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Kátia Abreu faz palestra em encontro de juízes patrocinado pela CNA


19/11/2010 - 20h42

por Conceição Lemes

De 11 a 13 de novembro, a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) realizou, em Aracaju (SE), o IV Encontro Nacional de Juízes Estaduais, cujo tema foi “Justiça e Desenvolvimento Sustentável”.

O IV Enaje arrecadou R$ 1,05 milhão em patrocínios. Um, em particular, chamou-nos a atenção. Os R$ 100 mil pagos pela Confederação Nacional da Agricultura (CNA), comandada pela senadora Kátia Abreu (DEM-TO).

Kátia Abreu, segundo reportagem de Leandro Fortes em CartaCapital, é a rainha do latifúndio improdutivo:

Com a espada da lei nas mãos, e com a aquiescência de eminências do Poder Judiciário, ela tem se dedicado a investir sobre os trabalhadores sem-terra. Acusa-os de serem financiados ilegalmente para invadir terras Brasil afora.

Foram ações do poder público que lhe garantiram praticamente de graça extensas e férteis terras do Cerrado de Tocantins. E mais: Kátia Abreu, beneficiária de um esquema investigado pelo Ministério Público Federal, conseguiu transformar terras produtivas em áreas onde nada se planta ou se cria. Tradução: na prática, a musa do agronegócio age com os acumuladores tradicionais de terras que atentam contra a modernização capitalista do setor rural brasileiro.

Kátia Abreu é processada também por ter desmatado ilegalmente 776 hectares sem autorização Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). Por isso, recebeu multa de R$ 77 mil, até hoje não aplicada porque recorreu à Justiça. Embora já tenha vendido as terras, continua respondendo ao processo, pois a multa é intransferível.

Curiosamente, foi uma das palestrantes do IV Enaje, que reuniu 600 juízes do Brasil inteiro. Falou no painel “Código Florestal e Desenvolvimento Sustentável”.

Considerando 1) as denúncias de desmatadora e grileira que pesam sobre Kátia, 2) a criminalização que faz dos movimentos sociais do campo, 3) o lobby do latifúndio e 4) o fato de o poder judiciário ser atualmente um dos gargalos da reforma agrária no Brasil, a parceria CNA/AMB levanta dúvidas.

A avaliação de que o Judiciário é um dos entraves à reforma agrária é do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, o MST. Explica-se. O governo desapropria áreas consideradas improdutivas. Seus proprietários entram com recurso. A Justiça normalmente aceita. Cria-se um impasse. O governo já expropriou a terra, mas o caso fica parado na Justiça e as famílias acampadas, à espera da decisão final.

Reportagem de Phydia de Athayde e Rodrigo Martins, também publicada em CartaCapital , reforça a avaliação do MST:

A região do oeste paulista é simbólica por potencializar alguns entraves à reforma agrária no País. No caso, o conservadorismo do Judiciário somado ao excesso de recursos ajuizados pelos proprietários. Valdez Farias, procurador-geral do Incra, diz que o estado de São Paulo é especialmente problemático nesse ponto porque, diferentemente de outras áreas, todos os recursos possíveis são aplicados.

AMB: “JUÍZES NÃO SÃO INFLUENCIADOS ASSIM COMO REPÓRTERES NÃO SÃO PELA PUBLICIDADE”

O Viomundo questionou então a Associação dos Magistrados Brasileiros:

1) O tema do IV Enaje foi desenvolvimento sustentável. Não configuraria conflito de interesses o patrocínio da CNA?

2) Desenvolvimento sustentável envolve propriedade da terra. O patrocínio da CNA não poderia gerar na cabeça dos juízes uma boa vontade em relação aos latifundiários em detrimento de movimentos dos trabalhadores rurais sem terra?

3) A senadora Kátia Abreu, presidente da CNA, tem ações na Justiça nas áreas agrária e ambiental.  É compatível, ético, uma ré fazer palestra para juízes que podem um dia julgá-la?

4) Os recursos arrecadados com o patrocínio foram destinados a quê? Pagou despesas de juízes?

A AMB, por intermédio da assessoria de imprensa, respondeu-nos por email:

1) O convite à senadora Kátia Abreu para o painel Código Florestal e Desenvolvimento Sustentável deveu-se à representação da entidade junto ao tema.  Destacamos que o painel não foi unilateral. Havia outro palestrante Raul do Valle, advogado especializado em meio ambiente e assessor jurídico da ONG Instituto Socioambiental (ISA) com ponto de vista oposto.

2) Os patrocínios são dados à entidade e não aos juízes individualmente. Da mesma forma que repórteres não são influenciados pela publicidade veiculada nos jornais em que trabalham, os juízes não são influenciados por patrocinadores de eventos. Além disso, durante o encontro eles ouviram pontos de vista divergentes.

3) A senadora estava representando um setor produtivo da sociedade, da qual é presidente, e o assunto se ateve ao tema proposto. Naquele auditório ela não estava participando de um julgamento, e sim de um debate cujo o tema foi Código Florestal e Desenvolvimento Sustentável. Se verdadeira, a premissa da pergunta proibiria os juízes de ter contato com qualquer pessoa em qualquer local, visto que todos estão sujeitos a sofrer processos. É como achar que o juiz deve viver isolado.

4) Os recursos foram aplicados na organização e infra-estrutura do evento. Cada juiz pagou sua própria despesa, como passagem, hospedagem e, inclusive,  inscrição. Além da CNA, várias outras entidades patrocinaram o evento.

JUÍZA DORA MARTINS: “INSUSTENTÁVEL A DEFESA DO IV ENAJE”

Diz a velha máxima: À mulher não basta ser só honesta; tem de parecer honesta.  Por isso, ouvimos também a Associação de Juízes pela Democracia (ADJ).

“A questão dos patrocínios é bastante passível de crítica. Afinal, juízes têm de ser éticos e independentes, sem se influenciar pelo peso de suas ideologias”, afirma a juíza Dora Martins, da AJD. “Além de éticos, têm ainda a obrigação funcional de mostrar e não expor a imagem da Justiça a interpretações dúbias.”

