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Diário da Resistência


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Luiz Malavolta: O sumiço do leite em pó da merenda escolar


11/09/2013 - 23h04

de Luiz Malavolta, por e-mail, que sugere um post dos Amigos do Presidente Lula

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Corrupção dos demos Kassab e Índio da Costa na merenda escolar

Antonio Pedro de Siqueira Indio da Costa atuou como secretário de Administração da Prefeitura do Rio de Janeiro entre 2001 e 2006.

Entre as empresas fornecedoras de merenda escolar para a Prefeitura de São Paulo, apontadas pelo Ministério Público de São Paulo como formadoras de cartel e pagar propinas na Prefeitura de Serra e Kassab, está a Comercial Milano Brasil Ltda.

A empresa é velha conhecida da facção carioca dos DEMos, composta por César Maia, Rodrigo Maia e o deputado Índio da Costa, casado com Rafaella Cacciola, filha do ex banqueiro Salvatore Cacciola, preso no Rio de Janeiro.

É alvo de inquérito na Delegacia Fazendária, e foi alvo de CPI na Câmara dos Vereadores carioca, em 2006, pelos mesmos motivos que está sendo denunciada em São Paulo.

Sob pressão, e para o escândalo não ganhar dimensões maiores, a prefeitura do Rio foi obrigada a fazer nova licitação e, sem os vícios da anterior, gerou economia de R$ 11 milhões ao ano nos gastos com merenda.

Além da sangria nos cofres públicos, frutas estragadas, carne bovina com excesso de sebo e frango com gelo acima do permitido também eram problemas comuns na merenda do carioca fornecida pela empresa.

A corrupção no Rio, em 2005, aconteceu quando o genro de Cacciola, Índio da Costa, era Secretário Municipal de Administração e responsável pela licitação, quando o prefeito era César Maia.

Segundo apurou o relatório da CPI, e agora é objeto de inquérito policial na Delegacia Fazendária, o esquema de fraude na licitação se procedeu da seguinte forma:

O edital da licitação tinha entre as regras atrair um número expressivo de participantes.

As empresas Milano e Ermar agiram em jogo combinado. A Ermar apresentou recursos de impugnação contra todos os concorrentes, exceto contra a Milano, deixando caminho livre.

Com isso, as regras do edital não foram atendidas, e o genro de Cacciola, Índio da Costa, deveria ter cancelado o processo e feito outra licitação. Mas ele fez o contrário, e a Milano foi vencedora da licitação, ficando com 99% do fornecimento de gêneros alimentícios para a merenda.

O comportamento de Índio da Costa ainda levantou mais suspeitas ao insistir na contratação centralizada de fornecimento de merenda escolar quando, desde 2001, estudo da Controladoria Geral do Município (CGM) já recomendava a descentralização do sistema.

A evidência do prejuízo aos cofres públicos municipais, são os R$ 11 milhões a menos, quando houve a nova licitação, estendendo a participação a nove empresas fornecedoras de gêneros alimentícios.

Apesar de tudo isso, no ano de 2007, findo o contrato com a Milano, o sucessor de Índio da Costa na secretaria municipal de Administração, Wagner Siqueira, assinou despacho, publicado no Diário Oficial, em que afirma que a empresa “executou o contrato de forma satisfatória para o serviço público municipal (…), especialmente no que se refere a preço, qualidade e especificações”.

Parece até uma carta de apresentação de César Maia, para a empresa se qualificar em São Paulo.O resultado da licitação de São Paulo foi 15 de maio de 2007, bem depois do escândalo no Rio.Parece até caso de transferência de tecnologia em corrupção da gestão César Maia para a gestão Kassab.

PS do Malavolta em 11.09.2013: O Ministério Público de São Paulo está apurando as circunstâncias em que a empresa tornada inidônea continuo vendendo seus produtos pela prefeitura. A suspeita é de que funcionários da Prefeitura da capital paulista, na gestão do prefeito Kassab, teriam sido aliciados e permitiram aceitar assinar contratos de emergência. A investigação está sendo comandada pelo promotor José Carlos Blat.

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9 comentários

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assalariado.

