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Lugo a blogueiros: Quatro medidas de Franco explicam golpe no Paraguai


03/08/2012 - 10h37

Foto Wikipedia

Internacional| 03/08/2012 | Copyleft

Esquerda paraguaia nunca esteve num melhor momento, diz Lugo

Em entrevista concedida à mídia alternativa brasileira, o presidente deposto do Paraguai analisa as origens do “golpe parlamentar” executado contra ele e diz que os movimentos e partidos progressistas do país estão se reunindo todos os dias para discutir um projeto nacional, o que antes não acontecia. “Nunca antes 12 partidos e oito movimentos sentaram juntos”, disse Lugo, referindo-se à Frente Guasú, concertação de esquerda e centro-esquerda formada em março de 2010. A reportagem é de Igor Ojeda.

Igor Ojeda, na Carta Maior

São Paulo – Desde que assumiu o cargo de presidente do Paraguai, em agosto de 2008, Fernando Lugo imaginava que dali a cinco anos, em agosto de 2013, quando terminasse seu mandato, passaria a se dedicar a outras atividades fora da política institucional. Mas o golpe sofrido no final de junho mudou sua vida radicalmente, disse ele à mídia alternativa brasileira em uma entrevista conjunta realizada na noite dessa quinta-feira (2) em São Paulo (SP).

“Mais do que nunca, as pessoas me pedem para que eu deixe de ser bispo e seja mais político”, afirmou Lugo, que garante ter assumido o papel de articulador da unidade da esquerda paraguaia depois de sua destituição. De acordo com ele, hoje, todos os dias há grupos sociais e políticos discutindo uma maneira de construir um projeto nacional para o país. “Antes isso não acontecia. A esquerda nunca esteve num melhor momento. Nunca antes 12 partidos e oito movimentos sentaram juntos”, disse, referindo-se à Frente Guasú, concertação de esquerda e centro-esquerda formada em março de 2010.

Nas eleições gerais de abril do ano que vem, a articulação quer jogar seu peso em duas frentes: disputar a Presidência e conquistar o maior número possível de cadeiras no Congresso Nacional. Para atingir o último objetivo, conta com Lugo para encabeçar a lista de candidatos ao Senado, direito garantido a ele recentemente pela Corte Suprema do Paraguai. “Em algumas semanas, saberemos com mais clareza o que é mais conveniente. Penso que se isso for útil à restauração da democracia no Paraguai, sou um soldado”, disse o presidente deposto.

Para Lugo, a próxima eleição será uma disputa entre uma esquerda renovada e uma direita que “não está reciclada”. “Por isso há esperança. A sociedade paraguaia está mais polarizada do que nunca. Se a esquerda também conseguir aglutinar forças não políticas, tem chances.” Segundo ele, uma das vantagens da Frente Guasú reside na divisão dos partidos tradicionais do país. “A direita paraguaia passa da euforia à depressão em muito pouco tempo. Acreditava que seria muito mais fácil executar o golpe. Achava que a Unasul [União de Nações Sul-Americanas] não reagiria, que a comunidade internacional aceitaria. É um completo isolamento político”, destacou.

O golpe


Segundo Fernando Lugo, as políticas adotadas por seu governo não foram o principal motivo do julgamento político a que foi submetido no Congresso Nacional, mas sim o potencial de transformação da sociedade paraguaia que a gestão representava. “Não tomei nenhuma medida socialista. 

Aceitamos as regras do jogo. Tinha boas relações com os organismos internacionais e apresentava todos os indicadores conservadores que eles gostam de ver, como economia em crescimento, inflação controlada, multiplicação das reservas internacionais, pagamento das dívidas… éramos bons meninos. Mas havia um perigo. A continuidade do processo de mudanças. Isso sim incomodava. Estávamos economicamente bem, mas politicamente tínhamos articulações com grupos sociais”, analisou.

O presidente deposto foi enfático ao afirmar que o golpe não nasceu da noite para o dia. “Foi pensado por muito tempo”, disse, lembrando-se, principalmente, da recente denúncia do Wikileaks de que os Estados Unidos sabiam dessa ameaça desde 2009. “Quando eu começava na política, me diziam que 70% das decisões eram tomadas fora do país. Não quis acreditar. Hoje, pela minha experiência, não descarto totalmente essa possibilidade”. Segundo Lugo, no Paraguai – assim como na maioria dos países do mundo – o autêntico poder não mostra o rosto. No caso paraguaio, ele citou o narcotráfico, os produtores de soja e as transnacionais do agronegócio.