“Não creio que os juízes fiquem de mãos e consciência amarradas só por conta do patrocínio. Porém, publicamente, isso depõe contra a  imagem do Poder Judiciário”, diz Dora Martins.” A partir do momento em que no nosso sistema, capitalista, impera o poder do ‘poder’ e do dinheiro, fica insustentável a defesa de um evento como IV Enaje, do jeito que foi elaborado.”

“De modo algum, os juízes que porventura estiveram no tal evento são passíveis de crítica ou qualquer forma de acusação no seu desempenho funcional”, salienta Dora Martins. “Porém, parece-me desnecessário a exposição da magistratura nacional a esse tipo de situação, evitável,  e que, trazida ao conhecimento público, permite ser interpretada de todos (e qualquer) os modos.”

“A independência judicial é o bem mais caro que todo juiz deve ter, zelar e lutar”, arremata.  “Tudo o que possa colocar isso em risco deve ser afastado, evitado e rejeitado.A transparência é outra virtude a ser buscada no exercício dos poderes do Estado, inclusive no poder Judiciário.”

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102 comentários

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James Randi – Astrologia (Legendado em portugues)

29 de novembro de 2010 às 09h57

[…] Kátia Abreu faz palestra em encontro de juízes patrocinado pela CNA | Viomundo – O que você… […]

Responder

Astrologia e Tarot

26 de novembro de 2010 às 07h01

[…] Kátia Abreu faz palestra em encontro de juízes patrocinado pela CNA | Viomundo – O que você… […]

Responder

Mário

22 de novembro de 2010 às 08h37

Imaginem se o patrocínio tivesse vindo da CONTAG ou do MST. A Globo ia querer fechar as portas do Judiciário. 90% dos magistrados desse país estão se lichando pras questões sociais. Reforma do Judiciário, já! Eleições diretas pra Juízes. Azenha, tem um blog, o jornaldorecomeco (recomeço), que faz uma abordagem bastante crítica a esse setor do Poder Judiciário. Talvez fosse interessante vc fazer um link no 'vi o mundo'.

Responder

Nilzaadv

21 de novembro de 2010 às 23h34

Indefensável a justificativa da AMB.Se fora verdade, deveria então ter convidado como debatedores a CONTAG, MST e a CPT, que são entidades que são agentes ativos no cenário da questão agrária do País, mormente a primeira que representa os trabalhadores rurais no Brasil.

Responder

vanraz

21 de novembro de 2010 às 18h04

A Doutora Martins tem toda razão. Merece meu respeito e consideração. O evento se faz desnecessário.
http://www.vanraz.wordpress.com

Um abraço caro Azenha

Responder

Armando do Prado

21 de novembro de 2010 às 15h09

Vergonha. Que esses servidores pagos com o dinheiro público tenham decência e mantenham o respeito que o povo pagante de seus vencimentos exige.

Responder

Edmar

21 de novembro de 2010 às 10h22

Em alguns estados da Federação, o "Judiciário" consome mais de 15% de todo o orçamento. Com tanto recurso, porque pedir/aceitar dinheiros de uma das partes envolvidas na principal disputa na sociedade, a vinculada ao uso do espaço físico nacional, por quem tem que julgar tais causas? Só pode ser pra "uniformizar argumentação" em favor dos latifundiáros pra dificultar a ação dos produradores da República ou do Incra nos pocessos que tenham de subir a instâncias superiores, simplificando o trabalho dos Gilmar Mendes e M. Aurélio Mello da vida. São assim nossos juízes, RENDIDOS À GRANDE MÍDIA, AO GRANDE CAPITAL E, agora estamos sabendo, AO GRANDE LATIFÚNDIO que paralisa essa Nação. Vai ser duro nos desenvolvermos com alguma equidade!

Responder

Alberto Dourado

20 de novembro de 2010 às 22h52

Ora, se os juízes participantes pagaram todas suas despesas e até taxa de inscrição, então qual a necessidade de patrocínio? A taxa de insacrição visa exatamente cobrir as despesas com organização e infraestrutura. Se os patrocínios foram usados para bens ou serviços utilizados pelos juízes, que são funcionários públicos, então alguma coisa está muito errada.

Responder

    Jairo_Beraldo

    21 de novembro de 2010 às 08h47

    Dourado, ainda não aprendeu como faz uso do alheio, a direita bresileira?

    Valcir Barsanulfo

    21 de novembro de 2010 às 11h34

    Alberto, concordo contigo. Os nossos juizes perderam o senso do ridículo, fazem tudo para aparecerem, houve um contágio do Gilmar Dantas(segundo Noblat), e essa juizada pôs-se a perder. O judiciário brasileiro está praticamente toldo sob suspeita.

    luizcarlos magnoni

    21 de novembro de 2010 às 12h08

    Pra quem não sabe a CNA trabalha a favor do latifundio. e a bancada ruralista no congresso , pra quem não sabe ainda cobra um imposto anual dos pequenos e medios produdores um imposto anual mais caro que o ITR. muitos proprietários não tem dinheiro nem pra pagar o itr. Não recebemos nada em troca sem falar do protesto via judicial. proibindo ate fazer emprestimo bancarios. e preciso que o congresso e a presidente Dilma reveja istõ podemos ate pagar que seja compativel com nossa renda.

