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Diário da Resistência


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Leonardo Boff: Todo o Brasil foi vítima da ditadura militar


30/05/2012 - 23h24

Colunistas| 30/05/2012 | Copyleft

DEBATE ABERTO

1964: Golpe Militar a serviço do Golpe de Classe

Para que a missão da Comissão da Verdade seja completa e satisfatória, caberia a ela fazer um juízo ético-político sobre todo o período da ditadura. O assalto ao poder foi um crime contra a Constituição, uma ocupação violenta de todos os aparelhos de Estado para montar uma ordem regida por atos institucionais, pela repressão e pelo estado de terror.

Leonardo Boff, na Carta Maior

O objeto da Comissão da Verdade deve sim, tratar dos crimes e dos desaparecimentos perpetrados pelos agentes do Estado ditatorial. É sua tarefa precípua e estatutária. Mas não pode se reduzir a estes fatos. Há o risco de os juízos serem pontuais.

Precisa-se analisar o contexto maior que permite entender a lógica da violência estatal e que explica a sistemática produção de vítimas. Mais ainda, deixa claro o trauma nacional que significou viver sob suspeitas, denúncias, espionagem e medo paralisador.

Neste sentido, vítimas não foram apenas os que sentiram em seus corpos e nas suas mentes a truculência dos agentes do Estado. Vítimas foram todos os cidadãos. Foi toda a nação brasileira. Para que a missão da Comissão da Verdade seja completa e satisfatória, caberia a ela fazer um juízo ético-político sobre todo o período do regime militar.

Importa assinalar claramente que o assalto ao poder foi um crime contra a Constituição. Configurou uma ocupação violenta de todos os aparelhos de Estado para, a partir deles, montar uma ordem regida por atos institucionais, pela repressão e pelo estado de terror.

Bastava a suspeita de alguém ser subversivo para ser tratado como tal. Mesmo detidos e sequestrados por engano como inocentes camponeses, para logo serem seviciados e torturados. Muitos não resistiram e sua morte equivale a um assassinato. Não devemos deixar passar ao largo, os esquecidos dos esquecidos que foram os 246 camponeses mortos ou desaparecidos entre 1964-1979.

O que os militares cometeram foi um crime lesa-pátria. Alegam que se tratava de uma guerra civil, um lado querendo impor o comunismo e o outro defendendo a ordem democrática. Esta alegação não se sustenta.

O comunismo nunca representou entre nós uma ameaça real. Na histeria do tempo da guerra-fria, todos os que queriam reformas na perspectiva dos historicamente condenados e ofendidos –as grandes maiorias operárias e camponesas– eram logo acusados de comunistas e de marxistas, mesmo que fossem bispos como o insuspeito Dom Helder Câmara.

Contra eles não cabia apenas a vigilância, mas para muitos a perseguição, a prisão, o interrogatório aviltante, o pau-de-arara feroz, os afogamentos desesperadores. Os alegados “suicídios” camuflavam apenas o puro e simples assassinato.

Em nome do combate ao perigo comunista, se assumiu a prática comunista-estalinista da brutalização dos detidos. Em alguns casos se incorporou o método nazista de incinerar cadáveres como admitiu o ex-agente do Dops de São Paulo, Cláudio Guerra.

O grande perigo para o Brasil sempre foi o capitalismo selvagem. Usando palavras de Capistrano de Abreu, nosso historiador mulato, “capou e recapou, sangrou e ressangrou” as grandes maiorias de nosso povo.

O Estado ditatorial militar, por mais obras que tenha realizado, fez regredir política e culturalmente o Brasil. Expulsou ou obrigou ao exílio nossas inteligências e nossos artistas mais brilhantes.

Afogou lideranças políticas e ensejou o surgimento de súcubos que, oportunistas e destituídos de ética e de brasilidade, se venderam ao poder ditatorial em troca benesses que vão de estações de rádio a canais de televisão.

Os que deram o golpe de Estado devem ser responsabilizados moralmente por esse crime coletivo contra o povo brasileiro.

Os militares já fora do poder garantiram sua impunidade e intangibilidade graças à forjada anistia geral e irrestrita para ambos os lados.

