilha Tucanalha partiu para o ‘Tudo ou Nada’!
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Responder

Gilson Raslan

24 de janeiro de 2014 às 13h06

Esse promotor André Pinto seria tão estúpido de fazer uma proposta desta na presença de tanta gente? Duvido, pois os tucanos são muito cautelosos quanto a esse tipo de coisa, não deixam rastros de seus malfeitos, de suas safadezas, de suas roubalheiras.
Aliás, das roubalheiras não deixavam rastro, mas agora parece que foram pegos com as calças na mão em São Paulo, nos casos dos subornos da Alston e da Siemens.
Se o que o Carone relatou não for confirmado pelas tais pessoas que teriam presenciado o evento, ele estará em maus lençóis.

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    Jotage

    24 de janeiro de 2014 às 14h17

    Gilson
    Só a denúncia foi feita na presença de testemunhas. A chantegem foi anterior à denúncia.
    Como você acha que a quadrilha continua impune?
    Eles tem a polícia, a justiça e o PIG para se proteger, além de “know how” ou na língua pátria do grande chefe um “savoir faire”.

    Maria Moreira

    24 de janeiro de 2014 às 21h31

    é possível sim o promotor fazer isso pois os perversos tem suas costas tão quentes que esnobam suas arquipatologias como se fossem ações extremamente banais, um ato extremamente corriqueiro para eles.

Claudio-SJ

24 de janeiro de 2014 às 13h01

Por que os advogados e parlamentares não se utilizam de instrumentos jurídicos, como Habeas Corpus e Mandado de Segurança contra esses abusos cometidos contra o jornalista?

Cadê a indignação dos jornalistas da Globo, da Veja, do Estadão, da Folha de São Paulo entre outros?

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Apavorado com a cara-de-pau humana.

24 de janeiro de 2014 às 12h59

Seja forte deputado Rogério.

Também, né, foi ser petista (apesar das escorregadas do PT) em terras de NhônhÔ…..

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Apavorado com a cara-de-pau humana.

24 de janeiro de 2014 às 12h58

A MÁFIA ESTÁ APAVORADA.

EM Minas ainda acontecem essas coisas. Em S. Paulo disfarçam.

Em Minas não é necessário pudor. Bota-se o revólver em cima do balcão para conversar. Como é que podem?!

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jõao

24 de janeiro de 2014 às 12h57

o psdb deixou de ser partido para ser essa mafia criminosa

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Valcir Barsanulfo de Aguiar

24 de janeiro de 2014 às 12h56

A polícia do Aético e a gang dos Castro, não mede esforços em desqualificar os opositores dos tucanos mineiros e seu comparsas do DEM et caterva.

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