Helenita

20 de novembro de 2010 às 22h44

O Poder Judiciário brasileiro é caríssimo, repleto de privilégios, juízes e desembargadores trabalham pouco, pouquíssimo, car´torios abarrotados, a população espera anos e décadas por um julgamento… Não se conhece juízes que trabalhem nos dois períodos normais do dia, como todo mundo, chegam tarde e param cedo, milhares de feriados e recessos… Lógico que os privilegiados se unem e se garantem, como se vê no caso do tal congresso convidar essa truculenta latfundiaria para palestrar, para dizer o quê? Com tantos cientistas e autoridades isentas nesse país, vão ouvir aqueles que lhe são semelhantes… Vejam bem, essa tal CNA arrecada fortunas e ninguém lhes toma contas, ao contrário do que fazem diuturnamente com o MST que é questionado e investigado à exaustão… Ingenuidade pensar que tal CNA só arrecadada dos proprietãrios rurais, logicamente vem dinheiro das odiosas fundações norteamericanas, para disseminar a perseguição aos trabalhadores e a qualquer parlamentar que ouse propor a redução de seus privilégios…

Responder

    Jairo_Beraldo

    21 de novembro de 2010 às 08h50

    Talvez as pessoas sérias e competentes, não quiseram aliar suas reputações a excelsa magistratura brasileira.

yacov

20 de novembro de 2010 às 21h52

O Judiciário Brasileiro é um bunker das oligarquias nacionais. Basta ver a leniência desta instituição, moralmente falida, com os réus das "zelites" e a sua incapacidade aviltante em fazer cumprir a Lei, quando se trata desta camada da população, enquanto é célere e dura para com os despossuídos. Seu histórico nos indica que será sempre um entrave aos anseios e necessidades populares. Nosso Judiciário precisa de uma renovação urgente e a Katia Abreu… Well, ninguém merece a Katia Abreu, né?!? Falasériaí!!!

"O BRASIL PARA TODOS não passa na glObo – O que passa na glOBo é um braZil para TOLOS"

Responder

David R. da Silva

20 de novembro de 2010 às 17h43

Isso chama: QUANDO A JUSTIÇA PERDE O NOME. Apenas ISSSO. É o Setor mais reacionário e retrógrado do Brasil. Mande esssa entidade dos Juízes tomar SAL; ou acham que somos um Bando de Idiotas? PICARETAS! de Belo Horizonte.

Responder

    Valcir Barsanulfo

    21 de novembro de 2010 às 11h44

    David, esses juizes deviam ter chamado o Fernandinho Beiramar como palestrante. Quando ele foi preso, declarou que sua profissão era PRODUTOR RURAL.

rubem

20 de novembro de 2010 às 17h03

O DEM e suas excrecências , esta é mais uma politica "lesa patria" produzida por aquela "legenda maldita" chamada DEM ex-PFL, EX -PDS e EX- ARENA que era o braço político da ditadura militar , não nos esquecemos disso.
O DEM é uma espécie de ,"usina do mal " que produz politicos do "nipe" de Katia Abreu, ACM Neto, Cesar Maia, Agripino Maia, Demostenes Teles, Bonrauseur , aquela "coisa oca" Indio da Costa,etc, que produziu o "malvadeza' mais conhecido por ACM que agora "descança no CEU'.
Ou seja, o DEM é uma filial da "gestapo' do Brasil.

Responder

Sagarana

20 de novembro de 2010 às 16h08

Eu gostaria muito de votar nela.

Responder

Vicente P R Arruda

20 de novembro de 2010 às 15h05

Por diversas vezes perguntei o destino da minha "contribuição" obrigatória à CNA cobrada anualmente – e não é pouca coisa não – Sou pequeno produtor rural em Goiás e nunca vi uma só prestação de contas dessa tal CNA e também não sei para que serve. Bem, pelo menos fiquei sabendo onde foram parar R$ 100 mil. Bem aplicados, não? Pelo menos para essa distinta senhora certamente terá algum resultado.

Responder

Antonio

20 de novembro de 2010 às 13h54

Qualquer um está sujeito a ser processado. Mas um grileiro, desmatador e sabe-se lá mais o que pode ser senador da república? Os bandidos também tem que ser representados no Senado? Li numa matéria que essa senhora tirou pessoas das terras e se aboletou lá, como se a terra roubada fosse sua. Está correndo processo contra ela. É esse tipo de gente que queremos para legislar no País?

Responder

    Jairo_Beraldo

    21 de novembro de 2010 às 08h51

    Fica a consciencia de quem a colocou lá.

rubem

20 de novembro de 2010 às 13h51

Não podemos esquecer que o mal exemplo vem de cima o que dizer de Marco Aurelio de Mello e o famigerado Gilmar Mendes a vergonha dos magistrados, palestra de Katia Abreu é o "fim da picada",o que esta "desmatadora inveterada" tem a ensinar???de des .

Responder

FRANCISCO HUGO

20 de novembro de 2010 às 13h43

Bobinho eu, pensando que juiz se ativesse aos autos do processo e às leis, na forma de sua hierarquia.
Estamos em tempo de corrupção assumida.
Mas também em tempo de "clique aqui".
Ou a corrupção acaba com a net ou a net acaba com a corrupção.
ChicoHugo

Responder

tori

20 de novembro de 2010 às 12h59

03
A verdade é que os funcionários de carreira nesses órgãos, em sua maioria, trabalham contra o próprio órgão e por extensão, contra o país.
E não adianta colocar diretores ou superintendentes comprometidos.
Eles estarão “fritos” antes que o diabo coce o olho.
Portanto, para alcançar essa meta em tão pouco tempo, o Brasil precisa da concomitância de uma outra meta, que vise moralizar e modernizar (profissionalizar) os órgãos da administração pública.

Responder

tori

20 de novembro de 2010 às 12h57

A universalização do crédito para os assentados da reforma agrária; a contratação de assistência técnica; as melhorias na infra-estrutura, como a construção e reforma de estradas, construção de escolas, construção de postos de saúde e etc. Tudo isso depende do INCRA.
Pergunte a qualquer assentado da reforma agrária o que ele acha do INCRA!
Acontece que o INCRA não dá conta do recado. Já provou que é incompetente e contra a reforma agrária até mais do que a Cátia Abreu. Aliás, quem precisa da CÁTIA se já temos o INCRA!
Ora. Os órgãos dos quais a Dilma dependerá, assim como o INCRA, estão a pelo menos oito anos sendo boicotados, minados por dentro. Não representam nem minimamente as necessidades de um governo comprometido com mudanças.