Em nome deste status, resistem e fazem ameaças, como se tivessem algum poder de intervenção que, na verdade é inexistente e vazio. A melhor resposta é o silêncio e o desdém nacional para a vergonha internacional deles.

Os militares que deram o golpe se imaginam que foram eles os principais protagonistas desta façanha nada gloriosa. Na sua indigência analítica, mal suspeitam que foram, de fato, usados por forças muito maiores que as deles.

René Armand Dreifuss escreveu em 1980 sua tese de doutorado na Universidade de Glasgow com o título: 1964: A conquista do Estado, ação política, poder e golpe de classe (Vozes 1981).

Trata-se de um livro com 814 páginas das quais 326 de documentos originais. Por estes documentos fica demonstrado: o que houve no Brasil não foi um golpe militar, mas um golpe de classe com uso da força militar.

A partir dos anos 60 do século passado, se formou o complexo IPES/IBAD/GLC. Explico: o Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (IPES), o Instituto Brasileiro de Ação Democrática (IBAD) e o Grupo de Levantamento de Conjuntura (GLC).

Compunham uma rede nacional que disseminava ideias golpistas, composta por grandes empresários multinacionais, nacionais, alguns generais, banqueiros, órgãos de imprensa, jornalistas, intelectuais, a maioria listados no livro de Dreifuss.

O que os unificava, diz o autor “eram suas relações econômicas multinacionais e associadas, o seu posicionamento anticomunista e a sua ambição de readequar e reformular o Estado”(p.163) para que fosse funcional a seus interesses corporativos.

O inspirador deste grupo era o General Golbery de Couto e Silva que já em “em 1962 preparava um trabalho estratégico sobre o assalto ao poder” (p.186).

A conspiração, pois estava em marcha, há bastante tempo. Aproveitando-se da confusão política criada ao redor do Presidente João Goulart, tido como o portador do projeto comunista, este grupo viu a ocasião apropriada para realizar seu projeto.

Chamou os militares para darem o golpe e tomarem de assalto o Estado. Foi, portanto, um golpe da classe dominante, nacional e multinacional, usando o poder militar.

Conclui Dreifuss: “O ocorrido em 31 de março de 1964 não foi um mero golpe militar; foi um movimento civil-militar; o complexo IPES/IBAD e oficiais da ESG (Escola Superior de Guerra) organizaram a tomada do poder do aparelho de Estado” (p. 397).

Especificamente afirma: “A história do bloco de poder multinacional e associados começou a 1º de abril de 1964, quando os novos interesses realmente tornaram-se Estado, readequando o regime e o sistema político e reformulando a economia a serviço de seus objetivos” (p.489). Todo o aparato de controle e repressão era acionado em nome da Segurança Nacional que, na verdade, significava a Segurança do Capital.

Os militares inteligentes e nacionalistas de hoje deveriam dar-se conta de como foram usados por aquelas elites oligárquicas que não buscavam realizar os interesses gerais do Brasil; mas, sim, alimentar sua voracidade particular de acumulação, sob a proteção do regime autoritário dos militares.

A Comissão da Verdade prestaria esclarecedor serviço ao país se trouxesse à luz esta trama. Ela simplesmente cumpriria sua missão de ser Comissão da Verdade.

Não apenas da verdade de fatos individualizados; mas, da verdade do fato maior da dominação de uma classe poderosa, nacional, associada à multinacional, para, sob a égide do poder discricionário dos militares, tranquilamente, realizar seus propósitos corporativos de acumulação. Isso nos custou 21 anos de privação da liberdade, muitos mortos e desaparecidos e de muito padecimento coletivo.

Leonardo Boff é teólogo e escritor.

PS do Viomundo: Li outro dia, na Folha de S. Paulo, um texto que fazia uma estranha aritmética sobre quantos tinham sido mortos pela esquerda durante a ditadura militar e quantos tinham sido mortos pelo regime. Descontextualizava o assunto, não mencionando quantos foram cassados, exilados, presos e perseguidos pela ditadura, quantos tiveram os domicílios, a correspondência ou os direitos sociais violados, nem os milhões que tiveram os salários arrochados. Uma forma mais sofisticada de dizer “ditabranda”. Por isso a sugestão de Leonardo Boff é importantíssima. Mais que isso, é preciso apontar claramente quem financiou e quem se beneficiou do regime. A Folha, por exemplo, ofereceu apoio ideológico e material, na forma de um jornal emprestado à turma do torturador Sergio Paranhos Fleury e de veículos para as campanas do maior centro de torturas montado no Brasil, na Operação Bandeirante. O que, aliás, explica a “ditabranda”.