“O governo golpista tomou já quatro medidas que nos fazem pensar na ingerência desses poderes de fato na política paraguaia. A primeira é o fim do imposto à exportação da soja. A segunda é a permissão da entrada no país de soja transgênica, sendo que nosso governo estava trabalhando pela recuperação das sementes nativas. A terceira medida é o anúncio do pagamento de uma dívida que o Paraguai nunca contraiu. Um empréstimo de 80 milhões de dólares feito durante a ditadura Stroessner e que nunca chegou ao país. A quarta medida é a negociação da instalação da empresa Rio Tinto. Como é possível quererem produzir alumínio no Paraguai se a matéria-prima e o mercado estão no Brasil? Estão negociando que o preço da energia para essa empresa fique por 30 anos sem reajuste, uma perda de 14 bilhões de dólares. Sem dúvida, essas multinacionais têm o poder de fato”, esclareceu.

Por isso mesmo, Lugo defendeu que para que haja mudanças estruturais no Paraguai é preciso a instalação de uma Assembleia Constituinte que tenha como uma das prioridades incidir sobre a propriedade da terra no país. Além disso, disse, outro grande desafio é conquistar um grande respaldo no parlamento.

Sobre uma possível reversão do golpe e volta à Presidência, Lugo explicou que há dois caminhos. Um deles passa pela Corte Suprema, que no momento analisa a constitucionalidade do julgamento promovido pelo Congresso. A segunda via é a política, desde que o Senado reconheça que o processo foi irregular e volte atrás em sua decisão. O presidente deposto, no entanto, embora admita que exista a possibilidade de voltar ao cargo, não está otimista. “Acredito em Deus e nos milagres, mas nesse eu não acredito”, brincou.

Leia também:

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15 comentários

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Polícia provocou massacre que desencadeou deposição de Lugo « Viomundo – O que você não vê na mídia

16 de setembro de 2012 às 18h42

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Dr. Rosinha: A batalha de Acosta Ñú e o Dia da Criança no Paraguai « Viomundo – O que você não vê na mídia

16 de agosto de 2012 às 12h48

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Equador: “Não somos uma colônia britânica” « Viomundo – O que você não vê na mídia

16 de agosto de 2012 às 12h24

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Dr. Rosinha: Paraguai pode ser acionado na Justiça caso interrompa a venda de energia de Itaipu « Viomundo – O que você não vê na mídia

10 de agosto de 2012 às 00h55

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O DOUTRINADOR

08 de agosto de 2012 às 11h37

Não podemos esquecer que para governar bem tem que ter respaldo parlamentar
forte, o Lugo não tinha, era ele de um lado e do outro estavam os alvaros dias, os agripinos, os aluisios, os cerras, os fhcs, e no judiciario, lá tambem tem os gilmar, os pelusos.A diferença dos daqui para os de la, é somente a lingua, porque as intenções e os modos operandis são os mesmos.

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Tomudjim

04 de agosto de 2012 às 20h23

São duas, as maiores invenções da humanidade: a bipolarização ideológica e a lombada.

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Roberto Locatelli

04 de agosto de 2012 às 18h22

A lição que precisamos tirar desse golpe é que governos moderados como Lugo são governos frágeis.

O fato de que o vice-presidente do Paraguai tomou o lugar do presidente deposto é bem icônico.

Chávez não faz aliança com a direita, mas sim com o movimento popular. Lá o golpe fracassou totalmente. O povo foi às ruas.

Quem anda com escorpião no bolso, acaba sendo picado.

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ZePovinho

04 de agosto de 2012 às 12h51

Golpes e guerras virão,porque aqueles países que não aceitarem o papel pintado sem valor dos EUA(o dólar) serão atacados.Vejam esses artigos de 2006:

http://www.jornaldefesa.com.pt/conteudos/view_txt.asp?id=321

2006/03/28
EUA versus IRÃO: Tecnologia nuclear ou petrodólares?
Eduardo Silvestre dos Santos

………O Irão vem demonstrando, desde Junho de 2004, a sua intenção e vontade de abrir uma “Bolsa Internacional de Petróleo”, com a finalidade expressa de comercializar petróleo, gás natural e petroquímicos, baseada no Euro. A data prevista era Março de 2006, apesar de se verificar que está atrasada. Se tiver sucesso, este novo mecanismo de comercialização de produtos petrolíferos, conhecido na gíria como “marcador”, pode criar um sistema alternativo de preços baseado no Euro.

Os três “marcadores” existentes são baseados no dólar (West Texas Intermediate Crude – WTI, North Sea Brent Crude, e EAU Dubai Crude). As duas maiores Bolsas de petróleo são a New York Mercantile Exchange (NYMEX) e a International Petroleum Exchange (IPE) em Londres. A Bolsa de Petróleo Iraniana estabeleceria um quarto “marcador”, baseado no Euro e poderia arrastar outros países (i.e. a Venezuela) que não querem estar tão sujeitos à “ditadura” do dólar e à instabilidade que tem vivido ultimamente. Obviamente, para a Europa faz também todo o sentido negociar na sua própria moeda.