Responder

Paulo

20 de novembro de 2010 às 12h54

Ta na hora de dar um basta nessas coisas, essa onde de ficar criticando essa gente não da mais, temos que nos armarmos pra bater, bater mesmo nessa bandalhada, se possivel escurraçar ou entao exterminar, essa gentalha tirada a rica e poderosa, o poder tem que sair da violencia do exterminio

Responder

    Jairo_Beraldo

    21 de novembro de 2010 às 08h53

    Belo discurso..mas fica só no discurso. Ação mesmo, que é bom, nada!

tori

20 de novembro de 2010 às 12h54

01
Sejamos otimistas, mas sem tirar os pés do chão.
Como toda meta, esta também sofrerá percalços.
A oposição trabalhará contra ela desde o primeiro dia
O PIG encherá sua pauta com denuncias de desvios, assim como faz em relação ao PAC.
O bate-bola entre o PIG e os senadores e deputados da oposição será permanente.
A CGU paralisará imediatamente qualquer programa denunciado por essa oposição, sem qualquer prova, tal como está acontecendo na minha região, Confresa-MT, mas não terá nenhuma pressa em apurar a verdade. E quando apurada a verdade, provada a inocência dos agentes envolvidos, tal qual aconteceu aqui, não terá nenhuma pressa em restabelecer o programa, afinal, até prova em contrário, é somente pra atravancar o país que estão servindo.
Outro exemplo concreto do que nos espera:

Responder

dos santos

20 de novembro de 2010 às 12h38

…mais uma do nossos meritissimos.Interessante notar, em um discurso do Gilmar Mendes, é com se eles-suprema corte- fizessem parte de um outro mundo, totalmente alheio a nossa realidade.

Responder

    Jairo_Beraldo

    21 de novembro de 2010 às 08h54

    E ele disse uma grande verdade. Eles vivem em outro mundo mesmo. O mundo da fantasia, da imoralidade, da indecencia, do descaso.

Jonas Silva

20 de novembro de 2010 às 12h29

*DEM em ação; Cuidado, podridão no ar.

*DEM – O partido que busca o poder tão somente para assaltar o Estado. Vide o que aconteceu em Brasília.

Responder

@Emanuel13PT

20 de novembro de 2010 às 12h24

É preocupante! Quando o pior exemplo vem dos que estão para dar o melhor, fica a pergunta: É possivel quem tem um péssimo comportamento, fazer julgamento de outrem?

Responder

    Jairo_Beraldo

    21 de novembro de 2010 às 08h56

    E quando aparece um cara sério como o Dr. De Sanctis, o que fazem? O isolam em uma instancia insignificante, e a alta bandidagem vai dando as cartas.

luiz antonio barbosa

20 de novembro de 2010 às 12h23

Cá com meus botões, depois de ler sobre as atitudes da senadora em questão, pricipalmente com relação à invasão de terra noticiada na Carta Capital, por leandro Fortes), pergunto: Onde estão os indignados que tanto desabafos fazem nos Blogs progressistas. Porque não se mobilizaram e foram colocar sequer uma faixa de repúdio em frente onde aconteceu o evento. Porque não fizeram um panfleto e distribuiram no local aos participantes e nos arredores do local do evento. Agora, é brincadeira o Senado não fazer nada, e o pior, é a bancada do PT, PSOL, PDT, PC do B, PSB, ficarem de abraços e beijinhos com a dita senadora para lá e para cá, enquanto ela promove a desordem, a discórdia, em fim a violência que tira vidas humanas no campo. Que corporativismo classista é esse (ENTRE SENADORES) que supera o companheirismo de lutas. É de dar nojo, principamente quando como eu se está tão longe dos centros de decisão, portanto sem poder fazer um gesto qualquer simbólico, mesmo sozinho, para demonstrar indignação, é frustrante.

Responder

chanceLer

20 de novembro de 2010 às 12h15

São comprometedores de fato.
Os patricínios privados estão para os juízes, assim como os financiamentos de campanha para os políticos.
Portanto, patrocínios e financiamentos públicos, já!

Responder

jorge

20 de novembro de 2010 às 12h13

A CNA faz gastança as custas da contribuição obrigatória imposta aos pequenos proprietário rurais. Digo imposta, pois se não pagarmos somos cobrados judicialmente. Não temos contrapartida dessa contribuição. O que vemos é os recursos sendo utilizados para outras finalidades e para atender os interesses da sua presidente.

Responder

Fernando

20 de novembro de 2010 às 11h51

Será que o ex-comunista e neo-ruralista deputado Aldo Rebelo compareceu?

Responder

zé francisco

20 de novembro de 2010 às 10h39

Vocês estão fazendo tempestade em copo de água. A Kátia não tem moral para discursar "trabalho escravo", agora sustentabilidade eu acho que ela pode, ou não pode?

Responder

    Jairo_Beraldo

    21 de novembro de 2010 às 08h59

    Claro que pode…afinal ela se reuniu com a tchurma que lhe deu sustentabilidade em seus crimes de roubo e formação de quadrilha. Tudo legalizado e avalizado.

nonato

20 de novembro de 2010 às 10h24

Seguindo o raciocínio da Enaje bem que o shopping Iguatemi e o Centro Empresarial Iguatemi poderiam ter patrocinado também o evento. Afinal o quase ex-senador Tasso Jereissati construiu esses empreendimentos dentro do parque ecológico do Rio Cocó em Fortaleza. Justifico: pelas placas com mensagens nas partes externas do shopping ficamos sabendo que o rio e o Parque do Cocó só existem por causa do sentimento ambientalista do Dr. Tasso. Pronto: o famoso ex-governador é ambientalista radical, o que deixaria a Marina Silva verde de vergonha e a Miss Desmatamento Kátia Abreu encontraria enfim um parceiro ideal na defesa do meio ambiente.

Responder

Julio Silveira

20 de novembro de 2010 às 10h15

Como diria aquele comercial esse é o clube, assim se formam seus consensos.
Muito conveniente.