Leia também:

Bernardo Kucinski: Quem financiou a repressão?

Ivan Seixas, sobre a Folha da Tarde: O jornal que matava nas manchetes

Ivan Seixas: Otavião tinha medo de ser fuzilado

Rose Nogueira: A ficha (verdadeira) da Folha

Maria Victoria Benevides: O esqueleto no armário

Beatriz Kushnir: Quem eram os cães de guarda

Beatriz Kushnir: Como a mídia colaborou com a ditadura

A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação.

A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



28 comentários

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Luiz Claudio Cunha: Volte às pantufas, general Leônidas! « Viomundo – O que você não vê na mídia

05 de junho de 2012 às 14h21

[…] Leonardo Boff: Todo o Brasil foi vítima da ditadura militar […]

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Bia Barbosa: Parentes de desaparecidos criticam Alckmin por omissão « Viomundo – O que você não vê na mídia

04 de junho de 2012 às 07h37

[…] Leonardo Boff: Todo o Brasil foi vítima da ditadura militar […]

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Bernardino

01 de junho de 2012 às 11h04

AZENHA E EQUIPE por quê os comentarios dos internautas nao mais aparecem na tela somente o nome e horario aparecem.Nada de conteudo? Qual motivo?

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Elton

01 de junho de 2012 às 07h26

Só cego não vê que o Brasil só é a merda que é por causa desses senhores que ainda estão ai no poder, controlando tudo desde radio e televisão aos meios produtivos, e é claro a politica. Eles se tornaram experts ao longo desses anos todos, se não abrirmos os olhos mais um golpe agora via mídia será perpetrado por esses bandidos.
Não descuidem pois o ladrão ainda esta solto.

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PMDB acusa Rodrigo Maia de criar perfis falsos no Facebook « Viomundo – O que você não vê na mídia

01 de junho de 2012 às 00h45

[…] Leonardo Boff: Todo o Brasil foi vítima da ditadura militar […]

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humberto

31 de maio de 2012 às 23h39

Aprovo a consciencia de um mal maior causado pela Ditadura.
Mas nao podemos esquecer que indios foram torturados, dizimados, perseguidos, pela Ditadura.
Indios e a Ditadura é um capítulo a entrar na pauta da Comissao da Verdade, se ela quer honrar o nome.

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Alex Gonçalves

31 de maio de 2012 às 22h15

“Afogou lideranças políticas e ensejou o surgimento de súcubos que, oportunistas e destituídos de ética e de brasilidade, se venderam ao poder ditatorial em troca benesses que vão de estações de rádio a canais de televisão.”

A herança maldita da ditadura que perdura até os dias de hoje.

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mineiro

31 de maio de 2012 às 21h53

assino em baixo o texto , mas é bom ressaltar que o regime de stalin foi tao perverso quanto esse. mas isso nao vem ao caso nessa materia. e voltando ao assunto, concordo em tudo que foi dito , mas a comissao tambem tem investigar a maldita imprensa . porque foi atraves dela que dissiminou mentiras para manipular o povo na epoca , ela foi mais responsavel do que os militares. os militares foi so testa de ferro nesse conluio tudo, foi o que menos lucrou, mas nao podemos de geito nenhum tirar a culpa deles. nesse balaio de gato tem muita coisa para descobrir , porque se a comisso for mesmo afundo em tudo , vai descobrir coisa que ate deus duvida. de escabrosa que é.

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Mineirim

31 de maio de 2012 às 20h08

Para usar uma expressão bem mais leve, o tentar disfarçar o regime de terror com o nome de ditabranda é o mesmo que dizer que pimenta nos olhos dos outros é refresco.