À medida que mais países comprarem petróleo em Euros, menos o dólar é procurado, levando à sua queda. Aliada a esta queda estará também a falta de interesse em manter grandes reservas de dólares, que deixariam de ser fundamentais para transaccionar petróleo. Esta situação, a ocorrer, pode significar o colapso da moeda americana e, logo, da sua economia. Importa também notar que, desde 2003, a Rússia e a China têm aumentado significativamente as reservas em Euros dos seus bancos centrais.

Indirectamente relacionada com esta hipotética nova Bolsa Internacional de Petróleo iraniana, surgiu em Dezembro último a notícia que a Federal Reserve (Banco Central dos EUA) ia deixar de publicar o chamado índice M3, facto que ocorre desde que existe o dólar. O que é, na realidade, este índice? O índice M3 indica a quantidade total de divisas norte-americanas em circulação no mundo; o índice M0 é o total de moeda existente nos bancos; o índice M1 é o M0 mais as contas à ordem; o índice M2 é o M1 mais os papéis comerciais e as contas a prazo; o M3 é o M2 mais as reservas de outros países em dólares e todas as grandes contas naquela moeda.

A justificação adiantada é que não acrescenta nada de essencial ao investidor e, por isso, poupa-se cerca de meio milhão de dólares anuais no seu cálculo, o que, em princípio, não corresponde à realidade, uma vez que tudo leva a crer que ele não será publicado mas continuará a ser calculado para uso interno. O índice M3 é uma informação valiosa, pois dá a perceber ao público se as reservas em dólares dos outros países estão a aumentar ou a diminuir. É, essencialmente, uma informação importantíssima para os mercados cambiais.

Antes da invasão do Iraque, muitos analistas sugeriram que o único motivo óbvio para essa operação era o facto de, desde Novembro de 2000, o Iraque ter insistido em receber os pagamentos do seu petróleo em Euros e não em dólares. Esta medida política fez também aumentar as suas receitas, face ao valor relativo das duas moedas. Após a invasão e a mudança de regime no país, os EUA pouco ou nada fizeram para negar esta hipótese, pois logo que o petróleo ficou disponível, o pagamento voltou a processar-se em dólares, o que veio dar consistência a esta teoria……….

http://resistir.info/energia/currency_war.html

A bolsa do petróleo do Irão e a ameaça bushiana
por Zeenia Satti [*]

Ilha de Kish, onde h� uma zona franca comercial e agora a Bolsa do Petr�leo. As sanções de 3 de Março do Conselho de Segurança das Nações Unidas contra o Irão não só representam uma vitória diplomática para o presidente Bush como também um grande êxito para Washington na primeira fase da sua guerra da divisa com Teerão. A guerra começou com o início da Bolsa Petrolífera do Irão, em meados de Fevereiro.

Conhecida geralmente como a Bolsa de Kish, ela está destinada a ultrapassar o IPE de Londres e o Nymex de Nova York, as quais são efectivamente controladas por Washington.

A Bolsa de Kish destina-se a vender petróleo bruto em Euros no mercado internacional. Ao abrir a sua própria bolsa, o Irão tornou-se o primeiro dentro da OPEP a tentar promover o enfraquecimento de uma da já atormentada nota verde. Se outros produtores da OPEP e do Cáspio aderirem, ela pode vir a ser um golpe mortal para a economia americana.

A predominância do dólar como a divisa hegemónica do mundo tem a sua génese no acordo EUA-Arábia Saudita de 1972/73 de apreçar o petróleo exclusivamente em dólares em troca da protecção dos EUA à Casa de Saud contra agressões externas ou golpes internos. Este arranjo levou a OPEP a transaccionar petróleo exclusivamente em dólares desde então.

A utilização sempre crescente de petróleo no mundo a um preço ascendente levou a uma procura sempre crescente pelo dólar como divisa de reserva do mundo, permitindo à América exportar bens produzidos barato com belos dividendos. Dado o declínio relativo da produção industrial americana ao longo do tempo, a hegemonia do dólar tornou-se vital para a sua economia. Uma vez que estava estabelecido, os reinos da OPEP nunca desafiaram a hegemonia do dólar. Eles atribuíam um alto valor à protecção americana, a qual garantia a sua sobrevivência política e a sua integridade territorial. As fronteiras dos reinos estão desenhadas arbitrariamente para atender necessidades político-económicas do século XX ao invés de serem delineadas de acordo com padrões étnicos. Os parâmetros da protecção de Washington incluem manutenção do status quo regional mais a monitoração das frentes internas dos reinos em função de rebeliões. Uma vez que este acordo assegura sobrevivência mútua, sua tenacidade permaneceu impermeável a causas políticas secundárias.