Responder

Rafael

20 de novembro de 2010 às 10h05

Veja o que é o judiciário:
Parte I
A família de Gilmar Mendes e o coronelismo em Diamantino (MT)
Obcecada por destruir um adversário político, 
a família do ministro Gilmar Mendes não mede esforços. Vale até arruinar as finanças de sua terra natal
por Leandro Fortes, na CartaCapital
Eleito em 2008 prefeito de Diamantino, a 208 quilômetros de Cuiabá, o notário Erival Capistrano enveredou-se por um pesadelo político sem precedentes. Nos últimos 23 meses do mandato, Capistrano, do PDT, foi cassado e reconduzido à prefeitura três vezes. Ao todo, ficou no cargo apenas nove meses. Os outros 14 foram ocupados pelo candidato derrotado nas urnas, Juviano Lincoln, do PPS, graças a um jogo de manobras judiciais que transformou a vida de Diamantino num caos político e administrativo. A cada troca de prefeito, os cofres municipais sofrem um rombo de, aproximadamente, 200 mil reais. Por conta dessa situação, o lugar caminha rumo ao precipício contábil e social.
Antes como candidato e agora como prefeito eventual, Lincoln é patrocinado politicamente pela oligarquia local, comandada pela família do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. Mendes usa, inclusive, expedientes do velho coronelismo nativo: vale-se de meios de comunicação sob seu controle para atacar o adversário político. A TV Diamante, retransmissora do SBT no município, virou arsenal de baixarias contra o grupo de Capistrano comandado por um preposto da família, o técnico rural Márcio Mendes. A emissora, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), é uma concessão para fins educativos à União de Ensino Superior de Diamantino (Uned), instituição de ensino superior fundada pelo ministro do STF.

Responder

Guilherme Zacharias

20 de novembro de 2010 às 09h34

Essa 'parceria' da CNA com a AMB expõe uma das razões por que a violência grassa pelo Brasil inteiro: autoridades do Judiciário sendo aliciadas por bandidos, muitas vezes travestidos de autoridades. Observem a facilidade da AMB em arrecadar mais de R$ 1 milhão. A conta, como sempre, será paga pela sociedade em forma de injustiça.

Responder

    Jairo_Beraldo

    21 de novembro de 2010 às 09h01

    E vai ficar melhor ainda, se a presidente Dilma fizer a sandice de colocar no Ministerio da Justiça, o expropriado e espúrio José Eduardo Cardozo. Será um tapa na cara da sociedade civil brasileira.

tori

20 de novembro de 2010 às 09h32

Quem ainda não sabe que a maçã podre do cesto da república é o judiciário? Mexer no vespeiro é outra coisa.
É só reportar à reação desse poder conservador por conta de um comentário do Lula, que teve que se humilhar para não ser linchado em praça pública… e o termo “caixa preta” foi abolido desde então.
Algum ícone, como o Ministro do Supremo Joaquim Barbosa, tem coragem de peitar seus pares, mas ele também é um intocável. No que se sentiu ofendido, reagiu.
Mas e no que todo o país é diariamente ofendido?
Na verdade o poder judiciário chegou a um impasse e precisa ser urgentemente renovado, pois a parte que não é comprometida com o que de pior existe no país em termos de “injustiças” é no mínimo omissa.

Responder

Rodrigo Leme

20 de novembro de 2010 às 09h19

Marilena Chaui usa a USP pra fazer comício pró-Dilma. A CUT usa imposto sindical para fazer revista de campanha pro PT. Essas coisas não chocam o blog. Mas ai da entidade que paga uma pessoa da oposição para dar uma palestra.

Responder

Andre Campolina

20 de novembro de 2010 às 09h03

Evento do judiciário sendo financiado pela CNA? É mole ou quer mais!……………….. Parece brincadeira.

Responder

Mauro Silva

20 de novembro de 2010 às 08h57

Caro Azenha
1º Onde estão o Procurador Geral da República e o Ministério Público?
2º Todos os juízes que participaram desse encontro estão sob suspeição.
Fica evidente o vínculo, ou seja, o tráfico de influência entre as entidades que patrocinam os regabofes dos magistrados e as sentenças destes, pois, via de regra, são favoráveis áquelas entidades, principalmente a CNA.
Daí a concluír que a omissão do Ministério Público diante desse escândalo é igualmente perniciosa.

Responder

Vinicius Garcia

20 de novembro de 2010 às 08h54

Ora iludido quem acha que um sistema criado para beneficiar os ricos venha a tomar partido dos mais pobres. Só a mobilização, denúncia e luta, fará mudar o quadro judicial brasileiro, acho até que muitos dos "juizes" possam ter parentes latifundiários, não estou generalizando, mas grande parte do sistema judiciário, é elitizado, não tem representação popular, então não vê as coisas como o povo, o sistema judiciário teria que ser imparcial, mas não o é.

Responder

Gerson Carneiro

20 de novembro de 2010 às 08h54

Quanto à resposta de nº 3, tá bem então. Sendo assim, o pessoal da Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro, pode organizar um bailão funk no fim desemanae convidar a juizada, e esta poderá comparecer porquenão vai influenciar em nada.

Responder

Adilson

20 de novembro de 2010 às 05h29

Mas sejamos francos, a tal de independência funcional fica abalada, pois tomando por analogia, se os médicos são duramente critícados quando participam de eventos patrocinados por laboratórios, por qual razão deveria ser diferente com os juízes, que participaram de um evento patrocinado pela CNA?

Responder

francisco.latorre

20 de novembro de 2010 às 02h28

judiciário. último reduto da reação.

por enquanto.

reforma. já.

..