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joão33

31 de maio de 2012 às 18h27

SERÁ QUE ALGUNS DOS PARTICIPANTES DAS MARCHAS PELA FAMILIA DA ÉPOCA (OS MANIPULADOS DA ÉPOCA ) , TEM ALGUM QUE COMO TESTEMUNHA DA HISTÓRIA FAÇA UM MEA CULPA , E FALE SUAS FRUSTRAÇÕES E PROV[AVEL ARREPENDIMENTO .

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Apavorado por Vírus e Bactérias

31 de maio de 2012 às 17h00

Esse golpe de classe continuou nos governos que sucederam o golpe militar. Seus mais fiéis mandatários foram FHC e Collor, sendo que FHC foi o príncipe do neoliberalismo colonial, ao tirar os sapatos e ajoelhar-se para o comando norte-americano e quase privatizar o Brasil inteiro e acabar com a indústria e o emprego nacional.

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Elias

31 de maio de 2012 às 15h21

A ditadura militar destruiu também todo um processo cultural que crescia com a bossa-nova, o cinema novo, a música de Vandré (e muitos mais), o teatro de Augusto Boal, a literatura, o samba do morro que descia ao asfalto com Elis Regina e Jair Rodrigues, os inúmeros movimentos que foram perseguidos e banidos do cenário brasileiro. O Brasil caminhava a passos largos na vanguarda cultural que se mesclava com o que acontecia de melhor que havia no mundo. O golpe acabou com tudo.

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abolicionista

31 de maio de 2012 às 15h12

A PM de São Paulo comemora o golpe Militar. vejam a descrição do seu brasão, que pode ser encontrada no site da corporação:

“18ª estrela – 1964, Revolução de Março.”

São Paulo, como todos sabem, é um estado ignorante e fascista, dois ingredientes que costumam ser explosivos. Os integrantes da polícia militar são homens de caráter fraco, sem nenhuma capacidade crítica e capazes de perpetrar as piores ações de que um ser humano é capaz. Na verdade, eles estão no limite entre o humano e o animal. São a escória da sociedade elevada ao patamar de defensores armados da ordem. Tornaram-se policiais porque não conseguiriam um emprego melhor, essa é a verdade. Mesmo em relação à disciplina militar, seriam considerados péssimos soldados em qualquer lugar do mundo. São despreparados e instáveis emocionalmente, sacam da arma nas situações mais impróprias. Muitos tem o estupro, o assassinato e a tortura como práticas cotidianas, como atestam os relatórios da OEA. É essa a polícia que a ditadura nos legou, está aí para quem quiser ver, um brinco.

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    Moacir Moreira

    31 de maio de 2012 às 15h31

    Sim, o comando da PM paulista se orgulha de suas raízes nazi-fascistas.

    Esta estrela apenas enlameia ainda mais a corporação que deveria ser patrimônio do Povo.

ana db

31 de maio de 2012 às 14h49

A impunidade dos poderosos e potentes da casagrande que usaram seus capitães do mato capachos(militares) para capar e recapar, sangrar e ressangrar o povo, os sucubos continuam na ativa conspirando contra o povo e a democracia, que vive sob ameaça, sob a espada de Dâmocles. Lula e Dilma são vitimas da corja…
Todos nós sabemos quem são.

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Beto Lima

31 de maio de 2012 às 13h59

Igreja Católica admite que sabia de crimes da ditadura argentina
———-
A Igreja Católica argentina confirmou perante a Justiça que, desde 1978, sabia que a ditadura assassinava as pessoas detidas-desaparecidas, coisa que nunca havia admitido publicamente. A admissão tardia foi produzida com o reconhecimento da autenticidade do documento publicado no jornal Página/12, no dia 6 de maio, sobre o diálogo secreto com o ditador Jorge Videla, de 10 de maio de 1978. Em que pese a gravidade da revelação, tanto o Episcopado como o Vaticano e a grande imprensa guardam um estrondoso silêncio a respeito do episódio. O artigo é de Horacio Verbitsky.

Acessen:http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20224

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    abolicionista

    31 de maio de 2012 às 15h13

    “A única igreja que ilumina é aquela que pega fogo”.

    Moacir Moreira

    31 de maio de 2012 às 15h33

    Golpes de estado são sempre convenientes para os papas e bispos parasitas que não pagam impostos e vivem sem trabalhar.