Paradoxalmente, a manutenção do status quo foi perturbada pelos próprios EUA. Em 2000 Saddam Hussein exigiu que a venda do petróleo iraquiano administrada pelo programa Oil For Food das Nações Unidas fosse transaccionada em Euros. A ONU concordou e Saddam mais uma vez declarou a sua intenção de abrir uma bolsa de petróleo própria, do Iraque. Washington encarou este desenvolvimento como perigoso e removeu Saddam ao invadir o Iraque em 2003. Desde então as vendas do petróleo do Iraque reverteram ao dólar. Contudo, preocupações quanto ao ‘Pico Petrolífero’ levaram à ocupação do Iraque por Washington. Com ocupação contínua, o show do compromisso armado para a nova verde tornou-se contraproducente e levou ao começo do desaparecimento do compromisso dos reinos para com o dólar. Ao invés de ser um garantidor, Washington agora aparece como uma ameaça ao status quo. O sentimento anti-EUA nas sociedades árabes assusta os monarcas levando-os a acreditar que, se Washington invadir mais países do Médio Oriente, este sentimento aprofundar-se-ia e finalmente atingiria as suas famílias……………

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Burrinho

04 de agosto de 2012 às 12h47

Lugo foi fraco e não atuou com “realpolitik”, a mesma que no Brasil alguns criticam no governo federal. Mal deu o golpe, o recém empossado caudilho paraguaio recompensou seus apoiadores. Será que a esquerda não teria em todo o país um nome melhor do que Lugo, de preferência sem vínculos com o Vaticano et caterva? Lugo não teve habilidade, e frequentemente as pessoas de bem não têm jogo de cintura. No entando, sua reação extremamente humilde depois do golpe (hábito do monge) não colaborou para que houvesse uma justificada indignação na sociedade e no exterior. Ele praticamente “legitimou” o golpe, acatando a decisão. Poderia no mínimo ter dito que fora inconstitucional e que iria interpor os recursos na Corte Suprema etc.

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    Roberto Locatelli

    04 de agosto de 2012 às 18h20

    Ao contrário, Lugo aplicou no Paraguai política muito parecida com a de Lula e Dilma, fazendo alianças com a direita, fazendo um governo moderado, na esperança de agradar a gregos e troianos. A mesma política que Zelaya, presidente deposto de Honduras, aplicou.

    Chávez, ao contrário, não dá trela à direita. Sua aliança é com o movimento popular. Resultado: os golpistas venezuelanos foram fragorosamente derrotados e fugiram. Para Miami, claro!

Paciente

04 de agosto de 2012 às 06h01

Um país de pequenas dimensões territoriais não precisa ser um país sofrido ou vitimizado. Suíça, Lieschenstein, Cingapura, são todos exemplos de países bem sucedidos.

Seria maravilhoso para a América do Sul (para não dizer, para o Mercosul) que Uruguay e Paraguay se acertassem na vida. Se os Paraguaios querem algo da vida, a hora é essa!

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jaime

03 de agosto de 2012 às 15h24

Uma oportunidade de ouro para constatar como se conduz um país pelo controle remoto das multinacionais e outros interesses estrangeiros. No Brasil já temos um esboço, na mídia e nos partidos de direita, mas um ambiente “de laboratório” como o Paraguai, um país pequeno e próximo, fica escancarado o modo de operar dessa gente. A esquerda brasileira, os nacionalistas, os não entreguistas, têm aí uma chance grande de aprender, de desmitificar os “irmãos do norte” e projetar medidas para se precaver.

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Julio Silveira

03 de agosto de 2012 às 12h57

Tem sido dito é fica cada vez mais evidente como verdade. Quem se propoe de esquerda querer governar como direita acaba prejudicando tanto a sí como ao proprio discurso de esquerda. A direita já tem seus preferidos e não gosta de traidores de lado nenhum, mas detesta os da esquerda.

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    Mário SF Alves

    05 de agosto de 2012 às 08h18

    Eu, hein!, Julio? O que é isso, companheiro? Esqueceu-se que existe uma coisa chamada via institucional, pautada por regras democráticas? Esqueceu-se do dr. Ulisses, que, quando da promulgação da CF, dizia “todo poder emana do povo e em seu deve ser exercido”? Então, que traição?

RicardãoCarioca

03 de agosto de 2012 às 12h02

Seria muito interessante se a população paraguaia reconduzisse Lugo à presidência em 2013. Poderia até ser outro político de esquerda. Adoraria ler as baboseiras das leitoas mervais sobre a resposta dos paraguais ao golpe.

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