Responder

O_Brasileiro

20 de novembro de 2010 às 01h54

Cuidado com os "doutores da lei"…

Responder

Maria Thereza

20 de novembro de 2010 às 00h51

Os advogados sempre foram originários das classes dominantes. Para mudar ainda vai ter que rolar muito ENEM, PROUNI, filhos do MST se formando e por aí vai. O judiciário é, com certeza, a categoria mais atrasada, conservadora, descarada, prepotente e arrogante.
Só a resposta que eles deram já é prova de seu comportamento e atitudes. Existem mais de 490 mil pessoas presas no Brasil, em presídios cujas condições todo mundo conhece. Quase 70% dos crimes são contra o patrimônio, 20% relacionados à questão das drogas e o restante crimes contra a vida. A quase totalidade é formada por homens jovens, negros ou pardos e, evidentemente, pobres, sem acesso a advogado, alguns presos por longo tempo sem julgamento. Considerando os casos recentes, já citados em outros comentários, os juízes aqui podem ser tudo, menos justos. Minha esperança está, realmente, no acesso à universidade de parcelas cada vez maiores da população, não só para atuarem como profissionais de direito mas, sobretudo, como professores , para ver se mudam as perspectivas. preferência concursados

Responder

Luiz Fernando

20 de novembro de 2010 às 00h43

Pois é, será que a AMB aceitaria também o patrocínio do MST para o evento?

Melhor mesmo é que o Judiciário não se exponha e utilize seus próprios recursos (ou da sua associação) para a realização desses eventos.

Responder

    MirabeauBLeal

    20 de novembro de 2010 às 08h36

    .
    E UMA PALESTRA DO JOÃO PEDRO STÉDILE !
    .

Andelmo Zarzur

20 de novembro de 2010 às 00h36

Os jornalistas podem não serem influenciados pelos patrocinios, mas, os patrãos podem, é só ver o exemplo da grande midia de S.Paulo se comportou na ultima eleição, blindando o canditato Serra, pois o mesmo gastou varios milhares de reais com assinatura de jornais e revistas com dinheiro publico;Entendo que os magistrados que participarão do convescote, tenham ombridade de se declararem impedidos em processos que versem sobre a questão agraria ou seraque isto é otopia.

Responder

aurica_sp

20 de novembro de 2010 às 00h33

Todos são iguais perante a lei (RISOS), poderia mudar todos esses descritos na matéria são seus "iguais" perante as "sua leis". A Miss Desmatamento que o diga.

Responder

    Jairo_Beraldo

    20 de novembro de 2010 às 02h54

    Lute para se fazer valer a lei. Fácil denegrir. Dificil lutar contra. Mais facil ainda me dar mal resposta!

carmen silvia

20 de novembro de 2010 às 00h27

A excessiva exposição dos políticos ligados a corrupção,passa para o povo em geral a idéia de que essa é uma prática exclusiva de políticos e a grande caixa preta,o judiciário, continua fazendo das suas cotidianamente.É mais que necessário se mexer nesse pilar do poder é urgente se quisermos continuar aprimorando a nossa democracia.

Responder

Rogério Bezerra

20 de novembro de 2010 às 00h15

Judiciário brasileiro???????????? Francamente…
Por onde anda o "Lalau"?
E o telefonema do "Zé" ao amigo do Supremo?
Com um judiciário desses… Só sendo milionário!

Responder

easonnascimento

20 de novembro de 2010 às 00h09

Eventos como este, organizados desta forma, com estas participações e com estes patrocínios, podem configurar associações indevidas e no mínimo estranhas, para dizer o mínimo. Juízes e infratores no mesmo nível? Não dá pra entender, mas dá pra concordar com o MST. Pelo menos neste episódio.
http://easonfn.wordpress.com

Responder

Sergio Pausic

19 de novembro de 2010 às 23h46

Olhando bem, é a versão feminina do Agripino Maia… triste memória. Credo!

Responder

    Jairo_Beraldo

    20 de novembro de 2010 às 02h55

    Sabe que ela é mais macho que Agripino!

Almeida Bispo

19 de novembro de 2010 às 23h42

A turma do pefelê não dá prego sem estopa: só investe onde tem retorno garantido. Quanto à afirmação "a parceria CNA/AMB levanta dúvidas", desculpe a cara cronista, mas não há dúvida nenhuma aí. A justiça é um cabide de emprego vip para uma montanha de pretensos nobres falidos da cafeicultura, do ramo sucro-alcooleiro e dos criadores de bois – ou meros acumuladores de terras, como a cara senadora. Obviamente que há juizes e até desembargadores e ministros, além do exército de promotores com um pé na senzala, todavia, estes bancam o capitão-do-mato. Ninguém entra na justiça apenas por concurso de provas objetivas; sempre há os QI (quem indica), e é aí onde famílias a 400 anos se mantém "no ramo".

Responder

Jarir Almansur

19 de novembro de 2010 às 23h41

O judiciário brasileiro julga como orienta o Estadão e a Revista Veja.

Responder

Baixada Carioca

19 de novembro de 2010 às 23h37

Mas sobre o Encontro de Blogueiros a mídia desancou a alardear que foi bancado com recursos do governo. Eita midiazinha porca sô!

Responder

Regina

19 de novembro de 2010 às 23h36

Que evento caro!!!
Mas, o que me chamou muito a atenção foi a resposta abaixo:

"Os patrocínios são dados à entidade e não aos juízes individualmente. Da mesma forma que repórteres não são influenciados pela publicidade veiculada nos jornais em que trabalham, os juízes não são influenciados por patrocinadores de eventos. Além disso, durante o encontro eles ouviram pontos de vista divergentes."
Gostaria de entender a relação do repórter, enquanto trabalhador contratado (não é o dono da empresa) com a publicidade da empresa… caso bem diferente do citado, ou seja a própria associação recebendo o patrocício..

Obs 1. Se cada juiz pagou suas despesas, nem seria necessário tanto patrocínio…. a não ser para caixa 2.
Obs. 2. O Judiciário dever manter um rigor cada vez maior nessas questões pelo importante papel que tem na nossa sociedade….

Responder

Almir Wagner

19 de novembro de 2010 às 23h19

Doar grana para o evento e depois ir proferir palestra no mesmo evento!!! Essa juizada não se dá o respeito mesmo. Os caras ganham o suficientes para pagarem por este tipo de evento. Não tem nada que sair pedindo dinheiro pra associações e outros. Essa justiça !!!

Responder

João Carlos Rizolli

19 de novembro de 2010 às 23h02

É o judiciário (assim mesmo, com j minúsculo) "de quatro" para o ruralismo feudal brasileiro.