    Jotace

    04 de junho de 2012 às 01h07

    Caro Beto,

    À exceção dos que se identificam de forma manifesta ou não com as linhas da Teologia da Libertação, são muito poucos os fiéis que admitem os erros da Igreja Católica tradicional, mesmo as suas grandes autoridades. O comportamento desta, tem sido lamentável, por sórdido e impiedoso em todo o mundo, mas de forma especial na América Latina. E ainda mais nos seus países de língua espanhola para onde vieram muitos sacerdotes simpatizantes do fascismo de Franco. Desde os tempos da conquista pelos piratas e bandoleiros oficiais da Espanha e de Portugal, aos quais se associou a Igreja Católica, tem esta se posicionado usualmente ao lado dos oligarcas, da ‘nobreza’, e contra os verdadeiros interesses do povo. Por isso é tão importante que figuras como D. Helder Câmara e Leonardo Boff, só para citar dois expoentes, tenham tido a coragem de apoiar o importante movimento cristão de apoio aos excluídos. Abs, Jotace

Alexandre Bitencourt

31 de maio de 2012 às 12h24

É necessário investigar mesmo quem foram os civis que apoiaram e deram suporte ao golpe e à sua manutenção.

Deve ter mais gente com medo dessa Comissão da Verdade do que os próprios militares, isso explica a violência com que a mídia conservadora ataca a Comissão.

Responder

abolicionista

31 de maio de 2012 às 11h37

Boff está coberto de razão. A transição para a democracia manteve intactas muitas instituições, como a polícia militar, que continuam erguendo loas ao que chamam de “revolução de 64”. É preciso, acima de tudo, voltar nossos esforços para descobrir quem foram os apoiadores da ditadura na esfera civil. É preciso denunciar e punir o empresariado que a financiou e a mídia golpista que a acobertou ideologicamente. Devemos “esculachar” tanto os torturadores quanto os representantes desses outros setores.

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Jorge Santos

31 de maio de 2012 às 09h43

Historiológico!!!!!
“…medo paralisador…” Ainda hoje, diante da violência que assola o país, ouvimos cidadãos lembrar do famigerado ‘4º exercito’em Pernambuco e sua maneira desrespeitosa e agressiva de atuar naqueles tempos.
O medo continua pairando sobre nossas cabeças. Textos como estes são alentadores, revivantes.
A verdade precisa vencer.

Responder

    PEDRO HOLANDA

    31 de maio de 2012 às 12h55

    Jorge, Eu tenho um cunhado/irmão que ainda hoje tem medo de pilicial. Quando é parado em uma simples blits ele se borra de medo.

Moacir Moreira

31 de maio de 2012 às 08h15

De fato, nem só a auto-intitulada esquerda foi vítima da gerência militar (1964-85).

Pelo contrário, muita gente auto-intitulada como “esquerdista”, engordou na ditadura, como dizia o saudoso Brizola.

E mesmo assim ganhou direito a indenização do Estado “Democrático” de FHC e Lula, a dupla dinâmica.

Responder

Pedro Henrique

31 de maio de 2012 às 00h21

Que história essa de ditadura militar?
O Golpe de 64 foi civil-militar. A ditadura foi civil-militar.

Responder

    abolicionista

    31 de maio de 2012 às 11h29

    A ditadura de Hitler e a de Mussolini também foram civis-militares, caro Pedro. Procure estudar um pouquinho de história, antes de repetir as besteiras que ouve por aí…

    Moacir Moreira

    31 de maio de 2012 às 15h30

    Sim, de fato, com o golpe de 64, os imperialistas ianques nos impuseram uma gerência militar a principio, passando após 85 a nos impor uma gerência civil tecnocrática.

    Nelson

    31 de maio de 2012 às 17h08

    Vocé está correto, Pedro. Temos que nos acostumar à nomenclatura correta, escrevendo-a corretamente, até porque é desta forma que podemos desvendar a história verdadeira dos povos.
    Escondendo-se atrás da nomenclatura, a nossa elite podre que, para seu proveito buscou os militares apropriados para perpetrarem o golpe de Estado, quer ocultar ad infinitum sua participação, e, portanto, responsabilidade, nos crimes cometidos de 1964 a 1985.


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