12 de setembro de 2013 às 20h44

O pano de fundo que não aparece nessas (CORRUPÇÕES) todas é, quem é o principal ‘artista’ nesse movimento politico das mãos invisíveis do deus mercado? Não nos esqueçamos, quando o assunto é (CORRUPÇÃO), temos logo que nos lembrar dessa pergunta: Quem é mais perigoso é o (CORRUPTO ou o CORRUPTOR?) Serão, as mãos invisíveis da burguesia providos e movidos de sua genuína ideologia do deus dinheiro? Sim, na bíblia do capital e seus seguidores, normal é este o julgamento do verbo roubar, digo, das ‘mãos invisíveis’: eu roubo, tu roubas, ele rouba, nós roubamos, vos roubais e eles roubam e exploram os assalariados, a sociedade, o Estado e o planeta.

–(Atenção né gente!!)–

Para quem já leu Marx, e entendeu um pouco o que é uma sociedade de luta de classes e, como essa luta se trava no meio social e no interior do Estado constituído logo percebe que, o problema não são as pessoas, é sim, como as elites do capital estão organizadas politica e economicamente para fazer valer os seus ‘direitos constitucionais’ como classe dominante e dominadora da sociedade, mascarados nas suas várias fardas e instâncias do ‘Estado de Direito’.

A questão é ideológica mesmo, modo social de organização a qual estamos submetidos pelos donos do capital, democraticamente, claro! Se não for dessa forma o sistema emperra, este é o câncer, é o DNA da qual os valores burgueses de sociedade e sua ideologia (capeta -lista) se matam, nos matam e incendeiam o planeta com suas guerras infindáveis. Quer dizer, sem trambiques e guerras o capital se afunda como modo de produção social, vira moribundo. Afinal de contas, quem é o grande (Corruptores) e malfeitores nos 4 cantos do planeta, são os ricos ou os pobres? Ou nós enterramos essa ideologia, ou ela nos enterrará a todos. Tenho dito!

Socialismo ou Barbárie!

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Mardones

12 de setembro de 2013 às 09h28

O Índio era o vice do Serra. Entende-se a veia corrupta.

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Aline C Pavia

12 de setembro de 2013 às 08h15

Tal pai tal filho
O pai desse Índio da Costa não faliu um Banco recentemente em 2 bilhões de reais?

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    Luiz

    12 de setembro de 2013 às 09h20

    Não o pai, mas sim o tio!

Kazuhiro Uehara

12 de setembro de 2013 às 03h28

O promotor José Carlos Blat não é aquele que faz chantagens politicas ao PT, em quase todas as eleições? Aquele do grupo de combate à corrupção, caso confirme, a investigação fica em suspeição,será mais um agente demotucanopps manipulando os processos que não terá um resultado inocuo?

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    José X.

    12 de setembro de 2013 às 09h04

    Bem lembrado. Em quase todas as eleições esse tal de Blat ressuscita uma investigação sobre um tal caso Cabesp, sobre o qual ele nunca apresenta denúncia. A bem da verdade, não me lembro de ter feito isso nessas últimas eleições onde o Haddad foi eleito.

Kazuhiro Uehara

12 de setembro de 2013 às 03h20

Com a baixaria de Cerra, em conjunto, sem nenhuma novidade. Tudo funcionou em família mafiosa, com o objetivo certeiro de dar prejuízo ao erário, desde sempre. Com distribuição de cargos em áreas estrategicos administra-se o erário aos interesses para sustentáculo da bandidagem, tudo é política.

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Isidoro Guedes

11 de setembro de 2013 às 23h31

Esse Índio da Costa vive participando de “mesas redondas” no programa matutino de Francisco Barbosa (na rádio Tupi do Rio de Janeiro), que aliás tem um plantel de comentaristas politicamente ultra-conservadores (de corar até muitos direitistas padrão) e reacionários. Seus comentários são simplórios, pueris e sempre recheados de preconceito de classe e de uma visão elitista de sociedade que ele deve ter construído ao longo da juventude (por influência familiar ou de outros jovens de classe média alta, da zona sul carioca, com horror a pobre…).
Filiado ao DEMO (ex-ARENA, PDS, PFL…) e candidato a vice de José Serra na eleição presidencial de 2010 foi uma espécie de bucha de canhão do seu partido para formar uma chapa cuja derrota já era anunciada. Se a direita brasileira já é um horror e esse senhor não é lá grande coisa, não é sequer um de seus melhores quadros, imagine o Brasil tendo como vice tão tosco personagem.

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José X.

11 de setembro de 2013 às 23h28

“O Ministério Público de São Paulo está apurando as circunstâncias em que a empresa tornada inidônea continuo vendendo seus produtos pela prefeitura.”

Essa parte é piada, né ?

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