Responder

Vera é Dilma

19 de novembro de 2010 às 23h00

Azenha,
A resposta que a AMB lhe enviou é de uma arrogância, prepotência e desfaçatez sem limites!!! Demonstra literalmente como é e age a grande maioria dos juízes brasileiros! Como se estivessem acima do bem e do mal!!! Além da Lei de Medios, nosso País precisa urgentemente de uma reforma do judiciário que "desempine os narizes" dos juízes brasileiros!!!

Responder

Jairo_Beraldo

19 de novembro de 2010 às 22h59

Tanta coisa boa para destacar no site, e colocam esta trambiqueira em destaque? Azenha, voce é inepto!

Responder

Luciano Prado

19 de novembro de 2010 às 22h53

Falta de pudor e afronta a população.

Responder

Mário SF Alves

19 de novembro de 2010 às 22h53

Azenha, meu velho, é isso aí." Quanto mais se anda mais se vê estrada. Mas se não se caminha…"

Responder

Marcos C. Campos

19 de novembro de 2010 às 22h35

Existe lobby sobre o poder executivo e sobre o poder legislativo …

Agora estao, os ruralistas, estao inaugurando (pelo menos mais ostensivamente) o lobby sobre o poder judiciario …

Responder

rubem

19 de novembro de 2010 às 22h25

um absurdo a"rainha do latifundio improdutivo," doutrinando o judiciário, é a ultra direita querendo que o judiciário deste país se torne mais conservador do que já é..

Responder

    Jairo_Beraldo

    19 de novembro de 2010 às 22h57

    Qual a sua surpresa?Sempre foi a direita que doutrinou e doutrina a justiça!

    Baixada Carioca

    19 de novembro de 2010 às 23h35

    E tem a ajuda da velha mídia nessa questão.

Rafael

19 de novembro de 2010 às 22h24

No discurso o judiciário é um coisa, na prática é o oposto. É evidente que o judiciário julga totalmente diferente um pobre sem influência a um poderoso, rico e influente. Um evento de juízes patricionado por CNA é piada.Na prática estão pagando por julgamenteos que favorecçam a CNA. Por mais que se fale de políticos, acredito que quem mantém o sistema corrupto é o judiciário. Collor roubou fortunas, quando foi para o stf acabou absolvido. O Arruda duvido que vai um dia ser julgado e vai ficar na cadeia. O pilar que mantém a elite no Brasil é o judiciário. Através do judiciário revertem qualquer ação que mexer nos seus direitos. O judiciário é a base da corrupção no Brasil.
Pimenta Neves nunca vai finalmente ser julgado e pagar a sua pena. Agora há vários relatos de pessoas pobre passarem mais de dois anos na cadeia porque confundiram a pessoa. E pior por erro da justiça a pessoa que foi por erro do judiciário é que vai ter que provar que não foi lea que cmete o crime. Duvido que aconteça isso com alguém poderoso.

Responder

Paulo

19 de novembro de 2010 às 22h16

O Brasil vai ter uma crise muito séria com os desmandos destes 'justiceiros' que se acham superiores a DEUS.

Responder

    Jairo_Beraldo

    19 de novembro de 2010 às 22h58

    Eles terão que acompanhar as mudanças sociais. Será loucura irem pela contra-mão da historia.

Fabio_Passos

19 de novembro de 2010 às 22h12

É assim que a "elite" branca e rica perpetua seus privilégios indecentes.

Uma propininha da CNA… e estão abertas as portas da justiça.

Responder

CurareBrasil

19 de novembro de 2010 às 22h08

É uma piada pra não dizer outra coisa.

Quero qual será a decisão do judiciário sobre os crimes dessa senhora.

Além disso o seu filho se tornou deputado federal – Irajá Abreu.

Quando será que as coisas vão mudar ?

Responder

Gerson Carneiro

19 de novembro de 2010 às 22h04

Conceição Lemes: pare de choramingar. Essa merreca de 100 mil não é nada.

A Mocidade Independente de Padre Miguel largou na frente das co-irmãs e já tem enredo para o carnaval do ano que vem. Graças a um acordo de R$ 3,6 milhões com a Confederação Nacional de Agricultura e Agropecuária (CNA), a verde-e-branca levará para a Marquês de Sapucaí um tema sobre a agricultura, agropecuária e o meio ambiente.

Ainda segundo o dirigente, a CNA está colaborando com informações sobre o assunto, fornecendo dados necessários para que o carnavalesco Cid Carvalho possa carnavalizar a ideia.

A passagem bíblica sobre o Semeador também estará incluída no tema, que será lançado em maio, possivelmente em uma festa na Cidade do Samba. (olha o Malafaia na Sapucaí aí geeeente!)

Das cerca de 4.000 fantasias que a escola planeja confeccionar, pelo menos mil delas serão vendidas para empresários interessados em participar do carnaval da Mocidade.

Responder

    Marisa Rodrigues

    19 de novembro de 2010 às 23h46

    Sou jornalista e assessora de comunicação especializada em agronegócio, que é o que segura a balança comercial do Brasil. Orgulho-me da alta tecnologia que existe no campo hoje, graças aqueles que tiveram coragem de permanecer e trabalhar na terra. O Brasil é hoje um dos maiores exportadores de carne e leite do mundo. Entretanto, quando soube que a senadora Katia Abreu iria patrocinar uma escola de samba, em 2011, perdi, naquele mesmo instane , qualquer admiração que pudesse ter por ela. E agora, sabendo de todos os processos que são movidos contra ela, exatamente pela prática daquilo que ela tanto critica — o desmatamento, as terras improdutivas, e por aí vai — é de se perguntar onde essa mulher quer realmente chegar, e ficarmos atentos, pois ela parece não medir esforços nem meios para atingir seus objetivos.

    Araquem

    20 de novembro de 2010 às 01h11

    Exportar carne com desmatamento e grilagem e exportar leite com trabalho escravo não deveria ser motivo de orgulho para ninguém.
    A alta tecnologia do campo (eufemismo para mecanização da monocultura da cana de açúcar), só no estado de São Paulo, levou miséria, fome e exclusão social para mais de 100 mil trabalhadores rurais em 2010. Tal vergonha apenas para garantir os lucros indecorosos da elite latifundiária paulista.
    Desculpe, Marisa, mas o agronegócio brasileiro é o clímax da perversidade do capitalismo.

    Gerson Carneiro

    20 de novembro de 2010 às 12h53

    Araquem ("o show man"),

    tô contigo.

    Gerson Carneiro

    20 de novembro de 2010 às 07h29

    Então, certamente a sra. tem conhecimento da saga do pequeno proprietário rural Juarez Vieira Reis, de Campos Limpos, Tocantins. Não?

    Aqui vai um resumo: Juarez afirma que a união do poder Executivo e do Judiciário de Tocantins o obrigou a abandonar as terras em que vivia com a família desde 1955, sem receber um tostão. O beneficiário da intervenção foi a então deputada e presidente da associação rural de Tocantins, a hoje senadora Kátia Abreu.

    A Senadora se apropriou das terras, embora tenha ido à casa de Juarez e prometido que não faria nada para prejudicar a família.
    Juarez venceu em todas as etapas do Judiciário, mas não consegue reaver as terras.
    Ele demonstrou que os documentos que atestavam a sua propriedade eram legítimos.
    Enquanto isso, a Senadora não planta no local um pé de feijão

    Juarez calcula que a Senadora, com a desapropriação ilegal, tenha se apossado de 3 mil hectares de terra.

    Alfredo Bessow

    20 de novembro de 2010 às 16h05

    Há divergências!
    Não confundir agronegócio com produção de alimentos.
    A carne comercializada e exportada perlo Brasil é uma das piores e mais baratas do mundo.
    Pelo qaue dizem colegas jornalistas de Tocantins – e que temem ser mortos pelos assassinos de aluguel do povo do agronegócio – Kátia Abreu tem tanta força no Judiciário por manter uma relação semi-matrimonial com um juiz.

    Gerson Carneiro

    20 de novembro de 2010 às 16h53

    "A carne comercializada e exportada pelo Brasil é uma das piores e mais baratas do mundo."

    Desculpa mas, não é verdade.
    Barata pode até ser, pior não.
    Tanto que não há aqui incidência do mal da vaca louca.
    E a exigência pelos importadores em relação à carne proveniente do Brasil chega a ser ainda mais rigorosa. E ainda assim o produto brasileiro se sobressai.

    Alfredo Bessow

    21 de novembro de 2010 às 20h54

    É a qualidade da carne – basta ver a cotração no mercado internacional. A quanto o Brasil vende a arroba da carne bovina? Faça o commparativo com o p´reço obtido pela carne argentina. Trata-se de 'qualidade'. O nosso gado é basicamente composto por zebuínos (nelore, etc), que não é uma carne saborosa e que por isso memso tem menor valor de mercado.

    Gerson Carneiro

    22 de novembro de 2010 às 21h16

    Eu me baseei no fato de que o rebanho bovino brasileiro é o maior rebanho comercial do mundo, e segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes – ABIEC, o Brasil ocupa, desde 2004, o primeiro lugar no ranking de maior exportador do mundo de carne bovina, em volume. Então achei incompatível a carne bovina brasileira ser uma das piores e sermos os líderes em exportação.

Marcos

19 de novembro de 2010 às 22h00

Azenha,

O artigo abaixo, escrito por Thomas Friedman, do New York Times, deveria ser analisado com cuidado. Acho que merece atenção.

Em português, publicado no jornal O Povo.
http://www.opovo.com.br/app/colunas/thomasfriedma

Em inglês, no New York Times.
http://www.nytimes.com/2010/11/17/opinion/17fried

Responder

Heitor Brasil

19 de novembro de 2010 às 21h58

A justiça não pode se comprometer com determinadas classes, pois fica sem credibilidade. Sem justiça não há democracia.

Responder

jbmartins

19 de novembro de 2010 às 21h58

O Povo Brasileiro é muito ingênuo, não percebe que esta cobra do latifundio, de bote em bote se apodera de terras e poder, com apoio da Mídia, com a cotas protegida pela politica, e agora com a cobertura da Justiça.

Responder

    Nilzaadv

    21 de novembro de 2010 às 23h37

    agora???Meu amigo, hà mais de 28 anos que advogo para trabalhadores rurais e com raríssimas exceções me deparei com juízes com sensibilidade para o problema fundiário desse País.Sempre velozes para conceder Liminares de Reintegração de posse aos fazendeiros e em contrapartida…podes imaginar.

CC.Brega.mim

19 de novembro de 2010 às 21h50

bom!
todos os lados
e o dedo na ferida:
o judiciário.
ali a direita tem o poder
e impede a redução da desigualdade
com unhas e dentes

Responder

    Baixada Carioca

    19 de novembro de 2010 às 23h36

    E quem julga o poder judiciário?

IV Avatar

19 de novembro de 2010 às 21h30

O Judiciário brasileiro se torna cada vez mais um entrave ao nosso desenvolvimento, pois que um poder cada vez mais incompatível como principios tais como democracia, igualdade, ética

Responder

Alex

19 de novembro de 2010 às 21h23

Meu pai, que é bancário aposentado, costuma dizer que alguns encontros dos nossos magistrados costumam ser patrocinados pela Febraban e que esse negócio de ajuizar ações contra os bancos é a maior furada, perda de tempo, dinheiro e esperança…nunca corri atrás para verificar, mas a denúncia apresentada parece – em tese – corroborar com os conselhos de meu velho….

Responder

    Silvio

    19 de novembro de 2010 às 23h06

    Azenha:
    Todo o Poder Judiciário deve ser passado a limpo. Começando pelo STF, ate último Juiz de primeira instancia. Os códigos tem que ser revistos e atualizados.Não e possível, que quem tem dinheiro, use tantos advogados, e todas as varas do judiciário,assim passando o tempo , o crime prescreve.


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